FUNDAÇAO GETULI O VARGAS
ESCO LA BRAS ILEI RA DE
a d セ ャi n i straᅦao@
POBL I CA
d ep a rt aセ ャ ent o@DE ENS INO
CURSO DE MESTRADO EM ADM I NI STRAÇAO POBLI CA
A IMPOTENCIA DA RAZAO TBcNICA
DISS ERTAÇAO APRESENTADA
À
ESCOLA BRASILEIRA
DE ADMINISTRAÇAO POB LI CA PARA A OBTENÇAO DO
GRAU DE MESTRE EM ADM I NI STRAÇAO POBL I CA
CLAUDIO ROBERTO MARQUES GURGEL
FUNDAÇÃO GETULIO VARGAS
ESCOLA BRASILEIRA DE
adセャin
i s traᅦᅢo@
POBLICA
DEPARTAMENTO DE ENSINO
CURSO DE flESTRADO EM ADHIN I STRAÇÃO POBLICA
199311 1986
T/EBAP Q9791
1000060195
A IMPOTBNCIA DA RAZÃO TEcNICA
DI SSERTAÇÃO DE MESTRADO APRESENTADA POR
CLAUDIO ROBERTO MARQUES GURGEL
E
APROVADA EM: 01. 04 .1 993
PELA COMI SSÃO EXAHINADORA
ASS INATURAS
em Educação
A P R E 5 E
セ@T A
ç
A O
A Impotência da Razão Técnica
da
。、ュゥョゥセエイ。ゥッ@pública brasileira
contribuição crítica
à
refor.a
representa um esforço no sentido
d e f or mul ar uma es t nJ.t ég ia d e
\"e fOl-maque
en ca," ea
não -raC lon a lid
a-d.
d o se to r
ーセ「 ャゥ 」ッL@de u m modo
dife'rente do usual, fund a do na Razão Te-c n ica .
Em b oa me dida , esta pesquisa traz ldÉias
e
P,"opos ta s
J á
ve:icula-das . Seu
mÉ' rito. se a lg um mé rito houv er,
é
a
ウ ゥセエ・ュ。エゥ コ。 ̄ッ@desta5 idé
-ias, impri mi n do-lhe: u m traço objetivo, a p ar tir da i d ent ifi ca ção do que:
vem a se l- a e:ssÊ"nc ia da
.. n'ão- rac lona 1 i dade: ..
qu e: tem sido atribufd a
ao se-tor público .
Int redução
。ャセュ@d e se promover uma
aproxlmaçio
do l e:
i-tOI-
com o objeto
pe-squ l sa do ,serão melhor explicit a da s as
ュッエゥャャ。・セ@d a
ー・ZセアオゥGs。@e as inquietações que in s tigar iJ.rn o p,"ojeto .
No cap i t u l o inicial . procu rarem os demonstrar
como a
racional1-d a racional1-d e, e m parti cula r no plano racional1-d a Aracional1-dminlstraçio,
t e:m s ido frequentemente
a'S'Sociada ao encadeamento lógi co.
à
me cân i ca .
Deste
カゥセセL@nio e'Scapam
Nesse capítulo . reCUpel"al"emOS um pouco da di scussã.o que se trav3.
sobrE a Razão, adiantando o qUE nos parece Essencial no caso brasileiro .
Veremos a seguir ,como Este conceito de racional1dade Es teve
pre-sente nas principais reformas administrativas brasllelras - globais ou
locali zadas "
Passal· e mo s.e ntão . à id entif icação de um conceito de
racionalida-de que eXP1"eSSe ob·j e tiv ame nte a rea l idaracionalida-de das
ol'ganizações,especialmen-te das organizações p úb l ica s .
Um
breve capítulo fal"á a ponte de passagem dEstas considerações
abstl"atas, comuns às or9anizaçõe'!., pa.l"a a <Soituaçã.o concl"eta da
adminis-tração pÓbli ca brasileira .
Fin almente, nas EstratÉgias p ara a reforma, concluimos traçando
as linhas d e Ulna Pl"Oposta de reforma administrativa para o Brasil ,
e ntão trabalhando com o conceito de racionalidade anteriormente
identi-flcado .
Cont a mos que esta p esquisa possa inscrever-se co mo uma contribUi
R E S U H O
Os esforços d est inados a imprimir e ficiin cia
e
eficicia
セ@admi-nisb"ação pública, d e um modo gel"a l ,
a j ulgar pel os resul tad os,
não
fOI"am bem suce did os .
Tanto as re f ormas da ad mi nist ração federal . quanto as
iniCiati-vas localizadas,
se tim pautado pela busca da racio n a lid a de -
enten-dida c omo o aju'Stamento dos meios aos fins .
Os recurs o s t éc nic os e metodológicos, disponí",e i s no a Cel"VO
teó-ric o, revela ra m-se impot entes para resPOn d e l" ao desafio da chamada
.. não-racional id a de ,. d a a dmi nistraxção
ーセ「ャゥ」。@brasileira .
O entendimento do que ve m a sel', na ve l' d a d e, a raciona lid a d e, no
conceito corre nt e, e a i d entificação d e um o u t ro conceito,permitem che
gal' a diferente s estl'atégias para a re f or ma administrativa
aquel as essenc ialment e técnicas .
que não
são estl'iltégias voltadas pal'a inb'oduzir. na administl'ação
ーセ「ャゥ@ca, um age nt e a té e ntão fr equenteme nte de fora : o público . Não maiS c o
mo um figurante do Pl' oces s o d ecisór io, mas c omo um atol' que con t\' 3.cena
É
com a i ntr o dução do públlcO que se efet 1 ... a l-á ." I-e f o l- ma admlnl5
tr."t
i ...a capaz d e qUEbral- os pactos rEspon<:> áveis
e
bEneflClár i o<:> da
.. não- racionalidadE .. da administraçio pÚbllca braslle1ra _
05
recursos t éc nicos , metodológicos E tecno l ógiCOS - stritu
sen-so - dEVEm se l- mo b i l izados como meios o PE'I'acionais p ai-a promover
reforma , l'oIão o contrál-io .
.
s
U
t1A R I O
Introdução ...
8
1 . A raciona lid ade no cen<Í.rio da.
Admin i <!.tl· ação ... . .23
2 . A
」イ■エゥセ。@raciona l ista
セ@admInistração
póblica brasileira ... .
. .. .... 3 42 . 1.
As
ョ、ッイュ。セ@_dminis t l'atlvas .
35
2 . 2 . A visto de consultores ... .
3 . A b usca de um nO\lo conc e ito .... . . .. . .
. 5 1
3 . 1 . Funcionalidade e substant l vidade .
52
3 . 2 . A dial'tica da
Razio ... .
59
4 . Bases
p .wa
a pa:ssagem do concEItual ao 」ッョ」ョセエッ NNN@ 745 .
eウエイ。エセYゥ。ウ@pa ra a Reforma .. .
82
A
、 ・ ョセョ」ゥ。@d a quilo qUE E hoje cha ma do d E
ra zio
セ@o
maior serviço qUE
a
razio pode
prestar .
Int...-CJd,-' ç:.3.CJ
A 。、イオゥョゥウエイ。セッ@ ーセ「ャ@ ica 「イ。ウゥャ・ゥイセ@ tem sido objeto de イ・ゥエ・イ。、セウ@
crit icas
e,
n a ァ・ウエセ。@ Collor , de 11ma ofensi va pol ft ica que se tradu ziu nare f orma administrativa,e xp ressa,esse n cialment e, por ext inção de 6rglos e
demissão d e pes soa l.
Sintomat icanlente,e:m País q'1e eleiçõ€s sempre foram ganhas com
em-pr e9'l i smo, f i zer am-se e f azem-se c amp anhas c om o d esemem-pr ego de servidores
ーセ「ャ@ i cos.H aior in d icaçãa de d€sgaste da ima gem da setor públ ico
certamen-te ョセッ@ exist irá.
,
E ver d ade ql1e id entificávei " interesses se disfarçam p or trás e
sob estas campan ha s.Os mesmos que levantam vozes contra as empresas
esta-tais , denllnc iando-as como i n eficientes,omitem-se e as vezes se benefic iam
,
com o que corretamente se: denomino'1 'pr iva t ização d o setor p'Jbl ico',
quan-do,atravÉ-s de pr eç os s'1 bs idiados, realizo'1 -se IJma das maiores
transferên-c ias de rend a do ao privado. Mas, tendo em conta todos estes
senõ€s não
é
possfve l negar os aspectos verda deirament e anômalos doserviço pdbl ico brasileiro.
