• Nenhum resultado encontrado

Queima da cana-de-açúcar nesta safra

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "Queima da cana-de-açúcar nesta safra"

Copied!
12
0
0

Texto

(1)

Queima da cana-de-açúcar nesta safra

Página 4 Página 7 Páginas 9 e 10

Ano 2 • Nº 15 • Março 2017

O que o produtor deve fazer

O presidente da Socicana, Bruno Rangel Geraldo Martins, explica que a área de atuação da Socicana é diferenciada. “Estamos em uma região em que a siste- matização do canavial está bem institucionalizada. Aqui, portanto, o produtor tem mais uma chance de organizar o canavial, melhorar a sistematização e implantar va- riedades adaptadas à colheita mecânica. Vale ressaltar que a colheita com fogo não poderá mais ocorrer a par- tir do ano que vem”, destacou Bruno.

O Protocolo Agroambiental, cuja adesão é necessária para a queima neste ano, é uma série de regras, previs- tas pelo Estado de São Paulo, relacionadas à preserva- ção ambiental e sustentabilidade. Aqueles produtores que ainda não fazem parte do Protocolo poderão fazer sua adesão, comparecendo à Socicana. O superinten- dente da Associação, José Guilherme Nogueira, reforça os altos padrões alcançados pelo agricultor. "Nossos índices de colheita mecânica já passam dos 90%, o que mostra o balanço positivo de nossa área de atuação quanto à emissão de CO2 (dióxido de carbono) e outros gases do efeito estufa. Os associados, em conjunto com as usinas, já vinham se preparando para a adequa- ção ao protocolo, e isso demonstra o compromisso da canavicultura da região com a sustentabilidade", conclui.

A eliminação da queima da palha da cana- -de-açúcar foi prorrogada por um ano para os

produtores com áreas de até 150 hectares e que sejam signatários do Protocolo Agroam- biental (Etanol Verde). O encerramento do prazo,

anteriormente previsto para o ano de 2017, estendeu-se para 2018, em virtude de ajustes necessários em diversas regiões do país.

Coplana desenvolve

aplicativo para a lavoura Cronograma de cursos

Socicana: prepare a agenda Dias de Campo Cana e Soja

Foto: Ewerton Alves

(2)

2

Expediente • Coplana - Cooperativa Agroindustrial - Diretoria: pres. - José Antonio de Souza Rossato Junior, vice-pres. - Bruno Rangel G. Martins e secretário - Francisco A.

de Laurentiis Filho, superintendente - Mirela Gradim • Socicana - Associação dos Fornecedores de Cana de Guariba - Diretoria: pres. - Bruno Rangel G. Martins, vice-pres. - Francisco A. de Laurentiis Filho e secretário - Fernando Scaroupa Panobianco, superintendente - José Guilherme Nogueira • Comitê de Comunicação - Carlos Eduardo Mucci, César Gonzales, Cezar Cimatti, Cristiane de Simone, Elaine Maduro, Eduardo Pacífico, Francisco Politi, Helton Bueno, Igor Pizzo, José Marcelo Pacífico, Pablo Silva, Pedro Sgarbosa, Regiane Chianezi, Renata Montanari, Roberto Moraes, Valdeci da Silva • Produção - Neomarc Comunicação - Regiane Alves (Jorn. Resp., MTb 20.084), Renata Massafera (produção de textos), Ewerton Alves, Daiana Scaldelai (gestão de projetos), Karlinhus Mozzambani (design e diagramação). • Contatos: cemucci@socicana.com.br, pasgarbosa@coplana.com, regiane@neomarc.com.br

Como o produtor deve proceder

Todos os associados estão convocados a comparecer à Socicana, à Rua José Mazzi nº 1.450, em Guariba/SP, para preencher os Re- querimentos de Queima Controlada de Palha de Cana para a safra 2017/2018. Os documen- tos serão encaminhados à Secretaria de Meio Ambiente do Governo do Estado de São Paulo, pela internet.

1) Todos os fornecedores de cana devem comparecer, inclusive os que não tenham alterações de dados em relação à safra an- terior (2016/2017). Todos devem autorizar a Socicana a enviar seus respectivos dados à Secretaria de Meio Ambiente. Os fornecedores de cana, que não comparecerem, não obterão suas autorizações e ficarão em desacordo com a atual legislação.

