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Jéssica Andressa Lorenset

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Academic year: 2021

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UNIVERSIDADE REGIONAL DO NOROESTE DO ESTADO

DO RIO GRANDE DO SUL

DEPARTAMENTO DE ESTUDOS AGRÁRIOS

CURSO DE MEDICINA VETERINÁRIA

Jéssica Andressa Lorenset

RELATÓRIO DE ESTÁGIO CURRICULAR

SUPERVISIONADO EM MEDICINA VETERINÁRIA

Ijuí, RS

2017

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Jéssica Andressa Lorenset

RELATÓRIO DE ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO EM MEDICINA VETERINÁRIA

Relatório de Estágio Curricular Supervisionado apresentado ao Curso de Medicina Veterinária, Área de Reprodução de Bovinos, da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (UNIJUÍ, RS), como requisito parcial para obtenção do grau de Médica Veterinária.

Orientadora: Profª Drª. Med. Vet. Denize da Rosa Fraga Supervisor: Esp. Med. Vet. Felipe Augusto Philippsen

Ijuí, RS 2017

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Jéssica Andressa Lorenset

RELATÓRIO DE ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO EM MEDICINA VETERINÁRIA

Relatório de Estágio Curricular Supervisionado apresentado ao Curso de Medicina Veterinária, Área de Reprodução de Bovinos, da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (UNIJUÍ, RS), como requisito parcial para obtenção do grau de Médica Veterinária.

Aprovado em 24 de novembro de 2017:

______________________________________ Denize da Rosa Fraga, Drª. (UNIJUÍ)

(Orientadora)

______________________________________ Luciane Ribeiro Viana Martins, MSc. (UNIJUÍ)

(Banca)

Ijuí, RS 2017

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DEDICATÓRIA

Dedico este trabalho em especial aos meus pais, Tania e Genesio, que acreditaram no meu sonho e fizeram o possível para ele se tornar realidade, muitas vezes deixando para trás os

próprios sonhos para poder concretizar o meu. Vocês são meus heróis, vocês são meu alicerce, vocês são minha base. Obrigada por todo amor, carinho e incentivo que sempre

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AGRADECIMENTOS

A concretização deste trabalho só pode ser realizada com a ajuda de várias pessoas que estavam ao meu redor, contribuído direta ou indiretamente para realização deste sonho. Agradeço a todos que contribuíram, com palavras de apoio, incentivo, ensinamentos e compreensão. De forma especial, agradeço:

-a Deus, por ter me proporcionado o dom da vida, por ter colocado pessoas maravilhosas ao meu redor e por me fortalecer a cada dia e conduzir meus passos na direção certa.

-a minha família, em especial ao meus pais, Tania Maria Rossato Lorenset e Genesio Lorenset, que são a minha base, que não mediram esforços para que eu pudesse realizar esse sonho, por serem meus exemplos de trabalho, dedicação e força de vontade, pelo amor incondicional que sempre me dedicaram e por ter me ensinado a ser forte e persistir nos meus objetivos.

-a minha irmã, Adaiane Lorenset e minha sobrinha Carolina por acreditarem que este sonho se tornaria realidade, por todo amor, carinho e apoio depositados em mim.

-ao meu namorado, Felipe Augusto Philippsen, pelos concelhos e palavras de apoio nas horas de angústias e dúvidas, por todo o incentivo, dedicação, carinho, compreensão, paciência e amor. Por ser meu melhor amigo e companheiro, por ser meu significado de RECIPROCIDADE.

-aos meus amigos, que se tornaram minha segunda família durante a graduação e com certeza levarei para o resto da minha vida. Por durante toda essa caminhada estarem sempre presentes um apoiando ao outro para vencermos e realizarmos esse sonho juntos.

-a minha sogra Nica e minha cunhada Ana, por todo carinho, atenção, apoio e torcida, por toda compreensão e principalmente por toda a disposição que vocês tem em me ajudar.

-a minha orientadora professora Denize da Rosa Fraga, pela orientação, pela dedicação em passar os seus conhecimentos, não somente durante a realização do estágio final, mas durante toda a graduação, pelo tempo e atenção dedicados as correções e pelo esclarecimento das dúvidas que apareciam no decorrer do tempo.

-a todos os professores que compartilharam seus conhecimentos sem medir esforções durante toda a graduação.

-ao meu supervisor interno Felipe Augusto Philippsen, pela oportunidade de aprender contigo, por toda paciência e dedicação em transmitir teus conhecimentos, por toda a

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confiança depositada em mim para atuar nas propriedades assistidas e principalmente pelo incentivo e cobrança, com o objetivo de buscar sempre mais aprendizado. Agradeço principalmente por ter me apresentado a “Reprodução em Bovinos”.

-ao Joel Dalcin, pela oportunidade que tive em estagiar na tua propriedade, e por mantê-la sempre de portas abertas para que eu pudesse aprender na prática com os teus animais.

-ao Médico Veterinário Lucas Cegantini de Morais, pela oportunidade de acompanhar teu trabalho, pelos ensinamentos transmitidos e principalmente pelo vínculo de amizade criado entre nós.

-ao Médico Veterinário Alexsander Arezi, por aceitar meu pedido de estágio e me receber em tua cidade, por todo conhecimento que foi transmitido a mim durante a realização do estágio e por estar sempre disposto a me ajudar.

Enfim agradeço a todos que estão presentes na minha vida e que torcem por mim, sem vocês com certeza nada disso estaria se concretizando.

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A maior recompensa para o trabalho do homem não é o que se ganha, mas o que ele nos torna.

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RESUMO

RELATÓRIO DE ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO EM MEDICINA VETERINÁRIA

AUTOR: JÉSSICA ANDRESSA LORENSET ORIENTADORA: DENIZE DA ROSA FRAGA

O Estágio Curricular Supervisionado em Medicina Veterinária foi realizado na área de Reprodução de Bovinos de Leite. A realização do estágio ocorreu na região Noroeste Colonial e Missões do Estado do Rio Grande do Sul, Brasil. No período de 17 de agosto a 11 de setembro de 2017, totalizando 150 horas. A supervisão interna ficou a cargo do Especialista Médico Veterinário Felipe Augusto Philippsen e sob a orientação da professora Doutora Médica Veterinária Denize da Rosa Fraga. O estágio desenvolvido teve como objetivo a associação e aplicação prática do conhecimento teórico adquirido durante a graduação, acompanhando a rotina de um profissional que trabalha à campo, permitindo verificar a evolução de casos clínicos e a conduta técnica frente as situações encontradas. As atividades desenvolvidas serão expressadas em forma de tabelas individualmente especificadas. Neste relatório será descrito um protocolo de inseminação artificial em tempo fixo em matrizes leiteiras de diferentes raças. A realização do Estágio Curricular Supervisionado em Medicina Veterinária trouxe a oportunidade de mesclar os conhecimentos teóricos com a prática e a rotina de campo dentro da pecuária leiteira. Desta forma proporcionando um crescimento pessoal e profissional para a formação acadêmica como Médica Veterinária, mostrando a realidade à campo vivenciada por produtores rurais e tendo também a oportunidade de interagir com produtores e técnicos, buscando promover soluções para cada situação vivenciada, com o objetivo de oferecer uma qualidade de vida ao animal, e ao produtor, tomando decisões éticas perante cada situação.

