• Nenhum resultado encontrado

Combater a discriminação

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "Combater a discriminação"

Copied!
16
0
0

Texto

(1)

Combater a

discriminação

na União Europeia

Uma iniciativa da União Europeia

Br_NIB_PT_16_ND.indd 1

(2)

Prefácio

de Comissário

Vladimir Špidla

2

Vladimir Špidla, Comissário Europeu para o Emprego,

Assuntos Sociais e Igualdade de Oportunidades

D

iariamente, por toda a União Europeia, existem pessoas impedidas de participar no trabalho e na sociedade devido ao preconceito e à discriminação. Esta é a razão pela qual foi criada legislação em matéria de igualdade de direitos que as ajude a ultrapassar os obstáculos com que se deparam.

A legislação europeia proíbe a discriminação no emprego e na formação em razão da religião ou crença, deficiência, idade e orientação sexual, bem como a discriminação em razão da raça ou origem étnica, não só no âmbito do emprego e formação, como ainda noutras áreas da vida quotidiana como a educação, o acesso à habi-tação e aos cuidados de saúde.

Br_NIB_PT_16_ND.indd 2

(3)

3

Estas leis oferecem protecção contra a

discri-minação e contra o assédio. Determinam que qualquer pessoa vítima de discriminação possa intentar processos judiciais ou fazer uso de qualquer outro tipo de procedimento adminis-trativo. As organizações não governamentais, associações ou sindicatos podem igualmente agir em sua representação e cada Estado-Mem-bro deve designar um órgão de promoção da igualdade de tratamento para ajudar as vítimas de discriminação.

A União Europeia apoia estas alterações legais através do financiamento a estudos, projectos e organizações de combate à discriminação. Centenas de actividades diversas estão a ser financiadas desde a formação de advogados e juízes a acções de combate ao preconceito e discriminação nos media ou no desporto. Esta-mos também a trabalhar afincadamente para aumentar o conhecimento geral sobre a nova legislação e sobre as questões da diversidade e da discriminação.

Por esta razão, 2007 foi designado o Ano Euro-peu para a Igualdade de Oportunidades para todos. O objectivo deste Ano é informar as pessoas sobre os seus direitos, celebrar a diver-sidade e promover a igualdade de oportunida-des para todos na União Europeia, em todas as áreas, económica, social, cultural ou política. Ao lutarmos contra a discriminação e promover-mos um tratamento justo e igual, todos nós, na União Europeia ficaremos a ganhar.

Vladimir Špidla

Comissário Europeu para o Emprego, Assuntos Sociais e Igualdade de Oportunidades

Br_NIB_PT_16_ND.indd 3

(4)

> A Comunidade Europeia luta desde há bastante tempo contra a discriminação. Com efeito, aquando da sua criação uma das tarefas mais urgentes era a reconciliação de um continente dividido por conflitos nacionalistas e étnicos. Durante muitos anos, o objectivo foi prevenir a discriminação em razão da nacionalidade e do sexo. A partir de 1999, a Comunidade dispôs de novas competências no combate à discriminação em razão da raça ou origem étnica, reli-gião ou convicções, deficiência, idade ou orientação sexual, tendo sido igualmente alargado o poder para o combate à discriminação em razão do sexo.

Direitos e

ao abrigo da l

4

>> A União assenta nos princípios da liberdade, da democracia, do respeito pelos direitos do Homem e pelas liberdade fundamen -tais(…) princípios que são comuns aos Estados- Membros. <<

Artigo 6.°, n.° 1 do Tratado da União Europeia

Br_NIB_PT_16_ND.indd 4

(5)

obrigações

a legislação europeia de combate à discriminação

5

Perguntas mais frequentes

Quem está protegido

contra a discriminação?

> Todas as pessoas que se encontrarem no território da União estão protegidas contra qualquer tipo de discriminação baseada nos motivos referidos supra.

Qual o significado de

« discriminação »?

> As novas leis proíbem tanto a discriminação directa como a indirecta.

> Existe discriminação directa quando, numa situação comparável, uma pessoa é trata-da de forma menos favorável do que outra em razão da raça ou origem étnica, reli-gião ou con vicções, deficiência, idade ou orientação sexual.

O que está a UE a

fazer para combater

a discriminação?

