UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS INSTITUTO DE FfSICA
ESPELHAMENTO /.lU L TIDI EL ETR I CC
TliERESINiiA DE JESUS BARRETO SERRA TESE APRESENTADA AO INSTITUTO DE
FfS~CA PARA A OBTENÇÃO DO TfTULO .DE MESTRE E~f CIENCIAS
ORIENTADORA: ZORAIVE P. ARGOELLO
OUTUBRO DE 1972 . •
AGRADECIMENTOS
à p4o6eaa64a Zohaide P4ime4ano AhgUello pela o-hientaçio e amizade.
Ao CNPq, FAPESP e Minlatihio do Plan~jamento eu-joa auxilioa poaaibilitaham a áohmaçio do labo4atÕhio em que ae healizou b t4abalho.
Ao Magni6Ieo Reitoh 04. Zeáehino Vaz e ao P4o6. Rogihia Ciaah de Cehqueiha Leite pela opohtunida~e a6eheeida I
paha o deaenvolvimenta.do t4abalho de Meathado neata Univehaida de.
Ao ah. Rieha4d Landeha pelai thabalhaa heallza -doa no Computadah.
Aó Joai Cahlaa pelo aeu eonatante lneentlva.
A todoa que eonthlbulham na heallzaçio deate tha balho o meu pho6undo 4eeanheelmento.
~ I
N D I C E
-Indr.odução • • o • o • • • • • • • • o o o • o • • • o • o • • • o o • o o • • • • o o o • • o • • • • 1
Parte I
I. a Resumo Teórico 4
Parte I J'
II. a Nontagem Experimental . . . • . . . • 12
II.b Fatores que Influenciam o Processo de Evaporação ... 21
Parte I I I. a I I I , b I I I. c I I L d I I I Proce~imehto Experimental Superffcie Anti-Refletora
Superffcie Semi e Totalmente Refletora . . . .. Espelhos de Proteção . . . .. Parte IV Conc_l usão t\nPndi CP I
....
-.. .. -23 28 28 29 42 Programa de Cor1putador . . . . • . . . 43 Apêndice IIEstudo da posição ideal a ser colocado o substrato sõbre uma placa plana . . . - 45
INTRODUÇJ'iO
Um material comporta-se como um filme fino para uma radiação eletro-magnetica quando em uma direção suas dimensões são da ordem do comprimento de onda dessa radiação.
Tal caracter1stica, em geral associada
a
uma granderelação entre sua superf1cie (S) e espessura {d), faz com que
o material tenha suas propriedades fortemente alteradas,devido
ãs influ~ncias de problemas de superf1cies.
O estudo de tais prripriedades, alem de seu inter~sse
intr1nseco, e de importinci~ fundame~tal para vãrios aspectos
da tecnologia atual.
Ass{m, a compreensão sob o aspecto Õtico (1) do com
portamento de radiações vi s1v.ei s ao encontrarem um filme trans
parente e homog~neo levou i concepção e construção das chama
-das superf1cies anti-refletoras e altamente refletoras. Sem as primeiras seria por exemplo, bastante dificultado o desenvolvi mento de todos os campos onde o microscópio Õtico e ferramenta indispensãvel. As segundas são elementos bãsicos no funciona-mento da maior parte dos Lasers de baixo ganho, hoje em funcio namentü.
O estudo das propriedades eletricas de filmes tem um
papel relevante na micro-eletrõnica atual (2), (3), (4} desde
que, quase tÕda a técnica de circuito integrado inclue a utili .zação de filmes finos.
Podemos citar ainda, ter sido através do estud6 das·
propriedades térmicas de filmes finos, que as variações de tem pera~ura no interior de satélites artificiais foram evitadas.
Estes sendo transisto.rizados exigem t~mperatura priticamente
constante, o que foi conseguido cobrindo-os com um filme de
Al protegido por filmes SiO, Si 2
o
3 {5) .
. Estes são alguns exemplos dos vãrios campos onde fil
mes finos são aplicados e que justificam amplam~nte, a nosso I
ver, seu estudo METODOS DE OBTENÇ1'i0
Os métodos usados para a obtenção de fi~mes podem I
-ser classificados como qufmicos e ffsicos, segundo dependam de uma reaçao qufmica ou de um processo ffsico durante a sua forma çao (6).
Metodos Qufmicos:
Distinguem-se os processos:
a) deposição eletrolftica - os filmes são crescidos
em cãtodos de metal_ sendo o processo baseado
nas leis da eletrÕlise.
b) obtenção de filmes diretamente de ~Dluções pela
reação da ·solução com a superffcie em que vai ser feito o depósito sem a utilização de eletrodos.
c) anodização: usado na formação de filmes óxidos s~
bre superffcies ~etãlicas. Depende da migração I
dos ions de 02 para a superffcie do anodo atra
-ves do meio que em geral ã agua.
d) deposição a partir do vapor: obedecendo as equa -çoes: 1) redução na oxidação: reaçao de oxidação: AB 2 + H2D -> AO + 2HB reaçao de redução: AB 2 + H2 -> A + 2HB 2) decomposição:
AB
->A
+B
3) desproporção:A
+ AB 2 ~ 2AB Metodos Ffsicos:Distinguem-se dois processos: evaporação e Sputtering*
a) evaporação: O material e levado a evaporar por a
quecimento no Vãcuo, condensando-se quando encontra uma superffcie suficientemente fria. Tal su -perffcie e usualmente chamada de substrato.
b) Sputtering - Uma descarga em atmosfera inerte pr~
-voca uma corrente cat6dica entre o material (utiliz~
do como citodo) e o anodo. Este cont~m o substrato a
ser recoberto. Tais filmes em geral são mais puros /
quTmicamente que os obtidos por evaporação, pois
a-qui não hã contaminação pelo maferial da fonte. O presente trabalho se enquadra no estudo e aplica
-çoes das propriedades 6ticas de filmes finos, obtidos pela t~c
nica de evaporação. Visa o cálculo e obtenção de superfícies r~
fletoras e anti-refletoras atrav~s de sistemas de multicamadas.
A introdução da técnica de deposição multidieletrica levou a
r~sultados que oferecem base s6lida para trabalhos posteriores. Procuramos durante sua execução colàborar co1n os demais setores do Instituto de Física, calculando e obtendo experimentalmente aqueles "dispositivos por eles solicitado&.
*Procuramos, na medida do possível, traduzir os termos t~cni
cos empregados, tendo o cuidado para evitar ambig~idades. de
escrever entre parenteses ( ) o termo original.
-PARTE I
As propriedades Õticas de uma superfície sao
altera-das pela deposição de fil~es finos, devido ãs modificações por
eles.introduzidas ã propagação da luz incidente.
Considere-se que s5bre a superfície de um meio S (s! bstrato) qualquer sejam depositados um ou mais filmes formando
assim siste~a simples ou de multicamadas respectivamente. As I
relações entre a intensidade da luz incidente no sistema e a
luz por ele refletida e transmitida conduzem ã. classificação I
de· sua superfície em anti-refletora, refletora ou filtros. O
cãlculo matemãtico siçã·o· de
~rell que
condições
dessas relações ~ possível mediante ã
impo-de contôrno aimpo-dequadas iis equações de nax
-descrevem a propagação da luz nos diversos meios que
compoe o siste~a.
