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Fatores determinantes da expansão da indústria de bens de capital

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(1)

FATORES DETERMINANTES DA EXPANSÃO DA INDOSTRIA DE BENS DE

CAPITAL

TESE SUBMETIDA Â CONGREGAÇÃO DA

ESCOLA DE POS-GRADUAÇÃO EM ECONOMIA (EPGE) DO INSTITUTO BRASILEIRO DE ECONOMIA

PARA OBTENÇÃO DO GRAU DE

DOUTOR EM Ec6NOMIA POR

FERNANDO LOPES DE ALMEIDA

(2)

POR: -f~)'íL(.(~tt.l.J, /ct./.·( I . , { (

///Jh{,

,(~

(3)

---C I R C U L A R N9 78

Assunto: Defesa pública de tese

doutoral

Para os devidos fins e efeitcs 3 comunicamos formalmente

à

Congregação da Escola que 3 no dia 7/XII/79 (6a. feira)3

às

10 hoT'as;)

no Auditório Eugênio Gudin (109 andar) seT'á apresentada e defendida

de público a Tese de Doutoramento~ intitulada "Fatores Determinantes

... da Expansão da Indús tria de Bens de Capital';., do candidato Fernando

Lopes de Almeida.

A Banca Examinadora uad hoc" delegada peta Escola sera

..

composta pelos doutores: Antonio Carlos Braga LemgT'uber 3 Claudio Luiz

, da S~lva Haddad~ Luiz Aranha Correa do Lago e José Julio de Almeida

Senna (~residente).

Além da convocaçao oficial da Congregação de Professores

da Escola~ estão convidados a participarem deste ato acadêmico todos

08 alunos da EPGE e demais interessados da FGV e de outras

Institui

-çoes.

Rio de JaneiT'o;) 21 de novembT'~ de 1979

~~mongen

(4)

LAUDO SOBRE TESE DOUTORAL

- - Corno membro da Banca Examinadora que deve julgar o traba lho "FATORES DETERMINANTES DA EXPANSÃO DA INDúSTRIA DE BENS DE CAPI TAL" de autoria de FERNANDO LOPES DE ALMEIDA, submetido

à

Congrega-ção de Professores da EPGE corno Tese de Doutoramento, aceito e reco mendo sua aprovação, considerando sobretudo que:

a) o respaldo teórico do trabalho é de excelente qualidade, além do autor mostrar adequado domínio do instrumental econométrico;

b) além de abrangente - - corno mostra a vasta bibliografia consulta-da - - o autor mostrou-se criativo e prestou importante contribui çao aos estudos de terna tão atual para o Brasil;

c) o terna é muito bem descrito e analisado, representando signific~

tiva contribuição para a literatura especializada sobre bens de capital no Brasil.

- - Assim, considerando estas razoes e corno membro da Banca de Examinadores "ad hoc" instituída, aprovo esta Tese e lhe confiro, segundo normas da Escola, o grau ou nota dez (10).

A-4 Formato Internacional 210x297mm

Rio de Janeiro, 07 de dezembro de 1979.

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-f tfl. ~\

(5)

LAUDO SOBRE TESE DOUTORAL

-

Como integrante da Banca de Examinadores delegada pela

EPGE para julgar a Tese de Doutoramento, intitulada "FATORES DETERMI

NANTES DA EXPANSAO DA INDOSTRIA DE BENS DE CAPITAL" e apresentada

p~

lo candidato ao tltulo, economista FERNANDO LOPES DE ALMEIDA,

devo

preliminarmente destacar os seguintes aspectos:

a) trata-se de uma pesquisa muito bem elaborada, fundamentada em

so-lidos conceitos da Teoria Econômica e com cuidadosa aplicação

de

metodos econometricos;

b) ela aborda um tema de extrema relevância para o pals e bastante

I

controvertido; neste particular, a anãlise apresentada certamente

contribui para aclarar os principais pontos do debate;

c) demonstra o autor com este trabalho ser plenamente capaz de,

em

sua vida profissionaT, utilizar a teoria econômica e o ferramental es

tatlstico de forma correta e apropriada aos problemas que ele futu

ramente encontrarão

Por estas razões, considero este trabalho aprovado

e

lhe atribuo a nota ou grau dez (10).

A-4 Formato Internacional 210x297mm

Rio de Janeiro, 7 de

dezembr~

de 1979

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(6)

LAUDO SOBRE TESE DOUTORAL

Tendo acompanhado a elaboração da Tese de Dou

toramento de FERNANDO LOPES DE ALMEIDA, que se intitula "FATO

RES DETERMINANTES DA EXPANSÃO DA INDÚSTRIA DE BENS DE CAPITAL"

e que, agora, como convidado especial julgo oficialmente, na

qualidade de membro da Banca Examinadora constituida para

es-se fim pela Escola, ressalto particularmente os es-seguintes po~

tos do trabalho:

a) O autor demonstrou conhecer claramente a situação da

indús-tria brasileira de bens de capital no período do pos-guerra,

a qual examinou devidamente do ponto de vista da Teoria Eco

nomica, ressaltando a crescente importância da atuação est~

tal para o desenvolvimento do setor, tendo consultado vasta

bibliografia para este fim.

b) O autor analisou de forma detalhada os principais elementos

da política do governo face ao setor de bens de capital,de~

tacando a necessidade de fortalecimento de certos orgãos g~

vernamentais, e fêz relevantes sugestoes para uma política

econ~mica mais coerente face ao setor.

c) O autor mostrou bom domínio do instrumental econometrico

u-tilizado para ressaltar a importância das variáveis relaci~

nadas a políticas governamentais na evolução de subsetores

específicos da indústria de bens de capital.

d) Finalmente, o autor demonstrou excelente domínio da Teoria

A-4 Formato Internacional 210x297mm

(7)

do Investimento, como fica claro de sua excelente

critica do tema.

2.

rev~sao

Por tais motivos, e pelo sentido pragmático e

atual desta tese, recomendo sua aprovaçao e lhe atribuo a

no-ta ou grau dez (lO).

A-4 Formato Internacional 210x297mm

Rio de Janeiro, 07 de Dezembro de 1979.

(8)

LAUDO DE JULGAMENTO DE TESE DOUTORAL

Como membro da Banca Examinadora instituída para

ex~

mInar a Tese de Doutoramento em Economia, submetida

~

Congregação

da Escola de Pôs-Graduação em Economia (EPGE), por Fernando Lopes

de Almeida, sob o título "FATORES DETERMINANTES DA INDGSTRIA

DE

BE~S

DE CAPITAL", apresento o seguinte parecer.

Considerando que:

a) o tema escolhido para a Tese

é

de grande relevância,

ten-do em vista a importância crescente ten-do setor de bens

de

capital na economia brasileira;

b) que o estudo

é

desenvolvido com grande habilidade,

envol-vendo uma anâlise profunda acerca da evolução histôricam

setor e testes empíricos que muito bem complementam a dis

cussão anterior;

c) que o estudo contêm ainda uma discussão bastante útil

50-bre a atuação do governo no setor de bens de capital, nos

ajudando a compreender melhor as múltiplas facetas da

pr~

sença governamental nessa ârea;

d) que ao longo de toda a anâlise o autor demonstrou sôlidos

conhecimentos de teoria econômica e bom senso em sua apli

cação prâtica;

A-4 Formato Internacional 210x297mm

/-:.-í ';./

; "

!

(9)

aceito e recomendo a aprovaçao da referida Tese, atri

buindo-lhe a nota ou grau dez (10).

