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Colutório bucal, há conhecimento sobre seu uso?

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Academic year: 2021

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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE – UFRN

CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE – CCS

DEPARTAMENTO DE ODONTOLOGIA – DOD

MARCELO MAURÍCIO

COLUTÓRIO BUCAL, HÁ CONHECIMENTO SOBRE SEU USO?

NATAL – RN

2018

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MARCELO MAURÍCIO

COLUTÓRIO BUCAL, HÁ CONHECIMENTO SOBRE SEU USO?

Trabalho de conclusão de curso apresentado às exigências da disciplina, Trabalho de Conclusão de Curso II, do Curso de Odontologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, como requisito final para obtenção do Grau de Cirurgião-dentista.

Orientadora: Prof. Drª.: Maria Angela Fernandes Ferreira

NATAL – RN

2018

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MARCELO MAURÍCIO

COLUTÓRIO BUCAL, HÁ CONHECIMENTO SOBRE SEU USO?

Trabalho de conclusão de curso apresentado às exigências da disciplina, Trabalho de Conclusão de Curso II, do Curso de Odontologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, como requisito final para obtenção do Grau de Cirurgião-dentista

Aprovado em ___/___/___

BANCA EXAMINADORA

Professora Doutora Maria Angela Fernandes Ferreira – Orientadora

Universidade Federal do Rio Grande do Norte

Professora Doutora Maísa Paulino Rodrigues – Membro

Universidade Federal do Rio Grande do Norte

Professora Doutora Anna Paula Serejo da Costa – Membro

Universidade Federal do Rio Grande do Norte

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DEDICATÓRIA

Dedico este trabalho à Deus, que me deu forças para correr atrás deste objetivo

guiando meus passos e conduzindo as minhas ações.

In Memoriam da minha avó, Maria Umbelina Teixeira, que mesmo sem ter

acesso à educação, ela ressaltava a importância dos estudos e, em alguns

momentos, se privou de algumas necessidades para me proporcionar momentos

agradáveis.

Aos meus pais, que fizeram tudo para que eu estivesse aqui, os quais abdicaram

da vida no campo, de noites mal dormidas à minha espera, de viagens, para que

este momento fosse possível. Demonstrando o significado do amor, carinho e

união.

Ao meu irmão, Márcio Maurício, que mesmo distante, cheio de

responsabilidades, sempre acreditou em mim, nos momentos em que mais

precisei ele estava lá, para me aconselhar, me ajudar, por isso, eu tenho muito

orgulho deste exemplo de homem.

A minha orientadora, Professora Doutora Maria Angela Fernandes, pela ajuda,

paciência, por me orientar neste percurso, por sua inquietação na pesquisa, por

sua generosidade e perspicácia nessa jornada.

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AGRADECIMENTOS

Neste momento da conclusão do curso de Odontologia passa um filme na

cabeça, parece mais um momento de reflexão.

Há 4 anos em 2014 quando saiu o resultado de minha aprovação para o curso de

Odontologia, coincidentemente foi o mesmo dia em que minha avó faleceu,

aquele foi um momento de muita dor para a família, mas o tempo fez com que

superássemos a sua partida e compreendêssemos os propósitos de Deus em

nossas vidas.

Aos colegas e porque não amigos da turma 104, foram anos de convivência

carinhosa, respeitável e acima de tudo agradável, dividindo momentos cômicos,

como ficar preso em elevador, e momentos de estudo como passar a noite nas

redes sociais compartilhando o conhecimento sobre o assunto da prova,

obrigado a essas 26 pessoas queridas.

Em especial a Daniel Augusto, minha dupla, com quem dividia os atendimentos,

foram dias de muito aprendizado, paciência, amizade e respeito.

Aos amigos de estudos odontológicos Anne Kaline, Katarine, Cristiane Amaral

e Robério Nascimento, pelo que aprendi com vocês, cada um com suas

peculiaridades fizeram e vão fazer parte da minha vida.

Aos mestres, pelas relevantes contribuições na busca do conhecimento.

Aos funcionários do Departamento de Odontologia, sempre dispostos a ajudar,

inclua-se aí da Chefia de Departamento aos funcionário da empresa terceirizada,

que sempre com parcimônia nos esperavam para sairmos do laboratório ou

clínicas.

À família UNI-RN, que me apoiou desde meu início de caminhada no

Complexo de Ensino Noilde Ramalho em 2010 e, em especial, em 2014 quando

consentiu a flexibilização de meu horário para que pudesse conciliar a vida

acadêmica e jornada de trabalho.

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Às escolas: Escola Estadual Lauro de Castro e Colégio Henrique Castriciano, as

quais abriram suas portas para que pudesse realizar a pesquise deste trabalho.

Às minhas tias Daguia e Socorro, sempre me apoiando com palavras de afeto,

me dando carinho, casa, comida boa, me ajudando nos momentos difíceis e

sempre dispostas a me receber.

Aos meus amigos, pois foram anos afastados deles, mas souberam compreender

que foi por uma causa nobre.

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RESUMO

Introdução – Para uma melhor higiene bucal, a população recorre ao uso dos antissépticos

bucais, de forma indiscriminada, visto que esses produtos são facilmente comercializados pelos estabelecimentos comerciais. Objetivo – avaliar o uso e o grau de informação de estudantes de uma escola pública e privada quanto aos colutórios bucais. Metodologia – esse é um estudo seccional, realizado em Natal/RN com 60 estudantes, sendo 30 da escola Henrique Castriciano (Bairro do Tirol), e mais 30, da Escola Estadual Lauro de Castro (Bairro Cidade da Esperança). Foi aplicado um questionário ordenado em três partes: identificação, características socioeconômicas e hábitos de saúde oral. A análise descritiva foi realizada, bem como o teste do qui-quadrado para verificar a associação do desfecho e as variáveis independentes. Resultados – do total de 60 adolescentes participantes, 78% eram mulheres, 77,6% de pardos, 52% possuíam plano de saúde, 75% moravam em casa própria, 52,5% tinham cobertura de assistência médica através de um plano de saúde e 35% eram usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Quanto aos enxaguantes bucais, 56% dos estudantes faziam uso, sendo recomendados principalmente pelos parentes (47%) e dentistas (35%). Auxiliar a limpeza dos dentes foi o principal objetivo do uso de colutórios (41%) e o dentista o maior responsável pela escolha do tipo de enxaguante. A grande maioria das estudantes usava o colutório (76%) para complementar a higiene bucal. Os adolescentes que moravam em casa própria utilizavam mais colutório, com 61,8% (p<0,05). Já em relação ao acesso a plano de saúde e o tipo de escola que estudavam (pública ou privada) não foi verificado diferença estatisticamente significativa. Conclusão

– A maioria dos estudantes fazia uso de enxaguantes bucais, indicados majoritariamente

pelos parentes, e apresentavam hábitos de higiene bucal adequados, independente da condição social.

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ABSTRACT

Introduction for better oral hygiene, the population uses the oral antiseptic indiscriminately,

since commercial establishments easily market these products. Objective - to evaluate the use and the degree of information of students of a public and private school regarding oral mouthwashes. Methodology - this is a sectional study, carried out in Natal/RN with 60 students, 30 of the Henrique Castriciano school (neighborhood of Tirol) and 30 of the Lauro de Castro State School (neighborhood of Cidade da Esperança). A questionnaire was applied in three parts: identification, socioeconomic characteristics and oral health habits. The descriptive analysis was performed, as well as the chi-square test to verify the association of the outcome and the independent variables. Results - of the 60 participating adolescents, 78% were women, 77.6% were pardos, 52% had a health plan, 75% lived in their own homes, 52.5% had health care coverage through a health plan and 35% were users of the Unified Health System (SUS). Regarding oral rinses, 56% of the students used it, being recommended mainly by relatives (47%) and dentists (35%). Assisting tooth cleaning was the main purpose of mouthwashes (41%) and the dentist was the one most responsible for choosing the type of rinse aid. The vast majority of students used mouthwash (76%) to supplement oral hygiene. Adolescents living in their own home used more mouthwash, with 61.8% (p <0.05). Regarding the access to health insurance and the type of school they studied (public or private), there was no statistically significant difference. Conclusion - Most of the students used oral rinses, indicated mainly by relatives, and presented adequate oral hygiene habits,

regardless of social condition.

