DEPARTAMENTO DE PEDAGOGIA
E
EDUCAÇÃO
MESTRADO EM EDUCAÇÃO:
VARIANTE
SUPERVTSÃOPEDAGOGICA
ANEXOS
Maria
Manuela
de
JesusOrientadora:
Professora
Doutora
Maria
Isabel
Santana
Cruz
A
STIPERVISÃO NOSCONTEXTOS
DA
EDUCAÇÃO Df, INT'ÂNCIA ITII\IERAI\TE,
NA REGIÃO
DO
ALGARVE
N-DÍCE
DE ANEXOS
Anexo
I
- Guião das entrevistasAnexo
II
-
Protocolo e tratamento dos dados da entrevistaEl
Anexo
III
-
Protocolo e tratamento dos dados da entrevista E5Anexo
IV
-
Análise de conteúdo-
quadro geral de comparação de dadosR§
)b
2 7 80 151v
t?116
ANEXO
I
uNwERslrDADE
DE
Évona.
DEnARTAT\IENTo
DEpEDAcocrA
r
n»ucaçÃo
MESTRADo EM
uouceçÃo-
vARTANTE
supERvrsÃo
proacóGrcA
curÃo
DE
ENTREvrsras
O presente
guião
tem como objecttvo a recolhq de dadospwa
a realização de um estudoempirico sobre
o
tema
"A
suporrisdo
nos
cont&os
da eútcaçdo
deinfância
iünerantq
na região do Algarveu.A
mtáltse,discusúo
e qresentaçêio dosrewltadas
serão realizados no âmbito da dissertaçêioda Mestrado
em Educação- Vmiante
Supemiúo
Pedagógica,na
Universidade de Evora.
OBJECTIVOS
GERAIS
OBJECTIVOS ESPECÍrICOS
TOPICOS
ORIENTADORES
BLOCO
I
_
Legitimação
daentrevista
.
Legitimar
a entrevistaSensibilizar
ogrupo
de entrevistadaspaÍa
aimportância
do seu contributo aInformar
o
grupo
deentreüstadas
sobre
osobjectivos
do
estudo
e
da entreüsta;Incentivar
a
colaboração dogrupo
de
entreüstadas,realçando
a
importância
da suacolúoração;
Assegurara
confidencialidade dos dados;Solicitar
alutonzago
paÍa gravar a entreüsta;Colocar à disposição do grupo os rezultados da investigação;
Agradecer
a
ajuda
e colaboração. a a a a aBLOCO
tr
Formação
eexperiência
profssional
.
Cuaúedzar
ogrupo
de entrevistadas, no que se refereà
formação
e experiência profissionalCaracterizar
o
grupo
deducadoras
relativamente
àsua
formação
e
percurso profissionala
.
Idade.
Tempo totat de serviço;. Tempo de
senriçoefectuado
na
modalidadede
educação
de
infiincia itinerante;. Outras
experiências profissionais;.
Formação inicial;.
Formação
complementar, nomeadarnentena
área daeducação
de
inÍiincia itinerante e da supervisão; Razões porque exerce a suaactividade
profissionalnesta
modalidade
deeducação pré-escolar; Funções/ caÍgos que exerce no presente ano lectivo.
a a
BLOCO
Iu-Contextos
da
educaçâo
deinfância itinerante
.
Caracteizw
oscontextos
daeducação
de infiincia itineranteCat*tenzar os
contextos daeducação
de
infiinciaitinerantg
nomeadamente no que se refere:-
Ao
enquadramentopedesógico,
logísüco, administrativo e financeiro;-
As
estratégias
de
apoio desenvolüdas;-
As
dinâmicasfamiliares
e comunitárias;Percepcionar
a
importânciaatribúda
pelas educadoras aoa a a a a a a
Breve historial:
inicio
damodalidade
e
transição para a situação actual;Entidades
dou
estruturasque
suportam
financeira-mente a modalidade;Elementos
facilitadores
edifi crrldades encontradas; Satisfa@o/insatisfação face
à situação actual;
N.o total
de
crianças apoiadas;Características dominantes
actual enquadrametrto;
Percepcionar
a
satisfação dogrupo de
educadorasrelativamente
aos
contextos educativos onde desenvolvema zua acção.
Identificar
as
especificidadesda
educação
de
infiinciaitinerantg
em cada contexto.a
a
contCIúos
económicos,educativos e culturais, onde
estilo
inseridasas
criançasúrangidas
pela
educaçãode infiincia itinerante;
.
Estratégiasimplementadas;.
Critfios
definidos
para
aimplementação
dasestratégias
e
tempos
de apoio;.
Acções que
promovam
acolúoração
e a
partilhacom
famflias
e comunidades.
Características
específicas damodúdade
BLOCO
ry.
Contextos
da supervisão.
Cuacteizar
oscontextos
onde se desenvolve a actividade zupervisivaCaraúeruar
os
níveis,estruturas
e/ou
práticas organizacionalmenteactualizadas
que
suportam a actiüdade zupervisivaa
Estruturas
externas
ouinternas
que
desempeúam funções de zupervisão;Funções
que
desempeúacada estrutur4
nível
ou cargo atribuído;Participantes nas estruturas
intermédias
de
gestão pedagógca;Desenvolvimento
do(s) processo(s) de supervisão. a a a aBLOCO
V
Contribuição
da
supenisão
para
o desenvolvimentoda modalidade
Compreender
a
importânciada
zupervisiio
paÍa
aintegração
da
educação
deinfiincia
itinerante,
nasinstituições
de
ensinoverticais;
a
a
Na
articulaçãocom
outras modalidadesde
educação pré-escolar;Na
integração
daseducadoras
de
infiinciq
na instituiçãoe
nos
contextosI a L I a Compreender a importância
e
ocontributo
da zupervisão, noscontextos
daeducação
de infiincia itinerante Compreendero
contributo
dazupervisão
para
o desernvolvimerúoda
acção daeducação
de
infiincia itinerante;Compreender
a
importânciada
supervisãona
garantia da especificidade da modalidade;Compreender
a
importância da supervisão para a formação dos profi ssionais envolüdos.a
a
onde decorre a acção;
No
planeamento, exectrçilo e avaliação da acção;Na
forrração
dos profi ssionais envolvidos;Na
adequação/
evoluçãodas estratégias de acção;
Na
passagem
detestemuúo
e
nacontinúdade
daespecificidade,
desta modalidade de apoio. a a a aBLOCO
VI
Perspectivas
para
o
futuro
o
Expectativas
esugestões
paÍamelhorar
opapel
da supenrisãoPercepcionar
quais
asexpectativas
e
zugestõesrelativamente
à
zupervisão, tendo emüsta
a melhoria daeficácia
educativa
da modalidade.a
Ao
nível normativo dou
das
práücas
organnu
cionalmente actualizadas;Ao
nível
da
formaçãoinicial
e
contínua
dos profissionais;Ao
nível do(s)
processo(s) de zupervisãoa
a
ANEXO
II
PROTOCOLO
E
TRATAMENTO
DOS
DADOS
DA
ENTREYISTA
I
PROTOCOLO DA ENTREVI§ITA
1Data: 9 de Jtrnlro de 04, pelas lShoras
Locat
sede da equiPadaEPEI
Dtração: th
45 minutosA
gravaçãoda
entreivista iniciou-se apósa
entreüstadorater feito a
legitimação da entrevista,inforrrado
dos
procedimentos posteriores, asseguradoa
confidencialidadedas
informaçõese
agradecidoàs
duas
educadorasde
inf;incia
a
entreüstar
a
sua disponibfidadee colúoração.
