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Texto
(2) Banca Examinadora. Presidente Dr. Tércio Machado Siqueira. 1º Examinador Dr. José Adhemar Kaefer. 2º Examinador Dr. Antônio Carlos Frizzo.
(3) A minha esposa Elciane Braga Duarte Waldhelm, responsável pela concretização de um grande sonho. A quem dedico esta obra..
(4) Este texto foi escrito com apoio da CAPES sob a forma de bolsa de estudos ..
(5) Agradecimentos. A Elciane Braga Duarte Waldhelm, esposa e amiga que me apoiou e incentivou em todos os sentidos. Sem ela eu jamais chegaria aqui.. Aos meus presentes do Eterno, meus filhos, Rhudá e Eloá que souberam compreender as minhas ausências.. A Primeira Igreja Batista em Moreira César, que me abençoou liberando tempo me ajudando diante dessa sublime tarefa de ser pastor-estudante.. Ao meu orientador Prof. Dr. Tércio Machado Siqueira pela contribuição e apoio acreditando nesse limitado aluno.. Aos professores e funcionários do curso de Pós-Graduação em Ciências da Religião, em especial ao Dr. José AdhemarKaefer que muito me ajudou..
(6) Mulher.... ...infinita na sua graça! Dedicada com a família, Luta pela vida, dando vida. Soberana atuante criatura. Nada é fácil, mas não desiste, Cheia de esperança corre, Busca sempre novos sonhos E ama com muita perfeição. Seu papel é brilhante. Educa na sua forma, Se destaca na beleza, Encanta uma plateia. A mulher está em toda parte Destacada como guerreira, Companheira, amiga do parceiro, Consagrada por Deus. O mundo sem mulher não existe. Seu reflexo ficará apagado. Sua missão é iluminar: Nunca deixar amor faltar. (Maria de Fátima Lúcia Santana/Itarema, CE).
(7) WALDHELM, Wellington da Cunha, A mulher de Jó: Um grito contra a Teologia da Retribuição. Umaanálise exegética de Jó1,1-2,13. Universidade Metodista de São Paulo, São Bernardo do Campo, 02 de Junho de 2015. Resumo. O livro de Jó pertence à literatura sapiencial de Israel. Seu conteúdo é um grande debate entre sábios. Estes formavam um segmento educado da população: sabiam ler e escrever. A sabedoria era demasiadamente valorizada e concebida como orientação prudente para a vida. O texto de Jó 1-2 pertence à parte da moldura do livro juntamente com os capítulos 42.12-17. Estas molduras não nasceram no livro que provavelmente foi escrito no século V a.C., no período pós-exílio, durante a dominação dos persas. Mas provavelmente nasceram no século X a.C. Sendo que seu valor maior se deu na junção de sua história no pós-exílio, pois o império persa trouxe profundas modificações para a vida do povo em Judá. Apesar da aparente tolerância por parte de seus governantes, eles criaram métodos muito eficazes para alcançar seus objetivos sobre os povos submetidos. Através de um forte aparelho burocrático, fiscal e militar controlavame garantiam a ordem e o pagamento de tributos. O templo tornou-se o intermediário entre o império e o povo. A economia e a sociedade se estruturaram conforme o regime imposto pelos persas. Essa política econômica e administrativa favorecia o enriquecimento dos setores dominantes, e consequentemente o empobrecimento cada vez maior dos camponeses. Os sacerdotes eram lideres do povo e a teologia da retribuição se fortaleceu muito nessa época. É a partir da experiência e da observação da realidade que se origina um movimento de resistência à teologia da retribuição. Nesse momento se destacam as mulheres que corajosamente abrem suas bocas e se impõem diante de uma visão opressora do Templo de Judá que estava abusando das ofertas para que dessa forma de cobrança pudesse repassar os impostos devidos ao império. No capítulo 2,9, a mulher de Jó grita contra essa opressão diante de uma Teologia abusiva, deixando aqui sua marca para a história de que algo estava errado na religião pós -exílica. Sua intenção nesse texto é mostrar através da realidade, porque não concorda com as afirmações dos sacerdotes do templo que defendem essa teologia, sobre o castigo infalível para os ímpios ricos e sobre o sofrimento dos pobres e das mulheres como indicação de castigo.. PALAVRAS CHAVE: Jó, Mulher, Pós-exílio, Retribuição, Justiça,pobre, sacerdotalismo, Profetismo, Império Persa, Satã, Integridade..
(8) WALDHELM, Wellington da Cunha, Job's wife: A cry against the Theology of Retribution. An exegetical analysis Jó1,1-2,13. Methodist University of São Paulo, São Bernardo do Campo, June 2, 2015. Abstract. The book of Job belongs to the wisdom literature of Israel. Its content is a big debate among scholars. These formed an educated segment of the population: read and write. Wisdom was too valued and seen as prudent guidance for life. The Job 1-2 text belongs to the part of the book frame with Chapters 42.12-17. These frames were not born in the book was probably written in the fifth century BC, in the post-exilic period, during the rule of the Persians. But probably born in the tenth century BC Since its greatest value occurred at the junction of its history in the post-exile since the Persian empire brought profound changes to the lives of the people in Judah. Despite the apparent tolerance on the part of their leaders, they They have created very effective methods to achieve their goals on the subject peoples. Through a strong bureaucracy, fiscal and military controlled and guaranteed the order and the payment of taxes. The temple became the intermediary between the empire and the people. The economy and society were structured as the Persian tax regime. This economic and administrative policy favored the enrichment of the dominant sectors, and consequently the increasing impoverishment of the peasantry. The priests were le aders of the people and the theology of retribution became very strong at that time. It is from experience and observation of reality that comes from a resistance movement to the theology of retribution. At that moment stand women who courageously open the ir mouths and impose themselves in front of an oppressive view of Judah Temple who was abusing offers so that this form of billing could pass on the taxes owed to the empire. In chapter 2.9, Job's wife screams against this oppression before an abusive theology, leaving their mark here for the story that something was wrong in the post-exilic religion. His intention is to show that text through reality because they do not agree with the statements of the priests of the temple who hold this theology, on the infallible punishment for the rich wicked and the suffering of the poor and of women as punishment indication.. KEYWORDS: Job, Female, Post-exile, retribution, justice, poor, sacerdotalism, Prophecy, the Persian Empire, Satan, Integrity..
(9) SUMÁRIO Introdução........................................................................................................................1 Capítulo 1–Introdução e Exegese de Jó 1,1--2,13.........................................................3 1.1 O Livro de Jó...............................................................................................................3 1.2O significado do personagem Jó..................................................................................7 1.3 - Texto Massorético - Jó 1,1-2,13...............................................................................9 1.4– TraduçãoJó 1,1-2,13................................................................................................12 1.5 - Crítica Textual - Jó 1,1-2,13...................................................................................18 1.6 – Crítica Literária......................................................................................................19 1.7 - Campo Semântico pela visão Patriarcal – Jó 2,1-13..............................................20 1.8-Proposta de Estrutura do Texto................................................................................21 1.8.1 - Estrutura da Moldura Redacional – Jó 1,1 – 2,13...............................................22 1.8.1.1 - Quadro Comparativo........................................................................................22 1.9 - Data e Lugar da Narrativa......................................................................................23 1.10 - Comentários Exegéticos.......................................................................................24 1.10.1 -O personagem Jó, sua integridade e prosperidade – 1,1-5.................................24 1.10.2 - A primeira cena do céu – Diálogo entre Iahweh e Satã/adversário –1,6-12......25 1.10.3 -O Personagem Satã/adversário............................................................................25 1.10.4 -Calamidades infligidas a Jó, perda dos bens - 1,13-22.......................................28 1.10.5- A firmeza de Jó – 1,20-22...................................................................................29 1.10.6 -A segunda cena do céu – Diálogo entre Iahweh e Satã/adversário–2,1-10........29 1.10.7 -Sofrimentos pessoais no próprio Jó – 2,7-10......................................................30 1.10.8 -Surgimento dos 3 amigos de Jó – 2,11-13..........................................................30 1.10.9 -Conclusão – A Narrativa de Jó...........................................................................31 1.11 - O livro de Jó e Gênesis.........................................................................................31 1.11.1 - Relações estruturais entre Jó 1-2 e Gênesis 1-3................................................32 1.12 - As Teologias em Jó 2,1-13 - A retribuição dentro dos escritos sapienciais.........39 1.13 - Teologia do Templo Triunfalista..........................................................................41 1.14 - Teologia do Templo Dualista...............................................................................42.
