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LÍNGUA PORTUGUESA. O aluno perfeito

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Academic year: 2021

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LÍNGUA PORTUGUESA O aluno perfeito

Era uma vez um jovem casal que estava muito feliz. Ela estava grávida, e eles esperavam com grande ansiedade o filho que iria nascer.

Transcorridos os nove meses de gravidez, ele nasceu.

Ela deu à luz um lindo computador! Que felicidade ter um computador como filho! Era o filho que desejavam ter! Por isso eles haviam rezado muito durante toda a gravidez, chegando mesmo a fazer promessas.

O batizado foi uma festança. Deram-lhe o nome de Memorioso, porque julgavam que uma memória perfeita é o essencial para uma boa educação.

Educação é memorização. Crianças com memória perfeita vão bem na escola e não têm problemas para passar no vestibular.

E foi isso mesmo que aconteceu. Memorioso memorizava tudo que os professores ensinavam. Mas tudo mesmo. E não reclamava. Seus companheiros reclamavam, diziam que aquelas coisas que lhes eram ensinadas não faziam sentido. Suas inteligências recusavam-se a aprender. Tiravam notas ruins.

Ficavam de recuperação.

Isso não acontecia com Memorioso. Ele memorizava com a mesma facilidade a maneira de extrair raiz quadrada, reações químicas, fórmulas de física, acidentes geográficos, populações de países longínquos, datas de eventos históricos, nomes de reis, imperadores, revolucionários, santos, escritores, descobridores, cientistas, palavras novas, regras de gramática, livros inteiros, línguas estrangeiras. Sabia de cor todas as informações sobre o mundo cultural.

A memória de Memorioso era igual à do personagem do Jorge Luis Borges de nome Funes. Só tirava dez, o que era motivo de grande orgulho para os seus pais. E os outros casais, pais e mães dos colegas de Memorioso, morriam de inveja. Quando filhos chegavam em casa trazendo boletins com notas em vermelho eles gritavam: "por que você não é como o Memorioso?" Memorioso foi o primeiro no vestibular. O cursinho que ele freqüentara publicou sua fotografia em outdoors. Apareceu na televisão

como exemplo a ser seguido por todos os jovens. Na universidade, foi a mesma coisa. Só tirava dez.

Chegou, finalmente, o dia tão esperado: a formatura. Memorioso foi o grande herói, elogiado pelos professores. Ganhou medalhas e mesmo uma bolsa para doutoramento no MIT.

Depois da cerimônia acadêmica foi a festa. E estavam todos felizes no jantar quando uma moça se aproximou de Memorioso e se apresentou: "Sou repórter. Posso lhe fazer uma pergunta?" "Pode fazer", disse Memorioso confiante. Sua memória

continha todas as respostas.

Aí ela falou: "De tudo o que você memorizou qual foi aquilo que você mais amou? Que mais prazer lhe deu?"

Memorioso ficou mudo. Os circuitos de sua memória funcionavam com a velocidade da luz procurando a resposta. Mas aquilo não lhe fora ensinado. Seu rosto ficou vermelho. Começou a suar.

Sua temperatura subiu. E, de repente, seus olhos ficaram muito abertos, parados, e se ouviu um chiado estranho dentro de sua cabeça, enquanto fumaça saia por suas orelhas. Memorioso primeiro travou.

Deixou de responder a estímulos. Depois apagou, entrou em coma. Levado às pressas para o hospital de computadores, verificaram que seu disco rígido estava irreparavelmente danificado.

Há perguntas para as quais a memória não tem respostas. É que tais respostas não se encontram na memória. Encontram-se no coração, onde mora a emoção...

Rubem Alves.

Fonte:

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2301200704 .htm

1. Pode-se afirmar que a temática principal do texto é:

a) a emoção dos pais em acompanhar a vida escolar dos filhos exitosamente;

b) uma crítica ao ensino brasileiro sobre como os alunos são tratados pelos professores;

c) uma crítica reflexiva sobre a mecanização do ensino;

d) uma ironia delimitada sobre a importância de estudar;

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e) o cansaço que os alunos enfrentam ao longo da vida estudantil.

2. Relacionando-se o título à intencionalidade discursiva do texto, é possível dizer que:

a) o aluno perfeito não existe;

b) o aluno perfeito é aquele que mais tira notas boas;

c) o aluno perfeito é aquele que dá orgulho aos pais;

d) o aluno perfeito é aquele que se destaca na mídia;

e) o aluno perfeito é aquele que possui a maior capacidade de decorar.

