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Colheita e manuseio pós-colheita.

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(1)

Graviola Pós-colheita Frutas do Brasil, 24

COLHEITA E

MANUSEIO

,

POS-COLHEITA

INTRODUÇÃO

Após

a

po

l

in

i

zação,

as

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o

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A

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Ricardo Elesbão Alves Victor Hugo Va/gas Ramos Heloísa Almeida Cunha Filgueiras

Silvanda de Meio eSilva

Maria Auxiliadora Coêlho deLima José LuiZ Mosca Rejane Maria Nunes Mendonça _

Dqniel Vidal eSouza

Fig. 1. Fases iniciais do desenvolvimento do fruto da gravioleira. A = flor na antese com uma pétala removida e gineceu receptivo;B= flor fecundada no estádio quiescente; C = fruto jovem.

(2)

Frutas do Brasil, 24

COLHEITA

índices de colheita

A

planta apresenta ao

mesmo

tempo

frutos em diferentes estádios

de

desenvol-vimento e

maturação.

Em

virtude

disso, a

determinação exata

do ponto

de

colheita é

fundamental

para o manejo

da fruta

na

cadeia de comercialização,

considerando-se o curto

período

de vida útil

em

tempe-ratura ambiente.

Depois

de madura, a

gra-viola permanece

comestível

por apenas

mais 2

dias, e entra em decomposição.

A colheita,

portanto,

deve ser realizada

quan-do o fruto atinge a

maturidade fisiológica.

Neste estádio encontra-se ainda bastante

fir-me e apresenta vida útil

entre

5

e

6 dias.

A determinação

do

ponto

ideal de

colheita

tem-se baseado apenas

na

aparên-cia externa

do fruto,

porém

apresenta

al-guns complicadores

uma vez que

comu-mente

se

observa

variação

no grau de

maturação

interna

entre

frutos

colhidos

segundo esse critério.

Os seguintes índices

de

colheita

po-dem

ser

usados

para a graviola (Fig. 2):

Fig. 2. Detalhe de graviola em estádio de maturação adequado para colheita Fonte: Salgado et 01.,1998.

Maior separação

entre as espículas.

• Perda

de

consistência

ou

rigidez

das

espículas.

• Perda

de

consistência

da superfície da

fruta, que pode

ser avaliada

pelo tato.

Na

maioria

dos

tipos

de

graviola,

a fruta

perde o

brilho

com

a

maturação.

Graviola Pós-colheita

Maior definição das

divisões entre os

lóculos,

que se

torna visível na

casca

do

fruto.

A

mudança

de

cor

da

casca,

que

passa

de verde-escura

para verde-clara,

também

é um critério

de

colheita

do fruto

,

sendo

um dos

mais

utilizados

pelos

produtores.

No entanto, é

necessário que o

colhedor

seja treinado para perceber a modificação

na cor

da

casca.

A

firmeza

da polpa,

determinada

com

o

auxílio

de penetrômetro,

e o teor

de sólidos solúveis

totais são indicados

como

critérios relativamente

seguros

para

determinação

da maturação

da graviola.

Nas

condições

brasileiras,

no estádio

de

maturidade

fisiológica,

a polpa

dos

fru-tos apresenta

firmeza e SST

mínimos de

120N e 7°Brix,

respectivamente.

Procedimento

de colheita

A

desuniformidade

de

maturação

en-tre os

frutos

de

uma

mesma

planta requer

vistorias

freqüentes

para seleção

daqueles

que atingiram

o

ponto de colheita.

Reco-menda-se

a observação

diária

do pomar

para evitar perdas de frutos por

queda e

esmagamento.

Este

tipo

de

perda é

mais

comum quando

os frutos se

destinam

à

industrialização

já que, neste

caso, são

co-lhidos

praticamente

maduros. Para frutos

destinados

ao

consumo

in natura são

reco-mendadas

duas

a três

colheitas semanais.

