CBO e AMB abrem
negociações sobre CBHPM
Giron, secretário geral da AMB e presidente da Câmara Técnica da CBHPM desta entidade, com a participação de Paulo Cury, integrante do Grupo Técnico da CBHPM mantido pela AMB. No encontro, Foi reivindicada a efetiva implantação da CBHPM com a eliminação das defasagens que prejudicam a prática da
Oftalmologia, a introdução de novos procedimentos
médico-oftalmológicos na CBHPM e no rol da Agência Nacional de Saúde Suplementar, a efetivação do pagamento da Unidade de Custo Operacional (UCO) e a criação da Câmara Técnica de Oftalmologia no
organograma da AMB, a exemplo do que já ocorre no Conselho Federal de Medicina (CFM).
Além do presidente do CBO e dos representantes da AMB, também participaram do encontro Marcos Ávila (coordenador do Conselho de Diretrizes e Gestão do CBO e presidente da entidade - gestão 1999/2001), Suel Abujamra
(presidente do CBO gestão 2001/03 e coordenador do Grupo de Trabalho Permanente em Oftalmologia do Ministério da Saúde) , Paulo César da Silva Fontes (ex-presidente da Federação das Cooperativas Estaduais de Serviços
Administrativos em Oftalmologia
-“A reunião marcou um novo patamar no relacionamento da Oftalmologia brasileira com a Associação Médica Brasileira (AMB). A parceria entre o CBO e a AMB sempre foi intensa, mas persistem problemas ligados à Classificação Brasileira
Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM) que vem prejudicando os médicos
oftalmologistas há vários anos e que não eram debatidos em nome da unidade da luta das entidades médicas. A reunião mostrou que é possível manter a unidade e, ao mesmo tempo avançar no debate franco e leal para a correção das iniquidades que afetam o exercício da especialidade. Foi um encontro positivo sob todos os pontos de vista, cujos resultados a médio prazo serão fundamentais para a recomposição dos honorários dos médicos oftalmologistas e para a conquista de melhores condições de negociações com as operadoras.”
Esta foi a avaliação do presidente do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), Paulo Augusto de Arruda Mello, sobre a reunião ocorrida em 04 de fevereiro, na sede da AMB, entre representantes da
procedimentos que utilizavam-se de tecnologia avançada(veja artigo na página 12).
O impasse foi contornado na ocasião, depois de longas e desgastantes reuniões, pela
reclassificação da hierarquização de alguns procedimentos
oftalmológicos, o que permitiu a redução das perdas, e pelo compromisso por parte das entidades médicas nacionais de implementar a médico prazo a Unidade de Custo Operacional (UCO) nos cálculos para determinação dos valores relacionados com a
remuneração dos procedimentos oftalmológicos. Por parte das lideranças oftalmológicas, também houve a preocupação de realizar concessões com o objetivo de manter a unidade do movimento de valorização da medicina
representado pela luta para a implantação da CBHPM em todo o País.
Nos últimos sete anos, os médicos oftalmologistas vêm acumulando perdas e dificuldades em suas negociações com as operadoras de planos de saúde por conta das sucessivas edições da CBHPM que não incorporam muitos dos novos (presidente da FeCOOESO), Fabíola
Mansur de Carvalho (1ª secretária do CBO) e Mauro Nishi (tesoureiro do CBO).
Criada com a colaboração de todas as entidades representativas das especialidades médicas, a CBHPM foi transformada em padrão mínimo e ético de remuneração dos procedimentos médicos para o Sistema de Saúde Suplementar pela Resolução 1.673, de agosto de 2003, do CFM.
Por ocasião da publicação da primeira edição da CBHPM criou-se um impasse de consideráveis proporções, pois muitos procedimentos oftalmológicos tiveram seus valores reduzidos. De acordo com o presidente da FeCOOESO e coordenador da Comissão de Honorários
Oftalmológicos do CBO, Nelson Terra Louzada, houve a valorização do tempo utilizado para a realização do procedimento médico através da Unidade de Trabalho Médico (UTM), o que acabou gerando distorções nos honorários para remunerar os
procedimentos
médico-oftalmológicos, não corrigiram todas as defasagens na hierarquização dos existentes e também pela resistência das empresas em admitirem a UCO como parte integrante da remuneração de procedimentos que se utilizam de aparelhos que exigem grandes investimentos na compra e na curva de aprendizagem e que têm rápida obsolescência.
