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biodiversidade no Estado do Rio de Janeiro

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Academic year: 2022

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biodiversidade no Estado do Rio de Janeiro

Helena de Godoy Bergallo (UERJ / Instituto Biomas) Elaine Cristina Cardoso Fidalgo (Embrapa Solos) Carlos Frederico Duarte Rocha (UERJ / Instituto Biomas) Mariella Camardelli Uzêda (Embrapa Agrobiologia) Marta Bebianno Costa (Fundação CIDE)

Maria Alice S. Alves (UERJ / Instituto Biomas) Monique Van Sluys (UERJ / Instituto Biomas) Marcos Antonio Santos (Fundação CIDE)

Thomaz Corrêa e Castro da Costa (Embrapa Milho e Sorgo) Antonio Carlos R. Cozzolino (Fundação CIDE)

Parceiros

1a Edição | Rio de Janeiro | 2009

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Organizado por

Helena de Godoy Bergallo Elaine Cristina Cardoso Fidalgo Carlos Frederico Duarte Rocha Mariella Camardelli Uzêda Marta Bebianno Costa Maria Alice S. Alves Monique Van Sluys Marcos Antonio Santos

Thomaz Corrêa e Castro da Costa Antonio Carlos R. Cozzolino

Financiamento

Fundo de Parcerias para Ecossistemas Críticos (CEPF – Critical Ecosystem Partnership Fund)

Aliança para a Conservação da Mata Atlântica:

Conservação Internacional e Fundação SOS Mata Atlântica

Rio de Janeiro 2009

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Projeto gráfico e editoração eletrônica Luciana Campos Ramos Martha Maria Clara Rodrigues de Moraes

Revisão

Gerson Ferracini, www.estruturaetexto.com

Organizadores

Helena de Godoy Bergallo Elaine Cristina Cardoso Fidalgo Carlos Frederico Duarte Rocha Mariella Camardelli Uzêda Marta Bebianno Costa Maria Alice S. Alves Monique Van Sluys Marcos Antonio Santos

Thomaz Corrêa e Castro da Costa Antonio Carlos R. Cozzolino

B 493e Bergallo, Helena de Godoy

Estratégias e ações para a conservação da Biodiversidade no Estado do Rio de Janeiro/ Helena de Godoy Bergallo, Elaine Cristina Cardoso Fidalgo, Carlos Frederico Duarte Rocha e outros. Rio de Janeiro: Instituto Biomas, 2009.

344 p.,il., mapas

ISBN: 978-85-62606-00-7 Inclui Bibliografia

1. Instituto Biomas. 2. Biodiversidade-Rio de Janeiro (Estado) 3. Biomas- Rio de Janeiro (Estado) 4. Mata Atlântica-Rio de Janeiro (Estado). I. Fidalgo, Elaine Cristina Cardoso, colab. II. Rocha, Carlos Frederico Duarte, colab. III.

Título.

CDD 577.1098153

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Esta publicação é o resultado da cooperação multidisciplinar entre instituições parceiras na busca de uma solução muitas vezes considerada intangível: a conciliação entre vetores socioeconômicos e a conservação da biodiversidade. A crença nas possibilidades criadas pelo avanço das pesquisas nas áreas produtivas e ambientais inspirou novos levantamentos em campo e laboratório e a análise de dados e documentos técnicos para a execução do projeto “Estratégias e Ações para a Conservação da Biodiversidade da Mata Atlântica no Estado do Rio de Janeiro”.

O Instituto Biomas, a Universidade do Estado do Rio de Janeiro, a Fundação CIDE, a Embrapa Solos, a Embrapa Agrobiologia, a Embrapa Milho e Sorgo e o Instituto BioAtlântica, parceiros neste projeto, tiveram o objetivo de assegurar que as propostas voltadas à conservação da biodiversidade do Estado do Rio de Janeiro se originassem dos diversos segmentos da sociedade. Um projeto com tamanhos desafios não poderia ser viabilizado e efetivado sem a participação, auxílio e empenho de inúmeras pessoas.

Inicialmente, gostaríamos de agradecer ao Fundo de Parcerias para Ecossistemas Críticos (CEPF), gerenciado pela Aliança para a Conservação da Mata Atlântica (Conservação Internacional e SOS Mata Atlântica), que subvencionou o projeto desde seu início, proporcionando importante contribuição para a conservação da biodiversidade da Mata Atlântica do Estado do Rio de Janeiro. Luiz Paulo Pinto, Coordenador do Programa da Mata Atlântica da Conservação Internacional, e Ivana Lamas, Coordenadora do CEPF Mata Atlântica, foram imprescindíveis em seu estímulo e apoio ao longo de todo o processo. Além do CEPF, a Petrobrás e a Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ) acreditaram no projeto e subvencionaram parcialmente a realização do workshop

“Estratégias e Ações para a Conservação da Biodiversidade da Mata Atlântica no Estado do Rio de Janeiro”, realizado em maio de 2007, em que a base de dados e os indicadores gerados foram analisados e discutidos. Da mesma forma, devemos agradecimentos ao Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Evolução (PPGEE) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), em cujo âmbito várias ações do projeto foram realizadas.

Agradecemos também aos inúmeros pesquisadores e alunos, de diversas instituições, que doaram seu tempo, conhecimento e esforço para o sucesso do projeto, não só cedendo dados, mas também participando ativamente do workshop.

Os órgãos públicos AQUILERJ, DER-RJ, FEEMA, IBGE, INCRA, ITERJ, ONG Koinonia, SEAPPA, SERLA e as Prefeituras Municipais do Estado do Rio de Janeiro, em diferentes momentos, facilitaram o acesso a dados sobre o estado. A Conservação Internacional cedeu os registros de anfíbios do Rio de Janeiro e os dados sobre as Key Biodiversity Areas (KBAs) e a Fundação Biodiversitas forneceu os registros das espécies ameaçadas de extinção do Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção. A Fundação SOS Mata Atlântica, especialmente por intermédio de Márcia Hirota, gentilmente cedeu os dados de remanescentes da Mata Atlântica no Estado do Rio de Janeiro.

Diversas pessoas proporcionaram apoio significativo e fundamental à construção do banco de dados ao cederem e/ou inserirem informações. Agradecemos aos seguintes pesquisadores pela resposta à carta-consulta e pela cessão de dados secundários: Adriano Paglia, Carlos Eduardo L. Esbérard, Carlos Eduardo de Viveiros Grelle, David Eduardo P. Bossi, Lena Geise, Marco Aurélio Ribeiro de Mello e Pablo Rodrigues Gonçalves, que ofereceram dados sobre ocorrência de mamíferos; José

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fragmentos; Rosa Brum e João Batista, que cederam informações sobre a capacidade atual de resposta; Paulo Roberto dos Santos, que proporcionou apoio em modelos topográficos; Verônica Souza da Mota Gomes, Ricardo Gagliardi, Adriano Rodrigues Lagos, Andy Foster, Marina Anciães, Fábio Olmos, Vânia Alves, Paulo Cordeiro, Norma Crud Maciel, Clinton N. Jenkins, Luiz Cláudio Marigo, Ivandy Nascimento Castro- Astor, José Fernando Pacheco, Carlos Eduardo L. Esbérard, Roberto Lamêgo, João Augusto Piratelli e Stuart L. Pimm, que contribuíram com dados sobre ocorrência de aves; e o fotógrafo da natureza Luiz Cláudio Marigo, que gentilmente cedeu a imagem do lagartinho-branco-da-praia (Liolaemus lutzae).

Agradecemos ao IBAMA, à CEMAVE e ao IEF pelas licenças concedidas para a realização dos inventários. Agradecemos ainda aos proprietários, administradores e gerentes das áreas amostradas (Alcides Pissinatti, Nicholas Locke, Roberto Lamêgo, Alexander Davis, Maria Antonia dos Santos Botelho, Tisuko Nakano, Gilberto Huber, Maria Manoela Alves Lopes, Carla F. Vera y Conde, Club Méd e Carioca Engenharia) pelas permissões e apoio oferecidos durante os inventários. O Centro de Conservação da Biodiversidade da Conservação Internacional (com apoio da Gordon and Betty Moore Foundation) financiou os primeiros inventários.

