JULIANO
KÕHLER GANZENMÚLLER
AVALIAÇÃO
DAS
DIFICULDADES
PARA
AMAMENTAR
ENCONTRADAS
PELAS
MAES
DE
CRIANÇAS
EM
ACOMPANHAMENTO
AMBULATORIAL
NO
CENTRO
DE
: ‹.
Í IU
SAUDE
LAGQA DA
C0Nc1;iÇAo
W'Trabalho apresentado à Universidade Federal de Santa Catarina, para a conclusão do Curso
de Graduação
em
MedicinaFLoRIANÓ1>oL1s
-_SANTA CATARINA
2001
AVALIAÇÃO
DAS
DIFICULDADES
PARA
AMAMENTAR
EN
CON
TRADAS
PELAS
MÃES
DE
CRLANÇAS
EM
ACOMPANHAMENTO
AMBULATORIAL
NO
CENTRO
DE
SAÚDE
LAGOA
DA
CONCEIÇÃO
Trabalho apresentado à Universidade Federal de Santa Catarina, para a conclusão do Curso
de Graduação
em
MedicinaCoordenador do Curso de Medicina: Prof.
EDSON
JOSÉ
CARDOSO
Orientador: Prof. 1\/LARCO
DA ROS
FLORIANOPOLIS
-
SANTA
CATARINA
Agradeço
primeiramente aDEUS,
nosso mestre superior, pelaminha
escolha profissional, pelo suporte e pela força fornecida durante todo
o
cursoAos meus
pais, todo omeu
amor
e reconhecimento pelos sacrificios, pelaabdicação de seus interesses, pela simplicidade e moral
que
me
transmitemconstantemente.
Aos meus
innãos pelocompanheirismo
e amizade.Aos
funcionáriosdo
Posto deSaúde da
Lagoa
da Conceição que
me
ajudaram
na
realização deste trabalho,em
especial ao Prof.Pedro
Schimitt.Ao
Prof. Cútoloque
com
sua paciência e abdicando de seutempo
livreforneceu infonnações cruciais para a continuidade desse trabalho.
Ao meu
orientador Prof.Marco
da
Ros
que apesar das dificuldades, abraçoua causa, prestando orientações inestimáveis através de sua disponibilidade, aptidão
em
transmitir conhecimentos e paciência.Enfim,
agradeço a todos osmeus
colegas e professores, pelos auxílios prestados durante a realização deste trabalho.1.
INTRODUÇÃO
... .. 2.OBJETIVOS
... .. 3.MÉTODO
... .. o o n ¢ o o o a o o o o o ou Q n n n ø ø › o n n o o o no Q o Q o o o o o o o o o ¢ ou 4.RESULTADOS
... .. 5.DISCUSSÃO
... ... .. 6.CONCLUSÕES
... .. 7.REFERÊNCIAS
... .. o o o u o o O o u O o u ø ø Q Q A Q o o ooNORMAS
ADOTADAS
... ..RESUMO
... ..SUMMARY
... ..ANEXOS
... .. n O ø o ø o o o o o n a o ou ø o ø u O | Q n n o o c oooO
período precocedo
pós-parto deveria serum
período de tranqüilidade e alegria para amãe,
para criançacomeçar
a se familiarizar e para a família darboas-vindas a seu
membro
mais
novo, a maioria das culturas reservaum
cuidado especial para a recuperação
do
parto, duranteo
qual, amãe
e a criançasão tranqüilizadas e
amparados
pelos outrosmembros
da
família.Mas
em
sociedades ocidentais modernas, a
desumanização
do
parto e ao isolamentorelativo de famílias nucleares
podem
deixar asnovas
mães
e os recém-nascidosvulneráveis 1.
Em
meados
de 1940, depoisque
o parto deslocou dos lares para os hospitais, asmães
permaneciam
geralmenteno
hospital por 7 a 10 dias,recebendo o cuidado das enfermeiras e estando livres de outras
responsabilidades.
Há
20
anos atrás,em
parte por causado
movimento
a favordo
partonormal
eem
parte pelos interesses financeiros, otempo
das estadas depuérperas
no
hospitaldiminuíram
1.Com
essa diminuição,o
tempo
deinternação hospitalar encurtou, a prevenção das complicações, a instrução
adequada
eo
suporte para possíveis complicaçõestomaram-se
inviáveis.Porém
asnovas
mães
sesentem mais
tranqüilizadas e alegresem
suas casas, perto deseus familiares,
tomando
mais
fácil a lactação pois o estresseda
mãe
émenor
2.Por
isso,no
atualmomento
de nosso País,no
qual existem muitasdificuldades influenciando
o
nosso sistema de saúde, é imperioso que,mesmo
com
omínimo
de estrutura,médicos
de família, agentes de saúde, enfermeirastenham o conhecimento
necessário parafomecer
a assistênciaadequada
paramães
e neonatos durante esse período críticoem
que
surgem
muitas dúvidasque
Dentro
dessas dúvidas, existem as relacionadas àamamentação
que
decorrem
de vários fatorescomo
a questãodo
tempo
da
mamada,
que é crucialpara a continuidade
da
lactação, dificuldade dealgumas
mães
em
obteruma
pega
adequada,além
de dúvidas quanto aouso
demedicamentos,
alimentaçãomaterna
e administraçãode
novos
alimentos a criança. Essas dúvidas geralmentese
pronunciam mais
em
primíparasdo
queem
multíparas por razões óbvias dasexperiências anteriores
que
as multíparas tiveram.Em
se tratandode
amamentação
os profissionais de saúdedevem
terum
cuidado especialporque
se
não
formuito
bem
manipulada pode
levar a falênciada
lactação econseqüentemente
a descontinuidadedo
aleitamentomatemo,
privando essa criança todas as vantagensdo
leite materno.As
pesquisasque
confirmam
a importânciada
amamentação
maternaaumentaram
bastante durante adécada
passada.O
leitematerno
fornece anutrição ideal,
com
osmais
de200 componentes
identificados (contra60
comparado
à fórmula infantil mais sofisticadado momento).3
Fortaleceo
sistema imune, especialmente
no
trato respiratório eno
trato gastrointestinal.Neonatos
e crianças alimentadoscom
leite artificial têm,comprovadamente,
incidência
maior
de alergias e de doenças infecciosas, taiscomo
otite média,pneumonia,
e gastroenterite edesenvolvem
títulosmais
baixos de anticorpos às vacinascomuns
da
infância.A
enterocolite necrotizante quasenunca
ocorreem
recém-nascidos prematuros
que
se alimentaram exclusivamente de leitematerno.
