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Apostila PIC Informática (Linux)

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Academic year: 2021

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Apostila PIC

Informática (Linux)

2020

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Índice

1 – Noções, como usuário, do funcionamento de computadores e de periféricos

(impressoras e digitalizadoras) ... 04 2 – Noções, como usuário, do sistema operacional Linux (Ubuntu versão 14 ou superior) ... 17 3 – Noções de trabalho com computadores em rede interna, no sistema operacional

(Ubuntu versão 14 ou superior)... 65

4 – Noções de uso de Internet e correio eletrônico, utilizando os navegadores Firefox e Google

Chrome no sistema operacional (Ubuntu versão 14 ou superior) ... 76

5 – Noções de escrita e editoração de texto utilizando LibreOffice-Writer (versão 5.0.6 ou superior) ... 95

6 – Noções de cálculo e organização de dados em planilhas eletrônicas utilizando o LibreOffice-Calc

(versão 5.0.6 ou superior) ... 103

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Introdução à Informática

A Informática é um tema abordado na maioria dos concursos públicos, para diversas áreas, tanto de tribunais, quanto carreiras policiais, administrativas etc.

Como o Brasil é um país componentes de hardware federativo, cada ente da federação e cada órgão público tem sua política de uso de softwares e ferramentas da informática. Esta situação traz a necessidade do candidato conhecer qual a política de uso de softwares para que possa estudar de forma adequada para cada concurso.

Uma importante característica da informática para concursos é que sua abordagem nas provas é muito diferente do uso dos computadores no dia-a-dia, pois a informática é muito intuitiva em seu uso prática e nas provas sempre é explorado o aspecto teórico, conceitual. Esta situação faz com que um aluno que tenha conhecimento avançado em informática precisa dar um passo atrás para se readequar nos estudos para concursos públicos nesta área.

Tecnologia da Informação.

A tecnologia da informação é a área que estuda as ferramentas, soluções e recursos para organizar o bem mais preciosos de uma organização, que é a informação, utilizando recursos de tecnologia, de informática, de computação.

A manipulação, armazenagem, edição da informação de uma organização agrega a área de estudos de TI – Tecnologia da Informação.

Grandezas da Informática.

Na informática existem tabelas de grandezas utilizadas para definir limites de armazenagem, tamanho de arquivos, etc. A tabela padrão da informática, que é mais abordada em provas é tema que deve ser de conhecimento de todos, e segue abaixo.

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✓ bit (menor unidade da informática. ✓ Byte - (composto de 8 bits)

✓ KB - Kilobyte (composto de 1024 Bytes) ✓ MB - Megabyte (composto de 1024 Kilobytes) ✓ GB - Gigabyte (composto de 1024 Megabytes) ✓ TB - Terabyte (composto de 1024 Gigabytes) ✓ PB - Petabyte (composto de 1024 Terabytes) ✓ EB - Exabyte (composto de 1024 Petabytes) ✓ ZB - Zettabyte (composto de 1024 Exabytes) ✓ YB - Yottabyte (composto de 1024 Zettabytes)

Classificação de softwares

Tema muito exigido em concursos, particularmente para órgãos federais, a classificação de softwares tem relação com o direito de uso e distribuição que acompanha o programa quando é instalado no computador.

Softwares Proprietário (Copyright) – Quando um programa tem uma licença de uso baseada

em software proprietário, quem tem o direito de definir a destruição é exclusivamente o desenvolvedor do programa, qualquer pessoa diferente que distribuir este programa estará cometendo uma fraude.

Outra característica inerente aos softwares proprietários é ter o código fonte bloqueado, o que impossibilita outras pessoas alterarem sua estrutura cirando suas próprias distribuições do programa. Exemplos de softwares proprietários: Windows, Word, Excel.

Softwares livre (Copyleft) – Quando um programa tem uma licença de uso baseada em

software livre, qualquer pessoa, sendo ou não o desenvolvedor, tem o direito de distribuição deste programa.

Outra característica dos softwares livres é ter o código fone aberto, o que permite que

qualquer um o modifique criando sua própria distribuição. Exemplo de software livre: Linux. • Software de uso público – São aqueles programas em que não existe propriedade sobre ele.

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Versões de softwares proprietários

Os softwares livres, por terem seu código fonte aberto, são completos, sem restrição de uso ou de conteúdo, já os softwares proprietários podem ser distribuídos em distintas versões. Seguem as versões de softwares proprietários:

FULL – Completa, sem restrição de tempo de uso ou conteúdo. Esta versão geralmente é

comercializada e vem gravada em uma mídia ótica, como um DVD ou BD.