3. Sobre a significação do nome dado ao personagem descrito no texto:

I. o radical ‘memori’ foi intencionalmente escolhido pelo autor, indicando uma correlação semântica com a temática principal do texto;

II. o sufixo ‘oso’ (que significa ‘cheio de’) reitera a principal característica atribuída ao personagem;

III. se o nome escolhido fosse ‘Memoriante’, não alteraria o sentido atribuído ao nome;

IV. a palavra ‘Memória’ nada tem a ver com a formação do nome em questão.

São verdadeiras as alternativas:

a) I e II;

b) I e III;

c) II, III e IV;

d) Apenas I;

e) II e IV.

4. Sobre o elemento coesivo ‘isso’ que inicia o terceiro parágrafo, analisa-se, pela construção textual, que ele retoma a ideia anterior de que:

a) o batizado de Memorioso foi ótimo;

b) o nome de memorioso tinha uma razão de ser;

c) educar tem a ver com seu nome;

d) uma ótima memória ajuda na escola e nos processos seletivos;

e) mesmo com ótima memória, crianças podem não passar no vestibular.

5. Ainda sobre a interpretação do texto, julgue verdadeira ou falsa as proposições a seguir:

(___)_Memorioso foi considerado um ótimo aluno durante toda vida escolar porque apenas decorou informações.

(___)_Ao ser perguntando sobre o que gostou de aprender, Memorioso entrou em pane porque não sabia a resposta.

(___)_Ao citar uma repórter no texto, o autor faz uma crítica à profissão

(___)_Há dois modelos de ensino indiretamente insinuados no texto e percebidos como díspares.

(___)_O texto, embora seja narrativo, tem um teor argumentativo muito forte.

A sequência correta, portanto, é:

a) V-V-F-V-V;

b) V-F-F-F-V;

c) F-V-V-V-F;

d) F-F-V-V-F;

e) V-V-V-F-F.

6. Há uma figura de linguagem que perpassa toda construção do texto. É ela:

a) a metonímia de que Memorioso era parte de um computador;

b) a ironia de que seus pais estavam desejando seu nascimento;

c) a metáfora de que o aluno era uma máquina;

d) a catacrase em seu nome por falta de outro termo melhor;

e) o eufemismo de que ele era um aluno inteligente.

7. A frase “Há perguntas para as quais a memória não tem respostas” poderia ser reescrita sem prejuízo de sentido, nem gramatical, da seguinte forma:

a) “Há perguntas para onde a memória não tem respostas”;

b) “Há perguntas com as quais a memória não possui respostas”;

c) “Há perguntas para quem a memória não tem respostas”;

d) “Há perguntas das quais a memória não possui respostas”;

e) “Há perguntas cujas respostas a memória não possui”.

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Analise o texto a seguir

8. Sobre a linguagem utilizada na imagem, pode-se dizer que:

a) É inadequada diante da representação imagética de uma sala de aula;

b) É legítima e representa uma variedade linguística regional, comumente utilizada pelo personagem

‘Bode Gaiato’;

c) É possível, mas não deveria ser utilizada nesse tipo de texto, por demonstrar erros ortográficos;

d) É correta e segue o padrão da linguagem normativa, típica do personagem ‘Bode Gaiato’;

e) É adequada, pois representa a variedade linguística típica da internet, ambiente originário do personagem ‘Bode Gaiato’.

9. Comparando a temática da crônica de Rubem Alves à temática do texto multimodal, pode-se afirmar que:

a) ambos fazem uma crítica à escola e à sua metodologia descontextualizada e reprodutiva;

b) ambos fazem uma crítica ao papel do professor no ensino básico;

c) enquanto o primeiro faz uma crítica ao aluno não estimulado pelo professor, o seguindo faz uma crítica ao aluno que desrespeita as regras escolares;

d) ambos têm temáticas parecidas referentes ao aluno, mas, no primeiro, há ironia, no segundo não;

e) enquanto o primeiro tem como foco o aluno, o segundo enfatiza o papel do professor.

10. A fala da professora, numa variante mais formal, poderia ser assim representada, sem alteração do sentido original:

a) não faço a mínima ideia, só sei que vou dar aula e pronto;

b) rapaz, sei não... Mas tipo, é o conteúdo da minha aula, tá?;

c) de fato, não sei dizer, porém é o conteúdo a ser ministrado nessa aula;

d) em suma posso afirmar que embora sem certeza, ministrarei tal aula;

e) vou ministrar a aula, mas tô meio perdida ainda.

