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Eixo Temático – BANCA TCC/ERIC – 5º ANO DE DIREITO – sala nº 14

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XVI ERIC – (ISSN 2526-4230)

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XVI ERIC – (ISSN 2526-4230) A RESPONSABILIDADE CIVIL NOS CASOS DE DESISTÊNCIA DA ADOÇÃO

Mirian Cristina Faria/Graduação FAFIMAN Orientação: Professora Me. Sarah Tavares Lopes da Silva

RESUMO

O presente trabalho tem como finalidade a análise da possibilidade da responsabilidade civil decorrente de danos morais causados devido ao ato de devolução da criança ou adolescente adotado. Essa análise é feita a partir dos princípios da dignidade da pessoa humana, do melhor interesse da criança e do adolescente todos eles representados no Estatuto da Criança e do Adolescente e na Constituição federal de 1988. Para isso será abordado a evolução histórica da adoção e mudanças ocorridas no ordenamento jurídico brasileiro. Buscaram-se análises doutrinárias para a melhor compreensão das decisões que estão sendo tomadas pelo judiciário para as pessoas que desistem da adoção. Foi possível concluir que é possível sim a reparação por dano moral, porém cada caso é analisado separadamente.

Palavras - chaves: Responsabilidade Civil. Adoção. Dano Moral. Devolução

ABSTRACT

The present work aims to analyze the possibility of civil liability arising from moral damages caused due to the act of returning the adopted child or adolescent. This analysis is based on the principles of human dignity, the best interests of children and adolescents, all of which are represented in the Child and Adolescent Statute and in the 1988 Federal Constitution. For this, the historical evolution of adoption and changes will be addressed. occurred in the Brazilian legal system. Doctrinal analyzes were sought to better understand the decisions being made by the judiciary for people who give up on adoption. It was possible to conclude that compensation for moral damage is possible, but each case is analyzed separately.

Keywords: Civil Liability. Adoption. Moral damage. Devolution

INTRODUÇÃO

A adoção passou a adquirir uma forma mais organizada com a implantação do novo Código Civil de 2002. A Lei n. 3.133/57 trouxe como principal função da adoção dar ao adotado uma melhor condição de vida.

A Lei n. 8.069, de 13 de julho de 1990, Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), tornou todas as adoções como uma adoção plena. Em seu artigo 41 ele

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dispõe sobre o status de filho ao adotado “A adoção atribui a condição de filho ao adotado, com os mesmos direito e deveres, inclusive sucessórios, desligando-o de qualquer vínculo com pais e parentes, salvo os impedimentos matrimoniais”.

Adoção é o ato jurídico pelo qual um indivíduo é introduzido em uma família como filho mesmo sem possuir laços biológicos com quem o adota.

No ordenamento jurídico existia a adoção plena e simples que foram revogadas pelo Código Civil atual e pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), Lei nº 8.069/90 (artigos. 39 a 50, com redação da Lei nº 12.010/09), e os direitos dos filhos adotados foi igualados aos dos filhos biológicos através da Constituição Federal de 1988.

No primeiro capítulo eleva uma compreensão histórica adoção, o conceito e natureza jurídica.

No segundo capítulo buscou-se analisar os princípios do direito de família, tratados, convenções e declaração sobre o direito da acriança e do adolescente.

No terceiro capítulo destina-se ao processo de adoção no Brasil realçando o que diz do Estatuto da Criança e do Adolescente, o Código Civil brasileiro, o Cadastro Nacional de Adoção e quais os procedimentos para a adoção nacional e internacional.

Por fim, no quarto capítulo trata sobre a devolução do adotado, a responsabilidade civil do adotante e análise de jurisprudência acerca do tema.

1 ADOÇÃO

1.1 BREVE HISTÓRICO DA ADOÇÃO NO BRASIL

Na Antiguidade a concepção de família estava ligada a religião e os cultos aos antepassados. O instituto da adoção era utilizado como uma forma para que não fosse extinto o culto doméstico.

Segundo Coulanges

O dever de perpetuar o culto doméstico foi a fonte do direito de adoção entre os antigos. A mesma religião que obrigava o homem a se casar, que concedia o divórcio em caso de esterilidade, e que, em caso de impotência ou de morte prematura, substituía o marido por um parente, oferecia ainda à família um último recurso para escapar à tão temida desgraça da extinção: esse recurso consistia no direito

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de adotar. Aquele a quem a natureza não deu filhos pode adotar um, para que as cerimônias fúnebres não se extingam.1

No Brasil a adoção passou a ser legislada em 1916, no Código Civil brasileiro, porém a sua função era a mesma que na Antiguidade, atendia as necessidades dos adotantes, sem se importar com o bem estar dos adotados e sua necessidades.

No ordenamento jurídico existia a adoção plena e simples que foram revogadas pelo Código Civil atual e pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), Lei nº 8.069/90 (artigos. 39 a 50, com redação da Lei nº 12.010/09), e os direitos dos filhos adotados foi igualados aos dos filhos biológicos através da Constituição Federal de 1988,em seu artigo 227, §6º.

Atualmente a adoção tem como principal objetivo atender os interesses das crianças e adolescentes e não mais as vontades dos adotados.

1.2 CONCEITO E NATUREZA JURÍDICA DA ADOÇÃO

A adoção é um ato jurídico pelo qual um indivíduo é introduzido em uma família como filho mesmo sem possuir laços biológicos com quem o adota.

De acordo com Maria Helena Diniz.

adoção vem a ser o ato jurídico solene, pelo qual, observados os requisitos legais alguém estabelece, independentemente de qualquer relação de parentesco consanguíneo ou afim, um vínculo fictício de filiação, trazendo para sua família na condição de filho, pessoa que, geralmente, lhe é estranha.2

A adoção proporciona que os adotantes possam exercer o papel de serem pais enquanto as crianças e adolescentes adquirem seu direito a ter uma família, atendendo as suas necessidades para que possam se desenvolver da melhor forma possível.

A adoção no Brasil é regulamentada pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069/1990), pelo Código Civil (Lei nº 10.406/2002), e pela Lei n. 12.010/2009, além de possuir proteção constitucional.

1 COULANGES, Fustel de. A cidade antiga. (Título original: La cité antique. Tradução: Jean Melville).

2. ed. São Paulo: Editora Martin Claret, 2007. p.46.

2 DINIZ, Maria Helena. Curso de direito civil brasileiro: direito de família. 29 ed. São Paulo:

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1.3 ESTÁGIO DE CONVIVÊNCIA

O estágio de convivência é um período muito importante para os interessados na adoção, é o momento de adaptações, é neste momento que se tem a oportunidade de se conhecerem e começar a criar o vínculo afetivo entre adotante e adotado.

