Texto

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CESED – CENTRO DE ENSINO SUPERIOR E DESENVOLVIMENTO

FACISA – FACULDADE DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS

CURSO DE BACHARELADO EM DIREITO

MARAYZA ALVES MEDEIROS

"

QUEM ABRE UMA ESCOLA FECHA UMA PRISÃO":

UM

OLHAR JURÍDICO-SOCIOLÓGICO ACERCA DA

"HUMANIZAÇÃO" NO PRESÍDIO DO SERROTÃO EM

CAMPINA GRANDE - PB

CAMPINA GRANDE

2012

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MARAYZA ALVES MEDEIROS

"

QUEM ABRE UMA ESCOLA FECHA UMA PRISÃO":

UM

OLHAR

JURÍDICO-SOCIOLÓGICO

ACERCA

DA

"HUMANIZAÇÃO" NO PRESÍDIO DO SERROTÃO EM

CAMPINA GRANDE - PB

Projeto de pesquisa apresentado na disciplina de Projeto de Pesquisa no Curso de Direito na Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas.

CAMPINA GRANDE 2012

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SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO

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1.1 PROBLEMA

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1.2 OBJETIVOS

05

1.2.1 OBJETIVO GERAL

05

1.2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

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1.3 JUSTIFICATIVA

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2 REVISÃO DA LIERATURA

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2.1 O NASCIMENTO DAS PRISÕES E A FORMA MAIS “HUMANIZADA”

DE PUNIÇÃO

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2.2 A MARGINALIDADE E A PRECÁRIA ESTRUTURA PRISIONAL

BRASILEIRA

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2.3 UMA NOVA FORMA DE RESSOCIALIZAÇÃO: A EDUCAÇÃO VISTA

COMO A LUZ NO FIM DO TÚNEL

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3 METODOLOGIA DA PESQUISA

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4 CRONOGRAMA

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1 INTRODUÇÃO

As prisões surgem no cenário mundial como um importante mecanismo disciplinar, com a finalidade precípua de ressocialização, o cárcere foi idealizado como lugar capaz de reeducar e regenerar os transgressores e assim sendo, por fim a “decadência moral” - como era tida aquelas atitudes que iam de encontro aos padrões sociais da época - que se instalava.

Desde o seu nascimento, percebe-se que esta finalidade vem tendo o seu sentido desviado, ou seja, ao invés de preparar cidadãos prontos para voltar ao seio social, tem se criado corpos maculados pela falta de uma estrutura mínima de sobrevivência digna.

O estudo da problemática da precariedade do sistema prisional brasileiro não é recente, desde o inicio do século XX já era visível às precárias condições dos locais destinados a permanência dos presos. A superlotação, a precária assistência social, educacional e jurídica, a ociosidade e o convívio direto com responsáveis por infrações de diversos tipos penais fizeram com que as unidades prisionais ficassem conhecidas como verdadeiras universidades do crime, fábrica de indivíduos especialistas na criminalidade.

Diante a trágica realidade apresentada somada a estigmatização do individuo transgressor e uma estrutura precária doada pelo Estado a quem poderíamos atribuir a culpa da decadência prisional e da falta de impulso para o melhoramento de tal quadro? Infelizmente, é inútil atribuir culpa apenas a um, o problema se desenvolve em uma conjuntura complexa e que se arrasta ao longo do tempo.

A busca por soluções ou mesmo medidas que suavizem as consequências de um encarceramento sub-humano, da falta de estrutura e de um tratamento humanitário vem sendo discutido fervorosamente pelos estudiosos dos direitos humanos e sociólogos, uma vez que, busca-se meios que possam garantir a reinserção do individuo transgressor quando aquele deixar a unidade prisional.

Trata-se de um trabalho árduo e difícil, já que, a sociedade estigmatiza a figura de um detento como um ser que jamais poderá conviver livremente na sociedade, somado isso, os anos de encarceramento e o ócio de longos anos deixam adormecidas as habilidades e prática para o mercado de trabalho.