Nestes momentos iniciais a entrevistadora colocou aindaà
disposiçãoda
equipaos
restrltadosda
investigaçãoe
obteve autorizaçãopaÍa
a gravação magnética da conversa que a seguir se transcreve:Entrevistadora
-
Podemos então começaÍ pela experiência e pela formaçiio que vocêstêm...
paratermos ideia
do
vosso percursoprofissional"' porque
vocêsjá
têm alguns anos de experiêncianisto"'
SujeitoA.Nósestamosasduashâseisanos,naitinerârrcia.
Entrev.-
começaram
a vo§sa experiência de itinerância' aqui?suieito
B
-
Começamosno
concelhoe
sempre temos ficado, sempre'Já
fomos uma equipa de cinco... e agoÍa somos duas'Entrev.-
Têm-se reduzido a equipa, bastante... o número de miúdos também se reduziu?suj.
a
-
sim.
Mas
também porque não temos tantos domicílioscomo
inicialmente"'embora
se
preveja
que
veúa a
aumentarnovaÍrerte" o§
levantamento§ que fizemos temos uma data de miúdos,outa
vez dispersos'Suj. B
- Temos maisAI{H(O
tr
PROTOCOLO E TRATAN{ENTO DOS DADOS DAENTREVISTAI
Suj. B
-
... e três domicílios..Entrev.-
Três pólos e três domicílios?Suj.
A -
... e a animação das escolas do 1o ciclo.Entrev.-
Estiioúertas,
todas?§uj.
B
- Por enquanto... estilo abertas.Suj.
A
-
Já fecharam duas. Trabalhamog fundamentalmente, com as isoladas, ulna vez por semana...Entrev.-
É semanal?Suj.
A
- É semanal. As colegassão
extremanrente interessados por causa dos miúdos...§uj. B
- Não sentem muito á- vontade na área das expressões... acham que... que indo láse sentem mais á-vontade... que se faz muito mais coisas...
Entrev.
-
E
é
sempreum motivo pua
fazeroutro tipo
de
dinâmicas....e
levam os miúdos da itinerância à escola?Suj.
A
-
Muitas vezes, estás quase no mesmo sítio.Por
exemplo, a educadora trabalhanuna
das salas... na outratrúalha
a colegado
lo ciclo.Suj.
B
- Noutros síüos tanrbéur acontece. Trabalho no Centro de Dia... noLar
de Idosose
a
escolafica
perto.
Mútas
vezesa
gente movimenta-sepaÍa
a
escolado
1ociclo... mútas
vezes, eles depoig vão-noslá
visitar...
hámuito
intercâmbio entre os dois ciclos...ANIEXO
tr
PROTOCOLO E TRATAIIIEI§TO DOS DADOS DAENTREVISTA 1Suj. B -
E...já
coúecem
a professora,o
espaço... há uma relagão... entre os grupo§... isso é importante emtermos de transição dos miúdos.Suj.
A
-
E
para as professoras também quebra um bocadoo
isolamento... quem"cai"
aqui e é de fora-.. também ajuda muito...Entrev.-
Em termos decoúecimento
dos contextos, das famflias...Suj.
A
-
Dos
miúdos... aí ajuda muito.Nós
andamosaqü...
elesjá
noscoúecem
há anos...teúo
miúdos quejá
ostive
nojardim
de infiincia... isso facilita em termos de continuidade... súe-seo
que é que se fez...Entrev.-
Essecoúecimento
das crianças e dos contextos facilitam a transição. Têm apercepção se os professores tentarn situar as crianças em tennos pedagógicos ou
começaÍn
por
fazer as
húituais
actividades
iniciais,
independentemente dopeÍcurso
já feito
anteriormente pela criança?Suj.
A
-
Depende das pessoas... depende mesmomuito
das pessoas... émúto
variado.Eu
trúalho
com três
escolasdo
1ociclo
e
são
completamente diferentes oscontextos
e
as pessoas.Teúo
quem planifique,teúo
quem queira planificar eteúo
queÍn, simplesmente, espere que eudigq
o que vaÍnos fazer hoje.Entrev.-
Planificar, asstÍn, é mais dificil.Suj.
A
- E. Depende da disponibilidade que as pessoas têm...Suj. B
- Elas têm disponibilidade mas, depois,háum
certoreceio.'-Suj.
A
-
Depende tarrbém dotipo
detrúalho
que as pessoa§ têm.Por
exernplo, uma colegaque
é toda
escola moderna... obviamenteque é
tudo
muito...
o
que
osmiúdos quereÍn,
o
que
eu
quero,o
que ela
quer...aquilo é tudo
negociado'E
giríssimo!Por outro
lado, noutros contextos... a questão é ser a"loja
de prendas" (como a gente diz)... tanrbém nos acontece!É
as prendiúas... temosjeito...
!@isos)
Suj.
B - É as prendiúas... é o que está no programa'Suj. A
-
É a segurançarodoviária..
e pronto! Nós, educadoras... há uma certa loucuÍa.. no bom sentido da Erestão..Entrev.-
Talvez pela formação...ou
porque têm outrotipo
de recursos queno lo
ciclo' não têm...Suj. A
- Tarrbém... também.Suj.
B
-
Uma
coisa que as professoras dizem(na
escola onde euvou
e
tanrbém nasoutÍas, onde
vai
a miúa
colega)
é
que como nós
levamos
diversidade demateriais, muitas vezes,
jogos
que eles não tênr,então"'
quando nós lá valno§"' são coisas que o§ motivam...Entrev.- Na
eqüpa
ondeeu
estava quando fecharam as escolas tivemos que arranjaroutra
dinâmica para integrar os miúdos.Aqui,
as estratégias utilizadas são apoios domiciliários, pólos e as dinâmicascom
o
lo
ciclo... é
ludoteca?Ou
chamam-lhe outro nome?Suj.
A
- Não, não é ludoteca... é isso que nós tentamos"suj. B
-
Este ano não ha.Não
há porque...o
númerode
crianças que existiam eram praticalnente as das escolas.Entrev.-
Quando
fazemos horários para irem às escolagpoÍ
exemplo, uma manhã ouuma tarde, semanalmentg como põem no horario?
suj.
B
-
enimaçao
na
escolado lo
ciclo.
