APRESENTAÇÃO
Apanhei na cara e não reagi. Fui traído e pedi perdão. Cobrei para transar com homens e paguei pelas mulheres. Amo várias ao mesmo tempo. Casei sem acreditar no casamento. Não acredito em Deus, mas sou ajudado por Ele.
As pessoas geralmente ocultam seus defeitos e evidenciam as qualidades, diante do medo de não serem aceitas. Porém, tão logo nos apresentemos imperfeitos, elas também se apresentam humanas, nos revelam seus podres.
Não proponho fazer coisas diferentes, mas aceitar e ter orgulho dos nossos mais profundos e inconfessáveis desejos.
É com otimismo e amor pelas pessoas que resolvo abrir meu coração, expor minhas idéias e minha intimidade. Espero que seja bom para vocês e para mim.
Adoraria saber o que você pensa a respeito deste livro, por favor, entre em contato comigo:
PAULO CÉSAR PEREIRA VILA SANTA ISABEL, 51 CENTRO
37443-000 BAEPENDI MG
TELEFONE: 035.3343.2422 ou 35.9804.3191 [email protected]
À Mulher Razão de meu viver.
ÍNDICE
CAPÍTULO TÍTULO PÁG.
1 MÁQUINA DE FAZER LOUCO 5 2 A SAÍDA DA RELIGIÃO CATÓLICA 7
3 O ADOLESCENTE SÓ. 8
4 VIDA DE SOLTEIRO 10
7 AMOR 11
9 SEXO 17
10 MINHA PRIMEIRA VEZ 21
11 SEXO COM ANIMAIS 24
12 TESÃO 29 13 PROSTITUIÇÃO 32 14 SEXO E AMIZADE 37 15 BRIGAS DE CASAL 39 16 FILHOS 42 17 CIÚMES 44 18 INFIDELIDADE 49 19 OS AMANTES 53 20 CASAMENTO 59
21 COMO A TRAIÇÃO SALVOU MEU CASAMENTO 64 22 O DEVER E A MORAL 67 23 VIDA EM SOCIEDADE 69 24 TRABALHO 71 25 DINHEIRO 73 26 O SIGNIFICADO DA VIDA 75 27 AS RELIGIÕES 77 28 RACISMO 79 29 HOMOSSEXUALIDADE 81 30 DROGAS 84 31 AIDS 85
CAPÍTULO TÍTULO PÁG.
32 MORTE 89
33 SAÚDE 91
34 FELICIDADE 94
35 TANTRA - O CAMINHO PARA DEUS 99
ANEXO 1 A VOZ DO CORAÇÃO 102
ANEXO 2 HOMEM: Dicas para a Conquista 105 ANEXO 3 MULHER - Dicas para a Conquista 107 ANEXO 4 PRA NÃO TER QUE PERGUNTAR:
VOCÊ GOZOU?
110
ANEXO 5 COMO FAZER AMIGOS 116
ANEXO 6 BIBLIOGRAFIA (leitura recomendada) 120
6.1 SEXO 121
6.2 AUTOCONHECIMENTO 122
6.3 FILOSOFIA E ESPIRUTUALIDADE 124
6.4 RELACIONAMENTO 126
6.5 RELACIONAMENTO DE CASAIS 127
CAPÍTULO 1
MÁQUINA DE FAZER LOUCO
“Nove entre dez pessoas têm vida de sonâmbulo, com baixíssimo nível de percepção para o mundo, com pouca felicidade e até, apesar de toda conversa em contrário, com pouco sofrimento — sempre o mesmo.” (J.A. Gaiarsa)
“A busca contínua de intimidade com o outro, o desejo de encontrar, de se aproximar, de contatar, de se apertar, não é só aproximação prazenteira, não é só instinto de reprodução; é também resposta a um profundo desejo de que alguém nos liberte porque nos sabemos escravos; é também intuição profunda de que só o outro pode verdadeiramente nos libertar — porque foi o outro que nos aprisionou!” (J.A. Gaiarsa)
Já fui bastante materialista, mas devagarinho o mundo espiritual foi entrando em minha vida. Tive a impressão de que uma bela carreira, dinheiro, belas mulheres não me garantiriam a felicidade. Assim, me embrenhei numa viagem espiritual, dando prioridade à autenticidade, à filosofia, à psicologia, ao envolvimento amoroso, ao autoconhecimento e à tentativa de compreender as pessoas que me cercam.
Os frutos desta viagem são este livro, a harmonia no casamento e o fim das doenças que me levaram por cinco vezes ao hospital, todas antes de me casar.
Não sei porque, mas desde criança, sempre fui dotado de espírito científico, nunca consegui acreditar facilmente em mentiras.
Aparentemente uma vantagem, mas que me trouxe muito sofrimento, pois é muito difícil sentir e acreditar em coisas, nas quais os nossos parentes e amigos não acreditam e ainda afirmam ser besteiras. É uma verdadeira máquina de fazer louco.
Os livros, os grandes pensadores, sempre foram meus aliados. Mas de que adianta ter Freud, Jung, Reich, Rajneesh, Nietzche ou Simone de Beauvoir do meu lado, se eu não os amo, não os odeio, não brigo por eles e não faço amor com eles?
A esposa, que sente e pensa como eu, sempre foi um grande apoio. É muito bom saber que não estamos sós em nossos sentimentos.
Vivo num “casamento de aparências” às avessas, vivemos bem dentro de casa, mas ao sairmos de casa, geralmente o fazemos separados, de comum acordo.
Tudo bem que estranhos nos questionem, mas amigos e parentes não perceberem o que se passa me causa grande incômodo.
Este livro é uma tentativa de prestar contas dos meus atos fornecendo-lhes a filosofia, a psicologia e sentimentos que os embasam.
A vocês meus leitores, peço que me compreendam e me concedam a liberdade.
CAPÍTULO 2
A SAÍDA DA RELIGIÃO CATÓLICA
Ao ser apresentado ao mundo da História pela professora Ana Emília (a qual continua católica até hoje), pude observar que cada civilização tinha um Deus (ou vários deuses) e que estes sofriam alterações ao longo da vida daquela civilização.
Pude notar também que o nosso Deus da Igreja Católica também mudava ao longo do tempo, com especial desaprovação ao da Época da Inquisição.
Achei prudente concluir que nada nos garantiria que o Deus atual da Igreja Católica seria o correto, em detrimento aos demais deuses.
Assim me tornei ateu (não acreditava em Deus) aos 12 anos de idade. Só perdendo esta condição para me tornar Agnóstico (acredito no que tiver uma evidência lógica satisfatória) anos mais tarde.
Assim, deixei de lutar contra a existência de Deus, passando a aceitar sua existência, dependendo do que se defina por Tal.
CAPÍTULO 3 O ADOLESCENTE SÓ.
Por ter morado na roça até os sete anos de idade, tive bastante dificuldade em me relacionar com os demais colegas de escola.
Para pertencer a um grupo de qualquer tipo, o preço tácito da admissão consiste em concordar em não notar a própria sensação de mal-estar e de dúvida, e certamente não questionar qualquer coisa que seja um desafio ao modo do grupo fazer as coisas. Daí, talvez, outra grande razão para minha solidão, pois minha mente científica sempre duvida.
A timidez e a necessidade de me provar “homem” a todo instante me levou a um sofrido isolamento, donde talvez venha o meu gosto pelos estudos e pelo pensamento.
As condições acima, juntamente com o fato de desobedecer aos pais que insistiam em me mandar às missas aos domingos, desde cedo me levou a uma condição de semi-independência com relação ao pensamento da maioria.
Os conflitos foram muitos e o medo de estar errado foi grande no começo, mas ao ver depoimentos de homens inteligentes confirmando minha posição adquiri certa tranqüilidade.
Na Universidade, um professor de Instalações Elétricas vivia repetindo que estava pronto para morrer naquele instante.
Aquilo me instigava, pois se ele poderia morrer aos cinqüenta de idade, porque eu não poderia aos vinte e um.
Ao ler “TODOS OS HOMENS SÃO MORTAIS” de Simone de Beauvoir, pude compreender a necessidade da morte.