Os organizadores e autores dos diversos capítulos agradecem ao CNPq, à CAPES e à FAPERJ pelas bolsas e apoio aos vários estudos que constituíram, em grande parte, a base para os textos que compõem esta obra e pela concessão das bolsas de Iniciação Científica, Mestrado e Doutorado a alunos envolvidos no projeto. Também agradecem ao Programa Prociência da UERJ, pela concessão das bolsas de Dedicação Exclusiva.

Nossos alunos e estagiários que trabalharam em campo, na busca de informações e dados junto às Prefeituras Municipais e órgãos estaduais e federais, e também na base de dados, foram fundamentais para o sucesso do projeto, em especial Nina Attias e Flávia Chaves Guimarães. Os pesquisadores Carlos Eduardo L. Esbérard, Mara C. Kiefer, Maurício Brandão Vecchi, Davor Vrcibradic e Maria Carlota Enrici prestaram enorme ajuda na realização dos inventários e em diferentes fases do projeto. Marcelo Bueno de Abreu foi imprescindível na organização da apostila do curso preparatório para o workshop e na confecção de diversos mapas. Luiz Duarte, Robert Vámos, Jason Cole e Amy S. Cole prestaram inestimável apoio em diferentes aspectos e momentos do projeto.

Agradecemos a Gerson Ferracini pela cuidadosa revisão gramatical e de estilo.

Luciana Campos Ramos Martha e Maria Clara Rodrigues de Moraes prepararam com muito zelo a capa e a diagramação do livro.

Sem a organização e competência de Angela de Godoy Bergallo, agente administrativo do Instituto Biomas, não teriam sido possíveis o bem-sucedido andamento do projeto e a confecção deste livro.

Este volume tem como objetivo fornecer indicações de estratégias e ações para a conservação da Mata Atlântica em um estado tão heterogêneo quanto o do Rio de Janeiro, com base em aspectos socioeconômicos, ambientais e de governança.

Esperamos que este livro constitua uma fonte ampla e irrestrita de informações a serem utilizadas pelo Poder Público, pelo terceiro setor, pela sociedade civil e por pesquisadores para a conservação de um dos biomas de maior biodiversidade e também um dos mais ameaçados do planeta.

Os Organizadores

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Adriano Paglia – Conservação Internacional, Belo Horizonte, MG.

Alba Simon – Superintendência de Biodiversidade – Secretaria de Estado do Ambiente, RJ.

Alexandre Fernandes Bamberg de Araújo – Departamento de Biologia Animal, Instituto de Biologia, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica, RJ.

Alexandre Ferrazoli Camargo – Fundo Brasileiro para a Biodiversidade.

Ana Carolina Corrêa de Sá Távora Maia – Analista de Projetos Especiais II/CIRJ/FIRJAN.

Ana Maria de Godoy Teixeira – Conservação em Áreas Privadas, Associação Mico-Leão- Dourado.

André Silva Ilha – Diretor de Biodiversidade e Áreas Protegidas (DIBAP), INEA

Andréa Franco de Oliveira – Gerência de Geoprocessamento e Estudos Ambientais (GEOPEA), Diretoria de Informação e Monitoramento (DIMAM), INEA

Antonio Carlos R. Cozzolino – Fundação CIDE, Rio de Janeiro, RJ.

Antonio José Mayhé-Nunes – Departamento de Biologia Animal, Instituto de Biologia, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica, RJ.

Carla Bernadete Madureira Cruz – Departamento de Cartografia, IGEO, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ.

Carla Costa Siqueira – Pós-graduanda, Departamento de Ecologia, IBRAG, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ.

Carlos Alberto Gonçalves da Cruz – Departamento de Vertebrados, Museu Nacional, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ.

Carlos Augusto A. de Figueiredo – Departamento de Ecologia e Recursos Marinhos, Escola de Ciências Biológicas, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ.

Carlos Bernardo Tavares Bomtempo – Consultor, Projeto de Proteção à Mata Atlântica, Rio de Janeiro, RJ.

Carlos Eduardo dos Santos Saraça – Fundação CIDE, Rio de Janeiro, RJ.

Carlos Eduardo L. Esbérard – Departamento de Biologia Animal, Instituto de Biologia, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica, RJ.

Carlos Eduardo de Viveiros Grelle – Departamento de Ecologia, Instituto de Biologia, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ.

Carlos Frederico Duarte Rocha – Departamento de Ecologia, IBRAG, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ.

Cláudio Belmonte de Athayde Bohrer – Departamento de Geografia, Instituto de Geociências, Universidade Federal Fluminense, Niterói, RJ.

Claudio Michael Volcker – Organização Ambiental para o Desenvolvimento Sustentável, RJ.

Clinton N. Jenkins – Department of Biology University of Maryland, College Park, MD, EUA.

Cristiana Pompeo do Amaral Mendes – Assessoria de Pesquisa Científica, Serviços de Planejamento e Pesquisa Científica, Gerência de Unidade de Conservação de Proteção Integral, DIBAP, INEA.

Cyl Farney Catarino de Sá – Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ.

Daniel Santana Lorenzo Raíces – Pós-graduando, Departamento de Ecologia, IBRAG, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ.

Darcilio Fernandes Baptista – Laboratório de Avaliação e Promoção da Saúde Ambiental, Instituto Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, RJ.

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Denise Pinheiro da Costa – Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ.

Diego Medeiros Guedes - Graduando de Ciências Biológicas, IBRAG, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ

Dorothy Sue Dunn de Araujo – Departamento de Ecologia, Instituto de Biologia, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ.

Edson Santiami – Instituto BioAtlântica, Rio de Janeiro, RJ.

Eduardo Soares Álvares Cruz – PPG Geografia e PPG Direito Ambiental, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ.

Elaine Cristina Cardoso Fidalgo – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, Centro Nacional de Pesquisa de Solos, Rio de Janeiro, RJ.

Enrico Marone – Instituto BioAtlântica, Rio de Janeiro, RJ.

Erica Pellegrini Caramaschi – Departamento de Ecologia, Instituto de Biologia, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ.

Fabiano Salgueiro – Departamento de Genética, Instituto de Biologia, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica, RJ.

Fabio Rubio Scarano – Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ.

Flávia Guimarães Chaves – Pós-graduanda, Departamento de Ecologia, IBRAG, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ.

Floriano José Godinho de Oliveira – Departamento de Geografia, FFP, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, São Gonçalo, RJ.

George Brown – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, Embrapa Florestas, Curitiba, PR.

Gustavo Martinelli – Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ.

Haroldo Cavalcante de Lima – Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ.

Helena de Godoy Bergallo – Departamento de Ecologia, IBRAG, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ.

Hélio Ricardo da Silva – Departamento de Biologia Animal, Instituto de Biologia, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica, RJ.

Ilana Rosental Zalmon – Laboratório de Ciências Ambientais, Centro de Biociências e Biotecnologia, Universidade Estadual do Norte Fluminense, Campos, RJ.

Ione Salomão Rahy – Fundação CIDE, Rio de Janeiro, RJ.

Ivana Lamas – Conservação Internacional, Belo Horizonte, MG.

Janira Martins Costa – Departamento de Entomologia, Museu Nacional, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ.

Jansle Vieira Rocha – Departamento de Planejamento da Produção Agropecuária, Faculdade de Engenharia Agrícola, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, SP.

Jean Paul Metzger – Departamento de Ecologia Geral, Instituto de Biociências, Universidade de São Paulo, São Paulo, SP.

João Batista Dias – Assessoria da Presidência, INEA.

Joel Christopher Creed – Departamento de Ecologia, IBRAG, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ.

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José Duarte de Barros Filho – Departamento de Zoologia, Instituto de Biologia, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ.

Júlia Lins Luz – Pós-graduanda, Departamento de Biologia Animal, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica, RJ.

Keith Alger – Center for Applied Biodiversity Science, Human Dimensions Program, Conservation International, Washington, EUA.