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LISTA DE ILUSTRAÇÕES

Gráfico 01 - dados referentes à frequência de uso dos colutórios...25 Gráfico 02 - dados referentes à influência de uso dos colutórios...26

Gráfico 03 - dados referentes ao motivo de uso dos colutórios...26

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LISTA DE TABELAS

Tabela 01 - distribuição da amostra de acordo com o perfil, ano escolar do estudantes, características sociais e de acesso aos serviços de saúde...24 Tabela 2 - resultado do teste de qui-quadrado para as variáveis casa própria, tipo de escola, plano de saúde e sexo...27

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LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

ABIHPEC – Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e

Cosméticos.

KLINE & COMPANY - A Kline é uma empresa respeitado de serviços de consultoria de

classe mundial e inteligência de mercado de alta qualidade que conduzem constantemente a sucessos de clientes no crescimento ou na melhoria de seus negócios (Empresa de Consultoria).

FOOD AND DRUG ADMINISTRATION (FDA) - uma agência do Departamento de Saúde e Serviços Humanos composta pelo Escritório do Comissário e por quatro direções que supervisionam. As principais funções da agência: Regular Produtos Médicos e Tabaco, Alimentos, Operações e Políticas Regulatórias Globais e Operações.

AMERICA DENTAL ASSOCIATION (ADA) - uma associação centrada no paciente,

baseada em ciência e na ética. Fundada em 1859, a associação dentária americana sem fins lucrativos, representando mais de 161 mil dentistas associados. Desde então, a ADA tornou-se a principal fonte de informação relacionada à saúde bucal para dentistas e seus pacientes.

IMPERIAL CHEMICAL INDUSTRIES (ICI) - foi uma empresa química britânica com sede em Londres. Fabricava corantes e produtos químicos especiais (incluindo aditivos alimentares, polímeros especiais, materiais eletrônicos e flavorizantes)

PERIOGARD - antisséptico bucal muito famoso e muito eficiente, ele promete combater a cárie e o mau hálito, além de ser ótimo no combate as bactérias causadoras da gengivite.

JOHNSON & JOHNSON– empresa de atuação em três segmentos, voltados para o

consumidor final e as áreas farmacêutica e médica-hospitalar.

LISTERINE – antisséptico bucal de propriedade da empresa Johnson e Johnson, com sede

no Brasil, sendo comercializado em todo mundo, com fórmula especializada no combate aos germes.

COLGATE-PALMOLIVE COMPANY - empresa multinacional americana, fundada em

1806. Atualmente seus produtos estão voltados para três pilares: cuidados pessoais, cuidados com limpeza do ar e nutrição animal.

COLGATE PLAX ICE- enxaguante bucal que protege da cárie, mau hálito, placa bacteriana

e gengivite.

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SANOFI BRASIL - empresa global de origem francesa, dedicada às ciências, comprometida

em encontrar soluções para os atuais desafios da saúde, incluindo epidemias e doenças relacionadas ao envelhecimento populacional e ao aumento da longevidade.

CEPACOL - antisséptico bucal da empresa Sanofi Brasil que tem como substância ativa o

Cetilpiridínio.

ECA – Estatuto da Criança e do adolescente.

TCLE – Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. TALE – Termo de Assentimento Livre e Esclarecido.

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SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO...14 2 REVISÃO DE LITERATURA...15 2.1 CLOREXIDINA...19 2.2 ÓLEOS ESSENCIAIS...19 2.3 TRICLOSAN...20 2.4 CLORETO DE CETILPIRIDÍNEO...20 3 OBJETIVOS...21 3.1 GERAL...21 3.2 ESPECÍFICOS...21 4 METODOLOGIA...21 4.1 TIPO DE ESTUDO...21

4.2 LOCAL E POPULAÇÃO DO ESTUDO...22

4.3 AMOSTRA...22

4.4 COLETA DOS DADOS...22

4.5 ANÁLISE DOS DADOS...22

4.6 ASPECTOS ÉTICOS...23 5 RESULTADOS...24 6 DISCUSSÃO...27 7 CONCLUSÃO...30 REFERÊNCIAS...32 ANEXO...34

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1. INTRODUÇÃO

O biofilme dentário é considerado o fator etiológico da cárie, a qual se desenvolve quando há oferta de nutrientes no ambiente oral, provocando desequilíbrio na microbiota bucal e favorecendo o surgimento de cárie, assim como, das doenças do periodonto (FEJERSKOV; KIDD, 2013).

Na busca por uma melhor higiene bucal, a população recorre a artifícios que possam proporcionar tal situação, dentre os produtos usados para esse fim, tem um destaque especial o uso dos antissépticos bucais, os quais são encontrados facilmente em prateleiras de produtos de higiene pessoal, seja de supermercados, drogarias ou em lojas especializadas.

Com a finalidade de alcançar uma melhor assepsia oral e de mascarar os odores desagradáveis da boca, desde a Idade Antiga, é feita a utilização de produtos para bochecho. Com o passar do tempo e o advento de pesquisas nas diversas áreas, fez com que surgissem indústrias (empresas) voltadas para a produção dos colutórios bucais, disseminando o uso desses produtos em escala global. Essas indústrias foram classificadas, de acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa (autarquia sob regime especial que tem sede do Distrito Federal, e está presente em todo território nacional, tendo por finalidade institucional promover a proteção da saúde da população, por intermédio do controle sanitário da produção e consumo de produtos e serviços submetidos à vigilância sanitária ...) como produtoras de artigos de higiene, eximindo o cliente da ratificação do Odontólogo (JARDIM; ALVES; MALTZ, 2009).

Um fato inquietante é o início precoce da utilização dos enxaguantes, em especial pelos adolescentes, que estão na transição da infância para a vida adulta. Esse público juvenil, algumas vezes, apresenta desequilíbrio hormonal e psicossocial, além de fazer uso de aparelhos ortodônticos para alinhamento estético ou correção dentária, possuem um estilo de vida inerente a esta faixa etária como escola, atividades esportivas e sociais, geralmente, andam em grupos, compartilham a dieta baseada em produtos industrializados, fast-food e doces, podendo adicionar a não realização de uma boa higiene oral, o que facilita o surgimento da doença cárie. Devido a essa exposição cariogênica, as campanhas de marketing das grandes empresas apresentam produtos milagrosos destinados a manter a saúde bucal, fazendo com que os

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adolescentes façam uso dos enxaguantes bucais com o objetivo de alcançar essa sonhada saúde, e isso pode influenciar o consumo entre esse público devido à disseminação entre eles.

Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC), no período compreendido entre 1992 a 2002 ocorreu um aumento de 720,9% no consumo dos enxaguantes bucais, esse acréscimo pode estar associado, na maioria das vezes, com sensação de frescor e por causar bom hálito, entretanto não há registro na literatura que comprovem tais evidências, sendo necessário verificar o motivo deste aumento exacerbado do consumo de enxaguantes, bem como constatar se esse uso é necessário na ótica da saúde bucal, tendo em vista a facilidade de acesso (MANFREDINI, 2006).

O uso indiscriminado pode afetar a microbiota oral, causando desequilíbrio nesse ambiente, fazendo com que microrganismos com potencial patogênico surjam e isso poderá contribuir para o aparecimento de doenças oportunistas. Além disso, o usuário poderá apresentar perda do paladar, sensação de queimação, bem como, erosão no esmalte e dentina. Devido os efeitos adversos é necessário um estudo que conheça essa realidade e, dessa forma, possa orientar o uso dos antissépticos para que os usuários, em especial os adolescentes, façam a utilização correta desses produtos (LINDHE; LANG; KARRING, 2011).

Então partindo da facilidade de acesso, busca-se estudar os motivos pelos quais conduzem os adolescentes a fazer uso dos colutórios bucais, se utilizam numa tentativa de suprir a falha da desorganização mecânica do biofilme, ou a utilização é divido a necessidade de hálito agradável, ou por questões de socialização, ou influenciado pela grande mídia que promete ações milagrosas como a eliminação de 99% dos germes. Este é um campo vasto de pesquisa que deve ser melhor explorado pela literatura, numa tentativa de contribuir com hábitos de higiene oral não só dos adolescentes, mas também, dos usuários em geral, os quais têm acesso a tais produtos devido a uma falha da legislação, em classificar esses insumos como pertencentes a indústria dos perfumes e cosméticos.

