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Obesidade Infantil

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Academic year: 2023

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(1)

Obesidade Infantil

Uma questão de saúde pública

Conheça outros títulos da série Câmara Itinerante no portal da Câmara dos Deputados: www.camara.leg.br/editora

PARTICIPE, FALE COM O CÂMARA ITINERANTE:

[email protected]

(2)

55ª Legislatura – 2015-2019 1ª Sessão Legislativa

Presidente Eduardo Cunha 1º Vice-Presidente Waldir Maranhão 2º Vice-Presidente Giacobo

1º Secretário Beto Mansur 2º Secretário Felipe Bornier 3ª Secretária Mara Gabrilli 4º Secretário Alex Canziani

Suplentes de Secretário 1º Suplente

Mandetta 2º Suplente

Gilberto Nascimento 3ª Suplente

Luiza Erundina 4º Suplente Ricardo Izar

Diretor-Geral

Sérgio Sampaio Contreiras de Almeida Secretário-Geral da Mesa

Silvio Avelino da Silva

(3)

Câmara dos Deputados

Obesidade Infantil

Uma questão de saúde pública

Centro de Documentação e Informação Edições Câmara

Brasília | 2015

Texto base elaborado pela Consultoria Legislativa.

(4)

Diretoria-Geral

Diretor-Geral: Sérgio Sampaio Contreiras de Almeida Diretora-Adjunta: Cássia Regina Ossipe Martins Botelho Diretoria Legislativa

Diretor: Afrísio Vieira Lima Filho Consultoria Legislativa

Diretor: Eduardo Fernandez Silva Centro de Documentação e Informação Diretor: Adolfo C. A. R. Furtado Coordenação Edições Câmara Diretora: Heloísa Helena S. C. Antunes

Coordenação de Relacionamento, Pesquisa e Informação Diretora: Elzuila Maria Crepory F. de M. Bastos

Projeto gráfico de capa e miolo: Patrícia Weiss Diagramação: Patrícia Weiss

Esta cartilha foi elaborada por iniciativa da Presidência e da Segunda- Secretaria da Câmara dos Deputados, com texto da Consultoria Legislativa.

Câmara dos Deputados

Centro de Documentação e Informação – Cedi Coordenação Edições Câmara – Coedi Anexo II – Praça dos Três Poderes Brasília (DF) – CEP 70160-900 Telefone: (61) 3216-5809 [email protected]

SÉRIE Câmara itinerante

n.8

Dados Internacionais de Catalogação-na-publicação (CIP) Coordenação de Biblioteca. Seção de Catalogação.

Obesidade infantil [recurso eletrônico] : uma questão de saúde pública / texto base elaborado pela Consultoria Legislativa, Câmara dos Deputados. – Brasília : Câmara dos Deputados, Edições.

Câmara, 2015. – (Série Câmara itinerante ; n. 8) Versão PDF.

Modo de acesso: http://www.camara.leg.br/editora Disponível, também, em formato impresso.

ISBN 978-85-402-0377-8

1. Obesidade, controle, Brasil. 2. Saúde infantil, Brasil. I. Brasil. Congresso Nacional. Câmara dos Deputados. Consultoria Legislativa. II. Série.

CDU 613.25-053.2(81) ISBN 978-85-402-0376-1 (papel) 978-85-402-0377-8 (PDF)

(5)

SUMÁRIO

APRESENTAÇÃO ... 5

DICAS PARA COMBATER A OBESIDADE INFANTIL ... 7

CONTEXTO DA OBESIDADE NO PAÍS ...11

O QUE É OBESIDADE E COMO EVITAR? ...15

LEGISLAÇÃO DE INTERESSE ...20

PROPOSIÇÕES EM TRAMITAÇÃO NA CÂMARA ... 22

TRATAMENTO NÃO MEDICAMENTOSO DA OBESIDADE EM 5 ETAPAS ... 25

REFERÊNCIAS ... 29

(6)

Obesidade Infantil – Uma questão de sde pública

APRESENTAÇÃO

O programa “Câmara Itinerante” é iniciativa da Câmara dos Deputados para levar os temas nela pau- tados para estados e municípios, bem como ouvir as necessidades locais. Uma Câmara “de portas abertas”

tem como ponto fundamental a troca de experiências e ideias sobre as políticas públicas, representando o encontro entre sociedade e seus governantes para res- gatar a importância do legislador e fortalecer o diálo- go e a democracia no Brasil.

