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Herpes genital

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Academic year: 2021

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(1)

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. UNIVERSIDADE EEDÉRAL DE SANTA CATARINA ~

' Q 4

~

Centro de Ciencias da Saude Çurso de Medicina

HERPES GENITAL _

i

*

Cristina Maria N. C. Kessier

_ Gi1berto.Minaki A _ ~ _ ×

Alunos da XI fase do Curso de Medicina da U.F.S.C. A

Nossos Agradecimentos ao coordenador e orientador» -A A

do trabaiho Dr; Prof. Jorge Abi Saab Neto T Mëdico , 197§¿ p_U.F;Pr.

_-¿Resid.Tocogineco1ogia, 1976¿`U.F.Pr¿ Professor Assist. Tocogineco1ogia_: Medicina - U:F;SC; ' ' fi M _ _ ` -.~_ ~

/

U - A

A colaboraçao da Dra}_Prof._Sandra Mara_w¿› Rinaidi -

Mëdica, I976; U;F.SC. Resid;›Tocogineco1ogia, 1978, U.F.RU; 1-'Professg

_ '

-ra assist; Tocoginecologia, Medicina, U.F.SC.' V 1 __

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'i. -

A participacao do Doutorando Vilmar Setter, ›a1uno

da XI fase, Curso de Medicina da U.F.SC. ~« ~ =

_» _ _ rwmzzzm `- V ¢¡,¿,<...v, .z-___ «GV--\__ -_ -.-..._â..,..__.._¬..,.-_.¬.‹-¬=v. __ ___ _ __ .. _ _ __..._...-¡-~...-¬..___«¬ __ _ ,.._¬_...;z-..,__.__¬ _ _ ...,.._.___._¬‹_?.._________ ___ _ __ __ zz-. _____ :.._._..¡.-....¿....¿ _ _- __ ___ ._ __' ,...z«.~___ _____.«,z<-¡,...¬,z.,1,.._f. I - __ _ 1 .___ --- zz

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‹í~ Iv. ¬ FoRMAs TERAPÉuT1cASÇ;§

... .. ;;§;.11 Ã

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f*fz;v.Az~â coMENTÃR1os,.;...;; ... .. ;i;;;2o'*”

~ '.VI~ 4 SUMMARY...;...§.... §;;Ç.22 - à 1 . -- , . . z _ },~ zv11z.z REFERENc1As B1BLroeRÃF1cAs;¿;; >Ç;..23 .zz i ¬ Q r 1 É il =r | É m - -V-_-=-z-.--fz .`....»V.-_<,-.mfV«‹V_Y v,..'T,_-..‹z.-.-‹-_,¿z',_.W.._.,..,â -z¬,~1=-F.-=-_ A - f ~ vó- =‹~---¬›-ff ~.f_' .' í›~f ¬ 1 - ¬-~~--*~~-¬~~~-~'¬-'-“¬`-›-~‹~¬~

(4)

,I -‹ . \ s . -1- z A 1 - REsuMo HERPES GENITAL '

. Este trabaino apresenta uma revisão bibliogrãfica sg

bre o HERPES GENITAL, onde são abordadas a conceituação, 'inci-

'L ^ . z __ o '

,_ _ '

_.

dencia, a patogenia de forma suscinta e os fatores desencadean-

tes, os aspectos clinicos mais importantes, as compiicações ad vindas desta enfermidade, o diagnostico e diagnõstico zdiferene ciaT, cuiminando com o tratamento, sendo este o enfoque princi

pa] do assunto estudado. _

'V

__ _

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~ ~

. Diversas consideraçoes sao discutidas, seguidasc das

~

_

-

_ conciusoes proporcionadas por esta pesquisa bibliográfica.

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(5)

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I

l . \ -z- . ‹ II - INTRODUÇÃO ~ A

Diante da dimensão que vem ganhado o HERPES GENITAL em ambu~ latõrios e consultõrios de Ginecologia, Obstetrícia e Dermatologia, pe

la crescente liberalidade sexual, e conscientes das caracteristicas pro

prias desta patologia, como sua latencia, recidivancia, a dificuladade_ com que mëdicos e pacientes se deparam para erradicã-la e ainda pelas '

2

~ à

I sërias implicações advindas da mesma, objetivamos este trabalho.

1

~ .-

.

.n Esta apresentaçao tem tambem como intuito, mais um alerta

pa .

ra a importância desta enfermidade, a fim de que estejamos atentos para diagnoiicã-la e ainda, partindo de alguns critërios, ter ã mão rb;meios

que amenizem os sinais e sintomas, atenuando também a recidivãncia. l J _ ~ ' l 1 I 1 Formato A4 f '/J\""'“_““Q` A

(6)

111 ›'coNs1oERAçöEs GERAIS

õ›_oef1ni;äo p '

o HERPES VIRUS ë conheéido pelo hömëh desde b año 100 a;¢.,

quando os fisicos Greek e Roman caracteriiaram estas lesões e as .no-

mearam de "Herpes" significando "to creep" ( aiaštrarëse )¿ parad@si§

-nar o caminho que as vesiculas tomam ao Iongo do epiteIio;( 6Í);

_ São virus.DNA relativamente grandes

( 180 L

2OÓm;1)

pro-

vidos de capsideo icosaëdrico ( 162 capsõmetros ) é de envo1t5rio Ii-

pidico, capaíes de.fdrmar_incIusões intranucierares e de infectar O

homem e aigumas especies animais; exibindo afinidade dëräöneúrotröpil

ca. ~

0 Herpes virus Hóminis possui dois šórotipös (I e II) due

podem ser identificados atravës das provas de ñéütraiiíacäö na ememl

brana corioalantõidé de animais e de fixação do compiementö; '

W

O HzV.H ¿ tipo I e O agente causa1 da maioria das Ièsoés

ø ._. _ . 1

. 1 - - -- ' 'z" -ir". '\""'="

herpeticas nao genitais; por exemp1o¿ herpes labial; a geñgivdiestoma tite e cerato-conjuntivite.0'H.VYH tipo II acomete a região šënital;

IncIuem=se no gênero Herpes Virus o agente dë trëš virošës

importantes no homem: o Herpes SimpIex, o iostér ë a varicë1á:( 18 ) `

Dedicamos nossa atençao ao Herpes Simpiéxg mais particuIar¿ mente o Herpes Virus Hominis IIi( H;V:H - II ). '

,

'

b) Incidência

1 o H.v.H = 11 àófistítui -se âtuaiméhféenúmä áãš'máiófës a-

feccções transmitidas-sexuaimente.( 2 )- Existem dados afirmando due

sua incidencia jã passa da Sifiiis e chega a competir com a' gonorä

rëia ( 6 ) H ` _ I '

.O contato inicial, em gerai; ocorre prõximo ä puberdade e É

nessa epoca que se evidenciam os anticorpos, para apresentar um au>

mento significativo durante o apogeu dos anos de procriacäo; _

-3-

(7)

I

' \ -` Ívmr: L4 . _4_

A maior incidência da infecção declarada do H,V.H¢ - II ocorre no fim da 29 dëcada e inicio da 39. ( 13.) Í l A