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2. REVISÃO DE LITERATURA

O primeiro registro da utilização dos colutórios bucais foi conferido à Medicina chinesa, por volta de 2700 a.C. Mais tarde, os povos greco-romano, em especial a classe abastada, passaram a fazer uso do enxague bucal após a desorganização dos detritos da superfície dentária. Pitágoras enaltecia a refrescância do anis, já Hipócrates recomendava uma mistura de alúmen, vinagre e sal. Vários produtos foram utilizados ao longo dos séculos, sendo registrado o uso do vinho, da cerveja, uma reunião de endro, semente de anis, mirra e vinho branco puro e, até mesmo, urina. Já no fim do século XIX ocorreu o advento dos óleos essenciais que proporcionavam sensação refrescante (JARDIM; ALVES; MALTZ, 2009; SOUSA, 2016).

O surgimento de diversas marcas comerciais e o poder de persuasão do marketing das grandes empresas fizeram com que fosse necessário a implementação de uma regulamentação que ditasse as regras de consumo dos antissépticos orais, porém esses produtos foram alinhados a mesma legislação dos produtos de higiene oral, cosméticos e perfumes, resultando no uso indiscriminado por parte dos seus usuários.

Sendo assim, os artefatos de ação química na cavidade oral passaram a ser regulados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA, através da resolução da diretoria colegiada – RDC, número 07, de 10 de fevereiro de 2015, definindo tais produtos da seguinte forma:

I – Produtos de Higiene Pessoal, Cosméticos e Perfumes: são preparações constituídas por substâncias naturais ou sintéticas, de uso externo nas diversas partes do corpo humano, pele, sistema capilar, unhas, lábios, órgãos genitais externos, dentes e membranas mucosas da cavidade oral, com o objetivo exclusivo ou principal de limpá-los, perfumá-los, alterar sua aparência e ou corrigir odores corporais e ou protegê-los ou mantê-los em bom estado. (BRASIL, 2015).

Ainda de acordo com a mesma resolução os colutórios bucais são divididos em dois grupos: grau 01 e grau 02. Os de grau 01 caracterizam por possuírem propriedades básicas ou elementares, cuja comprovação não seja inicialmente necessária e não requeiram informações detalhadas quanto ao seu modo de usar e suas restrições (BRASIL, 2015), são os enxaguantes bucais aromatizante sem flúor, enquanto isso, os de grau 02 possuem indicações específicas, cujas características exigem comprovação de segurança e/ou eficácia, bem como informações e cuidados,

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modo e restrições de uso correspondendo aos enxaguantes bucais antiplaca, antisséptico e infantil (BRASIL, 2015).

Os colutórios bucais consistem numa mistura dos constituintes em água ou álcool, sendo estáveis e de gosto aceitável, o que requer a adição de flavorizante, corante, preservativos e surfactante (detergente aniônicos não podem ser formulados com antisséptico catiônico como o cloreto de cetilperidínio ou clorexidina). Os colutórios com álcool são usados para estabilizar alguns componentes, assim como, para conceder maior longevidade aos produtos, sendo comercializados, pelas empresas fabricantes, enxaguantes com elevada concentração de álcool, podendo chegar em certos casos a concentração de 26%, devido a isso, estudos foram realizados para identificar possíveis efeitos colaterais, chegando a seguinte conclusão: colutórios com álcool podem causar xerostomia, sensação de ardor ou dor de garganta e câncer bucal, sendo contra-indicado para bebês, viciados em álcool e pacientes com lesões na mucosa, mesmo assim, a Food and Drug Administration e America Dental Association não proíbem a utilização, pelo contrário, afirmam que as evidências são inconsistente e contraditória, chegando a recomendar o uso, desde que, de forma adequada seguindo orientação dos profissionais dentários e as instruções do fabricante (LINDHE; LANG; KARRING, 2011; LEMOS-JÚNIOR; VILLORIA, 2008).

Entretanto, estudos constataram a falta de conhecimento dos cirurgiões-dentistas e estudantes de odontologia quanto ao princípio ativo dos enxaguantes bucais, e também com relação a prescrição. Em caso de paciente com gengivite, Haas et al. (2010) mostrou que mais da metade dos estudantes de odontologia (do 5º e 8º períodos) não indicam algum tipo de antisséptico bucal. Já com relação aos odontólogos, foram entrevistados 165 profissionais da cidade de Fortaleza, no Ceará, excluindo os periodontistas, a maioria acertou o ingrediente ativo da marca que trabalha com a clorexidina, porém com relação ao regime terapêutico, 44% não responderam e 29% não responderam corretamente, evidenciado um baixo conhecimento do princípio ativo, assim como, na prescrição de tais produtos (GONÇALVES et al., 2010; HAAS et al., 2010).

Segundo um levantamento realizado pela empresa de consultoria Kline & Company (2004) em 16 países, sobre a venda de produtos bucais, o Brasil ocupava 10ª posição, à frente do Canadá e Espanha, que possuem maior renda per capita. No período compreendido entre 1992 e 2002 ocorreu um acréscimo de 618,5% (5,4 para

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38.8 gramas) no consumo de enxaguantes bucais por pessoas no Brasil, sendo os mais comercializados os que apresentam compostos ativos a base de óleos essenciais, cloreto de cetilperidínio, triclosan e digluconato de clorexidina. Esse aumento de consumo justifica-se devido à participação da mulher no mercado de trabalho, pois a partir deste momento ocorre o aumento do poder financeiro das famílias e consequentemente aumento do poder de compra; o surgimento de novas tecnologias, resultando numa maior produção, ampliando a oferta aos consumidores e gerando preços atrativos; à oferta de produtos diferentes e, por último, à dilatação na expectativa de vida, tendo como consequência a ampliação do mercado consumidor (JARDIM; ALVES; MALTZ, 2009).

De acordo com Sousa (2016), de um total 478 entrevistados, com idade igual ou maior de 20 anos entre homens e mulheres da cidade do Natal, a maioria procura os serviços odontológicos quando estão com dor de dente, ou para realização de exames periódicos. Desse total, quase 53% (253) fazem uso dos enxaguantes bucais, porém desse universo de usuários, somente 38,6% (97) receberam algum tipo de recomendação e quando receberam orientação 86,5% (83) foram recomendados pelo odontólogo. Com relação a frequência de uso, foi constatado que 83,7% (210) utilizam uma ou mais vezes ao dia, sendo que o principal motivo desse uso é para combater o mau hálito, ou para manter o hálito fresco 38,7% (94). Em se tratando do critério de escolha, boa parte dos usuários 27,6% (64) se deixam influenciar pela campanha publicitária das poderosas empresas existentes no mercado, fazendo a escolha final dos colutórios baseada nas propagandas veiculadas nos meios de comunicação, enquanto isso, 22,8% (53) adquirem esses produtos sem nenhum critério de escolha e 15,5% (36) se baseiam no sabor ou no cheiro quando efetuam a compra desse insumo de higiene oral, evidenciando a falta de indicação de uso.

A remoção mecânica do biofilme é a melhor forma de perpetuar a saúde da cavidade bucal, contudo, falha nessa remoção e uma dieta cariogênica podem resultar num desequilíbrio da microbiota oral e no surgimento de patologias bucais. Então para evitar o surgimento dessas patologias é aconselhável motivar o paciente quanto a higiene oral e, em casos de deficiência nessa remoção, causada por diversos fatores, deve-se fazer o uso de substâncias químicas, devendo essas substâncias atender a quatro critérios: toxicidade, não lesionar os tecidos orais; permeabilidade aos tecidos baixa para não resultar em efeitos sistêmicos; microbiota residente – não ocasionar

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desajustes, levando ao surgimento de patógenos oportunistas (ação bactericida) e substantividade – apresente uma boa retenção nos tecidos bucais (TORRES, et al, 2000).

A justificativa pela escolha do antimicrobiano que mais se adapta às necessidades dos usuários precisa ser levado em consideração no momento da prescrição, entretanto, atualmente esses produtos são adquiridos nas gôndolas dos estabelecimentos comerciais sem qualquer tipo de orientação aos consumidores, constando na embalagem apenas informação sobre o uso.

O antimicrobiano para ser considerado ideal deve atender aos critérios apresentados, todavia, essa solução ainda não existe, caso existisse, seria perigoso para a cavidade oral já que eliminaria as bactérias comensais colonizadoras da boca, dando oportunidades para o surgimento de microrganismos com potencial patogênico oportunistas. Os compostos ativos supracitados serão mais detalhados a seguir, tendo em vista, que eles dominam o mercado consumidor brasileiro (FEJERSKOV; KIDD, 2013; LINDHE; LANG; KARRING, 2011).