N~ste trabalho sera considerado a propagaçao da luz
atráv~s de meios homog~neos,i~otropos, contínuos e transparentes. Desprezandose efeitos de difusão a equaçao de conserva -ção de energia e: ond~: R + T
=
1 R = refletividade T=
transmissão ( I - 1 )Procuraremos sempre que possível evitar detalhes re-lativos a desenvolvimento matemãticos desde que estes
ser fãcilmente encontrados na bibliografia indicada.
!.a Resumo Teõrico
podem
O cãlculo de dispositiVos_Õticos de multicamadas ba~
seia-se essencial~ente no estabelecimento de condições de
in-terferência entre os feixes de luz refletidos nas diferentes 1
interface~ de uma superposição de filmes transparent~s. Isto e
exemplificado na fig 1.
Nesta figura adotando-se uma representação
geometri-ca i, r e t representam respectivamente o raio de luz
inciden-te, refletido e transmitido pelo filme 2. 1 e 3 são 2 meios se
·mi-infinitos de Índices de refrações n1 e n3 ; d e n são a
-pessura e o Índice de refração do filme.
As condições de interferência positiva ou negativa -tanto par a a 1 u z r e f 1 e ti da c.o mo par a a 1 u z t r a n s mi ti da p e 1 o fi.!_
me são depententes dos Índices dos meios 1 e 3 e da espessura
Q
tica nd do filme, que pode ser controlada durante sua deposição.
E
importante notar aqui que camo n ê função do comprimento de 1onda À da luz incidente os resultados obtidos para _dispositivos
empregando filmes são especfficos para cada valor de À.
Para que as condições de interferência e continuidade das equações de ilaxwell sejam asseguradas,o cálculo desses dis-positivos tem sua complexidade grandemente aumentada com o nüme
rode filme~ considerados sendo, em geral, adotadas
·simplifica-... ..-: ...
I,...OIIUUU.::O •
H.Anders (7) apresenta os resultados obtidos quando I
uma radiação de comprimento de onda À incide num sistema de fil
mes homog~neos. Para incid€ncia normal e meios não absorventes
obtêm-se para duas, três e quatro interfaces (Fig.2, 3, 4) as
seguintes expressoes:
Para duas interfaces
. I ' I I FIG. 2 -ill 2 rl + r2 e 1 R = ( I - 2 ) 1 + r -ill 1r2e 1 - 5
-Para três interfaces: n.e.
1
r3 I I d . I n2 I 2 r2 I I d1 I n1 I r1r
1
no FIG. 3-ill -i (fi + fi2) -i fi 2
r + r2 e 1 + r3 e 1 + r1r2r3 e 2
R = . 1 - ( I
-
3)e-ifi1 -i (fi + fi2) -i fi
1 + r1r2 + r1r3 e 1 + r2r3 e 2
Par a quatro interfaces:
n.e. r4 I d~ ,, n3 r3 d2 n2 r2 d1 n1 r1
I1
no FIG. 4 R "fi2) -i{fi1 +·/:; + fi3)
+ r4 e 2 +
+
-6-2 + 63) e-i ( 61 r2r3r4 (I - 4) -i ( 6 r1r2r4 e 1 + 63) .onde n.e = ni = d. = 1 6. = 1 r i = foi usada indice de indice de espessura 4IT/À n. d. 1 1 a seguinte nomenclatUra: refração do substrato refração do meio i geomftrica do meio i
variação de fase _devido ao caminho o- (I - 5)
tico nidi percorrido pela radiação no meio i n.
1 ~ n.
~1--~--~1
coeficiente de Fresnel nas interfaces ( I - 6 )
ni-1
+
ni dos meios i e i - 1.Da expressão (I-6) vemoi que se ni> ni-l o coeficie~
te de Fresnel fica negativo. Isto f1sicamente significa uma d~
fasagem de n entre a onda refletida·e incidente.
Consideremos o caso de um sistema simples. ~ partir
de (I-2) verifica-se que existem duas condições indeoendentes
~ara zeros de refletividade do sistema:
, ' -~ -
-' 1- "1 - "o••.e. (I - 7)
e para um comprimento de onda À0 tal que a espessura 6tica se
j a : , Ào n1d1 =(2m+ 1) 4 m = 0,1,2,. 2) n1 qualquer e n0 = ni
e para um comprimento de onda Ào tal que a espessura Õtica seja
À o
n1d
1 =m 2 m=l,2, ...
Quando estas condições limites não são obedecidas a·
refletividade calculada segundo ( I - 2 ) variarã tinto com a
espessura 6tici como com o indice de refração do filme deposi-tado.
-.
A Fig. 5 mostra a refletividade de uma supaerficie de
indi c e de refração n,e_ = 1 ,52 no ar (n
0 = 1) em função de n1 d1,
para diversos valores de n1.
Observa-se que:
-
R aumenta par a nl> ",e_ atingindo seus valores máximospara
À o
nldl = (2m + 1 ) m =
o.
1. ..4
-
R diminue para "1 <".e
atingindo valores míni!i;ospa-r a
m=D,l ... - para qualquer valor de n a refletividade nao se alte ra se a caDada for
m=l,2, ...
Queremos salientar no entanto que, embora filmes de e~
pessura (2m+ 1) A
0/4 apresentem para esse valor de com~rimen
to de onda a mesma refletividade, não são equivalentes. A fir. ~mostra a variação da refletividade com o comrrine~to de onda uma vez fixaua.a
sos específicos:
istü e, puru os
c.::-Observe-se a rãpida variação para valores de R corres
.
--pondentes
ã
filmes de espessura 3 A0/4 comparados aqueles de Imesmo Índice e espessuras correspondentes a A
0/4.
Observe-se tamb~m, que não necessãriamente um~ superf!
cie terá sua refletividade diminuída se s6bre ela for deposita
da um fil~e de menor indice de refração. A condição realmente
necessária e suficiente ~ que r
1 e r2 dados por (I-6) sejam de
mesmo sinal. Caso contrário a l"efletividade· aumenta.
Como já foi dito, para sistemas compo~tos por mais d2
dois filmes o cálculo direto de p torna-se bastante complicado ·se se pretender uma so.l ução geral aplicável a uma suscessao de
-R0 lo 36 34 28 24 1 - 2, 20 , .... , , 16 I \ I \ ~ t \ 8 I \ I \ 4
~~~---~~~---~'~--"1-
"2 - 1,52 ' ,.-/' -~-- .,;;r· ·~ ·-...;. · · ·--·-·""="·---> n • 1 , 2 3 1 'AI4 n1 d1 f"IG.5 R0/o 36....
