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Atributos eletroquímicos de solos ácricos do Norte paulista

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Academic year: 2021

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(1)ATRIBUTOS ELETROQUIMICOS DE SOLOS ÁCRICOS. DO NORTE PAULISTA. LUÍS REYNALDO FERRACCiú ALLEONI Engenheiro Agrónomo. Orientador: Dr. OTÃVIO ANTONIO DE CAMARGO. Disserlaçã'.o apresentada à Escola Superior de Agricultura "Luiz de Que.i.roz". da Universidade de São Paulo. para obtenção do titulo de Mestre em Agronomia, Ãrea de Concentração: Sol os e Nutrição de Plant.as.. PIRACICABA Estado de �o Paulo - Brasil Julho - 1992.

(2) Ficha catalogrifica preparada pela Seção de Livros da Divisão de Biblioteca e Documentação • PCAP/USP. A368a. Alleoni, Luís Reynaldo Ferracciú Atributos eletroquímicos de solos ácricos do Norte Paulista, Piracicaba, 1992. 123p. Diss.(Mestre) - ESALQ Bibl iozn1 fj A 1. Solo - Análise físico-química - São Paulo (Es­ tado) 2. Solo ácrico - Eletroquímica - São Paulo (Es­ tado) I. Escola Superior de Agricultura Luiz de Queir6z, Piracicaba CDD 631.41.

(3) i ii ,'. ATRIBUTOS ELETROQU1MICOS DE SOLOS ACRICOS DO NORTE PAULISTA. LU!S REYNALDO FERRACCiú ALLEONI. Aprovada em 11. 09. 92 Comiss�o julgadora: IAC. Dr. Otávio Antonio de Camargo Pro�. Dr.. ESALQ/USP. José Carlos Chitolina. IAC. Dr. Ronaldo Severiano Berton. e#�. Dr . OT ÃVIO ANTONIO DE CAMARGO Orientador.

(4) ili. Aos meus pais, Reynardo Cin memorian) e Maria Eugenia�. à minha avó Juracy. Cin memorian) e à minha tia Branca OFEREÇO. À. Ana Cláudia DEDICO.

(5) iv AGRADECIMENTOS Ao Dr.. Otâvio Ar1tonio de Camargo.. pela segura. orientação e, acima de tudo. pela amizade;.. Ao. Conselho. Nacional. Desenvolvimento Cientifico,. de. Pesquisa. e. pela concessão da bolsa de. estudo;. Ã. Escola. Superior. de. Agricultura. "Luiz. .de. Queiroz", em especial ao Prof'. Dr. Geraldo V. de França, coordenador. do. Curso. de. Pós-Graduação. em. Solos. e. Nutrição de Plantas, pela oportunidade oferecida; Ao. Instituto. Agronómico. de. Campinas�. nas. pessoas dos doutores José M. A. S. Valadares e Vanderley A.. Tremocoldi.. pesquisadores. cientificos da Seção. de. Pedologia, pela cessão dos laboratórios para realização das. análises;. da. técnica. de. laboratório. Célia. B.. Gonçalves e do auxiliar de engenheiro agróriomo José da -S� Pinto Filho. pelo auxilio nas análises de laboratório e na coleta dos solos; Ao colega. Pablo. Vidal. Torrado,. professor. do. Departamento de Ciência do Solo da ESALQ, pela amizade e apoio dado em todos os momentos;. Ã técnica de laboratório Maria Elizabete H.. B.. Guimarães, do Depar t.amer1t.o de Ciência do Sol o da ESALQ, pela realização da análise mineralógica quantitativa..

(6) SUMÁRIO. ... Página. v. LISTA DE FIGURAS LI STA DE TABELAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. viii. RESUMO .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. xi. SUMMARY .. , . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. xi v. 1.. INTRODUÇÃO. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. 1. 2.. REVISÃO DE LITERATURA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. 4. 2.1.. Impor~ância. do. es~udo. das. cargas elé-. tricas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.2.. Desenvol vi men~o. de. cal~gas. nos. cons~i-. tuintes do solo 2.2.1.. 6. Componen~es. com. carga perma-. nente . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. 7. Componentes com carga variável. 7. 2.3.. A dupla camada difusa ..... o........... 9. 2.4.. A teoria de Gouy-Chapman ... o... ....... 11. 2.6.. A. 14. a.6.. O ponto de. a.7.. Os solos ácricos. 19. 2.7.1.. Definição.... . . . . . . . . . . ... .... 19. 2.7.2.. Uso na taxonomia. ao. 2.7.3.. Formação do solo ácrico ....... 22. 2.7.4.. Ocorrência.... . . . . . . .. . . . . . . .. 22. a.7.6.. Atributos :flsicos e qulmicos. 24. 2.7.6.. Alteraçe5es devidas ao manejo. 27. 2.2.1.. 3.. 4. teol~ia. de Stern . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . cal~ga. zel~O. CPC2) . . . . . . . . . .. 17. MATERIAL E MÉTODOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. 30. 3.1.. Escolha dos solos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. 30. 3.2.. Análises qulmicas. flsicas e mineralógicas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. 31. 3.2.1.. Análises qulmicas . . . . . . . . . . . .. 31. 3.2.a.. Análises flsicas . . . . . . . . . . . . .. 3a. 3.2.3.. Análise. mineralógica. quali-.

(7) t.at.i va . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3.2.4.. AI);Hise. qual')ti-. minel~al6gica. t.ati va . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. 3.3.. ...................... 36. RESUL TADOS '. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.1.. Análises qulmicas . . . .. 4.2.. Análises flsicas .. 4.3.. Análises mineralógicas . . . . . . . . .. 4.4.. Curvas de titulação potenciométrica. o. o. ••••••••••••••. ••••••••••. val ar es de PESN . . . .. 0.0. o. ••••••. o. •••••. 38. 44 47. e 56. Os modelos de Gouy-Chapman e Stern .. .. 67. DISCUSSÃO ................................. .. 66. 6.1.. Obtenção. das. o. •. o. curvas de titulação po-. tenci ométr i ca . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6.2.. O,:;: valor es de PESN e. COl~ r. aI gumas. 66. aI a -. çeíes i mpor tantas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. 68. 6.3.. A medida da carga permanente . . . . . . . . .. 71. 6.4.. Efei to das cargas aI étl~ i cas na di spersão da argila . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. 6.6.. O uso do ilpH como indicativo de liquida. 6.6.. o. Caracterlstlcas dos óxidos. pal~ âmetr os. ........... o. •. •. •. 73. carga. •••••••••••••••••••••••••••••. 76. de ferTo e. aluminio e sua influência. em diversos •. •. •. •. •. •. •. •. •. •. •. •. •. 77. 6.6.1.. Formas de óxidos de Fe e AI. ... 77. 6.6.2.. Efei to dos óxidos no PESN . . . .. 78. 6.6.3.. Teores. de. FezOa. x. relevo x. classificação . . . . . . . . . . . . . . . .. 79. 6.7.. Teores de água nos solos ácricos . . . . .. 80. 6.8.. Os. valores. de potencial elétrico su-. perficial . . . . . .. 6.. 38. •••••••••••••••. 4.6. 6.. 34. Detel' mi nação do PESN (Ponto de Efeito Sal i no Nulo). 4.. 34. o. •. •. •. •. •. •. •. •. •. •. •. •. •. •. •. •. •. •. •. •. •. 81 -. CONCLUSOES...... . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. 83. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS..................... APÊNDICE . ~... 86. o. •••••••••••••••••••. •. •. •. •. •. •. •. •. •. •. •. •. •. •. •. •. 108.

(8) v. LISTA DE FIGURAS. PÁGINA 1.. Esquema do desenvolvimento de cargas positivas ou l"legati vas em 6:>ddo hidratado de Fe .,. 2.. Distribuição. iônica. na dupla. di~u-. camada. sa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. 3.. Esquema. il ustrati vo. do. 8. decréscimo. 11. do. potencial elétrico em runção da distância à superficie carregada do co16ide. segundo. o. nlodelo de Stern . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. 4.. Materias ácrico • àndico. hist.ico e vért.ico. considerados os quatro extremos taxonÓmlcos. 6.. dé. Dirl~atogl~amas. l~aio-X. da. fração Tel~. derer r i f i cada do hor i zonte B da Estruturada ( VHE. =. C. =. caulinit.a;. vel~miculit.a. com. Ob. =. 21. argila ra. Roxa. gibbsita;. hidroxila. entre. camadas; A = anatásio) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6.. 16. Difratogramas dererrificada Roxo. de do. eutr6fico. gibbsita;. VHE. entre camadas). da. horizonte (. =. ra.io-X C. =. rração B. do com. argila. Latossolo. caulinita;. vermiculit.a. 48. Gb. =. hidroxila. 49.

(9) vi. 7,. de. Difl~atogramas. deferTificada. do. entl~ e. B,. Roxo. vermiculi ta. de. áCl~ i. do. raio-X. com. co-Gual r a. =. VHE. D!fratogramas. variação. =. C. =. raio-X. =. Difratogl~amas. com. da B. deferrificada vaI' i ação. de. fraçeies. de. A. vermi cul i ta. =. AI"latásio). do. Latossolo C. C. térmica. difel'encial de. 62. al'gil.8.. = Ana"tásio). li vres. =. C. C. fração B. 51. Latossolo. A. argila.. =. argila. al-gi lo-arenoso. = gibbsi"ta.. análise. =. da. hOI~izonte. Una "ácr i co. caulinita; Gb CUI~vas. do. do. VHE. raio-X. Gb. hidroxila. fração. argiloso. gi bbsi ta.. La tossol o. ,............... hOI~izonte. de. do. argila. caul i ni ta.. = anatásio). ácrico. Gb. B. comhidroxila entre camadas;. 11.. Gb. hidroxila. fração. vermiculita. do. Una. caul i ni ta.. (. de. deferrificada. da. hor i zonte. entre camadas; A. 10.. Latossolo. 50. i f i cada. gibbsita;. 9,. do. camadas). Di"fl'atogramas defel~ r. B. argila. = caulinita~. Preto C C. =. VHE. fl~ação. da. hOI~izOI"lte. Roxo ácrico-Rib. gibbsi ta~. raio-X. = 63. ferro. das e. saturadas com Mg, dos horizontes B dos solos. =. estudados CC :1.2.. =. gibbsita) .. ,. 64. Curvas de titulação da Terra Roxa Estruturada. e. do. Latossolo Roxo eutr6fico, em três. concentraçí.:ies. o 13.. caulinita. Gb. = O.OOlN) Curvas. de. de. KC1.. CÁ. = 0.1.. o. = 0,01.. . . . . ,. ,", , .. , .. , ... , , , , . . . . , .. , ... titulação. dos. latossolos. roxos. 68.

