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ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA

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Academic year: 2021

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Elaboração: Richard Martins Bueno Data: 04/02/2013

Aprovação: Anderson Muniz Data: 04/02/2013 SUMÁRIO CONTEÚDO PG. 1. OBJETIVO 02 2. ÂMBITO 02 3. CONCEITOS 02

4. NORMAS E LEGISLAÇÃO APLICÁVEIS 04

5. INSTRUÇÕES GERAIS 05

5.1. Condições Gerais 05

5.2. Condições Específicas 07

5.3 Características Operacionais 08

5.4 Adaptações no religador hidráulico 13

5.5 Transporte dos religadores 14

5.6 Serviços a serem realizados 14

5.7 Treinamento 15

5.8 Inspeção 15

6. PROCEDIMENTOS 17

6.1. Ensaios, Inspeção e Aprovação. 17

6.2. Aceitação 18

6.3. Garantia 18

7. ALTERAÇÕES 19

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1. OBJETIVO

Estabelecer os critérios e as exigências técnicas mínimas aplicáveis à prestação de serviços em religadores hidráulicos de fabricação COOPER do tipo KFE, bem como seus materiais e equipamentos necessários para a transferência das funções hidráulicas de proteção para o controle micro processado (Retrofit).

2. AMBITO

Aplica-se a Diretoria Técnica, Gerência de Distribuição, Supervisão de Suprimentos e Fornecedores interessados no serviço proposto.

3. CONCEITOS

3.1. Siglas:

- DMED - DME Distribuição S/A

3.2. Terminologia: 3.2.1. Retrofit

Processo de modernização de um equipamento que já esteja considerado ultrapassado ou fora de norma. Revitalizando sua atuação através da incorporação de novas tecnologias e materiais.

3.2.2. Operação Automática

Habilidade de completar uma determinada sequencia de operações por intermédio de um controle automático, sem necessidade da assistência de um operador.

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Uma abertura seguida de uma operação de fechamento, sendo a abertura final também considerada como unidade de operação. (Ver Anexo 01).

3.2.4. Tempo total de interrupção

Intervalo de tempo entre o instante em que se inicia o processo de abertura e o instante da extinção final de arco em todos os polos. (Ver Anexo 01).

3.2.5. Tempo de retardo

Tempo intencional de retardo definido entre o instante em que se inicia o processo de abertura da separação dos contatos principais no primeiro polo a operar. (Ver Anexo 01).

3.2.6. Tempo de abertura dos contatos

Intervalo de tempo entre o instante em que o circuito de disparo é acionado e o instante da separação dos contatos principais no primeiro polo a operar. (Ver Anexo 01).

3.2.7. Tempo de abertura

Intervalo de tempo entre o instante em que se inicia o processo de abertura e o instante de separação dos contatos principais no primeiro polo a operar (Ver Anexo 01).

3.2.8. Tempo total de interrupção

Intervalo de tempo entre o instante em que o circuito de disparo é acionado e o instante de extinção final do arco em todos os polos. (Ver Anexo 01).

3.2.9. Tempo de arco

Intervalo de tempo entre o instante em que se inicia o arco no primeiro polo a operar e o instante de extinção final do arco em todos os polos. (Ver Anexo 01).

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Intervalo de tempo em que o religador permanece aberto entre a extinção do arco em todos os polos, após uma abertura automática, e o fechamento dos contatos principais em todos os polos, por religamento automático. (Ver Anexo 01).

3.2.11. Tempo de rearme

Tempo necessário para o religador retornar ao inicio da sequencia de operações.

3.2.12. Sequencia de operações

É um conjunto de unidades de operação, até o bloqueio automático.

3.2.13. Comando Automático

Unidade constituída de um módulo de controle eletrônico multifuncional, destinada a realizar todas as funções de controle do religador, tais como: proteção por sobre corrente, lógicas funcionais, religamento, bloqueios, sinalizações e etc.

4. NORMAS E LEGISLAÇÃO APLICÁVEIS E DOCUMENTOS COMPLEMENTARES

4.1. NBR 5410 – Instalações Elétricas de Baixa Tensão.

4.2. Normas Regulamentadoras aprovadas pela portaria 3214 de 08 de junho de 1978, com

ênfase especial nas NRs 6, 7, 9 e 10.

