TOMOGRAFIA POR EMISSÃO DE PÓSITRONS (PET/CT)
Carlos A. Buchpiguel Aplicações Clínicas
Racional para Imagem Oncológica
• Detecção de lesão
• Caracterização da natureza da lesão
• Avaliação da extensão local do comprometimento
• Avaliação do estadiamento sistêmico
• Monitoramento da resposta terapêutica
• Planejamento terapêutico (radioterapia e quimioterapia)
PET
PRINCÍPIOS
MEDIDA DE PROCESSOS BIOQUÍMICOS
• Compostos que mimetizam substratos endógenos
• Quantificação de distribuição de marcadores
• Rápida e simultânea aquisição volumétrica
• Captação reflete atividade metabólica ou atividade proliferativa celular
• Aquisição de corpo inteiro (15 minutos)
• Resolução espacial (5 mm)
PET
RADIOFÁRMACOS MAIS COMUNS
•
2-deoxy-2(F18)-fluoro-D-glucose (FDG) : glicose• 5-(F18)Fluoro-DOPA : metabolismo de aminoácido
• (F18)Fluoromethylthyrosine: metabolismo de aminoácido
• (F18)Fluorothymidine:atividade proliferativa celular
• (F18)fluoroacyclovir: fosforilação da timidina quinase
• (C11)Acetate: metabolismo oxidativo do ácido graxo
• (N13)Ammonia: perfusão tecidual
• (O15)Water: perfusão tecidual
FDG
Mecanismo de Captação Celular
sangue célula via glicolítica
k3 k4
k2 k1
FDG FDG FDG-6P
Glut 1-5 Hexokinase
PET-FDG
•
Aspectos relativos à sensibilidade:
– Detecção limitada à avidez do tumor ao substrato endógeno empregado
– Expressão de GLUT
– Atividade enzimática (G-6-Fosfatase) – Limite de resolução espacial (5 mm) – Pacientes diabéticos
– Taxa de divisão celular e grau de diferenciação
tumoral
PET-FDG
•
Aspectos relativos à especificidade
– Células inflamatórias ativadas captam glicose – Tumores benignos podem eventualmente
consumir glicose
– Processos específicos granulomatosos podem
captar glicose
Indicações
• Esôfago
• Pâncreas
• Cólon e reto
• Fígado
• Mama
• Melanoma
• Pulmão
• Linfoma
Esôfago
• Aspectos positivos:
–Tumores extremamente ávidos por glicose –Quase totalidade expressa HK-II e Glut-1 –Impacto direto na sensibilidade
• Aspectos negativos:
–Elevada avidez na lesão primária limita estadiamento nodal regional
–Poucos dados na literatura com relação ao impacto clínico mensurável
Hepatogastroenterology 2005; 52(62): 486-490
Esôfago
• Diagnóstico
• Estadiamento
–Pré-tratamento
–Pós-tratamento neoadjuvante
• Detecção de recidiva
• Monitorização terapêutica
• Planejamento radioterápico
Esôfago
• Predição de ressecção com intenção de cura:
– Ressecção suspensa em 78 dos 203 pacientes (38%) – PET/CT – única modalidade independente (p<0.001)
J Gastrointest Surg 2005; 9(1): 54-61
Esôfago
Esôfago
Esôfago
• Predição de resposta à terapia neoadjuvante
CT USE PET
–Acurácia 54% 86% 85%
USE não exeqüível em 6%
USE não avalia comprometimento sistêmico
J Gastrointest Surg 2005; 9(1): 54-61
Esôfago
J Clin Oncol 2001; 19: 3058-3065
Pâncreas
• PET/CT mais sensível e específico que CT
• Permite detectar focos metastáticos à distância
• Possibilita monitorar esquemas quimioterápicos
• Limitado em tumores muito pequenos (< 6-7 mm)
• Limitado em pacientes diabéticos
• Escassos trabalhos com relação custo/eficácia
Pâncreas
J Nucl Med 1999; 40: 1706-1715
Pâncreas
• Impacto na avaliação de possibilidade de ressecção
– 59 pacientes com carcinoma pancreático
– PET/CT alterou conduta em 16% dos pacientes
Ann Surg 2005; 242(2): 235-43
Pâncreas
Pâncreas
• Estadiamento pré-cirúrgico
• Monitorização de tratamento neoadjuvante
• Detecção de recidivas locais e/ou sistêmicas
• Avaliação da resposta ao tratamento
• Planejamento radioterápico
* American Cancer Society
Carcinoma de Cólon e Reto
• 38 pacientes com estadiamento pré-operatório
• FDG-PET foi comparado com CT e US
FDG-PET modificou o tratamento em 8%
FDG-PET modificou a extensão da cirurgia em 13%
J Nucl Med. 2003 Nov;44(11):1784-8
Carcinoma de Cólon e Reto
Detecção da Lesão Primária
Impacto da Imagem Híbrida
• 70% dos pacientes possuem tumores ressecáveis com perspectivas curativas, entretanto, 1/3 dos casos poderão recorrer nos primeiros 2 anos após cirurgia.