A criação de estratégias para resolução desse problema passou a ser um dos maiores desafios para os estudiosos do tema nos últimos tempos. Na tentativa de reversão do quadro, eis que surge a luz no fim do túnel e vem se percebendo que a inserção da Educação e

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Profissionalização de forma humanizada nos presídios poderá ser o inicio para a solução da reincidência e a consequente criminalidade que se alastra nos presídios brasileiros.

No entanto, essa não é a única barreira a se transpor uma vez que, mesmo com a educação dos apenados deve-se trabalhar no intuito da mudança da consciência social. Não adianta colocar nas ruas pessoas qualificadas para o trabalho sem que a sociedade os aceite, desta forma, deve ser difundida a ideia de que a prisão não priva os indivíduos que ocorreram em delinquência apenas da liberdade, mas também, priva-os de direitos humanos imprescindíveis e essenciais a qualquer ser humano, e que a envolvimentos destes indivíduos com tais atividades já demonstram o seu interesse de ressocialização.

Com esta perspectiva, a presente pesquisa buscará analisar a inserção a inserção da Educação e profissionalização nos presídios, de forma a perceber se este poderá ser o passo inicial para uma grande renovação do sistema prisional.

1.1 PROBLEMA

Como tem sido implementada a educação no presídio do Serrotão em Campina Grande, a partir de dados coletados do CNJ e da Secretária de Segurança Publica do Estado da Paraíba, tendo em vista que esta medida de cunho jurídico-sociológico visa assegurar ao preso sua "humanização" e respeito aos direitos humanos?

1.2 OBJETIVOS

1.2.1 OBJETIVO GERAL

Analisar as pratica políticas de inserção da educação no presídio do Serrotão em Campina Grande, procurando perceber a questão da "humanização" - garantia dos direitos humanos dos presos.

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a) Entender a garantia dos direitos humanos, histórica e conceitualmente, a partir da abordagem teórica de viés sociológico e jurídico no tocante a questão prisional;

b) Descrever os dispositivos da legislação brasileira referente à execução penal -Lei nº. 7.210/84, particularmente à questão da educação e ressocialização nos presídios;

c) Conhecer as práticas políticas e educacionais implementadas no Presídio do Serrotão, afim de sob uma perspectiva jurídico-sociológica constatar ou não as ações de "humanização" dos presidiários.

1.3 JUSTIFICATIVA

A população carcerária brasileira tem crescido assustadoramente nos últimos anos. Frente a essa realidade, cresce a preocupação com a estrutura das unidades prisionais no país. Vistas como verdadeiras escolas do crime, nas prisões, os direitos humanos do infrator, por muitas vezes, é esquecido diante do crime cometido e a essência ressocializadora dá lugar a uma fábrica de mentes ociosas.

Dentre as opções, muitos pesquisadores e doutrinadores da área afirmam ser a educação o melhor caminho para a humanização e ressocialização do delinquente. Porém, a desmistificação da figura do preso como um ser despido de direitos e garantias é o primeiro passo para tenhamos avanços nas discursões sobre a inserção da educação nos presídios.

A implementação de programas de profissionalização e educação dos detentos surge neste cenário como uma forma de reinserção social, buscando fazer com que os indivíduos adquiram uma profissão ou mesmo condições educacionais de serem inseridos no mercado de trabalho.

Nesta perspectiva, a presente pesquisa buscará oferecer uma leitura sociológica e jurídica acerca da inserção da educação supletiva e superior no Presídio do Serrotão em Campina Grande –PB, uma vez que, acredita-se que com ocupação do tempo ocioso e com a presença de um tratamento humanitário possa-se resgatar indivíduos da criminalidade e impedir a reincidência.

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Neste sentido, a leitura sociológica se dará através da analise das práticas politicas e educacionais implementadas, a fim de constatar ou não se as ações de “humanização” está sendo empregada como se é adequado. Quanto a questão jurídica, será feito um levantamento dos dispositivos legais brasileiros referentes a execução penal, particularmente na questão da educação e ressocialização nos presídios.

