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Demanda Agregada PROF. ALEX MENDES

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Academic year: 2022

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(1)

Demanda Agregada

PROF. ALEX MENDES

(2)

Flutuações Econômicas no Curto Prazo

A atividade econômica flutua de ano para ano.

Em muitos anos, a produção de bens e serviços aumenta.

Em alguns anos, o crescimento normal não ocorre, causando recessão.

(3)

Flutuações Econômicas no Curto Prazo

Recessão é um período de queda real do PIB, com diminuição da renda e aumento do desemprego.

Dois trimestres seguidos

Depressão é uma recessão severa.

(4)

Três Fatos sobre Flutuações Econômicas

Flutuações econômicas são irregulares e imprevisíveis.

Flutuações do nível de atividade econômica são denominadas ciclo de negócios.

A maior parte das variáveis

macroeconômicas flutua em conjunto.

(5)

PIB do Brasil (1990-2010)

4.24.44.64.8

1990q1 1995q1 2000q1 2005q1 2010q1

t

LPIBBR Fitted values

PIB Brasil e Fitted Values Regressão Tendência

(6)

Três Fatos sobre Flutuações Econômicas

A maior parte das variáveis

macroeconômicas flutuam em conjunto.

A maior parte das variáveis macroeconômicas que medem algum tipo de renda ou produção flutuam proximamente.

Apesar de muitas variáveis macroeconômicas flutuarem juntas, elas variam por diferentes intensidades.

(7)

Três Fatos sobre Flutuações Econômicas

Quando a produção cai, o desemprego aumenta.

Variações do PIB real são inversamente relacionadas à taxa de desemprego.

Durante os períodos de recessão, o

desemprego aumenta substancialmente.

(8)

Como o Curto Prazo difere do Longo Prazo

A maior parte dos economistas acredita que a teoria clássica descreve o mundo no longo

prazo, mas não no curto prazo.

As variações da oferta de moeda afetam as

variáveis nominais, mas não as variáveis reais no longo prazo.

O pressuposto da neutralidade da moeda não é apropriada quando se estuda as variações da economia de um ano para outro.

(9)

Keynes e o Longo Prazo

• “ O longo prazo é um guia enganoso para situações presentes. No longo prazo

estaremos todos mortos. Os economistas se propõem a uma tarefa muito fácil e inútil se em épocas de tempestades eles apenas

puderem dizer que, quanto o temporal tiver passado, o oceano estará calmo.”

(10)

O Modelo Básico das Flutuações Econômicas

Duas variáveis são usadas para desenvolver um modelo para analisar as flutuações no curto prazo.

A produção de bens e serviços da economia medida pelo PIB real.

O nível geral de preços medido pelo índice de preços ao consumidor ou deflator do PIB.

(11)

O Modelo Básico das Flutuações Econômicas

O economista usa o modelo de demanda agregada e oferta agregada para explicar flutuações na atividade econômica ao

longo de sua tendência de longo prazo.

(12)

O Modelo Básico das Flutuações Econômicas

A curva de demanda agregada mostra a quantidade de bens e serviços que as famílias, firmas e governo desejam

comprar a cada nível geral de preços.

(13)

O Modelo Básico das Flutuações Econômicas

A curva de oferta agregada mostra a

quantidade de bens e serviços que as

firmas produzem e vendem a cada nível

geral de preços da economia.

(14)

Demanda Agregada e Oferta Agregada...

Produção de equilíbrio

Quantidade produzida Nível

de preço

0 Nível de preço de equilíbrio

Oferta agregada

Demanda agregada

(15)

A Curva de Demanda Agregada

Os quatro componentes do PIB (Y)

contribuem para a demanda agregada de bens e serviços.

Y = C + I + G + EL

(16)

A Curva de Demanda Agregada...

Quantidade produzida Nível

de preço

0

Demanda agregada P1

Y1 Y2

P2

2. …aumenta a quantidade demandada de bens e serviços.

1. Uma diminuição do nível de preços...

(17)

Por que a Curva de Demanda Agregada é Negativamente Inclinada

O nível de preços e o consumo: o efeito riqueza O nível de preços e o investimento: o efeito da taxa de juros

O nível de preços e as exportações líquidas: o efeito da taxa de câmbio

(18)

O Nível de Preços e o Consumo:

O Efeito Renda

Uma diminuição no nível de preços faz com que os consumidores se sintam mais ricos, o que os encoraja a gastar mais.

Este aumento nos gastos dos consumidores significa maiores quantidades demandadas de bens e serviços.

(19)

O Nível de Preço e o Investimento: O Efeito da Taxa de Juros

Um menor nível de preço reduz a taxa de juros, o que encoraja um aumento dos gastos em

investimentos.

Com a queda em P a demanda por moeda para

transações diminui. Excedente de moeda se move para o mercado de fundos de empréstimo

implicando um aumento da oferta de fundos o que diminui a taxa de juros.

Este aumento no investimento significa uma maior quantidade demandada de bens e serviços.

