DIREITO PENAL II Prof. Carlos Humberto Fauaze
AULA 1 (DAS PENAS)
1) ORIGEM DAS PENAS
Pena é uma consequência natural imposta pelo Estado quando alguém pratica uma infração penal, ou seja, comete um fato típico, ilícito e culpável.
As penas na antiguidade: caráter aflitivo. O corpo do agente é que pagava pelo mal por ele praticado.
O ilumunismo: Beccaria (Século XVIII) Marco inicial para mudança de mentalidade à respeito da cominação das penas.
A evolução histórica dos Direitos Humanos e o oportunismo político. Procurando preservar a dignidade da pessoa humana, os países ocidentais buscam afastar dos códigos jurídicos tratamentos degradantes e cruéis. Ex. A Declaração dos direitos do Homem. Mas, devido ao aumento da criminalidade, políticos oportunistas tentam impor penas duríssimas como a castração no caso de estupro.
2) FINALIDADE DAS PENAS
Art. 59 CPB – “reprovação e prevenção do crime”
Teoria absoluta – Caráter retributivo da pena.
Penas privativas de liberdade. Ausência de espaço para outras espécies de pena.
Teoria relativa (utilitarista) – Fundamentada no critério da prevenção Prevenção geral – negativa e positiva;
Prevenção especial – negativa e positiva.
3) TEORIA ADOTADA NO ART. 59 DO CPB
4) CRÍTICAS AOS CRITÉRIOS DE PREVENÇÃO GERAL E ESPECIAL
A pessoa como instrumento de intimidação: violação da dignidade da pessoa humana
A prevenção especial e a falência do sistema penitenciário: vida exterior conforme o direito ou verdadeira conversão?
5) TEORIAS DESLEGITIMADORAS DAS PENAS:
Teoria abolicionista:
Não deve haver pena alguma para qualquer que seja o caso.
Teoria minimalistas radical:
A pena deve ser restringida o máximo possível só sendo a plicada aos casos em que não haja outro meio de resolução do conflito social. A pena é a última ratio, só aplicada em casos excepcionais.
Fundamentos das teorias delegitimadoras das penas: ·O direito penal é uma invenção do Estado.
·O direito penal, da forma com é posto, é seletivo e discriminante.
·A cifra negra: é o mesmo que a cifra oculta. Indica o número de crimes que não chegam ao conhecimento do Estado, sendo, portanto, absorvidos pela sociedade. Se a sociedade absorve quase todos os crimes sem a atuação Estatal, então poderia absorver a sua totalidade.
·A pena não ataca a origem do crime.
·A pena não cuida da vítima, logo, não repara o dano causado pelo crime.
·A pena é um elemento criminógeno. Ela não combate o crime, e sim, cria criminosos. O sistema carcerário contribui para a criação de criminosos profissionais.
6) SISTEMAS PRISIONAIS
Pensilvânico ou de Filadélfia: isolamento total. Impossibilidade de readaptação social. Auburniano: permissão para o trabalho. Silêncio absoluto (silent system);
Progressivo: três estágios : período de prova (isolamento total), possibilidade de trabalho e livramento condicional.
7) ESPÉCIES DE PENAS ART. 32 CPB
Privativas de liberdade; Restritivas de direitos; e Multa.
Penas privativas de liberdade: Reclusão e detenção. Distinção: art. 1º LICP DL 3.914/41) :
Art 1º Considera-se crime a infração penal que a lei comina pena de reclusão ou de detenção, quer isoladamente, quer alternativa ou cumulativamente com a pena de multa; contravenção, a infração penal a que a lei comina, isoladamente, pena de prisão simples ou de multa, ou ambas. alternativa ou cumulativamente.
Lei de Contravenções Penais: prisão simples
Restritivas de direitos (art. 43 CPB): Prestação pecuniária;
Perda de bens e valores;
Prestação de serviços à comunidade ou a entidades públicas; Interdição temporária de direitos;
Limitação de fim de semana
Multa: sistema de dias-multa (mínimo de 10 e máximo de 360). Valor correspondente a 1/30 do SM, podendo ser até quintuplicado. Valor do Dia multa pode até ser triplicado (§ 1º do art. 60 CPB).
8) PENAS INFAMANTES:
São as penas que atingem a honra do apenado. O artigo 78, II do Código de Defesa do Consumidor traz uma pena infamante ao ordenamento jurídico brasileiro.
Art. 78: Além das penas privativas de liberdade e de multa, podem ser impostas cumulativa ou alternativamente, observado o disposto nos artigos 44 a 47 do Código Penal:
II – a publicação em órgãos de comunicação de grande circulação ou audiência, às expensas do condenado, de notícia sobre os fatos e a condenação.
9) PENAS PRIVATIVAS DE LIBERDADE
Reclusão e detenção
Importância da distinção:
- A lei diz se a pena aplicada ao crime é de reclusão ou detenção. - A reclusão é mais gravosa que a detenção.
- Quando o acusado é condenado a uma pena de reclusão e a outra de detenção, cumprirá inicialmente a mais gravosa, ou seja, a de reclusão.
- A medida de segurança tratamento ambulatorial, só é possível nos crimes apenados com detenção.
- Apenas os crimes apenados com detenção podem ser objeto de fiança.
- A perda do poder familiar como efeito da condenação só é possível nos crimes apenados com reclusão.
- A principal distinção está presente no artigo 33 do CP que diz que na reclusão o regime inicial é mais gravoso que na detenção que só poderá ter os regimes aberto e semi-aberto, salvo necessidade de transferência para regime fechado. Na reclusão o regime inicial pode ser aberto, semi-aberto ou fechado.
Obs: A prisão simples também começa em regime aberto ou semi-aberto, sendo que na prisão simples o regime não pode ser fechado, enquanto que na detenção pode haver regressão para regime fechado.
10) REGIMES DE CUMPRIMENTO DE PENA
Regime fechado: estabelecimento de segurança máxima ou média;
Regime semi-aberto: colônia agrícola, industrial ou estabelecimento similar; Regime aberto: casa do albergado ou estabelecimento adequado.
11) FIXAÇÃO DO REGIME DE CUMPRIMENTO DA PENA ART. 33 § 2º CPB
Fechado: pena de reclusão superior a oito anos;
Semi-aberto: pena superior a quatro e até oito anos (reclusão ou detenção) – Condenado não reincidente.
Aberto: pena igual ou inferior a 4 anos (reclusão ou detenção) – Condenado não reincidente.
O juiz pode fixar regime mais gravoso, desde que, analisadas as circunstâncias do art. 59 do CPB, haja motivação idônea (Súmulas 718 e 719 STF)
Art.111 da LEP: unificação da pena.
Obrigatoriedade de fixação de regime fechado a qualquer quantidade de pena nos crimes previstos na lei n.º 8.078/90
Súmula 269/STJ:é admissível a adoção do regime prisional semi-aberto aos reincidentes condenados a pena igual ou inferior a quatro anos se favoráveis as circunstâncias judiciais.
12) A Lei 8.072/90 e a Lei de tortura (9.455/97) – registro histórico.
13) IMPOSSIBILIDADE DE CUMPRIMENTO DA PENA EM REGIME MAIS GRAVOSO DO QUE O FIXADO NA SENTENÇA.
14) REGRAS DO REGIME FECHADO
Exame criminológico ao início (classificação e individualização da pena) Art. 8º LEP e 34 CPB;
Trabalho no período diurno e isolamento no período noturno; Não oferecimento de trabalho pelo Estado;
Estudo. Remição. S. 341/STJ: A freqüência a curso de ensino formal é causa de remição de parte do tempo de execução de pena sob regime fechado ou semi-aberto.
Possibilidade de trabalho externo (serviços ou obras públicas, desde que adotadas cautelas. 1/6 da pena – Art. 37 LEP).
Lei n.º 11.671/08 – presídios federais.
15) REGRAS DO REGIME SEMI-ABERTO
Exame criminológico;
Trabalho externo, cursos profissionalizantes, segundo grau ou superior; Art. 34 CP
Súmula 269/STJ: possibilidade de fixação do regime semi-aberto para reincidentes
16) REGRAS DO REGIME ABERTO
Necessidade de trabalho (não necessariamente de emprego), exceto: maior de 70, doença grave, condenada com filho menor ou deficiente físico ou mental e condenada gestante (art. 117 LEP)
Necessidade de demonstrar possibilidade de adaptação à vida em sociedade, responsabilidade e disciplina.