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LISTA DE FIGURAS

Figura 1 - Protocolo de Inseminação Artificial em Tempo Fixo utilizado durante o Estágio Curricular Supervisionado em Medicina Veterinária na área de Reprodução de Bovinos Leiteiros na região Noroeste Colonial e Missões do Estado do Rio Grande do Sul, no período de 17 de agosto a 11 de setembro

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LISTA DE TABELAS

Tabela 1 - Resumo das atividades acompanhadas durante o Estágio Curricular Supervisionado em Medicina Veterinária na área de Reprodução de Bovinos Leiteiros na região Noroeste Colonial e Missões do Estado do Rio Grande do Sul, no período de 17 de agosto a 11 de setembro de 2017... 15 Tabela 2 - Atendimentos Clínicos em bovinos realizados durante o Estágio Curricular

Supervisionado em Medicina Veterinária na área Reprodução de Bovinos Leiteiros na região Noroeste Colonial e Missões do Estado do Rio Grande do Sul, no período de 17 de agosto a 11 de setembro de 2017... 15 Tabela 3 - Atendimentos cirúrgicos em bovinos acompanhados durante o Estágio

Curricular Supervisionado em Medicina Veterinária na área de Reprodução de Bovinos Leiteiros na região Noroeste Colonial e Missões do Estado do Rio Grande do Sul, no período de 17 de agosto a 11 de setembro de 2017... 15 Tabela 4 - Atividades de medicina veterinária preventiva em bovinos acompanhadas

durante o Estágio Curricular Supervisionado em Medicina Veterinária na área de Reprodução de Bovinos Leiteiros na região Noroeste Colonial e Missões do Estado do Rio Grande do Sul, no período de 17 de agosto a 11 de

setembro de

2017... 16 Tabela 5 - Procedimentos em bovinos acompanhados durante o Estágio Curricular

Supervisionado em Medicina Veterinária na área de Reprodução de Bovinos Leiteiros na região Noroeste Colonial e Missões do Estado do Rio Grande do Sul, no período de 17 de agosto a 11 de setembro de 2017... 16 Tabela 6 - Atividades reprodutivas em fêmeas bovinas acompanhadas durante o Estágio

Curricular Supervisionado em Medicina Veterinária na área Reprodução de Bovinos Leiteiros na região Noroeste Colonial e Missões do Estado do Rio Grande do Sul, no período de 17 de agosto a 11 de setembro de 2017... 16 Tabela 7 - Tabela 7 - Situação reprodutiva diagnosticadas por ultrassonografia, via

transrretal, das fêmeas bovinas acompanhadas durante o Estágio Curricular Supervisionado em Medicina Veterinária na área de Reprodução de Bovinos Leiteiros na região Noroeste Colonial e Missões do Estado do Rio Grande do Sul, no período de 17 de agosto a 11 de setembro de 2017...

17 Tabela 8 - Diagnósticos reprodutivos das fêmeas bovinas vazias acompanhadas durante

o Estágio Curricular Supervisionado em Medicina Veterinária na área de Reprodução de Bovinos Leiteiros na região Noroeste Colonial e Missões do Estado do Rio Grande do Sul, no período de 17 de agosto a 11 de setembro de 2017... 17

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Tabela 9 - Aplicação de hormônios reprodutivos em bovinos acompanhadas durante o Estágio Curricular Supervisionado em Medicina Veterinária área de Reprodução de Bovinos Leiteiros na região Noroeste Colonial e Missões do Estado do Rio Grande do Sul, no período de 17 de agosto a 11 de setembro de 2017... 17

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SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO ... 13

2 ATIVIDADES DESENVOLVIDAS ... 15

3 RELATO DE CASO ... 18

3.1 PROTOCOLO DE INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL EM TEMPO FIXO PARA VACAS LEITEIRAS DE 4 MANEJOS ... 18

3.1.1 INTRODUÇÃO ... 18 3.1.2 METODOLOGIA E RESULTADOS ... 20 3.1.3 DISCUSSÃO ... 22 3.1.4 CONCLUSÃO ... 29 3.1.5 REFERÊNCIAS ... 29 5 CONCLUSÃO ... 34 6 REFERÊNCIAS ... 35

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1 INTRODUÇÃO

A realização do estágio ocorreu nas regiões Noroeste Colonial e Missões do Estado do Rio Grande do Sul, na área de reprodução de grandes animais, com ênfase em bovinos de leite. O estágio foi realizado no período de 17 de agosto a 11 de setembro de 2017, totalizando 150 horas de atividade. A supervisão interna ficou a cargo do Especialista Médico Veterinário Felipe Augusto Philippsen e sob orientação da professora Doutora Médica Veterinária Denize da Rosa Fraga.

Segundo dados da pesquisa da pecuária mundial do instituto brasileiro de geografia e estatística (IBGE, 2016), coloca o Brasil no ano de 2015, em quarto lugar no ranking mundial dos países produtores de leite. O Ano de 2016 fechou com um total de 19.678.817 vacas ordenhadas, e uma produção de leite de 33.624.653.000 litros por ano (IBGE, 2017).

Ainda de acordo com os dados da pesquisa da pecuária mundial no ano de 2016 a região com o maior número de vacas ordenhadas é a região Sudeste com 6.819.765 cabeças ordenhadas, porém a produtividade em litros por ano se encontra em segundo lugar (11.546.087.000 litros/ano), perdendo para a região Sul que tem produção de leite anual em 12.457.744.000 litros e um rebanho totalizando 4.200.266 cabeças. Já o estado brasileiro com o maior rebanho ordenhado é Minas Gerais pertencendo a região Sudeste do Brasil (IBGE, 2017).

O Rio Grande do Sul conta com um número superior 130 mil produtores, com um rebanho de 1.461.315 animais ordenhadas e produção anual de 4.613.780.000 litros com média de 12.640.000 litros/dia (IBGE, 2017). Sendo que a maior produção de leite no Estado se encontra na região Noroeste, onde predominam produtores familiares que tem na atividade leiteira uma forma mais segura e estável de produção de renda. Sendo esta a região onde o Estágio Curricular Supervisionado em Medicina Veterinária foi realizado.

Dentre as atividades realizadas durante o período do estágio, o que se acompanhou com maior frequência foram realizações de protocolos de Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) e diagnósticos de gestação em bovinos, com auxílio da ultrassonografia.