_

y

_

V ,Numa investigaçao realizada entre prostitutas, a pesquisa de

anticorpos especificos se aproximam de l00%. ( 15 Ú ›

ç

Apõs a exposição a homens com lesões herpëticas ativas ~ nos

genitais, 50 a 90% das parceiras sexuais sensíveis apresentam a infeç

ção. (v3 ). Particularmente, nos ambulatõrios obstëtricos, l% das mulhe

Ê. ' ; z

res investigadas com exame citologico tem diagnostico confirmado e cerca

de 43% são assintomãticos. Se presente o H.V.H. - II durante o parto, o

recëm-nascido tem 40% chance de obtë-lo. ( 3 )

' ' ' ¡. z , ' _ ' 1 ¡ K Ó

Q

`\-À» c'‹ * " s» \ "` ' _ \V ~ J cl Patogenia ` '

A infecção inicial se processa na vulva, vagina e/ou '

colo,

-. ø ~

ou em todos os tres, entre 2 a_7 dias apos a exposiçao ao vTrus` »infec»

tante, veiculadas pelo sëmem, secreção vaginal e atravës.de solução de

continuidade das mucosas, e por isso mesmo, ë considerada uma doença ve-

, i

nerea pela maioria dos pesquisadores. ( 13 )

.` `

~

f

.Os herpes virus mostram tendencia a citopatogenicidade fo#

cal, que se traduz pelo aparecimento de püstulas na pele e na membrana co

;

riolantoide infectada. ( 13 ) Por outro lado, a caracteristica mais-noi

'. ~ _ - '

‹- 4

d

tavel da infecçao herpetica genital e a tendencia que tem o virus_ e per

sistir em um estado latente no ganglio sensorial pëlvico do plexo de

Frankenhauser e periodicamente podendo ser reativado produzindo as infeg

ções recorrentes cervicovaginais, principalmente em locais onde jã ha via uma previa lesao primaria. ( 73f) ›

-_

Grande parte dos pacientes que apresentam as recorrencias, o

fazem nas situações em que as defesas imunolõgicas estão transitõriamen-

te alteradas, tais como: stress emocional, febre, frio, menstruaçao, uso .

de imunossupressores, portadores de de neoplasias, situaçoes focais como'

_. ~ `

o coito, a masturbaçao, banhos de sauna, exposiçao a luz ultravioleta tam bëm favorecem as crises de recorrëncias:.( .6 )

d) Quadro Clinicoi _

fi -_ ' Y ...

Apos a exposiçao ao virus, as lesoes se instalam principalmen

te na vulva, vagina e/ou colo uterino, ou todos os três, entre 2 a 7 di

as. As lesões são mõltiplas em forma de vesiculas,sobre região eritematg

sa.

(8)

\

w ¿

Ç ,

-5_

Nesta ocasião as pacientes em geral, apresentam secreção Wa- ginal, desconforto e dor. As lesoes mucocutaneas estao sujeitas ao trag

matismo e as vesiculas podem se romper e se tornar infectadas secunda-L 4

riamente. Posteriormente aparecem ulceras rasas, corroidas, dolorosas,

. . _'\ .. .

__ .

cobertas por uma branca membrana fibrinosa \no local. Ha presença de

z. ` .-

linfoadenopatia regional, consequente a drenagem linfatica do virus e

ao estimulo ganglionar pela infecção bacteriana secundãria}~

_- ~

Enquanto os sintomas locais de prurido,disuria, inflamaçao da

r _ _

~ ~

vulva e da vagina, dispareunia e secreçao aumentada sao comuns _ tanto na infecção primãria como na recidivante, os sintomas sistëmicos a sa-

... ' ~ `

.. _

ber: indisposiçao, mialgia e febre, sao restritas a primaria. Quando

~ _ .-. .z

a infecçao se situa em colo e ou vagina tem se ainda ardencia pos - cqi

tal intensa. -

.

' '

~ ,

Estes dados refletem a viremia da infecçao primaria , e a gra

vidade dessa resposta ë influenciadafi pela presença de anticorpos do H.V.H -'I , pois existe imunidade cruzada entre os dois tipo ( I e II ).

~

‹ .As iesoes desaparecem depois de 7 a l0 dias, entretantb‹ se

a infecçao micotica ou bacteriana seçundaria nao e tratada, podem per-~ sistir por 2 a 6 semanas. '

_ I

` ~

A O titulo de anticorpos especifico tem elevaçao de 4 vezes

mais, observando o soro prê e pãs convalesçente. ( iëfi ) i'

-

Í»

A forma recidivante aparece principalmente na vulva, vagina ou colo, como a primãria. As ulceras se limitam em tamanho e numero. Ro

de ser desencadeado um comprometimento cervical na forma de cervicite

a

guda ou uma Unica ülcera grande. ' A A ' "`. - ~ “

Os sintomas sistemicos no Herpes Genital recidivante ' sao

' ~ ~

minimos|e os locais acometidos focalmente pela afecçao, sao os mesmos da infecção primãria . A adenopatia inguinal está ausente e o titulo de

anticorpos especifico nao tem alteraçao significativa. ( 18] )`

H)

'~

' V

ø 4 ~ - ' `

A hipotese diagnostica de uma afecçao_por H.V.H -_II deve surf

gir principalmente durante a anamnese e o éxame fisico da pacientá, 'n0,

, .~

consultorio. Na maioria das vezes, as evidencias desta enfermidade _ se

~ .. 4

mostram claras e nao ha grande dificuldade para se chegar ao diagnosti-

co, quando virmos a lesao na sua fase inicial. ' '

_- <'fÊ (3 Q‹J

~ 4 ,

- - A confirmaçao se

obtem atraves do Esfregaço de Papanicolau das ~

lesoes, podendo encontrar-se grandes cëlulas multinucleadas contendo cor

_ _ ppsculos de inclusao intranuclear eos1nofilos.'_ r a ' . A .

g_~

Furmaln A4 ` ' Tlqinúul I . ___'__________.. ---›~ ~=~z ~¿...z..- ..___.,»_.,._.. ,.=-..zf.._._.;¿_fa-¬›‹nv-mz-i-¬-¬. zw--. Í' ..z..'.z-.zf¬... .¬ .._,\..¬..-.---z¬›‹-za -- f- -¬ -~-‹ -- - «f ›« ff ----'-*f**“-'*'f›¬-››f1-f--‹=-_~›' ¬ -'**- . . _ . _ - I* \

(9)

\ x lz. _ ram» A4 ' ¢\z‹z««-.Á _5_ .- .¢

Associando-se a biõpsia com a analise citologica de uma pre¿- paração celular da lesão, o diagnostico ë determinado freqüentemente.

O '

ment do_virus pode ser realizado na membrana corioalantõide de

isola o A

V

ovos embrionados. Multiplica-se também em culturas celulares, a sa-

ber: celulas primarias do rim humano ou de macaco, celulas amnioticas .

humanas, fibroblastos de embrião de galinha ou cultura de linhagem cen tinua.