Kenny Tanizaki-Fonseca – Departamento de Análise Geoambiental, Instituto de Geociências, Universidade Federal Fluminense, Niterói, RJ.

Laís de Carvalho Teixeira Chaves – Universidade Federal Fluminense, Niterói, RJ.

Leandro Freitas – Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, RJ.

Lena Geise – Departamento de Zoologia, IBRAG, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ.

Luiz Paulo Pinto – Conservação Internacional, Belo Horizonte, MG.

Mara Cíntia Kiefer – Departamento de Ecologia, IBRAG, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ.

Marcelo Bueno de Abreu – Pós-graduando, Instituto de Geociências, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ.

Marcelo Trindade Nascimento – Laboratório de Ciências Ambientais, Centro de Biociências e Biotecnologia, Universidade Estadual do Norte Fluminense, Campos, RJ.

Marcos Antonio Santos – Fundação CIDE, Rio de Janeiro, RJ.

Marcos A. Raposo – Setor de Ornitologia, Departamento de Vertebrados, Museu Nacional, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ.

Marcus Vinicius Vieira – Departamento de Ecologia, Instituto de Biologia, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ.

Maria Alice S. Alves – Departamento de Ecologia, IBRAG, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ.

Maria Carlota Enrici – Departamento de Ecologia, IBRAG, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ.

Maria Cristina Affonso Lorenzon – Departamento de Reprodução Animal, Instituto de Zootecnia, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica, RJ.

Maria José Zaroni – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, Centro Nacional de Pesquisa de Solos, Rio de Janeiro, RJ.

Mariella Camardelli Uzêda – Paisagens Agrícolas e Agroecologia, Embrapa Agrobiologia, Seropédica, RJ.

Mário Luiz Gomes Soares – Departamento de Oceanografia Biológica, Instituto de Geociências, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ.

Marta Bebianno Costa – Fundação CIDE, Rio de Janeiro, RJ.

Marta de Azevedo Irving – Programa EICOS, Instituto de Psicologia, UFRJ.

Maurício Brandão Vecchi – Departamento de Ecologia, Instituto de Biologia, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ.

Maurício de Almeida Gomes – Pós-graduando, Departamento de Ecologia, IBRAG, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ.

Monique Van Sluys – Departamento de Ecologia, IBRAG, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ.

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Norma Campos Salgado – Departamento de Invertebrados, Museu Nacional, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ.

Norma Crud Maciel – Serviço de Ecologia Aplicada, INEA.

Pablo Rodrigues Gonçalves – Divisão de Genética, Instituto Nacional de Câncer, Rio de Janeiro, RJ.

Patrícia Almeida-Santos – Pós-graduanda, Departamento de Ecologia, IBRAG, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ.

Paulo Cordeiro – – Ornis, Meio Ambiente e Desenvolvimento Ltda., Rio de Janeiro, RJ.

Paulo José Alves Rêgo – Departamento de Ecologia, IBRAG, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ.

Rachel Saldanha de Alencar – Fundação CIDE, Rio de Janeiro, RJ.

Raul Sanchez Vicens – Centro de Estudos Gerais, Instituto de Geociências, Universidade Federal Fluminense, Niterói, RJ.

Renner Luiz Cerqueira Baptista – Departamento de Zoologia, Instituto de Biologia, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ.

Ricardo Campos da Paz – Departamento de Ecologia e Recursos Marinhos, Escola de Ciências Biológicas, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ.

Ricardo Ferreira Monteiro – Departamento de Ecologia, Instituto de Biologia, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ.

Roberto Campos Villaça – Departamento de Biologia Marinha, Instituto de Biologia, Universidade Federal Fluminense, Niterói, RJ.

Rodrigo Tavares da Rocha – Analista de Projetos Especiais II/CIRJ/FIRJAN.

Rosana Mazzoni – Departamento de Ecologia, IBRAG, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ.

Rozely Ferreira dos Santos – Departamento de Recursos Hídricos, Energéticos e Ambientais, Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, SP.

Saulo Pedrinha Guimarães – Graduando em Geologia, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ.

Silvana Carvalho Thiengo – Departamento de Malacologia, Instituto Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, RJ.

Sonia Barbosa dos Santos – Departamento de Zoologia, IBRAG, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ.

Stuart L. Pimm – Nicholas School of the Environment and Earth Sciences, Duke University, Durham, NC, EUA.

Thiago Augustus de Campos Clemente – Pós-graduando, Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, Belo Horizonte, MG.

Thiago Belote da Silva – Instituto BioAtlântica, Rio de Janeiro, RJ.

Thomaz Corrêa e Castro da Costa – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, Centro Nacional de Pesquisa em Milho e Sorgo, Sete Lagoas, MG.

Timothy Peter Moulton – Departamento de Ecologia, IBRAG, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ.

Uebi Jorge Naime – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, Centro Nacional de Pesquisa de Solos, Rio de Janeiro, RJ.

Waldir Rugero Peres – Agência Metropolitana de Transportes Urbanos, Rio de Janeiro, RJ.

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RIO DE JANEIRO”

REALIZADO DE 7 A 11 DE MAIO DE 2007 NO HOTEL PORTOBELLO RESORT

& SAFÁRI, COM PATROCÍNIO DO CEPF, FAPERJ E PETROBRAS ORGANIZAÇÃO

Helena de Godoy Bergallo (UERJ / Instituto Biomas) Antonio Carlos R. Cozzolino (Fundação CIDE)

Carlos Frederico Duarte Rocha (UERJ / Instituto Biomas) Elaine Cristina Cardoso Fidalgo (Embrapa Solos) Marcos Antonio Santos (Fundação CIDE) Maria Alice S. Alves (UERJ / Instituto Biomas) Mariella Camardelli Uzêda (Embrapa Agrobiologia) Marta Bebianno Costa (Fundação CIDE)

Monique Van Sluys (UERJ / Instituto Biomas)

Thomaz Corrêa e Castro da Costa (Embrapa Milho e Sorgo)

PESQUISADORES PARTICIPANTES

Adriano Paglia (Conservação Internacional) Alba Simon (IEF – INEA)

Alexandre Fernandes Bamberg de Araújo (UFRRJ) Alexandre Ferrazoli Camargo (FunBio)

Ana Carolina Corrêa de Sá Távora Maia (CIRJ/FIRJAN) Ana Maria de Godoy Teixeira (AMLD)

André Silva Ilha (IEF – INEA)

Andréa Franco de Oliveira (IEF – INEA) Antonio José Mayhé-Nunes (UFRRJ) Antonio Ramalho Filho (Embrapa) Carla Bernadete Madureira Cruz (UFRJ)

Carlos Alberto Gonçalves da Cruz (Museu Nacional) Carlos Augusto A. de Figueiredo (UNIRIO)

Carlos Bernardo Tavares Bomtempo (PPMA) Carlos Eduardo de Viveiros Grelle (UFRJ)

Carlos Eduardo dos Santos Saraça (Fundação CIDE)

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Claudio Michael Volcker (OADS)

Clinton N. Jenkins (University of Maryland) Cristiana Pompeo de Amaral Mendes (IEF – INEA)

Cyl Farney Catarino de Sá (Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro) Darcilio Fernandes Baptista (FIOCRUZ)

Davor Vrcibradic (UERJ)

Denise Pinheiro da Costa (Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro) Eduardo Soares Álvares da Cruz (FEEMA – INEA, PUC)

Enrico Marone (Instituto BioAtlântica) Erica Pellegrini Caramaschi (UFRJ) Fabiano Salgueiro (UFRRJ) Fabio Rubio Scarano (UFRJ)

Floriano José Godinho de Oliveira (UERJ) Gabriela Egler (Petrobrás)

Gabriela Varela Dias (Petrobrás)

Gustavo Martinelli (Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro) Haroldo Cavalcante de Lima (Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro) Hélio Ricardo da Silva (UFRRJ)

Ilana Rosental Zalmon (UENF) Ione Salomão Rahy (Fundação CIDE)

Ivana Lamas (Conservação Internacional – CEPF) Janira Martins Costa (Museu Nacional)

Jansle Vieira Rocha (UNICAMP) Jean Paul Metzger (USP)