É
o adiamento 01.1 imobilismo de p ro granlils, C'Jjo tempo d E' ição
ーセ イ・」・@
internlnável. Éセ@
improntidio de órgãos. C'JJos proced I mentos、ッエウセヲ
ゥ セュ@
セ@ QVァャ」セ@
ュセゥ\ZN@
elementar. É a ociosidade O'J de<:.perdício derecur-sos materiais
e
kumano<:. em vol'Jmes que ckegam a e<:.candalizar . É a insensi-bil ェ、セ 、・@ セッウ@ ュセゥウ@ イセコッGカ・ゥウ@ argumentos de オュセ@ c l ientela esgotada pelos
excessos protocolares e documentais.É . enfim. este todo que se comprime e
se red'J2 sob os títulos de ' não- racionalidade', ineficiência, ineficácia.
não-prodllt ゥカゥ、セ、・ N@
Tudo isto ウゥYョゥヲゥ」セ@ 「ゥャォU・セ@ de recursos malversados, mas, pr i
ncl-palnlentE',significam milk5es de brasileiros privados O'J altanlente ッョ・イセ、ッウ@
ョセ@ obtenção dos benefícios
e
direitos possí veis .Igualmen te signif ica anão-efet ゥカェ、セ、・@ do aparelko governamen t al ,c'Jjo ーセー・ャ@ fu n d am ental consis te em for m1l l ar e iml='lementar pol ít icas qlJe respondam à.s necessidades I='Ú
-bl icas.
Neste sen tido . a ュセ、ゥッ@ I='razo rel='resentari, finalmente, o fracasso
do setor ーャセ「ャ@ ico e SIJa gradat iva dest jt'lição deste papel ヲGjョ、。OGa・ョエセャN@
eウエセ@
ava l iaç'io geral certamente n'io const itui revelação. É UIIco-nkecimento repe t ido e objeto de intervenções frequente-s .sendo. sim, este'!>
dois ヲセエッウ Nャャュセ@ reve- l ação .
ir
à.
essê-ncia das coisas ,e
intervenções jl"potentes, q'le tornam oorga-nismo instlt'lcional resistente
e
comprometem o conceito da a、ュャョゥNエイ。セッ@e dos pro f issiona is da a、ュゥョゥセエイ。 ̄ ッ N@
Os d i agnósticos e as recomendações, especialmente os processos de
treinalnento
e
consllltoria, tÊ:m se apresent3.do COl1\O contr iblJiçõe'Sreferen-ciadas na teoria da a、セゥョゥウエイ。ゥッNa@ despeito de sabermos, os iniciado.,o
q'lanto É' prec ári o o mode lo ーッセャエゥカゥウエ。@ aplica do
à.
Admlni!õtraç'ão, o quantodi st ant e das t e i s da n ab1r e:.::a €stã.o 。セ@ l eis da pritica socia l , cobram -se
com rreqlJência resulLados positivos das ações ql1e SE' anljnciam clentífi
caso
Nós mesmos ( 011 principalmente nós? ), somo<; vítimas da herança
cartesiana, CIJjo s méritos reconhecidos não são de modo a q'JE' não
prOC1Jre-mo'S edificaI' 'Sobre- eles alg'lns degraus. Pelo contrário. Já 'Se dissE' q'lE' ,
dos Maiores ョ[セ L セゥ エッウ@ de Descartes , destaca-se o de indicar o cami
nho para a S'la s llper ação .É qua ndo a ·dúvida mE'tódica·
é
pot encial izadapela divisa mar xi<; ta de ·duvidar da pr6pria 、セカゥ、。ᄋH@
1 ) .
I sto nio tem sido fácil.no entant o .
Com "'abit'Jal idade, os con'S'Jltores e treinadores エセュ@ interv i do
sobre 3. re3.lid3.de como se m'Jnid o s de instrlJmentos cirúrgicos 0'1, mais
del' name nte, como se portando cinzéis capazes de ュッ、セャ。イ@ a organização a
nosso gosto O'! ao 90sto do contratante .
A realidade, porém, tem respondido negat Ivam e nte a €stas
pret€n-Sõ€ s. Com r€9'.llaridade as intervençõ€s não conS€' 9'!em alterar o perfil das
organizaçõeS ,S eqller naquilo qlJ€' e:{ plic ita mente t o dos pretendeR' n'lldar .
EI'II o'!trCl'S palavras , os modelos IJsI!ais e o s exper imentados não têm
imprim i do ao setor ーセ「ャ@ ico a eficiência e a efic'cia 、・セ・j。、。ウN@
A pouca pel"meabil i dade da administração pública às inc'u"sões t
éc-micas receberam € :<plicações as mais var l adas,alg.!mas vezes contraditóri
as.Mas o desdobramento d e st as aval iaç ões E'm proposições prát i cas
prod'!zi-ram mode l os CI'!E' talllbém não d€'r a m cont a do d esa fio .
Ao 1 0n90 das déca da s dE' sE'ssE'nta, ウeGエeGョエセ@
e
oitenta,as abordagensE'vol.!iram da visão compreensivo- racional
à.
lógica .istêmica,reprodl!zindoSE' , no Brasil,em 30 anos , a história se sCllli cE'ntE'ná.rla do pensame nto adllli
-nistrativo . O efE' ito desta agi l í ssima. evoll!ção sobrE' o SE'tor ーセ「ャゥ」ッ@ não
foi acompanhado por res l!ltados que o f izes SE'm mel hor .
Isto tem provocado três con'SeqlJ.ências preoc'Jpantes :
a,-tendimento , ーセッ」・ウウッセ@ ュッ セッウッ ウL@ 「セゥ ク 。@ re sposta ao s objet ivos
•
corr'"lJ.pçio.
- IJnl a ョセ。セッ@ nega t iv a , q'Ja se dI sso l 'üa d ió?nte dos ーセPYイ。ョャ。ウ@ de
tr einamen to
e
d as ゥョエ・イカセョ・ウ@ 、セ@ consu ltoria.- u ma エ セ ョ、 セョ 」ゥ。@
à
r e d l.lçio do setor p'lbl icO a lim ites mínil'llose
'1-ma eqlJíVOCil OIJ '1-mal-Int e nci o nada ótica que h .% da ーセ ゥカ。 エゥRN。 ̄ッ@ a
panacéia nacion a l.
o E'nfrental1llE'nto 、・セエ・B@ d esa f ios nio ー。ウウ。セ£N@ apenas por 、ゥ セ」ijセセos@
i ョヲャ。ュ。、ッセ L@ de 」ッョエ・セ、ッ@ セエゥ」ッ@ dy vido so
e
de nacional iSMO POYCOconvincen-エセ@ a qYE'm es p el'a e m ヲ ゥ ャ 。セ@
e
Sl'Jichês ーイッ 」・セセッ ウ@ ゥョエ・イュゥョ£カFGゥセ N@Mas ' preciso r espon d er a algullIas
qllestões colo ca das p elo s e sf orços i nfr lJ t í f e l'os .
ヲ ャNlョ 、。セ@ e t e ntaI' caminhos que ーッセウ。イョ@ e fet ivamente nPJd ar o quadro dó? ó?dm i -n is tração p1lbl ica bl'asi leil'a.
Que aspectos pl'omovem esta fa ntás t ica res i stência da 'nã Ol' aC i o
-nal idade' diante destes esforços
e
daqueles modelos, os mais raciona i sq'Je a teori a adl'llinlstrativa prod 'Jz i IJ ?
Esta p ergunta 」ッ「セ。@ uma iョ カ・セ エ@ igaçio sob l' e o pr6prio conceito de
ョ ̄。Mセ。」ゥ。ョ。ャ@ idade o exame 。 c Gャセ\ャ、。@ d<l セ\ャコ ̄。@ tÉ'cn i C<l ,
e
das 。 ャエセョ 。エ@i-V<lS 」セ[エ@ ゥ」セウ@ deste conce i to de セ。コ ̄ッ L@ ーッ、・ セゥ@ nos ャ・カ\ャセ@ a expl icaç3e s para
esta impotênc l<l na p l ano prit ic o .
,
,
E
poss.vel q'le, de f ato, p ol1CO se p ossa fazer 」ッョエセ。@ uma セ・。ャ@ i dadejogO'D do p odEr' com o d i z Korda C
2 ),
fazem da demanda deuma
interven ção técnica nada ma i s do q'le uma Cdi)sinlulação.