(20)

O Nível de Preços e as Exportações Líquidas:

O Efeito da Taxa de Câmbio

Quando uma queda do nível de preço

causa uma queda da taxa de juros, a taxa de câmbio real se deprecia.

Isso ocorre porque o IEL fica negativo

aumentando a procura por dólares e em contrapartida aumentando a oferta de reais.

(21)

O Nível de Preços e as Exportações Líquidas:

O Efeito da Taxa de Câmbio

Resultado: Real se deprecia.

Bens importados se tornam mais caros e os bens produzidos internamente mais baratos relativamente.

Estímulo às exportações líquidas.

O aumento da exportação líquida significa uma maior quantidade demandada de bens e

serviços.

(22)

Por que a Curva de Demanda Agregada se desloca

A declividade da curva de demanda agregada mostra que uma queda do nível de preço

aumenta a quantidade total demandada de bens e serviços.

Muitos outros fatores, entretanto, afetam a quantidade demandada de bens e serviços a qualquer nível de preço.

Quando um daqueles fatores varia, a curva de demanda agregada se desloca.

(23)

Por que a Curva de Demanda Agregada se desloca

Desloca-se pela variação do consumo

Desloca-se pela variação do investimento Desloca-se pela variação das compras do governo

Desloca-se pela variação das exportações

líquidas

(24)

Deslocamentos da Curva de Demanda Agregada...

Quantidade produzida Nível

Geral de Preços

0

Demanda agregada, D1 P1

Y1

D2

Y2

(25)

A Curva de Oferta Agregada

No longo prazo, a curva de oferta agregada é vertical.

No curto prazo, a curva de oferta

agregada é positivamente inclinada.

(26)

A Curva de Oferta Agregada de Longo Prazo

No longo prazo, a produção de bens e serviços da economia depende da oferta de fatores de produção e da tecnologia disponível utilizada.

O nível de preço não afeta aquelas variáveis no longo prazo.

(27)

A Curva de Oferta Agregada de Longo Prazo...

Quantidade produzida Taxa natural

de produção Nível

Geral de Preços

0

Curva de oferta

agregada de longo prazo P1

P2 2. …não afeta a

quantidade total de bens e serviços ofertada no longo prazo.

1. Uma

variação do nível de

preço…

(28)

A Curva de Oferta Agregada no Longo Prazo

A curva de oferta agregada de longo prazo é vertical à taxa natural de

produção da economia.

Este nível de produção é também denominado como produção (PIB)

potencial ou produção (PIB) de pleno

emprego.

(29)

Por que a Curva de Oferta Agregada de Longo Prazo se Desloca?

Qualquer mudança na economia que altere a taxa natural de produção desloca a curva de oferta agregada de longo prazo.

O deslocamento ocorre de acordo com os vários fatores determinados pelo modelo clássico que afetam a produção.

(30)

Por que a Curva de Oferta Agregada de Longo Prazo se Desloca?

Deslocamentos promovidos pela variação da quantidade de capital humano

Deslocamentos que surgem das variações do capital físico

Deslocamentos que surgem da

disponibilidade de recursos naturais

Deslocamentos que surgem de inovações tecnológicas

(31)

1. No longo prazo, o progresso tecnológico desloca a curva de oferta de longo prazo...

OALP2000 OALP1990

Quantidade produzida Nível Geral

de Preços

0 P1980

Y1980

DA1980 P2000

P1990

OALP1980

2. …e a expansão da oferta de moeda desloca a demanda agregada...

DA2000 DA1990

4. …e inflação continuada

Y1990 Y2000

3. …levando ao crescimento do produto...

(32)

Por que a Curva de Oferta Agregada é Positivamente Inclinada no Curto Prazo

No curto prazo, um aumento do nível geral de preços na economia tende a aumentar a quantidade ofertada de bens e serviços.

Uma diminuição do nível de preços tende a reduzir a quantidade ofertada de bens e

serviços.

(33)

A Curva de Oferta Agregada de Curto Prazo...

Quantidade produzida Nível Geral

de Preços

0

Curva de

oferta agregada de curto prazo

Y1 P1

Y2

2. Reduz a

quantidade de bens e serviços ofertados no curto prazo.

P2 1. Uma

diminuição do nível de preço

(34)

Por que a Curva de Oferta Agregada se desloca?

Deslocamentos provocados pela variação da quantidade de capital humano

Deslocamentos que surgem da variação do capital Deslocamentos que surgem da variação da

disponibilidade de recursos naturais

Deslocamentos que surgem das inovações tecnológicas.

Deslocamentos que surgem da expectativa de preço.

(35)

Uma expectativa de aumento de preço reduz a quantidade ofertada de bens e serviços e desloca a curva de oferta agregada de curto prazo para a esquerda.

Expectativa de preços mais altos levam sindicatos a negociarem salários nominais mais altos

pressionando os custos reduzindo a oferta de bens e serviços.

Por que a Curva de Oferta Agregada se

desloca

(36)

Por que a Curva de Oferta Agregada se desloca

• Uma expectativa de diminuição de preço aumenta a quantidade ofertada de bens e

serviços e desloca a curva de oferta agregada de curto prazo para a direita.

