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TÍTULO: DIMENSIONAMENTO DA CAMADA MUSCULAR GLÚTEA EM PEÇAS ANATÔMICAS. TÍTULO:
CATEGORIA: CONCLUÍDO CATEGORIA:
ÁREA: CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E SAÚDE ÁREA:
SUBÁREA: ENFERMAGEM SUBÁREA:
INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE CIDADE DE SÃO PAULO INSTITUIÇÃO:
AUTOR(ES): TATIANA OLIVEIRA DO AMARAL AUTOR(ES):
ORIENTADOR(ES): WANA YEDA PARANHOS ORIENTADOR(ES):
PRÓ-REITORIA ADJUNTA DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO
PROGRAMA INSTITUCIONAL DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA PIBIC 2015/2016
FORMULÁRIO PARA RELATÓRIO FINAL (Estrutura do Trabalho)
ORIENTADOR: Wana Yeda Paranhos
Curso: Enfermagem E-mail: [email protected]
Título do Projeto: Dimensionamento da camada muscular glútea em peças
anatômicas.
Palavras-chave: 1. Ventroglútea 2.Mensuração 3. Glúteos
Bolsista:
Voluntários: Tatiana Oliveira do Amaral
1. Resumo
Introdução: Trata-se de um projeto do tipo guarda-chuva que abriga cinco
pesquisas integradas com a intenção de proporcionar informações que certifiquem que a técnica de administração de medicamentos por via intramuscular (IM) na região ventroglútea (VG) é um procedimento que garante segurança ao paciente e ao profissional que a executa. O título do projeto é “Estudo da Região
Ventroglútea”. Atualmente os profissionais de enfermagem utilizam na prática de assistência à saúde, a aplicação da terapia medicamentosa IM na região dorso glútea (DG) que possui baixa tolerância tecidual além de expor a riscos como lesões necróticas teciduais, contraturas musculares, fibroses e até perdas de movimentos articulares. A região dorso glútea é altamente vascularizada (grandes vasos) e inervada (presença do nervo isquiático), o que aumenta consideravelmente a probabilidade de risco ao paciente. A fim de buscar alternativas que possam minimizar as complicações relacionadas ao uso do músculo glúteo máximo, na aplicação IM, Von Hochstetter (1954) citado por Meneses, Marques (2007) identificou por investigação, que a região VG é: uma área livre de grandes vasos, nervos importantes como o Isquiático e uma adequada direção das fibras musculares. As características descritas ajudam a evitar complicações que envolvam a inervação local. A presença de pouco tecido subcutâneo permite acesso direto à camada muscular (glúteo médio), além disso, é uma via que permite liberdade para ser utilizada em todas as faixas etárias e tem epiderme com menor potencial de carga microbiana, portanto uma área que oferece maior segurança ao paciente. Objetivo: Nesta pesquisa em particular, cujo título “Dimensionamento da Camada Muscular Glútea em Peças Anatômicas”, comparar a mensuração das áreas de demarcação em centímetros para atingir o ventre muscular, proporcionadas pelas propostas de Hochstetter (1954) e Meneses; Marques (2007). Justificativa: Incentivar a escolha da região VG para administração de medicamentos por via IM com a demonstração de faixa mensurável de tecido muscular atingida pela punção através de dois tipos de demarcações. A expectativa é diminuir a resistência por parte dos profissionais de Enfermagem que relatam insegurança na localização do ponto de punção e, portanto na execução da técnica. Metodologia: O estudo é do tipo grupo-controle realizada no laboratório de Anatomia da Universidade Cidade de São Paulo, a partir de uma análise exploratória de 12 peças anatômicas humanas compostas por quadril e coxa, nas quais foram realizadas mensurações com uma fita métrica formando triângulos a partir da técnica de Hochstetter (1954) e de Meneses; Marques (2007). Resultado: Foi possível comparar que das duas técnicas para
punção do músculo, a demarcação de Meneses; Marques (2007) coloca o medicamento no local livre de nervos e vasos importantes em todas as oportunidades e a demarcação proposta por Hochstetter (1954) apresenta variabilidade quanto ao local de depósito. Conclusão: Conclui-se que a técnica do modelo geométrico é a mais segura entre as duas analisadas neste estudo para a punção IM, na prática de administração de medicamentos.
