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2) ELEMENTOS REPRESENTATIVOS DO ESTÁGIO 2.1) Saúde Mental

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Academic year: 2019

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Universidade Nova de Lisboa

Faculdade de Ciências Médicas – NOVA Medical School

Daniela Rodrigues Cavaco Nº aluna: 2009155

Ano Letivo 2014/2015

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Índice

1) INTRODUÇÃO ... 3

2) ELEMENTOS REPRESENTATIVOS DO ESTÁGIO ... 3

2.1) Saúde Mental ... 3

2.2) Medicina Geral e Familiar ... 4

2.3) Pediatria ... 4

2.4) Estágio de Ginecologia e Obstetrícia ... 5

2.5) Estágio de Cirurgia ... 5

2.6) Estágio de Medicina Interna ... 5

2.7) Estágio Clínico Opcional ... 6

2.8) Preparação para a prática Clínica ... 6

2.9) Actividades Extra-curriculares ... 6

2) REFLEXÃO CRÍTICA ... 7

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1) INTRODUÇÃO

O presente relatório pretende sumarizar todas as atividades e competências adquiridas durante o Estágio Profissionalizante (EP) do 6º ano do Mestrado Integrado em Medicina (MIM).

O papel do EP assenta sobretudo na integração e consolidação de uma aprendizagem contínua desenvolvida ao longo dos cinco primeiros anos, culminando na aplicação de conteúdos e competências básicas e clínicas. Consiste, portanto num ano de transição em que o aluno é confrontado com uma componente mais prática, assumido um carácter de preparação para o futuro enquanto médico não especialista.

Este relatório é constituído por uma breve introdução, na qual serão descritos os diferentes objectivos do EP, seguido do corpo de trabalho, através do qual serão sintetizados os elementos representativos do EP, terminando com uma reflexão crítica acerca do mesmo. Em anexo encontram-se os certificados referentes ao presente ano letivo.

Complementando todo o conhecimento adquirido nos anos precedentes e, tendo em conta a importância deste estágio para uma boa prática clínica futura, defini os seguintes objectivos gerais: 1) Aquisição de autonomia com o desenvolvimento e/ou aperfeiçoamento de competências no que respeita ao raciocínio clínico e diagnóstico, procedimentos médicos e tomada de decisões; 2) Promoção de competências humanas e sociais inerentes à relação médico-doente e na interação com outros profissionais de saúde; 3) Compreender a importância da articulação e cooperação multidisciplinar, abordando o doente holisticamente.

2) ELEMENTOS REPRESENTATIVOS DO ESTÁGIO

2.1) Saúde Mental

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4 acompanhar os doentes na consulta externa de Psiquiatria de Adultos, bem como participar no acompanhamento diário dos doentes do Internamento de Psiquiatria Geral e Transcultural. Acompanhei ainda o atendimento de doentes com doença aguda no Serviço de Urgência do Hospital de São José. Destaco ainda a minha passagem no Hospital de Dia e Unidade de Reabilitação no seguimento de doentes crónicos através de uma abordagem médico-social. No UTRA (Unidade de tratamento e Reabilitação de Alcoologia), assisti à consulta externa e sessões de terapia para doentes com perturbação de dependência alcoólica. Por fim, destaco ainda a minha passagem pelo Grupo Psicoterapêutico do CHPL, a convite do Dr. António Bento, no qual se reuniam no mesmo espaço dezenas de doentes desde sem-abrigo a refugiados de guerra.

2.2) Medicina Geral e Familiar

A particularidade do Estágio de Medicina Geral e Familiar (13/10/14 a 07/11/14) residiu no facto de se ter realizado em meio não hospitalar e em meio rural. Optei por realizá-lo exclusivamente na Unidade de Cuidados de Saúde Primários de Beja com a Dra. Inês Sayanda. Pude assistir e participar em consultas nas áreas de Saúde de Adulto/Idoso, Saúde Infantil, Saúde Materna e Planeamento Familiar. Acompanhei ainda as consultas que decorriam uma vez por semana, em Trigaches, uma pequena aldeia a 12 km de Beja, onde a população é mais envelhecida, com poucos recursos financeiros e de mobilidade.

2.3) Pediatria

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5 estágio terminou com as apresentações de casos clínicos, tendo o meu caso sido subordinado ao

tema “Neurofibromatose tipo I”.

2.4) Estágio de Ginecologia e Obstetrícia

O estágio de Ginecologia e Obstetrícia (8/12/14 a 16/01/15) decorreu no Hospital de Beatriz Ângelo de Loures sob a orientação do Dr. José Reis. O estágio teve como principais objectivos conhecer os componentes da vigilância de saúde da mulher e da grávida, assim como reconhecer as patologias ginecológicas e obstétricas mais frequentes e saber como abordá-las. Pude assistir às diversas valências da especialidade, nomeadamente consultas externas de Ginecologia, Obstetrícia, Senologia, assim como Bloco Operatório, Bloco de Partos e Serviço de Urgência. Num contexto de aquisição de maiores competências práticas, assisti à realização de ecografias ginecológicas e pré-natais, colposcopias e histeroscopias.

