aula 18 ago
TEORIA GERAL DO PROCESSO Professor Marcos Lourenço. Bibliografia:
CR88, CPC, CPP, LICC.
Teoria Geral do Processo - Ada Pelegrini. dinamarco. TGP - Marinoni. (traz o processo para dentro da CR88) TGP - Carreira Alvim
TGP - Rosemiro.
Prova final 17 nov. 30 ptos. 1ra prova 18 set. 25 ptos. 2da prova 23 out. 25 ptos. Trabalho 20 ptos.
TEORIA GERAL DO PROCESSO
Sociedade gera Conflitos (instisfações, agressões).
A solução para esses conflitos no início da sociedade eram resolvidos pelo uso da força (autotutela). Com o desenvolvimento da sociedade veio a :
-- Autocomposição dos conflitos, um acordo onde cada um abre mão. -- Arbitragem onde um terceiro desinteressado diria o que é justo. -- Estado com a pacificação social.
O DProcessual começou dentro de uma perspectiva privatista, ou seja, ligado ao direito privado. Em Roma, o direito processual não se diferenciava do direito material como o de propriedade por exemplo.
Com a Revolução Francesa veio o Estado Liberal, daí surge a idéia de Lei, com caráter Geral e Abstrato.
A lei era fruto de uma igualdade de uma formala, ou seja, igual para todos. Surge o positivismo e com ele o medo do Estado Liberal voltar ao Absolutismo.
A lei cuida da liberdade e com ela, a valorização dos Direitos Subjetivos Privados e Vontade concreta da lei pelo setor público como interesse do Estado.
TGP 21 ago
Antes da Revolução Francesa, o rei exercia a função jurisdicional = Jurisdição (dizer o direito). Houve uma valorização dos direitos subjetivos privados.
Chiovenda : diz que o processo não está ligado ao direito subjetivo privado porque a lei não diz respeito a apenas uma pessoa pois é geral e abstrata. A jurisdição é uma atuação da vontade concreta da lei (como ordenamento jurIdico).
Há a transição da jurisdição do âmbito do direito privado para o âmbito do direito público. Ele não aceitava o fato do juiz criar a norma para o caso individual.
Carnelutti : Jurisdição é a justa composição da lide. Ele acompanha Kelsen em relação à norma individual.
Desgarramos assim da separação dos poderes. ambas partem do pressuposto do ordenamento jurídico.
Para que reconheçamos e criemso a norma individual, temos de reconhecer a vontadde concreta da lei e assim criar uma norma individual aplicável ao caso concreto.
Norma é o DEVER SER que é a grande característica do direito. Mesmo com esse raciocínio ainda existe o positivismo nessa época. depois o direito deixou de ser só norma para ser fato+norma+valor. Hoje a jurisdição não é só do Estado, ela verifica os D.Fundamentais. Transcrição aula 21 ago. 09
Aula passada, fizemos um paralelo, mostrando o desenvolvimento do Estado trazendo um entendimento dentro do Direito Processual.
Trouxemos elementos do Estado liberal que influenciaram o desenvolvimento das teorias ligadas ao processo. Veremos agora as duas principais teorias que contribuíram para o conceito de jurisdição. Recordando alguns pontos:
-- trouxemos a idéia da burguesia ascendente.
-- trouxemos a idéia da repulsa do modelo de Estado Absolutista que havia anteriormente.
-- trouxemos a idéia da hipervalorização da idéia da legalidade que culminou no positivismo jurídico. -- trouxemos a idéia de separação das funções do Estado.
Vamos observar que, dentro do Estado Absolutista quem exercia todas as funções do Estado era o rei. Os juízes eram nomeados diretamente pelo rei que exercia a função executiva, legislativa e a função jurisdicional que é o que vai interessar ao processo, ou seja, o exercício do que chamamos de jurisdição.
Dentro da perspectiva de valorização da lei, tivemos o fortalecimento dessa idéia de tripartição dos poderes de modo que criou-se naquela sociedade a ojeriza em relação à invasão de um poder em
outro poder. Então, ao juiz era expressamente vedado criar norma. Ao legislador era expressamente vedado influir na opinião do administrador e assim por diante.
Mas como vamos relacionar isso, com o processo? Vamos ter que separar o direito objetivo que é aquele direito de aplicação geral, abstrato e o subjetivo que é o direito que se relaciona com o indivíduo, como todos tem direito ao nome, direito de ser chamado pelo nome.
Dentro da perspectiva anterior onde não tínhamos uma separação clara entre o que seria o direito material e o processual, tínhamos uma valorização exacerbada do direito subjetivo, principalmente, naqueles direitos subjetivos privados. E o que houve em função disso? uma eventual ação era vista dentro do âmbito do direito material e que iam dar diretamente dentro do âmbito do direito subjetivo privado, por exemplo, se alguém toma o bem de outro, o outro tem o direito de tomar de volta, mas não com base no direito de ação mas com base no direito material civil de propriedade. Então o agir era feito com base no direito privado. E como esse direito foi passado do privado para o público. Chiovenda: disse que o processo não está ligado ao direito subjetivo privado pois a lei não diz respeito a apenas uma pessoa pois ela é geral e abstrata, não podemos encarar a questão da jurisdição apenas do ponto de vista privado mas como afirmação do ordenamento jurídico. Então a JURISDIÇÃO É ATUAÇÃO DA VONTADE CONCRETA DA LEI, do Ordenamento Jurídico. Para ele, a jurisdição vai concretizar a norma jurídica e assim estaremos tratando a jurisdição dentro do âmbito privado? Não pois a prevalência do Ordenamento Jurídico, a interatividade e eficácia das leis é uma questão pública. Então vamos fazer a transição da idéia de jurisdição do âmbito do direito privado para o âmbito do direito público.
Antes dessa época, lá na Roma antiga, a jurisdição era vista dentro do âmbito do direito privado. Nos conflitos de propriedade de determinado escravo, como não havia código de processo civil, buscava-se o pretor e este dava a fórmula para que as partes resolvesbuscava-sem o problema. Então, isso que o Chiovenda traz, como “atuação da vontade concreta da lei” era visto na verdade como afirmação de um direito subjetivo privado, era o direito de propriedade sobre um determinado escravo e não um direito a ter escravos. Era uma questão resolvida dentro do âmbito do direito subjetivo privado. Após a Revolução Francesa, o que a doutrina resolveu? Com base na teoria de Chiovenda, temos a separação dos poderes, mas a jurisdição na vai mais dizer respeito ao direito subjetivo privado mas a atuação da vontade concreta da lei, ou a concretização do que está escrito no Ordenamento Jurídico. Portanto, a jurisdição saiu de uma responsabilidade dos particulares para a responsabilidade do Estado que tem o dever de afirmar as leis, o Ordenamento Jurídico. Então, tivemos a migração do processo para o ramo do direito público. Hoje, temos o direito processual como ramo do direito público.
Um dos direitos fundamentais, hoje, é o direito de Ação, que é o direito que o cidadão tem de obter a jurisdição do Estado.
Hans Kelsen, extremamente dogmático, organizou o Ordenamento Jurídico segundo uma hierarquia e a jurisdição é feita retirando-se desse ordenamento a verdade aplicada ao caso concreto. Assim ele passa do geral (ordenamento) para o particular (norma), criando, a partir da sentença, a norma. Chiovenda não aceitou a teoria de Kelsen por achar que a função do juiz não é criar norma para o caso individual, e sim a função de “DECLARAR A VONTADE CONCRETA DA LEI”.
Carnelutti, diz que jurisdição não é a atuação da vontade concreta da lei mas sim a JUSTA COMPOSIÇÃO DA LIDE, do conflito. Portanto, se não houver conflito na há necessidade de jurisdição. Carnelutti fica ao lado do Kelsen pois essa justa composição da lide será a criação da norma individual com a qual possamos solucionar o caso concreto.
Portanto, a evolução que creditamos, na possibilidade de criação da norma individual, a Carnelutti é o desgarramento do rígido modelo de separação dos poderes. Então, o Ordenamento Jurídico será
composto pela norma geral e abstrata, criada pelo legislador e, a norma aplicada ao caso concreto, criada pelo juiz como solução justa ou jurisdição.
Antes, a jurisdição estava fora do ordenamento jurídico e com Carnelutti a jurisdição está dentro dele. Em Chiovenda se declarava uma situação; em Carnelutti se constitui uma norma para solucionar a lide e essa norma individual não é criada a partir da cabeça do juiz não! A norma individual tem de encontrar uma base, uma fundamentação na norma geral, que por sua vez vai encontrar fundamentação na Constituição, que por sua vez vai encontrar seu sustentáculo na norma fundamental.