(10) Capítulo 2- Contexto social, político e religioso de Judá no pós-exílio e a Teologia da Retribuição em Jó................................................................................44 2.1 - Contexto sócio, político e religioso de Judá no pós-exílio......................................44 2.1.2 - Crescimento e queda da Pérsia............................................................................45 2.1.2.1 - Os reis persas....................................................................................................45 2.1.3 - O Desenvolvimento Social de Judá após o exílio................................................48 2.1.4 - O Desenvolvimento Político de Judá após o exílio ............................................50 2.1.5 - Contexto Religioso do Pós-Exílio em Judá.........................................................52 2.1.5.1 - Atuação dos Sacerdotes diante dos ricos e do império Persa...........................53 2.1.6 - Conclusão.............................................................................................................57 2.2 - A Teologia da Retribuição em Jó...........................................................................59 2.2.1 - Teologia da Retribuição: descrição e fenomenologia..........................................60 2.2.2 - A Teologia da Retribuição: seu ambiente de origem na literatura extrabíblica...................................................................................................................61 2.2.3 - A literatura sapiencial extra-bíblica e a literatura sapiencial em Israel – suas relações...............................................................................................................63 2.2.4 - Tema comum, independência literária e originalidade de Israel........................65 2.2.5 - A penetração formal da sabedoria em Israel......................................................66 2.2.5.1 - Sua codificação...............................................................................................68 2.2.5.2 - A teologização da idéia de retribuição.............................................................68 2.2.6 - Análise crítica da Teologia da Retribuição.........................................................69 2.2.6.1 - Começa o questionamento da Teologia da Retribuição: Jó.............................70 2.2.7 - Estudo teológico, ético e antropológico..............................................................72 2.2.7.1 - Um Deus previsível.........................................................................................73 2.2.7.2 - Tensão teológica em Jó....................................................................................74 2.2.8 - Os amigos de Jó desenham a imagem de Deus..................................................76 2.2.8.1 - Primeiro ciclo de discursos..............................................................................76 2.2.8.2 - Segundo ciclo de discursos..............................................................................78 2.2.8.3 - Terceiro ciclo de discursos..............................................................................78 2.2.8.4 - Uma teologia sem contexto.............................................................................79 2.2.8.5 - Um ídolo ou um Deus vivo de Israel?............................................................81 2.2.9 - O pano de fundo da vontade humana de manipular Deus...............................81.
(11) 2.2.9.1 - O desejo de manipular a Deus e a cultura egípcia antiga...............................82 2.2.9.2 - Consequências antropológicas e teológicas do desejo de manipular Deus....83 2.2.9.3 - Jó supera o desejo de manipular Deus, próprio da Teologia da Retribuição......................................................................................................84 2.2.10 - O agir humano a partir de uma lei causal rigorosa..........................................85 2.2.10.1 - Jó era livre para agir ....................................................................................85 2.2.10.2 - Iahweh não pode ser privado de sua liberdade............................................86 2.2.10.3 - Ética da solidariedade versus ética classista................................................86. Capítulo3 - A Mulher no Pós-exílio e o Grito da Mulher de Jó contra a Teologia da Retribuição...........................................................................................89 3.1 - A vida social da mulher no pós-exílio.....................................................................90 3.1.1 - O trabalho das mulheres.......................................................................................91 3.2 - A mulher em Judá, sua religiosidade e a influência das Deusas no pós-exílio.......92 3.2.1 - A mulher na comunidade de Elefantina e sua religiosidade................................96 3.3 - As mulheres de Jó: Pelas veredas da tradição.........................................................99 3.3.1 - Diná, a esposa de Jó...........................................................................................100 3.3.2 – Sitis, a esposa de Jó conhecido anteriormente como Jobab..............................102 3.4 - Teologia das mulheres que gritam em Jó e Gênesis..............................................107 3.4.1 - Um grito num ambiente paralelo ao Gênesis.....................................................111 3.4.1.1 – Havah e Sitis:uma aparente igualdade de fatos com Gn 2-3.........................116 3.4.1.2 - Uma possível localização da história..............................................................118 3.5 - O grito contra a teologia do templo e contra os sacerdotes: A mulher chamada Sítis.........................................................................................119 3.5. 1 - Sitis grita profeticamente contra a Teologia do templo....................................121 3.5.2 - O grito de Sitis contra os sacerdotes..................................................................124 3.5.3 - Situação do texto: Uma Profecia........................................................................129 3.5.4 - A ambiência de Sitis com um acontecimento funesto contado de outro jeito............................................................................................................130 Conclusão ....................................................................................................................134 Apêndice.......................................................................................................................138 REFERENCIAS. BIBLIOGRÁFICAS..................................................................141.
(12) 1. INTRODUÇÃO Jó ainda é conhecido como modelo de paciência e fidelidade a Deus. Isto ocorre porque a maioria das pessoas conhece muito bem a antiga lenda oriental do homem justo que passou pelos piores sofrimentos e permaneceu fiel a Deus, aceitando com resignação suas provações. Por ter agido desta forma, no final da história Jó foi recompensado com muito mais do que havia perdido. Mas ninguém fala sobre sua esposa e da dor que ela também compartilhou ao lado dele. Na verdade, um dos personagens mais criticados da Bíblia é a mulher de Jó. Reimer 1 vai dizer que é uma figura estranha a esposa de Jó na economia do texto, pois entra em cena só em 2,9-10 para pronunciar poucas palavras. Esta mulher é logo grosseiramente criticada por Jó e desaparece. Mas sua aparição relâmpago deixou marcas profundas. Sem dúvida alguma, uma das mulheres mais detestadas de toda a Bíblia (senão a mais detestada) é a mulher de Jó. Agostinho a chamou de diaboli adjutrix (assistente do diabo), Crisóstomo: o melhor flagelo de Satanás, Calvino: organi Satani (órgão de Satanás)2 . Embora a Bíblia não mencione o seu nome, a tradição conferiu-lhe o nome de Sitis3 . Na versão helenizada de Hus, lugar de onde Jó viveu, Sitis era uma abreviatura de Ausítides (Testamento de Jó 1.6) 4 . Todo este sentimento de aversão a ela se deve ao texto citado. A atitude da mulher de Jó é atribuída como a de “qualquer doida” (Jó 2.10). A leitura dessa frase, sem considerar o contexto em que o livro está inserido, pode produzir uma interpretação equivocada da intenção do autor. A compreensão sobre a formação e a apurada investigação histórica são os fundamentos básicos para uma correta conclusão sobre o objeto estudado. A importância do assunto em foco determina a necessidade e a responsabilidade da pesquisa. Sendo assim, pesquisar sobre a importância da manifestação da mulher no período em que este livro foi montado, no pós-exilio, é um desafio que trará resultados importantes do ponto de vista conceitual e prático. As mulheres no pós-exílio foram rebaixadas e culpadas diante de qualquer palavra que pudessem falar. Mas existiram aquelas que tiveram ousadia e coragem para expor suas 1. REIMER, Haroldo; SILVA, Valmor da. Hermenêuticas Bíblicas. Contribuições ao I Congresso Brasileiro de Pesquisa Bíblica. (Sobre o destino da esposa de Jó/ Lorenzo Lago. P161). 2 ANDERSEN, Francis I. Jó, Introdução e Comentário. São Paulo, Vida Nova/Mundo Cristão, 1989, pp. 89,90. 3 BERGANT, Dianne, & KARRIS, Robert J.(Orgs) - Comentário Bíblico. Volume II. Edições Loyola. São Paulo/SP. 1999. Página 215 (Sitis). 4 Revista Bíblica Brasileira, Ano 16, 1999 – Números 1-2-3 O Apócrifo de Jó. Nova Jerusalém/Fortaleza. Páginas 467 a 490..
(13) 2 críticas sociais, politicas e religiosas como as mulheres em Neemias (5) e a mulher de Jó (2,9; 24). A forma como a mulher de Jó é pintada na história fornece uma imagem que tem por objetivo difamar a mulher que protestava (Jó 24) sendo que sua atitude inicial se tornou mais evidente em Jó (2,9). Para saber mais sobre este livro de Jó e entender esse contexto do grito da mulher de Jó no capítulo 2,9-10, esse trabalho será dividido em trêscapítulos. No primeiro capítulo será apresentada a nossa exegese que está composta da seguinte forma: introdução ao livro de Jó; texto massorético, tradução literal e crítica textual em Jó 12, análise preliminar e considerações exegéticas, estrutura geral do livro de Jó e as unidades literárias em Jó 1- 2, o campo semântico na visão dos homens em Jó 2,1-13. No segundo capítulo, será feito um breve estudo no contexto Social, Político e Religioso de Judá no pós-exílio e a teologia da retribuição em Jó. Será analisado o império Persa, sua ascensão e queda, seus reis, como se deu o desenvolvimento Social, Político e Religioso de Judá após o exílio. Também será analisado a teologia da retribuição em Jó sua descrição, fenomenologia, seu ambiente de origem na literatura extra-bíblica, a penetração formal da sabedoria em Israel, sua codificação e teologização da idéia de retribuição onde começa o questionamento da teologia da retribuição em Jó com sua análise teológica, antropológica e ética diante de um Deus previsivel. Também sera analisado bem sinteticamente os discursos dos defensores dessa teologia retribuitiva, que são os amigos de Jó, onde poderemos ver o pano de fundo do desejo do ser humano querer controlar Deus. E no terceiro capítulo será apresentado o resultado da pesquisa onde a mulher no pós-exilio grita contra a teologia da retribuição. Analisaremos o resultado dessa pesquisa afirmando que a mulher no pós-exilio realmente gritou contra a Teologia da Retribuição. Será analisada também a vida social da mulher no pós-exílio, a vida da mulher na sociedade de Judá, a influencia das Deusas, a vida da mulher do pós-exílio na comunidade de Elefantina, sua religiosidade, tempo e lugar, as mulheres de Jó,o paralelo com as mulheres em Gênesis e o grito contra a Teologia da Retribuição. ..