A

colheita

deve ser

feita

manualmen-te,

com tesoura

de

lâminas

curvas e

afia-das,

com pontas

redondas

e rombudas,

para não ferir o fruto. O corte

deve ser

feito

na altura

dos 'ombros',

o

que

equiva-leria a

deixar cerca de 1,0 cm de

pedúncu-10.

A

tesoura

deve

ser desinfetada antes

de

cada

corte para

evitar transmissão de

doen-ças

por

meio

do

ferimento

(Fig.

3).

Essa desinfeção deve

ser feita com

hipoclo-rito de

sódio

ou fungicidas (benomill

g/L).

Para essa

operação, o colhedor deve

usar a

mão

esquerda, calçada

de

luva

de

algodão, para

segurar o

fruto, e

a tesoura

(3)

Graviola Pós-colheita

Fig. 3. Detalhes da colheita da graviola (A) e da desinfecção da tesoura (B).

Fonle:Salgado elaI., 1998.

Frutas do Brasil, 24

de colheita, na outra mão. Quando a alt

u

ra

da planta exigir, pode-se empregar escada e

cesta para coleta de fr

u

tos. Neste caso, são

requeridos cuidados especiais para não

pro-vocar lesões nos ramos.

A colheita deve ser rea

l

izada nas

pri-meiras horas do dia, evitando-se períodos

mais quentes,

que poderiam

aquecer

o

fruto, causando

maior

sensibi

l

idade

das

espicu

l

as e provocando

maior taxa de

de-terioração. Nesta s

i

tuação, as espicu

l

as se

tornam enegrecidas com o simples manu

-seio do operário. Uma vez colhida, a fr

u

ta

deve ser acond

i

cionada num lugar protegi

-do da ação direta -dos raios solares enquan

-to aguarda o transporte

do campo para o

galpão de emb

a

lagem.

Quando

se destinam à industria, os

fr

u

tos podem

ser colhidos maduros, po

-rém devem ser imediatamente

transporta

-dos

j

á que se deterioram com facilidade.

Antes de acondicionar

as frutas nas

caixas, o colhedor deve ter o c

ui

dado de

separar frutas com danos físicos ou

ataca-das por pragas ou doenças.

A gravio

l

a

co

l

h

i

da deve ser colocada em contentores

ou caixas plásticas forradas com uma ca

-mada de espuma ou plás

t

ico espon

j

oso de

2 cm de espessura, procurando

-

se

posicio

-nar os frutos co

m

o pedúnculo para baixo

e peq

u

ena

inclinação

latera

l

.

As frutas

devem ser protegidas, de preferênc

i

a,

indi-vid

u

a

l

mente,

para evitar atrito entr

e

eles,

com pape

l

, jornal ou com os sacos utiliza

-dos durante o desenvolvimento

(F

i

g.

4)

.

Deve

-

se procurar manipular os fr

u

tos

o menos

possíve

l

, para evitar danos

às

espiculas, que são muito sensíveis a

com-pressões e a choques.'

Danos nos frutos

res

u

l

ta

m em escurecimento

na área a

f

eta-da e podem servir como porta de ent

r

ada

para infecções durante o armazenamento.

Por esta razão, deve

-

se colocar na caixa de

col

h

eita

apenas uma camada

de frutos.

Caso os frutos não sejam grandes, com

peso em torno de

4

00 g a 600 g, podem se

r

co

l

ocadas duas ou três camadas, desde q

u

e

h

aj

a

u

ma camada de espuma en

tr

e elas para

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ag

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(4)

fru-Frutas do Brasil, 24

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m

permanecer à som

b

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ou protegidas

da chuva, e dis

t

antes

d

a

poeira prov

o

cada pela mo

v

ime

n

tação

dos

v

eículos e por ventos fortes

.

Fig. 4. Graviolas na caixa de colheita com proteção individual por papel (A) e saco plástico utilizado durante o

desenvolvimento (B).

Fonte:Salgado et01.,1998.

TRANSPORTE PARA

O GALPÃO DE EMBALAGEM

T

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c

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an

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n

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l

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i

n

s, pois

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esta

etapa ocorrem os maiores problemas

de

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n

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oteger do so

l

e manter a ventilação (Fig. 5)

.