4.3. Lei Federal Nº 6.938/81 – Lei da Política Nacional de Meio Ambiente.

4.4. ABNT-NBR-IEC 60529 – Graus de proteção para invólucros de equipamentos elétricos. 4.5. ABNT-NBR 5426 – Planos de amostragem e procedimentos na inspeção por atributos. 4.6. ABNT-NBR 7116 – Relés elétricos – Ensaios de isolamento.

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Página 5 de 19 4.7. ABNT-NBR 6323 – Galvanização de produtos de aço e ferro fundido – Especificação. 4.8. ABNT-NBR 11003 – Tintas – Determinação da aderência.

4.9. ABNT-NBR 11770 – Relés de medição e sistemas de proteção.

5. INSTRUÇÕES GERAIS

5.1. Condições Gerais

5.1.1. Prestação de Serviços

Está previsto o fornecimento de retrofit em 12 religadores de fabricação COOPER, tipo KFE, devendo estar incluso no objeto da contratação a prestação de serviço e todo o material e equipamentos necessários – comandos e acessórios para adaptação.

5.1.2. Geral

O comando deve:

5.1.2.1. Ser fornecido completo, com todos os acessórios (hardware e

software) necessários para seu perfeito funcionamento, mesmo os não explicitamente citados nesta Especificação, no Edital de Licitação e no Pedido de Compra.

5.1.2.2. Ser fornecido parametrizado e instalado ao religador, juntamente com

todos os materiais e equipamentos necessários para a transferência das funções hidráulicas do religador para o controle micro processado.

5.1.2.3. Ter todas as peças correspondentes intercambiáveis quando de

mesmas características nominais e fornecidas pelo mesmo fornecedor, de acordo com esta Especificação para o mesmo pedido de compra.

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Página 6 de 19 5.1.3. Condições normais de serviço

O comando deve ser projetado para trabalhar nas seguintes condições normais de serviço:

5.1.3.1. Temperatura ambiente não superior a 60º C e temperatura ambiente

média, num período de 24 horas, não superior a 35º C;

5.1.3.2. Temperatura ambiente mínima não inferior a -5º C; 5.1.4. Identificação

O comando deve possuir uma etiqueta de identificação fixada internamente contendo, pelo menos, as seguintes informações, marcas de forma legível e indelével:

5.1.4.1. A expressão: “COMANDO AUTOMÁTICO PARA RELIGADOR

HIDRÁULICO”;

5.1.4.2. Nome ou marca comercial do fabricante; 5.1.4.3. Tipo ou modelo;

5.1.4.4. Numero de série;

5.1.4.5. Mês e ano de fabricação; 5.1.4.6. Massa, em kg;

5.1.5. Meio Ambiente

5.1.5.1. Em todas as etapas da fabricação, da montagem, instalação e do

recebimento devem ser rigorosamente cumpridas às legislações ambientais brasileira, estaduais e municipais aplicáveis.

5.1.5.2. O fornecedor é responsável pelo pagamento de multas e pelas ações

decorrentes de práticas lesivas ao meio ambiente, que possam incidir sobre a DMED quando derivadas de condutas praticadas por ele ou

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por seus subfornecedores.

5.2. Condições Específicas

5.2.1. Características Construtivas

A caixa de comando deve possuir:

5.2.1.1. Grau de proteção IP-54, conforme ABNT-NBR – IEC 60529;

5.2.1.2. Conector de aterramento, para cabos com seções nominais de 4 a 35

mm²;

5.2.1.3. Tomada elétrica de 127 V;

5.2.1.4. Passagem para utilização de antena externa;

5.2.1.5. Dispositivo para fixação em postes que deverá prever furação

adequada para utilização de parafuso M16 e distancias entre estes em valor múltiplo de 100 mm.

5.2.2. Proteção contra corrosão

5.2.2.1. As caixas de comando devem ser pintadas na cor cinza-claro, notação

Munsell N6.5, com espessura mínima da camada de 70 µm.

5.2.2.2. Todas as ferragens, exceto as de aço inoxidável, devem ser zincadas

por imersão a quente, conforme a ABNT-NBR 6323.

5.2.3. Circuitos Eletrônicos

5.2.3.1. Os circuitos eletrônicos devem manter suas características na faixa de

temperatura de -5º C a +60º C;

5.2.3.2. Todas as ligações elétricas externas e o sistema de controle devem

ser protegidos contra surtos de tensão, provenientes do circuito externo.