Leia e analise a tirinha a seguir para responder as perguntas a seguir

11. A pergunta do personagem Armandinho pode ser assim interpretada:

a) quando a escola permitira o aluno a se expressar?

b) quando a escola deixará o aluno dizer o que pensa?

c) quando a escola provocará o aluno para dar melhores respostas?

d) quando a escola deixará o aluno mais livre?

e) quando a escola ensinará o aluno a ser crítico, reflexivo e questionador?

12. Sobre a regência do verbo ‘aprender’ utilizado no segundo e terceiro quadrinho está utilizado de igual maneira na seguinte frase:

a) Aprendi muito hoje sobre a educação escolas no Brasil.

b) Todos nós teremos de aprender a viver.

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c) Vocês aprenderam o nome do novo professor de física?

d) Aprendo tanto com meus alunos!

e) Aprenderam bastante sobre currículo depois do seminário.

Leia o trecho da letra da música do grupo Paralamas do Sucesso, intitulada “Assaltaram a gramática”.

Assaltaram a gramática Ooh!

Assassinaram a lógica Ohh!

Meteram poesia, na bagunça do dia-a-dia Sequestraram a fonética Ohh!

Violentaram a métrica Ehh!

13. Nos versos “Sequestraram a fonética Ohh!/Violentaram a métrica Ehh!”, pode-se dizer que a figura de linguagem utilizada foi:

a) personificação;

b) eufemismo;

c) catacrase;

d) hipérbole;

e) comparação.

Leia a frase a seguir:

14. Embora não haja elementos coesivos sequenciais na frase acima, caso fosse utilizá-los, pode-se afirmar – pela construção e sentido da frase – que, com certeza, seria utilizado:

a) um elemento coesivo de adição;

b) um elemento coesivo alternativo;

c) um elemento coesivo conclusivo;

d) um elemento coesivo de referenciação;

e) um elemento coesivo de comparação.

15. O verbo ‘transformar’ está posto na frase com duas concordâncias diferentes pela correta justificativa a seguir:

a) Os termos com quem concordam são distintos quanto ao número.

b) Por mero recurso estilístico do autor.

c) Por estarem em sentidos diferentes.

d) Os termos a quem se referem são diferentes quanto ao gênero.

e) Os termos a que retomam são semanticamente destoantes.

INFORMÁTICA

16. A respeito dos sistemas operacionais baseados no Linux, analise as seguintes afirmações:

I. O comando sudo permite a usuários comuns obter privilégios de outro usuário.

II. O comando pwd muda a senha do usuário atual.

III. Para alterar as permissões de acesso de arquivos e diretórios, podemos utilizar o comando chmod.

São corretas as afirmações:

a) I;

b) I e II;

c) II e III;

d) I e III;

e) I, II e III.

17. “Tecnologia que, a partir de um conjunto de regras ou instruções, analisa o tráfego de rede para determinar quais operações de transmissão ou recepção podem ser executadas”. Essa afirmação refere-se a:

a) Anti vírus;

b) Anti spyware;

c) Firewall;

d) Rootkit;

e) Proxy.

18. O Google Chrome é o navegador mais utilizado no mundo atualmente. Ele inclui um recurso chamado “Janela Anônima”, que permite que o usuário navegue sem que as páginas visitadas, senhas utilizadas e histórico de pesquisa sejam

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armazenados no computador. Para acionar esse recurso, utilizamos a seguinte combinação de teclas:

a) Crtl + N;

b) Crtl + Shift + N;

c) Crtl + A;

d) Crtl + J;

e) Crtl + Shift + J.

19. A computação em nuvem (Cloud computing) refere-se a tecnologias baseadas na internet que disponibilizam recursos de armazenamento e processamento remotos. Selecione, abaixo, a alternativa que possui apenas serviços dessa natureza.

a) Google Drive, OneDrive, iCloud b) iCloud, Galaxy Gear, DropBox

c) Google Drive, OneDrive, Step7 d) Google Drive, iCloud, eSaver e) One Drive, FilleZilla, Google Drive

20. Sobre o Microsoft Excel 2010 e versões posteriores, marque, abaixo, a alternativa incorreta.

a) Em uma planilha do Microsoft Excel, é possível incluir, em uma fórmula, uma referência a uma célula localizada em outra planilha.

b) É possível permitir que uma determinada célula seja preenchida apenas com números que pertençam a um determinado intervalo através da utilização do recurso “Validação de Dados”.

c) No Microsoft Excel, não é possível selecionar mais de uma planilha ao mesmo tempo.

d) Cada pasta de trabalho do Excel pode conter mais de uma planilha.

e) É possível combinar valores de vários intervalos em um novo intervalo utilizando a ferramenta

“Consolidar”.