E
animaçãocom
o
primeiro ciclo--.
são actividade§, basicamente,na
área das expressões.Por
outro lado, tentámos"'
ao nível das escolas da vila, a propostafoi
no sentido de as colegasdo
1o ciclo da vilase deslocarem à nossa sede (a escola fica aqui ao lado) e transforrrar esta sede, em
AI{H(O
tr
PROTOCOLO E TRATAI\'ÍENTO DOS DADOS DAENTREVISTAI
ateliê... ao
nível
das áreas de expressão.As
pessoas são mais fechadas...g nestaaltgrq
estamos a pensarem
transforÍnar o ateliê em maleta pedagógica.Entrev.-
IVIas as pessoas estão na sede do agnrpaÍnento...tfui
acesso a material... não éuma questão de recursos materiais..
Suj.
A
- É uma questÍio de dinâmicas. As colegas, mais novas, que chegam questionam-se: "porqueé
que as outras escolastêm
e nós também temos? Porqueé
que nãonos
apoiam tanrbéma
nós?Nós
entregámoso
material
-
ficha de
insoição, informações dos horários-
às escolas e estamos dispostas, obviamente, a apoiar asescolas da vila...
Suj.
B
-
Mas
as pessoas também nãonos
entregaram as coisas, as pessoas não nos contactAm,a
dizer
"olhq
nós
queremos nestedia...".
Nós
pusemosno
nosso horário "quartas-feiras"e... no
Conselho de Docentes frisamose
as pe§soas não aproveitam este recurso.Entrev.-
Querem apoio na sala?Suj.
A
- Pois.Não
é apenas quererem na sala... outra questão é o ternpo... acham que ascolegas que têm
o
apoio da itinerânciq têm tempo para fazer muita coisa... aqui sótêm tempo parafazer uma cartolina. Não nos solicitam!
Suj.
B
-
A
deslocação dos meninos...é muito
dificil...
dá muito
trúalho...
Portanto preferern estar nas suas salas...Suj.
A
- Não está a funcionar... tem que se encontraf, uma alternativa...Entrev.-
Têm conselho de docentes como
1o ciclo? Como
1ociclo
são as reuniões de articulação?Suj.
A
-
Aqú
diz-se ao contrário...foi
um lapso da Direcção Regional. As reuniões de articulação é toda a gente do pré-escolar e o Conselho de Docentes é pré-escolar e10
ciclo.
o
conselho de coordenação deciclo
é pré-escolare
lo
ciclo-o
conselhode
articglaçãode
docentesé
só
pré-escolarou
só
lo
ciclo'
Neste caso'
nós mensalmente reunimos na sede(o
pré-escolar)o
outro tem umaperiodicidade
delou
2 vezes Por trimestre.Entrev.-
Este conselhode
artiorlaçãode
docente§,é o
que se costuma designarpor
conselho de docentes, junta.Suj.
A
-
O
pessoal da itinerância" dojardim
de infiincia e dosapoios"'
e a educadora que está no Conselho Executivo, tarnbém'Entrev.-
E vai ao pedagógico, uma pessoa eleita entre vocês?Suj.
A
- E.Entrev.-
E ao conselho de coordenação de ciclo, vai es§a pessoa ou outra'Suj.
A
-
Vai
outra.
Daqui,
saiuma pessoq
no
caso,uma
colegado lo
ciclo
que representao
pré-escolar eo
lo
ciclo.Do
conselho de articulaçãovai
outra pessoaao
pedagóSco.O
lo
ciclo tarrbém
é
representadopor
outra
pessoa' Para alémdisso,
há
uma
pessoano
ConselhoExecutivo,
do
pré-escolar quejá
teve
naitinerânciq estou
eu
na
Assembleiade
Escola.Isto
começahá uns
anos atrás'ainda
como
um
projecto
do
DEB...
um
ano
e
depois,motre,
nessa altura' Recomeça háoito
anos atrás depois de várias negociações, etc' Não haüa grande vontade da autarquia, mas essa questãofoi
ultrapassada-..Entrev..NessaalttrrqjásobaorientaçãodaDirecçãoRegional?
Suj.
A
-
Já. Nessa alttga... eu estou numjardim
de infilncia do concelho e a seguir vou para odeceixe... entretanto eu e a Alice viemos para a itinerfurcia...Entrev.-
funbas estãohá
seis anosna
itinerância... começaÍamna
itinerânciajá
com uma larga experiência de jardim deinfiincia"'
suj.
a
-
Teúo
experiências várias...teúo
que contar...teúo
que somaÍ aos §e§ anosde
itinerância,dois em
Odeceixe,gm
em
túarmeletg
tive
em três
jaÍdins
deinfiincia,
no
Algare
por
gfalha
de concurso, fazquatro"'
e6
Odemir4
cinco edepois em EsPosende, sete"'
Entrev.-
Tens sete anos dejardim
de infiincia?Suj.A-Seteeseis,treze...orestoéde3ociclo.No3ociclodavaMatemática.
Entrev.-
Já tens para aí dezasseis anos de serviço... estou a tentar perceber"'já
estivesteemtodososciclos...sónãoestivestenoprimeirociclo...
Suj.
A
- Tarrbémjá
esüveno
1ociclo"
Entrev.-
Afinaljá
estiveste nos ciclostodos"'
isso éum
currículocompleto"'
e muito facilitador para a articulação entreciclos"'
suj.
A
-
Estive uma data de anos emvieira
do
Múo,
Baião, Marco
de canaveses' valdevez e Barrancos... depoisvim
para baixo... de Barrancosvim
para odemira e de Odemiravim Para oAlgarve"'
Entrev.- Játiúas
o bichinho da itinerância"'Suj.
A
-
Era para ter ido de Odemira para Aljezur, substituir a Ludovinarus'
como era contratada ejá
estava colocada' não pudeir
paraa
itinerância' Depoisvim
para
aqui.
Entrev.-
Ejá
não quere§ outracoisa"'!
Suj.
A
- Não quero outra coisa! (Risos)suj. B
-
Játenho
seisde
itinerânciae
tiúa
dez numaIPSS"'
e
vim
directa para a itinerância.Entrev.
- Vinctrlaste-te evieste"'
Suj.B-sm,vinculei.meevim..diÍeitiúa,,paraaitinerância..
Entrev.-
A tua experiência foi toda no partic'ulaÍ, não passaste pela Rede Púbüca"'Suj. B -
Todano
particulaÍ, mas de certaforrra
ajuda um bocado' porque é assim: nas IPSS, defacto,
a vertente de apoio aos pais é bastante e eu é uma das coisas que gostomuito
é trabalhar com afarnflia."
é extraordinário' Muitas vezes é a melhor forma para chegar aos miúdos. Paramim"'
a itine'rânciafoi
uma experiência muito boa.Entrev.-
Que vais continuar, por muitos anos"'(Risos)
Suj.
A
- É
assim: em seis anos, passou-se por fasesmúto
diferentes"' desdeo
período de adaptação... de como é que era... montes de tentativas' Eu estranhava"'!Passar
do
jardim
de infiincia paÍaa
sala serno
caÍro"'
os materiais"'o trúalho
com afamíliaquefaziasnojardimdeinfrncia,écompletamentediferente!Essetrabalho
é ao
contrário,
felizmente.Nunca
mais encararáso
trúalho
com
as famflias da mesma maneira... é daquelas coisas que eu sinto... por mais que a gentechamasse
ospaisàescola...emudassedeestratégia...aquiédiferente!Nojardimdeinfiirrcia
convidavas os pais para
ir
à escola por isto ou poraquilo"'
aqui nós é que vamos"'Suj.