(14) 3. CAPÍTULO 1 - Introdução e Exegese de Jó 1,1-2,13 1.1- O livro de Jó Para um livro que tem sido tão popular e tão útil, quanto o livro de Jó, ele esta cheio de indagações. Quem escreveu? É para ser encarado como histórico ou fictício, ou, em parte histórico e em parte fictício? Qual o seu objetivo? Quando foi escrito? Como aconteceu que uma história estrangeira foi aceita no cânon hebraico? É evidente desde o início que o Livro de Jó não é um drama da história hebraica. Ele não está localizado em qualquer lugar em Israel, nem em qualquer um dos países já habitados pelos Hebreus. Ele é colocado em uma região com a qual eles aparentemente não tinham conexão. Jó era um morador da terra de Utz, que parece ter sido um pequeno país numa curta distância a leste de Israel, na fronteira com o deserto árabe, um pouco ao sul de Palmira, e da rota seguida por Tera, Abraão e Lot em sua migração de Ur dos Caldeus para Haran em seu caminho para Canaã. Surge no drama os três amigos que vieram a compadecer-se com Jó, e um intruso debatedor, Elihu, que com nobre superioridade entrou no debate. Elifaz o temanita era da tribo ou país de Temã, sendo um distrito importante no norte Edom, beirando o mesmo deserto mais a sul. Bildad o suíta, era de uma tribo árabe na região do Eufrates, perto da junção do rio com Belik, talvez a terra de Sahu das inscrições assírias. Sofar o naamatita era de Naamá localidade não identificada, embora os críticos geralmente concordem que ele deve ter sido algum lugar na Arábia. Elihu, o debatedor final, foi um buzita, um membro de uma tribo no norte da Arábia. Buz possivelmente responde à Basu das inscrições assírias. O cenário do drama é, portanto, distintamente não-israelita. Considerando-se a exclusiva unidade dos israelitas em todos os períodos de sua história, é notável buscar uma razão para que se fosse introduzido uma história estrangeira em seu ambiente, ao ponto de até ter sido adotado em seu cânon sagrado. Parece absolutamente improvável que em algum momento se poderia aceitar um estrangeiro como um exemplo perfeito de bondade e integridade, do mesmo modo de seus próprios heróis divinos. O escritor certamente era um hebreu. Nenhum estrangeiro poderia estar tão familiarizado com as questões relacionadas com Israel e que fosse capaz de manejar o hebraico antigo, a menos que de fato fosse um excepcional acadêmico, que dedicara anos para o estudo dos assuntos que interessassem ao povo israelita. É seguro dizer que não havia entre os povos pagãos um estudioso que tivesse realizado tal tarefa. A probabilidade é que.
(15) 4 no momento da aceitação do livro, o autor fosse conhecido por ser um israelita. Embora o ambiente fosse estrangeiro, a atmosfera do livro é marcadamente Javista. Iahweh domina do início ao fim. Todos os personagens são adoradores do Deus de Israel. No final os três amigos de Jó, que eram de origem pagã, aceitaram com uma inquestionável submissão o arbítrio de Iahweh, que mesmo assim os condenou. Aqui se encontra a razão instrumental para a aceitação do livro como escritura no cânon hebraico. O fato de que ele fora escrito por um hebreu garantiu a audiência, além do fato de que o Senhor nele se manifestou tornou o drama sagrado aos olhos dos israelitas. Embora Jó fosse um estrangeiro, fora aceito por eles como um homem íntegro e justo, porque assim ele foi declarado por Iahweh, desde o início e até no final do livro. De acordo com Ezequiel (14,14-20) Iahweh confirmou Jó juntamente com Noé e Daniel, como um dos grandes heróis exemplares e santos de Israel. Um livro assim certificado e atestado por Iahweh possui indubitável autoridade como Ezequiel, fato que não poderia deixar deestar fora do seu cânon sagrado. O drama de Jó é ficcional baseado em fatos. A maioria dos dramas é ficcional possui ligeiramente uma base histórica que dá a eles uma aparente realidade. Parece haver boas razões para esta teoria. Aqui estão cinco pessoas de vários países pagãos diferentes, todos falando em uma linguagem aceitável para Israel. Eles são representados como adoradores de Iahweh. Eles fazem uso dos vários nomes de Deus-El, Eloah, El Shaddai, Iahweh, de modo familiar como se fossem Israelitas. E ainda não só isso, mas eles estão mais bem informados do que qualquer outro israelita. Eles falam muitas vezes em hebraico arcaico. Sem cometerem quaisquer. erros que se refiram a fatos,. costumes,. e doutrinas que. presumivelmente, ou não eram conhecidos, ou pouco conhecidos pelos de fora de Israel. Para estrangeiros reais isto parece ter sido impossível. Daí a conclusão que eles eram meras imitações, e que as suas palavras foram colocadas em suas bocas por um erudito hebraico profundamente versado na história de seu povo. Isso é muito mais crível do que pensar que ele agiu como um amanuense de personagens estrangeiros neste drama. No entanto, nem todos os personagens devem ser considerados como imaginários. Esse mesmo Jó deve ser aceito como verdadeiro, pois, como já foi mencionado ele é citado como uma pessoa real em Ezequiel, sendo elencando com Noé e Daniel. A famosa paciência de Jó deve ser considerada talvez como um elogio a certa parte do drama e não como uma afirmação de sua realidade. Possivelmente, como muitos sustentam, havia uma lenda nesse sentido, que o autor dela se apoderou e a reelaborou. O personagem ficcional da narrativa, no entanto, evidência.
(16) 5 uma precisão matemática, mostrado numa enumeração dos efeitos duplicados no início e no final. Numa incrivelmente rápida precipitação das calamidades que se abateram sobre ele. No fato de que, em primeiro lugar, os Sabeus levaram todos os seus bois e jumentos, matando os servos. Seguidos pelos Caldeus que tomaram todos os seus camelos, e também matando os servos. E, finalmente, um furacão demoliu a casa em que seus filhos e filhas estavam festejando, causando a morte de todos eles. Em cada caso, apenas um único servo escapou para trazer ao seu mestre a notícia angustiante. Talvez as notícias trazidas não sejam totalmente camufladas para parecerem enganosamente. naturais.. Estas. calamidades. aparentemente. foram. introduzidas. para. aumentar os sofrimentos de Jó ao infinito. A culminação de tantas aflições eram consideradas na época como uma prova positiva da ira de Deus, e o livro fora escrito para mostrar a falsidade de tal suposição. O autor pretende estabelecer uma refutação da forma mais forte possível. Portanto, a doença de pele (Lepra) simplesmente foi combinada com outras cenas estressantes, para demonstrar tudo em conjunto. Nota-se que o interesse no drama, está quase totalmente centrado na discussão sobre a hanseníase de Jó, e que pode ser considerado como tendo sido a base para a história do livro. Por um longo tempo acreditou-se que o livro de Jó era uma das mais antigas, se não a mais antiga narrativa dos livros da Bíblia. Essa convicção é agora considerada infundada. Suas circunstâncias de fato correspondem aos tempos de Abraão, Isaac e Jacó, mas esse fato não fixa a data, assim como o drama de Shakespeare sobre Júlio César não deva ser localizado no primeiro século a.C., somente porque seus personagens e acontecimentos pertençam a esse período. A menção em Ezequiel parece ser suficiente para estabelecer isso. Se o próprio Jó era real, sua inferência é inevitável com base na representação pelo seu sofrimento diante de uma doença de grande gravidade. Que foi escrito mais tarde do que a era patriarcal é manifesto a partir do fato de que o nome de Iahweh não foi introduzido até o tempo de Moisés (Ex. 6,3). No drama os sacerdotes são mencionados (12,19), e eles não foram nomeados até depois que os israelitas saíram do Egito. O ouro de Ofir é referido (22,24; 28,15), e foi introduzido em Israel pela mineração nos dias de Salomão (I Reis 9,28; 10,11). A maldição invocada sobre si mesmo, para quem houvesse cometido adultério (31,9-10), está fixada em Dt 22,22. O castigo a adoração ao sol ou a lua (31,26) está previsto no Dt 4,19; 17,3. E a denúncia da remoção de marcos (24,2) está de acordo com a maldição pronunciada em Dt 27,17. Estas correspondências que parecem não serem acidentais foram feitas por famílias diante das leis deuteronômicas. E é atribuída ao Deuteronômio pelos críticos modernos uma.