(;l8))

~ “ _ _ _ ¿ V ø ~ _

A anãlise sorologica atraves da fixaçao do complemento na

prova de anticorpo especifico para o Herpes virus, E o melhor siste-,

4

ma sorologico indicador. -

. ~

`

_ Na infecção primaria, os anticorpos aparecem no soro

f do

79 ao l49 dia, tendo o pico mãximo dentro de vãrias semanas. Depois

o nivel se torna basal para o resto da vida da paciente. ( 13))

Um estudo recente ( 5)') sugere que Ó Herpes Genital recidi

vante,euma condiçao (alem do Eupus eritematoso sistemico, Artrite reg matoide e gravidez), que pode ser adicionado como causa de falso posi' tivo no teste FTA - ABS, usado para o diagnõstico da sifilis. Reforçan

do esta teoria, o~autor Zane A. Brown, confirma que o uso deste tes te em qualquer tipo de lesao, sem histõria clinica significante, _rea

lizado em laboratorios que nao possuem controle rigoroso de qualidade para realizar o exame, e por certa dificuldade na correta interpreta-

~ 4

çao dos dados, o diagnostico pode se basear muitas vezes, num resulta .

do falso positivo do FTA - ABS. (íšf ) i ' .` *Í ' l V` ' V ~ Durante

a gestação, se hã indícios de infecção genital her~

4 ~ - ~

petiCâ, torna-se importante a realizaçao de uma amniocentese *

com'

f- .-

posterior citologia e isolamento viral do liquido amniotico, atraves

Q 't .-

de cultura ou imunofluorescencia. ( 1) ) Este ultimo exame confirma _ _

ou nao a citologia do liquido, que em algumas ocasioes pode oferecer -

resultados falso positivos. ( 3) ) `

~ -.- ›

,q

Este procedimento resultarã conduta que parece hoje ser conf,

senso mundial: A

'

, _ _ _

. . _

*a) Se detectada o H.V;H - II ativo no termo da gravidez e os testes no

liquido amniõtico apresentarem resultado negativos, tendo-se ainda

as membranas integras, indica-se.cesareana; z

_`¿*í ~

b) Detectado o herpes genital ativo e os testes no liquido amniõtico re

sultarem em positividade, a conduta ë parto via vaginal, pois

presumi-4

velmente o feto ja foi afetado ( por Nahmias et al ) ._ `

c) Ao diagnosticar-se o H.V.H - II ativo, os testes positivos e as mem

branas rotas, tambëm a opção ë parto via vaginal. (-If)

_ `

(10)

z- . Í '_ ___* _ ___,_, __,__ _ _,_______ _,,_,. ,__._z ,._..__,___._ ....,,,,.- -..._...,_._..__.._.__.fv_.__ ___, _,

_I,r

_ ..7_ ”

I

_ '

Vãri as enfermidades se apresentam com sintomatologia idên-

U

'

Tem forma de apresentação em ulcerações genitais, ou orais'

|

'E

parecem também durante a gravidez e lactação, reaparecendo posterior-

I

E

. A

'

_ Em alguns casos podem surgir sem

ciclicidade., Nao sao tran~_s_ z

|

f drome de Behçet. _ › . _ _ _ _ ~ _ _ _ ~

I! entretanto a etiologia e desconhecida, Discute se entre virose, _aler

_¿

I

'

dos carenciais e fatores psicolõgicos., ~ ' - f ~ z ` --'

I

'

varias semanas e se curam atraves de amp a cicatrizaçao. J 1 ¿

|

'

_ Ainda se discut'èm'" varios outros diagnosticos diferenciais co ~

_____A_:_ ___ _ v_ - _ :_-.az-.. ¡_¬___^_ _ ___ _ __...

\

Entretanto, nos trabalhos de Chang e 0' Keefe, preconiza-seu

a cesareana de rotina em gestantes com doença herpëtica genital ativa

no ültimo mês de gravidez. '

^ 'A4 4

-

Na pratica leva-se em conta ainda, que se as membranas esti verem rotas ha mais de 4 horas, procede-se ao parto via vaginal.' E,

se as membranas romperam-se hã menos de 4 horas, faz-se cesareana.

`f) Diagnõstico Diferencial

tica ã afecção pelo Herpes Genital, devendo estarmos atentos para dié

' _ I _ _ _ ferencia-los. ' › ~ ' ' ' - E

Descrevemos e citamos aqui, as mais importantes, a saber:

Ulceração Genital recidivante, ( oral )

'_

_ f.l -

parecidas com as herpëticas,tendo entretanto, maior ciclicidade, sur-' _

gindo durante a porção mëdia do ciclo menstrual ou durante a fase prë-menstrualš cicatrizando durante ou logo apõs a menstruação. Desa~ mente. `

v~~ '_ ~' V

__ ,'-

~ ~

mitidas sexualmente. Quando existe ulceração recidivante oral e geni- 'tal, acompanhada ou seguidd= de iridociclite recidivante,temfse a sin

'

_ '

Leva a graves alterações do Sistema Nervoso Central.e pode

estar associada ao Eritema Nodoso. E _

` E'

_ «_

"`

'

_ A maioria destas lesoes parece ter uma vasculite como base,¿

4 _

_

gia, fator genëtico, doença auto-imune, influencias hormonais, esta

~ f. 2 - Úlceras de Lipschütz= _. ' __ _ _ . __-_ I» '-

São úlceras profundas,em pequeno nümero e grandes. Persistem

4 , ' 4 .I , ,_ 4' ' '

_ A provável etiologia ë um substrato psicolõgico§V

' 4 - 4 , 4 - - _ '

mo a sífilis, tuberculose genital e a variola. (]3D _l_ _

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1 _3- g) Complicações

As complicações que podem surgir no decorrer do periodo a

gudo, ou apos o periodo agudo,ou ainda na reinfecçao, sao as `mais

diversas e não ocorrem necessáriamente em todas as pessoas acometi-

das por esta enfermidade. '

,_ _

'

.

» ~'

s. Experiências evidenciam um maior indice de abortos apõs

a infecção materna com H.S.V - II no inicio da gravidez, e um alto

indice de prematuros, cujas maes tiveram infecçao herpetica apos a

209

semanade

gestação.

Q

Jg

(\;›d,'.W

LW»

/

_ ' - 6

uando o conceito _ ë atin ido durante a ravidez via lacen P __

tãria, não ocorrendo o aborto, poderão ocorrer alterações `

morfolfi gicas de organogënese, tornando o recëm-nato indiferenciávël das

formas congênitas de infecção por citomegalovirus, toxoplasmose _'e rubëola, apresentando microcefalia, microoftalmia e atraso psicomo

tor. (118)) '

- _

_

Por outro lado, se.a criança ë atingida durante o parto por contami nação vaginal, as manifestações podem ocorrer 4 a 7 dias depois, i-

niciando com febre, tosse, cianose, taquicardia, ictericia, vomi tos, diarrëia e convulsões, sendo em 60% fulminante, resultando em um colapso vasomotor ou parada respiratõria. Nos sobreviventes, em mais de 50%,sequelas neurolõgicas\e oculares permanentes podem ocor

rer. ( l8\) e À

`

'

__ “

_ H Entretanto, experiencias feitas por John Grossmam e cola-

. . .

boradores ( ll\) , mostraram que-em 57 gestantes õcompanhadas, _nem

' ao '

¬ *_ *Í

sempre essas complicaçoes se apresentam. _' --6

_

0 trabalho durou 2 anos e todos as pacientes tiveram cul- tura`positiva para o H.S.V - II. De todas as gestantes em que o par»

to foi normal, 2 tinham cultura positiva para o herpes.virus a' me-_

nos de 7 dias antes do parto, 7 tinham cultura positiva com .pouco

mais de umasemana antes de inicio do trabalho de parto, 19 submete- ram-se a ”Çesareana pois tinham infecçao ativa, 6 destas l9_¿ tive-_

ram bolsa rota hã mais de quatro horas antes do inicio do parto ci-

rügico. ~ ._ _. - 6 _ G V .'_ '

¿. Nasceram 36 crianças do sexo masculino e 24 do sexo femi-

nino, sendo que a mëdia de idade gestacional foi de 39,6 semanas, 0

peso mëdio 3,447 gr. ~' _ _ _ - .A _ _ ' 1..