A Câmara visitará os 26 estados e o Distrito Federal e abrirá espaço para ampliar a criação de po- líticas públicas no país. Para cumprir o objetivo de tra- zer para o debate temas atuais, esta cartilha, da série Câmara Itinerante, trata do problema da obesidade no Brasil, em especial da obesidade infantojuvenil.

Os números da obesidade infantojuvenil são alarmantes: segundo o Instituto Brasileiro de Geogra- fia e Estatística (IBGE), 15% das crianças com idade en- tre cinco e nove anos sofrem com problemas de obe- sidade. Uma entre cada três crianças está com peso acima do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Os níveis de obesidade em nossa sociedade são influenciados pela qualidade da alimentação, prática de atividades físicas e por fatores genéticos e

(7)

Obesidade Infantil – Uma questão de sde pública hormonais. Entre as crianças, a principal causa da obe- sidade é o fácil acesso a alimentos com alto teor caló- rico e baixo valor nutricional, além do sedentarismo.

A obesidade tem relação direta com doenças graves como diabetes e hipertensão arterial. O diag- nóstico do sobrepeso e da obesidade infantojuvenil necessita de abordagem especial. Por essa razão, a busca por orientação de profissional da saúde é fun- damental para promover o controle do peso e o trata- mento das doenças que podem surgir em decorrência do excesso de peso, o que certamente vai aumentar a qualidade de vida dessas pessoas.

Entre as medidas de controle da obesidade destacam-se a realização de atividades físicas e a adoção de um padrão saudável de alimentação. O controle da obesidade, principalmente da obesidade infantil, começa em casa, com a mudança dos hábitos de toda a família. A Câmara está atenta ao tema e trabalha para priorizar o bem-estar da família brasi- leira e de nossas crianças por meio da aprovação de projetos de lei e de ações concretas do parlamento.

Eduardo Cunha Presidente da Câmara dos Deputados

Felipe Bornier Segundo-Secretário da Câmara dos Deputados

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Obesidade Infantil – Uma questão de sde pública

DICAS PARA COMBATER A OBESIDADE INFANTIL

1) Amamentar até os 6 meses de idade

O aleitamento materno tem importante função no desenvolvi- mento do bebê e na oferta de nutrien- tes para o corpo da criança. Por isso, é importante que a amamentação seja exclusiva até os seis meses de vida, sem oferecer água, chás ou qualquer outro alimento.

2) Inserir gradualmente alimentos em substituição ao leite materno

A partir dos seis meses de vida, oferecer de for- ma lenta e gradual outros alimentos na rotina alimentar do bebê, mantendo o leite materno até os dois anos de idade ou mais.

3) Adotar uma alimentação equilibrada e variada

É necessária a adoção de uma alimen- tação saudável e variada, com equi- líbrio de nutrientes, adequada à

faixa etária e às atividades físicas

(9)

Obesidade Infantil – Uma questão de sde pública praticadas, de modo a auxiliar na redução das reservas corporais de gordura.

4) Evitar alimentos gordurosos ou de altos índices calóricos

É importante evitar o excesso de alimentos como biscoitos rechea- dos, salgadinhos, refrigerantes, do- ces, frituras e outros alimentos com altos índices calóricos e/ou grande quantidade de açúcar.

5) Usar com moderação o sal e evitar alimentos ricos em sódio

Evitar o uso demasiado de sal e de alimentos ricos em sódio, pois favorecem a retenção de líquido, bem como o desenvolvimento de doenças cardíacas.

6) Olhar as embalagens ao fazer compras no mercado

É importante consultar as em- balagens ao fazer compras no mer- cado, conferindo a tabela nutricional e os ingredientes contidos em cada produto.

