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DESPERTANDO A IMAGINAÇÃO SOCIOLÓGICA: sobre a organização do trabalho nas diferentes sociedades e a desnaturalização das desigualdades sociais.

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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE SECRETARIA DE EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA

ESPECIALIZAÇÃO EM ENSINO DE SOCIOLOGIA PARA O ENSINO MÉDIO

RENATA GOMES MARQUES DA SILVA SOUZA

PLANO DE ENSINO ANUAL

DESPERTANDO A IMAGINAÇÃO SOCIOLÓGICA: sobre a organização do trabalho nas diferentes sociedades e a desnaturalização das desigualdades sociais

(Eixo Temático Trabalho e Sociedade – 3º Ano do Ensino Médio)

NATAL/RN NOVEMBRO/2016

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RENATA GOMES MARQUES DA SILVA SOUZA

PLANO DE ENSINO ANUAL

DESPERTANDO A IMAGINAÇÃO SOCIOLÓGICA: sobre a organização do trabalho nas diferentes sociedades e a desnaturalização das desigualdades sociais

(Eixo Temático Trabalho e Sociedade – 3º Ano do Ensino Médio)

Plano de Ensino Anual para a disciplina Sociologia no Ensino Médio, apresentado à Coordenação do Curso de Especialização em Ensino de Sociologia no Ensino Médio, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), como requisito parcial para obtenção do título de Especialista em Ensino de Sociologia no Ensino Médio.

Orientador: Prof. Dr. José Gllauco Smith Avelino de Lima

NATAL/RN 2016

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SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO ... 04

2 JUSTIFICATIVA PARA O ESTUDO DO EIXO TEMÁTICO TRABALHO E SOCIEDADE ... 10

3 METODOLOGIA DA CONSTRUÇÃO DO PLANO DE ENSINO ANUAL PARA A DISCIPLINA SOCIOLOGIA NO 3O ANO DO ENSINO MÉDIO ... 13

4 OBJETIVOS GERAIS DO PLANO DE ENSINO ANUAL ... 16

5 DETALHAMENTO DO PLANO DE ENSINO ANUAL ... 18

5.1 Identificação ... 18

5.2 Detalhamento das Unidades Didáticas ... 18

5.2.1 Unidade I (1° Bimestre) ... 18

5.2.2 Unidade II (2° Bimestre) ... 23

5.2.3 Unidade III (3° Bimestre) ... 28

5.2.4 Unidade IV (4° Bimestre) ... 33

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS ... 39

REFERÊNCIAS ... 41 ANEXOS

ANEXO A: Roteiro para análise do filme “Tempos Modernos” ANEXO B: Roteiro para análise do filme “Eles não usam black-tie” ANEXO C: Roteiro para análise do filme “Amor sem Fronteiras”

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1 INTRODUÇÃO

A Sociologia surge em um contexto histórico muito peculiar, haja vista a chegada da modernidade1: através da industrialização e do capitalismo como novo modo de produção da vida material. Tudo passa a girar em torno do capital2: o antigo servo passa a ser “livre”, inclusive para vender a sua força de trabalho para aquele que detém os meios de produção, o burguês. A fábrica passa a ser o espaço de trabalho do trabalhador, e as mudanças provocadas pela modernização trazem benefícios, mas também provocam e acentuam problemas sociais que afetam grande parte da sociedade, como: miséria, desemprego, desigualdades, exploração, doenças, crimes, suicídio, etc.

Diante desse contexto, a Sociologia surge como uma necessidade explicativa para o novo cenário social, construído a partir da dissolução do mundo feudal e nascido ao mesmo tempo em que se consolida o modo de produção capitalista. Tomazi (2013, p. 332) denomina a Sociologia como “ciência da crise”, pois é fruto da Revolução Industrial, em virtude da qual procurou dar respostas às questões e às problemáticas sociais trazidas por essa revolução.

Como exemplo desse raciocínio, podemos destacar que, para Auguste Comte, considerado o pai da Sociologia, essa nova forma de conhecimento sobre a realidade seria capaz de fazer previsões com vistas a solucionar os possíveis problemas que viessem a existir, garantindo o progresso com ordem. Cabe ressaltar, também, que a Sociologia firma-se como conhecimento científico a partir de Émile Durkheim que, assim como Comte, acreditava que a Sociologia seria a solução para os problemas inerentes à sociedade moderna.

No Brasil, os primeiros passos da Sociologia foram dados com vistas ao antigo Ensino Secundário. Isso correu em 1882, durante o Império, quando Rui Barbosa defendeu a primeira proposta de inclusão da Sociologia no curso secundário. No entanto, essa disciplina somente foi introduzida no Brasil após a Proclamação da República, na reforma educacional implementada por Benjamin Constant, em 1891. Nesse ano, foi criada a cadeira de “Sociologia e Moral”. As primeiras preocupações com o ensino da Sociologia no Brasil, no contexto do

1 Período da história que tem início em 1453 e estende-se até 1789 (início da Revolução Francesa). Foi um

momento de transição do Feudalismo para o Capitalismo, e foi marcado por grandes transformações como a expansão marítima, as reformas protestantes, a formação dos Estados nacionais, as grandes navegações, o comercio ultramarino e o desenvolvimento científico-tecnológico.

2 É tudo aquilo que pode ser usado para gerar renda ou produzir riqueza, incluindo dinheiro emprestado a juros, ferramentas e maquinaria utilizadas para fabricar produtos e o tempo do trabalhador, vendido por salário. Do ponto de vista marxista, capital refere-se, também, aos meios de produção – como maquinaria e ferramentas – usados por trabalhadores que nem os possuem nem os controlam, mas que com eles produzem riqueza alheia em troca de salário.

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ideal positivista “Ordem e Progresso” estavam voltadas para um ensino entendido como questão “moral do cidadão”, assim como de cumprimento, pelos indivíduos, de direitos e deveres constitucionais. Com a morte de Benjamin Constant, essa reforma no currículo não foi levada a diante. Em 1901, a Sociologia saiu do currículo, com a Reforma Epitácio Pessoa.

Em 1925, com a Reforma do ministro Rocha Vaz, a Sociologia passa a ser ministrada na 6ª série do curso ginasial. Em 1931, com a Reforma Francisco Campos, a disciplina manteve o caráter preparatório e de formação complementar para o Ensino Superior. No ano de 1942, em plena vigência do regime autoritário de Getúlio Vargas, o Estado Novo, a Sociologia voltou a ser formalmente excluída do currículo escolar, por meio da Reforma de Gustavo Capanema. O objetivo dessa reforma era desvincular o Ensino Secundário do Ensino Superior, e a Sociologia tinha mais um caráter preparatório do que formativo. A Reforma Capanema tinha por finalidade contribuir para a consolidação do regime político de exceção de Getúlio Vargas, que visava a formar indivíduos com espírito de patriotismo e de civismo. As disciplinas curriculares deveriam atender a esse objetivo. Até então, o ensino da Sociologia esteve voltado à inserção passiva e harmônica do indivíduo na sociedade.

Entre os anos de 1946 e 1964, com o fim do Estado Novo, a discussão sobre a reinclusão da Sociologia no Ensino Secundário aparece em diversos fóruns acadêmicos. Nesse período, a Sociologia como disciplina curricular está incorporada às ideias de mudança e reforma social. Os principais propositores para a reinclusão da Sociologia nos fóruns acadêmicos e científicos foram Florestan Fernandes e Costa Pinto. Em 1963, com a Resolução nº 7, do Conselho Estadual de São Paulo, a Sociologia estaria presente como disciplina optativa dos cursos clássico, científico e eclético. Caberia às escolas a decisão de ofertar as disciplinas optativas. Mas, geralmente nunca ofertavam devido à suposta justificativa da falta de recursos humanos. No regime ditatorial de 1964 acentuou-se o esquecimento da Sociologia no Ensino Secundário, uma vez que essa disciplina foi entendida como sinônimo de comunismo e seu ensino como forma de “aliciamento político”.

Necessário se faz observar que, dada a atual conjuntura política brasileira, especialmente no que tange ao ano de 2016, quando um conjunto de reformas inerentes ao Governo do Presidente Michel Temer estão sendo levadas a diante, a Medida Provisória (MP) no 746, que trata da Reforma do Ensino Médio, ameaça a Sociologia mais uma vez. Essa MP, proposta pelo atual governo sem o mínimo diálogo com as bases, está sendo empurrada de cima para baixo, não ouvindo alunos, professores e demais especialistas em educação, atores importantes nesse processo. Por isso a classificamos como arbitrária e antidemocrática.