OEM (Manufaturada) – Completa, sem restrição de tempo de uso ou conteúdo. Esta versão já

vem gravada no computador quando ele é adquirido, e não vem gravada em uma mídia ótica, como DVD ou BD.

FREEWARE – Versão gratuita, sem restrição de tempo de uso ou conteúdo, porém tem um

número reduzido de ferramentas, e é vinculada a uma versão FULL do mesmo programa com um número maior de ferramentas que, esta sim, é comercializada.

SHAREWARE – Versão gratuita, que não tem limitação de conteúdo, mas tem limitação de

tempo de uso.

DEMO – Versão gratuita, que não tem limitação de tempo de uso mas tem limitação de

conteúdo.

BETA – Programa ainda em desenvolvimento.

Marco Civil da Internet (Uso de softwares)

A lei 12965/2014, o chamado Marco Civil da Internet, determina alguns deveres do Estado, muito deles com relação ao uso e visando regulamentar a internet (tópicos que serão tratados nas aulas de Internet-Intranet), porém um dever tem direta relação com o uso de softwares, que segue abaixo:

“CAPÍTULO IV

DA ATUAÇÃO DO PODER PÚBLICO

V - adoção preferencial de tecnologias, padrões e formatos abertos e livres;”

A principal justificativa para este uso preferencial é a possibilidade de adequação do software para as necessidades específicas do órgão público, por terem código fonte aberto, possibilidade inexistente em softwares proprietários.

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Periféricos

São componentes de hardware da informática (peças, componentes físicos) que não são obrigatórios para o funcionamento do computador, porém são fundamentais para que o usuário pode estabelecer troca, interface com o computador.

Existem periféricos em que o usuário envia informações para o computador, denominados periféricos de entrada, ou Input.

Existem periféricos em que o computador envia as informações para o usuário, denominados periféricos de saída, ou Output. Existe ainda um conjunto de periféricos que cumpre as duas funções, e são denominados periféricos de híbridos, ou de Entrada e Saída (E/S) ou ainda Input/Output (I/O).

Periféricos de entrada (Input).

Os periféricos de entrada são denominados desta forma quando tem a função de auxiliar os usuários a enviarem informações para o computador, e não são obrigatórios para o funcionamento do computador.

Mouse – Envia informações de ação para o computador, através da interface gráfica, utilizando o

cursor visual do mouse.

Teclado – Envia comandos através de teclas físicas alfanuméricas, e atalhos ou teclas de atalhos.

Microfone – Envia comandos de voz para serem gravados ou executar alguma função no

computador.

Scanner – O scanner padrão digitaliza imagens, transformando fotografias e páginas de um livro em

arquivos de imagens. Caso o scanner tenha o recurso OCR (Reconhecimento Ótico de Caracteres) o scanner também tem a capacidade de digitalizar caracteres, transformando a página de um livro em um arquivo de texto que pode ser editado.

Leitores – Tanto os leitores de códigos de barras quanto os leitores biométricos enviam para o

computador informações capturadas.

Webcam – Captura imagens e envia para o computador, que pode servir para envio de imagens em

videoconferência ou criação de arquivo de imagem.

Mesa digitalizadora – Também denominado tablete gráfico, tem a função de capturar escrita ou

desenho em uma base que utiliza uma caneta especial e transformar em um arquivo de texto ou imagem.

Periféricos de saída

Os componentes de hardware que não são obrigatórios para o funcionamento do computador, mas que tem a função de permitir a interface usuário computador, e são responsáveis por possibilitar que o computador envie informações para o usuário, em uma interface máquina-homem, sendo considerados de saída, ou Output.

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Impressoras.

As impressoras são periféricos exclusivamente de saída que enviam documentos impressos, e são

classificados quanto as suas características de qualidade de impressão, velocidade de impressão, custo de impressão e autonomia de impressão, que é a capacidade da impressora trabalhar de forma contínua sem a necessidade da interferência humana.

Impressora Matricial

A impressora matricial que também é conhecida como impressora “de impacto, e que utiliza fita para impressão e formulário contínuo, tem como características principais:

✓ Baixa qualidade de impressão. ✓ Baixo custo de impressão. ✓ Baixa velocidade de impressão. ✓ Alta autonomia de impressão.

Impressora Jato de Tinta.