É
poss ;vel q1le oアGャeセ@ 'DE' pod e f azer seja o q'le habiblalmen t e se エセュ@ feito. F icar i a por con
-ta de o'ltr os moviment.;:."= da matÉ'r ia
e
da soc ie dade a resposta àst OE"S que hoje , equivocadamente , estão sendo s'lbmet idas di retam ente
li
Ad-ュゥョゥウ エセ\ャ ̄ッN@
No
entan t o, também o pa p eld.
Admin i s-tração não esteja b em definido para o enfrenta men to d a 'não-
racionallda-de'
:'0
'SEtor plJ.b l ico. 191.1illmenteé
pos síve l que esta ' não-racional i d ade '9U<lrde 'lma essênc i a que nã.o tem sido contemplada p e los diagnósticos
apoi-ad os no pat am ar da abordagem corrente.
As respostas a estas q'Jestões, se p lJderen\ efet ivamen te dar 」ャ。セ・M
za セ ッ 「セ・@ a rea l idade da a d mi n is traç ão ー セ「ャゥ」。@ brasileira e seus fenôme
-nos, t er'ão contrib'lido par'a a 'S'J Per aç ã.o do desc rédi t o q'le a teoria e ""H.
Mais q'Je- i sto . A obte n çio de 'J ma estratégia q'Je- tt'ate e-stas in ter
rogaçõ€s E.' possa constit'J i r-se em instl"Jmento mais eficaz de análise- E'
inte-I'vençio, a l im de ma terializal' um novo conhecimento,contl'ibuirá para o
qu e de SlJbs ta nt ivo
e
AI,,- i'i re l E"vante existe no d esafio : a slJPeraçio de 'Jmpadl'ão de ineficÊ'ncia Ir ineficácia, no setol' p,íbl ico,por uma pl'ática
con-d izente com as ex pectat ivas e- necess icon-d acon-des con-da pOP'J l açio.
Tl'ata-se- d e tOl'nar o Inais concl'e to possí ve l o obje-to de anál ise €
inte-I've-nçio . Se- o pl'ob l e-ma d a a d min istração pú bl ica É: a 'não-rac ional
ida-de-' e SE"
te
sobre este- d i agnóstico q'Je temos opel'ado n ossas tentativi'os demundança, cabe definil' c om Pl'ecisão em qu e consiste a essÊ'ncia d esta
qua-1
ida de .Sob r e IHl novo n'Jcl eo conceituê\l ,po del'eAlas i9'Jalnlente
q'Ja l o p ape l qlJe
a
t eo ria da admin i stl'ação públ ica pode e:<erc€1' no en-frentê\mento d ê\ GョセッMイ↑|」 ゥッョ。 ャ@ i dade' . Ou , renunciando
a
is t o,concl 'Jir, comoRiggs, q'J e esta q'Jestão está fOl'a do alcancE.' da administl'aç ão
Pública,co-mo teo l' ia, e pel'tence セウ@ t an t as coi sas I'e-fle xas d a Economia e- da Pol:t i
ca ( 3 ).
A respos t a sobl'e o qllE.' de fa t o se esconde sob a . não I'ac ional i
-dad e da adminis tl'aç ão pÚbl ic a brasi l e i l'a - conce-ito e d l agnbst ico
sobre as po sslbil idades da ciê nci a ad nlinistra t iva diante do conceito
velado,poderá nos I'"esponder a questão qUE' o problema nos f' orlll'Jla .
Como alcançar os objet ivos de ef iciência
e
eficácia nas
organi=a-ç5es
ーセ「ャゥ」セウ@brasileiras?
Esta pesq'Jisa tem portanto o obejt i .... o d€ formular uma E'st r at é- gia
de anál ise
e
inter ....
セョゥッ@ 。、ュゥョゥウエイセエ@ivas , visando a eficiência
e
€ficá
-cia da organização
ーセ「ャ@ica brasileira.
Para o alcance deste objet
1 ....
0,coube passar por dois pont os inte r
mediários :
i de ntificar
a essência dos conceitos de ra c ional i dad e e
'não-racionalidade ' na administração e , em part i cular ,n a administra
ção p'Jblica brasileira, e
apontar o pape l que a teoria da administl'"aç10 p,íblica po de
e :<ercer na
ウGjp・イ。セ ̄ッ@da inef i c i ência e- da ine-fiçácia
das 01'-gani=aç.ões
ーセ「ャゥ」。ウ N@no Brasil.
Nosso campo de obser .... a ç ão e de pesquisa fo
ideI i mit a do pelo ob
-jeto central de anális e : a administraç.ão
ーセ「ャゥ」。@brasile i ra. Apar e nt e men
-te,ser i a aind a um c a mpo e x tenso demais par a di z el'" -se del i mitado.
e ョ エイ・エ セョᆳre pe t ireM co ru エセョエ。@
conomlas lIIista.s,empre5a.s públ icas e administrações d iret a.s - ーセイ・」・ュ@
con-f i rnla r a existência d e '.1111 n'Jc leo do p roble ma : !; "b-apro\'/eitamento de
re-C'J.rsos 01.1 ociosidade ,absenteísmo , de scompromi s ,,"o COI'lll a mi s'Sã.o O'! eclip'SE'
da missã.o,
e
apropriaçio indÉb i ta. H」ッイイ ャjN ーセ ̄ッ@e
IJ. s'J.frlJ.to pri vildo de benspúb li cos ) , Uma síndrol'lle qlJ.e prEenche 05 trilço !'o negat i\,/o s da i nefic i€-nc .a.,
ineficácia
e
inefe ti \'/idade, I sto fa z com qlJ.e o foco 50brE' il il dmini stra.o;ãopública se cirC lJ.n screva. sobre a chamil da 'nã o-racionalidad e ' do setor pú
bl ic o brasileiro ,
Há, por tan to, uma. d eI imi t a.çã.o det ermi nada pelo fenômeno elJl
aná-I ise, ilindil qlJ. e ele se espraie p e lo exten 'So ca.mpo da. administrilçio públ ica
brao;oil eira ,
Q'.1ando aos se'J.s f i n s, esta ca.r acter í5 ticas
que a fa.zem , E"IJI d iferen t es d i mensões, lJIetodo l óg ica. , li' x p l icativa
e
apllca.-d • •
Os objetivos i n termedi6rios, E' boa ーセ イエ・@ do ゥャャ」セョ」eG@ do objet i vo
de penderam da. ca p acidade d e reve l ar-sE' o qlJ.€ de fato sig nifica. a
t io d enlJ. nc iada 'n ão-ra.Ciona l ida.de' da administração plJb l ica. brilsileira.
ao d esve la. mento d o CI'a: se
esconde sob os conceitos correntes de rac io nalidade
e
nlo-raciona l idade .
eficazes os ",odeIas de inter .... e-nção técnica 'J,s'J,ais.
É
a
・ セ ーャ@
icação d o f€nômeno da ' nlo- racionalidade' que nos
reme-teria a um enfoq.J,E', das
アオ・ウエセウ@plÍblicas. dist into do enfoq'J,e habitual.
cobran do , por isto mesmo,
'Jma metodologia adeq'Jada.
A procura d e sta metOdolog ia pass o'J por responder .por se'J t'J,rno ,
qual o pap el da.
teoria administrati .... a. no enfrenta.rnento de s ta
'não-raCiO-naI i d a de' e de suas consequinc ias natura is : a ineficiincia
e
a inef ic'c ia .
Ambos os
・GAN ヲッ イッウL・ セ\ ー ャゥ 」。エゥ@.... o e metodol ógic o, não aceitara.m
si-t'jar -se no pl ano e:<c l .Jsi .... o da. in .... €st igação ab strat a.despro .... i da de
pl'"eoc'J-pações pr'ticas imed i a.tas .
Apes ar da igualmente pr't ica pala .... ra de Humberto Eco,sobre a
0-ciosidadE' da oposição entrE' temas h istóricos - teóricos .... ers'.IS
e :< pel'" 1.
en c
.
1-as " q'JE'ntes· .nada
s'Jgere ao pesq'Jisador , neste momentO,afastar-se da
I'"ea-lidade atual , que,sobre o tema,
pedereslJltados no teMPO
セ。ゥウM」・、ッ@( 4 ).
Por isto, foi também, esta pesq'Jisa,uma pesquisa apl icada. Isto
con-cretos.mais O'J menos imed i atos '
::;
) .inspira tsta ーeGウアGjゥウセ@ ag'lar1ar i a IU. lpa.rado a. 、ゥウウ・Mイエセゥッ@ final . Pe-lo
con-trár io. Cremos q'l E' ao longo do cronograma de- s'!a. e- x ecução t JYE'mos ocasião
de- colabor ar para com os passos a caminho da sO l 'Jção. Afinal,é o Inesl'110
E-co que nos e n sin a '!>erelll CI.S tesE's ,ítels não tanto pelo qlJe tem escolhi
-do como tema, qlJ.anto pela preparação qUE' isso impõe
( 6 ).