2) O prazo máximo legal de apresentação dos requerimentos, junto ao órgão competente, está estabelecido em Lei para o dia 2/4/2017.

3) Os fornecedores que ainda não fizeram suas adesões ao Protocolo Agroambiental, po- derão fazê-las no mesmo dia do requerimento.

4) Os fornecedores, aderentes ao Protocolo Agroambiental, que possuem áreas acima de 150 hectares e fazem a colheita crua também terão que preencher o requerimento, a fim de informar a área de colheita crua.

5) Reforçamos que o comparecimento do for- necedor à Socicana será necessário, pois não serão feitos requerimentos ou protocolos via telefone.

6) Os fornecedores de cana da Usina Santa Adélia somente deverão procurar a Socicana, caso a usina não tenha preenchido o Requeri- mento de Queima.

Cronograma de comparecimento

E para promover um atendimento de melhor qualidade, a Socicana de Guariba solicita que os associados atendam ao cronograma de compareci- mento “em ordem alfabética” a seguir:

Período de Nomes iniciados em

• 1/3/2017 a 9/3/2017 A até F

• 10/3/2017 a 18/3/2017 G até M

• 21/3/2017 a 30/3/2017 N até Z

Informações necessárias para preenchimento do Requerimento:

1) Nome e endereço do produtor;

2) CPF do produtor ou CNPJ, no caso de empresa;

3) Nome do Fundo Agrícola;

4) CCIR (Certificado de Cadastro de Imóvel Rural) e DECA;

5) Área total da cultura de cana-de-açúcar a ser colhida no ano (em hectares);

6) Área da cultura de cana-de-açúcar, a ser colhida no ano, onde é proibida a queima (em hectares);

7) Área de cultura de cana-de-açúcar, a ser colhida no ano, considerada mecanizável;

8) Área de cultura de cana-de-açúcar, considerada mecanizável, a ser colhida no ano sem emprego de fogo (em hectares);

9) Área de cultura de cana-de-açúcar, considerada não mecanizável, a ser colhida no ano sem emprego de fogo (em hectares);

10) Variedades que compõem a área, área, produtividade estimada por talhão e distância até a usina;

11) Idade do Canavial, área por corte (em hectares).

(3)

3

Março de 2017

Agronegócio:

um setor que não aceitou os desaforos da

crise e continua destacando-se na economia brasileira

O agronegócio brasileiro é considerado um dos setores mais importantes da economia do país, re- presentando cerca de 1/3 do Produto Interno Bruto (PIB). O setor gera em torno de 30% do emprego da população economicamente ativa e atualmen- te ocupa notável posição mundial na produção agroindustrial. Com seus 8,5 milhões de km2, o Brasil é o país mais extenso da América do Sul e o quinto do mundo com potencial de expansão de sua capacidade agrícola sem necessidade de novas áreas. Neste cenário, a produção de cana- -de-açúcar tem um papel fundamental. Pesquisas têm apontado a cana não só como base de alimen- to, mas também como combustível alternativo e de fonte renovável. Ou seja, a sustentabilidade do planeta ganha um ponto a mais quando o assunto

Setor mantém geração de emprego e renda, atento à sustentabilidade e inovação tecnológica.

Cana-de-açúcar segue com papel

fundamental na produção de alimento e energia renovável.

é a utilização da cana como combustível e como gerador de energia a partir de seu bagaço.

O Brasil é também destaque mundial no uso de energias renováveis, que representam mais de 44% da matriz energética do país, e o setor sucroe- nergético possui papel chave nesta participação, uma vez que somente os produtos da cana-de- -açúcar são responsáveis por 15,7% de toda a ofer- ta de energia brasileira. Este índice já ultrapassa o fornecido pelas usinas hidroelétricas. O etanol e a bioeletricidade são, atualmente, os principais res- ponsáveis pelo crescimento das fontes alternati- vas de energia.