A impressora jato de tinta é a impressora que tem características mais residenciais e menos corporativas. Ela funciona com a tinta no estado liquido, utilizando cartuchos para a impressão, e tem como características principais:

✓ Média qualidade de impressão ✓ Alto custo de impressão.

✓ Média velocidade de impressão. ✓ Baixa autonomia de impressão.

Impressora Laser.

A impressora laser é a mais comum em órgãos públicos, pois suas características são as mais apropriadas para o uso em organizações, particularmente em atividades administrativas. Ela funciona com a tinta no estado sólido, utilizando tonners para a impressão, e tem como características principais:

✓ Alta qualidade de impressão ✓ Médio custo de impressão.

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✓ Alta velocidade de impressão. ✓ Média autonomia de impressão.

Outros tipos de impressoras.

Existem ainda outros tipos de impressoras, como a térmica, jato de cera, sculp (a chamada impressora “3D”) e a plotter, que é uma impressora para impressão de banners, mapas, etc.

Monitores.

Os monitores são, por padrão, periféricos exclusivamente de saída. Caso o monitor tenha a característica Touchscreen, ou tela sensível ao toque, será um periférico híbrido (Input/Output).

Monitor CRT Mono (de fósforo). Não é mais fabricado e tem a pior qualidade de geração original de

imagens. Existem monitores de fósforo verde, cinza e laranja.

Monitores CRT Color (de tubo). Durante muito tempo foi o monitor padrão para os computadores de

mesa (desktops). Tem um projetor e um amplificador que permitem a visualização da imagem geradas.

Monitor LCD (Cristal Líquido). É o monitor padrão para computadores de mesa (desktops) ou

notebooks e tablets. Existe uma subcategoria de monitores LCD denominada LED e OLED. ✓ Monitor de Plasma – É o monitor com maior resolução de imagem, e é composto por uma área

isolada com um gás inerte gerando a imagem.

Obs. 1 - Tanto o monitor CRT Color quanto o monitor LCD utilizam pixels para a geração de imagens. Um pixel possui três elementos internos, que geram, cada um, uma cor sólida, dentre as possíveis na paleta RGB (Vermelho, Verde e Azul). Quanto maior a distância entre pixels, pior a geração original de imagens. Esta distância pode ser denominada DP ou Dot Pitch ou Pixel Pitch.

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Obs. 2 – Como o monitor CRT Color tem a imagem que é visualizada pelo usuário amplificada e projetada, e como todo amplificador e projetor perde gradativamente sua capacidade, a área útil é sempre menor que a área total do monitor, por conta da moldura existente. Os monitores LCD, por sua vez, não possuem

projeção e amplificação física, portanto, com uma moldura mais fina, sua área útil e igual a área total.

Periféricos Híbridos.

Os periféricos híbridos se caracterizam por cumprirem tanto a função de envio quanto de recebimento de informações.

Multifuncionais – Erroneamente denominada de “impressora multifuncional”, as multifuncionais,

por padrão, são constituídas do periférico de entrada Scanner e do periférico de saída Impressora, e por esta razão são Input/Output, ou híbridos.

Monitor Touchscreen – Os monitores padrão são geralmente componentes exclusivamente de saída,

porém os que sensíveis ao toque ou Touchscreen são Input/Output, ou híbridos.

Periféricos de fornecimento de energia.

Existe uma categoria de periféricos que não são nem de entrada de dados e nem de saída de dados e sim para fornecimento de energia aos computadores.

Filtro de linha – Tem a função de interromper o fornecimento de energia no caso de sobrecarga e

eliminar ruídos da rede elétrica.

Estabilizador – Tem a função de conter sobrecargas de energia, para que não comprometa o

desempenho do computador. O Estabilizador concentra tanto a sobretensão quanto o subtensão. ✓ Nobreak – Tem a função de acumular energia da rede elétrica e na ausência de energia da fonte de

alimentação direta, fornece energia para o computador. O Nobreak tem sempre autonomia relativa, e nunca absoluta.

Periféricos de armazenamento de dados.

Periféricos que tem a função de armazenar dados (arquivos e pastas) são também denominados periféricos de armazenamento massivo, e são divididos nos mais antigos (magnéticos), aos mais recentes e

padronizados (óticos e flash memory).

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Esta categoria representa os periféricos de armazenamento de dados utilizados no início da massificação da informática. Eles se caracterizam por apresentarem uma baixa capacidade de armazenamento de dados.