Possibilidade de fixação de condições especiais pelo juiz, sem prejuízo de: permanecer em local designado, durante repouso e dias de folga, sair para o trabalho e retornar nos horários fixados, não se ausentar da cidade em que reside sem autorização judicial, comparecer em juízo e informar e justificar suas atividades, quando determinado (art. 115 da LEP).
17) PROGRESSÃO DE REGIME
Critério objetivo e subjetivo (1/6 da pena + mérito do condenado) Base de cálculo?
Impossibilidade de progressão per saltum
Lei 10.763/03: necessidade de reparação do dano quando se tratar de crimes contra a administração pública.
18) REGRESSÃO DE REGIME
Prática de fato definido como crime (princípio da presunção de não-culpabilidade) ou falta grave – art. 50 LEP ( subversão da ordem e disciplina, fuga, possuir instrumento que possa
comprometer a integridade física, provocar acidente de trabalho, descumprimento de regras do regime aberto, descumprir art. 39 da LEP e possuir aparelho telefônico);
RDD (art. 52 da LEP)
Sofrimento de condenação por crime anterior, desde que a soma da pena implique na necessidade de mudança de regime;
Diferença entre crime ou falta grave cometido durante a execução e o cometido antes.
19) REGIME ESPECIAL
Cumprimento de pena por mulheres: estabelecimentos separados, berçário, seção para gestante e parturiente e creche (LEP § 2º art. 83).
20) DIRETOS DO PRESO
Art. 41 LEP
21) TRABALHO DO PRESO E REMIÇÃO
Direito e dever do preso; art. 31 c/c art. 41, II da LEP. Exceções, preso provisório (art. 31 par. Único LEP) e preso político (art. 200 LEP)
Remuneração obrigatória: mínimo ¾ do SM (art. 29 LEP) Remição: art. 126 LEP (exceto regime aberto)
Falta grave: perda do tempo remido. Súmula vinculante 9. Acidente de trabalho (art. 126 LEP)
Cômputo para livramento condicional (art. 128 LEP) e progressão de regime Remição pelo estudo: Súmula 341/STJ
22) DETRAÇÃO
Detração e vários processos;
23) PRISÃO ESPECIAL
Art. 295 CPP
24) PRISÃO ALBERGUE DOMICILIAR
Art 117 da LEP.
Prisão domiciliar e inexistência de casa do albergado: STF x STJ
AULA 2 (DAS PENAS)
1) PENAS RESTRITIVAS DE DIREITOSEvolução da pena de prisão.
Fundamento das penas restritivas de direitos Impropriedade da denominação.
1. 2) ESPÉCIE DE PENAS RESTRITIVAS DE DIREITOS
Art. 43 CPB:
- Prestação pecuniária; - Perda de bens e valores;
- Prestação de serviço à comunidade ou a entidades públicas (pena superior a 6 meses – Art. 46);
- Interdição temporária de direitos; - proibição do exercício de cargo; - proibição do exercício de profissão;
- suspensão da habilitação para dirigir veículo; - proibição de freqüentar determinados locais. - Limitação de fim de semana.
Art. 45 § 2º - Prestação de outra natureza; Art. 60 § 2º - Multa substitutiva.
Natureza de substitutividade das penas restritivas de direitos (Exceção: Art. 28 da Lei n.º 11.343/06)
1.3) REQUISITOS DA SUBSTITUIÇÃO
Art. 44 CPB – (requisitos cumulativos)
I – pena não superior a 4 anos e ausência de violência e grave ameaça *, ou, qualquer que seja a pena, se o crime for culposo.
II – Inexistência de reincidência em crime doloso (exceção: § 3º art. 44);
III – A culpabilidade, os antecedentes a conduta social, a personalidade do condenado os motivos e as circunstâncias indicarem a suficiência da medida.
1.4) DURAÇÃO DAS PENAS RESTRITIVAS DE DIREITOS
Art. 55 CPB:
- Inc. II, IV, V e VI do art. 43 CPB = mesma duração da pena privativa de liberdade (ressalva: § 4º do art. 46)
- Art. 28 da Lei n.º 11.343 - 5 meses.
1.5) PRESTAÇÃO PECUNIÁRIA
- Pagamento em dinheiro à vítima, seus descendentes ou a entidade pública ou privada, com destinação social.
- Valor fixado pelo juiz, não inferior a 1 nem superior a 360 Salários Mínimos; - dedução da reparação civil, se coincidentes os beneficiários.
- Prioridade para recebimento por parte da vítima ou seus dependentes; - desnecessidade de ocorrência de prejuízo material;
- § 2º do art. 45: prestação de outra natureza, mediante aceitação do beneficiário; - valoração econômica;
- vedação Lei 11.340/06 (Lei Maria da Penha)
1.6) PERDA DE BENS E VALORES
- Diferenças entre perda de bens e valores e confisco (art. 91 CPB): Instrumentos ou produtos do crime;
Substutividade x efeito da condenação;
Desnecessidade de proveito x necessidade (art. 91 CPB) - Cuidado na aplicação: perigo de gerar-se impunidade.
- possibilidade de cobrança junto aos descendentes do condenado (Vide art. 5º XLV da CF/88);
1.7) PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS À COMUNIDADE
- Apenas nas condenações superiores a 6 meses (art. 46) – Exceção: art. 28 Lei 11.343/06; - Prestação de tarefas gratuitas pelo condenado;
- Uma hora de tarefa por dia de condenação, de modo a não prejudicar a jornada normal de trabalho;
- Vide art. 46, § 4º do CPB;
- Envio de relatório circunstanciado ao juízo das execuções penais;
1.8) INTERDIÇÃO TEMPORÁRIA DE DIREITOS
I – proibição do exercício de cargo, função ou atividade pública e mandato eletivo
- Não se confunde com art. 92 do CPB- efeito da condenação;
II – Proibição do exercício de profissão atividade ou ofício que dependa,m de habilitação especial, de licença ou de autorização do poder público;
- Não se confunde com sanções administrativas de entidades de classe; - Não significa proibição do trabalho;
III – Suspensão de autorização ou de habilitação para dirigir veículo; IV – proibição de freqüentar determinados lugares;
- críticas: dificuldades de fiscalização V – Limitação de fim de semana
- obrigação de permanecer, aos sábados e domingos, por 5 (cinco) horas diárias, em casa de albergado ou outro estabelecimento adequado (art. 48 CPB);
- possibilidade de ministrar-se cursos e palestras de caráter educativo;
- Encaminhamento de relatório circunstanciado mensal ao juízo das execuções penais;
1.9) CONVERSÃO DAS PENAS RESTRITIVAS DE DIREITOS
- Descumprimento injustificado da restrição imposta;
- Dedução do tempo já cumprido, respeitado o mínimo de 30 dias de cumprimento de pena privativa de liberdade;
- Art. 181 LEP
- local incerto e não sabido ou desatender convocação por edital; - não comparecer injustificadamente à entidade em que presta serviço; - recusar-se, injustificadamente, a prestar o serviço que lhe foi imposto; - praticar falta grave (art. 51 LEP);
- sofrer condenação por outro crime a pena privativa de liberdade, cuja execução não tenha sido suspensa;
- Diferença: delito cometido antes ou depois da imposição de pena restritiva de direitos. - Vide § 5º do art. 44 CPB - Audiência de justificação; 2) PENA DE MULTA - Origem: Pentateuco - Fundamento: descarcerização; - Beneficiário: FPN;
- Art. 44 § 2º CPB (substutividade: pena privativa de liberdade de até um ano) -Crítica de Ferrajolli
2.1) - SISTEMA DE DIAS-MULTA - A multa e a inflação;
- Limites: mínimo 10 e máximo 360 dias-multa (Exceção: art. 33 a 37 da Lei 11.343/06); - Valor do dia-multa: 1/30 a 5x o salário mínimo, podendo ser até triplicado. (Exceção: art. 43
2.2) APLICAÇÃO DA PENA DE MULTA - Atenção ao art. 59 c/c art. 68 do CPB
- Primeira fase: definição da quantidade de dias-multa; - Segunda fase: valoração do dia-multa
- Terceira fase (opcional): multiplicação do valor do dia-multa
AULA 3 (Cont. Aula 2, CIRCUNSTÂNCIAS ATENUANTES E AGRAVANTES)
1) PAGAMENTO DA PENA DE MULTA
- Até dez dias após o trânsito em julgado (art. 50 CPB); - Possibilidade de pagamento parcelado (art. 169 § 1 LEP) - possibilidade de descontos no vencimento quando:
- aplicada isoladamente;
- aplicada cumulativamente com pena restritiva de direitos; - concedida suspensão condicional da pena.