A-4 Formato Internacional 210x297mm

Rio de Janeiro, 7 de dezembro de 1979

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·.k~

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~

Jose Julio de Almelda Senna

Professor da EPGE/FGV e

(10)

Inicialmente, gostaria de expressar meus

agra-decimentos ao Comitê de Tese formado pelos Professores José

Júlio de Almeida Senna (Presidente), Antonio Carlos Braga

Lemgruber, Claudio Luis da Silva Haddad e Luiz Aranha Correa

do Lago pelo apoio, orientação e encorajamento que sempre

en-contrei ao longo da elaboração deste trabalho.

A idéia para a realização deste estudo surgiu

quando de minha participação em grupo de pesquisa constituido

no âmbito do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação

Ge-túlio Vargas e coordenado por Luiz A. Corre a do Lago, e cujo

objetivo era estudar a indústria brasileira de bens de

capi-tal.

Não poderia também deixar de agradecer o apoio

recebido do grupo de pesquisa então formado em termos de

(11)
(12)

I

N D I C E

Página

índice das Ilustrações vii

índice dos Quadros

...

viii

índice dos Quadros do Anexo Estatístico . . . . . . • xvi

Capítulo I - Introdução

...

1

Capítulo 11 - A Expansão do Setor de Bens de Capital

no Período 1956/1978 6

11.1 - Introdução 6

11.2 - Caracterização do Setor em Meados

da D~cada de 1950 . . . . 9

11.3 - A Evolução do Setor no Período 1956/

61. 19

11.3.1 - As Características da política

Go-vernamental para o Setor de ~ de

de Capital 19

11.3.2 - Evolução da Produção Interna e da

(13)

11.4-0 - O Setor de Bens de Capital

duran-te a recessao 1962/67 39

11.4.1 - A Atuação Governamental e seu

Im-pacto sobre o Setor . . . 39

11.4.2 - Evolução da Produção e das

Impor-tações de Bens de Capital 45

11.5-0 - O Setor de Bens de Capital no

Pe-ríodo 1968/73 51

11.5.1 - A Atuação Governamental sobre a

In-dústria de Bens de Capital 52

11.5.2 - Evolução da Produção Interna e da

Importação de Bens de Capital 71

11.6-0 - O Desempenho da Indústria de Bens

de Capital no Período 1974/78 75

Capítulo 111 - A política Governamental Face

à

Indús-tria de Bens de Capital na D~cada de

1970 ... 115

(14)

Página

111.2 - Os Principais órgãos Normativose as

Grandes Linhas de política

Governa-mental com Influência sobre o Setor

de Bens de Capital .118

111.3 - As Instituições Financeiras do

Go-verno Federal e a poiítica de

Com-pras dos Órgãos e Empresas Estatais 144

111.3.1 - As Instituições Financeiras do

Governo Federal . . . . · . . . . . . 144

111.3.2 - A política de Compras dos Órgãos

e das Empresas Estatais . . . 168

111.4 - A política Tecnológica do . Governo

para a Indústria de Bens de Capital 181

111.5 - As Empresas Estatais Produtoras de

Bens de Capital 188

Capítulo IV - Investimento: O Quadro Teórico de

Refe-rência 199

(15)

Página

IV.2 - Apresentação Sintética das

Princi-pais Teorias do Investimento . . . 202

IV.2.1 - Introdução

...

202

IV.2.2 - O Modelo do Acelerador. ... . . 207

IV.2.3 - O Modelo Neoclássico 211

IV.2.4 - Modelos Financeiros 218

IV.2.5 - O Tratamento das Defasagens e sua

Interligação com os Modelos 223

IV.2.6 - Alguns Resultados Empíricos e

Po-l~micas Associadas .. . . 240

IV.3 - Especificidade do Investimento em

Bens de Capital 255

IV.4 - Apresentação do Modelo Básico Geral

de Investimento em Bens de Capital

de Produção Doméstica . . . . . . 258

IV.5 - Algumas Considerações Adicionais

so-bre o Modelo Básico Geral... 278

(16)

página

IV.6.1 - Bens de Capital Mecânicos 283

IV.6.1.1 - Caracterização do Segmento 283

IV.6.1.2 - Construção do Modelo . . . • . . . 285

IV.6.2 - Vagões

...

293

IV.6.2.1 - Caracterização do Segmento 293

IV.6.2.2 - Construção do Modelo 296

IV.6.3 - Caminhões 298

IV.6.3.1 - Caracterização do Segmento 298

IV.6.3.2 - Construção do Modelo 300

IV.6.4 - Tratores Agrícolas 303

IV.6.4~1 - Caracterizaçã9 do Segmento 303

IV.6.4.2 - Construção do Modelo . . . 306

IV.6 . 5 - Embarcações . . . • . . . • . • . . . 311

IV.6.5.1 - Caracterização do Segmento 311

IV.6.5.2 - Construção do Modelo 321

Capítulo V - Apresentação e Discussão dos Resultados

obtidos 326

(17)

V.l.l - Introdução 326

V.l.2 - Resultados Obtidos para Bens de

Ca-pital Mec;nicos . . . . . . • . 327

V~1.3 - Resultados Obtidos para o Hodelo

Vagões 332

V.l.4 - Resultados Obtidos para o Modelo

Caminhões 335

V.l.5 - Resultados Obtidos para o.Modelo

Tratores 338

V.l.6 - Resultados Obtidos para o Nodelo

Embarcações 344

V.2 - Comentários Gerais 348

Capítulo VI - Sumário e Conclusões 351

Anexo Estatístico . . . . . . • . . . . . . . ... 363

(18)

íNDICE DAS ILUSTRAÇÕES

Gráfico Página

IV.l - Custo de Fundos . . . . 221

IV.2 - Partição do Mercado entre Produção Doméstica

e Importações 265

IV.3 - Mercado para Embarcações Novas Nacionais. ... 317

IV.4 - Efeitos da Introdução do Adicional ao Frete.. 318

IV.5 - Evolução do Mercado para Embarcações

(19)

íNDICE DOS QUADROS

QUADRO PÁGINA

II-1 Bens de Capital Selecionados por Categoria 16

II-2 Brasil - Licenças Concedidas a Investimentos

Es-trangeiros sob a Instrução 113 da SUMOC 22

II-3 Brasil - Taxa de Câmbio, por Categoria e no

Mer-cado Livre 23

II-4 Brasil - Taxa de Câmbio para Transações

Finan-ceiras e para Importação de Bens de Capital 25

II-5 índices de Preços Selecionados, Brasil e EUA e

Taxa de Câmbio para Importação de Bens de

Capi-tal 27

II-6 Brasil - Indústria Mecânica - Evolução da

produ-ção Doméstica e da Importaprodu-ção 34

II-7 Brasil - Produção de Alguns Bens de Capital

Se-lecionados 36

(20)

Total da Indústria de Transformação: Valor da

Produção e Valor da Transformação Industrial,

1949 e 1959 38

11-9 Comissão de Desenvolvimento Industrial -

proje-tos e Valor do Investimento 41

.11-10 Brasil - Taxas Cambiais para Operações

Financei-ras e para Importação de Bens de Capital 43

11-11 Brasil - Importações de Produtos Classificados

na Indústria Mecânica 46

11-12 Importação, Produção Nacional e Oferta Total por

Ramos Selecionados do Setor de Bens de Capital 48

11-13 Brasil - Produção Fisica de Bens de Capital

Se-lecionados 50

11-14 Evolução de índices de Preços Selecionados no

Brasil e nos EUA e da Taxa Cambial - Base 1969

=

=

100 57

11-15 CACEX - Acordos Homoloqados: Participação

Nacio-na1, 1968/73 , 59

(21)