> Em 2000 os Estados Membros da União Euro-peia adoptaram unanimemente duas leis ou « Directivas » que proíbem a discriminação. Cada país teve de implementar estas leis para as suas leis nacionais até 2003. Nos domínios da idade e da deficiência, os Estados Mem-bros podiam requerer um prolongamento do prazo de implementação até ao final de 2006. Para além das leis, a UE financia pro-jectos, organizações, estudos e acções de infor mação para o combate à discriminação.

Que formas de

discriminação são

abrangidas pelas leis?

> A legislação adoptada em 2000 proíbe a discri-minação em matéria de emprego e formação em razão da raça ou origem étnica, orientação sexual, religião ou convicções, idade e defi-ciência. As disposições relativas à discriminação em razão da raça ou origem étnica abrangem também outras áreas, como a educação, a segurança social, os cuidados de saúde, o acesso a bens e serviços e a habitação.

Br_NIB_PT_16_ND.indd 5

(6)

Exemplo de discriminação indirecta:

> Um empregador decide excluir os candidatos a um emprego que vivem num determinado bairro da cidade. Nesse bairro vive, porém, um grande número de pessoas de etnia na. Tal medida deixaria os candidatos ciga-nos em desvantagem e estes estariam assim a ser discriminados indirectamente.

A discriminação indirecta apenas é permitida caso possa ser justificada objectivamente por uma finalidade legítima.

Por exemplo:

Uma empresa de construção obriga todos os seus trabalhadores numa obra a usar capacetes de segurança. Tal obrigação poderia ter um impacto negativo, por exemplo, em traba-lhadores de etnia Sikh devido ao uso do seu tradicional turbante. No entanto as regras de segurança no trabalho sobrepõem-se e portan-to este acportan-to não constituiria discriminação.

O que sucede em caso de

assédio e de retaliação?

> As leis proíbem o assédio que atenta con-tra a dignidade de uma pessoa em razão da raça ou origem étnica, religião ou con-vicções, deficiência, idade ou orientação sexual e cria um ambiente intimidativo, hostil, degradante, humilhante ou ofensivo.

> A retaliação também está proibida. Há retaliação quando uma pessoa é tratada mal ou de forma diferente por ter apre sentado uma queixa relativa a discrimi nação ou apoiado um colega que apresentou uma queixa deste tipo.

6

Por exemplo:

> Uma mulher de 40 anos candidata-se a um emprego de assistente para um pronto-a-vestir mas quando se apresenta para a entrevista é informada que a empresa ape-nas recruta pessoas com idades que rondem os 20 anos.

> Um casal nigeriano procura um apartamen-to para alugar – ao visitar uma das casas, o senhorio diz-lhes que não lhes pode alugar a mesma pois os vizinhos não querem pessoas de cor no prédio.

> No entanto, a discriminação adopta fre-quentemente formas mais subtis, por isso as leis proíbem também a discriminação indi-recta. Esta ocorre quando uma disposição, ou prática aparentemente neutras se aplica a todos os grupos mas tem um efeito des-proporcionado nos membros de um grupo.

Br_NIB_PT_16_ND.indd 6

(7)

Quais as implicações

destas medidas para

os empregadores?

> As leis afectam todos os empregadores do sector público e privado. A directiva abrange ainda as condições de acesso ao trabalho independente e ocupação. Os empregado-res deverão garantir que as suas práticas de emprego não são discriminatórias, por exem-plo, nos procedimentos de recrutamento, critérios de selecção, remuneração e promo-ções, despedimento ou acesso à formação. As leis anti-discriminação aplicam-se a todas as fases do contrato de trabalho.

Que obrigações têm os

empregadores em relação

às pessoas com deficiência?

> Os empregadores têm o dever de «adaptação razoável» relativamente aos candidatos ou trabalhadores com deficiência. Tal significa que têm de tomar as medidas adequadas para que estas pessoas acedam ao emprego ou à formação, excepto se as medidas impli-carem um encargo desproporcionado para o empregador. A «adaptação razoável» inclui, por exemplo, o acesso para cadeiras de rodas, a adequação das horas de trabalho, ou, a redistribuição das tarefas numa equipa. Para determinar se o encargo é desproporcionado deverão ter-se em conta, os custos em causa, a dimensão e recursos financeiros da empresa e a possibilidade de obtenção de uma sub-venção pública ou apoio de outro tipo.