2) EXECUÇÃO DA PENA DE MULTA
- Impossibilidade de conversão em pena privativa de liberdade: histórico - Art. 51 do CPB;
- Art 85 da Lei 9.099/95 x art. 51 CPB
- Competência para execução da pena de multa
3) APLICAÇÃO DA PENA
- Critério trifásico: art. 68 CPB - individualização legislativa
- 1ª Fase: pena-base (art. 59 do CPB) – valoração individualizada de cada circunstância - 2ª Fase: atenuantes e agravantes (art. 61 e 65 do CP) – Atentar para a correta ordem da aplicação.
- A discussão sobre o mínimo legal. Súmula 231 STJ. Implicações. - Concurso entre atenuantes e agravante: art. 67 CPB.
- 3ª Causas de diminuição e aumento de pena
- atenuantes e agravantes x causas de aumento e diminuição de pena. - Limite mínimo da pena?
3.1) CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS
- Culpabilidade
- Antecedentes
- A discussão doutrinária e jurisprudencial
- Conduta social - Personalidade do agente; - Motivos; - Circunstâncias; - Conseqüências do crime; - Comportamento da vítima.
3.2) CIRCUNSTÂNCIAS ATENUANTES E AGRAVANTES
- Limites - Art. 61 CPB
- Reincidência: art. 63 CPB. Limitação: 5 anos. Crimes militares próprios e políticos,
- Motivo fútil ou torpe;- para facilitar ou assegurar a execução, ocultação, impunidade ou vantagem de outro crime;
- à traição, de emboscada, ou mediante dissimulação, ou outro recurso que dificultou ou tornou impossível a defesa do ofendido;
- com emprego de veneno, fogo, explosivo, tortura ou outro meio insidioso ou cruel, ou de que podia resultar perigo comum;
- com abuso de autoridade ou prevalecendo-se de relações domésticas, de coabitação ou de hospitalidade;
- com abuso de autoridade ou prevalecendo-se de relações domésticas, de coabitação ou de hospitalidade, ou com violência contra a mulher na forma da lei específica;
- com abuso de poder ou violação de dever inerente a cargo, ofício, ministério ou profissão;
- contra criança, maior de 60 (sessenta) anos, enfermo ou mulher grávida;
- quando o ofendido estava sob a imediata proteção da autoridade;
- em ocasião de incêndio, naufrágio, inundação ou qualquer calamidade pública, ou de desgraça particular do ofendido;
- em estado de embriaguez preordenada.
- Agravantes no caso do concurso de pessoas Art. 62 CPB
- promove, ou organiza a cooperação no crime ou dirige a atividade dos demais agentes;
- coage ou induz outrem à execução material do crime;
- instiga ou determina a cometer o crime alguém sujeito à sua autoridade ou não-punível em virtude de condição ou qualidade pessoal;
- executa o crime, ou nele participa, mediante paga ou promessa de recompensa.
- Atenuantes: Art. 65 CPB
I - ser o agente menor de 21 (vinte e um), na data do fato, ou maior de 70 (setenta) anos, na data da sentença;
II - o desconhecimento da lei; III - ter o agente:
a) cometido o crime por motivo de relevante valor social ou moral;
b) procurado, por sua espontânea vontade e com eficiência, logo após o crime, evitar-lhe ou minorar-lhe as conseqüências, ou ter, antes do julgamento, reparado o dano;
c) cometido o crime sob coação a que podia resistir, ou em cumprimento de ordem de autoridade superior, ou sob a influência de violenta emoção, provocada por ato injusto da vítima;
d) confessado espontaneamente, perante a autoridade, a autoria do crime;
e) cometido o crime sob a influência de multidão em tumulto, se não o provocou.
- A pena poderá ser ainda atenuada em razão de circunstância relevante, anterior ou posterior ao crime, embora não prevista expressamente em lei. (atenuante genérica)
- Concurso entre atenuantes e agravantes: Art. 67 CPB - Preponderância da menoridade.
AULA 4 (CONCURSO DE CRIMES, CRIMES ABERRANTES, LIMITAÇÃO DA PENAS, SURSIS)
1) CONCURSO DE CRIMES
Conceito
1.1) Concurso material (real) de crimes. Art. 69 CPB - Conceito de ação x ato x conduta
- Requisitos do Concurso material - mais de uma ação ou omissão; - prática de dois ou mais crimes; - relação de contexto
- Conseqüência: cumulação das penas.
- Concurso material homogêneo (dois crimes idênticos, independentemente das formas simples ou qualidficadas);
- Concurso material e penas restritivas de direitos (§ 1º art. 69).
1.2) Concurso formal (ideal) de crimes. Art. 70 CPB - Fundamento (política criminal)
- Teorias:
- Unidade de delito - Pluralidade de delito; - Requisitos:
- Uma só ação ou omissão; - prática de dois ou mais crimes. - Conseqüências:
- Aplicação da mais grave das penas, aumentada de um sexto até a metade; - Aplicação de uma só das penas, se iguais, aumentada de um sexto até a metade;
- Concurso formal heterogêneo;
- Diferenças na aplicação da pena em relação às dias espécies de concurso formal;
- Concurso formal próprio (perfeito) e impróprio (imperfeito) - Características do concurso formal impróprio
- Elemento subjetivo; - Cumulação de penas.
- Concurso material benéfico (parágrafo único art. 70 CP);
- Dosagem da pena.
1.3) Crime continuado (art. 71 CPB)
- Origem
- Natureza jurídica (teorias)
- unidade real (crime único); - ficção jurídica;
- mista (existência de terceiro crime);
- Requisitos:
- mais de uma ação ou omissão;
- prática de dois ou m ais crimes da mesma espécie
- Conceito (posições atuais: mesmo tipo x mesmo bem jurídico) - condições de tempo, lugar, maneira de execução e outras semelhantes;
- Posição do STF
- crimes subsequentes havidos como continuação do primeiro; - teorias:
- objetiva – Existência dos requisitos objetivos do CPB, sem necessidade de unidade de desígnio;
- subjetiva: independentemente dos requisitos objetivos, deve existir a unidade de desígnio;
- Necessidade de diferenciação entre crime continuado e reiteração criminosa.
- Conseqüências:
- aplicação da pena de um só dos crimes, se idênticas, aumentada de um sexto a dois terços;
- aplicação da mais grave das penas, se diversas, aumentada de um sexto a dois terços;
- nos crimes dolosos, contra vítimas diferentes, praticados com violência ou grave ameaça à pessoa, aplicação de uma só das penas, se idênticas, aumentada até o triplo;
- nos crimes dolosos, contra vítimas diferentes, praticados com violência ou grave ameaça à pessoa, aplicação da mais grave das penas, se diversas, aumentada até o triplo;
- Crimes dolosos, contra vítimas diferentes, cometidos com violência ou grave ameaça à pessoa (parágrafo único do art. 71 CPB. Cancelamento súmula 605 STF).
- Crime continuado simples e qualificado.
- Concurso material benéfico;
- Dosagem da pena;
- Crime continuado e novatio legis in pejus.
1.4) Aplicação da pena no concurso de crimes
- aplicação isolada de cada pena, para posterior aplicação dos art. 69, 70 ou 71 do CPB (vide art. 119 CPB)
1.5) Multa no concurso de crimes.
- aplicação isolada para cada infração;
- dissídio doutrinário (aplicação sobre o número de dias-multa)
- aberratio ictus - aberratio criminis - aberratio causae
3) ERRO NA EXECUÇÃO ( aberratio ictus ) Art. 73 CPB
- “erro de tipo acidental” e aberratio ictus;
- Conceito de erro: falsa percepção da realidade ≠ erro na execução;
- Circunstâncias do aberratio ictus:
- O agente quer atingir determinada pessoa; - Por erro na execução, atinge-se pessoa diversa. - Erro de “pessoa a pessoa”
- unidade simples (apenas 1 resultado): § 3º art. 20 CPB
- unidade complexa (mais de 1 resultado): art. 70 CPB - Hipóteses:
- visando “A”, acerta “A” e “B”, causa a morte de ambos;
- visando “A”, acerta “A” e “B”, causa a morte de “A” e lesiona “B”; - visando “A”, acerta “A” e “B”, lesionando ambos;
- visando “A”, acerta “A” e “B”, lesiona “A” e causa morte de “B”.