Equi-pamentos, Segundo Estrutura Setorial, 1970,

U-nião e Estados - Administração Direta e

Descen-tralizada 61

11-17 Brasil - Formação Bruta de Capital Fixo, na

Ru-brica Equipamentos, Segundo Esferas do Governo,

1968/73 63

11-18 Brasil - Formação Bruta de Capital das Empresas

com Participação do Governo Federal e Governos

Estaduais, na Rubrica Equipamentos, Segundo

Se-tores de Absorção, 1970 64

11-19 Brasil - Formação Bruta de Capital Fixo, 1968/

/73 66

11-20 Colaboração Financeira do Sistema BNDE, por

Se-tores e Segmentos Selecionados 69

11-21 Financiamento a Importações, Valo~ no Final do

Período 70

11-22 Brasil - Utilização Média da Capacidade

Insta-lada da Indústria de Bens de Capital, no Final

(22)

1I-23 Brasil - Importações de Máquinas e Equipamentos,

1968/73 74

1I-24 Composição da Indústria Brasileira de Bens de

Capital Segundo Gêneros de Indústrias 1970/74 79

1I-25 Brasil - Taxas de Crescimento da produção Física

de Produtos Selecionados - Material de

Transpor-te e Máquinas e Implementos Agrícolas 1970/74 81 .

1I-26 Brasil - Valor Total da Produção de Bens de

Ca-pital, Produção de Bens d~ Capital sob Encomenda

e Produção de Bens de Capital Seriados 1970/74 83

1I-27 Composição da Indústria Brasileira de Bens de

Capital Segundo Ramos Industriais, 1970/74 85

1I-28 Produção Total de Bens de Capital e Vendas

To-tais de Bens de Capitãl, Empresas da Amostra

IBRE/FGV 87

1I-29 Empresas da Amostra IBRE/FGV, Distribuição por

Ramos 89

1I-30 Vendas de Bens de Capital, Segundo Gêneros de

(23)

11-31 Brasil - Setores de Destino da Produção Nacional

de Bens de Capital sob Encomenda, 1974/1977 93

II-32 Brasil - Produção Física, em Unidades de Produtos

Selecionados, 1974/78 95

11-33 Brasil - Utilização M~dia da Capacidade Instalada

da Indústria de Bens de Capital, no Final do

Tri-mestre, por Trimestre 97

11-34 Brasil - Importação Efetiva de Bens de Capital,

1971/78 99

11-35 Brasil - Importações de Bens de Capital Segundo

Gêneros de Indústria, 1971/77 101

11-36 Brasil - Importações de Bens de Capital Segundo

Ramos de Indústria, 1971/77 102

11-37 Brasil - Distribuição.das Importações Totais de

Bens de. Capital por Setor de Destino, 1974 e 1975 104

11-38 Brasil - Importação de Produtos Manufaturados

pelas 100 Maiores Empresas Importadoras 1974/77 106

11-39 Brasil - Importação das 40 Principais Empresas

(24)

Eco-nômica, 1976/77 107

11-40 Brasil - Oferta Global e Consumo Interno de

Bens de Capital, 1974 108

11-41 Brasil - Estimativas da Oferta Global e do

Con-sumo Interno de Bens de Capital, 1977 109

11-42 Estimativa do Consumo Aparente de Bens de

Capi-tal sob Encomenda, 1970/77 112

11-43 Brasil - Participação Relativa de Equipamentos

Nacionais no Consumo Aparente de Equipamentos do

Setor Industrial Se~undo Gêneros Industriais 113

111-1 Brasil - Participação das Maquinas e

Equipamen-tos Nacionais no Total de InvestimenEquipamen-tos em

M~-quinas e Equipamentos dos Projetos Aprovados

pe-lo CDI 124

111-2 Brasil - Imposto de Importação e Imposto sobre

Produtos Industrializados Calculado e Paqo, por

Importações de Bens de Capital Inteqrantes dos

Capitulos NBM 84 e 89 em 1977 132

(25)

Modalidade de Recolhimento do Imposto de

Impor-tação, 1977 135

111-4 Operações do Sistema BNDE 146

111-5 Operações da FINAME 147

111-6 Agência Especial de Financiamento

Industrial-Fi-name, Operações Aprovadas, Distribuição por

Se-tores Industriais, 1972/78 148

111-7 Desembolsos Efetivados pelo Sistema BNDE 149

111-8 Desembolsos Efetivados 151

111-9 Participação Acionária da Embramec em Empresas

do Setor Produtor de Equipamentos e Componentes 153

111-10 Finame - Operações 'Aprovadas, 1978 155

111-11 Brasil - Evolução da Nacionalização dos

Equipa-mentos:Turbinas de Grande Porte 156

V-I Resultados Obtidos para Bens de Capital

Mec~ni-cos - 21 Observações 1957/77 328

V-2 Resultados Obtidos para,o Modelo Vagões, 16

Observações 1962/77 333

(26)

Observações, 1962/77 336

V-4 Resultados Obtidos para o Modelo Tratores, 15

Observações, 1962/76 339

V-5 Resultados Obtidos para 'o Modelo Embarcações, 15

(27)

!NDICE DE QUADROS DO ANEXO ESTAT!SrICO

QUADRO pAGINA

A-I Brasil - índices de Produto Real, 1954/1978 363

A-2 Brasil - índice Geral de Preços (col. 2) e

ín-dice de Preços de Produtos Aqrícolas (col. 17) 364

A-3 Brasil - Importações do Capítulo 84 da NBM,

1957/1978 365

A-4 Brasil - índice de Produção da Indústria

Mecâni-ca e Coeficiente de Internalização da Produção,

1957/1978 366

A-5 Brasil - Taxas de Câmbio Selecionadas, 1957/1977 367

A-6 Brasil - Créditos a Aquisição de Equipamentos,

Internos e Externos . 368

A-7 Brasil - Crédito Interno as Aquisições de Bens

Capital, a preços de 1965, em Cr$ mil 369

A-8 Brasil - Imposto de Importação em Relação as

Im-portações Totais, Relativo de Taxa de Câmbio

pa-ra Bens de Capital Mecânicos e índice de

(28)

A-9 Proxies para Pressão de Demanda, Se9undo Várias

Alternativas, 1957/1978 371

A-lO Brasil - Investimento em Transporte Ferroviário,

Cr$ milhões, 1960/1977 372

A-lI Impacto dos Investimentos em Transporte

Ferro-viário, Cr$ milhões de 1960 373

A-12 Brasil - Tráfego Interno de Carga, por Ferrovia,

em t. km, com Diferentes Defasagens e suas

Va-riações 374

A-13 Brasil - Produção de Vagões, 1960/1978 375

A-14 Brasil - Vaqões em Tráfego em 31/12, 1957/1977 376

A-15 Brasil - Investimento em Transporte Rodoviário,

Cr$ milhões, 1960/1977 377

A-16 Brasil - Frota Nacional de Caminhões Médios e

Pesados, em Unidades 378

A-17 Brasil - Produção de Caminhões, 1962/1977, em

Unidades 379

A-18 . Brasil - Área Cultivada com Produtos Exportáveis,

(29)