(10)

Obesidade Infantil – Uma questão de sde pública

7) Estimular a prática de atividades físicas

É importante estimular a criança a brincar ao ar livre (sob supervisão) e praticar ativida-

de física (esportes, ginástica), sempre que estiver apta fisicamente. Os

exercícios físicos aumentam o gasto calórico e dimi- nuem a possibilidade de desenvolvimento de doenças como diabetes e hipertensão.

8) Criar uma rotina alimentar comum para a família

É importante desenvolver uma rotina alimentar para

toda a família, de modo a desenvolver na criança um sentimento de continuida- de e frequência alimentar.

9) Evitar o uso de compensações para fazer a criança comer

Não se deve oferecer recompensas para fazer a criança se alimentar. É importante conscientizá-la da importância da alimentação correta para sua saúde e seu desenvolvimento.

(11)

Obesidade Infantil – Uma questão de sde pública

10) Fazer acompanhamento de rotina

É importante realizar acompanhamento no posto de saúde para que seja feito monito- ramento do peso e de fatores de risco, como a elevação do colesterol e triglicérides no san- gue, e o controle/diagnóstico de doenças como hipertensão e diabetes.

E

ssas rEcomEndaçõEs são dE aplicação gEral

,

sEndo rEcomEndávEl quE os casos particularEs sEjam tratados com oriEntação dE um profissio

-

nal da saúdE

.

(12)

Obesidade Infantil – Uma questão de sde pública

CONTEXTO DA OBESIDADE NO PAÍS

A obesidade é uma doença crônica que repre- senta um desafio para a saúde pública em todo o mun- do. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), pode ser causada por vários fatores que favorecem o acúmulo de gordura e traz riscos para a saúde devido a sua relação com complicações metabólicas, como aumento da pressão arterial, dos níveis de colesterol e triglicerídeos sanguíneos e resistência à insulina.

As prevalências de sobrepeso (excesso) e obesi- dade cresceram acentuadamente nas últimas décadas.

Nos EUA, a obesidade afetava, em 2009-2010, 35%

dos homens e 35,8% das mulheres (MALIK et al., 2013 apud SILVA, 2015, p. 281). De acordo com o McKinsey Global Institute, 2,8% de todas as riquezas do mundo

A obesidade pode reduzir em

até 8 anos a expectativa de vida

das pessoas e em 19 o número

de anos sem doenças, segundo

pesquisa de Steven Glover e

colaboradores, com dados sobre

a população dos EUA.

(13)

Obesidade Infantil – Uma questão de sde pública são gastos no enfrentamento da obesidade. Isso equi- vale a R$ 5,2 trilhões. Em nosso país, a obesidade pro- duziria custos equivalentes a 2,4% do Produto Interno Bruto (PIB).

No Brasil, segundo dados da última pesquisa de orçamentos familiares (POF 2008), cerca de 15%

dos adultos apresentam obesidade e cerca de me- tade da população maior de 20 anos apresenta ex- cesso de peso.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apon- tam que 15% das crian- ças com idade entre 5 e 9 anos têm obesidade e uma em cada três estão com peso acima do re- comendado pela OMS e pelo Ministério da Saúde.

Consequências refletem-se no diagnóstico cada vez mais frequente de crianças com doenças antes tí- picas de adultos, como colesterol alto, hipertensão e diabetes tipo 2.

(14)

Obesidade Infantil – Uma questão de sde pública

Para compreender esse contexto, é preciso ob- servar que o Brasil tem enfrentado várias transições: a demográfica (com o envelhecimento da população), a epidemiológica (com diminuição das doenças infec-

ciosas e aumento das doenças crônicas) e a nutricional (com que- da da desnutrição e aumento do excesso de peso).

A qualidade da alimentação é um dos fatores que influenciam os níveis de obesidade em nossa sociedade.

Pesquisa do Ministé- rio da Saúde sobre os hábitos alimentares dos brasileiros oferece alguns dados preocu- pantes: apenas 1 em cada 4 brasileiros con- some a quantidade de frutas e hortaliças recomendada pela OMS; 3 de cada 10 comem carne com excesso de gordura e 1 em cada 5 toma refrigerante 5 vezes ou mais por semana.