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Retirar a obrigatoriedade da Sociologia no Ensino Médio deixa uma brecha para os governos não a ofertarem sob a justificativa da falta de recursos. Isentar os alunos de entender a sociedade na qual eles vivem, de ter um pensamento crítico, reflexivo e desnaturalizador daquilo a que o senso comum classifica como natural, parece não agradar ao governo atual. A formação de jovens atuantes e protagonistas na sociedade está sendo ameaçada por essa Medida Provisória que vai de encontro aos documentos oficias da educação, como a Lei de Diretrizes e Bases e o Plano Nacional de Educação.

A Sociologia foi lembrada novamente por ocasião da redemocratização do país. Em 1982, foi aprovada a Lei 7.044, propondo o fim da obrigatoriedade da profissionalização no ensino de 2º grau. A partir dessa nova lei, surgiu a Resolução nº 06, do Conselho Federal de Educação, que reformulou o currículo da escola secundarista e colocou a possibilidade de dois tipos de ensino: o acadêmico e o profissionalizante. O ensino de Sociologia passou a constar na parte diversificada do currículo, principalmente nos cursos acadêmicos. Mas, para que a Sociologia viesse a constar no currículo, era necessário que as secretárias estaduais ou a escola tomassem a iniciativa de incluí-la. O texto da Lei 7.044/82 possibilitou que a Sociologia ganhasse espaço em alguns estados brasileiros. É preciso ressaltar que a mobilização em torno da inclusão dessa disciplina no Ensino Médio se intensificou no período de redemocratização do país, através da ação de sociólogos, políticos, educadores e estudantes de vários estados, os quais se engajaram em diferentes atividades com vistas a alcançar esse objetivo.

No início dos anos 1990, começou a tramitar no Congresso Nacional o projeto da nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB). A sua promulgação acontece em 20 de dezembro de 1996, ficando, então, conhecida como a Lei nº 9. 3946. Nela, aparece um ambíguo artigo sobre o ensino de Sociologia. O artigo 36, § 1º, inciso III, estabelece o domínio dos conhecimentos de Filosofia e Sociologia como necessário para o exercício da cidadania. Essa ambiguidade, resultante da redação do texto da Lei, não garantiu que os estados incluíssem as duas disciplinas em seus sistemas de educação.

Foi apenas em 2008 que o Presidente da República em exercício, José Alencar Gomes da Silva, sancionou a Lei nº 11. 684, a qual incluiu a Filosofia e a Sociologia como disciplinas obrigatórias em todas as séries do Ensino Médio. Em 2012, com a Resolução Nº 2, de 30 de janeiro desse mesmo ano, reforçou-se a obrigatoriedade do ensino da Sociologia em todo o Ensino Médio, bem como essa disciplina passou a integrar a área das Ciências Humanas, juntamente com Filosofia, Geografia e História.

Hoje, no cotidiano da escola, a Sociologia ainda é vista a partir de um viés simplificado, através do qual a entendem como formação do cidadão para o exercício da cidadania, trazendo

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uma ligeira semelhança com a primeira proposta implementada por Benjamin Constant, no sentido do cumprimento de direitos e deveres, logicamente num contexto bem diferente. O desafio, para os professores dessa disciplina, é o de fazer com que a comunidade escolar, em especial os alunos, compreendam a importância dessa ciência para a formação crítica e reflexiva de pessoas mais atuantes na sociedade. Ou seja, precisamos formar sujeitos capazes de interpretar de maneira relacional e desnaturalizada a realidade em que vivem e, a partir disso, educar sujeitos igualmente capazes de intervir criticamente na sociedade.

Desde a sua obrigatoriedade no currículo do Ensino Médio, em 2008, observamos que ainda não ficou clara a sua particularidade como disciplina escolar para o trajeto formativo dos estudantes. Disso resulta a forte ligação da Sociologia apenas como disciplina que contribui para a formação cidadã do indivíduo, fato que é muito evidenciado nos documentos oficiais da educação brasileira, como a LDB 9.394/1996 e os Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Médio (PCNEM). Todavia, é importante pensar que a Sociologia pode contribuir para o desenvolvimento do pensamento crítico dos alunos, uma vez que permite o distanciamento e o confronto com a realidade. Ademais, conforme esclarece Tomazi (2013), apoiado nas reflexões de W. Mills, a Sociologia contribui para desenvolver a nossa imaginação sociológica, que é exatamente a nossa capacidade de analisar o senso comum estabelecendo relações entre os dilemas cotidianos e as situações sociais mais amplas.

Com esse pensamento, Sarandy (2016), aponta três questões que devem nortear o ensino da Sociologia e justificar a sua inclusão na estrutura curricular do Ensino Médio:

(1) construção da cidadania por meio da formação dos cidadãos; (2) preparação básica para o trabalho por meio do entendimento das novas formas de organização do trabalho e da produção em tempos de globalização; (3) promoção de uma compreensão sociológica da realidade na qual estamos inseridos especialmente pelo desenvolvimento de seu modo específico de pensar. (SARANDY, 2016, p. 7). Não cabe apenas à Sociologia a responsabilidade de formar o “cidadão crítico”, pois essa habilidade permeia todas as outras disciplinas. Por isso, pode se justificar a presença da Sociologia no currículo do Ensino Médio a partir de dois princípios peculiares que a diferencia das outras disciplinas das Ciências Humanas, são eles: a “desnaturalização” e o “estranhamento”. O “estranhamento” significa a atitude de estranhar aquilo que acreditamos ser “normal”, e o processo de “desnaturalização” permite desnaturalizar fenômenos sociais considerados naturais e passar a enxergá-los como produções humanas, sociais e históricas. Esses dois princípios são peculiares da Sociologia, todavia, eles permitem também um diálogo

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com as outras disciplinas das Ciências Humanas, bem como com as demais áreas do conhecimento.

Nesses termos, para garantir que as aulas de Sociologia alcancem os objetivos propostos, o planejamento das aulas é primordial. Por essa razão, a construção do planejamento de ensino é um elemento indispensável no âmbito do trabalho docente, uma vez que possibilita maior clareza pedagógica, segurança e sistematização em torno dos processos de ensino e de aprendizagem.

Nesse sentido, é importante ressaltar que o planejamento faz parte da vida de qualquer indivíduo, em todos os momentos, seja para tomar decisões ou definir posicionamentos. O trabalho do professor na escola requer planejamento para atingir os objetivos propostos. O planejamento deve retratar a prática pedagógica da escola e do professor, mas não de forma mecânica, engessada, burocrática ou repetitiva. De acordo com Freire,

todo planejamento educacional, para qualquer sociedade, tem de responder às marcas e aos valores dessa sociedade. Só assim, é que pode funcionar o processo educativo, ora como força estabilizadora, ora como fator de mudança. Às vezes, preservando determinadas formas de cultura. Outras, interferindo no processo histórico instrumental. (FREIRE, 1986, p. 23).

Ensinar nessa perspectiva é promover a libertação do indivíduo para que este se torne autônomo e protagonista de sua própria história. O ensino da Sociologia permite que o aluno entenda e reflita sobre o seu cotidiano, fazendo relações entre o local e o global. Por isso, o planejamento é fundamental, para permitir que o aluno participe dos processos de ensino e de aprendizagem, e que este consiga perceber que a ciência da sociedade é importante para sua construção como sujeito.

Elaborar um Plano de Ensino Anual se tornou possível a partir da Especialização em Ensino de Sociologia para o Ensino Médio. Embora tivéssemos construído planos de aula na graduação, não tínhamos, ainda, nos deparado com esse modelo, mais completo e consistente. Retomar teóricos, conceitos, e refletir sobre a real finalidade do Ensino da Sociologia no Ensino Médio foi fundamental para repensar a nossa prática em sala de aula e em nosso papel como professores dessa disciplina.

A cada módulo estudado durante essa especialização, percebíamos que ficaram lacunas na graduação no que se diz respeito à nossa prática. Talvez não tivéssemos maturidade para compreender a importância da licenciatura, fato esse que nos faz perceber a importância da formação continuada para a vida profissional do professor. E deve ser no processo da

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ação-reflexão-ação que a nossa atuação em sala de aula deve ser balizada, tendo em vista que a nossa práxis, deve transformar realidades.

Segundo Freire, “[...] o importante é que a reflexão seja um instrumento dinamizador entre teoria e prática” (2001, p. 39). Por isso, não basta apenas pensar e refletir, é preciso que tal reflexão leve o professor a uma ação transformadora. Ainda em Freire (2001), a reflexão é o movimento realizado entre o fazer e o pensar, entre o pensar e o fazer, ou seja, no pensar para o fazer e no pensar sobre o fazer. Daí a importância da formação permanente e da consciência de nos reconhecermos como seres inacabados.