Discos Óticos.

Os discos substituíram o uso majoritário dos discos magnéticos, e hoje são utilizados na informática para distribuição de conteúdo multimídia, de programas, armazenamento de dados e backups.

Flash Memory (Memória Flash).

As memorias flash são utilizadas como o atual padrão de armazenamento de dados. Pen-drives – As Flash Memorys que são utilizadas para armazenamento de dados é denominada Pen-drive. Hoje em dia os pen-drives armazenam GB e TB.

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MP3 Player – A indústria da tecnologia desenvolveu o Pen-drive com uma saída para fone de

ouvidos, que executam arquivos de áudio, inclusive como os de extensão MP3. Hoje em dia os pen-drives armazenam GB e TB. MP4 Player – A indústria da tecnologia desenvolveu o Pen-drive com uma saída de fone de ouvidos e uma tela de LCD, que executam arquivos e áudio e vídeo, como os arquivos MPEG quarta camada, com a extensão M4A e que pode ser renomeado como MP4. ✓ SSD (Disco de Estado Sólido) – São Flash Memorys de alta capacidade de armazenamento que tem

substituído os HDs, por terem um acesso mais rápido.

Disco Rígido (Hard Disk)

O disco rígido é um periférico de armazenamento de dados da categoria dos discos magnéticos. Ele pode ser dividido em mais de uma parte, e estas partes são denominadas partições. A divisão de um disco rígido em duas ou mais partições pode ter a função de existirem no computador dois sistemas operacionais (Linux e Windows, por exemplo) ou organização de arquivos, com o sistema operacional em uma partição e arquivos em outra. As partições de um mesmo Disco Rígido são completamente independentes, podendo o usuário formatar uma partição sem comprometer as demais.

Disk Array

O conceito de Disk Array consiste um utilizar mais de um Disco Rígido como uma única unidade lógica. É utilizado quando a organização ou usuário tem a necessidade de uma unidade lógica que armazene uma capacidade de dados muito maior do que os Hard Disks disponíveis no mercado.

RAID

A Redundância de armazenamento de discos independentes, é a forma em que é organizado o Disk Array. Existem dezenas de tipos de RAIDs, porém as redundâncias consideradas padrão são as “0”, “1” e “5”.

RAID 0 – Utiliza no mínimo dois Hard Disks, e os arquivos armazenados e editados no computador

tem suas partes divididas igualmente entre os dois Hard Disks. Com o funcionamento dos dois HDs simultâneo, o RAID 0 permite melhor desempenho no acesso ao arquivo e porém menor estabilidade do sistema. No RAID 0 a capacidade de armazenamento dos dois HDs é somada.

RAID 1 – Utiliza no mínimo dois Hard Disks, e os arquivos armazenados e aditados no computador

são publicados nos dois HDs. Esta redundância é caracterizada por espelhamento de um HD em outro. Com o funcionamento de apenas um HD, o RAID 1 não melhora o desempenho no acesso ao arquivo, porém aumenta a estabilidade do sistema, pois se falhar um HD, o segundo entra em operação. No RAID 1 a capacidade de armazenamento dos dois HDs não é somada.

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RAID 5 – Utiliza no mínimo três Hard Disks, sendo que dois operam em RAID 0, dividindo os arquivos

armazenados e editados em dois HDs e o terceiro espelhando o conteúdo dos outros dois. Com o funcionamento dos dois HD que atuam em RAID 0, o RAID 5 aumenta o desempenho no acesso ao arquivo, e como contém um terceiro HD em espelhamento, ou seja, operando em RAID 1, o RAID 5 também garante maior estabilidade do sistema. No RAID 5 a capacidade de armazenamento apenas dos HDs que operam em RAID 0 é somada.

Manutenção de componentes de hardware

Como o serviço público não pode ter a disfunção da descontinuidade e como hoje em dia a informática é central para os processos e projetos, e existem os seguintes tipos de manutenção.

Preventiva – É aquela feita antecipadamente e de forma programada, antes do equipamento

apresentar falha e o É sempre programada com prazo pré-estabelecido.

Corretiva – É aquela feita quando se detecta falha ou ameaça crítica de falha em um componente, e

pode ser ou não programada.

Preditiva – É aquela feita com a finalidade de indicar as condições reais de funcionamento das

máquinas com base em dados que informam o seu desgaste ou processo de degradação. O correto é ser feito próximo ao final do ciclo de funcionamento.

Referências

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