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Lista de exercícios P2 1º Bimestre Aluno (a):

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Academic year: 2022

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Texto

(1)

Antes de iniciar a lista de exercícios leia atentamente as seguintes orientações:

É fundamental a apresentação de uma lista legível, limpa e organizada. Rasuras podem invalidar a lista.

Questões discursivas deverão ser respondidas na própria lista.

Não há necessidade de folhas em anexo, todas as respostas serão exclusivamente na lista.

O não atendimento a algum desses itens faculta ao professor o direito de desconsiderar a lista.

Capítulo(s) do livro trabalhado (s): capítulo 28 – páginas 298 a 305.

Conteúdo: variações linguísticas.

Data de apresentação da lista ao professor: 23/03/2022

Data da prova: 25 /03 /2022.

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01. "Todas as variedades linguísticas são estruturadas e correspondem a sistemas e subsistemas adequados às necessidades de seus usuários. Mas o fato de estar a língua fortemente ligada à estrutura social e aos sistemas de valores da sociedade conduz a uma avaliação distinta das características das suas diversas modalidades regionais, sociais e estilísticas. A língua padrão, por exemplo, embora seja uma entre as muitas variedades de um idioma, é sempre a mais prestigiosa, porque atua como modelo, como norma, como ideal linguístico de uma comunidade. Do valor normativo decorre a sua função coercitiva sobre as outras variedades, com o que se torna uma ponderável força contrária à variação."

Celso Cunha. Nova gramática do português contemporâneo. Adaptado.

A partir da leitura do texto, podemos inferir que uma língua é:

a) conjunto de variedades linguísticas, dentre as quais uma alcança maior valor social e passa a ser considerada exemplar.

b) sistema que não admite nenhum tipo de variação linguística, sob pena de empobrecimento do léxico.

c) uma estrutura em que a modalidade oral alcança maior prestígio social, pois é o resultado das adaptações linguísticas produzidas pelos falantes.

d) uma estrutura em que a norma padrão deve ser preservada na modalidade oral e escrita, pois toda modificação é prejudicial a um sistema linguístico.

02. Enem

Até quando?

Não adianta olhar pro céu Com muita fé e pouca luta

Levanta aí que você tem muito protesto pra fazer E muita greve, você pode, você deve, pode crer

Não adianta olhar pro chão Virar a cara pra não ver

Se liga aí que te botaram numa cruz e só porque Jesus Sofreu não quer dizer que você tenha que sofrer!

GABRIEL, O PENSADOR. Seja você mesmo (mas não seja sempre o mesmo).

Rio de Janeiro: Sony Music, 2001 (fragmento).

Lista de exercícios – P2 – 1º Bimestre Aluno (a): __________________________________

Turma: 1º ano (Ensino Médio) Professor: Daniel Disciplina: Gramática

Valor: 1,0 No Anhanguera você é + Enem

(2)

As escolhas linguísticas feitas pelo autor conferem ao texto a) caráter atual, pelo uso de linguagem própria da internet.

b) cunho apelativo, pela predominância de imagens metafóricas.

c) tom de diálogo, pela recorrência de gírias.

d) espontaneidade, pelo uso da linguagem coloquial.

e) originalidade, pela concisão da linguagem.

03. Enem Texto I

Antigamente

Antigamente, os pirralhos dobravam a língua diante dos pais e se um se esquecia de arear os dentes antes de cair nos braços de Morfeu, era capaz de entrar no couro. Não devia também se esquecer de lavar os pés, sem tugir nem mugir. Nada de bater na cacunda do padrinho, nem de debicar os mais velhos, pois levava tunda. Ainda cedinho, aguava as plantas, ia ao corte e logo voltava aos penates. Não ficava mangando na rua, nem escapulia do mestre, mesmo que não entendesse patavina da instrução moral e cívica. O verdadeiro smart calçava botina de botões para comparecer todo liró ao copo d’água, se bem que no convescote apenas lambiscasse, para evitar flatos. Os bilontras é que eram um precipício, jogando com pau de dois bicos, pelo que carecia muita cautela e caldo de galinha. O melhor era pôr as barbas de molho diante de um treteiro de topete, depois de fintar e engambelar os coiós, e antes que se pusesse tudo em pratos limpos, ele abria o arco.

ANDRADE, C. D. Poesia e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1983 (fragmento).