2.1 CLOREXIDINA

A clorexidina foi apresentada ao mercado em 1940 pela empresa britânica Imperial Chemical Industries e só foi comercializada em 1954 na forma de antisséptico para as enfermidades de pele, depois foi usada na profilaxia pré-cirúrgica das mais diversas especialidades médicas, já na medicina dentária foi introduzida para realizar a assepsia bucal antes dos procedimentos endodônticos, sua ação consiste num aumento da permeabilidade e perda de componentes intracelular, se em alta concentração, inibe enzimas glicolíticas, além provocar precipitação do citoplasma e morte celular. Ela é adsorvida pelas superfícies, evidenciando sua capacidade bacteriostática, durando mais de 12 horas, possuindo uma ampla ação antimicrobiana, contra as bactérias gram-positivas e gram-negativas, fungos, leveduras e alguns vírus como da Hepatite B e HIV. A clorexidina é comercializada na forma de sal de digluconato a 012%, sendo a marca mais conhecida da Colgate, com nome comercial Periogard. O fabricante recomenda seu uso após escovação na dosagem de 15ml, duas vezes ao dia, sendo mais efetivo quando usado de forma preventiva, auxiliando no controle do biofilme dentário e no combate a gengivite, sendo recomendado sua utilização como

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complemento à higiene oral, após cirurgia periodontal e alisamento radicular; pacientes submetidos a cirurgias bucomaxilofaciais; pessoas portadoras de necessidades físicas ou distúrbios mentais que apresentam dificuldades motora; pacientes com alto risco de cárie; usuários de aparelhos ortodôntico e mau hálito (LINDHE; LANG; KARRING, 2011; TORRES et al., 2000).

Apesar das indicações de uso, caso os usuários façam seu consumo de forma indiscriminada a clorexidina pode causar efeitos adversos locais tais como: manchas acastanhadas nos dentes e em alguns materiais de restauração e no dorso da língua; alteração do paladar ao sal, deixando os alimentos e bebidas com gosto mais suave; erosão na mucosa oral; tumefação unilateral ou bilateral da parótida e estímulo a formação de cálculos supragengivais (FEJERSKOV; KIDD, 2013; LINDHE; LANG; KARRING, 2011).

2.2 ÓLEOS ESSENCIAIS

O representante dos óleos essenciais (uma mistura de timol, mentol, eucaliptol e salicilato de metila) é o Listerine da Johnson & Johnson, com mais de 100 anos da fórmula como colutório bucal, não sendo tão eficiente quanto a clorexidina, mesmo assim, tem atividade antiplaca e pode reduzir a gengivite, devendo ser usado como produto auxiliar na higiene oral. Eles agem alterando a parede celular bacteriana, porém apresentam baixa substantividade. A grande vantagem do seu uso é apresentar efeitos adversos menores do que a clorexidina, podendo causar uma discreta erosão no esmalte e na dentina, além de sensação de queimação. A sua posologia é de bochechos por 30 segundos, duas vezes ao dia (LINDHE; LANG; KARRING, 2011; TORRES et al., 2000; GONÇALVES et al., 2010).

2.3 TRICLOSAN

O triclosan pode ser encontrado em diversos produtos como dentifrício, antiperspirantes, sabões e colutórios. No caso dos enxaguantes bucais, o produto comercial que apresenta este composto ativo é o Colgate Plax da empresa Colgate-Palmolive Company. O mecanismo de ação consiste na desorganização da membrana celular e de enzimas inespecíficas da membrana, possuindo um amplo espectro frente

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as bactérias gram-positivas, gram-negativas e leveduras. Devido à baixa solubilidade é necessário a união com algum detergente, além disso, apresenta baixa substantividade de apenas 5 horas, para compensar essa baixa capacidade de retenção foi adicionado o copolímero polivinilmetiléter do ácido maleico, conhecido comercialmente como Gantrez. Estudos demonstram que o triclosan impede a formação do biofilme dentário, da gengivite, podendo auxiliar na desaceleração da periodontite. Mesmo assim, seu uso deve ser de forma controlada, pois quando utilizado em excesso pode causar resistência antimicrobiana não só a este princípio ativo como a outros. Não existe recomendação do fabricante quanto a sua administração, sendo orientado apenas a quantidade 2 vezes ao dia, após a escovação. Ressalte-se aqui que a empresa fabricante do produto também produz colutório de mesmo nome com outro princípio ativo (FEJERSKOV; KIDD, 2013; GONÇALVES et al., 2010; TORRES et al., 2000).

2.4 CLORETO DE CETILPIRIDÍNIO

Esse produto geralmente é usado numa concentração de 0,05%, estando disponível no mercado como enxaguante bucal desde o final da década de 1950, sob o nome comercial de Cepacol, pertencente atualmente a empresa Sanofi Brasil. O

produto do personagem Bond Boca apresenta rápida adsorção e capacidade antimicrobiana maior do que a clorexidina, no entanto, pouco inibe o biofilme e sua efetividade varia entre 3 e 5 horas; com relação ao mecanismo de ação está relacionado ao aumento da permeabilidade da parede celular, favorecendo a lise, diminuindo o metabolismo celular, e a habilidade da bactéria em se aderir a superfície dentária (TORRES et al., 2000). Como efeito colateral pode provocar pigmentação dentária e ardência bucal, sendo recomendo pelo fabricante doses diárias, após escovação dentária, ou sempre que necessário do volume da tampa do frasco (LINDHE; LANG; KARRING, 2011).

3. OBJETIVOS

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Verificar o uso e o grau de informação dos adolescentes acerca dos colutórios bucais de duas escolas da cidade do Natal.

3.2 ESPECÍFICOS

Verificar se as características sociodemográficas (tipo de escola, renda, idade e sexo) influenciam no uso e a informação acerca dos colutórios bucais.

Avaliar se uso dos serviços odontológicos estão associados às informações acerca do uso de enxaguantes bucais, assim como, a sua frequência.

4. METODOLOGIA

4.1 TIPO DE ESTUDO

Esse trabalho caracteriza-se como um estudo seccional, de natureza quantitativa.

4.2 LOCAL E POPULAÇÃO DO ESTUDO

O estudo será realizado com estudantes das escolas Lauro de Castro, da rede estadual de ensino, localizada na Zona Oeste de Natal e do Complexo Educacional Henrique Castriciano, escola privada, localizado na Zona Leste da capital potiguar.

4.3 MOSTRA

O tamanho da amostra foi definido de forma arbitrária, com 60 estudantes, na faixa etária de 12 a 18 anos, sendo 30 em cada escola, e foram selecionados de forma aleatória da listagem dos alunos cedida pela direção da escola. Foram excluídos apenas os alunos que não possuíssem capacidade cognitiva para compreender e responder o questionário.

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4.4 COLETA DOS DADOS

Foi aplicado um questionário com questões objetivas acerca das condições socioeconômicas e de saúde bucal, adaptado do questionário do SBBrasil 2010.

Os estudantes tiveram 10 minutos para o preenchimento das questões, comumente antes do intervalo das aulas, ou no horário que não atrapalhasse a dinâmica escolar, definido pela direção. No momento da aplicação dos questionários, o pesquisador não estava de branco, nem se identificou como estudante de odontologia para não influenciar as respostas dos participantes, bem como para não causar algum desconforto ou stress emocional. Foi ainda esclarecido os objetivos do estudo, assim como, a garantia do sigilo e anonimato do TCLE, podendo os dados ser utilizados apenas pelos pesquisadores responsáveis para fins acadêmicos, e os participantes podem desistir de responder o estudo a qualquer momento.

4.5 ANÁLISE DOS DADOS

Com os questionários preenchidos, o próximo passo foi a digitação das informações no banco de dados do programa Excel e, posteriormente, avaliação estatística. As variáveis quantitativas foram apresentadas em números absolutos, médias e desvio padrão, e as qualitativas em percentuais. Foi aplicado o teste do qui-quadrado para avaliar se o hábito do uso do colutório está associado às condições socioeconômicas, sexo e uso do serviço odontológico.