João Batista Dias (FEEMA – INEA) Joel Cristopher Creed (UERJ)

Jorge Eduardo Santos Paes (Petrobrás) Jorge Luiz Nessimian (UFRJ)

José Duarte de Barros Filho (UFRJ) Keith Alger (Conservation International) Kenny Tanizaki-Fonseca (UERJ – UFF) Laís de Carvalho Teixeira Chaves (UFF)

Leandro Freitas (Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro)

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Luiz Paulo Pinto (Conservação Internacional) Mara Cíntia Kiefer (UERJ)

Marcelo Trindade Nascimento (UENF) Marcos A. Raposo (Museu Nacional) Marcus Vinicius Vieira (UFRJ)

Maria Claudia Guimarães Grillo (Petrobrás) Maria Cristina Affonso Lorenzon (UFRRJ) Mário Luiz Gomes Soares (UERJ) Marta de Azevedo Irving (UFRJ) Maurício Brandão Vecchi (UERJ)

Norma Campos Salgado (Museu Nacional) Norma Crud Maciel (FEEMA – INEA) Pablo Rodrigues Gonçalves (INCA)

Paulo Cordeiro (Ornis, Meio Ambiente e Desenvolvimento Ltda.) Raul Sanchez Vicens (UFF)

Renner Luiz Cerqueira Baptista (UFRJ) Ricardo Campos da Paz (UNIRIO) Ricardo Ferreira Monteiro (UFRJ) Roberto Campos Villaça (UFF) Rodrigo Tavares da Rocha (FIRJAN) Rosana Mazzoni (UERJ)

Rozely Ferreira dos Santos (UNICAMP) Silvana Carvalho Thiengo (FIOCRUZ) Sonia Barbosa dos Santos (UERJ) Stuart L. Pimm (Duke University)

Thiago Belote da Silva (Instituto BioAtlântica) Thomaz Wittur (PPMA)

Timothy Peter Moulton (UERJ)

Waldir Rugero Peres (Agência Metropolitana de Transportes Urbanos)

PESSOAL DE APOIO

Angela de Godoy Bergallo (Instituto Biomas) Carla da Costa Siqueira (UERJ)

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Flávia Guimarães Chaves (UERJ) Júlia Lins Luz (UERJ)

Marcelo Bueno de Abreu (Embrapa Solos) Maria Carlota Enrici (UERJ)

Maurício Gomes (UERJ) Nina Attias (UERJ, UNIRIO) Patrícia Almeida Santos (UERJ) Paulo José Alves Rêgo (UERJ)

MEMBROS DA ORGANIZAÇÃO DO BANCO DE DADOS BIÓTICO

Helena de Godoy Bergallo, Maria Alice S. Alves, Carlos Frederico Duarte Rocha, Monique Van Sluys (Coordenação).

Patrícia A. Santos, Diego M. Guedes, Maurício A. Gomes, Carla C. Siqueira, Cristina V.

Ariani, Denise S. Nascimento (Anfíbios e Répteis); Flávia Guimarães Chaves, Maurício Brandão Vecchi, Cristiane Medeiros e Medeiros, Vanessa Cardoso Thomaz (Aves);

Nina Attias, Daniel Santana L. Raíces, Júlia Lins Luz (Mamíferos); Paulo José Alves Rêgo, Maria Carlota Enrici.

MEMBROS DAS EQUIPES ENVOLVIDAS NA COLETA DE DADOS PRIMÁRIOS RELATIVOS AOS INVENTÁRIOS

Carlos Frederico Duarte Rocha, Helena de Godoy Bergallo, Maria Alice S. Alves, Monique Van Sluys (Coordenação).

Anfíbios e Répteis: Angélica F. Fontes, Fabio H. Hatano, Vitor Nelson Borges Jr., Maurício A. Gomes, Thaís K. Ferreira, Lívia G. Oliveira, Mara Cíntia Kiefer, Davor Vrcibradic, Carla C. Siqueira, Vanderlaine A. Menezes, Patrícia A. Santos, Denise S. Nascimento, Luís Gustavo Matos, Pedro Fatorelli, Pablo Goyannes, Marlon A. Santos, Diego M.

Guedes, Cristina V. Ariani, Ricardo Francisco Freitas Filho, Rodrigo V. Marra, Jorge L.

Pontes, Thiago A. Dorigo, Cynthia Graziella A.M. Fernandes, Luis Gustavo A. de Mato, Jorge M.F. Schumacher, Roberta Richard Pinto, Viviane V. de Souza, Aline S. Dias.

Aves: Maurício Brandão Vecchi, Thiago Felipe S. Laurindo, Vanessa C. Tomaz, Flávia G. Chaves, Aline Francisca P. Delarmelina, Victor M. Fernandes, Adriano R. Lagos, Elisângela M. Almeida, Denise M. Nogueira, Christiano P. Silva, Alline Lima Storni Rocha, Raquel V. Marques.

Mamíferos: Carlos Eduardo L. Esbérard, Daniel S.L. Raíces, Nina Attias, Flávia Pessoa, Tássia Jordão-Nogueira, Hermano Gomes Albuquerque, Júlia Lins Luz, Luciana Costa, Thiago Modesto, Glauce Gomes S. Melo, Isadora Cristina Lessa, Natália Ardente, Maria Carlota Enrici, Luíza Santos de Oliveira, Paula Martins Ferreira, Wagner Silva Souza, Adarene Guimarães Motta, Bruno Cascardo Pereira, Juliana Almeida, Mariana Figueiredo Nobre, Anderson Silva Netto, Luciano Rodrigues de Almeida.

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Prefácio Luiz Paulo Pinto e Ivana Lamas _____________________________________19

Apresentação Marilene Ramos e Stuart Pimm ________________________________21

1. Conservação da biodiversidade da Mata Atlântica no Estado do Rio de Janeiro:

uma nova abordagem. Helena de Godoy Bergallo, Mariella Camardelli Uzêda, Elaine Cristina Cardoso Fidalgo, Maria Alice S. Alves, Carlos Frederico Duarte Rocha, Monique Van Sluys, Thomaz Corrêa e Castro da Costa, Marta Bebianno Costa, Marcos Antonio Santos, Antonio Carlos R. Cozzolino e Rachel Saldanha de Alencar ______________________________________________________________25 2. A propósito de uma nova regionalização para o Estado do Rio de Janeiro. Carlos Eduardo dos Santos Saraça, Ione Salomão Rahy, Marcos Antonio Santos, Marta Bebianno Costa, Rachel Saldanha de Alencar e Waldir Rugero Peres _____35 3. Pressão antrópica e as novas dinâmicas na economia fluminense. Marcos Antonio Santos, Carla Bernadete Madureira Cruz, Carlos Eduardo dos Santos Saraça, Floriano José Godinho de Oliveira, Ione Salomão Rahy, Keith Alger, Mariella Camardelli Uzêda, Marta Bebianno Costa e Waldir Rugero Peres _43 4. Dinâmica agropecuária dos municípios do Estado do Rio de Janeiro. Thomaz Corrêa e Castro da Costa e Thiago Augustus de Campos Clemente _______59 5. Vulnerabilidade de sub-bacias hidrográficas do Estado do Rio de Janeiro. Thomaz Corrêa e Castro da Costa, Elaine Cristina Cardoso Fidalgo, Mariella Camardelli Uzêda, Maria José Zaroni, Uebi Jorge Naime e Saulo Pedrinha Guimarães 69 6. O fogo como fator de degradação de ecossistemas de Mata Atlântica no Estado do Rio de Janeiro. Kenny Tanizaki-Fonseca e Cláudio Belmonte de Athayde Bohrer __________________________________________________________________83 7. Distribuição dos remanescentes vegetais no Estado do Rio de Janeiro. Elaine Cristina Cardoso Fidalgo, Mariella Camardelli Uzêda, Helena de Godoy Bergallo, Thomaz Corrêa e Castro da Costa e Marcelo Bueno de Abreu ____________93 8. Diversidade de paisagens no Estado do Rio de Janeiro. Thomaz Corrêa e Castro da Costa, Elaine Cristina Cardoso Fidalgo, Rozely Ferreira dos Santos, Jansle Vieira Rocha, Jean Paul Metzger, Raul Sanchez Vicens, Kenny Tanizaki-Fonseca e Cláudio Belmonte de Athayde Bohrer _________________________________103 9. Análise da distribuição da diversidade da fauna no Estado do Rio de Janeiro.

