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Escopo do Projeto (itens 1 a 5)

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Secretaria Municipal Adjunta de Recursos Humanos - SMARH Página 18/02/2016

Modalidade do Projeto

B - Experiências e iniciativas de sucesso implementadas ou em processo de implementação

Área temática do Projeto

Avaliação, Implementação e Monitoramento de Políticas Públicas (Gestão dos Recursos e Transparência, Participação Social, Sustentabilidade, Governança Social e Mobilidade Urbana).

Título do Projeto

A importância do registro Institucional para a visibilidade de políticas públicas de leitura e a efetivação de orientações do trabalho nas bibliotecas escolares da Secretaria Municipal de Educação

Resumo do Projeto

O Programa de Bibliotecas Rede Municipal de Educação de Belo Horizonte (RMEBH), criado em 1997, constitui uma importante política pública de incentivo à leitura do Município. No atual contexto nacional, de carência desse espaço na vida escolar, o Programa destaca-se, sendo referência para outras redes do Brasil. Atualmente todas as escolas municipais possuem biblioteca, com profissionais concursados e especializados (bibliotecários e auxiliares de biblioteca); acervos diversificados, atualizados e de qualidade, graças à verba garantida pela Lei Orgânica do Município e a uma política própria de desenvolvimento de acervo. Outra política desenvolvida no âmbito deste Programa é a distribuição anual de kits de literatura para todos os estudantes da RMEBH, junto com o material escolar. Apesar da excelência e pioneirismo, havia uma grande lacuna na configuração dessas duas políticas: a ausência de registro oficial que as resgatasse historicamente, gerando informações para o Município, e que orientasse a prática de trabalho dos profissionais das escolas. O alto valor investido, nas bibliotecas escolares e na distribuição de livros para os estudantes, corrobora a necessidade de ações que promovam o aprimoramento das duas políticas. De 2013 até abril de 2015, foram investidos aproximadamente R$ 3.600.000,00 (três milhões e seiscentos mil reais) nas bibliotecas escolares, para compra de livros e outros materiais bibliográficos; para composição do kit literário, de 2004 a 2014, foram adquiridos 6.205.679 exemplares de livros, totalizando um investimento de cerca de R$ 76.000.000,00 (setenta e seis milhões de reais). A atual gestão implementou ações de visibilidade a estas políticas, publicando os Catálogos do kit literário e os Cadernos do Programa de Bibliotecas, que resgatam dados históricos e orientam o trabalho dos profissionais das escolas, potencializando um uso efetivo dos recursos investidos pelo poder público.

Escopo do Projeto (itens 1 a 5)

1. Caracterização da situação anterior.

UMA BREVE CONTEXTUALIZAÇÃO:

1.1 – O Programa de Bibliotecas da RMEBH

O Programa de Bibliotecas da RMEBH foi criado em 1997, com o nome de Programa de Revitalização das Bibliotecas Escolares da Rede Municipal de Educação de Belo Horizonte. Ao longo desses anos, o Programa construiu uma grande mudança no perfil da biblioteca, consolidando uma efetiva participação desse espaço na vida escolar. Atualmente todas as escolas da RMEBH possuem bibliotecas, com profissionais concursados e especializados; acervos diversificados, atualizados e de qualidade, graças à verba garantida pelo Artigo 163 da Lei Orgânica do Município, e a uma política própria de desenvolvimento de acervo.

Na RMEBH, a biblioteca escolar é concebida como um espaço múltiplo de cultura, ação pedagógica, produção de conhecimento e promoção de experiências criativas; que deve servir de base para os trabalhos desenvolvidos na escola e estar a serviço de seu Projeto Político Pedagógico. Nessa perspectiva, a biblioteca faz a diferença na formação do educando, pois é explorada em todo o seu potencial de espaço influenciador do gosto pela leitura e do fomento à pesquisa escolar, sendo “parte integral do processo educativo”.