A norma individual, utilizada na justa composição da lide vai se apresentar como uma afronta à tripartição dos poderes, vai ser uma afirmação dessa tripartição.
No final das contas, essas duas teorias terão bebido da mesma fonte pois as duas vão partir de um presssuposto de afirmação do Ordenamento Jurídico que reafirma o caráter público do processo.44:00
TGP 25 ago
Carnelutti : Justa composição da lide.
A finalidade maior da jurisdição é a pacificação social. No usucapião, em que há a prescrição aquisitiva ou seja, dar a propriedade a quem já exercia todos os poderes na mesma ha um grande lapso de tempo.
Uma das espécies de procedimento, o de execução, que hje é o cumprimento de sentença. Por meio da execução iremos excutir parte do patrimônio para cumprir com a obrigação inadimplida na prática é penhorar. Se o devedor não tiver nada para penhorar, penhora-se a casa. Isso cumpre a finalidade de pacificação social?
Essa pacificação social pode ser obtida apenas pela jurisdição? não pode ser conseguida por um meio alternativo também pois é mais barato, mais rápidos, mais legítimos pois temos um procedimento capitaneado pelas partes.
Temos a CONCILIAÇÃO onde as partes por intermédio do Estado, pondera essa lide. os juizados especiais fazem acordo mesmo quando o direito é indisponível.
A conciliação é possível tanto quando há o direito disponível quaundo indisponível. O conciliador faz as partes chegarem a um acordo.
Outro meio alternativo de Pacificação é a MEDIAÇÃO. o mediador propõe algo às partes para que elas decidam.
Temos ainda a ARBITRAGEM onde as partes se comprometem a submeter alide a um terceiro que irá decidir. É um juiz eleito pelas partes.
As partes assumem o compromisso de acatar a solução dada pelo árbitro. INDISPENSABILIDADE DO CONTROLE JURISDICIONAL.
Inafastabilidade da Jurisdição.
Para que alguém seja obrigado a fazer alguma coisa. Para que possamos realizar, fazer o meu direito tenho que ouvir a jurisdição. Esse conceito é mais forte no âmbito do direito penal.
temos um problema hoje, o maior campo da advocacia é para o pobre. Defensoria pública. ACESSO À JUSTIÇA é o grande desafio da jurisdição.
Ler 1 e 2 da ADA e Xerox do Marinoni. TGP 28 ago
Denúncia é a petição inicial da ação penal. É o primeiro ato do processo na ação penal. Feita pela Ministério Público.
ACESSO À JUSTIÇA
Existe uma grande parcela da população que sequer em acesso à justiça pra solucionar os seus conflitos.
O acesso à Justiça é o acesso à ordem jurídica justa. Hoje temos uma preocupação de incrementar esse acesso ao poder judiciário, justamente, para que tanto os ricos quanto os pobres possam ter acesso à justiça.
O que é necessário para que o cidadão tenha acesso à justiça? É necessário :
-- Advogado (Defensor Público).
-- Razoável duração do processo, pois justiça rápida não é justa.
-- Dialeticidade – é o que dá a dinamicidade do processo pois o processo é dialético (dinâmico). Estudaremos que à ação posta, haverá o direito de se opor uma exceção áquela ação. Àquele ataque uma defesa. À uma pretensão processual, uma resistência à pretensão. Essa dialeticidade do processo é regulada por uma forma formal mas essa forma do processo tem que garantir que as parte possam participar dessa forma dialética que diz respeito à :
1. Devido Processo Legal – há uma previsão dentro do Ordenamento Jurídico dispondo como se desenvolverá o processo. Se eu processar ou se for processado tenho direito que esse devido processo legal seja obedecido para que eu tenha uma forma jurídica justa.
Dentro desse devido processo legal teremos a garantir de outros direitos fundamentais, tais como o CONTRADITÓRIO e a AMPLA DEFESA.
2. Contraditório - é o direito de se opor àqueles meios que estão sendo utilizados para fundar a pretensão processual. O contraditório é a forma de se opor à uma prova posta. É se manifestar sobre tudo o que a outra parte trouxe ao processo.
3. Ampla Defesa - Dentro desse contexto de acesso à justiça significa:
3.1 . É a oportunidade da pessoa de comparecer em juizo, de manifestar o contraditório, de ser contrapor aos fundamentos de fato e de direito trazidos pelo autor ou, ao autor, de se contrapor aos fundamentos de fato e de direito trazidos pelo réu. Ampla defesa é para o autor e para o réu.
Dentro da ampla defesa, temos : 3.1 Auto-defesa
Todas as pessoas tem direito de um advogado para defendê-las. Se não há defensor público tem de ser nomeado um Defensor Dativo (nomeado pelo juiz).
Temos de criar meios materiais e não somente processuais para que as partes tenham acesso à justiça. Esse acesso vai estar ligado à uma questão que hoje é bastante discutida que é a:
4 . Efetividade do Processo - é a real entrega do direito material postulado em juizo, ou seja, se o sujeito entrou com uma ação de cobrança cobrando 10 mil, ele quer receber os 10 mil. A efetividade do processo é justamente para acabar com a história do “ganhou e não levou”.
Essa efetividade inclui:
4.1 . Admissão no processo – é a existência, dentro do Ordenamento Jurídico, de mecanismos que possam facilitar aos indivíduos que tenham seus direitos tutelados pela jurisdição. Por exemplo: - Tem de ter um advogado pago pelo poder público.
- Juizado Especial para causas cíveis de menor complexidade sem necessidade de advogado (de até 20 salários mínimos no juizado estadual e se no federal até 60).
- Assistência Jurídica Integral e Gratuita.
- Direitos de caráter coletivo (tutelados na justiça), são os que não dizem respeito a apenas uma pessoa como o direito a um meio ambiente equilibrado, ao barulho próximo à puc.
- Direitos Individuais Homogêneos – vai se apresentar igual para todas as pessoas envolvidas naquela relação jurídica.
- Direitos Difusos – é o que não pode ser determinado o quanto um direito pertence a uma pessoa, por exemplo, direito ao meio ambiente. É tutelado pelo Ministério Público, Associações, etc.
Como exemplo, digamos que façamos uma denúncia no Ministério Público do barulho nas imediações da puc. Esses interesses são tutelados pelo Ministério Público que podem impedir que passem carros e motos no período de aulas.
4.2 . Modo de ser do processo.
Não adianta que dentro do procedimento do processo não tenhamos a oportunidade para determinar à parte apresentar provas. Que não tenhamos garantias quanto aos graus de jurisdição. Isso contribui para a efetividade do processo.
4.3 . Justiça das Decisões : Magistrado ao julgar deve utilizar seu senso de justiça, atentando para a melhor solução so caso mas com reponsabilidade. Boa apreciação das provas. Trazendo a pacificação social que é a finalidade da jurisdição.
4.4 . Efetividade das decisões : são mecanismos que o judiciário usa para que as decisões se efetivem. Exemplo: Liminares, Mandados de Segurança, habeas corpus, etc.
JURISDIÇÃO X LEGISLAÇÃO.
Legislação é a criação de normas gerais e abstratas.
Jurisdição é a determinação da lei ao caso concreto usando as normas gerais. Transforma alegislação abstrata em norma de aplicação concreta.
DIREITO MATERIAL X DIREITO PROCESSUAL.
Direito Material é o direito que vai regular as relações pessoais.
Direito Processual é o direito que trata do exercício da jurisdição pelo Estado. O direito Material é Substantivo.
O direito Processual é Adjetivo pois caracteriza o ser, vai instrumentalizar a jurisdição. TG Processo 4 set
Direito Material X Direito Processual. Substantivo X Adjetivo.
há uma crítica que o direito processual não possui autonomia científica, não constituiria um conhecimento apartado do direito material.
Portanto o direito adjetivo não tinha autonomia e como isso se desenvolveu? Linhas de Desenvolvimento do D. processual.
-- Fase Sincretista (mistura). mistura entre o direito material e o processual. Eles se confunciam. O direito processual advinha, encontrava seu fundamento dentro do direito material.
o direito de perseguir o direito material estava dentro do direito material. -- Fase Autonomista.
Houve o desenvolvimento da separação do direito material do processual.
Isso deu autonomia científica ao direito processual e isso favoreceu o desenvolvimento de vários institutos, desenvolveu-se a idéia de Jurisdição, do direito de Ação, processo. Aparece a FORMA. Daí surgiu uma cultura altamente formalista que dizia que a forma deveria prevalecer sobre o próprio direito material.
-- Fase Instrumentalista do Processo.
Vê o processo com um instrumento cujo função é a pacificação social. passou a ser visto pela sua finalidade que é a Efetivação do Direito Material. Escopo: Pacificação social.
Nessa fase o direito processual foi burocratizado.
