• Nenhum resultado encontrado

04 TRIT METODO CALCULO 05112008

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "04 TRIT METODO CALCULO 05112008"

Copied!
14
0
0

Texto

(1)

AUTO-PROGRAMA PARA AVALIACAO ECONOMICA PRELIMINAR

Este programa foi elaborado com o objetivo de propiciar a análise econômica preliminar de uma determinada decisão gerencial que você pretende tomar. A estrutura do programa é simples e contém as principais rubricas básicas de uma planilha convencional de custos.

Dependendo da natureza das informações obtidas, bem como do tipo de decisão que você estuda, o programa possibilitará a análise desde a aquisição de um veiculo, até a instalação completa de um empreendimento comercial ou industrial. Portanto, você poderá utilizar parte da estrutura apresentada a seguir ou toda ela, segundo as circunstancias que envolvam sua decisão. E recomendável que você elabore seus cálculos por ano e que utilize as unidades de valor, tempo, volume, medida e outras, de forma padronizada, possibilitando análise compatível com as suas necessidades. Os resultados preliminares obtidos com este programa não admitem o efeito da inflação, pois tudo se passa como se você aferisse todos os dados num determinado momento; como se "fotografasse" aquele instante da formação dos custos. Numa outra fase, caso necessite, você poderá elaborar um fluxo de caixa, considerando, então, o efeito da inflação.

A planilha é apresentada com a seguinte estrutura. PLANILHA DE CUSTOS E RECEITA.

1. Custos de investimento. 1.1. Edificações.

1.2. Máquinas e equipamentos. 1.3. Instalações.

2. Custos de produção dos bens e/ou serviços. 2.1. Custos variáveis.

2.1.1. Custos variáveis diretos. 2.1.1.1. Matérias primas.

2.1.1.2. Mão-de-obra e encargos. 2.1.1.3. Operação com máquinas.

a) Depreciação.

b) Combustíveis, lubrificantes e energia. 2.1.2. Custos variáveis indiretos.

2.1.2.1. Manutenção e conservação de máquinas/equipamentos. 2.1.2.2. Salários da administração e encargos.

(2)

2.1.2.3. Energia elétrica. 2.1.2.4. Água.

2.2. Custos fixos.

2.2.1. Depreciação das edificações.

2.2.2. Manutenção e conservação das edificações. 2.2.3. Depreciação das instalações.

2.2.4. Manutenção e conservação das instalações. 2.2.5. Salários da segurança e encargos.

2.2.6. Aluguéis.

2.2.7. Arrendamentos. 2.2.8. Conta telefônica.

3. Custos de oportunidade.

3.1. Remuneração do capital investido. 3.2. Arrendamento mercantil.

3.3. Remuneração gerencial. 4. Receita.

5. Ativo.

5.1. Ativo operacional.

Durante a apresentação das rubricas de custos e receita, será verificado que este programa é elástico, isto é, você poderá utilizar ou não as rubricas, de acordo com suas necessidades operacionais e de decisão.

A seguir, serão apresentadas as rubricas, com alguns exemplos, para facilidade de interpretação e alocação de custos.

As empresas trabalham com um "plano de contas", com rubricas padronizadas e detalhadas de acordo com as necessidades de escrituração contábil. Neste programa, o objetivo e agrupar as rubricas de maior peso, possibilitando rápida conclusão sobre a viabilidade econômica do que você pretende realizar.

Os custos são divididos em três partes. 1. Custos de investimento,

2. Custos de produção dos bens e/ou serviços, 3. Custos de oportunidade.

1. Custos de investimento.

Os custos de investimento representam o capital aplicado na aquisição de imóveis, máquinas e equipamentos e instalações. Construção de edifícios, compra de veículos, instalações especiais como

(3)

camarás frigorificas, sistema de caldeiras ou mesmo reforma ou divisórias de ambientes, constituem exemplos de rubricas relacionadas com os custos de investimento. Esses custos, conforme a estrutura apresentada, subdividem-se em: 1. Custos de investimento. 1.1. Edificações, 1.2. Máquinas e Equipamentos, 1.3. Instalações. 1. Custos de investimento. 1.1. Edificações.

Esses custos referem-se à compra ou construção de prédios, como galpões industriais, conjunto de escritórios ou edifícios de um modo geral.

