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Gráficos e Funções. Alex Oliveira Allysson Lacerda

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Academic year: 2021

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(1)

Gráficos e Funções

Alex Oliveira

(2)

Noção de Função

O conceito de função é um dos mais importantes da matemática. Vejamos alguns exemplos:

o Número de litros de gasolina e preço a pagar.

Nesse caso, temos:

P = 2,30x, lei da função ou fórmula matemática da função.

Números de litros Preço a pagar

1 2,30

2 4,60

3 6,90

(3)

Noção de Função

o A distância percorrida em função do tempo.

Teremos:

D = 90t, lei da função ou equação da função.

Tempo(h) 1 2 3 t

(4)

Noção de Função

o A máquina de dobrar

o Nesse caso, temos:

O número de saída n é igual a duas vezes o número de entrada x. A lei da função é n = 2x.

Dobrar Entrada Saída 1 2 3 3,5 5 x 2 4 6 7 10 2x

(5)

Noção de Função

Observe que em ambos os casos, o preço a

pagar

e

a

distância

percorrida

são

determinados em função do número de

litros e do tempo, respectivamente. Onde:

o P = 2,30x

P é a variável dependente.

x é a variável independente.

o D = 90t

D é a variável dependente.

t é a variável independente.

(6)

Vamos praticar...

Um cabeleireiro cobra R$12,00 pelo corte para clientes com hora marcada e R$10,00 sem hora marcada. Ele sempre atende por dia um número fixo de 6 clientes com hora marcada e um certo número variável de clientes sem hora marcada. Qual a lei que fornece a quantia Q arrecadada por dia em função de x.

 RESPOSTA: Como o cabeleireiro trabalha com um número fixo de 6 clientes com hora marcada por dia e cada cliente desse tipo paga R$12,00 pelo serviço, há uma arrecadação fixa de R$72,00 (resultado da multiplicação de 6 por R$12,00). De maneira semelhante, para cada x clientes sem hora marcada atendidos, como cada um paga R$10,00, ele arrecada 10x (resultado da multiplicação de x por R$10,00). Perceba que essa última quantia arrecadada é variável, pois depende do número de clientes atendidos sem hora marcada. Portanto, se chamarmos de Q a quantia total arrecadada, a lei da função que representa a quantia arrecadada em relação a um certo número x de clientes sem hora marcada é obtida pela soma das quantias variável e fixa, ou seja:

(7)

Vamos praticar...

• Qual a quantia arrecadada num dia em

que foram atendidos 16 clientes?

Q = 10.10 + 12.6

Q = 100 + 72

Q = 172

(8)

Vamos praticar...

• Qual foi o número de clientes atendidos num

dia em que foram arrecadados R$212,00?

O x representa a quantidade de clientes sem hora

marcada, logo o número de clientes atendidos será

a quantidade fixa de clientes com hora marcada

mais a quantidade de clientes sem hora marcada.

212 = 10x + 72

10x = 212 - 72

10x = 140

x = 140/10

x = 14

(quatorze sem hora marcada)

C = 14 + 6

C = 20

(9)

Noção de função em conjuntos

Vejamos a noção de função junto à nomenclatura de conjuntos. Exemplo:

• Dados A e B, usando o diagrama de flechas devemos associar cada elemento de A a seu triplo em B.

Nesse caso, temos uma função de A em B, expressa por y = 3x.

-1. 0. 1. 2. . -6 . -3 . 0 .3 .6 x A y B -1 -3 0 0 1 3 2 6 A B

(10)

Noção de função em conjuntos

Observa-se que para que tenhamos uma

função de A em B:

• Todos os elementos de A têm correspondentes

em B;

• A cada elemento de A corresponde um único

elemento em B.

(11)

Vamos praticar...

Dados os conjuntos A e B, determine quais representam

uma função de A em B.

0. 4. .2 . 3 .5 A B 2. 5. 10. 20. . 1 . 0 . 2 A B -2. -1. 0. 1. 2. . 0 . 1 . 4 .8 .16 A B

(12)

Vamos praticar...

Analisaremos o diagrama de flechas abaixo:

o Observamos que para os elemento de A, há um correspondente em B.

o A cada elemento de A corresponde um único elemento de B. Observamos que há elementos em B que tem 2 correspondentes em A, mas isso não é problema. Logo,

-2. -1. 0. 1. 2. . 0 . 1 . 4 .8 .16 A B

(13)

Vamos praticar...

