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Variação dos componentes da produção de dois cultivares de soja, UFV-1 e IAC-7, em função da época de semeadura.

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Academic year: 2017

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VARIAÇÃO DOS COMPONENTES DA PRODUÇÃO DE DOIS CULTIVARES DE SOJA, UFV-1 e IAC-7,

EM FUNÇÃO DA ÉPOCA DE SEMEADURA*

S . S . S . Nogueira** H.P. H a a g * * * M . L . C . C a r e l l i * * J . l . F a h l * * J . A . Maeda**

RESUMO

Estudaram-se os e f e i t o s de épocas de se¬ meadura antecipadas, normais e retarda-d a s , na proretarda-dução e em seus componentes, em dois c u l t i v a r e s de s o j a , UFV-1 e

IAC-7.

O trabalho foi desenvolvido em condi-ções de campo, no município de Campi-nas, S P , em um Latossolo Roxo eutrófi¬ co, durante os anos a g r í c o l a s de 1979/ /80 e 1980/81. No primeiro ano, as se¬ meaduras foram efetuadas a cada 20 d i a s , * Entregue para publicação em 11/06/84.

* * Instituto Agronômico do Estado de São Paulo, Cam-p i n a s , SP.

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à p a r t i r de 5/10 e no segundo ano, men-s a i men-s à p a r t i r de 17/09, men-sendo conmen-sidera¬ das o i t o e sete épocas respectivamente à cada ano.

Foram determinadas as seguintes caracte¬ r í s t i c a s : produção de sementes, número de nós por p l a n t a , número de vagens por planta e peso de 100 sementes.

A época de semeadura influenciou a pro-dução e seus componentes, nos d o i s cul¬ t i v a r e s . Dos componentes a v a l i a d o s o número de nós e o número de vagens por planta foram mais afetados do que o pe-so da semente.

Cada c u l t i v a r apresentou o mesmo tipo de comportamento quanto ao número de nós e de vagens por planta, não ocorren¬ do o mesmo com o peso da semente, que no primeiro ano não foi afetado pela época de semeadura e no segundo, dimi-nuiu de v a l o r com o atraso na semeadura. As variações nos componentes da produ-ção são mais acentuadas nas épocas de maior produção.

O número de nós e de vagens por planta são c a r a c t e r í s t i c a s de maior determina-ção na produdetermina-ção de sementes.

INTRODUÇÃO

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te da interação de vários f a t o r e s , e segundo HARTWIG e EDWARDS (I97Õ) e o produto do número e tamanho das semen tes produzidas. 0 número de sementes é função do número de vagens e e s t e , do número de nós f r u t í f e r o s . Durante o desenvolvimento das sementes, a vagem é o maior s í t i o de consumo de matabólitos, sendo portanto o acúmulo de matéria seca na vagem um importante aspecto na produção de plantas de soja (EGLI e LEGGETT, 1 9 7 6 ) . De f a t o , o componente que mais afeta a produção de planta de soja é o número de vagens por planta (WEBER et a l i i , 1966; HARTWIG e EDWARDS ( 1 9 7 0 ; SHIBLES et a l i i , 1 9 7 5 ) . 0 tama nho da semente é determinado geneticamente, embora va-rie com as condições ambientais em que é produzida (HART WIG, 1 9 7 3 ) - Isoladamente o tamanho da semente não é cojr relacionado com a produção (WEBER et a l i i , 1966; SHIBLES et a l i i , 1 9 7 5 ; EGLI, 1 9 7 5 ) . HARTWIG e EDWARDS (1970) ob

servaram que linhagens de soja selecionadas para produ-ção de grandes sementes produziram o mesmo que seus pais de sementes menores, porque formaram menor número de s e -mentes e de vagens por planta.

A época de semeadura é um fator determinante na cultura da soja devido a sua s e n s i b i l i d a d e ao fotoperío-do. E s t e , regulando o florescimento, vai regular o cre£ cimento e conseqüentemente o número de nós f r u t í f e r o s , responsável pelo número de vagens, nas variedades de há-bito de crescimento determinado (CHIBLES et a l i i , 1 9 7 5 ) .

A variação na época de semeadura propicia diferen-tes condições ambientais durante o ciclf b i o l ó g i c o que podem afetar a aprodução f i n a l de pK, .tas de s o j a .