Hoje temos uma preocupação de: Celeridade, Administração da Justiça (oralidade). a oralidade é usada nos juizados especiais.
A forma não deve prevalecer sobre a instrumentalidade.
Acesso à Justiça faz parte da fase instrumentalista que é o acesso ao poder judiciário. O que temos de mudar:
-- Direito individual homogêneo. -- direitos coletivos. -- direitos difusos. TG Processo 8 set -- Posição do DP -- Regras do DP
D.Processual vai ser conhecido como Direito Judiciário porque quando do seu surgimento estava atrelado ao reconhecimento, à criação de órgãos do poder judiciário; ao desenvolvimento daquelas funções pertinentes ao exercício jurisdicionais de órgãos especializados do Estado. Pressupondo a tripartição dos poderes, a existência de uma função do Estado com uma estrutura administrativa destinada ao exercício da função jurisdicional .
Vai se relacionar com outros ramos do direito como: D. Administrativo. Os órgãos judiciários da administração da justiça.
Dentro do D. processual haverá uma bipartição: Direito de natureza Processual se divide em : D. Processual Civil e D. Procesual penal.
O processual Penal, o Estado aplica a tutela do Jus Puniendi que é o direito de punir pela violação do direito. Aplicar a sanção penal, tolher a liberdade.
O sistema penal brasileiro adota o sistema acusatório e não inquisitório. Trata dos direitos indisponíveis em regra mas há disponíveis.
O processo será penal quando apresenta em um de seus polos contrastante, uma pretenção punitiva do Estado.
O processual civil trata dos direitos disponíveis, de natureza privada.
É civil todo processo que não for penal e por meio do qual se resolvem conflitos regulados não só pelo direito privado, mas pelo direito constitucional, administrativo, tributário, trabalhista, etc. Não são dois direitos; é apenas um, portanto, o direito processual é UNO. Seus princípios serão aplicados para o processo civil e para o processo penal, guardando cada um suas peculiaridades. Processo Penal e Civil = quando o direito material for penal aplica-se as regras do processo penal Quando for qualquer outro, usa-se as regras do processo civil (econômico, financeiro, difuso., etc.). O pós positivismo trouxe uma prevalência (deu maior importância) aos princípios. Entendeu que a NORMA pode ser:
-- REGRA (tem caráter fechado - hipótese/consequência)
-- PRINCÍPIO (tem caráter aberto, nomogenético pois é pai das normas) . O pós positivismo trouxe uma mega força aos PRINCÍPIOS.
Num conflito de regras, a regra especial prevalece sobre a geral.
Duas regras tratando da mesma hipótese, a mais nova prevalece sobre a mais antiga ou, a de hierarquia maior prevalece sobra a de hierarquia menor.
Quando o conflito é de princípios como faz? Nenhum princípio afasta a aplicabilidade do outro. É solucionado pela técnica da PONDERAÇÃO, dizendo que um só pode ser aplicado após o outro, e é resolvido pelo intérprete.
O texto maior positivado é a Constituição.
É dentro desse pós positivismo que encontramos a proeminência da FASE INSTRUMENTALISTA DO PROCESSO.
A Constituição trouxe diversos princípios de índole processual que vão balizar o exercício da função jurisdicional.
PRINCÍPIOS INFORMATIVOS DO PROCESSO:
PRINCÍPIO LÓGICO - Seleção dos meios mais eficazes e rápidos de procurar e descobrir a verdade e de evitar o erro.
Devem ser empregados meios lógicos para solucionar a demanda. Ex. Inversão do ônus da prova por hiposuficiência.
Sujeito compra caro e acha que está consumindo demais.
Resolve processar o fabricante. Sujeito possui todos os recursos para produzir o ônus da prova mas não entende nada de carro pois é hipossufuciente.
PRINCÍPIO JURÍDICO - Igualdade no processo e justiça na decisão.
Justiça da decisão, igualdade das partes. O julgamento deve ser justo, o juiz deve ser imparcial. PRINCÍPIO POLÍTICO - O máximo em garantia social, com um mínimo de sacrifício individual da liberdade.
o processo deve sacrificar o mínimo dos direitos fundamentais. Mínimo do sacrifício da liberdade. PRINCÍPIO ECONÔMICO - Processo acessível a todos, com vistas a seu custo e à sua duração. O processo não pode ser desproporcionalmente maior do que o direito tutelado.
TG Processo 11 set
PRINCÍPIOS DO PROCESSO:
Constituição: principalmente na fase pós positivista, traz as diretrizes básicas, os fundamentos das normas processuais.
canotilho diz que esses princios são estruturante - moldura básica fundamentias dizem respeito a aplicação dessa estrutura por meio das leis processuais - instrumentais, dizem respeito à própria finalidade do exercício da função jurisdicional. Tipo princípio da celeridade, a justiça tardia é uma injustiça.
A idéia de justiça impões que o juiz seja alguém desinteressado na demanda. Esse desinteresse deve ser real.
a . juiz natural garante a imparcialidade do juiz o julgador tem que ser autoridade competente -Ninguém será processado nem sentenciado senão pela autoridade competente.
Não haverá juizo ou tribunal de excessão(criado especialmente para determinada causa, exemplo, tribunal pra julgar apenas cruzeirenses)
Portanto: Juiz competente, investido de autoridade, vedar tribunal de excessão. b . Garantias e Impedimentos para o exercício da jurisdição:
Art.95 CR :
-- Vitaliciedade, o juiz depois de dois anos de exercício adquire vitaliciedade e só sai em situações extremas.
-- Inamovível - não pode ser retirado da sua jurisdição. -- Irredutibilidade de subsídio.
Impedimentos do paragr. Único do Art.95. 2 . Princípio da Igualdade.
O que esse princípio representa? É o tratamento com iguais oportunidades no processo.
É uma igualdade de possibilidades e meios. Esses meios sofrem interferências, principalmente, das partes.
TG Processo 15 set prova.
Ada 1, 2, 3, 4 (até igualdade) Marinoni 1, 2.
Princípios:
Igualdade : paridade entre litigantes.
Isonomia = caracteristica que traga a igualdade material e não apenas formal ao processo. Ex. Foro da mulher na separação.
CONTRADITÓRIO / AMPLA DEFESA.
previstos no Art.5 CR e relacionam-se com o conceito de Ação, de exercício da jurisdição. Contraditório.
Traz a tese e será apresentada uma antítese.
Àquela pretensão trazida em juizo deverá ser oportunizada uma resistência. Àquela ação deverá ser oportunizada uma reação.
Para que a parte contraposta possa se contrapor ela tem que ser comunicada. Ela tem que ter ciência e conhecimento dos atos do ex adverso.
Esta ciência se dá pela:
Citação = ciência do processo (para apresentar a resistência) quando se tratar de direitos disponível é uma faculdade.
Quando se tratar de direito indisponível é uma obrigação o contraditório.
Durante o processo as parte serão cientificadas dos outros atos processuais pela INTIMAÇÃO. Intimação se refere aos atos processuais.
Quem pratica ato processual é o promotor ou o juiz. As partes tem o direito de de saber da intimação para poderem apresentar o contraditório.
O contraditório é dinâmico e pode ser exercido tanto pelo autor quanto pelo réu. Ampla defesa = Defesa Técnica.
Auto - defesa.
-- Defesa Técnica é a realizada pelo advogado.
-- Auto defesa diz que a parte pode acompanhar o processo e dirá também da possibilidade da parte se manifestar. Isso acontece no Interrogatório.
A Auto defesa é uma faculdade da parte dentro do desenrolar do processo. PRINCÍPIO DA AÇÃO ou DA DEMANDA.
-- Sistema Inquisitório. Sistema que tem raízes medievais. A mesma pessoa que acusa é a que julga. Todo juiz pode ser um procurador do rei e pode fazer valer a lei do Estado.
Não podemos esperar imparcialidade.
-- Sistema Acusatório (usado no Brasil). Quem maneja a pretensão, quem apresenta a ação serão as partes.
portanto as partes acionam a jurisdição.
A jurisdição dentro do sistema acusatório è INERTE. O juiz não realiza de ofício (por conta própria) a movimentação para que a pretensão seja satisfeita e tudo vai depender de requerimento das partes. Essa conduta do juiz é para manter a impessoalidade. Ele não pode ser movido por paixão.
Há uma mitigação (diminuição da influência desse princípio) no processo. Vai ocorrer quando tratarmos da efetivação de direitos sociais, direitos que irão exigir uma atuação positiva da jurisdição. Na justiça trabalhista o juiz atua de ofício ele não fica inerte. Isso é uma mitigação do princípio da ação.