Trataremos o diagrama de flechas abaixo:

o Observamos que para os elemento de A, há um correspondente em B.

o A cada elemento de A corresponde um único elemento de B. Observamos que há um elemento em B que tem 3 correspondentes em A, mas isso não é problema. Logo, temos uma função de A em B.

2. 5. 10. 20. . 1 . 0 . 2 A B

(14)

Vamos praticar...

Analisaremos o diagrama de flechas abaixo:

o Observamos que para os elemento de A, há um

correspondente em B.

o Entretanto, há um elemento de A

que corresponde a

mais de um único elemento

de B. Sendo assim,

essa característica NÃO permite existir uma função de

A em B.

0. 4. .2 . 3 .5 A B

(15)

Vamos praticar...

Podemos concluir então que:

2. 5. 10. 20. . 1 . 0 . 2 A B -2. -1. 0. 1. 2. . 0 . 1 . 4 .8 .16 A B

É uma função É uma função

0. 4. .2 . 3 .5 A B

(16)

Domínio

Dada uma função f de A em B, o conjunto A

chama-se domínio da função, pois representa

as entradas para a função f. Ou seja, os

valores que podem ser usados na função. O

domínio da função indicaremos por D(f).

0. 1. 2. 3. .0 .2 .4 .6 .1 .3 .5

(17)

Contradomínio

Dada uma função f de A em B, o conjunto B chama-se

contradomínio da função, pois representa as possíveis

saídas para a função f. Ou seja, os possíveis

resultados para quando aplicamos um valor do x do

domínio

na

função.

O

contradomínio

da

função

indicaremos por CD(f).

0. 1. 2. 3. .0 .2 .4 .6 .1 .3 .5

(18)

Imagem

Dada uma função f de A em B, o conjunto de todos

os valores de y obtidos através de x é chamado de

conjunto imagem da função f. Ou seja, ele é o

resultado de f(x), que representa os valores reais

obtidos quando aplicamos um x do domínio na

função e é indicado por Im(f).

0. 1. 2. 3. .0 .2 .4 .6 .1 .3 .5

(19)

Componentes de uma função

Para caracterizar uma função é necessário

conhecer seus três componentes: o domínio

A, o contradomínio B e a regra que associa

cada elemento de A apenas a um único

elemento y = f(x) de B.

Nos dados anteriores, o domínio é A = {0; 1;

2; 3}, o contradomínio é B = {0; 1; 2; 3; 4; 5;

6}, a regra é dada por y = 2x e o conjunto

(20)

Vamos praticar...

Considere g uma função de A em B, para a

qual A = {1; 3; 4}, B = {3; 9; 12} e g(x) é o triplo

de x para todos x

A.

• Construa o diagrama de flechas da função;

1. 3. 4. .3 .9 .12

(21)

Vamos praticar...

• Determine D(g), CD(g) e Im(g);

o De acordo com o diagrama de flechas dado, o conjunto A representa o conjunto de todos os valores reais de x que podem ser aplicados na função, caracterizando-se assim o domínio. Logo, D(g) = {1; 3; 4}.

o De forma semelhante, o conjunto B representa o conjunto de todos os possíveis valores que podem ser resultados da aplicação de x na função, caracterizando-se assim o contradomínio. Logo, CD(g) = {3; 9; 12}.

o Obtemos o conjunto imagem através da aplicação dos valores de x do domínio da função em g. Como g(x) = 3x, aplicando:

o x = 1, g(1) = 3.1  g(1) = 3 o x = 3, g(3) = 3.3  g(3) = 9 o x = 4, g(4) = 3.4  g(4) = 12 Assim, Im(g) = {3; 9; 12}

Perceba que, neste caso, o conjunto imagem da função é igual ao contradomínio. Isto nem sempre é verdadeiro, apenas em casos especiais como este!

(22)

Vamos praticar...

• Determine g(3);

Como g(x) = 3x, então para g(3), usa-se x = 3,

pois o 3 representa o valor que substituirá x,

assim:

g(3) = 3.3

g(3) = 9

• Determine x para o qual g(x) = 12.