(10) vii concentraç~es. âcricos. em três O. 1; o' ::: O. 01. 14.. .Curvas. c ::: O. 01. ~. nas. as. ................. cUI'vas. As. de KCl.. concentraç~es. de. carga. amostras. potenci a1 B).. .. :::. (~. de. liquida. negativa. estudadas.. KCl. em. O.iN.. linhas. sólidas. função. A e. .6.. representam. modelos . de. de. do. = hor. curvas. Gouy-Chapman. e. Stern . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. Densidades todas nas. curvas. As. carga. amostl~as. as. potencial B) .. de. de. teór i cas. @ :::. s61 i das. segundo. nega'Liva. hor.. função. A e. de. de. do. A == hor.. I' epl' esentam. model. os. c ur vas. Gouy-Chapman. e. 64. Stern . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. 17.. Densidades todas nas. -.'. ,. as. CU1'vas. As. carga. amostras. potencial B).. de. de. te6r i cas segundo. negativa. @ =. s6lidas modelos. hOl'.. função. A e. Â. l'epl'esentam de. de. determinadas em. O.OOlN.. elétrico (. linhas. liquida. estudadas.. KCl. =. do hor.. curvas. Gouy-Chapnlan. e. stern . . . . . '. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. 18.. Variação do PESN e valores. de. ki... do pH KC1. para. camada subsuperficial. todas. 63. detel'minadas em. O.01N,. elétrico C. linhas. liquida. estudadas.. KC1. 60. determinadas. e1 étr i co C@ ::: hor.. teór i cas segundo. 16.. 69. ::: 0.1;. o ::: O. 001 N) • . . . . . . . . . . • . . . . . . . . . . •. Densidades todas. o ::: O. 001 N). CA. de ti tulaç~o dos latossolos variação. Una. em três. 16.. ~. de KCl.. 66. em funçã:o dos. as. amostras. na 70.

(11) vili. LISTA DE TABELAS. PÁGINA a~ribulos. Alguns. 1.. químicos. dos. solos. 39. estudados .. 2.. Teores índices. 3.. de. óxidos e. ki. e. kr. Teores de fel'ro e amorfos. COX).. correspondem. Os. a. após. alaque. fa~or. FezOa. sulfúrico. /. Ti02. alum1nio livres COCE) valores. ent.l~e. percent.agem. 6.. em. l'elação. ao o. o. o. 43. At.ributos físicos dos solos estudados ..... o. o. 45. Composição. mi nera16gi ca. Valores C PESN).. de. e. t.i~ulação. o. pont.o PESN. de em. zero CPT2J. o. o. •••. quant.i t.ali va. horizont.es B dos solos . . . . . . 6.. e. parênt.eses. ferro ou alumínio lot.ais . . . . . . . . . . . .. 4.. 40. o .••. efei t.o. r el ação. o. ••••. o. ••••••. salino ao. ••••••••••••. dos. nulo. pont.o o. ••••. 66. o. ••. de o. o. 62. APÊNDICE iA.. Dados derivados das curvas de titulação da TE CO-ZOem). -. PESN = 3.66 . . • . . . . • • • •. o....... 11:1..

(12) ix 2A.. Dados. derivados. TE C76-9Scm). 3A.. Dados. PESN. deri vados. LRe CO-20em). 4A.. -. del~i. Dados. -. PESN. vados. 6A.. 7A.. Dados. 9A.. derivados. -. curvas. del~ivados. das. 12A.. =. Dados. curvas. de. das. der i vados. -. das. PESN. Dados. deri vados. -. de. -. =. Dados. curvas. calculados. stern CO'). ~. na. de. camada. t..it..ulaçãe 116. tit-ulação. PESN. titulação o. do. ,. di:fusa. 119. U. t.ul ação do ......... t i t..ulação. t..itulação. na. camada. CO'). 2. a. 120. do 121. do. PESN = 6.05 . . . . . . . .. carga. 11S. do. 3.40 . . . . . . . . .. de. 117. do. ••••. t i t-ulação. = 4.30. PESN. LUác argare CO-20em). Valores. do. 3.36 . . . . . . . . . .. de. das. t i tul ação. 6.80 .... curvas. derivados. das. =. cur vas. ~13. do. 3.40 . . . . . . . . . . . .. -- PESN. LUác argare C40-60cm) -. 13A.. =. de. LRác-Gua Cl00-1S0em). Dados. t i t..ulação. de. de. C0-20cm). ••••. 115. curvas. mt.al~ 9. 0.0. 11a. do. = 5.65. PESN. PESN. LUác mtarg C90-liOcm). l1A.. de. das. del'i vades. •••. ••. 114. curvas. Dados. Dados. de. o. o. PESN= 3.60. das. -. t i tulação. ....... cur vas. -. derivados. de. da. 6.16. LRác-Rib Cl00-180em). LUáe. 10A.. =. t..it.ulaç~o. ............... curvas. das. LRáe-Gua CO-20em). SA.. = 3,65. PESN. LRáe-Rib CO-20em). de. curvas. das. dei' i vades. Dados. = 3.60. das. LRe C80-1 OOem) -. 5A.. eUl~vas. das. de. carga. 12:a.

(13) elétrica potenci aI. liquida. na. e1 étr i . co. da. super~lcie. (a). dupl a. camada. e. o. (q.t).. o. para os valores selecionados de potencial de Considerou-se. =. simétrico 1: 1 e 6 -7. dada em 10 meq/cm. 2. 1 A.. um. eletr61ito. A carga liquida é. e o potenci aI em mV ..... 1 ê.:3.

(14) xi. ATRIBUTOS ELETROQUrMICOS DE SOLOS ÁCRICOS DO NORTE PAULISTA. AU'lol~:. LUI S REYNALDO FERRACCI LI ALLEONI. Orieni:-ador:. OTÁVIO ANTONIO DE CAMARGO. DR.. RESUMO. ál~eas. ,Exlensas. ao. nori:-e. do. Paulo asseni:-am-se sobre solos ácricos. no. exi:-remo. ai:-ribulos. da. escal a pOl~. :fisicos.. :fl'iáveis. mas. de. i. n'lemper i. serem. apl~esent.ando.. SinO,. esi:-ado. que locali.zam-se possui ndo. normalmeni:-e. por. ~o. de. bons. pl'ofundos. definição.. e. baixissima. capacidade de i:-roca de cái:-ions e:fei:-iva (menor que 1.5meq /. 100g. de. argila).. cul i:-i vo. de. cul t.uras. out.ras cul t.ul~as.. Esi:-as. irrigadas.. como. a. s~o. áreas. soja e. como a. ui:-ilizadas. :feij~o. e. para. i:-l~igo.. cana-de-açúca!~.. e. t.odas. elas alt.amen.t.e t.ecni:ficadas. Est.e quant.i:ficar ácricos. e. est.udo :foi. conduzido. com. objet.i vo. de. os at.ribut.os elet.l'oquimicos de alguns solos compará-·los. ir'lt.emperizados.. Foram. com. .os. usadas. de. out.ros. amost.l'as. solos. menos. supel':ficiais. e. subsuper:ficiais de lat.ossolos roxos ácricos e lai:-ossolos.

(15) xii variação. Una. e. Gua1ra. ácricos. das. cidades. a. Mi guel 6pol i s •. (localizada eutr 6f i co. em. Ribeirão. C Campi nas) .. f1s1ca.s. de. rotina,. salino. nulo. (PESN),. potenciométrica.. Terra. Preto). AI ém. foi. o. de. Latossolo. o. CUl-vaS. raio-X. de. a. Roxo. qui mi cas. ponto. também. feita. Preto.. Estrutul-ada. al'l.ál i ses. det,erminado. mi ner aI 6gi ca com difração. Ribeil-ão Roxa. e. das. através. Foi. de. de. de. e. efei to. titulação. caracterização. e. anál i se. tér mi ca. diferencial. e f'oram calculados o potencial elétl-ico e a carga elétrica superficial.. Aplical-am-se os. modelos. da. dupla camada dif'usa de Gouy-Chapman e de Stel-n, a fim de se observar. a. l-elação entre. os. dados. obtidos. e. estes. modelos te61- i cos.. O. caráter. profundidades,. sendo. a1"gi10-al-enoso. manifestou dos. a. de. apareceu. no. 50cm da. indicando. intemperismo. destes. mais. retenção. cátiol"lS. foi. Como. baixa.. diferentes. variação. amarelada.. super'ficie.. o. solos.. a. Latossolo. essencialmente. foi. sesquioxldica.. de. que. coloração. apenas. solos. ácrico. se. caulinitica. e. aval"lçado. de. de. sel"ldo. ele. mineralogia. A. estágio era. Un.a. se que. espel-al-. em. a. algumas. amostras a soma de bases foi. inf'el-iol- a 0.3 meq/100g de. terra.. variação. Apenas. argiloso a. no. Latossolo. saturação por. aI um1nio. Una. f'oi. ácrico. aI ta. mui to. (maiol-. que. 50,.,.,). sendo que nas demais ela foi pl-aticamente nula. A. matéria. orgânica. da. camada. superficial.

(16) xiii in.fluenciou. significativamel"l.t.e. o. que. ?ESN.. torno de 3.5 para todas as amostl'as estudadas. houve. val'iação. latossolos. menor. o. do PESN. efeito da. PESN. em. subsuperflcie.. orgânica e. Na TE todos. Em. aumentou em profundidade.. matéria. esteve. maiol'. em n~o. os. indicando. participaç~o. dos 6xi dos de fer r o e a1 um! ni o na defini ção das cal' gas. Os. variação. Una. latossolos. roxos. áCl'icos. argi 1 o-arenoso. posi ti vo.. ou. seja.. o. o. latossolo. apresentaram. positivo de carga em profundidade. foi. e. pH. Nestes. medido. em. balanço. solos KCI. o. ÁpH. iN. foi. superior ao pH medido em HzO.. O Latossolo Roxo eutl'6fico. teve um ÁpH igual. as. a. zero e. demais. amostras. um ÁpH. negativo, indicando nestas camadas predominio das cargas nega ti vas. sobr e. as. posi ti vas.. O PESN. cor I' el acl onou-se. positivamente com teor de gibbsita e negativamente com o indice. k~. dos solos. 0-3. valores. de. supel'ficie especifica. 2. bai xos (médi a de 37 m /g) e. t.al vez por isso. de. carga. liquida. ajustal~am-se. melhor. Gouy-Chaprnan do que ao modelo de Stern.. ao. foram. os vaI 01~ es modelo. de.