PRINCÍPIO DA DISPONIBILIDADE OU DA INDISPONIBILIDADE DO DIREITO. Diz respeito à natureza do direito Material envolvido.
se o direito é disponível ou indisponível da parte, de produzir prova, etc.
Num homicídio, o promotor não pode abrir mão de lavar a causa até o final ou nem mesmo desistir. PRINCÍPIO DISPOSIVO E
PRINCÍPIO DA LIVRE INVESTIGAÇÃO DAS PROVAS. O princípio dispositivo tem a ver com:
-- Verdade Formal. -- Verdade Real.
Diz respeito com a natureza material das provas.
Princípio dispositivo diz respeito aos direitos disponíveis. o outro princípio se refere aos direitos indisponíveis.
Relacionam-se com o princípio da ação quando o juiz realiza atos de ofício. A regra geral é que o juiz não pode produzir qq prova de ofício, exceto quando estiver perplexo com as provas produzidas. promotor não exuma cadáver para prova mas o juiz de ofício pede para exumar. Aqui vale a verdade real. Aqui o juiz toma a iniciativa das provas.
TG Processo 22 set
-- Princípio do Impulso Oficial.
O juiz é inerte, não pode agir de ofício, até que a parte o provoque.
O juiz deverá tomar as providências necessárias para que seja desenvolvido o PROCEDIMENTO. Há diversos atos jurídicos no processo: Propositura inicial, citação, apresentação da defesa ou revelia. -- Esta é a marcha processual. E o juiz deve dar andamento ao processo. E citar as partes para que elas pratiquem os atos processuais. Produzir provas.
dar impulso no processo é praticar atos jurídicos de ofício. -- Princípio da Oralidade.
Está ligado ao procedimento, ligado à fase instrumentalista, á simplificação do processo, à informalidade, ou seja sempre que o ato possa ser oral, ele é adotado.
No juizado especial, pode-se ingressar com processo de forma verbal. O réu se defende de forma oral. O depoimento das testemunhas. O juiz profere a sentença oralmente e o escrivão reduz a termo. -- Princípio da Persuasão Racional do Juiz.
Refere-se às provas.
Adotamos o modelo da persuasão racional ao lado do modelo legal (tarifado) e do modelo livre (segundo sua consciência).
há ações que não precisa de prova quando a questão for de direito. Exemplo: sujeito trabalhar e exerce determinadas atividades e pede a justiça seus direitos por aquela atividade.
Só que há ações em que o cliente tem que produzir provas. Critério legal = dá um peso, um valor para a prova.
Uma testemunha, um ponto, duas, dois pontos, confissão peso 5. Prende o juiz e também a lei não pode prever o peso de todas as provas.
Critério Livre = é a opinião do juiz, sem fundamentação sem que tenha que concatenar as provas do processo.
ISSO CAIU EM DESUSO pois há ausência de balizas à jurisdição. O critério legal é mais usado por ter mais credibilidade.
Assim o juiz pode decidir RACIONALMENTE. Ele correlaciona as provas, com as afirmações do autor e réu.
Mesmo se a prova pericial for certa o juiz pode desconsiderar e ser desfavorável. -- Princípio da Motivação das decisões Judiciais. Art.93, IX.
A sociedade tem o direito de conhecer a motivação do Juiz para ser controlado. A motivação do juiz deve ter correlação com o caso.
-- Princípio da Publicidade.
Não mais existe o processo secreto que é uma característica do sistema inquisitório. Todos tem o direito de saber porque está sendo processado.
Processos que tem a ver com a privacidade a lei pode restringir o acesso à alguma pessoa. exames pericial que invade a privacidade de uma pessoa, por exemplo o estupro. A parte que estuprou não pode acompanhar o processo.
O processo não é secreto mas tem alguma privacidade restringida.
Motivos de ordem pública que por exemplo nã permita que dados da Petrobrás não sejam divulgados por questões de privacidade.
TG Processo 25 set.
-- Princípio da Lealdade Processual.
É importante para interpretar provas. Vê a relação entre as partes e entre elas e o magistrado. Os participantes devem tem uma
-- conduta Ética, Proba, Leal.
-- Vontade e Intenção de solucionar o conflito. -- Litigância de Má fé - ver art. 17 CPC em diante.
Se a parte não quiser o fim da lide estará litigando de má fé.
Responde por perdas e danos aquele que pleitear de má fé como autor, réu, interveniente Usar o processo para conseguir objetivo ilegal.
Proceder de modo temerário em qualquer incidente ou ato do processo. Interpuser recurso manifestamente protelatório.
Princípio da Economia e Instrumentalidade.
Os atos processuais devem objetivar o fim. O ato não é apenas uma questão forma e sim ser proveitoso para o processo. Se trouxer prejuízo deve ser evitado. Aproveitar atos emprestados de outros processos.
-- Princípio do Duplo Grau de Jurisdição.
A nossa justiça se organiza de forma hierarquizada. A jurisdição está sujeita aos outros juizes.
Os julgamentos são realizados por humanos e por isso são falhos. Todas as pessoas tem direito de verem seus direitos revistos por outra instância.
Portanto tem a ver com revisão das decisões jurisdicionais.
Não há garantia expressa em nossa CR88. É garantido apenas de modo implícito em diversos pontos há hipóteses em que da decisão caberá recurso.
- não cabe recurso: Infrações penais públicas do presidente, Ministério Público. Não há segunda instância.
TG Processo 29 set
vamos fechar a parte da jurisdição da Teoria Geral do Processo.
A Jurisdição no Estado Contemporâneo .(cap.7 livro do Marinoni, Ada, cpit.11 e seguintes) Mesmo as teorias que partiram do positivismo tem incongruências.
- se nós admitirmos que haja na teoria do Chiovenda apenas uma declaração do juiz ao caso concreto.
- No Carnelutti não há criação de lei no sentido originário mas há a criação de uma norma individual. Observamos que a atividade do juiz vai ser exercida dentro desse prisma.
Observamos que a jurisdição vai Tirar o seu fundamento das Normas Gerais. Ou uma Declaração (vontade concreta da lei) ou uma condenação (justa composição da lide).
Saímos de uma declaração ou de uma condenação para uma noção de TUTELA. Tutela = Proteção.
A jurisdição vai realizar a proteção do direito material. E para isso não basta apenas a declaração ou a condenação.
O mandado de Injunção faz com que o poder público regulamente o direito de greve do servidor público. o STF reconhecendo a omissão do legislativo pôs uma norma geral e abstrata naquele assunto.
A jurisdição sai do Estado liberal, preocupado com o indivíduo e vai para o geral, no Estado contemporâneo.
Para que seja admitida tutela constitucional o juiz pode trazer uma norma geral e abstrata. exemplo anterior.
Tutela Jurisdicional Efetiva.
O grande objetivo da tutela é dar Efetividade aos direitos fundamentais, ao que está na Constituição, o que está na lei.
O exercício da tutela jurisdicional é feito por meio da NORMA CRIADA PELO JUIZ. Esta tutela, essa lei deve SER FUNDAMENTADA e vai atender ao princípio da motivação que é o que vai legitimar a norma criada pelo juiz.
o nosso Ordenamento Jurídico traz diversos mecanismos para a tutela Jurisdicional Efetiva:
- Multa Cominatória - juiz comina multa pelo sujeito não querer demolir um muro, por exemplo. Muitas vezes o juiz pode mandar a força policial para fazer com que o sujeito faça a demolição do muro. - Normas Abertas - dão uma grande margem de discricionariedade ao juiz para o exercício dessa tutela. E essa discricionariedade será limitada pela fundamentação.
Vamos observar que o legislador vai criar mecanismos para fazer valer a tutela jurisdicional efetiva. Também cabe o executivo.
tG Processo 6 out
A legitimação do processo dentro da perspectiva Instrumentalista:
Para o Dinamarco temos o processo como Jurisdição. O Juiz como um ser mítico, cheio de poderes. A jurisdição é um mecanismo de pacificação social.
Essa imagem faz referência direta ao paradigma do Estado social, um Estado provedor, quase que pai, que tutela tudo.
Perspectiva do Estado Democrático de Direito, exige-se a participação das pessoas.
Neste paradigma, a Constituição vai trazer os princípios da Ampla Defesa, Contraditório, Duração razoável do Processo.
O processo para a teoria Neo institucionalista é visto como instituto. A Jurisdição vai ser exercida pelo Estado.
Há diversos órgãos do exercício da jurisdição.
- Penal é o que diz respeito ao direito penal, como ultima ratio e que contém institutos próprios. - Civil cuida de processo trabalhista, civil, etc.
Elas tem pontos em que se encontram.
A legislação penal vai ter um grau maior pois exige mais meios para prestação do serviço jurisdicional.