Como g(x) = 3x, e segundo o enunciado para

g(x) utilizaremos 12, então:

(23)

Funções definidas por fórmulas

• No início vimos uma correspondência

entre o número de litros e o preço a pagar

expressa por:

P = 2,30x

• Essa função pode ser expressa pela

fórmula matemática:

(24)

Funções definidas por fórmulas

Numa

indústria,

o

custo

operacional

de

uma

mercadoria é composto de um custo fixo de

R$300,00 mais um custo variável de R$0,50 por

unidade fabricada. Vamos expressar, por meio de

uma

fórmula

matemática,

a

função

do

custo

operacional.

o Seja f(x) o custo operacional de uma mercadoria e x o

número de unidades fabricadas. Como a indústria

cobra um custo de R$0,50 por unidade fabricada, o

custo para x unidades fabricadas é 0,50x (o produto).

Ela também cobra uma custo fixo de R$300,00 na

fabricação. Assim, o custo operacional é dado soma

da parte variável com a fixa,

f(x) = 0,50x + 300.

(25)

Vamos praticar...

Uma firma que conserta televisores cobra uma

taxa fixa de R$40,00 de visita e mais R$20,00,

por hora de mão de obra. Então o preço que se

deve pagar pelo conserto de um televisor é

dado em função do número de horas de

trabalho. Determine essa função.

o Seja f(x) o preço a ser pago pelo conserto do televisor e x o número de horas trabalhadas. Como a firma cobra R$20,00 por hora trabalhada, o custo para x horas trabalhadas é de 20x (o produto). Há também uma taxa fixa de R$40,00 de visita. Logo, o custo total é dado pela soma da parte variável com a fixa, f(x) = 20x + 40

(26)

Vamos praticar...

Dada uma função cuja lei envolve mais de uma sentença

f(x) =

3𝑥 + 1 𝑝𝑎𝑟𝑎 𝑥 ≤ 2

𝑥

2

𝑝𝑎𝑟𝑎 𝑥 > 2

. Vamos determinar:

• f(5)

Para f(5), utilizaremos x = 5, pois o 5 representa o valor que substituirá x, como 5 > 2 utilizaremos a segunda sentença, ou seja, x2. Assim:

f(x) = x2  f(5) = 52f(5) = 25

• f(0)

Para f(0), utilizaremos x = 0, pois o 0 representa o valor que substituirá x, como 0  2 utilizaremos a primeira sentença, ou seja, 3x + 1. Assim:

(27)

Vamos praticar...

• f

5

2

Para f 52 , utilizaremos x = 𝟓𝟐, pois o𝟓𝟐representa o valor que substituirá x, como 𝟓

𝟐 = 2,5; e 2,5  2 utilizaremos a segunda

sentença, ou seja, x2. Assim:

f(x) = x2  f 5 2 = 5 2 2  f 5 2 = 25 4

• f

1 3

Para f 13 , utilizaremos x = 𝟏𝟑, pois o 𝟏𝟑representa o valor que substituirá x, como 𝟏

𝟑 0,3; e 0,3 ≤ 2 utilizaremos a primeira

sentença, ou seja, 3x + 1. Assim: f(x) = 3x + 1  f 1 3 = 3. 1 3 + 1  f 1 3 = 1+ 1  f 1 3 = 2

(28)

Domínio de uma função real

Vimos

que

em

uma

função

três

componentes: domínio, contradomínio e

lei da função.

Às vezes, porém, é dada somente a lei da

função, sem que A e B sejam citados. Assim

para que possamos usar algum valor na

função é necessário saber se ele pertence

ao domínio da função.

(29)

Domínio de uma função real

Vejamos alguns exemplos:

• f(x) =

1

𝑥

1

𝑥

só é possível se x

0, pois não existe divisão

por 0.

Assim, 0 (zero) não pode fazer parte do

domínio. Logo, D(f) = R – {0} = R*

(30)

Domínio de uma função real

• g(x) =

3 − 𝑥

3 − 𝑥 só é possível se 3 – x

0, pois não há

raiz quadrada de número negativo.

3 – x

0

-x

- 3

x

3.

Assim, x

3 é o domínio da função. Portanto,

D(f) = {x

R | x

3}

(31)

Domínio de uma função real

• h(x) =

7 −𝑥

𝑥 −2

7 − 𝑥 só é possível se 7 – x

0, pois não há

raiz quadrada de número negativo.

7 – x

0

- x

- 7

x

7.

