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A supervisão nos contextos da educação de infância itinerante, na região do Algarve

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(1)

DEPARTAMENTO DE PEDAGOGIA

E

EDUCAÇÃO

MESTRADO EM EDUCAÇÃO:

VARIANTE

SUPERVTSÃO

PEDAGOGICA

ANEXOS

Maria

Manuela

de

Jesus

Orientadora:

Professora

Doutora

Maria

Isabel

Santana

Cruz

A

STIPERVISÃO NOS

CONTEXTOS

DA

EDUCAÇÃO Df, INT'ÂNCIA ITII\IERAI\TE,

NA REGIÃO

DO

ALGARVE

(2)

N-DÍCE

DE ANEXOS

Anexo

I

- Guião das entrevistas

Anexo

II

-

Protocolo e tratamento dos dados da entrevista

El

Anexo

III

-

Protocolo e tratamento dos dados da entrevista E5

Anexo

IV

-

Análise de conteúdo

-

quadro geral de comparação de dados

)b

2 7 80 151

v

t?

116

(3)

ANEXO

I

(4)

uNwERslrDADE

DE

Évona.

DEnARTAT\IENTo

DE

pEDAcocrA

r

n»ucaçÃo

MESTRADo EM

uouceçÃo-

vARTANTE

supERvrsÃo

proacóGrcA

curÃo

DE

ENTREvrsras

O presente

guião

tem como objecttvo a recolhq de dados

pwa

a realização de um estudo

empirico sobre

o

tema

"A

suporrisdo

nos

cont&os

da eútcaçdo

de

infância

iünerantq

na região do Algarveu.

A

mtáltse,

discusúo

e qresentaçêio dos

rewltadas

serão realizados no âmbito da dissertaçêio

da Mestrado

em Educação- Vmiante

Supemiúo

Pedagógica,

na

Universidade de Evora.

OBJECTIVOS

GERAIS

OBJECTIVOS ESPECÍrICOS

TOPICOS

ORIENTADORES

BLOCO

I

_

Legitimação

da

entrevista

.

Legitimar

a entrevista

Sensibilizar

o

grupo

de entrevistadas

paÍa

a

importância

do seu contributo a

Informar

o

grupo

de

entreüstadas

sobre

os

objectivos

do

estudo

e

da entreüsta;

Incentivar

a

colaboração do

grupo

de

entreüstadas,

realçando

a

importância

da sua

colúoração;

Assegurar

a

confidencialidade dos dados;

Solicitar

alutonzago

paÍa gravar a entreüsta;

Colocar à disposição do grupo os rezultados da investigação;

Agradecer

a

ajuda

e colaboração. a a a a a

(5)

BLOCO

tr

Formação

e

experiência

profssional

.

Cuaúedzar

o

grupo

de entrevistadas, no que se refere

à

formação

e experiência profissional

Caracterizar

o

grupo

de

ducadoras

relativamente

à

sua

formação

e

percurso profissional

a

.

Idade

.

Tempo totat de serviço;

. Tempo de

senriço

efectuado

na

modalidade

de

educação

de

infiincia itinerante;

. Outras

experiências profissionais;

.

Formação inicial;

.

Formação

complementar, nomeadarnente

na

área da

educação

de

inÍiincia itinerante e da supervisão; Razões porque exerce a sua

actividade

profissional

nesta

modalidade

de

educação pré-escolar; Funções/ caÍgos que exerce no presente ano lectivo.

a a

BLOCO

Iu-Contextos

da

educaçâo

de

infância itinerante

.

Caracteizw

os

contextos

da

educação

de infiincia itinerante

Cat*tenzar os

contextos da

educação

de

infiincia

itinerantg

nomeadamente no que se refere:

-

Ao

enquadramento

pedesógico,

logísüco, administrativo e financeiro;

-

As

estratégias

de

apoio desenvolüdas;

-

As

dinâmicas

familiares

e comunitárias;

Percepcionar

a

importância

atribúda

pelas educadoras ao

a a a a a a a

Breve historial:

inicio

da

modalidade

e

transição para a situação actual;

Entidades

dou

estruturas

que

suportam

financeira-mente a modalidade;

Elementos

facilitadores

e

difi crrldades encontradas; Satisfa@o/insatisfação face

à situação actual;

N.o total

de

crianças apoiadas;

Características dominantes

(6)

actual enquadrametrto;

Percepcionar

a

satisfação do

grupo de

educadoras

relativamente

aos

contextos educativos onde desenvolvem

a zua acção.

Identificar

as

especificidades

da

educação

de

infiincia

itinerantg

em cada contexto.

a

a

contCIúos

económicos,

educativos e culturais, onde

estilo

inseridas

as

crianças

úrangidas

pela

educação

de infiincia itinerante;

.

Estratégiasimplementadas;

.

Critfios

definidos

para

a

implementação

das

estratégias

e

tempos

de apoio;

.

Acções que

promovam

a

colúoração

e a

partilha

com

famflias

e comunidades

.

Características

específicas da

modúdade

BLOCO

ry.

Contextos

da supervisão

.

Cuacteizar

os

contextos

onde se desenvolve a actividade zupervisiva

Caraúeruar

os

níveis,

estruturas

e/ou

práticas organizacionalmente

actualizadas

que

suportam a actiüdade zupervisiva

a

Estruturas

externas

ou

internas

que

desempeúam funções de zupervisão;

Funções

que

desempeúa

cada estrutur4

nível

ou cargo atribuído;

Participantes nas estruturas

intermédias

de

gestão pedagógca;

Desenvolvimento

do(s) processo(s) de supervisão. a a a a

BLOCO

V

Contribuição

da

supenisão

para

o desenvolvimento

da modalidade

Compreender

a

importância

da

zupervisiio

paÍa

a

integração

da

educação

de

infiincia

itinerante,

nas

instituições

de

ensino

verticais;

a

a

Na

articulação

com

outras modalidades

de

educação pré-escolar;

Na

integração

das

educadoras

de

infiinciq

na instituição

e

nos

contextos

(7)

I a L I a Compreender a importância

e

o

contributo

da zupervisão, nos

contextos

da

educação

de infiincia itinerante Compreender

o

contributo

da

zupervisão

para

o desernvolvimerúo

da

acção da

educação

de

infiincia itinerante;

Compreender

a

importância

da

supervisão

na

garantia da especificidade da modalidade;

Compreender

a

importância da supervisão para a formação dos profi ssionais envolüdos.

a

a

onde decorre a acção;

No

planeamento, exectrçilo e avaliação da acção;

Na

forrração

dos profi ssionais envolvidos;

Na

adequação

/

evolução

das estratégias de acção;

Na

passagem

de

testemuúo

e

na

continúdade

da

especificidade,

desta modalidade de apoio. a a a a

BLOCO

VI

Perspectivas

para

o

futuro

o

Expectativas

e

sugestões

paÍa

melhorar

o

papel

da supenrisão

Percepcionar

quais

as

expectativas

e

zugestões

relativamente

à

zupervisão, tendo em

üsta

a melhoria da

eficácia

educativa

da modalidade.

a

Ao

nível normativo dou

das

práücas

organnu

cionalmente actualizadas;

Ao

nível

da

formação

inicial

e

contínua

dos profissionais;

Ao

nível do(s)

processo(s) de zupervisão

a

a

(8)

ANEXO

II

PROTOCOLO

E

TRATAMENTO

DOS

DADOS

DA

ENTREYISTA

I

(9)

PROTOCOLO DA ENTREVI§ITA

1

Data: 9 de Jtrnlro de 04, pelas lShoras

Locat

sede da equiPa

daEPEI

Dtração: th

45 minutos

A

gravação

da

entreivista iniciou-se após

a

entreüstadora

ter feito a

legitimação da entrevista,

inforrrado

dos

procedimentos posteriores, assegurado

a

confidencialidade

das

informações

e

agradecido

às

duas

educadoras

de

inf;incia

a

entreüstar

a

sua disponibfidade

e colúoração.

