' " G111JUO VARGAS
Biblioteca Mario Henrique Simonsen
FUNDAÇÃO GETULIO VARGAS
,~---."Y-INSTITUTO DE ESTUDOS AVANÇADOS EM EDUCAÇÃO
, PAULA FRASSINETTI DA SILVA SOUSA
EXPECTATIVAS DE ATUAÇÃO PROFISSIONAL DE
FORMANDOS EM PEDAGOGIA
Rio de Janeiro, 1976
"---' --. - -- - .. --- - --... - 1
>
)
•
~
TIIESAE \.' 1
S72Scx~
'-_, _ ._ .. _ .. _. __ . ________ .... ___ .' .J
DE FORMANDOS
EM PEDAGOGIA
DE
FORMA~DOS EM PEDAGOGIA
Faculdade de Educação da Universidade do }Iaranhão
Paula
F~a~~~nett~da
S~lva Sou~aTese submetida como requisito parcial para a obtenção do grau de Mestre em Educação.
Rio de Janeiro Fundação Getúlio Vargas
Instituto de Estudos Avançados em Educação Departamento de- Psicologia da Educação
amigo, companheiro, colaborador •
I I I
. ~ . ~""".' . -",
A Patrícia
Junior e
Glaucio
muitas vezes preteridos na minha
companhia e, na minha paciência.
Oxala os frutos deste
traba-lho possam reverter, tambem, em
benefício de vocês, futuros
alu-nos de uma Universidade que se
questiona e se propoe ao aperfei
A meus pais, por todas as oportunidades que me pro-procionaram de estudar e de me tornar eu mesma.
Ã
Riva Bauzer, dentre tudo que como Mestra meensi-nou, orientou e ajudou, agradeço muito mais a amizade
s~ncera e o calor humano com que revestiu nossa conV1
-vência.
à Universidade do ~aranhio, especialmente
i
de de Educaçio eà
Superintendência de Ensino e sa, pela concessio de licença para a realizaçio so de Mestrado em Educação no IESAE - Fundaçio Vargas.taculda Pesqui-do Cur-Getúlio
à Direçio e aos Corpos Docente e Discente do
Insti-tuto de Estudos ~--ançados em Educaçio-IESAE, Fundaçio
Getúlio Vargas.
Aos professores e amigos:
Carlos Alberto Salgado Borges - UMa
Octavio Augusto Lins Martins - IESAE,FGV
Ethel Bauzer Xecieiros - IESAE - FGV Shirley R. Bessone Corrêa - IESAE, FGV pelas sugestões ao Projeto da Dissertação.
à Coordenaçio do Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensi no Superior - CAPES, pela bolsa concedida em 1973, para a consecução dos créditos exigidos pelo Curso qe Mestra do em Educação.
Aos Concluintes do Curso de Pedagogia da Faculdade
de Educação da Universidade do Maranhio-UMa, 1973,
gru-po estudado no presente trabalho.
nos atenderam quando do levantamento dos dados.
à datilógrafa Antonia L. dos Santos.
Às demais pessoas que, direta ou indiretamente
ainda que em pequena parcela - colaboraram ao longo
da elaboração deste trabalho,
meu muito obrigadá
Paula
F~a~~inettida Silva
Sou~aS t; ~1 A R
-
I O
Pago
PREFÃCIO
1. INTRODUÇAO... 1
1.1. J u s t i f i c a t i v a . . . 1
1.2. O P r o b l e m a . . . 3
1.3. Objetivos do Estudo . . . '. 5
1.4, Fundamentaçio Te~rica... . . . 7
2. ESTRUTURA DE DECISÕES DA PESqUISA... 37
2.1. A FACED, UMa e a Popu1açio estudada... 37
2.2. Instrumentc...L... 49
2.3. Ap1icaçio dos instrumentos... 50
2.4. Organizaçio e analise dos dados... 51
3. I~TERPRETAÇÃO E APRESE~IAÇÃO DOS RESULTADOS... 52
3.1. O Graduado em Educaçio em sio Luís do Maranhio (FACED-U~a, 1973)... . . . 54
3.1.1. Identificaçio Geral dos Graduados.... 54
3;1.2. Atividades ocupacionais... 59
3.1.3. Formaçio acadêmica... 60
3.1.4. Estudo comparativo entre formaçio acadêmica e requisitos de ocupa-ções na área da Educaçio... 67
3.1.5. Expectativas do graduado em função do curso terminado... 70
3.1.6. Expectativas do graduado quanto a
possibilidades oferecidas pelo
Mer-cado de Trabalho (São Luís, Ma)... 73
3.2. Informações sobre o Mercado de Trabalho para profissionais em Educação, são Luís do Maranhão 1 9 7 4 . . . 79
3.2.1. Formas de admissão em cargos profissionais... 79
3.2.2. Vagas prováveis e possibilidades de expansão . . . a • 83 - 88 :ONCLUSOES E SUGESTOES • . • • . . • . • . . . . • • . . . • . . . • • . . . 4..1. C o n c l u s õ e s . . . 88
~.2. Sugestões . . . 100
:::::.::::.IOGRAFIA... 108
;..-:~~DICE I - Tabelas . . . . 119
.: -: ~ ~i D I C E I I - In s t rum e n tos u til i z a dos p a r a a coleta de dados . . . 160
.:-:~~DICE 111 - Levantamento das Instituições que costumam absorver Licenciados em
Pedagogia, são Luís do Maranhão ••••.• 176
.:-:~~DICE IV - Currículo completo do Curso de
Pedagogia da Faculdade de Educação
da Universidade do Maranhão .••••••.•• 179
IDENTIFICAÇÃO GERAL DOS GRADUADOS
T
í
T U L O- Concluintes do Curso de Pedagogia distribuídos
de acordo com os critérios de Sexo e Faixa Etá
r~a.
- Concluintes do Curso de Pedagogia distribuídos
de acordo com os critérios de Habilitações Es-colhidas no Curso e Faixa Etária.
- Concluintes do Curso de Pedagogia distribuídos de acordo com os critérios de Habilitações Es-colhidas no Curso e Estado Civil.
- Concluintes do Curso de Pedagogia distribuídos
de acordo com os critérios de Habilitações Es-colhidas no Curso e Local de nascimento.
- Concluintes do Curso de Pedagogia distribuídos
de acordo com os critérios de Habilitações Es-colhidas no Curso e Nível de escolirizaçio dos genitores.
- Concluintes do Curso de Pedagogia distribuídos
de acordo com os critérios de Habilitações Es-colhidas no Curso e Profissio do Pai.
VIII
TABELA
1
2
4
õ
- :oncluintes do Curso de Pedagogia distribuídos
:~ acordo com os criterios de Habilitações Es-:olhidas no Curso e Cargos Ocupacionais atuais.
- :oncluintes do Curso de Pedagogia distribtiIdos
:~ acordo com os criterios de Cargos
Ocupacio-~~is atuais e Renda Mensal.
FORMAÇÃO ACAD~MICA DOS GRADUADOS
- :Jncluintes do Curso de Pedagogia distribuídos
~c acordo com os critérios de Interrupção nos :3tudos e Causas apontadas.
:oncluintes do Curso de Pedagogia distribuídos
~~ acordo com os critérios de Incidência de Re
~rovação e Grau Escolar correspondente.
- :onc1uintes do Curso de Pedagogia distribuídos
~e acordo com os critérios de Habilitações
Es-~olhidas no Curso e Falhas mais graves identi-:icadas.
- :oncluintes do Curso de Pedagogia distribuídos
~e acordo com os critérios de Habilitações
Es-~olhidas no Curso e Disciplinas que gostariam
~e ver acrescentadas ao currículo.
- :oncluintes do Curso de Pedagogia distribuídos
~e acordo com os criterios de Habilitações Es-colhidas no Curso e Disciplinas que gostariam
~e ver retiradas do currículo.