(17) xiv. ELECTROCHEMICAL ATTRIBUTES OF ACRIC SOILS FROM THE NORTH. OF SÃO PAULO STATE. LUI S REYNALDO FERRACCI ú ALLEONI. Aut.hol' :. Adviser:. DR.. OTÃVIOANTONIO DE CAMARGO. SUMMARY. Large mat.erials. are. f'ound. hi ghl Y. These. conditions.. areas. of'. in. soi18. t.he. weat.hered. composed. Nort.h. s011s. of'. São. have. by. Paulo. good. acric St.atJe.. physica1. due to the1r h1gh depth and f'riability,. but. are chemica11y poor, having.. by def'f'init.ion. an €·f'f'ective. cati on. 1 owel~. c1ay.. exchal'!ge. In t.hat. areas.. beans. and. soybean. wheat.. and. . h aI'!. 1 . ::)c ~ mo.1 (+). /'. kg. many irrigat.ed Cl'OpS are gl'own.. as. capaci ty. and. ot.her. sugarcane.. t.. non-i I'r igat.ed. vii t.h. cul tivated. a11. crops. as high. t.echl'!010gy. This quant.if'y soi1s. t.he. al"ld. s011s. Oxiso1s. st.udy. carried. e1ect.rochemica1. compare. SUI'f'ace :fl'om. was. and. t.hem. attl~ibutes. wi t.h. subsurf'ace. Ribeirão. Pret.o.. out.. those. of. samp1es. il) of' less of. Migue16po1is. arder some. t.o. aCI~ic. weathered f'aur and. acric Guaira.

(18) xv C named Dusk y-Red La losol and Una vaI' i anl La losol ). Sla t.e of. São. Paulo.. were. sludied. wilh. lwo. olher. soi1s:. al"l. Oxiso1 CDusky-Red Lalosol) from Campinas and ai) A1(iso1 C"Tel~ra. Est.rut.U1~ada"). Roxa. f'rom. Ribeirão. Prelo.. bot.h. wit.hout aerie at.t.ributes. Besides anaIysis.. qualitat.ive. at.t.ribut.es. were. diffl~aet.ions. t.hat. lhe. rout.il)e and. gibbsite. and. det.ermined. the. Net. mainly iron elet.rie. samp1es ii) the presen.ce of varying. of. analysis. X-ray showed. oxides.. ehal'ge. ti t.l~at.ion. pot.eneiometrie. physical. minel'alogieal. resu1 ts. t.hermal. eon'lained. kao1 i ni t.e.. by. and. differenU.al. the clay fractions. and. quar)t.it.at.ive. det.ermined. and. chemieal. of. t.he. eoncent.l~ation. was soi1. of KCl.. TI.e t.itrat.ion curves. at. lhree different. ionie st.rengt.hs of KCl.. crossed at.. salt. effect. CZPSE). charge was zero.. a. common. 01'. poinl.. lhe. zel'o. pOil"l.t.. of. t.he pH at. which t.he nel e1et.ric. Net. surface charge densit.y was found t.o. vary wilh pH and electrolyt.e concenlralion. A lheoreli cal net.. charge. was. made. st.udy of. by lhe. t.he. val ues. applicalion. of. t.he. fOI'. the. double. layer t.heory of Gouy-Chapman and Slern.. The experimei.t.al. val ues. t.he. lheol~y.. wel' e. i. li. bel t.el'. agr eement.. wi t.h. Gouy-Chapman. maybe because of lhe low va1ues of surface ar'ea 2. Cmeal. of 37m /g). The aerie eharacler was present. al diffel'ent. deplhs.. for. inslanee 60em. in. lhe. cl ayeymargi nal. t.o.

(19) xvi medi um cOlor,.. lextul'ed. Varial"'ll. The calion relenlion. samples lhe sum O~. Una. soi1.. o~. Lalosol. vel~y. was. and. in some. lhan O.3cmol. (+). ,/ kg. In only one sample Cclayey Una varianl Lalosol). Organic values. of. maller. the surface. layers.. bacause. In the Alfisol.. change in the subsurface ZPSE value, studied. lhe. 80~·'.. more t.han. had slrong infl uence in lhe. around 3.!3 in alI samples.. samples. low.. browl'lish. .. bases was lower. 'lhe aluminium percen'laga wa:s high.. ZPSE. wilh. ZPSE. had. lhey. were. lhere was no. bul in alI. increased. Oxisol. very. much.. showing the biggesl participation of the oxides in the charge balance of B horizon. The acric Pr elo and. Guai r a. Dusky-Red Lalosols. and. the. medi um. fl'om. text ur ed. Ribeirão. Una. var i anl. Lat.osol from Guaira exhibi ted posi li ""12.' balance of'charge in subsurf'ace. because the ApH was positive or, in olher words.. lhe pH measured in KCl iN was higher than the pH. measured from. in. walel~.. Campinas. samples negali ve. a. had. negati ve over. correlalion. 'The a. Dusky-Red. .6.pH .6.pH.. equal. lhe. to. indicaling. posi ti ve charges. with. lalosol. gibbsite. correlation wit.h t.he ki.. indexo. zero a. Cnot. and. lh.e. aCl'ic) othel'. predominance. The Z?SE amount. had and. of. posi li ve negative.

(20) 1. 1. INTRODUÇAO. A região tropical comporla um elevado número Dentl~e. de tipos de solo que formam sua paisagem. os. aI \..amerlte. áreas.. i l"'llémper i zados. sendo. bastanle. por. l~espondem. utilizados. fins. pal~a. eles.. extensas agrlcolas,. pastoris ou de reflorestamento. Até o. f i nal. fei tas (rem, iQui mi ca e quase. que. sendo l~eações. a. mui los. troca. de. década. de 60.. as. pesqui sas. Fel' li 1 i dade do Solo r es tI' i ngi r am-se. uni camenle. obt.i dos.. da. solos avanços. regi ões. nos. lempel' adas •. conheci ment,os. suas. e. iónica. de. de. o. relações. com. os. a ll~ i butas. crescimento de plantas, por exemplo. partir. A. J{ ~U' bl:rLrf lhl ébs esludados ,. i,. i. \ \. \. i. '.. de. com \ l. \. pesquisadores freqUentemel'1le.. dos. solos maior. de. lodo. el~am. i. anos. 70.. passaram. tropicais. profundidade o. mUl"1do.. nfl~uli. Porém.. feras. as. por. a. ser. Vál~ios. notou-se. tentati vas. que. de. se. exlrapolar o conhecimenlo adquirido em solos lemperados pal~a. o. manejo. lr6picos.. de. solos. alt.amente. inlemperizados. dos.

(21) Nos solos argila é. ~'kenados.. moderadamente. comumente dominada. pOl~. minel~ais. a. do. fração. enquanto que nos solos tropicais encontram-se. em. aI tos. casos.. caul i n1 ta). Estes. teol- as. e. praticamente. mi ner ai s. pl~ 01. do. mi ner ai s. do. ti po. ongado. pr i már i os e secundár i os.. Cex.. aI umi ni o. que. insolúveis.. intemperismo. mui~os. 1: 1. hi dr 6xi dos de fel' I~ o e. 6xi dos e. l~es1duos. resultado. de. c: 1.. tipo. são. ocol~rldo. em. sob condi ções quentes. '--e. úmi das. de. regi ões fl~ação. basicamente a incapazes.. pr6xi mas mineral. entretanto,. ao. consti tuem. Equadol~.. dos solos tropicais.. de fornecer. sendo. todos os nutrientes. l'lecessários para bom desenvol vimento de uma planta. este. moti vo.. a. imagem. associada. a. solos. POI-. tropi.cais. é. ,aquela de solos com baixa capacidade de troca de cát.ions e baixa saturação por bases na. em pl~. mui tos. Apesal'. de a. casos. a. fl~ação. al'gila.. gener aI i zação não ser. afil'mat.i va. torna-se. i nci paI mente qual'ldo se obser vam os sol os. representam possuindo,. o por. extremo. da. definição.. escala. uma. ti' oca de cáti ons (CTC efeti va). de. capacidade. cor reta>. verdadeira. áCl~ i. cos • que. intemperismo efetiva. de. menor que 1. 5meq/l OOg de. argila. Neste trabalho serão estudados alguns solos ácricos. paulistas.. em. par'ticular. latossolos. roxos. e. latossolos variação Una ácricos das regiões de Ribeirão Preto.. Gua1ra. e. Miguel6polis.. cidades. ao. norte. do.

(22) 3. est.ado,. onde. tecnificada. fei j. ~o. e. se. estabeleceu. uma. agricul t.ul'a. com predoml~io de culturas irrigadas como. 'tr i go.. cana-de-açúcar. eletl~oqulmicos. a. soj a. Est..es. e. outr as. solos. semi -per enes ,. terão. quantificados.. alguns. hip6tese. que. e. latossolo solos. muit..o dependente do. roxo. ácricos pH do. como. meio. e. da. com. como t..erra roxa. eutr6fico.. possuem. a. atributos. que serão comparados. aqueles de solos menos intemperizados, estl'uturada. aI tament..e. Parte-se. balanço. de. da. car"ga. :força iônica. da. solução. sendo testados vál'ios valores destes atributos..

(23) 4. 2. REVISÃO DE LITERATURA. 2.1. lmportélncia do estudo das careJas. o. esludo. das. fundamel"ltal. i mportânci a. fenómenos. flsico-qulmicos. para o. . CEL-SWAI FY e SAYEGH. 1975).. eletroqulmic::a.s. que. nutrição. plantas. de. cargas. elétricas. é. de. entendi mento de di versos. que j á. e~étricas. nos. Ocol~l'em. solos. que amai or i a das }' e_açê'5es. influenciam. sua. fel'tiLtdade. na. superficie. ocorre. const,ituintes das fraçê'.íes ol'gànica e. mineral. 90S. e. a dos. solos. Cl1AGALHÃES e PAGE. 1984).. Segur'ldo agregados. e. a. SUMNER. subseqüenle. (1963).' a. resistência. est,abi 1 i dade à. eros;ão. dos ou. a. quel:,ra por agentes dispersantes são também afetadas pela maneira. com. que. principalmente anf6tero.. os nos. cOI'lstituintes solos. que. do. solo. intel'agem.. apl'esentam. caráter. Desse modo. conclui-se que é necessá.rio um bom. entendimento do. compol~tamento. das cargas elétricas. dos. co16ides. a f'im de se recomel"'ldar um manejo adequado aos.