"
32 I 2,4- Ào/4 I'
28 I \ I\
-3Ào/4 24 I \2.4 20 I /\
...,o -
>..o/4 16 /"
\I
I I'
\
12 I I'
\"
8I
/ I'
'-1:2. \o -
3À o /4 / 4 .-·-·-1,2- 3Ào/4 . - ··---1-
Ào/4 450 500 550 600 6 50 700 750mu
f"l~. 6-9-filmes com. espessuras e indices de refração quaisquer (8). A
a-nilise tanto tefirica co~o experimental leva â conclusio que os
mel_hores resultados para se obter superficies altamente reflet~
ras sio encontradas quando se intercala uma superficie de baixo indice de refraçio entre duas de alto indice. sendo a espessura fitica dos filmes Ào/4. Essa sucessio de filmes pode ser caracte rizada pela sequência
n 1 , n 2 , n 1 , n 2 , .•• , nl
Para o sistema perifidico da Fig. 7, onde cada periodo
e formado por dois filmes de espessuras fiticas Ào/4 e indices 1
de refraçio n1 e n2, Gorn e \-!olf (9) 'chega a expressão 0eral p~
ra iJ + 1 per iodos:
FIG. 7 2f.l - 2
(I-8)
Dbviamente a refletividade aumenta com M e com o aumen
to da relação n
1
;n
2.A
tabelaI
mostra valores calculados para diversosN
e·com
-"o
=
1 "1=
2.3 "2=
1. 38".e
=
1. 52 nldl=
n2d2=
Àol4 À o=
6328Â
Esta tabela ê bastante util para o cálculo do numero de perfodos necessários para se atingir uma refletividade prê-d! terminada. N .n t\2N +
o
0,304 1 0,655 3 0,945 5 0,996 7o,
999 TAB. IUma vez determinado o numero de camadas a serem dep~
sitados, a curva de ~efletividade com a variação do comprimento
de onda pode ser calculada. Para tanto propomos o proºrama em I
linguagem Fortran apresentado no apindice I. As curvas obtidas I
foram utilizadas como auxiliares na monitorizacio das espessuras das camadas, uma vez que indicam quais os limites de tolerãncia
possfveis, isto ê, deh~ro de que intervalos a refletividade
man-têm-se prãtica111ente constante com À.
-PARTE II
II.a Montagem Experimental
O trabalho experimental foi realizado com
equlpamen-to Balzers para evaporação modêlo BA 510, constituido por uma 1
câmara de evaporação, sistema de vãcuo, e unidades de monitori-zaçao e contrôle. 1 11 6 I I I I FIG. 8 Câmara de evaporaçao
· De forma cilfndrica tem 505 mm de diâmetro interno e
650 mm de altura. Suas paredes duplas de aço inoxidãvel podem
ser aquecidas para degase e resfriadas durahte o processo de
e-vaporaçao, atrav~s de um sistema de circulação de agua quente I
ou fria.
Como pode ser observado na fig. 8 esta camara cont~m;
-1) Adaptação para dispositivos adicionais.
2) Janelas de vidro duplo - permitem supervisão
ex-terna durante a evaporaçao.
3) Adaptação para fotomultiplicadora para
monitori-zaçao de espessura 5tica do filme por transmissão.
4) Suporte rotat6rio para 7 vidros testef (monitor)
para monitorização que pode ser girado manualmente pelo lado ex terno da camara.
5} Eletrodos suportes para 4 fontes de evaporaçao.
6) Contactos para adaptação de contrôles eletricos
como termopar, feixe de·el~trons, etc.
7) Eletr6do de alumínio para limpeza de superficies
atravis de descarga brilhante.
8) Anteparo (Shutter) - usado para cobrir as fontes
quando .se deseja cortar mecânica e rãpidamente desde o exterior a deposição de material sÕbre os substratos,
9) Dispositivo rotãtorio onde são adaptados os su
-portes dos substratos afim de faVorecer uma maior uniformidade durante a deposição.
lO) Resistência para aquecimento dos substratos.
ll) Suporte da camara de eva~oração. Li~a-se a um mo
to.r hidráulico ao qual se deve o movimento de subida e descida da mesma.
Sistema de vacuo
Como pode ser observado pela figura 9 este sistema I
contém:
l) Bomba mecânica de dois estãoios; sua velocidade I
de bombeamento i 37 m3;h· a 760 torr e 35 m3;h a 1 torr e a pre!
lão minima com ela obtida na câmara i 5.lo- 3torr .
2} Difusora a Õleo de três estágios com te~~o de
a-quecimento de 20 minutos.
r
refrigerada a ã0ua e sua velocidadede bombeamento em função da pressão na câmara
e·
indicada na fig.lO, sendo prãticamente igual a 1800 l/se~. para pressoes inferi
ores a 10-3 torr. .
O sistema de refri0eração, tipo de difusora e veda -çoes (anéis de Viton) limitan1 a pressão minima na câmara ao
-' 9 2
.NVVV\
01 Ql ~ 10 2 10-5 8 FIG. 9to-4
TORR FIG. 10 . 14 -to-3 to-2lor·de 10- 8 torr.
3) Baffle que pode ser refrigerado a água ou a
ni-trogênio líquido.
4) Válvula pneumática operada com contrôle elêtrico .
Permite quando aberta a obt~nção de vácuo primário na câmara
di-retamente da bomba mecânica.
5) Válvula pneumática liga a bomba mecânica diretamen te a difusora.
6) Válvula de ventilação - aberta por uma mola sob a-ção de um camp6 magnético permite a entranda de ar na câmara.
7) Válvula de alto vácuo - atuada pneumáticamente 1
com contrôie elêtrico.
r
aberta apenas com a difusora emnamento quando se deseja na câmara pressões mais baixas torr.
funcio~
que 0,1
8) Pirane- para medidas de vácuo entre 50- 5.10- 3 1
torr.
9) Penning para medidas de vacuo na camara a pres
--3
soes mais baixas que 5.10 torr.
Sistema de Refrigeracão:
A Fig. 11 mostra o sistema de refrigeração onde: 1) Relê de fluxo
2) ~álvul.as solen6ides
3) Entrada de água fria 4) Entrada de água quente 5) Saída de água
6} Entrada de nitrogênio lÍquido 7) Saída de nitrogênio líquido
Nesta· figura:
agua fria para o baffle e difusora.
agua quente ou fria para a camara e válvula de
~
alto vacuo
---·---
nitrogênio líquido para o baffle-/ I I
i
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9
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Unidade de Contrôle ~SP 102
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•
. FIG. 12. Esta unidade contrôl~ autom&tica ou manualmente o I
sistema geral de vicuo, entrada de ar e movimento da cimara de evaporaçio. Permite a adaptação de dois registradores de 100 mV
para contrôle permanente da press~o cujo o valor ~ indicado no
painel frontal.
A Fig. 12 mostra :
1) Contrôle manual de sistema de vacuo
2) Indicador do contrôle automãtico do sistema de I
vacuo; as limpadas se acendem indicando o funcionamento do sis-tema.
3) Indicador de pressao - medidos pelos diversos I
manômetros que são selecionados pela chave 4.