A situação ganhou nova
complexidade em novembro de 2009, com a adoção da Terminologia Unificada da Saúde Suplementar (TUSS), resultado do trabalho conjunto feito pela equipe técnica da AMB e da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) que definiu, por consenso, que a terminologia a ser utilizada como base para construção dos procedimentos médicos da TUSS seria a CBHPM, gerenciada pela AMB. Embora a CBHPM e a TISS sejam relações diferentes e independentes, as distorções existentes em uma acabam migrando para a outra e o trabalho para sua correção torna-se maior e com a necessidade de atingir maior número de instâncias
N
A reunião mostrou que é possível manter a unidade e, ao mesmo tempo avançar no debate
franco e leal para a correção das iniquidades que afetam o exercício da especialidade.
4.15.01.14-4: Tomografia de coerên-cia óptica (monocular);
4) Realização de gestões efetivas para que as operadoras de planos de saúde passem a considerar a UCO no pagamento dos honorários dos procedimentos médico-oftal-mológicos;
5) Introdução dos seguintes tra-tamentos oftalmológicos no rol da ANS e na CBHPM:
• Anti-VEGF
• Uveítes
• Úlcera de córnea e ceratites;
6) Correção da hierarquização de alguns procedimentos;
7) Realização de gestões efetivas para que as operadoras passem a aceitar procedimentos modernos em oftalmologia;
8)Que a CBHPM incorpore as con-dições de curta permanência de internação, de acordo com a re-solução CFM Nº 1.886/2008, que Após a apresentação dos
proble-mas enfrentados pelos médicos oftalmologistas em seu relaciona-mento com as operadoras de pla-nos de saúde em virtude das políticas resultantes das várias edições da CBHPM, a comissão do CBO apresentou aos representan-tes da AMB várias reivindicações para corrigir a situação:
1) Nova forma de hierarquização para tratamento e terapias invasivas intra-vítreas;
2) Efetiva implantação de uma CBHPM não defasada;
3) Introdução de novos procedi-mentos oftalmológicos no rol da ANS:
4.01.03.02-1: Análise computadori-zada de papila e/ou de fibras ner-vosas (monocular)
4.01.03.03-0: Análise computadori-zada do segmento anterior
(monocular)
dispõe sobre as “Normas Mínimas para o Funcionamento de consul-tórios médicos e dos complexos cirúrgicos para procedimentos com internação de curta permanência”;
9)Criação da Câmara Técnica de Oftalmologia na estrutura da AMB. O presidente da Câmara Técnica da CBHPM, Amílcar Martins Giron comprometeu-se a encaminhar as solicitações e argumentações en-viada pelo CBO para serem dis-cutidas na próxima reunião da Câmara Técnica Permanente da CBHPM, que ocorrerá em março, e a atuar para implementar um pos-sível convênio entre o CBO e a AMB em projeto de Defesa Profissional.
Novas reuniões entre os represen-tantes das duas entidades já foram marcadas para a continuidade das negociações.
Reivindicações
Parte da Comissão do CBO com o secretário geral da AMB: Nelson Terra Louzada, Fabíola Mansur de Carvalho. Paulo Augusto de Arruda Mello, Amílcar Martins Giron, Suel Abujamra, Marcos Ávila e Mauro Nishi
Vamos melhorar o nosso
mercado de trabalho!
Hierarquizada de Procedimentos Médicos), codificando e atribuindo portes de UTM (Unidade de Trabalho Médico) e UCO (Unidade de Custo Operacional) aos procedimentos. Com a leviana afirmação de que pretendem valorizar o ATO MÉDICO e não o equipamento, as operadoras sistematicamente se negam a pagar a UCO, que engloba o valor do equipamento, sua obsolescência, sua manutenção e a futura reposição. Em última análise, é a UCO quem possibilita a
concretização do procedimento.