(17) 6 data tardia como o décimo oitavo ano de Josias (620 a.C.). Se esta data for aceita, seria também uma inferência sobre as normas que estão no livro de Jó, portanto, o drama deve ter aparecido tardiamente. Nenhum dos livros da Sabedoria, classificados, poderiam ter sidos escritos mais cedo do que isso, e a maioria deles são datados no pós-exílico. Houve uma mera suposição por parte da crítica moderna, quando o livro começou a ser estudado, que favorecia uma datação no exílio. A principal discussão do livro é se uma aflição extraordinária deve ser considerada como uma prova da ira de Deus. Era um questionamento corajoso de uma crença que tinha sido elaborada desde tempos imemoriais. Embora refutada satisfatoriamente, essa crença nunca foi totalmente erradicada. Ela se mostrou também nos dias de Cristo pela pergunta feita a ele por seus discípulos: “Quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego?” (Jo 9,2). Ainda hoje nós a encontramos, quando as pessoas queixosas declaram que suas situações são imerecidamente injustas, diante de ocorrências que elas julgam que foram justas. Esta doutrina é de alguma forma universalmente aceita. Tanto parece ser verdade e que era geralmente aceita que um aflito inferisse que pela sua situação deveria ter pecado gravemente, e procurava uma causa. Esse era a realidade de Jó, que diante de seus amigos que se esforçavam para induzi-lo a arrepender-se para que ele pudesse ser restaurado por Iahweh. Eles começaram de forma conciliatória, mas quando Jó persistiu em manter sua inocência, eles se irritaram, diante desta insubordinada teimosia, e acusaram-no de ser um grande transgressor. Não nos importa se as suas palavras foram ou não realmente proferidas, eles expressaram as convicções de seu tempo. Qualquer grupo de homens reunidos para se condoer com um aflito como Jó teriam sido tão inflexíveis como eles e teriam falado da mesma forma que fizeram. O leitor sabe desde o início que Jó não era merecedor da punição, pois no início Iahweh afirma duas vezes: "Não há ninguém como ele em toda a terra, um homem íntegro, que teme a Deus e se desvia do mal" (1,8; 2,3). Portanto Jó significa um grande número de pessoas que sofrem aflições dolorosas sem terem consciência de haverem feito alguma transgressão ao ponto de merecerem um severo castigo. O livro mostra o absurdo de se supor que grandes aflições e infortúnios são indicações da ira de Deus. Para os íntegros que são visitados com tribulações imerecidas, é um grande conforto, pois mostra que Iahweh não é seu inimigo, e é convencido de acreditar que ele é um amigo. Aliás, que ele é mais do que um amigo, já que é demonstrado no desenrolar da história em seu final triunfante. Mas, não fica claro como um servo fiel de Iahweh possui tanta simpatia e amor em suas provações, e que pense ainda que todas as.
(18) 7 coisas cooperam para o bem dele. Assim, o drama de Jó tem sido chamado o drama da experiência da humana.. 1.2 - O significado do personagem Jó O título do livro traz o nome de seu personagem principal – Jó (bAYæai), que é apresentado como um homem íntegro e justo, que não é hebreu, mas morador de um lugar chamado Hutz (#W[ß - Jó 1,1; Gn 10,235 ; 22,216 ; 36,287 ). Uma tradução para o nome Jó (bAYæai) é de difícil solução, possivelmente originado pela raiz. by;a'. que significa ‘serhostil’8 poderia ecoar como hostilidade. Dentro deste campo. semântico poderia-se pensar que esse Jó tem uma atitude hostil contra Deus, ou, que esse mesmo Jó sofre uma hostilidade de uma aposta cruel entre Iahweh e Satã/adversário. A obra literária de Jó continua sendo, do ponto de vista textual, o que oferece a maior dificuldade de tradução para os estudiosos. Esta assertiva confirma-se devido às diferenças que existem nas traduções antigas. O TM é consideravelmente mais longo que a Septuaginta. Esta versão possui 100 versos a menos. Isto não quer dizer que a Septuaginta seja mais antiga que o TM. Existem muitos απαξλεγομενα, isto é, vocábulos que foram lidos uma única vez. Acredita-se que a tradução grega considerou desnecessária traduzir partes do livro. Do ponto de vista da Peshita -. hT'v.Pi (significa. ‘simples’ em siríaco), por ser uma. tradução do TM, não pode aquinos auxiliar em esclarecer alguns pontos obscuros, p.ex. a origem da raiz do nome Jó (bAYæai). O Targum - ~Ger.Ti oferece muitas curiosidades, mas em nada auxilia na compreensão do TM. A Vulgata dever ser utilizada, também, com certos cuidados. Assim, o TM de todos os testemunhos escritos, embora com dúvidas em muitos pontos, continua sendo o texto mais confiável. Dentre o texto canônico a obra de Jó faz parte dos uketuvim (~ybituK.W), isto é, da terceira parte do TM que são os escritos.. 5. Gn 10,23 – “Filhos de Aram: Hus, Hul, Geter e Mês”. Gn 22,21 – “... seu primogênito Hus, Buz, seu irmão,Camuel, pai de Aram.” 7 Gn 36,28 – “Eis os filhos de Disã: Hus e Arã”. 8 BDB Hebrew Lexicon (Full) – Bible Works 7 6.
(19) 8. 1.3 - Texto Massorético 9 - Jó 1,1-22. vyaiäh' Ÿhy"åh'w> Am=v. bAYæai #W[ß-#r<a,(b. hy"ïh' vyai². WTT. `[r"(me rs"ïw> ~yhiÞl{a/ arEîywI rv"±y"w> ~T'ó aWhªh; `tAn*B' vAlïv'w> ~ynIßb' h['bî .vi Al± Wdl.W"ïYIw: vme’x]w: ~yLiªm;g> ypeäl.a; tv,l{ôv.W !acoø-ypel.a; t[;’b.vi( WhnEq.miû yhiäy>w: dao+m. hB'rä : hD"Þbu[]w: tAnëAta] tAaåme vmeäx]w: ‘rq'B'-dm,c,( tAaÜme. 2. 3. `~d<q<)-ynEB.-lK'mi lAdßG" aWhêh; vyaiäh' ‘yhiy>w: ‘War>q'wW> xªl.v'w> Am=Ay vyaiä tyBeÞ hT,êv.mi Wfå['w> ‘wyn"b' WkÜl.h'w> `~h,(M'[i tATßv.liw> lkoïa/l, Î~h,êyteAy*x.a;Ð ¿~h,yteyOx.a;À tv,l{åv.li. 4. ~veªD>q;y>w:) bAYæai xl;óv.YIw: hT,øv.Mih; yme’y> •Wp)yQihi yKiä yhi‡y>w: bAYëai rm:åa' yKi… è~L'Ku rP:ås.mi étAl[o hl'[ä /h,w> érq,BoB; ~yKiäv.hiw> bAYàai hf,[î ]y: hk'K'² ~b'b_ 'l.Bi ~yhiÞl{a/ Wkïr]beW yn:ëb' Waåj.x' ‘yl;Wa p `~ymi(Y"h;-lK' 5. aAbïY"w: hw"+hy>-l[; bCeÞy:t.hil. ~yhiêl{a/h' ynEåB. ‘Wabo’Y"w: ~AYëh; yhiäy>w: `~k'A( tB. !j"ßF'h;-~g:) ‘hw"hy>-ta, !j"ÜF'h; ![;Y:“w: abo+T' !yIa:åme !j"ßF'h;-la, hw"±hy> rm,aYOõw: 6. 7. `HB'( %LEßh;t.hime(W #r<a'êB' jWVåmi rm;êaYOw: yKiä bAY=ai yDIäb.[;-l[; ^ßB.li T'm.f;îh] !j'Fê 'h;-la, ‘hw"hy> rm,aYOÝw: `[r"(me rs"ïw> ~yhiÞl{a/ arEîy> rv"±y"w> ~T'ó vyaiä #r<a'êB' ‘Whmo’K' !yaeÛ `~yhi(l{a/ bAYàai arEîy" ~N"ëxih;( rm:+aYOw: hw"ßhy>-ta, !j"±F'h; ![;Y:ôw:. 8. 9. d[;îb.W At±yBe-d[;b.W Adô[]b; T'k.fä; ÎhT'a;ûÐ ¿T.a;À-al{)h] `#r<a'(B' #r:îP' WhnEßq.miW T'k.rB:ê e ‘wyd"y" hfe[Û ]m; bybi_S'mi Alß-rv,a]-lK' ^yn<ßP'-l[; al{ï-~ai Al+-rv,a]-lk'B. [g:ßw> ^êd>y") an"å-xl;(v.( ‘~l'Waw> 10. 11. `&'k<)rb] 'y> wyl'aê e qr:ä ^d<êy"B. ‘Al-rv,a]-lk' hNEÜhi !j'ªF'h;-la, hw"÷hy> rm,aYO“w:. 12. 9. Bible Works 7..