B
- E verdade!Aqui
édirecto"'
é diferente'Suj.
A
- E,
é extremamente gfatificante uma pessoa sentir, como é que se posiciona nos diferentes sítios onde estamos... como é assumida a itinerância por parte dospais"'
os pais vão mudando, ma§ há um trabalho... um terreno que se vai marcando'
Entrev.-
Há um trabalho, um percuÍso que dâ paraver"'
Sui. B -
Os miúdosjá
estão crescidos, tnas as pe§soas sempre têm aquela coisa que fica'E
uma relaçãomúto forte
quefica.
Eu
acho que eles se sentiram bem, fizeram sentir-nosbem... olaro
que também te'mque
haverum fiabalho
de
conquista'" mútua.. mas que é fantástico'suj.
A
-
Nós
para
o
ano... andamosa
magicar,não
sojuntar
meninose
pais
mas tarrbém a comunidade..suj.
B
- É bom vêJos crescer...o
trabalho é espectactrlarSuj.
A
- Temumas características completamente diferentes"' somo§múto
diferentes'Entrev.-
Como sentem a formação paÍa e§ta modalidade"'suj.
B -
As pessoas adaptam-se e, no fundo,vão
aprendendo a üdar com as situações' porque em teÍmos de formação, não está muitofacil"'
suj. A
- Não sei... eu continuo a achar que há um perfil, ou deveria haver um perfil paraa
itinerância.Em
muitas situaçõesa
itinerância não éÍácil"'
a forma de
estar' a posturaque nós
temos queter.
Há
situaçõestão
díspares éstão
apanhada de surpresa e a volta que tem que dar na altura... e a capacidade de adaptação"'Suj. B
-
...E de imProüso...Entrev.-
Esse improüso requer muita confiança"suj. A
- Precisamente. Por isso é que eu digo que é preciso um certo perfil para que issoseja possível. Porque (a gente
já
sentiu issQ ha pessoas incapazes de se adaptar àscondições das casas dos outros... e toda a questão da intenrenção comunitária" toda
a
questãode
assumiruma
c.ulttrrada
comunidade,fica
logo,
completarnente de lado. Alias, Püà aprender leva o seutempo"'
Entrev.-
Pensarn que era importante em termo§ da formaçãoinicial
existir uma maior irúeracçãoentre
a
ESE,
responsávelpela
formação
inioial
e
os
núcleos
deitinerância
..
púaque
a§ pe§soa§ pudessemcoúecer,
faze'r estágio§, paÍa além doorrrículo
poder
incluir
a
verteffe
da
animação comunitária,
envolvimentofamiliar
§uj.
a -
Acho
que isso devia fazer parte
do
ctrrríctrlo,
de
qualquo
educador' inde,pendentementede
vir
trúalhaÍ
paÍa
a
itinerância,ou
não' Toda
a
parte
daaoimaç,ão comt[ritária e da farnília não
dwia
ser qrclusiva para quem viessepaÍa a
itinerância
Suj.
B -Deúa
ser geral.suj.
A
-
Mesmo
quando começamosa
fiabalhaÍ
emjardim
de
infiincia"'
todos
nós sentimos um monte de lacunas no contacto com as cornunidades"'Entrev.- A
itinerância formalizou-§e como modalidade em97"'
e os estágios continuama
serfeitos
emjardim
de infiincia e pouco mais queisso"'
ficandoum
pouco há sensibiüdade dos supenrisores da prática pedagógicq incluíremou
não as alunas em estágios na itinerância"'Suj. B -
Encontrei este ano uma aluna do curso de educadores que está atirar
o
curso emÉvora
e
através de uma conversainformal
sobreo
queeu
estavaa
fazer"'
sobre estetrabalho... levei-lhe
os
nossosrelatórios
e
ela
estáfascinada"'
tem imensa pena-
já
falou
com
o§ professores acerca disso, Ínasno fundo
ela diz: "mas como é que se podevir
estagiar para aqui?"' As perspectivas que as pes§oastêm (à
partidaficou
fascinada)....por
exemplo, as pessoa§ falam imenso daquelareportageÍn, que a
gente
atéactnque
não está bonita, ma§ que deu uma imagem satrdável às pessoase
que as pes§oas, aSora até falam:'alL
é
da educaçãopré.
escolaritinerante?Euviaqueleprograrnau'Oenvolvime'lrtodaspes§oastambém
depende da irformação... dar üsibilidade ajuda e é uma forma de informar'
Suj.
A -
Tambémas
algnasnão
têm
essa informação'A Lei
Quadrodiz
que
estápreüsto
realmente... masuma
coisaé
dizerque
estrâpreüsta
e
outra coisa
écoúecer...
súer
que realmente existee,
nomeadamente,no
Algan'e'
E
depois'AI{D(O
tr
PROTOCOLO E TRATAI\,IENTO DOS DADOS DAENTREI/ISTAI
acho que
não há
,
por parte
da
ESB
ne,nhumatentativa
de
contacto
com
a comunidade...Entrev.-
Mas é
isso... talvez a ESE pudesse fazer protocolos decolúoração... ou
de uma forma informal, ou...Suj.
B - Mas é preciso contactos..Sui.
A
-
Naqueles estágiosiniciais, que nós tamMm
tivemos, aquelas'seÍnaniúas'
seriam bons momentos, mas também os estagios são uma coisa... pouca!Entrev.- Silo
espaçosde
observação importantes... seforem
bern organizados. Isso implica conhecera
modalidade... contactos dos zupervisores da ESE, informaçãoàs equipas, planificaçiio...
Suj.
A -
Exaotamente... que façarna
planificação conjuntacom os
alunose
também conno§co.Entrev.-
Sim. Porque seüt
supervisoras não se podem deslocar para observar as alunas,podiam
contaÍ com
as pessoasque
estãono
terreno... mastêm
que antes, dar algumas orienta@es sobre o que se pretende que as alwras alcancem nessa etapa...se calhaÍ, contar mais com as pessoas que estão
ro
terreno, se há dificuldade com as deslocações paraa
observação de estagios, porque nãovir
umaou
duas vezes fazer contactos e... isso tanrbém beneficiava a formação das pessoas que estilo no terreno...Suj.
A
-
Também.A
quanüdade dejardins
de infância existentes émúto
superioÍ... éuma
realidade!... mas podiam tanrbém mandar as pessoas para uma modalidadealternativa...
itinerância,apoios
educativos...que
também erdsteme
são
uma realidade posta de lado. Se calhar, deveriamter outro tipo
de formação para estasvertentes.
Entrev.-
Se
a
formação
inicial
não
é
a
melhor
estratégia,porque deve ser
umaformação generalista...
talvez
equacionar
a
formação
especifica...
cursosAI§E)(O
tr
PROTOCOLO E TRATA]VIENTO DOS DADOS DA ENTREYISTAI
especializados, mestrado... ou através de acções de formação contínua... porque hápes$as que
estão na educação deinfiincia
itinerante hámuito tempo
e têm umsúer
desta modalidadg constnrído na experiência"..Suj.