1. Introdução
Atualmente os profissionais de enfermagem utilizam na prática de assistência à saúde, a aplicação da terapia medicamentosa IM na região dorso glútea (DG) que possui baixa tolerância tecidual além de expor a riscos como lesões necróticas teciduais, contraturas musculares, fibroses e até perdas de movimentos articulares. A região dorso glútea é altamente vascularizada (grandes vasos) e inervada (presença do nervo isquiático), o que aumenta consideravelmente a probabilidade de risco ao paciente. A fim de buscar alternativas que possam minimizar as complicações relacionadas ao uso do músculo glúteo máximo, na aplicação IM, Von Hochstetter (1954) citado por Meneses, Marques (2007) identificou por investigação, que a região VG é: uma área livre de grandes vasos, nervos importantes como o Isquiático e uma adequada direção das fibras musculares. As características descritas ajudam a evitar complicações que envolvam a inervação local. A presença de pouco tecido subcutâneo permite acesso direto à camada muscular, além disso, é uma via que permite liberdade para ser utilizada em todas as faixas etárias e tem epiderme com menor potencial de carga microbiana, portanto uma área que oferece maior segurança ao paciente. A introdução de injeção por via IM na área da saúde data de 1880 ainda século XIX. Ao longo do tempo, a técnica foi aperfeiçoada e modernizada pela Enfermagem. As atualizações nos permitiram encontrar o estudo intitulado “Injeção ventro-glútea, uma questão de bom senso”, realizado por Meneses e Marques e Marques, 2007, no qual descrevem os cuidados necessários para se administrar medicamentos por via IM. No mesmo trabalho definem a ordem para escolher o local de administração dos medicamentos com prioridade àquele com
menor risco de eventuais complicações, são eles: VG; DG; face ântero lateral da coxa (FALC) e deltoidea (D). Atualmente a região deltoidea (D) é restrita à aplicação de vacinas, desta forma evitada como via de administração de outros medicamentos. Em 2002, Godoy havia relatado em sua dissertação de mestrado que a aplicação de injetáveis em via IM na região VG, não apresentava histórico de complicações o que fazia supor a hipótese de que esta região é isenta de complicações a ponto de sugerir que essa deve ser a região prioritária nas aplicações por via IM. Como existe grande subnotificação quanto aos casos de complicações por injeções via IM, pois os pacientes geralmente tomam conduta domiciliar ou vão para outros locais que não aqueles onde foram medicados, não há, no Brasil, dados estatísticos que assegurem essa hipótese. A consideração da literatura científica, histórica e anatômica leva a crer que a região VG é a mais segura.
No estudo de Godoy, Nogueira, Mendes (2004), em um hospital escola do interior do Estado de São Paulo, com a equipe de Enfermagem, demonstrou considerável inversão na sequência prioritária: DG (65,62%); D (31,25%); FALC (15,62%) e VG (12,5%), por falta de conhecimentos básicos inerentes à anatomia, critérios para seleção da região mais segura, conhecimentos deficientes para a delimitação da área e o sitio de punção na VG e desconhecimento em relação às complicações relacionadas ao procedimento.
No trabalho de pesquisa sobre a delimitação de uma área útil segura para administração de medicamentos por via IM na região VG objetiva-se possibilitar a escolha desta via com tranquilidade ao profissional de saúde habilitado para o procedimento de administração de medicamentos.
2. Objetivos
Verificar a mensuração das áreas em centímetros proporcionadas nas demarcações realizadas pela proposta de Hoschtetter (1954) e do modelo geométrico, proposto por Meneses, Marques (2007);
Determinar se existem diferenças que podem indicar uma das demarcações como mais segura que a outra.
3. Procedimentos Metodológicos
O estudo é do tipo pesquisa exploratória realizada no laboratório de Anatomia da Universidade Cidade de São Paulo, a partir de uma amostra de conveniência de 12 peças anatômicas humanas compostas por quadril e coxa, nas quais foram realizadas mensurações com uma fita métrica formando triângulos a partir da técnica de Hochstetter (1954) e do modelo geométrico, proposto por Meneses, Marques (2007), com a intenção de delimitar a área útil com segmentos de retas.
A aluna pesquisadora realizou a mensuração e registrou os dados obtidos. Os triângulos foram formados de acordo com os seguintes modelos: para Hochstetter (1954), traçou-se a primeira reta da espinha ilíaca antero superior nomeado ponto A até o ponto B que corresponde a 1/3 da crista ilíaca, a segunda reta do A ao ponto médio entre ele e o trocanter maior nomeado C e a terceira reta B-C; para o modelo geométrico (2007), permanecem pontos A e C iguais, com alteração somente do ponto B que se localiza no tubérculo de crista ilíaca, formando também as três retas A-B, A-C e B-C. Esses dados foram tabulados e analisados estatisticamente.
4. Resultados
Conclui-se que a técnica do modelo geométrico, proposta por Meneses, Marques (2007), é a mais segura, entre as duas analisadas neste estudo para a punção IM, na prática de administração de medicamentos, pois foi a que menos variou sua área, a menor 14,1 cm² e a maior 24,4 cm², uma vez que o seu sítio de punção se relaciona com o tamanho do quadril. Já a técnica de Hochstetter (1954) apresentou uma grande variação em sua área, a menor 15,5 cm² e a maior 36 cm², influenciada pela mão do executador do procedimento, o que nos oferece o risco de alcançarmos pela punção os ramos distais do nervo glúteo superior, cujo qual inerva os músculos glúteo médio e glúteo mínimo na região VG.
