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SILVA_Mapa estratégico de ruído aeroportuário em Sinop-MT

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(1)

UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MATO GROSSO – UNEMAT

HAILA ARAUJO DA SILVA

MAPA ESTRATÉGICO DE RUÍDO AEROPORTUÁRIO EM SINOP-MT

Sinop

2017/1

(2)

UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MATO GROSSO – UNEMAT

HAILA ARAUJO DA SILVA

MAPA ESTRATÉGICO DE RUÍDO AEROPORTUÁRIO EM SINOP-MT

Projeto de Pesquisa apresentado à Banca Examinadora do Curso de Engenharia Civil – UNEMAT, Campus Universitário de Sinop-MT, como pré-requisito para obtenção do título de Bacharel em Engenharia Civil.

Prof.ª Orientadora: Dr.-Ing. Erika Borges Leão.

Sinop

2017/1

(3)

LISTA DE TABELAS

Tabela 1 – Movimentação anual nos principais aeroportos do estado de Mato

Grosso. ... 11 Tabela 2 – Valores da razão L/W recomendadas para a construção aproximada das curvas de nível de ruído baseadas no NEF, a partir do índice de tráfego do aeroporto (X). ... 21 Tabela 3 – Categorias de aceitabilidade para exposição ao ruído de aeronaves baseadas no NEF. ... 21 Tabela 4 – Dimensões (em metros) das curvas de ruído de 75 e 65. ... 22 Tabela 5 – Nível de critério de avaliação NCA para ambientes externos, em dB(A). 25 Tabela 6 – Usos compatíveis e incompatíveis para áreas abrangidas por PBZR ... 30 Tabela 7 – Usos compatíveis e incompatíveis para áreas abrangidas por PEZR ... 33

(4)

LISTA DE EQUAÇÕES

Equação 1 ... 15 Equação 2 ... 16 Equação 3 ... 17 Equação 4 ... 17 Equação 5 ... 18 Equação 6 ... 19 Equação 7 ... 19 Equação 8 ... 19 Equação 9 ... 20 Equação 10 ... 20 Equação 11 ... 28

(5)

LISTA DE FIGURAS

Figura 1 – Região do Aeroporto Municipal de Sinop em 2009 ... 9

Figura 2 – Região do Aeroporto Municipal de Sinop atualmente ... 9

Figura 3 – Mapa de ruído do Centro de Madrid... 14

Figura 4 – Curvas de mesma ruidosidade percebida para bandas de ruído de oitava ... 18

Figura 5 – Curvas de ruído do PBZR ... 22

Figura 6 – Mapa de ruído do Aeroporto de Sinop – PBZR ... 23

Figura 7 – Mapa de ruído do Aeroporto Internacional de Brasília – PEZR ... 24

Figura 8 – Porcentagem de pessoas severamente perturbadas pelo ruído de tráfego veicular e aéreo (%HA) versus Ldn. ... 27

Figura 9 – Reação comunitária em função do Ldn. ... 28

Figura 10 – Geometria das operações aeroportuárias para efeito de estimativa do impacto devido ao ruído ... 34

(6)

LISTA DE ABREVIATURAS

ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas APA – Agência Portuguesa do Ambiente

ANAC – Agência Nacional de Aviação Civil

CONAMA – Conselho Nacional do Meio Ambiente EAP – Agência de Proteção Ambiental

EPNL – Nível Efetivo de Ruído Percebido FAA – Federal Aviation Administration

IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística INM – Integrated Noise Model

NBR - Norma Brasileira Regulamentadora NCA – Nível de Critério de Avaliação NEF – Nível de Ruído Previsto NPS – Nível de Pressão Sonora

PBZR – Plano Básico de Zoneamento de Ruído PEZR – Plano Específico de Zoneamento de Ruído PNL – Nível de ruído Percebido

PNLT – Nível de Ruído Percebido com correção de Tom PZR – Plano de Zoneamento de Ruído

RBAC – Regulamento Brasileiro da Aviação Civil SEL – Nível de Exposição Sonora

(7)

DADOS DE IDENTIFICAÇÃO

1. Título: Mapa estratégico de ruído aeroportuário em Sinop-MT 2. Tema: 90193000

3. Delimitação do Tema: Mapa estratégico de ruído 4. Proponente(s): Haila Araujo da Silva

5. Orientador(a): Dr.-Ing. Erika Borges Leão

6. Estabelecimento de Ensino: Universidade do Estado de Mato Grosso

UNEMAT.

7. Público Alvo: Profissionais, Alunos e Sociedade.

8. Localização: Av. dos Ingás, nº 3001, Jardim Imperial, Sinop-MT, CEP 78555-000, Brasil.

(8)

SUMÁRIO

LISTA DE TABELAS ... I LISTA DE EQUAÇÕES ... II LISTA DE FIGURAS ... III LISTA DE ABREVIATURAS ... IV DADOS DE IDENTIFICAÇÃO ... V 1 INTRODUÇÃO ... 8 2 PROBLEMATIZAÇÃO ... 9 3 JUSTIFICATIVA... 11 4 OBJETIVOS ... 12 4.1 OBJETIVO GERAL ... 12 4.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS ... 12 5 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ... 13 5.1 O SOM ... 13 5.1.1 Ruído ... 13 5.1.1.1 Ruído aeronáutico ... 13 5.2 MAPEAMENTO DE RUÍDO ... 14

5.2.1 Mapeamento estratégico de ruído... 15

5.2.2 Plano de ação ... 15

5.3 DESCRITORES SONOROS PARA A AVALIAÇÃO DE RUÍDOS NÃO ESTACIONÁRIOS ... 15

5.3.1 Nível sonoro equivalente (Leq) ... 15

5.3.2 Nível dia e noite (Ldn) ... 16

5.3.3 Nível de exposição sonora (SEL) ... 16

5.3.4 Nível de ruído percebido (PNL) ... 17

5.3.4.1 Nível de ruído percebido com correção de tom (PNLT) ... 19

5.3.5 Nível efetivo de ruído percebido (EPNL) ... 19

5.3.6 Nível de ruído previsto (NEF) ... 20

5.4 PLANO DE ZONEAMENTO DE RUÍDO ... 21

5.4.1 Plano básico de zoneamento de ruído- PBZR ... 22

5.4.2 Plano específico de zoneamento de ruído- PEZR ... 23

5.5 LEGISLAÇÕES ... 24

5.5.1 Conselho Nacional Do Meio Ambiente- CONAMA ... 24

5.5.2 NBR 10.151- Avaliação do ruído em áreas habitadas, visando o conforto da comunidade - Procedimento ... 25

5.5.3 NBR 12.859- Avaliação do impacto sonoro gerado por operações aeronáuticas ... 25

(9)

5.5.4 NBR 11.415- Ruído aeronáutico ... 25

5.5.5 NBR 10.856- Determinação do nível efetivo de ruído percebido (EPNL) de sobrevoo de aeronaves ... 26

5.5.6 REGULAMENTO BRASILEIRO DA AVIAÇÃO CIVIL – RBAC nº 161 EMENDA nº 01 ... 26

5.5.7 Diretiva Europeia 2002/49/CE ... 26

5.6 INTEGRATED NOISE MODEL (INM) ... 26

5.7 AVALIAÇÃO DO RUÍDO EM COMUNIDADES ... 27

5.8 O AEROPORTO ... 28 6 METODOLOGIA ... 30 6.1 MÉTODOS DE CÁLCULO ... 30 7 CRONOGRAMA ... 35 8 REFERENCIAL BIBLIOGRÁFICO ... 36 9 ANEXOS ... 38

9.1 ANEXO A – REQUISITOS MÍNIMOS PARA OS MAPAS DE RUÍDO ESTRATÉGICOS ... 38

(10)

1 INTRODUÇÃO

O crescimento dos aeroportos no Brasil faz com que ruído de tráfego aeronáutico seja um grande contribuinte para o aumento da população sonora nas cidades. O aeroporto tem um papel importante no desenvolvimento de uma região, proporcionando benefícios à população, porém também requer limitações quanto ao uso do solo em zonas residenciais vizinhas. (PEIXOTO; BIÂNGULO, 2016).