O art. 46 e seus parágrafos da lei nº. 8.069/90 dispõe como deverá ser o período do estágio de convivência.

O período do estágio de convivência pode ser descartado nos casos em que as partes já possuem certo tipo de convivência, como a curatela ou tutela, é o que dispõe o artigo 46, §1º da Lei 8069/90 do Estatuto da Criança e do Adolescente.

O estágio de convivência é de 90 dias conforme a idade da criança, podendo ser prorrogado por mais 90 dias por decisão judicial.

Quando se tratar de adotantes que residem em outro país o prazo mínimo de convivência será de 30 dias e no máximo 45 dias, conforme § 3º do artigo 46 da Lei 8069/90.

1.4 EFEITOS DA ADOÇÃO

São vários os efeitos da adoção, o primeiro deles é que todos os laços com a família natural são apagados, as ligações com a família biológica são apagadas. Artigo 1.626 do Código Civil: “A adoção atribui a situação de filho ao adotado, desligando-o de qualquer vínculo com os pais e parentes consanguíneos, salvo quanto aos impedimentos para o casamento”.

O filho adotado possui os mesmos deveres e direitos do filho biológico, inclusive a herança. Esse princípio da igualdade entre os filhos esta elencada no artigo 227, §6º da Constituição Federal e artigo 41 da Lei 8069/90 do Estatuto da Criança e do Adolescente.

Após a sentença da adoção registro civil do adotado será invalidado, passando a possuir um novo com o nome dos adotantes e seus ascendentes. O filho adotado tem o direito de conhecer a sua família biológica se assim for de sua vontade, conforme o artigo 48 do Estatuto da Criança e do Adolescente “o adotado tem direito de conhecer sua origem biológica, bem como de obter acesso irrestrito

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ao processo no qual a medida foi aplicada e seus eventuais incidentes, após completar 18 (dezoito) anos.”

2. A FAMÍLIA COMO ESSÊNCIA DO NÚCLEO FAMILIAR 2.1 PRÍNCIPIOS CHAVE DO DIREITO DAS FAMILIAS

São vários os princípios que formam o Direito de Família. Esses princípios são de natureza constitucional, não possuem hierarquia entre eles e obedecem a mesmas regras de direito estabelecidas em Lei.

2.1.1 Dignidade da pessoa humana

O princípio de proteção da dignidade da pessoa humana esta previsto no artigo 1º, inc. III, da Constituição Federal de 1988.

Este princípio é a base para que haja um bom convívio familiar com todos os membros que compõem a família, trazendo uma proteção a pessoa, a vida e a integridade dos membros da família.

2.1.2 Solidariedade familiar

A solidariedade familiar não é apenas patrimonial, ela é também psicológica e afetiva. Esta relacionada ao respeito e consideração entre os membros da entidade familiar

Este princípio tem fundamento na Constituição Federal de 1988 em seus artigos 3 °, inciso I, 226, 227 e 230.

2.1.3 Afetividade

O afeto advém da valorização da dignidade da pessoa humana, é um sentimento de que se tem por alguém, não necessariamente se confunde com amor. O rompimento da afetividade pode causar danos morais quando ficar comprovado que houve o rompimento do dever de convivência e participação do desenvolvimento dos filhos.

2.1.4 Proteção especial da criança e do adolescente

A proteção a criança e do adolescente esta prevista

no artigo

227 da Constituição Federal de 1988 e nos artigos 3 e 4 do Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei Federal nº 8.069, de 13 de julho de 1990).

Artigo 227 da Constituição Federal de 1988 dispõe: “É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com

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absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.”

Este princípio traz uma garantia para que a criança e o adolescente possam desfrutar da infância com o mínimo de dignidade.

2.2 A LEI DE PLANEJAMENTO FAMILIAR (LEI Nº 9.263, DE 12 DE JANEIRO DE 1996)

De acordo com a Lei 9.263 planejamento familiar é o direito das famílias a terem quantos filhos quiserem, no momento em que desejarem e com toda a assistência necessária para que isto seja garantido.

Para que ocorra o planejamento familiar deve ser oferecido todos os meios de concepção e contracepção seguros, garantindo a liberdade de escolha de qual a pessoa deseja fazer uso.

Além dos métodos de concepção e contracepção a também oferece o método de esterilização cirúrgica, somente a homens e mulheres com capacidade civil plena e que sejam maiores de 25 anos de idade ou com pelo menos dois filhos vivos. 2.3 Tratados internacionais de proteção às crianças e aos adolescentes

Por serem considerados seres fragilizados e possuírem capacidade limitada ou serem absolutamente incapazes as crianças e adolescentes precisam de mais proteção a cuidados.

Devido a essa necessidade de mais proteção os órgãos internacionais ao longo dos anos foram criando tratados, pactos e diretrizes com o intuito de garantir os direitos às crianças.

2.3.1 Declaração dos Direitos da Criança

A Declaração dos Direitos da Criança é uma adaptação dos direitos humanos, feita em 20 de novembro de 1959 durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, voltada a proteção das crianças.

A Declaração dos Direitos da Criança possui dez princípios que devem ser respeitados por todos, visando assim a dignidade da criança para que ela possa crescer feliz e gozar de seus direitos.

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2.3.2 Convenção Internacional sobre os Direitos da Criança

A Convenção Internacional sobre os Direitos da Criança passou a ter vigor em 2 de setembro 1990, visando a proteção doas crianças e do adolescente de todo o mundo.

No Brasil foi promulgado através do decreto n° 99.710, de 21 de novembro de 1990.

A Convenção foi ratificada por 196 países integrantes da ONU com exceção dos Estados Unidos que assinou o documento, mas nunca ratificou internamente.

2.3.3 Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990).

3 O PROCESSO DE ADOÇÃO NO BRASIL

3.1 A ADOÇÃO NO ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE - LEI 8.069/1990

O processo para adoção deve respeitar todos os requisitos legais do Estatuto da Criança e do Adolescente, visando sempre o melhor interesse do adotado. A adoção vem de forma a tentar suprir a falta de uma família, possibilitando assim que ocorra um melhor desenvolvimento para a criança e o adolescente.

Dessa forma, a Lei n. 8.069/1990, ao adotar a Doutrina da Proteção Integral, significou uma verdadeira revolução para o direito infanto-juvenil, estabelecendo no ordenamento jurídico brasileiro uma concepção de infância atrelada à nova noção de cidadania estabelecida na Carta de 1988. Essa nova postura tem como alicerce a convicção de que criança e adolescente são merecedores de direitos próprios e especiais, que, em razão de sua condição especifica e pessoas em desenvolvimento, estão a necessitar de uma proteção especializada, diferencias e integra.3

Conforme o artigo 43 do Estatuto da Criança e do Adolescente somente será permitida a adoção se houver vantagens reais para o adotado, visando assim a proteção destes.

