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Big data utilizada como estratégia de comunicação e marketing: um estudo de caso da Amazon

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Academic year: 2021

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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE

COMUNICAÇÃO SOCIAL - PUBLICIDADE E PROPAGANDA

LUTCHENCA DA NÓBREGA MEDEIROS

BIG DATA​ UTILIZADA COMO ESTRATÉGIA DE COMUNICAÇÃO E

MARKETING: UM ESTUDO DE CASO DA AMAZON

Natal, Rio Grande do Norte 2019

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LUTCHENCA DA NÓBREGA MEDEIROS

BIG DATA​ UTILIZADA COMO ESTRATÉGIA DE COMUNICAÇÃO E

MARKETING: UM ESTUDO DE CASO DA AMAZON

Trabalho de Conclusão de Curso

apresentado como requisito parcial para

obtenção do título de Bacharel em

Publicidade, pelo Curso de Comunicação Social da Universidade Federal do Rio

Grande do Norte. Orientador: Prof.

Antonino Condorelli.

Natal, Rio Grande do Norte 2019

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LUTCHENCA DA NÓBREGA MEDEIROS

BIG DATA​ UTILIZADA COMO ESTRATÉGIA DE COMUNICAÇÃO E

MARKETING: UM ESTUDO DE CASO DA AMAZON

Trabalho de Conclusão de Curso

apresentado como requisito parcial para

obtenção do título de Bacharel em

Publicidade, pelo Curso de Comunicação Social da Universidade Federal do Rio

Grande do Norte. Orientador: Prof.

Antonino Condorelli.

Aprovado em: ____/____/_____

BANCA EXAMINADORA

Prof. Dr. Antonino Condorelli - Orientador

Componente da Banca Examinadora – Nome, titulação, assinatura e instituição a que pertence

Prof. Dr. Luiz Fernando Dal Pian - Examinador

Componente da Banca Examinadora Nome, titulação, assinatura e instituição a que pertence

Prof. Ms. John Willian Lopes - Examinador

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EPÍGRAFE

"Work hard. Have fun. Make history." Jeff Bezos

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RESUMO

O surgimento de novos espaços digitais permitiu que o ciberespaço se fomente enquanto constituição de um novo universo de construção de sociabilidade, permitindo a entrada de um marketing digital mais horizontalizado, considerando a participação ativa do usuário. Empresas precisaram criar novas estratégias e nesse contexto nos deparamos com o uso do Big Data, no qual a Amazon faz uso de maneira eficiente, permitindo que seus produtos (como a Alexa) se mantenham no topo das vendas continuamente.

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ABSTRACT

The emergence of new digital spaces has allowed cyberspace to foster itself as a constitution of a new universe of sociability building, allowing the entry of a more horizontal digital marketing, considering the active participation of the user. Companies had to come up with new strategies and in this context we were faced with the use of Big Data, which Amazon makes efficient use of, allowing its products (such as Alexa) to stay on top of sales continuously.

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LISTA DE ILUSTRAÇÕES

Figura 1 - Visão da página inicial do site da Amazon - p.16

Figura 2 - Anúncios por​ Cookies​ na página inicial do site da Amazon - p.18 Figura 3 - Anúncios por ​Big Data​ na página inicial do site da Amazon- p.20

Figura 4 - Anúncios de produto e outras marcas na página inicial do site da Amazon - p.22 Figura 5 - Anúncio 01 da sequência, falando sobre o ​Echo Dot.​ - p.23

Figura 6 - Anúncio 02 da sequência, falando sobre a ​Amazon Prime​. - p.23

Figura 7 - Anúncio 03 da sequência, falando sobre a seção de celulares e suas ofertas. - p.23 Figura 8 - Anúncio 04 da sequência, fazendo uma singela chamada para a seção do bebê e Amazon Family​. - p.23

Figura 9 - Anúncio 05 da sequência, falando sobre o ​Amazon Music​. - p.23

Figura 10 - Anúncio 06 da sequência, falando novamente sobre o ​Amazon Prime​. - p.24 Figura 11 - Cabeçalho do site da Amazon - p.24

Figura 12 - Rodapé do site da Amazon - p.25

Figura 13 - Anúncio captado na página inicial do site direcionado para a seção “bebês”. - p.28 Figura 14 - Anúncio sobre a Amazon Family captado na seção “bebês” - p. 29

Figura 15 - Captura de tela da seção “Mais Vendidos” do dia 08/10/2019 - p. 31 Figura 16 - Captura de tela da seção “Mais Vendidos” do dia 09/10/2019 - p. 32 Figura 17 - Captura de tela da seção “Mais Vendidos” do dia 10/10 - p. 32 Figura 18 - Captura de tela da seção “Mais Vendidos” do dia 14/10/2019 - p.33 Figura 19 - Captura de tela da seção “Mais Vendidos” do dia 15/10/2019 - p.33 Figura 20 - Captura de tela da seção “Mais Vendidos” do dia 16/10/2019 - p.34 Figura 21 - Captura de tela da seção “Mais Vendidos” do dia 17/10/2019 - p.35 Figura 22 - Captura de tela da seção “Mais Vendidos” do dia 19/10/2019 - p.35 Figura 23 - Captura de tela da seção “Mais Vendidos” do dia 22/10/2019 - p.36 Figura 24 - Captura de tela da seção “Mais Vendidos” do dia 23/10/2019 - p.36 Figura 25 - Captura de tela da seção “Mais Vendidos” do dia 24/10/2019 - p.37 Figura 26 - Captura de tela da seção “Mais Vendidos” do dia 25/20/2019 - p.37 Figura 27 - Captura de tela da seção “Mais Vendidos” do dia 26/10/2019 - p.38 Figura 28 - Captura de tela da seção “Mais Vendidos” do dia 27/10/2019 - p.39

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Figura 29 - Captura de tela da seção “Mais Vendidos” do dia 28/10/2019 - p.39 Figura 30 - Captura de tela da seção “Mais Vendidos” do dia 29/10/2019 - p.39 Figura 31 - Captura de tela da seção “Mais Vendidos” do dia 30/10/2019 - p.40 Figura 32 - Captura de tela da seção “Mais Vendidos” do dia 31/10/2019 - p.40 Figura 33 - Captura de tela da seção “Mais Vendidos” do dia 01/11/2019 - p.40 Figura 34 - Captura de tela da seção “Mais Vendidos” do dia 04/11/2019 - p.41 Figura 35 - Captura de tela da seção “Mais Vendidos” do dia 07/11/2019 - p.42 Figura 36 - Tirinha do Marketoonist - p.44