Carlos Frederico Duarte Rocha, Helena de Godoy Bergallo, Maria Alice S. Alves e Monique Van Sluys __________________________________________________113

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Costa, Júlia Lins Luz, Maria Cristina Affonso Lorenzon, Norma Campos Salgado, Renner Luiz Cerqueira Baptista e Ricardo Ferreira Monteiro _____________129 11. Organismos aquáticos nos sistemas fluviais do Estado do Rio de Janeiro.

Rosana Mazzoni, Carlos Augusto A. de Figueiredo, Maria Carlota Enrici, Darcilio Fernandes Baptista, Erica Pellegrini Caramaschi, Jorge Luiz Nessimian, Ricardo Campos da Paz, Silvana Carvalho Thiengo, Diego Medeiros Guedes e Timothy Peter Moulton ____________________________155 12. Anfíbios nos remanescentes florestais de Mata Atlântica no Estado do Rio de Janeiro. Monique Van Sluys, Carlos Alberto Gonçalves da Cruz, Davor Vrcibradic, Hélio Ricardo da Silva, Maurício de Almeida Gomes e Carlos Frederico Duarte Rocha _________________________________________________________________177 13. Répteis e sua conservação no Estado do Rio de Janeiro. Carlos Frederico Duarte Rocha, Mara Cíntia Kiefer, José Duarte de Barros Filho, Alexandre Fernandes Bamberg de Araújo, Carla Costa Siqueira e Monique Van Sluys _____________185 14. Aves nos remanescentes florestais de Mata Atlântica e ecossistemas associados no Estado do Rio de Janeiro. Maria Alice S. Alves, Maurício Brandão Vecchi, Paulo Cordeiro, Clinton N. Jenkins, Marcos A. Raposo, Flávia Guimarães Chaves e Patrícia Almeida-Santos ______________________________________________195 15. Mamíferos endêmicos e ameaçados do Estado do Rio de Janeiro: diagnóstico e estratégias para a conservação. Helena de Godoy Bergallo, Carlos Eduardo L.

Esbérard, Lena Geise, Carlos Eduardo de Viveiros Grelle, Marcus Vinicius Vieira, Pablo Rodrigues Gonçalves, Adriano Paglia e Nina Attias________________211 16. Conservação da flora do Estado do Rio de Janeiro: até onde a ciência pode ajudar? Fabio Rubio Scarano, Denise Pinheiro da Costa, Leandro Freitas, Haroldo Cavalcante de Lima, Gustavo Martinelli, Marcelo Trindade Nascimento, Cyl Farney Catarino de Sá, Fabiano Salgueiro, Dorothy Sue Dunn de Araujo e Daniel Santana Lorenzo Raíces ________________________________________________________223 17. Ecossistemas marinhos. Enrico Marone, Mário Luiz Gomes Soares, Joel Christopher Creed, Ilana Rosental Zalmon, Roberto Campos Villaça, Laís de Carvalho Teixeira Chaves e Paulo José Alves Rêgo _______________________237 18. Capacidade de resposta visando a conservação da biodiversidade no Estado do Rio de Janeiro. Mariella Camardelli Uzêda, Andréa Franco de Oliveira, Elaine Cristina Cardoso Fidalgo, Thiago Belote da Silva, Edson Santiami, Alexandre Ferrazoli Camargo, Carlos Bernardo Tavares Bomtempo, Claudio Michael Volcker e Cristiana Pompeo do Amaral Mendes _________________________________249 19. Região Industrial do Médio Paraíba. Marcos Antonio Santos, Jean Paul Metzger, Antonio José Mayhé-Nunes, Leandro Freitas, Mara Cíntia Kiefer e André Silva Ilha ___________________________________________________________________267

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Maurício Brandão Vecchi e Thiago Belote da Silva ______________________275 21. Região Serrana de Economia Diversificada. Kenny Tanizaki-Fonseca, Maria Cristina Affonso Lorenzon, Pablo Rodrigues Gonçalves, José Duarte de Barros Filho, Eduardo Soares Álvares Cruz e Ione Salomão Rahy _______________281 22. Região Serrana de Economia Agropecuária. Elaine Cristina Cardoso Fidalgo, Denise Pinheiro da Costa, Carlos Eduardo L. Esbérard, Ricardo Campos da Paz, João Batista Dias e Waldir Rugero Peres ________________________________289 23. Região Agropecuária dos Rios Pomba, Muriaé e Itabapoana. Helena de Godoy Bergallo, Raul Sanchez Vicens, Renner Luiz Cerqueira Baptista, Carlos Bernardo Tavares Bomtempo, Carlos Eduardo dos Santos Saraça, Darcilio Fernandes Baptista, Hélio Ricardo da Silva e Norma Campos Salgado ______________295 24. Região de Petróleo e Gás Natural. Maria Alice S. Alves, Clinton N. Jenkins, Erica Pellegrini Caramaschi, Fabio Rubio Scarano, Floriano José Godinho de Oliveira, Ilana Rosental Zalmon, Ricardo Ferreira Monteiro, Alexandre Ferrazoli Camargo e Stuart L. Pimm _______________________________________________________305 25. Região Turística dos Lagos Fluminenses. Carlos Frederico Duarte Rocha, Thomaz Corrêa e Castro da Costa, Ana Maria de Godoy Teixeira, Carla Bernadete Madureira Cruz, Carlos Augusto A. de Figueiredo, Cláudio Belmonte de Athayde Bohrer, Claudio Michael Volcker, Cyl Farney Catarino de Sá, Laís de Carvalho Teixeira Chaves, Norma Crud Maciel e Roberto Campos Villaça __________315 26. Região Urbano-Industrial. Marta Bebianno Costa, Alba Simon, Alexandre Fernandes Bamberg de Araújo, Cristiana Pompeo do Amaral Mendes, Fabiano Salgueiro, Janira Martins Costa, Mário Luiz Gomes Soares e Timothy Peter Moulton _________________________________________________________329 27. Região Turística da Costa Verde. Monique Van Sluys, Sonia Barbosa dos Santos, Rosana Mazzoni, Silvana Carvalho Thiengo, Rozely Ferreira dos Santos, Joel Christopher Creed, Enrico Marone, Andréa Franco de Oliveira, Marta de Azevedo Irving, Ana Carolina Corrêa de Sá Távora Maia e Rodrigo Tavares da Rocha _________________________________________________________________341

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APA Área de Proteção Ambiental

APARU Área de Proteção Ambiental e Recuperação Urbana

APP Área de Proteção Permanente

AQUILERJ Associação dos Quilombolas do Estado do Rio de Janeiro ARIE Área de Relevante Interesse Ecológico

ATER Assistência Técnica e Extensão Rural

CEMAVE Centro Nacional de Pesquisas para Conservação das Aves Silvestres

CGEN Conselho de Gestão do Patrimônio Genético DER Fundação Departamento de Estradas e Rodagem DSG Diretoria de Serviço Geográfico do Exército

EE Estação Ecológica

EMBRAPA Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária

FAPERJ Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro FECAM Fundo Estadual de Conservação Ambiental e Desenvolvimento

Urbano

FEEMA Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente

FLONA Floresta Nacional

Fundação CIDE Centro de Informações e Dados do Rio de Janeiro

IBAMA Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis

IBGE Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IEF Fundação Instituto Estadual de Florestas

INCRA Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária INMET Instituto Nacional de Meteorologia

ITERJ Instituto de Terras e Cartografia do Estado do RJ

MMA Ministério do Meio Ambiente

MN Monumento Natural

NASA Agência Espacial Americana

ONG Organização Não-Governamental

ONU Organização das Nações Unidas

PARNA Parque Nacional

PE Parque Estadual

PNUD Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento RDS Reserva de Desenvolvimento Sustentável

RE Reserva Ecológica

REBIO Reserva Biológica

REFAU Reserva de Fauna

RESEX Reserva Extrativista REVIS Refúgio de Vida Silvestre

RPPN Reserva Particular do Patrimônio Natural

SEAPPA Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária, Pesca e Abastecimento

SERLA Superintendência Estadual de Rios e Lagoas SNUC Sistema Nacional de Unidades de Conservação SRTM Shuttle Radar Topography Mission

UC Unidade de Conservação

(19)

O planejamento e a priorização para conservação da biodiversidade em diferentes escalas — global, nacional, regional e local — têm sido exaustivamente debatidos e aperfeiçoados. Nos últimos 15 anos houve um grande esforço dos governos e da comunidade conservacionista para traduzir o conhecimento científico em um planejamento criterioso, replicável e capaz de orientar uma política ambiental eficiente, que gere ações de conservação com menor custo para a sociedade.