Anne-Sophie Parent, Presidente, Plataforma Social (www.socialplatform.org)

« Os empregadores que investem em locais de trabalho isentos de discriminação e numa força de trabalho marcada pela diversida-de estão a fazer a escolha certa. São eles que ganham com um ambiente de trabalho humano e com a experiência de trabalhado-res que reflectem a diversidade dos consumi-dores e clientes dos seus serviços. A discrimi-nação destrói vidas, marginaliza indivíduos e impede o desenvolvimento de um ambiente de trabalho positivo assente na inclusão, no respeito e no espírito de equipa. Na quali-dade de coligação de ONG sociais europeias com raízes em partes diversas da sociedade civil, a Plataforma Social está também aguda-mente consciente da necessidade de acabar com os casos de discriminação múltipla em que os indivíduos são vítimas de discrimina-ção por mais do que um motivo. »

7

Br_NIB_PT_16_ND.indd 7

(8)

« Como ponte entre os europeus e a sociedade civil organizada, o Comité Eco-nómico e Social Europeu apoia determinadamente os esforços da UE para construir uma sociedade e locais de trabalho marcados pela diversidade e pela não discriminação. O Comité está em boas condições para ajudar a promover este diálogo. Estou profundamente convicta de que é essencial que todos os que residem nos Estados-Membros possam beneficiar de um nível mínimo de protecção e de direitos a vias de recurso jurídicas contra casos de discrimi -nação, facto que reforçaria também a coesão social e económica na União. Estou confiante que um melhor diálogo entre empresas, sindicatos e outros agentes sociais e económicos, assente em boas práticas, poderia provar que a igualdade de tratamento no emprego e na vida profissional pode melhorar os desempenhos económicos e a inclusão social. »

8

Anne-Marie Sigmund, Presidente, Comité Eco-nómico e Social Europeu (www.ces.eu.int)

O que ganham as

empre-sas com estas novas leis?

> Existe um número crescente de companhias europeias que estão a adoptar estratégias de diversidade e igualdade não simples-mente para dar cumprimento à legislação mas pelas vantagens inerentes para os seus negócios. As medidas de diversificação da mão-de-obra podem traduzir-se em vanta-gens para as empresas. Podem fazer parte de uma estratégia empresarial mais ampla para criar capital humano e fomentar a criatividade e a inovação e favorecer a reputação das empresas e a sua imagem. Renaldas Vaisbrodas,

Presidente do Fórum Europeu da Juventude (www.youthforum.org)

« Os jovens devem estar no centro do desenvolvimento de sociedades civis coesivas, mas diversas, baseadas no respeito pelos direitos humanos e princípios democráticos. As organizações de juventude desempenham um papel fundamental neste objectivo, promovendo estes valores e oferecendo aos jovens um espaço de partici-pação activa e de cidadania. Sabemos que nem todos os jovens têm oportunidades iguais de participartici-pação e que muitos são alvo de discriminação. O Fórum Europeu da Juventude e as suas organizações membros estão empe-nhados em trabalhar pela igualdade de oportunidades para todos e contra qualquer tipo de discriminação. Tal apenas é possível através de parcerias e em cooperação com instituições europeias e internacionais para a orga-nização de programas educativos, iniciativas de emprego que visem assegurar postos de trabalho apropriados para todos os jovens e educação dos direitos humanos. »

Br_NIB_PT_16_ND.indd 8

(9)

Existem excepções

à proibição geral de

discriminação?

> A legislação permite algumas excepções limitadas de acordo com o princípio de igualdade de tratamento, por exemplo, no sentido de preservar a ética das enti-dades religiosas ou permitir a introdução de medidas para integrar os jovens traba-lhadores ou trabatraba-lhadores mais idosos no mercado de trabalho. Pode existir também a necessidade de que o contratado possua determinada característica, por exemplo: não seria razoável contratar um actor branco para desempenhar o papel de Nelson Mandela. Tais excepções são, no entanto, estritamente limitadas.

Como podem as

vítimas de discriminação

apresentar uma queixa?

> A legislação determina que os Estados-Membros dêem às vítimas de discriminação o direito de apresentar uma queixa por via judicial ou administrativa e que sejam aplica-das as sanções adequaaplica-das aos responsáveis dessas discriminações.

> As disposições prevêem ainda a partilha do ónus da prova nos processos cíveis e adminis-trativos entre a pessoa que foi discriminada e a que alegadamente discriminou. Isto tornará mais fácil a prova para as pessoas que foram vítimas de discriminação.