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SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO - p.9 1.1. CONTEXTO E PROBLEMA - p. 9 1.2. OBJETIVOS - p. 11 1.2.1. Objetivo Geral - p. 11 1.2.2. Objetivos Específicos - p. 11 2. METODOLOGIA ​- p. 12 2.1 TIPO DE PESQUISA - p. 12 2.2. CAPTAÇÃO DE DADOS - p. 13 3. DESENVOLVIMENTO ​- p. 15

3.1. MARKETING - ORIGEM E DESDOBRAMENTOS - p. 15 3.2. AMAZON: EMPRESA E PLATAFORMA DIGITAL - p. 17

3.3. BIG DATA, ANÁLISE DE DADOS E DIRECIONAMENTO DE VENDA DE PRODUTOS ELETRÔNICOS - p. 28

3.4. “MAIS VENDIDOS”, LISTA DO BEBÊ E ESTRATÉGIAS DE VENDA UTILIZANDO MARKETING DE DADOS - p. 30

4. CONCLUSÃO ​- p. 48 5. REFERÊNCIAS ​- p. 50 6. ANEXO ​- p. 54

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1 INTRODUÇÃO

1.1 CONTEXTO E PROBLEMA

Os estudos das comunicações e da propaganda se iniciaram levando em consideração a ideia do pressuposto básico que a comunicação mercadológica é responsável por informar o receptor a existência de um produto, serviço ou elemento, e, só a partir dessa ciência, é efetivada a compra (SANT’ANNA, 2013). Nos dias de hoje, temos noção que as estratégias comunicacionais e de realização de marketing efetuada pelas empresas mudaram principalmente porque as relações individuais e sociais também. Elas agora levam em consideração diversos fatores, como: o próprio mercado e suas relações de troca, o avanço tecnológico e a ascensão do consumidor como um propagador ativo de conteúdo, não mais passivo. Nós enquanto consumidores, moldamos nossas relações sócio-afetivas de acordo com o avanço tecnológico e isso interfere diretamente em nossas relações de consumo, é necessário para empresas e criadores de oferta e demanda atualmente, entenderem como essa atualização e reestruturação nas conexões se interliga com o processo de se fazer marketing e compra. Destaca Marcello Sepra, vice-presidente da Almap/BBDO, em Marca: O que o coração não sente os olhos não vêem: “O marketing não pode mais ser encarado como um fim em si mesmo. (...) As pessoas têm uma antena muito boa para perceber, como sua avó já fazia, o que se esconde por trás de um sorriso falso.”

Com o acesso à informação, que ocorre em conjunto com a ascensão do processo tecnológico dentro de nossas relações, nossa passividade diante das marcas se esvaiu. Agora, enquanto criadores ativos de conteúdo, de pesquisa, análise e compra, temos muito mais noção e consciência da validação e efetivação de um produto ou serviço.

Como Philip Kotler afirma em Marketing 4.0 - do tradicional ao digital (2017, p.27): O conceito de confiança do consumidor não é mais vertical. Agora é horizontal. No passado, os consumidores eram facilmente influenciados por campanhas de marketing. Eles também buscavam e ouviam autoridades e especialistas. Entretanto, pesquisas recentes em diferentes setores mostram que a maioria dos consumidores acreditam mais no fator social (amigos, família, seguidores do Facebook e do Twitter) do que nas comunicações de marketing.

Qual o impacto disso dentro da geração do marketing? Se uma empresa não enxerga o seu consumidor de forma bilateral e não-hierarquizada, ela tende a perder clientes e não conseguir se consolidar no mercado. Como Kotler afirma também, o marketing está ligado a

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economia não somente pelo preço, ele também relaciona-se pela demanda e alterações nos canais de distribuição. Esse conceito hoje principalmente está ligado em buscar e promover o crescimento das vendas e a satisfação dos consumidores de forma conjunta. Como agora o consumidor é um ser ativo dentro do processo, o seu grau de satisfação interfere no grau de satisfação de outros e, isso sendo explorado em prol de divulgação orgânica em uma corporação, gera resultados positivos e fomentam a interação entre produtor e receptor. Tendo em vista todas essas mudanças, é necessário adotar-se uma perspectiva multidisciplinar de estratégia, não mais atrelada somente aos meios de comunicação antes previamente estabelecidos e sim, conectada e interligada com os novos ciclos e difusores de informação.

É nesse contexto em que encontramos a internet - o epítome máximo de unificação entre tecnologia e relações interpessoais, sociais, políticas e culturais - sendo o meio onde essas mensagens e relações estão distribuídas (CASTELLS, 2003). O ciberespaço, a cibercultura, a convergência, a cultura participatória e a inteligência coletiva são alguns conceitos que hoje precisam ser levados em consideração na hora de se efetivar e se pensar a criação de uma campanha de marketing e propaganda e, pensando em interligar alguns desses processos, realizei um estudo de caso de uma das maiores empresas fomentadoras de tecnologia da atualidade e parte dos seus métodos visionários de unificarem inovação tecnológica e vendas. A Amazon foi fundada em 1994 por Jeff Bezos, vendendo livros eletrônicos e hoje é uma das maiores referências em ​web services, products ​e inovação tecnológica, chegando a valer 100 bilhões de dólares.

Este trabalho tem como principal intuito esmiuçar o processo relacionado a maneira como a empresa utiliza ferramentas de análise e geração de dados - produto que é ofertado desde sua fundação até hoje - para criar anúncios efetivos e que se comuniquem diretamente com o público-alvo visitante do site e como a implementação e sistematização disso é feita de forma mercadológica e consequentemente resulta em vendas.

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1.2. OBJETIVOS 1.2.1. Geral

Entender como a empresa Amazon utiliza análise de dados e big data para gerar anúncios efetivos de seus produtos e ligados diretamente ao gosto do consumidor, em seu site.

1.2.2. Específicos

● Se aprofundar em teorias das mídias digitais e co-relacioná-las com processos de vendas da empresa Amazon.

● Interpretar como esse ecossistema criado pela empresa gera dependência para o usuário.

