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Relatório estágio profissional

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Academic year: 2021

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Universidade Nova de Lisboa

Nova Medical School | Faculdade de Ciências Médicas

Mestrado Integrado em Medicina

2012-2018

Estágio Profissionalizante

6º Ano

André Caetano de Oliveira

Orientador: Prof. Doutor Joaquim Sousa Gago

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Índice

Introdução ... 1

Atividades Desenvolvidas ... 2

Medicina Interna — (11/09/2017 a 3/10/2017) ... 2

Cirurgia — (6/11/2017 a 12/01/2018) ... 3

Medicina Geral e Familiar — (22/01/2018 a 16/02/2018) ... 4

Pediatria — (19/02/2018 a 16/03/2018) ... 4 Ginecologia e Obstetrícia — (19/03/2018 a 30/04/2018) ... 5 Saúde Mental — (23/04/2018 a 18/05/2018) ... 6 Outras atividades ... 7 Reflexão crítica ... 7 Anexos ... 9

Anexo 1 — Competências nucleares a serem adquiridas no termo da educação médica pré-graduada ... 9

Anexo 2 - Cursos ... 13

Anexo 2.1 – Curso online de Anticoagulação da British Journal of Cardiology (5 módulos) ... 13

Anexo 2.2 – Cuso de Boas Práticas Clínicas em Ensaios Clínicos ... 18

Anexo 2.3 – Curso Trauma Evaluation and management (TEAM) ... 19

Anexo 3 – Encontros e Jornadas ... 20

Anexo 3.1 — Encontros com a Endocrinologia 2017 ... 20

Anexo 3.2 – 5ªs Jornadas do Departamento de Cirurgia ... 21

Anexo 3.3 – V jornadas de Saúde de Vila Franca de Xira e Estuário do Tejo ... 23

Anexo 4 — Formador ... 24

Anexo 4.1 – Formador no 2º Curso de Pós-graduação em Enfermagem de Neonatologia ... 24

Anexo 5 — Artigos ... 25

Anexo 5.1 — “CASO CLÍNICO: “Thinking out of the box” Hemorragia gástrica como manifestação inicial rara de linfoma esplénico” ... 25

Anexo 5.2 – “O Desenvolvimento Moral: Contributos para melhorar a compreensão da criança e suas implicações para a prática” ... 26

Anexo 5.3 – “CASO CLÍNICO: Mixedema – Apresentação rara de hipotiroidismo: A importância de ver o todo para além da soma das partes” ... 27

Anexo 5.4 – “Satisfação com o internamento em Pediatria — modelo explicativo e desenvolvimento do instrumento de medição” ... 28

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Introdução

O Relatório Final insere-se no âmbito da Unidade Curricular Estágio Profissionalizante (EP), do 6º ano do Mestrado Integrado em Medicina (MIM) da Nova Medical School | Faculdade de Ciências Médicas. O EP pretende proporcionar ao estudante a integração na futura profissão, onde, para além dos conhecimentos científicos, importa a capacidade de os mobilizar na prática, proporcionando um projeto de saúde ao outro, integrando os valores e princípios éticos, na, por vezes difícil, tomada de decisão em Medicina. Esta opção curricular segue em linha com as orientações do documento1 que uniformiza os currículos e as competências nucleares a adquirir ao

longo do MIM e em especial no EP. O documento recomenda os fundamentos e orientações gerais no que se refere aos atributos essenciais do médico, nas especialidades centrais: Medicina Interna, Cirurgia, Medicina Geral e Familiar (MGF), Pediatria, Obstetrícia e Ginecologia e Saúde Mental – os estágios a desenvolver no âmbito do EP.

Desta forma, entende-se que os objetivos gerais sejam a aquisição, treino e demonstração das competências nucleares: (1) no âmbito dos conhecimentos (clínicos, de epidemiologia e saúde das populações, ética e direito); (2) atitudes e comportamentos profissionais (pessoais, profissionais com a sociedade e sistema de saúde); (3) aptidões clínicas e procedimentos práticos e (4) aptidões

interpessoais de comunicação (anexo 1). Para além dos objetivos gerais, em cada estágio foram

definidos objetivos, específicos a desenvolver em cada área, de forma a desenvolver competências particulares ou para proporcionar conhecimento mais abrangente da dinâmica da especialidade.

Os estágios decorreram em centros de referência, dedicados ao ensino universitário e formação pré e pós-graduada, com elevada diferenciação científica, técnica e tecnológica, sendo reconhecidos pela excelência clínica, eficácia e eficiência, assumindo-se como instituições de referência nos cuidados de saúde em Portugal. Desenvolveu-se uma integração na equipa clínica dos serviços, com uma crescente autonomia e responsabilidade progressivas que permitiram o cumprimento dos objetivos gerais e específicos propostos. Para além das atividades desenvolvidas no EP, foram desenvolvidas competências no âmbito da investigação e formação autónoma que

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contribuem para a uma melhor integração na profissão. Neste relatório expõem-se as atividades desenvolvidas e realça-se os aspetos mais importantes, terminando com uma reflexão crítica das atividades desenvolvidas face aos objetivos propostos no final de percurso do MIM.