(20) 9. `hw")hy> ynEïP. ~[iÞme !j'Fê 'h; ‘aceYEw: ^d<+y" xl;Þv.Ti-la; ~h,îyxia] tybeÞB. !yIy:ë ~ytiävow> ‘~ylik.ao) wyt'nÛ Ob.W wyn"“b'W ~AY=h; yhiÞy>w: `rAk*B.h; tAnàtoa]h'w> tAvêr>xo* Wyæh' ‘rq'B'h; rm:+aYOw: bAYàai-la, aB'î %a"±l.m;W 13. 14. `~h,(ydEy>-l[; tA[ïro hj'ló .M'’aiw") br<x'_-ypil. WKåhi ~yrIß['Nh> ;-ta,w> ~xeêQ'Tiw: ‘ab'v. lPoÜTiw: `%l") dyGIïh;l. yDIÞb;l. ynI±a]-qr: ‘hl'p.n") ~yhiªl{a/ vaeä èrm;aYOw: aB'ä éhz<w> rBeªd:m. hz<å ŸdA[å. 15. 16. hj'ló .M'’aiw" ~le_k.aTow: ~yrIß['Nb> ;W !aCo±B; r[:ïb.Tiw: ~yIm;êV'h;-!mi `%l") dyGIïh;l. yDIÞb;l. ynI±a]-qr: hv'lä {v. ŸWmf'ä ~yDIúfK. ; èrm;aYOw: aB'ä éhz<w> rBeªd:m. hz<å ŸdA[å 17. WKåhi ~yrIß['Nh> ;-ta,w> ~WxêQ'YIw: ‘~yLim;G>h;-l[; WjÜv.p.YIw:) ~yviªar" `%l") dyGIïh;l. yDIÞb;l. ynI±a]-qr: hj'ló .M'’aiw" br<x'_-ypil. ‘~ylik.ao) ^yt,ÛAnb.W ^yn<“B' rm:+aYOw: aB'ä hz<ßw> rBeêd:m. hz<å d[;… `rAk*B.h; ~h,îyxia] tybeÞB. !yIy:ë ~ytiävow>. 18. ‘[B;r>a;B. ‘[G:YIw: rB'ªd>Mih; rb,[eäme Ÿha'B'ä hl'øAdG> x:Wr’ •hNEhiw> ynI±a]-qr: hj'ló .M'’aiw" WtWm+Y"w: ~yrIß['Nh> ;-l[; lPoïYIw: tyIB;êh; tANæPi `%l") dyGIïh;l. yDIÞb;l.. 19. hc'ra> :ß lPoïYIw: Av=aro-ta, zg"Y"ßw: Alê[im.-ta, [r:äq.YIw: ‘bAYai ~q'Y"Üw: `WxT'v( .YIw: hm'v'ê bWvåa' ‘~ro['w> yMiªai !j,B,ämi Îytiac'øy"Ð ¿ytic'y"À ~ro’[' •rm,aYOw:. 20. 21. `%r")bom. hw"ßhy> ~veî yhi²y> xq"+l' hw"ßhyw: !t;ên" hw"åhy> p `~yhi(l{ale hl'pÞ .Ti !t:ïn"-al{w> bAY=ai aj'xä '-al{ tazOà-lk'B.. 22.
(21) 10. Texto Massorético 10 - Jó 2,1-13. bCeÞy:t.hil. ~yhiêl{a/h'( ynEåB. ‘Wabo’Y"w: ~AYëh; yhiäy>w: `hw")hy>-l[; bCeÞy:t.hil. ~k'tê oB. ‘!j'F'h;-~g:) aAbÜY"w: hw"+hy>-l[; !j"ÜF'h; ![;Y:“w: abo+T' hZ<ßmi yaeî !j'Fê 'h;-la, ‘hw"hy> rm,aYOÝw:. WTT. 2. `HB'( %LEßh;t.himeW #r<a'êB' jVuämi rm;êaYOw: ‘hw"hy>-ta, •yKi èbAYai yDIäb.[;-la, é^B.li T'm.f;äh] !j'ªF'h;-la, hw"÷hy> rm,aYO“w: [r"_me rs"åw> ~yhiÞl{a/ arEîy> rv"±y"w> ~T'ó vyaiä #r<a'ªB' WhmoøK' !yae’ `~N")xi A[ïL.b;l. Abß ynItEïysiT.w: AtêM'tuB. qyzIåx]m; ‘WNd<’[ow>. 3. rv<åa] ‘lkow> rA[ª-d[;B. rA[æ rm:+aYOw: hw"ßhy>-ta, !j"±F'h; ![;Y:ôw: `Av*p.n: d[;îB. !TEßyI vyaiêl' al{ï-~ai Ar+fB' .-la,w> Amàc.[;-la, [g:ïw> ^êd>y") an"å-xl;(v.( ‘~l'Wa. 4. 5. `&'k<)rb] 'y> ^yn<ßP'-la, `rmo*v. Avïp.n:-ta, %a:ß ^d<+y"b. ANæhi !j"ßF'h;-la, hw"±hy> rm,aYOõw: [r"ê !yxiäv.Bi ‘bAYai-ta, %Y:Üw: hw"+hy> ynEåP. taeÞme !j'Fê 'h; ‘aceYEw: `Ad*q\d>q' Îd[;îw>Ð ¿d[;À Alßg>r: @K:ïmi. 6. 7. `rp,ae(h'-%AtB. bveîyO aWhßw> AB= drEÞG"t.hil. fr<x,ê Alå-xQ:)YI)w: `tmu(w" ~yhiÞl{a/ %rEïB' ^t<+M'tuB. qyzIåx]m; ^ßd>[o ATêv.ai ‘Al rm,aToÜw: bAJªh;-ta, ~G:å yrIBeêd:T. ‘tAlb'Nh> ; tx;Ûa; rBeúd:K. h'yl,ªae rm,aYOæw:. 8. 9. 10. tazO°-lk'B. lBe_q;n> al{å [r"Þh'-ta,w> ~yhiêl{a/h' taeäme ‘lBeq;n> p `wyt'p( 'f.Bi bAYàai aj'xî '-al{ ha'Bh'ä ; étaZOh; h['rä "h'-lK' taeä bAY©ai y[eärE Ÿtv,l{åv. W[úm.v.YIw:) yxiêWVh; dD:äl.biW ‘ynIm'yTeh; zp;Ûylia/ AmêqoM.mi vyaiä ‘Wabo’Y"w: èwyl'['. 11. `Am*x]n:l.W* Alß-dWn*l' aAbïl' wD"êx.y: Wdå[]W"YIw: yti_m'[]N:)h; rp:ßAcw> ~l'AÞ q Waïf.YIw: WhrUêyKihi al{åw> ‘qAxr"me ~h,ÛynEy[e-ta, Wa’f.YIw:. 12. 10. Bible Works 7..
(22) 11. ~h,Þyvear"-l[; rp"±[' Wqïr>z>YIw: Alê[im. vyaiä ‘W[r>q.YIw:) WK+b.YIw: `hm'y>m")V'h; rbEÜDo-!yaew> tAl+yle t[;äb.viw> ~ymiÞy" t[;îb.vi #r<a'êl' ‘ATai WbÜv.YEw: `dao)m. baeÞK.h; ld:îg"-yKi( Waêr" yKiä rb'Dê " ‘wyl'ae 13. 1.4 - Tradução Jó 1,1-22 v.1. Homem aconteceu11 em terra Utz Jó seu nome e aconteceu12 o homem pio e reto e temente (a) Elohim e o-que-se-desvia13 desde mal. v.2. E foram nascidos14 para ele 7 filhos e 3 filhas. v.3. E aconteceu15 posse dele 7000 ovelhas e 3000 camelos e 500 junta(s)-vaca(s) e 500 jumentas e serva numerosa muita e aconteceu16 o homem o ele grande mais-do-que-todosfilhos-de-kedem/oriente. v.4. E andaram17 seus filhos e fizeram18 banquete casa homem o seu dia e estenderam19 e chamaram20 para 3 irmãs suas para comer21 para beber22 com eles. v.5. E aconteceu23 que fizeram circular24 dias o banquete e estendia25 Jó e ele os santificava26 e ele levantava diligentemente27 em manhã e diligentemente elevava28 elevações desde número todos eles pois dizia29 Jó talvez erraram30 filhos meus e abençoem31 a Elohim em corações seus assim fazia32 Jó todos os dias.. 11. hyhser,estar,ter,haver,acontecer - verbokal perf. 3ª. p.m.s. hyh ser,estar,ter,haver,acontecer - verbokal perf. 3ª. p.m.s. 13 rwsdesviar - verbokal part.m.s. 14 dlynascer - verbo nifal imperf.3ª. p.m.p. 15 hyh ser,estar,ter,haver,acontecer - verbokal imperf. 3ª. p.m.s. 16 hyh ser,estar,ter,haver,acontecer - verbokal imperf.3ª. p.m.s. 17 $lh andar – verbo kal perf. 3ª. p.c.p. 18 hf[ fazer - verbo kal perf. 3ª. p.c.p. 19 xlv estender - verbo kal perf. 3ª. p.c.p. 20 arqchamar - verbo kal perf. 3ª. p.c.p. 21 lkacomer - verbo kal inf. construto 22 htvbeber - verbo kal inf. construto 23 hyh ser,estar,ter,haver,acontecer - verbokal imperf.3ª. p.m.s. 24 @qn circular - verbo hifil perf. 3ª. p.c.p. 25 xlv estender - verbo kal imperf. 3ª. p.m.s. 26 vdqsantificar, separar - verbo piel imperf. 3ª. p.m.s. + suf. 3ª.p.m.p. 27 ~kvlevantar, colocar nos ombros - verbo hifil perf. 3ª.p.m.s. 28 hl[ elevar - verbo hifil perf. 3ª. p.m.s. 29 rma od izer - verbo kal perf. 3ª. p.m.s. 30 ajxerrar - verbo kal perf. 3ª. p.c.p. 12.
