SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL - SFN
O que é Sistema Financeiro Nacional?
É um conjunto de instituições, órgãos e entidades que regulamenta, fiscaliza e executa as operações necessárias à circulação da moeda e do crédito na economia. O seu objetivo constitucional é promover o desenvolvimento equilibrado do País e servir aos interesses da coletividade.
Dinâmica do funcionamento do SFN
O Sistema Financeiro Nacional é composto de dois subsistemas, quais sejam:
Subsistemas Normativo e Operativo.
SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL
AGENTES SUPERAVITÁRIOS
Depositam ou aplicam seus recursos em uma
Instituição Financeira.
O objetivo maior do SFN é realizar a
Intermediação Financeira entre o agente superavitário
e o deficitário, através dos Intermediários
Financeiros.
AGENTES DEFICITÁRIOS
Tomam estes recursos na forma de “Operações de
Crédito”.
CMN – Conselho Monetário Nacional
É o órgão deliberativo máximo do Sistema Financeiro Nacional. O CMN não desempenha função executiva, apenas tem funções normativas. Sendo assim, o CMN tem a responsabilidade de formular a política da moeda e do crédito, objetivando a estabilidade da moeda e o desenvolvimento econômico e social do País. É este conselho que controla e estabelece limites para a emissão de moeda e também é responsável pela Meta Inflacionária.
Trabalhando em conjunto com o CMN funciona a Comissão Técnica da Moeda e do Crédito (COMOC), que tem como atribuições o assessoramento técnico na formulação da política da moeda e do crédito do País.
COPOM – Comitê de Política Monetária
É o órgão decisório da política monetária do BACEN, responsável por estabelecer a meta para a taxa básica de juros, que no Brasil é a Taxa Over-Selic, ou Taxa Selic.
No regime de metas para a inflação, implementado no Brasil em 1999, o principal objetivo do Copom é o de estabelecer as diretrizes da política monetária e definir a meta para a taxa básica de juros no Brasil. A partir dessa definição, cabe ao BACEN, por meio de operações de mercado aberto, buscar manter a Taxa Selic diária próxima a essa meta. A meta de inflação de cada ano, por sua vez, é estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) com dois anos de antecedência, sempre no mês de junho.
SUBSISTEMA NORMATIVO
SUBSISTEMA OPERATIVO
Exemplo atual:
BACEN – Banco Central Nacional ou Banco Centra do Brasil (BCB)
Tem como função a estabilidade do poder de compra da moeda e a solidez do sistema financeiro. As infraestruturas do mercado financeiro desempenham um papel fundamental para o sistema financeiro e a economia de uma forma geral. Seu funcionamento adequado é essencial para a estabilidade financeira e condição necessária para salvaguardar os canais de transmissão da política monetária. Assim, cumpre ao BACEN atuar no sentido de promover sua solidez, normal funcionamento e contínuo aperfeiçoamento.
Ainda cabe ao BACEN, seguindo diretrizes dadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), o papel de regulador, juntamente com a Comissão de Valores Imobiliários (CVM), nas suas respectivas esferas de competência.
Na função de vigilância cabe ao BACEN assegurar a estabilidade financeira e a redução do risco sistêmico.
CVM – Comissão de Valores Mobiliários
A CVM é responsável por regulamentar, desenvolver, controlar e fiscalizar o mercado de valores mobiliários do País. Ela surgiu com vistas ao desenvolvimento de uma economia fundamentada na livre iniciativa, e tendo por princípio básico defender os interesses do investidor e o mercado de valores mobiliários em geral, entendido como aquele em que são negociados títulos emitidos pelas empresas para captar, junto ao público, recursos destinados ao financiamento de suas atividades.
Por se tratar de um mercado em que pode haver perdas e não há rentabilidade assegurada, a proteção do investidor se dá por meio da ação fiscalizadora da CVM no sentido de assegurar-lhe que as regras estão sendo cumpridas e, principalmente oferecendo um conjunto de informações que permita ao investidor tomar decisões de investimento conscientes.
Se determinado título for considerado um valor mobiliário, significa dizer que ele deve se sujeitar às regras e à fiscalização da CVM. São exemplos de títulos mobiliários: as ações; debêntures e bônus de subscrição.
Instituições Bancárias
São as instituições financeiras autorizadas a captar recursos juntos ao público sob a forma de depósito à vista, podendo, por isso, criar moeda escritural.
Moeda escritura é um tipo de dinheiro não físico usado como meio de pagamento, ou seja, o saldo em conta corrente. Ele é movimentada principalmente por depósitos e transferências eletrônicas entre contas bancarias. Outros meios de movimentação são os cheques e os cartões de crédito e débito.