9

Josep Borrell Fontelles, Presidente do Parlamento Europeu (www.europarl.eu.int)

« O respeito pela diversidade é fundamental para a União Europeia. Porém, a Europa não está imune à intolerância e à discriminação. As instituições europeias condenam qualquer tipo de discriminação e cooperam no sentido de prevenir a discriminação de acordo com o artigo 13 do Tratado da Comunidade Euro-peia e com a Carta dos Direitos Fundamen-tais. Como instituição que representa todos os cidadãos da União, o Parlamento Europeu, está fortemente empenhado na luta contra a discriminação e o racismo e continuará a exi-gir a existência de legislação adequada a nível europeu contra o racismo e a xenofobia. »

Br_NIB_PT_16_ND.indd 9

(10)

10

Com que apoio podem

contar as vítimas de

discriminação?

> A legislação da UE relativa à discriminação racial, estabelece que os Estados-Membros devem designar órgãos de promoção da igualdade de tratamento, que proporcio-nem assistência independente às vítimas da discriminação, realizem inquéritos e estudos e publiquem relatórios indepen-dentes e recomendações. As vítimas de discriminação podem contar também com o apoio de uma ONG ou um sindicato que possua um interesse legítimo. Nalguns Esta-dos-Membros estes órgãos apoiam também vítimas de outros tipos de discriminação como: homossexuais e pessoas portadoras de deficiência. Para conhecer a lista destes órgãos, visite: http://europa.eu.int/comm/ employment_social/fundamental_rights/ rights/neb_en.htm

E a igualdade entre

mulheres e homens?

> A discriminação em razão do sexo está abrangida por uma legislação especial. Tal justifica-se por esta problemática ter uma grande tradição a nível europeu, que remonta ao início da Comunidade Europeia. A legislação europeia nesta matéria é abun-dante, e estão disponíveis apoios financei-ros. Para mais informações:

http://europa.eu.int/comm/employment_ social/equ_opp/index_en.htm

John Monks, Secretario Geral CES (Confederação Europeia de Sindicatos – www.etuc.org)

« No seu Congresso de Praga em 2003, a CES assumiu um compromisso determinado de fazer campanha contra toda e qualquer forma de discriminação. Os sindicatos em toda a Europa estão actualmente a traba-lhar para garantir a correcta integração no direito nacional das duas directivas relativas à igualdade de tratamento e a devida apli -cação do princípio de igualdade de trata-mento no local de trabalho. Para o movimen-to sindical, as políticas relativas à diversida-de diversida-devem andar a par diversida-de uma participação sindical activa. No que lhes diz respeito, os sindicatos devem promover a igualdade de tratamento nas suas próprias fileiras e em todos os seus órgãos e estruturas de tomada de decisão. »

Br_NIB_PT_16_ND.indd 10

(11)

O que é a

discriminação múltipla?

> A maioria das pessoas possuem caracterís-ticas múltiplas de identificação: todos têm uma idade, um género, uma orientação sexual e uma etnia; mas muitos adquiriram uma religião ou uma deficiência também. Por possuírem características identificadoras múltiplas podem ser discriminadas por mais do que um factor. Por exemplo, uma mulher de uma minoria étnica pode ser vítima de dis-criminação sexual ou de disdis-criminação racial ou ainda de ambas. Do mesmo modo, um homem cigano com uma deficiência pode ter de enfrentar preconceitos a diferentes níveis.

Quando é que a

legis-lação entrou em vigor?

> A data limite para os Estados-Membros transporem as leis antidiscriminação para os respectivos ordenamentos jurídicos foi 19 de Julho de 2003 no que diz respeito às dispo-sições relativas à aplicação do princípio da igualdade de tratamento entre as pessoas sem distinção da origem racial ou étnica, e até 2 de Dezembro de 2003 no que se refe-re às disposições refe-relativas aos princípio da igualdade de tratamento sem distinção da orientação sexual, da religião ou convicções, da deficiência e da idade. Os Estados-Mem-bros também podiam solicitar um período adicional máximo de três anos para adequar os respectivos sistemas jurídicos às novas dis-posições para combater a discriminação em razão da deficiência ou idade.

11

Ernest-Antoine Seillière, Presidente da UNICE (União das Confederações da Indústria e dos Emprega-dores da Europa – www.unice.org)

« A UNICE está fortemente empenhada em promover a igualdade e a diversidade no emprego. As empresas beneficiam quando a sua mão-de-obra é recrutada, treinada e promovida de acordo com as suas compe-tências independentemente do sexo, ida-de, raça, deficiência, orientação sexual ou religião. Existe um número crescente de empresas que conduzem, com êxito, polí-ticas de diversidade como parte integrante do seu esforço para alcançar desempenhos elevados. A UNICE zela pela divulgação das boas práticas e incentiva as empresas e os empregados a tomar medidas. Em Março de 2005, a UNICE em conjunto com a União Europeia de Sindicatos adoptou um con-junto de acções relativamente à igualdade entre sexos que sublinha as acções prioritá-rias para os próximos anos. »

Br_NIB_PT_16_ND.indd 11

(12)

12

Existe um financiamento

comunitário disponível

para projectos que visam

combater a discriminação?