1. Custos de investimento. 1.2. Máquinas e Equipamentos.

São representados por todo o tipo de maquinarias, como motores, tornos mecânicos, serras elétricas, máquinas de solda, guilhotinas para corte de metais, tratores, acessórios para tratores, caminhões, veículos, balanças, equipamentos para cozinhas industriais, elevadores, empilhadeiras, etc.

1. Custos de investimento. 1.3. Instalações.

São os investimentos realizados para permitir o funcionamento adequado do negócio ou atividade, como instalação de transformador de forca, rede de energia elétrica, divisórias para organização administrativa de escritório, sistema telefônico, jardinagem, decoração arquitetônica, etc.

2. Custos de produção de bens e/ou serviços.

Esses custos referem-se aqueles que estão diretamente embutidos na produção de bens (por exemplo, fabricação de doces) ou serviços (por exemplo, a ocupação de apartamentos em hotéis). São variáveis, quando os custos aumentam ou diminuem, de forma direta e proporcional ao maior ou menor nível de produção. Ou seja, a matéria-prima que é um custo variável, terá seu custo aumentado caso o volume de produção de doces aumente. Caso contrário, em que a produção de doces diminua, o custo da matéria-prima também será reduzido. Os custos variáveis podem ser divididos, segundo sua relação de "intimidade" com a produção de bens e/ou serviços. Quando o bem e/ou serviço está

(4)

"incorporado", "embutido", está "carregando" consigo o peso dos componentes, é denominado custo variável direto. São exemplos dessa categoria de custos, as matérias primas, a mão-de-obra, "parte" das máquinas (depreciação) que está sendo levada ao produto e/ou serviço, bem como os custos de combustíveis, lubrificantes e energia que estão "embutidos" no bem e/ou serviço. Aqueles custos que embora estejam relacionados com a produção de bens e/ou serviços, mas que não apresentam uma "intimidade" com os mesmos, são classificados como custos variáveis indiretos. São aqueles custos que estão "próximos" do bem e/ou serviço, mas que não estão "embutidos" nos mesmos. Os salários do pessoal da administração (que não estão trabalhando diretamente na produção); o conserto e conservação de máquinas e equipamentos (que não estão aplicados diretamente na produção), a energia elétrica geral da empresa (além daquela consumida na produção) e a água (nas mesmas condições), são exemplos de custos variáveis indiretos.

Recapitulando, os custos variáveis dividem-se em diretos e indiretos. Os diretos subdividem-se, conforme abaixo, com as respectivas rubricas.

2. Custos de produção de bens e/ou serviços. 2.1.1. Custos variáveis diretos.

2.1.1.1. Matérias primas.

2.1.1.2. Mão-de-obra e encargos. 2.1.1.3. Operação com máquinas.

a) Depreciação.

b) Combustíveis, lubrificantes e energia. 2.1.1. Custos variáveis diretos.

2.1.1.1. Matérias primas.

As matérias primas constituem os "ingredientes" que estão incorporados diretamente no bem e/ou serviço produzido. Caso estivéssemos produzindo doce de goiaba, os ingredientes seriam: açúcar, goiaba e conservantes.

2.1.1. Custos variáveis diretos. 2.1.1.2. Mão-de-obra e encargos.

A rubrica mão-de-obra e encargos referem-se ao custo da folha de pagamento do pessoal diretamente relacionado com a produção de bens e/ou serviços. Os encargos sobre a folha de pagamentos, na atual conjuntura brasileira, atingem aproximadamente 160,0%, isto e, para cada unidade monetária paga em folha de pagamento ao funcionário, a empresa gasta mais uma 1,60 unidade monetária com os encargos. Além dos encargos trabalhistas considerados normais, como férias, décimo terceiro salário, fim-de-semana remunerado, auxilio maternidade/paternidade e outros, há também encargos econômicos relevantes, que devem ser

(5)

considerados, como: feriados, acidentes e aqueles gerados por motivos de força - maior, e assim por diante. Acrescem-se aos encargos, o vale transporte, vale-alimentação e outros benefícios que a empresa concede ao trabalhador.

A rubrica operação com máquinas desdobra-se em duas. 2.1.1. Custos variáveis diretos.

2.1.1.3. Operação com máquinas. a) Depreciação.

b) Combustíveis, lubrificantes e energia.