- Diferença prática na utilização da regra do aberratio ictus
- aberratio ictus e responsabilidade penal objetiva;
- aberratio ictus e dolo eventual
4) RESULTADO DIVERSO DO PRETENDIDO ( aberratio criminis ) Art 74 CPB
- Erro de pessoa a coisa e vice-versa;
- Interesse prático: erro de coisa a pessoa. Por quê?
- aberratio criminis e concurso formal: existência de dois resultados desde que o não pretendido seja punível a título culposo.
5) CONCURSO MATERIAL BENÉFICO
- Aplicável nas hipóteses de aberratio ictus e aberratio criminis.
6) DOLO GERAL ( aberratio causae)
7) LIMITES DAS PENAS
- Fundamentos da pena como causa da limitação: assento constitucional.
- Art. 75 CPB: tempo de condenação x tempo de efetivo cumprimento
- Tempo da pena x tempo para cálculo de benefícios
- duas correntes: fundamentos
- Súmula 715 STF
- Condenação por fato posterior ao início do cumprimento da pena: § 2º art. 75 CPB.
8) SUSPENSÃO CONDICIONAL DA PENA (SURSIS) Art. 77 CPB
- Natureza jurídica: modo de cumprimento da condenação;
- Origem da palavra: a palavra sursis é de origem francesa, tirada do verbo surseoir (sobrestar, suspender a execução),
- Objetivo: evitar aprisionamento de pessoas condenadas a penas privativas de liberdade de curta duração.
- Esvaziamento do instituto com o advento da possibilidade de substituição da pena privativa de liberdade
- Direito subjetivo do condenado ou faculdade do juiz?
- Condições para aplicação do sursis;
- Objetivas:
- pena privativa de liberdade não superior a dois anos (quatro anos no sursis humanitário);
- condenado não reincidente em crime doloso (prazo de cinco anos); - não seja indicada ou cabível a substituição prevista no art. 44 do CPB; - Indenizar o dano, salvo impossibilidade de fazê-lo * (indiretamente)
- Subjetivas:
- a culpabilidade, os antecedentes, a conduta social e personalidade do agente, bem como os motivos e as circunstâncias autorizem a concessão do benefício;
- cumprimento de condições fixadas pelo juiz (art. 78 CPB);
- impossibilidade de fixação de condições vexatórias, ociosas, que,
individualmente, constituam-se em penas, dependam de fatos estranhos ao sentenciado ou violadoras de direitos e garantias constitucionais;
- Procedimento:
- trânsito em julgado;
- audiência admonitória, com a leitura das condições impostas; - aceitação expressa do condenado.
- Espécies de sursis:
- simples;
- especial (reparação do dano, circunstâncias do art. 59 = substituição do § 1º do art. 78 pelas condições do § 2º:
- proibição de freqüentar determinados lugares;
- proibição de ausentar-se da comarca onde reside, sem autorização do juiz; - comparecimento pessoal e obrigatório a juízo, mensalmente, para informar e justificar suas atividades.
- etário;
- condenado maior de 70 anos; - pena não superior a 4 anos; - período de prova de 4 a 6 anos
- humanitário:
- pena não superior a 4 anos; - período de prova de 4 a 6 anos;
- razões que justifiquem (aidéticos, tuberculosos, paraplégicos, etc)
- Revogação obrigatória (art. 81 CPB):
- requisitos:
- condenação, em sentença irrecorrível, por crime doloso (prorrogação do período de prova até julgamento definitivo);
- frustração da execução de pena de multa ou não efetuação, sem motivo justificado, da reparação do dano; (ATENÇÃO PARA ART. 51 DO CPB)
- descumprimento da condição do § 1º do art. 78 do CPB.
- Revogação facultativa (§ 1º do art. 81 do CPB):
- descumprimento das condições impostas;
- condenação irrecorrível por crime culposo ou contravenção a pena privativa de liberdade ou restritiva de direitos
- possibilidade de que o juiz prorrogue o período de prova ao máximo (§ 3º art. 81).
- Prorrogação automática do período de prova (§ 2º art. 81)
- condenado que responde a processo por outro crime ou contravenção;
- possibilidade mesmo que encerrado período de prova, desde que não extinta a pena.
- Extinção da pena pelo cumprimento das condições;
- encerramento do período de prova, - oitiva do MP.
- Diferença entre sursis e suspensão condicional do processo:
- necessidade de condenação e do trânsito em julgado; - título executivo;
- antecedentes criminais
AULA 4.2 (SUSPENSÃO CONDICIONAL DA PENA E LIVRAMENTO CONDICIONAL)
1) SUSPENSÃO CONDICIONAL DA PENA (SURSIS) Art. 77 CPB
- Natureza jurídica: modo de cumprimento da condenação;
- Origem da palavra: a palavra sursis é de origem francesa, tirada do verbo surseoir (sobrestar, suspender a execução),
- Objetivo: evitar aprisionamento de pessoas condenadas a penas privativas de liberdade de curta duração.
- Esvaziamento do instituto com o advento da possibilidade de substituição da pena privativa de liberdade
- Direito subjetivo do condenado ou faculdade do juiz?
- Condições para aplicação do sursis;
- Objetivas:
- pena privativa de liberdade não superior a dois anos (quatro anos no sursis humanitário);
- condenado não reincidente em crime doloso (prazo de cinco anos); - não seja indicada ou cabível a substituição prevista no art. 44 do CPB; - Indenizar o dano, salvo impossibilidade de fazê-lo * (indiretamente)
- Subjetivas:
- a culpabilidade, os antecedentes, a conduta social e personalidade do agente, bem como os motivos e as circunstâncias autorizem a concessão do benefício;
- cumprimento de condições fixadas pelo juiz (art. 78 CPB);
- impossibilidade de fixação de condições vexatórias, ociosas, que,
individualmente, constituam-se em penas, dependam de fatos estranhos ao sentenciado ou violadoras de direitos e garantias constitucionais;
- Procedimento:
- trânsito em julgado;
- audiência admonitória, com a leitura das condições impostas; - aceitação expressa do condenado.
- Espécies de sursis:
- especial (reparação do dano, circunstâncias do art. 59 = substituição do § 1º do art. 78 pelas condições do § 2º:
- proibição de freqüentar determinados lugares;
- proibição de ausentar-se da comarca onde reside, sem autorização do juiz; - comparecimento pessoal e obrigatório a juízo, mensalmente, para informar e justificar suas atividades.
- etário;
- condenado maior de 70 anos; - pena não superior a 4 anos; - período de prova de 4 a 6 anos
- humanitário:
- pena não superior a 4 anos; - período de prova de 4 a 6 anos;
- razões que justifiquem (aidéticos, tuberculosos, paraplégicos, etc)
- Revogação obrigatória (art. 81 CPB):
- requisitos:
- condenação, em sentença irrecorrível, por crime doloso (prorrogação do período de prova até julgamento definitivo);
- frustração da execução de pena de multa ou não efetuação, sem motivo justificado, da reparação do dano; (ATENÇÃO PARA ART. 51 DO CPB)
- descumprimento da condição do § 1º do art. 78 do CPB.
- Revogação facultativa (§ 1º do art. 81 do CPB):
- descumprimento das condições impostas;
- condenação irrecorrível por crime culposo ou contravenção a pena privativa de liberdade ou restritiva de direitos
- condenado que responde a processo por outro crime ou contravenção;
- possibilidade mesmo que encerrado período de prova, desde que não extinta a pena.
- Extinção da pena pelo cumprimento das condições;
- encerramento do período de prova, - oitiva do MP.
- Diferença entre sursis e suspensão condicional do processo:
- necessidade de condenação e do trânsito em julgado; - título executivo;
- antecedentes criminais
2) LIVRAMENTO CONDICIONAL
- Natureza jurídica: medida de política criminal - Fundamento: ressocialização do condenado;
- Requisitos:
- pena privativa de liberdade igual ou superior a 2 anos, computadas todas as penas a que estiver sujeito o condenado.
- possibilidade de recurso da acusação para majorar a pena?