Diversos estudos mostram que, quando com- parado com a gasolina, o etanol brasileiro reduz as emissões dos chamados gases de efeito estufa (GEE) em cerca de 90%. Além de apresentar signi- ficativa redução de emissões quando comparado com outros combustíveis, o etanol de cana-de- -açúcar também apresenta um balanço energético extremamente favorável. E os benefícios vão além:

um estudo da Universidade de São Paulo (USP) mostra que a substituição em larga escala dos derivados de petróleo pelo etanol é positiva para a saúde pública. Num cenário que prevê a substitui- ção total da gasolina e do diesel na frota cativa de ônibus por etanol, na cidade de São Paulo, mais de 12 mil internações e 875 mortes seriam evitadas em um ano, de acordo com o trabalho. Além disso, a redução de gastos públicos e familiares com a saúde seria da ordem de US$ 190 milhões.

Fontes: União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica) - www.unica.com.br/setor- -sucroenergetico/ • Universidade Federal de São Carlos (Ufscar) - www.fai.ufscar.

br/noticia/setor-sucroenergetico-brasileiro-retoma-crescimento-em-2017.html • Conselho dos Produtores de Cana-de-açúcar, Açúcar e Etanol do Estado de São Paulo (Consecana) - www.consecana.com.br/

(4)

4

Equipe de TI da Coplana

desenvolve novo aplicativo para uso na lavoura

Além da inovação em tecnologia agrícola e toda a assistência no campo, a Coplana está inovando no uso de ferramentas de informática, que facili- tam o atendimento ao produtor. Todos os depar- tamentos trabalham em sintonia visando, é claro, promover o agronegócio, e no decorrer do cami- nho projetos de tecnologia da informação também são preocupações constantes.

Os chamados aplicativos passaram a fazer par- te de todos os smartphones e são voltados para todo o tipo de uso. Agora também estão fazendo parte do dia a dia dos técnicos e cooperados da Coplana.

Desta vez, foi o departamento de TI da Coplana que se destacou, criando seu primeiro aplicativo para celular, com uso específico para a lavoura.

O aplicativo é usado pelos agrônomos e facilita o gerenciamento das informações durante as visitas técnicas às propriedades. A ferramenta é off-line, ou seja, pode ser utilizada com ou sem internet.

Gilberto Camara, técnico de Informática que coordenou o trabalho, explica como funciona. “O agrônomo vai até a fazenda do cooperado, regis- tra a sua visita por meio do aplicativo, inserindo dados como o nome do cooperado, propriedade, cultura, doenças, pragas, ervas daninhas e tira fo- tos para registrar os problemas encontrados na cultura. Com a visita finalizada, o aplicativo verifica se existe conexão wifi (sem fio) e, sem intervenção do agrônomo, transmite estas informações para o

banco de dados da Cooperativa. Automaticamen- te também, é enviado um relatório para o e-mail do cooperado, com o conteúdo relatado e fotos que foram feitas na propriedade."

Na Coplana, os dados ficam disponíveis para acesso dos gerentes regionais, sendo possível, inclusive, visualizar um histórico daquela área e a evolução da cultura.

O gerente Técnico Comercial de Insumos, Mar- celo Pacífico, que acessa os dados enviados por todos os agrônomos da Cooperativa, explica que o aplicativo foi sendo desenvolvido de acordo com as necessidades do dia a dia. “A premissa básica era registrar as visitas. Entretanto, fomos acres- centando funções. Hoje, direto da lavoura, o agrô- nomo consegue até consultar a lista de preços e estoque de produtos. Pelo fato de ser um aplicativo da Cooperativa, é possível fazer mudanças de for- ma prática”, comemora.

Atendimento Técnico Comercial

Ícone do Aplicativo

(5)

5

Março de 2017

O produtor Sérgio de Souza Nakagi achou a iniciativa muito boa e confir- mou a utilidade do aplicativo, alegan- do que agiliza as informações sobre as visitas feitas.

Nakagi sugeriu ain- da que o aplicativo se estenda para outros canais de comunicação.

“Para quem não acessa e-mail a toda hora, esta se- ria uma alternativa bem útil”, disse ele.

O engenheiro agrônomo João Gabriel Moreno An- cheschi lembrou que o de- senvolvimento de aplicativo

próprio não só facilita a vida dos agrônomos, mas também acaba promovendo agilidade e economia para a Coplana. “Nosso aplicativo não perde nada para os ter- ceiros [que existem prontos

no mercado] e ainda tem a vantagem de permitir atuali- zações bem mais dinâmicas

e correções no dia a dia. Ou seja, é bem mais ágil e mais simplificado”, resumiu.