(24) diversos. t.ipos. de. solos. regi~es. do. conheci ment.o. da. enconLrados. em. t.r 6pi co úmi do (MORAI S et. al i i. 1976). Há. exist.ência. mui t.o. de cargas. tem-se. tempo negat.ivas. e. posit.ivas. nos. solos.. bast.ando consul t.al~ MATTSON (1932).. embor a. amai or par t.e. dos. época. ti vesse. tr abal hos. desenvol vi dos. dedicada à t.roca de cát.ions.. na. A principal razão. si do. pal~a. ist.o. t.er acontecido. segUl.do RAIJ (1971). f'oi a predominância natural. de. materiais. negativas. quando. em. pal~a. principalment.e. que. t.êm. ou. desenvolvem. contat.o. com. cargas. el etr ól i t.os •. solos de regieies temper'adas.. onde a. maioria dos t.rabalhos f'oi cOI'.duzida. Nos invesU.gação. ú1 t.i mos. vi nt.e. at.l~ibLttos. de. elet.roquimicos. t.ropicais t.em aumentado bastante. t.rabalho de RAIJ s número. de. PEECH (1972;).. pesquisas. em. ( GALLEZ. t.r abal hos. 1976;. e. TESSENS. GILLMAN.. 1985;. et. SUMNER. 1987;. CHARLET s. alii.. 1990.. CGILLMAN.. e. PEREZ.. 1984;. KANEI-lIRO.. alf'issolos CRAIJ. e. pl~incipalment.e. após o. abl~angido. grande. e. tem. 1982;. e. tipos. 1976~. de. MORAIS. WADA. SUMPTER.. solos.. e. et. WADA.. 1986;. alii. 1985~. GILLMAN. e. SPOSITO. 1987 e 1989; SAKURAI et.. 1990).. seguidos. ESPINOZA et. alii.. 1978.. solos. ul"ti ss01 os. com mai or númer' o. ali i •.. ZAUY AI-l • GILLMAN. de. dif'erent.es. pr edomi nando os oxi ss01 os e de. a. anos.. HENDERSHOT PEECH.. 1972 e. dos. 1975;. e. incept.issolos. BALASUBRAMANIAN. LAVKULICH. HENDERSHOT.. 1978). 1978).. e.

(25) (3. andossolos s. OKAMURA. s. CFEY. ROl.pC. 1976;. AI guns. 1983) .. WADA.. s. OKAMURA.. 1980.. dest.es. solos. fOI' am. WADA. comparados com aqueles de out.ras ordens como mol!ssolos CPARKER. et. ali!.. e. CLAVERDIERE. ali!.. 1979).. 1979~. WEAVER.. STOOP.. 1977).. 1.geO).. espodossolos. ent!ssolos CHENDERSHOT et. e. CROJAS. ar!dissolos. e. ADAMS.. 1geO). e. const i t'ULntes. do. vert.!ssolos CMEKARUe UEHARA. 1972).. z. 2.. Desen1Jo~1Jim.ento. de. car8as. nos. so~o. cons'l!'luintes. Os. dos. basicamente class!:ficados em dois GI LLMAN. ( 1 978) :. constantes aquel es. com. cal' gas. orgâni ca) .. co16ides. reversi vel. MEKARU e. sempl'e. que carga. polarizada.. e. com. Cpl' i nci paI mente. com. matér i a. aqueles. argilas. exibem. uma. UEHARA C1 972) .. po! s. do. mei o.. ou. efeti vas. e. hi di' 6xi dos. As. cal' gas. 'des'les atd. butos (RAI J. 1981).. ar'lal ogi a. int.er:face PEECH (1972). per manentes. produto. não. uma. e. comple'lamente. segundo RAIJ e. s~o. ou. si 1 i ca 'la.das). uma. que são dependent.es do pH e são. ou. :fei ta. est~o. de·· substLt.ui ções. isom6r:f!cas nas estl'u'luras dos minerals variáveis.. permanent.es. !ntel-:face. COl)stant.e.. podem. segundo BELL e. C6xi dos.. t.ambém ser. cal'ga variável.. operant.es.. grupo~.. cargas. var i á vei s Pode. solos. .. Já as cargas. da força iônica. dependendo. dos. val or E-:~S.

(26) 7 Com.ponent~s. 2.2.1.'. com. car{Ja perm,an.en.te. Argilas do tipo 2: 1 C mOl"ltmori lonit.a. ilita e vermiculita). e. do. tipo. que. l"lega ti va de Si. isom61~f"lca. 4+. oc taedl' ai s. de. t-ipo 1.~ 1) adiç~o. carga. substit..ulç~o. A1 9 + nas camadas tetr aedl~ ai s. por. al umi na.. além destes. possuem. da. ou da substi tui çiao de AI. sllica.. que,. Cclorita). 2:2. SMI TH. minerais. t-ambám possui. e. de. 9+. por. Mg. 2+. l"laS camada.s. EMERSON C1 976) argila,. a. de. af" i. l' mam. caulini ta. (do. t.lma carga n'5lgat~iva p""rman""nt.-8 ~m. à carga variável. mas que ela seria pequena e. de. pouca expressiao.. cal~ ga. vaI" i á vel. As argi I as. podem desenvol vel~. nas bor das. de. seus. havei' protonação ou deprotonação expostos. na. superf"icie.. responde. pela. maiol'. Cl~ i. 1'105. stal s •. onde. pode. át.omos de oxigênio. Aparentemente.. parte da. também uma. este. f"enÓmeno. capacidade adsorti va. das. argilas do tipo 1:1 CBRADY. 1983).. 2.2.2. Componentes com. carga. Matér'ia Fe.. AI.. Mn.. componentes. Si. de. e. orgânica Ti. podem. carga. de. Mn. e. Ti. são. óxidos ser. ou. GI LLMAN.. pouco. e. hidróxidos. cal'actel'izados. variável. super!'i clal constante CBELL e óxidos. e. vo:rtáve~. de 1978).. abundantes. de. como. potencial POl'ém. na. os. crosta.

(27) B terl~es:t.I~e.. ,e. óxido. quant.ipades na. rraç~o. de' s1l1cio. aparece. em. baixas:. argila do solo CUEHARA. 1988). Por. esse motivo. consideram-se mais import.antes os óxidos de Fe e AI CRAIJ. 1981). óxidos. Os;. hidratados. de. podem desenvolver cargas. nega~ivas. superfic1es.. dependendo. do. ilustra. mecanismo. o. depl~ot.onação. pH. de. Cdessol~ção. rerro. e. do. meio.. ocol~re. aluminio. positivas em suas A. figura. Cadsorção). prot.onação. ) que. e. 1. e. numa superficie de. hemat.i t.a.. O. 3+. ,,1/. 0. '\1/. Fe. i. 3H+. ~. "1/. Fe. /1"00. /!"OH. 30H-. ~. Fo. 2. Esquema. /1\ O O. +. 3HOH. '\1/ Fo. /I"OHI do. O. Fo. \.1/. "1/. 1. oH. Fe. /l "OB. FigUl~a. 3-. /i"o I. desenvol vi mento. de. car gas. posi ti vas ou negati vas em óxido hidratado de Fe CUEHARA c GILLMAN. 1981).. Com a elevação de pH. de átomos de hidrogênio da. ocorre a dissociação. supel~ficie. e a liberação de. cargas negativas para trocas de cát.ions. Por out.ro lado..

(28) 9 com. a. acidificaç:à:o. do. meio.. ou. diminuição. do. pH.. a. . + superf1cie do 6xido adsorve 10ns H e passa a apresentar carga posi t.i va.. at.uando ent.:à:o como t.rocadora de âni,ons. CRAIJ, 1981). cal~ga. Na mat.éria orgânica. por out.ro lado, a. negat.iva t.em sua origem na dissociaç:à:o de hidroxilas de cal~ boxl1 i. grupament.os. cos •. fen61icos.. et.c. en61icos. CBRADY. 1983). O mecanismo é similar àquele da figura i.. porém. mat.éria. na. orgânica. as. cargas. desenvol vem-se a. valor es de pH bem mai s. nos 6xi dos.. pr ová vel. para. e. é. ocorrência. de. que. cargas. r ar ament.e. posit.ivas. negat.i vas. bai xos. do que. haJ a. condi çeses. nest.es. mat.eriais. C RAI J. 1 981 ) .. 2.3.. A. d-up~a. A. caI"na.da di.fusa. superf1cie. dos. .. co16ides. s6lidos. do. possui carga elét.rica predominant.ement.e negat.iva. 10ns. de. carga. posi t.i va.. que. di ssoci ados na sol uçià:o do solo.. est.ià:o. t.endem a. solo. Alguns. normalment.e per manecer. na. vizinhança dest.a superf1cie. at.ra1dos que sã:o pelo campo el ét.r i co. for mado. t.endem a. t.razer. equil1brio. concomit.ant.e. C BOLT •. est.es. 1978) .. As. cát.ions· de. onde sua concent.ração é dest.as. duas. for ças vaI t.a. à. menor.. fOl~ças. de. di fus:à:o. sol uçã:o Com a. opost.as.. em. ação uma. dist.ribuição espacJ.al de cátions numa "camada difusa" é.

(29) 10 estabelecida'. dil~eçãp. na. na. qual. a. concentração deles. aumel''lta. à superfície, partindo de um valor igual. solução. para. principalmente.. valor. um. pela. maior.. magnitude. da. em. àquele. determinado.. carga. superficial. CUEHARA e GILLMAN. 1981). O modelo. é. catiónica. da. baseado. dupla. em. camada. difusa. de. suposiç~es. quatro. troca. CSPOSI TO.. 1981b) :. a). s1 tios de troca formam um "continuo". Os. de carga negati va de densidade. O'. numa superf1ci.e planar. uniforme. cuja exter'lsão é infini ta~ b). Os. completamente do eletrostát.icas. cátions. tl~ocadol~. ei'ltre. si. t.. rocáveis. e e. estão. i1"ltel~agem. entre. dissociados. através de forças. eles. e. a. superficie. trocadora; c). O. potenci a l e I étr i co. pr6ximo. posicionado proporcional. à. médi o. superf.ície. à. energia requerida para. de. um. 10n. t.rocadora. é. trazel~. o. 101"1 de. uma distância infinita até a posição em estudo; d) "continuo". A água. liquido. na. fase. aquosa. caractel~izado. por. da. sol ução uma. é. um. constant.e. dielétrica uniforme. A figura 2 ilust.ra a supericie carregada e a presença. dos. ions. de. carga. íons de mesma carga (co-íons).. contrária. Ccont.ra-ions). e.

