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Fundos Estruturais:
desafios do passado
e do futuro
DANIEL TRAÇAMAIO 2021
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1. O passado: prosperidade sem crescimento
2. Os desafios: velhos e novos
3. O futuro: os limites do fundos estruturais
MAIO 2021 | Fundos Europeus em Portugal: realizações e desafios FUNDOS ESTRUTURAIS: DESAFIOS DO PASSADO E DO FUTURO
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130 mil M€ em fundos estruturais recebidos
O PASSADO: PROSPERIDADE SEM CRESCIMENTO
• I Quadro Comunitário de Apoio
• 14 mil M€
1989-1993
• II Quadro Comunitário de Apoio
• 27 mil M€
1994-1999
• III Quadro Comunitário de Apoio
• 33 mil M€
2000-2006
• Quadro de Referência Estratégico Nacional
• 30 mil M€
2007-2013
• Portugal 2020
• 25 mil M€ (60% executado)
2014-2020
5000 1000 1500 2000 2500 3000 3500 4000 4500 5000 1989-1993 1994-1999 2000-2006 2007-2013 2014-2020Média anual de fundos estruturais em Portugal
(M€; 1989-2020)
Entre os países que mais apoios recebeu
Financiamento médio anual per capita
(Posição de Portugal na UE; 1989-2020)
4 0 1000 2000 3000 4000 LU NL UK BE DK DE SW FR AT IE IT ES FI CY BG RO MT SL GR CZ PL PT HU HR SK LV LT EE Portugal 2020
Redução dos fundos entre Portugal 2020 vs QCA I
Portugal: -60% Espanha: -61%
Grécia: -63% Irlanda: -100%
Redução explicada pelo alargamento Europeu a leste e proporcional ao aumento da competitividade dos países
Fonte: ADC; FFMS; Augusto Mateus & Associados; Comissão Europeia; cálculos próprios
Efeito multiplicador dos fundos no investimento a cair
Investimento anual alavancado por fundos estruturais
(1989-2020)
5
Portugal 2020
pública+ privada
Fonte: ADC; FFMS; Augusto Mateus & Associados; Comissão Europeia; Pordata; cálculos próprios
Transferências recebidas
(% do investimento total e público; 1995-2020)
0% 20% 40% 60% 80% 100% 120% 140% 160% 0% 5% 10% 15% 20% 25% 1995 2000 2005 2010 2015 2020 % do in ves time nt o pú bl ic o % do in ves time nt o tot al
% do investimento total % do investimento público
1989-1993 1994-1999 2000-2006 2007-2013 2014-2020
PT 2020
QREN
QCA II
QCA III
Prosperidade na sociedade portuguesa
6 O PASSADO: PROSPERIDADE SEM CRESCIMENTO
Fonte: Pordata; Eurostat
Prosperidade da sociedade portuguesa…
7
… na Educação
… na Saúde
… nas Infraestruturas
0 5 10 15 20 25 30 35 40 45
População com ensino superior concluído
(% da população total entre 25 e 34 anos; 1992-2020)
0 2 4 6 8 10 12 1991 1996 2001 2006 2011 2016 Evolução da mortalidade infantil
(por 1000 nascimentos; 1960 - 2016) 0 500 1 000 1 500 2 000 2 500 3 000 3 500 1972 1977 1982 1987 1992 1997 2002 2007 2012 2017 Número de quilómetros de autoestradas
(Portugal; 1972 - 2019) O PASSADO: PROSPERIDADE SEM CRESCIMENTO
Fonte: Pordata; cálculos próprios
Mas sem contrapartida na economia.
Sem convergir, cada vez mais na cauda da Europa
Ranking PIB per capita UE28
(Posição relativa de Portugal na UE28; 2000-2019)
8 Países atrás de Portugal aproximam-se
(PIB per capita PPP; 2000-2019)
15 16 17 18 19 20 21 2000 2003 2006 2009 2012 2015 2018 Paí se s que nos ul tr apa ssa ram Paí se s que ul tr apa ssá m os 0 5,000 10,000 15,000 20,000 25,000 30,000
2000
2005
2010
2015
BG HR SK GR HU LV PL PT RO
Portugal
8 O PASSADO: PROSPERIDADE SEM CRESCIMENTOFonte: OECD; Pordata; Banco de Portugal; cálculos próprios
Com um diferencial na produtividade a crescer na últimas décadas
PIB: Produtividade x Emprego
(Crescimento do PIB per capita; 1960 - 2018)
Portugal
Crescimento da produtividade
(PIB por hora trabalhada; 2010 = 100; 2010-2019)
96% 98% 100% 102% 104% 106% 108% 110% 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 Zona Euro Produtividade Emprego (per capita)
PIB (per capita)
9 O PASSADO: PROSPERIDADE SEM CRESCIMENTO
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FUNDOS ESTRUTURAIS: O CONTEXTO, OS RESULTADOS E OS DESAFIOS DO PRÓXIMO CICLO MAIO 2021 | Fundos Europeus em Portugal: realizações e desafios
1. O passado: prosperidade sem crescimento
2. Os desafios: velhos e novos
Fonte: OECD; Pordata
1. General Government Debt (OECD); Quebra de série em 2017 para a Zona Euro
1. O deficit nos indicadores de Competitividade
Ranking de Competitividade Global WEF
(Posição relativa de Portugal em 140 países; 2011-2019)
Ranking de 2019
Principais indicadores (pontos)
34
º
51º
46º
Norte -0,58 Centro -0,53 Lisboa 0,09 Alentejo -0,79 Algarve -0,78OS DESAFIOS: VELHOS E NOVOS
36º
33º
11Competitividade Regional
(Comissão Europeia, 2019)
51
36
2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019A internacionalização