A longa exposição à ruídos afeta o sistema nervoso e o sistema endócrino, a partir disso, há hipóteses que ela aumente o risco de doenças relacionadas ao estresse, incluindo distúrbios imunossupressores, gastrointestinais e cardiovasculares. A hipertensão e doenças cardíacas isquêmicas tem sido frequentemente investigadas em relação ao ruído devido à alta ocorrência em países desenvolvidos. (WHO, 2011).

Os Mapas de Ruído constituem uma ferramenta importante para diagnóstico e previsão dos níveis sonoros de uma determinada área, onde podemos identificar fontes ruidosas e receptores expostos. E através de meios computacionais realizar diversos estudos de predição de propagação sonora, a partir de uma diversificada fonte de dados teóricos ou medidos, para execução de curvas isofônicas de ruído.

O presente projeto tem como objetivo realizar o Plano Básico de Zoneamento de Ruído – PBZR e o Plano Específico de Zoneamento de Ruído – PEZR, sendo que o enfoque estará voltado para o segundo, visto que o aeroporto de Sinop-MT está em crescimento e este é o exigido para a regulamentação e validação na Agência Nacional de Aviação Civil – ANAC.

(11)

2 PROBLEMATIZAÇÃO

Junto com o crescimento populacional pode vir a desencadear diversos problemas e dentre eles estão o uso e ocupação indevido do solo, como ocorreu, por exemplo, no entorno do Aeroporto de Congonhas em São Paulo – SP. Na cidade de Sinop nos últimos anos o número de novos loteamentos vem aumentando e essa expansão territorial tende a caminhar em direção ao aeroporto, causando preocupações em relação aos impactos que poderão ser causados à população.

Em Figura 1 e Figura 2 a seguir mostram uma comparação da mesma área do aeroporto no ano de 2009, alguns meses após sua inauguração, e atualmente.

Figura 1 – Região do Aeroporto Municipal de Sinop em 2009

Fonte: (GOOGLE EARTH, 2017)

Figura 2 – Região do Aeroporto Municipal de Sinop atualmente

Fonte: (GOOGLE EARTH, 2017)

(12)

Pode-se observar na Figura 2 as regiões destacadas em vermelho que se desenvolveram por meio da implantação da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária-Embrapa e da criação de novos loteamentos nesse período de 9 anos. O tráfego de aeronaves gera ruídos que contribuem para poluição sonora em zonas aeroportuárias. Segundo World Health Organization – WHO (2011) a poluição sonora é hoje depois da poluição do ar, o problema ambiental que afeta o maior número de pessoas na Europa. A longa exposição à ruídos com elevado nível de pressão sonora é prejudicial à saúde dos indivíduos. Como cita Bistafa (2006), “O ruído de aviões é hoje uma forma de poluição sonora ambiental das mais significativas”.

Além disso, o ruído de aeronaves não é compatível com muitas atividades, principalmente aquelas que exigem alto grau de concentração como escolas e creches, bem como atividades que necessitam de reduzidos níveis sonoros para o descanso, como em hotéis e mesmo hospitais.

O plano de zoneamento de ruído – PZR existe em algumas cidades para compatibilização e incompatibilização de uso do solo e junto ao plano diretor indica onde estão os limites de ocupação e uso nas proximidades de aeroportos e pontos críticos de emissão de ruído.

A falta do PZR, acarreta no crescimento desordenado em torno dos aeroportos, atrapalhando o desenvolvimento de várias atividades nessa região. Sendo esta então, uma importante ferramenta de informações para estudos de planejamento urbano do município.

(13)

3 JUSTIFICATIVA

A população de Sinop foi estimada no ano de 2016 com 132.934 habitantes, sendo este um aumento de 17% nos últimos 6 anos conforme os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística- IBGE (2017).

Com o crescimento da cidade Fernando Cézar Macedo e Pedro Ramos (2015), afirma que “Em 2013 foi autorizada pela prefeitura a criação de sete novos bairros, alguns em terras pertencentes a colonizadora Sinop, e mais oito estão sendo analisados, o que ilustra bem os efeitos do dinamismo recente sobre o espaço local”. E os mesmos autores dizem que são aprovados anualmente uma média de 12 loteamentos e desses entre 4 e 8 são implantados no município, indicando forte expansão residencial futuramente.

O aeroporto João Batista Figueiredo encontra-se em segundo lugar no ranking de números de passageiros e aeronaves no ano de 2016 no estado, de acordo com o site da ANAC (2017), abaixo encontra-se a Tabela 1 com a movimentação nos principais aeroportos de Mato Grosso.

Tabela 1 – Movimentação anual nos principais aeroportos do estado de Mato Grosso. Aeroporto Cidade Número de

passageiros

Número de aeronaves Aeroporto Internacional Marechal Rondon Várzea Grande 3.200.000 35.000

Presidente João Batista Figueiredo Sinop 220.400 3.300 Rondonópolis Rondonópolis 58.000 1.200 Piloto Osvaldo Marques Dias Alta Floresta 53.800 685

Fonte: Secretaria Nacional de Aviação Civil (2016)

Pode-se observar que o aeroporto da cidade de Sinop apresenta uma diferença significativa dos aeroportos das cidades de Rondonópolis e Alta Floresta. Segundo o site Só Notícias (2017), o poder público e entidades da região estão trabalhando em conjunto para reformas de adequação a curto prazo, como operações por instrumentos e principalmente a longo prazo, com o projeto de ampliação da pista, visando o crescimento do terminal para o aumento de operações de empresas aéreas.

Essas informações mostram a importância de estudos para a elaboração do PZR, harmonizando o desenvolvimento do aeroporto com a comunidade em seu entorno e também delimitando a área para construções futuras, evitando assim o impacto ambiental.

(14)

4 OBJETIVOS

4.1 OBJETIVO GERAL

O objetivo desse trabalho é delimitar a área de influência atual dos ruídos gerados por aeronaves em pousos e decolagens no Aeroporto Municipal Presidente João Batista de Figueiredo, localizado na cidade de Sinop-MT.

4.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

 Delimitar a área para ocupação de solo na zona aeroportuária de Sinop;  Criar mapa estratégico de ruído aeroportuário;

 Prever cenários futuros de influência na ocupação das áreas próximas ao aeroporto;

 Estabelecer estratégias de ação a partir do mapa estratégico do ruído aeroportuário.

(15)

5 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

5.1 O SOM

Segundo Fernandes (2002), o som é um fenômeno vibratório no ar decorrente da variação de pressão que se dá em torno da pressão atmosférica e se propagam longitudinalmente, com velocidade de 344 m/s à uma temperatura de 20°C.

O nosso ouvido é capaz de captar sons nas faixas de frequências de 20 Hz a 20.000 Hz, que é denominada como banda audível. Porém Bistafa (2006)afirma que os infrassons (perturbação em baixas frequências) e os ultrassons (perturbações em altas frequências), apesar de não serem ouvidas por uma pessoa normal são um som, pois todas as vibrações de moléculas de ar que se propagam a partir de estruturas vibrantes são consideradas sons.

5.1.1 Ruído

O ruído recebe várias definições, mas é basicamente um som desarmônico que causa perturbação a indivíduos, onde quando expostos a níveis excessivos acaba gerando danos à saúde.