Nas INSTRUÇÕES GERAIS da
CBHPM existem duas rubricas que são sempre ignoradas pelos convênios:
a 4 – Valoração dos Atos Cirúrgicos e a 6 – Condições de Internação. Até a presente data a CBHPM não foi efetivamente implantada, com todos os seus parágrafos obedecidos e seus valores atualizados. Por mais bem Existe um descontentamento muito
grande dos médicos e dos
oftalmologistas, em particular, com relação aos honorários recebidos das operadoras de planos de saúde. Por um lado recebemos da imprensa leiga informações sobre os lucros exorbitantes auferidos pelos convênios. Por outro lado, nos deparamos com uma realidade de falácias, aviltando nosso trabalho. Uma hierarquização dos
procedimentos médicos foi realizada pelas Entidades Médicas,
capitaneadas pelo CFM, AMB e FENAM. Este trabalho gerou a CBHPM (Classificação Brasileira
intencionadas, elaboradas e amplamente discutidas, as tabelas de Honorários Médicos nunca são acatadas pelas operadoras de planos de saúde. Convivemos, hoje, com diversas delas, numa confusão infernal, sendo esbulhados em todas. Os convênios têm a desfaçatez de escolher quais as partes mais vantajosas para eles em cada uma das tabelas.
Existe também a necessidade premente de codificar diversos novos procedimentos na TUSS (Terminologia Unificada da Saúde Suplementar). Alguns destes procedimentos poderão fazer parte
da CBHPM e posteriormente serem incluídos no ROL DE
PROCEDIMENTOS obrigatórios da ANS.
A reunião que o CBO e a FeCOOESO mantiveram com a AMB no início de fevereiro foi o primeiro, e promissor, passo no sentido de modificar esta situação
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Nelson Terra Louzada
Presidente da FeCOOESO e Coordenador de Honorários Médicos do CBO
Por um lado recebemos da imprensa leiga informações sobre os lucros exorbitantes auferidos pelos convênios.
Por outro lado, nos deparamos com uma realidade de falácias, aviltando nosso trabalho.
Necessidade de corrigir
injustiças
A CBHPM foi baseada em estudo da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas - Fipe - da USP, que antes havia feito o mesmo trabalho para o Conselho Brasileiro de Oftalmologia, quando ocupava a presidência do nosso CBO. Olhando o trabalho feito em 2000, verificamos que em alguns procedimentos oftalmológicos, como por exemplo, transplante de córnea e
facoemulsificação, a remuneração atual é 80% menor do que a recomendada por aquele estudo, quando os procedimentos foram avaliados de forma independente, utilizando-se critérios científicos e éticos.
Desta forma, as justificativas técnicas tão contundentes e o CBO enfrenta uma forte pressão para lançar demandas jurídicas em benefício dos médicos
oftalmologistas. A Oftalmologia brasileira abriu mão de sua tabela Fipe para apoiar a tabela Fipe -CBHPM, da AMB, apesar de sofrer prejuízos, mas em prol de uma unidade de toda a classe médica. Hoje temos a oportunidade de utilizar o forte vínculo que o CBO tem com a AMB para mostrar à própria AMB e a ANS e necessidade urgente da
reposição de uma série de valores que os médicos oftalmologistas de todo o Brasil vêm sofrendo desde a implantação da CBHPM.
Juntos vamos achar a melhor solução, que passará pela implantação da UCO nos
procedimentos oftalmológicos, pela correção da defasagem de alguns procedimentos e pela inclusão de outros. Tenho certeza que nas próximas reuniões os resultados serão cada vez mais positivos
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Marcos ÁvilaCoordenador do Conselho de Diretrizes e Gestão (CDG) do CBO e presidente da entidade na gestão 1999/2001
A Oftalmologia brasileira
abriu mão de sua tabela
Fipe para apoiar a tabela
Fipe - CBHPM, da AMB,
apesar de sofrer
prejuízos, mas em prol
de uma unidade
de toda a classe médica.
Reunião com representantes das sociedades filiadas, feita em 2000, para preparar a hierarquização dos procedimentos oftalmológicos da CBHPM