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2. METODOLOGIA

2.1 TIPO DE PESQUISA

Metodologia é o estudo do método, ou seja, é o corpo de regras e procedimentos estabelecidos para realizar uma pesquisa, a qual compreende o conjunto de conhecimentos precisos e metodicamente ordenados em relação a determinado domínio do saber. (TARTUCE, 2006) Partindo dessa afirmativa, iremos aqui abordar a relação quanto ao tipo de pesquisa, a abordagem, à natureza, aos objetivos e procedimentos que me permitiram pesquisar, analisar e concluir sobre o objeto de estudo que são os dados de comportamento dos usuários em determinados setores e seções, dentro do site da Amazon. Esse trabalho, por meio de uma pesquisa interpretativa de uso de dados, se destina a analisar capturas de tela de maneira descritiva e qualitativa de caráter exploratório. Descritiva porque expõe os resultados da análise desse conglomerado amostral de produtos e suas implicações em vendas dentro do site da Amazon, interpretativa, pois, segundo Oliveira:

O outro posicionamento metodológico para se fazer pesquisa é o que defende o estudo do homem, levando em conta que o ser humano não é passivo, mas sim que interpreta o mundo em que vive continuamente. Esse ponto de vista encaminha os estudos que têm como objeto os seres humanos aos métodos qualitativos, sendo chamado de Interpretacionismo. (...) Nesse posicionamento teórico, a vida humana é vista como uma atividade interativa e interpretativa, realizada pelo contato das pessoas. Os procedimentos metodológicos, então, são do tipo etnográfico como, por exemplo: observação participante, entrevista, história de vida, dentre outros.

e qualitativa de caráter exploratório pois visa construir e interpretar à luz dessas categorias, o comportamento de consumo expresso pelos usuários do site da Amazon, com relação aos produtos e serviços disponibilizados dentro da plataforma, bem como o uso que a empresa faz de ​big data ​para gerar propagandas e direcionamentos de produtos para outros usuários, ocasionando um padrão de compra e comportamento. O pesquisador que utiliza da abordagem qualitativa é ao mesmo tempo o sujeito e o objeto de suas pesquisas. O desenvolvimento da pesquisa é imprevisível. O conhecimento do pesquisador é parcial e limitado. O objetivo da amostra é de produzir informações aprofundadas e ilustrativas: seja ela pequena ou grande, o que importa é que ela seja capaz de produzir novas informações (DESLAURIERS, 1991, p. 58).

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2.2. CAPTAÇÃO DE DADOS

Gil (2007), classifica as pesquisas com base nos objetivos e, tendo em vista que a minha é de caráter exploratório, minha finalidade é proporcionar maior familiaridade com o problema, com vistas a torná-lo mais explícito e construir hipóteses, por meio de um estudo de caso de como os anúncios feitos por meio de uma grande captação de dados se estruturam na plataforma inicial do site da Amazon.

Ela deu-se por meio da captação de capturas de telas dentro da seção “mais vendidos” (entre os dias 08/20/2019 - 07/11/2019), presente na página inicial e em uma aba específica no site da Amazon. Ao total, são 21 categorias, sendo elas: Apps e Jogos , Bebês, Beleza, Brinquedos e Jogos, CD e Vinil, Casa, Computadores e Informática, Cozinha, DVD e Blu-ray, Dispositivos Amazon e Acessórios, Eletrodomésticos, Eletrônicos, Esporte, Ferramentas e Materiais de Construção, Games e Consoles, Jardim e Piscina, ​Livros​, Loja Kindle, ​Moda​, Móveis, Papelaria e Escritório, Saúde.

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1. 2.

1. Imagem da seção “Mais Vendidos” completa, quando clicamos no setor eletrônicos. 2. Imagem capturada da página inicial do site da Amazon no dia 28 de outubro de 2019.

As categorias são atualizadas de hora em hora pelo próprio site e são exibidas de acordo com o histórico e comportamento de padrão e uso do consumidor, por intermédio do uso de ​cookies e rastreamento do IP do usuário. Apesar de existirem 21 categorias, a pesquisa detectou que no máximo 04 são mostradas por vez na tela inicial, independente de quantas atualizações no site sejam feitas - no entanto, a cada atualização elas podem variar -, bem como independe do usuário estar logado em sua conta ou não. O trabalho realizado analisou

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as capturas de tela e os produtos que aparecem nessas categorias, levando em consideração estratégias de marketing digital, e o resultado da amostragem desses produtos e serviços para o consumidor, por meio do comportamento interpretativo e análitico frente a disposição desses bens dentro da usabilidade da plataforma.

Sobre a captação de dados feitas pela amazon, ​a própria empresa fornece todos os documentos jurídicos de conduta de captação e utilização (disponível no Anexo deste trabalho) e como eles interferem na estruturação das propagandas da página inicial. “​Utilizamos as informações que você nos fornece para fins de, por exemplo, responder suas solicitações, personalizar suas futuras compras, melhorar nossas lojas e nos comunicar com você.” É o que fala o site nas condições de uso, caso o usuário não se sinta confortável em relação a captação de dados, a possibilidade ofertada é o não uso da plataforma.

3. DESENVOLVIMENTO

3.1 MARKETING - ORIGEM E DESDOBRAMENTOS

O marketing surgiu da necessidade de se estudar (e fomentar) relações de troca em detrimento do crescimento de empresas, serviços, produtos, pessoas, instituições. Antes não existia uma necessidade de escoamento de produção pelo simples fato de existir consumo suficiente para toda a demanda e oferta dentro do mercado. A partir do momento em que o conglomerado empresarial se viu com a carência de explorar suas potenciais vendas, no contexto pós revolução industrial, deu-se início a concorrência, diferenciação e qualidade de marca e, consequentemente, o próprio marketing. Essa ferramenta se apropria de um modelo vigente que tem como intuito a perpetuação do capital como concretizador dentro de nossas relações sociais, profissionais e políticas. Kotler afirma em Marketing 4.0 - do tradicional ao digital, que ocorreram diversas mudanças de poder para os consumidores, antes conectados de maneira vertical, sempre recebendo informações de maneira passiva, exclusiva e individual, agora passam a receber de forma horizontal, inclusiva e social. O autor reforça a ideia de que essa geração de marketing e informações está também ligada às novas tecnologia e maneiras de se relacionar: “estamos testemunhando também como uma estrutura de poder vertical tem sido diluída por uma força mais horizontal. Vemos, por exemplo, como no topo dos países mais populosos do mundo estão os “Estados Unidos do Facebook”, com sua população de 1,65 bilhão de pessoas.” (KOTLER, 2017, p.18).