5. Discussão
Tabela 1: Área útil (triângulo)
Peça Hochstetter Meneses, Marques 1 33 cm² 22,75 cm² 2 36 cm² 24,4 cm² 3 15,5 cm² 14,1 cm² 4 29,7 cm² 16,8 cm² 5 24,5 cm² 18,6 cm² 6 22 cm² 19,2 cm² 7 31,5 cm² 18 cm² 8 22 cm² 20,3 cm² 9 20,7 cm² 16,8 cm² 10 23 cm² 14,4 cm² 11 18 cm² 16,2 cm² 12 20,35 cm² 14,4 cm² Média 24,7 cm² 18,0 cm² Desvio Padrão 6,4 cm² 3,3 cm²
Foi possível observar que a técnica de demarcação de Hochstetter (1954)
apresentou grande variedade de áreas, das quais a menor foi 15,5 cm2 e a maior
36 cm², com o desvio padrão (DP) de 6,4 cm². Enquanto a demarcação do modelo geométrico teve sua menor área com 14,1 cm² e a maior 24,4 cm², com o DP de 3,3 cm².
A análise dessa mensuração das duas técnicas na região VG permitiu observar uma diferença métrica da área de uma técnica para a outra na maioria das peças, pois a média da área na técnica na Hochstetter (1954) foi 24,7 cm² e no modelo geométrico (2007) foi 18 cm². Foi utilizado para análise da diferença entre as técnicas o teste T-Student (amostras independentes). O Programa estatístico utilizado foi o SPSS 17.0, que apresentou o valor de P=0,004. Para P valor, quando menor que 0,05 indica que houve diferença significativa entre as técnicas.
Apesar das investigações de Hochstetter, em 1954, corroboradas mais tarde por Beraldi e Oliveira (1994), e por Godoy (2002), entre outros, ter nos proporcionado a descoberta da região VG, mais segura do que as outras, DG; FALC; D, para administração de medicamentos por via IM, a demarcação proposta por Meneses, Marques (2007) pode ser ainda mais adequada.
Quando se circunscreve o sítio de punção nesta região através da técnica: modelo geométrico, proposta por Meneses, Marques (2007), optamos por uma prática mais segura.
6. Referências
BARALDI S, OLIVEIRA SL, OLIVEIRA MA. A utilização da região ventroglútea para aplicação da vacina dupla uso adulto. Rev Bras Enferm 1994; 47(3): 314-24.
CASSIANI SHB; RANGEL SM. Complicações locais pós – injeções
intramusculares em adultos: Revisão Bibliográfica. Medicina, Ribeirão Preto, 32: 444-450, out/dez. 1999.
CASTELLANOS BEP. Estudo sobre as regiões para aplicação de injeção por via intramuscular. Rev Esc Enferm USP 1977; 11(3): 261-324.
CENTRO DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA (CVE). Recomendações para a Administração Parenteral de Vacinas do Calendário de Rotina. São Paulo (SP): Centro de Vigilância Sanitária; 2006. (citado 25 jun 2007). Disponível em URL: http://www.cve.saude.sp.gov.br
GODOY S. Educação em serviço por meio de vídeo conferência: aplicação de injetáveis via intramuscular na região ventro-glútea (dissertação). Ribeirão Preto (SP): Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo; 2002.
GODOY, SIMONE; NOGUEIRA, M.S; MENDES, I.A.C. Aplicação de
medicamentos via intramuscular: análise do conhecimento entre profissionais de enfermagem, SP/ 2004.
HORTA WA, TEIXEIRA MS. Injeções parenterais. Rev Esc Enferm USP 1973; 7(1): 46-79.
JUNQUEIRA, ALN. Anatomia Palpatória, Pelve e Membros Inferiores. Guanabara Koogan.
MAINARDES KJ. Administração de medicamentos por via intramuscular - revisando uma prática farmacêutica (monografia). Maringá (PR): Centro de Ensino Superior de Maringá; 2004.
MENESES AS, MARQUES IR. Injeção ventro-glútea, uma questão de bom senso. In: Anais do 14º Seminário Nacional de Pesquisa em Enfermagem. Florianópolis (SC), Brasil; 30 maio - 1 jun; 2007. Florianópolis (SC): ABEn-SC; 2007.
MENESES AS, MARQUES IR, Proposta de um modelo de delimitação geométrica para a injeção ventro-glútea, SP, 2007.
MOORE KL, DALLEY AF. Anatomia orientada para a clínica. 4ª ed. Rio de Janeiro (RJ): Guanabara koogan; 2001.
7. Alterações realizadas em relação ao projeto original
Inicialmente a determinação da dimensão iria ser realizada utilizando a determinação da espessura por meio de espessimetro. Porém, a medida que a revisão de literatura foi consolidada, verificou-se que seria mais adequado para a análise da dimensão a determinação da área útil para técnica VG por meio de fita métrica.
8. Atividades Acadêmicas
XI Encontro de Iniciação Científica e II Encontro de Iniciação à Docência.
9. Parecer final do orientador
O aluno cumpriu todas as tarefas de acordo com o planejamento, tendo realizado o trabalho com dedicação e empenho.
São Paulo, 20 de Junho de 2016.
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