• 25% dos pacientes apresentarão pelo menos um sítio de recorrência.
• 14.000 pacientes/ano irão apresentar metástase hepática.
• 20% destes pacientes irão a óbito exclusivamente pela presença do envolvimento exclusivo do
fígado.
Curr Probl Surg 1981; 18:158-202
Carcinoma de Cólon e Reto
Recidiva de Câncer de Cólon e Reto
• FDG-PET
– Sensibilidade de 90%
– Especificidade de 70%
– Limitado em adenocarcinoma mucinoso (baixa celularidade?)
– Sensibilidade cai de 92% para 58%
Strauss, Radiology 1989; 170: 329-332
Whiteford, Dis Colon Rectum 2000; 43: 759-767
• Adulto, sexo masculino (41a) com carcinoma de cólon operado há 15 meses .
• Níveis de CEA subiram para 6.5 e se mantiveram por três meses.
• Exames de CT seqüenciais sem anormalidades
• Solicitado PET-CT
Recidiva de Câncer de Cólon e Reto
Recidiva de Câncer de Cólon e Reto
Recidiva de Câncer de Cólon e Reto
Recidiva de Câncer de Cólon e Reto
Recidiva Local
• Meta-análise de 11 trabalhos clínicos
• 577 pacientes
• FDG-PET:
–Sensibilidade = 97%
–Especificidade = 76%
Huebner, J Nucl Med 2000; 41: 1177-1189
Recidiva de Câncer de Cólon e Reto
Controle Terapêutico
Aspectos Controversos
PRÉ-QUIMIOTERAPIA E RADIOTERAPIA
PÓS-QUIMIOTERAPIA E RADIOTERAPIA (precoce)
•
PET mostrou sensibilidade de 95% e especificidade de 100%.
•
Em comparação com ultra-som intra-operatório, PET foi capaz de detectar 38/48 das lesões intra-
hepáticas (80%)
Clin Nucl Med. 2002 Aug;27(8):550-5
Metástases Hepáticas
• AJR Am J Roentgenol. 2002 Feb;178(2):353-8
CT/MR PET IUS
VPP 83% 93% 87%
Metástases Hepáticas
Metástases Hepáticas
Metástases Hepáticas
Metástases Hepáticas
Impacto Clínico
• Meta-análise da literatura
• 349 pacientes
–PET mudou estadiamento em 29% (102 pacientes)
• Revisão da literatura
• 915 pacientes
–PET modificou conduta em 32% dos pacientes
Huebner, J Nucl Med 2000; 41: 1177-1189
Gambhir, J Nucl Med 2001 [Suppl]; 42: 9s-12s
Impacto Clínico do PET-CT
Carcinoma de Mama
Racional
• Tumor não cutâneo mais freqüente em mulheres
• Segunda causa de morte relacionada à câncer em mulheres*
• 40.000/ano morrem de câncer de mama nos EUA*
– Maioria dos óbitos decorrente de doença metastática
• Câncer de mama requer tratamento local e pode requerer tratamento sistêmico, mesmo em alguns estágios precoces**
*Greeslee, CA Cancer J Clin 2000; 50: 7-33
**Hortobagyi, Cancer 2000; 88:3073-3079
Racional
• Grande percentual dos tumores de mama respondem a tratamento quimioterápico
• Quando drogas de primeira linha falham em
produzir reposta, existem outras alternativas de segunda linha.
