DIAGNÓSTICO DA PISCICULTURA NOS MUNICÍPIOS DE BOCAINA E SUSSUAPARA - PIAUÍ

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Texto

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Rosimeyre Araújo1, Antônio Júnior Nunes Moraes2

1Autor, Graduando em Agronomia – UESPI 2Orientador, Docente – UESPI

INTRODUÇÃO

A piscicultura é uma prática muito utilizada, sendo que ela ainda está passando por uma série de processos e inclusão de novas tecnologias, para que se torne mais rentável aos piscicultores. É uma atividade em plena expansão e economicamente viável, desde que se adotem técnicas de cultivo adequado à espécie e a região.

É importante que se conheça as diferentes espécies de peixes que se pretende criar, pois cada uma tem características particulares como diferentes hábitos alimentares e exigem diferentes tipos de manejo. Para se obter uma boa qualidade na criação de peixes é necessário que a pessoa que irá manejar a criação procure orientações, busque informações necessárias a boa criação e técnicas eficientes para obter um plantel de melhor qualidade.

Atualmente, a piscicultura vem despertando interesse de todos, tanto a nível particular quanto governamental, por produzir alimento de alto valor protéico. A piscicultura é um dos ramos da aqüicultura que se preocupa com o cultivo racional dos peixes. É considerada a maneira mais econômica de se produzir um alimento nobre, de alto valor nutritivo e a baixo custo, uma vez que sua forma de cultivo pode variar bastante, inclusive nas fontes de alimentação (SEBRAE, 2001).

A qualidade dos peixes, assim como o seu melhor desenvolvimento depende de um bom manejo alimentar, sanitário, entre outros; sendo que dentre os manejos existentes, quando se tem um bom manejo alimentar e os piscicultores buscam alternativas de fornecer aos peixes alimentos alternativos, além dos convencionais, eles estarão obtendo melhores retornos financeiros. Peixes bem nutridos expressam melhor o seu potencial de crescimento, suportam melhor o estresse proveniente do manuseio e do transporte, são mais tolerantes a doenças e parasitoses e apresentam maior desempenho reprodutivo.

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Na hora de começar a atividade o piscicultor deve está atento e pesquisar o mercado consumidor e o valor comercial da espécie a ser criada, pois são fatores que determinarão o sucesso da produção e obtenção de lucros com a atividade.

Quem pretende entrar na atividade comerciante de peixes, precisa ter informações técnicas e treinamento adequado. Obter um pescado competitivo e de boa qualidade é uma questão de sobrevivência. Quem já está no mercado, utilizando métodos ultrapassados precisa modernizar-se urgentemente (SEBRAE, 2001).

A piscicultura no Brasil está passando por modificação e estabilização do processo de produção e comercialização. O cultivo de pescado, com o aproveitamento do potencial dos nossos lagos, rios e mar, é o caminho para o aumento da produção. Os peixes podem ser criados de várias maneiras, dependendo das condições e da qualidade da água, espécie e aceitação de mercado. É possível dividir o sistema de criação em extensivo, semi-intensivo, intensivo e superintensivo (PEZZATO et al., 2008).

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OBJETIVOS

GERAL

Avaliar a realidade da piscicultura nos municípios de Bocaina e Sussuapara, assim como as dificuldades e os benefícios trazidos pela mesma.

ESPECÍFICOS

Analisar o desempenho da piscicultura nos municípios de Bocaina e Sussuapara, bem como suas características;

Verificar a atividade profissional, os manejos implantados e a importância econômica dentro do sistema de produção utilizado na propriedade;

Conhecer os tipos de espécies que são criadas na região e os tanques que são utilizados na sua criação;

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METODOLOGIA

A pesquisa foi realizada nos municípios de Bocaina e Sussuapara, situados na região sudeste do Estado do Piauí. O local objeto de estudo é constituído de vários tipos de cultivo como tanques escavados e tanques-rede.

O clima da região é tropical e semi-árido quente, com pluviosidade média de 700 a 900 mm anuais e duas estações bem definidas: verão chuvoso, de janeiro a abril, onde 90% das precipitações ocorrem e inverno sem chuva, de maio a dezembro. A região ainda apresenta temperatura média de 30º C. O excesso e o déficit pluviométricos atingem uma média de 53% e 37%, respectivamente, e a umidade relativa do ar fica em torno de 60%, índice que decai sensivelmente na época de estiagem, em conseqüência da intermitência do curso de água (SUDENE, 1990).