São consideradas instituições bancárias:
Banco Comercial – é o banco, privado ou público, nacional ou estrangeiro de uso cotidiano das pessoas e das empresas. Atualmente, essa classificação está em desuso, visto que o banco que reúne produtos como conta corrente, cheque especial, cartão de crédito, realização de investimentos, empréstimos e financiamentos, seguros e previdência privada é considerado um Banco Múltiplo.
Banco Múltiplo – os bancos múltiplos são as instituições financeiras que reúnem as funções de Banco Comercial e de Banco de Investimento.
Caixas econômicas - As caixas econômicas são as mais antigas instituições do Sistema Financeiro. São constituídas sob a forma de empresa pública, tendo como principais atividades integrar o Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) e o Sistema Financeiro da Habitação (SFH), além de funcionar como agente do Tesouro Nacional no cumprimento de programas governamentais de cunho socioeconômico. Na prática, atualmente, as caixas econômicas se transformaram em Bancos Múltiplos, pois, como os demais bancos, atuam também na captação de depósitos à vista, caderneta de poupança, previdência privada, capitalização e seguros diversos. Da mesma forma que os Bancos Comerciais, as Caixas Econômicas (federal e estadual) podem receber depósitos à vista do público e fazer empréstimos, exercendo, consequentemente, o poder de criação de moeda escritural.
Cooperativa de Crédito - Instituição privada, com personalidade jurídica própria, especializada em propiciar crédito e prestar serviços a seus associados, constituída sob a forma de sociedade de pessoas de natureza civil. Podem se originar da associação de funcionários de uma mesma empresa ou grupo de empresas, de profissionais de determinado segmento, de empresários ou mesmo adotar a livre admissão de associados em uma área determinada de atuação, sob certas condições.
O Banco do Brasil e o BNDES são considerados Agentes Especiais ou autoridades de apoio.
Banco do Brasil – trata-se de um Banco Múltiplo que opera em parceria com o Governo Federal na execução dos serviços bancários.
BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social – o BNDES é responsável pela política de investimento de Longo Prazo do Governo e também pela gestão do processo de privatização. O BNDES é considerado uma Instituição Não Bancária e é a principal instituição financeira de fomento do Brasil.
Instituições Não Bancárias
Instituições não bancárias ou não monetárias são aquelas não autorizadas a captar recursos sob a forma de depósito à vista. Trabalham basicamente com ativos não monetários, tais com ações, letras de câmbios, certificados de depósitos bancários, etc.
São consideradas instituições bancárias:
Banco de Investimento – os BI captam recursos através de emissão de CDB e RDB, de capitação e repasse de recursos e de venda de cotas de fundos de investimentos. Esses recursos são direcionados a empréstimos e financiamentos específicos à aquisição de bens de capital pelas empresas ou subscrição de ações e debêntures. Os BI não podem destinar recursos a empreendimentos mobiliários e têm limites para investimentos no setor estatal.
SCFI – Sociedade de Crédito, Financiamento e Investimentos - as "financeiras"
captam recursos através de letras de câmbio e sua função é financiar bens de consumo duráveis aos consumidores finais (crediário). Tratando-se de uma atividade de alto risco, seu passivo é limitado a 12 vezes seu capital mais reservas.
SCI – Sociedade de Crédito Imobiliário - ao contrário das Caixas Econômicas, essas sociedades são voltadas ao público de maior renda. A captação ocorre através de Letras Imobiliárias e depósitos de poupança. Esses recursos são destinados, principalmente, ao financiamento imobiliário direto ou indireto.
SCH – Sociedade de Crédito Hipotecário - dependendo de autorização do BACEN para funcionarem, tem objetivos de financiamento imobiliário, administração de crédito hipotecário e de fundos de investimento imobiliário, dentre outros.
SAM – Sociedade de Arrendamento Mercantil - operam com operações de
"leasing" que se tratam de locação de bens de forma que, no final do contrato, o locatário pode renovar o contrato, adquirir o bem por um valor residencial ou devolver o bem locado à sociedade. Atualmente, tem sido comum operações de leasing em que o valor residual é pago de forma diluída ao longo do período contratual ou de forma antecipada, no início do período. As Sociedades de Arrendamento Mercantil captam recursos através da emissão de debêntures, com características de longo prazo.
APE – Associação de Poupança e Empréstimo - são sociedades civis onde os associados têm direito à participação nos resultados. A captação de recursos ocorre através de caderneta de poupança e seu objetivo é principalmente financiamento imobiliário.