Se a

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m

edecida,

a evaporação

da

águ

a

red

u

z ai

n

da mais o aquecimento da

fruta e pro

t

ege mais contra a perda de água

.

Fig. 5. Transporte das graviolas para o galpão de embalagem

Fonte: Salgado et 01.,1998.

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d

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v

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.

CARACTERíSTICAS DO

GALPÃO DE EMBALAGEM

O nível de s

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(5)

-Graviola Pós-colheita

tado de conservação, e se

r

reves

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Cada operação no ga

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ar

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p

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u

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as as

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as

p

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o f

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essa

-me

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o,

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t

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p

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re

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c

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Frutas do Brasil, 24

OPERAÇÕES NO GALPÃO DE

EMBALAGEM

A Fig

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a, e

mb

alagem e co

m

ercia

li

zação

d

e

grav

i

o

l

a

.

• a •

•.

..•..

•.

..•.

.

..

.

....•..

Armazenamento •• a

Fig. 6.

Fluxograma de operações no

galpão de embalagem.

Recepção

Cad

a

l

ote

de

fr

ut

a

qu

e

ch

ega ao ga

lp

ão

d

eve

ser

i

dentific

a

d

o,

com

i

nf

or

maç

ões

s

o

b

r

e

a

pr

o

c

e

d

ê

nci

a, o

m

a

n

e

j

o a

nt

es e

du

ra

n

te a

c

o

lh

e

it

a e

a h

ora

d

e

ch

ega

d

a,

p

ara

o

se

u

pr

o

cess

a

men

to

p

or

orde

m

d

e ch

e

gad

a.

Du

ra

nt

e a

r

e

c

e

p

ç

ã

o,

d

eve

-

se ver

ific

ar se o

f

r

ut

o está

d

e a

cord

o

c

o

m

as ex

i

n

cias do

(6)

Frutas do Brasil, 24

Lavagem

Os contentores

de

v

em ser es

v

azia-dos manualmente,

retirando-se

a

prote-ção individual

dos frutos e colocando-os

em t

a

nque

de

la

v

agem com água clorada

-

100 a 200

ppm

de cloro

livre.

O

descarregamento

na água reduz o impac

-to mecânico.

E

sta etapa é realizada

com o

obje-tivo de remover

sujeiras,

microrganis-mos,

resíduos

superficiais

de

defensi-vos

. A

la

v

agem m

e

lhora

a aparência

do

fruto

.

Recomenda-se

que

os

tanques

tenham bombas

para agitação e

recircu-lação da

ág

ua, o qu

e

facilita a remoção

mecânica

das sujeiras

e, também

,

con-ferir periodicamente

o pH, a concentra

-ção de cloro

e a temperatura

da água,

pois o cloro

só é ativo

em pH

entre

6 e 7 e temperatur

a

entre 23°C e 25

°

C

.

Secagem

A

pós a

la

v

agem, os frutos

devem ser

dispostos

em

esteiras (acolchoadas)

para

secagem, o

que pode ser realizado com

o

auxílio

de ventiladores

.

Seleção

e classificação

Os frutos devem

ser s

e

lecionados

manu-almente, eliminando-se os frutos sem valor

comercial:imaturos, muito maduros,

deforma-dos, apresentando

manchas ou danos

mecâni-cos

ocorridos durante o

transporte

.

Devido à

irregularidadena

forma

da graviola

,

a

cla

s

sifica-ção é

feitapor

peso (verNormas

de

Qualidade)

.

Embalagem

As exigências

básicas

do

material de

embalagem para graviola são:

• Proteger

contra danos

mecânicos.

• Dissipar

os

produtos

da

respiração, ou

Graviola Pós-colheita

seja, permitir

ventilação

para e

v

itar

acú-mulo de gás

carbônico e

calor.

Ajustar-se às

normas

de manejo,

tama-nho

e

peso

.

Ser

de custo

compatível

com

o

do

produto.

A embalagem deve ser

homogênea,

obedecendo

aos seguintes aspectos:

O conteúdo

deve ser

homogêneo e

con-ter

unicamente

frutos da

mesma origem,

variedade, qualidade

e tamanho

.