B -
Eu
acho quequalçer
pessoa que passa pela itinerância tem essa construção... pelas experiências-
que deveriam ser partilhadas.Eu
cresci muito.-.Suj.
A
-
...De
à seis anos a esta parte. Este ano fizemos uma retrnião deinicio
do ano,com excelentes
ideias...
troca de e-mails, etc.... mas, depois cada uma fica no seusitio... eu não
teúo
a noção do que se passa(teúo
a noção, relativamente, apenas a outra equipa" porque falo com elas) e pouco mais.Suj.B-Éumapena!
Entrev.-
Estamos
a
falar da
componentede
supervisãoda
Direcção
Regional... aentidade
que coúece
a
globalidadedo
que
é
a
itinerânciano
Algarve e
que promoveu bastantea
formação das pessoas através dapartilha de
experiências.Esse
coúecimento
e preocupação continuam.... essa percepção de nível regional...Suj.
A -
Eu
pessoalmente não acho, pessoalmente, não sinto.Como
estoua
fazer oMestrado,
montesde
vezes,vou
a
Faro com a
Lúcia, porque
teúo
que
ir
àDirecção Regional, aproveito e vou falando com a
Fláüa...
quando precisamos de atguma coisa, telefonamos.Por outro lado
acho quefalta
o
contacto
entre asequipas.
Aí,
acho que falta!Suj.
B -
lvIas eu também acho que as equipas não fazem essetrúalho,
que também deveria ser nosso: por exerrplo, nós temos uma coisa giríssima... pela Páscoa, peloNatal... nós
vamoslá
e
fazemosurna
surpresaà
Direcção Regional...(é
giro, mesmopara
elas que estãolá e
que
no
fundo
nos podem ajudar)e isto
é umaforma
de
a
gentelevar
o
nossotrúalho
e,
também,de termos
um
M-back
delas...
por
isso, toda a gentelá
conhece a equipa de pré-escolar itinerante deste concelho.Ou
vamosde
Rei ou
de
Coelho... mas isso,é
carolice
nossa!É
um envolvimento quea
gente tem...e
asduaq
temos um grande envolvimento quer com a Tina quer agora com a Fláüa... eu acho que istotarrbérq
parte da iniciativaA}'[H(O
tr
PROTOCOLO E TRATAI\{ENTO DOS DADOS DAENTREVISTAI
das pessoas. Por isso sentimo-nos bem, porque fomentamos também essa parte da relação, poÍque se não houver essa
tertativa...
então, não existe nada. Mas o que é umfacto
é que essa tentativa entre equipas édificil...
porque aquela ideia de criar um e-mail e mandar umas paÍa as outras ac,abapor ser pouco...Suj.
A
-A
ideia do e-mail era um bocado...era um pouco a ideia de se mandar noücias... dizer o que se ia fazendo...Entrev.-
Tem funcionado?Suj.
A
eB
- Não, não funciona.Entrev.-
Teúo
a percepção que talvez um dos motivos seja a falta de tempo...Suj.
B
-
Sim, de facto é verdade. Nós na itinerância... (as pessoas às vezesdirem:
"ú
vocês
é
quetêm
horários bons"), não temos horários bons, porque vamosa
um sítio e não temos hora para sair... não vaÍnos dizer: "oh, está na hora de sair, deir
embora"... não é assim... as coisas não acabam assim...Suj.
A
-
Não
se bate aporta
da maneira que sefaz
nojardim
de infância...é
de uma maneira bastante diferente...Entrev.-
Exactamente. Mas quando a itinerância começou haüa o espaço da sexta-feira, em que as pe§soa§ ficavarn a trabalhar nas equipas e havia maistempo...
atépua
as pe§soas conversareÍn, parareflectirerq
pua
organiar
as coisas e agora isso está um pouco mais dificil...Suj.
A -
Cadaequipa organizsg-se da maneira que achou melhor, tanto quanto eu sei.Suj. B
-
Nós tambémjá
tivemos um ano que era à segunda-feira, ern vez de ser àsexta-feir4
porqueo
horário de funcionamento da ludoteca não nos permiüa que fosse à sexta-feira. Tem que haver esta flexibilidade.AI\ID(O
tr
PROTOCOLO E TRATAME}ITO DOS DADOS DAENTREVISTAI
Entrev.-
Iúas não
é
apenasde floribilidade
Ere
estavaa
falar.
Dantes fazia-se vinte horas lectivas e as cinco horas desorta-feirq
perfaziam as vinte cinco...Suj.
A
-
Nós também. Achralmentg nós fazemos vinte cinco horas lectivas, nos outros quatro dias.Suj. B -
De facto é assiro,à
sexta-feira estás com as colegas... pensa§ naquilo que vais fazer, organizas material..., mas €u,por
exemplo, sinto necessidade devir
à
sede todos os dias. Às vezes, há qualquer coisa... um miúdo tem aquela característica, e quandolá
fui
no dia
anterior
aconteceu determinada coisa... anda-se sempre acoÍÍer... tem
que seter
essa mobilidade...claro
que cansa!Mas pronto...
é uma necessidade quea
gente terne
querecoúece...
evai.
Se fosse outra pe§soa quenão
estivessetão
envolvida,
se
calhar,
não
estavapara se
estafar...paÍa
se preocupaÍ.Entrev.-
Sim.Daí
queo
pessoal da itinerância precise de mais tempo... porque fazervinte
cinco horas lectivase
depoistodo o
trabalho de planificação e organização que a itinerânciarequer,
deixa o pessoal um pouco sobrecarregado...Suj.
A
-
É,
verdade.No jardim
de infiincia tens látudo
o
que precisas... na itinerância estás semprea
precisar
de
coisas
diferentes...diferentes das
que
precisavas ontem...Entrev.-
Aplanificação é muito mais exigente.Sui. B -
E. planificartudo
é.Às
vezes, quando se planifica... a vontade eo
interesse da criança era uÍn, e depois quando se vai ter com a uiança...já
pode não ser.-. estás-se num contexto completamente diferente que é a ca§q ou quando se vai ao grupo e o interessejá
é outro... tem que se partir paÍa outra coisa... te,mos que ter §empremuitos recursos..
Entrev.-
Tens que termútos
recursos... e sobretudo muitos recursos endógenos..suj.
B
- Isso mesmo. Exactamente!Não é só materiais, é tanrbémcâde dentroA}.[EXO
tr
PROTOCOLO E TRATAMENTO DOS DADOS DA ENTREVISTAI
Entrev.-
Como
é
que
articulam
a
itinerância
com
os jardins
de
infiincia
e
com
o agrupamento em termos de planeamento de actiüdades, de articulação-
se é que fazem...com
as escolasjá
percebi que fazem...Suj.
A
-
Algumas actiüdades.