A DESCOBERTA DE Rajneesh
Ao descobrir Rajneesh em uma entrevista ao Jornal do Brasil e começar a ler seus livros, pude compreender a benção da vida. E a morte como parte da vida.
As radicais idéias do guru indiano vieram a influenciar minha vida de maneira definitiva.
CAPÍTULO 4
VIDA DE SOLTEIRO
A vida de solteiro, com o tempo, se torna cansativa. Sair todo final de semana a procura de companhia e, eventualmente, voltar de mãos abanando é bastante frustrante.
O relacionamento superficial não permite uma entrega total, deixando a desejar tanto no campo afetivo quanto sexual.
A vida a dois é uma verdadeira terapia, onde os conflitos e os prazeres nos empurram em direção à compreensão e ao autoconhecimento.
Portanto, acredito ser essencial à vida do ser humano a existência de pelo menos um companheiro afetivo e sexual.
No momento estou casado. Caso meu estado civil venha a se alterar, me sinto bastante seduzido a viver da forma sugerida pela Dra. Regina Navarro Lins, onde, ao invés de uma companheira fixa e estável, vive-se com várias namoradas, sem exigências de fidelidade, podendo, inclusive, praticar sexo com as amigas e com pessoas desconhecidas.
Esta é a minha vontade, mas amo tanto as mulheres que sou incapaz de ficar solteiro, sabendo que tem uma delas querendo casar comigo. Se eu gostar dela, me caso, mesmo que isto seja muito melhor para ela que para mim. A felicidade delas é a minha.
CAPÍTULO 7 AMOR
“Geralmente, as pessoas apaixonadas são bonitas e, ao contrário, as que são infelizes na sua paixão se descuidam e tornam-se feias.”
“Em muitos casamentos, a paixão não se sustenta, provocando obesidade, sono ou letargia. Os que conseguem a proeza de fazer sobreviver paixão e amor em doses adequadas são aqueles que demonstram que felicidade e matrimônio podem conviver, sendo, por isso, felizes para sempre.” (Alberto Goldin) “A palavra “love” (amor) significa simplesmente desejar. O amor cresce quando desejamos intensamente. Quando estamos juntos demais ele começa a morrer.”
“Uma vez que a lua-de-mel acaba, vocês tiram suas máscaras e se tornam reais, então o que compartilharão? Você compartilhará o que você tem. Se é raiva, então a raiva; se é a possessividade, então a possessividade. Daí, há luta, conflito, brigas e cada um tenta dominar o outro.”
“Se você não pode relacionar-se consigo mesmo, como espera ser capaz de se relacionar com outra pessoa? Assim, o primeiro amor deve ser para si mesmo. Então, o segundo é possível.”
“O medo é fundamental, assim como o amor. Os dois são as coisas mais fundamentais — o amor e o medo — e ambos são
pólos opostos. Se existir muito medo, haverá menos amor. Se você abandonar o medo, então haverá mais amor. É a mesma energia. Quando ela é negativa, é o medo. Quando é positiva, é o amor.”
“Se você amar, se soltará. A vida só acontece quando você se esquece de como se controlar. As pessoas controladas são pessoas mortas.”
“Se você ficar aí fechado, as pessoas o evitarão, porque quem quer uma pessoa fechada?”
“Existem apenas duas coisas na vida que as pessoas têm medo: o amor e a morte. Ambos são belos e ambos têm algo similar. O amor é como a morte porque você terá de se entregar. Seu ego terá de ser entregue. Isso é como a morte.”
“E a morte também é como o amor porque você está indo para os braços do desconhecido. É um profundo orgasmo com o universo.”
“Pense em você vivendo para sempre e sempre. Apenas imagine... isso se tornaria uma peregrinação tão entediante... tão cansativa, tão enfadonha. E lembre-se de uma coisa: se a vida não tivesse a morte, então o suicídio não seria possível. Você não poderia cometer suicídio. Você teria que viver... viver... e continuar sempre e sempre.” (Rajneesh)
FRASES EXTRAÍDAS DO LIVRO A Cama na Varanda: “Nas relações estáveis não há emoção”
“A relação amorosa e sexual com a mesma pessoa por um tempo prolongado leva à falta de estímulos e interesse. Tudo fica repetitivo e sem graça. O desejo sexual está ligado a magia, encantamento, descoberta nossa e do outro.”
“As relações extraconjugais muitas vezes contribuem para a manutenção do casamento.”
“É condição essencial reconhecer como natural o interesse sexual por outras pessoas: Ninguém pensaria em condenar alguém por não querer usar a mesma roupa durante anos, ou por não querer comer todos os dias o mesmo prato.”
Do amor dos outros é difícil falar. Mas vou lhes dizer o que sei e sinto a respeito do amor.
o amor se compõe basicamente de: I - Atração sexual (erotismo); II - Romantismo;
III - Altruísmo;
IV - Companheirismo.
DO AMOR ERÓTICO
É o desejo de dar e receber prazer, deliciando-se com a erotização do parceiro.
DO AMOR ROMÂNTICO
É a saída, o desligamento da realidade. Aqui o namoro predomina e os pensamentos vão longe.
DO AMOR ALTRUÍSTA
O outro fica em primeiro plano, pensamos primeiro nele para depois pensar em nós mesmos. Satisfazer satisfaz mais do que ser satisfeito.
DO AMOR COMPANHEIRO
É o prazer de compartilhar a vida com a pessoa com a qual temos o prazer de ficar perto. É quando se gosta das características da personalidade do outro.
Aos quinze anos de idade namorei uma bela menina, o seu corpo escultural me encantava. Eu jamais havia visto ou tocado tão belos seios. O medo me impediu de ir mais fundo na relação. Ali tive contato com o amor erótico.
Aos vinte anos conheci uma mulher que me enfeitiçou. Certa vez ela insinuou que poderia gostar de mim, fiquei em estado de êxtase por três dias. Não era capaz de deixar de atender a um só chamado. Atrás dela corri por uns cinco anos. O fim do namoro foi como se o mundo desabasse sobre minha cabeça. Foi o sentimento mais forte que já senti, conhecendo o amor romântico. Até hoje a amo com tamanha intensidade que quando a vejo ainda sinto aquele frio na barriga. Perco os meus pensamentos. Uso o amor por ela como fonte de estímulos para conseguir objetivos dos quais ela se orgulharia.
Depois conheci outra, nos amamos perdidamente, amor inconseqüente, imediatista, parece que tinha que ser logo, antes que o mundo acabasse. Um se jogava nos braços do outro, era uma beijo ardente, um abraço apertado qual o de uma criança, os toques, incomparáveis. Não sei se eu gostava mais dela ou se ela
gostava mais de mim. Os corpos nus se enroscavam numa harmonia perfeita. O sexo era maravilhoso. Havia uma química que atraía nossos corpos. Palavras não se faziam necessárias. Aguardar o próximo encontro era um sacrifício. O mundo parecia se resumir a nós dois. Era a famosa paixão.
De várias namoradas fui amigo, companheiro, um sentimento mais suave e maduro. Conheci o altruísmo e o companheirismo.
Por fim conheci uma mulher que me amou profundamente. Pude ver o quanto é gostoso me sentir amado, desejado, ser capaz de satisfazer sexualmente uma mulher.
Hoje amo várias mulheres ao mesmo tempo, cada uma com sua intensidade e características próprias. A proximidade física faz com que ela ganhe importância sobre as demais.
O AMOR PELA ESPOSA
Uma só pessoa, até hoje, foi capaz de me despertar os quatro componentes do amor de maneira equilibrada. Luciene, minha esposa.
O erotismo está presente com toda a sua pujança, com excitação, carinhos, massagens, beijos, sexo, prazer e orgasmos simultâneos.
O romantismo sobressai quando um dos dois viaja, saímos sozinhos ou nos distanciamos como resultado de brigas. É
aquela saudade gostosa, aquela falta que ela faz, a certeza de que só ela pode me fazer feliz.
Há altruísmo, pois a única pessoa com a qual me importo depois de minha morte é com ela. Fiz um testamento antes mesmo de me casar. Quero que ela, se eu morrer primeiro, aproveite a vida mais do que vem fazendo. Se ela um dia, resolver me abandonar, dou-lhe um carro de presente, agradeço-lhe os anos de felicidade proporcionados e a nova vida que está me oferecendo, desejo-lhe boa sorte, choro por uns meses e vou procurar outro amor.