A

parte

v

isív

e

l da embalagem deve ser

representa-ti

v

a

de

todo o conteúdo.

O material

de

embalagem

deve ser novo,

limpo, de

boa

qualidade,

para e

v

itar

danos

ao fruto.

Os papéis ou

s

e

los

utiliz

a

dos

contendo

especificações

comerciais

de-v

em

ser

impressos

com produtos ató

x

icos.

Cada

cai

x

a

de

v

e

conter, em letras

agru-padas

do

mesmo

lado,

por ext

e

nso,

legí-veis e visílegí-veis as seguintes informaçõ

e

s

:

• Identificação: e

x

portador

,

embalador ou

expedidor.

Natureza

do

produto: nome

do produto,

variedade e

tipo

comercial.

Origem do

produto: país e região

onde o

fruto

foi produzido

.

Identificação

comerci

a

l:

categoria,

tipo

e

peso

.

Na

caixa,

permite-se

tolerância

com

res-peito

à

qualidade e ao

tipo

dos

frutos

que

não

preenchem

os

requisitos

da

categoria

indicada.

Deve-se

atentar para

o

uso de

emba-lagens resistentes

ao empilhamento

du-rante

o

processo

de

refrigeração,

armaze-nagem

e

transporte.

As

graviolas

devem

ser

envolvidas

individualmente

com

sacos

de papel para

proteção

contra

danos

mecânicos

provo-cados

pelo

atrito entre as

frutas ou com

as

paredes da caixa. Pode-se

sugerir,

ainda,

o

uso de uma

malha de

espuma de

polieti-leno

(ou poliestireno)

macia,

de

espessura

de 10 mm

e

densidade

20 a 25 kg/m3,

(7)

Graviola Pós-colheita

Fig. 7. Malha de poliestireno para proteção individual de graviola.

As fru

t

as

d

evem

ser colo

c

a

d

as

na

emba

l

agem

co

n

forme

p

a

d

rão

esta

b

e

l

ec

i-do, de acordo com o número de fr

u

tos por

caixa (vide nor

m

as de q

u

a

l

ida

d

e),

d

e mo

d

o

que o a

p

roveita

m

ento

d

o espaço s

ej

a máxi

-mo. As ca

i

xas us

ad

as par

a

o merc

ad

o inte

r-n

acio

n

al,

devem

ser co

n

fe

cc

io

n

a

d

as

em

pap

e

l

ão ondula

d

o

d

e parede

dupl

a (400 x

300 x 160 mm),

d

o t

i

po

p

eça ún

ic

a (

b

ande-ja), q

u

e comportam

5 kg (Fig

.

8)

.

Nessas

caixas

p

odem

ser co

loc

adas

d

e 4 a

8

gravio

l

as, e os t

ip

os corres

p

o

ndem

ao

nú-m

ero

d

e fr

u

tos por caixa

.

As

c

aixas deve

m

ter orifí

ci

os para ventilação e a

l

etas

n

as

l

atera

i

s

que se encaixem

n

o f

u

ndo da caixa

d

e cima

q

u

ando

f

or feito o empi

l

hamento.

Fig. 8. Caixa sugerido para embalagem de graviola (A

=

desmontada e B

=

montada).

Frutas do Brasil, 24

Por ser

u

ma fruta c

l

imatérica e

bas-tante sensív

e

l

ao eti

l

eno, a caixa de pape

-lão ondulado deve ter pelo menos 5

%

de

sua á

r

ea tota

l

perfurada

para ventilação

.

Os or

i

fícios

devem

medir

no mínimo

20 m

m

de d

i

â

m

e

tr

o, es

t

ar dispostos

princi-pal

m

e

n

te nas latera

i

s, na tampa e

n

o f

u

ndo

das ca

i

xas

.

É

necessário que os f

u

ros coi

n-cidam tanto na montagem das caixas como

no e

m

pi

lh

ame

n

to

e per

mi

tam

um

a venti

l

a-ção

efi

c

i

ente

.