4) Chave.para ligar a unidade quando em sistema
au-tomiti~o e selecionar os man6metros.
5) Seletor do sistema de refrigeração e abertura da
-camara.
Trabalhando automãticamente as vilvulas sao abertas
(fechadas) na seguinte sequência: pressão da cimara at~ 0,1
torra vilvula 4 (Fig. 11) aberta e as vilvulas 5 e 7 fechada~.
Para pressões mais baixas a·vilvula 3 ~ fechada enquanto 5 e 7
são atiertas. Portanto o bom funcionamento do sistema automitico depende de uma calibração correta dos manômetros.
Unidade de contrôle do Sistema de Evaporação BSV 601
Nesta unidade contro.la-se a corrente de evaporaçao.
descarga brilhante_(glow discharge) e a velocidade do sistema I
-rotatõrio. \1/ .·.
, ·:ft:·
6 . 3 2:A·.
·•·
.
.
FIG. 13'
7••••
. .·. 4
1) Amperfmetro- miliamperfmetro para medidas de
cor-rente da evapoiaçio e descarga brilhante.
2) Transformador de voltagem variivel para contrõle I
da corrente· de evaporaçao.
3) Potenciometro para selecionir a corrente da descar ga brilhante.
4) Potenciometro para contrõle da velocidade do supor
te rotatõrio desde zero at~ 26 rpm.
... "' .... *- .-.
I <;:;li I,. C
5) Seletor da fonte de evaporaçio.
6) Seletor da evaporaçio ou descarga brilhante. 7) Seletor do sistema de rotaçio.
Tr~s transformadores de alta corrente fornecem a
cor-necessâria para o a~ueci~ento das fonte~ de eva!)Ot~açao
cionadas pela chave 5. Dessa forma ~ possfvel a evaporaçio
suces-siva de diversos materiais contidos nas referidas fontes sem a
a-_bertur~ da cimara e ionsequente quebra do vicuo. Tais
transforma-dores sio alimentados por voltagem variivel de 110 a 220 V e sua
pot~ncia mixima ~ de 5K~.
A dcscar~a brilhante consiste em se aplicar um alta I
tensio a um eletrodo de alumfnio que emite ions, para limpeza do
substrato (10). A pressio no interior da cimara ~ contrõlada de I
modo·a: manter a corrente de descarga-selecionada. Unfdade de Contrõle SG2
Esta ~ uma fonte de alta corrente usada para aqueci
-menta indireto do substrato. Serve tamb~m como acessõrio ao
equi-pamento de evaporaçio (Fi0. 13) pois pode ser usada para este prQ cesso. Isto possibilita a evaporaçao simultânea de duas fontes u-iilizadas para evaporação simultinea de materiais diferentes como
-1.8-também ligas metálicas (11).
·:0:·
-~
. • 3
~
FIG. 14
1) Amperimetro (máximo 15A)
2) Seletor para evaporaçâo ou aqueci~ento
3) Contrôle do transformador de alta corrente
Uni da de de Contrôl e GSi1 201
r
u;ada para contrôle da esgessura Ôtica dos filmesevaporados. O funcionamento desse equi~amento baseia-se no
efei-to de interferência sofrido pela luz ao ser reflet1da pelas duas superficies do filme. Seu uso é limitado a filmes transoarentes
e de ~spessuras da ordem do comprimento de onda da luz incidente.
Um feixe de luz modulada (80Hz) (1) entra na câc~ara
atrav~s de u;na janela de vidro. Atingindo o vidro teste (2) co1~
cado no alto da câ~ara, a luz por este refletida ou transmitida
e_detetada por uma fotomultiplicadora (3) apôs ter sido filtradà
(5). Assim, sômeht~ luz monocromática atinge o detetor. Sua
res-posta é indicada no painel dQ instrumento de contrôle (4) onde I
os máximos ou minimos de intensidade corres~ondem a esoessuras I
de filmes da ordem de mGltiplo? inteiros de Aol4 , sendo Ao o
comprimento de onda da luz incidente.
Esta mesma unidade controla o movimento do anteparo
(~hutter) que interpondo-se entre a fonte de evaporação e o sub!
trato interrompe imediatamente a deposição do material sôbre o
mesmo quando a espessura do filme no vidro teste atinge o valor
desejado.
A fotomultiplicadora utilizada é do tiro XP - 1080 I
sendo sensível entre 300 e 660 m)J.
Neste rrocesso o alinl1amento do sistema é de grande imrortincia e deve ser cuidadosamente verificado antes da
-fiG. 15
raçao. Uma s~rie de ajustes ~ feita de maneira a se obter a luz
refletida pelo vidro teste incidindo sôbre o fotocãtodo da fotp multiplicadora.
No painel central encontramos ainda os elementos: su
pressao de zero (3), sensibilidade (G) e ajuste fino ·p) cor1 o
auxilio dos quais um refina1nento na leitura pode ser obtido. Todos estes dispositivos sio controlados manualmente
e dois registradores de 100 c 10 mV podem ser adaptados ao
con-junto.
-Il.b ·Fatores gue.influenciam o Processo de Evaporacio
Como ji foi dito anteriormente, o processo utilizado
para .a deposição de filmes finos s~bre substratos de vidro foi e
vaporaçao a vicuo. Os resultados assim obtidos são fortementes a fetados por um grande numero de variiveis dentro as quais pode -mos citar:
1) Pressão do gas residual
2) Natureza e condição da superfície do substrato
3) Razio de deposição
4) Condições do material a ser depositado
·s) Fonte~ de evaporação
6) Geometria de monitorização
7) Tratamento do filme apôs a evaporaçao
Estas variiveis tem que ser mantidas sob contrôle I
sempre que resulta dos reprodutivos são desejados.
A pressão do gãs residual influe na oureza dos fi1
-mes depositados. Segundo a teoria cinêtica dos gases (12) o nGm!
ro
N
de molêculas de um gis a pressãoP
e temperatura absoluta T~tingindo uma irea unitãria de uma superfície plana na unidade I
N
=
p(2rr mkt) 112
onde k
=
constante de Boltzmannm
=
massa atômica do gas residualSe essa razão não e pequena em relação a razao de de
posição do material evaporado, a interação com o gis residual I
não pode ser despresada. TaL interação deve- se tanto a variaç~o
do.caminho livre mêdio do itomo evaporado, o qual aumenta com a.
diminuição de pressão, quanto as reações químicas entre os ãto mos da substância evaporada e da atmosfera residual. Experimen
-talmente para ZnS e l~gF
2
essa reação ê notada pela invari~vel Iqueda de pressão no inÍcio da evaporação devido a açio adsorven-te (gatadsorven-ter) desses maadsorven-teriais.
Tanto a natureza comb as condições de superfície do substrato influenciam a uniformidade e homogeneidade do filme.
-Por exemplo, no caso de substratos monocristalinos existe a pos-sibilidade de que o material evaporado se condense na mesma
ori-entação (13).