RACIOCÍNIO LÓGICO

Brasil e Corrupção Política são associações resistentes na história do país. Mesmo após a redemocratização, no final da década de 1970, os escândalos políticos associados à corrupção não foram barrados. Infortuitamente, o povo brasileiro,

mesmo frente ao século atual, em sua grande expressão, tende a ser conivente com a corrupção, por não conseguir, em suas ações, promover impactos contra os delitos que ele testemunha. Essa

“tolerância a corrupção” é um dos pontos que mais vem chamando atenção de cientistas políticos e midiáticos. Deseja-se um brasileiro ativo contra a questão em tela. Para isso, vêm se fomentando, cada vez mais, instruções para que o brasileiro denuncie, critique em meios de comunicação de massa, se engaje em movimentos contrários à corrupção e proteste no combate à corrupção eleitoral.

Mesmo estudiosos convergindo de que a corrupção no Brasil tenha caráter sistêmico, como um problema grave da estrutura da sociedade e do sistema político, é dever do brasileiro que ele saiba, nas urnas, escolher seus representantes para que o quadro político do Brasil não seja enfraquecido em sua moral pública e sua legitimidade governamental.

21. “Delator afirma ter pagado R$ 3 milhões para operador de político do PMDB”, segundo matéria disponível no domínio http://noticias.uol.com.br/

(Acesso: 03/09/2016). A delação premiada foi um importante canal para novas apurações corruptivas no quadro político brasileiro. Suponha que os R$ 3 milhões deveriam ser divididos para 7 pessoas, o 101º algarismo deste número é:

a) 1;

b) 2;

c) 3;

d) 5;

e) 7.

22. Assinale a opção que apresenta um argumento válido.

a) Quando há crime de responsabilidade fiscal, há impeachment. Houve impeachment, logo houve crime de responsabilidade fiscal.

b) Se houve crime político, haverá apuração da transgressão. Se entrar em julgamento, se atribuirá a pena. Houve crime político e não se atribuirá a pena, logo haverá apuração da transgressão, mas não entrará em julgamento.

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c) Se há crime de responsabilidade fiscal, então haverá impeachment. Haverá impeachment, logo há crime de responsabilidade fiscal.

d) Se houve um crime político e está apurada a transgressão, então se dará um julgamento.

Houve um crime político e se dará um julgamento, logo está apurada a transgressão.

e) Todo mensaleiro é corrupto. O padre não é um mensaleiro, logo o padre não é corrupto.

23. Já fui vereador ou deputado. Já fui governador e nunca fui vereador. Já fui prefeito ou nunca fui deputado. Veja bem, nunca fui prefeito. Logo, a) nunca fui governador e já fui vereador;

b) nunca fui prefeito e governador;

c) ná fui governador e vereador;

d) já fui deputado e governador;

e) já fui deputado e nunca fui prefeito.

24. Se não houve julgamento, então foi investigada a denúncia. Se houve julgamento, então não houve um crime político. Ora, houve um crime político.

Logo:

houve julgamento e foi investigada a denúncia;

a) houve julgamento e não foi investigada a denúncia;

b) não houve julgamento e não foi investigada a denúncia;

c) não houve julgamento e foi investigada a denúncia;

d) se houve um crime político então, não foi investigada a denúncia.

25. Cinco condenados políticos por infrações, cada um ex afiliado de seus partidos (A, B, C, D e E), fazem seus depoimentos ou na terça-feira ou na quinta- feira. Sabe-se que quem depõe nas terças sempre conta a verdade e quem depõe na quinta sempre mente. Deu-se que:

1- o condenado do Partido A diz que o condenado do Partido B depõe na terça;

2- o condenado do Partido B diz que o condenado do Partido C depõe na quinta;

3- o condenado do Partido C diz que o condenado do Partido D depõe na quinta;

4- o condenado do Partido D diz que os condenados dos Partidos B e E depõem em dias diferentes;

5- o condenado do Partido E diz que o condenado do Partido A depõe na terça.

Portanto, pode-se constatar que os dias de depoimento dos condenados dos partidos A, B, C, D e E são, respectivamente:

a) quinta, quinta, terça, quinta, quinta;

b) terça, terça, terça, quinta, quinta;

c) terça, quinta, quinta, quinta, quinta;

d) terça, quinta, terça, quinta, quinta;

e) quinta, quinta, terça, terça, quinta.

DIDÁTICA

26. A ação do professor no processo de construção do conhecimento sempre revela concepções que ancoram sua prática. Relacione as ideias vinculadas às práticas docentes com a respectiva tendência pedagógica que as ancora. Em seguida, assinale a alternativa CORRETA.