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É essencial que antes da sentença judicial ocorra o período de convivência, para que o adotado possa se adaptar ao seu novo lar., não existe um prazo na lei o juiz é quem deverá fixar.

Art. 46. A adoção será precedida de estágio de convivência com a criança ou adolescente, pelo prazo que a autoridade judiciária fixar, observadas as peculiaridades do caso.

O estágio de convivência poderá ser dispensado conforme o artigo 46 § 1° se o adotado já estiver sob a guarda judicial ou tutela do adotante.

Para a efetivação da adoção somente será por sentença judicial seguindo as regras que dispõe os parágrafos do artigo 47 da Lei n. 8.069/1990.

3.2 A ADOÇÃO PELOS PARÂMETROS DO CÓDIGO CIVIL BRASILEIRO – LEI 10.406/2002

A diminuição da maioridade civil de 21 anos para 18 foi trazida pelo Código Civil, revogando assim em parte o artigo 42 do estatuto da Criança e do adolescente.

O artigo 1.618 do Código Civil:

Art. 1618. Só a pessoa maior de dezoito anos pode adotar. Parágrafo único. A adoção por ambos os cônjuges ou companheiros poderá ser formalizada, desde que um deles tenha completado 18 (dezoito) anos de idade, comprovada a estabilidade da família.

O artigo 1.619 pontua que o adotante deverá ser 16 (dezesseis) anos mais velho que o adotado.

No atual Código Civil estabelece em seu artigo 1.623 que “a adoção obedecerá a processo judicial, observados os requisitos estabelecidos neste Código”.

Já no artigo 1.626 legisla sobre o rompimento do vínculo com a família biológica, concedendo assim a condição de filho ao adotado.

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No que diz respeito ao consentimento dos pais ou responsáveis legais perante a adoção unilateral, deve haver concordância para essa medida, artigo 1.621, já as exceções estão dispostas no artigo 1.624.

Art. 1.624. Não há necessidade do consentimento do representante legal do menor, se provado que se trata de menor exposto, ou de menor cujos pais sejam desconhecidos, estejam desaparecidos ou tenham sido destituídos do poder familiar, sem nomeação de tutor; ou de órfão não reclamado por qualquer parente, por mais de um ano.

O artigo 1.627 traz a possibilidade da mudança de nome e também de prenome. “A decisão confere ao adotado o sobrenome do adotante, podendo determinar a modificação de seu prenome, se menor, a pedido do adotante ou do adotado”.

3.3 ALTERAÇÕES QUANDO AO PROCESSO DE ADOÇÃO: COMPARAÇÃO DAS LEIS LEI Nº 12.010, DE 3 DE AGOSTO DE 2009 E LEI Nº 13.509, DE 22 DE NOVEMBRO DE 2017

A atual legislação brasileira utiliza no processo de adoção os dispositivos legais da Lei nº 12.010/09, o Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA - Lei nº 8.060/90 e a Lei nº 13. 509/2017.

A Lei 12.010/2009 (LEI NACIONAL DA ADOÇÃO) trouxe importantes modificações no Estatuto da Criança e do Adolescente.

As principais mudanças trazidas por essa lei são: referente ao período de estágio de convivência que não poderá ultrapassar 3 meses, antes não havia prazo era o juiz quem fixava; o tempo para conclusão do processo de adoção passa a ser de 120 dias, podendo ser prorrogado por mais 120 dias; nas adoções internacionais o prazo de convivência será de 30 a 45 dias, prorrogáveis por igual período apenas uma vez; passa a ser de seis messes a reavaliação de crianças em acolhimento familiar ou institucional; o pai ou mãe que entregar de forma irregular seu filho para adoção perde o poder familiar; a mãe que quiser entregar o filho para adoção com o consentimento do pai terá direito ao sigilo; o adotado terá direito a conhecer a família

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biológica e acesso ao processo de sua adoção; pessoas com 18 anos poderá adotar desde que possuam condições morais e materiais para proporcionar uma condição de vida estável ao adotado; é proibida a doção para pessoas que por algum motivo não possam exercer a prática da vida civil.

A Lei 12.010/2009 também trouxe mudanças significativas na Consolidação das Leis Trabalhistas, artigo 391, parágrafo único.

Art. 391-A. A confirmação do estado de gravidez advindo no curso do contrato de trabalho, ainda que durante o prazo do aviso prévio trabalhado ou indenizado, garante à empregada gestante a estabilidade provisória prevista na alínea b do inciso II do art. 10 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. (Incluído pela Lei nº 12.812, de 2013)

Parágrafo único. O disposto no caput deste artigo aplica-se ao empregado adotante ao qual tenha sido concedida guarda provisória para fins de adoção. (Incluído pela Lei nº 13.509, de 2017).

Ocorreu mudança também no artigo 392-A da CLT: À empregada que adotar ou obtiver guarda judicial para fins de adoção de criança ou adolescente será concedida licença-maternidade nos termos do art. 392 desta Lei.

A mãe adotante tem direito a dois descansos de meia hora cada para a amamentação.

A Lei nº 13. 509/2017 trouxe inovações no que se refere a colocação de crianças em convívio com famílias acolhedoras para que somente em ultima hipótese ela vá para acolhimento institucional.

Artigo 19 § 2° o prazo para permanência em acolhimento institucional será de 18 meses, salvo comprovada a necessidade.

A mãe adolescente em recolhimento institucional terá direito a convivência integral com seu filho e apoio de equipe especializada, artigo 19 § 5° e § 6°.

Mãe ou gestante que tenha interesse em entregar o filho para adoção será encaminhada para a Justiça da Infância e Juventude, artigo 19-A caput, § 1° e § 2°.

Quando a mãe indicar o pai da criança deve ser feito com que ele cumpra com o papel de genitor, se não for indicado o pai ou o mesmo não se manifestar deverá tentar acolher a criança em sua família extensa, artigo 19-A § 3°.

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Não sendo possível ficar com o pai ou com a família extensa o juiz deve decretar a extinção do poder familiar e encaminhar a criança para guarda provisória, artigo 19-A § 4°.

O momento para que ocorra a retratação dos genitores passa a ser na audiência, artigo 19-A § 8°.

O apadrinhamento permite que a criança em situação de acolhimento institucional ou familiar possa formar vínculo com pessoas de fora, artigo 19-B.

3.3.1 O cadastro nacional de adoção (CNA)

O Cadastro Nacional de Adoção foi implantado em 2008, e esta sob a responsabilidade do Conselho Nacional de Justiça.

É um banco de dados nacional e único com informações de crianças e adolescentes aptos a serem adotados e de pretendentes a adotar.

Foi criado como uma forma e segura e precisa para o auxílio de juízes em casos de adoção, visando assim atender os anseios da sociedade no sentido de formar uma família de um modo menos burocrático.