Instituições Auxiliares
As Instituições Auxiliares são aquelas que efetuam intermediações entre poupadores e investidores, tendo a Bolsa de Valores como elemento fundamental desse segmento, que conta com as Corretoras de Títulos e Valores Mobiliários e as Distribuidoras de Títulos de Valores Mobiliários. Tais instituições têm como objetivo propiciar liquidez dos títulos emitidos pelas companhias, tais como Ações.
Bolsa de valores - Compreende-se Bolsa de Valores como sendo uma corporação ou organização mutua que providenciam facilidades para a negociação de títulos (ações) de empresas de capital aberto – estas cujo capital, ou parte, é formado por ações, eu são vendidas livremente ao publico.
Também são comercializados seguros e outros instrumentos financeiros e capitais, como o pagamento de rendas e dividendos. Para estar possibilitado para comprar ou vender neste mercado, a pessoa deverá estar representada lá por uma corretora, que são autorizadas a funcionar pelo BACEN e pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), sendo as únicas instituições autorizadas a negociar em uma Bolsa (assim é na BOVESPA).
Sociedade Corretora - As sociedades corretoras de títulos e valores mobiliários são constituídas sob a forma de sociedade anônima ou por quotas de responsabilidade limitada. Dentre seus objetivos estão: operar em bolsas de valores, subscrever emissões de títulos e valores mobiliários no mercado;
comprar e vender títulos e valores mobiliários por conta própria e de terceiros;
etc. São supervisionadas pelo BACEN.
Sociedade Distribuidora - As sociedades distribuidoras de títulos e valores mobiliários são constituídas sob a forma de sociedade anônima ou por quotas de responsabilidade limitada, devendo constar na sua denominação social a expressão "Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários". Algumas de suas atividades: intermedeiam a oferta pública e distribuição de títulos e valores mobiliários no mercado; instituem, organizam e administram fundos e clubes de investimento; operam no mercado acionário, comprando, vendendo e distribuindo títulos e valores mobiliários, inclusive ouro financeiro, por conta de terceiros; fazem a intermediação com as bolsas de valores e de mercadorias;
efetuam lançamentos públicos de ações; operam no mercado aberto e intermedeiam operações de câmbio. São supervisionadas pelo BACEN.
Agente Autônomo – os Agentes Autônomos são pessoas físicas que atuam como prepostos, e sob a responsabilidade, dos integrantes do sistema de distribuição de valores mobiliários, especialmente as corretoras. Como opção, podem também exercer as suas atividades sob a forma de sociedade ou firma individual, desde que constituídas exclusivamente para esse fim. Entretanto, somente Agentes Autônomos registrados podem participar da sociedade.
QUADRO RESUMITIVO DA ESTRUTURA DO SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL
CMN
Subsistema Normativo
Função Normativa
Tem a responsabilidade de formular a política da moeda e do crédito, objetivando a estabilidade da moeda e o desenvolvimento econômico e social do País. É este conselho que controla e estabelece limites para a emissão de moeda e também é responsável pela Meta Inflacionária.
COPOM
Subsistema Normativo
Órgão Integrado ao BACEN
É o órgão decisório da política monetária do BACEN, responsável por estabelecer a meta para a taxa básica de juros, que no Brasil é a Taxa Over-Selic, ou Taxa Selic.
BACEN
Subsistema Normativo
Função Fiscalizadora
Tem como função a estabilidade do poder de compra da moeda e a solidez do sistema financeiro. Ainda cabe ao BACEN, seguindo diretrizes dadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), o papel de regulador e na função de vigilância cabe ao BACEN assegurar a estabilidade financeira e a redução do risco sistêmico.
CVM
Subsistema Normativo
Função Fiscalizadora
É responsável por regulamentar, desenvolver, controlar e fiscalizar o mercado de valores mobiliários do País.
INSTITUIÇÕES BANCÁRIAS
Subsistema Operativo
Função Operativa
São as instituições financeiras autorizadas a captar recursos juntos ao público sob a forma de depósito à vista, podendo, por isso, criar moeda escritural.
INSTITUIÇÕES NÃO BANCÁRIAS
Subsistema Operativo
Função Operativa
Instituições não bancárias ou não monetárias são aquelas não autorizadas a captar recursos sob a forma de depósito à vista.
Trabalham basicamente com ativos não monetários, tais com ações, letras de câmbios, certificados de depósitos bancários, etc.
INSTITUIÇÕES AUXILIARES
Subsistema Operativo
Função Operativa
As Instituições Auxiliares são aquelas que efetuam intermediações entre poupadores e investidores, tendo a Bolsa de Valores como elemento fundamental desse segmento. Tais instituições têm como objetivo propiciar liquidez dos títulos emitidos pelas companhias, tais como Ações.