A. O papel do professor é desenvolver a atenção e a memorização dos conteúdos ensinados.

B. O papel do professor é modelar o conhecimento do aluno, mediante uma prática eficiente de ensino, fundada no treinamento exaustivo.

C. O papel do professor é ensinar aos alunos através de uma metodologia de ensino, que direcione o fazer dos alunos para a formação de atitudes.

D. O papel do professor é ensinar de modo que os alunos percebam as ideologias que permeia os conteúdos veiculados no currículo escolar.

E. O papel do professor é revestido de cunho político, trabalhando o conhecimento associado à temas sociais relevantes.

(___)_Tradicional (___)_Renovada (___)_Libertadora (___)_Tecnicista

(___)_Crítico social dos conteúdos a) A – D – C – B – E

b) B – E – C – A – D c) C – E – D – B – A d) A – C – E – B – D e) D – B – E – A – C

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27. O processo de ensino na escola tem características muito específicas, geralmente distintas dos modos de ensino em outros espaços. Uma das alternativas abaixo não se configura como característica do processo de ensino escolar brasileiro. Portanto, assinale a alternativa INCORRETA.

a) Desenvolver e transformar progressivamente as capacidades intelectuais dos alunos em direção ao domínio dos conhecimentos e habilidades e sua aplicação.

b) Buscar determinados resultados em termos de domínio de conhecimentos, habilidades, hábitos, atitudes, convicções e de desenvolvimento das capacidades cognoscitiva dos alunos.

c) Possui caráter bilateral, em virtude de combinar a atividade do professor (ensinar) com a atividade do aluno (aprender).

d) Avaliar o desempenho do aluno, manifestando o resultado da aprendizagem ao longo do processo.

e) Incentivar o aluno a participar do processo de modo assistemático.

28. Afirmar que a escola necessita planejar continuamente o processo educativo já se tornou um ponto pacífico. A seguir, constam níveis de planejamento relacionados à educação. Analise-os e assinale a alternativa INCORRETA.

a) Planejamento da educação.

b) Planejamento pessoal.

c) Planejamento de curso.

d) Planejamento de escola.

e) Planejamento de aula.

29. No planejamento de ensino que ocorre ao longo de um ano letivo, os professores planejam levando em consideração os elementos que constituem o Plano. Identifique tais elementos e assinale a alternativa CORRETA.

a) Objetivos, metodologia, avaliação, cronograma, conteúdos e referências.

b) Justificativa, conteúdos, metodologia, cronograma e avaliação.

c) Identificação, objetivos, conteúdos, metodologia e cronograma.

d) Conteúdo, metodologia, avaliação, recursos e cronograma.

e) Justificativa, conteúdo, recursos de ensino, cronograma e referências.

30. A educação, no final da década de 90 do século passado, foi consolidando uma prática pedagógica pautada por critérios democráticos. Assim, as práticas de avaliação, no contexto intraescolar, foram adquirindo um perfil mais focado no processo. Dentre as afirmativas a seguir, apenas uma está CORRETA em relação à prática de avaliar fundamentada em princípios democráticos.

Assinale-a.

a) A avaliação escolar deve ocorrer ao longo do processo, com predominância de aspectos quantitativos ao final do ano letivo.

b) A avaliação escolar deve ocorrer bimestralmente, mas não deve, em hipótese alguma, ser efetivada através de provas e testes

c) A avaliação escolar não deve ser definida para o final de cada bimestre, porque ela deve ser contínua e automática.

d) A avaliação escolar deve acontecer ao longo do ano letivo, de modo processual, devendo prevalecer os aspectos qualitativos sobre os quantitativos.

e) No início do ano letivo, o professor deve fazer um teste com os estudantes para identificar os conhecimentos que eles têm sobre a matéria e, a partir daí, elaborar o plano. Durante o restante do ano letivo, o professor deve realizar apenas provas e testes, bimestralmente e de modo progressivo, para que os alunos atinjam os conhecimentos por ele (pelo professor) definidos.

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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS

Leia o texto a seguir e responda às questões de 31 a 33.

Roger Chartier fala sobre analfabetismo digital

Conhecer as inovações tecnológicas ligadas à leitura e refletir sobre elas é essencial para se manter em sintonia

com os estudantes

No decorrer da história, a sociedade viu o universo da escrita e dos livros mudar ao sopro da evolução e de muitos percalços. Mas com certeza a mudança pela qual a área vem passando atualmente é uma das mais marcantes, senão a mais. Que o diga Roger Chartier, que se dedica ao estudo da história do livro e das práticas de leitura e investiga as consequências da revolução virtual - dentre elas, o analfabetismo digital - e como a forma do texto (em papel ou na tela do computador) afeta o sentido dele.