Partindo de uma pesquisa documental com bases nos registros estatísticos do Conselho Nacional de Justiça, Secretarias Estaduais de Segurança Pública e de Educação, bem como da Universidade Estadual da Paraíba, analisaremos se a inserção destas práticas publicas serão suficientes para que seja garantidos os direito humanos mínimos dentro das unidades prisionais.

No âmbito acadêmico, o tema apresentar-se-á como sendo de grande relevância, uma vez que contribuirá com a comunidade no sentido de oferecer, de forma inédita, uma leitura reflexiva na esfera das discussões jurídicas sobre o direito a educação nos presídios fazendo um parâmetro com a legislação de execução penal e incitando melhorias que poderia ser feitas na supra citada legislação. Além de, demonstrar, através de uma perspectiva jurídico-sociológica, o quando seria benéfico um tratamento mais humanizado dentro dos presídios.

Tendo em vista que, a sociedade estigmatizou a figura do apenado, fazendo com que, ao sair da prisão, não consiga recriar os laços desfeitos com a aplicação da Pena a presente pesquisa apresenta-se como sendo de grande relevância social, já que abordará a necessidade de uma conscientização para que a educação nos presídios não seja vista como uma forma de privilegio ao detento, mas sim, como um direito que está sendo assegurado de forma isonômica, sem distinção, um dever do estado que esta se cumprindo.

2 REVISÃO DE LITERATURA

2.1 O NASCIMENTO DAS PRISÕES E A FORMA MAIS “HUMANIZADA” DE PUNIÇÃO

Desde que se tem conhecimento sobre a criação de vínculos sociais em determinados grupos ouve-se falar em criminalidade e sujeitos desviantes. A forma de punição foi se modificando desde então. Dos suplícios e atos contra os corpos dos condenados até a instituição das prisões, muito sangue foi derramado.

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Com o desenvolvimento social, foi se percebendo que as penas que apenas maculassem o corpo seriam insuficientes e de um caráter desumano. Sobre o assunto, destacamos o seguinte trecho:

Sem duvida, a pena não mais se centralizava no suplicio como técnica de sofrimento; tomou como objeto a perda de um bem ou de um direito. Porém castigos como trabalhos forçados ou prisão- privação pura e simples da liberdade – nunca funcionaram sem certos complementos punitivos referentes ao corpo: redução alimentar, privação sexual, expiação física, masmorra (FOUCAULT, 1987, p. 18)

Os abrandamentos dos suplícios, aos quais eram submetidos os presos, só vieram a ter a sua relativização depois que passaram a enxergar aqueles indivíduos como mão de obra, começou-se a partir de então á perceber que a força de trabalho dos transgressores estava sendo desperdiçada e com o apogeu do capitalismo, tornou-se mais interessante utilizar a mão de obra dos apenados como forma de punição e de enriquecimento para quem se utilizava daquele trabalho gratuito.

Como consequência dos avanços, as penas eram aplicadas cada vez mais brandamente, a grande utilização do trabalho dos apenados e a procura por meios mais humanos de penalização chegaram-se ate a criação das prisões, que surgiam como uma forma mais “humanizada” de aplicação das penas. Segundo Foucault (1987), seria uma aparelhagem para tornar indivíduos dóceis e uteis, através de um trabalho preciso sobre o seu corpo. Passou-se a ver então, a prisão como a forma máxima de punição, já que privava o individuo de um de seus bens maiores: a liberdade.

Mesmo com toda a euforia da criação de uma forma mais humana de punir os delinquentes, foi-se percebendo que a nova alternativa se tornava inviável, porém, a única disponível a época. Sobre as prisões, “conhecem-se todos os inconvenientes da prisão, e sabe-se que é perigosa quando não inútil. E, entretanto não “vemos” o que pôr em sabe-seu lugar. Ela é a detestável solução, da qual não se pode abrir mão”. (FOUCAULT, 1987, p.196)

Surgia a necessidade de uma resposta jurídico-estatal que ao menos amenizasse a questão criminal que se apresentava. As penas até então apresentadas, se tornavam cada vez mais absurdas e inaceitáveis, surge então a ideia da criação das prisões. Já se reconhecia, desde então, que estaria se criando um problema de dimensões inimagináveis, porém, diante a grande pressão e clamor por uma resposta, fez-se necessária a sua implantação.