3.3.2 O procedimento do processo de adoção nacional e internacional

Na adoção internacional é seguido os requisitos do artigo 51 do estatuto da Criança e do Adolescente, em casos que o pretendente tem residência fixa em país que faz parte da Convenção de Haia, e possui a vontade de adotar a acriança de um outro país que também tenha assinado a Convenção de Haia.

4. A DESISTÊNCIA DA ADOÇÃO

4.1 A DESISTÊNCIA DA ADOÇÃO DURANTE O ESTÁGIO DE CONVIVÊNCIA O estágio de convivência é de grande importância para que o adotante possa ter certeza de que deseja efetivar a adoção. A devolução da criança ou adolescente deve acorrer ate o período do estágio de convivência.

O art. 46 do ECA dispõe que: "A adoção será precedida de estágio de convivência com a criança ou adolescente, pelo prazo máximo de 90 (noventa) dias, observadas a idade da criança ou adolescente e as peculiaridades do caso”.

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Para que ocorra a devolução deve ser avaliada as causas para tal devolução, sendo que tal ato pode gerar efeitos na criança ou adolescente podendo ser prejudiciais ao seu desenvolvimento.

4.2 A CONFIGURAÇÃO DA RESPONSABILIDADE CIVIL DO ADOTANTE

Entende-se por responsabilidade civil o dever de reparar o dano moral ou material causado a terceiro através de um ato ilícito. Artigo 186 do Código Civil, todo aquele que causa dano a outrem tem o dever de repará-lo, seja a causa deste dano uma ação ou omissão voluntária, por imprudência ou por negligência, mesmo que o dano seja exclusivamente moral.

O adotante que devolve o adotado fere vários direitos como a dignidade da pessoa humana, o direito ao convívio familiar e principio da não discriminação, pressupondo que se este fosse seu filho biológico não haveria como ocorrer tal devolução.

Se esta devolução gera danos que não são reparáveis a criança ou adolescente o adotante dever responder civilmente por tal ato.

4.2.1 ANÁLISE JURISPRUDENCIAL SOBRE A INSCIDÊNCIA OU NÃO DE DANO MORAL AO MENOR

Em um julgado de 2016 o Tribunal de Justiça de Minas Gerais se

manifestou a favor da responsabilidade civil dos adotantes que desistiram da

adoção.

AÇÃO CIVIL PÚBLICA - I. ADOÇÃO - GUARDA PROVISÓRIA - DESISTÊNCIA DA ADOÇÃO DE FORMA IMPRUDENTE - DESCUMPRIMENTO DAS DISPOSIÇÕES DO ART. 33 DO ECA - REVITIMIZAÇÃO DA CRIANÇA - REJEIÇÃO - SEGREGAÇÃO - DANOS MORAIS CONSTATADOS - ART. 186 C/C ART. 927 DO CÓDIGO CIVIL - REPARAÇÃO DEVIDA - AÇÃO PROCEDENTE - II. QUANTUM INDENIZATÓRIO - RECURSOS PARCOS DOS REQUERIDOS - CONDENAÇÃO INEXEQUÍVEL - MINORAÇÃO - SENTENÇA PARCIALMENTE REFORMADA.

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CONCLUSÃO

O presente trabalho buscou demonstrar que a devolução da criança ou adolescente adotado causa danos psicológicos e moral devido ao novo abandono.

O adotante que devolve para a instituição o adotando esta ferindo diversos direitos como o melhor interesse da criança e adolescente, a dignidade da pessoa humana e o direito a convivência familiar.

Foi possível observar através de análise de decisão judicial que os adotantes foram condenados pelo abandono dos adotados por ferir vários princípios entre eles direito fundamental que a criança possui de ser tratada com dignidade e não sofrer nenhum tipo de abuso ou violência, seja moral ou física.

É necessária que se estabeleça uma pena a quem causa a dor do abandono, para este não fique impune a essa infração e não possa vir a cometer esse mesmo tipo de dor a outro indivíduo novamente.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BRASIL. Congresso. Senado. Código nº 10406, de 10 de janeiro de 2002. Institui o Código Civil. Código Civil. Brasília, DF.

BRASIL. Constituição da República, de 5 de outubro de 1988. Constituição. Brasília, DF.

COULANGES, Fustel de. A cidade antiga. (Título original: La cité antique. Tradução: Jean Melville). 2. ed. São Paulo: Editora Martin Claret, 2007. p.46 DINIZ, Maria Helena. Curso de direito civil brasileiro: direito de família. 29 ed. São Paulo: Saraiva, 2014. p. 571.

VERONESE, Josiane Rose Petry e SILVEIRA, Mayra. Estatuto da Criança e do Adolescente comentado. São Paulo: Conceito Editorial, 2011.

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XVI ERIC – (ISSN 2526-4230) PLURIPARENTALIDADE REGISTRAL E SEUS REFLEXOS SUCESSÓRIOS

Renata Ferreira Xavier/Graduação FAFIMAN Orientadora: Sarah Tavares Lopes da Silva

RESUMO: Este trabalho tem por objetivo apresentar de forma suscinta o instituto da Pluriparentalidade Registral e seus reflexos sucessórios. É um grande progresso na área do direito de família, em relação ao direito de herança constitucional o qual ainda é hermético, em especial no que diz respeito a partilha quanto aos ascendentes. Outrossim, trata ainda da importância desses reflexos para selar uma relação de afeto entre as partes.

ABSTRACT: The objective of this paper is to present the Institute of Pluriparental Parenting and its succession reflexes. It is a great progress in the area of family law, in relation to the right of constitutional inheritance, which is still hermetic, especially with regard to sharing as to ancestors. Furthermore, it also deals with the importance of these reflexes to seal a relationship of affection between the parties.

1 INTRODUÇÃO

A evolução da sociedade exige modificações no que diz respeito a direitos, em especial ao direito de família. Muitas foram as mudanças ocorridas a respeito desse ramo do direito, sempre buscando a proteção do individuo ou por melhor dizer: “a dignidade da pessoa humana” conforme reza a Constituição Federal de 1988.

A pluriparentalidade registral é um tema relativamente novo e controverso que reflete em outros institutos do direito.

Tanto o Estatuto da Criança e do Adolescente como a Constituição Federal de 1988 preservam pelo melhor interesse da criança e do adolescente. É neste prisma que o trabalho se desenvolve, uma vez que a preocupação se dá em tratá-los como protagonistas de sua história e não como meros figurantes.

Se de fato o pai socioafetivo desenvolve todas as atividades pertinentes a figura paterna, nada mais justo que este também possa ter seu nome registrado de fato na vida dessa criança ou adolescente, assim como justo também que esta se torne no futuro seu herdeiro.