Companheirismo é o que não falta. Adoro o seu jeito autêntico de ser, sua alegria de viver. Conto a ela sentimentos, passagens da minha vida, coisas que não tive coragem de contar aos amigos. Os conflitos são resolvidos na cama, abraçados, nus, em longas conversas, onde os desejos e sentimentos de cada um são levados em conta.
O companheirismo, a intimidade, a reciprocidade, fazem com que eu me sinta amado.
Há pouquíssimas promessas (muitas não cumpridas). Não há pedidos de desculpas, há vontade de fazer melhor. Não há perdão, há entendimento e compreensão.
Existem brigas, segredos, possessividade, raiva, medo, ciúme. Mas o que seria da vida se não fossem estes temperos e a possibilidade de evoluir ?
O nosso amor funciona como se fosse uma sociedade, onde eu entro com o dinheiro, proteção, cuidados e conhecimentos; ela
com a sua juventude, sua beleza, sua alegria. Eu a admiro e ela necessita de mim. Assim, nos complementamos.
Eu sou o pai e ela, a filha. Realizo pois o desejo inconsciente dos pais: fazer amor com a própria filha.
CAPÍTULO 9 SEXO
“Prazer no futuro é excitação; no presente é alegria; no passado, satisfação.” (David Viscott)
Quanto mais a pessoa amplia, aprofunda e diversifica sua vida sexual, mais corajosa se torna. Vive com mais vontade, mais alegria, esperança e decisão. (Dra. Regina Navarro Lins)
“Muitos argumentam que sexo com amor é muito melhor. Claro, tudo o que se faz com amor é melhor, até mesmo um bolo de chocolate.” (Dra. Regina Navarro Lins)
Os psiquiatras acreditam que a generosidade e o amor pelos outros são sublimações de impulsos que, em sua origem, eram puramente eróticos. (Dr. Marco Aurélio Dias da Silva)
O sexo masculino funciona bem quando age de maneira espontânea, sem exigências ou expectativas. (Alberto Goldin)
O desejo de praticar jogos eróticos com um parceiro disposto a isso não é apenas um ato normal, mas saudável. (Alberto Goldin)
A pratica sexual é obscena para quem não está participando dela e, por isso, a privacidade deve ser preservada. (Alberto Goldin)
“É quase impossível conciliar as exigências do instinto sexual com as da civilização.” (Freud)
“Quando dois amantes estão em profundo orgasmo, eles se fundem um no outro e, então, a mulher não é mais mulher, o homem não é mais homem. Tornam-se, exatamente, o círculo de yin e yang, chegando um ao outro, encontrando-se um no outro, fundindo-se, esquecendo sua própria identidade. Por isso o amor é tão belo. Esse estado é chamado mudra; esse estado de profunda cópula orgásmica é chamado mudra. E o estado final do orgasmo com o Todo é chamado Mahamudra, o grande orgasmo.
Que acontece no orgasmo, no orgasmo sexual? Quando dois amantes ali estão... e lembra-te sempre: dois amantes, não marido e mulher, porque com marido e mulher isso quase nunca acontece. Marido e mulher têm papéis fixos, não se fundem nem flutuam. Marido tornou-se um papel; esposa tornou-se um papel; eles representam: a esposa tem de representar como esposa, goste ou não, e o marido tem de representar como marido. Isso tornou-se uma coisa legal.
O casamento é algo forçado, não por amor, mas por outras razões: economia, segurança, garantia, filhos, sociedade, cultura, religião, tudo — exceto amor.
O orgasmo quase nunca acontece entre uma esposa e um marido — a menos que sejam também amantes. Isso é possível: é possível ser esposa, ou marido, e amante. Podes amar tua esposa. Nesse caso a coisa é totalmente diferente; mas, então, já não se trata de um casamento, já não se trata de uma instituição.
E, quando a mulher não pode ter o orgasmo, o homem também não pode realmente, porque o orgasmo é o encontro de dois. Só dois, quando se fundem um no outro, podem tê-lo. Não se
trata de um tê-lo e o outro não — isso não é possível. O afrouxamento é possível, a ejaculação é possível, o alívio é possível; mas não o orgasmo.” (Rajneesh)
Segundo Freud, a única coisa que o homem quer da vida é sexo. Alguns dizem que ele também quer ser importante, mas outros alegam que isto também visa a conseguir sexo.
Para a psicologia evolucionista o animal homem procura duas coisas: sobreviver e deixar descendentes.
Já Rajneesh, afirma que o orgasmo nos leva ao encontro com Deus, à meditação, ao êxtase. Este momento seria a ausência de pensamentos sobre o passado e o futuro, o presente total, a fusão com o mundo.
Recomenda-se o sexo, o amor e o prazer (em três doses semanais) como terapia para as nossas neuroses, sendo particularmente indicado para o rejuvenescimento, contra o estresse, as doenças cardiovasculares, a dor-de-cabeça e a insônia.
As paqueras, as aventuras amorosas e o sexo sem compromisso servem para nos dar prazer e nos devolver a capacidade de amar.
Para Freud, amizade é amor desprovido de sexo, mas para o Dr. Alberto Goldin, é possível o sexo entre dois amigos (inclusive sendo os dois do mesmo sexo), mas é importante que isto seja discutido antes e depois de feito, inclusive se haverá condições de se manter amigo do amante.
“A relação sexual é um substituto insatisfatório da masturbação.” (Freud)
Esta frase, se bem analisada, nos mostra o caminho para uma boa relação sexual. O que há numa masturbação que não tem na relação a dois?
Na masturbação não há pressa, não há perigo, não há ansiedade, não é preciso provar nada a ninguém. Enfim, fazemos do jeito, na velocidade, com as fantasias, e chegamos aonde quisermos.
Na relação sexual, temos medo de não agradar ao outro, de gozarmos depressa, de demorarmos para gozar, de arranharmos nossa imagem. Nunca é tão tranqüilo.
Portanto, para ser total e propiciar um ótimo orgasmo, o sexo precisa contar com parceiros onde haja um envolvimento emocional, amor, companheirismo, tesão, muita conversa e tranqüilidade para fazer bem devagar e atingir orgasmo com o corpo todo e não só com a região pubiana. Assim, do encontro dos dois orgasmos, experimentamos o verdadeiro orgasmo ensinado por Rajneesh.
Já experimentei o orgasmo natural, animalesco, rápido e intenso, sem me preocupar com o prazer do outro.
Atualmente acontecem basicamente três tipos de orgasmos: um quando é feito com pressa, bem rapidinho, que quase não passa de uma ejaculação (hoje em dia, raramente); um segundo mais trabalhado, seguindo técnicas de controle ejaculatório ou orgasmo sem ejaculação (permitindo orgasmos múltiplos), que seria o orgasmo com o corpo inteiro; e um terceiro, quando há amor, afeto e harmonia, com um orgasmo
simultâneo com a parceira, onde experimento algo bem mais prazeroso e intenso, tendo uma sensação de plenitude.
CAPÍTULO 10 MINHA PRIMEIRA VEZ
As minhas primeiras experiências sexuais que me vêm à cabeça são dos meus tempos de criança, das brincadeiras na banheira, de gato mia e de pique-esconde.
O primeiro orgasmo foi conseguido em cima de um cavalo, andando na garupa, em pelo, esfregando no menino da frente. O prazer foi tamanho que misturei fantasia com realidade, pois tinha a certeza de havê-lo penetrado, porém estávamos vestidos. O detalhe é que houve orgasmo, mas não houve ejaculação.
Constantemente eu sonhava que ejaculava, mas só em sonhos. As ejaculações só vieram a acontecer mais tarde.
Morando na fazenda, os estímulos vinham através dos animais, que viviam fazendo sexo. Comecei por invejar a posição dos machos e acabei por tomar o lugar deles.
A primeira fêmea foi uma galinha, depois vieram as bezerras, cabritas, cachorras, porcas, éguas e até uma bananeira.
Das experiências com animais, tenho lembranças de um bezerro que adorava sugar meu pinto para poder mamar depois o fruto do meu prazer. O prazer de uma égua que só eu conseguia pegar no pasto e uma cicatriz na perna; do coice de outra égua que eu não tive paciência de amansar.