A depreciação representa o custo de desgaste da máquina, equipamento, instalação ou imóvel durante um determinado período de tempo, que geralmente nos cálculos de custos é de um ano. Representa o valor da reposição do bem, que foi desgastado pelo uso e/ou tempo. Esse custo, teoricamente, deverá repor integralmente o valor inicial (de compra) do bem. De um modo geral, a depreciação anual de um bem pode ser calculada conforme a fórmula seguinte.

(n - k +1) D = (Vi - Vf) x --- x 2 n (n+1)

onde,

D = Depreciação anual do bem, em Cr$/ano. Vi = Valor inicial (de compra) do bem, em Cr$.

Vf = Valor final ou residual (sucata) do bem, depois de consumida sua vida útil. O valor geralmente adotado como final, para máquinas e equipamentos sem motor, é de 10,0% (dez por cento), calculados sobre o valor inicial (Vi) e de 20,0% (vinte por cento) quando o bem possui algum tipo de motor.

K = Idade do bem. O valor de "K" é zero, quando o bem é considerado novo. (Medida em ano)

n = Vida útil do bem (Medida em ano)

É importante destacar que as previsões de valor final (Vi) são realizadas segundo a natureza, tipo do bem e mercado em que está sendo utilizado. Caso você tenha um histórico da formação desses preços, é ótimo, pois poderá utilizá-lo com mais segurança nos cálculos. Caso não tenha nenhum registro ou outro tipo de histórico do comportamento desses preços, é conveniente analisar bem a situação do mercado antes de assumir os valores para o cálculo da depreciação.

Ha situações na conjuntura econômica que forçam os preços dos bens em falta. Por exemplo, na época do Governo Sarney, em função da falta de

(6)

ofertas - pois a população comprava de tudo - um caminhão Mercedes Benz usado tinha o valor de compra maior do que um veiculo zero quilometro. Então, nesse momento, o cálculo do valor final fica complexo, pois gera a duvida de qual seria de fato o valor de sucata de um bem usado. Há certas depreciações denominadas "por obsolescência" ou "acelerada", que comprometem a formação do valor final real do bem. É o caso, por exemplo, do lançamento de um micro-computador com características operacionais dinâmicas e de alta velocidade, comparado com um determinado modelo anterior. Nessas circunstancias, praticamente o valor final (Vf) desaparece. Idêntico raciocínio pode ser aplicado ao bem, que por circunstancia própria de trabalho, tem reduzido sua vida útil e praticamente aniquilado seu valor final, em face de situação de exaustão a que chegou. É o caso de um trator operando em usina de açúcar, para a cultura da cana, durante o ano todo, vinte e quatro horas por dia, sob quaisquer condição climática. E evidente, que nessas condições, o valor final praticamente desaparece.

A idade do bem é identificada por "K". Se o bem for novo, em estado de zero uso, o "K" é zero. Caso você venha a utilizar bem usado em seu negócio, é importante lembrar que o valor inicial (Vi) é obtido de um bem novo, isto é, em estado de zero uso. Depois, na formula você informa a idade do bem, em "K", cuja inter-relação "descontará" os anos de vida do bem usado. Esse fato é relevante, pois como os preços no Brasil não obedecem a quaisquer padrões quer relativos ou absolutos, ha necessidade permanente da revisão da planilha de custos, para se aferir a viabilidade do negócio.

De acordo com sua necessidade, você poderá calcular a depreciação por hora, por unidade de produção, por volume, e assim por diante, bastando que proceda aos cálculos com as devidas conversões, utilizando as unidades indicadoras adequadas.

b) Combustíveis, lubrificantes e energia.

Esses se referem aos custos gerados com a movimentação das máquinas e equipamentos. Ao se analisar, por exemplo, esses itens a partir do uso de um trator, serão estudados: qual é o combustível para a movimentação do motor; os lubrificantes e o óleo para o motor e câmbio e a graxa para os diversos pontos de lubrificação. Em máquina industrial - um torno mecânico, por exemplo, esses gastos serão o óleo e graxa para lubrificação e energia elétrica para movimentação, sendo que o torno não consome óleo diesel ou outro tipo de combustível alem da energia elétrica -para seu funcionamento.

Os custos variáveis indiretos são aqueles que embora contidos no bem e/ou serviço, não estão "intimamente" incorporados. São subdivididos conforme abaixo.

(7)

2.1.2. Custos variáveis indiretos.

2.1.2.1. Manutenção e conservação de máquinas/equipamentos. 2.1.2.2. Salários da administração e encargos.

2.1.2.3. Energia elétrica. 2.1.2.4. Água.

2.1.2.1. Manutenção e conservação de máquinas e equipamentos. De propósito foi colocada esta rubrica, que se refere aos custos de recuperação, pintura, reforma, e consertos de máquinas, equipamentos e instalações.