2.5) Estágio de Cirurgia

O estágio de Cirurgia (02/02/15 a 20/03/15) decorreu no Hospital Beatriz Ângelo de Loures, sob a orientação do Professor Doutor Rui Maio. Quatro destas semanas foram dedicadas à Cirurgia Geral, sob a orientação da Dra. Rita Garrido. Tive a oportunidade de observar e participar em diversas cirurgias no bloco operatório. Ainda dentro da vertente prática, frequentei a Pequena Cirurgia e o SU, onde observei técnicas tais como limpeza, desinfeção, sutura e penso de feridas simples ou a drenagem de abcessos. Durante duas semanas deste estágio acompanhei as equipas de Cuidados Intensivos. O estágio terminou com a participação no minicongresso com a

apresentação de um trabalho com o tema ”Uma Causa Invulgar de Hemorragia Digestiva Alta”,

tendo este sido premiado e publicado numa revista pela sua relevância clínica.

2.6) Estágio de Medicina Interna

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6 diariamente, preencher os registos clínicos, realizar procedimentos como punções arteriais e venosas, prescrever exames complementares de diagnóstico e terapêutica. Assisti a consultas externas de medicina interna e de doenças autoimunes e frequentei o SU do Hospital de São José. A componente teórico-científica foi assegurada pelos seminários semanais realizados na Faculdade de Ciências Médicas para os alunos do 6º ano, bem como pelas inúmeras sessões clínicas realizadas no HCC. Apresentei ainda, em grupo, uma revisão teórica sobre “Insuficiência

Cardíaca“.

2.7) Estágio Clínico Opcional

Como estágio Clínico Opcional optei pela especialidade de Dermatologia e Venereologia, no Hospital Santo António dos Capuchos (25/05/15 a 05/06/15), no qual pude assistir a várias intervenções no bloco operatório, bem como a diversas consultas que iam desde a Dermatologia Geral, passando pela Dermatologia Pediátrica e Venerologia.

2.8) Preparação para a prática Clínica

Preparação para a Prática Clinica foi lecionada durante o 2º semestre, sob regência do Professor Doutor Roberto Palma dos Reis e consistiu em aulas teóricas quinzenais que versavam sobre um sintoma ou sinal de um doente, sendo o tema abordado pelas várias perspetivas dos diferentes especialistas com espaço para discussão por parte dos alunos.

2.9) Actividades extra-curriculares

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7 2) REFLEXÃO CRÍTICA

Após o término de um ano indubitavelmente importante para a formação prática e pré́ -graduada de qualquer aluno de Medicina, torna-se imprescindível refletir sobre todo o trabalho desenvolvido durante o Estágio Profissionalizante.

A título pessoal, confesso que iniciei este ano com expectativas bastante elevadas. Não só́ pela promessa de desenvolvimento de uma autonomia crescente, como também pela possibilidade de crescimento, não só a nível profissional, mas também a nível pessoal, que terá́ certamente um valor incontestável enquanto médica não especialista. Sendo este um ano de

transição, foi encarado como um maiores desafios do meu percurso académico: por um lado, pela

oportunidade de consolidar e integrar todos os conhecimentos teórico-práticos adquiridos e, por outro, pelo facto de proporcionar o desenvolvimento de aptidões importantes para uma boa prática clínica futura. Assim, analisando cada estágio em particular, pude constatar que os objectivos individuais propostos inicialmente foram na sua maioria atingidos.

O estágio de Saúde Mental teve um papel bastante importante este ano, visto que

completou o ensino quase exclusivamente teórico do 5º ano, tendo sido a consulta externa e a passagem pelo SU as principais ferramentas para o ensino prático. A rotação pelos diferentes serviços existentes no HCPL foi uma mais-valia importante, nomeadamente com a minha passagem pelo Centro de Reabilitação, pelo UTRA ou pelo Hospital de dia, onde me deparei com uma enorme necessidade de uma abordagem multidisciplinar dos doentes com doença crónica, muitos deles internados há muitos anos e onde o principal desafio passava pela tentativa de integração de novo na sociedade.

O estágio de Cirurgia veio consolidar conhecimentos sobre a semiologia, prioridades de

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8 deste estágio, destaco também a minha passagem pela UCI, onde os doentes constituíam, enquanto aluna do 6.º ano, um constante desafio pela complexidade das patologias e o apertado controlo terapêutico. Durante a minha permanência na UCI, a abordagem do doente crítico era constantemente elucidada por médicos assistentes e internos, bem como com a nossa participação em procedimentos técnicos. A curta duração do estágio dedicada à Cirurgia Geral foi contudo, um aspeto menos positivo.