A-19 Banco do Brasil - Créditos a Aquisição de

Trato-res, 1962/1977 381

A-20 Brasil - Produção de Tratores Médios e Pesados,

1962/1977 382

A-21 Brasil - Preço de Tratores, Salário de

Trabalha-dor Volante e Relativo Preço do Trator/Salário,

1962/1977 383

A-22 Brasil - Volume de Carga Transportada no Comércio

Exterior 384

A-23 Brasil - Embarcações Lançadas, para Armadores

Nacionais, 1960/1978 385

A-24 Frota Mercante Brasileira - Embarcações com 100

TPB e mais, 1960/1978, em TPB 386

A-25 Brasil - Adicional ao Frete para Renovação da

Marinha Mercante e Fundo de Marinha Mercante,

1961/1977, Cr$ 1.000,00 387

A-26 Brasil - Embarcações Entreques a Armadores

Na-cionais, 1961/1978 388

(30)

Nacionais, 1962/1976, em TPB 389

A-28 Brasil - Produção Física de Produtos

Se1eciona-dos 1956/1978, em Unidades 390

A-29 Brasil - lndice de Produto Real da Agricultura,

1958/1977r Base 1970

=

100 391

A-30 Brasil - Extensão da Rede Rodoviária, 1959/1977,

em km 392

A-3l Brasil - Dispêndios Efetivados em Transporte

(31)
(32)

Pretende-se, de forma sucinta, apresentar os

objetivos do presente trabalho e, em decorrência disso, os

estágios que serao percorridos para levá-lo a bantermo. O

ob-jetivo do trabalho é a investigação dos fatores que

condicio-naram o crescimento da indústria de bens de capital desde

1956 até 1978. O período coincide, grosso modo, com o avanço

inicial da indústria pesada em nosso país e com o começo de

-uma programaçao governamental mais cuidada. Naturalmente, a

gama de fatores que afetaram a expansao do setor de bens de

capital foi enorme e, forçosamente, ter-se-á que deixar de

fora aqueles que são claramente secundários.

A ótica sob a qual se analisará a referida

ex-~ ~

pansao sera aquela em que se procurara ter em conta nao

ape-nas os elementos que afetam a oferta, mas também aqueles que

-concorrem para uma expansao da demanda por bens de capital.

-

~

Assim a expansao sera sempre pensada como o resultado da

(33)

teração dasforç~da demanda e da oferta, condicionada pela

atuação governamental.

A descrição do roteiro do presente trabalho

deverá deixar claro o encadeamento que se supõe existir entre

as diversas seçoes e capítulos. O trabalho se inicia com uma

descrição da evolução do setor de bens de capital no período

1956/1978. Tal descrição abrange diversos aspectos abordando

desde questões ligadas à produção doméstica e

à

importação

até à atuação governamental, passando por considerações sobre

tecnologia e propriedade do capital. Esse capítulo do

traba-lho deverá constituir o quadro histórico de referência.

O capítulo 3, a seguir, centra-se na análise

da atuação governamental recente (pós - 1970) no que diz

res-peito ao setor. Pretende-se abordar a ingerência

governamen-tal em suas mGltiplas manifestações. Assim examinam-se

ques-tões ligadas às áreas que mais tradicionalmente têm sido

obje-to de preocupação governamental ligadas as funções de

regula-mentação. Analisam-se os efeitos da elevada concentração dos

(34)

Discute-se a potencialidade da política de compras' governamental no

que se refere ao estímulo

à

expansao e consolidação de uma

significativa e moderna indústria de bens de capital.

Consi-deram-se questões ligadas a política tecnológica

governamen-tal para o setor e até mesmo a atuação direta do Estado

en-quanto produtor de bens de capital. Objetiva-se com esse

ti-po de tratamento mostrar corno a atuação governamental tem

sido importante, especialmente durante a década de 1970, na

determinação das características da indústria de bens de

ca-pital tal como ela hoje se apresenta.

No capítulo 4, a preocupação e eminentemente

teórica. Procura-se caracterizar as variáveis que seriam as

responsáveis pelo investimento em bens de capital de produção

doméstica. Para tanto faz-se inicialmente uma revisão da

li-teratura existente sobre teoria do investimento em que se

des-tacam as variáveis potencialmente explicativas da demanda por

bens de capital, mencionando-se inclusive alguns trabalhos

(35)

estudar o investimento em bens de capital, enquanto demanda,

a nível de empresa ou de segmento de atividade econômica.

Como se pretende analisar os fatores condicionantes da

expan-sao do setor de bens de capital, o que se deve fazer é

consi-derar que variáveis podem explicar o investimento em certos

tipos de bens de capital (que pode, por vezes, destinar-se a

um segmento demandante específico). Mais ainda, o'

investi-mento não deve ser enfocado sob a ótica da demanda pura e

simplesmente, mas sim incorporar questões relativas à oferta,

ou seja as características e motivações do parque produtivo.

Esse é o objetivo da apresentação, nas seçoes

finais do capítulo 4, de um modelo básico geral de

investi-mento em bens de capital de fabricação doméstica e seu

poste-rior detalhamento resultando ~m modelos específicos para os

diversos tipos de bens de capital. Esses modelos, derivando

do modelo básico geral, incorporam singularidades típicas de

cada bem ou conjunto de bens de capital. Trata-se na verdade

(36)

e de oferta e que, permitindo o teste post~rior, agregam

sub-sídios aos capítulos anteriores na explicação da expansao

do setor de bens de capital.

o

capítulo 5 é evidentemente aquele em que os

testes empíricos dos diversos modelos são apresentados e

dis-cutidos. Dadas as características dos diversos modelos, a

transcrição de todos os resultados seria nao só monótona como

também desprovida de sentido prático. Assim, os principais

resultados obtidos, cujo critério de seleção será então

men-cionado, serao listados e discutidos. Naturalmente entre os

critérios gerais de seleção de modelos sujeitos a teste

eco-nométrico podem desde já mencionar-se sua melhor adequação do

ponto de vista econômico e o atendimento aos testes

estatís-ticos usuais.

Um sumário apresentará ainda os aspectos mais

relevantes que, em cada capítulo, foi possível detectar. Todas

as informações estatísticas utilizadas no teste dos diversos

(37)

se observe a enorme dificuldade em conseguir séries

suficien-temente longas, confiáveis e adequadas para os testes

reali-zados. Acresça-se o fato de que, em diversos c~sos, modelos

referentes a outros tipos de bens de capital deixaram de ser

testados por não ter sido possível sequer construir proxies

para variáveis relevantes. Finalmente, consta do trabalho

uma listagem da bibliografia consultada para a elaboração do

presente estudo.

11 - A EXPANSÃO DO SETOR DE BENS DE CAPITAL NO pERrom 1956/1978

11.1 - Introdução

O objetivo do presente capítulo e examinar o

crescimento e diversificação da indústria de bens de capital

no Brasil no período 1956/1978. Procurar~se-á descrever, a

partir da situação dessa indústria em meados da década de

1950, as características de seu processo de expansao

(38)

levantando possíveis explicações para essa expansao. Assim,

serao analisadas as diversas medidas de política govern~tal

pertinentes especialmente no período pré-1973, de vez que a

política governamental na década de 1970 será objeto de

análi-se detalhada em capítulo

à

parte. Além disso tanto a

produ-ção como a importaprodu-ção de bens de capital e questões

associa-das serao objeto de exame.

Não se pretenderá fazer um estudo rrerarrente

se-quencial do processo de expansao mas sim serao examinados

di-versos subperíodos que/sob vários aspectos, têm

característi-cas próprias.

A demanda agregada por bens de capital e o

so-matório da demanda de reposição e da demanda de expansao.