C

ad

a

ca

i

xa des

tin

ada

ao mercado

exte

rn

o deve receber um cód

i

go do

ope-rador

d

a linha

d

e emba

l

agem e

u

m cód

i

go

gera

l

que ide

n

tif

i

ca

vários

as

p

ectos

do

cam

po

(rastreabilidade)

e do cronograma

d

e

p

ro

du

ção

d

a em

p

resa

ex

p

ortado

r

a

.

Co

m

o exe

mpl

o

d

e có

di

go gera

l

,

p

odemos

ter: 43 3 7

1

7 3 1 4, e

m

que:

43

=

Sema

n

a

do ano agrí

c

o

l

a em que o

fr

ut

o foi co

lh

i

d

o

.

3

= D

ia da se

m

a

n

a (

t

erça-fei

r

a) em que o

fr

u

to

f

oi co

lhid

o.

7

1

7

=

m

e

r

o

d

o ta

lh

ão no q

u

al o fru

t

o

foi

pro

d

u

zido.

3

=

N

ú

mero

d

a vá

l

v

ul

a em q

u

e o fruto

f

o

i

p

r

od

uzid

o.

• l

=N

úm

ero

d

o corte

.

4

=

N

úm

ero

d

a

l

i

nh

a

d

e e

mb

alage

m

.

A etiquetagem dos fr

u

tos é

um

a práti

-ca re

c

omenda

d

a, princi

p

a

lm

en

te c

o

m

o

um

a

estra

g

i

a

d

e market

in

g

d

o pro

dut

o, já

que

o co

n

s

um

idor,

n

a ma

i

oria

d

as vez

e

s, assoc

i

a

a

q

u

al

id

a

d

e

à

marca

do

p

ro

du

tor

e

/

ou exporta

d

or

(Fig. 9)

.

Devem ser uti

l

i

-zadas etiquetas

(selos) de po

l

ieti

l

eno

d

e

b

aixa

d

ensida

d

e ou ce

lul

ose, co

m 2

5 m

m

n

o m

ai

or d

i

â

metr

o. O s

el

o

d

eve

ap

rese

n

tar

b

oa a

d

erê

n

cia, a

d

aptar-se

à

for

m

a

d

o fr

ut

o

e ter pa

d

rão gráf

i

co e

c

ores q

u

e possa

m

(8)

Frutas do Brasil, 24

Fig. 9. Graviola etiquetada.

Paletização

Deve-se aten

t

ar para a

ri

g

id

ez

n

o e

m

-pilhame

n

to e

n

a a

m

arração do

p

a

l

e

t

e.

Reco-men

d

a-se o empi

lh

ame

n

to

em co

lun

as. As

p

ilh

as

tr

ança

d

as so

f

re

m

red

u

ção

na

res

i

s-tê

n

cia. Deve-se ev

it

ar

qu

e a

pi

l

h

a

d

e caixas

u

ltr

apasse

o

limi

te do

p

a

l

e

t

e e

t

or

n

e-se

desa

l

in

h

ada

.

Suge

r

e-se

ut

il

i

zar

p

a

l

e

t

es c

om

1

1

ca

ix

as

n

a

b

ase e a

l

t

u

ra de

1

3 ca

i

x

a

s (tota

l

1

4

3 ca

i

xas). A amarração deve ser

feit

a co

m

f

it

as p

a

ra ar

qu

eação e com

can

t

o

n

e

i

ras

.

A ama

rr

ação do pa

l

ete

d

eve ser

feit

a

com q

u

atro

cin

t

as, se fore

m

u

sadas as

ca

n

to

n

e

i

ras

d

e ma

de

ira, e c

i

nco c

int

as

p

ara

as ca

n

to

n

eiras

d

e

pa

p

e

l

ão

.