A partir do Complemento aos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN+), elegemos o Eixo Temático Trabalho e Sociedade para a construção deste Plano de Ensino Anual. Esse eixo faz a problematização do trabalho como atividade inerente aos seres humanos, a sua função e implicações nas diferentes sociedades.

No Plano de Ensino Anual optamos por iniciar cada unidade por um tema específico, tendo em vista que acreditamos que aproxima o ensino da disciplina Sociologia à realidade do aluno. Importante ressaltar que, a partir dos temas, introduziremos conceitos e teorias, até por que estes são interdependentes.

Com base nisso, o presente Plano Anual de Ensino está estruturado da seguinte forma: A primeira seção corresponde à justificativa sobre o porquê estudar o Eixo Temático Trabalho e Sociedade. A segunda, apresenta a metodologia que detalha como este Plano de Ensino Anual foi construído. Em seguida, apresentamos os objetivos a serem alcançados em cada unidade de ensino. Na etapa seguinte, trazemos o detalhamento das unidades de ensino, especificando o que foi proposto para cada aula. Por último, registramos as considerações finais e as observações sobre a experiência da construção deste documento.

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2 JUSTIFICATIVA PARA O ESTUDO DO EIXO TEMÁTICO TRABALHO E SOCIEDADE

O trabalho deve ser compreendido como mediação primeira entre o homem e a natureza, ou seja, como elemento central da produção humana que organiza a sociedade e define suas características básicas. O próprio homem para dar continuidade à sua existência, transformando a natureza e gerando conhecimentos, os quais são reproduzidos socialmente e acumulados histórica e culturalmente.

O termo “trabalho” surgiu do vocábulo latino tripallium, que significa “instrumento de tortura” e, por muito tempo, esteve associado à ideia de atividade penosa e torturante. De atividade penosa até uma atividade que dignifica o homem a partir da modernização da sociedade, o trabalho é, cada vez mais, entendido como importante elemento no desenvolvimento das sociedades.

Nesse sentido, e tendo em vista que o trabalho é uma prática fundamental na sociedade e que, de acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), é um dos conceitos estruturadores do ensino da Sociologia na escola de nível médio brasileira, o Eixo Temático que norteará a construção deste Plano de Ensino Anual será: Trabalho e Sociedade. Assim, assuntos como a organização do trabalho, o trabalho e as desigualdades sociais, as questões de desemprego e a reestruturação do capitalismo, por exemplo, se constituirão em temas geradores na organização das sequências didáticas do planejamento em pauta.

O Eixo Temático Trabalho e Sociedade, de acordo com os PCN, oferece inúmeras questões que envolvem o mundo do trabalho em nossa sociedade e em outras formações sociais, situando-as tanto no tempo quanto no espaço. Os temas sugeridos para levantar, analisar e debater em sala de aula dizem respeito à organização do trabalho, aos modos de produção ao longo da história, às desigualdades sociais como consequências da organização das sociedades, à mobilidade social no mundo atual e ao trabalho nas sociedades utópicas. Os temas serão incitados em sala de aula a partir das questões do cotidiano, com a intenção de provocar nos alunos a reflexão e a curiosidade sobre o desenvolvimento do trabalho nas diversas formações históricas e que influenciaram a sociedade na qual nós vivemos.

O aluno do terceiro ano do Ensino Médio poderá, a partir da sua realidade social, das aulas de Sociologia, leituras, reflexões, exposições e debates, compreender que é a partir do trabalho que as sociedades balizam a sua estrutura e que as diferenças entre os indivíduos e

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grupos sociais podem ser explicadas, inclusive, pelas maneiras como as sociedades se organizam através do trabalho.

Cabe ressaltar, diante disso, que a aprendizagem é um processo contínuo e que ocorre de diferentes formas. As aulas de Sociologia permitirão que este aluno coloque em prática a sua imaginação sociológica. Contudo, para que isso ocorra, é necessário o comprometimento do professor e a abertura do aluno como ser curioso, para que a disciplina Sociologia possa cumprir se papel de provocar estranhamento e desnaturalização sobre a realidade social.

De acordo com Mills (2009, p.84),

a imaginação sociológica permite ao seu possuidor compreender o cenário histórico mais amplo em termos de seu significado para a vida interior e a carreira exterior de uma variedade de indivíduos. Ela lhe permite levar em conta de que maneira indivíduos, no tumulto de suas experiências diárias, tornam-se muitas vezes falsamente cônscios de suas posições sociais.

É a capacidade de imaginar sociologicamente que o aluno precisa desenvolver durante as aulas de Sociologia para, através delas, compreender o que acontece em seu mundo micro e macrossocial. Nesse sentido, pensando nos temas geradores, o aluno deverá ser capaz de identificar, analisar e comparar os diferentes modos de organização do trabalho e de perceber sua importância para outras estruturas sociais. Deve, também, compreender as formas de desigualdades sociais no Brasil em seus níveis locais e regionais, assim como observar e problematizar as desigualdades no plano internacional.

Um dos desafios para colocar em prática esse plano nas aulas de Sociologia é o de provocar o estranhamento e a desnaturalização. “Desnaturalizar”, por exemplo, a ideia de que: “Eu sou pobre porque Deus quer que seja assim” ou “é porque não me esforço o suficiente ou não tenho capacidade”. Assim sendo, os alunos precisam perceber que existem situações externas que interferem na vida social, econômica e cultural do indivíduo, que a divisão desigual dos bens econômicos é uma construção humana, produzida e reproduzida pela sociedade e que essas desigualdades refletem diretamente nas relações entre os indivíduos.

Nessa perspectiva, a importância de se estudar o Eixo Temático Trabalho e Sociedade se dá em razão de permitir que o aluno entenda que o trabalho é a base do desenvolvimento das sociedades e que, em cada momento histórico, o modo de produção e a forma como o trabalho é organizado acentuam as diferenças entre os indivíduos. Compreender esses processos ajudará o aluno a entender como se organiza a sociedade brasileira a partir do trabalho e como as desigualdades são produzidas e reproduzidas. Desigualdades não só econômicas, mais também de gênero e racial, as quais os meios de comunicação de massa ajudam a esconder. Essas

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competências e habilidades contribuirão para que o aluno construa sua identidade social e atue como protagonista na sociedade, de forma a contribuir com o fortalecimento de uma sociedade mais democrática e solidária.

Com o intuito de despertar o olhar sociológico, a contextualização e a interdisciplinaridade farão parte das aulas de Sociologia. Iremos partir da realidade social na qual o aluno se insere e dialogaremos com outras disciplinas da área das Ciências Humanas, como a Filosofia, a História e a Geografia, de forma que o aluno consiga entender que o conhecimento é contextualizado e interdependente, e que, com o auxílio da Sociologia, deverá ter o domínio dos conhecimentos necessários para pensar o mundo do trabalho de maneira mais desnaturalizada, crítica e reflexiva.

A Filosofia contribuirá com as reflexões e questionamentos de como, por que e para que existe trabalho, desigualdades, etc. A História, com a linha do tempo, ajudará a compreender como o trabalho foi se desenvolvendo a partir das diferentes sociedades. A Geografia, em conjunto com a Matemática, pode ajudar com a leitura de dados estatísticos que comprovem as desigualdades socioespaciais no Brasil. É importante destacar a orientação das Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio (DCN) em garantir, no espaço da sala de aula, a interdisciplinaridade com essas e outras disciplinas do currículo escolar.

A intencionalidade das aulas de Sociologia, a parti disso, é a de que os alunos compreendam, como participantes da sua própria formação, que o trabalho é importante para a sociedade porque a organiza e define suas características. “É o trabalho, hoje, que dá acesso aos outros bens sociais e este constitui o principal meio de distribuição dos rendimentos, da proteção e das posições sociais” (MÉDA, 1999, p. 318-320).

Entender que o trabalho é um direito social de todos os cidadãos, mas também é uma obrigação coletiva porque, a partir da produção de todos, se produz e se transforma a existência humana e, nesse sentido, não é justo que muitos trabalhem para que poucos enriqueçam. Não é justo enquanto uma maioria se tona cada vez mais pobre e viva à margem da sociedade e uma minoria usufrua de todo o trabalho produzido, aumentando as desigualdades sociais.