𝑥 − 2 só é possível se x - 2

0, pois não há

raiz quadrada de número negativo e como

𝑥 − 2 é o denominador ele não pode ser nulo.

x - 2

0

x

2.

(32)

Domínio de uma função real

• Devemos considerar o intervalo que satisfaz a

ambas ao mesmo tempo. Então faremos

a

intersecção de x

7 e x

2.

• Assim, teremos como domínio o intervalo (2, 7] ou

2

x

7.

• Logo, D(f) = {x

R | 2

x

7}

7 − 𝑥 7 2 𝑥 − 2 2 7 7 − 𝑥 𝑥 − 2

(33)

Vamos praticar...

Explicite o domínio das seguintes funções:

• f(x) =

1

𝑥 −6

Para que a função dada possa existir, o denominador

x

– 6

0, pois não existe divisão por ZERO.

Logo, x – 6

0

x

6.

D(f) = {x

R | x

6}

• y =

𝑥+1

𝑥

Para que a função dada anteriormente possa existir o

denominador x

0, pois não existe divisão por ZERO.

Logo, x

0.

D(f) = {x

R | x

0} ou R*

(34)

Vamos praticar...

• y =

3

𝑥

Dada a função, para qualquer que seja o x

existe um valor para sua raiz cúbica, pois tanto

para valores positivos quanto negativos a raiz

cúbica nos retorna um resultado. Sendo

diferente da raiz quadrada, que só retorna

resultado quando trata de valores positivos ou

nulo.

(35)

Vamos praticar...

• g(x) =

𝑥 −2

𝑥 −3

x – 2

0

x

2.

x – 3

0

x

3.

Logo, o domínio da função é x

2 e x

3.

D(g) = {x

R | x

2 e x

3}

𝑥 − 2 2 𝑥 − 3 3 𝑥 − 2 𝑥 − 3 2 3

(36)

Para que serve mesmo o domínio de uma função?

Como vimos o domínio de uma função representa as entradas para a função, ou seja, os valores que podem ser usados na função. Façamos um paralelo entre essa definição e nossas experiências cotidianas. Por exemplo: Se imaginarmos f como sendo um liquidificador, e usarmos x como sendo frutas, esse liquidificador poderá nos retorna um resultado f(x), então essas frutas (x) fazem parte do domínio da função (liquidificador).

(37)

Para que serve mesmo o domínio de uma função?

Entretanto, se usarmos uma pedra (x) a

função liquidificador não poderá processar

esse x (pedra),

NÃO

sendo possível obter

f(x). Sendo assim, o x (pedra) não faz parte

do domínio da função (liquidificador).

(38)

Para que serve mesmo o domínio de uma função?

Concluímos então que, o domínio de uma

função

serve para sabermos que

valores x podem ser usados na

função f para obtermos f(x).

Exercendo,

assim,

uma

importância

(39)
(40)

Gráfico de uma função

• Em livros, revistas e jornais frequentemente

encontramos

gráficos

e

tabelas

que

procuram

retratar

uma

determinada

situação.

• Esses gráficos e tabelas, em geral,

representam FUNÇÕES, e por meio deles

podemos

obter

informações

sobre

a

situação que retratam, bem como sobre as

funções que representam.

(41)

Gráfico de uma função: Definições

1. O Gráfico facilita à análise de dados,

que, muitas vezes, estão dispostos em

planilhas ou tabelas complexas.

2. Gráficos, consiste em recursos visuais

que facilitam a compreensão dos dados

expostos.

(42)

Gráfico de uma função

• O gráfico de uma função auxilia na análise

da variação de duas (ou mais) grandezas

quando uma depende da outra.

• Analisemos o gráfico a seguir um gráfico

que mostra pontos de consumo de água

em uma residência (em porcentagem).

(43)
(44)

Analisando gráficos

Analisando o gráfico, vemos que:

• O lavatório e o tanque consomem a mesma

quantidade de água;

• A bacia sanitária consome aproximadamente 5

vezes mais água do que o tanque;

• A bacia sanitária e o chuveiro são os que mais

consomem água;

• Desta lista, a máquina de lavar louças é o

aparelho que menos consome água.

(45)

Vamos Praticar?