Desse modo e evidente que, dependendo do clima da economia em

geral e da indústria em particular, ingredientes básicos na

formação das expectativas que norteiam os investimentos

priva-dos; quaisquer variações na demanda por bens finais de

(39)

am-pliadas na demanda por bens de capital. Conforme essas

varia-çoes sejam confirmadas ou contrariadas pela política pública

de investimentos os impactos serao mais ou menos intensos.

Essas considerações constituem a base da periodização a ser

utilizada. Assim o primeiro subperíodo compreenderá os anos

de 1956 a 1961 que se caracterizam por um processo de

expan-sao da economia brasileira que afetou significati v"amente a

indústria de bens de capital. Por outro lado, é inegável que

o período de recessao 1962/1967 teve grande impacto não

ape-nas sobre a indústria em geral mas, em função da

especifici-dade do setor de bens de capital, também o afetou bastante.

Ainda assim a indústria de bens de capital

di-versificava-se seguidamente incorporando novos segmentos

mes-mo durante os períodos de recessao. O período seguinte

cor-responde ao chamado auge econômico dos anos 1968 a 1973 em

que o setor experimentou sensível crescimento e começou a ser

objeto de maior atenção governamental. ~ todavia

(40)

interna da inflação que o setor já então alvo de fréncos

es-tímulos governamentais irá expandir-se de forma bastante ~

ra-pida, não apenas em termos de produção mas principalmente em

termos de ampliação de capacidade produtiva. ~ evidente que,

como toda periodização, a atualmente escolhida tem falhas.

Não obstante, ela corresponde a uma necessidade de separar

momentos diferentes e tem sido em geral a utilizada nas

ana-lises de crescimento industrial.

11.2 - Caracterização do Setor em Meados da Década de 1950

~ importante a caracterização do setor de bens

de capital na primeira metade da década de 1950 para que se

entendam as transformações posteriores. Estas so serao

-

com-preendidas se a base a partir da qual se originaram estiver

já caracterizada e se a idéia, frequentemente difundida, da

insignificância do setor tiver sido abandonada.

Está claro que não se s~ ter existido uma

(41)

deixar claro que já existiam segmentos específicos com

rela-tivo peso. Assim, por exemplo, o segmento produtor de

máqui-nas-ferramenta é tradicional em nossa indústria, especi~te

o de tornos. Naturalmente a sofisticação era muito pouca, o

mecanismo de transferência de tecnologia predominante era a

cópia e a produção se restringia a máquinas de pequeno porte

e a algumas linhas principais. O mesmo se poderá dizer da

produção de máquinas para a indústria têxtil.

Também no que se refere a material ferroviário

já havia algumas empresas cujas ativi.dades se inici.aram no

imediato pós-guerra (Companhia Industrial Santa Matilde,

Fá-brica Nacional de Vagões e Companhia Brasileira de Material

Ferroviário). Está claro que a fabricação não atingia loaxocr

tivas mas apenas vagoes e componentes.

No tocante

à

indústria de construção naval

existiam apenas as empresas de reparos que, posteriormente,

ampliadas e acrescidas de empresas estrangeiras, vieram a

(42)

re-lativamente moderna. No ramo aeronáutico apenas uma empresa

(Sociedade Construtora Aeronáutica Neiva Ltda) havia sido

fundada até essa época, estando em funcionamento até hoje.

Em termos de produção de máquinas e

equipamen-tos em geral a indústria brasileira de bens de capital já se

fazia sentir. Muitas vezes originando-se de empresas

meta-lúrgicas a produção de bens de capital era bastante

diversi-ficada, mesmo ao nível da empresa. Essa diversificação,

evi-dente na época(l),permanece até hoje pelos mesmos motivos,

ba-sicamente relacionados com a exiguidade dos mercados para

cer-tos producer-tos, a redução da instabilidade da demanda e o

apro-veitamento da capacidade instalada que a existência de um

ta-manho mínimo técnico para certos equipamentos tendia a

"su-perdimensionar".

Reflexo da "massa crítica" que já existia a

..

epoca no setor e a criação da ABDlB em 1955, basicamente

1i-gada às crescentes necessidades de equipamentos para a

(43)

BRÁS. Essa empresa estatal, desde o início buscou

articular-se com empresas do articular-setor visando uma programaçao de compras

que viabilizasse maior participação das empresas nacionais de

bens de capital.

De grande importância na época foram as

polí-ticas cambial e tarifária e o setor de bens de capital foi

por elas grandemente influenciado. De 1947 a 1953 vigorou um

sistema de licenciamento de importações num contexto de crise

cambial crônica mantendo uma paridade artificial de 18,5

cru-zeiros por dólar, claramente sobrevalorizada. Em tal

situa-~ ~ ~

çao e evidente que se teria de lançar mao de outros

mecanis-mos para limitar importações. O sistema escolhido foi o de

licenciamento por via administrativa (operado pela CEXIM do

Banco do Brasil), formalmente, funcionando com base em uma

es-cala de prioridades.

A importação de máquinas e equipamentos

situa-va-se numa posição intermediária e, naturalmente, aquelas

(44)

externamen-te bens de capital a um tal preço que era virtualmenexternamen-te

impos-sível a concorrência da indústria doméstica. Não obstante,

pelo conjunto de procedimentos conhecido com "Lei do Similar",

importações de bens satisfatóriamente atendidos pela produção

interna, em termos (2) de preço, qualidade e prazo de

entre-ga, eram obstaculizadas.

Nãó se deve esquecer o fato de que alguns

pro-dutos tinham já uma proteção natural em função dos custos de

transporte (pelo seu preço unitário e pelo volume como, por

exemplo, ocorria com a caldeiraria). No tocante a "Lei do

Si-milar" a constatação de similaridade era mais comum para

pro-dutos padronizados, enquanto no tocante a bens de capital sob

encomenda era mais simples a descaracterização de

similarida-de, pela manipulação das especificações, quando havia

produ-ção doméstica.

Em outubro de 1953 o sistema de licenciamento

(2) Uma descr1çao rnu1to 1nteressante da s1tuaçao da econom1a . - . . . - b raS1 e1ra, ·1·

na epoca pode ser encontrada em: Gordon, Lincoln e Grommers, Engelbert L.

-United States Hanufacturing Investment in Brazil: The Impact of

(45)

mostrava seu esgotamento, apos várias tentativas de controlar

os problemas que apresentava, transferindo produtos para um

mercado livre ou permitindo a exportadores negociarem suas

divisas com os importadores. Da substituição resultou um

sis-tema da taxas múltiplas que perduraria até agosto de 1957

compreendendo 5 categorias de bens. Esse sistema baseava-se

em leilões de divisas separados para cada categoria de bens

(as categorias baseavam-se em critérios de essencialidade

de-finidos pelo governo). Dos leilões resultava um ágio a ser

pago pelos certificados (3) que naturalmente variava de acordo

com a demanda e com as alocações feitas pelo governo a cada

categoria de bens. A taxa' resultante equivalia

à

cotaçãoofi-cial de 18,5 cruzeiros por dólar, mais o ágio e algumas taxas

de pequena monta.

De modo geral as importações de equipamentos

(3) Descrição do funcionamento desses mecanismos pode ser encontrada en-tre outras nas seguintes publicaç~es:

Gordon, L e Gronuners, E.L. - IUnitedStates ... " op.cit.; - Bergsman, J.

-Brazil Industrialization and Trade Policies, Oxford, 1970

Doellinger, Carlos Von e outros - politica e Estrutura das Importaç~es

(46)

situavam-se na categoria 111, embora também nas categorias I,

11 e IV houvesse inúmeros bens de capital, corno se mostra a

seguir.

