• Nenhum resultado encontrado

Fundamentos da Piscicultura | Editora LT

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "Fundamentos da Piscicultura | Editora LT"

Copied!
31
0
0

Texto

(1)
(2)

Introdução

Por muito tempo, a educação profissional foi desprezada e considera-da de segunconsidera-da classe. Atualmente, a opção pela formação técnica é festejaconsidera-da, pois alia os conhecimentos do “saber fazer” com a formação geral do “conhe-cer” e do “saber ser”; é a formação integral do estudante.

Este livro didático é uma ferramenta para a formação integral, pois alia o instrumental para aplicação prática com as bases científicas e tecnológicas, ou seja, permite aplicar a ciência em soluções do dia a dia.

Além do livro, compõe esta formação do técnico o preparo do professor e de campo, o estágio, a visita técnica e outras atividades inerentes a cada plano de curso. Dessa forma, o livro, com sua estruturação pedagogicamente elaborada, é uma ferramenta altamente relevante, pois é fio condutor dessas atividades formativas.

Ele está contextualizado com a realidade, as necessidades do mundo do trabalho, os arranjos produtivos, o interesse da inclusão social e a aplicação cotidiana. Essa contextualização elimina a dicotomia entre atividade intelectual e atividade manual, pois não só prepara o profissional para trabalhar em ati-vidades produtivas, mas também com conhecimentos e atitudes, com vistas à atuação política na sociedade. Afinal, é desejo de todo educador formar cidadãos produtivos.

Outro valor pedagógico acompanha esta obra: o fortalecimento mútuo da formação geral e da formação específica (técnica). O Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) tem demonstrado que os alunos que estudam em um curso técnico tiram melhores notas, pois ao estudar para resolver um pro-blema prático ele aprimora os conhecimentos da formação geral (química, física, matemática, etc.); e ao contrário, quando estudam uma disciplina geral passam a aprimorar possibilidades da parte técnica.

Pretendemos contribuir para resolver o problema do desemprego, pre-parando os alunos para atuar na área científica, industrial, de transações e comercial, conforme seu interesse. Por outro lado, preparamos os alunos para ser independentes no processo formativo, permitindo que trabalhem durante parte do dia no comércio ou na indústria e prossigam em seus estu-dos superiores no contraturno. Dessa forma, podem constituir seu itinerário formativo e, ao concluir um curso superior, serão robustamente formados em relação a outros, que não tiveram a oportunidade de realizar um curso técnico.

Por fim, este livro pretende ser útil para a economia brasileira, aprimo-rando nossa força produtiva ao mesmo tempo em que dispensa a importação de técnicos estrangeiros para atender às demandas da nossa economia.

(3)

3

Por que a Formação Técnica de Nível Médio É Importante?

O técnico desempenha papel vital no desenvolvimento do país por meio da criação de recursos humanos qualificados, aumento da produtividade industrial e melhoria da quali-dade de vida.

Alguns benefícios do ensino profissionalizante para o formando:

• Aumento dos salários em comparação com aqueles que têm apenas o Ensino Médio. • Maior estabilidade no emprego.

• Maior rapidez para adentrar ao mercado de trabalho. • Facilidade em conciliar trabalho e estudos.

• Mais de 72% ao se formarem estão empregados.

• Mais de 65% dos concluintes passam a trabalhar naquilo que gostam e em que se

formaram.

Esses dados são oriundos de pesquisas. Uma delas, intitulada “Educação profissional e você no mercado de trabalho”, realizada pela Fundação Getúlio Vargas e o Instituto Votorantim, comprova o acerto do Governo ao colocar, entre os quatro eixos do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), investimentos para a popularização da Educação Profissional. Para as empresas, os cursos oferecidos pelas escolas profissionais atendem de forma mais eficiente às diferentes necessidades dos negócios.

Outra pesquisa, feita em 2009 pela Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec), órgão do Ministério da Educação (MEC), chamada “Pesquisa nacional de egressos”, revelou também que de cada dez alunos, seis recebem salário na média da categoria. O per-centual dos que qualificaram a formação recebida como “boa” e “ótima” foi de 90%.

Ensino Profissionalizante no Brasil e

Necessidade do Livro Didático Técnico

O Decreto Federal nº 5.154/2004 estabelece inúmeras possibilidades de combinar a

formação geral com a formação técnica específica. Os cursos técnicos podem ser ofertados da seguinte forma:

a) Integrado – Ao mesmo tempo em que estuda disciplinas de formação geral o aluno também recebe conteúdos da parte técnica, na mesma escola e no mesmo turno. b) Concomitante – Num turno o aluno estuda numa escola que só oferece Ensino

Médio e num outro turno ou escola recebe a formação técnica.

c) Subsequente – O aluno só vai para as aulas técnicas, no caso de já ter concluído o Ensino Médio.

Com o Decreto Federal nº 5.840/2006, foi criado o programa de profissionalização para a modalidade Jovens e Adultos (Proeja) em Nível Médio, que é uma variante da forma integrada.

(4)

Em 2008, após ser aprovado pelo Conselho Nacional de Educação pelo

Parecer CNE/CEB nº 11/2008, foi lançado o Catálogo Nacional de Cursos

Técnicos, com o fim de orientar a oferta desses cursos em nível nacional. O Catálogo consolidou diversas nomenclaturas em 185 denominações de cursos. Estes estão organizados em 13 eixos tecnológicos, a saber:

1. Ambiente e Saúde

2. Desenvolvimento Educacional e Social 3. Controle e Processos Industriais 4. Gestão e Negócios

5. Turismo, Hospitalidade e Lazer 6. Informação e Comunicação 7. Infraestrutura

8. Militar

9. Produção Alimentícia 10. Produção Cultural e Design 11. Produção Industrial 12. Recursos Naturais 13. Segurança.

Para cada curso, o Catálogo estabelece carga horária mínima para a parte técnica (de 800 a 1 200 horas), perfil profissional, possibilidades de

temas a serem abordados na formação, possibilidades de atuação e infra-estrutura recomendada para realização do curso. Com isso, passa a ser um

mecanismo de organização e orientação da oferta nacional e tem função indu-tora ao destacar novas ofertas em nichos tecnológicos, culturais, ambientais e produtivos, para formação do técnico de Nível Médio.

Dessa forma, passamos a ter no Brasil uma nova estruturação legal para a oferta destes cursos. Ao mesmo tempo, os governos federal e estaduais pas-saram a investir em novas escolas técnicas, aumentando a oferta de vagas. Dados divulgados pelo Ministério da Educação apontaram que o número de alunos matriculados em educação profissional passou de 993 mil em 2011 para 1,064 milhões em 2012 – um crescimento de 7,10%. Se considerarmos os cursos técnicos integrados ao ensino médio, esse número sobe para 1,3 millhões. A demanda por vagas em cursos técnicos tem tendência a aumentar, tanto devido à nova importância social e legal dada a esses cursos, como também pelo crescimento do Brasil.

(5)

5

Comparação de Matrículas Brasil

Comparação de Matrículas da Educação Básica por Etapa e Modalidade – Brasil, 2011 e 2012.

Etapas/Modalidades de Educação Básica Matrículas / Ano 2011 2012 Diferença 2011-2012 Variação 2011-2012 Educação Básica 62 557 263 62 278 216 –279 047 –0,45 Educação Infantil 6 980 052 7 295 512 315 460 4,52% • Creche 2 298 707 2 540 791 242 084 10,53% • Pré-escola 4 681 345 4 754 721 73 376 1,57% Ensino Fundamental 30 358 640 29 702 498 –656 142 –2,16% Ensino Médio 8 400 689 8 376 852 –23 837 –0,28% Educação Profissional 993 187 1 063 655 70 468 7,10% Educação Especial 752 305 820 433 68 128 9,06% EJA 4 046 169 3 861 877 –184 292 –4,55% • Ensino Fundamental 2 681 776 2 516 013 –165 763 –6,18% • Ensino Médio 1 364 393 1 345 864 –18 529 –1,36%

Fonte: Adaptado de: MEC/Inep/Deed.