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Segundo ainda Focault (1987), o duplo fundamento jurídico- econômico por um lado e técnico disciplinar pelo outro fez com que ocorresse a consolidação da prisão, criando a imagem de forma mais imediata e civilizada de todas as penas.

O estado, através desta medida, fez com que a sociedade acreditasse que a prisão era a forma mais rápida e eficaz de punição aos transgressores, fazendo com que acreditassem que o problema tinha sido sanado e que a partir de então a questão da criminalidade seria diminuída. O que restou então foi que, criou-se um problema para encobrir outro, ou seja, na tentativa de resolver a questão dos delinquentes terminou-se criando uma estrutura de punição que carrega mais problemas em sua base do que a própria marginalidade em si.

2.2 A MARGINALIDADE E A PRECÁRIA ESTRUTURA PRISIONAL BRASILEIRA A sociedade criou uma mácula em torno da figura do transgressor, e com base no estigma criado não passaram a não aceitar a transgressão como um produto do meio, ou mesmo consequência da falta de estrutura estatal no que concerne ao oferecimento de condições básicas de sobrevivência, mas sim como algo inerente a personalidade do individuo.

A figura do marginal sempre existiu, porém, foi acentuada com o advento do capitalismo exacerbado que foi difundido pelo mundo. Com a grande revolução tecnológica e o avanço das indústrias, foi se substituindo a mão de obra humana por maquinários e consequentemente surgiu o problema do desemprego, da imigração do campo para as cidades, da falta de moradia, das condições sub-humanas de sobrevivência nas grandes cidades, enfim, precisava-se de recursos financeiros para poder garantir a sobrevivência. Neste cenário aparece acentuadamente a figura do marginal.

O desenvolvimento preconizado pela sociedade capitalista esteve amparado na economia, ou seja, no aumento de riquezas materiais. Tal processo garantiu progresso considerável na ampliação tecnológica e no bem estar de parcela da sociedade. Em contrapartida, provocou extremos de privação, pobreza e marginalização social para grande parcela da população dessa mesma sociedade. (CUNHA, 2010, p158).

A repressão social por esta cultura de marginalidade, entendida por muitos como uma cultura paralela, foi enorme e a sociedade da época pedia solução para o fato. A partir de então surgem os primeiros pensamentos sobre a criação de um sistema prisional capaz de reprimir os transgressores e coagir os outros indivíduos a não cometerem atos desviantes.

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Neste sentido, tentando-se resolver um problema, criou-se outro de proporções gigantescas, pois existia a necessidade de punição, porém não foi pensado em um tratamento com vistas a ressocialização para tais sujeitos e terminou-se criando uma fabrica de especialização de delinquentes.

O crescimento da violência urbana e a falta de espaço destinado para abrigo dos infratores foi fazendo com que a problemática do sistema prisional fosse alastrada. Espaços pequenos, muitos presos, condições insalubres de sobrevivência, privação quanto a alimentação, falta de organização e estrutura era o cenário apresentado. Desde então, se percebia que não existiam condições adequadas para que estes indivíduos, após cumprirem as suas penas, serem reinseridos ao seio da sociedade.

Mesmo com a evolução social e a criação de novos aparatos de coerção, percebemos então que, muito tempo se passou, porém, pouco foi mudado nas instituições prisionais. Alguns dos problemas ainda continuam presentes, uns em com maior intensidade outros com menor, porém, sempre existentes. O que agrava mais ainda a problemática é que as prisões têm tido a sua função principal desvirtuada, não possibilitando aos confinados formas viáveis de reestabelecimento ao seu status quo.