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Agora, o “poder” não reside (tão somente) nos indivíduos, mas nos grupos sociais. Empresas conseguem entender essa transformação de poder como uma estratégia de resgatá-lo, propagando sua própria estrutura responsável por fomentar a criação de grupo social único. As corporações vendem não apenas produtos e serviços, elas vendem experiências e sentimento de identificação, inclusão e pertencimento - criando uma comunidade de conexão para além dos limites institucionais. O ciberespaço é a constituição de um novo universo que surge nesse contexto de ascensão de novas tecnologias, cada vez mais disponíveis para as massas (como a venda mais barateada de celulares, tablets e computadores), promovendo uma construção de sociabilidade mais horizontalizada dentro do marketing digital, levando em consideração a participação ativa do usuário nos produtos. Priyan Nayar é uma das maiores estudiosas do desenvolvimento da cibercultura da atualidade, nos mostrando como o ciberespaço e cibercultura são conceitos intrinsecamente ligados ao nosso cotidiano e responsáveis hoje por definirem padrões de compras e comportamento. Nayar, em Teorias das Mídias Digitais, p. 50, contextualiza:

Dominar tecnologias digitais, ter acesso não só a internet, mas também reconhecer seus códigos e espaços está vinculado às formações de poder contemporâneo. (...) Enquanto as culturas determinam quais formas de tecnologia são desenvolvidas, essas tecnologias, por seu turno, dão forma a cultura.

É nesse momento histórico de relações mais intrínsecas e conectadas entre empresas e consumidores, em novas maneiras de se pensar não somente o marketing, mas principalmente o marketing digital, que novas teorias tomam forma. A Teoria do Meio, da Mediatização, da Proximidade Eletrônica, além da própria cibercultura e ciberespaço, como já mencionados, são alguns pontos que diversos autores vêm se debruçando nos últimos anos para tentar entender como essas novas maneiras comportamentais e como a relação entre homem - meio - máquina se desenvolvem, bem como as empresas interferem e fomentam isso a curto, médio e longo prazo. Uma das ferramentas que mais ganha força nos últimos tempos, se apoderando dessa relação entre construções de laços sociais em conjunto com a tecnologia, é o uso de dados como geradores de campanhas e estratégias de publicidade e vendas. Aqui, iremos refletir um pouco mais sobre como a Amazon faz uso do Big Data e de dados para promover a venda continuada de seus produtos eletrônicos.

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2.2 AMAZON: EMPRESA E PLATAFORMA DIGITAL

Antes de tudo, precisamos saber um pouco mais sobre essa empresa de grande sucesso e muito conhecida, responsável por ligar suas operações e estruturações de criação de anúncios e marketing digital diretamente atreladas às teorias de mídias digitais, principalmente quanto ao uso de dados. Com o nome inspirado no maior afluente do mundo - o Rio Amazonas -, a ​Amazon tem uma capitalização beirando os US$300 bilhões de dólares e oferece os seus serviços de maneira online (sendo a maior varejista da Internet) e presencial, com seus serviços de solução de software, inovação em produtos da área de tecnologia e infraestrutura para empresas e indivíduos. Inaugurada em 1994 em Seattle, por Jeff Bezos (antes analista de Wall Street), ela deu seus primeiros passos como um modelo de negócio de venda e entrega online de livros e, aos poucos foi expandindo seu leque de produtos e serviços, sempre levando em consideração a necessidade do uso de tecnologia e dos usuários. O sucesso também se deu graças a estratégia de investimentos em ações, adotando uma abordagem de baixa margem de lucro para novas ofertas de produtos para capturar participação de mercado.

Quatro anos depois do seu surgimento, a partir de 1998, começou a vender CDs e DVDs e, no ano seguinte, brinquedos e eletrônicos em geral. Nos anos 2000 instaurou o Marketplace - a venda de produtos efetivada por terceiros, na qual a plataforma age apenas como uma intermediadora entre empresa externa e consumidor. Hoje seus serviços incluem também a ​Amazon Web Services (armazenamento em nuvem), hospedagem de sites de varejo, Amazon Prime (sistema de entrega mais rápida e assinatura de ​streaming​), ​Amazon Family (serviço especializado em mulheres grávidas e direcionado para famílias) e produtos como a Alexa (assistente virtual) e o Kindle ( ​eReader​). A gama de produtos e serviços oferecidos está em constante transição, sempre entendendo e levando em conta as necessidades de mercado e de consumo, sem esquecer seus pilares básicos: obsessão com o cliente em vez de concorrentes, pensamento de longo prazo e paixão pela inovação tecnológica e comprometimento com a excelência operacional.

É notório o investimento, desde o surgimento da empresa nesses pilares, especificamente o último, e o seu uso dentro de nossas relações pessoais. A Amazon foi uma das primeiras empresas a fornecer produtos que são utilizados dentro de nossas casas, com a implementação de assistentes, robôs e facilitadores móveis digitais. O sucesso desses produtos tem algumas explicações e resultados: desde a nossa conexão homem-máquina (dada pela

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maneira como nós, indivíduos, criamos a necessidade de mecanizar e inserir objetos que auxiliem nossos processos cotidianos, desde a época pré-histórica), até o próprio desenvolvimento da empresa intrinsecamente ligado ao desenvolvimento também das tecnologias. O que começou como um espaço de facilitação de venda de livros físicos, transformou-se em uma pioneira no varejo de produtos eletrônicos, graças a sua comunicação efetiva com público-alvo abrangente, porém bem definido. É interessante reforçar o projeto de comunicação interno que começa no próprio site e responsável em grande parte por garantir o sucesso da operação. Atualmente a empresa visa construir uma relação cada vez mais estreita com seus consumidores e cada vez mais dominar o mercado de tecnologia. Os planos para 2021 é construir um centro de inovação robótica, a empresa disse que esta nova instalação será um acréscimo ao seu site existente da Amazon Robotics em North Reading, MA. Além disso, ela alimenta um blog com publicações diárias que falam sobre a relação entre seus serviços e os usuários, localizado no endereço: https://www.aboutamazon.com/.

O site usa ferramentas do ​web design como ​User Interface, User Experience (Design UI/UX​) e de ciência do uso de dados como a própria análise de dados e ​cookies para direcionar produtos específicos para cada cliente e usuário logado (ou não) dentro do sistema. Para identificarmos suas estratégias de marketing digital na geração de diferentes tipo de anúncio, foram utilizadas como referência para estudo de caso, o site dentro do domínio brasileiro, cadastrado no meu perfil, durante o período de 30 dias. A maneira como o site se constitui é imprescindível para a realização desse processo de estruturação de estratégias de marketing digital, com foco na venda dos seus produtos “próprios”. A Amazon preza principalmente pela questão da usabilidade do usuário, fazendo com que a sua própria navegação interfira nos anúncios e produtos disponíveis, esse sistema é conhecido como cookies. Vamos entender como a plataforma se constitui e entender um pouco mais sobre o seu funcionamento, de acordo com as escolhas de palavras, ícones, imagens, seções e estruturas.