Dependendo da natureza da produção, esta rubrica poderia ser incluída como custo variável direto. E o caso da empresa que fabrica produtos com intenso consumo de máquinas e equipamentos, onde não fica bem evidente a diferença entre os gastos com depreciação e os de manutenção. Por exemplo, a moenda de britas de uma pedreira. Esse comentário significa que você tem mobilidade para a instalação ou eliminação de rubricas, conforme sua necessidade.

2.1.2.2. Salários da administração e encargos.

Nessa rubrica entram os custos da folha de pagamento da administração - pessoal que trabalha na empresa, alem daqueles da área de produção. São admitidos também os encargos, como visto anteriormente. 2.1.2.3. Energia elétrica.

2.1.2.4. Água.

Esses são dois custos considerados como "energéticos". As contas de energia elétrica e água entram como custos variáveis indiretos. Porém, caso a água, por exemplo, seja um ingrediente de primeira importância na formação do custo, pode ser considerada como matéria - prima, sendo que nesse caso, seria classificada como custo variável direto. É o caso de uma fábrica de refrigerantes, em que a água constitui a matéria-prima principal. Idêntico raciocínio pode ser aplicado com a energia elétrica.

Os custos fixos são aqueles que independem do nível de produção, isto é, a empresa produzindo o máximo ou o mínimo de produtos e/ou serviços, será onerada com o mesmo custo fixo, que se mantém no mesmo nível. A diferenciação desses custos é importante, em relação aos custos variáveis, porque terão influência significativa no cálculo do ponto de equilíbrio, que é um dos métodos de avaliação de projetos. Os custos fixos são geralmente identificados nas seguintes rubricas.

2.2. Custos fixos.

(8)

2.2.2. Manutenção e conservação das edificações. 2.2.3. Depreciação das instalações.

2.2.4. Manutenção e conservação das instalações. 2.2.5. Salários da segurança e encargos.

2.2.6. Aluguéis.

2.2.7. Arrendamentos. 2.2.8. Conta telefônica.

Em vista da apresentação anterior, você entenderá facilmente o significado dessas rubricas, que compõem os custos fixos. A rigor, várias rubricas podem ser divididas em partes de "custos variáveis" e outra de "custos fixos". É o caso, por exemplo, da folha de pagamentos do pessoal da produção que recebe por produtividade. À parte do salário base, que é fixo, é classificado como custo fixo e a outra parte que depende do aumento da produção, e classificado como variável. Idêntica situação pode ser levantada no caso dos salários da equipe de vendas, que apesar de não constar nesta planilha, você poderá admiti-los. Aquela parte do salário base é classificada como "fixo" e a parte variável (em função do aumento das vendas) é classificada como "variável". De acordo com a natureza do seu negócio ou da análise que está desenvolvendo, você poderá ampliar ou reduzir as rubricas de custo fixo, lembrando sempre o fato gerador das mesmas.

O ultimo grupo de custos que utilizaremos nesta planilha e de "custos de oportunidade". Esses custos não são propriamente "gastos" que você vai ter que realizar no seu negócio ou envolvido na decisão que vai tomar. Na realidade, os custos de oportunidade representam os valores alternativos que você obteria, caso não aplicasse o dinheiro na atividade que está estudando. Isto é, que valores de remuneração seria possível obter, em cada uma das rubricas, a preços de mercado. Os custos de oportunidade dividem-se em três, como a seguir.

3. Custos de oportunidade.

3.1. Remuneração do capital investido. 3.2. Arrendamento mercantil.

3.3. Remuneração gerencial. 3. Custos de oportunidade.

3.1. Remuneração do capital investido.

Nesta rubrica você considera a melhor remuneração para o seu capital, durante o período em estudo. Os dois primeiros itens têm efeito apenas COMPARATIVO com os resultados que você obterá com o seu projeto. No Brasil, a remuneração real do dinheiro, aplicado na caderneta de poupança, é de