(Adaptado de Enem 2007) Explosões solares emitem

radiações eletromagnéticas muito intensas e ejetam,

para o espaço, partículas carregadas de alta energia,

o que provoca efeitos danosos na Terra. O gráfico

seguinte mostra o tempo transcorrido desde a

primeira detecção de uma explosão solar até a

chegada dos diferentes tipos de perturbação e seus

respectivos efeitos na Terra.

(46)
(47)

Vamos Praticar?

Considerando-se o gráfico, é correto afirmar que a

perturbação por ondas de rádio geradas em uma

explosão solar:

a) dura mais que uma tempestade magnética.

b) chega à Terra dez dias antes do plasma solar.

c) chega à Terra depois da perturbação por raios X.

d) tem duração maior que a da perturbação por

raios X.

(48)

Resolução

FALSA!

Podemos perceber que a duração T das ondas

de rádio é tal que 1min<T<10h e a tempestade magnética

Duração inferior à 10 h Duração de, aproximadamente10 dias

(49)

Resolução

Percebe-se, que este item ressalta a necessidade

de sabermos analisar gráficos que NÃO ESTÃO EM

ESCALA, deixando assim de confiarmos apenas na

nossa

percepção

visual

de

comprimento,

e

passando

analisar

cuidadosamente

todas

as

informações de um gráfico!

(50)

Resolução

Diferença na Chegada é um pouco maior que 1 dia!

FALSA! Pelo esquema acima, analisando cuidadosamente o eixo horizontal do gráfico percebemos que as perturbações por ondas de rádio chegam na Terra, aproximadamente, um

b)

(51)

Resolução

Diferença na Chegada é menor que 1 minuto!

FALSA!

Pode-se perceber pelo esquema acima

que as perturbações por ondas de rádio e de raios

X chegam, praticamente, simultaneamente à Terra.

(52)

Resolução

d) VERDADEIRA. Percebam que a perturbação por raio X tem duração de pouco mais de dez minutos, enquanto as perturbações por ondas de raio dura algumas horas.

d)

Duração de pouco mais

(53)

Coordenadas cartesianas

• A notação (a,b) é usada para indicar o par

ordenado de números reais a e b, no qual o

número a é a primeira coordenada e o

número b é a segunda coordenada.

• Observe que os pares ordenados (3;4) e

(4;3)

são

diferentes,

pois

a

primeira

coordenada de (3;4) é 3, enquanto a

(54)

Sistema de Eixos Ortogonais

• Um

sistema

de

eixos

ortogonais

é

constituído por dois eixos perpendiculares,

(55)
(56)

Sistema de Eixos Ortogonais

• Damos o nome de plano cartesiano a um

plano munido de um sistema de eixos

ortogonais.

• Os eixos ortogonais dividem o plano

cartesiano em quatro regiões chamadas

quadrantes. A figura a seguir ilustra melhor a

noção de quadrante.

(57)
(58)

Sistema de Eixos Ortogonais

• Usamos esse sistema para localizar pontos

no plano. Dado um ponto P desse plano,

dizemos que os números a e b são as

coordenadas cartesianas do ponto P, em

que a é a abscissa e b é a ordenada.

• Por exemplo, vamos localizar em um plano

cartesiano os pontos A(4;1), B(1;4), C(-2;-3),

D(2;-2), E(-1;0).

(59)
(60)

Construção de Gráficos de Funções

Para construirmos o gráfico de uma função

dada por y=f(x), com x

ϵ D(f), no plano

cartesiano devemos:

1. Construir uma tabela com valores de x e y;

2. A cada par ordenado da tabela associar um

ponto do plano cartesiano;

3. Marcar o número suficiente de pontos, até

(61)

Exemplos

Vamos construir o gráfico da função dada por f(x)

= 2x+1, sendo o domínio D=(0,1,2,3,4).

Façamos uma tabelados valores de x e f(x), para

termos uma noção do comportamento da função.

x

y = f(x)

0

1

1

3

2

5

(62)

Exemplos

• Diante dos valores

da tabela podemos

construir o gráfico

de

f

(gráfico

ao

(63)

Exemplos

Vamos construir o gráfico da função dada por

f(x) = 2x+1, sendo o domínio D = IR.

Façamos uma tabelados valores de x e f(x),

para termos uma noção do comportamento da

função.

x

y=f(x)

-2

-3

-1

-1

0

1

1

3

2

5

(64)

Exemplos

• Diante dos valores

da tabela podemos

construir o gráfico

de

f

(gráfico

ao

(65)

Construção de Gráficos de Funções

(66)

Vamos Praticar?