No aspecto econômico, há necessidade de expandir a oferta desse tipo de curso, cujo principal objetivo é formar o aluno para atuar no mercado de trabalho, já que falta traba-lhador ou pessoa qualificada para assumir imediatamente as vagas disponíveis. Por conta disso, muitas empresas têm que arcar com o treinamento de seus funcionários, treinamento este que não dá ao funcionário um diploma, ou seja, não é formalmente reconhecido.

Para atender à demanda do setor produtivo e satisfazer a procura dos estudantes, seria necessário mais que triplicar as vagas técnicas existentes hoje.

Podemos observar o crescimento da educação profissional no gráfico a seguir:

Educação Profissional Nº de matrículas* 1 362 200 1 250 900 1 140 388 1 036 945 927 978 780 162 2007 2008 2009 2010 2011 2012

Fonte: Adaptado de: MEC/Inep/Deed. * Inclui matrículas de educação profissional integrada ao ensino médio.

As políticas e ações do MEC nos últimos anos visaram o fortalecimento, a expansão e a melhoria da qualidade da educação profissional no Brasil, obtendo, nesse período, um crescimento de 74,6% no número de matrículas, embora esse número tenda a crescer ainda mais, visto que a experiência internacional tem mostrado que 30% das matrículas da educação secundária correspondem a cursos técnicos; este é o patamar idealizado pelo Ministério da Educação. Se hoje há 1,064 milhões de estudantes matriculados, para atingir essa porcentagem devemos matricular pelo menos 3 milhões de estudantes em cursos técnicos dentro de cinco anos.

(6)

Para cada situação pode ser adotada uma modalidade ou forma de Ensino Médio pro-fissionalizante, de forma a atender a demanda crescente. Para os advindos do fluxo regular do Ensino Fundamental, por exemplo, é recomendado o curso técnico integrado ao Ensino Médio. Para aqueles que não tiveram a oportunidade de cursar o Ensino Médio, a oferta do PROEJA estimularia sua volta ao ensino secundário, pois o programa está associado à for-mação profissional. Além disso, o PROEJA considera os conhecimentos adquiridos na vida e no trabalho, diminuindo a carga de formação geral e privilegiando a formação específica. Já para aqueles que possuem o Ensino Médio ou Superior a modalidade recomendada é a subsequente: somente a formação técnica específica.

Para todos eles, com ligeiras adaptações metodológicas e de abordagem do professor, é extremamente útil o uso do livro didático técnico, para maior eficácia da hora/aula do curso, não importando a modalidade do curso e como será ofertado.

Além disso, o conteúdo deste livro didático técnico e a forma como foi concebido refor-ça a formação geral, pois está contextualizado com a prática social do estudante e relaciona permanentemente os conhecimentos da ciência, implicando na melhoria da qualidade da formação geral e das demais disciplinas do Ensino Médio.

Em resumo, há claramente uma nova perspectiva para a formação técnica com base em sua crescente valorização social, na demanda da economia, no aprimoramento de sua regulação e como opção para enfrentar a crise de qualidade e quantidade do Ensino Médio.

O Que É Educação Profissional?

O ensino profissional prepara os alunos para carreiras que estão baseadas em ativi-dades mais práticas. O ensino é menos acadêmico, contudo diretamente relacionado com a inovação tecnológica e os novos modos de organização da produção, por isso a escolari-zação é imprescindível nesse processo.

Elaboração dos Livros Didáticos Técnicos

Devido ao fato do ensino técnico e profissionalizante ter sido renegado a segundo pla-no por muitos apla-nos, a bibliografia para diversas áreas é praticamente inexistente. Muitos docentes se veem obrigados a utilizar e adaptar livros que foram escritos para a graduação. Estes compêndios, às vezes traduções de livros estrangeiros, são usados para vários cursos superiores. Por serem inacessíveis à maioria dos alunos por conta de seu custo, é comum que professores preparem apostilas a partir de alguns de seus capítulos.

Tal problema é agravado quando falamos do Ensino Técnico integrado ao Médio, cujos alunos correspondem à faixa etária entre 14 e 19 anos, em média. Para esta faixa etária é preciso de linguagem e abordagem diferenciadas, para que aprender deixe de ser um sim-ples ato de memorização e ensinar signifique mais do que repassar conteúdos prontos.

Outro público importante corresponde àqueles alunos que estão afastados das salas de aula há muitos anos e veem no Ensino Técnico uma oportunidade de retomar os estudos e ingressar no mercado profissional.

(7)

7

O Livro Didático Técnico e o Processo

de Avaliação

O termo avaliar tem sido constantemente associado a expressões como: realizar pro-va, fazer exame, atribuir notas, repetir ou passar de ano. Nela a educação é concebida como mera transmissão e memorização de informações prontas e o aluno é visto como um ser passivo e receptivo.

Avaliação educacional é necessária para fins de documentação, geralmente para em-basar objetivamente a decisão do professor ou da escola, para fins de progressão do aluno.

O termo avaliação deriva da palavra valer, que vem do latim vãlêre, e refere-se a ter valor, ser válido. Consequentemente, um processo de avaliação tem por objetivo averiguar o "valor" de determinado indivíduo.

Mas precisamos ir além.

A avaliação deve ser aplicada como instrumento de compreensão do nível de apren-dizagem dos alunos em relação aos conceitos estudados (conhecimento), em relação ao desenvolvimento de criatividade, iniciativa, dedicação e princípios éticos (atitude) e ao processo de ação prática com eficiência e eficácia (habilidades). Este livro didático ajuda, sobretudo para o processo do conhecimento e também como guia para o desenvolvimento de atitudes. As habilidades, em geral, estão associadas a práticas laboratoriais, atividades complementares e estágios.

A avaliação é um ato que necessita ser contínuo, pois o processo de construção de conhecimentos pode oferecer muitos subsídios ao educador para perceber os avanços e dificuldades dos educandos e, assim, rever a sua prática e redirecionar as suas ações, se necessário. Em cada etapa registros são feitos. São os registros feitos ao longo do processo educativo, tendo em vista a compreensão e a descrição dos desempenhos das aprendiza-gens dos estudantes, com possíveis demandas de intervenções, que caracterizam o proces-so avaliativo, formalizando, para efeito legal, os progresproces-sos obtidos.

Neste processo de aprendizagem deve-se manter a interação entre professor e aluno, promovendo o conhecimento participativo, coletivo e construtivo. A avaliação deve ser um processo natural que acontece para que o professor tenha uma noção dos conteúdos assi-milados pelos alunos, bem como saber se as metodologias de ensino adotadas por ele estão surtindo efeito na aprendizagem dos alunos.

Avaliação deve ser um processo que ocorre dia após dia, visando à correção de er-ros e encaminhando o aluno para aquisição dos objetivos previstos. A esta correção de ru-mos, nós chamamos de avaliação formativa, pois serve para retomar o processo de ensino/ aprendizagem, mas com novos enfoques, métodos e materiais. Ao usar diversos tipos de avaliações combinadas para fim de retroalimentar o ensinar/aprender, de forma dinâmica, concluímos que se trata de um “processo de avaliação”.

O resultado da avaliação deve permitir que o professor e o aluno dialoguem, buscando encontrar e corrigir possíveis erros, redirecionando o aluno e mantendo a motivação para o progresso do educando, sugerindo a ele novas formas de estudo para melhor compreensão dos assuntos abordados.

Se ao fizer avaliações contínuas, percebermos que um aluno tem dificuldade em assimilar conhecimentos, atitudes e habilidades, então devemos mudar o rumo das coi-sas. Quem sabe fazer um reforço da aula, com uma nova abordagem ou com outro colega professor, em um horário alternativo, podendo ser em grupo ou só, assim por diante.

(8)

Pode ser ainda que a aprendizagem daquele tema seja facilitada ao aluno fazendo práticas discursivas, escrever textos, uso de ensaios no laboratório, chegando à conclusão que este aluno necessita de um processo de ensi-no/aprendizagem que envolva ouvir, escrever, falar e até mesmo praticar o tema.

Se isso acontecer, a avaliação efetivamente é formativa.