(9)

aproximadamente 0,6 (zero vírgula seis) por cento ao mês, ou seja, o máximo de uns 10,0 % (dez) por cento ao ano. Porém, considerando-se a remuneração internacional, esse percentual e bem variável, alcançando no máximo entre 2,0 (dois) a 3,0 (três) por cento ao ano. Assim sendo, aquele capital que você reservou para aplicar no empreendimento para a compra de imóveis, máquinas e equipamentos e o capital-de-giro, que é o capital investido, deve render, no mínimo o juro real na faixa considerada para o Brasil. A taxa mínima que deve ser considerada em transações nacionais é de 10,0 (dez) por cento ao ano e sob a análise de aplicações internacionais, uns 3,0 (três) por cento ao ano. Esse custo não entra na composição da sua planilha de custos, pois tem a função apenas COMPARATIVA, isto é, após calcular a TRIT do projeto que pretende instalar, faz-se à comparação da rentabilidade, comparando-se o resultado com o que se obtém com aplicações no sistema financeiro.

3. Custos de oportunidade. 3.2. Arrendamento mercantil.

Idêntico raciocínio você desenvolver para com esta rubrica. Nesse caso, você leva em consideração qual o valor que o seu negócio alcançaria na modalidade de arrendamento mercantil. Isto é, qual seria o valor mensal ou anual, que você obteria no mercado, se arrendasse ou alugasse o seu negócio? Para bares e restaurantes, sabe-se que essa remuneração refere-se à aproximadamente 20,0% (vinte por cento) calculados sobre o lucro bruto. Na área rural, dependendo do tipo de entendimento entre as partes, os arrendamentos podem ser meio-a-meio, ou os insumos oferecidos pelo arrendatário e 30% (trinta por cento) de participação, e assim por diante. Esse custo não entra na composição da sua planilha de custos, pois tem a função apenas COMPARATIVA, isto é, após calcular a TRIT do projeto que pretende instalar, faz-se à análise para decidir se é interessante operar o negócio, com a sua dedicação direta ou simplesmente você poderá arrendar o negócio, isto é, alugá-lo por um valor mensal a ser discutido com eventuais interessados. 3. Custos de oportunidade.

3.3. Remuneração gerencial.

Esta rubrica não é considerada pela maioria dos empresários. Ela é particularmente importante, pois reflete o valor dos honorários que você deveria receber, caso estivesse trabalhando como funcionário ou consultor nesses ramos de negócios. Nesse caso, você lança na planilha, um valor compatível que você mereceria receber, caso viesse a trabalhar numa dessas modalidades, de acordo com a responsabilidade e atribuições que viesse a assumir. Ou seja, caso você não estivesse administrando esse negócio que pretende desenvolver, estaria disposto a trabalhar em outra empresa, como

(10)

funcionário / assessor ou consultor, recebendo um salário de mercado para tal.

4. Receita operacional.

Nesta rubrica você lançara o valor de faturamento ou de venda. Necessariamente não e obrigatório que trabalhe apenas com essas entradas. Caso esteja analisando a viabilidade de compra de uma máquina nova em comparação a uma usada, nesta rubrica você lançara o valor positivo, ou seja, o fluxo diferencial liquido, positivo, gerado pelo aumento da receita, em função da instalação de uma máquina nova. O cálculo desse diferencial é simples. Os custos, com suas implicações de depreciação, e etc. você calculará conforme demonstrado. A receita será a diferença entre as produções das máquinas nova e velha.

O importante é que nessa ESTIMATIVA DE VENDAS, você tenha muito cuidado para calcular cada possibilidade de vender o seu produto ou serviço a ser oferecido ao seu cliente. Por exemplo: qual seria o número de refeições e o valor médio das refeições que teria condições de vender em seu novo restaurante?

5. Ativo.

5.1. Ativo operacional.

Essa rubrica representa a soma dos recursos financeiros que você pretende aplicar no negócio ou atividade desejada. Significa todo o capital que você investirá no negócio, incluindo todas as rubricas, para movimentar o negócio durante o ano. O elenco de todos os custos apresentados, constitui exemplo de ativo, como o capital necessário para os investimentos, pagamento da mão-de-obra,

matérias-primas, impostos e demais rubricas.

Apos montada a planilha de custos, que terá seus resultados automaticamente oferecidos pelo programa, é importante a análise dos resultados, para que você interprete se os números são favoráveis ao que pretende realizar. Como este programa foi elaborado para atender os mais diversos tipos de empreendimentos ou atividades, a rubrica IMPOSTOS não foi discriminada de propósito, pois cada caso apresenta uma especificidade fiscal e tributária. Assim, passamos ao segundo tópico, intitulado "II. ANALISE DOS RESULTADOS", que conterá espaço apropriado para você adotar o percentual de impostos que desejar.

