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DIREITO DAS OBRIGAÇÕES

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Academic year: 2022

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Texto

(1)

DIREITO DAS

OBRIGAÇÕES

(2)

OBJETIVO

Conhecer a disciplina de Direito

das Obrigações, bem como seu

posicionamento no Código Civil.

(3)

ROTEIRO

n 

Classificação das obrigações

(4)

Direito das Obrigações

n 

Classificação das obrigações

A

s obrigações podem ser classificadas

com base em diferentes critérios que

as enquadram em categorias reguladas

por normas diversas. (Orlando Gomes)

(5)

Direito das Obrigações

n 

Classificação das obrigações

a) em relação ao seu vínculo obrigacional;

b) quanto ao seu elemento objetivo;

c) em relação ao elemento subjetivo

(6)

Direito das Obrigações

n 

Classificação das obrigações

a) em relação ao seu vínculo obrigacional;

b) quanto ao seu elemento objetivo;

c) em relação ao elemento subjetivo

(7)

Direito das Obrigações

n 

Obrigações com relação ao seu vínculo

Como visto anteriormente, a obrigação se divide em três elementos essenciais:

a) Sujeitos: credor e devedor;

b) Objeto: prestação;

c) Vínculo jurídico:

(8)

Direito das Obrigações

V ínculo jurídico

O primeiro elemento essencial da relação obrigacional que vamos estudar é o vínculo que liga o credor ao devedor (devido a prestação)

O vínculo pode ligar os sujeitos da relação obrigacional em uma relação simples ou em uma relação complexa

(9)

Direito das Obrigações

V ínculo jurídico

Na relação simples o sujeito ativo só tem um direito e o sujeito passivo só tem um dever

Ex.: Uma doação sem encargo: o doador tem apenas a obrigação de de dar a coisa doada e o donatário tem somente o direito de recebe-la.

(10)

Direito das Obrigações

V ínculo jurídico

Na relação complexa, ambos os sujeitos, ativo e passivo, têm ao mesmo tempo e em razão do mesmo vínculo, um direito e um dever.

Ex.: contrato de compra e venda

(11)

Direito das Obrigações

V ínculo jurídico

Também chamado de vínculo espiritual ou abstrato, é composto por dois elementos:

distintos:

débito e responsabilidade.

(12)

Direito das Obrigações

V ínculo jurídico

O débito (debitum / shuld) também chamado de vínculo espiritual ou pessoal, une o devedor ao credor e exige que aquele cumpra pontualmente sua obrigação.

(13)

Direito das Obrigações

V ínculo jurídico

A Responsabilidade (obligatio / haftung) , também chamada de o vínculo material, é a consequência do não cumprimento da obrigação.

Confere ao credor não satisfeito o direito de exigir judicialmente o cumprimento da obrigação, afetando o patrimônio do devedor

(14)

Direito das Obrigações

V ínculo jurídico

No estudo da relação obrigacional com base no vinculo jurídico duas teorias se destacam:

a) Teoria monista

b) Teoria dualista

(15)

Direito das Obrigações

V ínculo jurídico a) Teoria monista

Segundo esta teoria, do jurista alemão Von Brinz, o débito (schuld) diz respeito à pessoa do devedor. Neste caso, apenas a responsabilidade (haftung), que diz respeito ao patrimônio do devedor é que integra a essência da obrigação.

(16)

Direito das Obrigações

V ínculo jurídico a) Teoria dualista

Segundo esta teoria, dos juristas alemães Von Amira e Von Gierke, o débito (schuld) e a responsabilidade (haftung), co-existem no vinculo obrigacional, podendo se alternar de acordo com o tipo de obrigação

(17)

Direito das Obrigações

Elementos essenciais da Obrigação Vínculo jurídico

SA SP

Credor ___________________________ Devedor

OBJETO Prestação

(dar, fazer, não fazer)

(18)

Direito das Obrigações

Elementos essenciais da Obrigação Vínculo jurídico

SA (Débito e Responsabilidade) SP Credor ___________________________ Devedor

OBJETO Prestação

(dar, fazer, não fazer)

(19)

Direito das Obrigações

vínculo obrigacional

Assim, com relação ao vínculo obrigacional, e à presença do débito e/

ou responsabilidade, as obrigações

podem ser classificadas como obrigação

moral, civil e natural

(20)

Direito das Obrigações

n 

Obrigação Moral

Se constitui em mero dever de consciência, cumprido por questões de princípios.

Sob o prisma jurídico, sua execução é de mera liberalidade por parte da pessoa considerada devedora

(21)

Direito das Obrigações

n 

Obrigação Moral

Se houver inadimplemento de obrigação moral, não é possível constranger legalmente o devedor a cumpri-la, pois há carência do direito à ação.

juridicamente não há nem débito (debitum/ schuld) e nem responsabilidade (obligatio / haftung)

(22)

Direito das Obrigações

n 

Obrigação Moral

Em caso de cumprimento espontâneo, haverá direito de retenção à pessoa que recebeu a prestação a título de liberalidade.

Quem cumpriu não terá o direito de reclamar restituição

(23)

Direito das Obrigações

n 

Obrigação civil

Existe um vínculo jurídico que sujeita o devedor à realização de uma prestação positiva ou negativa no interesse do credor, ou seja há uma ligação entre eles.