Nestes momentos iniciais a entrevistadora colocou ainda

à

disposição

da

equipa

os

restrltados

da

investigação

e

obteve autorização

paÍa

a gravação magnética da conversa que a seguir se transcreve:

Entrevistadora

-

Podemos então começaÍ pela experiência e pela formaçiio que vocês

têm...

para

termos ideia

do

vosso percurso

profissional"' porque

vocês

têm alguns anos de experiência

nisto"'

SujeitoA.Nósestamosasduashâseisanos,naitinerârrcia.

Entrev.-

começaram

a vo§sa experiência de itinerância' aqui?

suieito

B

-

Começamos

no

concelho

e

sempre temos ficado, sempre'

fomos uma equipa de cinco... e agoÍa somos duas'

Entrev.-

Têm-se reduzido a equipa, bastante... o número de miúdos também se reduziu?

suj.

a

-

sim.

Mas

também porque não temos tantos domicílios

como

inicialmente"'

embora

se

preveja

que

veúa a

aumentar

novaÍrerte" o§

levantamento§ que fizemos temos uma data de miúdos,

outa

vez dispersos'

Suj. B

- Temos mais

(10)

AI{H(O

tr

PROTOCOLO E TRATAN{ENTO DOS DADOS DAENTREVISTA

I

Suj. B

-

... e três domicílios..

Entrev.-

Três pólos e três domicílios?

Suj.

A -

... e a animação das escolas do 1o ciclo.

Entrev.-

Estiio

úertas,

todas?

§uj.

B

- Por enquanto... estilo abertas.

Suj.

A

-

Já fecharam duas. Trabalhamog fundamentalmente, com as isoladas, ulna vez por semana...

Entrev.-

É semanal?

Suj.

A

- É semanal. As colegas

são

extremanrente interessados por causa dos miúdos...

§uj. B

- Não sentem muito á- vontade na área das expressões... acham que... que indo lá

se sentem mais á-vontade... que se faz muito mais coisas...

Entrev.

-

E

é

sempre

um motivo pua

fazer

outro tipo

de

dinâmicas....

e

levam os miúdos da itinerância à escola?

Suj.

A

-

Muitas vezes, estás quase no mesmo sítio.

Por

exemplo, a educadora trabalha

nuna

das salas... na outra

trúalha

a colega

do

lo ciclo.

Suj.

B

- Noutros síüos tanrbéur acontece. Trabalho no Centro de Dia... no

Lar

de Idosos

e

a

escola

fica

perto.

Mútas

vezes

a

gente movimenta-se

paÍa

a

escola

do

1o

ciclo... mútas

vezes, eles depoig vão-nos

visitar...

muito

intercâmbio entre os dois ciclos...

(11)

ANIEXO

tr

PROTOCOLO E TRATAIIIEI§TO DOS DADOS DAENTREVISTA 1

Suj. B -

E...

coúecem

a professora,

o

espaço... há uma relagão... entre os grupo§... isso é importante emtermos de transição dos miúdos.

Suj.

A

-

E

para as professoras também quebra um bocado

o

isolamento... quem

"cai"

aqui e é de fora-.. também ajuda muito...

Entrev.-

Em termos de

coúecimento

dos contextos, das famflias...

Suj.

A

-

Dos

miúdos... aí ajuda muito.

Nós

andamos

aqü...

eles

nos

coúecem

há anos...

teúo

miúdos que

os

tive

no

jardim

de infiincia... isso facilita em termos de continuidade... súe-se

o

que é que se fez...

Entrev.-

Esse

coúecimento

das crianças e dos contextos facilitam a transição. Têm a

percepção se os professores tentarn situar as crianças em tennos pedagógicos ou

começaÍn

por

fazer as

húituais

actividades

iniciais,

independentemente do

peÍcurso

já feito

anteriormente pela criança?

Suj.

A

-

Depende das pessoas... depende mesmo

muito

das pessoas... é

múto

variado.

Eu

trúalho

com três

escolas

do

1o

ciclo

e

são

completamente diferentes os

contextos

e

as pessoas.

Teúo

quem planifique,

teúo

quem queira planificar e

teúo

queÍn, simplesmente, espere que eu

digq

o que vaÍnos fazer hoje.

Entrev.-

Planificar, asstÍn, é mais dificil.

Suj.

A

- E. Depende da disponibilidade que as pessoas têm...

Suj. B

- Elas têm disponibilidade mas, depois,

háum

certo

receio.'-Suj.

A

-

Depende tarrbém do

tipo

de

trúalho

que as pessoa§ têm.

Por

exernplo, uma colega

que

é toda

escola moderna... obviamente

que é

tudo

muito...

o

que

os

miúdos quereÍn,

o

que

eu

quero,

o

que ela

quer...

aquilo é tudo

negociado'

E

giríssimo!

Por outro

lado, noutros contextos... a questão é ser a

"loja

de prendas" (como a gente diz)... tanrbém nos acontece!

É

as prendiúas... temos

jeito...

!

(12)

@isos)

Suj.

B - É as prendiúas... é o que está no programa'

Suj. A

-

É a segurança

rodoviária..

e pronto! Nós, educadoras... há uma certa loucuÍa.. no bom sentido da Erestão..

Entrev.-

Talvez pela formação...

ou

porque têm outro

tipo

de recursos que

no lo

ciclo' não têm...

Suj. A

- Tarrbém... também.

Suj.

B

-

Uma

coisa que as professoras dizem

(na

escola onde eu

vou

e

tanrbém nas

outÍas, onde

vai

a miúa

colega)

é

que como nós

levamos

diversidade de

materiais, muitas vezes,

jogos

que eles não tênr,

então"'

quando nós lá valno§"' são coisas que o§ motivam...

Entrev.- Na

eqüpa

onde

eu

estava quando fecharam as escolas tivemos que arranjar

outra

dinâmica para integrar os miúdos.

Aqui,

as estratégias utilizadas são apoios domiciliários, pólos e as dinâmicas

com

o

lo

ciclo... é

ludoteca?

Ou

chamam-lhe outro nome?

Suj.

A

- Não, não é ludoteca... é isso que nós tentamos"

suj. B

-

Este ano não ha.

Não

há porque...

o

número

de

crianças que existiam eram praticalnente as das escolas.

Entrev.-

Quando

fazemos horários para irem às escolag

poÍ

exemplo, uma manhã ou

uma tarde, semanalmentg como põem no horario?

suj.

B

-

enimaçao

na

escola

do lo

ciclo.

E

animação

com

o

primeiro ciclo--.

são actividade§, basicamente,

na

área das expressões.

Por

outro lado, tentámos"'

ao nível das escolas da vila, a proposta

foi

no sentido de as colegas

do

1o ciclo da vila

se deslocarem à nossa sede (a escola fica aqui ao lado) e transforrrar esta sede, em

(13)

AI{H(O

tr

PROTOCOLO E TRATAI\'ÍENTO DOS DADOS DAENTREVISTA

I

ateliê... ao

nível

das áreas de expressão.