Ao lado do sistema de taxas múltiplas

funcio-nava urna taxa preferencial (custo de câmbio) que podia ser

obtida para financiar importações de equipamentos registrados

na SUMOC corno de especial interesse para a economia nacional,

através de empréstimos de pelo menos 5 anos de carência.

No início de 1955 introduziu-se urna medida que

-afetou largamente nao apenas o perfil do parque

industrialfu-turo mas também o setor de bens de capital doméstico. Essa

medida, a Instrução n9 113 da SUMOC,permitia ao investidor

estrangeiro importar maquinaria sendo o pagamento feito sob a

forma de urna participação em cruzeiros no capital da empresa

que utilizaria o equipamento. O órgão encarregado da

aplica-ção das disposições da Instruaplica-ção n9 113 era a CACEX, sucessora

da CEXIM, no caso de o investimento ser desejável para a

(47)

equi-QUADRO 11 - 1

- Bens de Capital Selecionados por Categoria:

CATEGORIAS

I

11

111

IV

BENS DE CAPITAL

Equipamentos para prospecçao de petróleo ou outros minerais, máquinas agrícolas, equipamentos para usinas hidrelétricas, equipamentos para aviação;

Máquinas vinculadas à utilização do ~·ão,

material elétrico, peças para equipamentos usados em construção rodoviária;

Aparelhos de comunicação, ferramentas, for-nos de uso industrial, máquinas para a in-dústria têxtil e diversas outras áreas do setor industrial, veículos, locomotivas, chassis, aviões, navios, barcos, motores e geradores;

Máquinas ligadas às indústrias de bebidas e cigarros.

(48)

pamento se destinasse

à

produção de bens classificados nas

Categorias I, 11 e III(4).

A aprovaçao deveria ser concedidai via de

re-gra, a equipamentos completos, o que abriu possibilidade de

contornar a "Lei do Similar" quanto a alguns componentes.

Na-turalmente, os principais efeitos da Instrução n9 113

incidi-rão sobre o período 1956/61 e aí então serão examinados em

maior detalhe. Adicionalmente na fase em consideração, num

contexto inflacionário, a proteção tarifária virtualmente

inexistia de vez que as tarifas, sendo específicas, perdiam,

com o passar o tempo, sua eficácia.

Como se ve, até meados dos anos cinquenta, a

indGstria de bens de capital existia quase que

independente-mente a até mesmo apesar das políticas governamentais. Era

mui to pouco sofisticada, aproveitando as v'antagens existentes

em termos de custo de transporte e utilizando-se largamente

(4 )

Ver, Gordon, L e Grommers, E.L. "United States Hanufacluring

"

op.

(49)

de

m~o-de-obra(5)

de baixo custo relativamente aos principais

países fornecedores.

As informaç~es do Censo Industrial de 1950 que

serao analisadas conjuntamente com as do Censo Industrial de

1960 em Seç~o posterior permitem il0strar o papel dos

diver--

~

50S segmentos produtores de bens de capital na opoca, nao so

a nível de genero (mecânica, material elétrico e de

comunica-ç~es, material de transporte) mas também a nível dos

princi-pais ramos específicos de bens de capital dentro de cada

ge-nero.

~ essa estrutura industrial, ligeiramente

mo-dificada na primeira metade da década de cinquenta que se

te-rá de tomar por base na análise que ora se inicia do período

pós-1956.

(5) Leff, entre outros autores,

siva de mão-de-obra. Ver Leff,

Goods ... 11 op. c;it.

chama a atenção para a utilização Nathaniel H. - "The Brazilian

(50)

11.3 - A Evolução do Setor no Período 1956/1961

11.3.1 - As Características da politica

Governa-mental para o Setor de Bens de Capital.

A aceleração do crescimento do setor observada

no período juntamente com a implantação dos segmentos

indus-triais de tecnologia complexa em relação ao quadro

pré-exis-tente, ocorreu via de regra associada a entrada ou expansao

de empresas estrangeiras, associadas ou não ao capital

nacià-nal. Isso, em grande parte foi resultado de uma política

go-vernamental deliberada que se valeu de inúmeros mecanismos.

Os objetivos de tal política, explicitados no Programa de

Ne-tas do governo Kubitschek implicaram na utilização de instru-'

mentos diversos de política econômica. Serão objeto de exame

apenas aqueles que mais diretamente tenham interferido

naeva-lução do setor de bens de capital.

A importação de equipamento sem cobertura

(51)

poderia es timular a implan télção de novas empres as em segm2J1tos

modernos da economia, de outro poderia significar pelo menos

parcialmente um vazamento no mercado que, de outra forma

po-deria ter sido atendido pela produção doméstica. Esse fato

merece atenção de vez que um estudo acerca dos investimentos

norte americanos no Brasil refere-se ao fato de que para a

maioria das empresas que receberam os benefícios da Instrução

113 e reduções tarifárias suplementares essas reduções de

custos não parecem ter sido um fator decisivo nas decisões de

investimento. Essas empresas teriam sido motivadas

princi-palmente por auto-proteção em antecipação

à

operação da IILei

do Similar" ~ ~

(que nao e na realidade um diploma legal' mas sim

um conjunto de procedimentos legais) ou por considerações a

respeito da garantia de uma fatia de um mercado em

expan-são(6). A influência da Instrução 113 no caso teria se

res--

-tingidQ a amplitude ou a rapidez do investimento e nao a sua

própria existência.

(6 )

(52)

A exist~ncia de reduzidas restriç~es , a

movi-mentaç~o do capital estrangeiro investido no paIs, seja em

termos de repatriamento, seja em termos de remessa de lucros

completava o clima propIcio aos investimentos estrangeiros.

Duas modificações de peso ocorrida~ no

perIo-do, foram a simplificaç~o do sistema de taxas mGltiplas de

câmbio e a modificação da estrutura tarifária, em agosto de

1957. No sistema cambial, passou-se de 5 categorias para 2

apenas: a categoria geral e a especial, esta Gltima

abrangen-di os produtos não essenciais (englobando aqueles bens de

produção para os quais houvesse oferta dom~stica suficiente).

Para os bens de capital, compreendidos na categoria geral, o

sistema de leil~o foi mantido at~ março de 1961 quando a

co-tação das divisas estrangeiras passou a ser estabelecida num

mercado livre.

o

comportamento do preço da divisa ao longo do

(53)

QUADRO 11 - 2

BRASIL - LICENÇAS CONCEDIDAS A INV:'TIMENTOS

ESTRANGEIROS SOB A INSTRUÇÃO 113 U;\ SUMOC

Ano Valor (US$ 1.000,00)

1955 42.027

1956 47.452

1957 119.157

1958 104.176

1959 86.817

1960 107.219

(54)

QUADRO 11 - 3

BRASIL - TAXA

DE

CÂ~rnIO, POR CATEGORIA E NO MERCADO LIVRE

TAXA DE CÂMBIO Cr$/do1ar Corrente Categoria Geral Categoria Especial Mercado Livre

1957 (set/dez) 80,29 179·,67

1958 149,35 300,36 129,37

1959 201,75 365,88 156,60

1960 222,79 527,37 189,73

1961 (jan/rnar) 208,86 638,76 189,73

FONTE: Doellinger, Carlos Von - "Polo e Estrutura das Importações op.cit.,

(55)

A estrutura tarif5ria, foi modificada no

sen-tido de introduzir l..un conjunto de tarifas "ad valorem" que

efetivamente representassem um certo nível de proteção que

não se alterasse com a inflação como ocorre com o imposto

es-pecífico. O CPA (Conselho de política Aduaneira) , criado

com a reforma de 1957 tinha atribuições extensas incluindo

mudanças de produto entre as duas categorias e decisões sobre

a similaridade (essa última atribuição passaria a CACEX em

1967) . H~ indicações contudo de que a relação entre os

im-postos pagos na importação de bens de capital e o valor das

importações raramente excedida 10%(7), o que evidencia

umapo-lítica bastante liberal. A proteção também não parece ter

ocorrido associada

à

política câmbial pelo que se observa ao

comparar as taxas cambiais para transações financeiras

(arti-go 10 da Lei 55.762) menos sujeitas a controle, no período em

exame,.com as taxas de câmbio médias para importação de bens

de capital.