I

_ FormatoM

(12)

x ›

I

` I F ` \ _ _ ¡ ` f .' I /

Destas 60 crianças, 58 nao apresentaram alteraçoes

neona-Q

tais e 2 gemeos faleceram. Logo apõs o nascimento realizaram-se cul

_ turas, porëm estas fracassaram na tentativa de evidenciar o H.S.V.» _ - II; 35 mães amamentaram seus filhos, incluindo l3 que possuiam in

I

fecçao ativa no momento do parto. Nao houvem mortalidade

out seque-

las peri-natais. ( ll\) . '

reportado por Ioannia Zerveudakis e colabo- Um outro caso

_

I

` radores ( 23 \),~ relata que uma gestante apresentando infecçao pelo

1. \

semana de gravidez e ainda a presença ' do

\\ _

I

~

~

U

I nao apresentou alteraçoes de qualquer natureza. Foi pesquisadow

ne§_

te caso, o titulo de an

U

H

o concepto, durante a gestaçao. (_z 231)

' - i . ` herpes no cërvix na 369 H.S.V.- II no liquido a

reana e o feto nasceu e

mniõtico na 399 semana, foi submetida a cesa m otimas condiçoes e ate a idade de l8 meses ticorpos especificos para o H.S.V. - II no

soro materno e_no sangue do cordao umbelical. O resultado foi simi

mae tenha transferido seus anticorpos IgG

¡ .

lar, o que sugere que a

ao feto e estes neutralizaram o virus, proporcionando defesas para _

= A encefalite

4

em qualquer grupo etario, na maioria dos casos sendo severa e resul

»

1 ~

tando em õbito ou seqüe

U

As lesões são amiudes, destrutivas, com grande tendencia a

la neurolõgica permanente. i _ ' ' z ~‹ _ _ '

A patogenia desta seria complicaçao continua ainda obscu-

ra pois os sinais clinicos do envolvimento primãrio do Sistema Ner- amente raros. . ~ i` _,,j _ W- VOSO Cêfltrãl 'S80 €'XtY`€Í!l

mporais, e aumentar a pressao intra-craniana,

_ comprometeu os lobos te

I

erebral ou tumor, dificultando o diagnõstico.

-_

simulando um abscesso c

Este necessita de boa a namnese, exame fisicoee teste de imunofluores

I

cëncia especifico para celulas inflamatorias no liquido cefaloraqui-

diano. ( 7 X) ` ". 'I “ ` Í _ _ ` _ `›

"

U

. heniatogënica no periodo › - _ '

__ Experiencias em animais evidenciaram_que o acometimento do

Sistema Nervoso Central

H H

'

pode ocorrer principalmente atraves da via ~ 4 ` ' ø

»-_

agudo daíinfecçao primaria, na_epoca de late

cia ou na reativação da

_ _cia da defesa imunolõgica nessa ocasião, para restringir a neuro-in-

I

. vasão pelo H.V,H.- II.

( 7'\)

`

 -»

_ infecçao. Ressalta-se portanto, a importan- '

e l964, vem sendo aventada uma outra complica

Í Desde o ano d

I

_ ção do

H.s.v.' - 11 àtrâ

- 4 '

_ logia sorologica, que o

I

plasia cervical _ e _ Carci noma

de cervix} ( lfií) _ › *§_{~ .f __ Â a

U

' rzzmzzw A4 Q. _. - _ \ _ _ _9_ l

herpëtica e outra complicaçao e pode ocorrer

1 pu I

1

n ‹

vës de estudos citopatolõgicos e por epidemio herpes genital seria o maior precursor_de di§_ »

-,\.‹..«...m

_- ._...z_»_.,f.f...,...___:

_ _

¡__,¢› _

(13)

I

9 \ '\ I FommnM

~'

_ -10-

. 0 potencial oncogënico do H.S.V. - II ë estudado em

cul-i

g Resultados de pesquisas propectivas em mulheres que con-

~ z

trairam afecçao genital herpetica revelam que a percentagem do Car

'cinoma "in Situ" de cervix ë de 8 vezes a percentagem do grupo de mulheres\sem contato com o H.S.V. - II. .

_

_

. Tambëm foi demonstrado que apõs a primeira crise aguda

. z 0 H.S.V. - II migra para o ganglio sensitivo pëlvico de Frankenhag _ É

ser e pode permanecer atë por 60 anos latente, sendo reativado a .

qualquer momento por determinados estimulos.A incidência continua

~ ~ .ø

de reativaçoes, desencadeando infecçoes repetitivas no cervix, pg

de induzir transformaçoes no epitelio cervical, levando progressi- vamente da displasia para a neoplasia de cërvix; ( 20'b

' \ É l _ ` A.‹...t ___ _ _ _ -.»¬-›~ .zz , _ z=‹-.--z¬,_zz__..‹. _ . --.¬Í_¬ ._`____*v- . we-

(14)

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l l ~1$`“* ›`‹ -¬' IIII Ç z .`. \ . _]]_ . Iv - FoRMAs iERAPÉuT1cAs f _ _ › .

. Nos_ültimos tempos, cada vez mais tem-se estudado e pes-

quisado sobre o Virus Herpes, na tentativa de um tratamento adequa do, que atue atenuando os sinais e sintomas, tendo ainda o efeito de exterminar com a recidiva do quadro. .

g

`

A

_" _ Na literatura encontramos numerosas formas terapeuticas, as quais passaremos a descrever, preocupando-nos em relatar -

seus

beneficios e prejuizos, na medida do possivel. _

_ 44:: l) Iododeoxyuridina_ (-IDU.) _ V _ i` ' V E

yum agente quimioterãpico utilizado hã muitos anos et jã provado afetivamente. Seu efeito ë muito bom para o H.V.H. - I, .

'entretanto sua ação ë insatisfatõria quando para o tipo II.( 2; ) ' `

Utilizado no recëm-nascido na dose de 50 a 100 mg/Kg/dia

5 dias, com algum sucesso. -

'

' «

2) Adenina arabinosideo ( ARA A ) _

_' __ .

~ Derivado purinico tambem efetivamente provado

na forma de uso tõpico em casos de queratite herpëtica. ( Zi )V

_

A sua administração_sistëmica parece ter bons resultados,

,-

quando na encefalite herpetica. E eficiente contra o H,S.V. - I

po

` rem estudos do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas' ( NIAID ) e outros,_tem indicado que a droga não surte muito efei

A to para o tipo II. ( Õl) _

' ~ A 3) Levamisole _ _ V ~

~~ Droga que visa aumentar

a imunidade do *hospedeiro a ni- “

vel celular, ë utilizada em esquema de repetição semanal com alguwi

iz

.