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O afeto familiar é extremamente importante no mundo do direito de família, partindo do princípio que todos têm o direito de constituir família.

Para o direito ser justo, e é isso que se busca, a verdade aparente deve prevalecer sobre a verdade biológica nesse caso da criança, principalmente porque o parentesco biológico não necessariamente está vinculado a amor e carinho.

2 DIREITO DAS FAMÍLIAS

2.1 PRINCÍPIOS NORTEADORES DO DIREITO DAS FAMÍLIAS

Os princípios dentro do Direito de Família têm o papel de exercer um aperfeiçoamento na organização jurídica, completando lacunas deixadas pelas normas. O princípio da dignidade da pessoa humana vem sendo conceituado desde de 1988 pela Constituição da República e por Kant no século XVIII e hoje em dia eles são essências para uma vida social, como por exemplo, já não é mais possível pensar em ser humano sem dignidade. E para isso, as pessoas tornam os princípios como um alicerce de uma vida digna, mas como se sabe, não se pode impor a norma seca sem olhar a vontade da sociedade.

Quando a expressão “Dignidade da Pessoa Humana” passou a ser usada no direito, era com o intuito de caracterizar uma personalidade, mas com o decorrer do tempo foi se adequando e hoje é tratada como indivíduo.

Hoje vista como um princípio constitucional e ético, não importando o regime político atual, todos devem ter o reconhecimento como pessoa pelo Estado, pois ela é a comprovação de que se deve ter direito nas obrigações universais, sendo um princípio geral.

Para o Direito de Família não é digno dar tratamento diferenciado para as várias formas de filiações que hoje existe e onde todas são consideradas famílias. Onde no século XIX era uma família patriarcal, que tinha principal finalidade a economia, com a figura do pater famílias que era o chefe e a mulher tinha função de criar os filhos e tomar conta da casa. Passados os anos a hierarquia mudou completamente, a mulher assumiu carreira profissional fora do lar e com isso trouxe mais sustento, o que a tornou indispensável para a economia familiar.

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Na Constituição Federal de 1988 em seu artigo 227, encontra-se os direitos fundamentais da criança e do adolescente, Kátia Magalhães Arruda explica4:

[...] de onde concluímos pela inquestionabilidade tanto de um fundamento subjetivo, face à importância desse direito para o indivíduo, sua formação, o desenvolvimento de sua personalidade, quanto um fundamento objetivo face ao interesse público, a necessidade social e até a evolução da comunidade na compreensão de resguardar um período imprescindível ao ser humano e que, após ultrapassado, jamais poderá ser resgatado.

Segundo a autora acima, atenta-se com a educação e o caráter do indivíduo, preocupando-se em proteger a infância e a adolescência de cada um, pois depois não poderá ser remissível.

Tanto no Estatuto da Criança e do Adolescente (LEI Nº 8.069, DE 13 DE JULHO DE 1990.) como na Constituição Federal de 1988, a preocupação está em tratar eles como protagonistas e não como figurantes do direito.

Cuidar de crianças e adolescentes tem maior relevância na teoria e precisa-se ser levada em consideração a importância que tem, de direito à vida.

Localiza-se o princípio da solidariedade familiar no artigo 3o, 226, 227 e 230 da Constituição Federal de 1988, pontifica Carlos Roberto Gonçalves5:

“O dever de prestar alimentos funda-se na solidariedade humana e econômica que deve existir entre os membros da família ou parentes. Há um dever legal de mútuo auxílio familiar, transformado em norma, ou mandamento jurídico. Originariamente não passava de um dever moral, ou uma obrigação ética, que no direito romano se expressava na equidade, ou no officium pietatis, ou na caritas. No entanto, as razões que obrigam a sustentar os parentes e a dar assistência ao cônjuge transcendem as simples justificativas morais ou sentimentais, encontrando sua origem no próprio direito natural.”

A solidariedade não é meramente patrimonial, mas sim afetuosa e psíquica. Tem o dever da recíproca ajuda dos parentes uns com os outros, por isso fixa-se os elementos da obediência solidária.

O afeto familiar tem importância jurídica na doutrina, assim tornou-se um princípio. Justifica Giselle Câmara Groeninga6:

4 GUERRA FILHO, Willis Santiago (Coord.) et al. Dos direitos humanos aos direitos fundamentais. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 1997; p. 105.

5 GONÇALVES, Carlos Roberto. Direito Civil Brasileiro – Direito de Família. VI v. São Paulo: Saraiva, 2005.

6 GROENINGA, Giselle Câmara. Direito Civil. Volume 7. Direito de Família. Orientação: Giselda M F

Novaes Hironaka. Coordenação: Aguida Arruda Barbosa e Cláudia Stein Vieira. São Paulo: RT, 2008, p.28.

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“O papel dado à subjetividade e à afetividade tem sido crescente no Direito de Família, que não mais pode excluir de suas considerações a qualidade dos vínculos existentes entre os membros de uma família, de forma que possa buscar a necessária objetividade na subjetividade inerente às relações. Cada vez mais se dá importância ao afeto nas considerações das relações familiares; aliás, um outro princípio do Direito de Família é o da afetividade”.

No entanto, não se pode confundir afeto com amor, afeto é um sentimento de imenso carinho que se tem por uma pessoa ou um animal, tendo também o afeto positivo e o negativo, onde o positivo é carinho e o negativo o ódio, e os dois encontra-se em ambiente familiar.

No artigo 226, § 7o, da Constituição Federal de 1988 trata a família como base da sociedade, com fundamento nos princípios, o planejamento familiar é de livre decisão do casal. Independentemente da origem da família, não é exigência que para se constituir uma família, precisa-se de homem e mulher e consequentemente pai e mãe, apesar da Constituição Federal de 1988 ainda exigir o respeito à dignidade da pessoa humana e que realize a paternidade de forma responsável. Não deixando de lado que, de acordo com a idade, ingenuidade, possibilidade de compreensão, uns são mais fracos que os outros e tendo os mais fracos uma proteção legal.

Assim, todos têm direito de constituir família, independente de sua idade, gênero ou orientação sexual. As famílias constituídas por união homoafetiva não pode sofrer discriminação, pois eles têm os mesmos direitos e obrigações de todas as outras formas de família.

3 DO PLANEJAMENTO FAMILIAR

3.1 DISPOSITIVO LEGAL: LEI NO 9.263, DE 12 DE JANEIRO DE 1996

Esse dispositivo fala sobre o núcleo familiar, que tem muita proteção no Brasil, tanto por parte legislativa, quanto pela sociedade em si. Uma das maiores responsabilidades que se deve ter com a família é o planejamento familiar, que é o controle basicamente da produtividade.