O
efeitono
sistemaimune
é prolongado revelando índices mais baixosde leucemias e de
doença
deCrohn
em
criançascom
idade escolarque foram
amamentadas
com
leitematemo
no
período neonatal. Outros riscosda
alimentação artificial incluem: taxas
mais
elevadas de diabete mellitus insulino-dependente e outras doenças autoimunes, índices mais elevados
da
síndromeda
amamentação
forneceuma
introduçãomais
suave aoscomponentes
e aossabores dos alimentos
em
geral 9.Além
disso,o
leitematemo
contribui para o desenvolvimentoadequado
do
sistema nervoso central, crianças queforam
alimentadas artificialmentedemonstram
um
QI
mais
baixo eum
desempenho
escolar prejudicadoem
relação àquelasque
tiveramamamentação
materna. Esta diferença parece sercausada pelos
componentes
do
leitehumano,
sabe-se que existem detenninadaslipídeos
complexos que
só existemno
leite materno, quefavorecem
um
melhor
desempenho
cerebral 10.Atualmente, a
amamentação
matema
tomou-se economicamente
importante,
não
só pelo custo diretoda
alimentação,mas
também
pelaprevenção de doenças.
As
crianças artificialmente alimentadasprocuram mais
freqüentemente
o médico
ecomprovadamente
ficam
doentes mais vezes,além
disso
o
tempo
de hospitalizações dessas crianças é mais longona
média do que
criançasamamentadas
com
leitematemo.
Os
pais quealimentam
seus filhoscom
leitematerno
faltammenos
dias de trabalho.Os
estudos e osmodelos
econômicos
indicamque
podem
ser possíveiseconomias
potenciaisenormes
com
aumentos
relativamentepequenos
de aderência aamamentação
11.Um
estudo recente
que
tem
como
base apenas três diagnósticos (infecçãomais
baixado
trato respiratório, otitemédia
aguda, edoença
gastrointestinal) encontrouum
gasto adicional entreU$33l
eU$475
no
primeiroano da
vidacom
cuidadospara bebês
que
nunca
mamaram
no
peitoem
comparação
aos bebêsque
amamentaram
exclusivamente por pelomenos
3meses
12.O
aleitamentomaterno
tem
implicações importantes para a saúde dasmulheres, as pesquisas recentes suportam
o beneficio
para as mulheresque
amamentam.
Mulheres que
amamentaram têm menos
anemia
ferropriva,têm
intervalosmais
longos entre outras gestações, riscomenor
para a osteoporosemais
tardiamentena
vida epromove
um
riscomenor
para o câncer ovariano eo
câncer de
mama,
ou
seja,uma
redução globalno
risco de câncer 4›6.Além
de todos essas vantagens, existeo
desenvolvimentoda
relação afetivada
mãe
com
a criança e vice-versa,tomando
o
atode
amamentar
um
eloemocional
entremãe
efilho que
tranqüiliza a criança e amãe
Além
disso, écomprovado
que duranteo
ato deamamentar
ocorre liberação de ocitocinasdando
àmãe
uma
sensação prazerosa 13.Todas
estes beneficios são diretamente proporcionaiscom
otempo
deamamentação, ou
seja, quantomaior o
tempo
de lactação,maior
são osbeneficios.
A
evidência é a mais sólida para os primeiros 6 meses,como
refletido
no
American
Academy
of Family
Physicians°que
recomenda
amamentação
por pelomenos
6meses
14.O
American
Academy
of Pediatrics(AAP)
recomenda
6meses
de leitematerno
exclusivo e aomenos
de 1ano
deleite
materno
acompanhado
por alimentos contínuos apropriados após osprimeiros 6
meses
4.A
OrganizaçãoMundial da Saúde
(OMS)
recomenda
aomenos
2 anos deamamentação
para todos as crianças 15.Alguns dados
antropológicos indicam
que
a idade natural dedesmame
para sereshumanos
pode
seraproximadamente
6 anos de idade 16.O
tempo
da
mamada
éum
fator determinante para continuidadeda
lactação,
uma
vez que,o
estímuloda
lactação é a própriamamada
e se essanão
ocorrer por
um
períodomínimo
de 25 min.com
intervalosmenores que
3 horas duranteo
dia e 5 horas durante a noitepode
haver falênciada
lactação 13.As
mães
menos
experientes quasesempre
reclamam
que
têm pouco
leite,porém
essa queixa
não
tem
fundamentação
científica, entretanto, geralmente, é sobrevalorizada pelas mães,que
jávêm com
essa idéia fixa.Em
frente a essaqueixa deve-se orientar sobre o
tempo
da
mamada,
pois a criança pode,realmente estar recebendo
pouco
leite,mas
decorrentedo
tempo
insuficiente dasO
trabalho de parto e o partopodem
afetar a iniciaçãodo
aleitamentoem
diversas maneiras.Os
medicamentos dados
duranteo
trabalho de parto,especialmente narcóticos-analgésicos e analgesia epidural,
podem
provocaratrasos
no
aparecimentodo reflexo da
mamada
(sugar-engolir-respirar) dosrecém-nascidos,
além
disso amãe,
pelo fato de estarmais
sonolenta,pode
determinar
mamadas
mais curtas ecom
intervalos maiores diminuindo, assim, oestímulo para a lactação 2.
Os
efeitosda
anestesia epiduralno
comportamento
infantil
têm
sidodocumentados
até 1mês
da
idade, estes efeitosdevem
serexpostos à gestante nas consultas pré-natais, pois
pode
deixar amãe
ansiosa peladificuldade
de
amamentação
diminuindo
aindamais
a lactação 2.Os
nascimentos traumáticos, tendocomo
maior exemplo
o partocom
fórceps,
pode
também
afetar a habilidade deum
recém-nascido aprender aamamentar
nos dois primeiros dias após o parto.Quando
as circunstânciasmatemas
e fetaisrequerem
tais intervenções, deve serdado
apoio extra a essas puérperas, orientarque
a qualidadeda
amamentação
deve melhorar após alguns dias 2.A
posição epega
são decisivos nestas primeiras alimentações paranão
causar os danos ao
mamilo
e para a alimentaçãoadequada do
recém-nascido.O
dano
aomamilo
pode
deixar amãe sem
a sensação prazerosa que nos referimos anteriormente 13,tomando
o ato deamamentar
um
sofrimento,inconscientemente, a
mãe
diminui otempo
da
mamada
eaumento
seus intervalospodendo
haver a falênciada
lactação 13.Com
todas essas variantes apresentadas decorrentesdo
período pós-parto,principalmente
em
relação àamamentação,
deve-se atentar para as dificuldadesenfrentadas pelas
novas
mães.Em
vista disso é necessáriouma
elucidação dasprincipais dificuldades
que
as puérperas enfrentam,sempre
de acordocom
o
seulocalidade,
tomando
o
atendimentomédico
localmais
específico para os2.