O diagnóstico de gestação em bovinos leiteiros é uma forma de auxiliar o produtor na tomada de decisões e planejamento de seu rebanho. Com a ultrassonografia tem-se um diagnóstico de gestação precoce podendo assim minimizar custos, otimizar serviços e melhorar o planejamento futuro do rebanho e da propriedade, ganhando tempo e eficiência.

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14 Já a inseminação artificial em tempo fixo ganha espaço no contexto de maximizar tempo e eficiência, pois eliminar a observação de cios e consequentemente as falhas de detecção, fazendo com que as vacas emprenhem mais rapidamente, reduzindo assim a média do intervalo entre partos do rebanho, fazendo com que haja uma maior produção de leite por ano, e um aumento do número de terneiros nascidos na fazenda.

Optou-se por realizar o Estágio Curricular Supervisionado em Medicina Veterinária na área de reprodução em bovinos leiteiros devido à grande importância de impacto que o manejo reprodutivo tem na atividade leiteira. A atuação do Médico Veterinário supervisor do estágio se dá nas regiões Noroeste Colonial e Missões do Estado do Rio Grande do Sul, onde se insere a maior bacia leiteira do Estado, que está em constante crescimento e intensificação da atividade, proporcionando uma ampla rotina de atendimentos prestados em diferentes sistemas de produção.

O Estágio Curricular Supervisionado em Medicina Veterinária trouxe a oportunidade de mesclar os conhecimentos teóricos e práticos adquiridos durante a graduação com a prática e a rotina de campo dentro da pecuária leiteira, o que é de suma importância para a formação acadêmica, pois propicia a oportunidade de vivenciar e exercer o cotidiano profissional. O estágio teve como objetivo a aplicação do conhecimento adquirido durante a graduação, acompanhando a rotina de um profissional que trabalha à campo, na área de reprodução de bovinos de leite.

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2 ATIVIDADES DESENVOLVIDAS

As principais atividades desenvolvidas durante o Estágio Curricular Supervisionado em Medicina Veterinária na área de Reprodução de Bovinos Leiteiros serão apresentadas a seguir resumidamente na Tabela 1 e os tipos de atividades serão especificados nas Tabelas 2 a 9. Tabela 1 - Resumo das atividades acompanhadas durante o Estágio Curricular Supervisionado em Medicina Veterinária na área de Reprodução de Bovinos Leiteiros na região Noroeste Colonial e Missões do Estado do Rio Grande do Sul, no período de 17 de agosto a 11 de setembro de 2017.

Resumo das atividades n %

Atendimentos Reprodutivos 1528 78,68

Procedimentos 234 12,05

Atividades em Medicina Veterinária Preventiva 153 7,88

Atendimentos Cirúrgicos 25 1,29

Atendimentos Clínicos 02 0,10

Total 1942 100,00

Tabela 2 - Atendimentos Clínicos em bovinos realizados durante o Estágio Curricular Supervisionado em Medicina Veterinária na área Reprodução de Bovinos Leiteiros na região Noroeste Colonial e Missões do Estado do Rio Grande do Sul, no período de 17 de agosto a 11 de setembro de 2017.

Atendimentos Clínicos n %

Deslocamento de abomaso à esquerda

Suspeita de carcinoma de células escamosas na terceira pálpebra

01 01

50,00 50,00

Total 02 100,00

Tabela 3 - Atendimentos Cirúrgicos em bovinos acompanhados durante o Estágio Curricular Supervisionado em Medicina Veterinária na área de Reprodução de Bovinos Leiteiros na região Noroeste Colonial e Missões do Estado do Rio Grande do Sul, no período de 17 de agosto a 11 de setembro de 2017.

Atendimentos Cirúrgicos n %

Amochamento térmico Orquiectomia em bovinos Abomasopexia

Excisão de suspeita de carcinoma de células escamosas

20 03 01 01 80,00 12,00 4,00 4,00 Total 25 100,00

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16 Tabela 4 - Atividades de Medicina Veterinária Preventiva em bovinos acompanhadas durante o Estágio Curricular Supervisionado em Medicina Veterinária na área de Reprodução de Bovinos Leiteiros na região Noroeste Colonial e Missões do Estado do Rio Grande do Sul, no período de 17 de agosto a 11 de setembro de 2017.

Atividades de Medicina Preventiva n %

Vacinação contra rinotraqueíte infecciosa bovina, diarreia viral bovina, parainfluenza tipo 3, vírus sincicial respiratório bovino e leptospirose

Vacinação contra brucelose

122

31

79,74

20,26

Total 153 100,00

Tabela 5 - Procedimentos em bovinos acompanhados durante o Estágio Curricular Supervisionado em Medicina Veterinária na área de Reprodução de Bovinos Leiteiros na região Noroeste Colonial e Missões do Estado do Rio Grande do Sul, no período de 17 de agosto a 11 de setembro de 2017.

Procedimentos n %

Protocolo de Inseminação Artificial em Tempo Fixo com dispositivo intravaginal

Marcação

Protocolo de Inseminação Artificial em Tempo Fixo sem dispositivo intravaginal

Protocolo de indução ao cio Remoção de sutura 161 31 26 15 01 68,80 13,25 11,11 6,41 0,43 Total 234 100,00

Tabela 6 - Atividades reprodutivas em fêmeas bovinas acompanhadas durante o Estágio Curricular Supervisionado em Medicina Veterinária na área Reprodução de Bovinos Leiteiros na região Noroeste Colonial e Missões do Estado do Rio Grande do Sul, no período de 17 de agosto a 11 de setembro de 2017.

Atividades reprodutivas n %

Ultrassonografia via transrretal Aplicação de hormônios reprodutivos

Cadastramento de rebanho e de dados reprodutivos Atualização de dados reprodutivos

972 524 09 23 63,61 34,30 0,59 1,50 Total 1.528 100,00

Com base nas avaliações reprodutivas listadas na Tabela 6, a seguir nas Tabelas 7 e 8 poderemos especificar os diagnósticos e a situação do trato reprodutivo das fêmeas bovinas.

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17 Tabela 7 - Situação reprodutiva diagnosticadas por ultrassonografia, via transrretal, das fêmeas bovinas acompanhadas durante o Estágio Curricular Supervisionado em Medicina Veterinária na área de Reprodução de Bovinos Leiteiros na região Noroeste Colonial e Missões do Estado do Rio Grande do Sul, no período de 17 de agosto a 11 de setembro de 2017.

Situação reprodutiva n % Prenhe Vazia 695 277 71,50 28,50 Total 972 100,00

Tabela 8 - Diagnósticos reprodutivos das fêmeas bovinas vazias acompanhadas durante o Estágio Curricular Supervisionado em Medicina Veterinária na área de Reprodução de Bovinos Leiteiros na região Noroeste Colonial e Missões do Estado do Rio Grande do Sul, no período de 17 de agosto a 11 de setembro de 2017.