(6)

6

Laboratório Socicana

O associado da Socicana tem, à sua disposição, um laboratório equipado e com profissionais especializa- dos. A qualidade do serviço é atestada por órgãos reco- nhecidos, como o Conselho Regional de Química, que confere o Certificado de Anotação de Responsabilidade Técnica - ART. A Socicana também participa do Ensaio de Proficiência do CTC - Centro de Tecnologia Canaviei- ra, que avalia a competência técnica dos laboratórios.

O programa segue as recomendações estabelecidas pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técni- cas), com a certificação ISO/IEC 17043:2011 e tem os métodos especificados no Manual Consecana.

Serviços: Análise da maturação - permite conhecer o melhor momento para a colheita, o que influencia no valor do pagamento, peso e teor de sacarose • Confe- rência de análise - quando o produtor realiza a pré-análi- se na Socicana, pode comparar os resultados da usina

• Conferência interlaboratorial - identifica se todos os laboratórios trabalham com os mesmos resultado das amostras, entre si e na Socicana.

Fiscalização nas Usinas

• Pesagem dos caminhões - a Socicana mantém fiscais nas balanças de saída e entrada das usinas e realiza conferência da pesagem dos caminhões. São verificados os documentos que atestam as calibrações feitas por empresas certificadas pelo Inmetro.

• Laboratórios das usinas - técnicos da Socicana atuam nos laboratórios, onde fiscalizam materiais e

equipamentos, conferem a calibração, a manutenção e se os equipamentos estão homologados pelo Consecana.

• Fiscalização de amostra de cana - são feitas comparações dos resultados para identificação do padrão ou de distorções.

• Auditoria e conferência Modelo Consecana - é realizada a aferição dos equipamentos e promovidas medidas corretivas, quando necessário.

Para a realização das análises da matéria-prima, o associado regularizado não tem custos adicionais. Este é um serviço relevante que impacta diretamente nos resultados. Mais informações pelo telefone (16) 3251-9245.

Excelência na prestação de serviços

para a lavoura de cana

(7)

7

Março de 2017

Socicana lança cronograma de eventos para gerar impactos positivos na lavoura

A Socicana acaba de lançar um crono- grama de cursos, treinamentos e seminá- rios que vão fazer a diferença em seu dia a dia na lavoura. Com a seleção de temas so- bre práticas agrícolas, mercado, segurança e gestão, o produtor terá importantes sub- sídios para melhorar seus resultados.

Faça hoje mesmo a reserva em sua agenda. Ligue para a Socicana e garanta sua vaga: telefone (16) 3251-9270, com Bruna.

Abr

DATA AÇÃO Local

INFORMAÇÕES GERAIS CRONOGRAMA DE PALESTRAS E TREINAMENTOS

Horário

27 e 28 Treinamento Sindicato - Combate a Incêndio

(Parceria Sindicato Guariba) Sociana - Auditório 8h às 17h

Mai 24, 25 e 26 Treinamento de Aplicação de Agroquímico Costal

(Parceria Sindicato Guariba) Sociana - Auditório 8h às 17h

Jun

Jul

Ago

Set

14 e 21

05, 12 e 19

16 e 23

14 e 21 28, 29

e 30

27

30

28

Curso de Gestão de Custos Agrícolas - Modulo I (Excel básico voltado para o controle de custos

da propriedade)

Curso de Gestão de Custos Agrícolas - Modulo II (Básico voltado para o controle de custos da propriedade)

Curso de Gestão de Custos - Modulo III

Curso de Análise de Investimento (Custos Agrícolas) Treinamento de Aplicação de Agroquímico Barra

(Parceria Sindicato Guariba)

Seminário Custos e Precificação de Atividades de Plantio e Manejo de Cana

(Modelos de pacotes tecnológicos)

Seminário Investimento na Cultura da Cana e Renovação

Seminário Custos e Precificação de Sistemas de Plantio (MPB, Meiosi, Cantose, Mecanizada, Manual)

Unesp Jaboticabal Dep. Economia

Unesp Jaboticabal Dep. Economia

Sociana - Auditório

Unesp Jaboticabal Dep. Economia Sociana - Auditório

Sociana - Auditório

Sociana - Auditório

Sociana - Auditório

14h às 16h30

14h às 16h30

14h às 16h30

14h às 16h30 8h às 17h

14h

14h

14h

Outros eventos poderão ser agendados. Portanto, fique atento às nossas comunicações.