Aos meus quatorze anos, no auge dos hormônios, a vontade era grande, mas as mulheres arredias. Na zona só era permitida a entrada de maiores de 18 anos.
Naquela época, para mim, dar era função de fêmea, comer era função de macho. Não via nada de homossexualidade em tentar comer um veadinho. Era até prova de machesa. Inclusive porque já havia experimentado vários agarros com outros meninos. Sempre com o mais forte fazendo o papel de macho.
Foi com este ânimo que aceitei um convite de amigos para passarmos uma noite na Toca dos Urubus (uma montanha cheia de pedras no alto da cidade) onde o colega de classe, Fernando, suspeito de ser veado, também iria.
Lá chegando, escolhemos uma aconchegante pedra. Fernando colocou uma de suas cobertas para forrá-la e deixou a outra para nos cobrirmos.
Deitamos os quatro na seguinte seqüência: Fernando, eu, Zé Geraldo e Zé Galinha. A vontade de partir para cima de Fernando era grande, mas o medo me impedia, pois eu já havia visto ele rechaçar outros garotos e era bem mais forte que eu.
Para meu prazer, Fernando colocou a mão em minha perna. Era o sinal de que tudo iria acontecer. Porém fomos interrompidos com a chegada de seu irmão, que tinha fama de afugentar os rapazes que queriam comê-lo.
Mas, como tudo conspirava a nosso favor, seu irmão foi embora. Agora tínhamos que nos preocupar apenas com os dois amigos que estavam deitados ao meu lado.
Fernando voltou a me acariciar e eu, tarado, logo gozei em sua mão. Fernando não desistiu, me limpou com o seu cobertor e chupou o meu pinto de uma forma maravilhosa, engolindo-o totalmente. A ereção logo foi total e ele fez com que eu o penetrasse.
Eu não podia fazer um movimento sequer, para não despertar os dois amigos ao meu lado. Só Fernando me acariciava, me lambia e fazia com que eu o penetrasse, além de praticar os movimentos de vai e vem.
Sem preocupações e sem deveres eu era apenas sentimentos, meu prazer foi intenso, não sei quantas vezes gozei, pois ele alternou o sexo oral e anal infinitas vezes.
Depois de umas duas horas de transa, Fernando adormeceu e eu me juntei aos dois amigos que haviam nos abandonado e estavam em outra pedra mais alta ouvindo rádio. Lá pude lhes relatar a maravilhosa noite de amor.
Quando cheguei em casa, às oito da manhã, meus pais estavam ligando para polícia, tentando me localizar. Não entendiam o que poderia ter ocorrido.
A segunda vez foi na zona, com uma mulher e nada bom aconteceu. Apenas deixei de ser virgem, acredito. Nada que se compare à minha primeira noite de amor, que não me foge da lembrança.
CAPÍTULO 11 SEXO COM ANIMAIS
“Mas o que leva uma pessoa a se sentir mais atraída por animais do que por gente?” Acho que ninguém sabe ao certo. Dizer que é um comportamento desviante não explica muito. Agora, que é bem estranho, não resta a menor dúvida.”
(Regina Navarro Lins)
Pessoas que sempre viveram na cidade e nunca experimentaram sexo com animais, geralmente têm preconceitos, mas como é a Doutora Regina Navarro Lins que está questionando e, como não sou de mijar pra traz, aqui vai a explicação.
Tendo sido criado na roça, as informações sobre o sexo eram poucas. As que vinham era da natureza, através dos animais. Quando a gente vê dois animais se copulando, ficamos excitados. Daí para tentar tomar o lugar do macho é um pulinho.
Quando pequeno, um de meus afazeres era procurar ninho de galinha no mato. Isto funcionava da seguinte maneira: a gente fechava elas de tardinha no galinheiro. Logo de manhã, pegávamos todas as galinhas, introduzíamos o dedo no cu delas para ver as que iam botar ovo naquele dia. Soltávamos as que não tinham ovo e ficávamos monitorando as outras, para ver o quanto perto da saída estava o ovo.
De vez em quando, tirávamos umas casquinhas, demorando bastante com o dedo lá dentro. As que não tinham ovo sofriam mais, como se fosse uma punição pela improdutividade.
Quando o ovo estava bem na porta, colocávamos uma pedra de sal no cu delas e as soltávamos. Com a ardência elas iam direto para o ninho e nós fazíamos a coleta dos ovos.
Algumas botavam nos ninhos do galinheiro. Estas também eram vigiadas, pois logo que acabavam o mister nós tínhamos que soltá-las. Umas das diversões era acompanhar os ovos saindo das galinhas.
Logo que acabavam, ficavam com o cu todo arreganhado, o que nos fazia imaginar que o nosso piruzinho entraria ali facilmente. A tentação era grande, principalmente depois de ouvir os relatos de outros meninos da roça de que era gostoso.
O pior foi quando o bicho comeu o galo da fazenda. Era só chegar perto das galinhas que elas iam logo se abaixando e abrindo as asinhas. Acabei por ter as primeiras experiências sexuais de minha vida.
Outra tarefa era colocar os bezerros recém nascidos para mamar. Amarrávamos o pé da vaca, tirávamos um pouco de leite sobre o dedo e o levávamos à boca do bezerro. Eles tomavam nosso dedo como se fosse o peito da vaca. Assim, íamos levando o dedo em direção ao peito da vaca e fazíamos a substituição.
Substituir o dedo por outra parte de nosso corpo, quando não tinha ninguém por perto era a coisa mais fácil e natural do mundo.
Quando colocávamos as bezerras para mamar, as vacas lambiam as bocetas delas. Elas levantavam o rabo para facilitar o
trabalho das mães, em seguida, mijavam. Então as vacas cheiravam a urina, não sei pra quê.
A nossa brincadeira era passar a mão pelas coxas das bezerras e massagear a bocetinha delas. Elas levantavam o rabo e urinavam. Dava um tesão danado.
Substituir o dedo pelo pinto foi outro pulinho.
Outra tarefa na fazenda era a lida com o gado. Sempre íamos a cavalo. Quero dizer em cima de uma égua. O detalhe é que a égua tem cio uma semana depois de dar cria. Como não havia interesse de deixá-las sem trabalho, evitava-se que fossem enxertadas. Portanto, viviam constantemente em cio.
Ver as éguas morrendo de vontade de dar era um pecado. Elas mijavam e ficavam com o rabo em pé, piscando a boceta. De vez em quando nós lá garupa dávamos uma mãozinha e acariciávamos a boceta delas. Como elas gostavam, levantavam o rabo e não davam coices, dava para imaginar que a coisa seria bem tranqüila (como os outros diziam).
Para encostá-las em um cupim e pregar-lhes o ferro foi outro pulinho. A lógica é o seguinte: a gente vai crescendo e os animais também.
Agora, vou lhes confessar uma mentira dita no capítulo anterior. Eu tenho uma frustração sexual: apesar dos colegas de roça dizerem que é uma delícia, toda molinha, gostosa de se abraçar, não sei porquê, mas nunca comi uma bananeira.
Para os iniciantes aqui vai uma dica: os bovinos pastam com a língua, que é rude, forte e áspera. Ideal para quem quer uma lambida bem rústica. É só untar a parte desejada com leite ou melaço de cana.
Já os cães têm uma língua delicada. Parece um veludo. Dá um tesão danado risco de ter as partes delicadas devorada.
Esse negócio de fazer sexo com outra espécie nos foi ensinado pela própria natureza. Os animais procuram fazer sexo com os da mesma espécie, mas na falta, o jumento faz sexo com a égua, o pintassilgo com a canário belga e o pato corre atrás das galinhas. Até mesmo o cachorrinho de madame, na falta de uma cadela tenta fazer sexo com a patroa, que morre de vergonha das visitas.
É claro que o nosso sonho era fazer sexo com mulheres, mas elas não davam prá gente.