O polimento e limpeza das superffcies (14) influenc!
am· a uniformidade, ader~ncia e refletividade dos fi.lme~ como
p6-de ser observado nas diferentes respostas a uma excitação lumin~
sa. Ao se depositarem os filmes acompanham as irregularidades da
superffcie e, para substratos não polidos obtem-se diferentes 1
espessuras 5ticas locais com conseqUente perda de uniformidade.
A ader~ncia alem de ser influenciada ~or condições 1
de limpeza depende tambem da temperatura do substrato (15) .. A me
diaa desta temperatura constitui delicado problema de carãter ex perimental devido as variações de temperatura durante o processo
de evaporação e a dificuldade de se fazer a medida no ponto em
que se encontra o substrato.
A escolha do5 botes de evaporaçao e feita segundo o
critério de que o material que as constitue não reaja na temper!
tura de evaporação com aquele a ser evaporado. A razão de
depo-sição e contr6lada pela temperatura da fonte.
Distâncias fonte-substra~o. fonte-monitor, geometria
da fonte e do suporte onde são depositados os v1dros àeterminctJ!I
o que chamamos geometria de monitorização do sistema. Durante a
evaporação o resultado apresentado pelo monitor fornece apenas I
uma medida relativa da e5pessura do filme. Como consequincia to~
na-se indispensavel o conheciment"o à priori, da provável
respos-ta do substrato. Os seguintes fatores precisam ser determinados:
1) Relação entre a. espessura do filme depositado no
monitor e no substrato.
2) :Determinação das regiões de uniformidade, isto e,
das posições onde se obtem filmes de mesma espessura.
Te~rican1ente e possfvel calcular qual a posição me
-dia (desde que o suporte e girat~rio) onde o filme depositado no
substrato tem a mesma espessura que o do vidro teste. Este trata mento e exemplificado .no apê!Ídi c e I I para uma placa plana e fon-te de evaporação pontual, envolvendo mesmo com essas simplifica-ções inevitáveis. iificuldades. Sendo assim, obtamos por determi-nar experimentalmente os dois fatores acima citados.
-PARTE I I I
III.a Procedimento Experimental
O trabalho experim~ntal teve como objetivos:
1)
A
instalação e calibração do equipamento descrito2)
A
introdução no Brasil das técnicas tanto decál-culo como experimentais de dipositivos õticos multicamadas .
3) A comprovação das duas primeiras etapas através I
da construção de superficies· antirefletoras, espelhos para di
-versos lasers e óculos de proteção· para a linha 1060 m~ do ~eo
-dimio.- Como substrato foi utilizado vidro po,lido (n = 1 ,52) e em
·base ãs considerações feitas na parte I, ZnS ( n
=
2,30) como material de-alto indice e MgF2 ( n
=
1,34 ) e ~a3
AlF6
(n=
1 ,30) Icomo materiais de baixo indice.
Características da Evaporação do ZnS
O ZnS sublima a temperatura da ordem de ll00°c,tendo
E
um semicondutor do tipo II-VI que sa decompõedu-rante a evaporação tornando a se compor sÕbre o substrato. Ao 1
tornar a se compor pode apresentar ron1pi[1ento de estequiometria
tanto mais sensfvel quanto maior a te~,eratura do substrato.
Co-mo consequência teCo-mos a absorção de luz pelo filme pronunciada
-mente no infra-vermelho devido ao excesso de um de seus compone.!:!_
tes. Esse efeito aumenta com
6
aumento da velocidade deevapora-ção porem, uma deposição lenta leva a perda de propriedades I
mecãnicas de aderência e durabilid~de. Uma solução de compromi~
so deve ser adotada. Encontr~mos que uma velocidade de 600ftlmin.
em ~ubstratos a temperatura ambiente leva a filmes tanto rcsis
-tentes qua~to dur5veis. Note-se que na literatura (16)
encontra-mos valores mais baixos para tal velocidade. Acreditaencontra-mos que su-bstratos a temperatura de ate 90°C apresentam tambem resultados satisfatórios.
Observamos que as propriedades de aderência e
resis-t~ncia a umidade aumentam se os filmes são submetidos a trata
-menta tern1ico após a evapora~ão. Tal tratamento consiste em
-t~-los a temperatura de 150°C em estufa por periodo nao inferior a duas horas.
Quando aquecido em presença de vapor de igua deco~põ~
se er.1 ZnO e H
2S.
Se
houver ãgua adsorvi da no material al en da decomposição, hã o inconveniente de que com o aumento brusco da I
temperatura o vapor de ãgua se espanda projetan~o o material
pa-ra fopa-ra da balsa. Isto e evitado aquecendo-se a fonte lentanente ou recobrindoa com pequenos pedaços de quartzo. flectidas de ab
-sorção não mostrara~ nenhuma contaminação sensfvel nos filmes a~
sim obtidos. Se o material for bem pufo (9~,9%) e seco a evapór~
ção com fonte aberta se torna menos problemitica. A exist~ncia I
d~ vapor de ãgua leva a filmes absorventes, higroscÕpio de aspe~
to leitoso e pouco aderentes. ·
Procuramos tambem observar a estrutura cristalina dos
filmes para o que contamos com a colaboração do laboratório ~aio
X deste Instituto. Determinou~se (17) (18) que os filmes ter~
es-trutura de mosãico formado por cristais hexagonais cbn eixo c I
normal a superficie de evaporação. Esta estrutura revelou-se pa-ra filmes de espessupa-ras de Al4 ate 7AI4.
Caracter1stica da Evaporaçctu do :iqF 2.
MgF
2 foi evaporado : partir de uma balsa de Ta a cer~
ca de 1400°C.
A
~azão de 700 Almin foi utilizada com bons resultados tanto para propriedades mecânicas como para prorriedades o ticas.
Uma das impurezas çomuns em f:gF
2 e o !1gC1 2 sol uvel em
agua e que evapora a temperatura mais baixa. Mesmo alguns traços do cloreto provocam a formação de uma pelicula deste entre o
su-bstrato e o filme de !!gF
2. Em presença de atnosfera· umida ou me~
mo ãgua adsorvida no substrato, essa pelicula se dissolve soltan do o filme. A presença de ãgua faz com que os mesmos cuidados to mados com o ZnS sejam necessãrios.
{\fim de que llgF
2 ·apresente boas rronriedades de ade
-r~ncia e durabilidade o substrato deve ser ~1antido a temperatura
o
-elevada (300 C) durante a evaporaçao. Se a evanoraçao se
proces-sar a temperatura ambiente um tratamento ter1nico ~ posteriori e
·necessãrio.
-Caracteristica da Evaporação de Na3AlF 6
Este material evapora a partir de balsa de Mo a I
Embora tenha Tndic~ de refração menor que o do MgF
2
e pouco indicado para sistema·s multicamadas por ser muito higro~
cõpico.
Condições de Vãcuo
A experiência nos levou a estabelecer a seguinte rotl
na
de
trabalho:1) Fazer vicuo na camara at~ a ~ressão 2xlo- 6 torr.Sl ·
multâneamente aquecer a campânula por circulação de ãgua a 70° C
2) Fazer a de~carga bri~hante i pressão de 0,05 torr
durante 15 mi n.