Diagnósticos reprodutivos n %

Sadia

Cisto folicular Cisto luteínico

Endometrite pós puerperal de grau II Endometrite pós puerperal de grau III Endometrite pós puerperal de grau I Metrite 249 14 06 04 02 01 01 89,90 5,05 2,17 1,44 0,72 0,36 0,36 Total 277 100,00

Tabela 9 – Aplicação de hormônios reprodutivos em bovinos acompanhadas durante o Estágio Curricular Supervisionado em Medicina Veterinária área de Reprodução de Bovinos Leiteiros na região Noroeste Colonial e Missões do Estado do Rio Grande do Sul, no período de 17 de agosto a 11 de setembro de 2017.

Aplicação de Hormônios Reprodutivos n %

Acetato de busorelina

Dispositivo intravaginal liberador de progesterona Benzoato de estradiol Dinoprost trometamina 187 161 161 10 35,69 30,73 30,73 1,90 Cloprostenol 05 0,95 Total 524 100,00

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3 RELATO DE CASO

3.1 PROTOCOLO DE INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL EM TEMPO FIXO PARA VACAS LEITEIRAS DE 4 MANEJOS

3.1.1 Introdução

Dentre as biotécnias disponíveis para a reprodução de bovinos na atualidade, a inseminação artificial segue sendo o braço forte da pecuária brasileira, tanto na bovinocultura de corte e, intensamente na pecuária leiteira. A inseminação artificial (IA) é a primeira e mais importante biotecnologia aplicada para melhorar a reprodução de rebanhos leiteiros, causando um impacto econômico na produção de bovinos, já que é uma técnica que possibilita o seu uso em grandes rebanhos, incrementado a produtividade com programas de seleção de genética e estabelecendo estratégias eficientes para o manejo reprodutivo (LEITE, 2015).

Existe inúmeras vantagens no uso de IA na bovinocultura leiteira, dentre elas podemos citar o melhoramento genético, padronizando o rebanho e possibilitando a utilização de reprodutores de alto valor genético em qualquer tipo de criação, melhoramento do desemprenho e potencial do rebanho, permitindo cruzamentos, possibilitando acasalamentos, escolha de sêmen sexado que proporcionará a introdução de uma nova genética na propriedade, reduzindo o risco de propagação de doenças venéreas com a eliminação de touros, e evitando assim o risco de acidentes durante a cobertura das vacas e consequentemente diminuição de custos com a reposição dos machos (AX, 2004; LEITE, 2015).

Porém, essa biotecnologia exige um manejo diferenciando, como a observação de cio, que muitas vezes o produtor não consegue manter, o que se caracteriza como um problema. Para contornar essa questão temos o avanço das biotecnologias da reprodução em bovinos, com a utilização de inseminação artificial em tempo fixo (IATF). Baruselli et al. (2006), trata a IATF como uma ferramenta que possibilita encurtar a janela entre inseminações onde existe erros de manejo.

A técnica consiste em protocolos hormonais, aplicados em uma sequência pré-definida de fármacos que vão simular os hormônios endógenos produzidos durante o ciclo estral da vaca (BINELLI et al., 2006). Promovendo a sincronização da ovulação, preestabelecendo o momento ideal da inseminação, mesmo que o cio não seja detectado (CAMARGO et al., 2016). Objetivando a redução dos dias do ciclo estral e possibilitando que vacas de diferentes situações cíclicas sejam inseminadas ao mesmo tempo, visando a fácil aplicabilidade, alta probabilidade de sucesso, sendo viavelmente econômico, podendo ser aplicado em um curto período de tempo (VASCONCELOS et al., 2006).

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19 Estes hormônios, por sua vez, farão a regressão da onda de desenvolvimento folicular já existente fazendo com que os folículos presentes no ovário entrem em atresia e após sincronizar a emergência de uma nova onda, controlando a duração e o crescimento folicular até o momento pré-ovulatório (BARUSELLI et al., 2006).

Para uma boa compreensão do funcionamento de um protocolo de IATF, se faz necessário o conhecimento e compreendimento dos mecanismos fisiológicos que atuam no ciclo estral da vaca.

A vaca por ser um animal poliéstrico, possui ciclos estrais estabelecidos continuamente, ovulando com cerca de 21 dias de intervalo (BALL e PETERS, 2006). Durante cada ciclo estral, normalmente ocorrem de duas a três ondas de crescimento folicular consecutivas, sendo apenas a última onda ovulatória. O folículo que foi ovulado passa por mudanças estruturais e dá origem a formação de um corpo lúteo, caso não ocorra a gestação, por volta do décimo sétimo dia ocorre o processo de luteólise causando a regressão do corpo lúteo e dando início ao processo de ovulação e o início de um novo ciclo estral (BINELLI et al., 2006).

O início do ciclo estral ocorre com a liberação do hormônio liberador de gonadotrofinas (GnRH), atuando sobre a hipófise anterior fazendo com que a mesma secrete dois hormônios que terão ação direta nos ovários, que são respectivamente o hormônio folículo estimulante (FSH), que atuará no recrutamento, seleção e dominância de um folículo e o hormônio luteinizante (LH) que fará a luteinização do folículo dominante, liberando o oócito para a fecundação (PALHANO, 2008a; BALL e PETERS, 2006).

As células que permanecerão do folículo, darão início a formação de um Corpo Lúteo (CL), o qual irá dominar o ciclo estral do quarto até aproximadamente o décimo sétimo dia com a produção e secreção de progesterona (P4), hormônio esse que tem como uma de suas principais funções, a manutenção da gestação. Não havendo concepção e reconhecimento materno, o próprio CL por volta do décimo sétimo dia do ciclo, secreta através da produção de ocitocina, prostaglandina f2α (PGF2α), iniciando a lise do CL, que será sequenciada pela ação da PGF2α secretada pelas células externas do endométrio (HAFEZ e HAFEZ, 2004). Após a lise do CL ocorre queda da P4 e os níveis de FSH e LH começam a subir novamente, dando início a um novo ciclo (BALL e PETERS, 2006).

Diante do entendimento do ciclo estral surgiram os protocolos de IATF. O protocolo pioneiro de IATF é conhecido como Ovsynch (Pursley et al., 1997) e se mantém em uso até os dias atuais, tendo como base fisiológica o controle do ciclo estral com sintéticos de GnRH e prostaglandina, ou seja, é a combinação de três aplicações hormonais em tempos

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pré-20 determinados e com objetivo de conseguir a ovulação do folículo dominante (AZEVEDO et al., 2014). Desde então, ocorrem aperfeiçoamentos da técnica e da utilização hormonal objetivando aumentar a taxa de prenhez (THATCHER et al., 2010).