Fato ilícito sendo tutelado pela jurisdição penal e pela cívil. Exemplo, A atropela B que se quebra todo. Lesão corporal, tutela penal. B vai ter direito de danos materiais e lucros cessantes. A apuração do fato pena vai ter influência na esfera cível.
- Comum, é o que sobra.
O critério é residual, tudo o que não for especial é comum.49:00 tG Processo 9 out
Jurisdição Especial Comum Superior Inferior
diz respeito à organização do judiciário. instância Inferior é o juiz de primeira instância
Juízo de direito vai resolver as coisas com base na lei.
Juiz de equidade é o que tem o senso de justiça (no juizado especial, o árbitro que pode ser leigo pode decidir por equidade).
ORGANIZAÇÃO JUDICIÁRIA NACIONAL.
+++++ (CNJ) Conselho de Constituição e Justiça. Cuida das questões administrativas, orçamentárias. ++++ (STF) - Supremo Tribunal Federal. Preserva a Constituição.
+++ (TSE) - Tribunal Superior Eleitoral. ++ (TER) - Tribunal Regional Eleitoral
+ Juiz Eleitoral + Junta Eleitoral.(justiça especial)
+++ (TST) - Tribunal Superior do Trabalho.(Instância especial) ++ (TRT) - Tribunal Regional do Trabalho
+ Juiz do trabalho (justiça especial)
+++ (STM) Superior Tribunal Militar (instância Especial) ++Tribunal Militar (só em tempo de guerra)
+ Justiça Especial Militar: faz Auditorias Militares.
++ (TRF) - Tribunal Regional Federal (desmbargador fed.) + Juiz Federal (tribunal do juri).
+++ (STJ) - Superior tribunal de Justiça (inst. especial) (daqui para cima é o Poder Judiciário da União) (daqui para baixo é Justiça Comum).
++ (TJ) - Tribunal de Justiça
+ Juiz de direito (Juizado especial + tribunal do juri).
++ (TJM) - Tribunal de Justiça Militar (opcional). + Juiz Auditor militar (opcional)
Instância Ordinária = (primeiras e segundas instâncias Ordinárias (o processo anda de qualquer jeito) instância Especial = Preserva lei federal e da Uniformização de normas federais entre os Tribunais Regionais.
Primeira instância = concurso público.
segunda Instância = passados em concurso para a primeira instância e promovidos por merecimento ou por idade = são os juizes de carreira.
quinto constitucional = 1/5 das vagas dos tribunais preenchidas por advogados e promotores) válido para TRT - TRE - TRF.
TRE tem um provimento diferente.
Sempre cuidou da administração das eleições.
Tem uma composição realizada por juizes emprestados (juizes de direito). ++ Procuradores de Justiça (atua junto aos tribunais)
TG Processo 16 out
Aula passada colocamos um quadro geral do poder judiciário que vai do CNJ, conselho Nacional de Justiça até a justiça de primeira instância com os juizes do trabalho, os juizes militares, os juizes de direito, os eleitorais, etc. passamos pelos tribunias de segunda instância, passamos pelas instâncias ordinárias da justiça, a instância especial, composta pelos tribunais militares, eleitoral e do trabalho e da instância extraordinária, composta pelo supremo tribunal federal. Ainda falamos do órgão de controle externo do judiciário que é o Conselho Nacional de Justiça que não exerce função jurisdicional propriamente dita mas exerce controle administrativo, financeiro orçamentário dos tribunais judiciários brasileiros.
A justiça exerce também uma função atípica que é administração. Quando o tribunal contrata servidores, compra mobíliário e imobiliário, exerce administração.
A justiça portanto, precisa ser administrada para que tenhamos os processos julgado a tempo, para que tenhamos um sistema de computaão que atenda tanto aos serventuários quanto as partes por meio de seus advogados, o Mininstério Público, a imprensa e a sociedade. Há a tv justiça que transmite julgamentos ao vivo para todo o país, o que não acontece em outros países.
O CNJ determinou que se realize concurso para os cartórios.
Além desses órgãos, o judiciário exerce outras funções que são chamadas de funções essenciais à administração da justiça, que encontraremos na CR/88, a partir do artigo 127.
Art.127 CR/88 - FUNÇÕES ESSENCIAIS À JUSTIÇA.
Além da administração existem funções que são essenciais à justiça: - A Advocacia.
- Ministério Público. - Defensor Público.
- Advogado Público (representam judicial e extrajudicialmente os entes da federação, a União e os Estados são por exemplo, os procuradores do Estado de Minas Gerais, o advogado da União, os procuradores da Fazenda Nacional, os procuradores federais da procuradoria geral da União).
1 . MINISTÉRIO PÚBLICO (Parquet)
Antes, o ministério público era representado pelos procuradores do rei, tinham função executiva. Fiscalizavam a lei imposta pelo rei. Quando o rei se dirigia às autoridades judiciais, subiam no tablado, daí Parquet.
Nos EUA o Ministério Público é ligado apenas à Persecução Penal; e os direitos difuso, direitos coletivos, individuais homgêneos são puxados pela sociedade civil organizada em associações, etc.. Existe o modelo italiano que traz a característica de que a carreira da magistratura se confunde com a carreira do Ministério Público. Há um juiz para a instrução (acusação) e outro para o julgamento (jurisdição).
Aqui no Brasil, criado pela CR/88 por influência do mineiro José Paulo Sepúlvida Pertence e depois de outros como Saulo Ramos, temos o modelo de Ministério Público que é o grande guardião da sociedade. É ele que vai tutelar os direitos difusos, coletivos e individuais homogêneos. É responsável pela persecução penal, pelo constrole e administração da polícia. Instaura inquérito civil público, pode investigar criminalmente.
A grande importância do Ministério Público é que em grande parte dos casos ele é parte. Dentro da matéria criminial ele é parte na maioria da vezes. É ele que vai provocar a jurisdição, dizendo ao juiz que fulano cometeu um crime, oferencedo, portanto a denúncia, que é a petição inicial da ação penal. Na tutela dos direitos coletivos, difusos, individuais homogêneos, ele também provoca a jurisdição e será parte no processo.
Em outras vezes o MP terá necessidade de “OBRIGATÓRIA INTERVENÇÃO”, e isso se dará quando a natureza dos direitos discutidos no processo sejam de extrema importância para a sociedade, funcionando como uma espeécie de curador da sociedade, por exemlo, no processo de adoção de criança, de menor, sempre o MP será ouvido; no processo de direito eleitoral, na investidura do mandato político, o MP tem de ser ouvido. Nesses casos ele não será parte e sim colaborador no processo.
O MP se organiza de diversas maneiras. A CR/88 previu o MP estadual e o MP federal.25:16
O MP se distribui mais ou menos da forma como se distribui o poder judiciário mostrado na aula passada, onde temos uma quantidade maior de ramos no poder judiciário da União do que dentro poder judiciário dos estados. Cada órgão do poder judiciário terá um membro do ministério público que tem a atribuição de neles atuar não só propondo ações mas também intervindo e dando suas opiniões atrvés de parecer.
Ramos do Ministério Público. DA UNIÃO
MPU > MP da União > Procurador Geral da República (escolhido pelo Presidente da República dentre os procuradores do MPF.
MPF > MP Federal > Procurador da República que atua na Justiça Federal comum (JF). > Procurador Regional da República que atua no TRF.
> Sub procurador geral da República que atua no STJ.
MPT > MP do Trabalho > Procurador do trabalho que atua na Justiça do Trabalho (JT). > Procurador Regional do Trabalho que atua no TRT.
> Sub procurador geral do Trabalho que atua no TST. MPM > MP Militar > Promotor Militar que atua na Justiça Militar (JM).
> Procurador Regional Militar que atua no STM.
> Sub Procurador Regional da República que atua no STM. MPDFT > MP do DF e Territórios >
+ Promotor de Justiça do DF e Territórios que atua junto ao Juiz de Direito da 1ra instância ++ Procurador de Justiça do DF e Territórios que atua no TJ do DF e Territórios (2da instância) +++ Procurador Geral de Justiça do DF e Território escolhido pelo governador do DF.
O DF é um ente da federação, mas é diferente pois engloba competências tanto dos estado quanto dos municípios e tem alguns de seus órgãos custeados pela União como a Defensoria Pública, o Poder Judiciário e o Ministério Público do DF. E é por isso que o MP do DF e T não é separado como é o MP dos estados, como veremos. O MPDFT é um ramo do MP da União.
JUSTIÇA DOS ESTADOS MP dos Estados
+ Promotores de Justiça (atuando na 1ra instância). ++ Procuradores de Justiça (atua junto aos tribunais)
+++ Procurador Geral de Justiça (atua na instância especial).
Justiça Eleitoral > tem uma composição híbrida pois pega juiz emprestado da primeira instância, desembargador emprestado, juiz federal emprestado, advogado.