3) Deixar a pressão na câmara atingir o valor mais I
baixo possTvel ( mãx. l0- 6 torr)
ante~
de iniciar a evaporaçao.Desta forma a pressão de evaporação ~ atingida rãpid~
mente apos a descarga brilhante pois, anteriormente a esta, a ca mara oassou por um processo de degase.
Antes de se iniciar a evaporação a campânula deve I
ser refrigerada com ãgua fria o que diminui o degase de impure -zas adsorvidas por sua superf1cie.
Limpeza
Esta ~ uma etapa bastante cr1tica do processo pois a
deposição de filmes revela vestigios de gordura ou sujeira sob
a forma de manchas perfeitamente vis1veis.
Produtos comerciais, por exemplo 11quidos Balzers 1 e
2, foram utilizados para esse processo. Resultados análogos se 6
bt~m utilizando-se ultra-som com uma solução de ãgua -destilada e detergente seguido de ãgua destilada e alcÕol puro. Os substra -tos são então secos em uma estufa e polidos com cambraia imedia-tamente antes de serem colocados na câmara de evaporação.
t~oni to ri zacão
-I
éb
PLAtlAI.
OCTO Oi'IALESF RICA
F~G.
lG 26-Placas suportes indicadas na fig. 16 foram
utiliza-das. Os n~meros 1, 2, 3 e 4 indicam as posições ocupadas pelo 1
substratos.
A placa plana mostrou-se inadequada por apresentar regiões de uniformidade de apenas 2 cm. Regiões maiores são con
-·seguidas para as outras duai placas desde que a a velocidade de
rotação seja maior que 21 rpm e as fontes de evaporação sejam 1
mantidas a 13 cm do eixo central da cimara.
Tanto a tecnica de monitorização por interferência como as demais tem o inconveniente de serem feitas
indiretamen-te. _A calibração em espess~ra e feita depositando-se s5bre o v1
dro teste (monitor) uma camada de espessura 5tica Al4 e medind~
se no· espectrofotõmetro a que valor de comprir1ento de onda
cor-responde a espessura Õti ca do fi 1 me sÕbre o subs.trato.
ESS? calibração se torna necessária para cada geome tria e diferentes comprimentos de onda selecionados.
Filmes depositados sÕbre o vidro teste tem espessu-ras 5ticas menores que a daqueles sôbre o substrato desde que , a distincia media substratofonte ê menor que a da fontemoni
-tor. Este fator distância media e bastante critico. A fi9. 17 e
a curva d! tren5~i••~n de dnis substratos com uma diferença em
altura de 1 cm e fontes de evaporaçao a 4 cm do eixo central da
camara. Resultados
As curvas de reflexão e transmissão a seguir apre -sentadas fbram medidas com espectrofotõmetro Beckman mod. DK-2A e a monitorização da espessura Õtica das camadas foi feita com
o auxilio do monitor Balzers G~M~202 (fig. 15) acoplado a um r~
gistrador Rikadenki.
As medidas feitas no espectrofot5metro tem con1o re~
ferência ~ refletividade do Õxido de magnesio, que~ prâticame~
te constante em todo espectro.
A ~ig. 13 ilustra a monitorização feita com o auxi,
lio do registrador para depÓsitos de À/4 (À= 519 m~) de ZnS e
11gF
2. A velocid~de do registrador
ê
de 40 mmln1in.-III.b SuperfTcie Antj-Refletora
Um exemplo de superfTcie anti-refletora ê
ilustra-la na fig. 19. Essa superfTcie foi obtida a partir da
evapora-ção ~e Na
3AlF6 s5bre substrato polido na posição 1 da placa e!
firica. Essa superfTcie foi usada como janela de um laser de I
corante Rhodamina 6G (A = 589,3 m~) para pesquisa de Na+ e I
Na0 na atmosfera a altura de 90 km, realizada pelo INPE em Sio
Josi dos Campos.
Nessa figura a curva 1 indica o zero do aparelho;
a ·curva 2 ê a refletividade da superfTcie sem filme. Note-se I
que 8% de refletividade i devido ãs duas faces polidas.
Final-menti a·curva 3 i a obtida ap6s o dep6sit~ do filme em uma das
faces. Observe-se a reflexão de 4% devido ã face sem depÕsito.
III.c Suoerficie Semi e Totalmente ~efletora
A fig. 20 mostra uma superficie semi-refletora· I
(R= 39%) obtida pela deposição de ZnS. O filtro utilizado
pa-ra monitorização foi de 479 m~ e a posição 1 da placa octoso
--nal foi cscc1!~ida. Foi +., ... ~-.;:;,...., .,+..;,1.; .,....,...,!.., ... -,, .. _, , ... ,..,. ... ...!'"" .- .... ~ ...
"''-"t!•U'-I.o I,A '-'o I I L..U'-'U : J U I U Ul·l I U.:>'-1 '-!,.;; \ , . V I U I !
te Rhodamina 6G, B, C. Para o mesmo laser foram obtidas
super-ficies com 70% e 99,8% de refletividade (A = 589,3 mu). Seus I
resultados não são flustrados mas jã foram testados com êxito.
Os resultados mostrados nas fig. 21, 22 ,. 23 e 24
·for a m o b ti dos c o~~~ o s u b s trato na p os i ç"ã o 2 da p 1
a
c a o c to <J o na 1 •São dep6sitos de ZnS e MgF2 com diferentes n~neros de camadas.
Serão utilizados como espelhos para um laser de rubi (A =689,3
m~) em construção nesse Instituto.
A fig. 21 mostra a ~~fletividade d~ 44% obtida
pe-la deposição alternada de duas camadas sendo a primeira de I
MgF
2 e a segunda de ZnS. O filtro usado para monitorização foi
o de 578
nlu.
A fig. 22 mostra a refletividade de 49%. O filtro
usado foi o de 551 mu, e 4 camadas foram depositadas sendo a
primeira delas de alto indice.
11 fig. 23 mostra uma refletividade de 70~~- O filtro
utilizado foi o de 616 mu e fo~ obtido pela deposição de 3
ca-madas de Al4 completas de ZnS e MgF 2 seguidas de uma camada 1
-de menor espessura,-de MgF
2 para abaixar de 2% a refletividade do
sistema.
A fig. 24 mostra uma refletividade maior que 99%
o-btida pela deposiçio de 17 camadas. O filtro usado para monitor!
zaçao foi de 519 m~. Nesta figura a curva continua i obtida quan
do se uti 1 i za um detetor de .PbS, a descontinua quando se uti 1 i za
fotomultiplicadora.
A
diferença apresentada i devido a pouca sensibilidade dos detetores nessa regiio.
A fig. 25 mostra uma refletividade maior que 99%
P!
ra À
=
632,8 m~. Este espelho foi obtido pela deposiçio de 15C!
madas sôbre o substrato na. posiÇio 2 da placa octogonal. O fil
-tro ·502 m~ foi utilizado.
r
um espelho nio totalmente refletor Ipara? laser de He-~e. Sua eficiência foi ~omprovada com a cola~
boraçio do Prof. A.L.Zimmerman. do Departamento de Fisica da
Es-cola de.Engenharia de Sio Carlos.