- cumprida mais de um terço da pena se o condenado não for reincidente em crime doloso e tiver bons antecedentes;
- cumprida mais da metade se o condenado for reincidente em crime doloso;
- comprovado comportamento satisfatório durante a execução da pena, bom desempenho no trabalho que lhe foi atribuído e aptidão para prover à própria subsistência mediante trabalho honesto;
- tenha reparado, salvo efetiva impossibilidade de fazê-lo, o dano causado pela infração;
- cumprido mais de dois terços da pena, nos casos de condenação por crime hediondo, prática da tortura, tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, e terrorismo, se o apenado não for reincidente específico em crimes dessa natureza.
- a questão da reincidência específica da Lei n.º 8.072/90
- para o condenado por crime doloso, cometido com violência ou grave ameaça à pessoa, a concessão do livramento ficará também subordinada à constatação de condições pessoais que façam presumir que o liberado não voltará a delinqüir.
- Condições para o cumprimento do livramento (art. 85 CPB c/c art. 132 LEP) - obrigatórias:
- obter ocupação lícita, dentro de prazo razoável se for apto para o trabalho; - comunicar periodicamente ao Juiz sua ocupação;
- não mudar do território da comarca do Juízo da execução, sem prévia autorização deste.
- facultativas
- não mudar de residência sem comunicação ao Juiz e à autoridade incumbida da observação cautelar e de proteção;
- recolher-se à habitação em hora fixada; - não freqüentar determinados lugares. - Procedimento do livramento condicional
- expedição de carta de livramento; - cerimônia de livramento: finalidade
- entrega de pertences, saldo de pecúlio e caderneta ao liberado (art. 138 LEP) - Revogação do livramento condicional
- obrigatória: se o liberado vem a ser condenado a pena privativa de liberdade, em sentença irrecorrível por crime cometido durante a vigência do benefício ou por crime anterior, observado o disposto no art. 84 (soma das penas).
- cômputo do tempo passado em liberdade (art. 88 CPB)
- facultativa: se o liberado deixar de cumprir qualquer das obrigações constantes da sentença, ou for irrecorrivelmente condenado, por crime ou contravenção, a pena que não seja privativa de liberdade.
- Extinção da pena
- Cumprimento da pena, observado o disposto no art. 89 do CPB - Livramento condicional e execução provisória da sentença.
- Súmula 716 STF, por analogia
AULA 5. (SUSPENSÃO CONDICIONAL DA PENA E LIVRAMENTO CONDICIONAL)
1) SUSPENSÃO CONDICIONAL DA PENA (SURSIS) Art. 77 CPB
- Natureza jurídica: modo de cumprimento da condenação;
- Origem da palavra: a palavra sursis é de origem francesa, tirada do verbo surseoir (sobrestar, suspender a execução),
- Objetivo: evitar aprisionamento de pessoas condenadas a penas privativas de liberdade de curta duração.
- Esvaziamento do instituto com o advento da possibilidade de substituição da pena privativa de liberdade
- Direito subjetivo do condenado ou faculdade do juiz?
- Condições para aplicação do sursis;
- Objetivas:
- pena privativa de liberdade não superior a dois anos (quatro anos no sursis humanitário);
- condenado não reincidente em crime doloso (prazo de cinco anos); - não seja indicada ou cabível a substituição prevista no art. 44 do CPB; - Indenizar o dano, salvo impossibilidade de fazê-lo * (indiretamente)
- Subjetivas:
- a culpabilidade, os antecedentes, a conduta social e personalidade do agente, bem como os motivos e as circunstâncias autorizem a concessão do benefício;
- cumprimento de condições fixadas pelo juiz (art. 78 CPB);
- impossibilidade de fixação de condições vexatórias, ociosas, que,
individualmente, constituam-se em penas, dependam de fatos estranhos ao sentenciado ou violadoras de direitos e garantias constitucionais;
- Procedimento:
- trânsito em julgado;
- audiência admonitória, com a leitura das condições impostas; - aceitação expressa do condenado.
- Espécies de sursis:
- simples;
- especial (reparação do dano, circunstâncias do art. 59 = substituição do § 1º do art. 78 pelas condições do § 2º:
- proibição de freqüentar determinados lugares;
- proibição de ausentar-se da comarca onde reside, sem autorização do juiz; - comparecimento pessoal e obrigatório a juízo, mensalmente, para informar e justificar suas atividades.
- etário;
- condenado maior de 70 anos; - pena não superior a 4 anos; - período de prova de 4 a 6 anos
- humanitário:
- pena não superior a 4 anos; - período de prova de 4 a 6 anos;
- razões que justifiquem (aidéticos, tuberculosos, paraplégicos, etc)
- Revogação obrigatória (art. 81 CPB):
- requisitos:
- condenação, em sentença irrecorrível, por crime doloso (prorrogação do período de prova até julgamento definitivo);
- frustração da execução de pena de multa ou não efetuação, sem motivo justificado, da reparação do dano; (ATENÇÃO PARA ART. 51 DO CPB)
- descumprimento da condição do § 1º do art. 78 do CPB.
- Revogação facultativa (§ 1º do art. 81 do CPB):
- descumprimento das condições impostas;
- condenação irrecorrível por crime culposo ou contravenção a pena privativa de liberdade ou restritiva de direitos
- possibilidade de que o juiz prorrogue o período de prova ao máximo (§ 3º art. 81).
- Prorrogação automática do período de prova (§ 2º art. 81)
- condenado que responde a processo por outro crime ou contravenção;
- possibilidade mesmo que encerrado período de prova, desde que não extinta a pena.
- Extinção da pena pelo cumprimento das condições;
- encerramento do período de prova, - oitiva do MP.
- Diferença entre sursis e suspensão condicional do processo:
- necessidade de condenação e do trânsito em julgado; - título executivo;
- antecedentes criminais
2) LIVRAMENTO CONDICIONAL
- Natureza jurídica: medida de política criminal - Fundamento: ressocialização do condenado;
- Requisitos:
- pena privativa de liberdade igual ou superior a 2 anos, computadas todas as penas a que estiver sujeito o condenado.
- possibilidade de recurso da acusação para majorar a pena?
- cumprida mais de um terço da pena se o condenado não for reincidente em crime doloso e tiver bons antecedentes;
- comprovado comportamento satisfatório durante a execução da pena, bom desempenho no trabalho que lhe foi atribuído e aptidão para prover à própria subsistência mediante trabalho honesto;
- tenha reparado, salvo efetiva impossibilidade de fazê-lo, o dano causado pela infração;
- cumprido mais de dois terços da pena, nos casos de condenação por crime hediondo, prática da tortura, tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, e terrorismo, se o apenado não for reincidente específico em crimes dessa natureza.
- a questão da reincidência específica da Lei n.º 8.072/90
- para o condenado por crime doloso, cometido com violência ou grave ameaça à pessoa, a concessão do livramento ficará também subordinada à constatação de condições pessoais que façam presumir que o liberado não voltará a delinqüir.
- Condições para o cumprimento do livramento (art. 85 CPB c/c art. 132 LEP) - obrigatórias:
- obter ocupação lícita, dentro de prazo razoável se for apto para o trabalho; - comunicar periodicamente ao Juiz sua ocupação;
- não mudar do território da comarca do Juízo da execução, sem prévia autorização deste.
- facultativas
- não mudar de residência sem comunicação ao Juiz e à autoridade incumbida da observação cautelar e de proteção;
- recolher-se à habitação em hora fixada; - não freqüentar determinados lugares. - Procedimento do livramento condicional
- expedição de carta de livramento; - cerimônia de livramento: finalidade
- entrega de pertences, saldo de pecúlio e caderneta ao liberado (art. 138 LEP) - Revogação do livramento condicional
- obrigatória: se o liberado vem a ser condenado a pena privativa de liberdade, em sentença irrecorrível por crime cometido durante a vigência do benefício ou por crime anterior, observado o disposto no art. 84 (soma das penas).
- cômputo do tempo passado em liberdade (art. 88 CPB)
- facultativa: se o liberado deixar de cumprir qualquer das obrigações constantes da sentença, ou for irrecorrivelmente condenado, por crime ou contravenção, a pena que não seja privativa de liberdade.
- Extinção da pena
- Cumprimento da pena, observado o disposto no art. 89 do CPB - Livramento condicional e execução provisória da sentença.
- Súmula 716 STF, por analogia
AULA 6 (LIVRAMENTO CONDICIONAL, EFEITOS DA
CONDENAÇÃO E REABILITAÇÃO)
1) LIVRAMENTO CONDICIONAL
- Natureza jurídica: medida de política criminal - Fundamento: ressocialização do condenado;
- Requisitos:
- possibilidade de recurso da acusação para majorar a pena?
