O
primeiro final de semana sem jogos das finais da NBA não abalou o prestígio da NBA House, a casa de entretenimento montada pela liga americana de basquete em São Paulo. Na soma do sábado e do domin-go, o espaço montado no estacionamento do shopping Eldorado recebeu cerca de 10 mil pessoas em quatro sessões abertas para o público levar crianças.O "Fan Day", como foi apelidado o dia em que não há jogo, mas a casa é aberta, tem como objetivo reunir uma audiência mais familiar. Os ingressos são mais bara-tos (R$ 25 a meia-entrada) e o público é livre, desde que acompanhado dos pais. Na semana passada, o Fan Day já havia enchido bastante, mas no domingo (2), a casa havia recebido o segundo jogo da série final. O último final de semana foi a
O B O L E T I M D O M A R K E T I N G E S P O R T I V O
DO
POR REDAÇÃO
NBA House lota espaço
até em dia sem jogos
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N Ú M E R O D O D I A EDIÇÃO 1263 - SEGUNDA-FEIRA, 10 / JUNHO / 2019 dólares é o preço médio do ingresso para a final da NBA; nesta noite o Toronto pode ser campeão inédito da liga de basquete
"prova de fogo" do espaço. E ficou evidente que a casa caiu nas graças do público. A reportagem da Máquina do Esporte esteve na noite de domingo na NBA House. Por volta de 17h45, 15 minutos antes da abertura da casa, a fila já estava grande. Às 18h20, já não havia mais ingressos para o público, o que significa que a casa preencheu os 2.500 lugares disponíveis, mesmo sem jogo para acompanhar.
O sucesso de público da NBA House no Fan Day atende aos desejos da liga. A ideia de abrir o espaço mesmo sem jogo para acompanhar era para conseguir ter um outro tipo de torcedor em contato com o basquete dentro do espaço.
"O Fan Day nos ajuda a chegar a um outro tipo de público, que é mais familiar, tem o interesse de consumir basquete de outra forma. Por isso mesmo colocamos diversas atrações para ele, como as brincadeiras dos patrocinadores e os shows de enterrdas, além dos mascotes", diz Rodrigo Vicentini, head da NBA Brasil.
O público realmente tem se divertido no espaço. O sucesso da casa também deve fazer com que, muito provavelmente, em 2019 a NBA House consiga bater a marca de 25 mil torcedores que havia sido inicialmente prevista para este ano. Até agora, o espaço abriu 11 vezes, recebendo aproximadamente o público previsto.
Na noite desta segunda-feira, a NBA House abrirá novamente, para que o tor-cedor acompanhe o quinto jogo da série entre Toronto Raptors e Golden State Warriors. Todos os ingressos foram vendidos. Se a equipe do Canadá vencer, con-seguirá o inédito título da NBA. A casa, então, só voltaria a abrir no próximo final de semana, para o Fan Day. Se o Warriors conseguir reduzir para 3 a 2 o placar da decisão, então haverá nova abertura de ingressos, para o jogo de quinta-feira (13).
I M A G E M D A S E M A N A
TIMES FAZEM
TROCA DE
ÁRVORES NO
BRASILEIRO
Ceará e Bahia se
enfrentaram no
domingo e fizeram
uma ação inusitada
para celebrar o
Dia Mundial do
Meio Ambiente. Os
capitães dos dois
times fizeram uma
troca de mudas de
árvores, e não de
flâmulas, antes do
apito inicial do jogo
O P I N I Ã O
Fidelizar público é
diferencial da NBA
I
sso daqui é mais ou menos como visitar a Disney no mês de julho. Ouvi essa
frase enquanto esperava com meus filhos na fila de uma das atrações da NBA
House neste final de semana. O relato mostrava bem como a liga de basquete
conseguiu, mesmo numa situação adversa, conquistar e cativar o torcedor.
Um evento feito para famílias em que cada atração levava cerca de 20 minutos
para conseguir ser acessada poderia ser um fracasso retumbante. Mas, a exemplo do
que acontece no "mundo mágico" da Disney, o torcedor que compareceu à NBA
House superou a adversidade da fila de espera e do acúmulo de pessoas pelo benefício
de viver uma experiência diferente dentro do universo do basquete.
A NBA House é um exemplo de como o esporte no Brasil precisa trabalhar
me-lhor a fidelização do seu público. Já havia dito por aqui que o espaço precisa ser
visi-tado por qualquer profissional do esporte.
O americano sabe, como ninguém,
como fidelizar o seu público. A NBA, ao
promover sua casa no Brasil, traz para
per-to do per-torcedor um objeper-to de desejo, que é
a experiência de acompanhar ao vivo um
jogo que só temos acesso pela mídia.
Atividades para crianças, iniciativas
para os pais, brincadeiras lúdicas com o
esporte. Tudo isso gera nos torcedores um
clima interessante de adoração à marca da
NBA. Mas, para conseguir isso, a liga tem
uma premissa básica de atuação, que é investir - e muito - em suas ações.
Gasta-se muito dinheiro para montar a NBA House. Uma estrutura móvel, que
tem mais de uma centena de pessoas trabalhando diariamente para manter o espaço
e fazer com que tudo ocorra bem para que as pessoas saiam de lá querendo voltar.
O conceito de reinvestir o dinheiro que entra no próprio produto é algo que
passa longe do esporte no Brasil. Por aqui, os organizadores tentam tirar lucro rápido
de suas ações. Ou, então, pegam o dinheiro e investem unicamente no atleta.