(30) 11. +. -- + +. ~. H. E--t. ~. P:1. S2:;. +. H. ~. H O H. +. ~ p-~. ~ rn. +. ~ p:::. +. < O. +. e.. .. + +. + + +. - + +=.·:-· + + + ··· + + + ·· + i+ + ··· - + - + - + !·· + + + i+ ··· + + ·- : + - + + +~. ·. CAMADA DIFUSA. Figura 2. +. ,. -. +. IONS NA SOLUÇÃO. -. Dist.ribuiçfro iônica na dupla camada. difusa. CUEHARA. e GI LLMAN. 1981) .. .. 2.4.. A teoria de Go-uy-Chapman. Est.a por. Gouy. pr6ximos. e. superficie. Chaprnan. desenvol vi da. descreve. superficie. à. relacionando. teor i a. a. carga. CRAIJ.. com. 1971) .. a. i ndependent.emel'lte. distribuição. caJ~regada. dos. o ' potencial Assumi ndo. simétrico. t.em-se a seguinte equação :. de. co16ides. elétrico. um. ions. na. el etl~6l i to.

(31) 18. O'. ~. 21fskT ./ n. == (. 1/2. senh ( ze'l' ./ 2kT) ..... (1) o. onde o-. = densidade de carga superficial. TI. = concent.ração do elet.rólit.o. e. = const.ante dielét.rica do meio. k. = constante de Bolt.zmann. T. z. = t.emperatura = valência do. e. = carga do elét.ron. '1J. o. =. absoluta contra-fon. pot.encial elét.rico na superficie. Num sist.ema de cargas variáveis. o pot.encial da. superfície. determinadol~es. controlado. é. adsorç~o. pela. de pot.encial. a qual. pOI~. de. 10ns. sua vez depende. da a t.i vi dade des tes 10ns na sol ução CUEHARA e G1 LLMAN • 1981). +. No solo.. os exemplos mais marcant.es. -. H. e. de. cargas. OH • que podem seI' visualizados como pal~a. a. superffcie. CRAIJ.. s~o. os 10ns. cal'l~egadores. 1986).. MADRID. lI:. ARAMBARR1 C1 978) pos t. uI am que aI ém de det.er mi nadol~ as de +. pot.encial, os 10ns H na. adsorç~o. e. e OH. dessorç~o. t.êm considerável influência. de âni ons. e. cát.i ons.. at.uando. decisivament.e na dinâmica de nut.rient.es no solo. O valor de 'l' • em mV. é obt.ido usando-se a o. equaç~o. de Nernst. segundo RAIJ s PEECH (1972) :.

(32) 13. = 59.1. C PCZ -. pH ). . . . (2). onde. = ponto. PCZ . valor. de. pH. onde. o. cal~ga. de. somat6rio. zero. de. correspond(~ndo. cargas. ao. posi ti vas. se. iguala ao somat6rio de cargas negativas. A aplicação da eq. ti pos de col6i des. descl~ i. obser vações. i. superficial. constante.. mpOl~. do. concentl~ação. constante. tos no i tem 2. 2. tantes.. Nos. dielétrica. de. elétrico da superficie.. na. um. por. uma. carga. aumento. do. ion. terá no. de modo a manter a. na. ou. que. decréscimo. na ser. potencial. densidade de. Este fenÔmeno é acompanhado. na espessura ou,. l~edução. com. um. valência meio. carga superficial constante.. roi te aI gUinas. componentes. do. seguido. (2) nos dois. pel~. exemplo.. pO!~. eletr6li to.. necessariamente. (1) e da eq.. como afinnam UEHARA e. GILLMAN (198:1.) na "compressão" da dupla camada elétrica. Para potencial partir. da. eletr6li to. de. carga. na. col6ides. superficie. eq.. (2).. é. com num. interface. dado. pH.. independente. Por essa razão. quando.. da. reversi velo. que. é. obtido. concentração. o a do. ocor!'e aumento na de!"lsidade. exemplo.. a. concentração. do. el etr 61 i to aumenta (BELL c GI LLMAN. 1978). A utilizada,. não. equação é. de. adequada. Gouy-Chapman. para. embora. situaç~es. em. muito que. a.

(33) 14 concentl~aç~o. s~o. salina é. alta (RAIJ.. ou mesmo quando. 1971). utilizados valores moderadamente al t.os de pot.encial. como.. pOl~. exemplo.. 260mV. (UEHARA. &. problema é devido ao f'at.o de os 10ns cargas pont.uais. e. GI LLMAN • sel~em. 1981) .. O. considel~ados. poderem aproximar-se inde:finidamente. da superf'1cie carregada.. 2.5.. A teoria de Stern. i. Stel~ 1'1. ntl~ oduzi. u. cor r eções. na. t.eor i a. da. dupla camada. principalment.e levando em cont.a o t.amanho f'init.o dos íons (RAIJ. 1986). ou seja. eles não poderiam se. apl~oximar. alguns. da superf'ície além de uma cert.a distância.. poucos. al"'lgst.roms.. segundo. e. UEHARA. GILLMAN. (1981) .. camadas:. Nest.a. t.eor i a.. uma mais. pl~óxima. camada de SLern. out.r a dif'usa. campos t.a. pel os o. OUt.l~. superf'icie camada. condensador. o. cont.l~a-ions. coloidal.. ent.re. exi st.em. superf'icie Co). .1.. os. plano. col6ide est.á localizada e pelo cent.ro dos. à. que. duas. chamada de. represent.ada pelos 10ns adsorvidos.. Entl~e. (o). 2. assume-se. est.es. molecular.. linearmente com a. n~o. há. i ons • . f'or mando no. qual. a. a. que. est.~o. carga.. planos no qual. A. pl~óximos. mais. part.e. pot.enclal. do. que passa. da. considerada o. camada. superf'lcie. plano de St.ern.. e. dupla. como. 'lt. o. à. um. decresce. dist.ância da superfície da partícula.

(34) 16 pal~ a. cal~ gas. densi dade de. 0'1. tIt6 no pl ano de. um val ar. = NL z. e /. St.el~ n. CSI QUEI RA.. 1985) .. nas camadas de Stern é dada. 1+ CNAp/Mn) exp [-Cz. e. W + ô. pOl'. ~)/kT). A. :. .. (3). onde:. =. N1. númel~o. disponi vaI. de. s1 tios. para. adsorção de 10ns NA. =. número de Avogadro. M. =. peso molecular do solvente. n. = concentração. =. 18g /. moI. para água de ions C. 1'1. = moles/litro. x n° de Avogadro ) p. = del"lsi dade. do sol vent.e. \It ô. = potencial. elét.rico no plano de. 4>. = potenci al. de. adsor ção. Stel~n. especi f.i ca. do. contra-ion pelo colóide A densidade total de carga é dada por. O'. =. O' 1. +. Como concei to. de. superficie. que do. eletrostática. adsorç:ão. O' 2. •• • • • • . •• • • • • •• • • •. • • • • • • • • • • • ••. pode-se alguns colóide. not.ar. ions por. St.ern. podem. ser. out.ras. especifica.. Na. ausência. introduziu. desta. o. adsorvidos. na. além. da. forças. considerando então como. C 4). um potencial adsorção.. de c:t>. =.

(35) 16. zero CUEHARA. GILLMAN.. &. 1981).. A figura 3 densidade. de. carga. ilustl'a o. supel-ficial. é. modelo de Stel-n. também. obtida. A. pela. equação para o condensador molecular CRAIJ, 1971):. = C s • / 4rrô ). O'. x C li'o -. li'6 ) ...•.•••••.••. (6). onde. s' = "constante" dielétrica média na camada de Stern. ô. = espessura. da camada de Stern.. o o. -. .~. <cP. D U. c:. !. o. 'i'&. a. 6 Ois tã ncia à supe rfície. Figura. 3. Esquema potencial supel'.ficie. ilustrativo. do. decl'éscimo. do. elétrico em função da distância â carregada. do. col6ide,. modelo de Stern CRAIJ, 1971).. segundo. o.

(36) 17 Além dos al,gumas dupl a. outl~. as. camada. modelos. modi f i caçe5es. mas,. segundo. de. Gouy-Chapman. for am UEHARA. fei tas. na. GI LLMAN. &:. e. Stern.. teol~. ia. C1981) •. da o. modelo de Stern atende aos interesses de quem pretende entender. o. mecani smo das car gas el étr i cas. nos. co16i des. do solo.. 2.6.. o Ponto de Carea Zero C PCZ. o descl~ição. PCZ é. dos. o. et. alli.. parâmetro mais importal'lte para a. fenômenos. elétrica de interfaces 1989).. J. decorrentes. revel~siveis. Além. disso.. da. CRAI].. tem. dupla 1973b~. sido. usado. determinação de Vái-ios atributos pedol6gicos. desenvol virnento 1978) •. pedogenét.ico. toposeqüência. cronoseqüência. CHENDERSHOT. CHENDERSHOT. et. alii.. SAKURAI para. a. tais como LAVKULICH.. &. BUOL.. CLEPSCH. camada. 1979;. 1974). ou. PARKER. et. alli. 1979). A inúmeros.. trabalhos. pr Opl~ i edade,. importância do PCZ fez com que. l~econhecida. fossem. envol vendo. realizados. desde. métodos. de. com. esta. deter mi nação. até práticas de mar'l.ejo para procurar modificar seu valor a. niveis. mais. pelas plantas.. adequados Porém,. para. absorção. solo.. em. nutl~ientes. existe mui ta ambigüidade em 1:.or1'1o. do conceito de ponto de carga zero, sistema. de. relação. à. sua. quando aplicado ao. aplicação. em sistemas.