Sexo com animais na roça era tão institucionalizado que tinha até literatura. Não me lembro bem, mais era mais ou menos assim:
O galo canta, Meu pau levanta. O porco ronco, Meu pau destronca. A égua rincha, Meu pau destrincha. A vaca berra,
A vantagem inquestionável dos animais sobre os humanos é que seguramente manterão o sigilo do ato sexual. Apesar de algumas vezes nos denunciarem, tais como o coice de uma égua que levei. Outra coisa importante é que as éguas costumam ficar com o rabo levantado depois do ato. É um constrangimento danado. Já tive notícia de um amigo que teve de amarrar o rabo da égua passando pela barriga até o pescoço para poder devolvê-la ao pasto.
No entanto, o maior benefício de ter feito sexo com animais é que hoje em dia não existe mulher feia que não possa ser comida. É só lembrar que ela é bem mais ajeitada que a égua baia, que tantos prazeres me deu.
Como dizem os franceses:
CAPÍTULO 12 TESÃO
Para que tenhamos tesão ou o provoquemos é bom que conheçamos a sua natureza. O tesão está ligado a magia, encantamento, sedução, conquista, descoberta nossa e do outro. Assim, só tem tesão quem é capaz de fantasiar, de imaginar situações que possam ou não vir a acontecer.
O tesão também pode vir da raiva, provocada pelas brigas, pela traição, pela maneira diferente de ser e dos insultos. Não é a toa que muitos romances de novela começam com brigas, dizemos palavrões ao transar ou damos uma trepada maravilhosa logo após a reconciliação de uma briga. Parece que queremos ferir, machucar, fuder com o outro. Não é a toa que muitos gozam só da mulher dizer que está doendo muito.
MOTIVOS DO FIM DA ATRAÇÃO SEXUAL: 1 - Rotina;
2 - Falta de mistério; 3 - Brigas;
4 - Obrigação de fidelidade; 5 - Ideologia Monogâmica:
- quando se ama só se sente desejo pela pessoa amada; - se surgir outra pessoa é porque a relação não vai bem.
Além da coragem de ousar, para que o sexo não caia na rotina, recomendo um mínimo de acessórios:
KIT DO PRAZER - 1 par de algemas;
- 1 vibrador (consolo);
- camisinhas sem lubrificação, marca Blowtex;
- camisinhas texturizada, marca Blowtex (com saliências para dar mais prazer para a mulher);
- camisinhas coloridas e aromatizadas, marca PRUDENCE, sabores chocolate, laranja, morango e, especialmente a de sabor hortelã, que dá uma ardidinha gostosa no pinto e na buceta. (as camisinhas da marca PRUDENCE são baratas e resistentes - é muito difícil de estourar ao contrário das Jontex, que são caras e estouram, pelo menos em minha experiência);
- Contraceptivo de Emergência: Postinor-2 - pomada KY;
- pomada Xylocaína, geléia a 2%, para sexo anal. - óleo de massagem (Bothânica da Natura);
- loção cremosa de Algas Marinhas, da Natura, para massagem erótica (depois da mão, vai a boca);
- luvas cirúrgicas, para carícias na vagina e no ânus, inclusive para se massagear a próstata (orgasmo prostático).
FANTASIAS SEXUAIS
Fantasiamos a morte ou o assassinato das pessoas que nos magoam. Não nos preocupamos, nos tornamos assassinos nem temos que pagar pelo crime imaginário.
Na área sexual é um pouco diferente. Ao fantasiar transas homossexuais tememos ser homossexuais. Ao nos imaginarmos com outra pessoa, nos sentimos infiéis.
Além de aumentar o desejo sexual, as fantasias eróticas ajudam os homens na ereção e a apressar o orgasmo, quando necessário.
Fantasiando é possível trair sem trair. Com uma única pessoa é possível vivenciar transas com muitas outras. Dá-se umas paqueradinhas, para aumentar o realismo, depois é aquela trepada maravilhosa.
Os homens até que estão bem adiantados nesta parte, pois se masturbam desde pequenos e para isto as fantasias são indispensáveis.
Mulheres! Coragem! Deixem suas mentes viajarem e estimulem os seus parceiros a fazer o mesmo. Com certeza as transas vão ficar bem mais gostosas.
CAPÍTULO 13 PROSTITUIÇÃO Não te envergonhes por seres puta,
Pois do pomar tu és a fruta, És a fonte de matar a sede,
Do desgraçado que não tem mulher. (Patativa)
“Entre as que se vendem pela prostituição e as que se vemdem pelo casamento, a única diferença consiste no preço e na duração do contrato.”
(Simone de Beauvoir)
HÁ TRÊS MANEIRAS DE SE FICAR POBRE: 1) bebendo, a mais triste;
2) jogando, a mais rápida;
3) com mulheres, a mais gostosa.
Quem gosta de homem é viado, mulher gosta é de dinheiro.
Tipos de mulher:
1) a chata: aquela que só dá pra gente, é o dia inteiro enchendo o saco;
2) a puta: dá pra gente e pra todo mundo;
3) a filha-da-puta: aquela que dá pra todo mundo, só não dá pra gente.
A mulher chata é aquela que renuncia aos prazeres da vida pensando em nos agradar, mas se torna uma pessoa amarga, cheia de ressentimentos, insuportável.
A filha-da-puta é aquela mulher sádica, que adora nos seduzir e depois regular mixaria. É humilhante ver aquela mulher gostosa ter o que queremos e não conseguirmos.
A puta é uma delícia, vive e deixa viver, mulher de bem com a vida, nos enche de prazer.
Nas espécies animais, quanto maior o trabalho para se criar os filhos, maior a seletividade na copulação. Entre nós não é diferente, as mulheres são bastante seletivas, já que além de carregarem as crias na barriga as alimentam por um bom tempo.
Já os homens, podem sair por aí fazendo filhos e deixando-os para as mães criarem.
Assim, a natureza nos fez mais sedentos de sexo do que às mulheres. Elas se aproveitam deste fato, nos exigindo favores em troca de sexo.
Para isto, as mulheres se prostituem, através de duas grandes estratégias:
1) CASAMENTO: mulheres que buscam um homem que as assumam, isto é, que lhe paguem as contas e as ajudem a criar os filhos. Em troca oferecem sexo e, às vezes, fidelidade. Outras, cobram dos maridos e dão de graça para os amantes.
2) PUTARIA: mulheres que dão sexo para vários homens, muitos deles sem qualquer vínculo afetivo, em troca de dinheiro. Os homens se cotizam e acabam pagando menos, mas não têm a fidelidade. É uma espécie de parceria, de cooperativismo.
Com dinheiro ou sem dinheiro, a verdade é que adoro sexo. Mal feito e bem feito. Na verdade eu mesmo não gosto muito de dinheiro, mas faço questão de tê-lo, pois as mulheres o adoram e eu as adoro.
Dá um tesão todo especial, um doce sabor de vingança, saber que uma linda mulher pode vir a transar comigo, pressionada pelo poder do dinheiro.
Conquistar uma menininha bobinha com meia dúzia de promessas é fácil, mas o gostoso mesmo é conquistar uma mulher que já experimentou um monte de homens e que continuará a nos comparar. Tem que ser bom sempre.
A nossa sensibilidade é exigida. Como saber se ela gosta da gente ou se está só por dinheiro?
O sexo com uma profissional quando ela nos ama é a melhor coisa do mundo, pois ali estão presentes todos os ingredientes para uma boa trepada: amor, tesão, profissionalismo e o que é mais importante: elas realmente sabem e gostam de meter.
Para chegar neste patamar não é mole. Elas tiram do corpo o sustento. Amar pode significar falência, pois poderiam ser chantageadas a dar de graça, seria a ruína, o fim do negócio.
Assim, para fechar o coração, elas criam um sistema de valores todo especial:
1) têm orgulho de cobrar e vergonha de dar de graça;
2) é proibido beijar na boca: quando o homem é interessante, para não se apaixonar, quando o homem é feio, é nojento;
3) é bom não caprichar muito, pois o homem pode se apaixonar e se tornar ciumento, colocando o negócio em risco;
Eu achei que elas fossem incapazes de se apaixonarem, depois descobri que elas se apaixonam, só que por outro homem.
Pagar por serviço bem feito é prazeroso, chega até a dar vontade de pagar mais do que o combinado. Quando há amor dos dois lados, dá vontade de compartilhar tudo. Não há vontade de trocar de fornecedor. Nos sentimos amados e respeitados. O relacionamento vai longe, com respeito e vantagens para ambos os lados.