OBJETIVOS
O
presente estudotem
como
objetivo geral conhecer as razões pelas quais asmães
residentesna
Lagoa
da Conceição não
amamentam
determinando:1.
O
perfil dasmães
cujos filhos estãoem
acompanhamento
no
Centro deSaúde
Lagoa
da
Conceição;2.
As
principais dúvidas encontradas pelasnovas
mães
em
relação aoaleitamento
matemo;
3.
Os
principais motivos deabandono do
aleitamento materno;1. Correlacionando todas essas informações
com
a qualidade das consultas pré-natais (de acordo
com
o
número
de consultas), tipo de parto e participação3.
MÉTono
Os
objetivosdo
autorestavam
relacionadoscom
outra área, contudo,motivos
maiores, foi necessárioabandonar
o propósito inicial, então surgiu aidéia de desenvolvimento desse trabalho, porém, pelo curto período
em
que
foiinstituída a coleta dos dados,
o
tamanho da
amostraficou
comprometida,
entretanto, esse fato
não
tira a validade desse trabalho,uma
vezque
pode
refletira realidade
em
relaçãoao
abandono do
aleitamentona
Lagoa
da Conceição
A
presente pesquisa trata-se deum
estudo descritivo, transversal, retrospectivoque
analisou os motivos deabandono do
aleitamentomatemo
dascrianças atendidas pelo serviço de pré-natal e de consultas de puericultura realizadas
no
Centro deSaúde da
Lagoa
da
Conceição.A
casuística consistiu de pacientescom
menos
1ano
de idade atendidosem
consultas de puericulturasno
período de 01 denovembro
de2000
à 01 defevereiro de
2001 na
período vespertina. Esse intervalo foi escolhidoporque
coincidiu
com
o
tempo
disponível para realização desse trabalho,mas
para se obter urna amostra local expressiva estatisticamente, a coleta de dados deveriater pelo
menos
1 ano.O
estudo baseou-seem
dados obtidos através de questionário(ANEXO
1)respondido
em
entrevistana
vigênciada
consulta de puericultura, residencialou
em
contato telefônicocom
asmães
dos pacientesque
seenquadravam na
casuística.
Foram
realizadas 41 consultas de puericulturano
período estipulado.O
questionário tentou obter informações necessárias para se avaliar aefetividade das consultas pré-natais
em
relação àamamentação,
correlacionando as principais dúvidas dasmães
em
estudo referentes à criança e à própriamãe
~
essas
maes
tiveram paraamamentar
(cadamãe
podia escolher apenasum
item),o
número
de consultas pré-natais, participação dos grupos de gestantes, rendafamiliar e escolaridade
da
mãe
do
paciente,número
de
gestações, uso demedicamentos
durante as gestações, local e tipodo
parto.Ainda
nesse trabalho,avaliamos a capacitação
do
Centro de saúdeda
Lagoa
da Conceição
perante asmães
em
estudo.A
elaboração deum
banco
de dados relacional e a análise das variáveis foirealizada utilizando-se o
programa
estatísticoMICROSOFT
EXCEL
98, para as tabelas e a digitação utilizou-seo
programa
MICROSOFT
WORD
97.4.
RESULTADOS
Foram
registrados 41 questionários(ANEXO
1)no
períodoem
que
transcorreu
o
estudo.Os
dados
a seguirexpressam
características peculiaresda
casuísticacomo
idadeda mãe,
renda familiar, escolaridade e onúmero
deconsultas pré-natais.
TABELA
I: Distribuição dasmães
dos pacientes atendidosno
Centro deSaúde
Lagoa
da Conceição segundo
a idade.Idade ._ _____________________ __
.N
tttttttttttttttt __%
Menos
de20
anos ... ... .. Entre20
e 25 anos 13 31.71 Entre26
e30
anos 14 34.15Mais
de30
anos 6 14.63TOTAL
41 5353100Fonte: Dados coletados pelo autor
A
tabela nos leva a pensar que19,51%
dasmães
em
estudopossuíam
TABELA
II: Distribuição das criançasmenores
de 1 ano atendidasno
Centrode
Saúde
Lagoa
da Conceição segundo
a idade.Idade dos pacientes
N
_______________ __
Menores
que
2meses
8 19.51 Entre 2 e4
meses
10 24.39Entre 4 e 6
meses
10 24.39Entre 6 e 8
meses
8 19.51Entre 8 e 12
meses
5 12.20,,,,,,,,,, ,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,, ,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,, _____________________________ _.
Fonte: Dados coletados pelo autor W
W
VVVVV WW
Os
dados referentes à idade das crianças atendidasno
Centro deSaúde
Lagoa
da Conceição no
períododo
estudo indicamque
o atendimento abrangetodas as faixas etárias de
forma
semelhante.TABELA
III: Distribuição das criançasem
estudosegundo
a idade,em
relação
com
a continuidadedo
aleitamento.-Continuam ~
Idade
amamentando
Nao
amamemam
Freq.
%
Freq.%
Menores
de 3meses
12923%
17.7%
Entre 3 e 6
meses
1280%
320%
Entre 6 e9 meses
861.5%
5385%
TOTAL
32
78%
9
22%
Esses
dados nos levam
a crerque
61,5%
mamou
pelomenos
até 6meses
de
idade(sem
levarem
consideraçãoo
leitematemo
exclusivo).FIGURA
1: Distribuição das criançasem
estudoque não
amamentam
segtmdo
as causasdo abandono do
aleitamento materno. (n=9)60
-50
_40
~30
_20
- 10 -O
`| | 1 | |lactação trabalho
damãe
rmdicação
mastite irsuficierteisadapelanñe
Fonte: Dados coletados pelo autor
Através
da
análise das causas deabandono
podemos
suporque
55,56%
das crianças
abandonaram o
aleitamentomatemo
porque tinham
uma
lactação insuficienteou
“pouco
leite” (SIC).natais.