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O site dispõe-se seguindo a linha de estruturação com 03 elementos básicos: cabeçalho, rodapé e 03 tipos diferentes de maneiras de gerar anúncios (chamarei aqui de anúncios pois elas se organizam de maneira estratégica para direcionamento da venda de produtos e serviços específicos. A empresa também as chama assim em seus termos e condições de uso). São elas:

1. O primeiro sistema de geração de anúncios é realizado pela captação de cookies dos usuários. A própria Amazon fornece dentro do site informações sobre essa captação de dados, no setor segurança e privacidade > anúncios baseados em interesses, em que a mesma afirma que: “Os anúncios baseados em interesses, também chamados de anúncios personalizados ou anúncios-alvo, são exibidos a você a partir das informações de suas atividades – por exemplo, compras em nossos sites, visitas a sites com conteúdo ou anúncios da Amazon, interação com as ferramentas da Amazon, ou uso de nossos serviços de pagamento, como ter adquirido um produto da Amazon. (...) Ao fornecer anúncios baseados em interesse, seguimos os Princípios Auto Regulatórios para Publicidade Comportamental Online, desenvolvidos pela Digital Advertising Alliance (uma coalizão de grupos de defesa ao consumidor, marketing e publicidade online).”. Os anúncios gerados por cookies fazem uma análise do comportamento do usuário dentro do site e, em decorrência dos seus acessos, cliques, compras, comentários e avaliações, direciona produtos em que se entende que o usuário terá interesse. Aqui, destaco as categorias “Você visualizou” e “inspirado em suas compras”.

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Anúncios por​ Cookies​ na página inicial do site da Amazon

Fonte: anexo da autora.

2. O segundo tipo de anúncio são os gerados por meio do uso de ​Big Data, os quais nos aprofundaremos em seguida, eles são feitos de duas maneiras distintas: a primeira, foi realizada a partir da criação de uma espécie de “pódio” baseado nos produtos mais clicados e vendidos e os distribui em um sistema intitulado “Mais Vendidos” e, na página inicial,

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algumas dessas categorias de mais vendidos aparecem para o usuário. A outra maneira de geração de anúncios por meio do uso de Big Data, ​são as “Ofertas em Alta”, seguindo a mesma linha de raciocínio dos anúncios mais vendidos, a empresa capta quais descontos as empresas deram e tiveram mais cliques, acessos e vendas e, direciona por meio de seções também na página inicial, essas ofertas, para outros usuários. É interessante também falar da junção do uso de ​Big Data com o uso de ​cookies, pois mesmo existindo a estratégia do uso da captação do grande volume de dados, a empresa os direciona de acordo com o comportamento de uso do próprio usuário.

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Fonte: anexo da autora.

3. Por fim, temos a última maneira de geração de anúncio no site da empresa, que ocorre de forma mais direta. Logo abaixo do cabeçalho, existe uma seção com várias abas (o usuário pode passar de uma para a outra por meio de setas de navegação) e, dentro delas, vemos anúncios feitos pela própria Amazon. Na grande maioria dos casos, esses anúncios são

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específicos para a divulgação dos produtos e serviços da empresa (Amazon Prime, Amazon Vídeo, produtos Alexa e Kindle, etc). Também temos no meio da página inicial um anúncio pago (no caso da captura de tela desse trabalho, feito pela Red Bull). Aqui, a Amazon terceiriza seu espaço de tela e acesso por meio de anúncio pago feito por outra empresa.

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Anúncios de produto e outras marcas na página inicial do site da Amazon

Fonte: anexo da autora.

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Anúncio 01 da sequência, falando sobre o ​Echo Dot.

Fonte: anexo da autora.

Anúncio 02 da sequência, falando sobre a ​Amazon Prime​.

Fonte: anexo da autora.

Anúncio 03 da sequência, falando sobre a seção de celulares e suas ofertas.

Fonte: anexo da autora.

Anúncio 04 da sequência, fazendo uma singela chamada para a seção do bebê e ​Amazon Family​.

Fonte: anexo da autora.

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Fonte: anexo da autora.

Anúncio 06 da sequência, falando novamente sobre o ​Amazon Prime​.

Fonte: anexo da autora.

Por fim, em relação a estruturação do site, temos o cabeçalho e rodapé. O cabeçalho do site dispõe-se da seguinte forma: primeiro espaço é destinado ao logotipo da empresa já com uma chamada de assinatura do ​Amazon Prime, ​em seguida com um grande ícone de busca e solicitação para login do usuário - onde, quando ​logado​, apresenta os dados da conta (como compras, pedidos, desejos, recomendações) e listas (de desejos e do bebê).

Cabeçalho do site da Amazon

Fonte: anexo da autora.

O rodapé é feito com informações institucionais e corporativas sobre a Amazon, carreiras, comunicados à imprensa, comunidade (apoio a bibliotecas Worldreader's LEAP 2.0 no Quênia por meio do uso do Fundo de Leitura do Kindle), parcerias e informações sobre a conta do usuário logado, como pagamento, frete, prazos e devoluções.

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Rodapé do site da Amazon

Fonte: anexo da autora.

2.3. BIG DATA, ANÁLISE DE DADOS E DIRECIONAMENTO DE VENDA DE PRODUTOS ELETRÔNICOS

Todo esse sistema de estruturação de organização e categorização feito no site não foi pensando de maneira aleatória, ele foi organizado justamente para que o usuário fosse impactado constantemente com anúncios, sem que percebesse, uma vez que eles são mostrados de forma natural e de acordo com seus próprios interesses. Como existe uma vasta gama de produtos e serviços oferecidos, é imprescindível para a empresa fazer com que o consumidor tenha um direcionamento muito específico, sem deixar de levar em consideração seus próprios produtos e serviços, além do marketplace. ​Mas, antes de compreendermos como a empresa utiliza essa estratégia de ​Big Data ​(e destacar que ela não é a única forma impactadora de geração de anúncios)​ ​vamos entender um pouco sobre o que são dados.