Na c las.sific açio q'J an to aos ftleios, a pesq'Jisa foi
essEncialmen-te bibl iográfica. Em espec ial quand o percorre'J a d ise'Jssão sobre a Razão
e prOCIJr OIJ. nas refle:<ões ha yl d as, os referenciais para a crítica dos
conceitos .
Ainda. qljando se d etevE' nas formas d e a.ni l ise/inttryenção mai'5
conhec i d a'5.esteve se apoiando pr inc ipalmente no l1I at er ia} PIJbl icado e-m I
i-YI'"OS e revistas. Ass im tilmbém q'Jando r€flet i u sobre a adnlinistração Ptl
blica, como 」ゥセョ」ゥ。 ャ@ SEI! alcance
e
selJA dialitiea do conhecimento, porim, por '5ua. ーイVーイゥセ@ def i nição ,
nio pel'mite q'!e se faça omissio d a prá.t ica. da ' ob'5eryaç'iío 。エゥyセᄋ N@ aq'Jllo
q1le o pesquisadol' tem e teve oporbJnidade de vivel'. Seja a obsel'vação dos
t empos lltuais, sejil a e x pel' iênc ia ilcumulada,ambas são ゥ ァャャセスュ・ョエeG@ ref
cias ーセイ セ@ o raciocínio 。 「セエイゥ|エッGL@ a forl'lllJlação tE"Ór lCa , na. i\cE'pção iiiセiセ@
セゥューャ・セ N@
EstE" meio de
e
セ@ ー・Gセアャャゥウ。@ particlpante.Não tem, dE'la,s,o rigor ュeGエッ、ッャセャ」ッL@ ュ。セ@ p05slJio pOSi c ionamento conCl"'eto do observador, qllE' vive a5 OPIn iões
e
ョッセ@ locais do f e-nômeno, como se no campo : I! também se debate na fronte Ira
entre O pE'sq'Jisador E' O ーeGウアセゥウ。、ッN」ッュッ@ se part icipante.
As i nformações com qlJE' traba l hanlos foram, pe l o t i p o da ー・UアセゥM
I
" ,
essenciallRe nte cons tituidas por aspectose
da.dos levantados POI'"te,..-ce
irose
セeGiBセ@ lm e nte de-st tna do'5 セ@ l"'E'fle:<ões, 。イセLェュ・ョエ。eGウ@•
fOl"'l'I\lj1
。eGセ@Natura l mente , como di sse l'l\os em item ー。セウ。、ッL@ e x traímos da nos -elementos prát icos de セョ£ャ ゥウ・ N@ Mas E'st iVE'mos
traba-lhandO , na maior E' mais sistel1llat i:z.ada par t e do temp o,com publ icações . Mai S
ainda : plJbl ica ções qlJ.e não só cedem informaçõe s de SE'gunda mio ,ma s
infol"'-m.çõ •••
"bmeU d •• a I nt .,pret.çõ . . , ana 11 •••• , n. m., o, la do .
C"05 ,con -
セ@
cllJsões .
I
o tr a tamento d estas in f ormações anal isadas e xi g 111 11m metodo
d.
l-guma no tel'"reno ideologizado em que se tl'"ans foI'" ma , inevit ....
-mente, a ャ ゥエセャGB。エGjャGB。@ das ciências sociaiS.
Exig III 'Jm método q'"e COlnpl'"E'endesse os pl'"oblemas, e as ヲッイMュGjQ。・セ@
セッ「ャGB・@ e l es,como del imi tados pe l as condições da e X lst ênc i a . Pol'"tanto,pe
l'"me-ados por- int€l'"€sses, I'"E'Pl'"esenti'.ções da I'"eal id ... de e .... fIlbIQuidades, que
COI'"-I'"espondem ao pel'"enE' movimento da soc i edade , das S'Jas lutas
e
aCOl'"dos .Em outras palavl'"as, IJm método q'.1e nos pel'"nlite 11'" além do fenômen o
da comunicaçio e セ。@ 1 inguagem, dist inguindo entl'"E' 。ー。ャGBセョ」ゥ。@
q.u' nos Chame atençio paI"' .... o car-';'ter contraditól""o da s coisas
e
dasafil"'-・セ@ ( di'. natureza
e
dos homens conlo coisas que se r-el .... cion .... me
cons-tituem um processo tot .... l iz .... nte.
POl"'tanto, o tl'"atamento das info l"'m .... ções
e
a próPl"'ia condl.1çio d enossas obsel"' vações sobre a pr-át ica, PI"'OC'Jr-ar-al1l se paIJta.r- pelo método d
ia-lét ico.
Tl'"abalh amos assim com as leis e princíPIOS da 'Jnidade
e
l '"ta doscontl"';ll"'ios, das tl'"ansfol'"mações q'J .... ntit .... tl vas elll q'.1 .... 1it .... tivas
e
dodesen-volvimento pl"'ogr-essivo (ne gaçio da negaçio).Com as categol"'las de fenôme no
efeito;
Com 05 conC€it05 d€
contradição antagônica € n ãoantagônica, dOIJllinância € h e g€monla , além d €,na
-tural € pr-incipa l mente, c om o conceito fundamental
de
total ida de.Destacamo5 o conceito de totalidade.ou seja, a visão de que tUdO'
parte de l.1m t odo e com este- todo se relaciona,em movimentos contraditór
,-os . Este destaque tem a ver com o fato de q'.1€.como di s se LI.1k,ics.é o ponto
de vis ta da total idade que dist ingu e a d ia l'tica ( 7 ,. Antes,
J á.
d isseraLênin. nos sel.1S Cadernos Filosóficos. ql.1e
a.
totalidade e a E'ssenc I a da,
. .
dialética ( 8 ), de: cer-to modo,repetindo a t i rada de Hegel de que 'A
ve:,.-o tratamentve:,.-o dve:,.-o s dadve:,.-os pelve:,.-o ",'tve:,.-odve:,.-o dial€ticve:,.-o tem. nat'.1r-
.3.lmente,s'J-as dificuldadE' s e riscos.EntrE' .3.lmente,s'J-as dific'.11dades , a própria comple x id a de q'l€
lhe di consistÊ'ncia, mas ql.1€ tamb€m e x igE' do analista l.1m rigor maior. Até
mesmo qUõl.ndo se: concede: o dirli'ito de trabalhar
com
ma r xistas modernos( g イ。ュウ 」ゥ N aャエィGNQウウ・ZイNsキ・Z・コセ Nッウ@ fr an kf'.1rtean os , as margens para
セ ̄ッ@ poucas.
Ent re- os r iscas, conta-se a tendincia a s i mp l I ヲゥ」。セU・ ウL@
prlncipal-mente セ N o@ desvio mecanicista, qUE' as vezes confl.1n de: a dialética com
OUI'"3.11te todo o nosso trabalh o t i ... セュPU@ a sensação de5tes I'" ISC05 e . ao fim, a I'" i gol'" , não sabe l'"iamos dizel'" do que escapa.1JI05
e
do q1le fomos ...í-timas.
Entl'"etanto. não há o melhor sem OljSi\di«. TanlPOIJCO e :<i stE' olJ5i\d ia
1 _ A ...-ac:: i c:>na1 i dade no c::e nár- c:>
da AdlTl I n i セ エイM。ZSP N@
A despeito d e todas as críticas l evantadas sobre セ@ ·adm inistração
clentíf i c a ' ,o poslt ivismo, a escola f un ciona l is ta
e
セ@ セ「ッイ、。ァ・ュ@ cartesianada realidade , o conce ito de r acional I d ade,re ferenc ia do nesta s corrrentes de
ー・ョウ。m・ョエッL」ッ ョエゥョオセ@ ゥョセ「。 ャ £カ ・ャN@ A ra cionalidade p e rm anece i d e n ti fic ada com
os
E'nsinamen t os formlJ l ados pelos qlJ e, nos I='r i mór d ios,$IS-tematizaram idéia s sobre a organização ,a bUl'"ocracia
e
1iobre o método, comocaminho para bem co ndl.1 :.!; r a I='ról='l'"ia ra::ão
e
I='rOCl.1l'"al'" a vel'"da d e nas 」ャセョMcias ( 9 ) ,
uセ。@ bl'" eve revisão h istól'"ica , da Escola clássica aos n ossos d ias,
de-monstra q'lE' os t eóricos r eal izaram SIJaS críticas reS91lardando o núcleo da
conc e
i t'Jação tradicional. Oll fi zeram cl'"íticas herét icas, cuja aparênC iademol i d oI'" a apenas disfarça a ve lh a l ógica f OI'" mal ,
A Escola.