- cumprida mais de um terço da pena se o condenado não for reincidente em crime doloso e tiver bons antecedentes;
- cumprida mais da metade se o condenado for reincidente em crime doloso;
- comprovado comportamento satisfatório durante a execução da pena, bom desempenho no trabalho que lhe foi atribuído e aptidão para prover à própria subsistência mediante trabalho honesto;
- tenha reparado, salvo efetiva impossibilidade de fazê-lo, o dano causado pela infração;
- cumprido mais de dois terços da pena, nos casos de condenação por crime hediondo, prática da tortura, tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, e terrorismo, se o apenado não for reincidente específico em crimes dessa natureza.
- a questão da reincidência específica da Lei n.º 8.072/90
- para o condenado por crime doloso, cometido com violência ou grave ameaça à pessoa, a concessão do livramento ficará também subordinada à constatação de condições pessoais que façam presumir que o liberado não voltará a delinqüir.
- Condições para o cumprimento do livramento (art. 85 CPB c/c art. 132 LEP) - obrigatórias:
- obter ocupação lícita, dentro de prazo razoável se for apto para o trabalho; - comunicar periodicamente ao Juiz sua ocupação;
- não mudar do território da comarca do Juízo da execução, sem prévia autorização deste.
- facultativas
- não mudar de residência sem comunicação ao Juiz e à autoridade incumbida da observação cautelar e de proteção;
- recolher-se à habitação em hora fixada; - não freqüentar determinados lugares. - Procedimento do livramento condicional
- expedição de carta de livramento; - cerimônia de livramento: finalidade
- entrega de pertences, saldo de pecúlio e caderneta ao liberado (art. 138 LEP) - Revogação do livramento condicional
- obrigatória: se o liberado vem a ser condenado a pena privativa de liberdade, em sentença irrecorrível por crime cometido durante a vigência do benefício ou por crime anterior, observado o disposto no art. 84.
- cômputo do tempo passado em liberdade (art. 88 CPB)
- facultativa: se o liberado deixar de cumprir qualquer das obrigações constantes da sentença, ou for irrecorrivelmente condenado, por crime ou contravenção, a pena que não seja privativa de liberdade.
- Extinção da pena
- Cumprimento da pena, observado o disposto no art. 89 do CPB - Livramento condicional e execução provisória da sentença.
- Súmula 716 STF, por analogia
- Efeitos da condenação: genéricos (art. 91) e específicos (art. 92): Distinção.
- Efeitos genéricos:
- Tornar certa a obrigação de reparar o dano: título executivo judicial (inc. II, art. 475-N CPC). 475-Não há necessidade de declaração expressa na sentença.
- a perda em favor da União, ressalvado o direito do lesado ou de terceiro de boa-fé: a) dos instrumentos do crime, desde que consistam em coisas cujo fabrico, alienação, uso, porte ou detenção constitua fato ilícito;
- diferença entre instrumento do crime e objeto material; - contravenção penal?
b) do produto do crime ou de qualquer bem ou valor que constitua proveito auferido pelo agente com a prática do fato criminoso.
- necessidade de fundamentação
- fazer com que o crime não gere qualquer proveito, direto ou indireto. - Efeitos específicos
- Natureza jurídica: penas acessórias?
- Não são efeitos automáticos da sentença: Necessitam de fundamentação I - a perda de cargo, função pública ou mandato eletivo:
a) quando aplicada pena privativa de liberdade por tempo igual ou superior a um ano, nos crimes praticados com abuso de poder ou violação de dever para com a Administração Pública;
- Não se restringe aos crimes funcionais (art. 312 a 347 do CPB): qualquer violação do dever funcional;
- apenas quando se tratar de pena privativa de liberdade, não incidindo quando se tratar de pena de multa ou quando operada a substituição da pena
b) quando for aplicada pena privativa de liberdade por tempo superior a 4 (quatro) anos nos demais casos.
II - a incapacidade para o exercício do pátrio poder, tutela ou curatela, nos crimes dolosos, sujeitos à pena de reclusão, cometidos contra filho, tutelado ou curatelado;
- Atenção: crimes dolosos e pena de reclusão
- Sujeito passivo, necessariamente filho, tutelado ou curatelado
III - a inabilitação para dirigir veículo, quando utilizado como meio para a prática de crime doloso.
- Não se trata das hipóteses dos art. 302 e 303 do CTB
Parágrafo único - Os efeitos de que trata este artigo não são automáticos, devendo ser motivadamente declarados na sentença.
Efeitos da condenação nos crimes contra a propriedade imaterial (Pirataria). Art. 530-G do CPP.(destruição, doação)
3) REABILITAÇÃO
Art. 93 - A reabilitação alcança quaisquer penas aplicadas em sentença definitiva, assegurando ao condenado o sigilo dos registros sobre o seu processo e condenação.
Parágrafo único - A reabilitação poderá, também, atingir os efeitos da condenação, previstos no art. 92 deste Código, vedada reintegração na situação anterior, nos casos dos incisos I e II do mesmo artigo.
prova da suspensão e o do livramento condicional, se não sobrevier revogação, desde que o condenado:
I - tenha tido domicílio no País no prazo acima referido;
II - tenha dado, durante esse tempo, demonstração efetiva e constante de bom comportamento público e privado;
III - tenha ressarcido o dano causado pelo crime ou demonstre a absoluta impossibilidade de o fazer, até o dia do pedido, ou exiba documento que comprove a renúncia da vítima ou novação da dívida.
Parágrafo único - Negada a reabilitação, poderá ser requerida, a qualquer tempo, desde que o pedido seja instruído com novos elementos comprobatórios dos requisitos necessários.
- Aplicabilidade: esvaziamento do instituto diante do disposto no art. 202 da LEP:
Art. 202. Cumprida ou extinta a pena, não constarão da folha corrida, atestados ou certidões fornecidas por autoridade policial ou por auxiliares da Justiça, qualquer notícia ou referência à condenação, salvo para instruir processo pela prática de nova infração penal ou outros casos expressos em lei.
- Inexigibilidade de 2 anos após a extinção da pena pela LEP, tornando menos burocrática a obtenção dos mesmos benefícios.
- Impossibilidade de restituição ao status quo ante nos casos dos inc. I e II do art. 92 do CPB: novo concurso público?
- Habilitação para dirigir veículo. Única utilidade prática da reabilitação.
- Requisitos da reabilitação, além de lapso temporal de dois anos após a extinção da pena: I - tenha tido domicílio no País no prazo acima referido;
II - tenha dado, durante esse tempo, demonstração efetiva e constante de bom comportamento público e privado;
III - tenha ressarcido o dano causado pelo crime ou demonstre a absoluta impossibilidade de o fazer, até o dia do pedido, ou exiba documento que comprove a renúncia da vítima ou novação da dívida.
- Competência pra análise do pedido de reabilitação: juízo do processo de conhecimento, e não da execução, já que tal competência não consta do at. 66 da LEP.
- Denegação da reabilitação: possibilidade de renovação do pedido. Recurso cabível: apelação, além do recurso de ofício (art. 746 CPP)
Revogação da reabilitação
Art. 95 - A reabilitação será revogada, de ofício ou a requerimento do Ministério Público, se o reabilitado for condenado, como reincidente, por decisão definitiva, a pena que não seja de multa.
- condenado, necessariamente, reincidente. (vide art. 61, I, CPB
AULA 7 (MEDIDAS DE SEGURANÇA, AÇÃO PENAL E EXTINÇÃO DE
PUNIBILIDADE)
1) AÇÃO PENAL
Ação pública e de iniciativa privada
Art. 100 - A ação penal é pública, salvo quando a lei expressamente a declara privativa do ofendido. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
§ 1º - A ação pública é promovida pelo Ministério Público, dependendo, quando a lei o exige, de representação do ofendido ou de requisição do Ministro da Justiça. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
§ 2º - A ação de iniciativa privada é promovida mediante queixa do ofendido ou de quem tenha qualidade para representá-lo. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
§ 3º - A ação de iniciativa privada pode intentar-se nos crimes de ação pública, se o Ministério Público não oferece denúncia no prazo legal. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
§ 4º - No caso de morte do ofendido ou de ter sido declarado ausente por decisão judicial, o direito de oferecer queixa ou de prosseguir na ação passa ao cônjuge, ascendente, descendente ou irmão. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
A ação penal no crime complexo
Art. 101 - Quando a lei considera como elemento ou circunstâncias do tipo legal fatos que, por si mesmos, constituem crimes, cabe ação pública em relação àquele, desde que, em relação a qualquer destes, se deva proceder por iniciativa do Ministério Público. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Irretratabilidade da representação
Art. 102 - A representação será irretratável depois de oferecida a denúncia. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
1.1 Natureza da ação penal
Direito público subjetivo autônomo e abstrato Distinção entre direito de ação e direito material.