4.6 ASPECTOS ÉTICOS

Esse estudo foi submetido ao Comitê de Ética e Pesquisa do Hospital Universitário Onofre Lopes - UFRN, sob o Nº do parecer 2.809.432 (em anexo). Sendo apresentado aos responsáveis dos participantes o Termo de Consentimento Livre Esclarecido (TCLE, em anexo), os quais ficaram com uma cópia e outra com o pesquisador, assim como, foi apresentado aos participantes o Termo de Assentimento Livre e Esclarecido (TALE, em anexo), em duas vias, para que os adolescentes tivessem a opção de participar ou não da pesquisa, sem prejuízo do consentimento de seus responsáveis legais, sendo respeitado a opinião deles. O material coletado é de

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uso exclusivo do pesquisador, utilizado com o propósito de fornecer os dados para a realização dessa pesquisa, assegurando a confidencialidade dos adolescentes e das informações que possam identificar os participantes.

Essa pesquisa não ofereceu nenhum tipo de dano ou desconforto aos participantes, tampouco não propiciou qualquer pagamento ou benefício material. O material coletado não será alvo de comercialização, nem de divulgação que prejudique algum dos participantes.

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5. RESULTADOS

De acordo com a Tabela 1, sobre o perfil dos alunos, 78% eram do sexo feminino, a maioria da cor parda, com 78%, e cursando o 7º ano (65%).

Tabela 01 – Números absolutos e percentuais por sexo, cor da pele, ano escolar dos estudantes, características sociais e de acesso ao serviço de saúde. Natal, 2018.

VARIÁVEL QUANTIDADE PERCENTUAL

SEXO Feminino 47 78,3% Masculino 13 21,7% COR DA PELE Pardos 45 75% Brancos 8 13% Negros 5 8,3% NÃO RESPONDERAM 2 3% ANO ESCOLAR 6º/ 7º ano 44 73% 8º/ 9º ano 11 18% 3º ano 5 8%

POSSUI PLANO DE SAÚDE

NÃO 28 46%

SIM 32 53%

MORA EM CASA PRÓPRIA

NÃO 15 25%

SIM 45 75%

ESTRUTURA MÉDICO-ODONTOLÓGICA QUE UTILIZA PÚBLICA 21 35% PRIVADO 33 55% NÃO SOUBE RESPONDER 6 10%

Com relação as características sociais e de acesso ao serviço de saúde, 52,5% dos estudantes relataram possuir plano de saúde, 75% moravam em casa própria e 55% eram usuários dos serviços médico-odontológico privado.

Sobre as informações da saúde bucal, 100% dos alunos afirmaram que já se submeteram a consulta odontológica, e com relação a última consulta, 41% referiram o intervalo de 6 meses. Quanto a frequência da escovação dentária, 60% afirmaram que repetem esse ato pelo menos 3 vezes ao dia.

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Quanto ao uso dos enxaguantes bucais, 56% dos adolescentes afirmaram que fazem uso deste produto. Entre os usuários, 30% o fazem duas vezes ao dia (Gráfico 1), 33%, 3 vezes ao dia e 27%, uma vez por semana. Dentre esses, apenas a metade disse que recebeu algum tipo de orientação e ou recomendação, sendo 47% feita por parentes (Gráfico 2).

Gráfico 01 - Frequência de uso do colutório.

30.00%

33.33% 10.00%

26.67%

Frequência de uso

Duas vezes ao dia Três vezes ao dia Não responderam Uma vez por semana

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Gráfico 02 - Responsável pela influência de uso dos colutórios.

A maioria dos adolescentes respondeu fazer uso dos enxaguantes para melhorar a limpeza (41%), enquanto 32% disseram proporcionar melhor hálito (Gráfico 3). Os que fazem uso dos colutórios, 50% responderam que no momento da escolha, a orientação do dentista é fundamental para a tomada de decisão.

Gráfico 03 - Motivo do uso do colutório.

Limpeza; 41.18%

Hálito; 32.35% Recomendação; 5.88%

Faz bem; 5.88%

Não responderam; 14.71%

Por que usa?

Parentes; 47.06%

Amigos; 5.88%

Dentista; 35.29%

Propaganda; 11.76%

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Quando os alunos foram questionados se percebem alguma alteração na boca após o uso do enxaguante, 64% disseram que sim, sendo a sensação de boca fresca a mais relatada, por 29%, seguido de ardor com 14%.

Tabela 2 - Resultado do teste de qui quadrado para as variáveis casa própria, tipo de escola, plano de saúde e sexo.

Variáveis Categorias Uso de Enxaguantes Sim Não n ( % ) n (%)

p

Casa Própria Sim Não 21 (61,8) 13(38,2) 24 (92,3) 2 (7,7) 0,008*

Tipo de Escola Pública Privada 17 (50) 17 (50) 13 (50) 13 (50 1,00 Plano de Saúde Sim

Não 18 (54,5) 15 (45,5) 13 (50) 13 (50) 0,796 Sexo Feminino Masculino 26 (55,6) 8 (61,5) 21 (44,7) 5 (38,50) 0,689

*p-value menor que 0,005.

A associação entre o uso de enxaguante bucal e o tipo de moradia em que os estudantes residem foi estatisticamente significativa, de modo que os alunos residentes em casa própria consomem mais colutórios em relação àqueles que não têm moradia fixa.

6. DISCUSSÃO

O fácil acesso das pessoas aos enxaguantes bucais fez com que o consumo deste produto tenha aumentado nos últimos anos, segundo demonstrou Manfredine (2006). Entre esses usuários requer atenção para os adolescentes, pois esses jovens fazem o uso influenciado por terceiros.

Os enxaguantes bucais eram usados por mais da metade dos adolescentes que participaram deste estudo, discordando dos resultados encontrados por Fernandes et al. (2016), no qual constatou, na Cidade da Campina Grande, PB, com 201 estudantes de 15 anos de idade, de escolas públicas, a utilização de apenas 33,8%.

Com relação a frequência de uso, a maioria fazia uso de colutórios mais de uma vez ao dia. Isso é algo alarmante, pois essas pessoas usam todos os dias e não possuem

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os sinais para que haja recomendação de uso, além disso, podem até mesmo desconhecer os efeitos adversos do uso em larga escala, mostrando que essa utilização é feita sem que os participantes saibam realmente a sua utilidade, podendo fazer com que esses produtos não sejam profícuos. O estudo de Fernandes et al. (2016) constatou entre os que usavam, 63%, o faziam, pelo menos, uma vez ao dia, já Ferreira, Machado e Machado (2017) verificaram dentre os usuários de colutórios, 28% utilizavam todos os dias.

Esse uso indiscriminado foi destacado por Sousa (2016) que afirmou se deve ao fato dos adolescentes estarem na fase de transição da vida infantil para adulta, resultando na procura por serviços odontológicos que possam oferecer-lhes uma estética mais agradável, fazendo com que muitos deles façam uso de aparelhos ortodônticos e consequentemente recebem a prescrição de uso.

Em números absolutos a maioria das estudantes usava colutório com mais frequência, porém, proporcionalmente não houve diferenças significativas, expressando que todos procuram ter uma boa saúde bucal. No entanto, de acordo com os relatos na literatura, as mulheres se preocupam mais com a higiene bucal e consomem mais este produto. (FREIRE; SHEIHAM; BINO, 2017).

Quanto a recomendação, a maioria disse ter sido orientado por algum parente, enquanto um pouco mais de um terço dos alunos foram orientados por dentistas. No estudo de Ferreira, Machado e Machado (2017), 37,1% se automedicavam, enquanto os dentistas indicaram para 30% dos usuários. No presente estudo, 12% utilizavam devido a influência do mercado publicitário, um valor bem próximo ao constatado por Ferreira, Machado e Machado (2017), com 11,5% dos entrevistados, afirmando que a escolha se deu baseada na mídia. Evidenciando que a propaganda e a família exerceram maior influência em relação ao dentista, levando a crer que ou os adolescentes não estão tendo acesso aos serviços de saúde, ou o dentista não está sendo eficaz na abordagem aos seus pacientes durante a consulta odontológica. Nesse sentido, o consumo deste produto está sendo feito de forma banalizada, aumentando as vendas dos fabricantes e disseminando entre a população uma informação falsa de utilização, sem apresentar real necessidade, resultando na indução do uso de produtos desnecessários.