(8)

8

Encontro sobre variedades auxilia produtor na tomada de decisão

O “Encontro sobre variedades” promovido pela Coplana em parceria com a Stoller e Socicana, foi mais uma iniciativa do programa +Cana, que há dois anos vem disseminando informações que agregam valor à produção, conforme explicou o presidente da Cooperativa, José Antonio de Sou- za Rossato Junior. Ele comentou sobre os pilares para resultados na lavoura. “Vale lembrar que os três principais fatores de produção da cana são solo, manejo e clima. 15% do resultado vêm do solo; 43%, do clima; e 42%, do manejo. Portanto, a escolha da variedade correta e a utilização do me- lhor insumo posicionado de maneira correta vão promover sucesso à produção de cana-de-açúcar”, afirmou.

O engenheiro agrônomo Júlio Marcos Campa- nhão, que ministrou palestra, falou de componen- tes fundamentais no sucesso de um canavial. “O produtor hoje não pode mais errar. Ele tem de acer- tar no manejo da variedade, escolher a variedade certa, ter muda de origem boa, ver o tipo de solo e o potencial de produção, culminando com os bons tratos culturais para a cana se desenvolver.... A Co- plana tem um departamento técnico muito com- petente para orientar os produtores”, comentou.

Durante o encontro, o agrônomo abordou também o desempenho das principais variedades

cultivadas atualmente, além de dar recomendações sobre os melhores materiais. Também apresentou o que considera as principais técnicas e práticas para altas produtividades: Meiosi, fertilidade, adubação e correção do solo, manejo de pragas, etc., com exemplos de sucesso. Já Thiago Dall Orto, agrônomo de Desenvolvimento de Mercado de Cana-de-açúcar da Stoller, apresentou ferramentas para manejo, visando o equilíbrio fisiológico da cana-de-açúcar, tanto nutricional quanto hormonal para altos desempenhos, além de um breve resumo sobre novas tecnologias para o manejo de nematoides que a empresa está estudando.

O agrônomo Rogério Bremm, diretor Agrícola da Bunge, mostrou um trabalho do Grupo, que al- meja um incremento de 30% na produtividade até 2020. Igor Pizzo, gerente de Tecnologia Agrícola e Inovação da Coplana, comentou esta iniciativa.

“Este trabalho envolve um diagnóstico da situação, o planejamento de plantio e seleção das melhores variedades utilizadas.” Neste quesito, a gestão da lavoura e da equipe como um todo também são fundamentais para os desempenhos obtidos. “Foi uma oportunidade de conhecer e debater a visão de um grande grupo sucroenergético”, resumiu Igor.

Campanhão comentou sobre técnicas para a produtividade Variedade faz parte do pacote estratégico

Fotos: Ewerton Alves

(9)

9

Março de 2017

Dia de Campo sobre Meiosi na Fazenda Belo Horizonte

Produtividade, mudança, empreendedorismo e ousadia foram as palavras mais usadas pelo pro- dutor Ismael Perina Junior no Dia de Campo reali- zado pela Basf, na Fazenda Belo Horizonte, no dia 9 de fevereiro. O produtor apresentou, a mais de 200 participantes, o sistema Meiosi, que usa com sucesso há vários anos. Três pontos foram discuti- dos por produtores, que foram recebidos na Estân- cia Santa Amélia para uma palestra antes da visita à lavoura: Meiosi no plantio, desdobra e replantio de falhas com AgMusa.

Os conceitos de replantio de falhas com AgMu- sa no sistema de Meiosi e a identificação visual do viveiro AgMusa e suas principais características varietais nortearam o dia de campo, e o aprendiza- do dos produtores foi reforçado, não só pelas de- monstrações da Basf, mas pelo conhecimento de Ismael, que recebeu pelo quarto ano consecutivo os visitantes na Fazenda. “Esta experiência de dia de campo serve de estímulo para os produtores correrem atrás e reverterem o trabalho ruim que fizemos ao longo dos últimos 15 anos. O trabalho bem feito gera uma economia enorme, cerca de R$ 2 mil por hectare no plantio, e a reforma não ad- mite terra ociosa, além de gerar alimento e renovar a cana”, salientou Perina.