Garantir a formação integral do aluno e levá-lo a reconhecer que a vida em sociedade é historicamente construída, como também buscar refletir sobre os processos produtivos e como estes impactam a vida dos indivíduos constituem alguns dos objetivos da Sociologia no Ensino Médio, através dos quais se persegue elementos necessários para a formação de um cidadão consciente de suas realidades sociais, econômicas, políticas e de sua potencialidade de agir e reagir diante dos vários cenários sociais em que vivem.

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3 METODOLOGIA DA CONSTRUÇÃO DO PLANO DE ENSINO ANUAL PARA A DISCIPLINA SOCIOLOGIA NO 3° ANO DO ENSINO MÉDIO

O Plano de Ensino Anual foi construído a partir da necessidade de sistematizar e organizar o trabalho pedagógico. Nesse entendimento, embasamos teórica e metodologicamente a elaboração deste planejamento nos documentos oficiais para o ensino de Sociologia, como: Orientações Curriculares para o Ensino Médio (OCN), as Orientações Educacionais Complementares aos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN+), bem como em livros didáticos aprovados no Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), como Sociologia para o Ensino Médio, de Nelson Dacio Tomazi e o livro Sociologia em Movimento, de Afrânio Silva e Bruno Miranda.

O papel da Sociologia enquanto ciência é produzir um saber científico sobre a realidade social, buscando compreendê-la através do “estranhamento” e da “desnaturalização” dos fatos sociais, rompendo com os achismos e o senso comum. Ser professor de Sociologia não é uma tarefa simples, e mediar o conhecimento científico no espaço escolar é um desafio. Por essa razão, o planejamento das ações didático-pedagógicas se revela importante e necessário ao bom andamento dos processos de ensino e de aprendizagem.

Em seu artigo “Reflexões acerca do sentido da Sociologia no Ensino Médio”, o Professor Flávio Marcos Sarandy (2016) argumenta que disciplinas como História, Geografia e Filosofia produzem conhecimentos sobre o mundo social, no entanto, nenhuma dessas disciplinas é capaz de produzir nos estudantes do Ensino Médio o desenvolvimento da “percepção sociológica”, que possibilita

[...] a descoberta sobre como nossa vida é perpassada por forças nem sempre visíveis – por nossa simples pertença a um grupo social. E não a um grupo social qualquer, mas a esse grupo, com sua identidade, posição na estrutura social, símbolos e recursos de poder. Quando o aluno compreende que os cheiros, os gestos, as gírias, as tensões e conflitos, as lágrimas e alegrias, enfim, o drama concreto dos seus pares, é em grande medida resultante de uma configuração específica de seu mundo, então a sociologia cumpriu sua finalidade pedagógica. (SARANDY, 2016, p.7).

Corroborando esse pensamento, as escolhas dos conteúdos devem ser realizadas a partir do sentido que estes venham a ter para o aluno, sentido este que seja promotor do aprender, do questionar, do compreender, do analisar, do problematizar, do descontruir e construir. De acordo com Libâneo (1991),

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todo conteúdo de ensino deve ser articulado com a experiência social do aluno. Para que haja a possibilidade de elaboração pessoal e o domínio efetivo do conteúdo, conhecimento, o ensino não pode se limitar à memorização e repetição de fórmulas e regras. Deve, fundamentalmente, possibilitar a compreensão teórica e prática através de conhecimentos e habilidades, obtidas na aula ou obtidas em situações concretas da vida cotidiana (LIBÂNEO, 1991).

Dessa forma, os conteúdos de ensino, juntamente com a metodologia, são grandes responsáveis pela produção e elaboração das aprendizagens e dos saberes na escola. Com base nesse entendimento, optamos por trabalhar com temas e, a partir deles, apresentar conceitos e teorias que deem fundamentação para a leitura científica da realidade social. Os conteúdos selecionados para serem trabalhados em sala, a partir do eixo Trabalho e Sociedade, foram:

Unidade I - O trabalho nas diferentes sociedades:

 O “trabalho” nas sociedades tribais, na sociedade greco-romana e na sociedade feudal;

 O trabalho na sociedade capitalista e a mudança na concepção de trabalho;  As transformações recentes do mundo do trabalho após a década de 1970.

(Flexibilização; A qualificação para o mercado de trabalho; Desemprego; Trabalho Informal).

Unidade II - A questão do Trabalho no Brasil:

 O trabalho escravo, o trabalho assalariado, a imigração no Brasil e o trabalho infantil;

 As reivindicações por melhores condições de trabalho, movimento operário, sindicatos e greve;

 A criação da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e a sua importância até os dias de hoje.

Unidade III - Estrutura Social e estratificação.

 Estrutura Social e Estratificação: castas, estamentos e classes sociais;  A sociedade capitalista e as classes sociais;

 A desigualdade como produto das relações sociais; Unidade IV - As desigualdades sociais no Brasil:

 As explicações para as desigualdades no Brasil;  Desigualdade de cor, renda e gênero.

 A invisibilidade das desigualdades sociais.

Os temas ou conteúdos propostos constituem conceitos importantes para se entender a realidade não como algo dado ou pré-determinado, mas como fruto ou produto das relações sociais. Os conteúdos serão trabalhados de forma que os alunos se coloquem como sujeitos ativos nos processos de ensino e de aprendizagem. Por isso, a metodologia que subsidiará as atividades deste planejamento caminha no sentido de garantir uma atitude ativa e participativa do aluno, seja através da leitura, do debate, da pesquisa de campo, ou da análise de filme. Com

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essa proposta metodológica, a intenção é fazer com que o aluno seja provocado a relacionar a teoria com as várias dimensões do mundo vivido, a rever conhecimentos e a reconstruir coletivamente novos saberes.

Cabe ressaltar que, aulas expositivo-dialogadas, debates, júri simulado, seminários, leituras de textos, pesquisas de campo, análises de filmes e documentários, músicas, fotografias, charges, tiras e etc., irão compor a metodologia das aulas de Sociologia. Aliadas a esses recursos, algumas atividades estarão associadas a disciplinas como História, Geografia, Filosofia, Artes e Língua Portuguesa, de modo a garantir a interdisciplinaridade e, por meio dela, possibilitar uma visão mais abrangente sobre os conteúdos estudados.

Trabalharemos, conforme já sinalizamos, com o suporte do livro didático “Sociologia para o Ensino Médio”, de Nelson Dacio Tomazi, bem como com “recortes” dos livros: “O que é trabalho”, de Suzana Alborno; o texto “O que é Trabalho Escravo Contemporâneo”, de Ricardo Rezende Figueira; “Teorias de estratificação social” e “Pensamento social no Brasil”, de Octávio Ianni; “A integração do negro na sociedade de classes”, de Florestan Fernandes, entre outros textos que poderão ser utilizados a partir do desenvolvimento das aulas.

Alguns filmes que possibilitam a discussão sobre a relação trabalho-sociedade serão utilizados nas aulas para que os alunos possam fazer análises críticas, como por exemplo: “Tempos Modernos”, de Charles Chaplin; “Eles não usam black-tie”, de Leon Hirszman; os documentários “Vidas no Lixo”, de Alexandre Stockler e “Preto no branco”, resultante de uma parceria do Conselho Federal de Psicologia e o canal Futura. Além disso, o portal <www.reporterbrasil.org.br> será utilizado para a pesquisa e a análise de informações sobre o trabalho escravo e o trabalho infantil no Brasil.

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4 OBJETIVOS GERAIS DO PLANO DE ENSINO ANUAL

O planejamento faz parte do trabalho do professor, pois é nele que constam a organização e a racionalização do seu trabalho. Sendo assim, o planejamento deve retratar a prática pedagógica do professor e sua intencionalidade política e pedagógica, uma vez que

[...] toda ação humana é eminentemente uma ação política. O planejamento não pode ser uma ação docente encarada como uma atividade neutra, descompromissada e ingênua. A ação de planejar é carregada de intencionalidades, por isso, o planejamento deve ser uma ação pedagógica comprometida e consciente. (LARCHERT, 2016, p.60).

Mediados por esse raciocínio, o trabalho com o Eixo Temático Trabalho e Sociedade tem a intencionalidade de fornecer aos alunos elementos para pensar e analisar historicamente a questão do trabalho e demonstrar que as desigualdades são construídas historicamente, ou seja, não são “naturais”.

Para cada unidade de ensino teremos objetivos específicos a serem alcançados. Na Unidade I, cujo tema é “O trabalho nas diferentes sociedades”, os alunos deverão ser capazes de:

 Identificar, analisar e comparar os diferentes modos de organização do trabalho e de perceber sua importância para as outras estruturas sociais;

 Analisar a divisão do trabalho nas sociedades capitalistas e seus impactos na vida social;

 Reconhecer as transformações recentes do mundo do trabalho após a década de 1970.