Conc1uintes do Curso de Pedagogia distribuídos
~e acordo com os critérios de Habilitações Es-colhidas no Curso e Disciplinas que desperta-ram maior interesse durante o mesmo.
IX
TAB~LA
8
9
10
11
12
13
14
- Concluintes do· Curso ce ?e~a60gia distribuídos
de acordo com os critérios
ce
HabilitaçõesEs-colhidas no Curso e Disci?linas que desperta-ram menor interesse durante o Curso.
- Concluintes do Curso de Pedagogia distribuídos
de acordo com os criterios de Habilitação Es-colhidas no Curso e Desejo de fazer Pós-Gradua
-çao.
ESTUDO COXPARATIVO E~TRE FORMAÇÃO
ACADÊXICA E REQrISITOS DE
OCUPAÇÕES ~A ÁREA DA EDUCAÇÃO
- Concluintes do Curso de Pedagogia distribuídos de acordo com os criterios de Habilitações Es-colhidas no Curso e Atividades Profissionais para as quais julgam ter qualificações.
- Concluintes do Curso de Pedagogia distribuídos
de acordo com o: _riterios de Habilitações Es-colhidas no Curso e Aptidões que julgam encon-trar melhores condições de desenvolvimento no Curso.
- Concluintes do Curso de Pedagogia distribuídos
de acordo com os criterios de Habilitações Es-colhidas no Curso e Aptidões que julgam melhor desenvolvidas no Curso e Cargos que esperam
(devem) exercer depois de formados.
EXPECTATIVAS DO GRADUADO EM
FUNÇÃO DO CrRSO IER~INADO
- Concluintes do Curso de Pedagogia distribuídos
de acordo com os criterios de Habilitações Es-colhidas no Curso e Razões da escolha dessas Habilitações.
- Concluintes do Curso de Pedagogia distribuídos
de acordo com os criterios de Habilitações Es-colhidas no Curso e .Razões da vinda para a FACED-UMa.
x
17
18
20
21
22
23
- ::~:luintes do Curso de Pedagogia distribuídos
:~ acordo com os critérios de Razões da
esco-~:~ das Habilitações e Razões da vinda para a
?~:~D-UMa.
- =:~:luintes do Curso de Pedagogia distribuídos
:~ acordo com os critérios de Habilitações Es-:::iidas no Curso e Expectativas de futuro
es-:i7~1.
- ::~:luintes do Curso de Pedagogia distribuídos
=~ acordo com os critérios de Razões da
esco-::~ das Habilitações e Expectativas de futuro
~~:âvel.
EXPECTATIVAS DO GRADUADO QUANTO A
POSSIBILIDADES OFERECIDAS PELO
MERCADO DE TRABALHO(SÃO LuIs -MA)
- ::~cluintes do Curso de Pedagogia distribu~~~s
:~ acordo com os critérios de Razões da vinda
~~~a a FACED-UMa e Profissões com maior visibi
:::ade de prestígio quanto às possibilidades
:~ realização profissional ..
- ::~~luintes do Curso de Pedagogia distribuídos
__ acordo com os critérios de Razões da vinda
;~~a a FACED-UMa e Profissões que p03suem
=~~or prestígio do ponto de vista social.
::~cluintes do Curso de Pedagogia distribuídos
:~ acordo com os critérios de Razões da vinda
~~~a a FACED-UMa e Profissões melhor
renumera-:~=cluintes do Curso de Pedagogia distribuídos
:~ acordo com os critérios de Habilitações Es-:::hidas no Curso e Salários que esperam
(de-.~~) receb~r depois de formados.
XI
25
26
28
29
30
31
i~ acordo com os critérios de Renda Mensal
a-:~al e Sal irias que esperam (devem) receber de
?o~s de formados.
- :oncluintes do Curso de Pedagogia distribuídos
ie acordo com os critérios de Salirios que es-?eram (devem) receber depois de formados e Ex-?ectativas de futuro estável.
- :oncluintes do Curso de Pedagogia distribuídos
~e acordo com os critérios de Habilitações Es-:olhidas no Curso e Instituições onde esperam
:devem) trabalhar depois de formados.
- :oncluintes do Curso de Pedagogia distribuídos
~e acordo com os critérios de Cargos que
espe-~am (devem) exercer e Instituições em são Luís, onde esperam (devem) trabalhar depois de forma .ios.
FORMAS DE ADMISSÃO
EMCARGOS PROFISSIONAIS
- Concluintes do Curso de Pedagogia distribuídos
de acordo com os critérios de Cargos que espe-ram (devem) exercer e Formas de admissão para :argos na área da Educação.
Concluintes do Curso de Pedagogia distribuídos de acordo com os critérios de Habilitações Es-colhidas no Curso e "Conhecimento" dos crité-rios de admissão e promoção na carreira.
Concluintes do Curso de Pedagogia distribuídos de acordo com os critérios de Cargos que espe-ram (devem) exercer e IIConhecimento" dos crité rios de admissão e promoção na carreira.
XlI
33
34
35
36
37
38
VAGAS PROVÂVEIS E POSSIBILIDADES DE
EXPANSÃO DO MERCADO DE TRABALHO
PARA FORMADOS E~ PEDAGOGIA(SÃO LuíS-MA)
- Concluintes do Curso de Pedagogia distribuídos
de acordo com os critérios de Habilitações Es-colhidas no Curso e Vagas prováveis para car-gos na área de Educação (São Luís, Ma).
XI!I
"O estatuto da ciência da educação
ê,
no'fundo, ciência aplicada; e sua es pecificidade deriva do modo especial dessa aplicação."Nesse plano, a ciência da educação constitui um saber/fazer radical em que se baseia a existência e o con -junto de iniciativas que a instauram ou a entretêm. A pesquisa significa a busca de um novo ~og~o instaura-dor; só na solidão artesanal que ela propicia isso
ê
possrvel. Solidão da conversão. Quem recebe uma verdade, precisa ficar só com ela e revestr --la de seu.prórrio ser; ao voltar ~~ ra a comun1caçao com o nosso parce1-ro, ela vem embebida do que elaborou nossa intimidade solitária. E, por isso, a verdade, que se enriquece,pe la contribuição de todos, tem de alI mentar-se na solidão de cada um. Na sua_apropriação. O vrnrulo pedagógi co e apenas isso - uma ~o~v~atioentre dois t090~; de um a outro, o tempo da germinação. Um propõe, o outro acolhe, e ao devolver o que foi proposto, a resposta será a recu sa, pela produção de outro verbo, ou a adesão, na qual o verbo de quem re cebeu se integra enriquecendoo -no verbo de quem deu. A ~OHV~atiO
ê
uma ~onv~io."là Faculdade de Educação está reservada, por
=~~elência, a função-educação na Universidade e,
conse-~L=ntemente, em grande parte, na própria sociedade. Infe
~~~~ente, porém, nossa Universidade transformou o saber
:=Jre educação numa especialidade autônoma, onde medram
- "3.IGUEIRO, Mendes, D. "A Universidade e sua Utopia" in Rev~ta Btta
~ile.-Vtt1
de.
E~.tu.do~ Pedagôgi~o~, v. n<? 112, 1968, p.229 •~ursos de Pedagogia (pobres, desprestigiados) esse saber ieveria encarnar-se na estrutura cerneira da Universidade,
~ncetando, dirigindo e modificando corretivamente os seus
:::assos. Cabe primacia1mente ao saber pedagógico implantar
~ sustentar a organização da própria Universidade e de seus
~ursos, fundamentando o planejamento das atividades pedagi
~icas empreendidas por todas as suas unidades e, sobretudo,
::rientando e verificando "o modo pelo qual outros saberes
~orrespondentes às várias especializações científicas se
:onvertem de ~ab~~-~m-~i em ~ab~~-pa~a-out~o~, de .6ab~~
::bj~tivado em ,~ab~~
c.omunic.ado.