A IATF representa 77% das inseminações realizadas no Brasil, o que comprova que a técnica cada vez mais ocupa espaço no mercado de IA. No ano de 2015, 10,5 milhões de protocolos foram comercializados, desse número 8,2 milhões utilizados na bovinocultura de corte e os outros 2,3 milhões na bovinocultura de leite, com base nesses dados estima-se que a IATF movimentou no Brasil cerca de R$ 567 milhões, sendo que a venda de sêmen e fármacos representa 70% desse montante (BARUSELLI et al., 2016).

O objetivo deste trabalho é abordar o uso de um protocolo de inseminação artificial em tempo fixo, discutindo seus manejos hormonais e os cofatores existentes que interferem diretamente na reprodução de vacas leiteiras durante a realização do Estágio Curricular Supervisionado em Medicina Veterinária.

3.1.2 Metodologia e Resultados

O Estágio Curricular Supervisionado em Medicina Veterinária foi realizado na área de Reprodução de Bovinos, com ênfase em Bovinos de Leite. A realização do estágio ocorreu nas regiões Noroeste Colonial e Missões do Estado do Rio Grande do Sul, onde se insere a maior bacia leiteira do estado, com a predominância de produtores familiares.

Durante a realização do estágio foram acompanhadas diversas atividades reprodutivas, sendo que a atividade que se destacou foi o uso das biotecnologias da reprodução, com ênfase para inseminação artificial em tempo fixo (IATF). Nas propriedades acompanhadas era realizado o cadastro, planilhamento e atualização dos dados reprodutivos de todo o rebanho manejado.

Antes de realizar os protocolos de IATF, avaliava-se com auxílio da ultrassonografia (Kaixin 5200®, frequência 6,5 Mhz) o trato reprodutivo das fêmeas. No exame ultrassonográfico avaliava-se o útero e o ovário. Ao exame do útero era verificada as condições fisiológicas e presença de patologias, nos ovários avaliava-se a presença de folículos, corpo lúteo, e condições patológicas tais como cistos ovarinos. Ainda se classificava os animais quanto seu escore de condição corporal (ECC), em uma escala de 1-5 onde 1 é extremamente magro e 5 é obeso. Fêmeas sadias e com ECC acima de 2,5 eram consideradas aptas a participar deste manejo reprodutivo. Animais com ECC inferior a 2,5 somente se as mesmas apresentassem estruturas foliculares acima de 8 a 10 mm em um dos ovários.

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21 Dentre os protocolos de sincronização de ovulação, o protocolo com quatro manejos foi o mais utilizado (n=161 vacas), sendo aplicado da seguinte forma. No primeiro dia denominado como D0: introdução do dispositivo intravaginal de liberação de progesterona (CIDR®) equivalente a 1,9 g de progesterona, aplicação por via intramuscular de 2,0 mL de benzoato de estradiol (Sincrodiol®), equivalente a 2 g de benzoato de estradiol mais aplicação intramuscular de 2,5 mL de hormônio liberador de gonadotrofina (Sincroforte®), equivalente a 0,0105 mg de acetado de busorelina. No D7: aplicação de 2,0 mL de cloprostenol sódico (Sincrocio®), equivalente a 0,526 mg de cloprostenol sódico. No D9: aplicação intramuscular de 2,0 mL de cloprostenol sódico (Sincrocio®), aplicação intramuscular de 0,5 mL de cipionato de estradiol (E.C.P®), equivalente a 1 mg de ciclopentilproprionato de estradiol, mais retirada do dispositivo intravaginal de liberação de progesterona. No D11, quarenta e oito horas após a retirada do dispositivo de progesterona realizava-se a inseminação artificial em tempo fixo, conforme detalhado na figura 1.

Figura 1: Protocolo de Inseminação Artificial em Tempo Fixo utilizado durante o Estágio Curricular Supervisionado em Medicina Veterinária na área de Reprodução de Bovinos Leiteiros na região noroeste colonial e missões do Estado do Rio Grande do Sul, no período de 17 de agosto a 11 de setembro de 2017.

Era instruído para o produtor que deveria realizar os manejos de aplicação de hormônios e a inseminação no mesmo horário, com base na hora em que foi começado o protocolo hormonal no primeiro dia. Utilização de agulhas e seringas estéreis para cada hormônio utilizado. Após a retirada do dispositivo intravaginal deveria realizar uma lavagem e imersão em solução contendo água e desinfetante (CB30®) por 5 a 10 minutos, lavando novamente com água corrente e após estarem secos guardados na embalagem original, identificando quantas vezes já haviam sido utilizados e após mantidos em local limpo, seco, fresco e ao abrigo da luz, para poderem ser utilizados novamente até o seu vencimento, obedecendo as recomendações do fabricante.

Além disto recomendava-se ao produtor a manutenção do calendário sanitário atualizado da propriedade.

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22 Os animais destinados a realização dos protocolos hormonais eram mantidos em e diferentes sistemas produtivos dentro das propriedades acompanhadas (n=32), variando de confinamento total, sistemas a pasto e sistemas de semi-confinamento. A taxa de prenhez dos protocolos realizados não pode ser acompanhada devido ao término do estágio ser antes do tempo mínimo necessário para o diagnóstico de gestação.

3.1.3 Discussão

A eficiência reprodutiva é um dos fatores que influenciam diretamente na economia da propriedade. As falhas na detecção de cio reduzem a taxa de prenhez o que irá afetar diretamente o intervalo entre partos (IEP), que refletirá no aumento do custo de produção, influenciando a rentabilidade da atividade leiteira (LOPES et al., 2009). Nas propriedades acompanhadas pelo Médico Veterinário realizava-se o cadastro, planilhamento e atualização dos dados reprodutivos de todo o rebanho com o objetivo de mensurar os valores existes, buscando ter conhecimento da situação atual em que o rebanho se encontrava a cada dia que a visita era realizada, e assim poder projetar sua evolução. Dentre os principais dados obtidos e analisados estavam os Dias em Lactação (DEL), Período de Serviço (PS) Intervalo Entre Partos (IEP) e Intervalo Entre Partos Projetados (IEPP). Ferreira (2001), cita que para cada mês em que o intervalo entre partos aumenta acima dos 12 meses, se perde cerca de 8,33% da produção de leite. Em média o intervalo entre partos das propriedades acompanhadas era de 14,8 meses.

A detecção de cio é um fator crítico para um bom manejo reprodutivo em uma fazenda. As falhas na detecção de cio, ocorrem principalmente pelo comportamento do animal ao manifestar cio durante a noite, madrugada e início da manhã (RAMOS et al., 2008). Na grande maioria das propriedades acompanhadas a mão de obra é de origem familiar, sendo este um fator que dificultava a observação de cio corretamente, por somente ocorrer o monitoramento dos animais nos horários em que são manejados, principalmente nas ordenhas da manhã e da tarde. Sendo assim, nestes rebanhos a manifestação de cio dos animais é predominantemente noturna o que favorecia falhas na detecção de cio, impactando diretamente no andamento do manejo reprodutivo. Desta forma, era indicado nestes casos a utilização de IATF para o rebanho.Onde não há necessidade da observação de cio diariamente, e também contribui para a diminuição de problemas como anestro pós-parto, puberdade tardia e falhas de manejo (BARUSELLI et al., 2006; SARTORI 2006).