A Unidade II traz como tema “A questão do trabalho no Brasil”. Nela, os alunos deverão ser capazes de:

 Conhecer as formas de trabalho no Brasil, da colonização até a contemporaneidade;

 Entender a emergência do trabalhador livre a partir de suas lutas, no final do século XIX e início do século XX;

 Conhecer a legislação trabalhista e a organização dos trabalhadores depois de 1930.

A Unidade III abordará o tema “Estrutura Social e Estratificação” e, ao final das aulas, os alunos devem ser capazes de:

 Conhecer as várias formas de desigualdades nas sociedades estratificadas em Castas, Estamentos e Classes sociais;

 Entender a existência das classes sociais e a mobilidade social nesse modelo de estratificação;

 Verificar que nas sociedades capitalistas existem várias formas de desigualdades sociais, e que estas não “são naturais”, mas produzidas historicamente.

(17)

A Unidade IV abordará o tema “As desigualdades sociais no Brasil”, e permitirá que os alunos sejam capazes de:

 Entender como se constituíram as desigualdades sociais no Brasil;

 Reconhecer que as desigualdades sociais no Brasil não se referem apenas à questão econômica, mas também ao gênero, à etnia, etc.;

 Problematizar os vários quadros de invisibilidade e exclusão social no Brasil, analisando como são produzidos e reproduzidos.

As quatro unidades apresentadas serão trabalhadas a partir de temas, as quais, vale pontuar, não desprezam o uso de conceitos e de teorias, tendo em vista que um tema não pode ser tratado sem o auxílio dos operadores teórico-conceituais inerentes às Ciências Sociais para a leitura e a interpretação da realidade. (OCN, 2006, p.117).

(18)

5 DETALHAMENTO DO PLANO ANUAL DE ENSINO

5.1 Identificação

Escola Estadual Almirante Tamandaré Ano do Ensino Médio 3º ano

Carga horária total 30h/a Período letivo 2016

Professora Renata Gomes Marques da Silva Souza

5.2 Detalhamento das Unidades Didáticas 5.2.1 Unidade I (1° Bimestre)

A) Descrição da Unidade

Nesta unidade, apresentaremos como o trabalho era visto nas diferentes sociedades ao longo da história, bem como a mudança de concepções em relação ao trabalho. A intenção é fazer com que o aluno perceba essas mudanças e compreenda o trabalho na sociedade na qual ele vive. B) Cronograma Geral dos Conteúdos e seus respectivos objetivos de aprendizagem

Aula Conteúdos Objetivos de Aprendizagem

01 O que é trabalho? Compreender o conceito do trabalho.

02 O trabalho nas diferentes sociedades. Perceber a historicidade das práticas de trabalho, bem como seu significado nas diferentes sociedades. 03 e 04 A divisão social do trabalho no

capitalismo.

Caracterizar alguns dos elementos da divisão social do trabalho nas sociedades capitalistas.

05 O trabalho na sociedade capitalista. Compreender a divisão do trabalho nas sociedades capitalistas e seus impactos na vida social.

06 Karl Marx e Émile Durkheim: a divisão social do trabalho na sociedade moderna capitalista.

Analisar as perspectivas de Karl Marx e de Émile Durkheim quanto à divisão social do trabalho na sociedade moderna capitalista.

07 Fordismo-taylorismo: uma nova forma de organização do trabalho.

Discutir sobre a racionalização do trabalho, a produção e o consumo em larga escala.

08 As recentes transformações do mundo do trabalho após a década de 1970.

Problematizar sobre a flexibilização, a qualificação para o mercado de trabalho, o desemprego e o trabalho informal.

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C) Procedimentos Metodológicos/Detalhamento das Sequências Didáticas Aula nº 1: O que é trabalho?

Duração: 50 minutos.

Foco: Compreender o conceito do trabalho. Tipo de aula: Interativa a partir de dinâmica.

Detalhamento dos procedimentos metodológicos para a Aula nº 1:

 1º Momento (20 minutos): Pedir para que os alunos façam um círculo. Entregar a cada um uma tarjeta e pedir para escrever a resposta da seguinte pergunta: o que é trabalho? Depois de escreverem, cada um vai socializar a sua resposta.

 2º Momento (25 minutos): Após ouvir os alunos, fazer a leitura coletiva do primeiro capítulo do livro “O que é trabalho”, de Suzana Albornoz, p. 07 a 14, com o intuito de verificarmos o significado da palavra trabalho, relacionando com o que foi dito pelos alunos.

 3º Momento (5 minutos): Ao final, pedir para que os alunos façam a leitura em casa do Capítulo 4 (O trabalho nas diferentes sociedades), do livro de Nelson Dacio Tomazi, “Sociologia para o Ensino Médio”, para embasar a discussão da aula seguinte.

Aula nº 2: O trabalho nas diferentes sociedades (tribais, antigas e feudais). Duração: 50 minutos.

Foco: Perceber a historicidade das práticas de trabalho, bem como seu significado nas diferentes sociedades.

Tipo de aula: Expositivo-dialogada.

Detalhamento dos procedimentos metodológicos para a Aula nº 2:

 1º Momento (15 minutos): Iniciar a aula perguntando aos alunos quais observações podem fazer a partir das leituras que realizaram.

 2º Momento (30 minutos): Apresentar, através de slides, como as sociedades tribais, as sociedades antigas e feudais concebiam o trabalho.

 3º Momento (5 minutos): Pedir para os alunos (em dupla) pesquisarem, em casa, sobre quais instituições foram responsáveis por promoverem a mudança da concepção do trabalho como algo penoso para uma representação positiva assentada na ideia do trabalho como atividade que dignifica o homem. Essa atividade deverá ser entregue como atividade avaliativa.

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Aula nº 3 e 4: A divisão social do trabalho no capitalismo. Duração: 1h e 40 minutos.

Foco: Caracterizar alguns dos elementos da divisão social do trabalho nas sociedades capitalistas.

Tipo de aula: Exibição de filme: “Tempos modernos”.

Detalhamento dos procedimentos metodológicos para as Aulas nº 3 e 4:

 1º Momento (05 minutos): Acolhimento aos alunos e, em seguida, o professor fará uma breve apresentação do filme que será exibido, destacando o contexto histórico, os diretores e personagens. A exibição do Filme ocorrerá em duas aulas, devido à sua duração. Será entregue um roteiro por meio do qual os alunos irão registrar informações relacionadas ao foco da aula (Ver anexo A).

 2º Momento (45 minutos): Exibição do filme “Tempos Modernos”, disponível no YouTube: <https://www.youtube.com/watch?v=ieJ1_5y7fT8>

Aula nº 5: O trabalho na sociedade capitalista. Duração: 50 minutos.

Foco: Compreender a divisão do trabalho nas sociedades capitalistas e seus impactos na vida social.

Tipo de aula: Interativa por meio de roda de conversa.

Detalhamento dos procedimentos metodológicos para a Aula nº 5:

 1º Momento (05 minutos): Receber os alunos e pedir para que se organizem em círculo.  2º Momento (40 minutos): Para direcionar a conversa, será escrito no quadro três

questionamentos:

a) Quais impactos provocados pela Revolução Industrial podemos identificar no filme?

b) Quais as condições de trabalho na fábrica?

c) Podemos observar dificuldades semelhantes às retratadas no filme enfrentadas pelos trabalhadores nos dias de hoje?

 3º Momento (05 minutos): Ao final, como atividade extraclasse, pedir para que os alunos façam a leitura das páginas 58 a 62, do Capítulo 5 (O trabalho na sociedade moderna capitalista), do livro de Nelson Dacio Tomazi, “Sociologia para o Ensino Médio” e, individualmente, produzam a sistematização sobre como Karl Marx e Émile Durkheim concebem a divisão social do trabalho na sociedade capitalista.

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Aula nº 6: Karl Marx e Émile Durkheim: a divisão social do trabalho na sociedade moderna capitalista.

Duração: 50 minutos.

Foco: Analisar as perspectivas de Karl Marx e de Émile Durkheim quanto à divisão social do trabalho na sociedade moderna capitalista.

Tipo de aula: Aula expositivo-dialogada.

Detalhamento dos procedimentos metodológicos para a Aula nº 6:

 1º Momento (05 minutos): Receber a atividade que foi proposta na aula anterior.  2º Momentos (40 minutos): Juntamente com os alunos, construir um quadro

comparativo sobre a divisão social do trabalho na sociedade capitalista na visão de Marx e Durkheim.