Número
de consultas Pré-nataisNão
realizou Realizou de 1 a 3 consultas Realizou de4
a 8 consultasRealizou
mais
de 9 consultasišäfišší"i5ãäE§š`E§¿ië{àE6š'5ëió"ã1£5šW
Os
dados nos indicamque
a grande maioria(58,54%)
realizouum
prenatal
adequado
(segundo onúmero
de consultas), sendoque
apenas lmae
nao
realizou
nenhuma
consulta pré-natal.WV ... ....,..,‹...‹.... _...‹.... . ...,... , ..» ,...,...,.m».... ...,...,...~..,_..._....,....-...»....›....›»...~....z.._.._._m..*.._.»,_.. _ _.. _...__._
%
2.44 17.07 21.95 58.54 “iooiiiConsultas
Não
fez 32637 2 53 370
4
170 5272
10.6 6468
18.2 7219
8318
12.39
366
14.2 10266
ll 179 12ou+
157TOTAL
2577
Fonte: Programa Capital Criança, 1999.
Analisando esses dados
observamos que
36%
das gestantes deFlorianópolis realizaram
um
pré-nataladequado
(segimdo onúmero
deconsultas). 2.6 1 12 0.5 2.1 2.7 .__ _ /0
acumulada
2.6 3.1 5.1 7.8 14.4 25 43.2 51.óó4
73.2 sv 93.9 100TABELA
VI: Distribuição de criançasem
estudoacima
de 6meses
(n=l7)segundo o
aleitamento materno exclusivo relacionadocom
onúmero
de consultas pré-natais realizadas.Número
de consultas alimentos antes alimentos entre 3 exclusivo até6de 3 meses e 6 meses meses Freq. 5% Freq.* Freqii
%
Pré-nataisNão
realizou O - O - 0 - Realizou de 1 a 3 consultas 4100%
O - 0 - Realizou de 4 a 8 consultas 375%
125%
O - Realizou mais de 9 222.2%
555.6%
222.2%
consultasTOTAL
9
52.9%
635.3%
211,8%
F
onte: Dados coletados pelo autorEssa tabela nos leva a crer
que
as consultas pré-nataispodem
auxiliarna
TABELA
VII: Distribuição de criançasem
estudoacima
de 6meses
(n=17)segimdo o
aleitamento materno relacionadocom
a participaçãoem
grupos de gestantesno
Centro deSaúde
Lagoa
da
Conceição.
_ Introduziu _
Introduziu _ Leite
Matemo
novos
alimentos- - ~ alimentos exclusivo até 6
P
articipaçaoem
gmpos
denovos
d
3 entre 3 C 6tes e
meses
meses
est nte an
g
a Smeses
F
req.%
F
req.%
F
req.%
Nâopaúizipou
5536%
3333%
1111%
Participou de grupo de
4
50%
3 37.5%
l12,5%
gestantes
TOTAL
9
52.9%
6353%
2ll.8%
F onte: Dados coletados pelo autor
Esses dados nos indicam
que
os giupos de gestantes tiveram o resultadoTABELA
VIII: Distribuição das criançasem
estudosegundo
a idade,em
relação à continuidadedo
aleitamentomaterno segundo
o tipode parto
Parto
normal
(n=23) Parto Cesárea (n=18)Idade Continuam
Não
ContinuamNão
amamentando
amamentam
amamentando amamentamFreq.
%
Freq.%
Freq.%
Freq.%
Menores
de 3meses
6 85.7 1 14.3 4 66.7 2 33.3Entre 3 e 6
meses
8 88.9 1 11.1 5 83.3 1 16.7Entre 6 e
9
meses
6 85.7 1 14.3 350
3 50TOTAL
20
87 3 13 12 66.7 6 33.3Fonte: Dados coletados pelo autor
Esses dados nos
levam
a crer87%
das crianças quenasceram
de partonormal continuam
amamentando
e66,7%
das crianças quenasceram
de parto cesáreacontinuam
amamentando.
TABELA
IX: Distribuição das criançassegimdo
a idade,em
relação à continuidadedo
aleitamento maternosegundo
a escolaridadeda
mãe
em
estudo.Analfabetas 1° grau 2° grau Nível
compl.
ou
compl.ou
superiorincompleto incompleto compl.
ou
Idade _
incompleto
Sim
Não
Sim
Não
Sim
Não
Sim
Não
Menores
de 3meses
0 0 6 3 4 O 3 O Entre 3 e 6meses
2 1 0 1 9 1 1 0 Entre 6 e9
meses
1 O 3 1 2 2 2 1Número
3 1 9 5 15 3 6 lTOTAL
í
%
75 25 64,2 35.8 83.2 16.8 85.7 14.3 Fonte: Dados coletados pelo autorEsses
dados
nosapontam que
75%
dasmães
analfabetascontinuam
amamentando,
assimcomo
apontam que
85%
dasmães
com
pelomenos
nível superior incompletotambém
continuam amamentando.
TABELA
X: Distribuição dasmães
dos pacientes atendidosno
Centro deSaúde
Lagoa
da Conceição segundo
as principais de dúvidasem
relação ao desenvolvimento de seu filho
ou
de seu estado atual(mães
escolheram apenas 1 item).Principais dúvidas
Não
possuía dúvidasSobre alimentação
da
criançaSobre anticoncepção
Sobre choro
da
criançaSobre vacinação 12 34.15 29.27 14.63 12.19 9.76
TOTAL
Fonte: Dados coletados pelo autor
100
Essa tabela
29,27%
possuía dúvidas relacionadas à introduçãoda
alimentação de seu filho.
TABELA
XI: Distribuição dasmães
dos pacientes atendidosno
Centro deSaúde
Lagoa
daConceição segimdo
os principaisproblemas
encontrados para amamentar.
Problemas
paraamamentar
Não
teveproblemas
Tem
dor nos seios llPouco
leite 10 Seios ingurgitados 2 E "Ê5i{{ë{"i5áä5š`¿Bië{š¿i6š^§¿iE5'iá£i£5ši'W 43.90 26.83 24.39 4.88Â?