Por outro lado, é muito ruim pagar pelo sexo mal feito, sem beijos, todo apressado, só pelo dinheiro, é como se tivéssemos sido roubados. Pior ainda se a gente gosta dela, pois o tesão continua e na esperança de que na próxima vez seja diferente, podemos ser roubados inúmeras vezes. Pior ainda quando foi bom no passado, pois nos iludimos de o amor dela voltará.
Para elas também é muito difícil, quando não há amor, carinho, companheirismo.
O melhor do sexo pago é a sinceridade, a mulher assume que quer dinheiro (e todas querem), o homem diz que quer sexo (e todos querem), a gente dá uma trepadinha gostosa, não fica
devendo telefonemas, jantares, festas. A mulher não fica questionando se está sendo bom. Quando a gente chama para ir para o motel elas vão na maior boa vontade. Depois a gente não fica com aquela sensação de dívida, do tipo, comi, agora tenho que tratá-la bem, ser fiel.
Apesar do protesto das feministas, as mulheres totalmente independentes dos homens não conseguem ser felizes. Podem ter um puta sucesso profissional, mas continuam infelizes. Necessitam do nosso amparo e querem se entregar profundamente a nós. Tal tema é tratado no livro “Complexo de Cinderela”.
Se nós queremos que elas nos dêem o que necessitamos, nada mais inteligente do que dar às mulheres o que elas mais querem: dinheiro, amparo e proteção.
Aprendi com uma prostituta a não me prostituir, pois ela cobrava pelos seus serviços, mas não se vendia. Cobrava, mas nunca fazia o que não queria. Apaixonei-me por ela.
Portanto, acho muito melhor vender o corpo do que vender a alma. O único problema que vejo na prostituição é que elas geralmente bebem ou usam drogas, para aumentar os ganhos das casas onde trabalham ou, quando têm vergonha do que fazem, para aplacar o sentimento de culpa.
Em resumo, é possível comprar o corpo de uma profissional, mas o amor, o beijo e o coração são difíceis de serem conquistados, mas vale a pena tentar.
A verdade é o seguinte: não gosto nem de minhocas nem de dinheiro. Porém uso minhocas para pegar peixes e dinheiro para comer mulheres.
CAPÍTULO 14 SEXO E AMIZADE
Segundo o mestre Aurélio, amizade é um sentimento fiel de afeição, simpatia, estima e ternura.
Algumas pessoas dizem que não deve haver sexo entre amigos. Eu não consigo conceber que não haja amizade entre dois parceiros sexuais.
O brasileiro, povo safado, tanto sabe que sexo e amizade combinam bem que até criou um termo para designar o acontecido: amizade colorida, que é relacionamento íntimo, amoroso, sem compromisso social.
Aliás, é este compromisso social que faz tanto mal aos relacionamentos, pois nos obriga a coisa que não desejamos.
Engraçado é que mesmo sem ter consciência da minha atração sexual por alguns amigos, geralmente homens ou mulheres menos bonitas, já me peguei tendo sonho eróticos com eles. Sonhos muito excitantes por sinal.
Particularmente, costumo misturar amor e amizade, para mim é tudo farinha do mesmo saco. A diferença é que no amor costumo idealizar mais, o sentimento é mais forte, há uma tentativa de moldar o outro.
Fazer sexo com amante tem alguma coisa de mágico. É tudo mais forte, as substâncias liberadas nos embriagam. Sonhamos mais.
Na amizade há apenas observação, a gente aceita o outro exatamente como ele é, ajuda-o, independentemente de concordarmos com os objetivos dele.
Fazer sexo com amigas é mais conversado, menos romântico, mais técnico, mais educativo. A liberdade para falar o que sente e pensa é maior. Não há preocupação em agradar ou não desapontar o outro.
CAPÍTULO 15 BRIGAS DE CASAL
“A paixão tende a ligar as pessoas, mas o mundo real precisa forçá-las a criar entre elas uma pequena fresta para continuarem a ser dois seres independentes.” (Alberto Goldin)
“Expressar a dor quando ela ocorre é vital para manter você e seu relacionamento a salvo. A dor é seu mensageiro particular. Se alguma coisa provoca dor, é porque aquilo é importante para você. E seu parceiro, ou parceira, deve ficar sabendo disso.”
(Maria Helena Matarazzo)
Talvez brigar até seja bom, para que a distância (o ficar sem se falar) crie independência e ao mesmo tempo a saudade. Como é gostoso fazer as pazes, os dois ficam abertos e propensos a compreender o que se passa com o companheiro...
No entanto, se as brigas se tornarem repetitivas e estiverem levando ao afastamento do casal, é necessário que resolvam os conflitos de maneira científica, tal qual exposto no livro “Terapia do Amor — Não Renuncie a Si Mesmo”, do Dr. Jordan.
Isto deve ser feito quando você estiver:
“A - Cedendo — anular-se para aceitar o que os outros querem de você devido ao medo, obrigação ou culpa, esperando evitar conflito e desaprovação como resultado.
B - Tentando mudar e controlar o seu parceiro colocando culpa e/ou medo com a desaprovação, com críticas e ameaças.
Quando você está tentando controlar, você geralmente se sente:
* Frustrado ou irritado a maior parte do tempo; * Crítico de seu parceiro;
* Justo e correto;
* Precisando saber tudo o que acontece com seu parceiro, especialmente com quem ele passa o tempo;
* Precisando de provas recorrente do amor de seu parceiro.
C - Ficando indiferente para não ser afetado pelo outro e retraindo-se sexualmente, emocionalmente e/ou fisicamente. Excluindo a pessoa por meio de:
trabalho doença
TV, jornais, livros comida
drogas, álcool sono
esportes, passatempos meditação
D - resistindo e rebelando-se ao não tomar suas próprias decisões a princípio, mas esperando pela decisão do seu parceiro e depois resistindo à decisão.”
“O casal geralmente acredita que tudo seria resolvido se o mau comportamento do outro pudesse ser mudado.” (Jordan)
Os seres humanos apaixonam-se, casam-se e lutam com todas as armas para colocar o ser amado nos trilhos, com ameaças
do tipo: “Se eu não gostar do que você fizer, eu não vou mais te amar.”
No entanto, além de ser amados, precisamos ser nós mesmos, ao obedecermos o parceiro na tentativa de conquistá-lo, conseguimos justamente o contrário. Pois quem irá amar uma pessoa sem auto-estima, mendicante e nula diante da vida?
Os conflitos são uma oportunidade de crescimento. Porém antes de qualquer briga é bom que o parceiro insatisfeito se faça pelo menos estas duas perguntas:
1) Que razões importantes o meu parceiro tem para se comportar desta forma?
2) Por que o comportamento dele me irrita desta maneira?
Se a raiva não passar, sugiro que a pessoa ofendida abra seu coração para a pessoa amada, dizendo o quanto e como aquele comportamento a está magoando. É bom evitar dizer coisas muito fortes que possam magoar muito ou deixar cicatrizes.
É importante também propor uma solução. Sugerir um determinado comportamento, sempre lembrando à pessoa amada de que a obediência incondicional levará ao desamor.
Caso você veja um casal brigando, mas que não se largam, fique na sua. Provavelmente um dos dois não tem amor próprio, não acredita em si mesmo e gosta de ser xingado, pois o outro fala o que ele acredita ser.
CAPÍTULO 16 FILHOS
O homem que transa com a mãe de seus filhos é um depravado. (Nélson Rodrigues)
“Se o casal precisa crescer, é bom que permaneçam sem filhos. Se não quiserem crescer, então não há nada mais a fazer — tenham filhos. Esta é uma das mais fáceis ocupações disponíveis para as pessoas que não sabem como ser mais criativas de outro modo. Esta é uma conduta comum: tornar-se um pai ou uma mãe e ficar preocupado com as crianças, para que um dia elas possam se tornar mães e pais e todo o absurdo continue.” (Rajneesh)
Segundo a psicologia, as pessoas querem ter filhos para provar para os outros que não são impotentes, para tentar vencer a morte e para que os filhos tentem conseguir o que eles não conseguiram.