¿

'

ma melhora dos quadros ide' recidiva.

( 2 comprimidos/dia, por 3 .d_i_

' . _a)__

__Q_¿}J_{}3_,Q>3jL1«¿¿,¿¡,¿

¿ ã::::;Í:šLJí¿¿JJ)_ _ 4) Isoprinosine "_ _' › _ _ --

f>".

¿- Agente imunopotenciador a nivel celular e humoral, que

~

foi estudado pelo Centro de Saüde Estudantil da Faculdade da Calif fõrnia em Fullerton e utilizado em 53 pacientes. 'g'×'*L" _

-}\z:.,z.×.t formam A4 W . - - A - . A . f~ fi~ -~ ! I

"

V ' ....Í ' -5 Â""""" " ~ ' '~¬-f~¬-f=?E-äsufif-f-z-. ;`-‹‹-».¢;'v*-'ê.=¬z7.==. _¬+. V.-.zz‹€x›f¬"'r'<=?1*-:Áf<1'¬~v!'êêiv:\e==F=1-2-¬z‹f'ÉäzTí:1â:v:;¬?¬wã,âa¿›§‹%FEã‹^=«~-«fz-..‹=;_«z-«›z- zz¬.z-¬_.¬~¬›zf:z:,~Y-1*-==:›<;:* _ré¡=.¬'..¡N..¿z,¬ê. :.~. . V z‹~- 7 z z -_-.›--'¬~‹-¬--~`‹

(15)

_, ___.. ._... . _ . ...~...»...,_._...._,...-....s...,....»....~.~..,..__‹~..._...»....s..»-.,..._._.s....,_..» t.._¬...,...~.._ ...__..._. _...,..._«_._ ...,..-_.__. z ___- ___..- c_. ,, ,..__..,, .___.,- _ _ ._..-..__ I

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¬ -1?--1 ,,,¬‹›.=-_ é _ li l í› _ f › _`|2_-.

A media de 7 a l3 dias foi observada para o desapareci- mento das lesões herpëticas. Dados sobre a recidivãncia da doença

~

e efeitos colaterais da droga, nao foram relatados na literatura pesquisada. (zggi) . ,_' ¿c

'

5) Virazole A

4

a`- E um derivado nucleosideo sintetico, com amplo .espec-;

tro de atividade "in vitro" e "in vivo" contra varios virus do

nNA‹e RNA. (

21)

' `

A

'

z _ Quimicamente ë o l - beta - D - Ribofuranosyl - l,2,4-

triazol - 3 - carboxamida, que se apresenta sob a forma de um com

posto cristalino, solüvel em ãgua. A droga atua atravës de uma

inibição seletiva de proteina viral, nos estãgios iniciais de re-

~ ~ .f 4

plicaçao, nao interferindo na proteina da celula hospedeira. - I i

-r -

i_ Atua proporcionando alivio rapidos

dos sinais e sinto-

~ ~

mas, entretanto nao existem dados que assegurem a prevençao ou di

minuiçao da freqüencia das recorrencias. _ Í

. À

Pode ser usado via oral, 200 mg, 4 vezes oa dia,lG dias. ~

_ Os para-efeitos sao discreto e transitõrio aumento mda

bilirrubina total e aumento da gama-glutamil üranspeptidase.( 2} )

acta.

aa

ozzuxs

,z4~¡.,

.Lg

A

a

s

6) Herpigon associado ao Ultrassom__ _ '

` a

A _

E.um novo tratamento, na forma de creme composto por zin

4 fl` O 4 '

V ' 5 co l%, acido tanico 0,2Á e ureia como base. Tem efeito citopatico

.

'_ .

viral, atraves de seus componentes. _ '

A

Í f '

Associa-se ainda o Ultrassom ( l Watt/cmz/60" ). ~

_ Foram realizados experimentos em 23 pacienteszlü apenas

com o creme Herpigon para controle e l3 submetidos ã associação c/

ultrassom, por 3 dias. O creme foi aplicado com swab de algodão so

bre as vesiculas e experimentado o ultrassom em torno da vesicula durante 2". ¿ c c ` _» ' z w ' ¬c__. A

Apos o tratamento os pacientes foram submetidos a inges.

tao de liquido contendo l% de sulfato de Zinco, sendo designados

~ ` -

para fazer banho de imersao, durante 5' na genitalia, uma _vez

ø

por dia, 3 meses e apos l vez por semana. - ~ `

~ .-

Antes e apos o tratamento procedeu-se a cultura do ma-

A ` A

terial das vesiculas para controlar a eficiencia da terapeutica.

Os resultados foram que l0 pacientes usando sõ o creme, 'sofreram novas infecções em 62 a 80 dias. .a

A

"

_ * 'a ' I É x S ‹ 6 S k E Í E 7':.,-fui.. 1!' '.:-.=^ t *{_§M Amwax 51%* .'Tp=.r¬.-.:::='.=f‹ ¬ ¬ ‹ z- ¬ v ^ . -l zz_¬._- Tr... -...,_.,..., .__ ._`z.z-..-_-.=-.~z§z¿z‹te?zz^==s|f,«¿.;-.‹.¿.=zé_ .¬;,==t~7z_--z>.m='uz.z-1-z3'.z....,.z.,.¬.. Y v ¬ _ -Í .:' Wc... -__`_.z

(16)

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I

1 _ '4 - ..'|3..

l2 pacientes que utilizaram a associaçao nao obtiveram novas infeg

ções por 2 anos. l paciente deste Ultimo grupo teve reativação das

afecções apõs 5 meses. Não foram descritos os efeitos colaterais . -

Esta investigação_demonstra portanto, que este tratamen

to ë benëfico _ ara as lesões e diminuem §=ainda,a.recorrëncia ten

- '

_ , -_

do entretanto margem. de falha. ( 6 \) 7) Sulfato de Zinco

' Q

_ Outra terapeutica utilizando o elemento Zinco foi defen“

dida pelo Dr. Rodney Jones. A 4

I

- Escolheu lO pacientes com historia

clinica;de¬repetidas ~ 4

crises\de infecçoes herpeticas e iniciou o tratamento com Sulfa-

_ , -

"__ _

to de Zinco 220 mg, via roral, ingerindo diariamente apos as gran

des refeiçoes. Estes pacientes foram controlados ao fim de «cada

A ~

mes de ingestao do medicamento, por 3 meses consecutivos. “

"

'

O nümero total de dias para todos os pacientes em que as

lesoes herpëticas estavam presentes foi de 383, e apõs o tratamen- to com Zinco as lesões duraram l63 dias. O total de lesões herpëti

cas eruptivas foi de 22 no primeiro mês de tratamento, l2 no segun

Q ` do mes e 9 no terceiro. - E . ' ` _ . _ Os resultados demonstraram que a duraçao das lesoes her-

pëticas diminuiu em 50%. As recorrëncias tambëm decresceram. Os

efeitos colaterais apareceram em 2 pessoas que dobraram a dose de Zinco sendo, parestesias e outras alterações. ( l4/)

` 8) Vacina§ão_ ' _ _ - _ _ V z . . ø ` ' '

Y Ha muito se usam vacinas para combater

o Herpes Virus .