A Organização das Nações Unidas (ONU) é o órgão que mais atua nesse assunto, o colocando no ordenamento jurídico, passando pelo âmbito constitucional, legislação infraconstitucional e até pelas Resoluções do Conselho Federal de

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Medicina. Também tem o papel do Estado, que atua através do Sistema Único de Saúde (SUS) na proteção e saúde reprodutiva.

Art. 4o O planejamento familiar orienta-se por ações preventivas e

educativas e pela garantia de acesso igualitário a informações, meios, métodos e técnicas disponíveis para a regulação de fecundidade.

Parágrafo único – O Sistema Único de Saúde promoverá o treinamento de recursos humanos, com ênfase na capacitação do pessoal técnico, visando a promoção de atendimento à saúde reprodutiva. (Lei No 9.263, de 12 de

janeiro de 1996)7.

E, ainda, enfrentando a complexo problema do direito subjetivo ao planejamento familiar, o mínimo existencial e a reserva do impossível, passando ainda pela jurisprudência pátria para o entendimento nos Tribunais.

3.2 FILIAÇÃO: CONSANGUÍNEA, AFETIVA, JURÍDICA

O conceito de filiação vem sendo ampliado, primeiro o tradicional biológico, que pode ser provado através do DNA, tendo também a filiação biológica ou socioafetiva, que é aquela que ocorre por convivência entre pais e filhos, e também tem a jurídica, alheia a convivência e ao afeto, esta se caracteriza pela rejeição.

Tem-se um verdadeiro problema entre o pai socioafetivo sobre o pai biológico. Onde o principal objetivo esta que nem sempre o pai biológico exerce sua real função, assim o pai socioafetivo supre a carência, oferecendo amor, companheirismo e proteção.

De acordo com Maria Berenice Dias8, a filiação socioafetiva corresponde à verdade aparente e decorre do direto à filiação. O filho é titular do estado de filiação, que se consolida na afetividade. Não obstante, o art. 1.593 evidencia a possibilidade de diversos tipos de filiação, quando menciona que o parentesco pode derivar do laço de sangue, da adoção ou de outra origem, cabendo assim à hermenêutica a interpretação da amplitude normativa previsto pelo Código Civil de 2002.

7BRASIL. Lei n° 9.263, de 12 de janeiro de 1996. que trata do planejamento familiar, estabelece penalidades e dá outras providências. Disponível em:

<https://jus.com.br/artigos/37759/o-direito-fundamental-ao-planejamento-familiar-e-a-lei-n-9-263-de-janeiro-de-1996>. Acesso em 26 jun. 2020.

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Hoje em dia, a imagem de família necessita de uma mudança na norma para atender seus anseios decorrentes de uma realidade cultural. É indiscutível a existência da paternidade socioafetiva e sua sobreposição à meramente biológica, já que esta nem sempre vem acompanhada de amor e carinho.

No artigo 1.597, incisos I ao V do Código Civil de 2002 dispõe sobre o que a doutrina chama de pater is est, que se diz sobre a proteção do filho durante o casamento, mas não diz nada sobre aqueles filhos nascidos de uma união estável. Na Constituição de 1900 trata-se de família, elencando então os filhos de quaisquer relações.

Já a posse do estado de filho é alguém possuindo o estado de filho, onde cria-se o amor paterno e um vínculo, sendo aceito por todos como se fosse filho biológico. Diz-se posse do estado de filho pois é alguém ocupando o lugar de uma família na qual ele não pertence, mas por conta de sentimentos, solidariedade e afetividade, transforma a relação em uma relação de pai e filho.

Alguns requisitos são necessários para ocorrer a posse do estado de filho, como, o nome (nominatio) o filho ter usado o nome do pai ao qual ele se identifica; o trato (tractatus), que é o tratamento que o filho recebia do pai, como se fosse filho, ajudando na educação e outros; e também a fama (reputatio) que nada mais é que o reconhecimento público de ser pai, pela sociedade e família.

Para Luiz Edson Fachin9, a trilogia (nomen, tractus e fama) não é necessária, pois outros fatos podem ocorrer, cabendo ao magistrado a análise da situação do caso concreto.

O fato da criança nunca ter usado o sobrenome do pai não altera, se os demais requisitos aconteceram.

3.3 DO RECONHECIMENTO DOS FILHOS: RECONHECIMENTO PATERNO OU MATERNO

O Provimento n°63, de 14 de novembro de 2017, em seu artigo 10 esclarece que o reconhecimento voluntário da paternidade ou maternidade socioafetiva de qualquer idade será autorizada pelos oficiais de registro civil, no entanto o

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reconhecimento afetivo só é permitido nas crianças acima de 12 anos, menores apenas por vias judiciais, e as crianças dizem se aceitam ou não, e mesmo assim tem que comprovar o vínculo com aquela criança.

Nada se opõe a ter duas mães ou dois pais no registro, no campo “filiação”. Por exemplo, se um casal tivesse um filho e depois se separassem, e após tudo isso, eles se casem com outras pessoas, e seu filho tem muito afeto por tais conjugues, esse filho pode colocar o nome de seu padrasto e de sua madrasta em seu nome, por toda via, se os novos pais se separaram, todos poderiam disputar a guarda da criança e todos seriam obrigados a pagar-lhe pensão alimentícia, sendo essa uma ação irrevogável.

O processo de investigação de paternidade deve dar início, se for menor de 18 anos, pela mãe do menor, representada por um advogado. Se maior de idade, ele mesmo pode entrar com o processo, também representado por um advogado.

O pai se recusando a fazer o exame de DNA não diz que de falo ele é pai, a pessoa que entrou com a ação terá que entrar com novas provas da relação que teve.

Caso o pai tenha já seja falecido, será solicitado aos parentes próximos a ele o exame de DNA, os quais também não são obrigados a realizar. Se o mesmo já tiver deixado o testamento pronto, o juiz pode anular para então incluir o filho caso seja feito o reconhecimento positivo.

A paternidade sendo reconhecida, fica a critério do filho o uso ou não do sobrenome pai. Independe da vontade do pai, apenas do filho.

A ação negatória de paternidade, é aquela que ocorre por meio de ação de investigação de paternidade, prevista no artigo 1.601 do Código Civil, são aqueles casos em que se presume que o filho da mulher casada é do seu marido.

Presunção essa que tem o objetivo de garantir a paz e segurança familiar. Já que Código Civil acredita na paternidade dos filhos havidos na constância do casamento, o Supremo Tribunal Federal (STF) diz ser possível também que se entenda que os filhos nascidos durante a constância da união estável.

Mesmos nos casos em que a mulher confessa que o filho não é do seu marido, a presunção não se afasta, de acordo com o artigo 1.602 do Código Civil.