(37)

O Equilíbrio de Longo Prazo

Quantidade produzida Nível Geral

de Preços

0

Oferta agregada de curto prazo Oferta

agregada de longo prazo

Demanda agregada Preço de A

equilíbrio

Taxa natural de produção

(38)

1. Uma diminuição da demanda agregada…

DA

2

Uma Contração da Demanda Agregada...

Quantidade produzida Nível

Geral de

Preços

0

Curva de oferta agregada de curto prazo, OA1 Oferta

agregada de longo prazo

Demanda

agregada, DA1 P1 A

Y1 P2 B

Y2

2. …causa uma queda da produção no curto prazo…

OA

2

P3 C

3. …mas ao longo do tempo, a curva de oferta de curto prazo se desloca…

4. …e a produção

retorna ao nível inicial.

(39)

Deslocamentos da Demanda Agregada

No curto prazo, deslocamentos da

demanda agregada causam flutuações na produção de bens e serviços.

No longo prazo, deslocamentos da

demanda agregada afetam o nível geral de preços, mas não influenciam a produção.

(40)

Um Deslocamento Adverso da Oferta Agregada

Uma diminuição de um dos determinantes da oferta agregada desloca a curva para a

esquerda:

A produção cai abaixo da taxa natural de emprego.

O desemprego aumenta.

O nível geral de preços sobe.

(41)

1. Um deslocamento

adverso na curva agregada de curto prazo…

OA2 Oferta

agregada de longo

prazo Oferta

agregada de curto prazo,

OA1

Quantidade produzida Nível

de preço

0

Demanda agregada A

Y1 P1

Um Deslocamento Adverso da Oferta Agregada…

3. …e o nível de preço

sobe.

P2

2. …causa uma queda da produção…

B

Y2

(42)

Estagflação

Deslocamentos adversos da oferta agregada causam estagflação - uma

combinação de recessão (estagnação) e inflação.

A produção cai e os preços sobem.

Os formuladores de políticas públicas que podem influenciar a demanda agregada não podem evitar que ambos efeitos adversos ocorram

simultaneamente.

(43)

Políticas de Resposta à Recessão

Os formuladores de políticas públicas devem responder à recessão de um dos seguintes modos:

Não fazendo nada e esperando que os preços e salários se ajustem.

Tomar ação para aumentar a demanda agregada, utilizando políticas fiscais e monetárias.

(44)

OA2

1. Quando a oferta agregada de curto prazo diminui…

Acomodação de um Deslocamento Adversos da Oferta Agregada...

Quantidade produzida Taxa natural

de produção Nível

de preço

0

Oferta

agregada de curto prazo, OA1

Demanda Agregada DA1 Oferta

agregada de longo

prazo

A P1

P2 P3

3.…o que causa o aumento do nível de preços

4. …mas mantém a produção em sua taxa

natural.

C 2. …os formuladores de políticas podem

acomodar o deslocamento

expandindo a demanda agregada…

DA2

(45)

Os Efeitos de um Deslocamento da Oferta Agregada

Deslocamentos da oferta agregada podem causar estagflação - uma combinação de recessão e inflação.

Os formuladores de políticas públicas

podem influenciar a demanda agregada, mas não podem evitar que ambos efeitos adversos influenciem a economia

simultaneamente.

(46)

Resumo

Todas as sociedades experimentam flutuações econômicas de curto prazo ao longo de

tendências de longo prazo.

Aquelas flutuações são irregulares e altamente imprevisíveis.

Quando as recessões ocorrem, o PIB real e outras medidas da renda, dispêndio e

produção caem e o desemprego aumenta.

(47)

Resumo

Os economistas analisam as flutuações de curto prazo usando o modelo de oferta e demanda agregadas.

De acordo com o modelo da oferta e

demanda agregadas, a produção de bens e serviços e o nível geral de preços da

economia se ajustam para equilibrar a demanda e oferta agregadas.

(48)

Resumo

A curva de demanda agregada é

negativamente inclinada por três razões: o efeito renda, um efeito da taxa de juros e um efeito da taxa de câmbio.

Qualquer evento ou política que faça variar o consumo, investimento, aquisições do

governo ou exportações líquidas a qualquer nível de preço irá deslocar a curva de

demanda agregada.

(49)

Resumo

No longo prazo, a oferta agregada é vertical.

No curto prazo, a curva de oferta agregada é positivamente inclinada.

As três teorias que explicam a inclinação

positiva da curva de oferta agregada de curto prazo são: teoria das percepções equivocadas, teoria da rigidez dos salários e teoria da

rigidez dos preços.

(50)

Resumo

Eventos que alterem a habilidade da economia em produzir bens e serviços irá deslocar a curva de oferta agregada de curto prazo.

Além disso, a posição da curva de oferta agregada de curto prazo depende das expectativas de preço.

Uma possível causa das flutuações econômicas é um deslocamento da demanda agregada.

(51)

Resumo

Um segunda causa possível para as flutuações econômicas é um

deslocamento da curva de oferta agregada.

Estagflação é um período de queda da produção e aumento de preços.

Referências

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