Fica evidenciado a importância da prescrição deste produto pelo odontólogo, visto que a maioria escolhe o enxaguante prescrito, seguido da influência da

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propaganda e do fato de não constar álcool na composição do enxaguante. Tais dados estão de acordo com Cantarelli (2010), o qual constatou que 47% dos indivíduos consideraram a indicação do dentista primordial no momento da escolha. Logo após, apareceram o preço com 35,5% e 20% relacionaram à propaganda a escolha do produto. Demonstrando que os pacientes consideram importante a prescrição do dentista, já que este é o profissional responsável pela recomendação destes produtos. No entanto, o uso exacerbado pode levar a perda de percepção das papilas gustativas, por isso, o cirurgião-dentista precisa conhecer as propriedades farmacológicas das fórmulas, conhecendo seus riscos e benefícios e as observações inerentes às condições motoras e motivacionais de cada paciente, sendo capaz de fazer a prescrição mais adequada. Buscando sempre novas evidências científicas dentro do processo de educação continuada (OPPERMANN, apud CANTARELLI, 2010).

Vale destacar ainda a influência da mídia, pois este tipo de recurso demonstrou influenciar no aumento do consumo, sendo este meio o responsável por propagar sensação de limpeza e frescor, limpeza essa que não será atingida caso não ocorra a desorganização mecânica do biofilme. A ANVISA é o órgão de fiscalização desses produtos e o Conar (Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária) é responsável pela normatização da propaganda, então deve-se fazer gestões para que a sociedade tenha uma orientação correta, ou até mesmo a proibição desses tipos de comerciais, uma vez que a maioria dos jovens não apresenta recomendação de uso. Esses produtos, geralmente, são indicados como complemento a higienização mecânica, em especial nos pacientes com dificuldades motoras, assim como, no pré e pós operatório, em caso de endodontia, casos de halitose, manutenção de implantes dentários, entre outros (FERREIRA; MACHADO; MACHADO, 2017).

No quesito sobre o motivo de usar os antissépticos bucais, a maior parte afirmou fazer uso com o objetivo de alcançar uma melhor limpeza bucal e em seguida aqueles que pretendem conseguir um hálito melhor, corroborando com Cantarelli (2010) e Sousa (2016). Sousa (2016) constatou que o uso dos antissépticos bucais se deu numa tentativa de atingir uma melhor limpeza, aparecendo depois o combate ao mau hálito, já Cantarelli (2010) evidenciou a busca por bom hálito ser a principal razão para o uso dos enxaguantes e só depois vem a limpeza dos dentes.

No que se refere a frequência de higienização com escova e dentifrício, o mais relatado foi 3 vezes ao dia, como ocorreu no estudo de Lisboa e Abegg (2006), no qual

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53,6% dos participantes relataram repetir esse hábito ao menos três vezes ao dia. Resultado esse considerado relevante, pois uma boa higiene bucal é fundamental para deixar a cavidade oral livre da cárie e da doença periodontal. Embora seja recomendado a higienização bucal duas vezes ao dia (ADA, 2013), geralmente os dentistas orientam que este procedimento seja realizado ao menos 3 vezes ao dia, e após as refeições, aumentando, deste modo, as chances dos adolescentes atingirem uma melhor saúde bucal.

Importante ressaltar que quase a metade dos alunos afirmou que a última consulta odontológica foi num período de 6 meses, corroborando com os estudos do SBBRASIL (2010) que demonstraram ser de 52,1% o percentual de jovens que haviam frequentado um consultório odontológico recentemente. De acordo com Lisboa e Abegg (2006), 37,9% dos adolescentes na cidade de Canoas haviam sido atendidos pelo dentista no último ano, enquanto no presente trabalho quase 70% dos estudantes referiram ter ido ao dentista no último ano. Alguns entrevistados relataram que atualmente estão se submetendo à tratamento ortodôntico e isso pode ter direcionado a resposta para o interstício de 6 meses.

Quanto as variáveis socioeconômicas, apenas a casa própria apresentou associação com o uso dos enxaguantes bucais. Entretanto, devido a grande maioria dos alunos residirem em casa própria da família, faz com que o dado careça de precisão estatística. O fato dos alunos possuírem residência própria, em tese, poderia representar um maior poder aquisitivo, o que levaria ao maior consumo dos colutórios bucais. Sousa (2016) evidenciou que o fator socioeconômico influencia no consumo deste produto, pois, como este insumo não é essencial para a higienização bucal, sendo utilizado, na maiorias vezes, devido a uma aceitação social, por causar uma sensação de hálito fresco.

Outra variável que supostamente poderia discriminar o fator social e o uso dos enxaguantes, seria o tipo de escola, se paga ou gratuita, porém não apresentou qualquer diferença entre os alunos, mostrando que os alunos de ambas as escolas fazem uso de maneira igual, devido a fatores como facilidade de acesso e a influência de terceiros, contribuindo deste modo, para o uso devido ao apelo de sensação de boca limpa. Da mesma forma, o acesso a plano de saúde também não apresentou diferença com quem era usuário do serviço público de saúde.

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7. CONCLUSÃO

A maioria dos estudantes fazia uso de enxaguantes bucais, sendo necessário o uso racional dos colutórios bucais, pois na maioria dos casos ele é utilizado como complemento a higienização bucal e a falta de informação e facilidade de acesso podem ocasionar sérios problemas aos usuários.

Esse uso é devido a influência dos parentes, demostrando a responsabilidade pela disseminação da informação, o que carece de ações por parte da agência reguladora enfatizando as campanhas publicitárias para priorizar ações de promoção em saúde, realização de atividades educativas e consequentemente gerando conhecimento, ao invés da indução errônea ao consumo.

Além disso, os adolescentes apresentavam hábitos de higiene bucal adequados, independente da condição social, e faziam visitas regulares ao odontólogo. No entanto, é necessário o reforço das orientações quanto ao uso dos colutórios, visto que, o cirurgião-dentista é o principal responsável pela disseminação correta de uso dos enxaguantes, devendo atuar de forma eficaz para combater o uso sem necessidade, assim como, deve se apropriar de conhecimento científico, para pautar a prescrição dos colutórios bucais.

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REFERÊNCIAS

AMERICAN DENTAL ASSOCIATION (ADA). Statement on regular brushing

and flossing to help prevent oral infections. 2013. Disponível em:

< https://www.ada.org/en/press-room/news-releases/2013-archive/august/american-dental-association-statement-on-regular-brushing-and-flossing-to-help-prevent-oral>. Acesso em: 25 nov. 2018.

BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução

nº 07, de 10 de fevereiro de 2015. Diário Oficial da União, Poder Executivo, Brasília,

DF, 11 fev. 2015.

BRASIL. Ministério da Saúde. SB Brasil 2010: Pesquisa Nacional de Saúde Bucal SB Brasil. Brasília, DF. Ministério da Saúde, 2012. Disponível em:

<http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/pesquisa_nacional_saude_bucal.pdf>. Acesso em: 25 nov. 2018.

CANTARELLI, Rômulo. Análise do perfil de uso de consultórios pelos pacientes

da faculdade de odontologia da Universidade Federal do Rio Grande do

Sul. 2010. 24 f. TCC (Graduação) - Curso de Odontologia, Faculdade de Odontologia,

Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2010. Disponível em: <https://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/32132/000786005.pdf? sequence=1>. Acesso em: 25 nov. 2018.

FEJERSKOV, Ole; KIDD, Edwina. Cárie Dentária: A doença e seu tratamento clínico. 2. ed. Santos: Santos Editora, 2013.

FERNANDES, Liege Helena Freitas et al. Hábitos de higiene bucal e condição periodontal de escolares adolescentes. Revista Brasileira de Ciências da Saúde, v. 20, n. 1, p. 37-42, 2016. Disponível em:

<http://www.periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/rbcs/article/view/24227/15221>. Acesso em: 25 nov. 2018.

FERREIRA, Iuri de Melo; MACHADO, Walter Augusto Soares; MACHADO, Renata Castanheira. Avaliação dos Hábitos de Higiene Oral e Prevalência do Uso de

Antissépticos Bucais por Jovens de 18-25 anos. Revista Sobrape, v. 27, n. 3, p.16-22, 2017. Disponível em:

<http://www.revistasobrape.com.br/arquivos/2017/setembro/REVPERIO_SETEMBR O_2017_PUBL_SITE_PAG-16_A_22%20-%2027-09-2017.pdf>. Acesso em: 25 nov. 2018.