As

pessoas são mais fechadas...g nesta

altgrq

estamos a pensar

em

transforÍnar o ateliê em maleta pedagógica.

Entrev.-

IVIas as pessoas estão na sede do agnrpaÍnento...

tfui

acesso a material... não é

uma questão de recursos materiais..

Suj.

A

- É uma questÍio de dinâmicas. As colegas, mais novas, que chegam questionam-se: "porque

é

que as outras escolas

têm

e nós também temos? Porque

é

que não

nos

apoiam tanrbém

a

nós?

Nós

entregámos

o

material

-

ficha de

insoição, informações dos horários

-

às escolas e estamos dispostas, obviamente, a apoiar as

escolas da vila...

Suj.

B

-

Mas

as pessoas também não

nos

entregaram as coisas, as pessoas não nos contactAm,

a

dizer

"olhq

nós

queremos neste

dia...".

Nós

pusemos

no

nosso horário "quartas-feiras"

e... no

Conselho de Docentes frisamos

e

as pe§soas não aproveitam este recurso.

Entrev.-

Querem apoio na sala?

Suj.

A

- Pois.

Não

é apenas quererem na sala... outra questão é o ternpo... acham que as

colegas que têm

o

apoio da itinerânciq têm tempo para fazer muita coisa... aqui só

têm tempo parafazer uma cartolina. Não nos solicitam!

Suj.

B

-

A

deslocação dos meninos...

é muito

dificil...

dá muito

trúalho...

Portanto preferern estar nas suas salas...

Suj.

A

- Não está a funcionar... tem que se encontraf, uma alternativa...

Entrev.-

Têm conselho de docentes com

o

1o ciclo? Com

o

1o

ciclo

são as reuniões de articulação?

Suj.

A

-

Aqú

diz-se ao contrário...

foi

um lapso da Direcção Regional. As reuniões de articulação é toda a gente do pré-escolar e o Conselho de Docentes é pré-escolar e

(14)

10

ciclo.

o

conselho de coordenação de

ciclo

é pré-escolar

e

lo

ciclo-

o

conselho

de

articglação

de

docentes

é

pré-escolar

ou

lo

ciclo'

Neste caso'

nós mensalmente reunimos na sede

(o

pré-escolar)

o

outro tem uma

periodicidade

de

lou

2 vezes Por trimestre.

Entrev.-

Este conselho

de

artiorlação

de

docente§,

é o

que se costuma designar

por

conselho de docentes, junta.

Suj.

A

-

O

pessoal da itinerância" do

jardim

de infiincia e dos

apoios"'

e a educadora que está no Conselho Executivo, tarnbém'

Entrev.-

E vai ao pedagógico, uma pessoa eleita entre vocês?

Suj.

A

- E.

Entrev.-

E ao conselho de coordenação de ciclo, vai es§a pessoa ou outra'

Suj.

A

-

Vai

outra.

Daqui,

sai

uma pessoq

no

caso,

uma

colega

do lo

ciclo

que representa

o

pré-escolar e

o

lo

ciclo.

Do

conselho de articulação

vai

outra pessoa

ao

pedagóSco.

O

lo

ciclo tarrbém

é

representado

por

outra

pessoa' Para além

disso,

uma

pessoa

no

Conselho

Executivo,

do

pré-escolar que

teve

na

itinerânciq estou

eu

na

Assembleia

de

Escola.

Isto

começa

há uns

anos atrás'

ainda

como

um

projecto

do

DEB...

um

ano

e

depois,

motre,

nessa altura' Recomeça há

oito

anos atrás depois de várias negociações, etc' Não haüa grande vontade da autarquia, mas essa questão

foi

ultrapassada-..

Entrev..NessaalttrrqjásobaorientaçãodaDirecçãoRegional?

Suj.

A

-

Já. Nessa alttga... eu estou num

jardim

de infilncia do concelho e a seguir vou para odeceixe... entretanto eu e a Alice viemos para a itinerfurcia...

Entrev.-

funbas estão

seis anos

na

itinerância... começaÍam

na

itinerância

com uma larga experiência de jardim de

infiincia"'

(15)

suj.

a

-

Teúo

experiências várias...

teúo

que contar...

teúo

que somaÍ aos §e§ anos

de

itinerância,

dois em

Odeceixe,

gm

em

túarmeletg

tive

em três

jaÍdins

de

infiincia,

no

Algare

por

gfalha

de concurso, faz

quatro"'

e6

Odemir4

cinco e

depois em EsPosende, sete"'

Entrev.-

Tens sete anos de

jardim

de infiincia?

Suj.A-Seteeseis,treze...orestoéde3ociclo.No3ociclodavaMatemática.

Entrev.-

Já tens para aí dezasseis anos de serviço... estou a tentar perceber"'

estiveste

emtodososciclos...sónãoestivestenoprimeirociclo...

Suj.

A

- Tarrbém

esüve

no

1o

ciclo"

Entrev.-

Afinal

estiveste nos ciclos

todos"'

isso é

um

currículo

completo"'

e muito facilitador para a articulação entre

ciclos"'

suj.

A

-

Estive uma data de anos em

vieira

do

Múo,

Baião, Marco

de canaveses' valdevez e Barrancos... depois

vim

para baixo... de Barrancos

vim

para odemira e de Odemiravim Para o

Algarve"'

Entrev.- Játiúas

o bichinho da itinerância"'

Suj.

A

-

Era para ter ido de Odemira para Aljezur, substituir a Ludovina

rus'

como era contratada e

estava colocada' não pude

ir

para

a

itinerância' Depois

vim

para

aqui.

Entrev.-

E

não quere§ outra

coisa"'!

Suj.

A

- Não quero outra coisa! (Risos)

suj. B

-

tenho

seis

de

itinerância

e

tiúa

dez numa

IPSS"'

e

vim

directa para a itinerância.

(16)

Entrev.

- Vinctrlaste-te e

vieste"'

Suj.B-sm,vinculei.meevim..diÍeitiúa,,paraaitinerância..

Entrev.-

A tua experiência foi toda no partic'ulaÍ, não passaste pela Rede Púbüca"'

Suj. B -

Toda

no

particulaÍ, mas de certa

forrra

ajuda um bocado' porque é assim: nas IPSS, de

facto,

a vertente de apoio aos pais é bastante e eu é uma das coisas que gosto

muito

é trabalhar com a

farnflia."

é extraordinário' Muitas vezes é a melhor forma para chegar aos miúdos. Para

mim"'

a itine'rância

foi

uma experiência muito boa.

Entrev.-

Que vais continuar, por muitos anos"'

(Risos)

Suj.

A

- É

assim: em seis anos, passou-se por fases

múto

diferentes"' desde

o

período de adaptação... de como é que era... montes de tentativas' Eu estranhava"'!

Passar

do

jardim

de infiincia paÍa

a

sala ser

no

caÍro"'

os materiais"'

o trúalho

com a

famíliaquefaziasnojardimdeinfrncia,écompletamentediferente!Essetrabalho

é ao

contrário,

felizmente.

Nunca

mais encararás

o

trúalho

com

as famflias da mesma maneira... é daquelas coisas que eu sinto... por mais que a gente

chamasse

ospaisàescola...emudassedeestratégia...aquiédiferente!Nojardimdeinfiirrcia

convidavas os pais para

ir

à escola por isto ou por

aquilo"'

aqui nós é que vamos"'

Suj.