(Enem 2007. Adaptado) O gráfico da página

seguinte, obtido a partir de dados do Ministério

do Meio Ambiente, mostra o crescimento do

número

de

espécies

da

fauna

brasileira

ameaçadas de extinção.

Se mantida, pelos próximos anos, a tendência

de

crescimento

mostrada

neste

gráfico,

o

número de espécies ameaçadas de extinção em

2011 será igual a:

(67)

Vamos Praticar?

a) 465.

b) 493.

c) 498.

d) 538.

e) 699.

Alternativas:

(68)

Resposta

Se observarmos o comportamento do gráfico,

notaremos que este pode ser modelado por uma

função do 1º grau, da forma f(x) = ax+b.

Admitindo f(x) como o número de espécies

ameaçadas

de

extinção,

e

x

como

seus

respectivos anos. Podemos escrever a equação

da reta que passa por dois pontos: P1(1983;239)

(69)

Resposta

A partir destes dados podemos formar um

sistema de equações. Como f(x) = ax+b.

L1

L2

Vamos resolver este sistema 2X2:

L2 = L2 - L1

222=24a

a=9,25

b

a

b

a

2007

461

1983

239

(70)

Resposta

Como já descobrimos o valor de a, podemos

encontrar, facilmente, o valor de b:

L1

239=1983*9,25+b

b = - 18103,75

Desta forma a função que procurávamos é:

f(x)=9,25x-18103,75.

Basta descobrir o valor de f(2011):

f(2011) = 9,25*2011-18103,75 = 498

(71)

Função Crescente e Decrescente

De modo geral, analisando o gráfico de uma

função,

podemos

observar

propriedades

importantes dela, tais como:

1. Onde ela é positiva (f(x)>0), onde ela é

negativa (f(x)<0) e onde ela se anula

(f(x)=0). Os valores de x nos quais ela se

anula (f(x)=0) são chamados de zero da

função f.

(72)

Função Crescente e Decrescente

2. Onde ela é crescente (se x

1

<x

2

, então

f(x

1

)<f(x

2

)), onde ela é Decrescente (se

x

1

<x

2

, então f(x

1

)>f(x

2

)) e onde ela assume

um valor máximo ou um mínimo, se

existirem. Por exemplo, vamos considerar

o gráfico seguinte e analisá-lo no intervalo

(73)
(74)

Analisando o Gráfico

 f é positiva em (-5,-1) e em (5,6);

 f é negativa em (-6,-5) e em (-1,5);

 f é nula em x=-5, x=-1 e x=5. Esses são os zeros

da função

 f é crescente em (-6,-3] e em [2,6);

 f é decrescente em [-3,2];

 O ponto com x=-3 é um ponto de máximo e f(x)=2 é

o valor máximo de f;

 O ponto com x=2 é um ponto de mínimo e f(x) = -3

é o valor mínimo de f.

(75)

Vamos Praticar?

• Um rapaz desafia seu pai para uma

corrida de 100m. O pai permite que o filho

comece 30 m à sua frente. Um gráfico

bastante simplificado dessa corrida é dado

(76)
(77)

Vamos Praticar?

• Pelo gráfico, quem ganhou a corrida e

qual foi a diferença de tempo?

Esta linha verde representa a corrida garoto, pois no tempo inicial a distância vale 30m

O pai chegou, aproximadamente, 14s após a largada

O garoto chegou, aproximadamente, 17s após a largada

R= Portanto o Pai Ganhou a corrida com 3s de diferença!

(78)

Vamos Praticar?

• A que distância do início o pai alcançou

seu filho?

70m

R= Como a ordenada do ponto de intersecção vale 70 m, logo o pai ultrapassou o garoto nesta distância.

(79)

Vamos Praticar?

• Em que momento depois do início da

corrida ocorreu a ultrapassagem?

10s

R= Como a abscissa do ponto de intersecção vale 10s, logo o pai ultrapassou o garoto neste momento.

(80)

Gráficos no Enem!

Vendas 1º Tri 2º Tri 3º Tri 4º Tri

• O ângulo central de cada setor está relacionado com a frequência relativa de cada variável.