CNSP
Conselho Nacional de Seguros Privados
Subsistema Normativo
Função Normativa
Órgão responsável por fixar as diretrizes e normas da política de seguros privados.
SUSEP
Superintendência de Seguros
Privados
Subsistema Normativo
Função Fiscalizadora
É responsável pelo controle e fiscalização do mercado de seguro, previdência privada aberta e capitalização.
SEG
Sociedades seguradoras
Subsistema Operativo
Função Operativa
São entidades, constituídas sob a forma de sociedades anônimas, especializadas em pactuar contrato, por meio do qual assumem a obrigação de pagar ao contratante (segurado), ou a quem este designar, uma indenização, no caso em que advenha o risco indicado e temido, recebendo, para isso, o prêmio estabelecido.
RESSEG
Resseguradores
Subsistema Operativo
Função Operativa
Entidades, constituídas sob a forma de sociedades anônimas, que têm por objeto exclusivo a realização de operações de resseguro e retrocessão.
SC
Sociedades de Capitalização
Subsistema Operativo
Função Operativa
São entidades, constituídas sob a forma de sociedades anônimas, que negociam contratos (títulos de capitalização) que têm por objeto o depósito periódico de prestações pecuniárias pelo contratante, o qual
terá, depois de cumprido o prazo contratado, o direito de resgatar parte dos valores depositados corrigidos por uma taxa de juros estabelecida contratualmente
CNPC
Conselho Nacional de Previdência Complementar
Subsistema Normativo
Função Normativa
Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC) é um órgão colegiado que integra a estrutura do Ministério da Previdência Social e cuja competência é regular o regime de previdência complementar operado pelas entidades fechadas de previdência complementar (fundos de pensão).
PREVIC
Superintendência Nacional de Previdência Complementar
Subsistema Normativo
Função Fiscalizadora
É uma autarquia vinculada ao Ministério da Previdência Social, responsável por fiscalizar as atividades das entidades fechadas de previdência complementar (fundos de pensão). A PREVIC atua como entidade de fiscalização e de supervisão das atividades das entidades fechadas de previdência complementar e de execução das políticas para o regime de previdência complementar operado pelas entidades fechadas de previdência complementar, observando, inclusive, as diretrizes estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional e pelo Conselho Nacional de Previdência Complementar.
EAPC
Entidades Abertas de Previdência Complementar
Subsistema Operativo
Função Operativa
Entidades abertas de previdência complementar - são entidades constituídas unicamente sob a forma de sociedades anônimas e têm por objetivo instituir e operar planos de benefícios de caráter previdenciário concedidos em forma de renda continuada ou pagamento único, acessíveis a quaisquer pessoas físicas.
EFPC
Entidades Fechadas de
Previdência Complementar
Subsistema Operativo
Função Operativa
As entidades fechadas de previdência complementar (fundos de pensão) são organizadas sob a forma de fundação ou sociedade civil, sem fins lucrativos e são acessíveis, exclusivamente, aos empregados de uma empresa ou grupo de empresas ou aos servidores da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.
SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL - SFN MERCADO FINANCEIRO
O Mercado Financeiro é o mercado onde os recursos excedentes da economia (poupança) são direcionados para o financiamento de empresas e de novos projetos (investimentos). No mercado financeiro tradicional, o dinheiro depositado em bancos por poupadores é utilizado pelas instituições financeiras para financiar alguns setores da economia que precisam de recursos. Por essa intermediação, os bancos cobram do tomador do empréstimo uma taxa - spread -, a título de remuneração, para cobrir seus custos operacionais e o risco da operação. Quanto maior for o risco de o banco não receber de volta o dinheiro, maior será a spread.
MERCADO MONETÁRIO
Está estruturado para viabilizar o controle da liquidez (moeda) da economia, por parte do BACEN, através das operações de Open Market (compra e venda de títulos públicos).
O Mercado Monetário é constituído pelas instituições do mercado financeiro que possuem excedentes monetários e que estejam interessadas em emprestar seus recursos em troca de uma taxa de juros. Também é composto por aqueles agentes econômicos com escassez de recursos, que precisam de dinheiro emprestado para manter seu giro financeiro em ordem.
É nesse ponto que chegamos a definir os prazos. No geral, as negociações com títulos e outros ativos no mercado monetário não ultrapassam os 12 meses. Por isso figuram nesse mercado, na grande maioria dos casos, os Certificados de Depósito Interbancário (CDI) e as operações de empréstimo de curto prazo feitas com títulos públicos, emitidos pelo BACEN e Tesouro Nacional.