MP Eleitoral é uma ramo da Justiça da União e também tem composição híbrida é do MPU mas funciona com gente emprestada de outros MP.
+ Promotores de Justiça (atuando na 1ra instância).
++ Atua como Procurador Regional Eleitoral o Procurador da República com exercício naquele estado (atua junto aos tribunais TRE).
+++ Atua como Procurador Geral Eleitoral o Procurador Geral da República (atua junto ao STE). O Ministério Público começou com os Procuradores eram os representantes do rei na defesa de seus interesses e hoje passou a ser representante do Estado, na defesa dos interesses do Estado, que nada mais é do que um promotor de justiça federal.
O procurador de justiça é movido pelo princípio pela independência funcional.
A emenda 45 criou o CNMP Conselho Nacional do MP para fazer a administração financeira e orçamentária do MP.
TG Processo 20 out
As garantias dos magistrados são transmitidas também ao MP.
o MP possui um órgão de administração externa CNMP Conselho Nacional do MP efetua controle administrativo financeiro e orçamentário.
Art.131 CR/88 faz distinção entre os 3 ramos da advocacia.
Advocacia Pública: Advocacia Geral da União. Responsável pela defesa técnica dos entes da Federação - o Estado - a República. É um servidor do Estado investido no concurso de provas e títulos.
Exerce a representação judicial e extrajudicial.
Exerce atividade de consultoria e assessoria jurídica para a União. A AGU tem o ministro que chama Advogado Geral da União. É dividida em:
Procuradoria Geral da União (administr. Direta). Procuraoria Geral Federal. (administr. Indireta). procuradoria da Fazenda Nacional (administr. Indireta) Admin. Direta é o órgão ligado diretamente à União.
Admin. indireta são pessoa jurídicas diferentes da União mas que pertencem aos entes da federação. Exemplo, a UFMG é um ente da administração indireta da União e seus procuradores são ligados à advocacia geral da União
Procuradoria do Estado : cada estado membro terá uma procuradoria do Estado. Advocacia Privada: exerce uma função pública no exercício privado.
Defensoria Pública é essencial à função jurisdicional do Estado. Art.5, 74 CR88. O Estado tem que fornecer assitência jurídica gratuita e integral ao cidadão.
É organizada da seguinte forma:
Defensoria Pública da União atua nas causas de competência da União. Defensoria Pública dos Estados atua nas causas de competência dos Estados. TG Processo 23 out Matéria da Prova. Artigo Evandro Ada - 1 a 5, 8, 11 a 15, 23 e 24 Marinoni - 1, 2, 7 JURISDIÇÃO VOLUNTÁRIA
- A regra é a jurisdição atuar quando há conflito.
- A jursidição Voluntária atua quando não há conflito. Não fere o princípio da inércia porque ocorre por provocação das partes.
Qual é a necessidade da jurisdição se não há conflito? Para fazer separação judicial, por exemplo.
- Administração Pública de interesses privados Exemplo: Procedimento de adoção, Sussessões, Nestes procedimentos só existe o autor em face do juiz.
A Decisão prolatada pelo juiz diz respeito à "coisa julgada formal".
Nem todos os atos da jurisdição voluntária vão ser praticado como processo:
- atos meramente receptícios: publicação de testamento particular, notificação judicial. - atos de natureza certificante : legalização de livros comerciais.
- atos verdadeiro pronunciamentos judiciais : separação amigável, interdição, adoção (novaas situações jurídicas constituidas).
A jurisdição voluntária não tem partes. Pois isso pressupões situações antagônicas. Tem requerente ou interessado.
O inverso da jurisdição Voluntária é a jurisdição contenciosa. TG Processo 03 nov
Competência.
Cabe ao STJ dirimir um conflito entre uma vara federal de 1ra instância e uma vara do trabalho; uma vara eleitoral e uma vara do trabalho por exemplo.
Por isso são tidos como órgãos de superposição do judiciário.
Na petição direcionamos o órgão que a encaminharemos. Este é o primeiro ponto a ser observado na petição. Portanto neste endereçamento observamos a competência ou seja, a fração da jurisdição que cabe a cada órgão do poder judiciário.
Cada órgão vai ser responsável por um grupo de causas, uma fração da jurisdição do Estado. Regras para definir qual é o órgão competente para um determinada causa.
1. Constituir órgãos com diferentes atribuições. 2. Reparetir as causas em determinados grupos.
3. Definir qual a política legislativa de atribuição de causas.
determinadas causas, de acordo com o interesse, vai exigir que haja órgão mais especializado para dirimir aquele conflito.
Aonde temos essa distribuição da jurisdição? 1. Na Constituição.
2. Na legislação infraconstitucional federal: CPC, CPP.
3. constituições estaduais no que diz respeito A justiça estadual.
4. lei de organização judiciária (LOJ) federal e estadual e aí se dividem as vara. 5. Nos regimentos internos dos tribunais, dos membros.
Aqui temos a fração de jurisdição que cabe a cada um desses órgãos. JURISDIÇÃO:
A jurisdição é una o que varia é a competência. Qual é a jurisdição? Significa.
qual é a competência para saber da causa? É da justiça comum ou especial?, trabalhista ou comum? Qual é a competência originária? Significa
Qual grau hierárquico que cabe o primeiro conhecimento de tal causa?
Observaremos que determinadas causas começam no primeiro, outras no segundo, outras no STJ, outras no STF.
PCO = processo crime originário, prefeito julgado na instância de 2do grau.
A CR/88 previu que alguns serão julgados pelo poder legislativo, como o crime de responsabilidade, que é uma infração político-administrativa.
Qual é o Foro? Podemos ver foro como sinônimo de competência. Mas aqui foro é ligado à uma especie de competência que é a Territorial que é o juiz que tem a fração de jurisdição sobre um determinado território.
Comarca de Pitangui dizemos que ele é a sede da comarca. Temos os foros:
- Comarca - Zona Eleitoral
- Subseção judiciária para causas federais.
Competência do foro do Tribunal Regional Federal é o território abrangido por aquela região. Competência do foro do Tribunal do Trabalho é o estado para o qual aquele tribunal faz referência. Competeência do foro dos Tribunais Superiores, o STF exerce jurisdição em todo o território nacional. Qual é a competência interna? Significa:
Quais varas temos na justiça estadual?
1ra instância= vara = competência interna de determinado foro.
Vara de família, sucessão, fazenda pública, registro público, precatórios, criminal (tóxicos), inquérito, Juizado Especial.
2da instância= tribunais que se divide em Câmaras ou Turma (câmara criminal, cívil, fazenda pública).
Qual a competência Recursal = para onde cabe o recurso? e diz resapeito ao princípio do duplo grau de jurisdição.
Geralmente, para o juiz Estadual cabe o juizo estadual, pro juizo estadual cabe o Tribunal de Justiça Estadual, para o Juizo Federal vai caber o Tribunal Regional Federal mas pode ser que seja o juiz do Juizado Especial. Recurso vai caber para uma turma formada por juizes de 1ra instância. Pode ser que o juiz estadual está exercendo uma competência anômala ou seja, competência de juiz federal e ai o recurso vai caber para o Tribunal Regional Federal e não para a justiça estadual. Então temos as regras que dizem respeito às regras de competência recursal
Tudo isso ajuda a definir como será exercida a jurisdição. Como separamos as causas?
As diversas técnicas dizem respeito aos DADOS RELEVANTES DA CAUSA. 1. Quais são as Partes.
2. pedido , qual é a pretenção processual. 3. Quais são os fatos (criminos, cível).
4. Quais são os fundamentos jurídicos? (ação de despejo).
O Brasil adotou um sistema de Chiovenda, chamado REPARTIÇÃO TRÍPLICE. Avalia a competência - objetiva (valor da causa, pessoas envolvidas)
- territorial.
Valor, pode ser levado em conta: - Juizados especiais.
- Procedimento a ser adotado Pessoas, pode ser levado em conta:
- Prerrogativa de função. Algumas pessoas em razão da investidura pública pode ter o foro privilegiado.
Faremos uma prquena crítica em relação ao foro privilegiado. A noção que temos no Brasil é que o foro é um privilégio mas na verdade não é. Temos a noção de que a ação de pessoas importante não andam na justiça. A prerrogativa de função, o foro privilegiado tem uma finalidade. Os dados
relevante que são levados no estabelecimento do foro dizem respeito a evitar que o magistrado sofra a pressão de um político para prejudicar alguém e para evitar que a autoridade responsável pela jurisdição realize perseguição àquele que está sendo processado. Temos que tomar cuidado ao querer acabar com o foro privilegiado pois ele não diz respeito à pessoa e sim à função exercida por ela. Essa prerrogativa de forro existe apenas para determinadas questões
TG Processo 10 nov
Competência Absoluta e Relativa. Competência Absoluta:
A grande importância desta competência é :
Competência é a fração do poder jurisdicional do Estado que vai se referir a cada órgão do judiciário. Pode ser exercida no intuito de preservar o interesse dos particulares e públicos.