Assim, continuamos sem saber quem é o público que consome o esporte e o
que ele quer consumir. Enquanto enxergamos ações para o público como fonte de
despesa, não de investimento, seguiremos sem perceber como atrair e reter torcedores.
É preciso ter a humildade de aprendermos com o modelo americano de pensar
o esporte. Foi isso, aliás, que fizeram a Uefa e a Premier League há cerca de 20 anos.
Não por acaso, essas duas entidades são quem organizam atualmente das duas
melho-res competições de futebol no mundo. Vamos aprender com a NBA a fidelizar o fã.
Precisamos aprender que é preciso
reinvestir dinheiro ganho no esporte
no torcedor, e não apenas nos atletas
POR ERICH BETING
Raptors faz jovem
canadense migrar
para o basquete
A rede de lojas do McDonald's
no Canadá está tendo de pagar caro
por uma ação feita antes de a
tem-porada da NBA começar.
Como forma de incentivar a
tor-cida do Toronto Raptors, o
Mcdon-ald's prometeu batatas fritas grátias
a cada jogo que o Raptors fizesse
mais de 12 cestas de três pontos.
A previsão inicial era de que 700
mil batatas seriam pedidas pelos
torcedores ao longo da temporada.
Antes do jogo decisivo da NBA, já
foram mais de 2 milhões de
pedi-dos, ou cerca de US$ 5,8 milhões.
O recorde foi no dia seguinte ao
primeiro jogo das finais, quando 80
mil batatas foram solicitadas pelos
torcedores nas lojas do Canadá.
M C D O N A L D ' S
PA G A C A R O P O R
C A M PA N H A P R É
-T E M P O R A D A
A japonesa Rakuten é quem mais
investiu no patrocínio a uma
fran-quia da NBA. A marca paga US$ 20
milhões para ter o logo na camisa do
Golden State Warriors.
O investimento, porém, tem gerado
segundo a consultoria GumGum
Sports, mais de US$ 40 milhões para
a empresa. A verba vem da exploração
de novos negócios com o time e a
NBA. O próximo passo da parceria é
fazer a camisa do Warriors, com
ama-rca da Rakuten, seja vendida no japão.
R A K U T E N
FAT U R A A LT O
C O M A P O R T E
A O T I M E D O
G O L D E N S TAT E
POR REDAÇÃOO esporte mais popular do Canadá está ameaçado pelo sucesso do Toronto Raptors. O desempenho do time na tem-porada da NBA tem feito com que o jovem do país troque o tradicional hóquei no gelo pelo esporte da bola laranja.
Uma pesquisa feita pelo Angus Reid Institute no Canadá mostrou que 40% do país decidiu acompanhar os playoffs da NBA depois que os Raptors conseguiram chegar às finais. Agora, com o time a uma vitória de se sagrar campeão sobre o favorito Golden State Warriors, até mesmo a soberania do hóquei dentro do país começa a ser colocada em xeque.
A pesquisa também questionou às pessoas o que elas fa-riam se tivessem de optar por assistir à final do basquete ou à Stanley Cup, a grande decisão do hóquei. Cerca de 38% dos canadenses manteram-se fiéis à tradição de seguir o es-porte no gelo. Mas 33% das pessoas disse que acompanha-ria o basquete. Outros 29% disseram que não veacompanha-riam nada.
O problema é que, entre os jovens, a popularidade do bas-quete está em alta. Para as pessoas entre 18 e 34 anos de idade, as finais da NBA são mais importantes que as do hó-quei (45% contra 39% da preferência entre os homens e 35% contra 32% entre as mulheres). A tradição fala mais alto entre os mais velhos. Os homens acima de 55 anos têm predileção pelo hóquei (49% assistiriam à NHL, enquanto 30% ao bas-quete). Já para as mulheres a diferença é menor (37% a 29%). A pesquisa também mostra que os canadenses estão com o time: 47% das pessoas já consideram a equipe nacional.
POR ERICH BETING
A
agência de marketing esportivo Octagon vai praticamente monopolizar as ações de ativação de patrocínio na Copa América. A empresa fechou um acordo para cuidar das contas de GOL, Mastercard e Brahma. As três são, junto com a TCL, patrocinadoras do torneio que começa sexta-feira, dia 14.As ações começaram já na semana passada, quando a Octagon coordenou a primeira ação em conjunto da GOL e da Mastercard no voo que levou a taça da Copa América para ficar em exposição em São Paulo. A agência foi responsável por montar o planejamento da ação realizada em parceria pelas duas empresas.
A iniciativa faz parte do escopo do trabalho da agência, que será responsável por cuidar da gestão do projeto de ativação do patrocínio das duas empresas.
Para a Mastercard, o mote da campanha na Copa América é a utilização do meio de pagamento por aproximação. Tanto que a marca já criou uma ação com torcedores que retiraram ingressos em São Paulo e no Rio. Quem participasse da promoção, poderia ganhar um cartão com R$ 15 de crédito para ser usado no es-tádio. Além disso, a Octagon é responsável por escolher os garotos que entrarão em campo com os jogadores em todas as partidas da Copa América.
Para a GOL, a agência tem programado duas diferentes ações. A primeira é sele-cionar os carregadores das bandeiras dos times antes dos jogos. A outra será num bar em São Paulo, onde haverá um pregão de passagens no jogo de abertura do torneio, na próxima sexta. O preço do bilhete vai variar conforme o placar do jogo.
Para a Brahma, a Octagon vai cuidar da operação de venda de bebida e de co-pos oficiais da competição dentro dos cinco estádios onde acontecem as partidas.
Octagon monopoliza
ações na Copa América
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