Liquidez, mas não a financeira!
O Mercado Monetário é marcado também pelo controle da liquidez exercida pelo Banco Central. Neste caso, a liquidez diz respeito ao volume de papel moeda em circulação, ou seja, ao volume de dinheiro que está transitando livremente na economia.
Por exemplo: um grade fluxo de recursos pode trazer um custo menor para o dinheiro (taxas de juros baixas), porém um consumo muito forte (o que gera forte inflação no curto e médio prazos, desequilibrando nossa economia).
Portanto o Mercado Monetário é o grande responsável pela formação das taxas de juros – a Taxa Selic e o CDI, sendo também bem controlado pelo COPOM através de sua política monetária bem estabelecida.
Exemplos de títulos públicos:
BACEN TESOURO NACIONAL
BBC LTN
NBC NTN
LBC LFT
SELIC – Sistema Especial de Liquidação e Custódia (de Títulos Públicos)
O que é a SELIC?
A Taxa Selic é também conhecida como taxa básica de juros da economia brasileira, ou seja, é a taxa de referência para a economia do Brasil. Ela é usada nos empréstimos feitos entre os bancos e também nas aplicações feitas por estas instituições bancárias em títulos públicos federais.
Como é definida
A Selic é definida a cada 45 dias pelo COPOM (Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil). A taxa de juros Overnight (Over) remunera o dinheiro por 1 dia útil e o ano Overnight têm 252 dias úteis.
Para que serve?
Para definir o piso dos juros no país. É a partir da Selic que os bancos definem a remuneração de algumas aplicações financeiras feitas pelos clientes. A Selic também é usada como referência de juros para empréstimos e financiamentos. Vale ressaltar que a Taxa Selic não é a utilizada para empréstimos e financiamentos na ponta final (pessoas físicas e empresas). Os bancos tomam dinheiro emprestado pela Taxa Selic, porém ao emprestar para seus clientes a taxa de juros bancários é muito maior. Isto ocorre, pois os bancos embutem seu lucro, custos operacionais e riscos de não obter de volta o valor emprestado.
A Selic e a inflação
A Taxa Selic é um importante instrumento usado pelo Banco Central para controlar a inflação. Quando está alta, ela favorece a queda da inflação, pois desestimula o consumo, já que os juros cobrados nos financiamentos, empréstimos e cartões de crédito ficam mais altos. Por outro lado, quando está baixa, ela favorece o consumo, pois tomar dinheiro emprestado ou fazer financiamentos fica mais barato, já que os juros cobrados nestas operações ficam menores.
A Selic e o câmbio
Quando a Taxa Selic está muito alta, o valor do dólar tende a diminuir no país. Isso ocorre, pois muitos investidores externos fazem aplicações no Brasil atreladas aos juros. Entrando e circulando mais dólares na economia brasileira, esta moeda se desvaloriza, enquanto o real ganha força.
A Selic e o consumo
Como a alta da Selic encarece os financiamentos e aumenta os juros cobrados em cartões de crédito, fica mais caro comprar de forma parcelada. Logo, a Selic alta desestimula o consumo, reduzindo a venda de mercadorias e serviços. As empresas brasileiras e os consumidores acabam sendo prejudicados com este fator.
A Selic e a poupança
Quanto maior a taxa Selic, maior é o rendimento da poupança, pois esta taxa de juros é usada na definição deste tipo de aplicação financeira. A poupança, pelas regras atuais, garante rendimento de 70% da Taxa Selic mais a TR.
A Selic e a Bolsa de Valores
Um cenário econômico com a Taxa Selic alta não é favorável para a Bolsa de Valores.
Isso ocorre, pois com a queda no consumo, cai também a produção e o lucro das empresas que possuem ações na Bolsa. Neste cenário, muitos investidores preferem fazer aplicações financeiras em produtos atrelados a juros (fundos de renda fixa, por exemplo), deixando de investir em ações onde o risco é maior.
TÍTULOS PÚBLICOS – FORMAS DE NEGOCIAÇÃO LEILÃO PRIMÁRIO
O mecanismo mais usual utilizado pelo BACEN para efetuar o lançamento primário de títulos é o Leilão Público Primário, que possui data especifica para ocorrer.
GO AROUD
Trata-se de um leilão informal, sem dia predeterminado para ocorrer. O BACEN aciona seus “dealers” que em curto espaço de tempo organizam o mercado. Após apuradas as
propostas mais atraentes, é efetuada a venda do título num processo conhecido como Liquidação Financeira.
Os dealers são instituições financeiras credenciadas pelo Tesouro Nacional e pelo Banco Central do Brasil com o objetivo de promover o desenvolvimento dos mercados primário e secundário de títulos públicos.