Para Bistafa (2006), o ruído pode ser definido como um som sem harmonia e que no geral tem uma conotação negativa. Já para Fernandes (2002) o “ruído é toda sensação auditiva desagradável ou insalubre”. De acordo com Iida (2005) o mesmo som pode ser agradável para uma pessoa e ser considerada um ruído por outra.

5.1.1.1 Ruído aeronáutico

O ruído de aeronáutico é um dos ruídos ambientais mais impactantes, pois além de atingir o aeroporto, afetam a população no seu entorno.

O ruído aeronáutico é considerado o principal impacto porque afeta diretamente a qualidade de vida de grande número de pessoas que residem e/ou transitam nas proximidades dos grandes aeroportos e que, normalmente, não são beneficiadas diretamente pelas atividades aeroportuárias. Este impacto está relacionado diretamente às operações de pouso, decolagem, taxiamento e teste de motores. (SOUZA, 2007).

Para analisarmos o nível de ruído emitido pelas aeronaves temos que levar em consideração diversos fatores, dentre eles estão modelo da aeronave e seu tipo de turbina, trajetória, meteorologia e topografia do terreno, sabendo que estes dois últimos influenciam diretamente na propagação do som ao ar livre.

(16)

5.2 MAPEAMENTO DE RUÍDO

O mapa de ruído é composto por curvas isofônicas, sendo uma representação do ruído ambiente exterior, onde se visualizam as áreas correspondentes a determinadas classes de valores em decibel (dB), onde essas linhas variam em 5 dB e são expressas por cores padronizadas.

Segundo Silva, P., (2011) (apud BRASILEIRO, 2017), os mapas acústicos constituem a interligação dos pontos de medição e representam graficamente a topografia sonora da cidade.

O objetivo do mapa de ruído é oferecer as seguintes informações:

 Preservar zonas sensíveis e mistas com níveis sonoros regulamentares;  Corrigir zonas sensíveis e mistas com níveis sonoros não regulamentares;  Criar novas zonas sensíveis e mistas com níveis sonoros compatíveis.

A situação apresentada nele pode ser a existente ou uma previsão, sendo assim, uma importante ferramenta para o auxílio do desenvolvimento do Plano Diretor de uma cidade. (APA, 2011).

A Figura 3 abaixo traz como exemplo o mapa de ruído elaborado em no centro de Madrid- Espanha realizado em 2011.

Figura 3 – Mapa de ruído do Centro de Madrid Fonte: (Portal web del Ayuntamiento de Madrid, 2013)

(17)

5.2.1 Mapeamento estratégico de ruído

O mapa estratégico de ruído é realizado em zonas de interesse para a avaliação da exposição global ao ruído devido a várias fontes. Na Europa a Diretiva 2002/49/CE estabelece que os mapas estratégicos de ruído sejam obrigatórios para grandes aeroportos situados em seu território. (PARLAMENTO EUROPEU E DO CONSELHO, 2002).

A Diretiva 2002/49/CE traz um anexo com os requisitos mínimos estabelecidos que os mapas estratégicos devem seguir, que se encontra no Anexo A deste projeto.

Esse mapa é uma parcela menor e mais detalhada do mapa de ruído, onde possibilita intervenções numa região que necessita de um estudo específico e mais aprofundado, que é o caso do projeto em estudo. O mapa estratégico de ruído aeroportuário fará parte do mapa de ruído da cidade de Sinop – MT.

5.2.2 Plano de ação

O plano de ação tem como objetivo gerir os problemas e efeitos do ruído baseado nos mapas estratégicos de ruído. A Diretiva 2002/49/CE determina alguns locais a serem solucionados pelos Estados-Membros como grandes eixos rodoviários, ferroviários, grandes aeroportos e cidade com mais de 250 mil habitantes, neste último tendo como objetivo preservar as zonas tranquilas em relação ao aumento dos níveis de ruído. Os planos de ação obedecerão aos requisitos mínimos estabelecidos no documento presente no Anexo B.

5.3 DESCRITORES SONOROS PARA A AVALIAÇÃO DE RUÍDOS

NÃO ESTACIONÁRIOS

5.3.1 Nível sonoro equivalente (Leq)

De acordo com Gerges (2000), “O Leq é usado como padrão de análise do ruído

ambiental, representa o potencial de lesão auditiva do nível que oscila, que depende não só do seu nível como também da sua duração”. Dinato (2011) faz menção que o Leq considera o som como uma fonte de energia, para se avaliar os danos causados

à audição. Seu cálculo é dado pela equação (GERGES, 2000):

 

dt

p

t

p

T

T 0 2 0 2 10 eq

1

log

10

=

L

Equação 1

(18)

Onde:

T: tempo total de medida;

p(t): pressão sonora instantânea;

p0: pressão sonora de referência (2,0 x 10-5 N/m²).

Para uma maior aproximação entre o valor medido e a sensação do indivíduo exposto, grande parte das normas considera o nível de pressão sonora ponderado na curva A, LAeq em dB(A), sendo o parâmetro mais utilizado na descrição do ambiente

acústico vinculada à percepção do ruído pelas pessoas.

5.3.2 Nível dia e noite (Ldn)

Desenvolvida pela Agência de Proteção Ambiental norte-americana (EAP- Environmental Protection Agency) é uma medida para avaliar o ruído em comunidades, calculada em períodos de 24 horas, este intervalo de tempo é dividido em dois turnos, diurno (7 h às 22 h) e noturno (22 h às 7 h). Bistafa (2006) afirma que o período noturno tem seus níveis sonoros penalizados em 10 dB, por ser considerado o período de repouso da maioria dos indivíduos, ou seja, quando os ruídos são julgados mais perturbadores.

O procedimento se baseia no somatório dos Leq de cada hora do período diurno

com os Leq de cada período noturno mais o acréscimo de 10 dB, fazendo em seguida

a média durante as 24 horas, através da Equação 2 (BISTAFA, 2006):

 

10 10 10 dn

15

10

9

10

24

1

log

10

=

L

Ld Ln Equação 2 Onde:

Ld: nível equivalente do período diurno;

Ln: nível equivalente do período noturno.

5.3.3 Nível de exposição sonora (SEL)

O nível de exposição sonora (sound exposure level- SEL) segundo Bistafa (2006) “está associada a descrição do ruído de sobrevoos de aeronaves, onde cada sobrevoo é considerado como um único evento caracterizado pelo SEL”.

O SEL é a grandeza acústica que indica o nível constante que se dissipa em um segundo, que tem o nível equivalente de ruído medido. Ele representa a energia sonora dissipada que pode estar contida num ruído qualquer, como se isso ocorresse

(19)

em um período de um segundo. (BISTAFA, 2006). A Equação para a determinação do SEL está abaixo, onde t é o tempo medido dado em segundos, expressa da seguinte forma:

s

t

L

SEL

eq

1

log

10

Equação 3

5.3.4 Nível de ruído percebido (PNL)

O nível de ruído percebido (Perceived noise level- PNL) avalia a perturbação gerada por aeronaves a jato. Seu método de cálculo é baseado nas curvas com o mesmo índice de ruidosidade, durante um sobrevoo, a cada intervalo de 0,5 s o espectro do ruído em n bandas de 1/3 oitava. Essas bandas são convertidas para noys a partir da Figura 4 e associado às n bandas de ruído pela expressão (BISTAFA, 2006):

máx n i i máx

N

N

N

N

1

15

,

0

Equação 4 Onde:

Ni: número de noys da i-ésima banda de ruído;

Nmáx: o de valor de noys entre as bandas de ruído.

A Figura 4 abaixo apresenta o ábaco de conversão do nível de pressão sonora- NPS, para noy em cada frequência central da banda de oitava.

(20)

Figura 4 – Curvas de mesma ruidosidade percebida para bandas de ruído de oitava Fonte: (BISTAFA, 2006)

O noy é a unidade de medida utilizada para mensurar a grandeza acústica de incômodo de ruído (ruidosidade percebida), um tom puro em uma frequência de 1 KHz, com NPS de 40 dB tem que a ruidosidade percebida equivalente a 1 noy. (BISTAFA, 2006).