Em 2010, foi realizado um estudo diagnóstico do Programa, por meio de assessoria de professoras da Escola de Ciência da Informação da Universidade Federal de Minas Gerais (ECI/UFMG), a fim de mapear e analisar a atual realidade das bibliotecas da RMEBH e fundamentar a elaboração de novas diretrizes. Com desdobramentos qualitativos e quantitativos, o estudo teve como base os documentos: 1) relatórios estatísticos enviados semestralmente pelos bibliotecários à Coordenadoria do Programa de Bibliotecas, informando sobre o crescimento do acervo, as atividades e projetos realizados pelas bibliotecas, empréstimos, consultas, dentre outros; 2) questionário respondido pelos profissionais atuantes nas bibliotecas.

Com base nos Parâmetros para criação e avaliação de bibliotecas escolares, esse diagnóstico apontou o seguinte quadro, na RMEBH:

- as bibliotecas estão instaladas em sala própria e, em geral, possuem ambientes para o armazenamento do acervo, atendimento aos usuários, leitura e utilização de computadores;

- muitas bibliotecas já contam com equipamentos para a realização de atividades de busca e uso da informação em ambientes digitais.

A maioria delas possui um ou dois computadores com acesso à internet;

- as bibliotecas se beneficiam dos programas nacionais de distribuição de livros e do investimento da instituição mantenedora na formação do acervo. Há uma política para direcionar a formação e o desenvolvimento de coleções em função dos interesses da comunidade a que serve;

- a maioria das bibliotecas realiza procedimentos de organização do acervo que possibilitam a localização dos materiais nas estantes, de acordo com o assunto ou área do conhecimento;

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Secretaria Municipal Adjunta de Recursos Humanos - SMARH Página 18/02/2016 - todos os serviços e atividades citados nos Parâmetros para o nível exemplar são realizados pelo conjunto das bibliotecas.

Mesmo apontando vários desafios, o resultado do diagnóstico corrobora o pioneirismo do Programa de Bibliotecas da RMEBH, que é referência no país. Destaca-se que, no ano em que o Programa completava 13 anos, o Governo Federal promulgava a Lei 12.244, de 24/05/2010, que dispõe sobre a universalização das bibliotecas nos estabelecimentos de ensino do País. Portanto, quando a realidade de muitas escolas no país é de ausência do espaço da biblioteca, nossas escolas já superaram esse desafio, uma vez que todas elas já contam com bibliotecas.

No organograma atual da Secretaria Municipal de Educação (SMED), o Programa de Bibliotecas está vinculado à Gerência de Coordenação de Política Pedagógica e de Formação (GCPF) e orienta o trabalho nas 191 bibliotecas das escolas de Ensino Fundamental. Nessa estrutura, o atendimento ao Programa é realizado por 43 bibliotecários, dos quais 41 são lotados em escolas que possuem bibliotecas-polo, as quais atendem também à comunidade em geral. Esse profissional é responsável pela coordenação dos trabalhos nas bibliotecas-polo e outras 3 ou 4 bibliotecas, em média, chamadas de coordenadas. Ressalta-se que as outras duas dessas bibliotecárias estão lotadas na SMED: na Coordenadoria do Programa de Bibliotecas e na Biblioteca do Professor.

Desde 2009, o Programa está sob uma coordenação compartilhada, composta por uma bibliotecária/pedagoga/mestranda em Educação e uma professora de Língua Portuguesa/doutora em Literatura. Cabe a essa coordenação monitorar as bibliotecas mediante visitas às escolas, a partir da demanda; fazer análise e compilação de relatórios estatísticos, encaminhados semestralmente pelos bibliotecários e propor diretrizes e orientações para as bibliotecas. A Coordenadoria do Programa de Bibliotecas é também responsável por orientar os trabalhos da comissão de seleção de livros literários que compõem o kit escolar dos estudantes.