Dados são códigos que constituem a matéria prima da informação, ou seja, é a informação não tratada que ainda não apresenta relevância. Eles representam um ou mais significados de um sistema que isoladamente não pode transmitir uma mensagem ou representar algum conhecimento (de Silva, 2007). A ciência de dados, conhecido como ​Data Science, é o estudo justamente desse aglomerado de informações, criados pelos nossos novos comportamentos envolvendo tecnologia. Aqui estamos falando dos dados gerados a partir do uso de computadores: os rastros deixados por nós, enquanto usuários, dentro de sites e aplicativos. Segundo o Diagrama de Venn, a ciência de dados se encontra na intersecção de: habilidades de hacker, conhecimento em estatística e matemática e competência significativa,

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sendo assim uma matéria interdisciplinar e que está no meio de diversas áreas comuns (matemática, estatística, engenharia de software, programação, storytelling). O profissional que trabalha com análise de dados tem como objetivo principal extrair conhecimentos de dados desorganizados e organizá-los de maneira compreensível para todos, seja essa organização feita por meio de gráficos, textos, imagens ou até mesmo, anúncios. Os dados se estruturam baseando-se em comportamentos e dados de consumo, e, quando temos acesso aos dados de consumo e dados de comportamento do usuário sendo é possível criar um modelo preditivo, por meio do cruzamento e análise das informações. Em 2018, entrou em vigor na União Europeia a GDPR ( ​General Data Protection Regulation ou Regulamento Geral de Proteção de Dados, em português), com o intuito de regulamentar a transparência das informações fornecidas ao site pelo usuário e obriga a exibição de um aviso com a política de cookies adotada. No caso do site da Amazon, existe dentro do próprio site, setores que explicam a conduta em relação ao uso de dados dos usuários (disponível no Anexo deste trabalho). "O​Big Data é um conjunto de recursos computacionais baseados em programação, algoritmos e buscas que permitem agregar todos os bancos de dados estruturados e os não estruturados, como vídeos, imagens e textos. Na hora em que você mistura tudo isso, vira um volume enorme de informações", analisa Maurício Pimental, Coordenador geral da Faculdade BANDTEC. Segundo Kohn (2013), esses dados não-estruturados representam 85% das informações com as quais as empresas lidam hoje em dia.

A maneira como eles são utilizados, levando em consideração a preditividade, podem variar, mas por seguirem um padrão de comportamento são significativamente eficazes, por exemplo: uma mulher que está grávida, ao acessar o site, possivelmente irá buscar produtos relacionados ao início da maternidade e, consequentemente, receberá ofertas e anúncios ligados a esse segmento (como fraldas, mamadeiras, brinquedos, etc). São tantos dados gerados por cada usuário que é necessário encontrar uma maneira de catalogá-los e de acessar, cruzar, trabalhar, tratar. A esse tipo de ferramenta e disciplina para tratar muito volume de dados deu-se o nome de ​Big Data​. A ​Big Data utilizada como estratégia de marketing coleta o comportamento de vários usuários, faz uma métrica de padrão de consumo e direciona o resultado obtido com isso, para outros consumidores. É justamente devido a esse acerto certeiro entre o que o consumidor procura e o que a empresa pode oferecer, que existe uma grande motivação por parte das mesmas de transformar dados em conhecimento, pois a partir deles cria-se um planejamento de comunicação muito mais efetivo. Com um planejamento de

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comunicação direcionado, ganha-se dinheiro e principalmente tempo. E o que a empresa ganha tendo esse tipo de trabalho? Com os resultados adquiridos, é possível prever (ou ao menos conseguir ter uma base sólida de possíveis compras) o que o usuário tem interesse em comprar. Os comportamentos são preditivos, os seres humanos produzem padrões que podem ser monitorados e tem repetição. A maior dificuldade, nesse sentido, é conseguir captar essa grande quantidade de dados e criar um significado coerente na geração de publicidades e anúncios.

É sabido então, que o grande volume de dados por si só não proporciona um direcionamento mercadológico de produtos e vendas efetivo, pois ele sozinho não é capaz de fornecer nada além da informação básica de navegação do usuário, mas, o que se faz com essa informação, que gera resultados efetivos. Segundo o especialista em Excelência Operacional e Business Intelligence, Otávio Monsanto de Paula, o uso eficaz de ferramentas de Big Data auxiliam a empresa por meio da coleta de dados do mercado e dos clientes, na melhoria do funcionamento interno e eficiência, no auxílio da negociação financeira eficaz e na compreensão de processos de negócios. “O ​Big Data​proporciona uma coleta de um grande e variado volume de informação, com alta velocidade e alto nível de complexidade, o qual é possível correlacionar, hierarquizar e otimizar a informação de acordo com a sua necessidade.” (PAULA).

2.4. “MAIS VENDIDOS”, LISTA DO BEBÊ E ESTRATÉGIAS DE VENDA UTILIZANDO MARKETING DE DADOS

A Amazon, por sempre ter sua estratégia de marketing e de vendas ligadas a fomentação de tecnologia, esteve atenta em como inserir tais estratégias dentro da sua plataforma principal: o seu site. Dentro do sistema de estruturação da página inicial nos deparamos com a seção dos “Mais Vendidos”, como mencionado anteriormente, no qual a empresa explora justamente o uso de ​Big Data para a geração de direcionamento de anúncios. Ela realiza a captação de um grande volume de dados ligados ao comportamento do usuário dentro (suas compras efetivadas, suas listas de desejos, seus dados inseridos no cadastro do perfil) e fora (sua idade, gênero, local por onde acessa, aparelho por onde acessa) da plataforma e entende que certos usuários que seguem um padrão comportamental específico, possuem um padrão de consumo também específico. Exemplificando esse processo, vou me

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adentrar sobre a criação de uma estratégia de marketing envolvendo o Amazon Family e Lista do Bebê e também disponibilizo todas as condutas de uso da empresa no anexo deste trabalho. Por meio da captura dos dados pessoais de usuárias, existe todo um direcionamento de produtos e serviços específicos para suas necessidades. A empresa não tem o controle de afirmar se a usuária x é uma mulher em condição de gravidez, porém, se baseando na análise de dados de outras usuárias em condição de gravidez, ele entende que existe um padrão de consumo e, caso a usuária x se encaixe nesse padrão, ela terá anúncios e informações direcionadas especificamente para ela. A empresa já tem um controle tão grande dentro desse setor, que criou uma seção denominada “Loja do Bebê” e define-a como: Se você está procurando os produtos de que precisa para cuidar do seu filho ou encontrar um presente para alguém que tem um bebê, veio ao lugar certo. Esteja você em busca de fraldas ou um carrinho de bebê, precisando de um bebê conforto ou atividades para brincar com o bebê, ou até mesmo presentes para o enxoval do seu sobrinho, aqui você pode encontrar tudo isso. (...) A página é construída para ajudá-lo a encontrar o que você precisa e está organizada em: alimentação, troca de fraldas, banho e higiene, chupetas e mordedores, roupas e sapatos, passeio, quarto e enxoval, atividades, brinquedos e segurança. A loja de Bebê da Amazon.com.br possui milhares de produtos para todas as fases da vida do bebê com as marcas em que você confia e mais algumas que temos o prazer em ajudá-lo a descobrir. Você está a apenas alguns cliques de economia de tempo e dinheiro com cada pedido.” Ela consegue fazer listas de interesse e produtos ideais para cada fase da criança se baseando justamente em capturas de dados de padrões de comportamentos preditivos de usuárias que fizeram compras anteriores e, repassam esses produtos e listas para outras. Exemplo de anúncios feitos dentro do site envolvendo a seção “bebês”:

Anúncio captado na página inicial do site direcionado para a seção “bebês

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Anúncio sobre a Amazon Family captado na seção “bebês”

Fonte: anexo da autora.