Essa reconstruçao deco-~~ecimentos para efeito de comunicação didática constitui
~ essência da Pedagogia como ciência e processo operacio -::la1. Do ponto de vista do saber, a Pedagogia é essencial-nente constituída das relações entre o educando, o
educa-ior e o conhecimento. Ao conjunto dessas relações, com o
~ue elas envolvem de ciência e de operacionalidade, e que
~~amamos ~unç~o
da
~duc.aç~o."2Nesse sentido cabe às Faculdades de Educação o inportante papel norteador de verdadeira
E.6c.ola
d~ M~todo~.~inda segundo Trigueiro (1974) essa "redução" operada na êxperiência educativa configura a própria essência da Peda ;ogia - ambiguidade essencial da educação, como ciência e
~raxis ao mesmo tempo.
A notória maturidade moral, intelectual e téc-:J.ica indispensável ao desempenho das tarefas educativas e,
~onsequentemente, o nível das exigências impostas
ã
forma-ção do educador profissional não decorrem apenas do contex to multidisciplinar a queê
submetido o estudante (nãora-Z TRIGUEIRO, Hendes D. "Fenomenologia do Pr.ocesso Educativo" in R~
vi.6.ta.
B.'tMilwa
d~E.6Wd0.6
Pedagógic.o~, v. 60, n9 134, abr. / j un. 1974, HEC, p.148.tados como promissoras fór::1ulas de foroação e
aperfeiçoa-nento profissional). Vale ressaltar aqui que, nesno
quan-do a aprendizagem de infor2ações se pauta por critérios de
validade, precisão e atualização, o conhecimento que deixa
de ser operativo, escapando ao exigente crivo integrador
da compreensão e controle da realidade, converte-se
fre-quentemente em puro exercício de erudição acadêmica,não ra
ro de racionalidade vazia.
Impõe-se, embora difícil de ser conseguida,
u-ma conciliação peru-manente entre a teo~~a e a p~ât~ca da E-ducação, de tal forma que a primeira se preocupe copstant~
mente com a "redução" da segunda, extraindo desta todo o
substrato enriquecedor que possa oferecer àquela.
Nunca será demais repetir: a busca do
equilí-brio da formação do especialista em educação precisa inte~ cionalmente evitar a armadilha do "império" da maté~~a c~
~ntZ6~ca, tampouco se deixando subjugar dominadoramente p~
lo compo~tamento de alunos e professores envolvidos pelo processo da aprendizagem, procurando fugir ainda ao engodo
de promissoras metodologias de ensino ou de sofisticada
tecnologia educacional. ~enhuQa dessas entidades vale por
si. Ressalta-se no desempenho amplo da Faculdade de Educa
çao a complementariedade valorativa de uma atuação,que, ao
debruçar-se sobre si mesma, avaliando paralelamente o
tra-balho que realiza como Escola renova-se constantemente. Ha
bilita-se, assim, a oferecer, simultaneamente,
ã
Universi-dade em que se insere e a outros conjuntos escolares, a re
novaçao que alcançou, nao pela virtude inexistente de fato
res alheios
ã
sua dinâmica interior e à relaçãoescola-so-ciedade, mas pelo próprio sentido de uma concepçao e uma
atuaçao, analisadas e revistas em função de resultados
':.: :n um" que i m p r e g n a o p e n s a m e n t o s o b r e a
:"~:ra,
pedagogia
brasi-• ~I.i.bsiste igualmente a crença num certo tipo apriorístico em relação i ~ormatividade. Admite-se, sem exame, que a estrutura do pensamento
~~~esponde
ã
da verdade. Funcionando pelo próprio impulso, eleche-~ ã verdade simplesmente por via dedutiva ..•• E o mais grave,
con--~, insistir,
é
a pretensão de exigir-se, em normatividadecientífi-~~~ uma lógica inconsciente e arbitrária .
. ~ síntese, poderíamos dizer que a didática no Brasil, com honrosas
==2eções, nos dá a impressão de um receituário elaborado pelo senso
~Lrum, sob a disciplina de um raciocínio espontâneo, não raro apoiado
-~;~ente na racionalidade científica, extraída de certas ciências da
~:..:caçao ••• "
T:
processo educacional no Brasil consiste em dar o saber já organiza Trata-se apenas de formar profissionais da educp~ professores,~~inistradores, planejadores, orientadores educacionais, superviso -___ sobre padrões previamente estabelecidos. Não se questiona
aqu1-:..: que fazem esses profissionais,
c.omo
epa/ta que.
fazem".Pensamos na utilidade de iniciar o estudo de
=:ssa Faculdade de Educação (FACED,UMa" dando um passo pre
:":minar e despretencioso.
Inspirados, em grande parte, no conceito de
'?ersonalidade" como subsistema, que se desenvolve na
li-~a de integração social, buscamos identificar possíveis
=~rmas de auto-realização em nossos alunos, capazes de pr~
~~tá-los na sociedade, em instância de inovação criadora,
=~mo profissionais da educação.
sibilidades previstas de auto-realização como educadores, coo a intenção de aí buscar indicadores que nos ajudassem a avaliar e rever corretiva=ente as oportunidades de form~
ção e desenvolvimento oferecidos pela FACED, incluindo até a apreciação dos critérios de admissão dos estudantes, seu encaminhamento para as habilitações e as próprias habilita çoes oferecidas.
Na realidade o pap~i ~o~~ai (conjunto organiz~
do de expectativas avaliadoras) corresponde ao aspecto
di-nâmico da posição dentro do grupo. A posição social se
"recebe", O pape.i ~~ apfLe.Hd~, O de.~e.mpe.n.ho ~e. OL~a. Quando um graduado em Pedagogia subcetendo-se aos deveres do
pa-pel de profissional da educação conseguir, graças a sua
competência técnica e social, fazer valer seus direitos p~
la posição que ocupa, lograra, desempenhando suas
fun-ções de educador, realizar-se pessoal e profissionalmente. Oxala pvssamos contribuir com os dados reuni -dos mas, e sobretudo, coo o estímulo para que outros estu-dos desta natureza se desenvolvam, para a criação de um cen tro de encaminhamento e colocação dos graduados, permitin-do deveras a atualização
ce
?otencialidades que sustentam expectativas, estimulando sioultaneamente a iniciativa res ponsavel das principais instituições que compõem o mercado de trabalho para o profissional da educação, em são Luís do Maranhão. Na realidade visamos especialmentei
aprecia ção da atuação educativa da própria FACED, dentro da Uni-versidade, e junto
i
coounidade que serve. Essa atuaçaoprecisa ser de liderança consciente e nao apenas de apoio, buscando o aperfeiçoamento progressivo do sistema educacio nal, baseando-se sistematicaoente na avaliação
auto-corre-tiva do rendimento escolar, contribuindo, então, de fato, e de direito, inovadoramente para a continuada vitalização desse mesmo sub-sistema.
çao, como forma intencional, e5timulada e disciplinada por um projeto de ação, conseguire~os alcançar nossos objeti-vos de ensino, pesquisa e prestação de serviços.
Nesse esforço consciente de SABER para SABER FAZER a liderança da FACED precisa contar com a convergen-cia dos esforços de todos: ad~inistradores, professores, ~
lunos, planejadores~ supervisores, orientadores, valoriza~
do-se sempre os processos grupais como recurso de decisão, com efeitos de crescimento e aperfeiçoamento para oprôprio grupo envolvido.
Nosso trabalho pretende apenas alertar-nos a
todos - companheiros do mesmo mutirão - para a importância da anilise de fatos, da discussão de sugestoes e da reapr~
ciação de teses conhecidas por todos quantos militam, com esperançoso idealismo, no campo da Educação.