Segundo ele, a recuperação da terra dá longe- vidade à lavoura e vai ao encontro da necessida-

Produtividade e inovação foram temas centrais

de de reduzir custo e produzir mais. “Se houver diminuição da cana no cenário nacional, só fica quem inova. Ou mudamos e inovamos ou não va- mos conseguir sobreviver e obter o resultado que esperamos”, sentenciou Perina, completando que os institutos estão fazendo excelentes pesquisas e têm mudas ótimas disponíveis para o produtor.

“O que vocês veem aqui é o desenvolvimento de quatro anos de trabalho. Este ano foi surpreenden- te. Plantei uma linha e pulei 20, usando quatro pes- soas no plantio”, afirmou, incentivando os demais produtores a ousar e inovar. Ele mostrou por meio de contas e com demonstração in loco a economia que o produtor faz com a Meiosi.

O produtor Walter de Souza contou que as expe- riências dos colegas servem de incentivo para que ele próprio arrisque suas mudanças. “Planto amen- doim em Meiosi, como terceiro, mas agora estou pensando em fazer a Meiosi nas minhas terras. O ano que vem já vou fazer. Primeiro me certifiquei que daria certo e agora que já vi que dá vou experi- mentar”, afirmou Walter.

Ricardo Bellodi Bueno, que acompanhou o dia de campo, já aderiu à Meiosi há dois anos e está muito satisfeito com o resultado. "Entrei no projeto +Cana, na primeira turma, e os resultados supera- ram as minhas expectativas”, ressaltou Ricardo, enquanto acompanhava atento à palestra.

Foto: RenataMassafera/Neomarc

(10)

10

Dia de Campo da Soja na Fazenda Santa Cecília

Organizado pela Coplana, o Dia de Campo na Fa- zenda Santa Cecília, no dia 8 de fevereiro, recebeu cerca de 100 produtores e técnicos para a visita às nove estações montadas na propriedade de José Francisco Baratela, onde foram apresentados os conceitos de novas cultivares de Soja Intacta e re- fúgio; controle biológico e refúgio; nutrição de plan- tas; e coinoculação de sementes.

O presidente da Cooperativa, José Antonio de Souza Rossato Junior, destacou que nesta quarta edição do evento, o foco foi o lançamento de no- vas variedades, uma ao lado da outra, o que permi- te ao produtor checar qual é a melhor. “A nutrição de plantas e o manejo integrado de pragas, com controle biológico, também foram apresentados, e contamos com a presença de empresas parceiras e do entomologista Prof. Odair Fernandes, da Fa-

Lançamento de variedades foi destaque nas nove estações

culdade de Ciências Agrárias e Veterinárias, Unesp de Jaboticabal”, salientou, completando que a par- ceria entre Coplana, universidades e institutos traz grandes benefícios. “A Cooperativa aproveita o co- nhecimento e traz luz para suas ações, e a univer- sidade e os institutos criam o vínculo estabelecido pela extensão”, disse Rossato.

O gerente de Tecnologia e Inovação da Coplana, Igor Vanzela Pizzo, destacou que a possibilidade de ver o desempenho das variedades lado a lado é um dos pontos de destaque do dia de campo. “De- pois colhe e pesa, além da observação, e isto per- mite ver o quanto cada uma melhora a produção e o que pode agregar ao produtor”, comentou, rece- bendo o respaldo dos produtores presentes. Rafael Cestari foi um deles. O produtor contou que man- tinha o solo parado, mas visando agregar valor à sua produção decidiu fazer a reforma com soja, e em março será a primeira colheita.

Aldo Bellodi, por sua vez, há dez anos usa a soja na rotação de culturas, o que permite a reforma do solo. Ele chegou a plantar amendoim, mas optou pela soja para antecipar o plantio da cana-de-açú- car. Aldo usa de três a quatro variedades em média.

Juliana Bellodi Baratela também escolheu a soja.