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Página 8 de 19 5.2.3.3. As placas dos circuitos impressos devem ser protegidas de forma a

evitar contaminação;

5.2.4. Fontes de Alimentação

5.2.4.1. Os comandos devem ser apropriados para a tensão de 127 Vca e/ou

220 Vca ± 20%, 60 Hz.

5.2.4.2. As baterias do comando devem garantir a sua operação por, pelo

menos, vinte e quatro horas, efetuando-se três ciclos de operações completos, sem energia externa.

5.2.4.3. Não são aceitas baterias não selada.

5.2.4.4. O comando deverá executar por solicitação ou automaticamente o

teste de carga da bateria através da medição tensão e da variação da tensão durante exposição a uma carga teste.

5.3. Características Operacionais 5.3.1. Requisitos Operacionais

5.3.1.1. O comando deve ser capaz de fazer com que o religador realize até

quatro unidades de operação consecutivas. Caso a ultima unidade de operação executada seja apenas de interrupção, o religador deve ser bloqueado na posição aberta.

5.3.1.2. Se a falta na rede de distribuição que causou a operação do religador

desaparecer antes do fim da sequência de operações ajustadas, o religador deve ficar fechado e, após o tempo de rearme, o mecanismo de controle deve voltar à posição inicial e ficar pronto para uma nova sequencia de operações.

5.3.1.3. Se após um dos religamento forem restabelecidas as condições

normais da rede de distribuição, o religador deve retomar a condição inicial, dentro do tempo de rearme previamente ajustado, e estar

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pronto para realizar uma nova sequencia de operações completa se necessário.

5.3.1.4. O comando deve permitir que o religador tenha condições de realizar

operação de abertura, automática ou manual, sempre que houver qualquer operação de fechamento. Em condição normal de operação, o comando do religador deve permitir, no mínimo, o bloqueio de suas funções de religamento automático e de proteção de terra tanto na posição aberta, quanto na posição fechado, devidamente sinalizado.

5.3.1.5. O comando do religador deve ser capaz de realizar qualquer

sequencia de operações com aberturas rápidas ou temporizadas, com os tempos de religamento ajustados nos mínimos valores para os quais foi projetado, inclusive a opção de todas as operações de aberturas rápidas ou temporizadas, tanto para os defeitos entre fases quanto para os defeitos fase-terra.

5.3.2. Requisitos de Proteção

5.3.2.1. O comando do religador deve possuir unidades de proteção de sobre

corrente de fase e terra.

5.3.2.2. O comando do religador deve possuir tempos de religamento na faixa

de 5s a 180s, preferencialmente em degraus de 1 s.

5.3.2.3. O comando do religador deve possuir valores de corrente de disparo

de fase na faixa de 5 A a 800 A, preferencialmente em degraus de 1 A.

5.3.2.4. O comando do religador deve possuir valores de corrente de disparo

de terra na faixa de 5 A a 400 A, preferencialmente em degraus de 1 A.

5.3.2.5. O comando do religador deve possuir valores de corrente de disparo

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degraus de 1 A e valores de tempo de disparo de neutro sensível na faixa de 2 a 180 s, preferencialmente em degraus de 1 s.

5.3.2.6. O comando do religador deve ser provido de função com possibilidade

de ajuste que evite sua operação indevida, causada por correntes transitórias de energização de carga.

5.3.2.7. O comando deve possuir, tanto para falhas entre fases como para

falhas para a terra, no mínimo, as seguintes curvas com restrições de harmônicos:

5.3.2.7.1. Norma Inversa

5.3.2.7.2. Muito Inversa

5.3.2.7.3. Extremamente Inversa

5.3.2.7.4. Tempo Definido

5.3.2.8. O comando do religador deve ter, no mínimo, as seguintes funções de

ajuste:

5.3.2.8.1. Numero de operações para bloqueio

5.3.2.8.2. Numero de operações rápidas ou temporizadas, de fase

e de terra, ajustáveis independentemente;

5.3.2.8.3. Tempos de religamento independentes;

5.3.2.8.4. Tempo de rearme;

5.3.2.8.5. Corrente de disparo da proteção de fase;

5.3.2.8.6. Curvas características tempo x corrente de fase,

ajustáveis, independentemente;