U~a - Universidade do ~aranhio
FACED, UMa - Faculdade de Educaçio da Universidade do Maranhio
QE-73
F~n-7 4
AE IE OE SE
Questionário S08re expectativas de Atuaçio
Profissional, aplicado aosconcluintes do
Curso de Pedagogia da Faculdade de Educa-çio da Universidade do Maranhio.
- Formulário para levantamento de dados sobre oportunidades de trabalho oferecidas pela Rede Escolar de 19 e 29 Graus de sio Luís, Maranhio.
HABILITAÇÕES DO CURSO DE PEDAGOGIA DA F ACED, U~fa
- Magistério de Ensino Normal
- Administração Escolar
- Inspeção Escolar
- Orientação Educacional
- Supervisio Escolar
DISCIPLI~AS DO CURSO DE PEDAGOGIA
DA FACED, U~a (citadas no texto).
Adm. - Administraçio
Aud. Vis. - Técnicas de Recursos Audio-Visuais
Bio. - Biologia
Com. - Comunicação
Did. - Didática
Dir. - Direito
EdA Comp. - Educação Co~parada
Econ. Ed ti. - Economia da Educação
Est. - Estatística
Estág. - Estágio
Est. Bra. - Estudos Brasileiros
Fil. Ed. - Filosofia da Educação
Est. Fun. Ens. - Estrutura e Funcionamento do Ensino
Hist. Ed .. História da Educação
Insp. - Inspeção
Intr. Econ. - Introdução
ã
EconomiaInsp. Esc. - Inspeção Escolar
Intr. Ed .. - Introdução
ã
EducaçãoIntr. Plano - Introdução ao Planejamento
lnstr. Prog. - Instrução Programada
Leg. Ens. - Legislação de Ensino
Ling. Estr. - Língua Estrangeira
~la t. - Hatemática
Met. Ens. - Metodologia do Ensino
Het. Pesq. - M~todos de Pesquisas Pedagógicas
Planejo - Planejar:.ento
Port. - Português
Prát. Ens. - Prática de Ensino
Psi. - Psicologia
Soe. Socio~ogia
o
propósito deste trabalho, uma pesquisa ex-ploratória-descritiva sobre "Expectativa~de
Atuaçao
P~o-5i~~ional
de
Fn~ma"do~em
Pedagogia",
teve especialmenteem vista a apreciação, pelos alunos, do Curso de Pedago-gia realizado na Faculdade de Educação da Universidade do Maranhão (FACED, UMa), e= termos de adequação da formação oferecida pelas várias oodalidades de habilitações e as o portunidades de trabalho.
Objetivando o desenvolvimento da presente pe~
quisa procuramos operacionalizar um conceito de concordân cia/discrepância entre expectativas de atuação profissio-nal e possíveis oportunidades de trabalho oferecidas pelo mercado de são
Luis,
Ma. Os dados colhidos foram entao estudados como um dos possíveis indicadores do ajustamen-to profissional do nosso estudante.O con~t~ucto da Motivação (principalmente no
que diz respeito
ã
aute-realização pessoal), o conceitode Expectativas dirigidas para a atuação profissional>ju~
tamente com o exame dos ·objetivos da Faculdade de Educa -ção, encarada como principal responsável pela 6u"ç~o-edu
cação
dentro da Universidade, constituiram as linhasmes-tras - dentro de uma apreciação psicosociolôgica do pro-blema - orientadoras de todo um processo de reflexão pro-gressiva.
O grupo estudado composto pelos 86 concluin-tes do Curso de Pedagogia da FACED, UMa (1973) foi
trata-do como amostra razoavel~ente representativa do Universo
(corpo discente do Ciclo Profissional da Faculdade de Edu
dados foi feita por intermédio de um questionãrio(QE-73),
especialmente preparado, aplicado aos concluintes, dos
~ua~s apenas 57 foram devolvidos respondidos, assegurando
ainda assim confiabilidade à nossa amostra, em termos de
tamanho (f
=
20%).Um formulário (FMT-74) aplicado à rede
educa-cional do município de sio Luís, Ma,permitiu recolher
di-=etamente junto às fontes, dados relativos a
oportunida-~es oferecidas pelo mercado de trabalho local, aos
Licen-ciados em Pedagogia.
Baseada na organizaç~o e interpretaç~o .dos da
~os recolhidos procuramos responder às perguntas:
"Ate que ponto justificam-se as expectativas
explicitadas pelos formandos, tendo em vista as reais po~
sibilidades de atuaçio profissional no Município de S~o
Luís, Ma? e
"Ate que ponto as expectativas dos formandos
podem funcionar como um dos indicadores do nível de
atua-ção profissional futura dos mesmos?"
A percepç~o da insuficiência do incentivo fi-rranceiro como o mais importante fator de realização
pro-fissional para educadores, pôs em relevo fortes necessida
des sociogênicas de auto-~ealização e de ~abe~ comp~een
-de~.
Mal informados quanto às reais condições do
~ercado de trabalho em são Luís, Ma, os Licenciados acen-tuaram, em suas expectativas, a importância da realização
pessoal auto-expressiva, como profissionais da educação.
Ao se auto-avaliarem quanto às qualificações
alcançadas para o exercício do Magisterio de Ensino
Nor-mal (habilitação preferida pela maioria), as expectativas
capacidade de exercer as atividades exigidas pelas funções para as quais se formaram, em que pesem indefinições qua~
to ao número e localização das vagas existentes no
merca-do de trabalho, das atribuições correspondentes aos
car-gos, quanto
ã
instabilidade da renumeração e das de admissão e de progresso na carreira.XXIV
The purpose of the present paper, a
descrip-tive - exploratory research about
"Raie. PJto6e..6.6ionai
Ex-pe.c.tatiolU
on
a GJtoup 06 GJ:.a.dua.te. Stude.nt.6
..tnEduc.a.tion" ,
was specially ai~ed towarc the appraising of courses
of-fered by the School of Ecucation (Faculdade de Educação
da Universidade do Maranhão - FACED, UMa), where
differ-ent specializations could be chosen (undergraduate level),
compared with work opportunities.
Our main concern in developing the present
study included the operationalization of an agreement/de~
crepance concept, involving professional role
and possible work opportunities offered by
expectations
the labor
market in são Lu!s, Ma. The collected data were then
studied as one of the possible indicators of future
pro-fessional adjustment of our students.
The Motivation
c.cn.6tJtuc.t
(mainly concerningself-realization), the Expectation concept directed
to-ward professional perfornance, together with the inquiry
about the objectives of the School of Education, mainly
responsible for the University
e.duc.a.tiona.i-6unc.tion,
tur~ed out to be our guinding lines of studies - according to
a social psychological approach of the problem leading
a global process of reflexion thinking.
The studied group included 86 graduate
stu-dents of the School of Education (FACED, UMa), considered
a reasonable representative sample of the Universe
(stu-dent body of the Professional Cycle of the Schoo1 of
Edu-cation of the University of !-laranhão - 1973). The data were
col1ected through a ready-nade questionnaire (QE-73),
~~estionnaire~ were returned nevertheleses assuring :-:.:= ,ample the condition of a reliable size (f
=
207.).A special formulary (FMT-74) was used to
col-_=:: direct informations about work opportunities offered
==
i?ecialistes in Education, just graduated, byinstitu-=~:~3 belonging to the educational system of the sio LuIs
_::.~:y, Maranhio.
After organizing and interpreting the
collec-:=: iata, we tried to answer two main leading
: : : .~ r s tu d y :
questions
"To what extent may the explicited
expecta-:~:=s, of our graduating studies, be fulfilled by actual ::;=:bilities of professional work in the field of
educa-:::=, offered by the labor market in sio Luís County,
Ma-7;=.:::âo?" and
"To what extent the expectations of
gradúa-_ students may function as one of the in~~~ators of fu
____ professional role behavior leveI of Specialists in
~::.:ation?"