1.2 – Os acervos literários do kit escolar: uma política de democratização da literatura

Em 2004, a Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da SMED, implantou a política de distribuição de livros literários no kit de material escolar distribuído gratuitamente aos estudantes das escolas municipais, UMEIs e creches conveniadas. Cada estudante recebe dois títulos, exceto os de 0 a 2 anos e 11 meses, que recebem um livro. Em 2008, além do kit de material escolar, foi entregue um kit especial, em caixa própria, contendo cinco livros para cada estudante de até 2 anos e 11 meses e dez livros para cada estudante dos demais níveis de ensino.

Para a composição dos kits escolares, são selecionados cerca de 100 títulos diferentes, assim distribuídos: 8 no kit de Educação Infantil – 0 a 3 anos; 20 no kit de Educação Infantil – 3 a 6 anos; 20 no kit do 1º ciclo; 20 no kit do 2º ciclo; 20 no kit do 3º ciclo e 12 títulos no kit da EJA. A distribuição dos livros nos kits é feita de maneira aleatória para que estudantes de uma mesma sala de aula, por exemplo, recebam títulos variados e possam, se assim o desejarem, fazer empréstimos entre si, o que garante uma diversidade de textos que circulam nos espaços escolares.

Para avaliação e seleção das obras, a SMED toma como referência os critérios estético-literários do Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE), do Governo Federal, com algumas adaptações para o caso da RMEBH. Além de constituir cada acervo com diferentes gêneros textuais (poemas, contos, crônicas, romances, cordel, livros de imagens e de histórias em quadrinhos), a seleção é feita em função da adequação temática à faixa etária, da qualidade literária e da qualidade do projeto gráfico-editorial.

O processo de seleção dessas obras tem início, anualmente, com a publicação de portaria no Diário Oficial do Município (DOM), instrumento que o torna público e regulamenta os critérios para sua execução. Cada editora pode inscrever até 10 títulos, que são analisados e selecionados por uma comissão, composta por profissionais da SMED e consultores especialistas em literatura. Uma vez selecionados os títulos que comporão os kits, abre-se o processo licitatório para aquisição dos livros, seguido da compra e de toda a complexa parte de logística (recebimento dos livros, mixagem, montagem das caixas, embalagem e distribuição nas escolas).

Objetivando a ampliação do processo de leitura dos estudantes e a democratização do acesso à literatura, esta política tem como pressuposto a importância do papel da família, especialmente dos pais, na formação dos leitores e sua inclusão na prática leitora dos filhos. Os livros distribuídos apostam e investem nas práticas familiares de leitura, considerando-se a importância da literatura na formação do leitor e da expectativa que se tem com a formação de bibliotecas pessoais. Espera-se propiciar um ambiente de leitura nas casas e incentivar os pais à leitura em família e à leitura para seus filhos – ou vice-versa –, de maneira a se valorizar, cada vez mais, o livro como um bem cultural de extrema importância. Essa experiência de contato mais próximo com o livro certamente propiciará práticas que influenciarão diretamente no prazer pela leitura.

O REGISTRO INSTITUCIONAL NO FORTALECIMENTO DAS POLÍTICAS DE LEITURA DO MUNICÍPIO

Até 2009, o único documento da SMED contendo orientações sobre o trabalho a ser desenvolvido nas bibliotecas da RMEBH era o Manual de organização de bibliotecas escolares. De uso exclusivo dos profissionais de biblioteca, esse material é específico do trabalho técnico realizado nas bibliotecas, mas não orienta um trabalho mais amplo de mediação de leitura e dinamização dos acervos das escolas. Além desse manual, havia apenas ofícios e outros documentos internos da SMED, tramitados entre as gerências. Nesse cenário, faltavam informações oficiais sobre o Programa de Bibliotecas e a política de distribuição de livros no kit escolar, desenvolvida neste âmbito, além de orientações para as escolas, gerando uma invisibilidade de duas políticas importantes para os cidadãos que delas usufruem.