A duração do estro em Bos indicus é menor que em Bos taurus (BARUSELI et al., 2007). Essa diferença fica ainda mais acentuada em animais de alta produção, onde ocorre a

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23 diminuição do estradiol circulante, o qual deriva de um hormônio esteroide e tem uma taxa de metabolização elevada, causando diminuição nos sinais de estro, encurtando o período ou até mesmo ocultando os sinais (WILTBANK et al., 2006). O conhecimento das características comportamentais se faz necessário para implantar programas de sincronização do cio que visam otimizar a eficiência reprodutiva (BARUSELLI et al., 2007). Durante o acompanhamento do manejo reprodutivo dos animais, com o auxílio da ultrassonografia, em várias situações foram encontrados animais em cio, entrando em cio ou que já haviam ovulado, porém o cio não havia sido detectado.

Os animais destinados ao protocolo de IATF eram previamente selecionados através de exame ginecológico com auxílio de um aparelho de ultrassonografia. O exame de ultrassom classifica-se como o mais preciso para avaliação dos órgãos reprodutivos (útero e ovários) e diagnóstico precoce de gestação além de permitir mensurar a idade fetal, sexagem fetal, e avaliar as estruturas fetais (ALVARENGA, 2017). Em relação a inclusão de fêmeas conforme o escore de condição corporal, preconizava-se apenas a inclusão de fêmeas com escore igual ou superior a 2,5. Seguindo o que é proposto por Palhano (2008b), onde relata que animais com ECC inferior a 2,5 (escala de 1 a 5) e animais que apresentam infecções uterinas não devem participar de programas de IATF.

O protocolo descrito neste relato no Dia 0 prevê a introdução intravaginal do implante de liberação lenta de progesterona (CIDR®) associado a aplicação intramuscular de 2 mL de benzoato de estradiol (BE) (Sincrodiol®) e mais aplicação intramuscular de 2,5 mL de GnRH (Sincroforte®). A aplicação de BE e P4 vem sido utilizado a vários anos em diferentes protocolos de IATF. Dentro um protocolo de IATF a finalidade de administrar P4 estradiol (E2) é induzir a atresia folicular e, dar início a uma nova onda folicular dentro de 24 a 48 horas após a aplicação e com picos de FSH 4 a 5 dias após a aplicação (BÓ et al., 2006). Albuquerque (2015) comparou o início do protocolo de IATF com E2+P4 e E2+GnRH+P4 e pode perceber que os dois protocolos provocaram um efeito inibitório transitório dos níveis de LH não alterando as concentrações de FSH e potencializando o efeito de feedback negativo sobre os níveis de LH, que se deve pelo hipotálamo ser sensível a P4. Devido a isso, protocolos de IATF iniciados com E2+P4 ou com E2+GnRH+P4 podem ser iniciados em qualquer fase do ciclo estral (RAMOS et al., 2008).

Ainda Albuquerque (2015) acrescenta que, as diferenças entre começar os tratamentos apenas com E2+P4 versos E2+GnRH+P4 ficam visíveis pelo fato de que com a aplicação de

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24 GnRH no início do protocolo, ao sétimo e nono dia existe a presença de um CL responsivo a ação de análogos de prostaglandina apresentando uma maior concentração de progesterona.

Vasconcelos et al (2011) conduziu um estudo comparando as duas formas de início de tratamento. Este estudo foi realizado no Estado do Paraná, Brasil, de maio de 2007 a maio de 2008 com um total de 883 vacas leiteiras em tratamento, todas submetidas as condições similares de manejo reprodutivo, sanitário, nutricional e conforto de instalações, e, todas as vacas eram ordenhadas três vezes ao dia, dados que contribuem para que a variação entre os tratamentos fosse reduzida. Este estudo avaliou a utilização de um protocolo que concilia maior número de fatores que contribuem positivamente na fertilidade, com o acréscimo de GnRH no início do protocolo a base de E2+P4 objetivando aumentar a P4 durante o desenvolvimento do folículo, e após utilizando de duas doses de prostaglandina para aumentar a regressão do CL e reduzir a concentração de P4 no momento da IA. Os resultados obtidos nesse estudo foram de concordância com Pursley et al (1997), Pereira et al (2014) e Pereira et al., (2016) onde, no sétimo dia de tratamento, as concentrações séricas de progesterona ainda estavam elevadas. O objetivo da aplicação de GnRH no início do protocolo deste relato era induzir a ovulação e em vacas que apresentavam folículos maiores ou iguais a 10mm, para fins de elevar as concentrações de progesterona durante o protocolo e também, ter o início do desenvolvimento folicular já no segundo ou terceiro dia do tratamento, obtendo um folículo com diâmetro maior ao final do protocolo.

Schneider et al (2009), mostra que a utilização do CIDR® novo ou de segundo uso não possuem diferença significativa na taxa de prenhez quando os animais estão com ECC acima 3, porém quando os animais estão com ECC abaixo de 3 ocorreu diferença na taxa de prenhez, sendo que o CIDR® de segundo uso mostrou resultados inferiores quando comparado ao de primeiro uso. Barbosa et al (2011), concluiu que o uso dos dispositivos intravaginais com 1,9g de progesterona puderam ser utilizados por até três vezes em vacas mestiças bos taurus x bos

indicus, sem afetar a taxa de concepção após IATF. Neste caso eram utilizados implantes de

primeiro, segundo e até terceiro uso, de acordo com o que o proprietário possuía no momento da visita.

Pinto et al. (2009), justifica a reutilização do implante de progesterona, por se tornar mais viável quando se fala de relação custo/benefício, porém questiona a possibilidade de doenças sexualmente transmissíveis. Para diminuir os riscos de doenças sexualmente transmissíveis Colazo et al (2007), preconizam uma higienização e escovação do implante com detergente e após enxague para remoção de débris, porém esse procedimento pode contribuir

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25 para a perda de progesterona, se realizado de forma errônea. Nas propriedades acompanhadas recomendava-se a higienização dos implantes com água corrente e após imersão em uma solução contendo água e desinfetante (CB30®) por 5 a 10 minutos, lavando novamente com água corrente e após estarem secos guardados na embalagem original.

Devido à alta metabolização dos hormônios esteroides em vacas de alta produção, tem-se utilizado diferentes estratégias de suplementação hormonal de P4 (WILTBANK et al, 2014b). Em estudos recentes Pereira et al. (2017) ressalta que a dificuldade de garantir P4 circulante durante o tratamento é de fato, um problema que vem culminando com tratamentos à base de dois dispositivos de liberação de P4 nos dias que iniciam o protocolo de IATF. No estágio esta estratégia não fui utilizada, sendo optado a pela tentativa de conseguir P4 circulante em níveis mais elevados com a aplicação de GnRH.