 3º Momentos (05 minutos): Ao final, como atividade extraclasse, pedir para que os alunos façam a leitura das páginas 60 a 65, do Capítulo 5 (Fordismo e taylorismo), do livro de Nelson Dacio Tomazi, “Sociologia para o Ensino Médio”, e solicitar que, em grupos (6 alunos), realizem entrevistas com 03 pessoas que trabalhem em fábricas, de modo a verificar se houve alguma modificação ou ainda é reproduzido neste espaço as ideias fordistas e tayloristas, como por exemplo: o aumento da produtividade, a divisão das tarefas, a mecanização de parte das atividades, o sistema de recompensa e punições para os operários, etc.

Aula nº 7: Fordismo-taylorismo: uma nova forma de organização do trabalho. Duração: 50 minutos.

Foco: Discutir sobre a racionalização do trabalho, a produção e o consumo em larga escala. Tipo de aula: Aula expositiva-dialogada.

Detalhamento dos procedimentos metodológicos para a Aula nº 7:

 1º Momento (25 minutos): Cada grupo apresentará o relato das entrevistas coletadas.  2º Momento (20 minutos): O professor, a partir do que os alunos trouxeram, vai expor

e problematizar os modelos de racionalização do trabalho que persistem até os dias de hoje.

 3º Momentos (05 minutos): Ao final, como atividade extraclasse, pedir para que os alunos façam a leitura das páginas 65 a 70, do Capítulo 5, do livro de Nelson Dacio Tomazi, “Sociologia para o Ensino Médio”.

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Aula nº 8: As recentes transformações do mundo do trabalho após a década de 1970. Duração: 50 minutos.

Foco: Discutir sobre a flexibilização, a qualificação para o mercado de trabalho, o desemprego e o trabalho informal.

Tipo de aula: Aula Expositiva-dialogada.

Detalhamento dos procedimentos metodológicos para a Aula nº 8:

 1º Momento (15 minutos): O professor perguntará o que os alunos trouxeram de informações, curiosidades e dúvidas em relação à leitura feita anteriormente.

 2º Momentos (30 minutos): O professor fará a exposição, através de slides, sobre as mudanças ocorridas no mundo do trabalho (flexibilização, qualificação para o mercado de trabalho, desemprego e trabalho informal), dando ênfase à importância da qualificação, mostrando dados estatísticos do desemprego e do aumento do trabalho informal e os impactos que a informalidade pode causar na sociedade e na vida dos indivíduos.

 3º Momento (05 minutos): Informar sobre a realização de atividade avaliativa individual na aula seguinte.

D) Recursos Necessários

 Computador Interativo, cartolinas, pilotos, cópias de textos, DVD.

E) Sistemática de Avaliação para a Unidade I

1. Prova bimestral com questões objetivas e subjetivas.

2. Desenvoltura em seminários, debates, trabalhos individuais e coletivos sobre os conteúdos da unidade.

(23)

5.2.2 Unidade II (2° Bimestre) A) Descrição da Unidade

Nesta unidade, será discutido como se constituiu a questão do trabalho no Brasil e suas implicações na sociedade, abordando também o trabalho escravo, a imigração, a luta pelos direitos trabalhistas, movimento operário, sindical e o recurso da greve. A intenção é perceber, que a questão do trabalho no Brasil está ligada ao envolvimento do país no contexto internacional e que sofremos influências direta do que acontece no mundo.

B) Cronograma Geral dos Conteúdos e seus respectivos objetivos

Aula Conteúdos Objetivos de Aprendizagem

01 O trabalho escravo no Brasil ontem e hoje.

Conhecer o modelo de trabalho escravo no Brasil a partir da sua colonização, bem como sua permanência e reinvenção nos dias de hoje.

02 O trabalho assalariado e a imigração no Brasil.

Discutir a modernização da sociedade brasileira e o início das lutas por melhores condições de trabalho e salário.

03 Trabalho Infantil. Discutir o trabalho infantil como problemática sociológica.

04 As reivindicações por melhores condições de trabalho: movimento operário, sindicatos e greve.

Compreender o surgimento do Movimento Operário e a luta pelas melhorias nas condições de trabalho. 05 e 06 Filme: Eles não usam black-tie. Caracterizar elementos dos movimentos sindicais e

grevista.

07 Movimento sindical. Compreender o surgimento dos movimentos sindicais e a sua atuação nos dias de hoje.

08 Movimento grevista hoje. Discutir a constitucionalidade da greve nos dias de hoje.

09 A criação da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Problematizar o surgimento da CLT e qual a sua finalidade.

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C) Procedimentos Metodológicos/Detalhamento das Sequências Didáticas Aula nº 1: O trabalho escravo no Brasil ontem e hoje.

Duração: 50 minutos.

Foco: Conhecer o modelo de trabalho escravo no Brasil a partir da sua colonização, bem como sua permanência e reinvenção nos dias de hoje.

Tipo de aula: Roda de conversa.

Detalhamento dos procedimentos metodológicos para a Aula nº 1:

 1º Momento (10 minutos): Conversar com os alunos sobre os resultados da Unidade I e entregar as atividades produzidas. Informar como está estruturada e organizada a Unidade II, perguntando se eles têm alguma sugestão ou observação a fazer.

 2º Momento (35 minutos): Para iniciar a discussão, fazer a leitura coletiva do texto “O que é Trabalho Escravo Contemporâneo”, de Ricardo Rezende Figueira. O professor, depois da leitura, pergunta aos alunos se existe alguma semelhança entre o modelo de trabalho escravo no período da colonização no Brasil e aquele que foi apresentado no texto. Juntamente com os alunos, sistematiza no quadro as semelhanças e as diferenças do trabalho escravo ontem e hoje no Brasil.

 3º Momento (05 minutos): Ao final, como atividade extraclasse, pedir para que os alunos façam a leitura do Capítulo 6 “A questão do trabalho no Brasil”, do livro de Nelson Dacio Tomazi, “Sociologia para o Ensino Médio”.

Aula nº 2: O trabalho assalariado e a imigração no Brasil. Duração: 50 minutos.

Foco: Discutir a modernização da sociedade brasileira e o início das lutas por melhores condições de trabalho e salário.

Tipo de aula: Expositivo-dialogada.

Detalhamento dos procedimentos metodológicos para a Aula nº 2:

 1º Momento (10 minutos): O professor perguntará o que os alunos trouxeram de informações, curiosidades e dúvidas em relação à leitura feita anteriormente.

 2º Momento (35 minutos): O professor fará a exposição e a problematização do assunto, evidenciando o fim da escravidão, a vinda dos imigrantes para o Brasil, a modernização da sociedade brasileira com a Revolução Industrial e as mudanças nas relações de trabalho. Será abordado, também, o deslocamento do campo para as cidades e a utilização da mão de obra infantil.

 3º Momento (05 minutos): Ao final, como atividade extraclasse, pedir para que os alunos, organizados em grupos de seis integrantes, entrevistem cinco famílias para observarem se existem crianças que estão trabalhando ou não.

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Aula nº 3: Trabalho Infantil. Duração: 50 minutos.

Foco: Discutir o trabalho infantil como problemática sociológica. Tipo de aula: Roda de conversa.

Detalhamento dos procedimentos metodológicos para a Aula nº 3:

 1º Momento (15 minutos): A aula terá início com a apresentação dos grupos em torno da atividade solicitada anteriormente.

 2º Momento (40 minutos): Em seguida, será realizada a leitura coletiva do texto “Trabalho Infantil no Brasil: milhares de crianças ainda deixam de ir à escola”. Disponível em <http://br.guiainfantil.com/direitos-das-criancas/450-trabalho-infantil-no-brasil.html>. Logo após, abrir a roda de diálogos para que os alunos falem quais os problemas que o trabalho infantil pode acarretar na vida das crianças e na sociedade.  3º Momento (05 minutos): Em continuidade a essa discussão, o professor orientará os

alunos a acessarem o site <http://www.reporterbrasil.org.br> para pesquisarem informações sobre o trabalho escravo e o trabalho infantil no Brasil e, a partir da pesquisa realizada, postar na página do facebook da turma considerações, observações, imagens e questionamentos para serem socializados e debatidos virtualmente por todos. Deixar claro que a participação será uma forma de avaliação. Além disso, os alunos irão pesquisar como surgiu o Movimento Operário no Brasil e entregarão os resultados da pesquisa na aula seguinte.

Aula nº 4: As reivindicações por melhores condições de trabalho: movimento operário, sindicatos e greve.

Duração: 50 minutos.

Foco: Compreender o surgimento do Movimento Operário e a luta pelas melhorias nas condições de trabalho.