A fim de propor soluções para o problema com o qual a atual gestão se deparou, foram implementadas ações de visibilidade para estas políticas públicas, com a publicação dos Catálogos do kit literário e os Cadernos do Programa de Bibliotecas, que, além de resgatarem e registrarem institucional e historicamente as duas políticas, também formalizam as práticas desenvolvidas nas escolas e orientam o trabalho dos profissionais, potencializando um melhor uso dos elevados recursos (financeiros, humanos, materiais) investidos pelo poder público.

2. Descrição do Projeto

A partir de 2010, a SMED começou a produzir catálogos contendo resenhas das obras literárias selecionadas a cada ano, para composição do kit escolar dos estudantes, a fim de apresentá-las à comunidade escolar. O primeiro catálogo – De livros e vivências tecidas: acervos literários dos kits escolares – registrou parte da história da política, com um breve histórico, dados e informações sobre os kits, além da lista dos livros selecionados desde 2004 e as resenhas dos acervos de 2010 e 2011. Seguiram-se mais quatro

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catálogos: Democratização da Literatura: acervos literários do kit escolar 2012, Direito à Literatura: acervos literários do kit escolar 2013, Mediação da Literatura: acervos literários do kit escolar 2014 e Literatura em casa e na escola: acervos literários do kit escolar 2015. Desde então, os catálogos vêm sendo publicados regularmente e têm se tornado um instrumento bastante utilizado pelos profissionais da Educação que lidam diretamente com a formação de leitores (professores, auxiliares de biblioteca e bibliotecários).

Destacamos ainda que, a partir de 2014, a Gerência de Coordenação da Política Pedagógica e de Formação (GCPF) da SMED, por meio da coordenadoria do Programa de Bibliotecas, oferece oficinas para apresentação dos kits aos profissionais de biblioteca.

O grande volume de investimento anual realizado pela Prefeitura de Belo Horizonte demonstra o esforço do Município em democratizar o acesso a esse importante bem cultural que é o livro, para todos os estudantes da RMEBH. De 2004 a 2014, foram adquiridos 6.205.679 exemplares de livros, totalizando um investimento de R$ 75.745.233,94 (setenta e cinco milhões, setecentos e quarenta e cinco mil, duzentos e trinta e três reais e noventa e quatro centavos). O alto valor investido na distribuição de livros literários para os estudantes reafirma, por outro lado, a necessidade de ações – como a publicação dos catálogos – que promovam o aprimoramento da política e atendam melhor aos usuários diretamente envolvidos, que são os estudantes da RMEBH e da Rede de creches conveniadas.

Cabe ressaltar que, em 2015, a política do kit literário da PBH foi a vencedora do concurso nacional “Melhores Programas de Incentivo à Leitura para Crianças e Jovens”, promovido pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ), seção brasileira do International Board on Books for Young People (IBBY). A cerimônia de premiação aconteceu no dia 18 de junho, no 17º Seminário FNLIJ Bartolomeu Campos de Queirós, evento realizado dentro do 17º Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens. Nesse mesmo dia, houve uma programação especial, dedicada aos vencedores das 20 edições anteriores do concurso. O Programa de Bibliotecas da SMED participou duplamente das homenagens, pois foi o vencedor deste mesmo prêmio, em 2004. Na oportunidade, as coordenadoras do Programa apresentaram um pôster apresentando as ações do Programa. O prêmio da FNLIJ reforça a importância das políticas de leitura e de bibliotecas da RMEBH, corroborando seu pioneirismo e sua importância no cenário nacional.