Filhos, melhor não tê-los. Mas como saber se não tendo-os. (Vinícius de Moraes)
Heis aqui o nosso dilema, exposto pelo poeta, quem não tem filhos não sabe como é, se resolver a tê-los a situação se torna irreversível. A opinião de quem já tem é altamente suspeita, pois o investimento é tão alto que dizer que não compensa seria como negar a validade da própria vida.
Na minha visão de engenheiro, vejo os filhos com uma relação custo benefício muito baixa.
Custos: gasta-se muito dinheiro (cerca de U$ 100.000,00), ouve-se muito choro, dá muito trabalho, diminuem as relações sexuais (os filhos empatam muitas fodas e seu choro é altamente brochante), as conversas e amor do casal, acabando com muitos casamentos. Além disso, não se pode arrepender e voltar atrás.
Benefícios: amor, carinho, amparo, companhia. Coisas que outras pessoas que não sejam nossos próprios filhos também possam nos dar.
Quanto mais desenvolvido o país e quanto maior for o nível intelectual do casal, menor o número de filhos.
Se nasce um indiozinho aleijado, é morto logo ao nascer, pois na cultura indígena ninguém pode ser peso na vida de uma pessoa. Caso eu tivesse um filho com graves problemas, apesar de concordar com a cultura indígena, teria que carregar este peso para o resto de minha vida, obrigado pelas nossas leis e nossa cultura. Acabando com qualquer possibilidade de ser feliz.
Sinceramente, não vejo graça nenhuma em se dedicar a vida toda aos filhos, criá-los, lhes dar educação, ajudá-los na profissão e, ainda por cima, passar a vida inteira trabalhando para poder lhes deixar uma boa herança.
Se o filho viesse do sexo masculino, como vencer o complexo de Édipo, como escapar da tragédia sem culpados que traz sofrimentos a todos os envolvidos.
E se viesse mulher, zelaria por ela, cuidaria com todo o carinho, me apaixonaria, teria meus desejos frustados e por fim, sofreria imensamente quando um vagabundo qualquer a comesse em meu lugar e a levasse definitivamente para longe dos meus olhos.
Talvez a minha vontade de não ter filhos seja oriunda do ciúmes (medo de criar um filho que não seja meu), ou seja oriunda de uma relação edipiana, do medo de passar para os filhos o mesmo sofrimento presenciado, do medo de não conseguir sucesso na educação dos filhos. Talvez porque a esposa já seja a minha filha. Talvez seja o medo do futuro, medo de não ter as condições financeiras para dar aos filhos o que me exigirão.
CAPÍTULO 17 CIÚMES
(baseado no livro “O Animal Moral”)
O ciumento passa a vida tentando descobrir o segredo que irá destruir a sua felicidade. (Oxenstiern)
“O machão está sempre pronto, ante qualquer mulher, em qualquer tempo, em qualquer lugar — sempre de pinto muito duro. (J.A. Gaiarsa)
“Vivemos numa sociedade monogâmica e a sexualidade é poligâmica, daí a existência do ciúme.” (Alberto Goldin)
Em sua evolução, os antepassados do homem, do sexo masculino, quanto mais fêmeas copularam, mas descendentes deixaram. Portanto a promiscuidade masculina têm uma razão genética. Mesmo atualmente, sempre que pode, o homem acumula mulheres.
O macho tinha razão em ter ciúmes, pois se permitisse que sua fêmea copulasse com outros machos provavelmente não deixaria descendentes. Assim os homens têm ciúmes da infidelidade sexual. Daí sua intolerância com a mulher adúltera.
Já as fêmeas, se copulassem com um ou vários machos, só teriam um filho por ano. Quando eram promíscuas, não tinham nenhum macho para ajudá-las na criação dos filhos. Portanto a maior fidelidade da mulher também tem uma razão genética.
Se permitissem que seus machos copulassem com outras fêmeas não teriam sua transferência genética alterada. No entanto, se seus machos dessem presentes às outras fêmeas, seus filhos teriam menos recursos. Assim as mulheres têm ciúmes da infidelidade emocional. Daí sua tolerância com os maridos adúlteros, desde que não abandonem o lar ou tenham grandes gastos com a amante.
Os homens tentam a todo custo conseguir sexo das mulheres. Muitos ao conseguir as abandonam dizendo ser ela mulher “fácil”.
Caso as mulheres não cedam também são abandonadas. A saída portanto está em dar o mais tarde possível.
O problema é que o macho não poderia investir em uma fêmea que sucumbiria tão facilmente aos apelos de outro macho.
Segundo o estudo de Baker e Bellis, a quantidade de espermatozóides aumenta com o tempo que a mulher esteve longe das vistas do homem. Isto significa que a mulher têm uma tendência a copular com outros homens em sua ausência e que esta possibilidade excita o seu homem.
Assim a natureza dotou o homem de dois sentimentos aparentemente paradoxais ante a possibilidade de uma relação extraconjugal, igualmente inteligentes: a violência e o tesão.
A violência seria para prevenir as copulações com outros machos e o tesão para que seus espermas concorressem com os do outro possível macho.
Com a possibilidade de punições e até mesmo do abandono, as mulheres se comportam de maneira bem discreta em relação ao sexo, chegando mesmo a não sentir mais interesse pelo sexo com seu próprio companheiro como prova de fidelidade.
Não obstante, “em algumas áreas urbanas 25% das crianças podem ter sido geradas por alguém que não o pai que as registrou.”
Ao sermos traídos somos severamente punidos pela sociedade. Sendo ela mais tolerante com as mulheres traídas e com os homens traidores. Não existe maior humilhação.
Para escapar desta humilhação é necessário ter orgulho de ser corno. Explicar que somos pessoas evoluídas, aproveitando somente o tesão causado pelos ciúmes, deixando a violência para os animais e as pessoas involuídas.
Interessante é que ninguém sente ciúme quando o companheiro sai para trabalhar, cuidar de alguém doente ou outra atividade que não produz prazer. Mas, se sai para curtir, para se alegrar, para ter prazer, o ciúme é intenso.
A possibilidade de trair ou ser traído é essencial para um bom desempenho sexual. Sexo precisa de desejo. O desejo vem das nossas fantasias, as fantasias vêm das possibilidades de aventuras que quase nos acontecem no dia a dia. Como fantasiar na monotonia, na segurança, na certeza, na ordem, nos costumes, no dever e na lei?
CIÚMES - Como Sofrer menos Dicas Praticas para Mulheres:
1 - AUMENTE A AUTO-ESTIMA - sorria, olhe para os lados, converse com prazer, encompridando a fala, fique bem bonita. Logo os homens vão começar a lhe elogiar e fazer convites (as famosas cantadas). Isto faz um bem danado. 2 - FIQUE BEM SOZINHA - cultive amigos, faça programas sem ele. A individualidade sua e dele são essenciais.
3 - NÃO CULTIVE O CIÚME - não fique procurando chifres em cabeça de cavalo. Não o investigue, não deixe que lhe falem o que ele anda fazendo. 4 - FANTASIE - sempre que lhe ocorrer sentimentos de ciúmes, não dê corda para eles, pelo contrário, substitua-os por fantasias eróticas e românticas. Pense nas suas paqueras e faça planos para a conquista.
5 - PAQUERE AS PAQUERAS DELE - não tem nada melhor para derrubar uma mulher do que concordar que o homem que ela está paquerando é mesmo lindo e insinuar que nós também gostaríamos de transar com ele. Será que funciona? O perigo é ele gostar e querer colocar as duas juntas na cama. 6 - DIMINUA O PRECONCEITO CONTRA A HOMOSSEXUALIDADE - o sentimento de posse faz com que a mulher sinta que o homem faz parte dela, portanto, quando ele paquera uma mulher, é como se ela estivesse ficando com aquela mulher. A homofobia é um dos componentes do ciúmes, isto é, o medo de estar praticando um ato homossexual.
7 - CONTE PARA ELE - faça bastante elogios ao seu amor, depois, com muito jeito, conte para ele como você fica magoada quando ele paquera na sua frente. Avise que você vai fazer o mesmo só para ele experimentar um pouquinho do próprio veneno.