“Há mais de 20 anos usamos a soja na rotação de culturas e sempre optamos por muitas varieda- des”, contou, comentando que o dia de campo é excelente para conhecer novas variedades que po- derão ser introduzidas na lavoura.

José Francisco Baratela concorda. O proprie- tário da Fazenda Santa Cecília contou que no ano passado começou também a utilizar a Meiosi. “O ciclo é curto e remanesce o adubo, ficando uma adubação verde, orgânica, para a cana”, enfatizou, destacando a alegria de receber pelo quarto ano consecutivo os produtores, a Coplana e as empre- sas parceiras em sua propriedade.

Participaram do Dia de Campo as empresas Monsanto, Monsoy, Agroeste, Syngenta, TMG,Ver- deagro, Stoller, Bug, AgBitech, a Embrapa, além da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias (Unesp Jaboticabal), junto com o Apecolab.

Foto: RenataMassafera/Neomarc

(11)

11

Março de 2017

(12)

12

Fonte: Circular Consecana ATR de Fechamento Safra 16/17 - 128,04 Kg ATR de Fechamento Safra 16/17 - 133,91 Kg ATR de Fechamento Safra 16/17 - 134,66 Kg

Variaç ão do Etanol Hidra tado C arburant e CEPEA

SAFRA 15/16 SAFRA 16/17

ABR 1,26 1,40

2,00 1,90 1,80 1,60 1,40 1,20 1,00 0,80 0,60 0,40 0,20 -

R$/LITRO

MAI 1,23 1,39

JUN 1,22 1,50

JUL 1,20 1,50

AGO

1,18 1,56

SET 1,27 1,67

OUT 1,53 1,86

NOV 1,71 1,87

DEZ 1,70 1,87

JAN 1,82 1,82

FEV

1,92 1,69

MAR 1,91 SAFRA 15/16 SAFRA 16/17

ABR 42,89 51,70

80,00 70,00 60,00 50,00 40,00 30,00 20,00 10,00 -

R$/SC MESES DA SAFRA MESES DA SAFRA

MESES DA SAFRA MAI 40,30 51,87

JUN 39,65 55,24 JUL 39,95 56,84

AGO

42,27 58,73 SET 44,85 64,51 OUT 42,68 66,96 NOV 43,57 71,86 DEZ 48,78 72,47 JAN 54,99 67,63

FEV

55,78 64,47

MAR 54,19 SAFRA 15/16 SAFRA 16/17

ABR 0,4909 0,5881

0,700 0,600 0,500 0,400 0,300 0,200 0,100 -

R$/KG

MAI 0,4820 0,5812 JUN 0,4765 0,5926 JUL 0,4734 0,6028

AGO

0,4741 0,6122 SET 0,4793 0,6273 OUT 0,4902 0,6459 NOV 0,5044 0,6624 DEZ 0,5183 0,6819 JAN 0,5354 0,6879

FEV

0,5485 0,6899 MAR 0,5552

1,401,391,501,501,561,671,861,871,87 1,261,231,221,201,181,271,531,711,701,821,821,69

1,921,91 42,8951,7051,8755,2456,8458,7364,5166,9671,8672,47 67,6364,47 40,3039,6539,9542,2744,8542,6843,5748,7854,9955,7854,19 0,4909

0,58810,58120,59260,60280,61220,62730,68190,66240,66240,68790,6899 0,48200,47650,47340,47410,47930,49020,50440,51830,53540,54850,5552

170 160 150 140 130 120 110 100 90 1ª Q ABR 96,49 114,88

SAFRA 15/16 SAFRA 16/17 2ª Q ABR 102,96 118,25

1ª Q MAI

112,73 125,59

2ª Q MAI

115,26 123,10 1ª Q JUN 118,84 119,54 2ª Q JUN 124,73 124,27 1ª Q JUL 128,79 124,07 2ª Q JUL 133,22 130,14

1ª Q AGO

138,72 135,44

2ª Q AGO

141,90 123,85 1ª Q SET 142,09 135,26 2ª Q SET 139,01 138,64 1ª Q OUT 134,96 139,31 2ª Q OUT 131,39 132,85