B

- E verdade!

Aqui

é

directo"'

é diferente'

Suj.

A

- E,

é extremamente gfatificante uma pessoa sentir, como é que se posiciona nos diferentes sítios onde estamos... como é assumida a itinerância por parte dos

pais"'

os pais vão mudando, ma§ há um trabalho... um terreno que se vai marcando'

Entrev.-

Há um trabalho, um percuÍso que dâ para

ver"'

(17)

Sui. B -

Os miúdos

estão crescidos, tnas as pe§soas sempre têm aquela coisa que fica'

E

uma relação

múto forte

que

fica.

Eu

acho que eles se sentiram bem, fizeram sentir-nos

bem... olaro

que também te'm

que

haver

um fiabalho

de

conquista'" mútua.. mas que é fantástico'

suj.

A

-

Nós

para

o

ano... andamos

a

magicar,

não

so

juntar

meninos

e

pais

mas tarrbém a comunidade..

suj.

B

- É bom vêJos crescer...

o

trabalho é espectactrlar

Suj.

A

- Temumas características completamente diferentes"' somo§

múto

diferentes'

Entrev.-

Como sentem a formação paÍa e§ta modalidade"'

suj.

B -

As pessoas adaptam-se e, no fundo,

vão

aprendendo a üdar com as situações' porque em teÍmos de formação, não está muito

facil"'

suj. A

- Não sei... eu continuo a achar que há um perfil, ou deveria haver um perfil para

a

itinerância.

Em

muitas situações

a

itinerância não é

Íácil"'

a forma de

estar' a postura

que nós

temos que

ter.

situações

tão

díspares és

tão

apanhada de surpresa e a volta que tem que dar na altura... e a capacidade de adaptação"'

Suj. B

-

...E de imProüso...

Entrev.-

Esse improüso requer muita confiança"

suj. A

- Precisamente. Por isso é que eu digo que é preciso um certo perfil para que isso

seja possível. Porque (a gente

sentiu issQ ha pessoas incapazes de se adaptar às

condições das casas dos outros... e toda a questão da intenrenção comunitária" toda

a

questão

de

assumir

uma

c.ulttrra

da

comunidade,

fica

logo,

completarnente de lado. Alias, Püà aprender leva o seu

tempo"'

Entrev.-

Pensarn que era importante em termo§ da formação

inicial

existir uma maior irúeracção

entre

a

ESE,

responsável

pela

formação

inioial

e

os

núcleos

de

(18)

itinerância

..

púaque

a§ pe§soa§ pudessem

coúecer,

faze'r estágio§, paÍa além do

orrrículo

poder

incluir

a

verteffe

da

animação comunitária,

envolvimento

familiar

§uj.

a -

Acho

que isso devia fazer parte

do

ctrrríctrlo,

de

qualquo

educador' inde,pendentemente

de

vir

trúalhaÍ

paÍa

a

itinerância,

ou

não' Toda

a

parte

da

aoimaç,ão comt[ritária e da farnília não

dwia

ser qrclusiva para quem viesse

paÍa a

itinerância

Suj.

B -

Deúa

ser geral.

suj.

A

-

Mesmo

quando começamos

a

fiabalhaÍ

em

jardim

de

infiincia"'

todos

nós sentimos um monte de lacunas no contacto com as cornunidades"'

Entrev.- A

itinerância formalizou-§e como modalidade em

97"'

e os estágios continuam

a

ser

feitos

em

jardim

de infiincia e pouco mais que

isso"'

ficando

um

pouco há sensibiüdade dos supenrisores da prática pedagógicq incluírem

ou

não as alunas em estágios na itinerância"'

Suj. B -

Encontrei este ano uma aluna do curso de educadores que está a

tirar

o

curso em

Évora

e

através de uma conversa

informal

sobre

o

que

eu

estava

a

fazer"'

sobre este

trabalho... levei-lhe

os

nossos

relatórios

e

ela

está

fascinada"'

tem imensa pena

-

falou

com

o§ professores acerca disso, Ínas

no fundo

ela diz: "mas como é que se pode

vir

estagiar para aqui?"' As perspectivas que as pes§oas

têm (à

partida

ficou

fascinada)....

por

exemplo, as pessoa§ falam imenso daquela

reportageÍn, que a

gente

até

actnque

não está bonita, ma§ que deu uma imagem satrdável às pessoas

e

que as pes§oas, aSora até falam:

'alL

é

da educação

pré.

escolaritinerante?Euviaqueleprograrnau'Oenvolvime'lrtodaspes§oastambém

depende da irformação... dar üsibilidade ajuda e é uma forma de informar'

Suj.

A -

Também

as

algnas

não

têm

essa informação'

A Lei

Quadro

diz

que

está

preüsto

realmente... mas

uma

coisa

é

dizer

que

estrâ

preüsta

e

outra coisa

é

coúecer...

súer

que realmente existe

e,

nomeadamente,

no

Algan'e'

E

depois'

(19)

AI{D(O

tr

PROTOCOLO E TRATAI\,IENTO DOS DADOS DAENTREI/ISTA

I

acho que

não há

,

por parte

da

ESB

ne,nhuma

tentativa

de

contacto

com

a comunidade...

Entrev.-

Mas é

isso... talvez a ESE pudesse fazer protocolos de

colúoração... ou

de uma forma informal, ou...

Suj.

B - Mas é preciso contactos..

Sui.

A

-

Naqueles estágios

iniciais, que nós tamMm

tivemos, aquelas

'seÍnaniúas'

seriam bons momentos, mas também os estagios são uma coisa... pouca!

Entrev.- Silo

espaços

de

observação importantes... se

forem

bern organizados. Isso implica conhecer

a

modalidade... contactos dos zupervisores da ESE, informação

às equipas, planificaçiio...

Suj.

A -

Exaotamente... que façarn

a

planificação conjunta

com os

alunos

e

também conno§co.

Entrev.-

Sim. Porque se

üt

supervisoras não se podem deslocar para observar as alunas,

podiam

contaÍ com

as pessoas

que

estão

no

terreno... mas

têm

que antes, dar algumas orienta@es sobre o que se pretende que as alwras alcancem nessa etapa...

se calhaÍ, contar mais com as pessoas que estão

ro

terreno, se há dificuldade com as deslocações para

a

observação de estagios, porque não

vir

uma

ou

duas vezes fazer contactos e... isso tanrbém beneficiava a formação das pessoas que estilo no terreno...

Suj.

A

-

Também.

A

quanüdade de

jardins

de infância existentes é

múto

superioÍ... é

uma

realidade!... mas podiam tanrbém mandar as pessoas para uma modalidade

alternativa...

itinerância,

apoios

educativos...

que

também erdstem

e

são

uma realidade posta de lado. Se calhar, deveriam

ter outro tipo

de formação para estas

vertentes.

Entrev.-

Se

a

formação

inicial

não

é

a

melhor

estratégia,

porque deve ser

uma

formação generalista...

talvez

equacionar

a

formação

especifica...

cursos

(20)

AI§E)(O

tr

PROTOCOLO E TRATA]VIENTO DOS DADOS DA ENTREYISTA

I

especializados, mestrado... ou através de acções de formação contínua... porque há

pes$as que

estão na educação de

infiincia

itinerante há

muito tempo

e têm um

súer

desta modalidadg constnrído na experiência"..

Suj.

B -

Eu

acho que

qualçer

pessoa que passa pela itinerância tem essa construção... pelas experiências

-

que deveriam ser partilhadas.