Texto II

Expressão Significado

Cair nos braços de Morfeu Dormir

Debicar Zombar, ridicularizar

Tunda Surra

Mangar Escarnecer, caçoar

Tugir Murmurar

Liró Bem-vestido

Copo d'água Lanche oferecido pelos amigos

Convescote Piquenique

Treteiro de topete Tratante atrevido

Abrir o arco Fugir

Bilontra Velhaco

FIORIN, J. L. As línguas mudam. In: Revista Língua Portuguesa, n. 24, out. 2007 (adaptado).

Na leitura do fragmento do texto Antigamente constata-se, pelo emprego de palavras obsoletas, que itens lexicais outrora produtivos não mais o são no português brasileiro atual. Esse fenômeno revela que

a) a língua portuguesa de antigamente carecia de termos para se referir a fatos e coisas do cotidiano.

b) o português brasileiro se constitui evitando a ampliação do léxico proveniente do português europeu.

c) a heterogeneidade do português leva a uma estabilidade do seu léxico no eixo temporal.

d) o português brasileiro apoia-se no léxico inglês para ser reconhecido como língua independente.

(3)

e) o léxico do português representa uma realidade linguística variável e diversificada.

04. A seguir são apresentados alguns fragmentos textuais. Sua tarefa consistirá em analisá-los, atribuindo a variação linguística condizente aos mesmos:

a – Antigamente

“Antigamente, as moças chamavam-se mademoiselles e eram todas mimosas e muito prendadas. Não faziam anos:

completavam primaveras, em geral dezoito. Os janotas, mesmo sendo rapagões, faziam-lhes pé-de-alferes, arrastando a asa, mas ficavam longos meses debaixo do balaio."

Carlos Drummond de Andrade

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b - Vício na fala

Para dizerem milho dizem mio Para melhor dizem mió Para pior pió

Para telha dizem teia Para telhado dizem teiado E vão fazendo telhados.

Oswald de Andrade

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c –“ Aqui no Norte do Paraná, as pessoas chamam a correnteza do rio de corredeira. Quando a corredeira está forte é perigoso passar pela pinguela, que é uma ponte muito estreita feita, geralmente, com um tronco de árvore. Se temos muita chuva a pinguela pode ficar submersa e, portanto, impossibilita a passagem. Mas se ocorre uma manga de chuva, uma chuvinha passageira, esse problema deixa de existir.”

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d – E aí mano? Tá a fim de dá uns rolé hoje?

Qual é! Vai topá a parada? Vê se desencana! Morô, velho?

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05. Leia o texto abaixo:

Gerente – Boa tarde. Em que eu posso ajudá-lo?

Cliente – Estou interessado em financiamento para compra de veículo.

Gerente – Nós dispomos de várias modalidades de crédito.

O senhor é nosso cliente?

Cliente – Sou Júlio César Fontoura, também sou funcionário do banco.

Gerente – Julinho, é você, cara? Aqui é a Helena! Cê tá em Brasília? Pensei que você inda tivesse na agência de Uberlândia! Passa aqui pra gente conversar com calma.

(BORTONI-RICARDO, S. M. Educação em língua materna.

São Paulo: Parábola, 2004 (adaptado))

Na representação escrita da conversa telefônica entre a gerente do banco e o cliente, observa-se que a maneira de falar da gerente foi alterada de repente devido

a) à adequação de sua fala à conversa com um amigo, caracterizada pela informalidade b) à iniciativa do cliente em se apresentar como funcionário do banco.

c) ao fato de ambos terem nascido em Uberlândia (Minas Gerais).

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d) à intimidade forçada pelo cliente ao fornecer seu nome completo.

e) ao seu interesse profissional em financiar o veículo de Júlio.

06. (ENEM) No romance “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos, o vaqueiro Fabiano encontra-se com o patrão para receber o salário. Eis parte da cena:

Não se conformou: devia haver engano. (…) Com certeza havia um erro no papel do banco. Não se descobriu o erro, e Fabiano perdeu os estribos. Passar a vida inteira assim no toco, entregando o que era dele de mão beijada! Estava direito aquilo? Trabalhar como negro e nunca arranjar carta de alforria? O patrão zangou-se, repeliu a insolência, achou bom que o vaqueiro fosse procurar serviço noutra fazenda. Aí Fabiano baixou a pancada e amunhecou. Bem, bem. Não era preciso barulho não.

Graciliano Ramos. “Vidas Secas”. 91a ed. Rio de Janeiro:Record, 2003.

No fragmento transcrito, o padrão formal da linguagem convive com marcas de regionalismo e de coloquialismo no vocabulário. Pertence à variedade do padrão formal da linguagem o seguinte trecho:

a) “Não se conformou: devia haver engano”.

b) “e Fabiano perdeu os estribos”.

c) “Passar a vida inteira assim no toco”.

d) “entregando o que era dele de mão beijada!”.

e) “Aí Fabiano baixou a pancada e amunhecou” .