II. ANALISE DOS RESULTADOS

A analise engloba um tipo de indicador: taxa de retorno sobre o investimento total (TRIT). .

(11)

Neste texto será apresentada a metodologia para o cálculo da taxa de retorno sobre o investimento total (TRIT).

A avaliação de projetos sob a visão da taxa de retorno sobre o investimento total (TRIT), evidencia em quanto tempo o empreendedor terá o seu capital de volta, apos devidamente remunerados todos os investimentos realizados. Em função da natureza do negócio, essa taxa de retorno ou o tempo necessário para o capital voltar às mãos do investidor é muito variável. Um negócio de baixo investimento, que propicie alta velocidade de giro do capital, em geral, apresenta alta taxa de retorno, portanto, pouco tempo para a recuperação do capital inicial. É o caso, por exemplo, de bares, lanchonetes, padarias e papelarias. Um negócio considerado de investimento mais significativo, como por exemplo, uma fabrica de aparelhos e equipamentos para o processamento de bebidas, exige um grande esforço de vendas, apresentando ainda a agravante da montagem do projeto, o que demanda tempo. Nesse caso, em geral, a taxa de retorno é baixa, evidenciando um longo prazo para recuperação do capital.

Assim sendo, acima de quaisquer método de avaliação econômica, o que vale na tomada de decisão é o bom senso do investidor, que certamente comparará o indicador de retorno com outras modalidades de investimentos de mercado.

Para a montagem da análise, são necessárias as seguintes rubricas, com os significados a seguir.

Ativo operacional.

Vendas ou faturamento. Custos variáveis.

Custos fixos.

Lucro operacional bruto (LOB). Margem operacional bruta (MOB). Impostos.

Lucro operacional liquido (LOL). Margem operacional liquida (MOL). Giro.

Taxa de retorno sobre o investimento total (TRIT). Ativo operacional.

O ativo operacional significa todo o capital que você aplicou no empreendimento naquele exercício anual. Representa o dinheiro para a compra ou construção de imóveis, instalações, móveis e utensílios, compra de matérias-primas, pagamento de todos os tipos de mão-de-obra, ou seja, e todo o dinheiro necessário para a operação da empresa no período considerado.

(12)

Também denominada, neste programa de Receita operacional ou fluxo diferencial liquido, já foi explicitado, conforme o item 4. Receita operacional. Custos variáveis. (Já explicado, no item 2.1)

Custos fixos. (Já explicado, no item 2.2.)

Lucro operacional bruto (LOB).

O lucro operacional bruto (LOB) é obtido deduzindo-se do valor das vendas, os custos fixos e variáveis. Representa o lucro bruto do negócio ou atividade, antes de deduzido o imposto de renda.

Margem operacional bruta (MOB).

A margem operacional bruta (MOL) e o próprio lucro operacional bruto (LOB), expresso em termos percentuais sobre as vendas.

Impostos.

A rubrica "impostos" é importante para a análise do resultado do empreendimento, pois no Brasil, ha mais de cinqüenta tipos de tributos ou impostos. Para essa rubrica, faça a parte os cálculos de incidência geral, determinando um percentual a ser calculado sobre as vendas, inserindo-o no campo apropriado indicado no programa.

Lucro operacional liquido (LOL).

O lucro operacional liquido (LOL) e o próprio lucro expresso no valor da moeda, depois de deduzidos os impostos do lucro operacional bruto (LOB). Margem operacional liquida (MOL).

A margem operacional liquida (MOL), representa o lucro operacional liquido (LOL) expresso em percentuais sobre as vendas.

Giro.

Representa o numero de vezes que o capital (ativo operacional) colocado em operação na empresa, gira dentro do ano considerado. Isto e, quantas vezes o dinheiro aplicado na atividade ou negócio gira durante o ano. O giro e determinado com um cálculo simples, dividindo-se o valor de vendas (ou equivalente, como explicado), pelo ativo operacional.

(13)

Taxa de retorno sobre o investimento total (TRIT).

E determinada em percentual e indica (em percentagem), quanto à empresa terá de retorno ao ano, em função dos dados apresentados. E obtida pelo produto da MARGEM OPERACIONAL LIQUIDA (MOL) x GIRO.