Ele reforça a importância da leitura dos clássicos e recomenda cautela em relação aos benefícios que as novidades digitais possibilitam: a facilidade de publicar mais obras no mundo virtual, de acordo com ele, não fará necessariamente com que mais pessoas se tornem leitoras.

A tecnologia pode ajudar a democratizar o acesso à cultura escrita?

ROGER CHARTIER: Sim. Mas ela não é um instrumento por si só. A tecnologia na escola, por exemplo, favorece uma intervenção do poder público na vida de quem não tem condições para comprar um computador ou conhecimentos para utilizá-lo. A democratização da escrita não pode ser só um desejo.

Deve ser uma obrigação. Nossa sociedade está vendo nascer um novo modelo de analfabetismo: o digital.

Ele é marcado pela impossibilidade de usar um

computador para ler, escrever ou realizar tarefas simples.

A sociedade tem se preocupado mais em formar leitores do que escritores?

CHARTIER: Ela se preocupa mais com a leitura, sim. Apesar disso, há uma especificidade do mundo digital que incita todos a escrever bastante e cada vez mais. Ao acessar uma rede social como o Facebook, estamos fazendo isso. No dia a dia, mesmo sem querer, somos obrigados a preencher formulários diversos. Muitas vezes, os jovens escrevem sem se dar conta, inclusive quando acessam alguns jogos eletrônicos. Porém, escrever muito não necessariamente transforma alguém em escritor.

Estabelecer uma ponte entre a escrita do universo tecnológico, mais espontânea - mas que tem regras - , e a tradicional, relacionada às produções que se localizam em gêneros estabelecidos, é um grande desafio atual.

Os brasileiros leem pouco, em média quatro livros por pessoa em um ano. A tecnologia pode ajudar a aumentar esse número?

CHARTIER: É fato que a modernidade permite o aumento da oferta de obras no mundo. Mas não podemos estabelecer uma equivalência direta entre o avanço da tecnologia digital e o crescimento de leitores. Sou pessimista: acredito que as pessoas que lerão os títulos eletrônicos serão as que já têm o hábito de ler os impressos. Tal como aconteceu com as edições de bolso: apesar do preço baixo, esses títulos não conquistaram novos leitores. O público era formado por gente que já lia e, dali em diante, poderia ler enquanto se deslocava. Também não vejo como o advento da tecnologia, que impulsiona o uso do e-mail, das redes sociais e dos sites de busca, pode conduzir alguém a ler mais livros. Por outro lado, temos de considerar que nunca se leu tanto como agora: a sociedade contemporânea lê muito mais que a mesopotâmica, por exemplo. Lemos diferentes tipos de textos a todo momento. Ainda assim, é preciso ter em mente que nem tudo, tal como as bulas de remédio, pode ser classificado como leitura legítima.

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Muitos educadores reclamam que as crianças e os jovens de hoje não gostam de ler, embora eles tenham o hábito de passar horas em frente a uma tela de computador, navegando na internet. O que precisa ser considerado para resolver a questão?

CHARTIER: Há uma diferença histórica em como os professores e os alunos se relacionam com a leitura e com os livros. O primeiro grupo pertence a um universo em que o hábito de ler tem a ver com obras importantes, que fazem pensar o mundo e a relação com os outros, os sentimentos, o sagrado etc. Para muitos educadores, a ideia de leitura tem a ver com as produções do brasileiro Machado de Assis (1839- 1908) e do inglês William Shakespeare (1564-1616), entre outros grandes autores, e existem textos mais importantes que outros. Essa hierarquia talvez não esteja clara para os jovens. Ler para eles é sinônimo de revista, redes sociais, Wikipédia e jogos eletrônicos. Os contextos são diferentes. Organizar o encontro entre esses mundos é o desafio de quem ensina. Para encarar a situação é interessante, por exemplo, pesquisar o que as crianças e os jovens associam à ideia de livro. Também é importante contar a eles o processo de produção de um livro antes da era digital porque ele tem a ver com o patrimônio da humanidade. Seria uma maneira de o grupo se dar conta de que nem todos os textos são bancos de dados ou jogos. Para a produção da maioria dos escritos feitos até hoje, foram utilizados critérios sem relação direta com a cena de um leitor à frente de uma tela.

Com o avanço da tecnologia, as bibliotecas estão condenadas a desaparecer no futuro?