Destacaremos algumas delas. _

.- 8.l.- Vacina antivarolica ' , -_ ~ _ ~ ~ * ¢~ ' A

Sao feitas proposiçoes de que esta terapeutica auxiliaria

_ V

K Âna cur do herpes genital atravës do aumento de imunidade, e de rea

çao cruzada contra a afecçao herpetica;' _ Í

_ _ Entretanto, as inoculações anti-variõlicãs repetidas para

~ 4 ' ›

prevenir a recidiva das infecçoes herpeticas oferecem um risco po-

tencial; a auto-inoculaçao, a vacina grangrenosa, a vacina genera- lizada e o eritema multiforme, sao algumas das complicaçoes deste tratamento.( zl ) O f _ _ _ -E. ' - `_: i . ø -` ' fomato Á4 1\¿...¶

(17)

ÊI

f., ll V. › F _ i › I L i 1 › L F e 'z Í

I

\ .l É* Í. l _.

ll

*I l l › i _ ¡ , ‹ I 8.2.- B.C.G.

_' Aumenta a imunidade a nivel celular, elevando o nivel de

anticorpos do hospedeiro. E utilizada mensalmente durante 3?-6

meses. -

»

_

8.3.- Sabin (Anti-poliomielite)

_ _ Tanger em l974 publicou resultados excelentes com o em

.prego da vacina Sabin ~no tratamento do Herpes Genital.Testou-

a em pacientes com mais de l0 crises agudas anuais e com `

mais de 2 anos de evoluçao, sendo que o emprego desta vacina w mostrouw

Q . _

grande utilidade_terapeutica. i` ~

_ . _`e

_. 'O autor nao explica as bases da sua experiencia, apenas

~

sabe-se que a vacina atua restringindo a replicaçao do virus,

ade-~

mais em humanos,as vacinas virais sao capazes de induzir a produ -

ção de interferom._ _ _ . ' e - A A “ _" V u  `

,"

Foram selecionadas 56 pacientes, anotaram-se as caracteë

risticas da lesão, o contato sexual e os tempos de intercrises. Administravaëse l0 gotas de vacina em 50 ml de ãgua cada

30 dias com um total de 3 doses. i -

¡

« -

-

«_ A intensidade das lesoes se classificou como: ~

Grau I: vesículas sem dor, sem adenomegalia

' -

i.

Grau II: vesiculas com dor e irritabilidade uretral... e

Grau.III: vesiculas com dor, irritabilidade uretrale adenomegalia inguinal. - _ ~ ` ' ` . ~_ _ - i _' *

_ Os pacientes foram acompanhados por l5 meses. Na

classi-~

ficaçao dos resultados se_considerou:_, ~

`

V -

¢~

a) Regular t baixou de 50% das recorrencias e melhoria de"l grau. .

b) Bom : entre, de 50% a 75% de recorrencia e melhoria de um. a fg

graus: ~~ ' a ., » _ - -~ z À ¿_. ._ az

c) Excelente : baixou de 90%_de recorrencia e melhoria de dois gra

us. - _ -_. -- _ ~ _ _ _ 9

Tanger conseguiu com a vacina Sabin:_

_Regular~: 5 pacientes ( lO% )

` »~-¬ Bom : 20 pacientes ( 40% ) .I FPâCãSSO : _2 pacientes ( 4% ) Focmam A4 _^,¡,“m_9_

il

ll l |.¬ 'Ia E › - - _ _ ' .'‹ _';'.‹.fl:‹ .z< _ , .¬.... ._-.=.¿-fz.-'_-àgua.:-:_;75glsz.¬-.~._..f...¬.¬r-,;,›;3,.z-‹;«¿z¢.1 .E .,« - ._ ¬.,=¬-__-_-;.«‹'rq¬-H»-‹.`¢‹,_j:,;iz.:p¶'.ç:z|L-›f.z-z«V-<,z¬ .ff ez ,__ '_'€<-f f ¬_;~â~z€~'fv ~~ _ ffzz-_--. .¬zzz za' 1 ‹ ---‹‹- --,.' . - z. .iv , ' _ - _ 1. - '.»..z_*.”f' . 'Excelente : 23 pacientes ( 46% ) L

(18)

¡= !â ¬¬.;«-›--B i › l il 1. l . 1 ll il l i L F ¬ ll 1 `l lê v i lí ,i “_ _ ›__ _4W _4 _ ___ ________~___,____ 4___,__‹_________`_____ __ P ___,_________ç_ _, 1.7.... ,_,,..~..____...____ :_- _.«..._._,..,..._. ..._.__..___... __ -_ -..._...__-_._.._.¬-- ___-- ._..`_... _. ..._. ..._ › i »

~

\ › A ~

Estes resultados demonstram a validade desta opção te-

rapêutica. ( 17')

8.4.- Vacina Especifica para H.V.S. - II

A

.-

.-

Desde l97l tem se ‹usado esta forma de vacina que e.de

nominada "Lupidon G", desenvolvida na Alemanha.

E produzida pelo Herpes cultivado aerõbicamente na mem

.-

brana alantoide de pintos.

t

-

0 objetivo do tratamento com vacina especifica ë aumen tar a imunidade do paciente restringindo a proliferação viral. A base para isto ë a constatação de que existem alterações nas cëlu

à

las imunomediadoras dos pacientes com recorrencia do H.S.V.- II,

a ~

diminuindo a resposta imune. O mecanismo e desconhecido, nao se ~

sabendo se a bai×a‹imunidade ë causa ou efeito da recorrencia das

afecções. Mesmo assim optou-se pela primeira hipõtese «principal- mente depois de um estudo feito em coelhos onde a disseminação vi

rõtica depletou linfõcitos T, fazendo decrescer as defesas orgã- nicas. . . - . -» - ` .- ` ~ '

Esta vacina encerra virus inativados pelo calor e e ad

ministrada de acordo com as necessidades de cada paciente.

~'

q0.padrãö»ë a dose de l ml contendo l04 EIDÉO ( por was

silew_e Koch, l978 ); A dosagem pode ser aumentada para 4 ml nos

CâSOS gY'ãVeS. ç ` ' . .~ ç . ~ `

H A administracao se estende por 2 a 3 anos divididos em:

MÊS - DOSEMSÍ A ' FREQUÊNCIA . 19 ao 39 ~ A A -. 49 ao 59 ç _õ9 ao 99 A l Depois de l ano l_ml l ml l ml l ml cada semana ' *2 em 2 semanas Q todo mes de 2 a 3 meses ~

. Efeitos colaterais: edema no local da vacina. f ` `

Q , :Ainda se discute a possibilidade de haver deficiencia

de IgG nos pacientes e porisso a eficacia aumenta quando a vacina: se associa ã administração de Imunoglobulina concentrada. '

Parado Herpes Genital, sõ a vacina não tem surtido mui

to efeito. Por outro lado, 62% dos pacientes melhoram com a asso-

ciação de Imunoglobulina e vacina, tendo ainda importancia o fa-

4`

to de que o intervalo entre as recorrencias aumenta muitas vezes

mais ( por Noremann, l976. num_estudo de 30 pacientes )¿~ " _ _Hb_ V ¿ 4 _ u . ' V_ _ Fmmalo A4 .A,¡,“,“_q_ ._.-....,_.f,, 1 4 .._.___z. _ ___._..__,., . ._ " É " v 7 v-...,,,,