FREIRE, Maria do Carmo Matias; SHEIHAM, Aubrey; BINO, Yedda Avelino. Hábitos de Higiene Bucal e Fatores Sociodemográficos em Adolescentes. Revista

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GONÇALVES, Érica Melo et al. Grau de conhecimento dos cirurgiões-dentistas na prescrição de colutórios e dentefricios. Revista Periodontia, v. 20, n. 4, p.51-55, 2010. Disponível em:

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34

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HAAS, Alex Nogueira et al. Conhecimento geral de estudantes de odontologia a respeito de antissépticos bucais. Revista Periodontia, v. 3, n. 20, p.47-52, 2010. Disponível em: <http://www.revistasobrape.com.br/arquivos/set_2010/artigo7.pdf>. Acesso em: 01 out.

JARDIM, Juliana Jobim; ALVES, Luana Severo; MALTZ, Marisa. The history and global market of oral home-care products. Brazilian Oral Research, v. 23, n. 1, p.17-22, 2009. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/bor/v23s1/04.pdf>. Acesso em: 01 out. 2017.

LEMOS-JÚNIOR, Celso Augusto; VILLORIA, Germano Eduardo Miguel. Reviewed evidence about the safety of the daily use of alcohol-based mouthrinses. Brazilian

Oral Research, v. 22, n. 1, p. 24-31, 2008. Disponível em:

<http://www.scielo.br/pdf/bor/v22s1/05.pdf>. Acesso em: 01 out. 2017.

LINDHE, Jan; LANG, Niklaus P.; KARRING, Thorkild. Tratado de Periodontia

Clínica e Implantologia Oral. 5. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2011.

LISBOA, Isabel Cristina; ABEGG, Claídes. Hábitos de higiene bucal e uso de serviços odontológicos por adolescentes e adultos do Município de Canoas, Estado do Rio Grande do Sul, Brasil. Epidemiologia e Serviços de Saúde, v. 15, n. 4, p. 29-39, 2006. Disponível em: <http://dx.doi.org/10.5123/S1679-49742006000400004>. Acesso em: 25 nov. 2018.

MANFREDINI, Marco Antonio. Características da indústria de equipamentos

odontológicos e de produtos para higiene bucal no Brasil entre 1990 e 2002. 2006.

145 f. Dissertação (Mestrado) - Curso de Saúde Coletiva, Programa de Pós-graduação em Ciências da Coordenadoria de Controle de Doenças da Secretaria do Estado da Saúde do Estado de São Paulo, São Paulo, 2006.

SOUSA, Meily de Mello. Hábitos de uso e consumo de insumos preventivos em

saúde bucal: prevalência e fatores associados. 2016. 100 f. Dissertação (Mestrado)

-Curso de Odontologia, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2016. Disponível em:

<https://repositorio.ufrn.br/jspui/bitstream/123456789/21754/1/MeilyDeMelloSousa_ DISSERT.pdf>. Acesso em: 01 out. 2017. 2017.

TORRES, Carlos Rocha Gomes et al. Agentes antimicrobianos e o seu potencial uso na odontologia. Pós Graduação Revista Faculdade de Odontologia, v. 3, n. 2, p. 43-52, 2000. Disponível em:

<http://aloiseodontologia.com.br/arquivos/agentes-antimicrobianos-e-seu-potencial-de-uso-na-odontologia.pdf>. Acesso em: 01 out. 2017.

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ANEXO A

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE

DEPARTAMENTO DE ODONTOLOGIA

Instrumento da Pesquisa

Colutório bucal, há conhecimento sobre seu uso? IDENTIFICAÇÃO

Nome

Sexo Feminino ( ) Masculino ( )

Ano de nascimento Idade

Cor/Raça 1. Branco ( ) 2. amarelo 3. ( ) negro 4. ( ) 5. pardo ( ) 6. indígena ( ) 7. Não se identifica ( )

Cidade onde mora

PERFIL SÓCIO ECONÔMICO

Ano Escolar (série)

Possui plano

de saúde? Sim ( ) Não ( ) Mora em casa própria ou alugada? Própria ( ) Alugada ( ) Ao se submeter aos serviços médico-odontológico, qual tipo de estrutura você utiliza?

Pública ( ) ( ) Não Sabe responder Privado ( )

INFORMAÇÕES SOBRE HÁBITOS DE SAÚDE BUCAL

Você já foi ao consultório do dentista?

Não ( ) Sim ( ) ( ) Não se lembra

Se sim,

quando foi a última consulta?

( ) 6 meses ( ) 1 ano ( ) 2 anos ( ) 3 anos ( ) Não se lembra

Quantas vezes você escova seus dentes ao dia?

( ) Não escova ( ) 1 vez ao dia ( ) 2 vezes ao dia ( ) 3 vezes ao dia ( ) 4 vezes ao dia ( ) + de quatro vezes

Você usa enxaguantes bucais? (solução para bochecho) ( ) Não ( ) Sim ( ) Não sabe Se sim,

quantas vezes você usa (frequência)? ( ) 1 vez ao dia ( ) 2 vezes ao dia ( ) 3 vezes ao dia ( ) Após a escovação ( ) 1 vez por semana

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36 ( ) 2 vezes por semana ( ) outro/ não lembra Alguém

recomendou o uso? ( ) Não( ) Sim quem? Se sim, Por que você

usa enxaguante bucal?

Qual motivo

da escolha? dentista ( ) Sabor ( ) Propaganda ( ) Aparência colorida ( )( ) Preço ( ) Não ter álcool ( ) Recomendação do Outro

Percebe alguma alteração na boca, após o uso do enxaguante bucal? ( ) Não ( ) Sim ( ) Não sabe responder Se sim, qual?

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ANEXO B

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE

DEPARTAMENTO DE ODONTOLOGIA

Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE)

Colutório bucal, há conhecimento sobre seu uso? Esclarecimentos

Estamos solicitando a você a autorização para que o menor pelo qual você é responsável participe da pesquisa: Colutório bucal, há conhecimento sobre seu uso?, que tem como pesquisador responsável o(a) Prof Dr.(a) Maria Angela Fernandes Ferreira.

Esta pesquisa pretende avaliar o grau de informação dos adolescentes acerca do uso dos colutórios bucais.

O motivo que nos leva a fazer este estudo é devido à grande oferta desses produtos no comércio varejista e a facilidade de acesso por parte da população, em especial os adolescentes.

Caso você decida autorizar, ele deverá responder o questionário dividido em três tópicos: identificação, perfil sócio-econômico e hábitos bucais, levando em média 10 (dez) minutos para o preenchimento da ficha de coleta dos dados.

Durante a realização do preenchimento do questionário a previsão de riscos é mínima, ou seja, o risco que ele(a) corre é semelhante àquele sentido numa consulta psicológica de rotina, ou algum desconforto em responder alguma das perguntas.

Em caso de algum problema que ele(a) possa ter, relacionado com a pesquisa, ele(a) terá direito a assistência gratuita que será prestada, através de acompanhamento psicológico desta Universidade. Mas em compensação a sua autorização implicará na contribuição do desenvolvimento do conhecimento científico, bem como, fornecerá informações para que a partir dos dados obtidos, possamos evidenciar o uso adequado do colutórios bucais entre os adolescentes e se for o caso irá colaborar com uma mudança de hábitos

Essa pesquisa não oferece pagamento ou ressarcimento aos participantes. O material coletado não será alvo de comercialização, nem de divulgação que prejudique

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qualquer adolescente, bem como, contribuirá para o desenvolvimento do conhecimento científico.

Durante todo o período da pesquisa você poderá tirar suas dúvidas ligando para Prof. Dr (a) Maria Angela Fernandes Ferreira do Departamento de Odontologia da UFRN, localizado na Av. Sen. Salgado Filho, 1787, Lagoa Nova, Natal/RN, pelo telefone (84) 3215-4100.

Você tem o direito de recusar sua autorização, em qualquer fase da pesquisa, sem nenhum prejuízo para você e para ele (a), bem como, é assegurado o direito de recusar a responder as perguntas que possam causar constrangimento de qualquer natureza.

Os dados que ele(a) irá nos fornecer serão confidenciais e serão divulgados apenas em congressos ou publicações científicas, não havendo divulgação de nenhum dado que possa identificá-lo(a).

Esses dados serão guardados pelo pesquisador responsável por essa pesquisa em local seguro e por um período de 5 anos.

Se você tiver algum gasto pela participação dele(a) nessa pesquisa, ele será assumido pelo pesquisador e reembolsado para você.

Se ele(a) sofrer algum dano comprovadamente decorrente desta pesquisa, ele(a) será indenizado.