CHARTIER: Uma previsão lúcida, ainda que preocupante, pode sugerir que, se todo o patrimônio escrito for digitalizado e disponibilizado em formato eletrônico, as bibliotecas desaparecerão. Afinal, por que alguém, tendo textos em computadores e tablets, visitaria bibliotecas? Apesar disso, há várias razões para acreditar que elas podem e devem sobreviver devido a três funções que desempenham.

Primeira: são o lugar em que as pessoas de hoje podem ler textos do mesmo jeito que as do passado liam. Com isso, preservaremos o entendimento da longa história da cultura escrita que herdamos e

mostraremos que cada texto recebeu e recebe diferentes significados a depender da forma que é publicado e lido. Segunda: as bibliotecas podem e devem ser um lugar de conhecimento e aprendizado sobre a cultura escrita. Terceira: são uma instituição essencial do espaço público, em que as palavras e as conversas versam sobre a escrita. Nesse sentido, contribuem para o exercício de confrontação crítica de ideias e a formação de uma consciência cívica. Ao afirmar essas três funções, a sociedade pode evitar um futuro sem a existência de bibliotecas, uma infinita tristeza para o mundo.

Qual a sua preferência: ler livros publicados em papel ou na versão digital?

CHARTIER: Sou um leitor voraz por prazer e por causa do meu trabalho. Leitor de livros na tela, não.

Pela incorporação de hábitos e pela necessidade de separar as páginas lidas, permaneço fiel ao códex.

Evidentemente, é lógico que não posso deixar de me maravilhar com os novos suportes que estão surgindo. Mas é necessário reconhecer e compreender que as formas de registro e circulação produzem efeitos sobre a construção dos significados. Ler um texto impresso e na tela não é ler o mesmo texto. Essa é a lição mais importante. O sociólogo neozelandês Donald McKenzie (1931-1999) disse: "A forma material da escrita afeta o sentido dado aos textos".

Fonte: http://acervo.novaescola.org.br/formacao/roger- chartier-fala-analfabetismo-digital-leitura-livros-

747601.shtml?page=1

31. Sobre o gênero textual em questão, é possível afirmar que:

a) claramente, trata-se de uma entrevista dada tão somente sua estrutura;

b) claramente, trata-se de um artigo de opinião, visto que o teórico demarca seu posicionamento pessoal;

c) claramente, trata-se de uma entrevista, tanto pela estrutura quanto pelo teor dialógico do conteúdo;

d) claramente, trata-se de uma reportagem, tendo em vista o foco expositivo das respostas;

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e) claramente, trata-se de um artigo de opinião com uma estrutura diferenciada, mas com intencionalidade discursiva argumentativa.

32. As temáticas que norteiam o texto são sobre questões relacionadas a:

I. Formação de leitores;

II. Multiplicidades da escrita;

III. Novas formações do professor;

IV. Diferenças entre ler e escrever;

V. Concepções de leitura.

Após análise das afirmativas, entende-se que a alternativa correta é:

a) I, II e V;

b) I, II, III e IV;

c) Todas, menos III;

d) II, III, IV;

e) III, IV e V.

33. No trecho: ‘Tal como aconteceu com as edições de bolso: apesar do preço baixo, esses títulos não conquistaram novos leitores[...] Também não vejo como o advento da tecnologia, que impulsiona o uso do e-mail, das redes sociais e dos sites de busca, pode conduzir alguém a ler mais livros. Por outro lado, temos de considerar que nunca se leu tanto como agora: a sociedade contemporânea lê muito mais que a mesopotâmica, por exemplo[...]’, os elementos coesivos destacados, semanticamente falando, expressam ideia de:

a) comparação, concessão, adição e oposição;

b) comparação, dúvida, adição e conclusão;

c) oposição, oposição, possibilidade e conclusão;

d) dúvida, concessão, adição, conclusão;

e) comparação, oposição, complemento e oposição . 34. Sobre a charge a seguir, responda ao que se pede.

A expressão que gera o recurso humorístico a partir de sua multiplicidade semântica é:

a) caixas de computadores;

b) essas coisas;

c) super pc;

d) inclusão;

e) inclusão digital.