Vasconcelos et al., (2011) concluiu que as concentrações séricas de P4 nos tratamentos que iniciam com GnRH no dia 0 são maiores que nos tratamentos à base apenas de E2+P4, porém as taxas de sincronização e concepção bem como as concentrações séricas de P4 no sétimo dia após a IA foram semelhantes nos dois tratamentos. Isso se deve por que o GnRH só terá sucesso se no dia da aplicação existir um folículo dominantes ou um folículo com 10mm de diâmetro, e assim, iniciando uma nova onda folicular já no segundo dia do protocolo. Ao realizar os exames ultrassonográficos nas fêmeas geralmente nos ovários eram visualizados folículos maiores de 10mm, fato que se justifica a utilização de GnRH no início do protocolo.

Pereira et al., (2015) mostrou que ao adicionar GnRH além de E2+P4 teve uma melhora na fertilidade, particularmente nas estações mais frias do ano, elevando as taxas de concepção aos 32 dias pós IA em 7,3% e as taxa de prenhez aos 60 dias pós IA em 5,9%. Essa melhora nas taxas de concepção e prenhez se deve ao fato de que o tratamento com GnRH causou ovulação em vacas com baixa P4 circulante e induziu a formação de um CL, responsivo a aplicação de PGF2α, o que fez com que essas vacas demonstrassem maior fertilidade e um aumento no diâmetro do folículo dominante, o que explica também a escolha e aplicação do GnRH utilizado no período de estágio.

A aplicação de análogos de prostaglandina é fundamental para o sucesso do protocolo de IATF. A aplicação durante o protocolo (D7 e D9) é para que ocorra a queda da P4 endógena e regressão do CL presente no dia do tratamento. Com finalidade de simular as condições fisiológicas encontradas no final do ciclo estral definida como diestro (BARUSELLI, et al., 2010).

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26 A prostaglandina é um agente luteolítico natural que está diretamente associado ao final da fase luteínica do ciclo estral, permitindo o início de um novo ciclo quando há ausência de fertilização (HAFEZ et al., 2004). Por ser um hormônio natural é muito instável e de difícil produção, sendo assim ao longo dos anos muitos trabalhos foram realizados com o intuito de desenvolver drogas que tivessem o efeito similar a mesma.

No mercado temos disponíveis dois análogos sintéticos da prostaglandina f2α, dinoprost trometamina e o cloprostenol sódico, a diferença entre os dois fármacos se dá pelo cloprostenol ter um anel de cloro benzílico em sua molécula, reduzindo a ação enzimática responsável pela degradação com uma meia vida de três horas, tornando-o assim mais resistente ao metabolismo endógeno quando comparado ao dinoprost que possui uma meia vida de oito minutos (McCRACKEN, et al., 1999). Neste protocolo utilizava-se como análogo da prostaglandina f2α o cloprostenol sódico (Sincrocio®).

Em um estudo realizado por Martins et al. (2011b), foi avaliado a concentração plasmática de progesterona em vacas leiteiras tratadas com dinoprost trometamina e cloprostenol sódico, onde 12 horas após administração dos fármacos os animais tratados com cloprostenol apresentaram um efeito luteolítico mais rápido, com concentrações de progesterona circulante mais baixas do que os animais tratados com dinoprost. Durante a realização do estágio nos animais protocolados não foi realizada a avaliação da concentração plasmáticas de progesterona. Pursley et al. (2012), verificou que em animais tratados com cloprostenol a taxa de detecção de cio, concepção e prenhez foram maiores quando comparadas a animais tratados com dinoprost trometamina. Conforme mostram os estudos fica evidenciado que o uso de cloprostenol sódico apresenta melhores resultados quando utilizado em protocolos reprodutivos para vacas de leite, justificando assim seu uso no protocolo relatado.

No protocolo relatado ocorriam duas aplicações de PGF2α a primeira feita no D7 correspondendo a 48 horas antes da retirada do implante de P4 e a segunda no mesmo momento da retirada do implante de P4. Baruselli et al. (2016), define que a inclusão de um manejo adicional de aplicação de PGF2α dois dias antes da retirada do implante de liberação de progesterona é induzir a luteólise do CL em animais cíclicos ou que responderam ao tratamento com GnRH no início do protocolo, e reduzir os níveis de P4 circulantes endógenos.

Estudos realizados por Martins et al (2011a), tem mostrado que 20 a 30% de vacas leiteiras submetidas a protocolos de IATF com três manejos, ou seja, com somente uma aplicação de prostaglandina, no dia da retirada do implante, apresentam uma luteolise incompleta, Wiltbank et al (2014a), acrescenta ainda que pelo CL não ter regredido

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27 completamente, ocorre queda da fertilidade no momento da IA, pela maior concentração de P4, quando comparado a animais que tiveram regressão completa do CL.

Para contornar este problema, foi descrito a utilização de mais uma aplicação de prostaglandina, aumentando um manejo durante o protocolo, para que assim ocorra uma luteólise completa e a queda dos níveis de P4 no momento da IA (PRATA et al., 2014). O protocolo de IATF utilizado nessas propriedades foi de quatro manejos, com a utilização de duas doses de prostaglandina antes da IA concordando com que a literatura indica.

Pereira et al. (2014), afirma que a necessidade de baixar a P4 também é de fundamental importância dentro de um protocolo de IATF, pois vacas que possuem P4 circulante com níveis acima de 0,1ng/ml de sangue tem a fertilidade reduzida. Baruselli et al. (2010) recomenda a aplicação de PGF2α também na retirada do implante de progesterona afim que a P4 exógena baixe abruptamente e dessa forma não aja impedindo a liberação de LH que irá induzir a ovulação.

A adição de uma dose de Cipionato de Estradiol (CE) no final do tratamento entra com a proposta do CE agir com um indutor de ovulação, pois ele terá ação sobre o crescimento final do folículo, o qual terá ação sob o GnRH, liberando LH para a maturação final e posterior liberação do oócito. Uma justificativa para a utilização do CE no final do protocolo é que, o tempo de ação entre a aplicação e a ovulação dentro do protocolo de IATF é o que mais se assemelha com as condições fisiológicas do ciclo estral, além de que, possui um aumento no diâmetro folicular que tem correlação direta com a fertilidade (PEREIRA et al., 2014, PEREIRA et al., 2016).

Para que um rebanho leiteiro possa expressar toda a sua capacidade produtiva e reprodutiva, é necessário que estejam livres de doenças, estarem aptos a condições ambientais nas quais são explorados possuindo um manejo nutricional que atenda suas necessidades, e um manejo reprodutivo que possa maximizar sua performance produtiva (PALHANO, 2008b). Na grande maioria das propriedades acompanhadas, o ajuste e a formulação de dietas eram a cargo do Médico Veterinário, sendo assim, as falhas e erros a respeito de nutrição relacionadas com a reprodução, ficam atribuídas ao mesmo profissional.