Em 2012, fundamentada pelo Diagnóstico já citado, a Coordenadoria do Programa de Bibliotecas, por meio da GCPF, propõe produzir a coleção Cadernos do Programa de Bibliotecas, com o objetivo de apresentar o Programa e apontar diretrizes próprias para o uso e o funcionamento das bibliotecas da RMEBH. São previstos 5 volumes, com os seguintes temas: 1) O Programa de Bibliotecas da RMEBH;

2) Orientações de uso das bibliotecas da RMEBH; 3) Relatos de experiência de profissionais da RMEBH (previsão de publicação em 2015; está em fase de revisão); 4) Automação das bibliotecas da RMEBH e 5) Política de leitura para a RMEBH, a partir das bibliotecas.

Ressalta-se que a coleção – primeira publicação da SMED registrada na Fundação Biblioteca Nacional, com número de ISBN – é um marco histórico, tendo repercussão nas áreas da Educação e da Biblioteconomia Escolar, com grande potencial para se tornar referência, já que são poucas as publicações semelhantes a essa, disponíveis para os profissionais e os pesquisadores desses campos do conhecimento. Ao fazer o depósito legal, na Biblioteca Nacional, a SMED está levando, ao conhecimento público, aquilo que é pensado em Belo Horizonte, em assuntos ligados à Educação, dando maior visibilidade ao trabalho desenvolvido em Belo Horizonte. A Biblioteca Nacional é acessada por pesquisadores em geral, o que contribui para essa visibilidade e uma maior interação da SMED com outros órgãos, especialmente com a Academia.

Assim, em 2013, foi lançado o primeiro volume desta Coleção, com o título “O Programa de Bibliotecas da Rede Municipal de Educação de Belo Horizonte”, que apresenta um panorama geral do Programa: sua estrutura, objetivos e eixos, o kit literário, as premiações conquistadas pelo – e por meio do – Programa, relatos de experiência de profissionais de biblioteca, sugestões de leitura e a relação das bibliotecas-polo e suas coordenadas.

A fim de apontar diretrizes próprias para a RMEBH, foi lançado, em 2014, o segundo volume, com o título “Orientações para o uso da biblioteca escolar”, que busca atender a uma das principais demandas apresentadas pela comunidade escolar à SMED, no que se refere ao Programa de Bibliotecas: a elaboração de documento com orientações e sugestões práticas de uso das bibliotecas, norteando as atividades e os trabalhos nelas desenvolvidos. Essa publicação é mais uma forma de valorização da política de bibliotecas da RMEBH, que referenda várias práticas desenvolvidas nesse espaço escolar.

No 2º semestre de 2015, será lançado o 3º volume dessa coleção, intitulado “Relatos de experiência da RMEBH, a partir da biblioteca escolar”, que apresentará relatos de experiências dos profissionais da biblioteca sobre trabalhos desenvolvidos no âmbito das bibliotecas da RMEBH, na área da promoção e do incentivo à leitura.

2.1 Objetivos propostos e resultados visados

2.1 – Objetivo geral

Registrar institucionalmente duas políticas públicas de leitura inovadoras da Prefeitura de Belo Horizonte, desenvolvidas por meio da SMED: o Programa de Bibliotecas da RMEBH e a distribuição do kit literário aos estudantes da RMEBH.

2.1.1 - Objetivos específicos

2.1.1.1 – Registrar dados históricos, quantitativos e qualitativos sobre o Programa de Bibliotecas e sobre o kit literário;

2.1.1.2 – Subsidiar a RMEBH com informações a respeito de duas políticas públicas de sucesso;

2.1.1.3 – Subsidiar o trabalho nas escolas municipais, direcionando e orientando práticas de leitura, a partir dos acervos selecionados a cada ano;

2.1.1.4 – Orientar e potencializar o trabalho de leitura nas bibliotecas escolares, a partir de documento oficial da SMED.