Cad

a

pa

l

ete

deve ser ide

nt

if

i

ca

d

o com

um núme

ro

c

o

r

-respo

n

de

nt

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ao n

ú

mero de fr

u

tos

p

or

cai-x

a, co

l

o

c

a

d

o no

c

a

nt

o s

u

perior

no

s q

u

a

tr

o

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ados, e

i

m

pr

esso em

t

ama

nh

o

s

ufi

c

i

e

nt

e

para se

r

v

i

su

al

izado a

um

a

d

is

t

â

n

c

ia d

e

at

é

5

0 m

. Os pa

l

etés

d

eve

m

ser

pr

o

t

e

gid

os

n

a

parte s

up

er

i

or com

papel

ão

,

o

qu

e ev

it

a

s

uj

ei

r

a so

b

re os fr

ut

os

dur

a

nt

e o

tran

s

p

o

rt

e

e o a

rm

aze

na

me

nt

o

.

Graviola Pós-colheita

Pré-resfriamento

P

or se

tr

ata

r d

e

um

a f

ru

ta

d

e rá

p

i

d

o

am

a

dur

ec

im

e

nt

o,

é

nec

essá

ri

o

qu

e as ope

-ra

ções

d

e

p

re

p

a

ro

e a

c

o

ndici

o

n

a

m

e

n

to

se-jam fei

tas

n

o

m

e

n

or

p

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r

ío

d

o

p

oss

í

ve

l

,

p

ara

qu

e

p

oss

a s

er s

ub

me

tid

a

, d

e i

m

e

di

ato, ao

pr

é-r

e

s

fri

a

m

e

n

to.

Logo

ap

ós a

p

a

l

e

t

iza

ç

ão,

a

grav

i

o

l

a

de

ve se

r

s

ubm

e

ti

da

ao p

-res

fri

ame

n

to

.

Esse

p

ro

c

es

s

o c

on

s

i

s

te

e

m r

ed

u

z

i

r rap

id

a

-m

e

nt

e

a t

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mp

e

r

a

tur

a

d

a fr

u

ta

j

á

p

a

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et

i

za

d

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at

é a

t

e

mp

erat

ur

a

de ar

m

aze

n

a

m

ento

ou

t

ran

s

p

o

rt

e

.

As câ

m

ar

a

s

d

e ar

m

aze

n

a

m

en

-to

e os

c

o

nt

ê

in

e

r

es

de tr

a

n

spor

t

e

n

ão são

p

ro

j

e

tad

os

par

a

r

et

i

rar o ca

l

o

r

co

m

ra

pi

dez

s

u

f

ici

e

nt

e.

A

m

e

lh

or

m

a

n

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ir

a

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e se resfr

i

ar

u

ma

ca

rga

p

a

l

e

ti

za

d

a é co

m

ar

f

o

r

ça

d

o em tú

ne

l

(F

i

g.

10

). Nes

t

e

pr

o

c

esso o ar fr

i

o é força

-d

o

, p

or

m

e

i

o

d

e ve

ntil

a

d

ores,

a passar

atr

av

é

s

d

os o

r

if

í

c

i

os

d

e ve

n

ti

l

ação

das

c

a

i

xas, nos es

p

a

ç

os

li

vres e

nt

re as frutas, e,

p

or

t

a

nt

o,

a

tr

o

ca d

e ca

l

or é

f

e

i

ta

di

reta-m

e

nt

e e

ntr

e o a

r

e a fr

u

t

a

. O

pr

é-resfria-m

e

nt

o co

m

ar

f

o

r

ça

d

o req

u

er aproxima

d

a-m

e

nte 4

a

6 h

o

r

as, e

nqu

a

nt

o q

u

e em câ

m

a-r

a fr

i

a

p

o

d

e

d

e

m

o

r

a

r

d

e

1

8 a 2

4 h

oras

.

A

umid

a

d

e r

el

a

ti

va

d

o ar

du

ra

nt

e o

resfri-am

e

nto d

eve s

er m

a

ntid

a e

m

8

5

% -

95

%

para

ev

itar p

e

rda d

e ág

u

a

p

e

l

os fru

t

os

.

(9)

Graviola Pós-colheita

o

pré

-

resfriamento

deve baixar a

tem-peratura até 15°C

.