Quando é interesse Público é competência Absoluta.
Interesse Público é a competência estabelecida na Constituição.
- É a competência em razão da matéria, que relaciona-se à justiça comum ou especial. - É a competência com relação à pessoa e relaciona-se à justiça Federal e Estadual.
uma das característica da federação é a arrecadação de impostos e observou-se que grande parte dos processos tinham como parte a União e quem pagava eram os estados. Resolveu-se criar a justiça da União para que a própria União pagasse as custas.
Algumas matérias eram muito especializadas. Uma justiça especializada seria melhor ao exercíío da jurisdição. Passou-se matérias de competência da União para a própria União. Matérias militares, eleitorais, trabalhistas é de competência da União.
Mas porque de interesse público? Porque seria melhor realizada nos órgãos criados pela Constituição.
Competência Relativa:
A principal delas é:
Competência de Foro ou Territorial: pode ser estabelecida com o intuito de facilitar a defesa, a demanda, sempre no interesse das partes, que pode ser:
a) Livremente Condicionada: b) Derrogada.
Quando houver desrespeito à competência absoluta teremos a nulidade que se restringirá os atos decisórios sendo aproveitados todos os outros atos do processo.
Não é uma competência desprovida de regras. Se a parte interessada, em que seja estabelecida a competência legal, ou seja, a competência em que a lei fez a previsão de território ou a competência que foi estabelecida, convencionada pelas partes, se ela, no prazo legal, não peticionar, ou seja, não impugnar a distribuição daquela ação por meio da exceção de competência, haverá preclusão, haverá a prorrogação da competência para aquele lugar cuja ação está correndo.
A competência absoluta é improrrogável A competência relativa é prorrogável.
Livremente convencionada = Prevenção = quando dois foros concorrem o foro deve ser o primeiro que conheceu o conflito.
Livremente convencionada = conexão = junta-se as duas ações para evitar ações conflitantes e tb pelo princípio da economia.
Desaforamento = ocorre no juri = quando se teme pela segurança ou pela imparcialidade do juri. Prorrogável ou improrrogável diz respeito ao órgão jurisdicional, àquela fração de competência que cabe a cada órgão jurisdicional.
A competência (prorrogável) na ação de cobrança, a lei estabelece, em regra geral, que o foro é o do domicílio do réu ou devedor. Imaginemos que foi estabelecido que o foro será o domicílio do credor. Acontecerá que aquela competência, que em virtude de disposição legal é do domicílio do réu, ela será prorrogada ao domicílio do credor.
Emenda 45 adicionou parágrafo 5to no art.109.
- Deslocamento de Competência: nas hipóteses de grave violação dos direitos humanos o MP poderá suscitar incidente de deslocamento de competência para a justiça federal.
O que teremos de uma prorrogação voluntária, proveniente do interesse das partes é que algumas situações jurídicas são de interesse público e aí, mesmo com relação à questão territorial não poderemos ter a prorrogação por simples convenção das partes. Como exemplo, temos as relações que dizem respeito aos interesses do consumidor, regidas pelo código de defesa do consumidor. Pode ser estabelecido, em detrimento do consumidor, foro que não seja aquele que a lei determina como foro de domicílio do consumidor? Não, porque nesse caso, mesmo em se tratando de
competência territorial teremos a permanência do interesse público no caso do direito do consumidor. No caso do direito penal, pode-se prorrogar a competência para outro local senão o do crime? Não pois o interesse público vai dizer que o local do crime é o melhor local para que possamos conhecer das evidências e provas e assim alcançar a verdade real que deve ser buscada dentro da tutela penal. Mas pode haver o caso de um seqüestro em Betim e leve para belo horizonte, aí sim pode ser prorrogado.
TG Processo 13 nov
Prova 27 nov sexta - toda matéria. AÇÃO
É o direito ao exercício da atividade jurisdicional. É um direito fundamental, garantido no art.5, XXXV, CR88
Art.5, XXXV - A lei não excluirá do poder judiciário lesão ao interesse jurídico. Portanto, o cidadão terá o direito de ação. O que é importante destacar, dentro do direito de ação é que tal qual a Jurisdição, que no processo de evolução histórico, foi separado do direito material, para que pudéssemos distingí-lo.
Há mais uma distinção a fazer sobre a ação. Ela seria um poder ou um direito?
Ação é um poder (potestativo = um poder em relação ao Estado e também em relação à parte). Aqui no Brasil, reconhecemos a ação não como um poder, um poder contra a parte. Na verdade, para nós, a ação é um DIREITO que se tem contra o Estado em face da parte contrária
Para Liebman, ação é um direito subjetivo instrumental, contra o Estado (garantidor da jurisdição), em face da parte contrária (alterar a situação jurídica).
É o Estado que tem que garantir o direito de ação em face da parte contrária. Por que em face da parte contrária? É porque o exercício desse meu direito de ação, em relação à parte contrária, pode alterar a situação jurídica da parte contrária. Por isso é que a parte contrária, na apreciação daquele direito ou daquela ameaça de direito pelo poder judiciário, ela também poderá exercer, dentro do devido processo legal, proteção à sua situação jurídica, sue status jurídico.
A ação vai ser alguma coisa que a jurisdição? Não, pois jurisdição é o poder do Estado e a ação é um direito, quase que um direito à jurisdição. E o processo é a mesma coisa que a jurisdição? O
processo é a relação jurídica por meio da qual desenvolveremos o direito à ação. O processo é o que vai regular esse direito em face da parte contrária que é garantido pelo Estado.
Não é correto dizer que a parte perdeu a ação, pois se ela exerceu o direito à ação na verdade ganhou a ação. A parte pode ter reconhecido o seu pedido na ação.
Liebman dirá que:
- Para que o direito subjetivo instrumental seja atingido devem ser preenchidas as "condições da ação", sem elas seria impossível o exame do direito material que supostamente é objeto do conflito. art.267 CPC - Extingue-se o processo sem resolução de mérito. O Liebman dirá que quando não houver análise do mérito (direito material, o assunto, se alguém matou, se alguém deixou de pagar o aluguel, isso é o mérito).
Art.269 CPC - Haverá resolução ao mérito
Para Liebman não haveria ação se não houvesse as condições para que ela se estabelecesse e teríamos que preencher as condições da ação.
CONDIÇÕES DA AÇÃO
1) INTERESSE DE AGIR = Está ligado à necessidade e à adequação. Por exemplo, cobrança de dívida ainda não vencida. Não há necessidade da ação para fazer valer o direito material pois ainda não venceu o título. É a relação com o direito material que exige o direito de ação para que ele seja garantido.
2) LEGITIMIDADE DAS PARTES = Ativa para figurar como autor e Passiva para figurar como réu. A legitimidade é apurada através da relação do direito material com a parte. Exemplo: Empresto dinheiro para A. B pode cobrar a dívida? Não pois na é parte legítima; não tem relação com o direito material.
3) POSSIBILIDADE JURÍDICA DO PEDIDO = É a pretensão constante da ação que tem que ser possível. Verifica-se a licitude do objeto do pedido. Não se pode ajuizar ação para cobrar dívida de jogo. Não é possível contratar com coisa impossível ou ilícita. Não é possível ajuizar ação para cobrar dívida de jogo
À ausência de qualquer uma dessas condições não teremos a ação = CARÊNCIA DE AÇÃO. A ação estando carente de alguma condição anterior, não será discutido sequer o mérito da ação. É uma questão preliminar do próprio mérito. É algo que deve ser apreciado antes do mérito. Se a dívida não venceu, não se discute se havia dívida ou não, de quanto era a dívida, etc. Se A não é o dono do carro não pode pedir o carro de volta. Estes ítens devem ser verificados antes da verificação do mérito, do direito material.
No entendimento do Liebman, nesse caso, sequer houve ação; não foi sequer exercido o direito subjetivo fundamental.
A ação possui uma identidade
IDENTIDADE DA AÇÃO : essa identidade é importante para podermos verificar se uma ação depende de outra (se é conexa a outra) ou ainda, se estão presentes as suas condições. 1) PARTES: São as pessoas envolvidas no conflito que diz respeito ao direito material.
2) CAUSA DE PEDIR : quando as partes em conflito exercem o direito de ação elas determinam essas causas que são os "fatos" e os "fundamento jurídicos" do pedido.
3) PEDIDO: É a pretensão exposta no direito de ação.