(7)

Bergsman, J., "Brazil IndustrLllizdtion and Trade Policies", op.cit.,

(56)

QUADRO 11 - 4

BRASIL - TAXA DE Clu1\1BIO PARA T:R1\NSAÇÕES FINANCEIRAS

Ano 1957 1958 1959 1960. 1961

E PARA DlPORTAÇÃO DE BE::-TS DE CAPITAL

Taxa de Câmbio para fins do Art. lO. de

Lei 55.762 (1)

0.,0.757 0.,1293 0,1565 0,1896 0,2723

'raXél de Câmbio (*) média para importações de bens

de capital (2).

0.,0.567 0.,0.732 0.,10.54 0.,1240. 0.,1835 Relação

( 2 ) ( 1 - )

0.,7490. 0.,5661 0.,6735 0.,6540. 0.,6739

FO~TE: Col.1 Banco Central do Brasil

-Legislação, 1973, p. 29.

Capitais Estrangeiros no Brasil,

Col.2 - Dados B~sicos: Minist~rio

do Brasil, vários números.

da Fazenda - Comércio Exterior

(*) 'A taxa de câmbio para bens de capi tal foi calculada a partir do total

de importações do gênero mecânica (antigas seções 61 a 67) em dólares

e em cruzeiros. Os valores em cruzeiros incluiam os âZios das

com-pras de divisas em leilões, refletindo assim seu custo para o

impor-tador. As importações do gênero mec-:lnica constituem-se, com exceções

de reduzidrssima monta, de bens de capital e foram por isso

(57)

Como se ve a taxa a que foram feitas importa-I

-çoes de bens de capital p bastante inferior ãquela a que eram

realizadas transaç6es de capital, ao longo de todo o período.

Para se comparar a evolução do preço interno das importaç6es

de bens de capital com a evolução do preço dos bens de

capi-tal de produção doméstica ter-5e-ia que escolher um indicador

do preço dos bens de capital importados. Não se dispondo de

tal indicador a nível dos principais países fornecedores para

que se pudesse compô-lo por participação em nossa pauta de

importação de bens de.capital, uma alternativa seria tomar D

índice de preços nos EUA para Machinery and Motive Products.

Dada a inexistência de um índice de preços para bens de

capi-tal no Brasil no perí9do em análise optou-se pela utilização

do índice para metais e produtos metalúrgicos.

Naturalmente deve ser encarada com extrema

re-serva a comparaçao com base nos dados do Quadro 11 - 5 abaixo,

de vez que nem o índice de preços tomado para o Brasil

(58)

QUZ\DRO I I - 5

INDICES DE PREÇOS SELECIONADOS, Bfu~SIL E EUA E TAXA

DE CÂ.i'.1BIO PARA H1PORTAÇÃO DE BENS DE CAPITAL

M2tais e Prcd.Meta- Ma.drinery and fibti ve Taxa de Câmbio para

Ano lúrgicos

-

Brasil Prcducts-EUA ImportaçCes de Bens

Base 1965/67-100 Base 1967

=

100 de Capital

1957 3,00 87,0 0,0567

1958 4,33 89,2 0,0732

1959 6,22 91,1 0,1054

1960 6,59 91,4 0,1240

1961 8,55 91,3 0,1835

FONTE: Col.l - Revista Conjuntura Econômica, separata do volo 27, n9 12, dez./73.

Col.2 - Statistical Abstract of The United States-U.S. Department of Commerce, Bureau of the Census - vários numeroso

(59)

o Indice dos EUA representa a evoluç~o dos pre~os de bens de

capital importados. Observa-se dos dados do referido Quadro

que no perIodo 1958/61 os preços de metais e produtos

meta-lúrgicos cresceram de 185% e os de machinery and motive

prod-cts de 5%. Nesse mesmo perIodo a taxa de câmbio para

impor-taç~o de bens de capital se desvalorizou em 224%. Com todas

as ressalvas feitas observa-se que a desvalorizaç~o parece

ter sido mais rápida que a evolução dos preços internos (os

preços nos EUA variaram muito pouco) o que significa que o

preço dos bens de cap~tal importados deve ter ficado mais

ca-ro vis a vis o pca-roduto de fabricaç~o doméstica, ainda que a

variação possa não ter sido muito significativa. Está claro

que esse fato n~o deve ser encarado como advindo de uma

polI-tica cambial de feiç~o protecionista, de vez que as variações

cambiais ligavam-se basicamente aos problemas de balanço de

pagamentos.

Outro aspecto a merecer análise s~o os Grupos

(60)

de dar andamento aos objetivos estabelecidos no Prcgrama de

Me-tas. O pioneiro da geraçao dos grupos executivos, o .

-

GElA

-Grupo Executivo da Indústria Automobilística,- deve ser

exami-nado porque constitui o modelo pelo qual se pautaram aqueles

grupos executivos que se destinaram a estimular a implantação

de segmentos específicos da indústria de bens de capi tal.

Frise-se que antes do surgimento do GElA (junho de 1956) nao

-se poderia falar com propriedade na existência de uma

indús-tria automobilística no Brasil, visto que o máximo que

exis-tia eram operaçoes de montagem. O poder de atração do GElA

baseava-se num conjunto de estímulos que eram concedidos aos

fabricantes estrangeiros. Assim, o equipamento industrial

completo poderia enquadrar-se nas disposições da Instrução

-113 e aquele que nao se enquadrava, por incompleto, recebia

tratamento cambial favorável. Adicionalmente, e por período

que se entendeu até 1961, tais equipamentos eram isentos de

imposto sobre importação. Tentava-se conjugar exigências de

(61)

favorá-vel a importa.ção daqueles que a cri.tério do ór,gão não

pode-riam ainda ser substituidos(8). O papel do GEIA no tocante

~ indGstria de componentes foi importante no sentido de

esti-mular a participação de empresas brasileiras e evitar a

ver-ticalização.

O programa automobilístico teve vários efeitos

sobre a indGstria de bens de capital. Por um lado a

instala-ção dessa indGstria e da de componentes criou um mercado para

uma série de bens de capital (como por exemplo,

máquinas-fer-ramenta). Por outro lado,há indicações claras de que muitas

empresas automobillsticas procuraram induzir fornecedores de

suas matrizes a instalarem fábricas no Brasil.

Adicionalmen-te a montagem de uma indGstria de componenAdicionalmen-tes facilitou a

implantação de segrrentos de bens de capital no âmbito da indústria de

material de transporte. Em grande parte os fabricantes

es-trangeiros parecem ter sido induzidos a instalar fábricas no

Brasil por receio de, após a instalação de concorrentes, verem

(8) Ver a respeito Gordon, L e Grorrnners, E.L. "United States cit., especialmente capItulo IV.

11

(62)

suas exportações dificul~adas.