Como podemos observa~. pelas figuras 24 e 25 a refl~
tividade dos espelhos i maior que a da referincia do espe~trofo
t8metro. Isto porque a refletividad~ do MgO varia com a maneira
que i depositado e com o tempo (19). Se considerarmos a refleti-vidade do espelho 99,9% como padrio obtemos 94% de refletirefleti-vidade
para o MgO. Com essa refer~ncia obtemos para o espelho da fig.23
- , __ .r:,_"".: .. .:...l .... , l - ...J- .--rct ... ,.,..;.. ... J,... "'U.-. ,...,...,c~r""" ,.,.,r.,,., .... :;,C,," +c;.;-a l t t l t : : t . . I V I U U U C UC V V f O ) I C . : > U i l . . U U U Y C \..VIl V UU \,UIHU .._.UI U I V \ , . V
rico para o qual R
=
66,017%.Note-se tambim que devido ao ruido normal do espec-trofotômetro variações de 0,5% nio sio avaliadas o que torna im-.possivel um valor exato para refletividade dentro deste 1imite.
III.d Espelho de Proteçio
Depôsitos de ZnS e MgF2 (15 camadas) foram feitos I
sôbre lentes de ôculos par~ refletir a linha 1060 m~ do lase~ I
de Neod~mio que pode provocar queima de retina.
A fig. 26 ilustra a sua refletividade. A monitoriza çio para o infravermelho foi feita com a fotomultiplicadora mod.
XP 1080 e filtro de 423 m~. A posiçio utilizada foi a 2 da placa
octogonal e a espessura das camadas foi Ãl2.
Como esses ôculos sio muito manuseados o depôsito e
protegido colocando-se sôbre el~ outra lente antes de monti-lo I
nos aros.
-A Fig. 27- faz uma comparaçao entre o resultado
o-btido te5ricamente e o resultado experimental para À
=
632,8m~ e considerando-se a refletividade do :lgO como 94%. A curva I
continua ~a experimental obtida pela deposiçib de 15 camadas 1
para À
= 632,8
m~. A curva descontfnua ~ a ~presentada pelo cilculo teórico.
A Fig. 28 mostra o aparecimento de picos espGrios
de transmissio devido a superffcie irregular do substrato, em
comparaçao com a de outro espelho simult~neamente obtido.
-!ndice das Figuras
Fig.l7 - Comparação entre as respostas dadas por dois espelhos simultineamente obtidos e com diferença em altura em
relação i fonte de 1 cm. A curva .continua ~ a
respos-ta do mais afasrespos-tado da fonte ... 32.
Fig.l8 - Monitorização feita com o registrador para camadas de
l/4 de ZnS e MgF2 •...•..•...•••. 31
Fig.l9 ~ Superficie anti-refletora. Onde
1
-
zero do espelho2
-
superficies sem depósito3
-
depósito anti-refletor em apenasfig.20
-
Superficie semi-refletora (R = 39~1,)Fig.21
-
Superficie semi-refletora (R = 44%)Fig.22
-
Superficie semi -refl e tora (R = 49%)Fig.23
-
Superfi c i e semi-refletora (R = 70%)uma para par a para para superficie.32 À
=
589,3 nl)J. ••..•... 3 3 A=
689,3 m)J. •••••••• 3 4 À = 689,3 nl)J. ... 3,5 À = 689,3 m)J. ..•... 3 6Fig.24- Superficie refletora para À= 689,3 nl)J . . . 37
Fig.2S puru À
=
632,8 "" '" 1-" • • • • • • • o • • • • o • ~ ~ <H . Fig.26 - Superficie refletora=
1060 mJJ)usada para óculos de proteção (À=
••••••..•••... 3 9
Fig.27 - Compa~açio entre o resultado experimental (cur~a contf
nua) e teóric6 para À= 632,8 m)J . . . 40
Fig.28 - Resposta em transmissão de um esp~lho sõbre substrato
com defeito (curva ~ontinua) em comparação i outro
si-multineamente obtido . . . 41
-T(%1
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00 o o <jJ o lO r--o o ,.._ o .I() U) ~ (\j c:i L&..PARTE IV
Em vista do bom funcionamento dos dispositivos I
obtidos consideramos nosso trabalho bem sucedido, Os res~ltados
podem, contudo, ser melhorados fazendo-se estudo de
espalhamen-to e medidas de aderência com a variação dos diversos parâme- I
tros.
O uso da evaporaçao por graos ou canhão de ele -trons {eletron-beam) que serão brevemente instalados no labora-tório, abre a possibilidade de se evaporar Ti0
2 e Ceo2 que
for-mam filmes mais duros e resistentes,.alêm de outros materiais I
cujos pontos de fusão são bastante altos. Isto permite um maior n~mero de combjnações de Índice de refração e menor perigo de contaminação.
A obtenção das· superfícies alta mente refl e toras
permite o desenvolvimento da têcnica de construção· de filtros I
monocromãticos pelo processo .de multicamadas. Esse trabalho jã, se encontra em andamento no laboratório de Filmes Finos e envol
ve a evaporação de vinte ou mais camadas alternadas de
mate-riais de ~lto e baixo índices. Isso torna o processo de monitoT
rização bastante crítico pois apenas sete vidros sao disponi• I
veis .
Evaporação de Al e Ag tambêm foram realizadas so bre superfícies de vidro e metal com bons resultados em aderên-cia e refletividade.
-·Apêndice I Programa de Computador 1/ f[)'\ *L I s T ~; J LH c!' t) :-~ J -~ K i\ ...