O avanço é evidente na medida em que disponibiliza ao tomador de decisão informações e análises imprescindíveis para quem enfrenta o grande desafio de estabelecer linhas de ação, projetos e financiamento para a biodiversidade, sobretudo com a carência de recursos humanos e financeiros. As instituições brasileiras reconheceram a importância desse processo e inúmeras iniciativas foram realizadas, como a identificação de áreas prioritárias para conservação nos biomas nacionais coordenada pelo Ministério do Meio Ambiente, no âmbito do Projeto de Conservação e Utilização Sustentável da Diversidade Biológica Brasileira (Probio). Alguns estados refinaram e avançaram nesse processo, proporcionando informações e análises mais apuradas para as ações de conservação regionais e locais.

O projeto Estratégias e ações para a conservação da biodiversidade da Mata Atlântica do Estado do Rio de Janeiro é um exemplo gratificante do grau de maturidade da área ambiental no país. Em uma ampla parceria formada por instituições governamentais, centros de pesquisa, universidades e ONGs ambientalistas, com a contribuição de dezenas de especialistas, obteve-se uma importante avaliação do quadro atual do conhecimento e do status de conservação da biodiversidade em uma das regiões mais estratégicas da Mata Atlântica — o Estado do Rio de Janeiro.

Este projeto é mais uma demonstração de que especialistas, ONGs, empresas e órgãos públicos podem trabalhar em objetivos comuns, trazendo mais eficiência às ações e ao uso dos recursos públicos.

A iniciativa não se ateve a identificar áreas e ações prioritárias para conservação.

Foi feita uma análise do cenário atual e foram recomendadas propostas de conservação e uso da biodiversidade por meio de uma abordagem integrada das dimensões econômica, social, ambiental e político-institucional. Além de analisar a proteção de áreas específicas, buscou-se avaliar a persistência da biodiversidade em longo prazo, considerando a conectividade da paisagem e a dinâmica do uso da terra nas diferentes sub-regiões do estado. O trabalho adquire uma importância ainda maior pela qualidade dos dados apresentados e pelo fato de que os resultados representam o consenso de um grande número de especialistas.

A construção de uma base de dados socioambiental com informações técnico- científicas de qualidade é outro aspecto importante do projeto. Essa base de dados deverá ser atualizada permanentemente, ter acesso público e constituir um importante instrumento para subsidiar ações para o uso e a proteção da biodiversidade no estado. A geração e a sistematização de informações sobre a diversidade biológica são essenciais para fornecer a ligação entre a análise científica e a tomada de decisões sobre a conservação e o uso da terra.

Em síntese, o trabalho realizado representa um avanço substancial para o estabelecimento de estratégias de conservação no Rio de Janeiro. Esperamos que esta publicação torne-se uma ferramenta útil e eficiente para avançarmos ainda mais na proteção da biodiversidade no estado e que promova a melhoria da qualidade e da quantidade de ações do governo e de outros setores. Torcemos também para

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participativa, aumentando as possibilidades rumo à conservação da biodiversidade em longo prazo no Estado do Rio de Janeiro.

Luiz Paulo Pinto Diretor, Programa Mata Atlântica Conservação Internacional Ivana Lamas Gerente, CEPF-Mata Atlântica Conservação Internacional

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O tema da conservação da biodiversidade ocupa um espaço expressivo na agenda ambiental global e na agenda dos desafios impostos aos governos que pretendem de fato gerar políticas que visem à redução da perda de biodiversidade. Trata-se de um tema complexo, inerente a um debate sobre o próprio modelo de desenvolvimento e sobre as práticas democráticas na busca dessa política conservacionista, apontando para questões como o direito à informação, os recursos disponibilizados para a gestão de áreas protegidas, o resgate da pesquisa como base para a gestão pública racional e a participação das comunidades locais nos processo decisórios.

O Brasil é signatário da Convenção sobre a Diversidade Biológica e, por isso, incumbe aos governos, federal e estadual, apoiar ações que venham dotar o próprio governo e a sociedade das informações necessárias para o estabelecimento de prioridades que conduzam a conservação, à utilização sustentável e à repartição dos benefícios.

Um dos maiores desafios para os administradores públicos é transformar decisões políticas em ações concretas, lutando pela ampliação de recursos e aplicando-os de forma eficiente em programas e projetos coerentes. O descompasso entre a conservação da biodiversidade e a pressão diária e cotidiana pelo uso do recurso natural é grande, exigindo respostas rápidas tanto no campo do comando-controle quanto no campo das políticas pró-ativas que precisam ser construídas com a participação da sociedade.

Como se não bastassem tantos desafios, ainda há o maior deles que é o de preservar os processos que geram e mantêm a diversidade biológica em um mundo cada vez mais fragmentado (sob o ponto de vista da fragmentação da paisagem), com processos ecológicos que se dão numa escala que transcende aquela das áreas protegidas. Para alcançá-lo, é necessário uma forte parceria com as instituições de pesquisa no sentido de traduzir o conhecimento científico em conhecimento técnico transformando-o em ações na gestão pública.

A conservação da biodiversidade exige ainda políticas que visem à conexão dos ambientes naturais sem perder de vista a participação dos atores do processo em um contexto mais transparente, democrático e de justiça social, especialmente nos contextos locais. Não podemos esquecer que o município tem um papel fundamental na “reconectividade” da paisagem e na formulação de políticas públicas que minimizem a fragmentação do ambiente. O município é o “local” dos acontecimentos e, portanto, a esfera mais apropriada da ação ambiental e de arranjos democráticos.

É no local que se sente o efeito do “global”.

De um modo geral a gestão da biodiversidade deve permear as ações dos governos Federal, Estadual e Municipal e da sociedade, pois a utilização dos recursos naturais é a base de qualquer atividade produtiva e, desse modo, qualquer estratégia de desenvolvimento terá influência na conservação da diversidade biológica e promoverá modificações na qualidade de vida da população.

Nesse sentido, é com imensa satisfação que apresentamos a publicação Estratégias e Ações para a conservação da biodiversidade da Mata Atlântica do Estado do Rio de Janeiro, que resultou do projeto de mesmo nome coordenado pelo Instituto Biomas, e que reúne diversas entidades de relevante atuação na conservação em nosso estado.

É fundamental que se diga que parte das estratégias e ações apontadas no documento como fundamentais ao processo de conservação da biodiversidade na

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Florestas, e pela atual Diretoria de Biodiversidade e Áreas Protegidas do Instituto Estadual do Ambiente – INEA, que vem envidando esforços para a duplicação das áreas protegidas no território estadual, incentivando, inclusive, a conservação de terras privadas através da instituição das Reservas Particulares do Patrimônio Natural, regulamentando as reservas legais, entre outras ações pontuais. No âmbito da Secretaria de Estado do Ambiente - SEA, a Superintendência de Biodiversidade vem focando sua atuação na criação de um Sistema Estadual de Áreas Protegidas visando fortalecer as categorias de conservação e os instrumentos imprescindíveis para a gestão das mesmas.