Neste caso, a avaliação está integrada ao processo de ensino/apren-dizagem, e esta, por sua vez, deve envolver o aluno, ter um significado com o seu contexto, para que realmente aconteça. Como a aprendizagem se faz em processo, ela precisa ser acompanhada de retornos avaliativos visando a fornecer os dados para eventuais correções.

Para o uso adequado deste livro recomendamos utilizar diversos tipos de avaliações, cada qual com pesos e frequências de acordo com perfil de docência de cada professor. Podem ser usadas as tradicionais provas e testes, mas, procurar fugir de sua soberania, mesclando com outras criativas formas.

Avaliação e Progressão

Para efeito de progressão do aluno, o docente deve sempre conside-rar os avanços alcançados ao longo do processo e perguntar-se: Este aluno progrediu em relação ao seu patamar anterior? Este aluno progrediu em relação às primeiras avaliações? Respondidas estas questões, volta a per-guntar-se: Este aluno apresentou progresso suficiente para acompanhar a próxima etapa? Com isso o professor e a escola podem embasar o deferi-mento da progressão do estudante.

Com isso, superamos a antiga avaliação conformadora em que eram exigidos padrões iguais para todos os “formandos”.

Nossa proposta significa, conceitualmente, que ao estudante é dado o direito, pela avaliação, de verificar se deu um passo a mais em relação às suas competências. Os diversos estudantes terão desenvolvimentos diferenciados, medidos por um processo avaliativo que incorpora esta pos-sibilidade. Aqueles que acrescentaram progresso em seus conhecimentos, atitudes e habilidades estarão aptos a progredir.

A base para a progressão, neste caso, é o próprio aluno.

Todos têm o direito de dar um passo a mais. Pois um bom processo de avaliação oportuniza justiça, transparência e qualidade.

Tipos de Avaliação

Existem inúmeras técnicas avaliativas, não existe uma mais adequada, o importante é que o docente conheça várias técnicas para poder ter um con-junto de ferramentas a seu dispor e escolher a mais adequada dependendo da turma, faixa etária, perfil entre outros fatores.

Avaliação se torna ainda mais relevante quando os alunos se envol-vem na sua própria avaliação.

(9)

9

A avaliação pode incluir:

1. Observação 2. Ensaios 3. Entrevistas

4. Desempenho nas tarefas 5. Exposições e demonstrações 6. Seminários

7. Portfólio: Conjunto organizado de trabalhos produzidos por um

alu-no ao longo de um período de tempo.

8. Elaboração de jornais e revistas (físicos e digitais) 9. Elaboração de projetos 10. Simulações 11. O pré-teste 12. A avaliação objetiva 13. A avaliação subjetiva 14. Autoavaliação

15. Autoavaliação de dedicação e desempenho 16. Avaliações interativas

17. Prática de exames

18. Participação em sala de aula 19. Participação em atividades

20. Avaliação em conselho pedagógico – que inclui reunião para avaliação

discente pelo grupo de professores.

No livro didático as “atividades”, as “dicas” e outras informações destaca-das poderão resultar em avaliação de atitude, quando cobrado pelo professor em relação ao “desempenho nas tarefas”. Poderão resultar em avaliações se-manais de autoavaliação de desempenho se cobrado oralmente pelo professor para o aluno perante a turma.

Enfim, o livro didático, possibilita ao professor extenuar sua criativida-de em prol criativida-de um processo avaliativo retroalimentador ao processo ensino/ aprendizagem para o desenvolvimento máximo das competências do aluno.

Objetivos da Obra

Além de atender às peculiaridades citadas anteriormente, este livro está de acordo com o Catálogo Nacional de Cursos Técnicos. Busca o desenvolvi-mento das habilidades por meio da construção de atividades práticas, fugin-do da abordagem tradicional de descontextualizafugin-do acúmulo de informações. Está voltado para um ensino contextualizado, mais dinâmico e com o suporte da interdisciplinaridade. Visa também à ressignificação do espaço escolar, tor-nando-o vivo, repleto de interações práticas, aberto ao real e às suas múltiplas dimensões.

(10)

Ele está organizado em capítulos, graduando as dificuldades, numa linha da lógica de aprendizagem passo a passo. No final dos capítulos, há exercícios e atividades complemen-tares, úteis e necessárias para o aluno descobrir, fixar, e aprofundar os conhecimentos e as práticas desenvolvidos no capítulo.

A obra apresenta diagramação colorida e diversas ilustrações, de forma a ser agradá-vel e instigante ao aluno. Afinal, livro técnico não precisa ser impresso num sisudo preto--e-branco para ser bom. Ser difícil de manusear e pouco atraente é o mesmo que ter um professor dando aula de cara feia permanentemente. Isso é antididático.

O livro servirá também para a vida profissional pós-escolar, pois o técnico sempre necessitará consultar detalhes, tabelas e outras informações para aplicar em situação real. Nesse sentido, o livro didático técnico passa a ter função de manual operativo ao egresso.

Neste manual do professor apresentamos:

• Respostas e alguns comentários sobre as atividades propostas.

• Considerações sobre a metodologia e o projeto didático.

• Sugestões para a gestão da sala de aula. • Uso do livro.

• Atividades em grupo. • Laboratório.

• Projetos.

A seguir, são feitas considerações sobre cada capítulo, com sugestões de atividades suplementares e orientações didáticas. Com uma linguagem clara, o manual contribui para a ampliação e exploração das atividades propostas no livro do aluno. Os comentários sobre as atividades e seus objetivos trazem subsídios à atuação do professor. Além disso, apre-sentam-se diversos instrumentos para uma avaliação coerente com as concepções da obra.

Referências Bibliográficas Gerais

FREIRE, P. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1997.

FRIGOTTO, G. (Org.). Educação e trabalho: dilemas na educação do trabalhador. 5. ed. São Paulo: Cortez, 2005.

BRASIL. LDB 9394/96. Disponível em: <http://www.mec.gov.br>. Acesso em: 23 maio 2009. LUCKESI, C. C. Avaliação da aprendizagem na escola: reelaborando conceitos e recriando a prática. Salvador: Malabares Comunicação e Eventos, 2003.

PERRENOUD, P. Avaliação: da excelência à regulação das aprendizagens – entre duas lógi-cas. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 1999.

ÁLVAREZ MÉNDEZ, J. M. Avaliar para conhecer: examinar para excluir. Porto Alegre: Artmed, 2002.

SHEPARD, L. A. The role of assessment in a learning culture. Paper presented at the Annual Meeting of the American Educational Research Association. Available at: <http://www.aera. net/meeting/am2000/wrap/praddr01.htm>.

(11)

FUNDAMENTOS DE

PISCICULTURA

(12)

Orientações gerais

O recente desenvolvimento da atividade aquícola e da demanda por pescado não vem sendo acompanhada pela formação adequada em quantidade e qualidade, bem como mão de obra especializada e capacitada para empreender nesse ramo do agronegócio. Recen-temente, cursos profissionalizantes de nível médio e superior em aquacultura, pesca e piscicultura vêm sendo criados Brasil afora. Também cursos tradicionais como técnico agrícola, técnico em agropecuária, medicina veterinária, zootecnia, agronomia, entre outros. O curso que tem tido mais espaço em suas grades curriculares é a aquacultura, especial-mente a piscicultura.

A aquacultura, produção de organismos aquáticos, é atualmente a atividade de produção de alimentos que mais cresce no Brasil e no mundo.

O objetivo do livro Fundamentos de piscicultura é abordar temas pertinentes a essa área. Dessa forma, a obra foi elaborada em dez capítulos, começando por uma apresentação biológica daquilo que é nosso objeto de estudo e produto final da piscicultura, o peixe. Isto é, como os peixes reagem às alterações ambientais, bem como aspectos relacionados à alimentação e nutrição desse grupo de animais. As tecnologias e sistemas de produção e manejo são alvos de alguns capítulos, onde os aspectos práticos e os problemas mais comuns da rotina do piscicultor são abordados de forma direta.

Obviamente, não temos intenção de esgotar o assunto nos textos apresentados. Por isso, incentivamos a busca contínua de novas fontes de estudo.