Para a obtenção da coleta de dados foi aplicado um questionário com questões subjetivas, que visavam conhecer a realidade da piscicultura nas regiões de Bocaina e Sussuapara. O questionário foi aplicado em um período correspondente a três (3) dias, tendo total contato com o piscicultor e era composto de 30 perguntas, com linguagem simples e acessível que facilitou a obtenção de boa resposta do piscicultor. Ele foi aplicado no município de Bocaina a sete piscicultores que fazem parte da COAP (Cooperativa Aquícola Regional de Picos), representando 20 % do total dos associados, que atualmente corresponde a 40 (quarenta) piscicultores, onde uns contribuem diretamente e outros indiretamente para a cooperativa. O questionário também foi aplicado a 3 (três) piscicultores do município de Sussuapara, representando uma porcentagem de 30% dos piscicultores ali existentes, que atualmente é de 10 piscicultores, que produzem peixes em uma certa quantidade com o objetivo não só de consumo próprio mais também de comercialização.

Os materiais utilizados para a obtenção dos dados desejados foram papel, caneta, câmera fotográfica para obtenção de fotografias, dentre outros elementos.

O diagnóstico foi aplicado em um período correspondente a três (3) dias, onde teve o total contato com o piscicultor, o mesmo relatou sobre as vantagens que a piscicultura traz para ele e para sua família, as dificuldades e facilidades que encontra na realização da atividade, o favorecimento que ele tem em relação ao mercado consumidor, o manejo que ele utiliza, dentre outros fatores que são de grande importância dentro da piscicultura.

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RESULTADOS E DISCUSSÃO

Os piscicultores das regiões de Bocaina e Sussuapara possuem uma realidade bastante diferente, desde a assistência técnica recebida até a quantidade de peixes produzidos para a comercialização. Os que fazem parte da região de Susssuapara não possuem assistência técnica e nem se quer pagam por ela, já os que fazem parte da região de Bocaína possuem assistência técnica, sendo que a mesma é feita gratuitamente por um técnico da CODEVASF. Vários piscicultores que fazem parte da cooperativa, além de possuirem tanques-rede, também possuem tanques escavados, porém os mesmos não recebem todas as orientações e assistência técnica que é recebida na cooperativa.

Figura 1: Acesso dos piscicultores a assistência técnica.

A COAP (Cooperativa Aquícola Regional de Picos) é uma cooperativa com fins lucrativos, cujo principal objetivo é trabalhar pela ampliação da piscicultura na região de Bocaina-Piauí. Ela foi fundada em 2005 com um número de 43 (quarenta e três) sócios, com o intuito de procurar incentivar pequenos piscicultores a buscar uma produção mais sustentável. A cooperativa conta hoje com 40 (quarenta) associados, porém todos não participam plenamente das atividades nela desenvolvidas. Apenas 5 (cinco) piscicultores possuem tanques-rede na cooperativa e participam das atividades desenvolvidas por ela, outro grupo de aproximadamente 6 (seis) piscicultores não possuem tanques-rede, porém

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participam de reuniões e de outras atividades desenvolvidas pela cooperativa, e os demais além de não possuírem tanques-redes na cooperativa, também não participam de reuniões e de outras atividades que são de interesse para a cooperativa. Observou-se dessa forma que a cooperativa de Bocaina possui poucos piscicultores que estão realmente envolvidos com a atividade. Constatou-se também que o objetivo da cooperativa era ampliar a piscicultora, de certa forma até mesmo receber novos associados, porém essa ampliação não foi possível, e alguns associados já existentes se afastaram e outros até mesmo saíram, sendo que não há a possibilidade de novas pessoas se associarem para realizarem a expansão da atividade na região, devido a falta de interesse em novos associados por parte dos sócios atuantes na cooperativa.

Figura 2 : Tanques que se encontram na barragem de Bocaina e que pertencem a Cooperativa Aquicola Regional de Picos – COAP.