(37) 18 puros. como óxidos CGANGAIYA c MORRISON. 198'7). SCHULTHESS s SPARKS (1986) afirmam que chega. a. ser um desaf i o. en~enderem pon~o. pesqui sador es de Qui mi ca do Solo ~ermos. a quantidade tão grande de. ligados ao. de carga zero. A. fim. de. segundo. conceitos.. pesquisadores. pr opusel~ am. sobre. uma. ARNOLD. alli.. e~. uniformizaç~o. uma. recomenda. 1981a~. revise5es. ob~er. se. (PARKER. 1979j. SPOSITO. boas. par a. (1977), PYMAN. 1979~. neis. alguns. et. alli.. GANGAIYA e MORRISON. 1987) fizel'am t.el'mos. l'lomencl a t. ur a. ent~o. aplicados. até. que. descr i t..a. •. ser á. e de'. maneira simplificada. a seguir valor de pH no qual. Ponto de carea zero CPCZ). a. carga. liquida. superficies. das. (vinda. de. par~iculas. é. todas igual. a. as. f'oll.t.es). zero.. nas. ou seja.. a. carga da camada difusa é zero. Ponto de. pH no ponto de t.it.ulação.. Jntersecç~o. obt.idas a. forças iÓnicas. mudança na. Efei to Sa.l. ino Nul.o CPESN). concentl~ação. valor. de. ent.re duas ou mais curvas de. part.ir. O PESN é. :::. de soluçe5es com diferentes. o. valor. de H. (ou na densidade de carga do na força iónica da solução.. +. de pH no qual. adsorvidos. pró~on. não há. na superficie. = oH) com a. mudança. Para que o PESN se iguale ao. PCZ. não pode haver cargas nas superfícies que não sejain cont.r abal anceadas eles. pOl~. especificamente. 10ns di ssol vi dos na sol ução. sej am adsorvidos. ou. não.. Porém.. esta.

(38) 19 condição. di.ficil. é. MORRI SON.. 1987).. ao. de. invés. pre.fer i. Dai. PCZ. OCOl~l~er. de. quando. o. l~. em. solos. -se uti 1 i zar. método. de. CGANGAIYA o. s. ter mo PESN. determinação. .for. ti tul ação pertenci ométr i ca.. 2.7. Os. 2.7.1.. Definiç~o. A. si gni.fi ca pre.fixo seu. ácricos. so~os. "na. ponta". á.cl~ico. ci cl o. áCl~ico. palavra. tl~az. de. a. ou. vem. "no. do. .fi m". grego. que. al<Tos.. (UEHARA.. 1988).. O. imagem de um solo perto do .fim de. desr:?nvol vi menta.. tendo. so.fr i do. i nt.enso. processo de intemperismo. Por. de.finição.. materiais. devem t.er. áCl~icos. uma capacidade efetiva de troca de cát.ions (CTCe) que 1.!3meq / ou i gual CSOl L. a. 100g de argila e 5. O. SURVEY. der'l'lro. STAFF •. pela FAO (1989). de. 1990) .. aparece a. pH medido em KCl uma. Na. i gual. a. de. KCl. 1 N mai OI'. B. (,. ou. 0.1. • numa profundidade de 1ê:!3cm.. exigindo. 100g de ar gi 1 a. ~pH. mai ar. 160cm. uti 1 i zada. pl'opriedade gérica.. uma CTC efeti va menor que i. Bmeq / ou. iN maior. prof"undidade. cl assi fi cação. menor. ou. e. i gual. pH a.

(39) 20 2.7.2. Uso n.a taxonom'Ía. classificação. A. americana. discrimina. oxissolos ao nível de grande grupo: Acraquox. Acrustox. Acroperox. ou. Acroperox.. Na ordem Ultisol. aparece o. seria. PV. segul"ldo. o. brasileira.. subgrupos. Tb. Para. Anionic. ácrico. os. andossolos. Acrustox.Anionic Kandiudult,. que. cl assi 1~ i cação. a. existe. o. SUbgl'Upo. Acr. como. por exemplo. ACI' udoxi c FuI vudand. Na classificação da FAO usa-se a propriedade "geric" para. Ferralsols no segundo nivel. discl~iminal~. Geric Ferralsol.. A classificação brasileira não utiliza ainda o. caráter. discI~iminem. Roxos. ácrico. a. áCl~icos. embor a. Unidade. OLI VEI RA.. Capão. da. Cruz. e. PRADO. como. na região de Ribeirão Preto.. C 1 987). Latossolos. e contemplem. Latossolos variação Una ácricos nesta região e na região de Guaíra (OLIVEIRA e PRADO, 1992). Todas as informaçe5es mencionadas neste item foram obtidas em OLIVEIRA. 1. OLIVEIRA, J. B.. de.. 1. Apontamentos. "Classificação de Solos" ESALQ / USP.. da. disciplina. Curso de Pós-Graduação -. Piracicaba, 1991..

(40) UEI-lARA C:1.988) respei 'lo dos chamados. faz abordagem. qua'll~o. ex'll'emos 'laxoI"lÓmicos.. o ma'lerial ácrico ocupa uma das posiçe5es. posl çe5es. s~o. ocupadas paIos mat.er i ai s. e vér'licos. como ilust.ra a. il)tel~essante. f'igul~a. a. onde. As ou'lras t.rês. hi·st.i cos.. ândi cos. 4.. Vértieo. ~. Ândico. Acrico Hístico. FigUl~a. 4.. Ma'leriais áCl'ico. cOl!.sidel'ados. os. ândico. qua'lro. his'lico e. ex'lremos. Vél't.ico.. 'laxonómicos. C UEI-IARA. 1988) .. Os. mat.eriais. ácrico.. ândico.. histico. e. vér'lico corl'espondem. respec'livament.e. às ol'dens Oxisol. Andi sol.. CSOIL. Hi s'losol. SURVEY. e. STAFF.. Vel' 'li sol 1990).. da cl assi f' i cação amer i cana Destes. quatl'o. mat.er 1. ai s.. apenas o vért.ico não é considerado de carga variável..

(41) 22:. 2.7.3.. Formaç~o. o. do. pr ocesso. so~o. ácrico. i mpol-t.,ant.,e. mal s. de. for mação, do. solo ácrlco é a dessilicatização intensa. com result.,ante acúmulo. de. sesqui6xidos. insolúveis. acordo com JACKSON C1964).. CUEHARA.. 1988).. De. em cOl'ldições de boa drenagem. há perda de s11ica e enriquecimento de argilas em óxidos hidratados. de. alumlnio.. titânio.. Predominam. nos. solos. óxidos. os. ferro. e. manganês.. crist,alinos. de. ferro. Chematita ). junto com gibbsita. caulinita e vermiculit.,a cloritizada com mica. A f'ormação de argila. cujo. um solo ácrico resul ta numa. lndice. kr-. Cl'elação. solos. ácricos. silica. /. sesquióxidos) é bastant.,e baixo.. 2.7.4. Ocorrência. A ocorrência de regií:Ses condiçê)es. localizadas de. próximas. temperatura. mais. ao. é. Equador.. elevada. e. maior. em. onde. as. maior. indice. pluviométrico favorecem o processo de lnt.,emperismo. Mesmo raros. e. Ãsi a.. Austr ál i a. nos. encontrados e. trópicos. em. os. paisagens. Amér i ca. do. Sul.. solos. ácrJcos. antigas. da. El es. podem. são. Áf'rica. também. ocorrer em paisagens mais recent.,es. em solos oriundos de rochas básicas altamente int.,emperizadas CUEHARA. 1988)..

(42) 83. OLIVEIRA estabelecer. uma. PRADO. &. relação. (1987). não. consistente. conseguiram. el"1tre. de. ál~eas. ocorrência de solos ácricos e os elementos da paisagem. Contudo, estes solos foram observados apenas nos muito. pouco. express~es. registrando-se. ondulados.. territoriais. ultrapassando. nas. cotas. mais. decli ve.. de. maiores. as baixas.. mesmos. Os. l~elevos. nunca autores. contabilizaram 74264.5ha ou 26% do total. da quadrlcula. de. (sozinhos. Ribeirão. Preto. associados).. Esta Roxos. Latossolos. como. solos. região.. ácricos. Vermelhos. comporta uma extensa área agricultável. a cultura da. cana-de-açúcal~. CBARBIERI. pOl~. basi camente. composta. Latossolos. e. ou. Escuros.. onde se destaca et alii.. 1985a e. 1985b) . Na regi ão de l~eglstl-al-am. Gual1~ a. • OLI VEI RA s PRADO C1 992). 95200ha de solos ácricos.. latossolos !'OXOS e. latossolos. correspondendo a Una.. val~iação. Esta. área. representou a maior ocorrência de latossolos ácricos até então. mapeada. acredi t.am que áreas. no a. mesma. c Ol"1t i guas ~. superficie 1"10 nOl'te Mi nas Gel' ai s .. estado. de. São. tendêl"1cia. constit.uindo. Paulo.. deva. Os. aut.ores. cont.inual~. assim. grande. uma. do est.ado de São Paulo. pelas. e. sul. de.

(43) 84 2.7.5.. Atributos fisicos e químicos. .. Os solos ácr i cos são r as uI tado de intenso. processo de intemperismo. Devido a isso. são normalmente atingindo. prof'undos.. espessura. de. vários. variando de argilosos a muito argilosos. f'riáveis. e. metros.. sendo bastante. com f'raco desenvolviment.o de macroest.rut.ura. no hOl'izont.e 8. dif'el'enciação. A. n1tida.. sendo. dif'lcil. ent.re. separá-los. horizont.es sem. que. pou~o. é. haja. alguma. arbitrariedade na demarcação dos limites. OLIVEIRA e PRADO (1987) citam que quando se determina ácricos. ai' ei a. a. text.ul'a. dá-se a. gr assa.. de. campo. sensação de. sendo. de. lat.ossolos. porcentagem. elevada. mani pul al~. necessár i o. l'OXOS. de. bastante. amostra para que os microagl'egados sejam desf'ei tos.. a. Isto. acontece. segundo PARAMANANTHAN e ESWARAN (1980). devido à. presença de est.rutura micropédica no horizonte 82 de. oxissolos. autores. que. lhes. conf'ere. complement.am. consi stênci a aI tament.e. i. são. nt~emper i. que. mai s. microest.rut.ura. atribut.os. bem. zados.. de. expl i cados. como. os. .fol'te.. est.rut.ura em.. áCl' i cos •. Os. e. oxi ssol os j á. que. os. graus dest.as propriedades parecem est.ar relacionados com o. grau. de. int.emperização. e. o. teor. de. f'el'ro. que. a. livre. no. solo.. LIMA. (1988). af'irma. est.rutura.