Eu

cresci muito.-.

Suj.

A

-

...

De

à seis anos a esta parte. Este ano fizemos uma retrnião de

inicio

do ano,

com excelentes

ideias...

troca de e-mails, etc.... mas, depois cada uma fica no seu

sitio... eu não

teúo

a noção do que se passa

(teúo

a noção, relativamente, apenas a outra equipa" porque falo com elas) e pouco mais.

Suj.B-Éumapena!

Entrev.-

Estamos

a

falar da

componente

de

supervisão

da

Direcção

Regional... a

entidade

que coúece

a

globalidade

do

que

é

a

itinerância

no

Algarve e

que promoveu bastante

a

formação das pessoas através da

partilha de

experiências.

Esse

coúecimento

e preocupação continuam.... essa percepção de nível regional...

Suj.

A -

Eu

pessoalmente não acho, pessoalmente, não sinto.

Como

estou

a

fazer o

Mestrado,

montes

de

vezes,

vou

a

Faro com a

Lúcia, porque

teúo

que

ir

à

Direcção Regional, aproveito e vou falando com a

Fláüa...

quando precisamos de atguma coisa, telefonamos.

Por outro lado

acho que

falta

o

contacto

entre as

equipas.

Aí,

acho que falta!

Suj.

B -

lvIas eu também acho que as equipas não fazem esse

trúalho,

que também deveria ser nosso: por exerrplo, nós temos uma coisa giríssima... pela Páscoa, pelo

Natal... nós

vamos

e

fazemos

urna

surpresa

à

Direcção Regional...

giro, mesmo

para

elas que estão

lá e

que

no

fundo

nos podem ajudar)

e isto

é uma

forma

de

a

gente

levar

o

nosso

trúalho

e,

também,

de termos

um

M-back

delas...

por

isso, toda a gente

conhece a equipa de pré-escolar itinerante deste concelho.

Ou

vamos

de

Rei ou

de

Coelho... mas isso,

é

carolice

nossa!

É

um envolvimento que

a

gente tem...

e

as

duaq

temos um grande envolvimento quer com a Tina quer agora com a Fláüa... eu acho que isto

tarrbérq

parte da iniciativa

(21)

A}'[H(O

tr

PROTOCOLO E TRATAI\{ENTO DOS DADOS DAENTREVISTA

I

das pessoas. Por isso sentimo-nos bem, porque fomentamos também essa parte da relação, poÍque se não houver essa

tertativa...

então, não existe nada. Mas o que é um

facto

é que essa tentativa entre equipas é

dificil...

porque aquela ideia de criar um e-mail e mandar umas paÍa as outras ac,abapor ser pouco...

Suj.

A

-

A

ideia do e-mail era um bocado...era um pouco a ideia de se mandar noücias... dizer o que se ia fazendo...

Entrev.-

Tem funcionado?

Suj.

A

e

B

- Não, não funciona.

Entrev.-

Teúo

a percepção que talvez um dos motivos seja a falta de tempo...

Suj.

B

-

Sim, de facto é verdade. Nós na itinerância... (as pessoas às vezes

direm:

vocês

é

que

têm

horários bons"), não temos horários bons, porque vamos

a

um sítio e não temos hora para sair... não vaÍnos dizer: "oh, está na hora de sair, de

ir

embora"... não é assim... as coisas não acabam assim...

Suj.

A

-

Não

se bate a

porta

da maneira que se

faz

nojardim

de infância...

é

de uma maneira bastante diferente...

Entrev.-

Exactamente. Mas quando a itinerância começou haüa o espaço da sexta-feira, em que as pe§soa§ ficavarn a trabalhar nas equipas e havia mais

tempo...

até

pua

as pe§soas conversareÍn, para

reflectirerq

pua

organiar

as coisas e agora isso está um pouco mais dificil...

Suj.

A -

Cadaequipa organizsg-se da maneira que achou melhor, tanto quanto eu sei.

Suj. B

-

Nós também

tivemos um ano que era à segunda-feira, ern vez de ser à

sexta-feir4

porque

o

horário de funcionamento da ludoteca não nos permiüa que fosse à sexta-feira. Tem que haver esta flexibilidade.

(22)

AI\ID(O

tr

PROTOCOLO E TRATAME}ITO DOS DADOS DAENTREVISTA

I

Entrev.-

Iúas não

é

apenas

de floribilidade

Ere

estava

a

falar.

Dantes fazia-se vinte horas lectivas e as cinco horas de

sorta-feirq

perfaziam as vinte cinco...

Suj.

A

-

Nós também. Achralmentg nós fazemos vinte cinco horas lectivas, nos outros quatro dias.

Suj. B -

De facto é assiro,

à

sexta-feira estás com as colegas... pensa§ naquilo que vais fazer, organizas material..., mas €u,

por

exemplo, sinto necessidade de

vir

à

sede todos os dias. Às vezes, há qualquer coisa... um miúdo tem aquela característica, e quando

fui

no dia

anterior

aconteceu determinada coisa... anda-se sempre a

coÍÍer... tem

que se

ter

essa mobilidade...

claro

que cansa!

Mas pronto...

é uma necessidade que

a

gente tern

e

que

recoúece...

e

vai.

Se fosse outra pe§soa que

não

estivesse

tão

envolvida,

se

calhar,

não

estava

para se

estafar...

paÍa

se preocupaÍ.

Entrev.-

Sim.

Daí

que

o

pessoal da itinerância precise de mais tempo... porque fazer

vinte

cinco horas lectivas

e

depois

todo o

trabalho de planificação e organização que a itinerância

requer,

deixa o pessoal um pouco sobrecarregado...

Suj.

A

-

É,

verdade.

No jardim

de infiincia tens lá

tudo

o

que precisas... na itinerância estás sempre

a

precisar

de

coisas

diferentes...

diferentes das

que

precisavas ontem...

Entrev.-

Aplanificação é muito mais exigente.

Sui. B -

E. planificar

tudo

é.

Às

vezes, quando se planifica... a vontade e

o

interesse da criança era uÍn, e depois quando se vai ter com a uiança...

pode não ser.-. estás-se num contexto completamente diferente que é a ca§q ou quando se vai ao grupo e o interesse

é outro... tem que se partir paÍa outra coisa... te,mos que ter §empre

muitos recursos..

Entrev.-

Tens que ter

mútos

recursos... e sobretudo muitos recursos endógenos..

suj.

B

- Isso mesmo. Exactamente!Não é só materiais, é tanrbémcâde dentro

(23)

A}.[EXO

tr

PROTOCOLO E TRATAMENTO DOS DADOS DA ENTREVISTA

I

Entrev.-

Como

é

que

articulam

a

itinerância

com

os jardins

de

infiincia

e

com

o agrupamento em termos de planeamento de actiüdades, de articulação

-

se é que fazem...

com

as escolas

percebi que fazem...

Suj.

A

-

Algumas actiüdades.

E

referido

nas

reuniões

normais

de

Conselho de Docentes

do

pré-escolar. Em termos de planificação é assim: fez-se uma tentativa

de

integração

no

Plano Anuat de

Actiüdades,

porque se achava que se fazia as

coisas

muito

separadamente

-

e ainda continuamos a achar que se fazem.Então, o

ano passado

foi feito

uma equipa

de

três pessoas

-

uma de pré-escolar, uma de

primeiro ciclo e outra de segundo e terceiro ciclos

-

a pensar faz.er a'ocozedura,, de

diferentes actiüdades

e

montar

aquilo

com alguma lógica.