TESOURO DIRETO
O Tesouro Direto é um programa de negociação de títulos públicos a pessoas físicas por meio da internet. Para o pequeno investidor, o Tesouro Direto é considerado uma opção de investimento de baixo custo e segura, já que os títulos públicos são considerados os ativos com menor risco em uma economia.
Calculo do Preço Unitário (PU) de uma BBC (Bônus do Banco Central – título do BACEN) Título Prefixado
Exemplo: Marcela deseja participar do Leilão Primário de BBC, cujo vencimento ocorrerá daqui a 83 dias corridos, com 56 dias úteis.
Calcule o PU ofertado sabendo que deseja uma taxa de juros de 14,75% Over ano.
Onde:
N = valor nominal do BBC igual a R$ 1.000,00 i = taxa de juro Overnight ao ano
n = número de dias úteis até o vencimento do BBC
MERCADO DE CRÉDITO
Está estruturado para viabilizar o financiamento do capital de giro das empresas e o consumo das famílias, via CDC (Crédito Direto ao Consumidor), através de operações de curto e médio prazo.
O mercado de crédito é composto por instituições financeiras e não financeiras que prestam serviços de intermediação de recursos de curto e médio prazo para indivíduos e empresas que necessitam de recursos para o consumo e capital de giro. O Banco Central do Brasil é o principal órgão responsável pelo controle e normatização deste mercado. Quando o acesso ao crédito é facilitado, as empresas tendem a investir mais na expansão de suas atividades e as famílias tendem aumentar o seu grau de consumo.
Esse comportamento das empresas e famílias colabora para uma maior taxa de crescimento. O crédito bancário deve ser apreciado como negócio alavancador do crescimento econômico, o caminho seguro para aumento da renda per capita.
CETIP – Central de Liquidação e Custódia de Títulos Privados
É uma companhia de capital aberto (S/A) que oferece serviços de registro, central depositária, negociação e liquidação de ativos e títulos privados.
Os mercados ao qual a CETIP atende são regulados pelo BACEN e pela CVM.
A CETIP é responsável por calcular e divulgar diariamente a Taxa CDI.
A Taxa CDI é a principal referência para a rentabilidade dos títulos bancários, como o CDB, a LCI e a LCA, e também corporativos, como as debêntures.
A Taxa CDI mostra o custo do dinheiro no mercado financeiro. Assim como a Taxa Selic, a Taxa CDI é o termômetro de preço do dinheiro, porém a base são os títulos privados negociados no mercado interbancário.
As negociações entre os bancos geram a Taxa CDI-Cetip, referência para a maior parte dos títulos de renda fixa ofertados ao investidor.
Exemplos de títulos privados:
CDB / RDB
Letra de Câmbio
Letra Imobiliária
CDI
Letra Hipotecária
Debênture
Commercial Paper
Mercado Interbancário
Atualmente, pouquíssimas pessoas mantêm muito dinheiro no bolso. Elas têm contas correntes em que fazem depósitos. Quando precisam de dinheiro, fazem saques ou recorrem a um empréstimo.
E como ficam os bancos? É claro que eles não mantêm o dinheiro que você deposita guardado, mas fazem empréstimos com ele. Se você e muitos outros resolverem sacar recursos de seu banco hoje, ele pode fechar o dia no negativo.
É por isso que os bancos também têm seu banco, o Banco Central, onde cada um mantém uma conta de reservas. Como você, eles depositam os excessos em dia de saldo positivo e pegam dinheiro emprestado quando ele é negativo.
Por meio do chamado Mercado Interbancário, os bancos emprestam dinheiro uns aos outros. Obviamente, eles cobram e pagam juros por isso. A taxa de juros aplicada nestes casos será a Taxa de juros do CDI. Os bancos não podem ficar negativos.
Central de Risco de Crédito (administrada pelo BACEN)
As instituições financeiras são agentes que, mediante autorização do Banco Central, captam recursos do público, principalmente sob a forma de depósitos. Também concedem empréstimos sob várias modalidades, além de aplicar em outros ativos, tais como títulos do tesouro nacional. No entanto, as instituições financeiras podem se tornar insolventes se acumularem créditos não honrados, isto é, se a clientela não conseguir pagar os valores que tomou emprestado. Daí a necessidade de o Banco Central, como órgão de regulação e supervisão do sistema financeiro, municiar-se de instrumentos de avaliação dos riscos envolvidos nas operações de crédito.