~o*oo
~õ° *ocientifica de
que
uma
mãe
possa terpouco
leite.FIGURA
2: Distribuição dos principaisproblemas
encontrados pelasmães
em
estudo para
amamentar
segundo
o
tipo de dúvidas.90%
-80%
-70%
-60%
-50%
-40%
-30%
-20%
-10%
-0%
- x~,¿"8Ê, '~l°ã'›o «game-Q
b
6° ¢° Ago gb ÔÓÓOO
êpeà O . ‹>,,<> pe _0
O
~o'* 6»s
°~'° 5° ãoFonte Dados coletados pelo autor
de choro freqüente de seu filho.
E
não teve problemasI
dorEI engurgitamento mamário pouco leite
Essa
tabelanos
indicaque
asmães
que tinham
como
principal dificuldadeFIGURA
3: Distribuiçãodo
número
de consultas pré-natais realizadas pelasmães
em
estudosegundo
amédia de
idade das mães.26
25 -
"
Ewan' demde' dasmâes
24,5 - V
24 -
_
23,5 ¬ . . . 1
mrhmn emele3 eme4e8 9ounn`s
oonsula corsulas corsulas coxsulas
Fonte: Dados coletados pelo autor
Os
dados
noslevam
a crerque
a idade dasmães
não
interferena
FIGURA
4: Avaliaçãodo
Centro deSaúde
Lagoa
da Conceição
perante asmães
em
estudo. 5,00%I
ideal/ø
EI satisfatória El ruim 63,00%I
muitomim
Fonte: Dados coletados pelo autor
O
gráfico
nos indica63%
avaliamo
atendimentono
Centro deSaúde
Lagoa
da Conceição
como
ideal.FIGURA
5: Principaisproblemas
no
Centro deSaúde
Lagoa
da Conceição
identificados pelas
mães
em
estudo70,00%
-60,00%
-50,00%
-40,00%
-30,00%
-20,00%
-10,00%
- 'I I I Iideal
demora no
consultamédica
atendimento deficiente
Fonte: Dados coletados pelo autor
Esses
dados
nos indicamque
dasmães
em
estudoque
identificaramalgum
problema
no
Centro deSaúde apontaram a
demora no
atendimentocomo
2.
nIscUssÃo
Foram
registrados 41 questionários(ANEXO
l)no
períodoem
que
transcorreu
o
estudo.A
população total de criançascom
menos
de lano
residentes
na
área de abrangênciado
Centro deSaúde
Lagoa
da
Conceição,seglmdo
dados de 2000., giraem
tomo
de 179 crianças 17 . Isso demonstrauma
incertezaem
relação à expressão estatística desses dados.A
TABELA
Ipode
indicarque
a idade dasmães
em
estudo são maiores quea
média
nacional 18 ,uma
vezque
80,49%
das mulheres tinhammais
de20
anos.Esse
dado
é importanteporque pode
revelaruma
responsabilidademaior
dasmães
em
relação a atenção dedicada aos seus filhos.A
TABELA
IIpode
revelar que as consultas de puericulturado
Centro deSaúde
Lagoa
daConceição
estão proporcionalmente adequadasem
relação àfaixa etária. Essa proporção
da
faixa etária é esperadauma
vezque
apuericultura é
um
acompanhamento
ambulatorial mensal.Na
formulaçãoda
TABELA
III foi evidenciado apenasuma
criançacom
idade superior à
9
meses, então os dados referentes à essa criançaforam
encaixados nas crianças
com
idade entre 6 e9
meses.A
análise esses dados,pode
indicar alguns resultados previamente detenninados, os quais revelamque
na
medida que
as criançascrescem
diminui a população de crianças quecontinuam
amamentando. Porém,
essa diminuiçãonão
deveria ocorrer deforma
tão drástica,
como
revelado nas crianças entre 6 e 9 meses, das quais apenas61,5%
continuam amamentando,
isso-pede medidas
de incentivo ao aleitamentomaterno, principalmente nas consultas de puericultura, isso porque,
segundo
osdados,
pode
ser que mais de92%
das criançasem
estudomenores
de 3meses
estavam amamentando,
então, o erro estáno
incentivo à continuidade dessealeitamento.
Presumimos,
então,que
as consultas deacompanhamento
ambulatorial das crianças são de
suma
importância para a continuidadedo
aleitamento materno.
A
FIGURA
l se refere às principais causas deabandono do
aleitamentomatemo
das criançasem
estudo.O
gráfico
nos leva a crerque
a grande maioria(55,56%)
das criançasabandonaram
o aleitamento por causa de lactação insuficiente(mãe
queixava-se que tinha “pouco leite”(sic)), nesses casos éimperioso
uma
orientaçãoadequada
para essasmães
e tentar convencê-lasque
não
existe lactação insuficiente. Outronúmero
que
pode
ser significante éo
decrianças que
abandonaram
o leitematerno
por causado
trabalho da mãe, fator importante para os dias de hoje,em
que
as mulheres, cada vez mais, estão trabalhando fora de casa.O
tempo
da licença maternidadenão
é suficiente parafomecer
à criançaum
tempo
de aleitamentoadequado
equando
asmães saem
para trabalhar a
amamentação fica
com
intervalos muito espaçados, perdendodessa
forma o
fator estimulante, conseqüentementeprodução
de leite diminui,restando à
mãe
a substituiçãodo
leitematemo
pelo leite artificialou
de vaca.Outros fatores
que
podem
ter influenciado,em
menor
grau, para oabandono
do
aleitamentoforam
infecção e uso demedicamentos
pela mãe.A
questão dosmedicamentos
tem
que
serbem
avaliada paranão
abandonaro
aleitamentosem
necessidade.Em
relação a mastitetem
que
se avaliaro
grau decomprometimento mamário,
senão
estivercom
saída de secreçãopumlenta
pelomamilo
o aleitamentomatemo
deve ser continuado 2°.A
qualidade das consultas pré-natais dasmães
em
estudo foi analisada atravésdo
número
de
consultas realizadas.A
avaliação dosdados
(TABELA
IV)
pode
indicarque a
maioria (mais de58%)
das gestantes (atualmentemães)
realizou
nove
ou
mais
consultas, identificandoum
acompanhamento
pré-nataladequado
(segtmdoo
número
de consultas), essesdado pode
revelarque
a qualidade de pré-natalna
Lagoa
da Conceição
émelhor
do que
o restoda
cidade(segundo o
número
de
consultas).Em
Florianópolis, de acordocom
dadosde
1999
(TABELA
V)
observamos que
apenas36%
das gestantes realizaramnove
consultas pré-natais
ou
mais.Se
osdados
de Florianópolis revelambons
números
em
relação ao resto de Brasil 18, conseqüentemente aLagoa
da
Conceição
pode
ter ótimosnúmeros
referentes a qualidadedo
pré-natal (segundoo
número
de consultas)em
relação ao restodo
País.Um
pré-nataladequado
é importante para a monitorização de possíveis enfermidadescomuns
na
gestaçãoe para orientar
adequadamente
as gestantes, demodo
que, antes e após o partoessas mulheres
possam
estarcom
todas as suas dúvidas sanadas,podendo
se dedicar exclusivamente à criança e ao sucessodo
aleitamentomatemo.