A

partir

daí

,

fizemos uma

grelha

para tentar encaixar os pontos comuns que possam ser articulados...

Entrev.-

Essas três pessoas formam uma estrutura de articulação?

Suj.

A

-

Na

alturq

era

mesmo. Eu

era uma das três pessoas e tentamos fazer

o

plano globat

do

agrupamento

-

um dizia que fazia de uma maneirq

outro diáa

que fazia de outra. Há que

partir

de uma grelha de interesses comuns... (grelha ou seja

o

que

for)

ao nível das efemérides, das

üsitas

de estudo... e ver

o

que se pode articular.

Não

há, em termos

do

agrupamento uma estrutnra forÍnal... a articulação passará

pelo Conselho Pedagógico, dentro do que se pode... é uma questão dos docentes...

Entrev.-

Essa comissão

foi

feita dentro do conselho pedagógico?

Suj.

A

- Não. Essa comissão

foi

uma proposta que me foi feita pelo órgão de gestão (e a mais duas colegas)

g

a

partir

daí é

um

bocado

o

que se

vai

fazendo. Uma das

coisas

que

a

gente também

tentou este ano

-

em que houve

eleições

paÍa

o

Conselho

Executivo

e

para

a

Assembleia

-

foi

manter

a

equipa

da

Assembleiq porque achamos que deverá ser um órgão que

teúa

mais poder decisório, no bom sentido

da

questÍio...

ou

sejq

o

que

a

gente pretende

é

que há pontos-chave no agrupaÍnento em que a gente acha que deve poder

intervir e,

que ao

fim

(Risos)

(24)

AI'{E)(O

tr

PROTOCOLO E TITATAMENTO DOS DADOS DAEI\TTREVISTA

I

anos

de

trúalho

conjtrnto... aquele

gupo

de

pessoas

poderia.. (porque

se

coúecem,

porque perceberam como querem e podem) ajudar nos contactos com a

autarqui4 na

resolução

de

conflitos institucionais...

quer em

relação

a

várias coisas... e que 5sçia importante manter essa equipa a

trúathar

conjrmtamente. fsso,

também é

um

dos pontos bons que se

tem

sentido

ao nível da coordenação dos diferentes

ciclos...

tm c€rto

recoúecimento

do

trúalho

que se tem

feito

até aqui.

rrá

várias coisas que se faeem

a

nível de agrupamento (o

jantariúo,

a

festiúa...

coisas deste génerQ para integrar as pessoas dos dilerentes ciclos, mas acho que

uma coisa

que de

alguma

forma tem sido

facilitadora

(mesmo

na

fase

de

alranque

do

4grupamento),

foi

termos

um

Centro de

Formação há

vários

anos.

lúais

ou menos as pessoas, pelo menos "as da casa"

se

coúecerem

à partida...

ne§sa altura

foi

muito facilitador

pdÍa ainterpenetração das pessoas... das relações das pessoas... a§ pe§soas acabavam

por

se

coúecer,

embora fossem

de

ciclos diferenteq mesmo que não fosse de outra maneira. Nisso

o

Centro de Formação, foi bastante importante, nessa altura.

Entrev.-

Para a formação e para a integração...

Suj.

A

- Para formação, integração e socialização... de resto há as

especificidades, como

é

óbüo.

Entrev.-

Como

pa§sam

a

especificidade

da

itinerânciq

ao

nível

do

Conselho

Pedagógico, na Assembleiq na Comissão Executiva...

Suj'

B

-

No

Pedagógico

não

sei...

a

Súrina

está

na

Assembleia;

A

Lúcia

está no

Exeortivq

portanto...

no

Conselho de Articulação está a Gracinda que também

passou pela itinerância...

Entrev.-

Isso quer dizer que em todas as estruturas que asseguram o acompanhamento

e

a

zupervisão, existem pesso.ts

que

passaÍam

pela

itinerância.

Isso

pode-se considerar rtm

factor facilitador

paÍa avossa integração, ao

nível do 4grupamento

(e faz

com que

seja

ttma

experiência

de

integração

positiva), poÍque uma

das coisas que

dificulta por

vezes a integração da educação de infiincia itinerante, nos

(25)

AI'üF.XO

tr

PROTOCOTO

r

rnlrawllro

oos

onoos oa

mvtnnvtsre t

aSrupame[tos, é

o

facto de nalgumas dessas estrufuras estare,m representantes que não

coúecem

bem as diniimicas e as especificidade desta modalidade...

§uj.

A

- Não

passa exactamente pelo Conselho Pedagógico... eu acho que a itinerância não passa essencialmente

pelo

Conselho Pedagógico...

eu

acho gue passa maiq pela

quipa

se ter tornado um bocado

coúecida

...

Suj.

B

-

Também.

Eu

acho que

é

assim:

é

como acoutece com

a

Direcção Regional, como tuâ bocado estávamos

a

dizer

Suj.

A

-

... Toda a gente sabe que a gente sai à rua no

Nata[

no Carnava! nessas coisas

todas...

"que

atacd'

as

escolas... nessas

alturas não

vai

apenas

às

zonas institucionais onde há miúdos... o Pai Natal aparece nas escolas todas, também vai à Câmarq fala com os velhotes... é isso tudo!

Entrev.- A

itinerância se não é integrada, faz por se integrar...

(Risos)

Suj.

A

e

B

- Exactamente. É isso mesmo...

Suj.

A

-

Aqui

estamos completamente integradíssimos!

outras coisas facilitadoras... existem aquelas questões dos protocolos que passam pela Câmara e pela Junta.

No

nos§o ca§o,

o

diúeiro

da Câmara vai para a Junta e a presidente da Junta pertence também

ao

órgão de gestão... há uma data de coisas que facilitam isso

tudo.

Os nossos contactos com a Francisc4 os dias que a gente vai à escola e a forma como e§tá, também são facilitadores. É

tudo "da

casa",

nós somos da itinerância... mas somos para qualquer coisa que

é

preciso... "apagarnos fogos tanrbém" (risos)... apagámos

o fogo

do 25 de

Abril

que

foi

necesMrio... se não há mais

ninguém...

as "piquenas são

jeitosas"

e

pronto!

As

"piquenas são jeitosas,,

e

vão

animar

a bibüoteca...

(26)

@isos)

Suj.

B

- Nós fazemos muito

por

isso... mostramos disponibiüdade... nós também temos

que

recoúecer

o

esforço

Ere

eles fazem.

Eu

acho que

é

assim: temos

que

os conquistar... é a conquista... é um nâmoro...

Entrev.-

A

itinerância

é

uma

conquista permanente... das

crianças, das famílias, das

comunidadeq dos serviços, das entidades, dos professores...

Suj.

A

e B - Exactamente. É verdade.

suj.

B

-

súes?!

a

gente

vai

a

qualquer

sítio

e

dizemos: ,,somos

do

pré-escolar itinerante, precisamos disto... das fichas das vacinas" e as pessoas...

estrg vamos a

outro

sítio e é o mesmo... lts pessoas

acúarn

por nos

coúecer

tão beur, como se

fôssemos do

jardim

de infiincia.

Suj' A

-

A

diferença é que há outra abertura, até pelo

tipo

de postura

.

Se vais à Junta entregar

um boletim

itinerário...

é

uma

festa...

é

uma festa

igual

aquela que acontece quando vamos levar o folar da páscoa...