> O Programa de Acção comunitário (2000– 2006) dispõe de um orçamento de cerca de 100 milhões de euros. O objectivo geral do programa consiste em provocar uma mudança de carácter prático das atitudes e práticas discriminatórias. O programa tem três áreas prioritárias: reforçar a análise da natureza da discriminação, apoiar os agentes implica-dos no combate à discriminação e aumentar a sensibilização sobre a discriminação e os benefícios da diversidade. Entre 2007 e 2013, um novo programa de financiamento designado « PROGRESS » continuará a apoiar iniciativas de combate à discriminação.

Quais têm sido as acções

da UE para promover o

debate sobre a

diversida-de e a discriminação?

> No âmbito do programa de acção comuni-tário, a UE está a levar a cabo, em estreita colaboração com os sindicatos, os emprega-dores, as ONG e as administrações nacionais, uma importante campanha de informação em todos os Estados-Membros para salientar os benefícios da diversidade, não só no local de trabalho como noutras áreas. Para mais informações sobre esta campanha consultar :

http://www.stop-discrimination.info

Pascale-Marie Deschamps, Editora-chefe « Enjeux Les Echos », Vencedora do Prémio de Jornalismo « Pela Diversidade. Contra a Discriminação. », 2004 (www.stop-discrimination.info)

«A discriminação constitui uma ofensa à dig-nidade humana, como determinado pela lei internacional. Mas a lacuna entre estes valores e a realidade é substancial. Uma realidade que os jornalistas devem de entender sem compla-cência, mas também sem ingenuidade nem sensacionalismo, pois a discriminação é pro-duto de relações históricas, culturais e econó-micas complexas. Sinto-me muito honrada em receber este Prémio atribuído à nossa reporta-gem sobre racismo no local de trabalho. Espero que o Prémio incentive os meus compatriotas europeus a escrever sobre estes temas. »

O que irá acontecer com

o alargamento da UE?

> Todos os novos Estados-Membros deverão transpor as disposições europeias de luta contra a discriminação para os respectivos ordenamentos jurídicos antes de integra-rem a União Europeia.

Br_NIB_PT_16_ND.indd 12

(13)

Peter Straub,

Presidente do Comité das Regiões (www.cor.eu.int)

Porque razão foi 2007

designado Ano Europeu

para a Igualdade de

Oportunidades para

Todos?

> Com base numa proposta da Comissão Europeia, 2007 foi designado Ano Euro-peu para a Igualdade de Oportunidadas para Todos. Os objectivos deste Ano visam informar as pessoas sobre os seus direitos, celebrar a diversidade como um recurso para a EU e promover a igualdade de oportunidades para todas as pessoas. No âmbito deste Ano Europeu serão apoiadas actividades em todos os 25 Estados-Membros.

Onde pode ser

encon-trada mais informação

sobre a política e os

programas de combate

à discriminação na UE?

> Pode ser obtida mais informação no sítio:

http:// europa.eu.int/comm/antidiscrimination

ou solicitando essa informação por e-mail para o seguinte endereço:

[email protected]

Para receber informação actualizada sobre as políticas de combate à discriminação na UE, registe os seus dados em:

http://www.nondiscrimination-eu.info

13

« O Comité das Regiões rejeita toda e qual-quer forma de discriminação e acredita fir-memente que o combate à discriminação se faz através de uma mudança de atitudes e valores. A rejeição de todas as formas de discriminação é uma condição essencial para que a União Europeia se desenvolva, transfor-mando-se num espaço de liberdade, seguran-ça e justiseguran-ça. As autoridades locais e regionais têm um papel importante a desempenhar neste contexto, na medida em que operam ao nível das bases e estão em estreito con-tacto com o cidadão comum, fo mentando a sensibilização e a compreensão relativamen-te à discriminação múltipla. Por conseguinrelativamen-te, o Comité das Regiões apelou às autoridades locais e regionais, bem como a outras instân-cias veiculadoras de informação, para que participem empenhadamente no Programa de Acção Comunitário de Combate à Discri-minação pois são elas as entidades mais bem colocadas para conduzir iniciativas de sensibi-lização anti-discriminação. »

Br_NIB_PT_16_ND.indd 13

(14)

www.stop-discrimination.info

As directivas

em sumário

> Como o título indica, esta directiva aplica o princípio da igualdade de tratamento entre as pessoas, sem distinção da sua origem racial ou étnica.