Para tanto, o SCR - Sistema de Informações de Crédito do Banco Central - armazena dados sobre as operações contratadas por todas as instituições, de forma que o Banco Central possa adotar medidas preventivas com o objetivo de proteger os recursos que os cidadãos confiam às instituições integrantes do sistema.
Assim, o principal objetivo do SCR é o de reforçar os mecanismos de supervisão bancária, com aumento da eficácia de avaliação dos riscos inerentes à atividade.
Fundo Garantidor de Crédito (Instituições Financeiras + BACEN)
O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) é uma entidade privada, sem fins lucrativos, que administra um mecanismo de proteção aos correntistas, poupadores e investidores, que permite recuperar os depósitos ou créditos mantidos em instituição financeira, até determinado valor, em caso de intervenção, de liquidação ou de falência.
MERCADO DE CAPITAIS
Está organizado para viabilizar o financiamento do ativo fixo das empresas, através de operações de longo prazo e de prazo indeterminado.
O mercado de capitais é um sistema de distribuição de valores mobiliários, que tem o propósito de proporcionar liquidez aos títulos de emissão de empresas e viabilizar seu processo de capitalização. É constituído pelas bolsas de valores, sociedades corretoras e outras instituições financeiras autorizadas.
O Mercado de Capitais é subdividido em Mercado Primário e o Mercado Secundário.
No Mercado Primário é onde se negocia a subscrição de novas ações ao público, isto é, onde os valores mobiliários circulam pela primeira vez e onde a empresa obtém o capital para seus empreendimentos, pois o dinheiro da venda vai para a empresa.
Já o Mercado Secundário são as demais negociações com esses títulos, como simples trocas de possuidores, pois a empresa emissora já não terá mais contato com o dinheiro proveniente dessas trocas. Esse último mercado se caracteriza também pelas negociações realizadas fora das bolsas, em negociações que denominamos como mercado de balcão, trazendo dessa forma mais liquidez para esses ativos financeiros.
Segundo Fortuna (2005) “Mercado de Balcão é um mercado sem local físico determinado para a realização das transações. Elas são realizadas por telefone, entre as instituições financeiras. Neste mercado, normalmente, são negociadas ações de empresas não registradas na BOVESPA, além de outras espécies de títulos. O mercado de balcão é dito organizado quando se estrutura como um sistema de negociações de títulos e valores mobiliários administrados por entidade autorizada pela CVM.”
Ativo Financeiro – é um valor mobiliário que representa um direito sobre um ativo real, como no caso de uma ação, que representa uma porcentagem do patrimônio da empresa emissora.
Ações – são títulos de propriedade, emitidos pelas sociedades anônimas (S/A), sem prazo de vencimento. Somente os títulos de dívida têm prazo de vencimento, como é o caso de uma debênture.
Debênture – são títulos de dívida (crédito), com vencimento a longo prazo (acima de 1 ano), emitido pelas sociedade anônimas. São negociadas via CETIP (sistema SND).
Tipos de ações
Ordinária – dão direito à voto nas assembleias (AGO – Assembleia Geral Ordinária). A Assembleia Geral Ordinária deve ser convocada obrigatoriamente pela diretoria da sociedade e tem como objetivo verificar resultados, discutir e votar relatórios e eleger o conselho fiscal da diretoria.
Preferencial – não dão direito à voto nas assembleias.
Direitos dos acionistas
Dividendo – é a parcela do lucro líquido da empresa pago ao acionista, na ocasião do encerramento do exercício social. No caso da empresa auferir prejuízo no exercício social, os acionistas não são obrigados a aportar nenhum valor.
Bonificação – novas ações para os acionistas. A bonificação representa um aumento de capital social da empresa, e o investidor receberá ações em número proporcional às já possuídas.
Subscrição – preferência nas ações novas até o máximo de sua cota. A Subscrição é um aumento de capital deliberado por uma Empresa, com o lançamento de novas ações, para obtenção de recursos. Os acionistas da empresa têm preferência na compra dessas novas ações emitidas pela companhia, na proporção que lhe couber, pelo preço e no prazo preestabelecido pela empresa. No caso dos acionistas não expressarem o desejo de obter essas ações oferecidas preferencialmente, a Empresa disponibilizará essas ações ao público no mercado de ações.
Garantias
Tipos de Debêntures
Simples – só rendem juros.
Conversíveis em ações – dão o direito de convertê-la em ações, conforme regra pré-estabelecida.
Esquema ilustrativo:
Espécies de Debêntures
Flutuantes
Real
Quirografária
Subordinada
Garantia flutuante: Asseguram privilégio geral sobre o ativo da emissora, em caso de falência. Os bens objeto da garantia flutuante não ficam vinculados à emissão, o que possibilita à emissora dispor desses bens sem a prévia autorização dos debenturistas.