Suj' B

- Nós temos que representar bem esta modalidade de educação pré-escolar... isto é extremamente importante... quer para eles (para as crianças)...

não é para nós, porque nós não somos o mais importante... mas de facto paÍa as crianças que não

têm

a

oportunidade

de

frequentar um

jardim

de infiincia

e paÍa

as famílias... eu acho que sim.

Entrev'-

rncentivam

as

famílias para

virem

juntamente

com

as

criançag

às escolas.

acompanhareur as actividades...

Suj' B

-

sim.

Quer dizer, às vezes,

inclusivg

até faaamos assim-.. em actiüdades que

eles fazem

em

casa,

lerrávamos

outros

colegas...

outras vezes

levamo-los

às

actividades

do

"núcleo"... com

professores, pais...

com

isso

tudo. Acho

que ao

nível da

auto-estima,

é

muito

importante,

sobretudo

para

as que

estiio

mais isoladas. As pessoas precisam

distq

muito.

(27)

A}ID(O

tr

PROTOCOLO E TRATAI\4ENTO DOS DADOS DAENTREVISTA

I

Entrev.-

As pessoas interessam-se..

Suj.

B -

Sim. Quer dizer, se nós não nos interessarmos pelas pessoa§... as pessoas estão

tão

fechadas,

no

"siüoziúo

delas'

que não percebe,ln as pote,lrcialidades que têm enqtranto

familia..

e

isso

é

um

dos pontos

mais

importantes.

Por

oremplo, enquanto os miúdos estão a fazer um

trúalho

dizer:

'ele

é

@pün.Tive

num sítio onde as pessoas

di"iam:

"ah, eles são

burroq

não são capazes... a gente também não deu nada na escola...

o

irmão tarrbém não ... vão para a agrictrltura...

nío

faz mal". Eles podiam fazer

o

melhor

trúalho...

que os pais não conseguiam valorizar isso. É este trabalho que a gente precisa de fazer... no fundo.

Suj.

A

-

A

gente faz de loja... falta

o

açúcar:

"oh

professora

não

pa§sa

ali,

na

mercearia?"

E

a gente passa.

No

outro

dia... a filha mais velha precisava de saber

umas coisas... "mas professora, agora

o

que é que eu faço?

O

que é que lhe vou di,er?" Falei com a rapariga... lá lhe expliquei.

Entrev.-

Mas isso passa por uma relação de afectiüdade.

Suj.

A

- De afectiüdade muito profunda. É preciso ganhar a confiança...

Suj.

B

- Há

situações que são únicas, há singularidades que são únicas. Particularidades únicas que não se deviam perder.

Entrev.- Nem

vou

perguntar

porque

exercem

a

vossa actiüdade

profissionaf

na itinerância... já percebi que é por paixão...

(Risos)

Suj.

A

-

É.

Súes

que quando eu

vim

püa

a itinerância... a Tina disse-me:

"a

Sabrina é

como a Toyota, veio para ficar...»

(28)

AI.IE)(O

tr

PROTOCOLO E TRATAMENTO DOS DADOS DA ENTREVISTA

I

a

ver...

e

ela

dizia:

"quando

tu

vieste

aqui eu

disse: esta

não

aguenta!" Mas pronto...

Suj.

A

-

Acho

que a

Alice

ganhou... duma maneira muito boa...

gaúou

a possibilidade de libertar

um

monte de coisas dela... de valorizar

um

monte de coisas dela... ela

viüa

enclausrrada numa IPSS, quando saiu da clausura-..

Entrev.-

A

dinâmica

de

equipa

tem permitido que

vocês renovem

as

práticas

e

manteúam a

motivação... era importante saber

como

o

processo

de

zupervisão dentro da eqúpa, permite isso, como é que é feito...

Suj.

A

-

Exactamente.

acho que

no

nosso caso,

fomos

arranjando "nuances"

e

foi

arranjando

voltas dentro

da

equipa...

na forma

de trúalhar

que nos

foram ajudando...

tuí

quebras... Ínas

que

nos

permitiram

ir

renovando

e

mantendo a

motivação...

Suj.

B -

Acho

que

é

muita cumpücidadg é

o

respeitar a maneira de trabalhar da outra pessoa que temos connosco,

é ter um

feed-back

do

que se passa

no

terreno... depois é sentarmo-nos aqui e...

Suj.

A

-

...

É

dar ideias.

É

muito partilhar ideias. Ideias do que eu faço,

do que

elafaq

do que vai acontecendo...

Suj. B

- ...É

dizer "hoje estou

úorrecida

porque aconteceu isto" e achava que..

Suj.

A -

... Então porque não fazes assim... paÍte

muito

dos 'encaixes' que consegues ter, parte das avaliações conjuntas...

Suj.

B -

Fazemos uma

ficha...

quando não

é à

sexta-feir4

é

noutro

dia qualquer... e

depois

discutirmos

um

bocado...

o

que

cada

uma

está

a

fazer...

este

ano procuramos enconffar-nos mais vezes... sobretudo, momentos

de

encontro

nos núcleos,

com

os

miúdos dos domicílios, porque achiâmos que eram miúdos que estavam a precisar muito disso... então, penso, que as coisas resultaram...

(29)

A}.[E)(O

tr

PROTOCOLO E TRATAMENTO DOS DADOS DAENTREVISTA

I

Suj.

A

-

Por

exemplo,

o

ano passado também fizemos isso, com base noutra questão, que era... nós tínhamos quer

nos

domicílios quer

nos

núcleos, miúdos

de

cinco anos

muito

isolados

(tíúamos

dois ou três miúdos que

viúam

este ano para

o

lo ciclo,

muito

isolados e outros com três anos que iriam para as me$nas escolas) e

achámos que seria bom incentivar algumas actividades de gnrpo que so se pode,m

fazer em grupo alargado, por exemplo orpressão dramática... que é uma coisa que se

tem

dificuldades

ao

nível dos

domicílios,

ou

quando

nos

grupos existe uma grande discrepância etária...

e

a

notou-se urna grande evolução

nos

miúdos de cinco anos,

inclusivg

na forma de adaptação.

No

final

do ano, eles deslocam-se à

escola, quando são miúdos isolados e

no

ano passado os miúdos dos domicílios eram levados às escolas para irem

coúecendo

as escolas e adaptando-se também.

Acho

que

renrltou.

Sem

os

'desinserir' dos domicílios (dos

contextos), rezulta

melhor

do

que ser só na

festa

do Natal,

ou

em

momentos pontuais

que

os juntamos.

Acúam

por

integrar-se

em contexto, num grupo maior,

muito

mais

alargado

e

criam-se

laços

e

afectos...

e

formas

de

estar

que em

termos

de socialização,

por

vezes falha

em

meios isolados.

Acho

que aí temos conseguido

múta

coisa.

Entrev.-

Estão

a

fazer

a

integração

gradualmente...

isso

impüca

uma

grande planificação aqui... e instrumentos de avúação... isso é feito em equipa...

Suj.

A -

SinL gradualmente. Nós trabalhamos

múto

em equipa.

Suj.

B

-

... Sim a equipa é isso, senão não haüa..

Entrev.-

Também firncionam em equipa paÍa agestão dos materiais... os critérios para a aquisição de materia[ quem decide o que se compra...

Suj.

B

-

Sino, nós vamos as duas...

(30)

A}.[E)(O

tr

PROTOCOLO E TRATAI\{ENTO DOS DADOS DA ENTREVISTA

I

Suj.