8 - SEXO NELE - torne-se mais ativa na cama, proponha coisas novas. Ele vai ficar com ciúmes, querendo saber com quem você aprendeu. Isto aumenta o tesão dele. Não haverá mais necessidade de procurar uma profissional fora de casa.
CAPÍTULO 18 INFIDELIDADE
Provar a inocência é mais, muito mais difícil que dissimular culpas. (Alberto Goldin)
Poucos são os homens que resistem ao assédio de uma jovem e bela mulher. (Alberto Goldin)
“Muitos casamentos recuperam o erotismo com traições, método perigoso, sem dúvida, mas de extrema eficácia.” (Alberto Goldin)
A esposa sente pouco ciúme da amante, a amante sente pouco ciúme da esposa. No entanto, uma amante sente muito ciúme de outra amante. Daí ser fácil trair a esposa, mas muito difícil trair a amante.
“Ficar aborrecendo-o ou criando problemas poderá levá-lo para alguma mulher, isto é possível. Muitas mulheres acabam levando seus amados para outras, porque quem gosta de ficar se aborrecendo e brigando constantemente por ciúme, por isto ou aquilo?” (Rajneesh)
“Mesmo que ele vá um pouco aqui e ali, não há com o que se preocupar. Isso não é destrutivo para o relacionamento. É humano. Algumas vezes, ele ri com alguma mulher, conversa com outra. Não há nada para se preocupar. Isso simplesmente mostra que ele ainda está interessado em mulheres. Portanto, ele continuará interessado em você.” (Rajneesh)
Se você estiver feliz e o fizer feliz, isso o manterá com você. Não que você o esteja mantendo. É a felicidade que o mantém com você. (Rajneesh)
A traição pode acontecer por três motivos: 1 - necessidade pessoal de buscar outros parceiros; 2 - relação insatisfatória;
3 - atração muito forte pela pessoa que seduz.
Só o apaixonado não necessita de mais ninguém. Para ele o amado basta. Portanto, somente enquanto dura a paixão não corremos o risco de sermos traídos.
Amor, carinho, carícias, sexo, são coisas que quanto mais damos, mais temos para dar. Portanto, não devemos pedir que nosso companheiro os economize, reservando-os só a nós. Pelo contrário, quanto mais ele der aos outros, maior será sua capacidade de dá-lo a nós.
É impossível amar a uma só coisa ou a uma só pessoa. O amor é um estado de espírito, ou se ama a todos ou não se ama a ninguém.
Como pedir a nosso companheiro que odeie o dia inteiro, a todas as pessoas que encontrar e à noite nos dê amor?
Quanto de renúncia deve haver no relacionamento? Se alguém muito atraente nos propor uma noite de sexo sem compromissos, devemos recusá-la? Não voltaríamos muito
melhores e menos rancorosos para nossos companheiros depois desta nova experiência?
Quem será mais infiel?
Aquele que não gosta do companheiro, mas vive com ele por interesses financeiros ou sociais ou aquele que ama seu companheiro, mas se permite algumas aventuras fora do casamento?
Quanto mais amado se sentir o companheiro, menor será o seu ciúme. Para que ele se sinta amado, é necessário que lhe abramos o nosso coração, que lhe mostremos as nossas fraquezas.
Já que o ciúme existe e nos é imprescindível o convívio com outras pessoas. Sugiro aos casais que estabeleçam seus próprios limites, levando-se em conta estas duas exigências antagônicas.
O bom é aplicar normas liberais conosco e as tradicionais ao nosso parceiro, pois é muito bom ter liberdade e muito doloroso concedê-la.
A traíção é a verdadeira fidelidade, pois nela estamos sendo fiéis aos nossos mais profundos desejos.
Quem tem um companheiro infiel enfrenta os seguintes problemas:
1) Sentimento natural de dor: provocado pela baixa auto-estima e incapacidade de ficar sozinho.
2) Ser enganado: além da relação extraconjugal, na maioria das vezes há ainda a mentira, pois o outro prometeu fidelidade.
3) Humilhação da sociedade: a punição é exemplar, para quem foge dos seus padrões. Quanto mais solitário, maior a pena.
SUGESTÕES:
1) O primeiro dos problemas se resolve com a maturidade pessoal, mantendo-se sempre capaz de seduzir ou, de ficar sozinho.
2) Para o segundo é só não fazer nem pedir promessas de fidelidade eterna. Outra opção é compartilhar com o companheiro as aventuras extraconjugais.
3) Para enfrentar a humilhação social é necessário ter altivez, segurança, certeza de que este é o caminho e de bons amigos. Nunca negar a condição, mas defendendo-a. Nos enfrentamentos é bom ter um arsenal de teorias filosóficas e psicológicas que nos embasem. Quanto
maior o número de pessoas a pensar e viver da mesma maneira, maior nossa força e menor será a repressão social.
A pior coisa que pode nos acontecer dentro de um casamento é ser traído. A melhor, é trair.
O problema de ser infiel com perfeito sigilo é que ninguém fica sabendo.
A única maneira de ter certeza de nunca seremos traídos é combinar com o parceiro que ambos podem ter relações extraconjugais.
Desta maneira, a traição, a infidelidade, não existirá, posto que ninguém deixará de cumprir o pactuado.
O amor não pede exclusividade, pelo contrário, exige que o amado não se torne destinatário exclusivo de todos os nossos investimentos e nossas buscas. É necessário haver uma distribuição dos afetos em diferentes relações, ainda que não necessariamente de busca da satisfação sexual. A exclusividade em investimento total no amado cede lugar a um investimento privilegiado no mesmo — o outro não é mais tudo para nós. (Regina Teixeira da Silva)
CAPÍTULO 19 OS AMANTES
Os elos do matrimônio pesam tanto que é preciso dois para carregá-lo — às vezes, três. (Alexandre Dumas)
Tanto os homens quanto as mulheres casadas possuem o desejo de ter relacionamentos extraconjugais. A diferença é que o homem tem coragem sempre que se sente atraído ou apaixonado. Deixa de fazer por falta de oportunidade. Já as mulheres geralmente o fazem por vingança.
Tanto os homens quanto as mulheres traem porque é absolutamente natural, já que o ser humano é poligâmico, apesar do capitalismo insistir na monogamia por razões econômicas. Os homens são socialmente estimulados e as mulheres, punidas.
Ao buscarmos a companhia de um amante, estamos cuidando de nós mesmos. Estamos deixando de fazer tudo o que a sociedade, a família e os amigos consideram certo, para fazermos o que nos agrada. Deixamos de atender aos interesses dos outros, para atender aos nossos.
O perigo, o caráter sigiloso, o proibido, a contestação às normas sociais e a total cumplicidade entre os amantes os leva à uma sensação singular, onde se sentem especiais, confiantes, únicos.
Quando uma mulher jovem se apaixona por um homem maduro, a sua beleza, admiração, amor, disposição para o sexo, a
falta de problemas, o olhar endeusado como o de uma criança para seu pai se transformam numa atração fatal para o homem casado.
Com o tempo, passa a total admiração pelo príncipe encantado. Começam a aparecer os problemas e as cobranças. O homem sente seu casamento ameaçado. Começa a se distanciar da amante e ela sente raiva, ao ver seu príncipe transformado em sapo.
Mesmo sentindo mais paixão pela amante do que pela mulher, dificilmente abandonam as esposas. Abandonar a esposa é como deixar de ser responsável e causa culpa. Abandonar a amante causa dor. Os homens são criados para suportar a dor, não a culpa.
A sociedade tenta mutilar as mulheres, dividindo-as em duas categorias:
a) CLASSE DA MÃES: mãe biológica, esposas, namoradas, tias, irmãs, etc...;
b) CLASSE DAS MULHERES: prostitutas, amantes e as “galinhas”.
As da primeira categoria desejam pertencer à segunda, deixando de pensar nos outros para se colocarem como prioridade, vivendo com plenitude o amor, o sexo e a sua individualidade. Não o fazem pelo receio de serem punidas pela sociedade, perdendo a sua condição de mulheres respeitáveis.
Já as da segunda categoria gostariam de ser respeitadas pela sociedade como as da primeira categoria.
O homem não pode sair de mãozinha dada com uma “piranha”, mas também não pode comer a “mãe”.