Cl iss'5
i ca def iniu o homem como UM essenc ia
ll\\ent eracional, na medida em ql.1e Sl.las d ec i 'Sões red'.1:::am c'.1stos
e
r ealizem l 'lcros ,Este , hOlllo ec onoM I CI.1S produto t íp ico do I'"ac lona } ismo, conhece
por critérios científicos.
Um.
administração
cient(flca SE'propõe a
,
. admin istraç:io por
iniciat Iv .. ", esta uma
administração tradicional,assl ste mitic a . espontaneista,
•• m
definidos.
Esta. visSe cienti fi ca. que substanc i a. o conceito
clissico
de
racl
ona.-1 i dade. subtend e .
a . a prodlJção padrão.
para. o que 5E' espeCifica a 'Jnlca ma-,
nelra certa." de exec ut ar cada t are fa; em
q'JE'se Ident
i l l ca
o "homen de
prl-ftlE'Ira
classe"
e até oc ilc1Jl0
pr-ecisodo'S
inter valos
de descanso ,
confornl€a "Le i da Fadiga " , qu e
t。セャッイ@e Barth
」ッョUエゥエャjゥイ。セ N@b. a
IJti l iz açio de certos
pr'"ocedinlentosp ara asseglJrar esta
prodl.Lçio
padrão :
seleção
dos
honlens cel'"tosp"ra
o
trabalkoCE'rtoitrelna/JIento, qll€ l evE' o tr ... balhadol'"
a.
ab,..ir'"
mão de SE'll'S ーLNNッ」セ 、@ imentosintuitivos
e
emp:ricos,em
favo r d e fórml.1Ias adeq'Jadas, istoe ,
,
d .
ュ。ョ・Lイセ@ce ... ta de
faZEr'.Fixação
d e i ncent ivos ,co e:rente:s com a natureza. do ''' OflOiiG」ッョ ッN ゥ 」オセᄋ ᄋ@ pag<t.mento PCI'"
peça prod'lzida
Ht。 セャ ッBGI@0'10 bônus d e
produção
<GantU j e a '!.llPE'r-visão. qlJ.E' . pa, ...
do :< ... l mente .
nãodi
como se9'JrOS ospr'"oced imentos
<lnte ... ,ores.
E x ig€ q'J€•
administ ... ção, POI'" ュ・Gッセ@ge r enclais,exerça fort e controle so br e os traba l ha d o r es , obJet ivando
garan-tir o
セセッ@ 、 セ@ mセョ・ャイ。@certa · ,o
セャ」。ョ」・@ 、セ@ ーイッ、セエャ カゥ 、。、 ・@do
ᄋセ ッュ・ュ@de
prl-Meira
」 ャ 。ウセrᄋ@e a
ッ「ウ・イカゥョ」ゥセ@rigorosa de outros as pectos d o sistema
racI-o na l de p l'racI-oduç'iracI-o.
0'5 teór icos da
eウ」ッャセ@ c ャ 。ウウゥ」セ L」 ッ・イ・ョエ・ョ A eGョエエZL・ Zセ ーイ・ウウ。イ。Gャ@os
・ャ・ョオセョエッウ@d esta admi n istração em princíp i os , tais como :
i ョエイセョウヲ・イ ゥ 「ゥ ャ@
idade de rEsp onsab l idade.
- 'ln
Idade de
■Zッュセョ、ッ[@ce ntralização .
ob j etiv i dade <toda organ i zação deve ser e :< pressão de
'lI"propós i to );
especial ização i
- definição (qua lquer p osição deve ser presc rit a por escrito)
Estas
pr i meiras
c ar ac t er I zaçõe''i
d.
rac lonal.d;:o."e
n.
administração . usuais atk
セッj・ N@remontam, portanto ,
à
Es cola clássI ca .
s・セウ@
pri nci p ais te6ricos
Hf。セッ ャ@ Lt。セャッ イ Luイ キゥ」ォ N fッイ、 I@as
ーイ ッ、uセャイ。 ュ@de forma
parcial e essencialmente s'lstE'ntados nas e :<periÊ'ncias pe5soal5,a lgll mas
del as,como , o caso d e
f。セッ ャ L@I Imitad as
セ@uma só empresa .
Entretanto,a contribuição n! a lS
ウャウエ・ュ。エゥセ@... da
e
conlple x a ao q'Je s€
b!Jrocracia,d€ Weber , não
se
destacC\ pelo canO ito COM 05 postuh.doscl'ssicos,antes pe l o contririo,S€nl pretende r reduzir o pensaMento
weberla-no sobre as organizaçõ€ s a meros aspectos administrativos,é ーッウウ■カセャ@ dizer
que o economista alemã.o corrobora grande par te dos pr incíPIOS
ministraçio científica ',
cias básicas :
Em .primeil""o lugal"" , 'lma ação
é
I""ac.ional na medida emque
é
orient a da para 11m objet ivo claranlente forml11ado 011 pa-ra um co n junto de valores,tambéM clal""amente formulado e logi
calnente consistente , Em seglJndo l'J gar, 11ma aç'ií.o
é
rac iona lq'lando os meios escolhidos para se atingir o obje tivo sia os
10 ).
da
'ad-Nio é dificil PErcebeI"" o princ í pio da o bjet jv i dade e o valo r da
uni-ca maneira certa' nesta farmlJlação.
Te :< tualmente, identific ando-se de modo mais explícito com o pen samento
clássico, l.Jeber d i!'" i ...
a moderna EMPresa capital ista baseia-se fund ame ntalMente
no cá lc ulo e pr€ ss up5e 11M sis teMa administrat Ivo e legal
C1Jjo fyn cionamento pode
セ・イ@r acionalmen te pred ito,
em
principio pelo menos,em
カェイエ セ、 ・@de SIJas
ョッイイョ。セ@geral
fi-xas , exatamente como o desemp enho de uma miquina - grifo
nosso (
11 ).
Identificando os tipos b'sicos de autoridade ( racional-legal.
tradi-c
iona
1
e carism't
ゥ」。ILセ・「・イ@concebe o tipo racional-legal corno aquele
cy-jas decisões e poder são determinados por esferas de compet€ncia
、・ヲゥョャ、。セ@pe l a ordenl da organizi'.ção - 'Jnla or-d€m inlpessoal ,IJniversi'.l ista, bas€"ada ni'.
cOlllpet
セョ」@ Ia e em regras rac
ion ... lInent e cr i adas.
A raciona l idade é,portanto , também para Weber,assoc i ada a cargos
pres-cr- i t os. h i er3.r- q'J
i
a.
espec i
a
Ii zação. dec i sões form'J la das F: reg i stradas, seI eç'io
de candidatos com basF:
naqlJa
1
i f
ic ação técnica. sistemas
depromoção
baseados
em
ant i g'J i dade
merec imento, norma, discip} ina
•
controle, F: xpress5es fartanlente encontradas
no.
FlJnda nHtntos da
D i z
Weber, nos F'indaR\ent os
que
F:stF:
tiPO
monocrát ico de byrocracia
é
capaz, em perspect i va p'Jl'amente técnica , dF:
atingir- o mais alto gralJ de· efici€nc i ao. e neste sentido
é,
formalmente , o
mais racional F:
conhec ido me
io
de e:<ercer a dominação sobr-e os seres
Deste
セッ、ッ Lエ。 ャ@como no
」ッョ」セゥエッ@c l ássic o , tamb€m
セ@visão
キ「・ャGBャセョ。@da
ャGBセ」ゥッョセャゥ、。、・@
nas
、・ 」ゥウセ ウL@no sentido lato
e
estri to da
ー。ャ セカャGB。 L ー。ウウ。@por
、 ・ ヲゥョ ゥセ・ウL@
ol'"ganlCldade ,
cadei a de co ma ndo , ImparCia l
i、。、セ L@qual i fl c a ç io
pl'"o fiss lonal,le i ,nOI'" ",a
セ@cilculo . Ni s t o está s up or tado o proc esso I'"ac l ona l
de decisão.
Não
セウ」 セーセ@deste
conce it o
d .