E
referido
nas
reuniõesnormais
de
Conselho de Docentesdo
pré-escolar. Em termos de planificação é assim: fez-se uma tentativade
integraçãono
Plano Anuat deActiüdades,
porque se achava que se fazia ascoisas
muito
separadamente-
e ainda continuamos a achar que se fazem.Então, oano passado
foi feito
uma equipade
três pessoas-
uma de pré-escolar, uma deprimeiro ciclo e outra de segundo e terceiro ciclos
-
a pensar faz.er a'ocozedura,, dediferentes actiüdades
e
montaraquilo
com alguma lógica.A
partir
daí,
fizemos umagrelha
para tentar encaixar os pontos comuns que possam ser articulados...Entrev.-
Essas três pessoas formam uma estrutura de articulação?Suj.
A
-
Na
alturq
eramesmo. Eu
era uma das três pessoas e tentamos fazero
plano globatdo
agrupamento-
um dizia que fazia de uma maneirqoutro diáa
que fazia de outra. Há que
partir
de uma grelha de interesses comuns... (grelha ou sejao
quefor)
ao nível das efemérides, dasüsitas
de estudo... e vero
que se pode articular.Não
há, em termosdo
agrupamento uma estrutnra forÍnal... a articulação passarápelo Conselho Pedagógico, dentro do que se pode... é uma questão dos docentes...
Entrev.-
Essa comissãofoi
feita dentro do conselho pedagógico?Suj.
A
- Não. Essa comissãofoi
uma proposta que me foi feita pelo órgão de gestão (e a mais duas colegas)g
a
partir
daí é
um
bocadoo
que sevai
fazendo. Uma dascoisas
que
a
gente tambémtentou este ano
-
em que houve
eleiçõespaÍa
oConselho
Executivo
e
paraa
Assembleia-
foi
mantera
equipada
Assembleiq porque achamos que deverá ser um órgão queteúa
mais poder decisório, no bom sentidoda
questÍio...ou
sejq
o
quea
gente pretendeé
que há pontos-chave no agrupaÍnento em que a gente acha que deve poderintervir e,
que aofim
(Risos)AI'{E)(O
tr
PROTOCOLO E TITATAMENTO DOS DADOS DAEI\TTREVISTAI
anos
de
trúalho
conjtrnto... aquele
gupo
de
pessoaspoderia.. (porque
secoúecem,
porque perceberam como querem e podem) ajudar nos contactos com aautarqui4 na
resoluçãode
conflitos institucionais...
quer em
relação
a
várias coisas... e que 5sçia importante manter essa equipa atrúathar
conjrmtamente. fsso,também é
um
dos pontos bons que setem
sentido
ao nível da coordenação dos diferentesciclos...
tm c€rtorecoúecimento
dotrúalho
que se temfeito
até aqui.rrá
várias coisas que se faeema
nível de agrupamento (ojantariúo,
afestiúa...
coisas deste génerQ para integrar as pessoas dos dilerentes ciclos, mas acho quehá
uma coisa
que de
algumaforma tem sido
facilitadora
(mesmona
fase
dealranque
do
4grupamento),foi
termosum
Centro de
Formação hávários
anos.lúais
ou menos as pessoas, pelo menos "as da casa"já
secoúecerem
à partida...ne§sa altura
foi
muito facilitador
pdÍa ainterpenetração das pessoas... das relações das pessoas... a§ pe§soas acabavampor
secoúecer,
embora fossemde
ciclos diferenteq mesmo que não fosse de outra maneira. Nissoo
Centro de Formação, foi bastante importante, nessa altura.Entrev.-
Para a formação e para a integração...Suj.
A
- Para formação, integração e socialização... de resto há asespecificidades, como
é
óbüo.
Entrev.-
Como
pa§sam
a
especificidadeda
itinerânciq
ao
nível
do
ConselhoPedagógico, na Assembleiq na Comissão Executiva...
Suj'
B
-
No
Pedagógiconão
sei...a
Súrina
estána
Assembleia;A
Lúcia
está noExeortivq
portanto...no
Conselho de Articulação está a Gracinda que tambémjá
passou pela itinerância...Entrev.-
Isso quer dizer que em todas as estruturas que asseguram o acompanhamentoe
a
zupervisão, existem pesso.tsque
já
passaÍampela
itinerância.Isso
pode-se considerar rtmfactor facilitador
paÍa avossa integração, aonível do 4grupamento
(e faz
com que
sejattma
experiênciade
integraçãopositiva), poÍque uma
das coisas quedificulta por
vezes a integração da educação de infiincia itinerante, nosAI'üF.XO
tr
PROTOCOTOr
rnlrawllro
oos
onoos oa
mvtnnvtsre t
aSrupame[tos, éo
facto de nalgumas dessas estrufuras estare,m representantes que nãocoúecem
bem as diniimicas e as especificidade desta modalidade...§uj.
A
- Não
passa exactamente pelo Conselho Pedagógico... eu acho que a itinerância não passa essencialmentepelo
Conselho Pedagógico...eu
acho gue passa maiq pelaquipa
se ter tornado um bocadocoúecida
...Suj.
B
-
Também.Eu
acho queé
assim:é
como acoutece coma
Direcção Regional, como tuâ bocado estávamosa
dizerSuj.
A
-
... Toda a gente sabe que a gente sai à rua noNata[
no Carnava! nessas coisastodas...
"que
atacd'
as
escolas... nessasalturas não
vai
apenasàs
zonas institucionais onde há miúdos... o Pai Natal aparece nas escolas todas, também vai à Câmarq fala com os velhotes... é isso tudo!Entrev.- A
itinerância se não é integrada, faz por se integrar...(Risos)
Suj.
A
eB
- Exactamente. É isso mesmo...Suj.
A
-
Aqui
estamos completamente integradíssimos!Há
outras coisas facilitadoras... existem aquelas questões dos protocolos que passam pela Câmara e pela Junta.No
nos§o ca§o,
o
diúeiro
da Câmara vai para a Junta e a presidente da Junta pertence tambémao
órgão de gestão... há uma data de coisas que facilitam issotudo.
Os nossos contactos com a Francisc4 os dias que a gente vai à escola e a forma como e§tá, também são facilitadores. Étudo "da
casa",
nós somos da itinerância... mas somos para qualquer coisa queé
preciso... "apagarnos fogos tanrbém" (risos)... apagámoso fogo
do 25 deAbril
quefoi
necesMrio... se não há maisninguém...
as "piquenas sãojeitosas"
e
pronto!
As
"piquenas são jeitosas,,e
vão
animar
a bibüoteca...@isos)
Suj.
B
- Nós fazemos muitopor
isso... mostramos disponibiüdade... nós também temosque
recoúecer
o
esforçoEre
eles fazem.Eu
acho queé
assim: temosque
os conquistar... é a conquista... é um nâmoro...Entrev.-
A
itinerânciaé
uma
conquista permanente... dascrianças, das famílias, das
comunidadeq dos serviços, das entidades, dos professores...
Suj.
A
e B - Exactamente. É verdade.suj.
B
-
súes?!
a
gente
vai
a
qualquer
sítio
e
dizemos: ,,somosdo
pré-escolar itinerante, precisamos disto... das fichas das vacinas" e as pessoas...já
estrg vamos aoutro
sítio e é o mesmo... lts pessoasacúarn
por noscoúecer
tão beur, como sefôssemos do
jardim
de infiincia.Suj' A
-
A
diferença é que há outra abertura, até pelotipo
de postura.