A performance reprodutiva de rebanhos leiteiros, pode ser influenciada ainda pelo manejo inadequado dos fármacos dos protocolos, estresse calórico, baixo escore de condição corporal, qualidade do sêmen e manejo inadequado ao realizar a inseminação artificial, pontos que interferem diretamente no sucesso de programas de IATF (RODRIGUES et al., 2008).

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28 Aproximadamente 50% das falhas da reprodução, podem ser de origem infeciosa (ALFIERI e ALFIERI, 2016), causando falhas na concepção, absorção embrionária, abortamentos ou nascimentos de terneiros malformados (JESUS, 2008). Alfieri e Alfieri (2016), indicam que o estabelecimento de condutas de controle e profilaxia é um grande passo para atingir parâmetros satisfatórios na eficiência reprodutiva de rebanhos leiteiros. Neste caso, as vacinações contra doenças reprodutivas eram efetuadas pelo Médico Veterinário de acordo com o calendário sanitário de cada propriedade.

A eficiência reprodutiva dos animais fica diminuída durante o verão onde as taxas de concepção caem. A medida em que a produção de leite aumenta, o animal produz mais calor metabólico, ficando assim mais sensível ao estresse calórico durante períodos quentes. Vasconcelos e Demetrio (2011), após realizar um estudo onde avaliaram o impacto de estresse calórico na eficiência reprodutiva sugeriram estratégias para diminuir o efeito negativo na produtividade. Sendo a primeira delas a concentração de partos nos meses frios do ano, e a segunda, investimento em instalações que permitam resfriar os animais.

Estratégias para contornar o estresse térmico eram tomadas de diferentes formas em cada propriedade de acordo com os recursos disponíveis. Em lugares onde a produção era a pasto com suplementação de cocho, atitudes como concentração de partos de animais de segunda ou mais crias eram projetados para o início do outono e inverno, e assim, colocando primíparas e novilhas para estações mais quentes e na medida do possível, refrigeração dos animais no momento que antecede as ordenhas, com ventilação e aspersão na sala de espera e em instalações com sistema confinado, a mesma medida, tomada na sala de espera e na pista de trato, visto que, nesses casos, os animais recebiam a dieta total no cocho.

Outro fator importante é o ECC, onde vacas com baixo ECC apresentam uma diminuição do fluxo de nutrientes que são essenciais para que ocorra a ciclicidade, ocorrendo desta forma redução do LH, diminuição na concentração de glicose, insulina e fator de crescimento semelhante a insulina (IGF1), acarretando na redução da produção de E2 no folículo dominante, e tendo como consequência diminuição na ovulação (SARTORI et al., 2016).

No dia em que eram realizadas as visitas, todas as vacas, exceto as sem tempo de diagnóstico (com menos de 26 dias de inseminadas e vacas com aproximadamente 30 dias de paridas) passavam pelo exame de ultrassonografia, e a critério do Médico Veterinário, animais com ECC abaixo de 2,5 raramente entravam para o manejo reprodutivo da fazenda, ao não ser

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29 que as mesmas apresentassem estruturas foliculares acima de 8 a 10 mm em um dos ovários, fato que também justifica a aplicação do uso de GnRH no início dos tratamentos.

Para que um manejo reprodutivo com aplicação de protocolos de IATF seja eficiente além de envolver fatores que estejam relacionados com a saúde do animal é necessário ter alguns cuidados na hora da aplicação prática do protocolo, como por exemplo os citados por Oliveira et al (2011), onde deve-se preconizar cuidados com a manipulação, aplicação e armazenamento dos hormônios, usando seringas pequenas para melhor dosagem e utilização de agulhas descartáveis evitando assim contaminações e tomar os devidos cuidados na hora de descongelar o sêmen e montar os aplicadores, indicando que uma pessoa fique exclusivamente nesta função. Geralmente, cada propriedade possuía uma pessoa que realizava as inseminações artificiais, onde a mesma já havia realizado o curso de IA e tinha conhecimento dos manejos adequados na hora prática da IA. E nas propriedades que não possuíam nenhuma pessoa capacitada, era contratado um profissional com experiência.

Sendo assim, dentro de uma fazenda leiteira há vários fatores que interferem na eficiência produtiva, sendo o manejo reprodutivo um deles. Os avanços das biotecnologias, como o uso da IATF, têm proporcionado a nível de campo, melhorar os índices produtivos e reprodutivos das fazendas, diminuindo o intervalo entre partos e aumentando a produção leiteira.

3.1.4 Conclusão

O protocolo de IATF utilizado neste relatório, se mostra eficaz para melhorar a eficiência reprodutiva de rebanhos leiteiros, e desde que aplicado com os critérios mencionados nesse relatório tais como, nutrição, sanidade e conforto, é uma excelente ferramenta para auxiliar quando ocorrem falhas de manejo, como a observação de cio, e assim diminui o intervalo entre partos e intervalo entre parto concepção.

3.1.5 Referências

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5 CONCLUSÃO

A realização do Estágio Curricular Supervisionado em Medicina Veterinária proporcionou para a formação acadêmica a possibilidade de pôr em prática os conhecimentos obtidos durante a graduação, mesclando a prática e a teoria, possibilitando contribuir com a qualidade de vida das pessoas e dos animais, podendo tomar decisões frente a situações reais de trabalho no dia a dia de um profissional.

O estágio oportunizou a vivência, rotina de compromissos, deveres e funções frente as diferentes formas de produção dentro da cadeia leiteira, vendo a situação real de cada produtor e propriedade, onde, pelo trabalho técnico eram atribuídas funções e tomadas de decisões que determinam em quase que sua totalidade o sucesso da atividade e a permanência do produtor dentro da atividade. Frente as adversidades que interferem no sistema produtivo tais como, reprodução, nutrição, sanidade e manejo de todas as categorias animais dentro das fazendas leiteiras.

O reconhecimento da importância econômica da cadeia leiteira e a responsabilidade atribuída ao um Médico Veterinário que atua na área técnica para manter a atividade diante de tantas dificuldades, mostra que o conhecimento e o esforço obtido durante a graduação podem e devem fazer a diferença no campo.

A utilização das biotecnologias da reprodução como no caso desse relatório, a IATF, se mostrou eficiente para contribuir com crescimento e principalmente, para manter bons resultados técnicos, econômicos e sustentáveis, aumentando o número de animais servidos, diminuído a intervalo entre partos e o período de serviço, além de, facilitar o manejo das fazendas, proporcionando a otimização da mão de obra, consequentemente, diminuindo as falhas de manejo dentro da reprodução.

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