Vamos supor uma empresa que apresente, em determinado ano de funcionamento, os seguintes dados.

Rubricas Valor em mil R$

Ativo operacional 400

Vendas 800

Custo fixo 400

Custo variável 200

O procedimento de cálculo é o seguinte. VENDAS ... 800

CUSTO FIXO ... 400 (-)

CUSTO VARIAVEL ... 200 (-)

LUCRO OPERACIONAL BRUTO ... 200

IMPOSTOS (15,0%) ... 30 (-)

LUCRO OPERACIONAL LIQUIDO ... 170

Portanto, 200

MARGEM OPERACIONAL BRUTA = 800

MOB = 25,00% 170

MARGEM OPERACIONAL LIQUIDA = 800

MOL = 21,25% 800

GIRO = ---; GIRO = 2,0 vezes 400

(14)

TRIT = 21,25% x 2,0 = 42,50%, ou seja, o capital retorna 42,50% ao ano. Assim, através de uma simples regra de três, você determina em quantos anos o capital terá retornado, considerando-se o desempenho do empreendimento conforme os dados enunciados.

42,50% de retorno em 1 ano.

100,0% de retorno em x anos. Resultado - 2,35 anos.

A pergunta, então que você mesmo faz, e a seguinte. É interessante investir nesse empreendimento, que aponta um retorno em 2,35 anos? É exatamente essa questão de bom senso, em que você pesará os pontos positivos e negativos que o levará a decisão se assume ou não o empreendimento ou negócio que deseja instalar.

Referências:

CASAROTTO, N. e KOPITTKE, B. H. Análise de Investimentos. São Paulo: Atlas.

FREZATTI, F., Orçamento empresarial planejamento e controle gerencial, São Paulo: Atlas 2006

GITMAN, L., Princípios de administração financeira, São Paulo Harbra, 1997.

HIRSCHFELD, H., Viabilidade Técnico-econômica de empreendimentos. São Paulo: Atlas, 1987.

HIRSCHFELD, H. Engenharia Econômica e análise de custos. 5ª ed. São Paulo: Atlas, 1992.

HOLANDA, N. Planejamento e Projetos. APEC/MEC, Rio de Janeiro.

HUHNEM, O. L. e BAUER, O. R.. Matemática financeira aplicada e análise de investimentos. São Paulo: Altas, 1996.

NEPOMUCENO, F. Custos e contabilidade na atividade agropastoril. IOB Informações Objetivas, São Paulo, 221 p., 1986.

NORONHA, J. F. Projetos agropecuários, administração financeira e avaliação econômica. Fundac†o de Estudos Agrários Luiz de Queiroz, Piracicaba, SP., 274 p., 1981.

SANTOS, E. O. Administração financeira da pequena e média empresa, São Paulo Atlas ,2001.

SANVICENTE, A. Z., Administração financeira, São Paulo Atlas 1987.

WOILER, S. e MATHIAS, W. F. Projetos - Planejamento, Elaboração e Análise. Atlas, São Paulo.

Referências

Documentos relacionados

Sem desconsiderar as dificuldades próprias do nosso alunado – muitas vezes geradas sim por um sistema de ensino ainda deficitário – e a necessidade de trabalho com aspectos textuais

Entre os bairros avaliados o Santa Rita apresentou as condições mais precárias de saneamento básico no ano de 2007 em função da ausência de fornecimento de

Evidentemente, a língua portuguesa representa o Brasil. A valorização da mesma significa, por transferência de significado, uma valorização da nação brasileira. A comparação do

Pedivela Shimano Altus M171 42x34x24 dentes Câmbio traseiro Shimano Acera M360 8 velocidades Pneus Kenda 29” Small Block Eight de Kevlar*.

Pela Figura 5, é válido observar que apesar de se enfatizar os setores mais relevantes da ZFM em termos de produção, renúncia fiscal e representatividade na força de trabalho, não

The sectoral analysis points out that despite the differentiated tax system, the two-wheel vehicle sector and the audio and video sector have similar levels of productive

9 Fonte: Superintendência da Zona Franca de Manaus (SUFRAMA) (2013).. “Marco Regulatório dos Incentivos Fiscais da Zona Franca de Manaus, Amazônia Ocidental e Áreas de

Deseja-se marcar um ponto P, conforme figura a seguir, de modo que o comprimento do percurso ABPA seja a metade do comprimento total da pista.. (Ueg 2005) Um grupo de ex-colegas de