I'"ac
ャッョセャャ、。ッ N 、 ・L@se q'.Lel'"
a
v
1 ウ  ̄ Nセ@slstiM l ca ', qlJe se pl'"etende rompida com O
ー ・ ョ ウセャii・ョ エッ@1
i n ear--ca'Jsal
e
se
pr-op5e a constl'"u
iI'" , em se u
ャGj ァセャGBL@um
ーセョウ。ュ・ョエッ@ 」ャャGB」オ ャ セイMN@Ap esar- de
エャGB。「。ャセ。イ@com
」 セエ・ ァッ イゥ。ウ@ 」ッュー ャセ ク 。ウ@ (tot a l Idade , I'"elaçio ,
eq'Jif l nal
ゥ 、セ、・ I@e
「セウエ。ョエ@e
s'Jper i ol'"es às
」セエ@e gor ;
as dos Pl'"
Ime
Ir-os mecan
1-cistas,
a
Teol'"ia dos Sistemas empl'"esta
à.
des ol'" de m 'Jm d etel'" min l s mo or gâniC O
que
a i nsc r eve na ol'" dem i
、・セ@ I Ist a de- VEr- as co i sas . A PI'"ÓPI'"
I セ@c •. tegor
i a da
・アオゥヲャョセ ャ@idade,
セ・ュ@ 、セ カ[ 、 。@aquela de maior
、 ゥウ エ ャョセ ̄ッ@com a l ó gica
1
I
near--caIJsa l , É- defin i da por Berta l anff!1 como 'Jma d l nâ/'lltc a em que
o mesmo e s
ta-do
f i nal pode se-r alcançado
ーセャGBエゥョ、ッ@de d i f erentes co ndições i ni Ciai S
e
paI'" d l fe l'"entes
ュ。ョ・[イ。ウ ᄋ H Q SI N tiGBセゥョ、 ッ@ ウオ セウ@ori gens de bl6 1ogo
e
f:S ICO ,
エセャ@como
fe z I saac Newton com S'Ja VE"l'"sio do 'p;pal'"ote di v i no ' ,
b・イエ。 ャ 。ョヲヲセ@vi:
'UI ponto de pa r-t l da
e
tJlIliJI manei ra, sejam eles qua i S
fOI'" em , no processo que
leviJll'"á ao ' estado final' de eqlJ i I íbr ia .
Mel h OI'"
イ・ カ・ ャ 。セゥッ@d i sto nos faz o fís ico Fl'"itJof
c 。ー ャGB セL@di scípll lo d€
Bateson, q'J ando descre .... e o Inecanismo do eq'Jilíblo dinâmico
Hゥョエイセ@ ou ・ ク エイ。Mウャウエゥュャ 」セI@
o
organ is mo tende a regre ssar .0 se'J estO!.do original, セ@ o fa::.
adaptando-se de .... ár la s maneiras
,
as
ambienta l s.Ds InE'cO!.ntsmos d e realimentaçã o entram em ação
e
tendem a re-d'Jz ir
qua.lq'Jer de s .... io do es t a do d e eq'li 1 íbr iO ••• a real imentação negat i .... a
l!
apenas IJm aspecto deo
O'Jtro aspe cto
É
a realimentaçio positi .... a (posi ti .... e feedback). quecons is te em ampliar certos d es .... i05. em .... ez de 05 amortecer 14 ).
Para CaprO!. , os 5lste",as se a.lÜo-organizam em ' estr'Jt'Jras de mlllt iplos
nr .... eis.c ... d ... nrvel d i .... id i do em sIJbsistem ... s. sendo cada um deles UM todo em
イセャ。 ̄ッ@ as S'Jas partes
e
'Jm ... parte re l ... tl .... all'lente a todos Alaiores'15 ).
Esta per feita interação não concebe po r tanto a destroJiç ão d e- urna da s
partes.pela, crli"scente cantrad lç:l.O entre 'i'las.lni'.'S ao contrár lo.sempre nO .... 05
estágiOS evoluídos E'III qlJe o ' feedback posi t ivo ' (tendência amp l i ficadora )
Impele o sis tema para formas s u periores de equllrbrio dinâmiCO .
Os slJb sistemas ( e o ambiente onde se i n se rem, tambÉ-lft ele 'Jm si s tema >
'J/lIa セOii@ a19'J/II ウオ「sャウエセュ。@ - acionada 'Jma ーセ。@ da セョァイセ M ョ。ァセュ L@ ウセェ。@ セャ。@ ql.1al for - desencadeia o mecanismo descrito por Capra.
Tomando de empl'É-stimo IJma citação ,Cap ra
é
、セヲゥョゥエゥ カ。ヲャャ・ョエ・@ claro : 'nãoternos seres so l i tir ios.Cada cr i a tlJra orsti de alglJma form a ligada ao resto
e delE' 、・ーセョ、・G@
16 ).
levada administ l' açio
•
encontrando neste campo do sabere
daprát i ca IJm ambiente: j i propicio ao organicismo, a Teoria dos Sistemas
re-forçou o racionalismo, no conceito da ordem e int€gração lÓgicil. Agol'illJma
nova ordem ,m ais comple ;< a ,p orÉ-m n o セウウ ・ョ 」[。Q@ seme lh ante
à
10gica da rel açiodoa- caIJsil-e feit o,da composição das partes interligadaS,do eqlJilíbrio , ainda
que 、ゥョセュゥ」ッL@ da a di:\ptaçio
e
reajustamento, aindaゥョエ・ イ、セーセョ、ゥョ 」ゥ。N@ a i nda ア uセ@ circular.
evolutivos, da
Mergulhada no ca ld o da c ult l.1ra funcional ista , a Teoria do s S is temas
aplic.ad",
à
"'dminist,..",çio , despe-se de seus tr"'ços de ma i or c.omple:ddadee
faz realçar a versão carte si ana da integração, em q'J e as dec isões de cadil.
ョ■カセャ@ depende da anterior e deve r epercutir ウッ「LNNセ@ a posterior de IJDl modo
dado , conforme o prev is to .
Justif i c a-se ass i m o comentário feito por Motta de q'l e
através
、セ@conceitos análogos ao sistema bIológico tais
c orno ó r gão, f'Jnção . otst r'ü IJr a, c omun ; c ação. c i
I'C'J
1aç 3.0. s i s
-tema .operação . amblente,desenvolvem IJma visão raCional o!:,
ginica,na qual um s i steMa nervoso central comanda as
de-cisões e ações internas para adaptação ao
。セ「ャ ・ ョエ・N BN@o
proces so decisóriO organiZi'.c lonal t en de a ser Visto COIlIO
um conjlJnto de relações ordenadas para se adaptar ;"S
va-riações
。ュ「ゥセョエ。ャウ@e at ing,r f i ns predete rmina dos ( 1 7 ) .
Neste ráPido
l evantamento das referÊnCias teóricas da racionalidade ,
cabe um destaq'J.e para Descartes, Citado no início deste te x to
e
a
PO'JCO S
parágrafos atrás . A mençao se e :< p l ica pela
イ・ャ セN ̄ッ@lógica ql.le habit'u. lm en t e
se faz entre raci ona l i dade e bom senso,qIJe ,segIJn d o Descartes
"é
a cOisa do
mundo
QQiセャィッイ@part; lhada ,pois cada
pensa e5tar tio bem provido
dele"na). Cabe o d estaque espec 'almente a propósito d as rec1JPerações q'J€
teóricos heréticos da adminis t rõJ.ção têm feita d o ( bom ) senso comum . como
informador d ... d ecisão empresaria1.Seja 8lanchard. com S'Ja s lições
ーイ£エャ 」。セ@(19),OIJ
AckoFf.com
セャj。ウ@refle x ões ( 20) . ou ainda os relatos de Mori ta
e
Iac-cocca , todos prOCIJram valorizar a int'Jição,a sensib i lidade . a Visão prática
- o senso comum,enfim. Com freql Jência,estes atributos - que de certa f orma
apresentados como opostos
à
raCionalidade. pertencentes ao simplór i O reinodo bOM senso .
o raciocínio cartesiano , flJnd ado em gran d e part e na l ógica
georllÉ-trl-ca, face o crescente desprezo q'le o fi lósofo vo tou pelas palavras. impr II'IIII 'J ao bom senso,entretanto,um traço de cientifrcidade .C omo d iz Gi lles-Gaston
Granger, OescOl.rte s pI'"OmOVE" l
•
I iber tação do bom senso, dotando-lh e de• proce d im/i'n to r l goro'5amen te regrado • ( 2 1 ).