(19)

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M

.z Formato A4 , 1 ,-l6-

Sobre este assunto, um dos pontos controvertidos ë

quanto ã forma de atuação da vacina, pois com esta provavelmente o

numero de anticorpos aumenta e num estudo com controle de pacien tes vacinados detectou-se a quase constante quantidade de zanti-

corpos antes e depois da administração, ficando assim sem resposf ta a questão de como se processaria o aumento de imunidade. _

. Por outro lado, Jansel e S. Andon defenderam a teoria

Q ~

de que o efeito terapeutico se processa por meio da inibiçao da

~ p ' ~ ~

produçao de linfocitos e principalmente, pela nao migraçao i»¬dos

linfocitos pre-existentes, ( l9 b -

_

V

Existem outros tipos de vacina especifica para o virus herpes, produzidas no Brasil e França. _

' . 9) Fotoinativação t A i _ ^

. E um tratamento controvertido, muito discutido e de Q

importancia para o assunto em pauta. . '

_

c

.A “ A inativação fotodinãmica consiste na utilização de cg.

rantes como vermelho neutro, proflavina ou azul de toluidina, Hu-

4 ~ › ~ z

sando-se tambem a soluçao de Burrow nas lesoes herpeticas, U ex-

pondo-as logo apõs a uma luz fluorescente ou incandescente.( A6 b

9- Em l965 wall e Melnick sugeriram o uso da fotoinativa--

ção para o tratamento do H.S.V. Na seqüência Felber e colaborado-

res estudaram e relataram que l8 de um total de 20 pacientes com lesões herpëticas foram tratados com luz branca e vermelha, '

me- lhorando da sintomatologia, com diminuição\de 80% nas recorrëncias

.-

Em l973 Frederich tratou com sucesso a vulvite herpetica com o cg

rante vermelho neutro. Kaufmann e colaboradores no mesmo ano- no-

taram a efetividade de proflavina mais luz fluorescente no trata- mento de 48 mulheres com lesões primãrias e recorrentes de '

H;S.

~ ,Q _

V. - II; precederam entao, em l978, a uma experiencia em pacientes com lesões herpëticas. Utilizouëseâ sulfato de proflavina 0,l% em 'ãgua esterilizada com pH 3 a 3,5 e para o grupo controle, . place

bo; Apõs a aplicação destas soluções nas lesões vulvares,seguiujs§ exposiçao a luz incandescente de l00 watts e a distancia de 8 pole

gadas por l5 minutos. Apõs 8 a l2 horas repetiu-se a terapia e aih

da, l8 e 24 horas depois o mesmo procedimento foi feito. ". '

~ av '

traram que no tratamento combinado e no grupo controle, 45% das pa

cientes com doença primãria e 50% com recidivãncia, desenvolveram recorrëncia em 6 semanas, no inicio do estudo. 16 Í ` ”"`ç

› › «ev _. ›¡,

(20)

___ . . _ _..._____.~_...»..t_. .›.-.._....«- `.,.._... ..._..._..‹.-__.._...,....,...t..._._...._... .,.-...«.,___.... .-._-.z .- _. _ ...- _- ~.__.___.._. , ..._-._ ....-..__._...`..___..._._._..._,.._..._....,..-_‹_.. -.... _,

Í

U

\

_

Esta pesquisa deixa claro uma certa eficãcia da terapëu tica pela fotoinativação, entretanto ë questionãvel se alguma te-

» ~

'

rapia_tõpica possa influir na recidivancia das infecçoes, pois as

~ 4 A

drogas nao atuam no virus lantente presente nos ganglios sensiti

_ 1 , _ › _ _ vos. ( l2\) _ _ _ -

Ainda foi levantada a hipõtese de que estas soluções u-

tilizadas possam ser carcinogenëticas ( experiências com Hamstersw),_

.-

_ porëm estudos feitos com biõpsias vulvares apos 9 a 52 meses

_ do

tërmino da terapia por fotoinativação, num total de 3925 exames' -

._ `

'

invalidaram em parte esta hipotese. _

'

A saber: 20 pacientes foram analisadas com essas biõpl

sias para estudar o epitëlio vulvar, com o tratamento. As secções

z de tecido foram avalidads por 4 pesquisadores. Em l7 casos, os '4 '

.

estudiosos concordaram que o epitelio se apresentava completamente normal, com raros focos de atipia. Em 3 casos, l investigador no-

tou focos de moderada atipia que foram taxados de leve pelos ou- i _

_ 'tros 3. Em nenhum caso a biõpsia revelou um carcinomaiinvasivo,car_ _ cinoma "in situ", severa atipia ou mudança prë-maligna; Em 3 casos

4

a biõpsia foi feita 33 meses apos o tratamento e outra a 5l meses `apõs. Estes apresentaram pequenas diferenças não havendo cresci-

mento em grau de atipia durante o intervalo de observação.

r -

- Com estes estudos prova-se portanto, que pelo menos du-

rante o tempo de pesquisa e observaçao os tecidos onde foi *usada

~ ~ ` 4*

'

.-

~

~ a fotoinativaçao, nao foram acometidos por evidenciasicarcinogeneei _ ticas. ( 8 Ú)f . _ _~ A _ _ *_ . ¬ '

lO) 2 Deoxy Glicose _

, __ _ _

_ _

' - ¬ 0z2 Deoxy glicose foi sugerido por ser um efetivo agen '

te antiviral, que ë capaz de interferir com a multiplicação do `

rus inibindo a glicoslação das glicoproteinases dos glicolipideos.

E

( Courtney RJ Steiner e colab.;Ray GK, Bloug H M.A.)jƒ_¡¡ }__, :i

_

"

~ -Herbert A. Blough MD e Robert L. Guinbeli MD avaliaram E

V

36 mulheres com infecção herpëtica, que foram tratadas com o 2 Deo

'_ '

-xy Glicose e placebo por um periodo de 3 semanas. Dos_casos estu-

¡ dados l0% eram tipo I e 90% tipo II, o diagnõstico foi feito ,pelo ,

estudo citolõgico em 65% dos casos; os pacientes tratados que ti-

l -_ nham infecção inicial, tiveram um rapido alivio da dor e-da disš

_

ria, ( sintomatologias estas, que representaram lO0% e 70% de sin

' ~

tomatologia mais comum) em l2 - 72 horas de tratamento, contra 8 a i

~l0 dias nos pacientes recebendo outro tipo de tratamentoti i&râ¿¿i_

Folmalo M .A_,.ç,““Q_

__. _ _ _ _ __ f V _- -_-_:_-¬. _ :fl-_;

(21)

__ . . _ -..M _.. - _' ...._¬....,_...__ _ ___e._... _ -V z .. ¬--z...«...._._..'._-...-,-~.._.z...-.__ .... .. _ - _, - _ ___ .__ -._-_..._~_.z..._~_..._-.‹.. ..._..._._`...___..._ z,...,

I.

1

formam A4 _¡ ¡,,“_nQ_

~bre exacerbada e em 2 fa1hou a terapia. Nao surgiu resistencia du»

-13-

»-. z ~ ~

A terapeutica tambem diminuiu o tempo de duraçao das 1esoes e em

4 dias as 1esoes desapareceram, contra 15 dias com o p1acebo.