A causa é conexa quando guarda a identidade e a causa do pedir.
As partes se relacionam com a legitimidade, a causa com a possibilidade e o pedido com o interesse de agir.
A cada ação existe uma exceção e a exceção também tem que ter identidade.
A identidade limita tanto a defesa quanto o objeto julgado, exemplo, se estou cobrando o cheque 001 de A. A na defesa diz o cheque 001 já foi pago e está faltando apenas o cheque 002 que é o mesmo valor do cheque 001. O juiz pode condenar A com base no não pagamento do cheque 002? Não. A identidade, portanto vai limitar tanto a defesa posta pelo réu, como também vai limitar o objeto julgado, ou seja, aquela prestação jurisdicional. O juiz não vai poder julgar diferente, não vai poder julgar o que não foi objeto da causa.
continuando sobre a teoria da Ação
Aula passada falamos sobre a questão da ação. Falamos sobre as condições da ação e dos Elementos Identificadores da ação os quais vão permitir o pedido. Dissemos também que os elementos identificadores serão importantes, justamente, para que possamos avaliar questões como a repetição de uma ação que poderia induzir a uma litispendência, a uma coisa julgada. Através de tais elementos identificadores poderíamos verificar a ocorrência da conexão e assim por diante. CPC/1973 adotado pelo Brasil, influenciado pelo libman adotou a teoria das condições da Ação. Temos as seguintes condições da ação:
1- a legitimidade "ad causam" da parte. 2- o Interesse de agir.
3- a Possibilidade Jurídica do Pedido.
Liebman verificou, logo após a edição do CPC, que:
- Interesse de agir é igual a possibilidade jurídica do pedido.
Na aula passada vimos que interesse de agir seria a necessidade da ação para que pudesse ser garantido meu direito material.
- A Possibilidade Jurídica do Pedido seria a possibilidade do acolhimento pelo Ordenamento Jurídico daquela tutela buscada.
Liebman diz que são ambos são a mesma coisa. A influência direta foi a instituição do divórcio na Itália, porque no exemplo dele, o divórcio era a impossibilidade jurídica do pedido. Ele dizia: como não há o divórcio no Ordenamento Jurídico, há um pedido impossível. Daí o divórcio foi instituido na Itália. Ele concluiu que:
Se o pedido for não jurídico, ou seja, se não estiver previsto no Ordenamento jurídico, faltará também o interesse de agir pois não haveria direito material com a necessidade de ser tutelado pelo Ordenamento jurídico. Ou, não posso ter o interesse de pedir o que não é possível, juridicamente. Pelo acima exposto, conclui-se que cobrança de dívida não vencida não é possível juridicamente e portanto não deve haver interesse em agir.
O interesse de agir para Liebman é o mesmo que a possibilidade jurídica do pedido. Liebman diz:
- Pouco importa a afirmação da parte para que analisemos a existência e essas condições da ação. Se não há condição da ação não haverá o próprio exercício do direito de ação.
Art.263 CPC - Considera-se proposta a ação, tanto que a petição inicial seja despachada pelo juiz, ou simplesmente distribuida quando houver mais de uma vara. A propositura da ação, todavia, só produz, quanto ao réu, os efeitos mencionados no art.192 depois que for validamente citado.
Observaremos que o exercício do direito de ação ocorrerá quando da PROPOSITURA DA PETIÇÃO INICIAL.
1- Quando vamos a juizo, estamos querendo a ação ou querendo o pedido, que é um daqueles elementos identificadores da ação?
R. Estamos na verdade querendo o pedido.
2- Então o exercício da ação vai depender do direito material?
R- Não. Dependerá dos elementos e das condições da ação. O que vai depender do direito material é o acolhimento ou não do pedido da parte. Só que o pedido vai ser o Mérito.
Então se o juiz rejeita ou aprova o meu pedido dizendo que é improcedente ou procedente é porque conheceu o mérito.
Vamos imaginar:
O sujeito propõe a ação. Exerce o direito de ação. Para ele o que importa é o pedido. Ele provocou a jurisdição. Se reconhecermos a ausência de uma das condições da ação? O que vai acontecer? - vai ser extinto o processo sem julgamento de mérito.
Mas o que houve na verdade? Houve o exercício do direito de ação? Sim, houve. Esse é o problema na teoria do Liebman. É o defeito dessa teoria.
Como vamos explicar isso?
A ação vai ser exercida com base na afirmação da parte.
A partir daí vamos avaliar a existência ou não das condições da ação, não com base no direito material mas com base na afirmação que a parte traz na PETIÇÃO INICIAL, que vai conter as parte, a causa de pedir e o pedido.
Uma coisa é a jurisdição, outra é o direito de ação. O Liebman vai falar que temos as 3 condições da ação e sem uma dessas condições não teremos a ação, que são INTERESSE DE AGIR, LEGITIMIDADE DAS PARTES, POSSIBILIDADE JURÍDICA DO PEDIDO. Vimos depois que o Liebman juntou interesse de agir com possibilidade jurídica do pedido. O nosso código de processo considera que nós exercemos o direito de ação quando vamos a juizo por meio da petição inicial. É ela que vai expor todos os dados da propositura da ação, partes, fatos e fundamentos jurídicos, causa de pedir. "Fulano, brasileiro, solteiro, estudante. Propõe ação reivindicatória (quando quer reivindicar a propriedade de algo) em face de Beltrano, pelos fatos e fundamentos jurídicos que passamos a expor....causa de pedir: Fulano comprou a casa de Beltrano e Beltrano não entregou a casa. Pedido: Peço que Beltrano seja condenado a entregar a causa que comprei.
Liebman vai dizer que para aferir se houve ação, pouco importa o que Fulano afirmou. O que vai importar na verdade é o direito material. Só que não podemos imaginar dessa forma pois o exercício do direito de ação vai ser exercido é com base na afirmação da parte.
Se entendêssemos da forma como Liebman apregoou, nessa ação que vimos acima e entendêssemos que Beltrano não é dono da casa não poderíamos analisar o mérito (direito material) pois teríamos ausência de condição da ação pois se Beltrano não é dono da casa como ele pode entregar a casa para Fulano? Portanto falta legitimidade da parte (Beltrano por não ser proprietário da casa). Se não há legitimidade da parte não temos a condição da ação e se não temos a condição da ação não temos a ação e aí o que aconteceu até agora? Na verdade foi um equívoco. Mas essas condições da ação serão apreciadas agora, não com base no direito material mas com base na afirmação da parte.
Fulano afirmou que Beltrano é o dono. Beltrano provou que não é o dono e portanto não é parte legítima. O juiz julga improcedente a ação com a resolução do mérito. O juiz resolve o mérito, ou seja, analisar o direito material pois esse direito constante daquela junção de parte, causa de pedir e o pedido é improcedente pois Beltrano não é o dono da casa.
Afirmação da Parte é o que a parte declara que são os Elementos da Ação. É o que a parte fala quem é o autor e quem é o réu. É o que a parte falou o que é o fato fundamento jurídico do pedido e o que a parte falou o que é o pedido. Isso é afirmação da parte.
Portanto, é um cobrando algo de outro com determinado fundamento e com um determinado pedido. - Ação de cobrança de dívida de jogo resulta extinta sem apreciação do mérito.
- A compra mercadoria e não recebe e ajuiza ação pedindo a mercadoria. O juiz no final extingue a ação julgando o mérito procedente se A tinha prova suficiente que tinha razão.
- Se A não tinha razão de reclamar a ação será extinta com julgamento de mérito improcedente. Vamos observar que o direito de ação vai se desvencilhar do mérito (do direito material). Tanto é que muitas vezes ocorre que:
- o juiz extingue a ação apenas em relação a uma das partes, logo no começo, por considerá-la ilegítima.
Propositura da Ação inicial
Defeito na teoria do Liebman = o direito de ação vai ter base na Petição Inicial, por meio da afirmação da parte.
Da Afirmação da Parte, pode:
- Extinguir o processo sem apreciação do mérito. - Extinguir o processo julgando o mérito procedente. - Extinguir o processo julgando o mérito improcedente.
Como elementos da ação na petição inicial temos: as partes, a causa de pedir e o pedido. O pedido será:
a) Pedido Imediato - diz respeito ao direito de ação. Oh! estado juiz dê-me o direito de acesso à jurisdição!.
b) Pedido Mediato - Direito material em conflito.
O que fica de importante dessa aula é a posição do Liebman, a posição do nosso CPC e a crítica à essas questões do direito de ação.
TG Processo 20 nov EXCEÇÃO.
É um dos instrumentos da ação que diz respeito ao contraditório, em relação à uma defesa. A exceção vai exercitar uma das características da ação que é a sua bilateralidade.