The perceived insufficient value of the. financiai
~=:.==tives as the most important factor as far as
profes-!~:=al realization of educators is concerned, gave xaise
=:
:::-ecognition of strong ~oclogenlc need~06
~el6-~eallza~: '1. and of
Knowlng and
u.nde~~;tallding. Poorly informed~:~t the actual conditions of the labor market, the grad
~;:~ students clearly weighed, in their expectations, the
~-;:rtance of personal self-expression in the work of edu
~~::onal professionals.
Trying to evaluate thenselves as far as quali
=::~tions attained through scholarship, in order to work
~~ lormal School Teachers (the favourite specialization
:he studied group) the expectations of the graduate
:~2y felt they should be able to perform the activities
~~tually required by the professional functions for which
~~ey have been trained, although they a1so recognized a
=ather disappointing indefinition characterizing the
10-~aL labor market, concerning number and location of vacant
:~3itions, specific position attributions, beside a great
~~stability of salaries, forms of admission and career :=ogress.
1.1. JUSTIFICATIVA
A
maioria das pesquisas ligadasã
renovaçao e-iucacional tem acentuado a relevância da coerência entre aJercepção das funções ocupacionais do profissional da
edu-~ação e as expectativas individuais do formando em ie sua atuação profissional.
termos
Muitos dos problemas, observados na irea de de
iajustamento ocupacional, decorrem da dissonância de per
-~epções, dando origem a expectativas pouco realistas de
a-~
:uaçao profissional futura.
Inegavelmente existem ligações entre o mercado
ie trabalho, o sistema social e o sistema educacional. S~
=ios problemas sociais, políticos e econômicos surgem qua~ lo o mercado de trabalho não sé preocupa com absorver, de
=orma adequada, os profissionais preparados para o
exercí-~io das funções da Educação.
são bastante conhecidos alguns problemas nas
=elações entre emprego e educação:
- falta de recursos humanos capacitados para pr~
encher vagas existentes no mercado de trabalho;
- excesso de pessoal habilitado para certo tipo
de mão-de-obra qualificada, que nao
vagas disponíveis;
encontra
- inadequação dos mecanismos de utilização de
mão-de-obra, gerando desemprego ou sub-emprego
apesar da existência de vagas;
- "desvio ocupacional", imposto a elementos,
es-pecificamente qualificados para o desempenho
de determinada ocupação, obrigando-os ao
exer-cício de outras funções.
=~ e das qualificações específicas que conpoem a oferta de =i:-de-obra e, pqr outro lado o desconhecimento, pelos
es-=~~antes, do tipo e quantidade de possibilidades que
°
mer~~~o de trabalho oferece, conduzem frequentemente a
deci-l~~S menos racionais, causadoras de desequilíbrios e
desa-~~stes, às vezes irreparáveis.
Muitas vezes quando se abrem, no mercado de tra
:~:no, oportunidades para o exercício de uma nova
profis-1~~, já existe um estoque considerável acumulado e reprimi
=:
ao longo do tempo. Em outras situações, algumas profi~l~~S se tornam obsoletas e essa obsolescência nem sempre e
~~J~panhada pela extinção ou transformação dos cursos
cor-=:3pondentes. A área da Educação não foge tampouco.a esse
=~~o de considerações.
Podem ocorrer, também, deformações, no mercado
__ trabalho, geradas pela influência do "prestigio social".
~ falta de incentivo (do tipo salarial, ou não), para
cer-=J3 grupos funcionais coexiste, às vezes, com a carencia
~c seu prestigio socIal, independentemente das
necessida-==3 da comunidade.
Outro fator de relevante importância na
prepa-=açao inadequada dos profissionais da educação para o me
r-:aio de trabalho reside numa orientação, muitas vezes erro
~ea, aleatória, da própria escola, ou ate na falta desta.
Acreditamos que a utilização imprópria de
re-==rsos humanos disponíveis, frente às condições de demand~
;=~e ser atenuada. A realização de estudos e pesquisas
~~stematicos orientados para a imperiosa necessidade de
i-c=~tificar mais amplas possibilidades de mobilização racio
~~l dos recursos humanos pode reduzir drasticamente
inad-~~ssíveis desperdícios.
Procuramos, em nosso estudo, fazer uma aprecia
;~O da formação profissional do especialista em Pedagogia,
==~do em vista sua atuação profissional. Em nos s a a n a I i s e,
~~0 nos cingimos apenas à apreciação de cursos realizados.
çao profi3sional, indicadoras que sao de todo
cont~bil da vida.1
1.2. O PROBLEMA
um balanço
O contato direto em aulas, em entrevistas com
alunos, com professores e com familiares de alunos
levou--nos
ã
identificação de sério problema relacionado comex-pectativas de atuação profissional dos concluintes do
cur-so de Pedagogia da Faculdade de Educação da Universidade
do Maranhão (FACED~UMa). A grande maioria dos estudantes
revelava possuir informações pouco realistas sobre as
condições do mercado de trabalho, relacionadas com o exercí
-cio da profissão, na qual se graduaria dentro de breves di
as.
Como nós nos adaptamos ma~s
-
as expectativas darealidade do que
ã
própria realidade, desnecess~rio seriaacentuar a importância de antecipar informações, que permi
tissem avaliar possibilidades de trabalho no mercado local.
Contribuiríamos, dessa forma, para um melhor
profissional futuro de nossos alunos.
ajustamento
Propusemo-nos, por ~sso, no presente estudo, a
proceder
ã
comparaçao entre as expectativas dosconcluin-tes do curso de Pedagogia da FACED-UMa (1973) com rea~s
o-portunidades de trabalho existentes no município de são
Luís, MA.
Uma vez organizados, esperamos que esses dados
possam funcionar como útil quadro referencial, quando da ~
valiação do conjunto de expectativas como possível
indica-dor do ajustamento profissional futuro dos formandos em Pe
dagogia.
Não foram pequenas as dificuldades na execuçao
dessa tarefa. Algumas delas estão associadas
ã
ausencia,em nosso Estado, de estudos mais aprofundados sobre
merca-do de trabalho, em geral, ou mais especificamente
de Educação.
-na area
- __ ia e assist~ncja t~cnica no campo da Educaçio,aos quais
~:: ~mpenhadamente se vem dedicando a Universidade do Mara
~:i:, dentro de objetivos de uma açio realista, voltada p~
J desenvolvimento integrado do Estado, permitem
conclu-50bre a relevincia do tema desenvolvido no presente
es-Da importincia operacional do estudo se pode
~=~~~~r tawb~m, uma vez que a avaliaçio procedida oferece
~~;~5toes para intervenções no processo do desenvolvimento
=:::~cional de estudiosos em Pedagogia, visando a um desem
===~~ profissional mais adequado is condições situacionais.