(44) 2:5. micropédica. está. 1 atossol os. roxos.. sudeste. la"Lossolos região.. expressa. do. e. sendo. escuros. A microest.ru"Lul'a. vel'melhos. menos. "Lex"Lura. ~or"Le.. B. de. escul'OS.. variaç~o. latossolos. Bl'asil.. vel~melhos. hOl~izonte. no. latossolos. ~erri~eros. latossolos região. bem. Una. da. evidente. em. média. da. mas ext.remamen"Le. mesma ~ina. e. granular. pode ser obsel'vada apenas através de lentes ou microscópios ópticos (ESWARAN & TAVERNIER. 1980). Todos estes atributos fisicos caracterizam a mai Ol~ i a dos solos ácr i cos. mui to embor a se tenha noti ci a de. podz6licos. vermelhos-amal'elos. ácricos. e. latossolos. variação Una textura média (OLIVEIRA et alli.. 1991) que. constituem. entretanto. uma minoria. Quimicámente. a principal característica dos solos ácricos é a baixa retenção de cátion.s que possuem. UEHARA (1988). cita que existem muitos. solos. com carga. variável. mas apenas poucos deles são ác!'icos. Nos matel'iais ácricos. a diferença entre PCZ e pH é bastante pequena.. Deste modo.. usando as equaçeies. 1 e 2:. t:?bsel' va -se que a densi dade de cal' gas. t.ende a. CO'). ser também pequena.. A pl'oximidade dos valores de PCZ e. pH. os. acontece. il"'ltensa. porque. 6xido.. dessilicatização. que. se. apl'esentam. acumulam altos. ap6s. valores. a de. PCZ. entre 7.6 e 9.0 CBELL & GILLMAN. 1978).. Em valor. de. pH. mui tos do. casos.. solo.. o. valor. con~erindo. a. de. PCZ. ele. um. supel'a. o. balanço.

(45) posi~ivo. de. si~uaçBes. ~rocador. carga. o. ânions.. âr'lions. CCTA). C eTC) .. o. sempre. em. a. de. ~odos. de. maiores. que. a~ua. in~emperizados es~es. resul~ado.. por~an~o.. de. elet.r61i~0.. c apaci dade. eq.. à. é. de. acarretando. 1 i xi vi ação. longo do perf'il.. grande. a. eq.. com. ma~eriais. (6). que. de. reune. •• (6). é. 01")S·. e de S.E ... observa-se da. ~. cá t.i. O'. que. concent.ração. concent.ração. f'1 m de at.ender. ~roca. 100g de argila.. uma. ma~eriais. t.. oca. (1).. es~a. modo.. de capacidade ef'et.iva de. pr ocesso. de. f'unção. pequena nos solos ácr i cos.. 1.!3meq /. Além. dos baixos valores de. cal~gas. Desse. 1980).. x S. E . . . • . . • • • . • . • • • • • . • • •. Volt.ando densidade. nesta. CUEHARA. 1988):. = O'. bai xa. A. pois. baixo. dos. A. quase. bas~ante. CUEHARA.. 1978).. de. cá~ions. ocor r e. bem menor que aquela de CUEHARA.. a~ributos. de. SOcm.. cujo PCZ é. orgânica. não. car ga. como. ~roca. de. ~roca. de. a superf'icie especif'ica CS. E.). CTCe. a. capacidade. r ever sã:o. prof'undidades ma~éria. a. predominantemente. capacidade. propriedades ácricas é menos. seja.. pra~icamente. 2. O).. disso.. supera. f'el"lÔmenO. condição a C2:;. ou. Nes~as. 1972).. UEHARA.. a~uar. solo passa a. de. s. CMEKARU. deve. a. a do seI'. exi gênci a. de cát.ions menor ou igual. Ist.o é ocor r eu. lavagem. de. result.ado do ao. longo. cátions. do. in~enso. t.empo ~. básicos. ao. gerando uma mat.riz coloidal com pequena.

(46) 27. CUEHARA. 1988).. quantidade de 10ns retidos Outra dos. solos. trocável.. caracterlstica. ácricos o. são. que é. os. intEll~eSsante. bastal'"1te. teores. baixos. de. aluminio. resul t.ado da nat.ureza essencl aI mente. oxidica destes solos (OLIVEIRA s PRADO. 1987).. A virtual. ausência de aluminio em profundidade é um fator positivo áCl~icos. dos solos. em relação. aos. solos. álicos.. quan.do. eles são comparados em termos de fertilidade.. 2.7.6.. A~teraçê5es. Apesalsolos. ácricos. elevados maneira. do. devidas ao ma.n..ejo. bai xo. respondem. gal,hos. de. corret~.. potenci aI. bem. ao. produti vidade. s. OLI VEI RA. de. Ribeirão. Preto.. manejo, quando. PRADO. amost.ras sob veget.ação natUl-al concluindo. e. nutr i ci onal.. apresentando conduzidos. ( 1 987). que. compal' ar am. pl'incipalmente. ,. 2+. e. Mg. camada subsuperficial aumentaram em pl-ofundidade.. cl assi f i cados. de manei r a. mata. foi. como. foi. mapeado. enquant.o o. classificado. definido. como. classificação. nos 2+. na. Quando. algumas áreas bem próximas ti veram seus. solos. amel-i cana.. de. sob cultura na região. cul ti vos com cana-de-açucal- os valores de Ca. isto aconteceu.. os. Acror"lhox. outro.. como. na. aquele. Haplor"lhox.. (SOIL. é. SURVEY. sob. classificação. cul ti vê.do há vários. eutl' of i zaç ão.. americana. di fel- el,te. Este. anos.. fenÔmeno.. cont.emplado STAF"F",. 1990) •.

(47) 28 através do l'adical As propriedades. pesquisas. ácricas. reconheça que é de práticas,. o. em. são. do. Eutr i c. manejo. bastante. ~undamental. aumento. pro~undidade. (exemplo. EUt.l~ic. teor. Cvia calagem,. AC1~. de. udox) .. áreas. escassas,. com. embora., se. importância. entre outras de. cátions. trocáveis. em. ~ertilizaçeies).. gessagem ou. Além disso, é interessante a manutenção ou até o aumento do. de. teol~. ~ornecedora. matéria de. negativas.. nutrientes. Porém,. há. uma. pr i nci paI mente em ter mos teor. de. 1984) . PESN.. matéria. Se. isto. que. ol~gânica.. dificuldade. em. cargas. muito. grande.. de se aumentar. profundidade. possi vel.. como. de. geradora. económi cos •. orgânica. f'osse. e. funciona. ha ver- i a. o. CGILLMAN.. di mi nui ção. no. com consequente aumento na densi dade super ~ i ci al. de carga. agricolas. Out.l~as. Csilicato ferro.. WANN. incubação PESN. e. de. (1986),. em um. que. ânions. f'luoreto) e. adsorvidos. diminuiram. UEHARA. (1979),. laboratório, oxissolo. após. tl- abal hando. com. também. HINGSTON et alli (1967). provocar um decréscimo no PESN encontr aI' am. podem. o. PESN. num. obt.iveram adição um. especificamente. de. de. óxidos. experimento um. decréscimo. fosfat.o.. Tr opepti c. de de no. GILLMAN. Haplorthox.. quantificou a queda de uma urüdade no valor de PESN para cada. 100ppm. de. MORRI SON C1987) ,. P. di sponi vel .. estes. ânions. Segundo. tornam a. GANGAIYA. super~icie. &. dos.

(48) 29 co16ides que.. mais. l"legati va. quando. c,omo conseqüência disso.. ocorre. a. adsol~ção. +. mais ions H. sendo. são exigidos. pelo sistema. diminuindo assim o valor do PESN..

(49) :30. 3.. MATERIAL E MÉTODOS. 3.1. Escolha dos solos. Amos'lras. de. 'lerra. foram. es'ludadas. profundidades. sendo uma superficial. -. ZOcm). e. horizont.e. ou'lra. B.. mais. profunda.. escolha. A. 1 evan'lamen'los pedo16gi cos C 1 984)". CLI 'leI RA. ri",. 1~. na. duas. no horizon'le A CO maior. solos. dos. a. express~o. baseou-se. do em. eal i zados por OLI VEI RA e MENK. I"RADO C 1 987. e. 1 992) .. Os. solos. e. os. respec'livos municipios. :foram os seguin'les: Terra Roxa Es'lru'lurada CTE) Lat.ossolo Roxo. eutl~ó:fico. Ribeir~o. Pl~e'lo. CLRe) - Campinas. Lat.ossolo Roxo ácrico CLRác-Rib). Ribeir~o. Lat.ossolo Roxo ácrico CLRác-Gua). Guaira. Lat.ossolo. variaç~o. Una. ácrico. t.ex'l ur a. Pl~e'lo. mui 'lo. argilosa CLUác m'larg) - Miguelópolis La'lossolo argilo-al~enosa. variação. Una. CLUác argare) - Guaira. áCl~ico. t.ext.ura.

(50) 31 3. 2.. Aná~. ises. q1J.f..micas.. f!sicas. e. min$oral.6eicas. dos. so~os. "A melodologia tol Inslitulo. Agronómico. de. semelhanle à. Campinas. ulilizada no. (CAMARGO. et. alii.. 1986) .. 3.2.1.. Aná~is$os. tOl~am. Q'uím.icas:. delerminados. os. seguintes alribulos:. oxi daç~o. ma lél~ i a. da. orgãnico . (%C):. Carbono. a). or gâni ca. do. solo. oblido. pela. sol uç~o. com. de. dicromalo de polássio em presença de ácido sultúrico e li lul ação. do. excesso de di cl-omalo com sul falo. tel-roso. amoniacal. b). Cátions. trocáveis. exll' ação dos el emelit.os li' ocá vei s acela t.o de amólii o. pH 7. O e. (Ca,. K. Mg~. e. Na):. com sol ução nor mal. de. det.el' mi nação de seus leor es. no exlralo.. c) 1:2.6. e. variação. pH em H 2 0 e em KC1:. oblenção do. dos. polencial. valores em. um. relação lerl-a-solução. alravés. elelrodo. da de. medida. vidro. da. com. a. vaI' i ação da a t.i vi dade hi dr ogeni ôni ca da sol ução em que ele eslá mergulhado, usal)do um elelrodo de reterência . . d) Ferl'o e. alullúnio livres (Fe. DCB. e. Al. DCB. ):. em meio lamponado (bicarbonalo pH 7.3). terro e alumínio tor am r eduzi dos. pelo di li oni to. de s6di o. e. compl exadbs.

(51) ·.... 3 c.. pelo citrato de sódio. pel'manecendo em soluç:iío. e) obti dos. Ferro. e. Alumínio amorfos. sol uhi 1 i zação do fer r o/aI umi ni o. por. e. (Feox. Alox):. amor fos. em. ácido oxálico e seu sal de amÔnio. f) Alz03, TiOz):. Teores. totais. de. óxidos. (SiOz,.. FezOs,. obtidos após ataque com ácido sul:fúrico. Após as. determinaç~es. citadas.. obtiveram-se. os seguintes valores: Soma de bases (S8) ::: Ca + Mg + K +·Na Capacidade. =. (CTCe). de. troca. de. cátions. efetiva. SB + AI. Capacidade de troca de cátions total CCTCt). = CTCe. + H Cextl'aido com acetato de cálcio NOl'mal pH 7). =. SE. A12Q}/102 ). +. Porcentagem de saturação por bases (V%). x. 100/CTCt. .t..pH. =. pH KCl. - pH HzO. indice ki ::: ( S10z/60) /. = (. indice kr. S102/60 ). AlzOa/l02) /. [(. (FezOa/160 )]. Retenção. de. cátions. CRC). :::. CTCe. x. 100. /. porcentagem de argila. 3.2.2.. Aná~ises. a) pipet.a.. físicas. Análise. granulométrica:. pelo. método. da.