(23) 12 v.6. E aconteceu33 o dia e entraram/vieram34 filhos de Elohim para se postar35 sobre Elohim e entrou/veio36 também o Satan/adversário entre eles. v.7. E disse37 Iahweh para o Satan/adversário desde onde vens38 e respondeu39 Satan/adversário (para) Iaweh e disse40 desde rodear41 em terra e desde andar em círculos42 em ela. v.8. E disse43 Iahweh para o Satan/adversário porventura colocaste 44 coração teu sobre escravo meu Jó que não (há) como ele em terra homem pio e reto e temente a Elohim e oque-se-desvia45 desde mal. v.9. E respondeu46 o Satan/adversário (para) Iahweh e disse47 em vão teme48 Jó Elohim. v.10. Porventura tu cercaste49 em até ele em até casa sua em até tudo-que-para-ele desde redor obra mãos suas fizeste abençoar50 e desde posse sua rompeu51 em terra. v.11. E talvez estenda52 -rogo mão tua e toca53 em-tudo-que-para-ele se não sobre-tuas-faces ele te faça abençoar54 . v.12. E disse55 Iahweh para o Satan/adversário eis que tudo-que-para-ele em tua mão somente para ele não-estendas56 tua mão e saiu57 o Satan/adversário desde com faces de Iahweh. v.13. E aconteceu58 o dia e filhos seus e filhas suas aqueles-que-comiam59 e os-que-bebiam60 vinho em casa irmão deles o primogênito. v.14. E mensageiro veio/entrou61 para Jó e disse62 a gado/vaca estavam63 descansando64 e as jumentas pastando65 sobre suas mãos. 31 32. $rb abençoar, ajoelhar - verbo piel perf. 3ª. p.c.p.. hf[ fazer - verbo kal imperf. 3ª. p.m.s. hyh ser,estar,ter,haver,acontecer - verbokal imperf.3ª. p.m.s. 34 awb vir, entrar - verbo kal imperf. 3ª. p.m.p. 35 bcypostar-se - verbo hitpael inf. construto. 36 awb vir, entrar - verbo kal imperf. 3ª. p.m.s. 37 rmadizer – verbo kal imperf. 3ª. p.m.s. 38 awb vir, entrar - verbokal imperf.2ª. p.m.s. 39 hn[ responder - verbo kal imperf. 3ª. p.m.s. 40 rmadizer – verbo kal imperf. 3ª. p.m.s. 41 jwvrodear - verbo kal inf. construto. 42 $lh andar - verbo hitpael inf. construto. 43 rmadizer – verbo kal imperf. 3ª. p.m.s. 44 ~yfpôr, colocar - verbo kal perf. 2ª. p.m.s. 45 rwsdesviar - verbokal part.m.s. 46 hn[ responder - verbo kal imperf. 3ª. p.m.s. 47 rmadizer – verbo kal imperf. 3ª. p.m.s. 48 arytemer - verbo kal perf. 3ª. p.m.s. 49 $wf cercar - verbo kal perf. 2ª. p.m.s. 50 $rb abençoar, ajoelhar - verbo piel perf. 2ª. p.m.s. 51 #rp romper, fender - verbo kal perf. 3ª. p.m.s. 52 xlv estender - verbo kal imperativo m.s. 53 [gn tocar, ferir - verbo kal imperativo m.s. 54 $rb abençoar, ajoelhar - verbo piel imperf. 3a. p.m.s. + suf. 2a.p.m.s. 55 rmadizer – verbo kal imperf. 3ª. p.m.s. 56 xlv estender - verbo kal imperf. 2ª. p.m.s. 57 acysair - verbo kal imperf. 3ª. p.m.s. 58 hyh ser,estar,ter,haver,acontecer - verbokal imperf.3ª. p.m.s. 59 lkacomer - verbo kal part. m.p.abs. 60 htvbeber - verbo kal part.m.p.abs. 61 awbvir, entrar - verbo kal perf. 3ª. p.m.s. 62 rmadizer – verbo kal imperf. 3ª. p.m.s. 33.
(24) 13 v.15. E caiu66 Sheba e tomou-os67 e os jovens fizeram ferir68 para-boca-espada e escapei69 somente-eu para sozinho para fazer anunciar70 para ti. v.16. Ainda este o-que-fala71 e este veio/entrou72 e disse73 fogo Elohim caiu74 dos céus e queimou75 em rebanho/ovelha e em jovens e os consumiu76 escapei77 somente-eu para sozinho para fazer anunciar78 para ti. v.17. Ainda este o-que-fala79 e este veio/entrou80 e disse81 Casdim se puseram82 3 cabeças e espremeram83 sobre os camelos e os tomaram84 e os jovens fizeram ferir85 para-boca-espada e escapei86 somente-eu para sozinho para fazer anunciar87 para ti. v.18. Ainda este o-que-fala88 e este veio/entrou89 e disse90 filhos teus e filhas tuas os-quecomiam91 e os-que-bebiam92 vinho em casa irmãos deles o primogênito. v.19. E eis que vento grande veio/entrou93 desde lado (d)o deserto e tocou94 em 4 cantos (d)a casa e caiu95 sobre os jovens e morreram96 e escapei97 somente-eu para sozinho para fazer anunciar98 para ti. v.20. E se levantou99 Jó e rasgou100 sua veste e tosquiou101 sua cabeça e caiu102 para terra e se inclinou103 . 63. hyh ser,estar,ter,haver,acontecer - verbokal perf.3ª. p.c.p. vrxdescansar - verbo kal part. f.p. 65 h[r pastar - verbo kal part. f.p. 66 lpncair - verbo kal imperf. 3ª. p.f.s. 67 xqltomar - verbo kal imperf. 3ª. p.f.s. + suf. 3ª p.m.p. 64. 68. hknferir - verbo hifil perf. 3ª. p.c.p. jlmfugir - verbo nifal imperf. 1a. p.c.s. 70 dgnanunciar, estar diante - verbo hifil inf. construto. 71 rbd falar - verbo piel part. m.s. 72 awbvir, entrar - verbo kal perf. 3ª. p.m.s. 73 rmadizer – verbo kal imperf. 3ª. p.m.s. 74 lpncair - verbo kal perf. 3ª. p.f.s. 75 r[b queimar - verbo kal imperf. 3ª. p.f.s. 76 lkacomer - verbo kal imperf. 3ª. p.f.s. + suf. 3ª.p.m.p. 77 jlmfugir - verbo nifal imperf. 1ª. p.c.s. 78 dgnanunciar, estar diante - verbo hifil inf. construto. 79 rbd falar - verbo piel part. m.s. 80 awbvir, entrar - verbo kal perf. 3ª. p.m.s. 81 rmadizer – verbo kal imperf. 3ª. p.m.s. 82 ~yfpôr, colocar - verbo kal perf. 3ª. p.c.p. 83 jvpespremer - verbo kal imperf. 3ª. p.m.p. 84 xqltomar - verbo kal imperf. 3ª. p.m.p. + suf. 3ª.p.m.p. 85 hknferir - verbo hifil perf. 3ª. p.c.p. 86 jlmfugir - verbo nifal imperf. 1ª. p.c.s. 87 dgnanunciar, estar diante - verbo hifil inf. construto. 88 rbd falar - verbo piel part. m.s. 89 awbvir, entrar - verbo kal perf. 3ª. p.m.s. 90 rmadizer – verbo kal imperf. 3ª. p.m.s. 91 lkacomer - verbo kal part. m.p. 92 htvbeber - verbo kal part. m.p. 93 awbvir, entrar - verbo kal perf. 3ª. p.f.s. 94 [gn tocou, ferir - verbo kal imperf. 3ª. p.m.s. 95 lpncair - verbo kal imperf. 3ª. p.m.s. 96 twmmorrer - verbo kal imperf. 3a. p.m.p. 97 jlmfugir - verbo nifal imperf. 1ª. p.c.s. 98 dgnanunciar, estar diante - verbo hifil inf. construto. 99 ~wqlevantar - verbo kal imperf. 3ª. p.m.s. 100 [rq rasgou - verbo kal imperf. 3ª. p.m.s. 69.