=~:i vez mais, exigimos desses profissionais uma ~tuaçao
:==:~Lda como agentes de mudança social, tendo em vista o
:=~=Gvolviwento do Estado.
o
estudo comparativo das expectativas deatua-_ ?rofissional dos concluintes do curso de Pedagogia da
~~=~J-UMa (1973), com os dados levantados sobre oportunid~
=== de trabalho procura responder, principalmente,
~:~=tes perguntas:
-
asse--_
... ,."Até que ponto justificam-se as expectativas
explicitadas pelos formandos, tendo em vista
as reais possibilidades de atuaçio
profissio-nal no Hunicípio de sio Luís, MA?" e
"Até que ponto as expectativas dos formandos podem funcionar como um dos indicadores do ní-vel de atuaçio profissional futura dos mesmos?" Formulamos entio a seguinte hipótese de
traba-que orientou o planejamento e o desenvolvimento do
"o
apreciável desconhecimento, por parte dos conclu-intes do Curso de Pedagogia da FACED-u}la (1973), dasoportu-nidades oferecidas pelo mercado de trabalho em são Luís, Ma,
contribui para a formação de expectativas pouco realistas
quanto à atuação profissional dos especialistas na area de
Educação."l
OBJETIVOS
Mais do que contribuir com simples indicações
;::=e a formação dos profissionais da educação, e das
con-:::~es do m~rc~do de trabalho para esses profission~is, em
=~: Luís, o que desejamos
é
ressaltar a importância damu-=~~a de atitudes em relação às próprias funções da
Educa-==--7 como alicerces da organização social.
são objetivos do estudo:
. Verificar até que ponto as expectativas de
a-tuação profissional do grupo estudado
coinci-dem com as características do mercado de traba
lho •
. Contribuir, embora indiretamente, para a avali
ação do Curso de Pedagogia oferecido pela FACED
-UMa, estudando as expectativas de atuação pr~
fissional como um dos possíveis indicadores do
ajustamento dos graduados às oportunidades de
trabalho oferecidas em S~o Luís, Maranhão.
Oferecer à Direção da Faculdade de Educação
FACED-UMa, entre outras contribuições, um
qua-dro referencial indicativo da visibilidade da
~~ndo em vista os estudos de Rosenthal (1966) sobre ~el6-6ul6il
n~f1-t ptWphlC.Y, fácil seria antecipar as consequências danosas
des-,,<= tipo de atitude. Essa," pro fecia" envolve a idéia de que as pes
=;;as frequentemente se esforçam por desempenhar os papéis que
cs
:ucros esperam delas e que, consequentemente, passam a funcionarcenciado em Pedagogia .
. Propiciar melhores condições de articulação en tre o currículo de Pedagogia e as
des de trabalho oferecidas em sio
oportunida-Luís,
Mara-nhio, tendo em vista a aplicabilidade, a viabi lidade e a rentabilidade dos conhecimentos e tecnicas aprendidos no Curso.
Contribuir para oferecer aos discentes do cur-so de Pedagogia, bem como aos aspirantes a es-se Curso, uma visão mais realista das oportuni
dades de trabalho existentes, em relaçio às
condições de formação oferecidas .
. Fornecer aos administradores, do sistema educa cional do Estado, informações pertinentes, com vistas a um planejamento mais racional e efi-caz, preocupado inclusive com a melhor articu-lação entre os currículos de 29 e ~: graus, en sejando a formulação de critérios ma1S adequa-dos para a seleção e o acompanhamento de alu-· nos da Faculdade de Educação.
Identificar o nível de consenso alcançado en-tre os formandos, quando solicitados a se pro-nunciarem antecipadamente sobre
de atuação profissional.
oportunidades
Oferecer aos formandos possibilidades de alcan
çar uma auto-avaliação ma1S objetiva, visando
FUNDAMENTAÇÃO TE6RICA
Tentamos incluir, na presente revisio da 1itera tura pertinente, um numero reduzido de conceitos, seleciona
cos, cingindo-nos de preferência, aos conceitos
de serem operacionalmente definidos.
1.4.1. O constructo da Xotivaçio
passíveis
Uma pesquisa cuidadosa da literatura corrente, sobre Motlvaç~o, permite concluir que sio numerosos os es-forços de teorizaçio sobre o assunto e grande o interesse e2 torno do tópico . . . . mas o conceito de motivaçio Continua confuso.
As principais indagações concentram-se em torno das causas que produzem variações na formulaçio dos objeti-vos de comportamentos e nos meios escolhidos para atingir esses objetivos. Os termos corretamente utilizados para de s1gnar os processos subjacentes s~o motlvaç~o e emoç~o. Am bas as palavras derivam da mesma raiz latina move~e, que S1~
nifica mover-se, abalar, deslocar, induzir, suscitar, alte-rar, levar etc.(a mente).
N~o ~ ficil chegar a um conceito de
motivo
emo
~vaç~o, termos fartamente usados na literatura t~cnico-edu cacional.
No entanto, com o objetivo de tornar mais clara e precisa nossa exposiçio, adotaremos para fins deste traba lho as conceituações apresentadas por Mucchielli
(1972).
Para Mucchielli, classicamente, recebe o nome
de motlvaç~o toda tens~o afetiva (incluindo sentimentos, d~ sejos, asp1raçoes, tendências, necessidades etc.) suscetí -vel de encetar e sustentar uma ação. A motivaçio dinamiza, ativa, agita (donde o parentesco da palavra comover,moçio), dirige e canaliza o comportamento no sentido dos objetivos.
LC
comportamento motivadoê,
pois, um comportamento orient~menos temporariamente, a tensao da motivaç~o).
Por outro lado, acrescenta Mucchielli, diz-se
que um objetivo e motivador quando sua percepçao ou concep-çao desperta de tal forma, na pessoa envolvida, um dinamis-mo ate ent~o latente, que a mobilizaç~o dinâmica e a organi
zaç~o do comportamento alcançam a "polarizaç~o" no
.6entido
do
objetivo
(chegandoã
apropriaç~o, se a carga emocional epositiva, isto e, dotada de valência positiva), ou no senti do de
d,ütanciaJt-.6e
doobjetivo
(motivaç~o negativa e compo!.tamento polarizado para evitar, gativa).
no caso da valência ser
ne-A existência de um estado motivacional pode ser entao traduzida por modificações típicas do comportamento:
1) a motivação dinamiza a pessoa, tornando-a ativa, sustentando uma atividade que, dessa forma, adquire caract~
rísticas de persistência, enquanto dura o processo da moti-vaçao, isto e, enquanto o objetivo motivador continua (real ou imaginariamente) presente dentro do campo psicológico;
2) a motivaç~o dirige o comportamento, que se apr~
senta organizado e orientado no sentido da consecuç~o do ob jetivo;
3) a motivaç~o reduz o
campo peJtceptivo,
p01S exer ce um efeito seletivo e intensificador sobre os estímulos específicos (os que emanam do objetivo), em detrimento de outros estímulos presentes no campo. Em outras palavras: amotivaç~o exerce importante efeito sobre a ate"ç~o. Vale lem brar que, em alto grau de intensidade>a motivaç~o pode ele lar de tal forma a tens~o a ponto de desorganizar o compor-tamento.
A motivaç~o relaciona-se diretamente com as
ne-cessidades.
fome ou necessidade de co~er, quando passou horas sem se
alimentar, o mesmo ocorrendo coo a sede. Repousada, sente
necessidade de agir, etc. Da nesma maneira,
deseja dominar coisas e idéias, experimentar
um indivíduo
sucesso e evi
tar malogro. Alunos e professores estabelecem objetivos
que desejam alcançar e se esforçam por chegar até lá.
De-sejos, vontades e aspirações tambem são classificados como
motivos/necessidades.
As necessidades gozam da característica de ser
sentidas (durante algum tempo), satisfeitas e depois senti
das outra vez. Chama-se a isso o
eielo da motivação.
A d~ ração do ciclo necessidade-satisfação-necessidade vària muito. O ciclo que envolve a necessidade de oxigênio e muito
curto, o da comida e da água são mais demorados e muito mais
longo ainda o que envolve a escolha de uma carreira e o su
cesso na profissão.
Contudc sao bastante reduzidos, em numero,os
textos que revelam maior preocupaçao com o desenvolvimento
const~utivo de procedimentos motivadores passíveis de uti-lização na e~eola, visando ao desenvolvimento do ser
huma-no integral, assegurando-lhe melhores condições para uma
realização pessoal satisfatória.