A função exercida por é inversa ao que ele se propõe fazer. Não há trabalhos para todos os presos, não há oficinas de leitura, pinturas, de música, de arte e cultura, que possam favorecer a reintegração, pelo contrário, o que é notável na prisão é a cultura do maltratar, do possuir, do vigiar e do “matar” (PEREIRA JÚNIOR, 2008, p.3)

Diante o cenário apresentado nos dias atuais, o pensamento de que ambientes com as unidades prisionais podem promover a ressocialização do transgressor, chega a ser utópico. Não é oferecida as condições básicas para tal. O grande ócio dentro das unidades, a pouca oferta de trabalho, o contato direto com vários tipos de delinquentes faz com que cada vez mais a prisão se torne universidades do crime. Com isso, além dos transgressores primários, aumenta-se consideravelmente o numero de reincidentes o que acarreta as superlotações e condições ainda mais desumanas de sobrevivência.

Mudanças estruturais e principalmente de consciência, principalmente pelo poder estatal, se tornam necessárias, para não se dizer urgentes, já que somente um trabalho conjunto entre eles seria capaz de mudar a situação sub-humana dos apenados.

2.3 UMA NOVA FORMA DE RESSOCIALIZAÇÃO: A EDUCAÇÃO VISTA COMO A LUZ NO FIM DO TÚNEL

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Pensar no individuo que praticou uma conduta considerada criminosa como sujeito de direito e garantias plenas, é o primeiro passo para que se fale em uma verdadeira ressocialização.

É importante que se coloque que no Brasil há um estigma sobre o criminoso, como se existisse algo de ruim dentro dele que justificasse separá-lo dos outros, seja pelos muros das prisões, pelas ilhas, presídios e campos de concentração. O que prevalece é o preconceito sobre o criminoso, impedindo a compreensão sobre a pessoa dele, sobre os atos realizados sobre a sociedade (SEQUEIRA 2004, p.70 apud PEREIRA JÚNIOR 2008, p.4)

O estigma criado em torno do individuo transgressor pode ser considerado como uma segunda forma de punição, desta vez, por parte da sociedade que, passa a tratar a pessoa do violador como pertencente a uma cultura paralela, que não poderá voltar a compor o meio social sem prejudica-lo.

A desmitificação dessa figura torna-se essencial para que se possa começar a busca de meios para que seja efetivado a sua reintegração social, fazendo com que os laços que foram rompidos possam ser refeitos baseados na dignidade e no respeito.

Repensar a conduta das instituições penais que se propõe a recuperar, reeducando, seus internos e suas internas, é de fundamental importância, já que somente com oportunidades concretas de reinserção social, enquanto sujeitos de direitos, é que será possível a cada um deles construir novos caminhos (CUNHA, 2010, p. 160).

A partir da disseminação de tal ideia começa-se o processo de levantamento de possíveis soluções ou mesmo de meios que diminuam gradativamente a questão da reincidência e da transgressão.

A Educação, como tentativa de reintegração social, mostra-se neste cenário como forma viável para um tratamento mais digno e reintegrador, vejamos então o que se diz sobre o tema.

Para tanto, o que é preciso fazer urgentemente nas prisões, é no mínimo aumentar a possibilidade de educação, de aprendizados, técnicas para inserção no trabalho e o desenvolvimento de politicas que objetivem aproximar os presos e seus familiares, alcançando o que pode parecer enfadonho de nossa parte, a reintegração social. (PEREIRA JÚNIOR, 2008, p.5)

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Desta forma, podemos concluir que, a inserção da educação nos presídios mudará não só a conduta interna do presidiário na unidade, uma vez que este estaria ocupando o seu tempo livre se profissionalizando, mas também contribuirá para que haja uma mudança em sua auto percepção, fazendo com que eles deixem de se sentir lixo humano e passem a se ver como sujeitos passíveis de reintegração ao seio da sociedade.

As alternativas pensadas podem ser vista com a “porta de entrada” para que se possa diminuir a criminalidade, a reincidência ou mesmo resolver o problema da superlotação nos presídios, esta opção, de fato, é a “luz no fim do túnel”, uma vez que, o individuo que passa por um processo educativo e profissionalizante tem mais chances de ser reinserido no mercado de trabalho e assim sendo, não voltar mais a delinquir.