Tipo de aula: Debate.

Detalhamento dos procedimentos metodológicos para a Aula nº 4:

 1º Momento (15 minutos): Iniciar a aula com o poema “Operário em construção”, de Vinicius de Moraes, disponível em: <http://www.viniciusdemoraes.com.br/pt-br/poesia/poesias-avulsas/o-operario-em-construcao>.

 2º Momento (30 minutos): O professor pede para os alunos falem sobre a pesquisa solicitada na aula anterior, buscando estabelecer relações entre a fala dos alunos e o poema lido em sala. Mediar o debate através das perguntas:

o Por que o movimento operário surgiu?

o Quais as ideologias presentes nesse movimento, seus objetivos e conquistas?  3º Momento (05 minutos): Comunicar que na próxima aula haverá a exibição do filme

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Aula nº 5 e 6: Filme: Eles não usam black-tie. Duração: 50 minutos.

Foco: Caracterizar elementos dos movimentos sindicais e grevista. Tipo de aula: Exibição de filme.

Detalhamento dos procedimentos metodológicos para a Aula nº 5:

 1º Momento (10 minutos): Acolhimento aos alunos e, em seguida, o professor fará uma breve apresentação do filme que será exibido, destacando o contexto histórico, os diretores e personagens. A exibição do Filme ocorrerá em duas aulas, devido à sua duração. Será entregue um roteiro por meio do qual os alunos irão registrar informações relacionadas ao foco da aula (Ver anexo B). Informar, também, que os alunos, organizados em duplas, farão um artigo sobre o seguinte tema: “Os movimentos grevistas hoje”. Essa atividade será entregue na aula seguinte.

 2º Momento (40 minutos): Exibição do filme “Eles não usam black-tie”, disponível no YouTube: <https://www.youtube.com/watch?v=Uzl2K1bDRog>

Aula nº 7: Movimento Sindical. Duração: 50 minutos.

Foco: Compreender o surgimento dos movimentos sindicais e a sua atuação nos dias de hoje. Tipo de aula: Expositivo-dialogada.

Detalhamento dos procedimentos metodológicos para a Aula nº 7:

 1º Momento (15 minutos): O professor irá solicitar que os alunos se organizem em círculo e pedirá para que eles falem sobre os apontamentos que fizeram em relação ao filme.

 2º Momento (30 minutos): Apresentar e problematizar, através de slides, o surgimento dos sindicatos e movimentos sindicais no Brasil e suas atuações nos dias de hoje.  3º Momento (05 minutos): Informar que na próxima aula será realizado um debate sobre

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Aula nº 8: Movimento grevista hoje. Duração: 50 minutos.

Foco: Discutir a constitucionalidade da greve nos dias de hoje. Tipo de aula: Debate.

Detalhamento dos procedimentos metodológicos para a Aula nº 8:

 1º Momento (15 minutos): Receber os artigos produzidos pelos alunos. O professor apresentará três posicionamentos em relação à greve: Émile Durkheim e Talcott Parsons, que não defendem a greve, e o de Karl Marx, que é a favor da greve.

 2º Momento (20 minutos): A turma será dividida em dois grupos: Um grupo será a favor da greve e o outro contra. O professor fará a mediação e cada grupo deverá argumentar e defender seus pontos de vista.

 3º Momento (15 minutos): O professor fará o fechamento da atividade com a leitura do Capítulo II, dos Direitos Sociais - Art. 9º, 10 e 11, da Constituição Federal de 1988. O debate continuará na página da turma no facebook.

Aula nº 9: A criação da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Duração: 50 minutos.

Foco: Problematizar o surgimento da CLT e qual a sua finalidade. Tipo de aula: Exibição de documentário e roda de conversas. Detalhamento dos procedimentos metodológicos para a Aula nº 9.

 1º Momento (05 minutos): Acolhimento aos alunos e ajustes nos equipamentos para iniciar o documentário.

 2º Momento (30 minutos): Exibição do documentário “70 anos da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT”. Disponível: <https://www.youtube.com/watch?v=K6wufJc-kSI>

 3º Momento (15 minutos): Perguntar aos alunos se a CLT trouxe avanços sociais para os trabalhadores e qual a sua importância nos dias de hoje.

D) Recursos Necessários

 Computador Interativo, cartolinas, pilotos, cópias de textos, DVD.

E) Sistemática de Avaliação para a Unidade II

1. Prova bimestral com questões objetivas e subjetivas.

2. Desenvoltura em seminários, debates, trabalhos individuais e coletivos sobre os conteúdos da unidade.

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5.2.3 Unidade III (3° Bimestre) A) Descrição da Unidade

Nesta unidade vamos conhecer a maneira como os diferentes indivíduos e grupos estão alocados em estratos sociais, dos quais destacam-se: o sistema de castas, de estamentos e de classes sociais. Cabe ressaltar que os diversos tipos de estratificação social são produzidos historicamente, influenciando no processo de divisão do trabalho e no processo de hierarquização social. Enfatizaremos o sistema de classes sociais inerente às sociedades capitalistas, nas quais a mobilidade social é possível em todas as dimensões, bem como será problematizada a ideia segundo a qual as classes sociais expressam, no sentido mais preciso, a forma como as desigualdades se estruturam e como são reforçadas e reproduzidas historicamente.

B) Cronograma Geral dos Conteúdos e seus respectivos objetivos

Aula Conteúdos Objetivos de Aprendizagem

01 O que é estrutura social e estratificação? Entender como os indivíduos e os grupos são classificados em estratos sociais.

02 As sociedades organizadas em “castas” e em “estamentos”.

Verificar as várias formas de desigualdades nesses tipos de organização social.

03 A sociedade capitalista e as classes sociais. Entender a definição de “classe social” e “mobilidade social”, bem como discutir as diversas formas de desigualdades na organização social capitalista.

04 A necessidade funcional da estratificação na sociedade capitalista em Davis e Moore.

Aprofundar o entendimento sobre estratificação social na sociedade capitalista.

05 e 06 Filme: “Amor sem fronteiras”. Problematizar as desigualdades e a fome no mundo.

07 A fome no mundo. (Momento 1) Problematizar a temática da fome. 08 A fome no mundo. (Momento 2) Problematizar a temática da fome.

09 Outras formas de desigualdade. Perceber que não existe apenas a desigualdade de renda, mas também de gênero, de etnia, de lugar, etc.

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C) Procedimentos Metodológicos/Detalhamento das Sequências Didáticas Aula nº 1: O que é estrutura social e estratificação?

Duração: 50 minutos.

Foco: Entender como os indivíduos e os grupos são classificados em estratos sociais. Tipo de aula: Dinâmica e Roda de conversas.

Detalhamento dos procedimentos metodológicos para a Aula nº 1:

 1º Momento (30 minutos): Conversar com os alunos sobre os resultados da Unidade II e entregar as atividades produzidas. Informar como está estruturada e organizada a Unidade III, perguntando se eles têm alguma sugestão ou observação a fazer. Em seguida, pedir para os alunos (em grupos de seis alunos) construírem uma pirâmide e nela classificarem-se hierarquicamente com base na questão econômica. Eles irão ter como referência as suas próprias famílias. Cada grupo fará a apresentação do que discutido.

 2º Momento (15 minutos): Com base no que foi apresentado pelos alunos, o professor irá apresentar os conceitos de “estrutura” e “estratificação social”, ressaltando que existem vários fatores, além do econômico, que condicionam a organização estrutural das sociedades e, por consequência, a localização dos indivíduos e grupos nessa estrutura.

 3º Momento (05 minutos): Ao final, como atividade extraclasse, pedir para que os alunos façam a leitura do Capítulo 7 “Estrutura social e Estratificação”, do livro de Nelson Dacio Tomazi, “Sociologia para o Ensino Médio”. A partir da leitura, cada aluno deverá fazer um quadro comparativo que apresente as diferenças e as semelhanças entre as sociedades organizadas em “castas” e aquelas organizadas em “estamentos”.

Aula nº 2: As sociedades organizadas em “castas” e em “estamentos”. Duração: 50 minutos.

Foco: Verificar as várias formas de desigualdades nesses tipos de organização social. Tipo de aula: Expositivo-Dialogada.

Detalhamento dos procedimentos metodológicos para a Aula nº 2:  1º Momento (05 minutos): Receber as atividades dos alunos.

 2º Momento (30 minutos): Apresentar, através de slides, o sistema de castas e o sistema de estamentos, problematizando, também, os matizes da desigualdade social eles inerentes.