Quanto
mais
dúvidas e inseguranças a puérpera tiverno
períodode
pós-parto imediato,mais
dificuldades terá para obteruma
lactação eficiente 2 .Através dos dados relacionados
na
TABELA
VI, obtivemosdados
referentesa efetividade das consultas pré-natais
no
sentido de orientar asmães
sobreo
aleitamento
matemo
exclusivo até os 6meses
de idade,segundo
o querecomenda
oAmerican
Academy
of
Pediatrics(AAP)
l.Os
dados colhidosnos
levar a crer
que pode
existiruma
proporção entre qualidade de pré-natal e aleitamentomatemo
exclusivo até 6 meses, sendo que quantomaior o
número
de consultas pré-natais
maior pode
serporcentagem
demães
que
adotam o
leitematerno
exclusivo.Porém
essenúmero
ainda é muito baixo,observamos que
pouco
mais de22%
das mulheresem
estudoque
fizeramum
pré-natal eficiente(segundo
o
número
de consultas) continuaramo
aleitamentomaterno
exclusivoaté 6 meses. Isso denota
alguma
falhana
orientação para essas mães.É
imperativo
que
se estabeleçauma
nova
maneira de abortar essetema
para asmães
nas consultas pré-natais,uma
vez que, omodelo
atual deabordagem
pode
não
revelar muito sucesso.Nas
consultasde
puericulturatambém
deve-sealeitamento exclusivo até 6 meses.
Dessa forma
podemos
esperaruma
maior
adesão à essa prática.
A
adesão dasmães
em
estudo ao grupo de gestantesno
Centro deSaúde da
Lagoa
pode
ser algoem
torno de50%
das mães,um
número
representativo, seconsiderarmos
o montante
de gestantes quefazem
acompanhamento
pré-natalnesse Centro de Saúde.
Na
TABELA
VII foi relacionada a participaçãoem
grupos de gestantes
com,
amesma
questão abordada anteriormente,o
aleitamento
matemo
exclusivo até 6 meses. Presume--se,que
não
existe diferenças significativas de continuidadedo
aleitamento exclusivo entre as participantes dos grupos de gestantes e asnão
participantes. Issonão
tira o valor desse grupo terapêutico,uma
vez que, as questões abordadas nessas reuniões,geralmente são dúvidas
que
as gestantestêm
sobre o transcorrerda
sua gestação.Porém
essas dúvidas são sanadasno
mesmo
momento,
privando, dessa forma, algunstemas mais
importantes aserem
discutidos. Talvez sedeva
instituirum
cronograma
de temas para essas reuniões constituindouma
abordagem ampla
dos mais diversos temas,
dando
ênfase,além
de outros temas, ao aleitamentomaterno
pela sua importância.O
trabalho de parto eo
partopodem
afetar a iniciaçãodo
aleitamento diretamente.Os
medicamentos
dados durante o trabalho de parto, especialmentenarcóticos-analgésicos e analgesia epidural,
podem
provocar atrasosno
aparecimento
do reflexo da
mamada
dos recém-nascidos 46.Os
efeitosda
anestesia epidural
no comportamento
infantiltêm
sidodocumentados
até 1mês
da
idade, estes efeitosdevem
ser expostos à gestante nas consultas pré-natais, poispode
deixar amãe
preocupada
pela dificuldade deamamentação
. . . . ~ oz . .
diminuindo assim a lactaçao ..
A
TABELA
VIII relacionao
tipo de partocom
a continuidade
da amamentação.
Esses dadospodem
nos indicarque
asmães
faixas etárias de suas crianças,
porém
asmães
que
sesubmeteram
a partos cesáreaspossuem
números
baixosem
todas as faixas etárias das criançasem
estudo,em
relação àsmães
submetidas a partos nonnais. Isso apontauma
falha provenienteda
instrumentalizaçãodo
partoou
à falta de apoio emocional àmães
que
sesubmeteram
à parto cesárea.Com
essesdados
concluímosque
asmães
submetidas a parto cesárea
devem
teruma
atenção especialno
sentido depromover o
aleitamento materno.A
escolaridade dasmães
em
estudo(ANEXO
2)também
revelanúmeros
superiores à
média
nacional 19. analisando os dados(TABELA
IX)
podemos
terum
aumento
proporcionalda
continuidadedo
aleitamentomaterno na medida
que a escolaridade aumenta,
comprovando,
assim,que
mães
com
uma
escolaridade
maior
possuem
uma
melhor
conscientizaçãono que
se refere àamamentação,
talvez pela facilidade decompreender
e acatar as orientaçõesmédicas, assim
como,
entender a importânciado
leite materno para o seu filhodivulgada nas
campanhas
publicitárias de incentivo ao aleitamentomatemo.