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Figura 3: Produção de peixes correspondente a Cooperativa Aquicola Regional de Picos (COAP).

A piscicultura vem tendo um crescimento muito acentuado na região nordeste, principalmente em cultivos intensivos de tanques-rede. A atividade é desenvolvida predominantemente em águas continentais e em sistemas intensivos e semi-intensivos. A espécie mais cultivada na região nordeste é a tilápia com 73,3 % do volume produzido, com 23.759,5 toneladas em 2003 (SEBRAE, 2006).

O desconhecimento de técnicas e de manejo adequado fazem com que ocorram perdas significativas dentro da piscicultura. Dados mostram que um dos grandes problemas enfrentados pelos piscicultores é em relação a temperatura, clima e demais fatores ambientais, pois muitas vezes são incontroláveis e inevitáveis.

Para muitos piscicultores avaliados a piscicultuta traz uma série de vantagens e desvantagens. De acordo com dados analisados, dentre as principais vantagens pode-se destacar o aproveitamento de áreas improdutivas ou de baixo rendimento agropecuário, transformando-as e elevando a sua produtividade; utilização de subprodutos agropecuários na manutenção dos peixes; rápido retorno do capital investido; elevada produção por área; excelente fonte de renda; sustento para a família; geração de emprego; lazer; pouca competitividade encontrada no mercado e boa fonte de alimentação. Dentre as principais desvantagens pode-se destacar a dificuldade de manejo na criação dos peixes; a comercialização dos peixes; falta de financiamento; investimentos e custos altos; predação;

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lucro pequeno; falta de infra-estrutura; falta de assistência técnica e falta de mão-de-obra qualificada.

Dois dos entrevistados que fazem parte da cooperativa não encontram nenhuma desvantagem na piscicultura, afirmam que só encontram vantagens na sua produção e que ela é uma excelente forma de sustento para eles e para as suas famílias, e uma forma de contribuição para o desenvolvimento da atividade na região.

Em relação a compra dos alevinos, mutios piscicultores compram de outras regiões, como Teresina, Fortaleza, dentre outras, devido ao preço do milheiro ser um pouco mais barato em relação aos alevinos vendidos na região de Picos. Os alevinos quando transportados dessas regiões (Teresina, Fortaleza, etc), sofrem bastante. A viajem os causa estresse e até mesmo a sua morte. Os produtores que compram dessas regiões tem muitas perdas quanto a quantidade de alevinos que adquirem, porém acham que eles são de melhor qualidade, por isso preferem correr riscos para poder obtê-los. Outros piscicultores preferem não correr riscos, por isso comprar os alevinos na região de Picos, apesar do milheiro ser um pouco mais caro. Tem alguns piscicultores que compram ou produzem alevinos para venderem para outros piscicultores das regiões de Bocaina e Sussuapara.

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A piscicultura é considerada como atividade principal para muitos piscicultores, apesar de desenvolverem outras atividades complementares. A piscicultura é considerada para eles como boa fonte de renda e boa forma de sustentação. Muitos conseguem obter somente com a piscicultura um valor bastante favorável (um salário mínimo ou até mais) para a sua sustentação e de sua família.

Figura 5: Renda dos piscicultores proveniente somente da piscicultura.

Alguns piscicultores apresentam o mercado como uma dificuldade encontrada na atividade, e isso ocorre devido a falta de cultura e de informação por parte da população sobre as vantagens que o pescado traz para a saúde. Devido a essa falta de procura por parte da população pelo pescado ele se torna desvalorizado quando comercializado e o piscicultor se obriga a vender o seu produto por preços insignificantes, para que não tenham prejuízos com o estocamento de seus peixes.

De acordo com sete piscicultores entrevistados que fazem parte da cooperativa de Bocaina, a venda dos peixes é feita tanto de forma direta como indireta aos consumidores. Alguns vendem para a região de Picos e demais regiões do Estado do Piauí, outros vendem até mesmo para outros Estados, como Fortaleza. As vendas que são feitas na região de Picos, geralmente são para feirantes, supermercados, frigoríficos, restaurantes e para atravessadores. Em relação aos dados obtidos pelos piscicultores da região de Sussuapara a venda de peixes é direta aos consumidores, e muitas vezes a criação é apenas para

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consumo próprio. As vendas que são feitas diretamente aos consumidores é feita em restaurante pesque-pague, que pertence a um dos criadores entrevistados dessa região.