Segundo o Ministério da Saúde, a globalização, o marketing exacerbado de alimentos processados,

(15)

Obesidade Infantil – Uma questão de sde pública o consumismo, a necessidade de prazeres rápidos e respostas imediatas contribuem para o aparecimento da obesidade como uma questão social. As relações econômicas também influenciam fatores de risco asso- ciados à obesidade, pois o maior poder aquisitivo mui- tas vezes favorece o consumo exagerado de alimentos que promovem a obesidade, em detrimento de outros mais saudáveis.

Entre as crianças, a principal causa da obesidade é o fácil acesso a alimentos como biscoitos recheados, salgadinhos de pacote, refrigerante e fast-food, além do sedentarismo. Nesse contexto, que não favorece a adoção de comportamentos saudáveis, as crianças e jovens do Brasil estão sob risco cada vez maior de se tornarem obesas.

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Obesidade Infantil – Uma questão de sde pública

O QUE É OBESIDADE E COMO EVITAR?

Uma pessoa é considerada obesa se tiver exces- so de peso combinado a um elevado grau de gordu- ra corporal. Para avaliar se uma pessoa é obesa basta verificar seu índice de massa corporal (IMC), por meio da divisão do peso (em quilos) pela altura (em metros) elevada ao quadrado.

IMC = Peso (kg) / Altura (m)²

Um IMC acima de 25 significa excesso de peso.

Um IMC de 30 a 40 equivale a obesidade. Pessoas com IMC acima de 40 são consideradas muito obesas e as com um IMC menor que 18,5 estão abaixo do peso ideal.

Segundo o Ministério da Saúde (JAIME, 2014, p. 38), para classificar o estado nutricional de crianças entre zero e 10 anos de idade, são necessárias infor- mações (data de nascimento, idade, peso, estatura e sexo) que permitem comparação com tabelas de refe- rência da OMS para o IMC. Por exemplo, para um me- nino de 8 anos, as referências de IMC são: 17,44 para o sobrepeso e 19,67 para a obesidade. Para uma menina de 8 anos, as referências são: 17,73 para o sobrepeso e 20,56 para a obesidade.

(17)

Obesidade Infantil – Uma questão de sde pública No caso dos adolescentes (com idade entre 10 e 20 anos incompletos), as referências sobre o IMC dife- rem daquelas para as crianças. Por exemplo, para um jovem de 15 anos, as referências para o IMC são: 22,68 para o sobrepeso e 26,97 para a obesidade. Para uma jovem de 15 anos, as referências são: 23,51 para o so- brepeso e 28,22 para a obesidade.

É importante observar que cada grupo etário necessita de tratamento especial, tanto no diagnós-

tico do sobrepeso e da obesidade quanto nas abor- dagens adotadas para controlar a situação. Por essa razão, a busca por orientação de pro- fissional da saúde é fundamental, e esta pode ser obtida por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), nas unidades de atenção básica.

Após a avaliação do estado nutricional, as abordagens para o controle da situa-

ção indicam meios para obter uma alimentação mais adequada ao caso e promover a prática de ati- vidade física. O acompanhamento na unidade de saúde também é

“Cada grupo

etário necessita de

tratamento especial,

tanto no diagnóstico

do sobrepeso e da

obesidade quanto nas

abordagens adotadas

para controlar a

situação.”

(18)

Obesidade Infantil – Uma questão de sde pública

importante para o monitora- mento da adoção de hábitos saudáveis, dos resultados na saúde e, se for o caso, para o uso de terapias de nível mais complexo.

No campo da alimentação, o Mi- nistério da Saúde lançou, recentemente, nova edição do

“Guia de Alimentos Regionais Brasileiros”, com receitas e informações nutricionais de 193 alimentos, divididos por região do país e também por tipo: frutas; hortaliças;

leguminosas; tubérculos, raízes e cerais; farinhas e pre- parações; ervas, condimentos e temperos (JAIME, 2015).