Não
podemos
esquecerum
fatorque
é decisivo para determinar esses dados que é a relaçãomédico
paciente, porque se omédico não
adequar a sualinguagem
com
a capacidade intelectual
do
pacientenão
terá sucesso nas suas orientações enão
obterá a adesão dos pacientes (no nosso estudo
mães
de pacientes) às suas condutas.Os
dados referentes as principais dúvidas relacionadas ao desenvolvimento ecomportamento do
seu filho, assimcomo
dúvidas relacionadas ao seu estado atual encontradas nasmães
em
estudo(TABELA
X)
podem
nos indicarque
34%
dasmães
não tinham
dúvidasnenhuma,
podendo
significarque
as consultas deacompanhamento
da
criança e as consultas pré-nataisforam
suficientes para sanar todas as suas dúvidas,
em
29,27%
dasmães podemos
encontrar dúvidas relacionadas à alimentação, supostamente esta é a dúvidaênfase
maior
durante as consultas de puericultura para este fator, poiscomo
já foi discutido antes,devemos
incentivar o aleitamentomatemo
exclusivo até 6meses
de idade.Os
dados sugerem
números
semelhantesem
relação de dúvidassobre anticoncepção e sobre
o
choro da criança, girandoem
tomo
de14%
e12%
respectivamente.O
choro da criança éuma
queixa muito subjetivapodendo
tervários níveis de valorização
da mãe, ou
seja, existemmães
que sobrevalorizamesse choro e outras que já
têm
uma
experiênciamaior
para manipular essas situações,porém
pode
significarque
a criança estácom
fome, necessitandouma
avaliaçãomais
afundo
pelomédico
para estepoder
instituiruma
amamentação
adequada ou
até a alimentaçãocom
outros alimentos,dependendo da
idadeda
criança.
Em
se tratando de anticoncepção deve-se teruma
orientação especialpara
mães
de lactentes e oferecer todas as opções possiveis para se obteruma
anticoncepção adequada,
uma
vez que, outra gestaçãona
vigênciada
lactaçãopode
influenciarno
cuidado para as crianças.Apesar do
aleitamentomatemo
teruma
função anticoncepcional,podemos
preveniruma
nova
gestaçãocom
o usade pílulas de baixa concentração, principahnente para
mães
cujos filhos já ultrapassaram os 3meses
de idade 2°, deixando, assim, amãe
com uma
preocupação
amenos,
poiscomo
já foi dito aqui, quantomenos
preocupações ativer a
mãe,
mais sucessono
aleitamento conseguirá 2.A
TABELA
XI
pode
nos indicar que43%
dasmães
não
tiveramproblema
algum
parafomecer
o leitematemo
ao seu filho. Issopode
significaruma
orientação eficiente nas consultas pré-natais,
no
atendimento primário ainda dentro maternidade e nas consultas de puericultura.Em
26%
dasmães
em
estudo
podemos
encontrar queixas relacionadas à dor durante aamamentação,
isso provavelmente traduz
que
apega do
lactentenão
está adequada,podendo
lesar
o
mamilo
da mãe,
sendo necessária, nessemomento,
a orientaçãomédica
no
ato deamamentar
e observar se está ocorrendoalgum
erro de posiçãoou
demães
em
estudo sequeixavam
de“pouco
leite” (sic), issopode
indicaruma
faltade orientação, pois essas queixas
não
têm
fundamentação
científica. Então,na
vigência
da
consulta deve-se convencer essasmães
que
o leitematerno
delas ésuficiente para nutrir
o
seu filho.A
mesma
tabelapode
indicarque algumas
mães
(4,88%) referiamque
seiosficavam
ingurgitados, este fator é importantepara
uma
lactação adequada, poispode
determinaruma
infecção (mastite)podendo
ser necessária a intemipçãodo
aleitamento, portanto é desuma
importância que os provedores de saúde (médicos, enfermeiras, agentes)
saibam
orientar de
forma
correta asmães
omodo
que
se deve proceder nessas situações adversas.Na
FIGURA
2foram
relacionadas as dúvidas encontradas junto àsmães
em
estudo e os
problemas
enfrentados pelasmães
em
estudo.Os
dados
podem
noslevar a crer que as
mães
cuja principal dúvida era sobre o choroda
criança,o
seu principalproblema
enfrentado era lactação insuficiente,com
isso presume-seque a maioria das
mães
que
relatam lactação insuficiente sebaseiam no
choroda
criança,
o
chorotem
o
seu valor para avaliaçãoda
fome
que
a criança está sentindo,porém
éuma
queixamuito
inespecíficaque pode
significar outrosproblemas.
Comprovando,
assim,o
que
já foi dito aquique
a lactaçãoinsuficiente é
um
dado
a ser muitobem
orientado pelo médico.A
FIGURA
3pode
indicarque
a de idade dasmães
não
interferena
qualidade
do
pré-natal,segundo
onúmero
de consultas. Istopode
diferirdo que
se pensava
em
relação àsmães
adolescentes as quais sofremcom
um
preconceito
que
fala deuma
falta de responsabilidade para prosseguircom
um
pré-natal adequado, preconceito esteque pode não
ser real de acordocom
osdados
colhidos.As
FIGURAS
4 e 5 avaliam Centro deSaúde
Lagoa
da Conceição
perante asmães
em
estudo.Os
dadospodem
revelarque
a maioria dasmães
em
estudoque
teriamalguma
reclamação(37%) apontaram
ademora
para atendimento3.
CONCLUSÕES
Concluímos que
a amostranão
conseguiu atingir o esperadocomprometendo
a expressividade estatística
do
trabalho.O
presente trabalhopode
apontarque
as gestantes atendidasno
Centro deSaúde
Lagoa
da Conceição
são,em
sua maioria, constituída de mulherescom
nível de escolaridade e renda familiar
acima da
média
nacional.As
mães
em
estudoda
área de abrangência de Centro deSaúde
Lagoa
da
Conceição
aderiammelhor
aoprograma
deacompanhamento
pré-natalem
relação ao restanteda
cidade de Florianópolis,uma
vez
que, a avaliação dosdados nos faz crer
que
mais de58%
das gestantes realizounove
ou
mais
consultas, identificando
um
acompanhamento
pré-nataladequado
(segundoo
número
de consultas), esses dadospodem
revelarque
a qualidade de pré-natalna
Lagoa
da Conceição
émelhor do que
o restoda
cidade de Florianópolis(segundo
o
número
de consultas).Em
Florianópolis, de acordocom
dados de1999
observamos que
apenas36%
das gestantes realizaramnove
consultas pré- nataisou
mais.Os
dadospodem
revelar,também,
a maioria dasmães
em
estudonão
possuíam
dúvidas sobreo comportamento ou
desenvolvimento de seus filhos,nem
sobre seu estado atual.Descobrimos que
a dúvidamais
freqüente sobre essestemas
está relacionada à alimentação de seus filhos.A
análisepode
nos indicarque
a maioria dasmães
não
tiveram dificuldadespara amamentar. Dentro das
mães
que
encontraramalguma
dificuldadedestacamos dois fatores possivelmente predominantes, a dor ao
amamentar
e aqueixa de lactação insuficiente.