• Tratamentos citostáticos, como hormonioterapia, podem ser de difícil monitoração com métodos de baseiam-se em critérios morfológicos.
Wakeling, Cancer Clin Res 2001; 7: 4350-55 Husband, Eur Radiol 1996; 6: 775-885
Avanços Técnicos
Breast PET/CT
R.D. Badawi
Department of Radiology Biomedical Engineering
Breast PET/CT
Department of Radiology Biomedical Engineering
Validation
Breast PET/CT
DCE-MRI Histology
D E
C
A F B
(A) Periareola (excised from histology sample) (B) Implant capsule
(C) DCIS + intra-lymphatic
(D) DCIS (E) DCIS
(F) Normal benign
Specimen
D E C
A F B
D E C
A F B
Department of Radiology Biomedical Engineering
John Boone,
Ph.D.
Karen Lindfors,
M.D.
Ramsey Badawi, Ph.D.
(P.I.)
Bill Moses, Ph.D.
(LBNL)
Abhijit Chaudhi,
Ph.D.
Simon Cherry,
Ph.D.
Jinyi Qi, Ph.D.
Sandy Borowsky,
M.D.
Steve Martine
z, M.D.
George Burkett
Nathan Packard Spencer
Bowen
Lin Fu Yiba
oWu, Ph.D.
Breast PET/CT
Helen Chew,
M.D.
Yongfen g Yang,
Ph.D.
Rosalie Hagge,
M.D.
David Shelton,
M.D.
Estadiamento Nodal Axilar
Estadiamento Nodal Axilar
Autor n Sensibilidade Especificidade
Adler,1997 52 95% 66%
Utech, 1996 122 100% 75%
Avril, 1996
Tumor T1 18 33% 100%
> T1 23 94% 100%
Grecco, 2001 167 94% 86%
Whall, 2004 308 61% 80%
Lovrics, 2004 90 40% 97%
Estadiamento Nodal Axilar
Eubank, Semin Nucl Med 2005; 35: 84-99
Estadiamento Nodal Axilar
• Limitado pelo tipo histológico
• Não prediz envolvimento nodal microscópico
• Limitado na quantificação do envolvimento nodal
• Resultados inferiores à técnica de biópsia de linfonodo sentinela
Estadiamento Nodal Axilar
• Pacientes com T avançado
• Pacientes axila palpável equívoca
– Triagem para LNS
– Estadiamento sistêmico e mamária interna ?
– Impacto prognóstico T avançado
Axila equívoca FDG-PET
positivo negativo
Esvaziamento
axilar LNS
Estadiamento Nodal Axilar
PET CT
PET-CT
Estadiamento Nodal Axilar
Detecção de Recorrência Loco-regional e à Distância
• FDG-PET complementar à métodos de imagem convencionais
• Indicado quando há incongruência entre sinais clínicos/bioquímicos de doença em atividade e achados de imagem convencional
– Recorrência loco-regional – Sistêmica
Recorrência Linfonodal
• Envolvimento linfonodal
– CT menos específico (menos sensível?) – FDG-PET mais sensível e específico
Sensibilidade Especificidade
CT 50% 83%
FDG-PET 85% 90%
Eubank, J Clin Oncol 2001; 19: 3516-3523
Recorrência Local
PET
CT PET + CT
Recorrência Linfonodal
Recidiva Sistêmica
• FDG-PET mais sensível comparado com Imagem Convencional
• Indicações:
– Incongruência de achados entre parâmetros clínicos/bioquímicos e imagem convencional
– Achados de imagem convencional inconclusivos Sensibilidade Especificidade
PET 80-97% 75-94%
Kim, World J Surg 2001; 25: 829-834
Siggelkow, Anticancer Res 2003; 23:1859-1867
Kamel, J Cancer Res Clin Oncol 2003; 129: 143-157 Liu, Jpn J Clin Oncol 2002; 32: 244-247
Gallowitsch, Invest Radiol 2003; 38: 250-256
Recidiva Sistêmica
• Meta-análise sistemática
– Artigos publicados entre 1995-2004
– 18 estudos, 808 pacientes, 1013 lesões
Sensibilidade Especificidade
FDG-PET 92.7% 81.6%
“ pooled” sensibilidade= 90% (95% IC: 86.8% – 93.2%)