Orientações mais específicas para alimenta- ção saudável, por grupo etário, estão sintetizadas no anexo I de publicação do Ministério da Saúde (JAIME, 2014, p. 199), destacando-se: a promoção do aleita- mento materno até os 6 meses de idade, a oferta va- riada de alimentação natural e a restrição a alimentos contendo açúcar, café, enlatados e frituras.

O mesmo órgão alerta que substituir refeições saudáveis, pular as refeições ou comer muito numa única refeição prejudica a alimentação e também au- menta o risco de a criança e o adolescente engorda- rem e ficarem acima do peso. É recomendável incluir nos lanches diários frutas e grãos, evitar excesso de doces e salgados, refrigerantes, balas, e não trocar o almoço ou o jantar por um lanche.

(19)

Obesidade Infantil – Uma questão de sde pública Entre as medidas para o controle da obesidade destaca-se a realização de atividade física, que pode colaborar, juntamen- te com uma alimen- tação saudável para a percepção da sa- ciedade. A atividade física aumenta o gas- to de energia, auxilia na redução de gordura e reduz a ansiedade, fator que pode agravar a obesidade.

Destaca-se, ainda, a inter-relação entre obesidade e doenças como o diabetes e a cardiopatia hipertensiva.

As pessoas que possuem o diabetes mellitus tipo 2, a for- ma mais comum da doença, produzem uma quantidade

“Entre as medidas para o controle da obesidade destaca-

se a realização de

atividade física.”

(20)

Obesidade Infantil – Uma questão de sde pública

insuficiente de insulina ou não conseguem utilizá-la da maneira adequada e a obesidade agrava essa situação.

Em geral, o diabetes gera poucos sintomas, mas causa danos que apenas podem ser percebidos tardiamente, com complicações graves para o coração e o cérebro.

Pessoas com excesso de peso também estão mais sujeitas a apresentarem elevação do colesterol e triglicérides e hipertensão arterial. Por isso, é im- portante o contínuo acompanhamento de saúde, pois o controle do peso e de doenças como o diabetes e a hipertensão podem evitar graves consequências e prolongar em muito a vida com qualidade.

(21)

Obesidade Infantil – Uma questão de sde pública

LEGISLAÇÃO DE INTERESSE

No que se refere à saúde, as pessoas com obesi- dade, como aquelas com qualquer outra doença, pos- suem direitos fundamentados na Constituição Federal de 1988, particularmente nos artigos 196 a 200, e tam- bém na Lei nº 8.080, de 1990, que aborda a atenção no Sistema Único de Saúde.

Com relação a leis mais específicas para a obe- sidade, destacam-se a Lei nº 11.721, de 23 de Junho de 2008, que institui o Dia Nacional de Prevenção da Obesidade e a Lei nº 11.265, de 3 de Janeiro de 2006, que regulamenta a comercialização de alimentos para lactentes e crianças de primeira infância e também a de produtos de puericultura correlatos.

Entre as normas infralegais, merecem destaque as seguintes portarias do Ministério da Saúde:

n

º 2.715,

dE

17

dEnovEmbrodE

2011,

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-

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º 710,

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ção E

n

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.

(22)

Obesidade Infantil – Uma questão de sde pública n

º 425,

dE

19

dEmarçodE

2013,

quEEstabElEcE

rEgulamEnto técnico

,

normas E critérios para a

a

ssistência dE

a

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c

omplExidadE ao

i

ndivíduo com

o

bEsidadE

,

abordandoprocEdimEntoscomo gastrEctomia Egastroplastia

.

n

º 424,

dE

19

dE março dE

2013,

quE rEdEfinE asdirEtrizEs para aorganização daprEvEnção E do tratamEnto do sobrEpEso E obEsidadE como linhadEcuidadoprioritária da

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,

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,

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-

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,

adolEscEntEs

,

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,

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”.