(25) 14 v.21. E disse104 nu saí105 desde barriga mãe minha e nu voltarei106 ali Iahweh deu107 e Iahweh tomou108 seja/aconteça109 nome Iahweh é bendito110 . v.22. Em tudo-isto não errou/pecou111 Jó e não deu112 culpa para Elohim.. Tradução Jó 2.1-13 v.1.E aconteceu113 o dia e entraram/vieram114 filhos de Elohim para se postar115 sobre Elohim e entrou/veio116 também o Satan/adversário entre eles. v.2. E disse117 Iahweh para o Satan/adversário desde onde vens118 e respondeu119 Satan/adversário (para) Iaweh e disse120 desde rodear121 em terra e desde andar em círculos122 em ela. v.3. E disse123 Iahweh para o Satan/adversário porventura colocaste 124 coração teu sobre escravo meu Jó que não (há) como ele em terra homem íntegro e reto e temente Elohim e que se desvia125 desde mal. v.4. E respondeu126 o Satan/adversário para o Iahweh e disse 127 pele em até-pele e tudo que para homem dará128 em até seu fôlego. v.5. E talvez estenda129 -rogo mão tua e toca130 para osso seu e para carne sua se-porventuranão para faces tuas faça te abençoar131 . 101. zzgtosquiar - verbo kal imperf. 3ª. p.m.s. lpncair - verbo kal imperf. 3ª. p.m.s. 103 hwxinclinar - verbo hishtafel imperf. 3ª. p.m.s. 104 rmadizer – verbo kal imperf. 3ª. p.m.s. 105 acysair - verbo kal perf. 1ª. p.c.s. 102. 106. bwvvoltar - verbo kal imperf. 1ª. p.c.s. !tndar - verbo kal perf. 3a p.m.s. 108 xqltomar - verbo kal perf. 3ª. p.m.s. 109 hyh ser,estar,ter,haver,acontecer - verbo kal imperf. 3ª. p.m.s. 110 $rb abençoar, ajoelhar - verbo pual part. m.s. 111 ajxerrar, pecar - verbo kal perf. 3ª. p.m.s. 112 !tndar - verbo kal perf. 3ª. p.m.s. 113 hyh ser,estar,ter,haver,acontecer - verbokal imperf.3ª. p.m.s. 114 awb vir, entrar - verbo kal imperf. 3ª. p.m.p. 115 bcypostar-se - verbo hitpael inf. construto. 116 awb vir, entrar - verbo kal imperf. 3ª. p.m.s. 117 rmadizer – verbo kal imperf. 3ª. p.m.s. 118 awb vir, entrar - verbokal imperf.2ª. p.m.s. 119 hn[ responder - verbo kal imperf. 3ª. p.m.s. 120 rmadizer – verbo kal imperf. 3ª. p.m.s. 121 jwvrodear - verbo kal inf. construto. 122 $lh andar - verbo hitpael inf. construto. 123 rmadizer – verbo kal imperf. 3ª. p.m.s. 124 ~yfpôr, colocar - verbo kal perf. 2ª. p.m.s. 125 rwsdesviar - verbokal part.m.s. 126 hn[ responder - verbo kal imperf. 3ª. p.m.s. 127 rmadizer – verbo kal imperf. 3ª. p.m.s. 128 !tndar - verbo kal imperf. 3ª.p.m.s. 129 xlv estender - verbo kal imperativo m.s. 130 [gn tocar, ferir - verbo kal imperativo m.s. 131 $rb abençoar, ajoelhar - verbo piel imperf. 3ª. p.m.s. + suf. 2ª.p.m.s. 107.
(26) 15 v.6. E disse132 Iahweh para o Satan/adversário ei-lo em mão tua somente para fôlego seu guarda133 . v.7. E saiu134 o Satan/adversário desde faces de Iahweh e feriu seriamente 135 Jó em chaga má desde planta pé seu até o cucoruto. v.8. E tomou136 para ele caco para raspar-se137 em ele e ele o-que-se-senta138 no-meio-dacinza. v.9. E disse139 para ele mulher sua ainda tu o-que--apoia140 em tua integridade abençoa141 a Elohim e morre142 . v.10. E disse143 para ela como fazer falar144 uma(uns) os cadáveres fazes falar145 também o bem fazemos receber146 e o mal não fazemos receber147 em tudo isto não errou/pecou148 Jó em seu fôlego. v.11. E ouviram149 3 amigos Jó todo-mal o isto entrou/veio150 sobre ele e entraram/vieram151 cada homem desde lugar seu Elifaz e o Teimani e Bildad o Shuhi e Tsofar o Naamati e se fixaram152 juntos para entrar/vir153 para se condoer154 para ele para o consolar155 . v.12. E levantaram156 olhos deles desde longe e não o reconheceram157 e levantaram158 suas vozes e choraram159 e rasgaram160 homem veste sua e aspergiram161 pó sobre cabeça deles os céus. v.13. E sentaram162 com ele para terra 7 dias e 7 noites e não o-que-fala163 para ele palavra pois virão164 que grande a dor/angústia muito. 132 133. rmadizer – verbo kal imperf. 3ª. p.m.s.. rmvguardar - verbo kal imperativo m.s. acysair - verbo kal imperf. 3ª. p.m.s. 135 hknferir - verbo hifil imperf. 3ª. p.m.s. 136 xqltomar - verbo kal imperf. 3ª. p.m.s. 137 drgraspar - verbo hitpael infinitivo construto. 138 bvysentar - verbo kal part. m.s. 139 rmadizer - verbo kal imperfeito 3ª. p.f.s. 140 qzxapoiar - verbo hifil part. m.s. 141 $rb oabençoar, ajoelhar - piel imperativo masculino singular. 142 twmmorrer - verbo kal imperativo masculino singular. 143 rmadizer - verbo kal imperf. 3ª. p.m.s. 144 rbd falar - verbo piel infinitivo construto. 145 rbd falar - verbo piel imperf. 2ª.p.f.s. 146 lbqreceber - verbo piel imperf. 1ª.p.c.p. 147 lbqreceber - verbo piel imperf. 1ª.p.c.p. 148 ajxerrar, pecar - verbo kal perf. 3ª. p.m.s. 149 [mv ouvir - verbo kal imperf. 3ª. p.m.p. 150 awbentrar, vir - verbo kal perf. 3ª. p.f.s. 151 awb entrar, vir - verbo kal imperf. 3ª. p.m.p. 152 d[y fixar - verb nifal imperf. 3ª. p.m.p. 153 awbentrar, vir - verbo kal infinitivo construto. 154 dwncondoer - verbo kal infinitivo construto. 155 ~xnconsolar - verbo piel infinitivo construto. 156 afniçar, levantar - verbo kal imperf. 3ª. p.m.p. 157 rknreconher – verbo hifil perf. 3ª. p.c.p. 158 afniçar, levantar - verbo kal imperf. 3ª. p.m.p. 159 hkb chorar - verbo kal imperf. 3ª. p.m.p. 160 [rqrasgar - verbo kal imperf. 3ª. p.m.p. 161 qrzaspergir - verbo kal imperf. 3ª. p.m.p. 162 bvysentar - verbo kal imperf. 3ª. p.m.p. 163 rbd falar - verbo kal part. m.s. 164 harver - verbo kal perf. 3ª. p.c.p. 134.
(27) 16. 1.5 - Crítica textual - Jó 1,1-2,13. Neste quesito da Crítica Textual de Jó 1,1-2,13consultamos a BHS e em seu aparato crítico encontramos as seguintes informações: Cap. 1,4 – O vocábulo que surge no texto é outra variante. vl{vl. tv,l{v.li (numeral 3 no feminino), mas há. (pode ser entendido como numeral 3 no masculino);. 1,5 – O verbo que surge no texto é. Wkr]beW. (Piel – e abençoaram insistentemente),. mas há outra variante – correctio vel euphemismus pro vel. Wll.qiw. similis etc (Piel – e. amaldiçoaram insistentemente); 1,8 – O vocábulo que surge no texto é variante. yDIb.[;-la,. yDIb.[;-l[; (sobre escravo meu), mas há outra. (para escravo meu) cf. 2,3; 1,10 – O verbo que surge no texto é. (cercaste), mas há outra variante. tks. T'k.f;. (cercaste); 1,11 – cf 1,5; 1,14 – O vocábulo que surge. no texto é ~h,ydEy>- (mãos deles), mas há outra variante. !h,ydEy>- (mãos delas); ~yIm;V'h;-!mi hl'p.n" ~yhil{a/ vae rm;aYOw:. 1,16 – A expressão que surge no texto é. (e disse fogo de Elohim caiu desde céus), mas na Septuaginta não aparece “fogo de Elohim” (kai. ei=p en pro.j Iwb pu/r e;p esen evk tou/o u vr anou / – e disse a Jó fogo caiu do céu); 1,18 – O vocábulo que surge no texto é. d[;. (até, ainda), mas há outra variante. dA[. (até, ainda) cf 1,16-17; 1,21a – O vocábulo que surge no texto é. ytiac'øy" (Qerê – como se lê); 1,21b mas há outra variante hMv (ali).. outra variante (ali),. ytic'y". – O vocábulo que surge no texto é. Cap.2,5a – A expressão que surge no texto é variante. ^yn<P'-l[. (Ketiv – como se escreve), mas há. hm'v'. ^yn<P'-la,(para tuas faces), mas há outra. ;(sobre tuas faces) cf 1,11;. 2,5b – cf 1,5a; 2,7a – O vocábulo que surge no texto é d[; (Ketiv – como se escreve – até, ainda), mas há outra variante. d[;w>(Qerê – como se lê – e até, e ainda); 1,9a – cf 1,5a.. Concluí-se considerando que a variante mais importante é a do uso do eufemismo. $rb. (abençoar) no lugar de llq (amaldiçoar)..