“ pooled” falso positivo= 11% (95% IC: 7.8 – 14.6)
Isasi, Breast Cancer Res Treat 2005; 90: 105-112
Recidiva Sistêmica
CT PET PET + CT
Impacto Clínico
• 50 pacientes com suspeita de recidiva*
• Estudo prospectivo
– Mudança de estádio: 36%
– Mudança de conduta: 58%
• Estudo retrospectivo (n =125 pacientes)**
– Mudança de estádio: 67%
– Mudança de plano terapêutico: 32%
*Yap, J Nucl Med 2001; 42: 1334-1337
**Eubank, Am J Roentgenol 2004; 83: 479-486
Monitoramento Terapêutico
PRE-QT
PÓS 1
0CICLO
Monitoramento Terapêutico
• Quantificação de alvo terapêutico
–Receptor de estrógeno (tamoxife; letrozole) –HER2 (trastuzumab [Herceptin])
–Angiogênese
• EGFR (gefitinib [Iresa])
• Fatores de angiogênese (bevacizumab [Avastin])
• Identificação de fatores de resistência
– HER2 (hormonioterapia)
– P-gp (doxorrubicina, taxane, etc...) (C11-verapamil) – Hipóxia (F18-flúoroimidazole)
• Avaliação precoce de tratamento
Monitoramento Terapêutico
FDG-PET pré-tx FMISO
pré-tx
FDG-PET
pós-tx
Monitoramento Terapêutico
Melanoma
Racional
• Tratamento cirúrgico eficaz para doença localizada
• Tratamento sistêmico pouco efetivo para doença avançada loco-regionalmente ou sistêmicamente
– Cirurgia profilática radical
– Quimioterapia intra-arterial com membro isolado – Quimioterapia sistêmica
Essner, Surg Clin North Am 2003; 83: 109-156
Racional
• Estadiamento deve ser acurado:
– Selecionar pacientes que irão se beneficiar de tratamentos mais agressivos
– Evitar cirurgias mutiladoras em pacientes que apresentam doença sistêmica
– Indicar seletivamente pacientes para tratamentos experimentais
PET
Avaliação Primária Nodal Regional
• FDG-PET não detecta lesões < 7-8 mm
• Possibilidade de resultados falso-positivos
Friedman, Semin Nucl Med 2004; 34: 242-253
PET
Recorrência Local, Satélite e In-Transit
• Não há dados prospectivos ou mesmo
retrospectivos em recorrência local ou metástase em trânsito
• Muito poucos trabalhos mostram valor da PET na detecção de recorrência satélite
• Possibilidade de resultados falso-positivos limita a aplicação do método
Stas, Melanoma Res 2002; 12: 479-490
Ackland, J Am Acad Dermatol 2000; 42: 606-611
FDG-PET
CT PET PET + CT
FDG-PET vs RM
FDG-PET
Metástases à Distância
Friedman, Semin Nucl Med 2004; 34: 242-253
Recorrência Sistêmica
Recorrência Sistêmica
Medula óssea (trabécula óssea à dir.) com infiltração de melanoma formando “ninhos”
LINFOMA
Estadiamento
• Sensibilidade 85-95% ; Especificidade 90-95%
• Mudança de estagio em até 44% e mudança de conduta em até 62% dos pacientes.
– Eur J Cancer 2000, 36: 200-206 – Ann Oncol 2000, 11: 147-150
– Nucl Med Commun 1998, 1055-1063 – J Nucl Med 2001, 42: 1S-93S
– J Nucl Med 2002, 43: 1018-1027 – Blood 2003, 102: 53-59
– Eur J Nucl Med Mol Imaging 2003, 30 Suppl 1: S82-8
Estadiamento Inicial
Estadiamento Inicial
Impacto Estadiamento
Tipo Histológico
• Elstrom R, Blood 2003, 101: 3875-6
• 172 pacientes com linfoma (WHO)
– Diffuse largeB-cell 100%
– Hodgkin 98%
– Mantle cell 100%
– Folicular 98%
– Células T 40%
Estadiamento
Imagem Convencional vs FDG-PET
• 45 pacientes com LH e LNH
• PET modificou corretamente o estadiamento em 16% dos pacientes.