Sendo
esta última amaior
causa deabandono do
que aparecem
com
essas queixas. Outro fator possivelmente determinante para adesistência
do
aleitamento éo
retorno dasmães
ao trabalho.A
escolaridade e a renda familiarpodem
estar diretamente relacionadascom
a adesão ao
programa de
acompanhamento
pré-natal.A
análise dosdados
nos leva a crerque
podemos
excluir a idadecomo
fatordeterminante
na
qualidadedo
pré-natal(em número
de
consultas),ou
seja,gestantes
mais
jovenspodem
ter responsabilidade para realizaruma
assistência pré-natal adequada.Os
dados nosfazem
pensarque
asmães
em
estudoque
tinham dúvidasem
relação as crises de choro de seus filhos, tinham,
também,
lactação insuficiente.O
presente estudo sugereuma
investigação a fundo de casosem
que
amãe
relata lactação insuficiente, pois trata-se
da
causamais
comum
deabandono do
aleitamento materno.
Também
sugereum
aprofundamento na
questãoda
adesão ao pré-natal,tentando descobrir as razões pelas quais o serviço de pré-natal
do
Centro deSaúde
Lagoa
da Conceição
tem
uma
adesãoacima da média
nacional e municipal, assimcomo
descobrir as razões quetomam
esse Centro deSaúde
com
um
Ótimo
nível de aceitaçãoda
população paraque
se possa instituir4.
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398-400
N()Rl\/[AS
-ADOTADAS
Foi utilizado a
Normatização
para Trabalhos deConclusão do Curso
deGraduação
em
Medicina,Resolução
N°
001/99do
Colegiadodo Curso
deRESUMQ
A
preocupação
com
o
aleitamentomaterno
vem
aumentando,
juntamentecom
novas
pesquisas sobre esses assuntoque
provam
a cada dianovos
beneficios
que
as criançasadquirem
ao instituiro
aleitamentomatemo.
O
objetivo desse trabalho foi avaliar as dificuldades paraamamentar
e descobrir as razões mais prevalentesdo abandono do
aleitamentomatemo
dascrianças
na
Lagoa
da
Conceição.A
casuísticacompôs-se
demães
de pacientesmenores
de 1 anoem
acompanhamento
ambulatorialno
Centro deSaúde
Lagoa
da Conceição no
período de Ol de
novembro
à 01 de fevereiro.O
estudo baseou-sena
aplicação de questionáriona
vigênciada
consulta depuericultura,
em
visita domiciliarou
em
contato telefônicocom
essas mães.Foram
analisados 41 questionários.Os
dados
obtidospodem
indicarque
amaior
dificuldade encontrada pelasmães
paraamamentar
é “dor nos seios” (sic) juntamentecom
a queixa de“pouco
leite” (sic).Sendo
a possívelmaior
causa deabandono do
aleitamentomatemo
a suposta lactação insuficiente referida pelasmães
em
estudo.Os
dadostambém podem
indicarque
asmães
em
estudo tiveramuma
adesãomaior
aoprograma
de pré-natalem
relaçãocom
o restodo
município deF
lorianópolis.A
análisepode
apontarque
a maioria(63%)
dasmães
em
estudo referemque o
atendimento e funcionamentodo
Centro deSaúde
é ideal.O
presente estudo sugereuma
investigação a fundoda
questão da lactação insuficiente, pois trata-seda
causa maiscomum
deabandono do
aleitamentoSUMMARY
The
concem
with the breastfeedingcomes
magnifying, together withnew
research
on
this subject that proves to eachday
benefits that the children acquirewhen
instituting the breastfeeding.The
objectiveof
thiswork was
_to evaluate the difficulties to .getbreastfeeding
and
to discover the ratiosmost
prevalent of the berastfeeding”sabandonment
of the children in theLagoa
da
Conceição.The
casuistrycomposed
in mothersof
patients lesserof
1 year in ambulatorialaccompaniment
in the Centro deSaúde da
Lagoa
da Conceição
inthe períod of 01 of
November
to the 01 of February.The
study itwas
based
on
the application of questionnaire in the Validity ofthe child°s consultation, in domiciliaiy visit or telephonic contact with these mothers. 41 questionnaires
had been
evaluated.The
gotten data can indicate that the biggest difficultyfound
for the mothersto .get breastfeeding is “breast°s pain” together with the complaint “less milk”
than the
normal
production.Being
the possible greater causeof
abandonment
ofthe breastfeeding the
supposed
insufficient lactation relatedby
the mothers in study.The
data also can indicate that the mothers in studyhad
a bigger adhesionto the
program
of prenatal in relation with the remaining portion of the city ofFlorianópolis.
The
analysis can point that the majority(63%)
of the mothers in studyrelates that the attendance
and
functioningof
the Centro deSaúde
is ideal.The
present study suggests a complete valuation of the insufficient lactation”s question, therefore it is about themost
common
cause of the breastfeeding°sabandonment.
«ANEXO
1
PROTOCOLO
DE
PESQUISA
Avaliação das dificuldades encontradas para
amamentar
e do ,perfil das mães decrianças
em
acompanhamento
ambulatorial no Centro de Saúde Lagoa da ConceiçãoNome:
Endereçozz
Escolaridade: renda: Tel.
Idade: `G`: P2 C": Ab;
Realizou consultas pré-natais? ( )sim ( )não;
Ouantas?¿
Participou de grupo de gestantes? ( ) sim ( ) não ; Se sim, quantos?....;
Usou algum medicamento durante a gestação? ( ) sim ( ) não ;
se sim, qual?
Onde
foi realizado o parto? _W.
,mf
___.-.Tipo de parto: '
d
Teve complicações durante o parto?( ) sim ( ) não
Se sim, quais?
Continua
mamando:
( ) sim ( ) nãoSe não,
mamou
até qual idade?LM
exclusivo -até:Porque parou de
mamar?
Teve problemas
com
amamentaç-ão: r( ) sim ( ) nãoQuais:
Principais dúvidas remanescentes:
Como
você avalia a atendimento no Posto de Saúde -para a sua crianç-a~:_ ( ) ideal;( ) satisfatório;