Somem-se a esses esforços o escopo do trabalho lançado, que apresenta novas abordagens, buscando a integração das diversas iniciativas em andamento, apresentando a biodiversidade em uma perspectiva integrada e sistêmica. Os indicadores, na análise adotada, classificados segundo o modelo Pressão-Estado- Resposta, desembocam em temas como as formas de ocupação do território, as pressões antrópicas, as dinâmicas da economia fluminense, a dinâmica da agropecuária, a vulnerabilidade das sub-bacias hidrográficas, enfim, uma sorte de questões interrelacionadas, que apontam uma leitura da biodiversidade para muito além dos elementos da fauna e da flora.

Todavia, sabemos que não é possível e nem cabe somente aos órgãos ambientais a implementação de ações “pró-conservação”, Essas exigem integração com outras instituições do próprio governo, com a ordem federativa e com a sociedade civil, para que possa haver uma mudança significativa das políticas de desenvolvimento e, ao mesmo tempo, uma paulatina transformação nas ações e práticas que vão fundamentar a consolidação da conservação da biodiversidade.

A conservação da biodiversidade talvez dependa de um processo comum de amadurecimento, que envolva desde as relações interpessoais até a dinâmica de planejamentos territoriais. E essa tarefa se concretiza também na leitura do texto e em sua interpretação crítica.

Boa leitura!

Marilene Ramos Secretária Estadual do Ambiente/RJ

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23

Helena de Godoy Bergallo Mariella Camardelli Uzêda Elaine Cristina Cardoso Fidalgo Maria Alice S. Alves Carlos Frederico Duarte Rocha Monique Van Sluys Thomaz Corrêa e Castro da Costa Marta Bebianno Costa Marcos Antonio Santos Antonio Carlos R. Cozzolino Rachel Saldanha de Alencar

CAPÍTULO 1

CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE DA MATA ATLÂNTICA NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO:

UMA NOVA ABORDAGEM 1 1 1 1 1

O Rio de Janeiro é, no Brasil, o estado que preserva a maior porcentagem (20,33%) de remanescentes florestais do bioma Mata Atlântica, que perfazem uma área aproximada de 900 000 ha (Fundação SOS Mata Atlântica; INPE, 2002).

Graças à sua elevada biodiversidade e aos endemismos de diversos grupos animais e vegetais (Rocha et al., 2003; Jenkins; Pimm, 2006), destaca- se como território estratégico para a conservação da Mata Atlântica. Devido a esse perfil, diversas áreas fluminenses são consideradas como de

“Extrema Importância Biológica” (Brasil, 2000), sendo por isso merecedoras de investimentos de médio ou curto prazo que se destinem a ações de conservação (Pinto et al., 2006).

A área original de cobertura vegetal do estado foi continuamente reduzida desde o início do processo de colonização do Brasil, e os níveis de remoção de áreas florestadas atingiram seus maiores valores no último século, quando aproximadamente 84% da cobertura original foram extirpados (SOS Mata Atlântica; INPE, 1993).

Tal processo contínuo de remoção da cobertura vegetal e o alto grau de endemismo foram responsáveis pelo grande número de espécies da fauna (187) hoje ameaçadas de extinção ou já extintas no Estado do Rio de Janeiro, número esse inferior apenas ao do Estado do São Paulo (214) (Paglia, 2005). No

entanto, pelo fato de que o Estado do Rio de Janeiro apresenta menor área que o de São Paulo, seu número de espécies ameaçadas por quilômetro quadrado (0,004) é maior que o de qualquer outro estado da União (por exemplo, 0,003 no Espírito Santo, 0,00086 em São Paulo, 0,00025 em Minas Gerais, 0,00029 na Bahia, 0,00099 em Pernambuco, 0,00052 no Paraná e 0,001 em Santa Catarina). Assim, ao se percorrer uma área de 232 km2 do território fluminense (o equivalente a um quadrado com 15,2 km de lado), a expectativa é de encontrar pelo menos uma espécie ameaçada.

23

BERGALLO, H.G.; UZÊDA, M.C.; FIDALGO, E.C.C.; ALVES, M.A.S.; ROCHA, C.F.D.; VAN SLUYS, M.; COSTA, T.C.C.; COSTA, M.B.; SANTOS, M.A.; COZZOLINO, A.C.R. & ALENCAR, R.S. Conservação da biodiversidade da

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O projeto, seus objetivos e estratégias

Com o propósito de contribuir para reverter o quadro de degradação da Mata Atlântica no Estado do Rio de Janeiro, o Instituto Biomas coordenou o projeto Estratégias e ações para a conservação da biodiversidade da Mata Atlântica no Estado do Rio de Janeiro, em parceria com Embrapa Solos, Embrapa Milho e Sorgo, Embrapa Agrobiologia, Fundação Centro de Informações e Dados do Rio de Janeiro (CIDE), Departamento de Ecologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e Instituto BioAtlântica, com financiamento do Fundo de Parcerias para Ecossistemas Críticos (CEPF) / Aliança para a Conservação da Mata Atlântica (Conservação Internacional e SOS Mata Atlântica). Um dos objetivos centrais desse projeto é contribuir para a implementação do Corredor de Biodiversidade da Serra do Mar.

Um corredor de biodiversidade é uma região delimitada, de elevada diversidade biológica, composta de um mosaico de diferentes paisagens, recursos hídricos e usos da terra. Inclui sistemas agroflorestais e agroecológicos, áreas protegidas já existentes e a serem instituídas, reservas particulares que recebem incentivos econômicos compensatórios e/ou áreas para ecoturismo.

Tais corredores devem ser gerenciados de maneira integrada, com o intuito de garantir a sobrevivência de espécies, proteger hábitats e conservar bacias hidrográficas e recursos naturais.

Mais do que formular estratégias para conservação com base apenas em elementos da fauna e flora, é fundamental analisar de maneira ampla a situação atual do Estado do Rio de Janeiro. Segundo Pinto et al. (2006), a principal limitação aos esforços para a conservação da Mata Atlântica é a ausência de integração das iniciativas em andamento, apesar da convergência das linhas de ação das instituições envolvidas. A análise do cenário atual e o encaminhamento de propostas para o futuro devem ser realizados com uma abordagem integrada e sistêmica das dimensões econômica, social, ambiental e político- institucional.

Uma vez que as características sociais, econômicas e ambientais do Estado do Rio de Janeiro, bem como os problemas que o afetam, não estão distribuídas

homogeneamente em seu território, o projeto optou por uma abordagem regional. As estratégias e ações para a conservação da biodiversidade no estado foram elaboradas e propostas de acordo com as especificidades de cada região, de forma a subsidiar com informações e ações as políticas para a conservação, a disseminação das informações e o suporte para o planejamento do uso da terra. A proposição de ações baseia-se em estratégias que visam o fortalecimento do sistema de Unidades de Conservação, a gestão da paisagem, a melhoria da qualidade de vida e a geração de renda, a educação, o aumento da percepção ambiental, o envolvimento da sociedade civil e o fortalecimento da governança local, a ampliação do conhecimento existente sobre o ambiente e seus processos e a efetividade da fiscalização.

Lógica da análise adotada

A análise de estratégias e ações voltadas à conservação da biodiversidade da Mata Atlântica no Estado do Rio de Janeiro envolveu coleta, sistematização e análise de um grande conjunto de dados, abrangendo diversos temas e áreas do conhecimento. A adoção de um método para a análise integrada desses dados, em um processo de síntese e agregação, foi necessária para que se pudes- sem formular estratégias e ações para a conservação que se prestassem a servir de subsídio à tomada de decisões.

O método adotado baseou-se no uso de indicadores, recurso que possibilita reduzir o número de medidas e parâmetros necessários para representar uma situação específica, além de permitir a integração de diversas variá- veis, proporcionando informação de síntese que simplifica o processo de comunicação dos resultados aos usuários (OECD, 1994, 1998; Hammond et al., 1995; Winograd, 1995).