Após obter o valor de N podemos calcular o PNL através de:

dB

N

PNL

33

,

2

log

40

Equação 5

(21)

5.3.4.1 Nível de ruído percebido com correção de tom (PNLT)

Quando há ocorrência de irregularidades a ABNT NBR 11.415 (1990) determina que seja acrescentado um fator de correção de tom, definido da seguinte maneira:

PNL

C

PNdB

PNLT

Equação 6

Onde C é o fator de correção de tom.

Identificados picos relativamente elevados nos espectros medidos, aplica-se as correções conforme estabelecida pela norma ISO 3891, podendo ter a correção de até +7 dB nos piores casos. (BISTAFA, 2006).

5.3.5 Nível efetivo de ruído percebido (EPNL)

O nível efetivo de ruído percebido (effective perceived noise level-EPNL) é calculado a partir da integração de PNLT no intervalo de tempo no qual este esteve em até 10 dB abaixo do valor máximo, sendo normalizado o intervalo de tempo de referência de 10 s. Sendo esse intervalo de 10 s para penalizar aviões que geram muito ruído durante um longo período e que também é um tempo razoável de sobrevoo típico. O EPNL é obtido pela equação (BISTAFA, 2006):

 

dB

dt

EPNL

t t t PNLT

2 1 10

10

10

1

log

10

Equação 7 Onde:

t1 e t2: intervalo de tempo de integração; PNLT(t): o PNLT no instante t.

Na prática é feita a substituição da integração pelo somatório obtido em n intervalos de 0,5 s (PNLTi), aproximada por:

dB

EPNL

n i PNLTi 1 10

10

10

5

,

0

log

10

dB

n i PNLTi

13

10

log

10

1 10

 Equação 8

(22)

O procedimento de cálculo é apresentado também na norma brasileira ABNT NBR 10.856 (1989).

5.3.6 Nível de ruído previsto (NEF)

De acordo com Bistafa (2006), “o nível de ruído previsto (noise exposure forecast-NEF) tem por base o EPNL, sendo calculado por meio da expressão”:

dB

N

N

EPNL

NEF

dij nij ij ij

75

2

,

1

20

log

10

Equação 9 Com: i: i-ésima aeronave;

j: j-ésima trajetória de voo realizada pela aeronave; EPNLij: nível efetivo de ruído percebido;

Ndji: número de operações diurnas;

Nnij: número de operações noturnas.

Quando calculado a partir de um observador, tem que realizar o somatório das contribuições de todas as aeronaves, em todas as operações possíveis, pela equação:

dB

NEF

a i b j NEFij



1 1 10

10

log

10

Equação 10

a: número de tipos de aviões; b: número de trajetórias de voo.

O NEF tem sido utilizado pelo Departamento de Habitação e Desenvolvimento Urbano dos Estados Unidos (HUD) para o zoneamento de ruído no entorno de aeroportos através de curvas isofônicas.

Por meio dessas curvas, pode-se avaliar a extensão do impacto sonoro produzido pelo aeroporto, além de analisar quantitativamente os efeitos de soluções imaginadas. Dessa forma, pode-se elaborar uma política de ocupação do solo, que harmonize a convivência entre o aeroporto e a comunidade servida (IAC, 1981 apud CARVALHO JR et al., 2013).

Os procedimentos que permitem a construção aproximada das curvas de nível de ruído pelo NEF, é apresentado por Bistafa (2006), exclusivamente a partir do número de tráfego de aviões a jato no aeroporto, pelos seguintes passos:

(23)

 Calcular o índice de tráfego do aeroporto (X) por meio de X = Nd + 17 x Nn,

sendo Nd e Nn o número de pousos e decolagens de aviões a jatos, diurno e

noturno.

 Com o valor de X, obter na Tabela 2 a relação L/W da curva de nível de ruído.

Tabela 2 – Valores da razão L/W recomendadas para a construção aproximada das curvas de nível de ruído baseadas no NEF, a partir do índice de tráfego do aeroporto (X).

X L/W NEF-30 NEF-40 50 1,6 km/0,8 km - 50-500 4,8 km/ 0,8 km 1,6 km/300 m 500-1300 9,6 km/2,4 km 4,0 km/600 m > 1300 16,0 km/3,2 km 6,4 km/900 m

Fonte: Lord et al. (1987) apud Bistafa (2006)

 Localizar um ponto no centro da área ocupada pelas principais pistas do aeroporto, e em seguida traçar o segmento que une esse ponto ao receptor.

Após descobertas as curvas de ruído Bistafa (2006) traz a Tabela 3 de categorização de aceitabilidade do receptor quanto à exposição ao ruído de aeronaves.

Tabela 3 – Categorias de aceitabilidade para exposição ao ruído de aeronaves baseadas no NEF. Posição do receptor até o centro da área que envolve as principais

pistas do aeroporto

Categoria de aceitabilidade Exterior à curva de nível NEF-30 e a uma distância maior ou igual à

distância entre as curvas de nível NEF-30 e NEF-40 Claramente aceitável Exterior à curva de nível NEF-30 e a uma distância menor que a

distância entre as curvas de nível NEF-30 e NEF-40 Normalmente aceitável Entre as curvas de NEF-30 e NEF-40 Normalmente inaceitável

Interior à curva NEF-40 Claramente inaceitável Fonte: Lord et al. (1987) apud Bistafa (2006)

5.4 PLANO DE ZONEAMENTO DE RUÍDO

O plano de zoneamento de ruído é o documento que tem por objetivo representar geograficamente a área de impacto de ruído aeronáutico decorrente das operações nos aeródromos através das curvas de ruído, estabelecendo normas para a ocupação ordenada no entorno do aeroporto. Compatibilizando o desenvolvimento de diversas atividades urbanas ou rurais ali situadas com os níveis sonoros aeronáutico, promovendo uma harmonia entre comunidade e aeroporto. (ANAC, 2017).

(24)

As curvas vão de 85 dB a 65 dB, com uma variação a cada 5 dB. O PZR tem que ser atualizado sempre que ocorrerem alterações físicas ou operacionais que interfiram nos requisitos definidos pelo RBAC nº 161 Emenda nº 01.

O tipo de PZR vária de acordo com a média anual de movimento de aeronaves no aeroporto, para aeródromos com média anual de movimento de aeronaves dos últimos três anos superior a 7.000, deve ser aplicado um PEZR, para os demais aeródromos, é facultado ao operador escolher o tipo de plano a ser elaborado, PBZR ou PEZR. (ANAC, 2013).

5.4.1 Plano básico de zoneamento de ruído- PBZR

O PBZR deve ser elaborado para aeroportos com movimentação média anual abaixo de 7.000 aeronaves, porém esses podem ser solicitados pela a ANAC a fazer o PEZR. Constituído por curvas isofônicas de ruído de 75 dB e 65 dB, definidas através das Figura 5 e Tabela 4, em relação ao número de movimentos de aeronave de ano anterior.

Figura 5 – Curvas de ruído do PBZR Fonte: (ANAC, 2013)

A Figura 5 traz o modelo das curvas de ruído as distâncias indicadas são a partir do eixo central da pista de pouso e decolagem. Os valores de L1, L2, R1 e R2, são apresentados na Tabela 4.

Tabela 4 – Dimensões (em metros) das curvas de ruído de 75 e 65.

Movimento anual Classe L1 R1 L2 R2

Até 400 1 70 30 90 60

De 400 a 2.000 2 240 60 440 160 De 2.001 a 4.000 3 400 100 600 300 De 4.001 a 7.000 4 550 160 700 500

(25)

Sinop se enquadra na classe 2, de acordo com a Tabela 4. A Figura 6 traz um estudo preliminar no PBZR do Aeroporto de Sinop- MT.