Fonte: Banco de Portugal, Questionários Expetativas de Exportação, Investimento e Emprego (GPEARI; AICEP)
Exportações, procura externa e quota de mercado
(variação anual; %)
Ganhos de quota de mercado de exportação
das empresas em queda depois de 2017
12
Principais obstáculos à exportação
(% de empresas inquiridas a reportar o problema, 2018)
0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 Concorrência
externa Constrangimentosaduaneiros Flutuações cambiais Concorrência localno mercado de destino
A eficácia e regulação
na Administração Pública
Fonte: Banco Mundial; OCDE 13
A liderança e a transformação nas empresas
Qualidade de gestão por país
(2014; Mínimo: 1 – Máximo: 5)
Fonte: Banco de Portugal; World Management Survey; Bloom et al. (2016)
Das diferenças de produtividade são
explicadas por variações na qualidade
da gestão
30%
Qualidade de gestão por dimensão da empresa
(2014; Mínimo: 1 – Máximo: 5)
14 OS DESAFIOS: VELHOS E NOVOS
1. Anos de aceleração face à média de crescimento entre 2017 e 2019
Fonte: McKinsey; IMD World Digital Competitiveness Ranking; Pordata; The Economist; Deutsche Bank; IBM; Environemental Performance Index
2. Os novos desafios: as forças da disrupção, aceleradas pela pandemia
15
Digitalização
Globalização
Sustentabilidade
Desigualdades
Portugal Zona Euro 4.0 4.5 5.0 5.5 6.0 6.5 7.0 7.5 Rendimento dos 20% mais ricos vs. 20% mais pobres(rend 20% ricos / rend 20% pobres; 2005-2017)
Forecast
de crescimento do PIB Nominal (2021)
(2018-2024; $trn)
Interações digitais com clientes (2017 – 2020; %; Europa) 18 19 32 55 2017 2018 2019 2020 Aceleração1
3 anos
Crescimento da Sustainable Finance(Ativos sob gestão
globais investidos em ESG em triliões de USD)
Fonte: McKinsey Global Institute; The Intelligence Revolution; The future of work is here (Deloitte Canada)
2. Os novos desafios: as forças da disrupção, aceleradas pela pandemia
Forças
disruptivas
Digitalização
Sustentabilidade
Globalização
Desigualdades
16 OS DESAFIOS: VELHOS E NOVOS\
1. O passado: prosperidade sem crescimento
2. Os desafios: velhos e novos
3. O futuro: os limites do fundos estruturais
A oportunidade dos próximos fundos estruturais
Instrumentos financeiros disponíveis
(2020-2029)
Fonte: Banco de Portugal – Boletim Económico Dezembro 2020; Plano de Recuperação e Resiliência 1. Estimativa baseada nos valores médios anuais disponíveis em cada ano
2. 15.7 mil M€ corresponde a empréstimos
2020 2021 2022 2023 2024 2025 2026 2027 2028 2029
PT 2020 12.8 mil M€
Plano de Recuperação e Resiliência
Até 15.3 mil M€ (subvenções) + 15.7 mil M€ (empréstimos)
Quadro Financeiro Plurianual 2030 29.8 mil M€
Total de instrumentos europeus para Portugal
57.9 mil M€ em subvenções (6.4 mil M€/ano) 15.7 mil M€ em empréstimos
Montante médio anual a receber da Europa1
(mil milhões €; % do PIB)
3.2
(2%) (5%)9.1 (5%)9.1 (5%)9.1 (3%)5.9 (3%)5.9 (3%)5.9 (2%)3.3 (2%)3.3 (2%)3.3
> 27 mil M€ em três anos
O FUTURO: OS LIMITES DO FUNDOS ESTRUTURAIS
Portugal entre os que mais beneficia do Plano de Recuperação e Resiliência
Plano de Recuperação e Resiliência
(2020-2026)
Fonte: Comissão Europeia; Eurostat; Eco
0 5 10 15 20 25 BG HR GR LV RO SK LT PT PL EE CY ES SL HU IT CZ MT FR FI BE AT SW DE NL DK IL LU 19 O FUTURO: OS LIMITES DO FUNDOS ESTRUTURAIS
Os desafios em falta exigem transformação partilhada: gestão da mudança
em complemento ao investimento
Transformação nas
Empresas: Liderança
Digital Internacionalização Sustentabilidade CapitalizaçãoEficácia na
Administração Pública
Talento Resultados Inovação ServiçoDefinir, implementar
e avaliar políticas
Estratégia Monitorização Avaliação EstabilidadeDesafios complementares
Prioridades do PRR
Infraestrutura: Saúde, IT e
Descarbonização
Competências Digitais do
RH para as Empresas
Competências dos RH na
Administração Pública
Capacitação Digital das
Empresas
20 O FUTURO: OS LIMITES DO FUNDOS ESTRUTURAIS
O desafio na avaliação e monitorização das políticas públicas, onde as
universidades devem desempenhar um papel fundamental
Implementar Monitorizar Avaliar Planos Estratégicos Planos de Implementação Buy-in Governo, Empresas, Cidadãos Recolha de Dados Estudos e benchmark Reporte público e transparência Calibração e adaptação
Discussão e revisão Avaliação
Centro Governamental de Análise e Monitorização de
Política Pública na Irlanda
Rede de Centros Setoriais e Regionais de
Avaliação de Política Pública no Reino Unido
Avaliação independente do impacto das políticas
públicas para promover evidence-based policy
Estratégias estáveis no longo prazo
Transversais aos Ciclos Políticos
21 O FUTURO: OS LIMITES DO FUNDOS ESTRUTURAIS