Se vais à Junta entregarum boletim
itinerário...
é
uma
festa...é
uma festa
igual
aquela que acontece quando vamos levar o folar da páscoa...
Suj' B
- Nós temos que representar bem esta modalidade de educação pré-escolar... isto é extremamente importante... quer para eles (para as crianças)...não é para nós, porque nós não somos o mais importante... mas de facto paÍa as crianças que não
têm
a
oportunidadede
frequentar umjardim
de infiinciae paÍa
as famílias... eu acho que sim.Entrev'-
rncentivamas
famílias paravirem
juntamentecom
as
criançag
às escolas.acompanhareur as actividades...
Suj' B
-
sim.
Quer dizer, às vezes,inclusivg
até faaamos assim-.. em actiüdades queeles fazem
em
casa,
lerrávamosoutros
colegas...outras vezes
levamo-losàs
actividades
do
"núcleo"... com
professores, pais...com
issotudo. Acho
que aonível da
auto-estima,é
muito
importante,
sobretudopara
as que
estiio
mais isoladas. As pessoas precisamdistq
muito.A}ID(O
tr
PROTOCOLO E TRATAI\4ENTO DOS DADOS DAENTREVISTAI
Entrev.-
As pessoas interessam-se..Suj.
B -
Sim. Quer dizer, se nós não nos interessarmos pelas pessoa§... as pessoas estãotão
fechadas,no
"siüoziúo
delas'
que não percebe,ln as pote,lrcialidades que têm enqtrantofamilia..
e
isso
é
um
dos pontos
mais
importantes.Por
oremplo, enquanto os miúdos estão a fazer umtrúalho
dizer:'ele
é@pün.Tive
num sítio onde as pessoasdi"iam:
"ah, eles sãoburroq
não são capazes... a gente também não deu nada na escola...o
irmão tarrbém não ... vão para a agrictrltura...nío
faz mal". Eles podiam fazero
melhortrúalho...
que os pais não conseguiam valorizar isso. É este trabalho que a gente precisa de fazer... no fundo.Suj.
A
-
A
gente faz de loja... falta
o
açúcar:
"oh
professoranão
pa§saali,
namercearia?"
E
a gente passa.No
outro
dia... a filha mais velha precisava de saberumas coisas... "mas professora, agora
o
que é que eu faço?O
que é que lhe vou di,er?" Falei com a rapariga... lá lhe expliquei.Entrev.-
Mas isso passa por uma relação de afectiüdade.Suj.
A
- De afectiüdade muito profunda. É preciso ganhar a confiança...Suj.
B
- Há
situações que são únicas, há singularidades que são únicas. Particularidades únicas que não se deviam perder.Entrev.- Nem
vou
perguntar
porque
exercema
vossa actiüdade
profissionaf
na itinerância... já percebi que é por paixão...(Risos)
Suj.
A
-É.
Súes
que quando euvim
püa
a itinerância... a Tina disse-me:"a
Sabrina écomo a Toyota, veio para ficar...»
AI.IE)(O
tr
PROTOCOLO E TRATAMENTO DOS DADOS DA ENTREVISTAI
a
ver...
e
ela
dizia:
"quandotu
vieste
aqui eu
disse: estanão
aguenta!" Mas pronto...Suj.
A
-
Acho
que aAlice
ganhou... duma maneira muito boa...gaúou
a possibilidade de libertarum
monte de coisas dela... de valorizarum
monte de coisas dela... elaviüa
enclausrrada numa IPSS, quando saiu da clausura-..Entrev.-
A
dinâmica
de
equipa
tem permitido que
vocês renovem
as
práticas
emanteúam a
motivação... era importante sabercomo
o
processode
zupervisão dentro da eqúpa, permite isso, como é que é feito...Suj.
A
-
Exactamente.acho que
no
nosso caso,fomos
arranjando "nuances"e
foi
arranjando
voltas dentro
da
equipa...
na forma
de trúalhar
que nos
foram ajudando...tuí
quebras... Ínasque
nos
permitiramir
renovandoe
mantendo amotivação...
Suj.
B -
Acho
queé
muita cumpücidadg éo
respeitar a maneira de trabalhar da outra pessoa que temos connosco,é ter um
feed-backdo
que se passano
terreno... depois é sentarmo-nos aqui e...Suj.
A
-
...É
dar ideias.É
muito partilhar ideias. Ideias do que eu faço,do que
elafaq
do que vai acontecendo...
Suj. B
- ...É
dizer "hoje estouúorrecida
porque aconteceu isto" e achava que..Suj.
A -
... Então porque não fazes assim... paÍtemuito
dos 'encaixes' que consegues ter, parte das avaliações conjuntas...Suj.
B -
Fazemos umaficha...
quando nãoé à
sexta-feir4
énoutro
dia qualquer... edepois
discutirmos
um
bocado...
o
que
cada
uma
está
a
fazer...
este
ano procuramos enconffar-nos mais vezes... sobretudo, momentosde
encontro
nos núcleos,com
os
miúdos dos domicílios, porque achiâmos que eram miúdos que estavam a precisar muito disso... então, penso, que as coisas resultaram...A}.[E)(O
tr
PROTOCOLO E TRATAMENTO DOS DADOS DAENTREVISTAI
Suj.
A
-
Por
exemplo,o
ano passado também fizemos isso, com base noutra questão, que era... nós tínhamos quernos
domicílios quernos
núcleos, miúdosde
cinco anosmuito
isolados(tíúamos
dois ou três miúdos queviúam
este ano parao
lo ciclo,muito
isolados e outros com três anos que iriam para as me$nas escolas) eachámos que seria bom incentivar algumas actividades de gnrpo que so se pode,m
fazer em grupo alargado, por exemplo orpressão dramática... que é uma coisa que se
tem
dificuldadesao
nível dos
domicílios,ou
quandonos
grupos existe uma grande discrepância etária...e
a
notou-se urna grande evoluçãonos
miúdos de cinco anos,inclusivg
na forma de adaptação.No
final
do ano, eles deslocam-se àescola, quando são miúdos isolados e
no
ano passado os miúdos dos domicílios eram levados às escolas para iremcoúecendo
as escolas e adaptando-se também.Acho
que
renrltou.
Semos
'desinserir' dos domicílios (dos
contextos), rezultamelhor
do
que ser só na
festa
do Natal,
ou
em
momentos pontuaisque
os juntamos.Acúam
por
integrar-seem contexto, num grupo maior,
muito
mais
alargado
e
criam-selaços
e
afectos...
e
formas
de
estar
que em
termos
de socialização,por
vezes falhaem
meios isolados.Acho
que aí temos conseguidomúta
coisa.Entrev.-
Estão
a
fazer
a
integração
gradualmente...isso
impüca
uma
grande planificação aqui... e instrumentos de avúação... isso é feito em equipa...Suj.
A -
SinL gradualmente. Nós trabalhamosmúto
em equipa.Suj.