Figura 6 – Mapa de ruído do Aeroporto de Sinop – PBZR Fonte: (Acervo próprio, 2017)

5.4.2 Plano específico de zoneamento de ruído- PEZR

O PEZR deve ser elaborado para aeroportos com movimentação média anual acima de 7.000 aeronaves. As cinco curvas que compõe o PEZR são calculadas por meio de programa computacional com metodologia que utiliza a métrica DNL, o cálculo as curvas para o sistema de pouso e decolagem previsto no planejamento para a expansão da infraestrutura aeroportuária, contida no Plano Diretor. Também deverá ser realizado o cálculo considerando as situações e dados operacionais atuais.

(26)

Figura 7 abaixo traz um exemplo de mapa estratégico feito no Aeroporto Internacional de Brasília – DF.

Figura 7 – Mapa de ruído do Aeroporto Internacional de Brasília – PEZR Fonte: (CARVALHO JR. et al, 2013)

5.5 LEGISLAÇÕES

Smozinski (2011) verificou possíveis contradições entre diversas normas que abordam o ruído aeroviário no Brasil. Dessa análise concluiu-se que a portaria 1.141/GM5 (1987) e as normas NBR’s 11.415, 10.856 e 12.859 constituem-se o melhor embasamento teórico e metodológico a ser adotado para estudos relacionados a ruído aeronáutico, atualmente, no Brasil.

(27)

E apesar da incompatibilidade da legislação ambiental em relação aos limites sonoros para áreas aeroportuárias, no estudo de Carvalho Jr, Garavelli e Maroja, 2011 citado por Smozinski (2011) “a percepção de incômodo sonoro, por ruído aeroviário, melhor se correlaciona com os limites indicados na NBR 10.151”.

5.5.1 Conselho Nacional Do Meio Ambiente- CONAMA

A Resolução CONAMA nº 001, de 08 de março de 1990, trata da emissão de ruídos em razão de quaisquer atividades industriais, comerciais, sociais ou recreativas, inclusive as de propaganda política. Visando a saúde e o sossego público, considera que níveis superiores aos aceitáveis pela norma ABNT NBR 10.151 (2000) são prejudiciais e causam impactos ambientais.

(28)

5.5.2 NBR 10.151- Avaliação do ruído em áreas habitadas, visando o conforto da comunidade - Procedimento

A Associação Brasileira de Normas Técnicas- ABNT através da norma NBR 10.151, que entrou em vigor em junho de 2000, fixa as condições exigíveis para a aceitabilidade do ruído em comunidades, independente de existência de reclamações, estabelece o método para a medição de ruído e o método para a avaliação envolve as medições do nível de pressão sonora equivalente (LAeq) em decibel ponderado em “A” - dB(A).

Os níveis superiores citados em 5.4.2 é em relação a Tabela 5 de nível de critério de avaliação- NCA, para ambientes externos.

Tabela 5 – Nível de critério de avaliação NCA para ambientes externos, em dB(A) Tipos de área Diurno Noturno Áreas de sítios e fazendas 40 35 Áreas estritamente residencial urbana ou de hospitais ou de escolas 50 45 Área mista, predominantemente residencial 55 50 Área mista, com vocação comercial e administrativa 60 55 Área mista com vocação recreacional 65 55 Área predominantemente industrial 70 60

Fonte: NBR 10.151 (ABNT, 2000)

5.5.3 NBR 12.859- Avaliação do impacto sonoro gerado por operações

aeronáuticas

A ABNT através da NBR 12.859 que entrou em vigor em maio de 1993 define as condições exigíveis para gerar curvas isofônicas e analisar os níveis de incômodo sonoro em função das áreas sujeitas ao ruído gerado por operações aeronáuticas. A NBR 12.859 utiliza como documentos complementares a ABNT NBR 10.856 (1989) e a ABNT NBR 11.415 (1990), apresentadas em sequência.

5.5.4 NBR 11.415- Ruído aeronáutico

A NBR 11.415 é norma da ABNT que entrou em vigor em novembro de 1990 traz as definições dos termos e grandezas utilizados na área de ruído aeronáutico. Descreve níveis de ruído e sua exposição, máxima onde o tempo máximo de exposição para um ruído de 85 dB(A) são de 8 horas diárias e para um ruído de 115 dB(A) são de 7 minutos diários.

(29)

5.5.5 NBR 10.856- Determinação do nível efetivo de ruído percebido (EPNL) de sobrevoo de aeronaves

A NBR 10.856 da ABNT entrou em vigor em agosto de 1989 e tem como objetivo mostrar as condições exigíveis para a determinação do EPNL, nas medições de ruído de sobrevoo de aeronaves. O EPNL avalia os efeitos subjetivos no homem através de três de três propriedades básicas: NPS, distribuição de frequência e variação no tempo.

5.5.6 REGULAMENTO BRASILEIRO DA AVIAÇÃO CIVIL – RBAC nº 161

EMENDA nº 01

A RBAC nº 16 Emenda nº1 de setembro de 2013, estabelece os requisitos para elaboração e aplicação do PZR, contendo informações suficientes para que sejam realizadas ações que minimizem o impacto à comunidade exposta ao ruído aeronáutico. Determinando a criação de curvas de ruído, como apresentado no item 5.4 e nos seus subitens 5.4.1 e 5.4.2, e a classificação de uso do solo, Tabela 6 e Tabela 7.

(30)

Tabela 7 (ANAC, 2013).

5.5.7 Diretiva Europeia 2002/49/CE

A Diretiva Europeia 2002/49/CE de junho de 2002, tem como proposta central definir uma abordagem comum para evitar, prevenir ou reduzir os efeitos prejudiciais da exposição ao ruído ambiental nos Estados-Membros Europeus. Além dos mapas de ruído, é exigido a determinação do nível de incômodo, para fontes de ruído de tráfego aeroviário, rodoviário e ferroviário. (PARLAMENTO EUROPEU E DO CONSELHO, 2002).

5.6 INTEGRATED NOISE MODEL (INM)

O INM é um modelo computacional que avalia os impactos de ruído nas proximidades dos aeroportos, sua base de dados é baseada nas principais operações de aeronaves fabricadas, ruído, potência e distância (noise, power, distance- NPD), que pode produzir curvas de ruído para uma área ou nível sonoro de ruído pré-determinados. Os dados de saída podem ser baseados na exposição, baseada no nível máximo ou no tempo, seu uso pode ser para fins de (FAA, 2015, tradução nossa):  Avaliação do impacto atual do ruído de aeronaves em torno de um determinado

aeroporto ou heliporto;

 Avaliação do impacto de ruído resultante das mudanças de pistas novas, ampliadas ou configurações operacionais;

 Avaliação do impacto do ruído resultantes de mudanças por nova demanda de tráfego ou de frota;

 Avaliação do impacto do ruído de novos procedimentos operacionais;

 Avaliação do impacto do ruído de operações de aeronaves nos parques nacionais no entorno de aeroportos.

5.7 AVALIAÇÃO DO RUÍDO EM COMUNIDADES

Para caracterizar os efeitos do ruído em comunidades expostas à vários tipos de ruído ambiental, estudos demonstram uma significativa correlação entre a interferência em comunidades e níveis de ruído. A figura abaixo faz a comparação da porcentagem de pessoas severamente perturbadas (%HA) pelo ruído do tráfego veicular e aéreo, a partir da Figura 8. (BISTAFA, 2006).

(31)

Figura 8 – Porcentagem de pessoas severamente perturbadas pelo ruído de tráfego veicular e aéreo (%HA) versus Ldn.