(28) 17. 1.6 - Crítica literária. No quesito da Crítica Literária quanto ao livro de Jó, parece haver uma unanimidade entre os estudiosos165 . O livro de Jó inicia com prosa, composto pelos capítulos 1-2, continua em poesia dos capítulos 3-41, e terminaria novamente com a prosa no capítulo 42. A moldura redacional do livro estaria configurada do prólogo 1-2 e epílogo 42. São utilizadas as normas da dialética, a proposição, a discussão, a confirmação e a conclusão. E ainda, a narrativa acontece num relativo arcabouço histórico, já que também para os semitas a concretude e não a abstração tinha prevalência. Sua origem literária pode ser encontrada no ambiente sapiencial166 e jurídico.. 165. STORNIOLO, Ivo. Como ler o livro de Jó. O desafio da verdadeira religião . Paulus, 1992, p.14. O autor afirma: “que o Livro contém de um lado uma parte textual em prosa (Jó 1-2; 42.7-17), que serve como moldura do Livro e, de outro lado, a parte textual em forma de poesia (3.1–42.6), como parte central do Livro. E os capítulos 28 e 32-37, além de 42,12-17, como acréscimos posteriores. Reforça ser fundamental a distinção do quadro narrativo (prosa) da parte dos diálogos (poesia) para a interpretação do Livro. Outro ponto importante a ser destacado é o personagem de Jó que segundo ele, deve ser encarado coletivamente (três quartos da população israelita), se identifica com os muitos camponeses que perderam seus rebanhos, suas terras e até mesmo seus filhos e filhas durante a dominação do Império Persa; CHILDS, Brevard S. (Review by: Brevard S. Childs). Source: Journal of Biblical Literature, Vol. 87, No. 1 (Mar., 1968), pp. 114+116. Published by: The Society of Biblical Literature Stable URL: http://www.jstor.org/stable/3263435; COHEN, Mordechai Z. (Review by: Mordechai Z. Cohen). Source: AJS Review, Vol. 27, No. 1 (Apr., 2003), pp. 128-132. Published by: on behalf of the Cambridge University Press Association for Jewish Studies Stable URL: http://www.jstor.org/stable/4131783; CRENSHAW, James L. (Review by: James L. Crenshaw). Source: Journal of Biblical Literature, Vol. 116, No. 2 (Summer, 1997), pp. 342-344. Published by: The Society of Biblical Literature Stable URL: http://www.jstor.org/stable/3266237; YOUNG, Ian. Is the Prose Tale of Job in Late Biblical Hebrew? Source: Vetus Testamentum, Vol. 59, Fasc. 4 (2009), pp. 606-629. Published by: BRILL Stable URL: http://www.jstor.org/stable/20700020; VRIES, Simon J. De. (Review by: Simon J. De Vries). Source: Journal of Biblical Literature, Vol. 89, No. 1 (Mar., 1970), pp. 99-100. Published by: The Society of Biblical Literature Stable URL: http://www.jstor.org/stable/3263652 166 BETTERIDGE, Walter R. (Review by: Walter R. Betteridge). Source: The Biblical World, Vol. 24, No. 6, pp. 473-475. Published by: The University of Chicago Press Stable URL: http://www.jstor.org/stable/3141248; BEUKEN, W. A. M. (Review by: Katharine J. Dell). The Book of Job.Vetus Testamentum, Vol. 47, Fasc. 2 (Apr., 1997), pp. 265-266. Published by: BRILL Stable URL: http://www.jstor.org/stable/1535342; BRUEGGEMANN, Walter. (Review by: Walter Brueggemann). Source: Journal of Biblical Literature, Vol. 112, No. 1 (Spring, 1993), pp. 137-139. Published by: The Society of Biblical Literature Stable URL: http://www.jstor.org/stable/3267878; RENAN, Ernest. The Book of Job. Source: The Crayon, Vol. 6, No. 6, pp. 175-176. Published by: Stable URL: http://www.jstor.org/stable/25527908; Review Source: The Biblical World, Vol. 42, No. 1, p. 63. Published by: The University of Chicago Press Stable URL: http://www.jstor.org/stable/3142606; Review Source: The Old Testament Student, Vol. 3, No. 1, pp. 27-28. Published by: The University of Chicago Press Stable URL: http://www.jstor.org/stable/3156703; Review Source: The Old Testament Student, Vol. 7, No. 8, p. 270. Published by: The University of Chicago Press Stable URL: http://www.jstor.org/stable/3156764; ROBERTSON, David. (Review by: David Robertson). Source: Journal of Biblical Literature, Vol. 93, No. 2 (Jun., 1974), p. 304. Published by: The Society of Biblical Literature Stable URL: http://www.jstor.org/stable/3263104; ORLINSKY, Harry M. (Review by: Harry M. Orlinsky). Source: Journal of Biblical Literature, Vol. 62, No. 4 (Dec., 1943), pp. 347-357. Publishedby: The Society of Biblical Literature Stable URL: http://www.jstor.org/stable/3262241; PATON, Lewis Bayles. The Oral Sources of the Patriarchal Narratives. Source: The American Journal of Theology, Vol. 8, No. 4, pp. 658-682. Published by: The University of Chicago Press Stable URL: http://www.jstor.org/stable/3153773; PFEFFER, Jeremy (Review by: Jason Kalman). Providence in the Book of Job: The Search for God’s Mind Providence in the Book of Job: The Search for God’s Mind The Journal of.
(29) 18 Pode-se concluir dizendo que deve corroborar e salientar a habilidade do(a) narrador(a) em descrever um drama de um homem/uma mulher que são pios e atribulados. Como falado anteriormente as ferramentas literárias utilizadas urdem uma trama histórica originária, que dentre muitas temáticas trata de uma pessoa justa que sofre sem aparente razão.. 1.7 - Campo semântico pela visão patriarcal – Jó 2,1-13 Como foi dito anteriormente deve-se aqui levantar a ocorrência de alguns vocábulos importantes que aparecem no texto, na visão dos homens 167 , vejamos o quadro abaixo:. SUBSTANTIVOS. ASPECTOS VERBAIS. ~yhil{a/ (4x) +(1x). awb(6x). hw"hy> (8x) + (1x). rm,aYOw. !j'F' (6x) +(5x). bCey:t.hil. (2x). bAYai(4x) + hV'ai. (25x). (1x) + (1x). (6x). drEG"t.hil. (1x) %Leh;t.himeW ![;Y:w:. (2x). (2x). Pela análise das ocorrências dos substantivos e dos verbos, na visão dos homens, pode-se perceber que: Jó aparece – 29 vezes; o acusador, Satan168 – 11 vezes; Iahweh - 9 Religion, Vol. 88, No. 1 (January 2008), pp. 125-127. Published by: The University of Chicago Press Stable URL: http://www.jstor.org/stable/10.1086/526376. 167 KELLE, Brad E.; AMES, Frank Ritchel.Writing and Reading War: Rhetoric, Gender, and Ethics in Biblical and Modern. Society of Biblical Lit, 2008, 265 pp; KNAUF, E.A. “Hiobs Heimat”, WO 19 (1988), pp. 65-83; FUCHS, E. “Status and Role of Female Heroines in the Biblical Narrative”, Mankind Quarterly 23/2: 149160, 1982; FUCHS, E. “Structure and Patriarchal Functions in the Biblical Betrothal Type -Scene”, JFSR 3: 7-13, 1987; FUCHS, E. “The Literary Characterization of Mothers and Sexual Politics in the Hebrew Bible”, in Collins: 117-136, 1985; HABEL, N.C. OTI, 1985; HARLAND, P. J. The Value of Human Life: A Study of the Story of the Flood (Genesis 6-9) (VT.S 64), Leiden et al., 1996.; HIGGINS, J.M. “The Myth of Eve: The Temptress”, JAAR 44: 639-647, 1976. 168 LÈVÉQUE, J. Job el libro y el mensaje. Editorial Verbo Divino, Estella (Navarra), 1987, pp. 8-9. O autor em sua obra diz: “A introdução do personagem Satan parece num primeiro momento complicar o esquema teológico do conto. Deve-se localizá-lo depois do desterro se compararmos ao paralelo encontrado em Zc 3,1 por volta de 520-518 a.C. No Antigo Testamento só ali Satan se apresenta como um dos seres celestiais que formam a corte de Iahweh. Primitivamente a palavra Satan provêm de uma raiz que significa ‘atacar’, não era nem um título nem um nome funcional, mas expressava um comportamento hostil. A ideia de um ser demoníaco e rebelde contra Deus se colocará tardiamente no Judaísmo”; CALDWELL, William. The Doctrine of Satan: I. In the Old Testament. Source: The Biblical World, Vol. 41, No. 1 (Jan., 1913), pp. 29-33..
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