Há contradições quanto a relação existente entre o tamanho da semente produzida em época de p l a n t i o . Segun do vários autores o atraso na época de semeadura produ-ziu sementes com tamanho decrescente (WEISS et a l i i , 1950;

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0 objetivo do presente trabalho foi v e r i f i c a r quais os componentes da produção responsáveis pela varia ção na produção dc plantas de s e j a , em diferentes épocas de semeadura.

MATERIAL E MÉTODOS

O experimento foi conduzido durante os anos a g r í c o Ias 1979/80 e 1980/81 em duas glebas limítrofes l o c a l i z a das no Centro Experimental de Campinas-SP, pertencente ao I n s t i t u t o Agronômico do Estado de São Paulo.

0 s o l o ocupado correspondeu a um Latossolo Roxo eutrófico de textura a r g i l o s a e relevo plano.

Foram testados os c u l t i v a r e s de soga {Glycine max L. Merr), UFV-l e I A C- 7 , ambos de c i c l o tardio quanto ã maturi dade.

Os tratamentos foram c o n s t i t u í d o s de o i t o épocas de semeadura, idênticas para os dois c u l t i v a r e s .

As datas anteriores a 15 de novembro foram cons ide radas antecipadas e as posteriores a 01 de dezembro re~ tardadas em relação àquelas consideradas convencionais, ou s e j a , de 16 de outubro a 30 de novembro. As épocas de semeadura no primeiro ano de experimento ( 1 9 7 9 / 8 0 ) fo

ram: 0 5 / 1 0 ; 2 5 / 1 0 ; 0 6 / 1 2 ; 1 7 / 1 2 ; 1 7 / 0 1 ; 0 7 / 0 2 ê~ 2 9 / 0 2 . No segundo ano ( 1 9 8 0 / 8 1 ) antecipou-se a primeira época com relação a do ano a n t e r i o r , e ampliouse o i n

-tervalo entre as demais. As épocas de semeadura foram: 1 7 / 0 9 ; 1 7 / 1 0 ; 1 7 / H ; 1 7 / 1 2 ; 1 7 / 0 1 ; 1 7 / 0 2 e 1 7 / 0 3

(5)

A instalação do experimento foi idêntica nos dois

ano.

0

preparo do solo constou de uma aração e duas gra

dagens. A análise química do solo revelou nao ser neces

sâria adubação, segundo recomendações de MARCARENHAS

et

a l i i ( 1 9 6 8 ) .

0

delineamento experimental utilizado foi o

intei-ramente casualizado em parcelas subdivididas. Cada

par-cela representou uma época de semeadura, sendo composta

por uma faixa de

50

metros de comprimento por

5,0

netros

de largura, espaçadas em dois metros entre si, contendo

cada uma, dez subparcelas de

5

metros de comprimento,

correspondentes a cinco repetições para cada cultivar.

A subparcela era composta de cinco linhas de

plan-tio, espaçadas de

0,70

metros, com

25

a

30

plantas por

metro linear. Foi considerada como útil a linha central

e como bordaduras as linhas externas.

Na época da maturação das sementes, foram colhidas

todas as plantas da linha central e analisadas as seguin

tes características: numero de nós frutíferos e número

de vagens por planta; peso de

100

sementes e produção de

grãos por área.

0

numero médio de sementes por vagens foi dois

pa-ra ambos os culti vares em todo o experimento, pa-razão pela

qual utilizou-se apenas a característica número de

va-gens .

A análise de variância foi feita de acordo com o

modelo para parcelas aubdivididas, sendo estudadas

épo-cas nas parcelas e cultivates nas subparcelas. As

mé-dias de épocas dentro de variedades foram comparadas ao

nível de

5 *

pelo teste de Tukey.

(6)

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Os resultados obtidos nos dois anos a g r í c o l a s são apresentados nos quadros 1 e 2 e referem-se aos valores médios obtidos nas cinco repetições, para as diferentes v a r i á v e i s , nos dois c u l t i v a r e s .