> Protege contra a discriminação no emprego e na formação, na educação, na segurança social, nos cuidados de saúde e no acesso a bens e serviços, incluindo a habitação.

> Define as expressões: discriminação directa e indirecta, assédio e retaliação.

> Dá às vítimas de discriminação o direito de apresentar uma queixa por via judicial ou admi-nistrativa e prevê a imposição de sanções à parte demandada responsável pela discriminação.

> Estabelece a partilha do ónus da prova entre o demandante e o demandado nos processos cíveis e administrativos.

> Prevê a criação em todos os Estados-Mem-bros de um órgão de promoção da igualdade de tratamento, que proporcionará assistência independente às vítimas da discriminação em razão da origem racial ou étnica.

Directiva para a Igualdade Racial

1

1 Directiva 2000/43/CE de 29 de Junho de 2000 que

imple-menta o princípio da igualdade de tratamento´entre as pessoas, sem distinção de origem racial ou étnica.

Directiva da igualdade no emprego

2

> Aplica a igualdade de tratamento das pes soas no emprego e na formação sem distinção da sua religião ou convicções, orientação sexual ou idade.

> Inclui disposições idênticas às da directiva que aplica o princípio da igualdade de tratamento entre as pessoas, sem distinção de origem racial ou étnica no que diz respeito às defini-ções da discriminação, direitos de reparação e partilha do ónus da prova.

> Determina que os empregadores efectuem as adaptações razoáveis para responder às neces-sidades das pessoas com deficiência aptas para desempenhar o trabalho em questão.

> Permite excepções limitadas ao princípio da igualdade de tratamento, por exemplo, para respeitar a ética das entidades religiosas ou tornar possível a realização de programas especiais para promover a integração de jovens trabalhadores ou trabalhadores mais idosos no mercado de trabalho.

2 Directiva 2000/78/CE de 27 de Novembro de 2000 que

estabelece um quadro geral de igualdade de trata-mento no emprego e na actividade profissional.

14

Br_NIB_PT_16_ND.indd 14

(15)

Editor

Comissão Europeia

Direcção Geral do Emprego, Assuntos Sociais e Igualdade de Oportunidades 1049 Bruxelas – Bélgica

Concepção & Layout MEDIA CONSULTA International Holding AG Wassergasse 3 10179 Berlin – Alemanha www.media-consulta.com Impressão Druckhaus Schöneweide Berlin – Alemanha Edição 2005 ISBN 92-79-00693-2 Br_NIB_PT_16_ND.indd 15

(16)

KE -7 2 -0 5 -5 80 -P T -C Br_NIB_PT_16_ND.indd 16

Referências

Documentos relacionados

Various agroindustrial by-products have been used as elephant grass silage additives, such as orange pulp, that promoted better fermentation and raised the nutritive value of the

Assim, no caso da analogia de atribuição pode suceder que a forma significada pelo nome análogo se encontre somente em um dos sujeitos as quais se aplica este nome, e

• A falta de registro do imóvel no CAR gera multa, impossibilidade de contar Áreas de Preservação Permanente (APP) na Reserva Legal (RL), restrição ao crédito agrícola em 2018

• Não garantir condições dignas e saudáveis para os trabalhadores pode gerar graves consequências para o empregador, inclusive ser enquadrado como condições análogas ao

• A falta de registro do imóvel no CAR gera multa, impossibilidade de contar Áreas de Preservação Permanente (APP) na Reserva Legal (RL), restrição ao crédito agrícola em 2018

A Lista de Fauna Ameaçada de Extinção e os Entraves para a Inclusão de Espécies – o Exemplo dos Peixes Troglóbios Brasileiros.. The List of Endangered Fauna and Impediments

• Quando o navegador não tem suporte ao Javascript, para que conteúdo não seja exibido na forma textual, o script deve vir entre as tags de comentário do HTML. &lt;script Language

Nos tempos atuais, ao nos referirmos à profissão docente, ao ser professor, o que pensamos Uma profissão indesejada por muitos, social e economicamente desvalorizada Podemos dizer que