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5.3.2.8.8. Curvas características tempo x corrente de terra,

ajustáveis, independentemente;

5.3.2.8.9. Corrente de disparo e tempo de disparo da proteção de

neutro sensível;

5.3.2.8.10. Utilização de curvas editadas pelo usuário; 5.3.3. Requisitos de Comunicação

O comando deve atender, no mínimo, aos seguintes requisitos e recursos de comunicação:

5.3.3.1. Uma porta de comunicação serial padrão RS-232, de fácil acesso para

comunicação local, via modem, linha telefônica, rádio VHF/UHF ou celular. A porta poderá ser utilizada para parametrização da unidade de controle e para comunicação com o software de supervisão e controle.

5.3.3.2. A comunicação a distancia com o software de supervisão e controle

deverá utilizar o protocolo de comunicação DNP 3.0. A implantação do protocolo DNP 3.0 deve ser totalmente compatível com o driver do Sistema de Supervisão e Controle utilizado pela DMED.

5.3.3.3. A porta serial padrão RS-232 a ser utilizada para a comunicação com

o sistema de supervisão e controle deverá permitir também comunicação remota como software de parametrização fornecido pelo fabricante, de forma a possibilitar remotamente a parametrização dos ajustes do controle do religador. Para atender a essa condição a porta serial deverá reconhecer automaticamente, sem necessidade de intervenção local, o tipo de conexão a ser estabelecido, ou seja, comunicação com o sistema de supervisão e controle ou comunicação com o software de parametrização.

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permitir também a conexão discada com a unidade de controle do equipamento, de forma a se estabelecer a comunicação via sistema publico de telefonia celular de tecnologia GSM ou GPRS.

5.3.3.5. A porta de comunicação a distancia deve ser configurável. Para o

protocolo DNP 3.0 deve ser utilizada a configuração 8N1 (8 bits de dados, sem paridade, 1 stop bit) e velocidade de 9600 bps. A velocidade de comunicação deve ser configurável. Deve ser

configurável também a utilização dos sinais de controle,

principalmente CTS e RTS. Os endereços do equipamento e também do Sistema de Supervisão e Controle devem ser configuráveis.

5.3.3.6. Uma saída de alimentação auxiliar com tensão estabilizada, na faixa

de 12 a 24 Vcc, capacidade mínima de corrente de saída de 1,5 A.

5.3.3.7. Interface homem-máquina local que permita executar no mínimo as

seguintes funções:

5.3.3.7.1. Abertura do religador

5.3.3.7.2. Fechamento do religador

5.3.3.7.3. Bloqueio do religamento automático (RA)

5.3.3.7.4. Desbloqueio do religamento automático (RA)

5.3.3.7.5. Bloqueio da proteção de terra

5.3.3.7.6. Desbloqueio da proteção de terra

5.3.3.7.7. Ativar/Desativar a função HOT LINE

5.3.3.7.8. Ligar teste de bateria (opcional caso seja realizado

automaticamente)

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Página 13 de 19 5.3.3.7.10. Ativar curva de proteção principal

5.3.3.7.11. Ativar curva de proteção alternativa NOTA: Ao ativar uma curva, a outra é desativada automaticamente.

5.3.3.8. A interface homem-máquina local deve permitir a visualização no

mínimo dos seguintes estados:

5.3.3.8.1. Religamento automático (em serviço/fora de serviço)

5.3.3.8.2. Proteção de Terra (em serviço/fora de serviço)

5.3.3.8.3. Chave seletora (local/remoto)

5.3.3.8.4. Estado da unidade de controle (normal/falha)

5.3.3.8.5. Alimentação CA (normal/falha)

5.3.3.8.6. Condição do religador (bloqueado/normal)

5.3.3.8.7. Hot Line (ativado/desativado) – serviço de linha viva.

5.4. Adaptações no religador hidráulico

5.4.1. Itens a serem fornecidos para a adaptação dos religadores

Para adaptação dos religadores, deverão ser fornecidos os seguintes itens:

5.4.1.1. Todos os materiais e equipamentos necessários para a transferência

das funções hidráulicas de proteção e controle para o comando micro processado;

5.4.1.2. Catálogos e manuais com detalhes das alterações a serem realizadas

nos equipamentos hidráulicos necessários para a implantação das funcionalidades do comando micro processados;

5.4.1.3. Tomada de conexão com o comando com dispositivo de travamento

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Página 14 de 19 5.4.1.4. Dispositivos (micro switches, solenoides, etc) de elevada robustez e

apropriados para trabalharem imersos em óleo isolante e com elevado numero de operações;

5.4.1.5. Cabo de ligação do comando com comprimento mínimo de 5 metros e

apropriado para o uso ao tempo.