3 METODOLOGIA

A metodologia apresenta-se como sendo os caminhos a serem percorridos para que seja realizada uma pesquisa. É neste momento que o pesquisador delineará as diretrizes que deverá seguir para que assim possa chegar ao seu resultado final com sucesso.

A pesquisa terá como método de abordagem o método dedutivo, uma vez que partira do cenário geral para o especifico, ou seja, observará o direito a inserção da educação em um cenário amplo e afunilará o estudo até o presidio do serrotão na cidade de Campina Grande-PB.

Quanta a técnica de pesquisa, será adotado o procedimento da pesquisa documental indireta, uma vez que ela será desenvolvida traves de fontes primárias e secundárias. Ou seja, através de uma analise dos principais autores do tema, artigos que tenha relevância acadêmica, documentos e relatórios da Comissão Estadual de Direitos Humanos em 2012, projeto politico-pedagógico de inserção do projeto de extensão que levou a educação até o presidio do Serrotão a ser coletado junto a UEPB, além da Lei de execuções Penais (Lei nº 7.210/84) e dos dados de ordem pública que serão coletados junto ao sitio do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e da Secretaria de Segurança Publica do Estado da Paraíba.

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Quanto aos seus objetivos, a pesquisa será apresentada como sendo descritiva, visto que, buscaremos estudar as praticas de inserção da educação nos presídios, analisando o seu processo de humanização e consequentemente incitando a sua discursão social no mundo jurídico positivista que nos é apresentado.

Quanto à forma de abordagem, esta se configura como uma pesquisa qualitativa, uma vez que, por ser o tema de relevância não apenas na seara do Direito Penal, mas também na Sociologia e na dos Direitos Humanos, buscaremos tratar de forma qualitativa a humanização juntamente com à inserção da educação nos presídios. Através da pesquisa qualitativa é possível relatar a complexidade do problema suscitado, sendo possível uma compreensão mais intensa do tema estudado.

Conclui-se, portanto, que este trabalho terá em sua abordagem uma pesquisa qualitativa, utilizando-se do método dedutivo, objetivando uma pesquisa descritiva, utilizando-se do procedimento da pesquisa documental indireta, com a finalidade de reunir informações suficientes para uma melhor compreensão do trabalho acadêmico.

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Descrição das atividades

2012 2012 2013 Projeto Projeto TCO II

Nov Dez Fev Mar Abr Maio Jun

Finalização do projeto X X Revisão/ correções do projeto X X Registro do tema/ definição do orientador, no ato da matrícula X

Último prazo para alterar tema e orientador X Entrega de projeto aprovado pelo orientador a CESU Levantamento de material bibliográfico e leitura X X Redação do referencial teórico X X X Encontros com o orientador X X X X Redação final X Revisão ortográfica/ normativa (ABNT) X Conclusão X Depósito/ defesa X REFERÊNCIAS

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ASSIS, Rafael Damaceno. As prisões e o direito penitenciário no Brasil. Disponível em http://www.direitonet.com.br/artigos/exibir/3482/As-prisoes-e-o-direito-penitenciario-no-Brasil. Acesso em: 15 de set. de 2012.

CUNHA, Elizangela Lelis. Ressocialização: O desafio da educação no sistema prisional

feminino. Cad. Cedes. Disponível em: < http://www.scielo.br/pdf/ccedes/v30n81/a03v3081.pdf>. Acesso em 02 nov. 2012.

FOUCAULT, Michel. Vigiar e punir: nascimento da prisão. Tradução Raquel Ramalhete. Petrópolis: Vozes, 1987.

GIL, Antônio Carlos. Como Elaborar Projetos de Pesquisa. 4.ed. São Paulo: Atlas, 2008. PEREIRA JUNIOR, Paulo Roberto Cardoso. Cultura Intramuros: Uma reflexão sobre a

prisão brasileira. Psicologia.pt – O Portal dos Psicólogos. Disponível em: <

http://www.psicologia.pt/artigos/ver_artigo.php?codigo=A0458&area=d12&subarea=d12C>. Acesso em: 02 nov. 2012.

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