Finalidades da ação penal; apontar o autor do fato, permitir a análise desse mesmo fato, possibilitado a correta aplicação da lei penal.
1.2) Condições da ação penal (art. 43 CPP)
1.2.1) Legitimidade de partes
1.2.1.1) Legitimidade primária e secundária 1.2.1.2) Legitimidade apontada abstratamente 1.2.2) Interesse de agir
1.2.2.1) Necessidade de se valer do Estado para fazer incidir a Lei penal 1.2.2.2) Interesse-necessidade x Interesse-utilidade
1.2.3) Possibilidade Jurídica do pedido
1.2.3) Formulação de pretensão admitida como possível pelo ordenamento jurídico.
1.2.4) Justa Causa
1.2.4) Lastro probatório mínimo 1.3) Espécies de ação penal
1.3.1) Ação penal de iniciativa pública 1.3.1.1) Incondicionada
1.3.1.2) Condicionada a representação (condição de procedibilidade) 1.3.1.2.1) Do ofendido
1.3.1.2.2) Do Ministro da Justiça
1.3.1.2.3) Possibilidade de retratação (art. 102 CPB) 1.3.1.2.4) Não vinculação do MP
1.3.1.2) Princípios da ação penal de iniciativa pública 1.3.1.2.1) Obrigatoriedade ou legalidade 1.3.1.2.2) Oficialidade;
1.3.1.2.3) Indisponibilidade;
1.3.1.2.3.1) Possibilidade do MP pedir absolvição. 1.3.1.2.4) Indivisibilidade;
1.3.1.2.5) Intranscendência. 1.3.2) Ação penal de iniciativa privada
1.3.2.1) Privada propriamente dita (§ 4º art. 100 CPB)
1.3.2.2) Privada subsidiária da pública (art. 5º LIX CF/88 c/c art. 29 CPP) 1.3.2.2.1) Desídia x novas diligências
1.3.2.2.2) A posição de Tornaghi
1.3.2.2.3) Papel do MP da ação penal privada subsidiária: aditamento, repudia, denúncia substitutiva, intervenção, proposição de prova, recorrer e assumir a ação penal em caso de desídia do querelante.
1.3.2.3) Privada personalíssima
1.3.2.4) Princípios da ação penal de iniciativa privada 1.3.2.4.1) Oportunidade;
1.3.2.4.2) Disponibilidade 1.3.2.4.2) Indivisibilidade 1.4) Ação penal no crime complexo (art. 101 CPB)
2) EXTINÇÃO DE PUNIBILIDADE
2.1 Considerações gerais
2.1.1) Jus puniendi estatal
2.2.2) Causas estranhas à infração penal em si
2.2.3) Não taxatividade das circunstâncias extintivas da punibilidade 2.2.4) Momento da decretação da extinção da punibilidade (art. 61 CPP) 2.2.5) Extinção de punibilidade nos crimes acessórios: art. 108 CPB. 2.2 Causas extintivas da punibilidade
2.2.1.1) Cuidados na decretação da extinção de punibilidade 2.2.1.2) Apresentação de documentos
falsos-2.2.2) - anistia, graça ou indulto;
2.2.2.1) anistia: perdão de infrações penais, normalmente de cunho político. Faz desaparecer o crime e todas as suas consequências.
2.2.2.1.2) Competência: União (CN)
2.2.2.1.3) Momento da concessão: antes ou depois da sentença
2.2.2.1.4) Crimes insuscetíveis de anistia (art. 2º, I da Lei n.º 8.072/90) 2.2.2.2) graça: natureza individual
2.2.2.3) Indulto: natureza coletiva
2.2.3) - retroatividade de lei que não mais considera o fato como criminoso; 2.2.3.1) abolitio criminis
2.2.3.2) permanência dos efeitos civis da condenação 2.2.4) - prescrição, decadência ou perempção;
2.2.4.1) Prescrição –Aula seguinte 2.2.4.2) Decadência:
2.2.4.2.1) Conceito: perda do direito de queixa ou representação após lapso temporal.
2.2.4.2.2) Termo ad quem 2.2.4.3) Perempção (art. 60 CPP)
2.2.4.3.1) Conceito: sanção jurídica imposta ao querelante por inércia, negligência ou contumácia
2.2.4.3.2) Momento da ocorrência: após proposta a queixa 2.2.4.3.3) Necessidade de intimação
2.2.4.3.4) Morte do ofendido nas ações personalíssimas; 2.2.4.3.5) Ausência de pedido de condenação
2.2.5.1) Renúncia
2.2.5.1.1) Modalidades: expressa ou tácita
2.2.5.1.2) Art. 74 Lei n.º 9.099/95: composição civil dos danos, homologada pelo juiz;
2.2.5.1.3) Extensão a todos os autores (art. 49 CPP); 2.2.5.2) Perdão do ofendido.
2.2.5.2.1) Incidência: ações penais de iniciativa privada 2.2.5.2.2) Modalidades:
2.2.5.2.2.1) Expresso 2.2.5.2.2.2) Tácito 2.2.5.2.2.3) Processual 2.2.5.2.2.4) Extraprocessual
2.2.5.2.3) Extensão dos efeitos aos demais querelados (art. 106 CPB) 2.2.5.2.4) Incomunicabilidade aos demais querelantes
2.2.5.2.5) Necessidade de aceitação, expressa ou tácita (art. 58 CPP) 2.2.6) - retratação do agente, nos casos em que a lei a admite;
2.2.6.1) Aplicabilidade. Ex.: art. 342, art. 143 do CPB. 2.2.7) - perdão judicial, nos casos previstos em lei.
2.2.7.1) Natureza: direito subjetivo 2.2.7.2) Perdão judicial no CTB
2.2.7.3) Perdão judicial e a Lei n.º 9.807/99
Decadência do direito de queixa ou de representação
Art. 103 - Salvo disposição expressa em contrário, o ofendido decai do direito de queixa ou de representação se não o exerce dentro do prazo de 6 (seis) meses, contado do dia em que veio a saber quem é o autor do crime, ou, no caso do § 3º do art. 100 deste Código, do dia em que se esgota o prazo para oferecimento da denúncia. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Renúncia expressa ou tácita do direito de queixa
Art. 104 - O direito de queixa não pode ser exercido quando renunciado expressa ou tacitamente. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Parágrafo único - Importa renúncia tácita ao direito de queixa a prática de ato incompatível com a vontade de exercê-lo; não a implica, todavia, o fato de receber o ofendido a indenização do dano causado pelo crime. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Perdão do ofendido
Art. 105 - O perdão do ofendido, nos crimes em que somente se procede mediante queixa, obsta ao prosseguimento da ação. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Art. 106 - O perdão, no processo ou fora dele, expresso ou tácito: (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
I - se concedido a qualquer dos querelados, a todos aproveita; (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
II - se concedido por um dos ofendidos, não prejudica o direito dos outros; (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
III - se o querelado o recusa, não produz efeito. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
§ 1º - Perdão tácito é o que resulta da prática de ato incompatível com a vontade de prosseguir na ação. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
§ 2º - Não é admissível o perdão depois que passa em julgado a sentença condenatória.
(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Extinção da punibilidade
Art. 107 - Extingue-se a punibilidade: (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
I - pela morte do agente;
II - pela anistia, graça ou indulto;
III - pela retroatividade de lei que não mais considera o fato como criminoso; IV - pela prescrição, decadência ou perempção;
(Revogado pela Lei nº 11.106, de 2005) (Revogado pela Lei nº 11.106, de 2005)
IX - pelo perdão judicial, nos casos previstos em lei.
Art. 108 - A extinção da punibilidade de crime que é pressuposto, elemento constitutivo ou circunstância agravante de outro não se estende a este. Nos crimes conexos, a extinção da punibilidade de um deles não impede, quanto aos outros, a agravação da pena resultante da conexão. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
3) MEDIDAS DE SEGURANÇA
Art. 96. As medidas de segurança são:
I - Internação em hospital de custódia e tratamento psiquiátrico ou, à falta, em outro estabelecimento adequado;
II - sujeição a tratamento ambulatorial.