SellS ql.!.atro preceito s - a dú vi da metód ica, o processo analítico,a
or-denação l óg i ca
e
o .... igol'" metodológico - 'e ssas l o ng as cadeia s d e razã.o·,como o pl'"ópr i o f i 1 セッヲッ@ os chamo'J no se'.!. O i SCIJrso do Método, const i t uem IJma
contriblJição reconhecida ao ra ciona l ismo,e no entanto,não se OP 'Jnha ao bom
senso, mas o consag .... ava .
A i magem da 'cadeia de raz5es forlll'Jlada q'u.trocentos anos ante5 de
t。セャッイ@
e
de Weber , dá bem a idéia de como a lógrcae
a al'"tic'Jlação entre aspartes. nio im porta com q'J€ cOMP l e x idade ou 5l ngeleza , nlJtriu
ra cional i 5l'1li0 ,1JIE'51'1110 qlJando ele não preten d e ir a l élJl das regras 'colhidas em
prática pelos mal5 sensatos ' , confOrnlE' dizia Descartes .
Os
cal'"tesianos també m não estão alJ5entes da ordemintlJ i ti va, n ... idéia q'J€ as narrat illa s E' q'JE'stionanu,'ntos anti -r acionalistas
Os e x ec'ltivos q'j@' acent'l am s'l a,;; t,abilidades ger en cials , o se'l 「 セ Qii@
s'J-cedido bom se-nso, o u 'S ua in t'Jiç ão, não tÊ'm 」ッョセeGァャャゥ、ッ@ provar
pa'ltanl por 'procedimentos r- igorosi:\RlentlE: regr"dos', como diz Granger sobre
o bom se-nso cartes i ano.Habi t 'Ja,lm ente , a e :<emplo d e Blanckard E' Ackoff , e s tes
e :<ecutivos of e-re cem, em se'JS livr os, sabedor iil s
e
receit 'Jários gel'"enc i alS .O e x amE: de s tils sabedol'"ias demonstl'" il 'J m illlPl ícito e :< ercíclo analí t ico
d os d ec i セoャGB・ウ L@ baseado em s 'Ja s e :< pel'" i inc i as, na COI1\P le x i dade do mundo
empl'"e-sarial ャGiiッ、・ャGBョッLョ。セ@ novas e x igênC i as soc';', is
e
ーッャ ■ エャ」。セL・@ em Ijm sem númeropart ida de x adrez , c omO ensina Peters
e
Wa ter man22 ).
A ci t ação do jogo de :< a d l'"e% cama ex emplo de 'JI'I\ proce ss o dec isóriO
c o mp l exo,ai nda que para di zê - lo
jama Is
tio comple x o como a d ec isão organi-%acional , i,de res t O,um ato f a I ko .P orqUE: trá i a idiia de qu e a pr e visib i l i
-d a -de , a ru.nip'Jlação contl'"o la-d a -:I a s peça s , os movimento s sIst€-mlc o s v , vl -d os
na total idade d o tabuleiro , são a s rel e r.ncias da I'"acionalidade
para alJtores crít i cos como Pe t er s e Waterman.
mesmo
2 . A c : r í t i c a r a c : ic:>n a 1 i s ta.
セ@ adrn i
r.
i s traç:ãCJ pLlb 1 i c:a b r a s1 e ra, .
e. até Mesmo. da s mais 。 「j。ャゥコ 。、。 セ@ contri b'J.i ções t€óricas sobr e a prá.tlca
d e cisór i a . i ndicam q'Je a. ra.c ion a l ldade e stá
ref e: renciadi!. na Escola clássica. eftl We ber
e
mais reftlotaftl e nt e em Descart €s .Esta af i rmação cabe de modo bem evide-nte às críticas copiosas
à
ad-ministração ーセ「ャゥ」。@ brasileira - de um modo geral.
à
admi n is traç ão ー セ 「ャ ゥ」。N@q'n.se- se-mpre di sting 'J.i da p ela s'J.a não - rac i onal l da.de ( ou fa lta de bom
se nso ) .
o co nce i to de ra.cional idade e x presso n es tas crít ic .. s obedece ao enfo·
q'J. e da. l ógica b lJ.rocrát ica ou da 'cad eia de- razõ es'.
A dem onstração des te carát er raciona l ista das crítica.s セ@ a.dmin l
stra-ção ーセ「ャ@ iça bras ile i ra talve z seja a mais pres cind lvel tarefa que se e xi ge
a qualqlJ.E'r d issertação sobre o assslJ.n to.
A o bservação a t I va de t o do s os ci d a d ãos 011 a le i tlJ.ra d os Jornais ェセ N@
seria slJficiente p ilra coftlp ro var o qllanto se rec lam a da f a lta de
raciona-lid a de € d e b o m セ・ョウッ@ nas dec isões d a admin i s traç ão poJblica no arasil .
Arn-3'
「セU@ as ゥョUャjヲゥ」ゥセョ」ゥ。ウ@ Invariavelmente associadil.s aq'Jilo qlJe vimos
o
conce i to 'clentíf l co' de racional idade e a acepção filo só fica de bom sen
-,o .
Ent r etanto, como a Pr'"odlJção teór i ca e e5pecialmente a 。」。、セュゥ」。@ cobr'"a
'Jma r'"acionalldade em nada d istinta do conceito 」ャ£ウ セゥ」 ッ L@ cabe aq'JI tr'"a::er
e xe mplos 」ッューイッ「。エイャッ セ@ formaiS.
o
pr ime iroe
mais natlJra l e :< emplo qlJE' nos cabe trazeré
o e x emplo damoderna história nas reformas administrativas do apar'"e l ho ーャセ「ャゥ」ッ@ fede
-ral . O seglJndo
e
taAlbéR, necessário e :< empl0,face ao objetivo q'Je nos tr'"aça-mos, são os relatos dos cons'Jltor'"E's pÚbl icos que intentaram reformas em
órg'ios governaftl enta l s ou ー。イ。・セエ。エ。ゥウN@
2 . 1 .
As LNNMセ Mエ] ciBM イョ N。ウ@ a drn n s t . . - a t v a s .A história da reforma admlnistrat iva no 8rasil
é
habitlJalme nte contadaiI. part i r de
193 0 -
Nascimento (23), l..Iahrl ic h (24), LambE'rt ( 2 5). Há .nat.!-ralmente, referências bem mais antigas, q • .LE' rem o ntam ao Impér i O
<
2 6 ) . Maspara efeito de consider'"ações filais ウゥウエ・ョ|。エャ[Zセ、。ウL@
1930
converte'.L-se em maradminlstra-t ivas deliberadas
conforme a
・クセイ・ウウ ̄ッ@de Wahrlich.
Esta hist6ria, daqye l a data a 1990 , tem caracterIzado a pol;tlca de
re-forma co mo clara.mente or i entada pelas bases conceit>Jais
os principias
-da chama-da administração científic a (
t。セャッイ L@ f。セッ ャ L@Gantt, Urwick ).
Si gn i f
ic a dizer
reforma administrat Iva
é
normatização, padrão
de
orga-nicidade, sistemas, c l assif icaç5es, enfim, med idas voltadas para a
raciona-lidade
e
a eficiincia, na acepção com qye se empregaram estes conceitos na
Administração .
A despeito de se valorizar o Decl'eto Le i
200/67como um corte, a
verda-de
é
que, salvo o
ーイ。ァュ。エゥウュセL@também ele esteve essencia lmente dirigido a
dar impessoal idade e ag i 1 idade ao serviço p'lbl ico . Ali tambÉm estão enfat
i-zados os pr i ncíp ios do planejamento, da coordenação , da descentral izaçã o, da
del e gação de competênc ia
e
do con trole .
Uma Pl'€ocupação politi ca com a refor ma ( divYlgaçio
e
tre i namento de • a
gentes da I'eforma • ) poderia ser c i tada como 11m s inal de di st inç ã o em
rela-ção às re fOrmas anteriore s . Mas €<:.te sinal de distinrela-ção não pel'de'l o se'J
ca-l':Í.tel'
エ。セャッイゥウエ。@- ad e stramento pal'a
e :< ec11ç'io.
Os quase 29 mil
. agente;;:
tre i nados eram geralmente funcion:Í.l'ios da base da pirâ.mide, no má : .. imo S'JPe r
-v isore s de primeira
1inha, segundo
セ。ィイャゥ」ィ@(
27l.
Apesar de informações oficiais falarem em n;vel de chefia, o •
treinamen-to programado não alcanço .! os verd",delros • chefe5 • • dE' modo a prod'Jzir 'll'l
efeito cascata. como era セ@ intenção do Escritório da Reforma Administrati va.