Fonte: (BISTAFA, 2006)

Segundo Bistafa (2006), a Figura 9 abaixo apresenta 55 estudos de caso de ruídos em comunidades por meio de um gráfico de reação comunitária em função do Ldn. Porém são representativos para aglomerações com 10 mil pessoas ou mais.

Figura 9 – Reação comunitária em função do Ldn.

Fonte: (BISTAFA, 2006)

A equação da curva acima é apresentada por:

dn dn dn L L L HA0,00047 0,0401 0,8553 % 3 2 Equação 11

(32)

A avaliação da aceitabilidade do ruído em comunidades é realizada pela NBR 10.151, Tabela 5, independente de haver reclamações.

Para fazer a estimativa do número de pessoas expostas ao ruído aeronáutico em diferentes curvas de ruído, Peixoto e Biângulo (2016) afirmam que, através de dados de densidade populacional disponibilizados pelo IBGE e a área de cada curva de ruído é possível encontrar a taxa de população exposta por meio da multiplicação desses dados.

5.8 O AEROPORTO

Não foi possível encontrar dados oficiais referentes ao Aeroporto Municipal Presidente João Figueiredo em órgãos responsáveis pela administração. No momento os dados obtidos não tem um valor de confiança elevado devido serem coletados na Wikipédia (2017), que se trata de uma enciclopédia livre. Para a execução do presente projeto, será requerido através de oficio os dados oficiais.

As características básicas obtidas de acordo com o Wikipédia são:  Latitude: 11º53'06 S

 Longitude: 55º35'10 W  Elevação: 374 m  Pista: 1630 m x 30 m

(33)

6 METODOLOGIA

A metodologia será utilizada no decorrer da pesquisa, adotando as metodologias indicadas pelo Brasil e pela Comunidade Europeia, para que seja possível avaliar o impacto do ruído aeronáutico no entorno do Aeroporto Municipal Presidente João Figueiredo (SWSI). Ela consiste em avaliar o impacto sonoro nas proximidades do aeroporto, através da geração de curvas isofônicas, definição do PZR, utilizando o INM, versão 7.0d, desenvolvido pela Federal Aviation Adiministration – FAA.

6.1 MÉTODOS DE CÁLCULO

As simulações serão realizadas através do software INM 7.0d (Integrated Noise Model) utilizando a métrica DNL (Ldn) a partir da frota de aeronaves que realizam

operações no aeroporto, fazendo o diagnóstico atual e previsões futuras.

Para isso serão necessários os dados de entrada que são exigidos pela RBAC nº 161. Para o PBZR esses dados são:

 Planta do aeroporto, em escala que possibilite a identificação de ruas e lotes da região;

 Coordenadas geográficas das cabeceiras das pistas de pouso e decolagem;  Limites do sítio aeroportuário;

 Número médio de movimentação anual do ano anterior, neste caso 2016. Será necessário também o estudo de compatibilizações e incompatibilizações de uso do solo para as áreas delimitadas por essas curvas, através da Tabela 6.

Tabela 6 – Usos compatíveis e incompatíveis para áreas abrangidas por PBZR Uso de solo

Nível de ruído médio dia-noite (dB)

Abaixo de

65 65 – 75

Acima de 75

Residencial

Residências uni e multifamiliares S N (1) N Alojamentos temporários (exemplos: hotéis, motéis e

pousadas ou empreendimentos equivalentes) S N (1) N Locais de permanência prolongada (exemplos:

presídios, orfanatos, asilos, quartéis, mosteiros, conventos, apart-hotéis, pensões ou empreendimentos equivalentes)

S N (1) N

(34)

Educacional (exemplos: universidades, bibliotecas, faculdades, creches, escolas, colégios ou

empreendimentos equivalentes)

S N (1) N

Saúde (exemplos: hospitais, sanatórios, clínicas, casas de saúde, centros de reabilitação ou empreendimentos equivalentes)

S 30 N

Igrejas, auditórios e salas de concerto (exemplos: igrejas, templos, associações religiosas, centros culturais, museus, galerias de arte, cinemas, teatros ou empreendimentos equivalentes)

S 30 N

Serviços governamentais (exemplos: postos de atendimento, correios, aduanas ou empreendimentos equivalentes)

S 25 N

Transportes (exemplos: terminais rodoviários, ferroviários, aeroportuários, marítimos, de carga e passageiros ou empreendimentos equivalentes)

S 25 N

Estacionamentos (exemplo: edifício garagem ou

empreendimentos equivalentes) S 25 N

Usos Comerciais e serviços

Escritórios, negócios e profissional liberal (exemplos: escritórios, salas e salões comerciais, consultórios ou empreendimentos equivalentes)

S 25 N

Comércio atacadista - materiais de construção,

equipamentos de grande porte S 25 N

Comércio varejista S 25 N

Serviços de utilidade pública (exemplos: cemitérios, crematórios, estações de tratamento de água e esgoto, reservatórios de água, geração e distribuição de energia elétrica, Corpo de Bombeiros ou empreendimentos equivalentes)

S 25 N

Serviços de comunicação (exemplos: estações de rádio

e televisão ou empreendimentos equivalentes) S 25 N

Usos Industriais e de Produção

Indústrias em geral S 25 N

Indústrias de precisão (Exemplo: fotografia, óptica) S 25 N Agricultura e floresta S S (3) N Criação de animais, pecuária S S (3) S (4) Mineração e pesca (exemplo: produção e extração de

recursos naturais) S S S

Usos Recreacionais

Estádios de esportes ao ar livre, ginásios S S N Conchas acústicas ao ar livre e anfiteatros S N N Exposições agropecuárias e zoológicos S N N

Fonte: ANAC (2013)

S (Sim) = usos do solo e edificações relacionadas compatíveis sem restrições. N (Não) = usos do solo e edificações relacionadas não compatíveis.

25, 30, 35 = usos do solo e edificações relacionadas geralmente compatíveis. Medidas para atingir uma redução de nível de ruído – RR de 25, 30 ou 35 dB devem ser incorporadas no projeto/ construção das edificações onde houver permanência prolongada de pessoas.

(1) Sempre que os órgãos determinarem que os usos devam ser permitidos, devem ser adotadas medidas para atingir uma RR de pelo menos 25 dB.

(35)

(2) Edificações residenciais requerem uma RR de 25 dB. (3) Edificações residenciais requerem uma RR de 30 dB. (4) Edificações residenciais não são compatíveis.

O PEZR deve ser elaborado para aeroportos com movimentação média anual acima de 7.000 aeronaves. As cinco curvas que compõe o PEZR são calculadas por meio de programa computacional com metodologia que utiliza a métrica DNL, o cálculo as curvas para o sistema de pouso e decolagem previsto no planejamento para a expansão da infraestrutura aeroportuária, contida no Plano Diretor. Também deverá ser realizado o cálculo considerando as situações e dados operacionais atuais. (ANAC, 2013).

Para o PEZR o procedimento para cálculo a partir do INM requer dados de entrada que consiste nas características físicas do aeroporto, tipos de aeronaves, parâmetros operacionais, geometria entre o ponto de um observador e a trajetória de voo e informações sobre as métricas de ruído. (GIOVANELLI NETO, 2010)

Em relação ao aeroporto serão necessários os dados:  Latitude e longitude do aeroporto;

 Posicionamento das pistas em relação às coordernadas;  Elevação da pista de pouso em relação ao nível do mar;  Média anual da temperatura;

 Média anual da umidade relativa;  Média anual barométrica;

 Inclinação da pista de pouso.

Em relação ao tráfego aéreo, as informações necessárias são:  Modelo da aeronave;

 Tipo de operação (pouso ou decolagem);  Cabeceira utilizada;

 Número de operações para cada período (dia e noite);  Nível de performance da aeronave.

O estudo de compatibilizações e incompatibilizações de uso do solo para as áreas delimitadas pelo PEZR, é dado através da Tabela 7.