Objetivos do material didático

• Conhecer a morfofisiologia ósseos e os sistemas de peixes.

• Saber sobre a qualidade da água – elementos bióticos e gases dissolvidos, elementos abióticos físico-químicos.

• Aprender nutrição de peixes de água doce.

• Entender de manejo alimentar.

• Compreender sobre as espécies mais usadas na piscicultura brasileira.

• Saber sobre produção em viveiros e tanques, produção em recirculação de água em

fluxo contínuo.

• Entender o que é processamento, conservação e beneficiamento do pescado.

• Identificar controle sanitário e doenças em peixes.

Princípios pedagógicos

O livro apresenta uma abordagem teórica dos conceitos, que são apresentados e debatidos, transmitindo o conhecimento técnico de forma clara e objetiva, possibilitando os pressupostos epistemológicos do uso de materiais concretos como conhecimento formal, e ainda, utilizando-se das novas tecnologias digitais, de forma não só a trazer para o aluno o

(13)

13

Articulação do conteúdo

O professor pode interagir com qualquer área de recursos naturais, como aquicultura, recursos pesqueiros, pesca; área militar, hidrografia; produção alimentícia, processamento de pescado e, também, pode interagir com as áreas de ciências exatas, como a física e a química.

Atividades complementares

Realizar: práticas de laboratório, trabalhos em grupos, visitas técnicas e outras ações que possa complementar e contextualizar o conteúdo.

Sugestão de leitura

Aquaculture production statistics 1984 -1995. Roma: FAO Fisheries Circular, 2001.

Avault JW. Site selection and culture systems. In: Avault JW. Fundamentals ofaquaculture. Baton Rouge: AVA, 1996. p.175-222.

Beveridge M. Cage aquaculture. 2.ed. Oxford: Fishing News Books, 1996.

Brasil. Lei nº 9.433 de 8 de jan. 1997. Dispõe sobre a política nacional derecursos hídricos. Brasília: Diário Oficial da União, Brasília, 8 de janeiro de1997. Seção 4, art.21.

Kubitza F. Adubação de viveiros e produção de tilápia. In: Kubitza F. Tilápia: tecnologia e planejamento na produção comercial. Jundiaí: Degaspari, 2000a. p.49-76.

Sugestão de planejamento

Este manual foi elaborado para dar suporte ao livro Fundamentos da psicultura, e ser utilizado para o mínimo de 60 horas-aula, divididos em dois semestres.

Semestre 1

Primeiro bimestre

Capítulo 1 – Morfofisiologia de peixes ósseos

Capítulo 2 – Qualidade da água – elementos bióticos e gases dissolvidos

Capítulo 3 – Qualidade da água – elementos abióticos físico-químicos

Objetivos

• Aprender sistemas: tegumentar, de sustentação, respiratório, circulatório, renal e de osmorregulação, digestório e reprodutivo.

• Conhecer Limnologia.

• Pesquisar imagens (fotos) de disco de Secchi e qual a sua finalidade. • Ver variáveis químicas e físicas.

(14)

Atividades

Para enriquecer o conhecimento e a observação, o aluno pode pesquisar individualmente e/ou em grupo (em sites confiáveis), sobre:

• A anatomia e fisiologia de peixes.

• O que é Limnologia (é a ciência que estuda os rios, os lagos, os estuários, os mares).

• Qual o início da Limnologia (teve seu início na Europa, onde os natura-listas dedicavam as suas vidas ao estudo dos ambientes aquáticos e dos organismos que neles habitavam). Embora o estudo dos ecossistemas aquáticos seja muito antigo, a ciência da Limnologia teve sua origem reconhecida apenas no início do século XX.

• Pesquisa sobre algas que, por meio da alteração dos níveis de oxigênio dissolvido no tanque de cultivo provocam mudança no pH.

• Pesquisa sobre as bactérias que fazem parte do ciclo do nitrogênio.

Segundo bimestre

Capítulo 4 – Nutrição de peixes de água doce

Capítulo 5 – Manejo alimentar de peixes

Capítulo 6 – Produção em viveiros e tanques-rede

Objetivos

• Conhecer os hábitos alimentares e comportamentais dos peixes.

• Saber a composição básica das rações.

• Aprender sobre a forma física da ração; granulometria e fornecimento de

ração aos peixes.

• Conhecer aditivos alimentares.

• Avaliar o local escolhido ou disponível. • Classificar os sistemas de produção.

Atividades

Além das atividades do livro do aluno, aplicar atividades individuais e em grupos. Lembrando que a pesquisa deve ser feita em sites confiáveis. As atividades podem ser: aprofundar o conhecimento sobre nutrição de peixes (alimentação de peixes, nutrição de peixes dulcícolas e tabelas brasileiras para nutrição de tilápias, por exemplo), sugerir pesquisas e trabalho em grupo sobre as diferenças básicas entre rações peletizadas e extrusadas.

(15)

15

Semestre 2

Primeiro bimestre

Capítulo 7 – Produção em recirculação de água e em fluxo contínuo

(Racewayas)

Capítulo 8 – Espécies mais usadas na piscicultura brasileira

Objetivos

• Aprender sobre a produção em recirculação de água; gasto x sistemas de produção.

• Conhecer os sistemas de recirculação de água.

• Saber sobre as espécies mais usadas no Brasil.

Atividades

Os conteúdos devem ser trabalhados de forma articulada e com exemplos. Para tanto, pode-se utilizar reportagens, artigos e até mesmo exemplos comuns do dia a dia de pescadores.

Segundo bimestre

Capítulo 9 – Processamento, conservação e beneficiamento do pescado

Capítulo 10 – Controle sanitário em piscicultura e doenças em peixes

Objetivos

• Saber como se dá o processamento, a conservação e o beneficiamento do

pescado.

• Entender o controle sanitário e as doenças em peixes.

Atividades

Para os dois últimos capítulos é importante rever alguns assuntos e enfatizar sobre as mudanças globais ocorridas e como isso afeta direta e indiretamente a questão água e vida. Ou seja, ver que o aspecto ambiental é a atividade de um pro-cesso, isto é, seus produtos ou serviços que afeta de forma positiva ou negativa o meio ambiente. Portanto, nosso estudo é uma pequena forma de contribuir para que a piscicultura brasileira seja ambientalmente sustentável.

É importante que o professor faça leitura em sala de aula e discuta com os alunos os pontos mais relevantes, sanando dúvidas, e incentivando-os a participação individual e coletiva na preservação ambiental.

(16)

Orientações didáticas e respostas das

atividades

Capítulo 1

Orientações

As aulas deverão ser teóricas e ao final de cada tema interagir com os alunos, verifi-cando possíveis dúvidas.

O Capítulo 1 aborda os aspectos biológicos, assim consideramos fundamental que o aluno compreenda os mecanismos fisiológicos dos animais, a fim de estar preparado a lidar com as variações ambientais e saiba responder a essas variações.

Sugerimos uma atividade prática de conhecimento de anatomia interna e externa do peixe. Recomendamos seis aulas para esse capítulo, quatro teóricas e duas práticas.

Observação: o professor deve estar atento ao fato que questões abertas podem ter respostas semelhantes, e ainda de que a resposta dada neste manual é uma referência de conteúdo para o docente.

Respostas – página 13

1) • Animais pecilotermicos são aqueles que não mantêm sua temperatura corporal, esta varia de acordo com a temperatura ambiental. Ex.: anfíbios, peixes, répteis. • Animias homeotérmicos mantêm sua temperatuara corporal com energia advinda

de seu metabilismo interno. Ex.: aves e mamíferos.

2) Professor, a resposta poderá ser dada com nomes científicos lantinizados ou apor-tuguesados, exceção feita ao gênero e espécie, não se esqueça de cobrar do aluno o destaque no texto do nome científico.

a. Tubarão tigre: cordados. Peixes cartilaginosos. Elasmobranquios, Carcariniforme, Carcarinideos, Galeocerdo, G. cuvier.

b. Tilápia nilótica: cordados, peixes. Peixes ósseos. Perciformes, Ciclídeos. Oreochromis, O. niloticus.

c. Carpa comum: cordados, peixes. Peixes ósseos. Cipriniformes, Ciprinídeos, Cyprinus, C. Carpio.

d. Pirarucu: cordados, peixes. Peixes ósseos. Osteoglossiformes, Osteoglossídeos, Arapaima, A. gigas.