órgão do Minist é r i o do Planejamento e Coor denaç ão GEral,. encarregado de i
m-A i déia de disseminação,que estaria emb lJ,tida na e:<pressão • agente da
reforma'. ter ia sentido e セ・イゥ。@ un avanço pol ; tlco e metodológico caso 511'
trabalhassem os setor.es intermediários da b'!rocracia. Trabalhar COIIl '" base
da pirâmide corrE'sponde a 'Jma visão mec .... nicista de implantação. Ou a uma
perspectiva de transformação a partir da ação' rE'VOhlCionárla das bases,
o que , enl sã consciÊncia, nio poderia ser atribu i da õIlO governo militar qlJl!
p atroc inolJ, o Decreto-Lei.
Vale ainda observar qlJe" a continuidade entre as reformas
é
talJlanha q'Jfi'nio raro os pro j etos fazell1 refe r Ênc I a ilOS se'JS antece"1isores e os seus
fonnu-ladores são os mesmos.
No part icular do Decreto-Lei 200/67
é
CIJr 10SO que ele tenha or 1911'1'11 nosprojetos da Comis são Amar",} Pei xoto, criada em fevereiro de 1 963 .Esta
Comi5-são,por se.! t'Jrno, se inspil'O'j nos trabalhos da Condssão de E'5tudos e Pr
-ーセ「ャ@ ica (
1962 ),
cuJa ' Apresentaçio • conf ll'"m ando a cont inuldade tra-zia a informação de q.u' • a maioria das concl'Jsôes a que chegolJ (a COI1'11ssio)
que trabalhou,em QYセQL@ nos projetos 、。セ@ reformas ( •• • ) foi adotada neste tra
balho . Apenas hO'lve as necessál'" i as a d aptações dos novos tempos
( 28 ) .
o corte metodológ ico e pol ít ico que se pretende a tr ib'lil'"
à.
I'"eforma de1967
ta lvez seja um refle:<o da relativa e f i ciência com que se de'! a imp l antação do Decreto-Lei. Diferentenlente das tentat ivas anteriores - com re salva
para a reforma daspiana • dos anos
30 -
o Decreto-Lei200/67
alcanço .! 91'"ande parte de S'las meta'!..
fゥョ。ャセ・ョエ・L@ a reforma de
1990.
e :<ec utada pelo Governo Collor, não pode, senão por inlpl'"E' sslon isnl o, ser classificada como 'Jma reforma. Foi , antes, 'Jmprocesso de reduç ão da l1Iáquina b'Jrocr át ica , efet Ivada através da
e x t
Inção deórgio s (
360
órgãos e corte ( demi ssão ,ap osentoria e disponlbil idaded.
pessoa 1. ConslJ 1 t ando pe5qIJ i 5a de Cast anha,. sobl'"E' os pr I 111 e I 1'05 」・セ|@ d i as do Go ve r no Co l101'", vi-se que sua reforma administrativa tinha os olhos mais
1,101-tados para o def i c i t p6blico e a e x tração de di videndos polit ICOS (sobre a
má Imagem do sel'"viço poJ.bl i co ), do q'J.e para a me lhoria do pa dr ão desse '!ter
viço (
29 ) .
Ainda assim, '!te for de nossa ーイ ・ヲ・イセョ」ゥ。@ i nscl'"ever as medida,s administr!
tlvas,dos primeiros cem dias do Governo Collor,como 'l l1l3. reforma, não
mo'5 elevar o no sso es f orço ... p on t o d e conslderá-t ... di s t an t e da visão
forma-t ís forma-tica q'le predomino'J. nas anforma-teriores . T ... mbém aqlJ.1 esteve pr&:sente - '5 E' estE'
v e - a ゥ、 セ ゥ@ ... de qlJE' os qlH'.nti t ... ti vo s pl'"ecisa va m SE'r I'"edinien5ion a dos paI'" ...
tl'"ansf orm al'" o • el e fante' em animal ュ。ゥセ@ ági l.
POl'"tanto, a po l í ti ca da s I'"eform as admi nistl'" a ti v ... セ@ . del lbel'" ... das ' . dE'
1930 aos anoos 9 0,
é
a mes m ... po l ític", da racional i dade - f'Jnc i o na l com vistasà
e f iciênci a o PEr a cional .
Apesar d e c os tlJ.meir ... mente "'c 'J.sal'"- se a kistól'"ia das I'"efOl'"ma '5 como uma h
ls-t ÓI'"i a d e desconls-tinlJidade, is ls-to nio
é
evidente como tal . Antes . o contl'"ir i o.O
qlJ.e i"pl'"i"e apal'"ênc ia de descontln'J l dade a Esta klstól'"la
é
a p el'" d ... de fOl'" çae
I'"econq'Jista de fOl'"ça , a ca da época , d I!' algu mas medid ... s ( sis t ema do llIél'"i-to . ol'"çanle n-to-p l'" o gl'"am ... , p l an ejamen -to ) . A menos q'Je
a
aná l ise das pol í-tic ... s públ ic",s se limite a '5IH' re pr esent ... ç ão formal
e
ins trllm en tal , nãoé
pos sive l
ver
militas dife r en ç as Entl'"e aIS I'"efol'"lu.s d e 1934 e aos d e 19 67 . Não há.f a l ta de continuida d e entl'"e elas qu ... nto ao sen tid o
e
ao conteúdo . I s to é,nioィセ@ quebra na pol í tic a que i nfOl'"M OIJ Estas I'"efol'"mas .
Há
'Jma j'lstiçae
e l(ceção a '5 € f azel'" n o intel'"'ol'" da históI'"ia das I'"efol'"masadministl'"ativas. Ce l'"tamen t e nio SEI'"' a única jlJst i ça a '5E fa ze l'" , ma s a q1l e
tセ。エ。 M ウ・@ da • oー・セ。 ̄ ッ@ dウ・ュー・セイ。ュ・ョエッ@ • ação desencadeada P€lo então
nゥョゥ ウエセ ッ@ do Plane jamento
e
Coordenação Gera l , Hél lo bャ エセ ̄ ッ N@A • dー・セ。ゥッ@ • cont inha os el ementos セ・」iNQー・セ。、ッウ@ por b・ャエセ ̄ッ@ qu an d o dE'
Sl.1a passagem pelo ウ ゥ ョァャNャQ。セ@ miョゥGANエ セ セ ゥッ@ da d ・ウ「オセッ」イ。エゥZZA。 ̄ッ L 、ッ@ gッカ・セョッ@ Flg lJe i
rede . Vo lt a .... a - se ー 。 セ。@ pr o bl ema s 01.1 , como 5E' di z i a
à
época, • ァ。セY。ャッウ@ d a ad-ministr ação ー セ「 ャゥ」。@ '.
T i nha os o b Je ti .... os de • 1 . エイ。 ョウヲッセュ。 ̄ッ@ ァセ。、。エ@ i .... a d e uma E'5trub.1ra pe-sad a, dE' e x ec l.1ção, por uma ・ ウエイャNj エGNQセ。@ mais lE' .... e, d e ーセッァセ。ュ。Gゥ ッL@ ウャNQー・セカゥA^ ̄ッ@
e
fiscalização
e
2 . SiA\Plificação e aceleramento do proCeSSaA\ento e da sol .!-çlo dos assuntos de ゥョエ・セeGウウ・@ p.J. bl ico 01.1 da ーセーセ ゥ。@ 。、ュゥョゥウエ セ。  ̄ッ@ • ( 30
>.
Mas o mér i to da • Operação d ・ウeGューeGセセ。ュ・ョエッ@ não se encontra nas SlU,S
ーイeGウ」セゥ・ A^@ 0'1 obje tivos . Nes te SE'ntid o, não se dlstingu i'l ml.1 ito das 。ョエeGセャッ@
tes de simpli f icação
e
aceleralnento . Não são, ーッセエ。ョエッL@ o':> escopos da opeGセ。Mçl o aquilo qUE' de ma i s ゥ ョエ eG セeGウウ。ョエeG@
e
di s tinto e la 。ー イ ・Uセ ョエ。N@como d i gno d e de ,:>ta que
e
セ ・」Gャp ・セ。 ̄ ッ@é
a vi':>lo polltica que fundam en ta v a i:\ーセッーッウエ。 N@
Entend ia b・ャエセ  ̄ッ@ qlJe , em ー。セエゥ」iNQャ。イL@ a COl'IIls,:>ão aャャ。セ 。ャ@ Pe I x oto não eGセ M セ。イ。@ n a f ina l idade da セ ・ヲッイュ。 L@ ュ。セ@ no ・ョエeGョ、ゥセ・ョエッ@ d e que a セ・ヲッイセ。@ adm i n