Partindo da premissa de que não se constitui uma história institucional sem registro, foram – e são pensadas – na gestão desta Coordenação/Gerência, publicações que valorizem e deem visibilidade a políticas consolidadas da RMEBH. Em 2015, o Programa de Bibliotecas completa 18 anos; já a política de distribuição de livros literários nos kits escolares completa 12 anos. Tendo em vista que em nosso país é raro que uma política pública, especialmente com foco na leitura, tenha continuidade – e durante tantos anos – devemos comemorar a permanência dessas duas políticas de leitura, que certamente contribuem para tornar Belo Horizonte uma cidade leitora, exemplo para muitas outras capitais deste País. As publicações que foram tema deste relatório ratificam a importância da leitura e, portanto, das bibliotecas em nossa sociedade; contribui para orientar e inspirar práticas de leitura nas escolas municipais;

dá visibilidade ao Município, destacando-o no cenário nacional.

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Partindo da premissa de que não se constitui uma história institucional sem registro, foram – e são pensadas – na gestão desta Coordenação/Gerência, publicações que valorizem e deem visibilidade a políticas consolidadas da RMEBH. Em 2015, o Programa de Bibliotecas completa 18 anos; já a política de distribuição de livros literários nos kits escolares completa 12 anos. Tendo em vista que em nosso país é raro que uma política pública, especialmente com foco na leitura, tenha continuidade – e durante tantos anos – devemos comemorar a permanência dessas duas políticas de leitura, que certamente contribuem para tornar Belo Horizonte uma cidade leitora, exemplo para muitas outras capitais deste País. As publicações que foram tema deste relatório ratificam a importância da leitura e, portanto, das bibliotecas em nossa sociedade; contribuem para orientar e inspirar práticas de leitura nas escolas municipais; dão visibilidade ao Município, destacando-o no cenário nacional. Espera-se que, com os catálogos do kit, os professores e profissionais de bibliotecas da RMEBH conheçam os livros que são encaminhados anualmente aos estudantes e promovam atividades de formação de leitores, com esses acervos. Dessa forma, a política de distribuição de livros torna-se, efetivamente, uma política de leitura. Com a publicação dos cadernos do Programa de Bibliotecas, busca-se promover homogeneidade na qualidade dos serviços oferecidos nas bibliotecas da RMEBH, que passam a ter diretrizes e orientações mais claras, e por escrito.

2.2 Público-alvo do projeto

As duas publicações da SMED aqui apresentadas têm como foco subsidiar o trabalho dos profissionais da Educação que lidam diretamente com a formação de leitores na RMEBH. Além disso, esses materiais têm sido bastante utilizados por estudiosos e pesquisadores do campo da Educação e da Biblioteconomia, servindo de referencial teórico para pesquisas na área de letramento e biblioteca escolar. Observou-se que outras Redes de Ensino têm se inspirado em nossa Rede, como é o caso de Ribeirão das Neves e Santa Luzia, que recentemente entraram em contato com a SMED para entender melhor o Programa de Bibliotecas após acessarem esses materiais. De maneira indireta, também faz parte do público-alvo do trabalho apresentado os estudantes da RMEBH e a comunidade no entorno das 40 bibliotecas-polo – beneficiários finais dessas política pública. Assim, esse público será melhor atendido por profissionais mais capacitados e orientados para desenvolverem seu papel de mediadores de leitura.

2.3 Ações e etapas de implementação

2.3.1 – Catálogos do kit

2.3.1.1 - Publicação de portaria, no DOM, que regulamenta o processo de seleção dos livros literários que comporão o kit escolar;

2.3.1.2 - Seleção dos acervos literários dos kits escolares, por meio de comissão de seleção;

2.3.1.3 - Publicação, no DOM, da lista de livros selecionados;

2.3.1.4 - Processo de compra dos livros;

2.3.1.5 - Distribuição dos livros nas escolas;

2.3.1.6 - Elaboração das resenhas dos livros (em parceria com professoras da UFMG que compõem a comissão de seleção);

2.3.1.7 - Produção do catálogo (texto e projeto gráfico);

2.3.1.8 - Impressão do catálogo;

2.3.1.9 - Distribuição do catálogo nas escolas e outros órgãos;

2.3.1.10 - Divulgação do catálogo e uso em formações com diversos profissionais da Educação e da Biblioteconomia (Fórum de professores acompanhantes das escolas, oficinas com profissionais de biblioteca, encontros nas Regionais administrativas; Encontros e congressos acadêmicos no Brasil).