Para que a atividade piscicola seja lucrativa, é necessário forte investimento em tecnologia, como forma de melhorar o desempenho produtivo, e muitos piscicultores não possuem condições em aplicações altíssimas, pois não possuem capital o suficiente para esse investimento (OLIVEIRA, 2009).

Muitos piscicultores realizam a adubação do viveiro e algumas vezes a calagem, porém desconhecem a sua importância para o melhor desenvolvimento dos peixes. Outros já conhecem plenamente a sua total importância. Os piscicultores que fazem parte da região de Sussuapara por não possuírem assistência técnica, equipamentos necessários para fazer a análise da água, do pH, do oxigênio e de demais fatores, e não terem um conhecimento desenvolvido em relação ao manejo, a adubação, a calagem, a nutrição adequada, dentre outros fatores essenciais a sobrevivência dos peixes, tem menores lucros em relação ao produto comercializado, pois muitas vezes os peixes demoram muito tempo para conseguirem o peso ideal para comercialização e muitas vezes esses piscicultores criam em pouca quantidade, sendo que algumas vezes são apenas para consumo próprio e para ocupação do tempo, como forma de lazer.

Figura 6: Realização de adubação do viveiro e conhecimento de sua importância para o melhor desenvolvimento dos peixes.

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Em relação a alimentação dos peixes os piscicultores que fazem parte da cooperativa, utilizam ração extrusada e conhecem plenamente as vantagens que a mesma traz para o melhor desenvolvimento de seus peixes. Eles não utilizam nenhum tipo de ração alternativa, pois devido a orientações técnicas eles consideram que a ração alternativa vai influenciar apenas para a maior decomposição de matéria orgânica no tanque, prejudicando dessa forma a saúde e sobrevivência de seus peixes. Os piscicultores que fazem parte da região de Sussuapara também utilizam ração extrusada, porém alguns não conhecem a importância de sua utilização em relação a outros tipos de rações. Eles fazem o uso de ração alternativa para a complementação da nutrição de seus peixes, porém devido a falta de orientações técnicas eles acabam fornecendo essas rações aos seus peixes de forma incorreta, comprometendo dessa forma a saúde de seus peixes. A quantidade de ração que os peixes necessitam e a quantidade de vezes que ela deve ser fonecida é feita por alguns piscicultores através da biometria, e por outros é feita através de informações que são trocadas com outros piscicultores e técnicos.

Para complementar a nutrição dos peixes, muitas vezes é necessário que se forneça ração alternativa, porém ela deve ser manipulada, contendo todos os nutrientes adequados, tornando-se balanceada e aplicada de maneira que não prejudique a criação dos peixes. A ração alternativa assim como a ração industrial deve ser fornecida pelo piscicultor em tamanho e quantidade adequada para que não comprometam a criação. O piscicultor pode e deve fornecer ração alternativa aos peixes, desde que siga orientações de quanto e como ele deve fornecê-la.

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Figura 7: Fornecimento de ração alternativa feita por piscicultores.

A técnica de misturar diferentes espécies de peixes em um mesmo tanque ainda não é muito realizada nessas regiões devido a falta de informações. Dos piscicultores entrevistados apenas três desenvolvem essa técnica, e afirmam que ela influencia de forma positiva na sua criação. Um dos que realizam essa técnica faz parte da cooperativa de Bocaina, sendo que as espécies que ele cria em um mesmo tanque são, tambaqui, carpa, curimatá e tilápia, e os outros dois fazem parte da região de Sussuapara, criando em um mesmo tanque as espécies de tambaqui, curimatá e tambaqui e tilápia.

O acesso a tecnologias, a informações e a cursos são problemas que abrangem aos piscicultores que fazem parte da região de Sussuapara, os mesmos nunca participaram de cursos, nem possuem tecnologias e informações que possam favorecer o melhor desenvolvimento de sua atividade. Os piscicultores que fazem parte da cooperativa de Bocaina, mesmo aqueles que não mais possuem tanques-rede, já participaram ou participam de algum curso que são essenciais para o melhor desempenho da atividade, além de possuírem melhor tecnologia e informações.