5.5. Transporte dos religadores

O transporte dos religadores será de responsabilidade da empresa contratada, sendo que os religadores serão retirados e entregues no almoxarifado central da DMED.

A logística de transporte será feita de acordo com a liberação de lotes de religadores para adaptação, sendo um mínimo de 03 religadores por lote.

A liberação dos lotes dependerá da programação operacional dos responsáveis pela rede de distribuição do DMED, onde será necessário primeiramente substituir os religadores instalados na rede por religadores passados por retrofit para depois haver a liberação de um novo lote.

Em virtude do exposto, em nenhuma hipótese, será possível que, quando da entrega do lote de religadores passados por retrofit, seja liberada novo lote de religadores para execução dos serviços. Portanto a data de entrega e retirada dos equipamentos não será a mesma.

5.6. Serviços a serem realizados

Será de responsabilidade da empresa CONTRATADA a execução dos seguintes serviços:

5.6.1. Adaptação elétrica e mecânica dos religadores

Todos os serviços relacionados à adaptação dos religadores serão executados pela empresa contratada em oficina de sua responsabilidade. A DMED não fornecerá mão-de-obra ou local para a execução dos serviços.

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Página 15 de 19 5.6.2. Manutenção preventiva dos religadores

Juntamente com as adaptações relacionadas ao retrofit, os religadores deverão passar por manutenção preventiva, o que inclui:

5.6.2.1. Troca ou regeneração do óleo mineral isolante, 5.6.2.2. Substituição de juntas de vedação,

5.6.2.3. Bi cromatização das peças em aço, 5.6.2.4. Jateamento da tampa do religador, 5.6.2.5. Pintura (se necessário).

5.7. Treinamento

A empresa contratada deverá fornecer treinamento técnico, teórico e pratico referente a todo o processo de retrofit dos religadores, o que inclui as modificações e adaptações eletromecânicas como também o comando automático.

O treinamento deverá ter carga horária mínima de 24 horas, e deverá ser fornecido a pelo menos 01 técnico da DMED.

As despesas decorrentes a realização do curso (diária, estadia, material e etc) será de responsabilidade da empresa contratada.

Este treinamento poderá ser feito utilizando-se dos próprios equipamentos que passarão por retrofit, na oficina da contratada.

5.8. Inspeção

A inspeção compreende a execução de ensaios de rotina, sendo que estes ensaios serão executados em todos os equipamentos passados pelo retrofit.

5.8.1. Ensaios de Rotina

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Antes de serem efetuados os demais ensaios de rotina, o inspetor irá proceder uma inspeção visual do equipamento, verificando:

5.8.1.1.1. Acabamento e aspecto geral, inclusive dos acessórios.

5.8.1.1.2. Identificação e acondicionamento

NOTA: A não conformidade do religador em qualquer um dos requisitos do item 5.8.1.1

implicará na rejeição do equipamento.

5.8.1.2. Ensaio de Pintura

Deverão ser realizados os seguintes ensaios:

5.8.1.2.1. Aderência da película – De acordo com a ABNT-NBR

11003.

5.8.1.2.2. Espessura da película – De acordo com a ASTM E376.

5.8.2. Ensaios elétricos e de funcionamento

Deverão ser realizados em todas as unidades do lote de fornecimento, pelo fornecedor, na presença do inspetor do DMED os seguintes ensaios:

5.8.2.1. Verificação da corrente mínima de disparo (fase e terra)

Ensaio realizado através de injeção de corrente primária e verificação da abertura do religador.

O comando deve ser aprovado se no ensaio o equipamento operar na faixa de ± 5% do valor de corrente ajustado.

5.8.2.2. Verificação do tempo de operação (fase e terra)

Ensaio realizado através de injeção de corrente primária e verificação do tempo de abertura do religador.

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faixa de ± 5% do tempo de operação ajustado.

5.8.2.3. Polaridade dos TC’s de bucha

Verificação da polaridade dos TC’s através de equipamento de teste adequado.