• PET modificou conduta em 6/45 (13%).
• PET subestimou o estadiamento em 7%.
• Acurácia global:
Métodos convencionais: 84%
PET: 91%
Delbeke D, Mol Imaging Biol 2002, 4: 105-114
Controle Terapêutico
• Um exame de PET positivo indica com alta probabilidade doença em atividade pós Qt.
• Uma exame de PET positivo nos primeiros 3 meses após radioterapia pode não
necessariamente indica atividade tumoral.
• Um exame de PET negativo após Qt não
necessariamente afasta doença microscópica (20% de recidiva*)
• Um exame de PET negativo 3 meses após Qt+Rt praticamente afirma ausência de doença em
atividade
Lavely WC, Int J Radiat Oncol Biol Phys 2003, 57: 307-315
Impacto Prognóstico
0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100
Pre-Qt 6 meses 12 meses 24 meses
PET + PET -
Sobrevida livre de doença
Becherer A, Q J Nucl Med 2003, 47: 14-21
Pulmão
EFICÁCIA
•
Diagnostic efficacy of PET-FDG imaging in solitary pulmonary nodules
. Chest 1993; 104: 997-1002Sensibilidade: 95%
Especificidade: 80%
VPP: 90%
VPN: 89%
EFICÁCIA
Avaliação de NPS pelo FDG-PET
estudos prospectivos com mais de 35 casos
Autor Casos Preval Sens Esp Bury* 50 66% 100% 88%
Duhaylongsod** 47 65% 100% 81%
Gupta*** 61 73% 93% 87%
Lowe**** 89 67% 91% 89%
Pitman***** 36 58% 90% 93%
*Eur Respir J 1996 **Ann Thorac Surg 1995
***J Nucl Med 1996 ****J Clin Oncol 1998
*****Br J Radiol 2002
TUMOR PULMONAR
Impacto Terapêutico no Estadiamento Inicial
• Herder GJ, Thorax 2003, 58(1): 47-51
• 164 pacientes com carcinoma não pequenas células
– PET promoveu modificação positiva do planejamento terapêutico em 50%.
– Cirurgia foi suspensa em 35% dos pacientes (M1)
Impacto Terapêutico Inicial e Tardio pós Quimioterapia e Radioterapia
• Kamel EM, J Nucl Med 2003; 44(12): 1911-7
• 42 pacientes (24 inicial e 20 após Rt/Qt)
– 12/42 (29%) FDG-PET mudou condução clínica do paciente.
– 08/42 (19%) modificou planejamento radioterápico pois foram detectados outros focos tumorais
desconhecidos.
– 03/42 (7,1%) radioterapia adjuvante foi cancelada.
– 01/42 (2,4%) cirurgia foi indicada.
– 05/42 (12%) FDG-PET excluiu tumor em lesões indeterminadas detectadas pela tomografia
(“downstage”).
Impacto Prognóstico
• Estadiamento pós-PET mostrou forte associação com sobrevida (p=0,004)
• Estadiamento pré-PET não mostrou associação com sobrevida (p=0,19)
• Pobre concordância entre PET e CT na avaliação da resposta terapêutica
(Kappa = 0,35)
Cancer 2001; 92(4): 886-95
Detecção de Tumor Residual
• 56 pacientes estadio IIIa-N2 tratados com
– Quimioterapia (40 pacientes)
– Quimio + Radioterapia (11 pacientes) – Radioterapia (5 pacientes)
• VPP para doença residual na lesão primária: 98%
• Doença linfonodal
– Sensibilidade= 77%
– Especificidade= 57%
– VPP= 63%
– VPN= 27%
Ann Thorac Surg 2002; 73: 259-266
Perspectivas Futuras
• Novos agentes moleculares:
• 18F-fluorothymidine
(marcador de proliferação celular)
• Annexin V (marcador de apoptose)
• 18F-fluoromisonidazole (marcador de hipóxia regional)
• Probes nucleares
(transcriptase reversa)
Hematol Oncol Clin North Am 2004; 18(1): 269-88