*
I n C S I C \c{ lJ, l '• ~_li''\ 1 ~r •: { , ~( ~ Y 'I :J •\ '\ IJ , f Y <·' ,-, W ,q I 1 l"-c , f> L J T T F R , O I S K l *t.li'>JF ~~'iK1l I i T ~- ~" -{S ~ I'Héc·,::-< Y I l t lI 1\iTFl_;í ;~ P::\JT, '-Sfi=.~ ,t\--,!.>."!L u .'J. T ·, r r.-! f , i\ ~) r:::: ·..:. ' !, < .\ i: I • • • ' ' ,:-: • ' • • I ll I '·\ :: 'S I ~~ li •\ ; I ? •, I , P ( , ·, I , ,; I i ~ l , i 1 t L ( ? ':> l , {i<. I 2 5 I , ''- I ( i 5 l L :í 4 4 1t J P;:: l , -.!. ~ [_ Ali( ; ' , l li } '.i , ,\ .,, -.: \ , :~ ~' I l , ; P , t\ .J 10 f;)I{~~T(l2,F6.:~,!-(,.?,t·~,F/.31 '•I I=·!+ 1 R f A[; I ;> , ;- '' I -~L f' ! , :· :4 [ X I , '• U •'• 20 F~R~~T(~r-4.t.l L'·_: ? 1 I = l , . I , ;' _ 21 1\'I(II=~LLI U L' (.., 1 l := 2 , J , 2 ' 2 3 A H I l = i :\I J.' A'II'\II l==u· Ul 34 J=l, I 34 IJ(Jl='<U4. t,=(·\' \1-\'-'I d/Fi_'l\TI'J:'l 'C='..\.1': . v v=,,. DC: 111 V=l, •' R (lI= ( l . - ·, ·, ( l I I I I 1 .• +- , I 1. J I Jr('JI-2l tJ-_:;,,1:~-(;,;''1, lU& l · ' ' l l J=,·, '[ ,( I I I = ( .\ : I I - l l - ' : I l I I I ( : , ( f - I I + ·• I ( I I I lK=J-l 1 J I, t L I I r\ I = I 4 • '·' I • l 4 1 ':• I •: I <• '_· ( r •, l lU? K=\if-1 V'-'=•<lr.l+·.(<+ll<•,;-·sii·'~L(> I IVI=-\(,,+ I l''ol ·I •Lf,,J J
íJ....: = • .. + ··. i :' i .; ... i -; ._ I -:- ,.. -.c \ ' -L í 1'- i u I =- , 1 "· 1 ,,, , r ,_ + ' 1 ,_ c; r r '. • L r ·• 1 1 r)[_:\:-= L·-~;;,_~" -:: + :~ ( "~ -:' / v·-::-~::: 1tr: ,:~~-_; ... ~ + '! 1 ::',:·: 1 V\I=VI•I•t :Z-V ;•1•: I "·'' ( l J =I: • /i._·, :-\ I ( 1 I =V. d I ·J · 'I JF ( .1-!1 7l.:. 7 L , 7' > () 'J. -r 2 ;_) J ::: t t 'l JF(~-JIIl?,ll ,71ti K= j-.J 713 7'-tl V :Z = >< I K ) + ·' ·-' I J ) ' ~ , c, ( " ' L ( K I I + '-' J I . I I ~· •; r 'I ( I ' ·_·L ( ,<, ) )
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:1-\ = 1 • + \ ( < l ,_,<:: -.. -~ f J l ~'C 'S (L-= L f < ) l + -< { !( ) :.: ~ 1 ( J ) "' , I ; ( 1- · .-: !_ ( 1.:: ) ) DI =- ! L , l ''' · '·L J l ''" l ' ( :; . L ( , l l + . ( :·, l •> .c.! L .l l •:• C: , ~ ( U, L ( :, l I ... -~ • ; - • ' ,., ,., : -!-- . - I ,: V 1 t :: .J .( ~ r~ -~ + \/ i ~ _) I V: I I = ·J I '' .' ',- J .; '' _, I KL ~J + l R < ( 'L l = •! 1-:/.' : iUULl~'l :1;,.--C. 1 Jl í :_I, VL=(Z'I '1*",+:1('1)';'•2) f_l') 333 J-=1' lt)i_ YI.JI=''\'~ K l = 1 f l \L Vl '"·' - S l l Y ( l I = .-' I r I F ( i<. l - 1 ) ,) 1-t , r J1 , , :.. ....:. Kl~l YL•'.tl=·.sr•< ,, {I T ' ( i,~.' l ::, ( Y I J l, J ~ 1, 1 ; 1 l, Vl f. J ., ·. -\ r t 1 . j -~, r- } .. 3, 1 x , 1 ,-, 1 ,\ 1 f t H. 'J l C:::::C -t ''. [ l l " . f l ;·_}· Ci;LL -_ttr F. Jli F t: A T
ur-
i~~; ::-- ) ) '~ 1;.: · LJ-'-)[ \>!\-1-'l) 1-':T· ;, lrJC~ C Li R r_ P. ;_· •.) U l · ' ·.t: ~ f ~ f . >, C ll ·-~ \11_1 \J _ \ 1 .J .··. ~ ! ·, ·. L -- (, I I X Ci; _4 4-Apêndice II
Considerando-se uma fonte pontual
ã
uma distância Fdo eixo central da câmara, pergunta-se qual a posição e s~bre 1
uma placa plana
ã
distância h da fonte deve ser colocado o substrato de maneira a se obter s~bre este um filme de e~pessura
i-·gual
ã
espessura tnonitorada. IOnde fonte e: Da Fig.!: Então
---1-... --_-...,-r--t
::::::::~-1,__
p.pla naj-r
tI
G.l O : eixo de rotação e : F : h : s=
r=
a : A :distância do centro do substrato ao eixo O
distância da fonte ao eixo O
distância da fonte ã placa plana
dist~ncia de centro do substr~to ~ nerpendicu -. lar que passa pela fonte.
raio m~dio do ângulo s~lido n sob o qual o subs
trato ~ visto pela fonte
raio dó substrato area do substrato.
-O ângulo s5lido p~lo qual o substrato e visto pela
2 . na cosa : : ( 1 ) r2 cosa
=
h r ( 2)Da Fig. II: r2 = h 2 + s2 s2 = e· 2 + F2 + 2eFcose Substituindo-se (3) e ( 4) em ( 2 ) n = rra2h (h2 + e2 + F2 + 2eFcose) 31 2 Se: h2 + e2 + F2 = c 2eF = b Vem: n = lia 2 h (c + bcose) 31 2 (3) ( 4) ( 5) (6)
Calculando o valor médio 21T
de n para uma rotação
< n > = 1
j
~o
nde < n > = a:h;2IT á0 = . (c + bcosql 12 oa2~~
de (7) = bcose) 312 o (c +Para que o n d~ vidro teste seja igual ao do subs
trato: .R=<r> 3 Então de (7) vem: A o II de (c + bcose)312
Com a seguinte mudança de variáveis cosO = x sene = l-x 2 senedG = dx => de = 46 --dx 2 1-x
Vem 1 < r >3 ,Fazendo a' = 1 1 < r > a2 Ab 3/2 a2 = 3 Ab 3/2 onde a2 = A
=
[
f
- dx =J
1 2 (c + bx)3/2 1 - X dx F1 + x) (1 - x) (c+ bx)3l
1/ 2 b I : -1 u=
-1 b X + 1 = X-
( -1 ) = X-
b' 1-
X = a'-
X c + bx = b -c + X b a2r:
dx = Ab3/2r
(a I C 1 ) 3J
1/2-
x) (x-
b I ) (x -- c' E (À,p)J
= 2 (-1 + ~)J
1 + C I b b E (À,p)] 47-v
a'•'
11À = are sen - u = are senl =
a' - b' 2 p
=[S=~
=~
a • - c' 1 + -c b + c b entãoL,
PI
l
1 a2 2b E ( 11 ' = >3 Ab3/2 - b)R
2 <.rAssim, com os valores dados pela geometria do
siste-ma torna-se possi"vel calcular .a melhor po·sição a ser colocado
o substrato.
Agradecemos ao Profes~or Carlos A. ArgQello e ao Pr~
fessor Roberto Luzzi pela orientação na realização deste cãl-culo.
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