B-
... Sim a equipa é isso, senão não haüa..Entrev.-
Também firncionam em equipa paÍa agestão dos materiais... os critérios para a aquisição de materia[ quem decide o que se compra...Suj.
B-
Sino, nós vamos as duas...A}.[E)(O
tr
PROTOCOLO E TRATAI\{ENTO DOS DADOS DA ENTREVISTAI
Suj.
B
-
Vemosdo
que precisamos mais...por
exemplo, este aoo temos crianças mais novas... entilo precisamos destetipo
de mateÍial que não temos... preocupaÍno-nosimenrso com os
liwos,
se são ou não adequados à realidade.Entrev.-
Este ano tem três domicílios e três apoios... numtotal
de quantas crianças?Suj.
B
-
Nós temos assinq três núcleos queúrangem
13 crianças, três domicílios queúrangem
4
crianças,num
total
de
dezasseteoianças. Depois temos
ainda4
escolas
do
lo ciclo e a ludoteca de...Suj.
A -
A
ludoteca quedeixou de
sejustificar
que funcionasse continuamente,por
haver poucos miúdos,
e
enti[o
passoua um projecto
quinzenatde
animação... actividade de animação que inserisse denovo
lá
os
miúdos... com miúdosdo
1ociclo,
2o e 3o, na tardeliwe
que eles têm naEB
einclui
os idososdo
Centro deDiq
a comunidade (quem quiser aparecer), os pais... todos os níveis etários... dos três meses aos noventa anos. É nahdotec4
quinzenalmente.Suj.
B -
Decidimos aproveitar esse espaço, porquea
ludoteca é mesmopor baixo
do Centro de Dia e tarrbém porque não há muitas outras actiüdades para eles.Entrev.-
Isso é um projecto interessante de articulação entre gerações.Suj.
A
-
É.
É
uma
comunidadeque
está extremamente envelhecidq quetem
muito poucos miúdos..Entrev.-
Isso significa que vocês têm queir
num horário em que os miúdosjá
não têmaulas.
Suj. B
- Não, escolhemos o dia em que eles têm a tarde üwe...Entrev.-
Se as actiüdades funcionam para todos os níveis como é que dinamizam esseANE)(O
tr
PROTOCOLO E TRATAI\,IENTO DOS DADOS DA ENTREVISTAI
Sui. B -
Comunicamos... como zu te,nho um núcleo nessa comunidade, informo sempÍe e vou dizendo: "na quarta-feira" vai haver isto, apareçam...l' Elesjá
noscoúecem
e é uma festa... faz-sechâ
contam-se histórias-
eles e nós, eles fazem bolos...Sui.
A
-
...
Adoram contar
histórias...há
ali
pessoasque
adoram contar histórias etambém adoram ver a gente a contar por um
üwiúo...
essa parte é muito gira.Suj.
B
-
É
muito gira,
porquedizem: "alr,
agora nestetempo
jâháisto...
nóssó
deouvir...
ouüarnos as
mães,as avós"
e no
meio
de isto tudo,
querem cantar... aquelas canções que a gente achamüto
guas... é fantástico... girísssimo... depois os miúdos cantam também... é umatroca...
a itinerância também tem que passar,mesmo, por aí...
Suj.
A
-
... Para aliviar as tensões... é uma comunidade um bocado complicada, porque há montes de guerrilhas, apesar de serem todos familia... primos...Entrev.-
As
comunidades pequenas têmmuito
essa vertentedo
conflito... a gestão dos conflitos é importante...Suj.
A -
A
vantagem destadinâmic4 é
que as pessoas nesses momentos sejuntam
eesquecem esses conflitos... é um bocado isso tarnbém.
E
a gestão dos conflitos... ede que maneira...
Entrev.- É
interessante que ao nível da equipa as pessoas possam reflectir acerca dessetipo
de intervenção... ver como se desencadeiam os problemas e tomar consciência decomo
eles se resolvem...pode
serum ponto
de partida paÍaa
constnrção de algumcoúecimento
acerca da intervenção na comunidade...Suj.
B
-
A
música... alguns miúdos tocam acordeão... e nós aproveitamostudo
isto...formam
tipo
'conjunto'
ou
bandas...os
velhotes, tambémtem
artistas... nós canalizamos toda aquela energia... e aproveitamos.Suj.
A
-
Antes
de
vir
paÍaa itinerânciq
estivenum
siüo
que pertence também ao concelho... que é também uma comunidade complicada... com muitasAI'[E)(O
tr
PROTOCOLO E TRAIAI\,IENTO DOS DADOS DAENTREVISTAI
aquelas coisas todas.
No
outro
dia
a
au:<iliardo
1ociclo, a propósito de
Santos Populares disse-me:"a
educadora quando cá esteve fez feiras das escolas... comEBM
lo
ciclo ejardim d hfiincia".
Eujá
tiúa,
mas eÍa so com os miúdos e com os pais... assim como
resto não. 1r1efinal do
ano tinhafeito
uma grande festa...filmei ao
longo
do
ano
inteiro e
depoisfiz
uma
mont4gemcom os
momentos significativose fiz
uma
cassete para cadamiúdo....
quefoi
passando durante afesta...
e
entr€úanto, eles tambémtiúam
feito
um ürno
comtrúalhos
feitos
aolongo
do
ano, com as histórias que eles forarn constnrindo, relatos das visitas de estudoetc.
Foi aí
que
eu
descobri quetrabalhav4
muitas vezes,com
a
porta demasiado fechada. Muitas mães, tambéÍn, nãotrúalhavam
e eu também não lhesúria
muito
a porta.
Comeceipor
dizer
no início do
ano: "eu não
preciso de cinquentadeseúos dentro de uma
capa,todas
as
semanasn.Então, todas
assemanas quando chegava
ao
fim
da
seman4 distribuíaos
desenhos... fazíamosmontiúog
ficavamX
dentro de uma capae
o
resto fazia"rolinhos"
e mandava para casa... paÍa verem o que cada um andava afazer-
deseúos, pinturas e coisasdo
género. Eles começaramaí,
a
acompanhare
começarama
ir
ver
o
que elesandavam
a
fazer.A
questão tambémé
seúres
ou
não as portas da escolae
seúres
as
portasda
escolaa
questÍioé
sehá
paciência para'aturar'
tarnbém as coisasque
se passamfora da
escola.O
que
é
diferente?Por
mais que
tentesintervir...
é
muito
difereÍrte! Porque,
realmentequando
se
está
em
casa daspessoas... está-se inserida na comunidade (se calhar é
muito
diferente em termos ruraise
em termos urbanos-
coúeço
as diferenças).Acho
quea
escola muitas vezes não é assim. Em termos dejardim
de infância é mais fácil resguardares-te do que abrires-te... é uma defesa. Coisa que nós na itinerância nem sequer nos passapela
cúeça.
Em termosdo
lo ciclo,
2o e 3og
por
aí adiante, tens muitas vezes aquestão
do trilhar
dos programas... seeu
quiser tentar fazer este papel,com
a§Orientações CurriculaÍes, tarnbém
posso
fazer.@em
queq
d,i a volta. Abre
aescola, comunica