Já no artigo 1.601 do Código Civil de 2002 traz que o prazo para impugnação da paternidade não se sujeita a prescrição, já que o exame de DNA é fácil de se

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obter, notou-se um crescimento visível de ações negatórias de paternidade onde visa o afastamento do vínculo biológico pelos pais que foram enganados ou induzidos ao erro.

O reconhecimento de paternidade pode ser feito pela mãe da criança ou pela própria criança maior de 18 anos, é feita quando a criança tem apenas o nome da mãe na certidão.

De acordo com o Provimento 16/2012 a Corregedoria Nacional da Justiça (CNJ) pode ser realizada em qualquer Cartório de Registro Civil, comparecendo a mãe, a criança e o suposto pai, acompanhado de seus documentos pessoais e a certidão de nascimento da criança.

Se o pai se nega a registrar o filho em seu nome, a mãe entra com um pedido que é levado para o distribuir no fórum, que então o pai será intimado.

3.4 O REGISTRO CIVIL DA PESSOA NATURAL E SUA IMPORTÂNCIA

O registro no Registro Civil de Pessoas Naturais é o primeiro e o mais importante documento para a pessoa, além de ser o primeiro documento, nele será relatado todos os fatos da vida, nascimento, casamento, divórcio e o óbito. É onde contém as informações mais importantes, nome, sobrenome, filiação, estado civil, idade entre outros.

É obrigatório o registro de nascimento, Lei no 6.015/73, até mesmo porque sem o registro o bebe não recebe as vacinas, sendo a primeira certidão gratuita.

3.5 AS ESPÉCIES DE FILIAÇÃO SOCIOAFETIVA

A filiação possui cinco espécies, adotiva, filiação sociológica do filho de criação, adoção à brasileira, filiação afetiva no reconhecimento voluntário ou judicial da paternidade ou maternidade, fertilização artificial heteróloga.

Maria Helena Diniz10 classifica que a filiação matrimonial, oriunda de pessoas ligadas por matrimonio valido por tempo da concepção, se ser de um matrimonio anulável estando ou não de boa-fé.

A Adoção se baseia em laços afetivos, entendida como vínculo que se tem

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entre o adotante e o adotado.

Zeno Veloso11 conceitua adoção com “o ato jurídico que estabelece um vínculo de parentesco entre adotante e adotado, passando este a ser filho daquele. Adquire, assim, o adotado estado de filho do adotante e este o de pai do adotado”

A filiação sociológica do filho de criação é o caso em que se tem vínculo biológico ou jurídico, alguém educa uma criança ou adolescente por mera opção, denominado filho de criação, abrigando-o em um lar, tendo por fundamento o amor entre seus integrantes; uma família, cujo único vínculo probatório é o afeto . É dizer, quando uma pessoa, constante e publicamente, tratou um filho como seu, quando o apresentou como tal em sua família e na sociedade, quando na qualidade de pai proveu sempre suas necessidades, sua manutenção e sua educação, é impossível não dizer que o reconheceu.

A terceira espécie de filiação sociológica decorre da adoção à brasileira, em que a criança, ao nascer, é registrada diretamente em nome dos pais afetivos, como se fossem biológicos, não sendo possível e imediata ação anulatória do registro de nascimento. Como exemplo, o caso de uma gestante que entrega seu filho, voluntariamente, a um casal, o qual faz o registro de nascimento do recém-nascido em seus nomes, como se fossem os pais genéticos.

Já na filiação afetiva no reconhecimento voluntário ou judicial da paternidade ou maternidade é quando alguém comparece no Cartório de Registro Civil, de forma livre e espontânea, solicitando o registro da criança como seu filho, não necessita de qualquer comprovação genética. Assim aquele que toma o lugar dos pais prática, por assim dizer, uma 'adoção de fato'. Nesse caso, quando da aceitação voluntária ou judicial da paternidade ou da maternidade, é estabelecido o estado de filho afetivo (posse de estado de filho), com a atribuição de todos os direitos e deveres do filho biológico.

A fertilização heteróloga é uma forma de filiação exclusivamente socioafetiva, já que não há vínculos consanguíneos entre o marido ou companheiro da mulher fecundada e o filho concebido. Vê-se claramente uma filiação afetiva, o filho concebido com o sêmen de terceiro é fruto da vontade, que vem do fundo do coração, de quem deseja ter um filho, para cuidar, amar, proteger, dá carinho e atenção mesmo que ciente da inexistência de qualquer vínculo biológico com esse

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filho. A filiação biológica é desnecessária e até mesmo inútil, para este pai ou mãe afetivo.

4 A PLURALIDADE REGISTRAL E SEUS REFLEXOS SUCESSÓRIOS

4.1 A TESE DA MULTIPARENTALIDADE E O SEU ACOLHIMENTO PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

A pluriparentalidade ou multiparentalidade é uma expressão utilizada para o reconhecimento jurídico da simultaneidade de mais de um vínculo paterno ou materno com relação a mesma pessoa, ou seja, reconhecimento de que tem dois pais e/ou duas mães, constando em seu registro a dupla filiação, antes disso, era feita a exclusão de um genitor.

Antes o reconhecimento só podia ser feito no cartório de registro civil se fossem casos de inseminação artificial realizado por casais homoafetivos, e com a simples apresentação do laudo médico, nos outros casos só se permitia de forma judicial. Após o Provimento 63 do CNJ em 14/11/2017, as regras mudaram e o reconhecimento de filiação socioafetiva nos cartórios passou a ser feito sem ação judicial. A criança tem que ter acima de 12 anos, dar consentimento e os pais deverão também consentir. No entanto é uma ação irretratável, a não ser se for comprovado fraude e outros.

Segundo Flávio Tartuce12:

“Penso, todavia, que a jurisprudência sobre o tema está em crescente e intensa construção. O julgamento futuro do Supremo Tribunal Federal sobre a prevalência do vínculo biológico ou socioafetivo parece ser uma ótima oportunidade de uma manifestação superior sobre a categorização jurídica da multiparentalidade”

Ao analisar o conceito etimológico da pluriparentalidade, Rita de Cássia13, afirma que pluri significa mais de um e parentalidade se refere à relação entre pais e filhos.

Sendo assim há a possibilidade de reconhecimento jurídico de dois pais ou

12TARTUCE, Flávio. Manual de Direito Civil. São Pulo. Ed. Método, 2018.

13 MENEZES, Rita de Cássia Barros de. Pluriparentalidade: Uma visão contemporânea do Direito de Família. 1ª

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duas mães: um biológico e outro afetivo.