(23)

Obesidade Infantil – Uma questão de sde pública

PROPOSIÇÕES EM TRAMITAÇÃO NA CÂMARA

Existem dezenas de projetos de lei em tramitação na Câmara dos Deputados relacionados à obesidade e alimentação infantil que tratam de temas como a re- gulamentação de alimentos destinados a crianças, so- bre programas de atenção à saúde, sobre propaganda direcionada a crianças, sobre alimentação escolar e a vedação da venda casada de brinquedos e alimentos, dentre outros.

PL 6919/2006, PL 3075/2011, PL 4316/2012, PL 5866/2013, PL 5883/2013, PL 6900/2013, PL 7835/2014 – Alteram a Lei nº 11.265, de 04 de janei- ro de 2006, que “Regulamenta a comercialização de alimentos para lactentes e crianças de primeira infân- cia e também de produtos de puericultura correlatos”.

Proibir a comercialização e a oferta de mamadeiras, bi- cos e chupetas que contenham bisfenol-A (4,4’-isopro- pilidenodifenol) em sua composição. Revoga o § 1º, do art. 11. Alterar o art. 1º, para dispor sobre a redução do teor de açúcares nos alimentos destinados a crianças.

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Obesidade Infantil – Uma questão de sde pública

Proibir a produção, a comercialização, a importação, a doação e a distribuição de andador infantil.

PL 127/2007 – Dispõe sobre a substituição de alimentos não saudáveis, nas escolas de educação in- fantil e do ensino fundamental, público e privado.

PL 4888/2009 – Dispõe sobre a proibição de venda casada de produtos alimentícios destinados ao público infanto-juvenil em todo território nacional

PL 4910/2009 – Torna obrigatório a contratação de nutricionistas para todas as escolas do ensino fun- damental e médio da rede pública de ensino em todo território brasileiro.

PL 4935/2009 – Dispõe sobre a proibição da entrega de bonificação, brinde, brinquedo ou prêmio condicionado à aquisição de alimentos e bebidas.

PL 6522/2009 – Cria o Programa de Prevenção, Orientação e Tratamento da Obesidade Infantil.

PL 6687/2009 – Altera a Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990, para tornar obrigatórias, na assistência à saúde da criança e do adolescente, as intervenções necessárias à promoção, proteção e recuperação do processo normal de crescimento e desenvolvimento.

PL 6803/2010 – Institui a Política de Combate à Obesidade e dá outras providências.

PL 7098/2010 – Institui a Semana Educativa da Nutrição Infantil.

PL 1394/2011 – Institui a política de Combate à obesidade e dá outras providências.

(25)

Obesidade Infantil – Uma questão de sde pública PL 3874/2012 – Cria a Semana de Mobilização Nacional contra a Obesidade Infantil.

PL 5043/2013 – Dispõe sobre a proibição da propaganda de refrigerantes e alimentos de baixo teor nutritivo em escolas de ensino fundamental e médio.

PL 5608/2013 – Regulamenta a publicidade in- fantil de alimentos.

PL 6111/2013 – Altera a Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990, que “dispõe sobre a proteção do consumidor e dá outras providências”.

PL 7986/2014 – Dispõe sobre a criação do Pro- grama Creche Saudável visando propiciar o acompa- nhamento médico, nutricional e psicológico para crian- ças nas creches públicas e comunitárias.

(26)

Obesidade Infantil – Uma questão de sde pública

TRATAMENTO NÃO MEDICAMENTOSO DA OBESIDADE EM 5 ETAPAS 1

E

tapa

i – E

sclarEcimEnto

1. Não existem dietas rígidas nem alimentos proibidos (a restrição leva à compulsão e por isso deve ser evitada);

2. Não se deseja perda rápida de peso;

3. Não existem alimentos proibidos;

4. Não há necessidade de regime ou de dietas milagrosas, mas deve-se buscar alimentos mais adequados em qualidade e em quanti- dade, que serão introduzidos paulatinamente;

5. A mudança alimentar é gradual e acontece conjuntamente com a família.

Dieta saudável é a dieta equilibrada, que deve conter:

a) Proteínas: carne, peixe, ovo, feijão;

b) Carboidratos: preferencialmente os carboi- dratos complexos, cujo representante prin- cipal é o amido, presente nos cereais (arroz,