2.3.2 – Cadernos do Programa de Bibliotecas

2.3.2.1 - Recolhimento de informações sobre o Programa, nos arquivos da Coordenadoria do Programa de Bibliotecas;

2.3.2.2 - Definição dos temas a serem tratados em cada caderno;

2.3.2.3 - Produção dos volumes da coleção (texto e projeto gráfico);

2.3.2.4 - Impressão do caderno;

2.3.2.5 - Lançamento oficial do caderno;

2.3.2.6 - Distribuição do caderno nas escolas e outros órgãos;

2.3.2.7 - Divulgação do caderno e uso em formações com diversos profissionais da Educação e da Biblioteconomia (Fórum de professores acompanhantes das escolas, oficinas com profissionais de biblioteca, encontros nas Regionais administrativas; Encontros e congressos acadêmicos no Brasil).

3. Recursos Utilizados

1) Recursos humanos:

1.1) Profissionais de biblioteca (números aproximados):

- 430 auxiliares de bibliotecas - 43 bibliotecários

- 300 professores em readaptação funcional 1.2) Professores

1.3) Estudiosos e pesquisadores da área da Educação e da Biblioteconomia 2) Recursos financeiros investidos nas políticas:

2.1) Programa de Bibliotecas (valores investidos na aquisição de acervos para as bibliotecas escolares):

- 2013: R$ 1.567.784,45;

- 2014: R$ 1.407.406,36;

- 2015 (até abril): R$ 673.011,86.

2.2) Kit Literário:

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De 2004 a 2014, foram adquiridos 6.205.679 exemplares de livros, totalizando um investimento de R$ 75.745.233,94 (setenta e cinco milhões, setecentos e quarenta e cinco mil, duzentos e trinta e três reais e noventa e quatro centavos).

3) Materiais:

3.1) Coleção Cadernos do Programa de Bibliotecas: impressão dos 5 volumes (edição limitada) 3.2) Catálogos dos acervos literários do kit escolar: impressão anual

Diante dos dados apresentados, considerando o valor gasto na impressão dos Catálogos dos acervos literários do kit escolar e da coleção Cadernos do Programa de Bibliotecas, pode-se afirmar que os custos com essas publicações são muito baixos, tendo em vista o alto investimento de recursos públicos nessas duas políticas da Prefeitura de Belo Horizonte (aquisição de acervo das bibliotecas escolares e aquisição de livros literários para compor o kit escolar do estudante da RMEBH e da Rede de creches conveniadas).

4. Caracterização da situação atual

4.1 Mecanismos ou métodos de monitoramento e avaliação de resultados e indicadores utilizados

O monitoramento da ação implementada é realizado diretamente com os profissionais de biblioteca envolvidos, por meio de formações constantes. As formações visam atingir, por meio desses profissionais que lidam diretamente na biblioteca, os professores em sala de aula. A proposta é que haja uma integração cada vez maior entre os profissionais de diversos setores, nas escolas.

4.2 Resultados quantitativos e qualitativos concretamente mensurados

Entende-se que ainda não é possível mensurar, em termos numéricos, resultados das publicações, mas se percebe, em termos qualitativos, que elas têm atendido às expectativas dos profissionais atuantes nas escolas, que fazem uso constante dos livros literários no trabalho realizado nas salas de aula e nas bibliotecas.

Por meio dos Catálogos, é possível desenvolver uma série de ações e projetos de incentivo à leitura, uma vez que esse documento apresenta uma relação de livros de literatura, selecionados a partir de critérios tais como: qualidade literária, projeto gráfico e adequação temática e de faixa etária.