No primeiro ano (Quadro 1) pode-se observar que p_a ra o c u l t i v a r IAC~7 a antecipação da época de semeadura não afetou a produção, em relação ãs épocas normais. Por outro lado, a produção diminuiu progressivamente com a época de semeadura. Este f a t o foi devido principalmente aos decréscimos v e r i f i c a d o s no número de nós de de va-gens por planta. Observou-se que nas duas primeiras épo cas a produção foi i g u a l , a s s i m como seus componentes, número de vagens e de nós por p l a n t a , e peso de 100 s e -mentes. Na t e r c e i r a época, a produção foi igual a das duas a n t e r i o r e s , havendo no entanto variação nos seus componentes; diminuiu o número de nós e peso de 100 s e -mentes e aumentou o número de vagens. Este f a t o , mostra que plantas de soja apresentam um mecanismo de compensa-ção do t i p o "feed back", no qual o aumento no número de vagens é acompanhado por redução no peso da semente, ou v i c e - v e r s a (PANDLEY e TORRIE, 1973; NAKAGAWA et a l i i

I 9 8 3 ) . 0 mesmo processo foi v e r i f i c a d o no segundo ano para a semeadura antecipada.

De um modo geral o c u l t i v a r UFV-1 apresentou um comportamento semelhante ao IAC-7 com referência ãs ca-r a c t e ca-r í s t i c a s estudadas.(Quadca-ro 1 ) .

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Ana 11sando-se os resultados em conjunto nota-se que as variações observadas na produção foram devi dal principalmente âs variações ocorridas no número de va-gens e de nós por planta. Esse fato já foi v e r i f i c a d o por outros autores (WEBER et a l l l , 1966; HARTWIG e

ED-WARDS, 1970; SHIBLES et a l l l , 1975; BENETT et a l l l ,

1977).

A variação na produção de um ano para o u t r o , den-tro de um mesmo c u l t i v a r foi devida principalmente ao nu mero de vagens, uma vez que, o peso da semente e o núme? ro de nós por planta foram menos a f e t a d o s . Portanto, o tamanho da semente parece não ser tão relacionado com a produção de plantas de s o j a , concordando com os r e s u l t a -dos obti-dos por EGLI et a l l l (1978).

A época da semeadura afetou o peso da semente o que ê discordante dos trabalhos de OSLER e CARTER (195*0 e de LEFFEL ( 1 9 6 1 ) , que concluíram que o tamanho da s e -mente independe da época de p l a n t i o .

As sementes do c u l t i v a r IAC-7 são menores do que as do U F V 1 , entretanto a produção foi praticamente I -g u a l .

I s t o somente confirma que a planta de soja tem um mecanismo de compensar o tamanho pelo número de sementes produzidas, concordando mais uma vez com os trabalhos de_ senvolvidos por PANDLEY e TORRIE (1973).

CONCLUSÕES

O número de nós e de vagens por p l a n t a é mui to mali afetado pela época de semeadura do que o peso da semente.

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vagens por p l a n t a , diminuindo o peso da semente.

0 mecanismo de compensação entre os componentes da produção é mais e f e t i v o nas épocas mais p r o d u t i v a s .

0 número de nós e de vagens por planta são caracte r í s t i c a s de maior determinação na produção do que o peso da semente.

0 comportamento dos c u i t i vares estudados quanto ao peso da semente é mais afetado pelo ano a g r í c o l a do que o número de nós e de vagens por p l a n t i o .

SUMMARY

VARIABILITY OF SEED YIELD COMPONENTS WITH PLANTING DATE OF TWO SOYBEAN VARIETIES, UFV-I AND IAC-7

A study was made on e a r l y , normal and delayed planting dates on the seed y i e l d and i t s components of two late v a r i e t i e s of soybean, UFV-I and IAC-7.

The f i e l d experiment was carried out at Campinas Experimental S t a t i o n in eutrophic Latossolo Roxo during the years 1979/80 and 1980/81. In the f i r s t year p l a n -ting were made every twenty days s t a r t i n g from October 5 and in the second year every t h i r t y days s t a r t i n g from September 17, the total being e i g h t and seven in the consecutive y e a r s .

The parameters studied were: seed y i e l d , nodes/ / p l a n t , podes/plant and seed weight.

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Each variety had the same behavior with regard to the number of nodes and pods/plant and the same cannot be s a i d to seed weight. In the f i r s t year the seed weight was not affected by the planting date and in the second, late p l a n t i n g s decreased the values of t h i s parameter.

The v a r i a b i l i t y of y i e l d components was more e f f e c t i v e for highest y i e l d s p l a n t i n g dates.

Number of nodes and pods/plant exercised a greater influence on the seed y i e l d than the seed weight.

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Referências

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