(36)

Tabela 7 – Usos compatíveis e incompatíveis para áreas abrangidas por PEZR Uso de solo

Nível de ruído médio dia-noite (dB)

Abaixo

de 65 65-70 70-75 75-80 80-85

Acima de 85 Residencial

Residências uni e multifamiliares S N (1) N (1) N N N Alojamentos Temporários (exemplos: hotéis,

motéis e pousadas ou empreendimentos equivalentes)

S N (1) N (1) N (1) N N

Locais de permanência prolongada (exemplos: presídios, orfanatos, asilos, quartéis, mosteiros, conventos, apart-hotéis, pensões ou empreendimentos equivalentes)

S N (1) N (1) N N N

Usos Públicos

Educacional (exemplos: Universidades, bibliotecas, faculdades, creches, escolas, colégios ou empreendimentos equivalentes)

S N (1) N (1) N N N

Saúde (exemplos: hospitais, sanatórios, clínicas, casas de saúde, centros de reabilitação ou empreendimentos equivalentes)

S 25 30 N N N

Igrejas, auditórios e salas de Concerto (exemplos: igrejas, templos, associações religiosas, centros culturais, museus, galerias de arte, cinemas, teatros ou

empreendimentos equivalentes)

S 25 30 N N N

Serviços governamentais (exemplos: postos de atendimento, correios, aduanas ou empreendimentos equivalentes)

S S 25 30 N N

Transportes (exemplos: terminais rodoviários, ferroviários, aeroportuários, marítimos, de carga e passageiros ou empreendimentos equivalentes)

S S 25 30 35 35

Estacionamentos (exemplo: edifício garagem

ou empreendimentos equivalentes) S S 25 30 35 N

Usos Comerciais e serviços

Escritórios, negócios e profissional liberal (exemplos: escritórios, salas e salões comerciais, consultórios ou

empreendimentos equivalentes)

S S 25 30 N N

Comércio atacadista - materiais de

construção, equipamentos de grande porte S S 25 30 35 N Comércio varejista S S 25 30 N N Serviços de utilidade pública (exemplos:

cemitérios, crematórios, estações de tratamento de água e esgoto, reservatórios de água, geração e distribuição de energia elétrica, Corpo de Bombeiros ou

empreendimentos equivalentes)

S S 25 30 35 N

Serviços de comunicação (exemplos: estações de rádio e televisão ou empreendimentos equivalentes)

S S 25 30 N N

Usos Industriais e de Produção

(37)

Indústrias de precisão (Exemplo: fotografia,

óptica) S S 25 30 N N

Agricultura e floresta S S (2) S (3) S (4) S (4) S (4) Criação de animais, pecuária S S (2) S (3) N N N Mineração e pesca (Exemplo: produção e

extração de recursos naturais) S S S S S S

Usos Recreacionais

Estádios de esportes ao ar livre, ginásios S S S N N N Conchas acústicas ao ar livre e anfiteatros S N N N N N Exposições agropecuárias e zoológicos S S N N N N

Fonte: ANAC (2013)

S (Sim) = usos do solo e edificações relacionadas compatíveis sem restrições. N (Não) = usos do solo e edificações relacionadas não compatíveis.

25, 30, 35 = usos do solo e edificações relacionadas geralmente compatíveis. Medidas para atingir uma redução de nível de ruído – RR de 25, 30 ou 35 dB devem ser incorporadas no projeto/ construção das edificações onde houver permanência prolongada de pessoas.

(1) Sempre que os órgãos determinarem que os usos devam ser permitidos, devem ser adotadas medidas para atingir uma RR de pelo menos 25 dB.

(2) Edificações residenciais requerem uma RR de 25 dB. (3) Edificações residenciais requerem uma RR de 30 dB. (4) Edificações residenciais não são compatíveis.

Para a validação do mapa de ruído estratégico Bistafa (2006) afirma que são necessárias pelo menos 20 medições em um determinado receptor para cada tipo de aeronave, no período inteiro de sobrevoo do avião sobre o aeroporto, incluindo o taxiamento na pista.

O posicionamento do equipamento será realizado de acordo com o proposto por Bistafa (2006), onde utiliza a projeção da trajetória de voo e a altitude da aeronave para determinar a distância em que o receptor (sonômetro) deve ser localizado, por meio de análise da geometria presente na Figura 10.

Figura 10 – Geometria das operações aeroportuárias para efeito de estimativa do impacto devido ao ruído

(38)

7 CRONOGRAMA

ATIVIDADES

2017 2018

JUL AGO SET OUT NOV DEZ JAN

Encontro com orientador.

Estudo avançado das ferramentas do software INM.

Modelagem

Coleta de dados

Processamento dos resultados.

Redação do artigo.

Revisão final e entrega oficial.

(39)

8 REFERENCIAL BIBLIOGRÁFICO

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 10.856: Determinação do nível efetivo de ruído percebido (EPNL) de sobrevoo de aeronaves. Rio de

Janeiro, 1989.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 11.415: Ruído aeronáutico. Rio de Janeiro, 1990.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 12.859: Avaliação do impacto sonoro gerado por operações aeronáuticas. Rio de Janeiro, 1993.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 10.151: Avaliação do ruído em áreas habitadas, visando o conforto da comunidade - Procedimento. Rio de Janeiro, 2000.

AGÊNCIA NACIONAL DE AVIAÇÃO CIVIL. Regulamento Brasileiro da Aviação Civil – RBAC nº 161 Emenda nº 01 de 10 de setembro de 2013. Planos de Zoneamento de Ruído de Aeródromos – PZR.

AGÊNCIA NACIONAL DE AVIAÇÃO CIVIL. Plano de Zoneamento de Ruído. Disponível em: < http://www2.anac.gov.br/sepc/ruido.asp>. Acesso em: 8 mai. 2017. AGÊNCIA PORTUGUESA DO AMBIENTE. Directrizes para Elaboração de Mapas de Ruído: Versão 3. Amadora: Portugual. 2011.

BISTAFA, Sylvio R. Acústica Aplicada ao Controle do Ruído. 1ª ed. São Paulo: Edgard Blücher, 2006.

BRASILEIRO, T. C. Mapeamento sonoro: estudo do ruído urbano no bairro castelo branco, em João Pessoa – PB. 2017. 174f. Dissertação (Mestrado em Arquitetura e Urbanismo, na área de concentração Projeto, Morfologia e Conforto do Ambiente Construído.) – Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Centro de Tecnologia. Departamento de Arquitetura.

CARVALHO JR. et al. Análise das principais métricas utilizadas no zoneamento acústico de áreas próximas a aeródromos. Journal of Transport Literature, vol. 7, n. 4, pp. 175-198. 2013.

CONAMA. Conselho Nacional Do Meio Ambiente. Resolução CONAMA nº 001, de 08 de março de 1990.

DINATO, A.C. Ruído sonoro no entorno de aeroportos: um estudo de caso no aeroporto de Ribeirão Preto. 2011. Tese (Doutorado em Engenharia de Transportes e Área de Concentração em Infraestrutura de Transportes) – Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo, São Carlos-SP.

FEDERAL AVIATION ADMINISTRATION. Integrated noise model (INM). 2015. Disponível em: <https://www.faa.gov/about/office_org/headquartersoffices/apl/rese arch/models /inm_model/>. Acesso em: 19 jun. 2017.

(40)

FERNANDES, J.C. Acústica e ruídos. Bauru: UNESP. 2002. Disponível em: < http://r egatebrasiliavirtual.com.br/moodle/file.php/1/E-book/Materiais_para_Downlaod/Ruid o/Apostila%20de%20Ruido%20I.pdf>. Acesso em: 7 jun. 2017.