Resposta – página 18

a. Soluto: chama-se soluto a substância que pode ser dissolvida.

(17)

17

c. Solução hipertônica: solução hipertônica (ou hipertónica) é a solução em que a

concentração de soluto "x" é maior que a concentração "y" de uma outra solução. d. Solução hipotônica: solução que apresenta menor concentração de solutos do que

outra solução que se encontra separada da primeira.

e. Solução isotônica: duas soluções que apresentam entre si igual concentração de soluto e solvente.

f. Osmose: passagem de solvente por meio de uma membrana semipermeável. g. Difusão: passagem de solvente e soluto por meio de uma membrana permeável.

Respostas – página 25

1) d. Intestino longo e com circunvoluções. 2) a. Sustentação.

3) d. Apresenta cintura escapular e pélvica.

4) Peixes de grande deslocamento ou que atingem grandes velocidades apresentam mais musculatura vermelha que peixes de curto deslocamento.

5) Comprimento padrão: que vai da cabeça à inserção da nadadeira caudal. Altura do dorso, ganho de peso em relação ao tempo, comprimento da cabeça, etc.

6) O sistema reprodutivo e o sistema digestório (reprodução e a nutrição). O primeiro permite o controle do número de indivíduos e a obtenção de alevinos para cultivo. O segundo está relacionado com o fato que grande parte do custo do cultivo vem da alimentação.

7) Peixes dulcícolas absorvem muita água do ambiente e eliminam esse excesso pela urina. Ao urinar perdem eletrólitos e as brânquias absorvem esses eletrólitos. O peixe de água salgada perde água para o meio. Para compensar bebem muita água e ingerem muitos eletrólitos que são expelidos por meio das brânquias.

Capítulo 2

Orientações

Nesse capítulo é abordado os aspectos biológicos e dos gases dissolvidos na qualidade de água e como essas alterações afetam a produtividade e a lucratividade do produtor

Sugerimos que o professor possa complementar as atividades com visitas técnicas a pisciculturas e a estações de tratamento de água e esgoto. Recomendamos seis horas-aula para esse capítulo.

Respostas – página 31

1) O processo fotossintético, além de fornecer oxigênio para o meio, fornece produtividade primária, que em sistemas de baixa tecnificação é a principal fonte de nutrientes para a comunidade aquática nas quais os peixes estão inseridos.

(18)

2) Exemplo de esquema que pode ser feito pelos alunos: Gás carbonico CO2 Autótrofos Heterótrofos Decompositores Fósseis 1 3 3 5 2 4

3) Professor, tenha como referência que o processo aeróbico requer a presença de oxigênio no meio e no final é um processo com grande eficiência energética se compa-rado ao processo anaeróbico.

4) O excesso de adubação aumenta a demanda bioquímica de oxigênio pela fermentação. Além disso, se usado esterco animal esse pode ser um fonte de contaminação sanitária dos viveiros.

5) Professor, entre os problemas a serem relatados pelos alunos, devem conter aspectos relacioandos a: esgoto doméstico e industrial, lixo, contaminação dos lençóis freáticos e abuso do uso de defensivos agrícolas.

Capítulo 3

Orientações

Nesse capítulo são abordados os aspectos físico-químicos da qualidade da água e como essas alterações afetam a produtividade e a lucratividade do produtor. Recomendamos seis horas-aula para esse capítulo.

Respostas – página 38

1) Nitrobacter, Nitrossomomonas e Nitrossococus fazem a nitrificação. Bacterias Azoto-bater e Clostridium fazem a fixação do nitrogênio.

2) Professor, a descrição apresentada pelo aluno deve compreender a fixação biológica, o processo de nitrosação, nitração e nitrificação.

Resposta – página 41

a. Mortalidade de peixes em áquarios. Provável causa: falta de oxigenação. Provável solução: implantação de um pequeno aerador.

(19)

19

c. Viveiros com baixa produtividade primária. Provável causa: falta de matéria orgânica.

Proval solução: adubação.

d. Mortalidade de peixeis em viveiros. Provável causa: acidez do sistema. Provável solução: calagem.

e. Lesões branquiais em sistemas de tanques-rede. Provável causa: elevada taxa de amônia. Provável solução: adequação da densuidade.

Respostas – página 44

1) Professor, permita que os alunos respondam essa questão depois de leitura e pesquisa. Ou seja, para cada item (a, b, c, d) eles devem dar uma justificada. Depois trabalhar cada uma em sala de aula. As respostas correta são:

a. Os crustáceos não possuem imunoglobulinas, inexistindo, portanto, um sistema imune semelhante àquele encontrado em vertebrados, e que envolve especificidade entre antígeno e anticorpo. A cutícula, ou exoesqueleto, constitui-se a primeira linha de defesa destes animais.

b. No geral, podemos dizer que, em uma larvicultura de camarões, são considerados animais normais, aqueles que apresentam olhos compostos com coloração preta, musculatura abdominal transparente, movimento natatório coordenado, bom consumo de alimentos, mudas frequentes e pouca mortalidade.

d. As medidas profiláticas, em geral, recomendadas para enfermidades como um todo, incluem rigoroso controle da qualidade da água e alimento, limpeza diária dos tanques e assepsia dos materiais e equipamentos utilizados em um laboratório de larvicultura.

2) Professor, a resposta pode ser ampla e variável. Entre os impactos citados pelo aluno, devem estar os riscos econômicos, sociais e ambientais.

3) Defensivos agrícolas e fertilizantes, esgotos domésticos e industriais, entre outros. 4) Eutrofização é a produção exagerada de algas e organismos fotossintetizantes que

leva a depleção da qualidade da água. O corpo-d’água fica com uma tonalidade verde e impede a entrada de luz na água, esse fenômeno pode levar, ou acelerar o processo de assoreamento em lagos, tanques e viveiros.

5) Água com baixa qualidade de oxigênio, águas ricas em amônia e outros produtos nitrogenados, restos do processamento de peixes, desmatamento para construção de viveiros, introdução de espécies exóticas, introdução de parasitas e doenças.

6) Todos os dias pela manhã medir oxigênio, pH e temperatura, e transparência. Medir a temperatura três vezes ao dia, manhã, tarde e noite. Amônia e série nitrogenada, no mínimo, duas vezes por semana.

7) Pelo fato dos peixes serem animais pecilotérmicos, assim com temperatura ambiental baixa, seu metabolismo diminui.

(20)

Capítulo 4

Orientações

No Capítulo 4 são vistos os aspectos biológicos da nutrição em peixes, com enfase nos requerimentos nutricionais e as classes de nutrientes. O propósito é trabalhar a base técnica e científica da nutrição embasando o aluno para o próximo capítulo que é o manejo alimentar. Recomendamos quatro aulas para esse capítulo.

Resposta – página 53

a. Aminoácidos são as unidades estruturais (monômeros) das proteínas.

b. São compostas por um grupo ácido (COOH), um grupo aminal (NH) e uma cadeia lateral que é especifica de cada aminoácido.

c. Ligações peptídicas ocorrem entre um grupo aminal de um aminoácido e o grupo ácido de outro. Com liberação de uma molécula de água.

d. Essenciais são aqueles que devem ser adicionados à alimentação, pois o organismo não consegue sintetizá-los, como ocorre nos naturais, que podem ser fabricados pelo corpo. Para essa classificação deve levar em conta a espécie. Um aminoácido pode ser considerado natural para uma espécie e essencial para outra. Isso deve ser levado em consideração na formulação de rações.

Resposta – página 62

Tabela de minerais

Mineral Função Sintoma apresentado

Mg 2+ esquelético, osmorregulação e transmissão Cofator enzimático, crescimento do tecido

neuro-muscular.

Redução do crescimento, anorexia, lentidão, nefrocalcinose, convulsões, catarata, degeneração de fibras musculares e células epiteliais de cecos pilóricos e

brânquias, deformidade esquelética, morte.