Garantia real: Garantidas por bens integrantes do ativo da companhia emissora, ou de terceiros, sob a forma de hipoteca, penhor ou anticrese.
Quirografária: Não oferecem privilégio algum sobre o ativo da emissora, concorrendo em igualdade de condições com os demais credores quirografários, em caso de falência da companhia.
Subordinada: Na hipótese de liquidação da companhia, oferecem preferência de pagamento tão somente sobre o crédito de seus acionistas.
Processo de emissão de Debêntures
A captação de recursos no mercado de capitais, via emissão de debêntures, pode ser feita por Sociedade por Ações (S.A.), de capital fechado ou aberto. Entretanto, somente as companhias abertas, com registro na CVM - Comissão de Valores Mobiliários, podem efetuar emissões públicas de debêntures.
UNDERWRITING STAND BY
Reúne as características do Underwriting Melhores Esforços e do Underwriting Firme. Neste caso, o intermediário se compromete a colocar as sobras junto ao público em determinado espaço de tempo, após o qual ele próprio subscreve o total das ações não colocadas. Isto significa que, após decorrido o prazo no qual o intermediário se compromete a vender as sobras de subscrição ao público, o Underwriting se torna do tipo Firme.
UNDERWRITING FIRME
No Underwriting Firme, o intermediário subscreve integralmente a emissão para revendê-la posteriormente ao público. Nesta forma de contrato, a empresa não tem risco algum, pois tem a certeza da entrada de recursos, já que o intermediário subscreve para si o total da emissão. O risco da aceitação ou não do lançamento pelo mercado fica por conta de intermediário financeiro.
UNDERWRITING
É uma operação realizada por uma instituição financeira mediante a qual, sozinha ou organizada em consórcio, subscreve títulos de emissão por parte de uma empresa, para posterior revenda ao mercado. A instituição financeira subscreve somente as sobras da emissão, nos casos em que a lei brasileira assegura aos acionistas o direito de preferência à subscrição das novas ações a serem emitidas, na proporção das ações que possuírem na época.
UNDERWRITING MELHORES ESFORÇOS
A instituição financeira apenas se compromete a realizar "os melhores esforços", no sentido de colocação junto ao mercado das sobras de subscrição. Não há nenhum comprometimento por parte do intermediário para a colocação efetiva de todas as ações do lançamento. Por outro lado, a empresa não tem a certeza de conseguir aumentar seu capital na proporção pretendida, nem no tempo envolvido para a sua concretização, já que assume todos os riscos da aceitação ou não das ações lançadas por parte do mercado.
Prêmio de Liquidez
É a remuneração básica exigida pelo investidor.
CBLC – Sistema de Controle das Ações (órgão da Bolsa de Valores)
Ao fazer uma compra ou venda de ações, tanto o comprador quanto o vendedor, precisam de garantias de que o negócio será efetuado, ou seja, o comprador precisa de garantias de que receberá os títulos ou ações e o vendedor precisa de garantias de que receberá o dinheiro proveniente da venda.
Essa transação é bastante complexa e envolve todo um sistema informatizado para sua concretização. Quem cuida de tudo isso é a CBLC – Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia, órgão da Bolsa de Valores. Ela é a contraparte garantidora do processo de liquidação.
MERCADO DE CÂMBIO
Está organizado para viabilizar as operações de compra e venda de moedas estrangeiras (divisas).
No Brasil, o Banco Central executa a política cambial definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para tanto, regulamenta o mercado de câmbio, ambiente onde se realizam operações de compra e venda de moeda estrangeira. Compete ainda ao BC fiscalizar esse mercado, podendo punir dirigentes e instituições mediante multas, suspensões, dentre outras sanções.
O Brasil tem um único mercado de câmbio legal, que abrange o Mercado de Câmbio de Taxas Livres (câmbio ou dólar comercial) e o Mercado de Câmbio de Taxas Flutuantes (câmbio ou dólar turismo).
Assim, enquanto o "câmbio ou dólar turismo" é usado para classificar operações relativas à compra e venda de moeda para viagens ao exterior, o "câmbio ou dólar comercial" é utilizado para as demais operações realizadas no mercado de câmbio, tais como exportação, importação e transferências financeiras.
Taxas de juros internacionais
Prime (EUA) - Taxa de juros básica utilizada por bancos comerciais norte-americanos em empréstimos a clientes preferenciais.
Libor (Londres) - A London Interbank Offered Rate (Libor) é a taxa preferencial de juros que é oferecida para grandes empréstimos entre os bancos internacionais que operam no mercado londrino.