• A circunferência (360º) corresponderá a 100% da frenquência relativa.

(81)

Gráficos no Enem!

• Esses Gráficos são muito usados principalmente para mostrar a evolução das frequências dos valores de uma variável durante um certo período.

• A posição de cada segmento indica se ocorreu crescimento, decréscimo ou estabilidade.

0 2 4 6 1 2 3 4 Série 1 Série 2 Série 3

Gráfico de linhas

(82)

Gráficos no Enem!

Gráfico de barras

• Este gráfico é normalmente usado para comparar as frequências dos valores de uma mesma variável em um período estabelecido. 0 2 4 6 1 2 Série 3 Série 2 Série 1

(83)

Para treinar mais...

47% 22% 14% 10% 6% 1% Brizola Brancos e nulos Bittar Nelson Ronaldo Jussara

Caiu no Enem- (Adaptado)

Essa era uma questão referente à uma pesquisa eleitoral.

Ela pedia apenas que calculasse o ângulo central referente

ao candidato Brizola.

Basta calcular a porcentagem de 360°:

(84)

Para treinar mais...

(ENEM 2009 - Questão 136

– Prova Azul)

Dados

da

Associação

Nacional

de

Empresas

de Transportes Urbanos (ANTU) mostram que o número de

passageiros transportados mensalmente nas principais

regiões

metropolitanas

do

país

vem

caindo

sistematicamente. Eram 476,7 milhões de passageiros em

1995, e esse número caiu para 321,9 milhões em abril de

2001. Nesse período, o tamanho da frota de veículos

mudou pouco, tendo no final de 2008 praticamente o

mesmo tamanho que tinha em 2001.

(85)

Para treinar mais...

O gráfico a seguir mostra um índice de produtividade utilizado

pelas empresas do setor, que é a razão entre o total de

passageiros transportados por dia e o tamanho da frota de

veículos.

(86)

Para treinar mais...

Supondo

que

as

frotas

totais

de

veículos

naquelas regiões metropolitanas em abril de 2001 e

em outubro de 2008 eram do mesmo tamanho, os dados

do gráfico permitem inferir que o total de passageiros

transportados

no

mês

de

outubro

de

2008

foi

aproximadamente igual a:

a) 355 milhões

b) 400 milhões

c) 426 milhões

d) 441 milhões

e) 477 milhões

(87)

Resolução

Segundo o enunciado, o número de passageiros era 321,9 milhões em abril de 2001 e de acordo com o Gráfico neste mesmo período tínhamos 400 passageiros transportados por veículos.

Em outubro de 2008 o número de passageiros transportados por veículos foi para 441. Precimaos descobrir qual foi o número de passageiros nesse período. Como o enunciado afirma que o tamanho da frota de veículos mudou pouco, tendo no final de 2008 praticamente o mesmo tamanho que tinha em 2001. Basta montar uma Regra de Três Simples.

(88)

Resolução

Nº de passageiros p/ veículo Nº de passageiros (milhões)

400 321,9

(89)

Para treinar mais...

ENEM 2010 - Questão 166

– Prova Rosa

Em sete de abril de 2004, um jornal publicou o ranking de

desmatamento,

conforme gráfico, da

Chamada Amazônia

Legal, integrada por

nove estados.

(90)

Para treinar mais...

Considerando-se que até 2009 o desmatamento cresceu

10,5%

em

relação

aos

dados

de

2004,

o

desmatamento médio por estado em 2009 está entre

A) 100 km² e 900 km²

B) 1000 km² e 2700 km²

C) 2800 km² e 3200 km²

D) 3300 km² e 4000 km²

E) 4100 km² e 5800 km²

(91)

Resolução

2004 Desmatamento total: 23750 Km² 2009 -> 100% + 10,5%= 110,5% de 23750 Km²= 110,5 . 23750 Km² 100 26243,75 Km² 26243,75 29,16 Km² 9

(92)

Referências

• DANTE, L. R. Matemática: Ensino Médio. 1.ed. São Paulo: Ática, 2004.

• NIEDERAUER,J.Z. Funções. Disponível em: < http://www.somatematica.com.br/zips/funcoes1.zip>. Acesso em:19 maio 2012.

_______. Função. Disponível em: <

http://www.matematicadidatica.com.br/Funcao.aspx >. Acesso em:19 maio 2012.

Referências

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