Ruth Pacheco, Luis Honorato e Denison de Aguiar dissertam14:

“A instabilidade dos casamentos e o crescente número de divórcios não mais permitem que a entidade familiar seja considerada apenas no seio da família matrimonial. Diariamente, casais se separam e constituem relações com outras pessoas, formando um novo grupamento familiar. É nesse contexto que surge a família mosaico. A família mosaico consiste em uma família recomposta, seja pelo falecimento, seja pela separação dos genitores, em que um deles permanece com a prole e une se a um terceiro, que por sua vez, pode ou não ter filhos de outra relação. Dessa forma, é reconhecida socialmente a família reconstituída, mosaico ou pluriparental.”

Na maioria dos casos que chegou ao Superior Tribunal de Justiça, eles não permitiram o acolhimento de teses que abrigassem a constituição de mais de dois vínculos parentais. No início os ministros tinham maior respeito pelo vínculo socioafetivo, alegando que o mesmo não poderia ser desconstituído.

Após várias ações da mesma espécie, a corte passou a entender que o vínculo biológico poderia prevalecer sobre o vínculo constituído, levando em consideração o melhor interesse da criança e do adolescente.

Sendo assim, de acordo com o entendimento, o Supremo Tribunal Federal firmou tese no temo 622, a respeito da prevalência ou não de um dos vínculos paternos: “A paternidade socioafetiva, declarada ou não em registro público, não impede o reconhecimento do vínculo de filiação concomitante baseado na origem biológica, com os efeitos jurídicos próprios”.

Entende-se assim que a corte deixa claro que as duas filiações produzem todos os efeitos jurídicos decorrentes de uma paternidade ordinária. Desse modo, além de firmar o vínculo socioafetivo, equivales ao biológico, fica jurisprudencialmente consolidada a possibilidade de existir a multiparentadlidade.

4.2 OS DIREITOS SUCESSÓRIOS QUANDO HÁ DUPLA ASCENDÊNCIA PATERNA E/OU MATERNA

Na família multiparental se ocorrer a morte de um dos pais ou mãe, o filho, sendo ele socioafetivo ou biológico, herdará a sua herança em concorrência com os 14 PACHECO, Ruth; HONORATO, Luís Guilherme de Jesus; AGUIAR, Denison Melo de. Os efeitos jurídicos e

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outros irmãos, visto que não existe mais diferença nos “tipos” de filhos.

Para Araújo e Barbosa15, “se alguém toma posse do estado de pai para com uma criança que não é sua cria biológica é porque a consanguinidade não importa”. O que não podemos pensar que o reconhecimento da filiação afetiva anula a biológica, assim se a criança mantém relação de afeto e cuidado de ambos os pais e mães, possui direito à herança de todos eles. O direito de sucessão será de quantos pais ela tiver, da mesma forma na velhice terá a obrigação de cuidar de todos.

Assim para Farias e Rosernvald16, “a pluriparentalidade pode ser admitida em casos nos quais se demonstre a convivência simultânea, ou sucessiva de alguém com duas outras pessoas que se apresentem, efetivamente, como pais ou mães”.

Entende-se que, uma vez admitida a pluriparentalidade, deverá ser igualmente reconhecida a multi-hereditariedade, que é o direito de percepção de mais de uma herança.

Assim, se ocorrer a morte do filho e este filho não possuir descendentes e nem cônjuge, os pais serão os herdeiros e, neste caso não se tem previsão legal de como tem que ser feita a divisão dos bens.

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

O aspecto mais importante deste artigo é a compreensão da sociedade a respeito de um tema novo, porém cada vez mais comum na atualidade.

A pluriparentalidade surge para selar a relação jurídica de famílias unidas pelo afeto e amor, efetivando o direito á dignidade da pessoa humana e a felicidade.

Através desse reconhecimento jurídico e sucessório pais e filhos que se escolhem podem usufruir de todos os direitos reservados às famílias biológicas.

Sendo assim, entendo que a pluriparentalidade registral e seus reflexos sucessórios é o que há de mais humano e justo no direito de família, pois tem como base laços afetivos que unem uns aos outros, um amor coexistente entre pai biológico e pai afetivo, refletindo em todos os demais direitos oriundos dessa paternidade.

15 ARAUJO, Neiva Cristina de; BARBOSA, Vanessa de Souza Rocha. Do direito sucessório ante à

pluriparentalidade: o direito à herança dos pais biológico e afetivo, 2015. Disponível em . Acesso em: 12 ago. 2017.

16 FARIAS, Cristiano Chaves e ROSENVALD, Nelson. Curso de Direito Civil: Famílias. 8 ed.Salvador:

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6. REFERÊNCIAS

ARAUJO, Neiva Cristina de; BARBOSA, Vanessa de Souza Rocha. Do direito

sucessório ante à pluriparentalidade: o direito à herança dos pais biológico e afetivo, 2015. Disponível em . Acesso em: 12 ago. 2017.

BRASIL. Lei n° 9.263, de 12 de Janeiro de 1996. que trata do planejamento familiar, estabelece penalidades e dá outras providências. Disponível em:

<https://jus.com.br/artigos/37759/o-direito-fundamental-ao-planejamento-familiar-e-a-lei-n-9-263-de-janeiro-de-1996>. Acesso em 26 jun. 2020.

DIAS, Maria Berenice. Direito das famílias. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2005.

DINIZ, Maria Helena. Curso de direito civil brasileiro. v. 5. 25. ed. São Paulo:Saraiva, 2010.

FACHIN, Luiz Edson. Estabelecimento da filiação e paternidade presumida. Porto Alegre: Fabris, 1992.

FARIAS, Cristiano Chaves e ROSENVALD, Nelson. Curso de Direito Civil: Famílias. 8 ed.Salvador: JusPodivm, 2016.

GONÇALVES, Carlos Roberto. Direito Civil Brasileiro – Direito de Família. VI v. São Paulo: Saraiva, 2005.

GROENINGA, Giselle Câmara. Direito Civil. Volume 7. Direito de Família.

Orientação: Giselda M F Novaes Hironaka. Coordenação: Aguida Arruda Barbosa e Cláudia Stein Vieira. São Paulo: RT, 2008, p.28.

GUERRA FILHO, Willis Santiago (Coord.) et al. Dos direitos humanos aos direitos fundamentais. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 1997; p. 105.

MENEZES, Rita de Cássia Barros de. Pluriparentalidade: Uma visão contemporânea do Direito de Família. 1ª Ed. João Pessoa: Sal da Terra, 2017.

PACHECO, Ruth; HONORATO, Luís Guilherme de Jesus; AGUIAR, Denison Melo de. Os efeitos jurídicos e alimentícios da pluriparentalidade. Academia Brasileira de Direito Civil, Juiz de Fora (MG), n.1, p.91-102, 2018.

TARTUCE, Flávio. Manual de Direito Civil. São Pulo. Ed. Metodo, 2018.

VELOSO, Zeno. Direito brasileiro da filiação e paternidade. São Paulo: Malheiros, 1997. p.160.

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