35. A crítica contida na charge é semelhante à seguinte resposta do teórico Chartier:

a) ‘É fato que a modernidade permite o aumento da oferta de obras no mundo. Mas não podemos estabelecer uma equivalência direta entre o avanço da tecnologia digital e o crescimento de leitores’

b) ‘Nossa sociedade está vendo nascer um novo modelo de analfabetismo: o digital. Ele é marcado pela impossibilidade de usar um computador para ler, escrever ou realizar tarefas simples’.

c) ‘Há uma especificidade do mundo digital que incita todos a escrever bastante e cada vez mais’

d) ‘Ler para eles é sinônimo de revista, redes sociais, Wikipédia e jogos eletrônicos. Os contextos são diferentes. Organizar o encontro entre esses mundos é o desafio de quem ensina’

e) ‘Ler um texto impresso e na tela não é ler o mesmo texto. Essa é a lição mais importante.’

Leia o texto a seguir para as questões 36, 37 e 38.

Urubus e sabiás Rubem Alves

“Tudo aconteceu numa terra distante, no tempo em que os bichos falavam... Os urubus, aves por natureza becadas, mas sem grandes dotes para o canto, decidiram que, mesmo contra a natureza eles haveriam de se tornar grandes cantores. E para isto fundaram escolas e importaram professores, gargarejaram dó-ré-mi-fá, mandaram imprimir diplomas, e fizeram competições entre si, para ver quais deles seriam os mais importantes e teriam a permissão para mandar nos outros. Foi assim que eles organizaram concursos e se deram nomes pomposos, e o sonho de cada urubuzinho, instrutor em início de carreira, era se tornar um respeitável urubu titular, a

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quem todos chamam de Vossa Excelência. Tudo ia muito bem até que a doce tranqüilidade da hierarquia dos urubus foi estremecida. A floresta foi invadida por bandos de pintassilgos tagarelas, que brincavam com os canários e faziam serenatas para os sabiás... Os velhos urubus entortaram o bico, o rancor encrespou a testa, e eles convocaram pintassilgos, sabiás e canários para um inquérito.

— Onde estão os documentos dos seus concursos? E as pobres aves se olharam perplexas, porque nunca haviam imaginado que tais coisas houvessem. Não haviam passado por escolas de canto, porque o canto nascera com elas. E nunca apresentaram um diploma para provar que sabiam cantar, mas cantavam simplesmente...

— Não, assim não pode ser. Cantar sem a titulação devida é um desrespeito à ordem.

E os urubus, em uníssono, expulsaram da floresta os passarinhos que cantavam sem alvarás...

MORAL: Em terra de urubus diplomados não se houve canto de sabiá.”

("Estórias de quem gosta de ensinar — O fim dos Vestibulares", editora Ars Poetica — São Paulo, 1995, pág. 81.)

36. O texto apresentado, de acordo com sua tipologia textual, pode ser classificado como:

a) um texto expositivo com passagens argumentativas;

b) um texto narrativo com intenções argumentativas;

c) um texto dissertativo com trechos descritivos;

d) um texto expositivo com algumas descrições;

e) um texto meramente narrativo ;

37. A figura de linguagem que permeia todo o texto é:

a) a metonímia;

b) a comparação;

c) a hipérbole;

d) a prosopopeia;

e) o eufemismo;

38. Dentre outras questões, é possível afirmar que, metaforicamente, uma das críticas trazidas na fábula é a questão das:

a) relações trabalhistas entre chefes e subordinados;

b) relações afetivas entre pessoas de classes distintas;

c) relações de poder entre hierarquias construídas socialmente;

d) relações trabalhistas entre cargos comuns;

e) relações de poder entre grupos que pensam igual;

39. Sabendo que toda intertextualidade retoma um texto anterior, mas de maneiras e com objetivos distintos, pode-se afirmar que o recurso intertextual utilizado no texto a seguir foi:

a) a citação direta, pois reproduz trechos da oração citada;

b) a citação indireta, pois retoma apenas alguns trechos da oração citada;

c) a paráfrase, por dizer com as próprias palavras o que a oração citada diria com outras;

d) a paródia, por se valer do recurso humorístico para confrontar o texto original;

e) a paródia, por dizer com as próprias palavras que a oração citada diria com outras.

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40. Leia e analise o quadrinho abaixo e coloque V onde for verdadeiro e F onde for falso.

A variante linguística usada pelo personagem Chico Bento tem a ver com sua idade e escolaridade mais do que com sua regionalidade.

O humor do quadrinho se dá pela construção argumentativa do raciocínio lógico do Chico Bento.

A expressão visual dos dois personagens do quadrinho são contraditórias às suas falas.

A exclamação da fala da professora indica dúvida e espanto.

A expressão visual dos dois personagens são condizentes às suas falas.

A sequência correta, portanto, seria:

a) V,V,V,V,F;

b) V,F,F,V,F;

c) F,V,F,F,V;

d) F,F,V,V,F;

e) F,F,F,V,V.

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Referências

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