07. É comum que em textos publicitários a norma culta seja quebrada. É comum que anúncios voltados à comunicação com o público jovem adotem gírias em seus textos. Esses fatos ocorrem:

a) porque publicitários não têm formação em língua culta.

b) com o objetivo de criar empatia com o público-alvo.

c) porque erros de revisão são comuns em propagandas.

d) sempre que o anúncio é de baixa qualidade técnica.

e) apenas em revistas de baixa circulação.

08. (Enem) Leia com atenção o texto a seguir.

[Em Portugal], você poderá ter alguns probleminhas se entrar numa loja de roupas desconhecendo certas sutilezas da língua. Por exemplo, não adianta pedir para ver os ternos — peça para ver os fatos. Paletó é casaco. Meias são peúgas. Suéter é camisola — mas não se assuste, porque calcinhas femininas são cuecas. (Não é uma delícia?) (Ruy Castro. Viaje Bem. Ano VIII, no 3, 78.)

O texto destaca a diferença entre o português do Brasil e o de Portugal quanto:

a) ao vocabulário. b) à derivação. c) à pronúncia. d) ao gênero. e) à sintaxe.

09. Enem

(5)

As diferentes esferas sociais de uso da língua obrigam o falante a adaptá-la às variadas situações de comunicação.

Uma das marcas linguísticas que configuram a linguagem oral informal usada entre o avô e o neto neste texto é (a) a opção pelo emprego da forma verbal “era” em lugar de “foi”.

(b) a ausência de artigo antes da palavra “árvore”.

(c) o emprego da redução “tá” em lugar da forma verbal “está”.

(d) o emprego da contração “desse” em lugar de “de esse”.

(e) a utilização do pronome “que” em lugar de frase exclamativa.

10. Enem

S.O.S PORTUGUÊS

Por que pronunciamos muitas palavras de um jeito diferente da escrita? Pode-se refletir sobre esse aspecto da língua com base em duas perspectivas. Na primeira delas, fala e escrita são dicotômicas, o que restringe o ensino da língua ao código. Daí vem o entendimento de que a escrita é mais complexa do que a fala, e seu ensino restringe-se ao conhecimento das regras gramaticais, sem a preocupação com situações de uso. Outra abordagem permite encarar as diferenças como um produto distinto de duas modalidades da língua: a oral e a escrita. A questão é que nem sempre nos damos conta disso.

S.O.S Português. Nova Escola. São Paulo: Abril, Ano XXV, nº 231, abr. 2010 (fragmento adaptado)

O assunto tratado no fragmento é relativo à língua portuguesa e foi publicado em uma revista destinada a professores. Entre as características próprias desse tipo de texto, identificam-se as marcas linguísticas próprias do uso

(a) regional, pela presença de léxico de determinada região do Brasil.

(b) literário, pela conformidade com as normas da gramática.

(c) técnico, por meio de expressões próprias de textos científicos.

(d) coloquial, por meio de registro de informalidade.

(e) oral, por meio do uso de expressões típicas da oralidade.

11. Por que é possível afirmar que não existem formas "certas" ou "erradas" na língua portuguesa, mas sim formas

"adequadas" e "inadequadas"? A maneira que você usa para se expressar, falando ou escrevendo, é a mesma em todas as situações? Comente.

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12. Na divisa paulista com o sul de Minas Gerais, vivia, em uma caverna de pedra, um senhor de 81 anos conhecido por Juca da Toca. Leia o trecho que segue, em que ele, usando sua linguagem bastante típica, fala da importância de se ter um lugar para morar.

"O que dexa a gente triste é ficá véio. A gente ansim é meio custoso, né? Tem que tê um ranchinho pa gente incostá, não? É triste a gente andá ca mala na cacunda, quando vem a noitinha. A gente num sabe agardecê quanto é bão tê o ranchinho da gente, né? Nem qui seja piqueninho. Quando é di tardi, pricurá ele cumo um passarinho pricura o ninho. Purque é triste ficá sem ele, um dia posá num lugá oto dia posá noto. "

Reescreva esse trecho duas vezes, usando:

(6)

a) A “língua dos jovens”, isto é, a maneira como, geralmente, os jovens se expressam na sua fala cotidiana. (Valem inclusive as gírias)

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b) A língua culta, de acordo com as regras gramaticais estabelecidas.

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Referências

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