Na análise dos dados, os indicadores foram classificados segundo o modelo Pressão-Estado-Resposta, desenvolvido pela OECD (1994, 1998) para o estudo de indicadores ambientais globais (Figura 1.1). Tal modelo se baseia em um conceito de causalidade: as atividades humanas exercem pressão sobre o ambiente, alterando sua qualidade e a quantidade de recursos naturais, ou seja, alterando seu estado. A sociedade responde a essas mudanças mediante políticas ambientais, econômicas ou setoriais (a resposta da sociedade). Embora esse modelo

(25)

Figura 1.1.

Diagrama esquemático do modelo Pressão-Estado-Resposta para o estudo de indicadores ambientais globais.

possa sugerir uma interação linear entre atividades e ambiente, deve-se considerar que tais relações são complexas. A partir do modelo são especificados três tipos de indicadores ambientais:

• Indicadores da pressão antrópica: Descrevem as pressões das atividades humanas sobre o ambiente, incluindo a quantidade e qualidade dos recursos naturais.

• Indicadores das condições ambientais, ou de estado:

Referem-se à qualidade do ambiente e à qualidade e quantidade dos recursos naturais. Descrevem a situação do ambiente e sua evolução no tempo, mas não a das pressões que incidem sobre ele.

• Indicadores das respostas sociais: Mostram a capacidade de resposta da sociedade às mudanças ambientais, respostas essas que podem estar voltadas à mitigação ou prevenção dos efeitos negativos da ação humana sobre o ambiente, à paralisação ou reversão de danos causados ao meio e à preservação e conservação da natureza e dos recursos naturais.

Com base nesse modelo, coletamos e analisamos dados para a elaboração de informações de síntese, de modo a caracterizar: as pressões das atividades humanas que, exercidas sobre o ambiente, ameaçam a conservação da biodiversidade; o estado do ambiente, considerando o meio físico e biótico; e a capacidade de resposta da sociedade para responder às pressões antrópicas e atuar na conservação da biodiversidade.

Os indicadores foram escolhidos, portanto, de forma a se obter um quadro representativo das condições ambientais, das pressões sobre o ambiente e das respostas da sociedade (Quadro 1.1). Outros critérios adotados na seleção dos indicadores cobriram os seguintes aspectos:

• serem os indicadores espacialmente localizados ou permitirem que sua variação no espaço (neste caso, no Estado do Rio de Janeiro) fosse conhecida;

• serem compostos de dados prontamente disponíveis ou obteníveis a baixo custo;

• poderem ser atualizados periodicamente, com prioridade para as informações coletadas em censos ou outros levantamentos sistemáticos;

• proporcionarem resultados simples e fáceis de interpretar;

• embora aplicados regionalmente, apresentarem potencial de aplicação a todo o bioma Mata Atlântica.

Todos os dados e indicadores foram inseridos em uma base de dados georreferenciados. Para a integração das informações, adotamos como referência a escala 1:250 000. Devido às diversas origens dos dados, a unidade de área que eles representam nem sempre foi a mesma (por exemplo, cidades, remanescentes de vegetação, bacias hidrográficas, locais de registro de espécies endêmicas ou ameaçadas). Os indicadores utilizados para a definição de estratégias e ações foram integrados usando-se como unidade de análise as regiões propostas para o Estado do Rio de Janeiro (ver Capítulo 2).

Resposta da Sociedade (Decisões - Ações) Estado do ambiente e dos

recursos naturais ________________

Ar Água Terra Outros

Agentes econômicos e ambientais

________________

Administrações Moradores Empreendimentos Agentes internacionais Informação

Informação

PRESSÃO ESTADO RESPOSTA

Atividades humanas

______________

Energia Transporte

Indústria Agricultura

Outras

Pressão

Recursos

Respostas da sociedade (Decisões - Ações)

(26)

PRESSÃO

Indicador Descrição Fonte dos dados

Taxa de pobreza Permite identificar municípios que sejam majoritariamente pobres. Consiste no percentual, Instituto Brasileiro de em relação ao total populacional do município, de residentes com renda domiciliar inferior Geografia e Estatística

a meio salário mínimo (vigente em agosto de 2000). (IBGE).

Densidade de pobreza Expressa a concentração espacial de residentes de baixa renda em cada município. Consiste IBGE.

no número absoluto de residentes do município com renda domiciliar inferior a meio salário mínimo (vigente em agosto de 2000) por quilômetro quadrado.

Índice de Permite identificar o nível de desenvolvimento econômico (renda per capita) e o potencial Programa das Nações Desenvolvimento para melhorá-lo (em termos de longevidade e educação). Consiste na média aritmética Unidas para o

Humano municipal simples de três indicadores relacionados: educação, longevidade e renda. Desenvolvimento (PNUD).

Pressão antrópica Expressa vetores de força que implicam a reorganização das atividades antrópicas no Fundação Centro de território. É composto de duas variáveis: taxa líquida de migração (1991-2000) e média das Informações e Dados do Rio

taxas anuais de crescimento do PIB (1998-2004). de Janeiro (Fundação CIDE).

Estoque de áreas para Expressa a proporção do município coberta por remanescentes, vegetação secundária e Fundação CIDE.

conservação e corpos d’água.

preservação

Índice de Resultante da aplicação de uma matriz em que o cruzamento das variáveis PIB/taxa líquida Fundação CIDE.

vulnerabilidade das de migração e estoque de áreas para conservação e preservação classifica os municípios em áreas para conservação cinco grupos, de acordo com uma escala de vulnerabilidade que varia de “extremamente alta”

e preservação frente a “muito baixa”.

à pressão antrópica

Intensidade da Obtido com a integração de 12 indicadores baseados em 17 variáveis do censo agropecuário IBGE.

atividade de 1995-1996 relacionadas à atividade agropecuária. Indicadores utilizados: área de lavoura, agropecuária pastagem, terras agricultáveis em descanso, pessoal ocupado na zona rural, maquinário

(tratores, máquinas para plantio, máquinas para colheita, caminhões e utilitários na atividade rural), bovinos, produção de leite, valor da produção vegetal, valor da produção animal, investimentos e financiamentos na atividade rural e saldo da atividade rural (receitas e despesas).

Dinâmica Expressa a mudança em área colhida das principais culturas temporárias (arroz, cana-de- IBGE.

agrícola açúcar, feijão, mandioca, milho, tomate) e permanentes (banana, café, coco, goiaba, laranja, maracujá) no período de 1995-96 a 2004. Permite avaliar a estabilidade da atividade agrícola por município e a migração das principais culturas.

Dinâmica Expressa a mudança do número de cabeças bovinas no período de 1995-96 a 2005. IBGE.

pecuária Permite avaliar a estabilidade da atividade pecuária bovina por município.

Presença de Apresenta a distribuição dos assentamentos existentes no estado, os quais são Instituto de Nacional de assentamentos representados por círculos de área proporcional à área do assentamento e classificados Colonização e Reforma

segundo a densidade de ocupação. Agrária (INCRA).

Dados complementares Grandes investimentos e projetos previstos para implantação, por região. Fundação CIDE.

Evolução da mancha urbana: expressa geograficamente o aumento da área urbana nos IBGE, Diretoria de Serviço

períodos 1958-1967, 1994 e 2001. Geográfico (DSG), Fundação

CIDE.

Disponibilidade de infra-estrutura: classifica os municípios segundo a infra-estrutura Fundação CIDE.

disponível em 2005 para grandes investimentos.

Identificação de acampamentos e localização aproximada. INCRA.

ESTADO

Indicador Descrição Fonte dos dados

Ameaça e endemismo Atribuído a cada espécie da fauna e flora, levando-se em conta o fato de ser endêmica da Dados primários coletados Mata Atlântica e/ou do Estado do Rio de Janeiro e/ou constar em pelo menos uma das pelo projeto, consulta listas de espécies ameaçadas — do Estado do Rio de Janeiro (Bergallo et al., 2000), nacional durante workshop e dados (Machado et al., 2005) ou global (IUCN, 2007) —, nas categorias, Extinta, Criticamente em secundários obtidos em

Perigo, Em Perigo e Vulnerável. revisão bibliográfica.

Quadro 1.1.

Indicadores utilizados para representar as variáveis do modelo Pressão-Estado-Resposta referentes ao Estado do Rio de Janeiro.

CONTINUA

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