B

-

Vemos

do

que precisamos mais...

por

exemplo, este aoo temos crianças mais novas... entilo precisamos deste

tipo

de mateÍial que não temos... preocupaÍno-nos

imenrso com os

liwos,

se são ou não adequados à realidade.

Entrev.-

Este ano tem três domicílios e três apoios... num

total

de quantas crianças?

Suj.

B

-

Nós temos assinq três núcleos que

úrangem

13 crianças, três domicílios que

úrangem

4

crianças,

num

total

de

dezassete

oianças. Depois temos

ainda

4

escolas

do

lo ciclo e a ludoteca de...

Suj.

A -

A

ludoteca que

deixou de

se

justificar

que funcionasse continuamente,

por

haver poucos miúdos,

e

enti[o

passou

a um projecto

quinzenat

de

animação... actividade de animação que inserisse de

novo

os

miúdos... com miúdos

do

1o

ciclo,

2o e 3o, na tarde

liwe

que eles têm na

EB

e

inclui

os idosos

do

Centro de

Diq

a comunidade (quem quiser aparecer), os pais... todos os níveis etários... dos três meses aos noventa anos. É na

hdotec4

quinzenalmente.

Suj.

B -

Decidimos aproveitar esse espaço, porque

a

ludoteca é mesmo

por baixo

do Centro de Dia e tarrbém porque não há muitas outras actiüdades para eles.

Entrev.-

Isso é um projecto interessante de articulação entre gerações.

Suj.

A

-

É.

É

uma

comunidade

que

está extremamente envelhecidq que

tem

muito poucos miúdos..

Entrev.-

Isso significa que vocês têm que

ir

num horário em que os miúdos

não têm

aulas.

Suj. B

- Não, escolhemos o dia em que eles têm a tarde üwe...

Entrev.-

Se as actiüdades funcionam para todos os níveis como é que dinamizam esse

(31)

ANE)(O

tr

PROTOCOLO E TRATAI\,IENTO DOS DADOS DA ENTREVISTA

I

Sui. B -

Comunicamos... como zu te,nho um núcleo nessa comunidade, informo sempÍe e vou dizendo: "na quarta-feira" vai haver isto, apareçam...l' Eles

nos

coúecem

e é uma festa... faz-se

châ

contam-se histórias

-

eles e nós, eles fazem bolos...

Sui.

A

-

...

Adoram contar

histórias...

ali

pessoas

que

adoram contar histórias e

também adoram ver a gente a contar por um

üwiúo...

essa parte é muito gira.

Suj.

B

-

É

muito gira,

porque

dizem: "alr,

agora neste

tempo

jâháisto...

nós

de

ouvir...

ouüarnos as

mães,

as avós"

e no

meio

de isto tudo,

querem cantar... aquelas canções que a gente acha

müto

guas... é fantástico... girísssimo... depois os miúdos cantam também... é uma

troca...

a itinerância também tem que passar,

mesmo, por aí...

Suj.

A

-

... Para aliviar as tensões... é uma comunidade um bocado complicada, porque há montes de guerrilhas, apesar de serem todos familia... primos...

Entrev.-

As

comunidades pequenas têm

muito

essa vertente

do

conflito... a gestão dos conflitos é importante...

Suj.

A -

A

vantagem desta

dinâmic4 é

que as pessoas nesses momentos se

juntam

e

esquecem esses conflitos... é um bocado isso tarnbém.

E

a gestão dos conflitos... e

de que maneira...

Entrev.- É

interessante que ao nível da equipa as pessoas possam reflectir acerca desse

tipo

de intervenção... ver como se desencadeiam os problemas e tomar consciência de

como

eles se resolvem...

pode

ser

um ponto

de partida paÍa

a

constnrção de algum

coúecimento

acerca da intervenção na comunidade...

Suj.

B

-

A

música... alguns miúdos tocam acordeão... e nós aproveitamos

tudo

isto...

formam

tipo

'conjunto'

ou

bandas...

os

velhotes, também

tem

artistas... nós canalizamos toda aquela energia... e aproveitamos.

Suj.

A

-

Antes

de

vir

paÍa

a itinerânciq

estive

num

siüo

que pertence também ao concelho... que é também uma comunidade complicada... com muitas

(32)

AI'[E)(O

tr

PROTOCOLO E TRAIAI\,IENTO DOS DADOS DAENTREVISTA

I

aquelas coisas todas.

No

outro

dia

a

au:<iliar

do

1o

ciclo, a propósito de

Santos Populares disse-me:

"a

educadora quando cá esteve fez feiras das escolas... com

EBM

lo

ciclo e

jardim d hfiincia".

Eu

tiúa,

mas eÍa so com os miúdos e com os pais... assim com

o

resto não. 1r1e

final do

ano tinha

feito

uma grande festa...

filmei ao

longo

do

ano

inteiro e

depois

fiz

uma

mont4gem

com os

momentos significativos

e fiz

uma

cassete para cada

miúdo....

que

foi

passando durante a

festa...

e

entr€úanto, eles também

tiúam

feito

um ürno

com

trúalhos

feitos

ao

longo

do

ano, com as histórias que eles forarn constnrindo, relatos das visitas de estudo

etc.

Foi aí

que

eu

descobri que

trabalhav4

muitas vezes,

com

a

porta demasiado fechada. Muitas mães, tambéÍn, não

trúalhavam

e eu também não lhes

úria

muito

a porta.

Comecei

por

dizer

no início do

ano: "eu não

preciso de cinquenta

deseúos dentro de uma

capa,

todas

as

semanasn.

Então, todas

as

semanas quando chegava

ao

fim

da

seman4 distribuía

os

desenhos... fazíamos

montiúog

ficavam

X

dentro de uma capa

e

o

resto fazia

"rolinhos"

e mandava para casa... paÍa verem o que cada um andava afazer

-

deseúos, pinturas e coisas

do

género. Eles começaram

aí,

a

acompanhar

e

começaram

a

ir

ver

o

que eles

andavam

a

fazer.

A

questão também

é

se

úres

ou

não as portas da escola

e

se

úres

as

portas

da

escola

a

questÍio

é

se

paciência para

'aturar'

tarnbém as coisas

que

se passam

fora da

escola.

O

que

é

diferente?

Por

mais que

tentes

intervir...

é

muito

difereÍrte! Porque,

realmente

quando

se

está

em

casa das

pessoas... está-se inserida na comunidade (se calhar é

muito

diferente em termos rurais

e

em termos urbanos

-

coúeço

as diferenças).

Acho

que

a

escola muitas vezes não é assim. Em termos de

jardim

de infância é mais fácil resguardares-te do que abrires-te... é uma defesa. Coisa que nós na itinerância nem sequer nos passa

pela

cúeça.

Em termos

do

lo ciclo,

2o e 3o

g

por

aí adiante, tens muitas vezes a

questão

do trilhar

dos programas... se

eu

quiser tentar fazer este papel,

com

Orientações CurriculaÍes, tarnbém

posso

fazer.

@em

queq

d,i a volta. Abre

a

escola, comunica

e

as

coisas desemolam-se

de ouüa

maneira.

E

uma

questão pedagógica... uma vez

um

menino disse-me que queria ser

'o

Génio da Lâmpada sem

perniúas'...

não era

o

Aladino.-. passamos umas noites, aqui na sedg até às tantas

da

manhã,

a percar como

daÍ

à

luz

um

fato

de 'Génio da

Lâmpada sem

perniúas'.

E

saiu!

Tiúa

que ser!

Referências

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