Para o educador o estudo da motivação represe~
ta, no entanto, necessidade amplamente reconhecida, princi
palmente na sociedade democrâtica,onde o conteúdo e os me
todos da ação educativa voltam-se para a adaptação do
edu-cando
ã
comunidade, respeitando, todavia, seus motivosin-dividuais.
À escola nao interessam, apenas, os problemas
de motivação da aprendizagem, ainda que eles sejam de
fun-damental importância. Grande parte das tarefas que a esco
la enfrenta tem sua origem ligada a variados aspectos moti
vacionais: diagnóstico dos interesses dos alunos;
harmoni-zação das atividades escolares com interesses e propensoes
~~; disciplina imposta e auto-disciplina; certos tipos de
:~;vios de conduta provocando dificuldades de ajustamento
~: grupo classe; fadiga e tédio frente às tarefas
escola-~~3; escolha profissional e planejamento de vida.
Muitos outros sao ainda os setores do estudo
~~ motivação que interessam à escola. Entre esses ocupa
~~~ar de destaque a motivação para aprender, que continua
~ ~esafiar os conhecimentos técnico-científicos e a habili
~~~e pessoal dos melhores mestres.
1.4.2. Algumas Teorias da Motivação
A despeito do grande progresso havido
recente-==~te neste sentido, precisamos reconhecer que a ciência
~3icológica nao possui a resposta desejada para tão rele
-7~~te problema, a exemplo do que acontece, aliás, com
ou-~~os temas próprios ao seu campo de estudos (personalidade,
~~teligência etc).
Lourenço Filho (1953 ~n Angelini 1973), em
ar-~~zo sobre estudos de Psicologia da Motivação ressalta que
=3te
c.onl)tf1.Uc.to,
da ordem de interpretação geral, "se apr.!3~nta como terreno comum onde têm lavrado e lavram todas
~3 escolas, todas as tendências e todas as correntes da
~:3icologiâ".
Não cabe neste trabalho o exame pormenorizado
~~s teorias da motivação. Procuraremos mencionar algumas,
;~incipalmente as mais promissoras e que melhor
embasamen-:~ forneceram ao nosso estudo, apresentando-as, sempre que
~~ssrvel, em" função, ou como exemplo, da tendência que re-J=esentam.
1.4.2.1. Um dos critérios teóricos adotados em rela
:~o
ã
motivação, diz respeitoã
sua origem. Partindodes-3~ ponto de vista podemos classificar as teorias da motiv~
:io em dois grandes grupos:
moni5ta6
e pluf1.ali~ta6 (Angel!motiva
-_:::'..JO a uo Gnico motivo b~isco, conquanto haja discordância
=~~~to
ã
identificação desse motivo. Assim Freud (1895)in~::a a t~b~do como principal motivo embora atribuindo
tam-~;= grande valor
ã
de~t~ut~v~dade. Adler (1917) prop~e a~~:l~~~dade
de
eompen~aç~odo
~ent~mentode
~n6e~~o~~dade.~=r~ey (1939) apresenta-nos a neee~~~dade
de
~egu~ançanum
ff_zi~
poteneiatmente
pe~~go~o. "ull (1943) considera que: crganismo produz d~ive~ (ou impulsos) quando submetido a
~rivaç~es biol~gicas e
ã
estimulação intensa. Goldstein~:9~Q) e Rogers (1948) sustentam que o motivo fundamental
==
ser humanoe
a tendência para a autoeoe~êne~a ouinte
-;~~;2C. Para Snygg e Combs (1949) a necessidade humana bi
5:'ca
ê
a "p~e~e~va.ç~oe
o
ape~6eiçoamentodo
eu
6enomenot§.
:;i...c..c".
:!owrer (1950 e 1952) considera a an~iedade (ou o=esconforto) como a chave de todos os motivos (d~ive bisi-co). Tilton (1951) sustenta que a "melhor hip~tese
e
a deç~e existe apenas uma
motivação
bâ~iea, não canalizada aolo~go de linhas eSf- ificas, tal como se apresenta mais :arde na idade adulta". De acordo com o ponto devista de~
te autor, existe inicialmente apenas uma exeitaç~o pa~a
a-~~~, como resultado de uma necessidade fisiol~gica. Grada
t:'va=ente, sob as influências culturais e da capacidade hu
Z2Qa de aprender, esta base fisiol~gica excitável vai se
c:':erenciando e adotando formas variadas de padrões de
mo-~ i ~;ação.
Entre as teorias ptu~ati~ta~ podemos situar a
ce
~c Dougall (1908) que formulou uma lista dos in~tinto~.~~rray (1938) desenvolveu um amplo elenco de neee~~idade~
~i...~ce~ogêniea~ e p~ieogêniea~
..
Allport (1937) prop;s oc0~ceito de
autonomia 6uneionat
do~ motivo~ e Lewin (1935)3~ota uma explicação estruturalmente orientada para a
ana-li~z ~ituaeionat, ou da ~otução
de
p~obtema~. Linton(1945)c0~siàera como necessidades básicas do ser humano:
r~~ ~e~po~ta6 emoeionai~
no
out~o, bu~ea~ ~egu~ança,enga-.:·.:~-~e
em
expe~iêHc.úL~ ·Hova,~. Com HcClelland (1953)surgempes-:·:~5a3 sobre motivos de ~ealizaç~o e de a5iliaç~o. Maslow
·:~54) desenvolveu uo sistema de nece6~idade~ bá~ica~
hie-~=~~~icamente o~denada~. Lindgren (1956) introduziu
algu-=a5 =odificações na lista oferecida por Mas1ow, em busca
~~ u= sistema mais abrangente que pudesse representar as
~~:ivações humanas bisicas.
Procedendo a uma revisão de muitas "teorias da
-"'~';"aça-o" _ - ' '- . . 'J , Madsen (1961), verificou que as mesmas
varia-ra= Duito ao longo da hist6ria - algumas confinando-se
i
a;~2ciação de vivências, enquanto outras optaram pela ani1i
S2 de comportamentos. Umas adotam a personalidade(global)
~c=o unidade de estudos (teo~ia~ mola~e~), outras preferem
~=ve5tigar ao nrve1 de relações estrmulo-resposta (teonia~
~:l~cula~e~), para 56 citar alguns exemplos.
Em seu 1 ivro The.o~ie.~
06 Motivatio n
Madsen(196l) ceclara que a maioria (se não todas)das teorias psico16gi-cas sobre motivação encontram-se nos estigios de de~e~içãoe :laj~iSieaç~o. Não chegaram
i
formulação de axiomas que?e~=itam expressar a teoria sob forma representativo-simb~
lica, nem tampouco construiram urna metateoria.
Realmente persiste em muitos te6ricos a dúvida
~e se algum dia a Psicologia conseguiri alcançar esse esti Ate agora, provavelmente, as tentativas mais ambicio 5as nesse sentido foram as de Rull e Lewin, hoje com maior 7alor hist6rico.
Em contraste com as teorias formais, a Psicolo
~~a Educacional tem procurado oferecer informações sobre
:::~";:d<.çõe.~ He.c.e~~âJtú1~
ou
~u6ic.-i.e.llte.~ para de..6pe~ta~ou
~e.::~çat
e.Jtado.6 motivaeiona-i..6,
visando ao melhor rendimento ca aprendizagem.1.4.2.2. Desde os estudos de McClelland, Attkinson, Clark e Lowel (1953), mais de uma vez revistos, chegou-se
~ conclusão que as teorias de motivação podem ser grupadas
ta,~e, evolução e he.don/-5mo(~ladsen 1961).
o
modelo do in-5tinto
baseia-se num conceitomuito antigo Beach (1955), ao traçar sua
história)remonta-o a filhistória)remonta-oshistória)remonta-ofia grega.
o
conceito de in~tinto implica, em gera1,no r~ conhecimento da existência de padrões inato~ de comporta -mento, encontrados em cada membro da espécie e que seman-tên relativamente inalterados apesar da experiência
acumu-lada. Às vezes o instinto é confrontado com o comportame~
to inteligente ou adaptativo. Hebb (1949) V1U os dois
co-mo extreco-mos opostos de um mesco-mo
eontinuum.