5.8.2.4. Resistencia Ôhmica de Isolamento CC

Medição do isolamento CC através de equipamento adequado, aplicando-se 5 KV durante 01 minuto, nas seguintes condições:

5.8.2.4.1. Religador Aberto: Isolamento entre bucha de entrada e

saída (A x A’), (B x B’) e (C x C’)

5.8.2.4.2. Religador Fechado: Isolamento entre as fases (A x B), (B

x C), (A x C) e isolamento entre as fases e a carcaça (A x M), (B x M) e (C x M).

5.8.2.5. Resistencia Ôhmica dos contatos

Medição através de equipamento adequado, injetando corrente primária de, no mínimo, 10 A nas fases A, B e C.

6. PROCEDIMENTOS

6.1. Ensaios, Inspeção e Aprovação

6.1.1. Os ensaios de inspeção, aceitação do equipamento/serviço, de aprovação de

modelo ou de protótipo, serão efetuados com base nas normas específicas da ABNT.

6.1.2. Ensaios de rotina e tipo quando exigido pela DMED devem ser executados no

laboratório do fabricante ou laboratório externo devidamente acreditado:

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especificações técnicas fornecidas para compra.

6.1.4. Para realização de inspeção será de acordo a norma da DMED 07 05 02

Inspeção de materiais e equipamentos e ao final emitido o CIM – Certificado de Inspeção de Materiais caso aprovado.

6.1.5. Serão aceitos para inspeção somente quantidades previstas no respectivo item

da Ordem de Compra, prontos para entrega, e que atendam todas as condições especificadas e contratuais.

6.1.6. Se a DMED optar pela não inspeção será emitida uma comunicação liberando a

inspeção e a aprovação fica sujeita aprovação nos ensaios fornecidos pelo fabricante do equipamento em questão.

6.2. Aceitação

6.2.1. A aceitação do equipamento e ou serviço pela DMED, seja pela comprovação

dos valores, seja por eventual dispensa de inspeção, não eximirá o fornecedor de sua responsabilidade em fornecer o equipamento e ou serviço em plena concordância com o pedido e com esta especificação, nem invalidará ou comprometerá qualquer reclamação que a DMED venha a fazer baseada na exigência de materiais inadequados ou defeituosos.

6.2.2. Por outro lado, a rejeição do equipamento e ou serviço em virtude de falhas

constatadas através da inspeção, durante os ensaios ou em virtude da discordância com pedido ou com esta especificação, não eximirá o fornecedor de sua responsabilidade em fornecer o equipamento e ou serviço na data de entrega acordada. Se, na opinião da DMED, a rejeição tornar impraticável a entrega na data acordada ou se tudo indicar que o fornecedor será incapaz de satisfazer os requisitos exigidos, a DMED reserva-se o direito de rescindir todas as suas obrigações e adquirir o equipamento e ou serviço em outra fonte, sendo o fornecedor considerado infrator do pedido, estando sujeito às penalidades aplicáveis ao caso.

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Página 19 de 19 6.3.1. O equipamento devera ser garantido pelo fornecedor contra falhas ou defeitos de

funcionamento que venham a ocorrer no período mínimo de 24 (vinte e quatro) meses a contar da data da entrega.

6.3.2. A inspeção não exime o fornecedor dos prazos de garantia.

6.3.3. No decurso do prazo de garantia o fornecedor se compromete a reparar todos os

defeitos de fabricação que venham a ocorrer e, se necessário, a substituir o equipamento defeituoso, às suas expensas, responsabilizando-se por todos os custos decorrentes, sejam de material, de mão-de-obra ou de transporte.

6.3.4. Se a falha constatada for oriunda de erro de projeto ou de produção, tal que

comprometa a unidade adquirida e ou reparada, o fornecedor deverá substituí-la a qualquer tempo, independentemente da ocorrência de defeito e independentemente dos prazos de garantia.

7. ALTERAÇÕES

Versão 02 - Retirado o item 5.1.1.2 – Fornecimento de 01 KIT completo sobressalente. Foram alterados os itens: 1, 3.2.1., 5.1.1., 5.5. e 5.7.1.

Foi alterado o Anexo 02.

8. ANEXOS

8.1. Anexo 01 - Unidade de Operação - Religador KFE.

Referências

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