(24)

Direito das Obrigações

n 

Obrigação civil

Esta ligação abrange o dever da pessoa obrigada (débito/debitum/ schuld) e sua responsabilidade em caso de inadimplemento (responsabilidade/obligatio/ haftung)

(25)

Direito das Obrigações

n 

Obrigação natural

Fala-se tradicionalmente em obrigação natural nos casos em que o direito reconhece a existência de determinada relação, mas sua exigibilidade não atinge o plano jurídico.

Segundo Washington De Barros a obrigação natural não constitui relação de direito, mas relação de fato.

(26)

Direito das Obrigações

n 

Obrigação natural

Por isto não é possível ao credor compelir judicialmente o devedor ao adimplemento

Porém, como destaca CRG, seria um fato sui generis, porque, mediante certas condições, como o pagamento espontâneo de uma dívida, implicaria em efeitos jurídicos

(27)

Direito das Obrigações

n 

Obrigação natural

Na obrigação natural temos um vínculo sem obligatio, assim o credor não possui o direito de ação para compelir o devedor a cumpri-la.

(28)

Direito das Obrigações

n 

Obrigação natural

O vínculo jurídico abrange, neste caso, somente o dever da pessoa obrigada (debitum).

(29)

Direito das Obrigações

n 

Obrigação natural

O vínculo jurídico abrange, neste caso, somente o dever da pessoa obrigada (debitum).

Assim, apesar de o devedor não estar obrigado a pagar, se este, voluntariamente, efetuar o pagamento, não tem o direito de restituição

(30)

Direito das Obrigações

n 

Obrigação natural

Enquanto o cumprimento da obrigação moral é tido como mera liberalidade, o adimplemento de uma obrigação natural será considerado pagamento.

(31)

Direito das Obrigações

n 

Obrigação natural

O pagamento efetuado em obrigação natural é pagamento válido, e por esta razão a prestação pode ser retida pelo credor, não podendo ser repetida pelo devedor.

(32)

Direito das Obrigações

n 

Obrigação natural

Assim, obrigação natural é aquela em que o credor não pode exigir do devedor uma certa prestação, mas uma vez realizada espontaneamente, pode retê-la, a título de pagamento, e não de mera liberalidade.

(33)

Direito das Obrigações

n 

Classificação das obrigações naturais

O prof. Pablo Stolze apresenta três critérios para classificar as obrigações naturais:

a) quanto à tipicidade;

b) quanto à origem, e

c) quanto aos efeitos produzidos

(34)

Direito das Obrigações

n 

Classificação das obrigações naturais

a) quanto à tipicidade:

poderá ser típica ou atípica. Se estiver prevista em texto legal ou não.

Dívida de jogo/prescrita.

(35)

Direito das Obrigações

n 

Classificação das obrigações naturais

b) quanto à origem:

pode ser originária, qdo. É inexigível desde seu início;

pode ser derivada: qdo nasce de obrigação civil, que perdeu a exigibilidade

(36)

Direito das Obrigações

n 

Classificação das obrigações naturais

c) quanto aos efeitos produzidos:

Comum, qdo se admite todos os efeitos da obrigação civil;

limitada: se restringe os efeitos como a novação, fiança, etc

(37)

Direito das Obrigações

n  Obrigação natural no CC

os casos de obrigações naturais típicas no novo diploma são dois: dívidas prescritas (art. 882) e dívidas de jogo (art. 814), cujo c u m p r i m e n t o n ã o p o d e s e r e x i g i d o judicialmente

(38)

Direito das Obrigações

n  Obrigação natural no CC

De acordo com o art. 814 do CC “As dívidas de jogo ou de aposta não obrigam a pagamento; mas não se pode recobrar a quantia, que voluntariamente se pagou, salvo se foi ganha por dolo, ou se o pendente é menor ou interdito”

(39)

Direito das Obrigações

n  Obrigação natural no CC

O Art. 882 prevê a irrepetibilidade da prestação paga para cumprir obrigação n a t u r a l , p o i s a q u i l o q u e f o r p a g o voluntariamente não pode ser recobrado

Porém, isto só ocorrerá quando o pagamento for espontâneo, sem coação e sem erro quanto a inexecutoriedadae do vínculo

(40)

Direito das Obrigações

n  Obrigação natural no CC

O Art. 884, 2ª parte, prevê que é possível recobrar quantia voluntariamente paga, se houver dolo ou se o pagamento for realizado por incapaz

(41)

Direito das Obrigações

Art. 884

Aquele que, sem justa causa, se enriquecer à custa de outrem, será obrigado a restituir o indevidamente auferido, feita a atualização dos valores monetários.

(42)

Direito das Obrigações

Art. 884

Aquele que, sem justa causa, se enriquecer à custa de outrem, será obrigado a restituir o indevidamente auferido, feita a atualização dos valores monetários.

(43)

Direito das Obrigações

Art. 882

Não se pode repetir o que se pagou para solver dívida prescrita, ou cumprir obrigação judicialmente inexigível

(44)

Direito das Obrigações

n 

Obrigação natural no CC

Assim, se a dívida está prescrita o que desapareceu foi a pretensão, ou seja o poder de fazer valer a prestação devida por meio de uma ação.

Persiste, porém, o direito do credor, ou seja, o débito por parte do devedor

(45)

Direito das Obrigações

n  Obrigação natural no CC

Percebe-se que o que caracteriza a prescrição é que ela visa extinguir uma pretensão, mas não o direito propriamente dito.

Referências

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