Na+, K+, C–

Possuem uma função vital na osmorregulação e no equilibio ácido-base. Na+, Cl–, são os principais cátions e ânions presentes nos fluidos

extracelulares, e o postássio, juntamente com o magnésio, são os principais cátions intracelulares.

Cl– é um dos principais componentes do suco gástrico.

Difícil detectar deficiência, pois os animais obtêm estes íons diretamente do meio aquático.

Cu2+

Componente vital para várias enzimas. Suas metaloenzimas estão envolvidas na produção de energia intracelular, proteção celular contra radicais livres, neurotransmissores cerebrais,

síntese de colágeno e síntese de melanina.

Redução do crescimento, catarata, redução da Cu/Zn superóxido desmutase hepática e da citocromo C oxidase

cardíaca.

Mn2+ Cofator enzimático é sua principal função. Sua maior concentração é encontrada nos ossos,

músculos, rim, gônadas e pele.

Redução do crescimento, perda de equilibrio, “nanismo”, catarata, alta mortalidade, baixa eclodibilidade,

(21)

21

Tabela de vitaminas

Vitamina Função Deficiência

A É essencial na manutenção de células epiteliais.

Redução do crescimento, exoftalmia, desloca-mento da lente dos olhos, edema, acite, despig-mentação, adelgaçamento e expansão da cór-nea, degeneração da retina.

D

A vitamina D é um precursor do 1,25 dihidrocole-calciferol, que estimula a absorção de cálcio nos intestinos. É fundamental na homeostase de cál-cio e fosfato inorgânico.

Redução do crescimento, tetania da musculatura branca, desregulação da homeostase do cálcio.

K Está envolvida na síntese de RNA mensageiro da síntese de fatores da coagulação sanguínea. Tempo de coagulação do sangue aumentado, anemia, peroxidação dos lipídeos, redução do hematócrito.

B1 Participa da descarboxilação de alfa-cetoácidos, principalmente ácido pirúvico. Redução do crescimento, perda de apetite, atrofia muscular, perda de equilíbrio, edema.

B2

Presente na forma de FAD ou FMN. A função das flavoproteínas como enzimas estão relacionadas com a respiração dos tecidos e envolvidas no transporte de hidrogênio para catalisar a oxida-ção de pirimidinas reduzidas.

Vacuolização da córnea, opacidade do cristalino, hemorragia ocular, fotofobia, incoordenação, pig-mentação anormal da íris, redução do crescimento, perda de apetite e anemia.

B6 Funciona como uma coenzima, codecarboxilase, para a descarboxilação de aminoácidos. Desordens nervosas, hiperirritabilidade, anemia, perda de apetite, edema da cavidade peritoneal, rápido rigor mortis, dificuldade de respiração. B12 Está envolvida na hematopoiese. Perda de apetite, baixa da hemoglobina, frag-mentação de eritrócitos, anemia macrocítica. Ác. Pantotênico (B5) É componente de acetil coenzima A. Lesão de brânquia, prostração, perda de apetite, necrose, atrofia celular, exudato nas brânquias,

lentidão, redução do crescimento.

Niacina, ácido nicotínico (B3)

As principais funções do NAD e NADP são a re-moção de hidrogênio de substratos e transferir hidrogênio ou elétrons para outra coenzima na cadeia transportadora de hidrogênio. Também está envolvida com metabolismo de lipídeos, ami-noácidos.

Perda de apetite, lesões no cólon, dificuldade de movimentação, fraqueza, edema de estômago e cólon, espasmos musculares em repouso, redu-ção do crescimento.

Biotina (B7, B8 ou H) É requerida em uma série de reações de carboxi-lação e descarboxilação. É parte da coenzima de várias enzimas carboxilase fixando CO2.

Perda de apetite, lesões no cólon, atrofia mus-cular, convulsões espásticas, fragmentação dos eritrócitos, lesões de pele e redução do crescimento.

Respostas – página 65

1) Os valores podem variar entre diferentes autores e a fase de vida do animal. Obs.: os alunos devem focar nas exigências de PB, energia, sais minerais e vitaminas. Sugerimos a cartilha editada por FURUYA em 2010 como referência, Tabelas brasileiras para a nutrição de tilápias, Editor Wilson M. Furuya. Toledo: GFM, 2010.

2) A vitamina C é necessária ao metabolismo do ferro por converter o ferro da transferrina, da forma oxidada para a forma reduzida, favorecendo o seu transporte e absorção no organismo. A anemia é comum em peixes com deficiência em ácido ascórbico devido a uma redução na absorção e redistribuição do ferro e, consequentemente, uma redução na síntese de hemoglobina.

(22)

3) Vitaminas lipossolúveis são solúveis em óleos , podem ser armazenadas nos tecidos adiposos e tecidos com alto teor de gorduras, devido a isso, podem causar problemas pelo seu excesso. Já as hidrossolúveis são solúveis em água, seu excesso geralmente não é prejudicial por serem excretadas pela urina.

4) Com base nos estudos morfológicos e fisiológicos pode se ter a base dos requerimentos nutricionais da espécies, bem como o tipo de dieta e alimentos a serem administrados para aquela espécie.

5) Os fosfatos devem ser suplementados na dieta, por estarem presentes na água em pequenas quantidades, além disso, mostram uma reduzida eficiência de utilização pelos peixes.

6) Define a existência de uma combinação de aminoácidos, completa e prontamente disponível na digestão e metabolismo dos alimentos, podendo ser idêntica às exigências do animal.

Capítulo 5

Orientações

Nesse capítulo são abordados os aspectos de trato alimentar das princi-pais espécies cultivadas, bem como tópicos para elaboração de rações. Algumas generalizações são feitas, portanto o professor deve estar atento a essas situa-ções. Recomendamos seis horas-aula para esse capítulo.

Respostas – página 79

1) A temperatura, o pH, os componentes da série nitrogenada, fotoperíodo, estação do ano, entre outros.

2) As rações fareladas são em geral mais baratas. As peletizadas são de fácil absorção enquanto as extrusadas permitem melhor controle do manejo alimentar pelo produtor. As duas últimas são, em geral, mais caras e não podem ser fabricadas pelos pequenos e médios produtores.

3) Quanto menor a temperatura menor a frequência de arraçoamento. Podendo levar inclusive a suspensão temporária do fornecimento de alimento.

4) Granulometria é o diâmetro da cada grão da ração, ela deve estar adequada a cada fase de vida do animal.

5) Aqueles que apresentam substâncias com funções biológicas distintas, denominadas de compostos bioativos e apresentados na forma de ali-mentos comuns, podendo assim, ser consumidos em dietas convencionais. Alho, extratos vegetais, etc.

(23)

23

7) c. Um peixe onívoro apresenta estomago em forma de “J”, com número elevado de

cecos pilóricos, intestino curto e filamentos branquiais longos. Como representante, o tambaqui (Colossoma macropomum).

8) d. Teor de lipídeos, matéria seca e matéria bruta.

Capítulo 6

Orientações

Nesse capítulo são abordados as caracterizações e aspectos práticos dos dois prin-cipais sistemas de cultivo utilizados em nosso país. Suas vantagens e desvantagens e as indicações de quando usar um, outro, ou ambos. Visitas técnicas a propriedades para conhecer e visualizar esses sistemas devem ser consideradas pelo professor como instru-mento pedagógico eficaz para a construção do conheciinstru-mento. Sugerimos um total de oito horas- aula.

Respostas – página 83

1) A espécie, objetivo da produção (alevinos, carne, ornamental), disponibilidade de água, investimento inicial, tipo de propriedade onde vai ser instalada a produção, etc. 2) • Disponibilidade e qualidade de água: a necessidade ou não de tratamento inicial

ou constante da água, segurança, tamanho do empreendimento e limite da pro-dução.

• Topografia: aproveitamento da área, custos com terraplenagem e movimentação de terra, gastos com energia elétrica caso haja necessidade de bombeamento, investimentos em equipamentos.