(52) 33 agitaç~o. b) AJ'gila dispel'sa em H 2 0 (ADA.): 10g. de. terra. fina. (seca. ao. ar). com. durante dezesseis horas em agi tador. água. ali quotas.. de manei r- a. destilada.. I'otati vo a. sernel hante àquel a. 30 rpm.. obtenç~o. com dete!' mi naçã:o do tempo de sedi rnentaçã:o e. de. de. uti 1 i zada par a. análise granulométrica.. ... c) Superficie especifica (SE). empregou-se. o método utilizado por CIHACEK s BREMNER (1979). baseado na. técnica. da. etilenoglicol Em. (1965),. CEMEG).. lugar. do. pent6xi do de f6sfor o f'ei ta secagem das confor me. di spostas CaClz .... e. em. amostl'as. por. HEILMAN das. et. do ali!. amostl'as. com. r et! l' ada de água.. foi. em est.ufa. por. 24h. â.. 110°C.. (1983).. do. de. EMEG.. 2:5cm. trinta. adicionado leI'ltamente 1ml el' a. pai' a. et aI i i. retençã:o. mor'loe'l11 i co. por. pI'é-tra'lament.o. di ssecador. mal"'ltidas. éte!'. proposto. (P205).. RATNER-ZO~1AR. Para. de·. I'etenção. de. amostras. di âmetr o. minut.os.. A. com. o. contendo. seguir. foi. de EMEG em cada amostl'a.. que. novamente colocada em di ssecado!' I i gado a. uma bomba. de vácuo. onde era aplicada pressão de 0.25mm Hg por 45 minutos.. Foram. intercaladas ficasse. pela. constante. pesagens. de. 4. de. até. que. efetuadas aplicaç~o. (diferença. determinaçe5es foram feitas. vácuo. inferia!'. a. em triplicata.. especifica da amostl'a de terra.. em. 4h.. o. peso. O. 002g).. As. A superfície. em metros quadrados por.

(53) 34 grama, foi calculada da seguint.e. =. SE. d). t.ensi:)es calculada. C g EMEG /. g t.erra ). Teores. água. no. 16. a t.m. 0.3. de a. Aná~i.se. de. amost.l~as. e. 0.000266. /. .-. solo CUi5). (AD). Disponi vaI. di fel~er'lça ent.re Uo,a e. em. de. C Uo,s). Água. 3.2.3.. maneil~a. definida. m.i.n.ero~6sica. argila. qua~itativa:. previament.e. ar' gâni ca. e. 6xi dos. e nas sat.uradas com K. , glicoladas t. como. a. +. realizada. t.rat.adas de. auxilio da difração de raio X nas amost.ras ~. t.ambém. Foi. •. a. Ui.!:>.. el i mi nação de ma t.ér i a. Mg. obt.idos. para. fel' r- o.. sat.ul~adas. com com. e submeU.das às. t.emperat.uras de 26. 350 e 650 Q C.. Aná~ise. 3.2.4.. caulir'lit.a Análise. e. gibbsit.a. deferrificada ( carbonato. com. Mg.. sódio) .. CATD). na. at.ravés. rl~ação. amostras. da. argila. proporção de 1: 3. mistul~adas. para TE e. com. AlzOs. LUác argare.. argila. de. isent.as de mat.éria orgânica e. foram. demais solos.. quant.ificadas. duas extrações com ditionito-citrato-bi-. de. defel~l~ificada.. fOl~am. Diferencial. Tél~mica. quant i tat ivct:. m.i nera ~ óSi ca. saturadas. calcil"lado e. 1: 7. na.. para os.

(54) 35 ,.. 3.3. Nu~o):. Determ.inaçf1o. foi. utilizado o. e. com. a. elet.r6li t.o. carga. do. PESN. CPonto. método. t.rês. da. de. titulação da. t.ornou-se. ino. amostra. concent.raçeses. diferent.es. Quando o pH se igualou ao PESN,. liquida. Sa~. Efei to. indepel"'l.dente. o. de. valor. da. concentl~ação. da. salina. e ai as curvas de titulação se int,ercept,aram. Ant,es. det,erminação. da. das. de. cUl~vas. t,i t,ulação pot,enciomét,rica. as amost,ras foram lavadas com HCl. 0.1 N • na. t,erra.. com a. pl~ opor ção. de 2:. 6ml. do· áci do por. finalidade de remover. gl~. ama de. as bases t,rocávei.s.. Após isso. as amostras fOI'am lavadas com água destilada at,é completa remoção do cloreto. sendo feit,os t,est,es com AgN03 0.1N.. at,é que não se formasse mais o. branco (AgCl).. As. amost.ras. foram. precipit.ado. então secas. ao. ar. e. guardadas para posterior utilização. Quatro. gramas. cada. de. f'oram. amostra. colocados em 24 recipientes cilil"'l.dl'icos de plástico. com capacidade. de. 30ml.. Foram. apropriadas de KCl iN.. HCl. O.iN.. se obter em as sol uçe5es de KCl uma. delas. com. variados. quanti dadl"::'s. utilizadas. O. 1. NaOH O.iN e ~. teores. 0.01 de. e. água pal'a. 0.001 N •. ácido. ou. cada base.. Adicionaram-se. então. 20ml de cada uma destas soluçe5es I)OS 4g de terra anteriol'mente pesados. manti das hor as trinta. de. t,ampadas. e. agi tadas. equi 1 i bl' i o.. mil)utos. depois.. foi o. ocasi onal mente.. fei t.a pH. As amostras foram. foi. a. úl t.i ma medido. Após. 24. agi t.ação. e.. em. peagâmetro.

(55) 36 digital.. det.el~minaçe5es. As. foram feit.as em t.riplicat.a.. + e. A quant.i dade de H t.el-l~a.. amost.l-a de i gual. ou. base. de. tl~d>S. paT a. o. menos. a. t.r azer ' o. de HCI.. pH.. int.ersecç~o. das. num dado vaI OI' de pH.. suspens~o. à. concent.raç~Çl. valor. -. quant.i dade de mi 1 i equi vaI ent.es. à. adi ci onada áci do. OH. sem a. PESN. das CUI'vas de. foi. mesmo. de. HCI. ou. NaOH. exi gi da. vaI ume. e. t.erl-a.. o. considerado. t.it.ulaç~o. vi da pel a. considerada. quant.i dade. amost.ra de. foi. adsol~. de. à. mesma. ao. mesmo. pont.o. de. obt.idas na pl'esença. concent.rações de KCI. AI gumas. consi dei' ações. mer ecem. ser. t.eci da.s. sobre alguns aspect.os da met.odologia est.udada: a). eletr6U. t.o. ( 1981 a).. e. int.eressant.e. na qual. um dos. modos. utilizar. 10ns t.enham raios hidrat.ados serem. adsol'vidos. de. uso. de se obt.er. KCI. I.ão. e. como. de SPOSITO o. valor. um eletrólito 1: 1. parecidos. fOI-ma. de. orient.aç~o. pois assim segue-se a. PESN pI'óximo ao PCZ é. de. o. de. cujos. sejam capazes. especifica.. ou. seja. const.it.uam um elet.r61it.o do t.ipo indiferente. b) As leit.uras de pH foram feit.as após 24h de equilibrio entl'e as soluções ut.ilizadas e as amost.ras de terra. baixo. pois neste intervalo de t.empo as amostras com. teol'. equilíbrio.. de. orgâ.nica. já. teriam. ati ngido. o. enquar'lto aquelas com aI tos teores ainda não. teriam SOfl'ido suficiente. matéria. pal~a. processo. de. oxirreduç~o. em. afetar. os. valores. pH.. de. intensidade que. podem.

(56) 37 aumentar.. no per i odo. até. unidade. 0.6. e'n"t,I~e. 24h e. 72h de equi 1 i br i o.. concantraç~es. nas. bem. diluídas. em do. al atl' 61 i t.o uti 1 i zado (SI QUEI RA et. al i i. 1990b). c). Neste. t.rabalho. terra: solução de 1:6. (1:1.. 1:2.. 1:6. 1: 5. tl~abalhos. médi a.. tal. ut.ilizada. relação. RAIJ (1971) test.ou várias. relaç~es. 1:10).. al~am. entre leitul"'as relação. e. concluindo. pequenas,. apresentam algumas. 20ml de NaCl por. o. de. gl~ama. de. relaç~es. HENDERSHOT de. que. as. t.endo então. conveni ênci a. por. como. foi. t.erl~a.. diferenças utilizado. cál cul os.. Out.ros. bem dist.ant.es da. ( 1 978). que. ut.i 1 i zou. mas const.i t.uem mi 1"'101' i a,. dai o valor que se escolheu represent.al' um valol' médio.. ". '. a.

(57) 38. 4. RESULTADOS. Como com. pouca. químicas,. os. solos. f'reqUência, l~isicas. caract.erizá-Ios compal'ação. e. ainda. apresel"'!t.am-se. mineralógicas,. com. mais. ácl.... icos. cel"t.o. clara. a. com. são seguil..... a. eles. e. análises. finalidade par-a. det.alhe>. ent.r'e. est.udados. de. per-mi t.il'. out.ros. solos. não. química. são. áCl.'icos est.udados nest.e t.l'abalho.. 4.1.. An.á~. ises qv.im.icas. Alguns. l.. . esult.ados. da. análise. apresent.ados nas t.abelas 1 e 2. Observa-se nat.ural dos solos é. na. t.abela. 1. que. í~e1... t.i1idade. a. bast.ant.e baixa, com exceção da Tel'l"'a. Roxa Est.rut.urada e do Lat.ossolo Roxo eut.rófico na camada supel.'ficial. A porcent.agem de sat.uI'aç:ão pOI' hOl'izont.es subsupel'ficiais é. nula. em t.odas· as. com exceção' do LUác mt.arg, onde at.inge 67%. difel.'ent.ement.e dos out.ros, a profundidade. seria. prática. alumínio. amost.ras,. Nest.e solo,. correção do t.eor de obrigat.óI'ia,. nos. devido. AI em aos.

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