A água em que se encontram os tanques-rede já passou por análise, para saber os componentes que nela estavam presentes e de que forma eles poderiam influenciar na atividade. Piscicultores que possuem tanque escavado geralmente realizam a troca de água e conhecem a importância dessa atividade. Dois dos entrevistados afirmaram que realizam a troca de água diariamente, dois trocam mensalmente, um realiza a troca de oito em oito

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dias, um realiza a troca de quinze em quinze dias, um troca semanalmente e um de acordo com a necessidade.

O custo mensal da atividade é considerada pela maioria dos piscicultores como um fator bastante complexo, pois fazem investimentos altíssimos para a obtenção de um produto final em quantidade e em qualidade excelente para o consumo. Muitos consideram que o maior custo da atividade é em relação a ração, pois precisam comprar uma quantidade suficiente para suprir as necessidades nutricionais dos peixes. Geralmente eles comprar ração extrusada e essa por possuir uma quantidade de nutrientes e uma qualidade superior em relação a peletizada tem um valor bem mais alto. Além da ração os piscicultores gastam com mão de obra, abastecimento de água, energia, dentre outros fatores que fazem com que o custo da produção seja bem elevado.

As espécies que são criadas tanto em Bocaina como Sussuapara são bem adaptadas a região. O tambaqui é uma espécie bastante resistente, e que suporta variações de temperaturas que ocorrem frequentemente em nossa região (choque térmico). As espécies que são criadas pelos piscicultores dessas regiões suportam temperaturas da ágaua que na maioria das vezes são altíssimas.

Figura 8: Espécies cultivadas nas regiões de Bocaina e Sussuapara.

A localização dos tanques são de fácil acesso, que permitem até mesmo a entrada de transporte para o carregamento dos peixes. Os piscicultores na hora da implantação de

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seus tanques procuraram um local de fácil localização e acesso, verificaram a forma topográfica do terreno, escolhendo terrenos mais planos para a construção de seus tanques, facilitando dessa forma o trabalho, tornando-o menos cansativo.

Segundo Rasguido, 2000, é necessário que se faça a limpeza da área antes de fazer a construção do tanque. A localização dos tanques deve ser feita obedecendo-se a topografia do terreno e é fundamental que se respeite a área de preservação permanente, no momento da definição do tamanho e do formato dos tanques.

O diferente perfil dos entrevistados nos mostrou a abrangência da piscicultura, com variações de tecnologia da forma de produzir e maneiras de comercialização dos pescados, mas observou-se também que nem sempre se consegue agregar valor ao peixe comercializado.

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CONCLUSÕES

O trabalho na atividade piscícola é intensamente utilizado e a falta de mão-de-obra qualificada ainda é um problema que atinge em grande parte a realização da atividade.

A assistência técnica que é oferecida para alguns piscicultores é deficiente devido a acontecer apenas eventualmente e para aqueles que não possuem, ela precisa ser prestada, para melhoria de tecnologia e consequentemente de produtividade. É necessária a melhor capacitação de todos os piscicultores pertencentes às duas

regiões através de cursos, treinamentos e palestras.

Os custos com ração é um dos maiores problemas que atinge toda a criação de peixes, correspondendo à maior parte dos custos de produção.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

OLIVEIRA, R. C. O Panorama da Aqüicultura no Brasil: a prática com foco na

sustentabilidade. vol. 2, nº 1. fev, 2009

PEZZATO, Luiz Edivaldo et al. Nutrição e Alimentação de Peixes. Viçosa - MG, CPT. 2008, 242 p.

RASGUIDO, José Eduardo Aracena et al. Informações Resumidas Sobre a Criação de

Peixes. maio, 2000.

SEBRAE. Criação Comercial de Peixes em Viveiros ou Açudes. Roraima, 2001. 36p. (Série: Oportunidades de Negócios).

SEBRAE. Diagnóstico da Cadeia Produtiva da Tilápia na Bahia. Salvador: SEBRAE, 2006. 93 p.

SUDENE. Dados pluviométricos mensais do Nordeste. Recife, 1990. Pernambuco. p. 302-303.

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