Já em relação ao setor intitulado “Mais Vendidos”, a empresa segmenta por meio de categorias (que aparecem na página inicial) produtos que, como o próprio nome diz, estão dentro da lista dos mais vendidos. A lista é atualizada de hora em hora e além das categorias dispostas na página inicial existe um setor específico dentro do site que reúne todas, sendo 21 ao total:Apps e Jogos , Bebês, Beleza,​Brinquedos e Jogos​, CD e Vinil, ​Casa​, Computadores e Informática, Cozinha,​DVD e Blu-ray​, ​Dispositivos Amazon e Acessórios​, Eletrodomésticos, Eletrônicos​, Esporte, ​Ferramentas e Materiais de Construção​, ​Games e Consoles​, ​Jardim e Piscina​, ​Livros​, ​Loja Kindle​, ​Moda​, ​Móveis​, ​Papelaria e Escritório​, ​Saúde​.

A Amazon é uma empresa que tem como pilares a inovação tecnológica e a satisfação do cliente em um pensamento de longo prazo e, tendo esses preceitos como base, ela entende que seus produtos oferecidos precisam antes de tudo auxiliar o consumidor, se inserindo na sua rotina da melhor forma possível. Grande parte dos produtos oferecidos pela empresa tem como objetivo se adentrar na casa dos usuários, facilitando sua vida e gerando uma espécie de “dependência” (como por exemplo o setor de assistentes de vozes virtuais, que hoje fazem parte de quase metade das casas dos norte-americanos).

As categorias dos “Mais Vendidos” estrutura-se de uma maneira que justamente se alinhe para que o consumidor passe a associar os produtos a “elementos de casa”. Beatriz Guarezi é uma das editoras da Bits to Brands, uma newsletter especializada em analisar como dados impactam a forma como empresas se comunicam e fortalecem suas marcas uma

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conexão e escreveu um artigo que fala sobre o impacto dos smart speakers no dia a dia dos usuários:

Muitos especialistas acreditam que a comunicação por voz através de assistentes inteligentes vai mudar a nossa forma de interagir da mesma forma que o uso de smartphones, com suas touch screens e aplicativos. Se as tendências se confirmarem, assistentes ativados por voz (os smart speakers) vão mudar tudo: a forma como pensamos produtos de tecnologia, as estratégias de comunicação das marcas e o nosso comportamento de compra. E usa isso como uma maneira de validar quais produtos estão tendo mais visibilidade. É interessante ressaltar que dentro dessa estratégia, os próprios produtos da Amazon se mantém sendo visitados. Aqui no Brasil, o nosso contato com esse tipo de assistente tem se dado pelo celular, principalmente com a Siri e o Google Assistant, mas nos Estados Unidos, esses devices tem feito parte das salas de estar e cozinha das pessoas há mais ou menos quatro anos.

Por meio dessa estratégia de captação de dados, a empresa direciona em setores específicos produtos mais vistos e visualizados e isso gera no consumidor uma espécie de validação de qualidade e segurança. Essa é uma das principais ferramentas de exploração do site para a perpetuação de vendas dos seus próprios produtos eletrônicos porque se baseia em uma ferramenta elementar do marketing digital, porém sempre muito eficaz na validação do produto: o marketing de influência. “Conversas espontâneas sobre marcas possuem mais credibilidade do que campanhas publicitárias voltadas para um público específico. Círculos sociais tornaram-se a principal fonte de influência, superando as comunicações de marketing e até as preferências pessoais.” (KOTLER, 2017, p.19). Compreende-se então que, se aqueles produtos estão sempre na categoria dos mais vendidos, eles possuem credibilidade, utilidade e qualidade e, não coincidentemente, os próprios produtos da Amazon estão constantemente nessas mesmas categorias. Além dos outros tipos de anúncios manterem produtos como o Echo Dot constantemente na página inicial, eles aparecem de forma contínua também nos anúncios gerados por ​big data​. A empresa se isenta de perpetuar seus produtos constantemente e passa para os outros usuários o “peso” de validação da qualidade. Foi realizada uma análise dos dias 08 de outubro de 2019 até 08 de novembro de 2019 fazendo capturas de tela das categorias de “Mais Vendidos” que aparecem na página inicial do site da Amazon, são elas:

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Fonte: anexo da autora. 09/10/2019

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Fonte: anexo da autora. 10/10

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Fonte: anexo da autora.

14/10/2019

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15/10/2019

Fonte: anexo da autora. 16/10/2019

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Fonte: anexo da autora. 17/10/2019

Fonte: anexo da autora. 19/10/2019

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Fonte: anexo da autora. 22/10/2019

Fonte: anexo da autora. 23/10/2019

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Fonte: anexo da autora. 24/10/2019

Fonte: anexo da autora. 25/20/2019

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Fonte: anexo da autora. 26/10/2019

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27/10/2019

Fonte: anexo da autora. 28/10/2019

Fonte: anexo da autora.

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Fonte: anexo da autora. 30/10/2019

Fonte: anexo da autora. 31/10/2019

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Fonte: anexo da autora. 01/11/2019

Fonte: anexo da autora. 04/11/2019

Fonte: anexo da autora. 07/11/2019

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Fonte: anexo da autora.

E os resultados obtidos foram os seguintes: as capturas de tela, mesmo sendo realizadas em vários dias diferentes, mostram um padrão de amostragem de produtos. Aqueles que estão na lista dos mais vendidos, tendem a permanecer na lista, com pequenas alterações e variações (mesmo levando em consideração as constantes atualizações). A maneira como esse sistema se estrutura faz com que principalmente os produtos da própria Amazon se mantenham sempre nessa lista em “eletrônicos”. Essa estratégia é definida além do marketing de influência, ela se vale do grande alcance (a presença na web garante exposição da marca a pessoas do mundo todo), Poder de Viralização (se a empresa tiver um bom conteúdo, as chances de as pessoas compartilharem com amigos e conhecidos é enorme. Isso aumenta a exposição da marca, impactando um público novo e diferente, com um custo muito baixo) e com o próprio marketing de dados, por meio do uso dos ​cookies e ​big data​. A plataforma do Rock Content mostra em um artigo (2018) comparativo entre marketing tradicional e marketing digital que as estratégias definidas precisam ser pensadas de maneira unificada na comunicação, propagando pro cliente, por meio de todas as suas estratégias e anúncios, algo que reflita a identidade e os valores da empresa. Quando a Amazon, que se diz uma grande fomentadora da inovação tecnológica e da satisfação dos seus clientes, utiliza uma estratégia que permite que os usuários ganhem tempo, tenham produtos direcionados de acordo com seus interesses e (à medida que eles forem adquiridos) ajudem a facilitar tarefas do dia-a-dia, ela compactua por meio de suas ofertas, com o seu planejamento ofertado. Dos 21 dias analisados, o Echo Dot (produto de assistência virtual da Amazon) ficou entre os 03 primeiros