 3º Momento (15 minutos): Após a exposição, será realizada uma atividade por meio da qual os alunos construirão um quadro comparativo entre os dois sistemas de estratificação apresentados. Na sequência, pedir para que os alunos façam, em casa, a leitura do Capítulo 8 “A sociedade capitalistas e as classes sociais”, do livro de Nelson Dacio Tomazi, “Sociologia para o Ensino Médio”.

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Aula nº 3: A sociedade capitalista e as classes sociais. Duração: 50 minutos.

Foco: Entender a definição de “classe social” e “mobilidade social”, bem como discutir as diversas formas de desigualdades na organização social capitalista.

Tipo de aula: Expositivo-Dialogada.

Detalhamento dos procedimentos metodológicos para a Aula nº 3:

 1º Momento (10 minutos): O professor perguntará o que os alunos trouxeram de informações, curiosidades e dúvidas em relação à leitura solicitada na aula anterior.  2º Momento (35 minutos): O professor fará a exposição, através de slides, sobre o

surgimento da sociedade capitalista, a conceitualização de “classe social” na visão marxista, bem como a explicação de outros conceitos, como “luta de classes” e “mais – valia”. Será explicitado, também, o conceito de mobilidade social. Através desses conceitos, será problematizada a questão das desigualdades na sociedade capitalista.  3º Momento (05 minutos): Ao final, pedir para que os alunos participem da discussão

que será proposta na página do facebook da turma sobre os seguintes questionamentos: o A burguesia ainda é a classe dominante?

o O proletariado é a classe que sofre mais a exploração e, ao mesmo tempo, é a única que tem a possibilidade de fazer uma revolução?

Aula nº 4: A necessidade funcional da estratificação na sociedade capitalista em Davis e Moore. Duração: 50 minutos.

Foco: Aprofundar o entendimento sobre estratificação social na sociedade capitalista. Tipo de aula: Roda de conversa.

Detalhamento dos procedimentos metodológicos para a Aula nº 4:

 1º Momento (10 minutos): Perguntar aos alunos se participaram da discussão proposta no facebook e o que eles estão achando desse recurso. Discutir as postagens realizadas.  2º Momentos (35 minutos): Fazer a leitura coletiva de fragmentos do texto “A necessidade funcional de estratificação”, de Kingsley Davis e Wilbert E. Moore (In: BERTELLI, A.R. et al. (Org.). Estrutura de classes e estratificação social. Rio de Janeiro: Zahar. p. 115-118). Após a leitura, expor para os alunos que existem diferentes visões sobre as desigualdades na sociedade, buscando analisar o aspecto ideológico presente no pensamento de que a desigualdade decorre da ausência ou do pouco esforço individual diante das oportunidades existentes como se estas fossem iguais para todos.  3º Momento (05 minutos): Pedir para que os alunos (individualmente) pesquisem

imagens que retratem as desigualdades no mundo e postem no grupo do facebook com suas reflexões sociológicas a respeito das imagens postadas.

(31)

Aula nº 5 e 6: Filme: Amor sem fronteiras. Duração: 50 minutos.

Foco: Problematizar as desigualdades e a fome no mundo. Tipo de aula: Exibição de Filme

Detalhamento dos procedimentos metodológicos para a Aula nº 5:

 1º Momento (10 minutos): Acolhimento aos alunos e, em seguida, o professor fará uma breve apresentação do filme que será exibido, destacando o contexto histórico, os diretores e personagens. A exibição do Filme ocorrerá em duas aulas, devido à sua duração. Será entregue um roteiro por meio do qual os alunos irão registrar informações relacionadas ao foco da aula (Ver anexo C).

 2º Momento (40 minutos): Exibição do filme “Amor sem fronteiras”.

Aula nº 7: A fome no mundo (Momento 1). Duração: 50 minutos.

Foco: Problematizar a temática da fome. Tipo de aula: Atividade em grupo.

Detalhamento dos procedimentos metodológicos para a Aula nº 7:

 1º Momento (15 minutos): Perguntar aos alunos sobre o filme e se têm algum comentário a fazer.

 2º Momento (30 minutos): Dividir a turma em grupos de seis alunos para responderem às seguintes questões:

o Existe relação entre fome e desigualdade social? Por quê?

o A sociedade capitalista consegue resolver o problema da fome no mundo? Argumentem.

o Para resolver a questão da fome no mundo, basta que os governos atuem de forma deliberada ou é necessário alterar o modo de produzir e distribuir os alimentos?

o Vocês acreditam que programas governamentais como o “Bolsa Família” contribuem para acabar com a fome no país ou a questão é mais ampla?

 3º Momento (05 minutos): Informar que na próxima aula será promovido o debate com base nas questões respondidas pelos grupos.

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Aula nº 8: A fome no mundo (Momento 2). Duração: 50 minutos.

Foco: Problematizar a temática da fome. Tipo de aula: Debate.

Detalhamento dos procedimentos metodológicos para a Aula nº 8:

 1º Momento (05 minutos): Organizar a turma nos grupos para iniciar o debate.

 2º Momento (30 minutos): Com o objetivo de estimular a discussão, cada grupo terá 3 minutos para responder aos questionamentos. Os grupos podem intervir, dizendo se concordam ou não com o posicionamento dos outros grupos e o porquê. O professor será o mediador do debate, inclusive controlando o tempo para cada fala.

 3º Momento (10 minutos): Síntese e considerações gerais sobre o debate.

Aula nº 9: Outras formas de desigualdade. Duração: 50 minutos.

Foco: Perceber que não existe apenas a desigualdade de renda, mas também de gênero, de etnia, de lugar, etc.

Tipo de aula: Expositivo-dialogada.

Detalhamento dos procedimentos metodológicos para a Aula nº 9:

 1º Momento (20 minutos): Iniciar a aula fazendo a leitura coletiva do trecho do artigo: “Globalização e desigualdade: questões de conceituação e esclarecimento”, de Goran Therborn. (In: Tópico: (Des)igualdade do quê? Entre quem? De que forma?, p. 128 a 136. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/soc/n6/a07n6.pdf>)

 2º Momento (15 minutos): A partir da leitura, o professor perguntará aos alunos quais os tipos de desigualdades que eles conseguem identificar no seu cotidiano? Os alunos poderão falar e expor as suas opiniões.

 3º momento (15 minutos): O professor fará a sistematização das falas de forma oral, pontuando e problematizando a existências de outras desigualdades além da econômica.

D) Recursos Necessários

 Computador Interativo, cartolinas, pilotos, cópias de textos, DVD.

E) Sistemática de Avaliação para a Unidade III

1. Prova bimestral com questões objetivas e subjetivas.

2. Desenvoltura em seminários, debates, trabalhos individuais e coletivos sobre os conteúdos da unidade.

(33)

5.2.4 Unidade IV (4° Bimestre) A) Descrição da Unidade

A presente unidade tem como finalidade a discussão sobre as desigualdades sociais no Brasil. De modo mais específico, serão abordados assuntos que tangenciam a constituição das desigualdades sociais, o reconhecimento de que as desigualdades sociais no Brasil não se referem apenas à questão econômica, mas também ao gênero, à etnia, etc., bem como serão problematizados os vários quadros de invisibilidade e exclusão social no Brasil, analisando como são produzidos e reproduzidos.

B) Cronograma Geral dos Conteúdos e seus respectivos objetivos

Aula Conteúdos Objetivos de Aprendizagem

01 A origem e o percurso histórico das desigualdades sociais no Brasil. (Momento 1)

Entender como se constituíram as desigualdades no Brasil ao longo da história.

02 A origem e o percurso histórico das desigualdades sociais no Brasil. (Momento 2)

Entender como se constituíram as desigualdades no Brasil ao longo da história.

03 As classes sociais no Brasil. (Momento 1) Problematizar a desigualdade na distribuição de renda no Brasil.

04 As classes sociais no Brasil. (Momento 2). Problematizar a desigualdade na distribuição de renda no Brasil.

05 Mercado de trabalho e desigualdade de gênero no Brasil.

Verificar que as mulheres têm menos chances de emprego e recebem salário em média, 30%, mais baixo que o dos homens.

06 Mercado de trabalho e desigualdade étnica no Brasil. (Momento 1).

Constatar a existência de desigualdades raciais no mercado de trabalho no Brasil.

07 Mercado de trabalho e desigualdade étnica no Brasil. (Momento 2).

Constatar a existência de desigualdades raciais no mercado de trabalho no Brasil.

08 A invisibilidade das desigualdades. Desnaturalizar as desigualdades existentes no Brasil. 09 Um olhar sociológico acerca das

desigualdades.

Referências

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