• Tipo de solo: possibilidade de instalação, demanda hídrica (infiltração), necessidade de revestimento, seguranças das estruturas (taludes). Em solos muito arenosos estas questões são mais graves.

• Restrições ambientais: áreas de reserva ou de preservação permanente, vazão de água outorgável, legislação ambiental.

• Disponibilidade de insumos: distância de fornecedores de ração, alevinos, mão de obra, serviços.

• Infraestrutura básica: energia elétrica, estradas de acesso, portos e aeroportos. • Proximidade do mercado: custo com frete onerando o produto.

Resposta – página 87

A resposta pode variar, mas o aluno deve abordar as principais ações para controle de temperatura, pH, amônia, OD, levando em consideração o tipo de sistema de produção de viveiro ou tanque-rede.

(24)

Resposta – página 92

Professor, essa questão permite uma gama de informação e formatação por parte dos alunos.

Característica

Custo de implantação Custo de implantação considerado alto. Classificação Pode ser extensivo ou semi-intensivo.

Uso de água A quantidde de água requerida é considerada média. Tipo de alimentação Alimetaçao natural que pode ser complementada com

Uso de ração. Produtividade média 5 a 10 ton/ha/ano.

Respostas – páginas 97-98

Professor, essas questões permitem uma gama de informações e de formata-ção por parte dos discentes. Apresentamos nas respostas o essencial, ou seja, o que deve ser abordado pelo aluno.

1)

Característica

Custo de implantação Considerado baixo. Classificação Sistema intensivo.

Uso de água Irrelevante já que esse sistema é feito em reservatórios. Tipo de alimentação Exclusivamente com ração.

Produtividade média Entre 150 – 200 Kg/m3/ciclo de produção.

2) Licença ambiental concedida, vento, proximidade de centros consumidores ou acesso aos mesmos, aspectos de qualiade de água, etc.

3) Viveiros

Vantagens: baixo custo de manutenção e menor tecnificação. Desvantagens: alto custo de implantação, menor produtividade. Tanques-rede

Vantagens: menor custo de implantação, alta produtividade.

Desvantagens: só pode ser feito em reservtórios com autorização de orgãos am-bientais ou de concessionárias de hidreléricas. Maior custo de manutenção. 4) b. Promover o crescimento do plâncton.

5) d. Extensivo.

6) c. Corrigir o pH, desinfectar os tanques para eliminar peixes (larvas, juvenis e adultos), eliminar larvas de insetos nocivos.

(25)

25

Capítulo 7

Orientações

Nesse capítulo são abordados caracterizações e aspectos práticos dos dois sistemas de cultivo altamente tecnificados. Suas vantagens e desvantagens e as indicações de quan-do usá-los. Visitas técnicas a propriedades, universidades ou institutos de pesquisa para conhecer e visualizar esses sistemas devem ser consideradas pelo professor como instru-mento pedagógico e eficaz para a construção do conheciinstru-mento. Sugerimos um total de seis aulas para esse capítulo.

Resposta – página 100

Professor, nesse exercício espera-se que o aluno já compreenda e enumere os aspec-tos impactantes da aquacultura nos ambientes naturais, tais como os efluentes e utilização de espécies exógenas.

Resposta – página 107

Resposta conforme pesquisa.

Respostas – página 109

1) Aquaponia é um sistema de produção de peixes junto com hortaliças. Nesse sistema os peixes fornecem matéria orgânica aos vegetais e esses passam a funcionar como filtro biológico para o sistema de recircuação de água.

2)

Sistema Classificação quanto à

intensividade Aspectos construtivos

Investimento

financeiro Área ocupada Espécies cultivadas

Viveiros Extensivo ou semi-intensivo

Construção de viveiros escavados,

taludes, monges, canais para capatação e

saída de água.

Alto Uso de grandes áreas.

Carpas, tilápias, tambaqui, bagres,

ornamentais, etc.

Tanques-redes Intensivo Tanques-redes Baixo Reservatórios

Tilápias, tambaquis, salmão,

etc. Recirculação Super-intenviso

Tanques, tubulação, alto custo de

energia.

Muito alto Baixa

Tilapias, enguias, salmões, ornamentais

Raceways Super-intensivo Tanques de alvenarias

com alto gasto de água. Alto

Exige pouca área.

Trutas, tilápias, ornamentais.

(26)

3) Professor, o aluno deve levar em conta os tipos de tanques ou aquários, aquecimento, encanamentos, bombas, uso de energia elétrica, reservatório de distribuição de água, os filtros biológicos e mecânicos e também as espécies a serem cultivadas. Como refe-rência veja esse exemplo da Escola Agrotécnica de Jundiaí: alunos da Escola Agrícola Jundiaí, têm soluções simples de recirculação de água para criar peixes. Dom., 13 de outubro de 2013 00:28 – Fonte: <http://www.giraparnamirim.com.br/geral/2002- -alunos-da-escola-agricola-jundiai-tem-solucoes-simples-de-recirculacao-de-agua--para-criar-peixes.pdf?type=raw>.

4) a. O sistema de cultivo de fluxo contínuo (raceway) tem como principal característica o alto fluxo de água, visando à remoção de metabolismo e restos de alimentos, bem como a oxigenação da água.

c. O sistema extensivo é caracterizado pela baixa produtividade, grandes corpos--d’água e alta densidade.

Capítulo 8

Orientações

No Capítulo 8 é visto as espécies comerciais mais utilizadas na piscicultura brasileira. Aspectos biológicos e zootécnicos relevantes para a produção são abordados nesse capítu-lo. Com destaques para os processos reprodutivos de tilápias, carpas e trutas. Recomenda-mos oito horas-aula.

Respostas – página 116

1)

Variável Valores propostos

Temperatura Ideal 22 a 26 °C

Oxigênio dissolvido Ideal 5 mg/l

pH Ideal entre 6,5 a 7,4

Dureza Entre 20 a 150 mg/l

Taxa de arraçoamento 4 a 6 vezes ao dia

Tempo de cultivo De seis a oito meses

Conversão alimentar Ideal de 1,5

Densidade de alevinagem 2 kg/m2

Densidade em engorda em viveiros 2 a 3 kg/m2

Densidade em engorda em tanques-rede 150 kg/m3

2) A principal técnica utilizada é a inversão sexual hormonal com a utilização de metil--testotrona na ração na primeira quinzena de vida das larvas. Técnicas de manipulação cromossômica também podem ser utilizadas, mas é de uso restrito de centros de

(27)

pes-27

Resposta – página 119

A resposta deve ser elaborada como um protocolo de produção com tipos de sistema de produção, manejo alimentar, aspectos de monitoramento de qualidade de água, manejo de despesca e estimativa de produção.

Respostas – páginas 123-124

1) Professor, os alunos devem buscar informações e diferenciar espécies exóticas de nativas. É importante ressaltar que mesmo as espécies da fauna brasileira podem ser consideradas exóticas como o caso do tucunaré na região sudeste. 2) a. Tambaqui – Criados em viveiros ou tanques-rede, com alimentação natural ou

com ração, ciclo de produção cerca de 8 a 12 meses.

b. Pacu – Criados em viveiros ou tanques-rede, com alimentação natural ou com ração, ciclo de produção cerca de 10 a 12 meses.

c. Pintado (surubins e seus híbridos) – Criados em viveiros ou tanques-rede, com alimentação natural, ou com ração ciclo de produção cerca de 12 a 18 meses.

d. Curimbatá – Especialmemte criados em viveiros com alimetação natural, ciclo de produção de 12 meses.

e. Pirarucu – Espécie carnívora criada principalmete em viveiros com ração ou alimetação natural, ciclo de produção de 18 a 24 meses.

3) Lambaris, jundías, traíras, tucunarés, matrinchãs, etc. 4) a. 17-β-estradiol é masculinizante.

5) a. A temperatura ideal da água para o bom desenvolvimento da tilápia está entre 26 a 28 °C.

b. O oxigênio produzido e acumulado no viveiro de produção durante a noite é consumido durante o dia.