Uma vez a

t

ingida essa

temperatura, deve

-

se reduz

i

r o

f

luxo de ar,

para as condições de armazenamento

ou

transporte, ou se

j

a, manter a circulação do

ar, a fim de distribuí

-

lo

u

niformemente.

É fundamenta

l

q

u

e o operár

i

o respon

-sáve

l

pela operação

de pré

-

resfri

a

me

n

to

se

j

a treinado sobre o registro

d

e te

m

peratu

-ra na po

l

pa da g

r

avio

l

a e sobre o posic

i

ona-mento dos pa

l

etes dentro do tú

n

el

.

ARMAZENAMENTO

E TRANSPORTE

Nestas etapas não se deve i

n

terrom

-per a cadeia de frio para a gravio

l

a. Portan

-to, o carrega

m

ento

d

os veículos deve s

e

r

feito de for

m

a rápida e em

l

ocal constru

í

do

especia

l

mente

para

este f

i

m

(

F

i

g. 1

1)

.

Dura

n

te

o transporte

é impresc

i

n

ve

l

a

renovação do ar do amb

i

ente, par

a

evitar o

excesso de gás carbônico, que po

d

e c

a

usar

o escureci

m

ento

da polp

a

.

Fig. 11. Porta de saída do ambiente

refrigerado para o veículo.

A gravio

l

a

é uma

d

as frutas

m

a

r

s

sensíveis

a

d

a

n

os

causa

d

o

s

p

e

l

o

frio.

Recome

n

da

-

se

qu

e

se

j

a

a

rm

a

ze

na

da

e

/

ou

t

ra

n

spor

t

ada

a,

n

o mí

n

i

m

o,

15

°

C

.

Nessa tem

p

eratu

ra

ma

nt

ém

-

s

e a

q

ua

l

id

ade

por até d

u

as sema

na

s,

d

e

p

end

endo

do

estád

i

o de ma

tu

ração

em que o

f

r

u

to

f

oi

Frutas do Brasil, 24

co

lhi

do. A umidade relat

i

va do ar da câ

-mara deve ser mantida em torno de 90%,

para evitar a perda de peso do fruto e

impedir sua desidratação.

Mesmo uti

l

izando-se a tecno

l

ogia pós

-co

l

heita atua

l

mente dispo

n

íve

l

para a gra

-vio

l

a ainda não é possíve

l

conservá

-I

a por

tempo su

f

iciente para resistir às operações

da cadeia de comercialização que u

t

il

i

zam

o

t

ransporte

marí

ti

mo.

Pesqu

i

sas

atua

l-men

t

e em desenvo

l

v

i

me

n

to

pela Embrapa

Agroin

d

ústria Tropical visam prolongar a

v

i

da útil da graviola para, pe

l

o menos,

q

u

atro semanas.

NORMAS DE QUALIDADE

As nor

m

as de qua

li

dade estabe

l

ecem

especificações que o produto deve apresen

-tar para ser consum

i

do in natura, visando ao

mercado externo

.

No Brasil, não existe uma

norma oficia

l

na qual seja estabe

l

ecida a

regu

l

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i

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-Ia. A class

i

ficação pode ser, por

t

a

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n

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Graviolas

para o mercado

interno e industrialização

Sugere

-

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u

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n

c

i

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in

i

n

do

-

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categorias

(

Fig.

1

2

)

:

Fig. 12. Classificaçãoda graviola em

dife-rentes categorias. A

=

Extra; B

=

Primeira;

C

=

Segunda; e D = Terceira

(10)

Frutas do Brasil, 24

Ex

tra

-

fr

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a de 1 kg

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o,

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,

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m

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i

rme, com lesões

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n

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l

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e com até

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u

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u

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Terceira

-

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m

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n

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u

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s

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n

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l

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l

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i

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Graviola para exportação

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abela 3.

Classificação de graviola de acordo com o peso.

Tipo (nD

frutos por caixa - 5 kg)

4

5

6

7

8

441

a

540

Fonte:Unece,2000.

Faixa de peso (g)

981 a 1200

801 a 980

651 a 800

541

a

650

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