Outros teorizadores, tais como psicanalistas e etologistas acentu~ram o
aspecto denominado d~ive (ou impulso). A teoria dos ins
-tintos de McDouga11 admitia, tal como Freud, a capacidade
de adaptação do comportamento humano.
Hu11 (1943) substituiu o conceito de instinto
pelo de d~ive (impulso), residindo a maior diferença no f~
to de instinto implicar em alguma intenção de busca de
ob-jetivo. Para Hu11 a ~ati~6ação estava condicionada
i
redução da necessidade associada ao d~ive. Com a continuação
o i:npulso/necessidade ativa "habitos" assim adquiridos, e~
plicando a adoção de comportamentos. A "fórmula" de Hull
supunha que o d~ive multiplicado pela força do hábito
re-forçava a resposta.
O modelo de Hu1l foi cuidadosamente analisado
por Peters (1958), que demonstrou sua inoperância,pois que
uma explicação causal mecanicista dificilmente pode ser s~
ficiente para compreender comportamentos, uma vez que uma
ação envolve determinado grau de inteligência e adaptabili
dade. Hu11 pode ser situado como elemento de transição e~ tre o primeiro modelo, instintivista, c o segundo - homeos
tatico.
o
.6egundo modeto
envolve o
pJtiueZpio
de
homeo.6
ta~e, ou seja o esforço para a manutençao de um estado de
a homeostase reap~rece com os trabalhos de Cannon (1933) •
Ao escrever a "Sabedoria do Corpo", Cannon destacou os
me-canismos que conseguem manter constantes o meio interno (tem
peratura, pressão sanguínea) quando o organismo é
submeti-do a estímulos que variam dentro de determinada faixa. O
mesmo pode dizer-se de comportamentos mais complexos, uma
vez que a restauraçao de uma norma fisiológica depende cla
ramente da realização de certas açoes.
Há quem enquadre neste modelo a redução de ten
sao oferecida pela teoria instintivista de Freud.
Richter (1942) estudou também comportamentos
que v~sam
ã
manutenção do equilíbrio fisiológico, a~gumentando que os seres humanos dispõem de mecanismos auto-reg~
ladores, muito delicados, que podem facilmente reduzir ou
perder sua ação compensatória.
A idéia de manutenção do equilíbrio aparece
também como aspecto central em Festinger (1957) com o
con-ceito de redução da "élissonância cognitiva". A teoria de
Festinger afirma que duas "informações" contraditórias, ou
dissonantes, não conseguem coexistir em nossa mente, pois
despertam sensações de desprazer que levam a pessoa
(moti-vada) a agir no sentido de reduzir a dissonância percebida.
Como se vê, já se fala aqui da necessidade de estabelecer
um equilíbrio social, isto é, o comportamento individual é
"calculado" no sentido de "organizar" projetivamente a
so-ciedade de onde provêm as informações.
Ao nível da percepção social, vários experime~
tos revelam que as pessoas estabelecem uma linha básica de
ação fundamentada em sua própria experiência acumulada.
(Marks; 43 e Hinckley; 1951).
Helson (1953) com base nos trabalhos acima
in-dicados, criou uma teoria geral de
NZvel de
Adaptaç~o, pr~ curando fazer predições matemáticas de comportamentos, queresultaram das "linhas básicas" traçadas. Essas 1 inhas são
:~:;oal, embora p~rmitindo absorver novas informaç~es
pro--~~~entes do ambiente. Kurt Lewin (a partir de 1922
quan-~: ~3creveu sua tese de doutorado) rasgou horizontes muito
==~~os para a Psicologia, ao defender o modelo homeostâti-Para Lewin cada indivíduo só pode ser compreendido se
encarado como o ponto central, para o qual convergem
::~-::~rosas forças positivas e negativas. Interagindo de for
=~ iinâmica com essas forças, a pessoa empenha-se em
man-=~:: um estado de "equilíbrio fluido". Uma das valiosas
~::::~ibuições da teoria de Lewin foi a importância atribui
~~ !o tempo presente, pois muitas das teorias anteriores a
~~:::uavam a importãncia do passado (reforço), ou do.futuro
::~etivos almejados).
Identificamos em Lewin, pelo menos, dois
mode-___ de elaboração teórica para a motivação (Penna 1975)
:: ;::imeiro refere-se
ã
questão daativação
(estadotensio-~_: e o segundo
ã
dÚteção
da conduta. A motivaçãoe
apr~=~E:a sob os pontos de vista da
dinamização
e daeeonomia.
~ ~::stalação de tensões frente
ã
proposição de problemas, o despertar dequaJe-neeeJJidadeJ,
constitui a explic~=~: fornecida para a
ativação
da conduta. Para explicar a~_:~;ão do comportamento, Lewin recorre ao segundo modelo
=~:::ico, o da valência, afirmando que o campo que nos en-T::7e nao se compõe de objetos neutros.
Dentre os conceitos utilizados por Lewin vale
E~~~a destacar os de
eJpaço
pJieol5gleo
e depenJpeetiva
~:
tempo,
altamente relevantes.A
penJpeetiva
de
tempo
e
definido por Lewin c~ :::-.= -.!orna das dimensões doeJpaço de
vida.
Exprime o esforço~=::ncionalmente realizado no sentido de ampliar e aprofu~
:E= os enlaces que possibilitam a inserção da pessoa no
=~~Jo. Refere-se, na verdade,
ã
maior ou menor capacidade==
?roduzir projetos e atuar em função dos mesmos. O com-;=:::amento de uma pessoa sempre reflete seu passado e seu=-=:"lrO, isto
e,
indica como elaavalia
seu passado e comoo
con~eito de perspectiva de tempo de Lewin~stã intimamente ligado ao de nZv~l
de
a~p~~ação estudado?or T. Dembo e F. Hoppe, colaboradores de Lewin (Penna
1975) •
A e~be~nêt~ea, ou a ciência do controle dos
necanismos de ação por meio de organização de sistemas au
to-reguladores (N.Wiener 1948), levou a Psicologia a
1n-~orporar e utilizar o conceito de 6~edbaek, no tocante a
~tilização de informações recebidas. A cibernética ofere
~eu, sem dúvida, uma nova abordagem para o estudo da moti
7ação, permitindo a reunião de informações e conhecimen
-tos antes dispersos, possibilitando dispensar
ã
teor.ia dainformação, um tratamento caracterizado pela "exatidão"
natemãtica.
o
te~e~i~omodelo
engloba o conceito de evol~;ão.
Naturalmente as idéias de Darwin (1872) exerceram?rofunda influência sobre o pensamento científico em
vá-rias áreas, inclusive na Psicologia e mais
especificamen-te no campo da motivação.
É óbvia a vantagem biológica dos organismos
que evitam circunstâncias prejudiciais, ou que conseguem
=ugir-1hes. As espécies mais bem equipadas nesse sentido
colocam-se melhor na corrida da "seleção natural".
Rã contudo motivos que, embora conferindo van
tagens evolutivas a seus possuidores, não parecem estar
associados com estados motivacionais já identificados. No
entanto, como aparecem no repertório de todos os membros
das espécies mais adiantadas (por exemplo: mamíferos e
a-~es) eles são classificados pelos evolucionistas como im-pulsos primários. Referimo-nos aos motivo~ expto~atõ~io~
ou de eu~io~ir~de que levam as pessoas muitas vezes a
fa-zer opções, que envolvem caminhos mais longos e
complica-cos, para chegar aos objetivos visados. É bastante
con-trovertida a posição que inclui neste grupo (pelo menos a