Qualquer dúvida sobre a ética dessa pesquisa você deverá ligar para o Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, endereço: Av. Nilo Peçanha, 620, 1º Andar do Prédio Administrativo - Espaço João Machado, Petrópolis, Natal/RN, Telefone: (84) 3342-5003 - E-mail: [email protected].

Este documento foi impresso em duas vias. Uma ficará com você e a outra com o pesquisador responsável Prof Dr.(a) Maria Angela Fernandes Ferreira.

Consentimento Livre e Esclarecido

Eu, ____________________________________________, representante legal do menor ____________________________________________, autorizo sua participação na pesquisa Colutório bucal, há conhecimento sobre seu uso?.

Esta autorização foi concedida após os esclarecimentos que recebi sobre os objetivos, importância e o modo como os dados serão coletados, por ter entendido os riscos, desconfortos e benefícios que essa pesquisa pode trazer para ele(a) e também

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por ter compreendido todos os direitos que ele(a) terá como participante e eu como seu representante legal.

Autorizo, ainda, a publicação das informações fornecidas por ele(a) em congressos e/ou publicações científicas, desde que os dados apresentados não possam identificá-lo(a).

Natal, de de 2018.

Assinatura do representante legal

Declaração do pesquisador responsável

Como pesquisador responsável pelo estudo Colutório bucal, há conhecimento sobre seu uso?, declaro que assumo a inteira responsabilidade de cumprir fielmente os procedimentos metodologicamente e direitos que foram esclarecidos e assegurados ao participante desse estudo, assim como manter sigilo e confidencialidade sobre a identidade do mesmo.

Declaro ainda estar ciente que na inobservância do compromisso ora assumido estarei infringindo as normas e diretrizes propostas pela Resolução 466/12 do Conselho Nacional de Saúde – CNS, que regulamenta as pesquisas envolvendo o ser humano.

Natal, de 2018.

Pesquisador responsável: Prof Dr.(a) Maria Angela Fernandes Ferreira Impressão

datiloscópica do representante legal

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ANEXO C

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE

DEPARTAMENTO DE ODONTOLOGIA

Termo de Assentimento Livre e Esclarecido (TCLE)

Colutório bucal, há conhecimento sobre seu uso? Esclarecimentos

Você está sendo convidado a participar da pesquisa Colutório bucal, há conhecimento sobre seu uso?, coordenada pela professora Dr.ª Maria Angela Fernandes Ferreira telefone 3215-4100. Seus pais permitiram que você participe.

Queremos saber o grau de informação dos adolescentes acerca do uso dos enxaguantes bucais.

Você só precisa participar da pesquisa se quiser, é um direito seu e não terá nenhum problema se desistir. Os adolescentes que irão participar desta pesquisa têm de 12 a 18 anos de idade.

A pesquisa será feita no Complexo Educacional Henrique Castriciano/ Escola Estadual Lauro Castro, onde os adolescentes responderão o questionário. Para isso, será usado um questionário, ele é considerado seguro, mas é possível ocorrer algum tipo de constrangimento, ou desconforto com as perguntas. Caso aconteça algo errado, você pode nos procurar pelos telefones que tem no começo do texto. Mas há coisas boas que podem acontecer como contribuição para desenvolvimento do conhecimento científico.

Ninguém saberá que você está participando da pesquisa; não falaremos a outras pessoas, nem daremos a estranhos as informações que você nos der. Os resultados da pesquisa vão ser publicados no Trabalho de Conclusão de Curso, mas sem identificar os adolescentes que participaram.

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CONSENTIMENTO PÓS INFORMADO

Eu ___________________________________ aceito participar da pesquisa Colutório bucal, há conhecimento sobre seu uso?

Entendi as coisas ruins e as coisas boas que podem acontecer.

Entendi que posso dizer “sim” e participar, mas que, a qualquer momento, posso dizer “não” e desistir e que ninguém vai ficar com raiva de mim.

Os pesquisadores tiraram minhas dúvidas e conversaram com os meus responsáveis.

Recebi uma via deste termo de assentimento e li e concordo em participar da pesquisa.

Natal, ____de _________de 2018. _______________________

Assinatura do menor

_______________________ Assinatura do pesquisador

(42)

PARECER CONSUBSTANCIADO DO CEP

DADOS DO PROJETO DE PESQUISA

Título da Pesquisa: Colutório bucal, há conhecimento sobre seu uso? Pesquisador: Maria Angela Fernandes Ferreira

Área Temática: Versão: 2

CAAE: 87044218.1.0000.5292

Instituição Proponente: Pós-Graduação em Saúde Coletiva Patrocinador Principal: Financiamento Próprio

DADOS DO PARECER

Número do Parecer: 2.809.432 Apresentação do Projeto:

Ressaltar a importância de uma boa higiene bucal, evidenciando o uso dos colutórios bucais como complemento à higiene oral, em especial durante

a adolescência, já que esses produtos são facilmente comercializados por alguns estabelecimentos comerciais. Objetivo – avaliar o grau de

informação dos adolescentes acerca do uso dos colutórios bucais, verificando se as informações sociodemográficas e uso de serviços odontológicos

influenciam acerca do uso do colutórios bucais. Metodologia – esse é um estudo seccional, sendo que a pesquisa se realizará na cidade do

Natal/RN com 60 adolescentes, estudantes de duas escolas, divididos em dois grupos de 30 alunos de colégio público ou privado. Será aplicado um

questionário ordenado em três partes: identificação, características socioeconômicas e percepção de saúde oral, com tempo estimado para

resolução de dez minutos. Objetivo da Pesquisa:

Identificar e avaliar o grau de informação dos adolescentes acerca do uso colutórios bucais de duas escolas da cidade do Natal.

Avaliação dos Riscos e Benefícios:

Descritas, sendo os benefícios maiores que os riscos.

Endereço: Avenida Nilo Peçanha, 620 - Prédio Administrativo - 1º Andar - Espaço João Machado Bairro: Petrópolis CEP: 59.012-300

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Telefone: (84)3342-5003 Fax: (84)3202-3941 E-mail: [email protected]

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(43)

Continuação do Parecer: 2.809.432

Comentários e Considerações sobre a Pesquisa:

A pesquisa de natureza qualitativa, a qual será realizada através do levantamento de dados, após responder o questionário Considerações sobre os Termos de apresentação obrigatória: Todos presentes

Conclusões ou Pendências e Lista de Inadequações: Não há pendencias, todas foram respondidas pelo pesquisador. Considerações Finais a critério do CEP:

Aprovado

Este parecer foi elaborado baseado nos documentos abaixo relacionados: Tipo Documento rquivA o P ostagem utoA r S ituaçã o Informações

Básicas PB_INFORMAÇÕES_BÁSICAS_DO_P 2/07/20180 ceitoA

do Projeto ROJETO_1095580.pdf 1

0:31:41

Cronograma Cronograma_modificado.docx 0

2/07/2018 Maria Angela ceitoA 1

0:30:22 Fernandes Ferreira Parecer Anterior PB_PARECER_CONSUBSTANCIAD

O_ 8/06/20180 Maria Angela ceitoA

CEP_2631028.pdf 1

1:16:31 Fernandes Ferreira

Outros Folhadidentificao_modificada.pdf 0

8/06/2018 Maria Angela ceitoA 1

1:12:20 Fernandes Ferreira

Recurso Anexado Carta_ao_comite_de_etica.docx 0

8/06/2018 Maria Angela ceitoA

pelo Pesquisador 1

1:08:58 Fernandes Ferreira

Folha de Rosto Folha_de_rosto_modificada.pdf 0

8/06/2018 Maria Angela ceitoA 1

1:07:54 Fernandes Ferreira

TCLE / Termos de tale_lauro_modificado.docx 0

4/06/2018 Maria Angela ceitoA

Assentimento / 1

1:44:42 Fernandes Ferreira Justificativa de

Ausência

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TCLE / Termos de tale_henrique_modificado.docx 0

4/06/2018 Maria Angela ceitoA

Assentimento / 1

1:44:15 Fernandes Ferreira Justificativa de

Ausência

TCLE / Termos de tcle_proj_modificado.docx 0

4/06/2018 Maria Angela ceitoA

Assentimento / 1

1:43:54 Fernandes Ferreira Justificativa de

Ausência Projeto

Detalhado / projeto_para_submissao_modificado.do 4/06/20180 Maria Angela ceitoA

Brochura cx 1

1:43:32 Fernandes Ferreira Investigador

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