Parágrafo único - Extinta a punibilidade, não se impõe medida de segurança nem subsiste a que tenha sido imposta.
- Sistema duplo binário ou duplo trilho e sistema vicariante: características e distinções. - Reconhecimento de exculpantes em relação ao inimputável
- Contravenções penais (LCP art. 13) e crimes culposos - Absolvição imprópria (art. 26 CPB).
- Natureza das medidas de segurança: PENAS? - Espécies de medidas de segurança:
I - Internação em hospital de custódia e tratamento psiquiátrico ou, à falta, em outro estabelecimento adequado;
II - sujeição a tratamento ambulatorial. - Natureza: detentivas ou restritivas
- Internação e Lei n.º 10.216/2001: apenas nos casos em que haja necessidade médica. Art. 97 - Se o agente for inimputável, o juiz determinará sua internação (art. 26). Se, todavia, o fato previsto como crime for punível com detenção, poderá o juiz submetê-lo a tratamento ambulatorial.
- indicação de tratamento que melhor se adpte ao sentenciado, independentemente na natureza do fato cometido (finalidade da medida de segurança. Lei n.º 10.216/01.
Prazo de cumprimento da medida de segurança
§ 1º - A internação, ou tratamento ambulatorial, será por tempo indeterminado, perdurando enquanto não for averiguada, mediante perícia médica, a cessação de periculosidade. O prazo mínimo deverá ser de 1 (um) a 3 (três) anos.
- Prazo apenas para realização de perícia;
- Natureza da medida de segurança e inexistência de prazo.
- Fundamento constitucional: pena como limite da intervenção estatal. - Posicionamento jurisprudencial: inexistência de prazos:
HABEAS CORPUS. EXECUÇÃO PENAL. MEDIDA DE SEGURANÇA. RÉU DECLARADO INIMPUTÁVEL. PRAZO INDETERMINADO DE INTERNAÇÃO. PERMANÊNCIA DA PERICULOSIDADE DO AGENTE. INEXISTÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO. PRECEDENTES DO STJ.
1. A medida de segurança de internação, a teor do disposto no art. 97, § 1.º, do Código Penal, não está sujeita a prazos predeterminados, porém, à cessação da periculosidade do réu declarado inimputável.
2. É validamente motivada a decisão judicial que prorroga, por mais um ano, a medida de segurança imposta ao sentenciado, com fundamento no exame médico-pericial realizado no paciente, o qual atesta a necessidade da manutenção da medida. Precedentes do STJ.
3. Ordem denegada.(HC 70.497/SP, Rel. MIN. CARLOS FERNANDO MATHIAS (JUIZ CONVOCADO DO TRF 1ª REGIÃO), SEXTA TURMA, julgado em 12/11/2007, DJ 03/12/2007 p. 367)
HABEAS CORPUS. RÉU INIMPUTÁVEL. MEDIDA DE SEGURANÇA. PRAZO INDETERMINADO. INEXISTÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO. ORDEM DENEGADA. 1. A medida de segurança de internação, imposta em processo de conhecimento, não se sujeita a prazos predeterminados, mas, sim, à cessação da periculosidade do réu inimputável (Código Penal, artigo 97, parágrafo 1º).
2. Constatada, por perícias regulares, a subsistência da periculosidade do réu inimputável, descabe falar em constrangimento decorrente da sua manutenção em regime de internação, ainda que por prazo superior ao limite imposto às penas privativas de
liberdade.
3. Ordem denegada.
(HC 27993/SP, Rel. Ministro HAMILTON CARVALHIDO, SEXTA TURMA, julgado em 09/12/2003, DJ 02/02/2004 p. 367)
Realização da perícia médica
§ 2º - A perícia médica realizar-se-á ao termo do prazo mínimo fixado e deverá ser repetida de ano em ano, ou a qualquer tempo, se o determinar o juiz da execução.
Desinternação ou liberação condicional
§ 3º - A desinternação, ou a liberação, será sempre condicional devendo ser restabelecida a situação anterior se o agente, antes do decurso de 1 (um) ano, pratica fato indicativo de persistência de sua periculosidade.
§ 4º - Em qualquer fase do tratamento ambulatorial, poderá o juiz determinar a internação do agente, se essa providência for necessária para fins curativos.
- Reinternação
- Conversão regressiva (art. 184 LEP) e progressiva
Art. 98 - Na hipótese do parágrafo único do art. 26 deste Código e necessitando o condenado de especial tratamento curativo, a pena privativa de liberdade pode ser substituída pela internação, ou tratamento ambulatorial, pelo prazo mínimo de 1 (um) a 3 (três) anos, nos termos do artigo anterior e respectivos §§ 1º a 4º.
- Direito subjetivo do condenado
- Possibilidade de substituição por internação ou tratamento ambulatorial; - Duração da medida de segurança
Superveniência de doença mental no curso da execução penal
Direitos do internado
Art. 99 - O internado será recolhido a estabelecimento dotado de características hospitalares e será submetido a tratamento.
- Durante a execução da medida de segurança, o internado conserva todo os direitos nãoa tingidos pela sentença. Art. 3º LEP.
- Lei n.º 10.216/01
- Internação com finalidade de reinserção social (art. 4º § 1º) – exclui finalidade
AULA 8 (AÇÃO PENAL E EXTINÇÃO DE PUNIBILIDADE – Cont.)
1.3.2) Ação penal de iniciativa privada
1.3.2.1) Privada propriamente dita (§ 4º art. 100 CPB)
1.3.2.2) Privada subsidiária da pública (art. 5º LIX CF/88 c/c art. 29 CPP) 1.3.2.2.1) Desídia x novas diligências
1.3.2.2.3) Papel do MP da ação penal privada subsidiária: aditamento, repudia, denúncia substitutiva, intervenção, proposição de prova, recorrer e assumir a ação penal em caso de desídia do querelante.
1.3.2.3) Privada personalíssima
1.3.2.4) Princípios da ação penal de iniciativa privada 1.3.2.4.1) Oportunidade;
1.3.2.4.2) Disponibilidade 1.3.2.4.2) Indivisibilidade 1.4) Ação penal no crime complexo (art. 101 CPB)
2) EXTINÇÃO DE PUNIBILIDADE
2.1 Considerações gerais
2.1.1) Jus puniendi estatal
2.2.2) Causas estranhas à infração penal em si
2.2.3) Não taxatividade das circunstâncias extintivas da punibilidade 2.2.4) Momento da decretação da extinção da punibilidade (art. 61 CPP) 2.2.5) Extinção de punibilidade nos crimes acessórios: art. 108 CPB. 2.2 Causas extintivas da punibilidade
2.2.1) - morte do agente;
2.2.1.1) Cuidados na decretação da extinção de punibilidade 2.2.1.2) Apresentação de documentos
falsos-2.2.2) - anistia, graça ou indulto;
2.2.2.1) anistia: perdão de infrações penais, normalmente de cunho político. Faz desaparecer o crime e todas as suas consequências.
2.2.2.1.2) Competência: União (CN)
2.2.2.1.3) Momento da concessão: antes ou depois da sentença
2.2.2.1.4) Crimes insuscetíveis de anistia (art. 2º, I da Lei n.º 8.072/90) 2.2.2.2) graça: natureza individual
2.2.2.3) Indulto: natureza coletiva
2.2.3) - retroatividade de lei que não mais considera o fato como criminoso; 2.2.3.1) abolitio criminis
2.2.3.2) permanência dos efeitos civis da condenação 2.2.4) - prescrição, decadência ou perempção;
2.2.4.1) Prescrição –Aula seguinte 2.2.4.2) Decadência:
2.2.4.2.1) Conceito: perda do direito de queixa ou representação após lapso temporal.
2.2.4.2.2) Termo ad quem 2.2.4.3) Perempção (art. 60 CPP)
2.2.4.3.1) Conceito: sanção jurídica imposta ao querelante por inércia, negligência ou contumácia
2.2.4.3.2) Momento da ocorrência: após proposta a queixa 2.2.4.3.3) Necessidade de intimação
2.2.4.3.4) Morte do ofendido nas ações personalíssimas; 2.2.4.3.5) Ausência de pedido de condenação
2.2.4.3.6) Dissolução do querelante pessoa jurídica
2.2.5) - renúncia do direito de queixa ou pelo perdão aceito, nos crimes de ação privada;
2.2.5.1) Renúncia
2.2.5.1.1) Modalidades: expressa ou tácita