1 Guia elaborado pela Dra. Maria Zeneide, pediatra do Departamento Médico da Câmara dos Deputados.

(27)

Obesidade Infantil – Uma questão de sde pública trigo e milho), nos tubérculos (batata, inhame e cará) e nas raízes (mandioca).

c) Lipídios: preferencialmente, os de origem vegetal, de boa qualidade e em quantidade balanceada.

d) Frutas: acerola, laranja, tangerina, banana, maça, manga, limão, mamão, dentre outras.

e) Verduras: acelga, agrião, aipo, alface, almei- rão, brócolis, chicória, couve, couve-flor, es- pinafre, mostarda, repolho, rúcula, salsa, sal- são, entre outras.

f) Legumes: cenoura, beterraba, abobrinha, abóbora, pepino, cebola, entre outros.

(28)

Obesidade Infantil – Uma questão de sde pública

E

tapa

2 – a

valiação comportamEntal

Hábitos prejudiciais à saúde:

1. Mastigação rápida;

2. Alimentar-se assistindo TV;

3. Suprimir uma ou mais refeições (café da ma- nhã, lanche).

Como tentar corrigir gradativamente estes distúrbios:

a) Tentar comer em ambiente calmo, sem TV, de preferência na companhia de familiares;

b) Fazer refeições de 3 em 3 horas, sem suprimir nenhuma delas;

c) Tentar introduzir uma fruta por dia, nem que seja a mesma fruta (como um remédio que deve ser tomado todo dia).

E

tapa

3 – r

Edução gradativa dos

alimEntos ofErEcidosEm ExcEsso

Exemplos:

1. Diminuir o tamanho do sanduíche;

2. Diminuir o tamanho do pacote de batata frita;

3. Diminuir o volume do refrigerante.

Outra forma de reduzir a quantidade de alimen- to ingerido em excesso é reduzir o tamanho do copo (por exemplo, utilizar o copo de requeijão) e/ou do

(29)

Obesidade Infantil – Uma questão de sde pública prato utilizado. Dessa forma, a sensação de ingestão do paciente é alterada. Isto é, um prato pequeno, po- rém cheio, ou um copo pequeno na mesma condição, passa a impressão de se estar ingerindo uma quanti- dade maior do que aquela realmente consumida.

E

tapa

4 – m

Elhorara qualidadE dadiEta

Incentivar a introdução crescente de alimentos não habituais e de grande importância nutricional – frutas, legumes, verduras, cereais e tubérculos.

E

tapa

5 – m

anutEnção

Acompanhamento em longo prazo – manutenção da qualidade e da quantidade da dieta no cotidiano, inclusive em festas, férias e demais eventos cotidianos.

i

nclua na rotina do paciEntE uma atividadE

física prazErosa

(

futEbol

,

natação

,

dança

ou outra

)

a sErsEguida

3

vEzEs porsEmana

.

(30)

Obesidade Infantil – Uma questão de sde pública

REFERÊNCIAS

JAIME, Patrícia Constante (coord.). Alimentos regio- nais brasileiros. 2. ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2015. 484 p.: il. Disponível em: <http://189.28.128.100/

dab/docs/portaldab/publicacoes/livro_alimentos_re- gionais_brasileiros.pdf>. Acesso em: 14 abr. 2015.

______. Estratégias para o cuidado da pessoa com doença crônica: obesidade. Brasília: Ministério da Saúde, 2014. (Cadernos de Atenção Básica, n. 38).

Disponível em: <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publi- cacoes/estrategias_cuidado_doenca_cronica_obesi- dade_cab38.pdf>. Acesso em: 14 abr. 2015.

SILVA, Eduardo Fernandez. Política industrial e meio ambiente no Brasil no séc. XXI. In: GANEM, Roseli Senna (org.). Políticas setoriais e meio ambiente. Brasí- lia: Câmara dos Deputados, 2015. p. 280-283.

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Obesidade Infantil

Uma questão de saúde pública

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