GERGES, S. N. Y. Ruído: fundamentos e controle, Florianópolis: NR Editora. 2000. GIOVANELLI NETO, A. Análise de ruído aeronáutico no entorno do aeroporto de São José dos Campos. 2010. 106f. Dissertação (Mestrado em Ciências ambientais) – Universidade de Taubaté, Taubaté-SP.

IIDA, Itiro. Ergonomia: Projeto e produção. 2ª Edição revisada e ampliada, São Paulo: Edgard Blücher, 2005.

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Cidade de Sinop-MT. 2017. Disponível em: < https://cidades.ibge.gov.br/v4/brasil/mt/sinop/panorama>. Acesso em: 15 mai. 2017.

MACEDO, F.C.; RAMOS, P. Formação, expansão e diversificação econômica: o caso do município projetado de sinop/MT. 2015

PARLAMENTO EUROPEU E DO CONSELHO. Diretiva 2002/49/CE de 25 de junho de 2002. Relativa à avaliação e gestão do ruído ambiente.

PEIXOTO, G.; BIÂNGULO, M. Avaliação do zoneamento sonoro no entorno do aeroporto de São Gonçalo do Amarantes (ASGA)- RN. Brasília. 2016.

SMOZINSKI, F. V. Análise das normas que avaliam o ruído aeronáutico no Brasil. 2011. 20f. Artigo (Trabalho de Conclusão de Curso de Graduação em

Bacharelado em Engenharia Ambiental) – Universidade Católica de Brasília, Brasília – DF.

SOUZA. C.A.F. Ordenamento jurídico ambiental brasileiro e interfaces com o crescimento do transporte aéreo. Revista Brasileira de Direito Aeronáutico e Espacial. 2007. Disponível em:<http://www.sbda.org.br/revista/Anterior/1793.htm>. Acesso em: 11 jun. 2017.

WHO. Burden of Disease from Environmental Noise – Quantification of Healthy Life Years Lost in EuropeWHO regional office for. World Health Organization, 2011. Disponível em: <http://scholar.google.com/scholar?hl=en&btnG=Search&q=intitle:B urden+of+disease+from+environmental+noise+Quantification+of+healthy+life+years +lost+in+Europe#4. Acesso em: 16 mai. 2017.

WIKIPÉDIA. Aeroporto Municipal Presidente João Figueiredo. Disponível em: <h ttps://pt.wikipedia.org/wiki/Aeroporto_Municipal_Presidente_Jo%C3%A3o_Figueired o>. Acesso em: 16 mai. 2017.

(41)

9 ANEXOS

9.1 ANEXO A – REQUISITOS MÍNIMOS PARA OS MAPAS DE RUÍDO

ESTRATÉGICOS SEGUNDO A DIRETIVA EUROPÉIA 2002/49/CE

DE 25 DE JUNHO DE 2002

A que se refere o artigo 7.º

1.Um mapa de ruído estratégico é uma apresentação dos dados referentes a um dos seguintes aspectos:

 Situação sonora existente, anterior ou prevista em função de um indicador de ruído,

 Ultrapassagem de um valor-limite,

 Número estimado de habitações, escolas e hospitais numa determinada zona que estão expostas a valores específicos

 De um dado indicador de ruído,

 Número estimado de pessoas localizadas numa zona exposta ao ruído,

2.Os mapas de ruído estratégicos podem ser apresentados ao público sob a forma de:

 Figuras,

 Dados numéricos em quadros,

 Dados numéricos sob forma electrónica.

3.Os mapas de ruído estratégicos relativos às aglomerações incidirão particularmente no ruído emitido por:

 Tráfego rodoviário,  Tráfego ferroviário,  Aeroportos,

 Instalações de actividade industrial, incluindo portos.

4.Os mapas de ruído estratégicos serão utilizados para os seguintes fins:  Proporcionar uma base para os dados a enviar à Comissão de acordo com o

estabelecido no n.º 2 do artigo 10.º e

(42)

 Constituir uma fonte de informação para os cidadãos, de acordo com o estabelecido no artigo 9.º,

 Servir de base para os planos de acção, de acordo com o estabelecido no artigo 8.º

Cada um destes objectivos exige tipos diferentes de mapas de ruído estratégicos.

5.Os requisitos mínimos para os mapas de ruído estratégicos relativos aos dados a enviar à Comissão são estabelecidos nos pontos 1.5, 1.6, 2.5, 2.6 e 2.7 do anexo VI da presente directiva.

6.Para fins de informação dos cidadãos, de acordo com o estabelecido no artigo 9.º, e de elaboração dos planos de acção, de acordo com o previsto no artigo 8.o dapresente directiva, são necessárias informações adicionais e mais pormenorizadas, tais como:

 Uma representação gráfica,

 Mapas em que é apresentado a ultrapassagem de um valor-limite,

 Mapas diferenciais em que a situação existente é comparada com diferentes situações futuras possíveis,

 Mapas em que é apresentado o valor de um indicador de ruído a uma altura diferente de 4 m, se adequado.

Os Estados-Membros podem estabelecer regras quanto ao tipo e formato desses mapas de ruído.

7.Os mapas de ruído estratégicos para aplicação local ou nacional serão elaborados para uma altura de avaliação de

4 m e gamas de valores de Lden e de Lnight de 5 dB, conforme definido no anexo VI da presente directiva.

8.No que diz respeito às aglomerações, serão elaborados mapas de ruído estratégicos distintos para o ruído do tráfego rodoviário, o ruído do tráfego ferroviário, o ruído do tráfego aéreo e o ruído industrial. Podem ser elaborados mapas adicionais para outras fontes de ruído.

9.A Comissão poderá elaborar orientações que forneçam directrizes suplementares relativamente aos mapas de ruído, à elaboração de mapas de ruído e aos programas informáticos respectivos, nos termos do n.º 2 do artigo 13.º

(43)

9.2 ANEXO B

– REQUISITOS MÍNIMOS PARA OS PLANOS DE

ACÇÃO SEGUNDO A DIRETIVA EUROPÉIA 2002/49/CE DE 25 DE

JUNHO DE 2002

a que se refere o artigo 8.º

1.Os planos de acção deverão incluir, pelo menos, os seguintes elementos:  Uma descrição da aglomeração, dos grandes eixos rodoviários ou ferroviários

ou dos grandes aeroportos, tendo

Em conta outras fontes de ruído,  A autoridade responsável,

O contexto jurídico,

 Quaisquer valores-limite existentes, de acordo com o disposto no artigo 5.º,  Um resumo dos resultados da elaboração de mapas de ruído,

 Uma avaliação do número estimado de pessoas expostas ao ruído, identificação de problemas e situações que necessitem de ser melhoradas,  Um registo das consultas públicas, organizadas de acordo com o estabelecido

no n.º 7 do artigo 8.º,

 Eventuais medidas de redução do ruído, já em vigor, e projectos em curso,  Acções previstas pelas autoridades competentes para os cinco anos seguintes,

incluindo quaisquer acções para a preservação de zonas tranquilas,  Estratégia a longo prazo,

 Informações financeiras (se disponíveis); orçamentos, avaliação custo-eficácia, avaliação custo-benefício,

 Disposições previstas para avaliar a implementação e os resultados do plano de acção.

2.As acções que as autoridades pretendam desenvolver no âmbito das suas competências podem incluir:

 Planeamento do tráfego,  Ordenamento do território,

 Medidas técnicas na fonte do ruído,  Selecção de fontes menos ruidosas,

(44)

 Redução da transmissão do som,

 Medidas ou incentivos reguladores ou económicos.

3.Os planos de acção deverão conter estimativas em termos de redução do número de pessoas afectadas (incomodadas, que sofram de perturbações do sono ou outras).

4.A Comissão poderá elaborar orientações que forneçam directrizes suplementares quanto aos planos de acção, em conformidade com o n.º 2 do artigo 13.º

Referências

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