O estágio de Medicina Interna revelou-se verdadeiramente produtivo. Desde o início fui

incentivada a ganhar autonomia no que concerne à observação diária dos doentes, desde a

realização da história inicial, com a colocação das primeiras hipóteses de diagnóstico, até à

prescrição de exames complementares ou terapêutica. Tal foi possível pelo facto deste estágio

permitir que cada tutor tivesse um/dois alunos sob sua tutela, o que facilita a aprendizagem e correcção de falhas. Destaco o contacto mais próximo com os familiares dos doentes, o que aconteceu pela 1ª vez ao longo do curso

O estágio de Medicina Geral e Familiar (MGF) revelou-se uma boa oportunidade de

contactar com a realidade prática ao nível dos cuidados de saúde primários na região rural e observar a influência do meio social, económico e familiar na promoção da saúde dos utentes – em particular na consulta a que assisti, que pelo seu isolamento geográfico, dependia quase exclusivamente dos apoios da UCSP de Beja. Destaco que este foi um dos estágios onde principalmente pude desenvolver a minha capacidade de conduzir consultas autonomamente e

assimilar a importância de uma medicina preventiva.

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9 internamentos nas enfermarias de Medicina Interna e múltiplas idas aos SU com franca diminuição da qualidade de vida destes doentes.

O estágio de Ginecologia e Obstetrícia, devido ao seu carácter único dedicado à saúde e

patologia da mulher e do feto permitiu uma maior preparação e uma atitude clínica mais dirigida. A rotação pelos várias subespecialidades no HBA foi um dos aspetos mais positivos e que mostrou a versatilidade desta especialidade médico-cirúrgica.

O estágio de Pediatria mais do aquisição de conhecimentos práticos e teóricos dirigido a

uma faixa etária com características especiais, proporcionou-me um grande desenvolvimento humano enquanto estudante de medicina. A minha passagem pelo UCERN e consulta de Pneumologia Pediátrica do HDE, mostrou a enorme dificuldade que é o tratamento criança com doença crónica ou em fase terminal, onde as medidas de apoio médico e de enfermagem são uma constante – e que vão desde as medidas paliativas de conforto até às declarações de não reanimação – que constituem uma realidade mesmo nestas faixas etárias, colocando dilemas éticos muito importantes para o médico. O rácio tutor/alunos foi um ponto menos positivo que mostrou não só as limitações das infraestruturas como o excesso de alunos naquele que é um dos centros de referência de pediatria do país.

A escolha do estágio opcional de Dermatologia e Venereologia prendeu-se com o facto do

estágio de duas semanas do 4º ano ter sido maioritariamente teórico. Acabou por ser uma boa experiência pela variedade de patologias observadas e por se revelar uma especialidade com valências médicas e cirúrgicas.

Preparação para a Prática Clínica foi uma surpresa enquanto componente teórico-prática

por abordar temas bastante práticos, estruturando e simplificando o raciocionio necessário à prática médica.

Após a análise criteriosa de cada um dos estágios e numa perspectiva global,, termino este

ano com a certeza que o EP foi fundamental não só para aquisição de conhecimentos e

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Interna de Ano Comum e, irrefutavelmente, para o processo de formação contínua inerente à

própria carreira médica.

O 6º ano trata-se de um momento decisivo para qualquer aluno de Medicina, uma vez que se realiza a Prova Nacional de Seriação (PNS) no final deste período. A preocupação progressiva em relação à necessidade de estudo para esta prova constituiu a principal dicotomia entre a

tempo dedicado aos estágios versus tempo de estudo e, ainda assim, os estágios provaram ser a melhor forma de completar o extremismo teórico da bibliografia recomendada

Para além disso, a PNS também contribuiu para a minha decisão de interromper durante

este ano o cumprimento das minhas funções como monitora do departamento de anatomia que exerci durante 4 anos. Ainda assim, dediquei-me a outras áreas extracurriculares que penso serem importantes para a minha formação e evolução enquanto futura médica, enunciadas nos anexos deste relatório.

Em retrospetiva, julgo que estes 6 anos concederam-me muitas ferramentas necessárias

para continuar a aprender e a crescer no processo evolutivo que é o de ser médica. Estou

consciente das minhas lacunas e dos desafios que me esperam, mas tenho a certeza que as bases e os alicerces que fundamentaram a minha formação serão suficientes para que obtenha sucesso no meu percurso profissional.

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11 3) ANEXOS

Anexo 1: Certificado de participação iMed Conference 6.0

Anexo 2: Certificado de participação no Workshop: Intravenous Fluid Therapy

Anexo 3: Certificado de participação nas 27ª Jornadas de Cardiologia do Hospital Egas

Moniz

Anexo 4: Certificado de participação no Congresso Nacional de Estudantes de Medicina

Anexo 5: Certificado de participação nas 1ª Jornadas Médicas NOVA

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