1ª Q NOV

118,75 125,71 2ª Q NOV 111,70 SAFRA 15/16SAFRA 16/17

oluç ão do A TR Q uinz enal em U sinas da R egião - S afras 15/16 e 16/17 Númer os do S et or Ev USINA SÃ TINHO O MAR

ATR 170 160 150 140 130 120 110 100 90 1ª Q ABR 108,76 121,07

SAFRA 15/16 SAFRA 16/17 2ª Q ABR 115,90 123,03

1ª Q MAI

119,09 126,68

2ª Q MAI

123,02 125,42 1ª Q JUN 129,50 130,90 2ª Q JUN 132,78 132,75 1ª Q JUL 136,18 135,12 2ª Q JUL 135,51 135,35

1ª Q AGO

139,37 141,77

2ª Q AGO

140,04 140,78 1ª Q SET 143,05 139,61 2ª Q SET 139,19 142,46 1ª Q OUT 137,63 144,20 2ª Q OUT 137,05 138,33

1ª Q NOV

126,44 132,42

2ª Q NOV

115,08 128,44

SAFRA 15/16SAFRA 16/17

ATR

USINA BONFIM

170 160 150 140 130 120 110 100 90 1ª Q ABR 103,82 119,78

SAFRA 15/16 SAFRA 16/17 2ª Q ABR 113,39 125,19

1ª Q MAI

120,15 124,80

2ª Q MAI

119,98 126,85 1ª Q JUN 127,14 127,63 2ª Q JUN 131,19 133,90 1ª Q JUL 127,72 133,42 2ª Q JUL 134,86 134,67

1ª Q AGO

141,61 137,66

2ª Q AGO

146,34 143,93 1ª Q SET 145,95 140,17 2ª Q SET 141,14 146,74 1ª Q OUT 139,40 149,64 2ª Q OUT 136,21 147,81 1ª Q NOV 127,732ª Q NOV 112,86 SAFRA 15/16SAFRA 16/17

ATR

USINA SANT A ADÉLIA

Fonte: Circular Consecana

Variaç ão do A çúc ar VHP CEPEA

Fonte: Circular Consecana

Variaç ão do A TR A cumulado

96,49 108,76

115,90119,09123,02

129,05132,78

136,18135,51 139,37140,04 143,05 139,19137,63137,05 126,44 115,08128,44132,42138,33

144,20 142,46 139,61

140,78141,77 135,35135,12

132,75130,90 125,42126,68 123,03121,07

102,96

112,73115,26118,84

124,73

128,79

133,22138,72141,90142,09 139,01 134,96 131,39 118,75 111,70

118,25

135,59123,10 119,54124,27 124,07 130,14135,44 123,85

135,26138,64

139,31 132,85 125,71 114,88 103,82119,78125,19124,80126,85127,63

133,90133,42134,67 137,66 143,93 140,17

146,74149,64147,81 113,39

120,15119,98 127,14131,19 127,72

134,86

141,61146,34145,95 141,14139,40136,21 127,73 112,86

Referências

Documentos relacionados

A sistemática de se determinar a geração de viagens utilizando-se taxas definidas pelos diversos métodos a partir de pesquisas de O/D, incorrem no problema de utilização

Objetivou-se com este estudo avaliar a qualidade de leite pasteurizado com inspeção estadual pela pesquisa de estafilococos coagulase positiva, sua

This was considered a unique case in Portugal, since power transformers are only available for this type of assessment, when a catastrophic failure occurs, preventing an analysis

and decreased quality of life in the general adult population. The clinical impact of sagittal spino-pelvic alignment on musculoskeletal symptoms and quality of

Purpose: This thesis aims to describe dietary salt intake and to examine potential factors that could help to reduce salt intake. Thus aims to contribute to

A presente dissertação é desenvolvida no âmbito do Mestrado Profissional em Gestão e Avaliação da Educação (PPGP) do Centro de Políticas Públicas e Avaliação

Com a mudança de gestão da SRE Ubá em 2015, o presidente do CME de 2012 e também Analista Educacional foi nomeado Diretor Educacional da SRE Ubá e o projeto começou a ganhar

O uso das tetraciclinas pode conduzir à presença de resíduos destes fármacos no leite, principalmente se não forem utilizados de acordo com as indicações, nem respeitado