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lugares dos artigos eletrônicos mais vendidos durante 16 dias (e, quando não estava aparecendo, podíamos encontrar o Echo Show 5 ou o Echo). Esse sistema de propagação é tão efetivo, que o Amazon Echo Dot tem sido o produto mais vendido de toda a Amazon no Natal, há três anos seguidos, segundo estrategistas da OC&C e em 2018, 1 a cada 5 adultos nos Estados Unidos usou a voz como parte da jornada de compra — o que pode ser em qualquer momento até a conversão, de acordo com uma pesquisa realizada pelo Voicebot.ai e Vocify.

E a questão em relação aos ​devices da Amazon vai além: o usuário é induzido o tempo todo na plataforma a adquirir ​smart speakers e, a partir do momento em que um desses dispositivos entra em sua casa, ele interfere na escolha dos usuários, também de forma sutil. Como Gurgel (2018) destaca: “O seu impacto tem sido sentido nas coisas mais banais, como por exemplo o aumento do share da Amazon no mercado de pilhas porque as pessoas dizem “Alexa, compre pilhas” e ela coloca no carrinho pilhas da sua própria marca.” Essa situação também gera uma preferência por marcas quando por exemplo, um usuário pede a compra de algum produto específico e ele não está dentro do estoque do site, a Amazon “substitui” automaticamente por produtos de sua preferência, normalmente associados a empresa, como no já citado exemplo das pilhas. Além disso, pessoas que são assinantes na Amazon Prime, possuem descontos exclusivos dos próprios produtos da Amazon.

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tirinha do Marketoonist

Fonte: anexo da autora. “​O futuro do E-commerce

1. “Peça um Kleenex” “pedindo os paninhos básicos da linha Amazon”

2. “Não… Eu falei Kleenex” “Os paninhos básicos da linha Amazon custam 50% menos do que a marca pedida.”

3. “Mas eu falei Kleenex.”

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CONCLUSÃO

A nova maneira de estruturação da economia e do marketing digital é responsável por gerar novas estratégias da marca se inserir na vida dos consumidores, seja online ou presencialmente e, com tantos produtos e concorrência acirrada, é necessário desenvolver um mecanismo que seja efetivo e direcionado para cada segmento específico. A Amazon é hoje uma das maiores empresas da atualidade e conseguiu tal posto por executar com eficácia um sistema de vendas dos seus produtos que vai desde o acesso a sua principal plataforma - site - até o produto dentro de casa - ​smart speakers -. Por meio do uso de dados, tanto no uso de cookies quanto no uso de ​big data​, ela gera um sistema segmentado de geração de anúncios intitulado “Mais Vendidos”, em que, por meio de 21 categorias, divide seus produtos de acordo com o sucesso de vendas, compras, visualização, avaliações e mostra em sua página inicial esses produtos direcionados para outros possíveis consumidores.

O que foi detectado mediante uma pesquisa interpretativa e qualitativa efetuada por meio de capturas de tela, realizadas durante aproximadamente 30 dias no próprio site da empresa foi que os produtos que entram nesse setor, independente de qual categoria estejamos analisando, tendem a se perpetuar nele, uma vez que os produtos “Mais Vendidos” são baseados pela quantidade de visualização e venda e, sendo mostrados constantemente na página inicial, mais consumidores terão acesso e, consequentemente, comprando-os. Para além do fator de visibilidade e compra, existe a questão do marketing de influência proposto por Kotler, uma vez que as pessoas tendem a acreditar mais na opinião de outras pessoas do que na de empresas antes de efetivar uma compra. A Amazon se apropria dessa estratégia e utiliza o sistema de “Mais Vendidos” como uma plataforma de validação dos produtos ali dispostos, perpetuando assim o seu sucesso, em uma espécie de ​loop de compra e venda. A Amazon não enxerga seus produtos apenas como equipamentos acessórios ligados a área de tecnologia, ela os entende como produtos que rompem barreiras entre o digital e o presencial, atrelando a eles uma necessidade de termos dentro de nossas casas, ela insere uma necessidade dentro da rotina, criando um grau de relevância e importância muito grande para a assistente de voz.

Dessa maneira, por meio do uso da captação dos dados dos usuários do site (onde as condutas e normas de uso são postas em um setor jurídico dentro da plataforma), a Amazon define uma estratégia em que pega padrões de comportamento e de compra e direciona

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produtos, serviços e anúncios específicos para usuários específicos. Ela transforma os dados em uma ferramenta de inteligência de direcionamento de anúncios e produtos, o qual o cliente possui uma “timeline” específica de acordo com o seu próprio comportamento e a companhia consegue manter seus próprios produtos no auge da validação e vendas. A Amazon foi responsável por criar um ecossistema onde uma vez inserido dentro dele, é muito difícil para o usuário se desvencilhar. Essa captação de dados induz o usuário a comprar os seus produtos (aqui destaco principalmente as assistentes virtuais por comando de voz) e, quando adquiridos, eles continuam mantendo um direcionamento para todos os outros produtos ligados a marca.

Unindo inovação tecnológica e uma estratégia de uso de dados direcionando anúncios de seus produtos para usuários, na página inicial da plataforma do site, ela consegue atingir com sucesso o seu objetivo de visar sempre a satisfação do usuário e efetuar o processo de venda de produtos.

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ANEXO

ANEXO A - ​CONDIÇÕES DE USO DA AMAZON

Bem-vindo à Amazon.com.br. A Amazon Serviços de Varejo do Brasil Ltda. e/ou suas afiliadas ("Amazon") oferecem a você recursos, produtos, serviços quando você visita ou compra na Amazon.com.br, usa os produtos e serviços da Amazon, usa a aplicação para celular da Amazon ou usa softwares disponibilizados pela Amazon em relação a qualquer dessas atividades (em conjunto, "Serviços Amazon"). Os Serviços Amazon são regidos pelas condições abaixo.

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PRIVACIDADE

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COMUNICAÇÕES ELETRÔNICAS

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Referências

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