Quanto à coleção Cadernos do Programa de Bibliotecas, observa-se que a política do Programa de Bibliotecas está sendo conhecida por muitos servidores antigos da RMEBH que, até então, não sabiam de sua existência, ainda que ela esteja completando 18 anos de existência em 2015.

A partir da série de formações previstas sobre esses documentos, será possível verificar, na prática, por meio de estatísticas informadas semestralmente pelos profissionais das bibliotecas à Coordenadoria do Programa, a forma como os profissionais da Educação se apropriarão de suas orientações.

5. Lições Aprendidas

Na implementação das ações aqui descritas, no que diz respeito ao registro institucional das políticas públicas de leitura da SMED, o principal obstáculo enfrentado tem sido a impressão das publicações em tempo hábil, a fim de realizar formações para os profissionais da Educação. Os documentos são essenciais na orientação dos trabalhos realizados a partir da biblioteca, com foco na mediação de leitura; no entanto, a demora na impressão atrasa todo o processo de formação. Para resolver este problema, tem-se recorrido à divulgação do conteúdo das publicações, antes mesmo de sua impressão.

6. Referências Bibliográficas

BELO HORIZONTE. Secretaria Municipal de Educação. De livros e vivências tecidas: acervos literários dos kits escolares. Belo Horizonte:

SMED, 2011. 104 p.

BELO HORIZONTE. Secretaria Municipal de Educação. Democratização da literatura: acervos literários do kit escolar 2012. Belo Horizonte: SMED, 2011. 45 p.

BELO HORIZONTE. Secretaria Municipal de Educação. Direito à literatura: acervos literários do kit escolar 2013. Belo Horizonte: SMED, 2012. 40 p.

BELO HORIZONTE. Secretaria Municipal de Educação. Mediação da Literatura: acervos literários do kit escolar 2014. Belo Horizonte:

SMED, 2014. 53 p.

BELO HORIZONTE. Secretaria Municipal de Educação. Literatura em casa e na escola: acervos literários do kit escolar 2015. Belo Horizonte: SMED, 2015. 47 p.

BELO HORIZONTE. Secretaria Municipal de Educação. O Programa de Bibliotecas da Rede Municipal de Educação de Belo Horizonte.

Belo Horizonte: SMED, 2013. 64 p. (Cadernos do Programa de Bibliotecas, 1).

BELO HORIZONTE. Secretaria Municipal de Educação. Orientações para o uso da biblioteca escolar. Belo Horizonte: SMED, 2014. 63 p.

(Cadernos do Programa de Bibliotecas, 2).

BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego. Fundacentro. Resgate histórico: a importância da memória institucional. Disponível em:

<http://www.fundacentro.gov.br/resgate-historico/a-importancia-da-memoria-institucional>. Acesso: em: 04 Ago. 2015.

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Secretaria Municipal Adjunta de Recursos Humanos - SMARH Página 18/02/2016

GRUPO DE ESTUDOS EM BIBLIOTECA ESCOLAR/UFMG. Biblioteca escolar como espaço de produção do conhecimento; parâmetros para criação e avaliação de bibliotecas escolares, 2010. Disponível em: <http://www.cfb.org.br/projetos.php?codigo=20>. Acesso em: 04 Ago. 2015.

Manifesto IFLA/UNESCO para biblioteca escolar. 1999. Disponível em: <www.ifla.org/VII/s11/pubs/portuguese-brazil.pdf>. Acesso em:

31 Jul. 2015.

PIMENTA, L. V.; AIRES, M. C. P.; RIBEIRO, T. R. Programa de revitalização das bibliotecas das escolas da Rede Municipal de Ensino de Belo Horizonte. Disponível em: <gebe.eci.ufmg.br/downloads/110.pdf>. Acesso em: 31 Jul. 2015.

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