A experiência do GElA multiplicou-se atingindo

vários segmentos de bens de capital ainda no gO"\'emo Kubitscheck,

com a implantação dos Grupos Executivos da Indústria de

Cons-trução Naval (GEICON, posteriormente Grupo Executivo da

In-dústria Naval - GEIN, incluindo as inIn-dústrias complementares),

da Indústria Mecânica Pesada (GEIMAPE) e da Indústria de

Tra-tores e Máquinas Rodoviárias (GEI~ffiR). Criou-se ainda, em

1958 o Grupo de Trabalho da Indústria de Material Ferroviário.

De modo geral os estímulos concedidos e os esquemas de

atua-ção eram semelhantes aos do GElA. No tocante

à

construção

naval induziu-se o reequipamento dos antigos estaleiros

na-cionais de reparos (CCN, EMAQ, Caneco e Só) tendo em vista a

produção de embarcações com mais de 1.000 toneladas de porte

bruto, além da instalação da Verolme e da Ishikawajima com

capacidade produtiva bem maior que as concorrentes nacionais.

No setor de mecânica pesada, diferentemente dos outros, as

(63)

propriamente pelos estímulos governamentais m~s sim pelas

possibilidades de mercado abertas a partir dos grandes

pro-gramas de infraestrutura.

No que se refere a atuaç~o do Estado como

for-necedor de crédito do qual a indústria de bens de· capital pu-

.

desse ter sido beneficiada,há pouco a se registrar, pois o

BNDE em seus primeiros anos de atúaç~o estava voltado

princi-palmente para a colaboração financeira ao setor público

(pa-drão que só mudará apos 1968) em grande parte destinada aos

setores de energia elétrica, siderurgia e transporte. Assim,

não havia qualquer forma de estímulo efetivo e direto às

em-presas domésticas produtoras de bens de capital em escala

si-gnificativa.

11.3.2 - Evolução da Produção Interna e da

Impor-tação de Bens de Capital

Não sao muitos os indicadores disponíveis para

(64)

pro-duç~o interna. No que se refere a indGstria mec&nica,

dis-p~e-se de um Indice de produto real e de informaç6es

referen-tes as importaç6es (antigas seçoes 61 a 67) .

-

A indGstria

me-cânica presta~se a ~sse tipo de utilizaç~o por ser a Gnica em

que a maior parte da produção compoe-se de bens de capital.

No que se refere a importação ela também é esmagadoramente

composta de bens de capital. Assim, ainda que essa

informa--

-çao nao se refira exclusivamente a bens de capital (e deixe

de fora os bens de capital agrupados em outros generos da

in-dGstria de transformação) é perfeitamente utilizável para os

fins que se tem em mente. Os dados do Quadro 11 - 6 a segillr,

permitem a observação da evolução da produção interna e da

importação de bens classificados na indGstria mecânica.

Os dados do Quadro II - 6, apontam um

cresci-mento de 11,7% das importaç6es e de 93,4% da produção interna

no per!odo 1958/61.

A diferença entre as taxas de crescimento

(65)

QUADRO 11 - 6

BRASIL - INDúSTRIA t-mCÂNICA - EVOLUÇÃO DA PRODUÇÃO DOHBsTICA E DA IMPORTAÇÃO

ANO INDICE DE PRODUTO IMPORTAÇÃO CIF (*) REAL (1955=100) Cr$ 1.000,00 US$ 1.000,00

CORRENTES

1956 115,0 10.026

1957 110,3 15.586 274.720

1958 119,3 19.033 260.185

1959 134,9 27.032 256.429

1960 171,8 32.904 265.258

1961 213,3 56.309 306.927

FONTE: Col.l:Revista Conjuntura Econômica n9 9, 1971.

Co1.2.Hin. da Fazenda - Com. Exterior do Brasil, vários numeroso

(*) Os dados de importaçãó referem-se

ã

soma das antigas seções 61 a 67.

Aqueles em cruzeiros incluem os ágios decorrentes da venda de

dispo-nibilidades cambiais nas Bolsas de Fundos Públicos do país. Para o

ano de 1961, os valores em cruzeiros das importações financiadas e

sem cobertura cambial que eram obtidas com a conversão

respectivamen-te pela taxa de c~mbio de custo e a da paridade oficial declarada

pelo FHI passaram apos as Instruções 204/61 e 208/61 da SUMOC a ser

(66)

inverso tenha ocorrido com os bens de capital dos demais A

ge-neros industriais (material el~trico e de comunicaç6es,

mate-rial de transporte e metalurgia) indica que, com ressalvas

quanto

à

ordem de grandeza, [XXle-se sUJXlr que t.oda a indústria de

bens de capital experimentou significativo crescimento no

período.

Não obstante, no que se refere ao segmento

produtor de máquinas-ferramenta, informações referentes ~

a

evolução da produção interna e das importações, em peso (não

se dispõe de dados em valor sobre a produção interna) apontam

crescimento ligeiramente superior das importações em relação

a produção doméstica (176,6% contra 160,5% no período 1956/

1961) .

No período 1956/1961 inicia-se a produção de

inúmeros outros bens de capital, como por exemplo, caminhões,

ônibus, tratores agrícolas, aviões e navios, cuja evolução

pode ser observada no Quadro 11 - 7.

(67)

JlNO

1956

1957

1958

1959

1960

'1961

QUADRO 11 - 7

BRASIL. - PRaJUÇÃO DE ALGUNS BENS DE Cl\PI'TAL SEIECIQ'IADC6

QlJ::.LTh'HÕES (UNIDADES)

18.007

30.014

38.353

39.791

28.878

êNIBUS (UNIDADES)

498

658

1. 307

1.896

1.615

TRATORES (UNIDADES)

:...

37

2.430

ENl3l\h"'CAÇÕES ENTREGUES (EN TPB)

8.900

AVIÕES LEVES (UNIDADES)

5

5

13

52

64

FONTE: Col.l, 2 e 3 - fu~FAv~A - Indústria Automobilística Brasilieira

(68)

produtoras de material elétrico (GE, Siemens e Brown-Boveri)

instalam-se no país nesse período. Como se pode observar,

além da implantação extremamente rápida dos segmentos

produ-tores de bens duráveis a qual usualmente se dá atenção

exclu-siva, o período 1956/1961, comporta também crescimento

signi-ficativo do setor de bens de capital, em grande parte

depen-dente da instalação de subsidiárias das grandes empresas

es-trangeiras.

Apreciando alguns resultados do Censo

Indus-trial de 1960 e comparando-os com os do Censo IndusIndus-trial de

1950 podem-se extrair ainda algumas conclusões importantes.

Os dados do Quadro 11 - 8 mostram a

participa-çao crescente da indústria de bens de capital ao longo da

década de 1950. Hutto embora grande parte da expansao

-

dos

generos material elétrico e de comunicações e material de

transporte se deva aos segmentos produtores de bens duráveis

de consumo, o crescimento de participação da indústria

(69)

majoritaria-QUADRO 11 - 8

BRASIL - PARTICIPAÇÃO DE G~NEROS SELECIONADOS NO TOTAL DA IN-DúSTRIA DE TRANSFORHAÇÃO: VALOR DA PRODUÇÃO E VALOR Dl\.

TRANS-FOR}ffiÇÃO INDUSTRIAL, 1949 e 1959

VAlDR DA PROJUÇÃO VALOR DA TPANSFORMAÇÃO INDUSTRIAL

1949 1959 1949 1959

Mecânica 1,60% 2,85% 2,13% 3,45%

~Bteria1 Elétrico

1,40% 3,98% 1,60% 3,99%

e de Ccrnunicação

Mat. de Transporte 2,30% 6,79% 2,22% 7,59%

Imagem

Gráfico  Página

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