Em casos mucocutãneos as 1esões e os sintomas persisti

' - ~

ram em 60% durante mais tempo do que os tratados, e nas Iesoes tra

tadas com p1acebo e1as permaneceram ou aumentaram; em poucos aca-

sos e1as progrediram e coa1esceram envo1vendo a regiao anogenita1,

resu1tando também em adenopatia. Durante um periodo de 2 anos hou

ve 89% de cura e 2 recorrëncias em 2 pacientes; um destes estava recebendo imunosupressor por ter sido feito um transp1ante rena1.'

~ `

Dentre todos os pacientes tratados com 2 Deoxy G1icose'

»~ '

com recorrencias, a resposta foi iimediata quando a terapia “ foi,

instituida, 8 nao tiveram novas recorrencias e 8 apresentaram fed

~ - _

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rante otratamentot e.nenhuma comp1icaçao. Estudos cito1ogicos de.

cervix em mu1heres que submeteram-se a terapeutica,nao foram en,

contradas a1teraçoes. 41 - _ A ~ - ~ - 4- 11) Interferon A V _ _ _ I ' ~ .-

A destruiçao das ce1u1as infectadas pe1o H.S.V. -II se

dã ãs custas dos 1infõcitoslT.que fazem a degeneração da ~¡cë1u1a

que abriga o antígeno herpëtico zif. Desta maneira, tanto a dege

neração das cë1u1as como a erradicação dosvvirus ne1as contidos;ë

-

tarefa que incumbem aos mecanismos imuno1ogicos mediados por cë1u

1as. ( 21;) É neste contexto que o Interferon entra§Ípois o mesmo

E uma g1icoproteina produzida por 1infõCitos T que consegue se 11

gar ãs cë1u1as e impedir a rep1icação dos virus que â1i CheQãm..'

"

0 Iüterferon vem apresentado em Aforma de pomada. con p

tendo o interferon de origem hunama ( 1eucocitos );_»_“ _

L' _ _, Veronesi e co1ab. ava1iaram 18 pacientes que apresenta vam sinais c1Tnicos evidentes de infecção herpëticas e com iso1a

mento positivo do virus nas 1esões. ~ _¿'¡fjƒfi§¬;l~¿ _- íl¿¿ A

_0s pacientes tinham como queixa principa1 dor, pruri-'

._ à ›- ~ _

do, queimaçao; em 72%.havia recorrencias, a dor estava presente em

50% das 1esões, prurido em 72% e a queimação_em 55% dos pacientes; Entao,entrou-se comio Interferon a cada 6 horas durante 4 dias, em

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1

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forma de pomada contendo 500.000 U.I. / 100 gr. Apos 48 a 96 horas do_inicio do tratamento, em 89% dos pacientes os sintomas dor e

prurido haviam desaparecido e a queimação não estava presente- em nenhum dos casos tratadosf Dentre os 18 pacientes; 50% estavam toi

(22)

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z fl~ tratamento; a mëdia de duração das 1esões desceu de 9;3 dias para'

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_ ma1s ou menos 4 dias de duração. Houve recidiva em 16%, porëm QQ -

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servou-se que existiu - ~

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um aumento no espaço entre as rec1d1vas.

,

', Na literatura não foram encontradas contra-indicašões e

_ , V complicaçoes com o uso do Interferon n HÂS.V ~'~ I ° ” 37%-'lifi " _ L..,« -¢-:~¬›.~^‹*:' » A o . - II, po1s e um .1

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Formato A4 _, ,uam - ~20 V - COMENTÁRIOS ~

A principio devemos salientar a proporçao zscada ¿ vez

maior de incidência do Herpes Genital, sendo este propiciador de uma doença jã considerada_venërea, que vem competindo com a gonor

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reia em freqüencia, tendo ultrapassado _ a sifilis. ( 5 ) -

I .

j E fundamental que estejamos atentos para diagnosticar-

la durante a anamnese e exame fisico na consulta,pois existem di~ ficuldades para seu diagnostico laboratodial. 0 esfregaço de PaÉ

panicolau, jã foi comprovado, sõ oferece 25% de positividade 'pa- ra o virus herpes, Outro mëtodo utilizado em larga escala e com

._ .ø .- ..

resultados duvidosos e-a analise sorologica, pois obtem-se muitas

.

.

vezes reaçao cruzada com outras patologias, oferecendo portanto ,

respostas falso positivas para a infecção herpëtica genital. _

`

Ainda, quando consideramos a natureza da infecção' pe- lo H:V.H. - II, verificam-se aspectos bem distintos, que o pposi-

cionam em destaque numa comparaçao com outros virus, pela Í sua

afinidade neurotrõfica, pelo estado latente da afecção e pela na-í

tureza recidivante do processo. (-_2[) `

`.z 1; «-

O maior obstatulo para seu tratamento e a_dificulgadey de se destruir o virus na sua localizaçao intraneural. As drogas com tal efeito, normalmente necessitam de doses toxicas para ú se

tornarem eficazes, o que afasta a possibilidade de serem utiliza-

das. ‹lz"¡› ~ ~ s e ,.› , .- .~ i .

V Hoje ja se tem conhecimento tambem, de que as freqüen~ _

tes recorrencias_ocorrem a despeito da presença de altos titulos de anticorpos anti - H.S,V. zcirculantes, pois admite-se a trans

missao por contiguidade, de cëlula a cëlula, sem que o virus en-

~

.

ltre em contato com os humores, A destruiçao das celulas infecta -

_ 4 '

das se dã por mecanismo citotõxico, as custas dos linfocitos T,que fazem a degeneração das cëlulas que abrigam o antigeno herpëtico.Í (_2ii ) Podemos concluir atravës desta observação, que as terapeu

ticas firmadas no reforço da imunidade humoral, pouco ou nenhumç

beneficio vem proporcionar ã infecção herpëtica.`» `

. _

-

Em nosso estudo, encontramos na literatura vãrias ten tativas no sentido de combater o HÇV.H. - II. Os mecanismos ibãsi

cos dessas terapêuticas são dois: os agentes antivirais e/ou os

estimuladores da imunidade humoral e celular. .e `

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Dentre os agentes antivirais encontramos o I.D.U., ,

ARA - A, Virazoie, Herpigon associado ao Uitrassom, Sulfato de

._

Zinco, Fotoinativaçao e o 2 - Deoxy Giicose.

*Como estimuladores da imunidade encontramos o Levami

soie, o Isoprinoside, Vacina Anti~Variõ1ica, Vacina B.C.G, Va-

cina Sabin, Vacinas especificas para o virus herpes e o Interfg

Y`0fl .

^

-

A ~

'Todas as formas terapeuticas sao eficazes em H maior ou menor grau quanto ã redução dos sinais e sintomas da afecção herpëtica, entretanto nenhum deles apresentou atë o 1-momento,

controle tota1 da recidiyãncia. A infecçao peio Herpes Genitai, apesar de todos os estudos e pesquisas, continua persistindo nos

pacientes infectados na maioria dos casos, sendo esta afirmati-

va desaientadora e ao mesmo tempo, um desafio,para_que se insis ta cada vez mais, na busca do tratamento adequado e ccompieta- mente eficaz. . A “ - .' ' - ' H V

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Referências

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