Capítulo 9

Orientações

No Capítulo 9 são abordadas as técnicas básicas de sanidade e de boas práticas de manejo. Os tópicos de sanidade devem ser muito bem trabalhados com os alunos e também a questão de agregar valor aos produtos. As atividades práticas podem com-plementar o estudo. Recomendamos seis horas-aula para o capítulo.

Resposta – página 126

Professor, os alunos devem resgatar os conhecimentos sobre as estruturas, como olhos, pele e brânquias, cor e odor que são referências para o consumidor de boa qualidade.

(28)

Respostas – página 138

1) Boas práticas de manejo. Conjunto de ações no manuseio de produtos de ori-gem animal a fim de garantir a qualidade do mesmo até o seu consumo final. 2) Quando não seguir a medidas de higiene pessoal necessárias. Uso de EPI,

uso de água sanitária, uso de pedilúvio, lavar sempre as mãos, não comer no ambiente de abate, etc.

3) • Salga seca – É a adição de sal ao pescado para facilitar a penetração homo-gênea do sal à carne.

• Salga úmida – Também conhecido com salmoura ou salmouragem. A salmoura é um solução hiper-concentrada de sal.

4) Filés, peixes congelados, peixes salgados, peixes em conserva, nugets, etc. 5) Como o bacalhau é proveniente do mar do Norte, a forma que os

coloniza-dores portugueses tinham como transportá-lo era salgado. Com o passar do tempo formou-se a cultura de se comer bacalhau salgado nas colônias portuguesas. Já na Europa, a indústria pesqueira garante a fonte de peixe fresco dessas espécies.

6)

Característica ou estrutura Peixe bom Peixe ruim

Odor Leve, de plantas aquáticas ou

bar-ro, ou ar marinho. Amoniacal, pútrido, desagradável.

Pele Firme, com a coloração da espécie. Frouxa, descolorida.

Escamas Aderidas à pele, brilhantes. Escamas soltas e opacas.

Olhos Firmes. Opaco, frouxo, estufado, fora da

cavidade orbital.

Brânquias Avermelhadas e firmes. Opacas, frouxas, descoloridas.

Ânus Fechado, íntegro. Frouxo.

Abdômen Firme, íntegro. Frouxo.

Consistência Firme, íntegro. Frouxo.

Capítulo 10

Orientações

No Capítulo 10 reforçamos a importância de um bom manejo durante o processo produtivo e como um manejo inadequado propicia à criação de impacto negativo, e como algumas doenças (mais comuns) são abordadas de forma super-ficial. Portanto, sugerimos uma pesquisa mais aprofundada do assunto. Para esse último capítulo, propõe-se quatro aulas.

(29)

29

Respostas – páginas 146-147

1) Poucas pesquisas, e a dificulde de vacinar os animais um a um, ou mesmo como coletivo. Incentivo a desenvolvimento tecnológico e pesquisa.

2) O estresse é um conjunto de reações fisiológias e hormonais dos animais que os prepara para reagir a um situaçao de perigo. Se essa situação de alerta se prolonga um alto consumo de energia é requerido e pode afetar até memso a qualidade da carne de animias para abate.

3) Esses protocolos minimizam o estresse em estoques cultivados, assim os animais ficam mais resistentes a ataques de parasitas e demais patógenos.

4) Observação: sugerimos apenas algumas atitudes, outras podem e devem ser acres-centadas pelo professor.

Aspecto de cultivo Medida sanitária/tanque-rede Medida sanitária/viveiros

Aquisição de alevinos. Aquisição de alevinos de boa procedência e adoção de quarentena.

Aquisição de alevinos de boa procedência e adoção de quarentena. Análise e correção de variáveis

da qualidade de água.

Monitoramento constante e em caso de problemas como OD, pH e amônia

diminuir a densidade de estocagem.

Monitoramento constante, pode realizar calagens, fertilização. Pode-se aumentar o fluxo de água para minimizar os efeitos

deletérios. Nutrição, alimentação a

arraçoamento.

Ração de boa qualidade estocada em lugares apropriados para evitar a

contaminação.

Ração de boa qualidade estocada em lugares apropriados para evitar a

conta-minação. Manutenção de instalação e

equipamentos.

Lavar os tanques ao final de cada ciclo com água corrente. Fazer a

desinfecção com água e cloro.

Secar os viveiros e fazer a desinfecção com cal.

Descarte de resíduos e efluentes. Evitar resíduos próximos às áreas de trabalho.

Adoção de um tanque de efluentes antes de retornar a água para o ambiente.

Resposta – página 148

O professor pode optar por trabalhar essa atividade como uma tarefa complementar (apresentação em grupo ou individual).

Viroses

VPC (Viremia Primaveril de carpas): Agente causador: Rhabdovirus carpio.

Sintomas: úlceras, sangramento, hidropisia, escamas arrepiadas, natação errática. Consequências: morbidade.

Profilaxia: manejo sanitário adequado.

Tratamento e medidas sanitárias: manutenção de pH, boas práticas sanitárias, erradi-cação de peixes doentes.

(30)

Bacterioses Aeromonose:

Agente causador: Aeromonas spp.

Sintomas: inapetência, lesões no corpo e nadadeiras, aumento do volume do abdômen, exoftalmia.

Consequências: mortalidade do plantel de forma rápida.

Profilaxia: bom manejo sanitário, monitoramento do pH e amônia.

Tratamento e medidas sanitárias: monitoramento erradicação de peixes doentes. Pseudomonose:

Agente causador: Pseudomonas spp.

Sintomas: inapetência, lesões no corpo e nadadeiras, aumento do volume do abdômen, exoftalmia.

Consequências: mortalidade do plantel de forma rápida.

Profilaxia: bom manejo sanitário, monitoramento do pH e amônia.

Tratamento e medidas sanitárias: monitoramento erradicação de peixes doentes. Columnariose:

Agente causador: Flavobacterium columnare.

Sintomas: erosão de brânquias, ulcerações na pele, cauda carcomida. Consequências: mortalidade de alevinos e jovens.

Profilaxia: bom manejo sanitário.

Tratamento e medidas sanitárias: monitoramento erradicação de peixes doentes. Estreptococose:

Agente causador: Streptococcus iniae e S. Agalactiae.

Sintomas: ulcerações na superfície do corpo, exofatalmia, curvatura corporal. Consequências: alta mortandade, contaminação do pescado.

Profilaxia: controle das taxas de amônia, pH e densidade.

Tratamento e medidas sanitárias: boas práticas de manejo, destinação correta de resíduos.

Edwardsielose:

Agente causador: Edwardsiella sp.

Sintomas: comuns em bagres, sangramentos, gangrena e pútrido. Consequências: doença de notificação obrigatória.

Profilaxia: boas práticas de manejo.

(31)

31

Parasiroses

Lerneose:

Agente causador: Lernea sp.

Sintomas: inapetência, alterações das escamas. Consequências: perda na produtividade

Profilaxia: uso de quarentena.

Tratamento e medidas sanitárias: em peixes ornamentais é comum o uso de sal grosso ou de verde malaquita.

Argulose:

Agente causador: piolho de peixe. Argulus sp. Sintomas: ulcerações corporais.

Consequências: infecções bacterinas secundárias. Profilaxia: uso de quarentena.

Tratamento e medidas sanitárias: uso de sal grosso ou agente desinfetantes. Ictiofitiríase:

Agente causador: Ichthyophtirius multifiliis.

Sintomas: pontos brancos da pele e nas brânquias. Consequências: perdas significativas em água doce. Profilaxia: uso de quarentena.

Tratamento e medidas sanitárias: difícil tratamento, retirada de peixes doentes do plantel.

Girodactilose:

Agente causador: Gyrodactylus spp.

Sintomas: grande produção de muco e ataca principalmente as brânquias. Consequências: mortandade e predisposição a outras doenças.

Profilaxia: uso de quarentena.

Tratamento e medidas sanitárias: retirada de peixes doentes do plantel, notificação obrigatória.

Oodiniose:

Agente causador: Oodinium spp. Sintomas: inapetência e asfixia.

Consequências: muito comum em peixes ornamentais, pode levar a perda do indivíduo ou do plantel.

Profilaxia: uso de quarentena

Referências

Documentos relacionados