Atividades Desenvolvidas

De seguida são apresentados os estágios parcelares por ordem cronológica, destacando-se os objetivos gerais e específicos e os pontos mais marcantes na aprendizagem.

Medicina Interna — (11/09/2017 a 3/10/2017)

O estágio decorreu sob a regência do Professor Doutor Fernando Nolasco, no Serviço 2.3 do Hospital de Santo António dos Capuchos, integrando a dinâmica da Equipa da Doutora Cristina Poole da Costa. Os objetivos gerais consistiam na aquisição de competências teórico-práticas avançadas na área da Medicina Interna (MI) e ganho de autonomia na avaliação, diagnóstico e planificação do projeto terapêutico. Definiu-se como objetivos específicos, a integração na equipa e aquisição de autonomia na enfermaria, nomeadamente na avaliação (colheita de dados), planificação e registos.

Para além da atividade assistencial em internamento, foi possível integrar a equipa no Serviço de Urgência do Hospital de São José e na Consulta Externa de Medicina Interna e de Doenças Autoimunes.

Enquanto responsável por alguns doentes, foi possível assistir e praticar, o estabelecimento de uma relação clínica de confiança, onde a informação e o plano são partilhados e discutidos com o utente de forma clara. Foi possível em diversas situações lidar com a tomada de decisão inerente ao fim da vida, como: a não obstinação terapêutica e as medidas de conforto para morrer com dignidade, na enfermaria ou no serviço de urgência.

A aquisição de competências e a vocação pedagógica é uma característica do Serviço 2.3 que conduz ao questionamento das práticas e à necessidade de atualização permanente, sendo notório aquando das visitas clínicas, das sessões clínicas ou no proporcionar aos alunos a vivência de situações raras ou observar técnicas pouco frequentes, facto que, enriqueceu muito o estágio. Foi possível assistir a diversas formações internas, assim como apresentar a sessão “Anticoagulação Oral”, com contributos do curso promovido pela British Journal of Cardiology (anexo 2.1).

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Cirurgia — (6/11/2017 a 12/01/2018)

O estágio decorreu sob regência do Professor Doutor Rui Maio, no Hospital Beatriz Ângelo. As atividades desenvolvidas foram integradas na dinâmica da Equipa da Dr.ª Rita Garrido e distribuíram-se pelo Bloco Operatório, Enfermaria, Serviço de Urgência e Consulta Externa. Inserido na organização do estágio foi possível a participação no Serviço de Urgência (SU) e Serviço de Medicina Intensiva do mesmo hospital, o que contribuiu para a melhor compreensão da dinâmica do percurso do doente urgente e com disfunção orgânica com necessidade de suporte, respetivamente. Para além dos objetivos gerais, definiram-se como objetivos específicos a compreensão do percurso do doente cirúrgico e do processo de tomada de decisão cirúrgica.

Durante o estágio, foi possível a participação ativa como ajudante em cirurgias, assim como o acompanhamento em enfermaria de doentes cirúrgicos. Em consulta externa, contactou-se com a avaliação inicial e elaboração de plano cirúrgico e com o seguimento pós-cirúrgico (para despiste de complicações tardias), assim como o acompanhamento de neoplasias para deteção precoce de recidivas ou recorrências. Destaca-se o treino de diversas manobras de semiologia como: avaliação do abdómen, dos pontos herniários, de trauma simples e múltiplos; assim como também a prática de skills na técnica assética prévia aos procedimentos, na realização de suturas ou drenagem de abcessos — competências core de pequena cirurgia, essenciais na formação em Medicina.

A integração na equipa do Serviço de Medicina Intensiva proporcionou momentos de aprendizagem em situações complexas de disfunção multiorgânica, salientando-se a sistematização na avaliação, o contacto com modos de ventilação mecânica e as vigilâncias de doentes cirúrgicos instáveis.

O estágio envolveu uma semana de aulas teórico-práticas com temáticas emergentes na Medicina, como o Risco Clínico e Liderança e temáticas nucleares para o estágio de cirurgia, culminando com o curso TEAM - (Trauma Evaluation and Management) (anexo 2.3). Foi ainda possível participar nas Jornadas de Cirurgia do Departamento (anexo 3.2).

Dos múltiplos casos clínicos acompanhados, o caso apresentado em mini-congresso foi marcante, pela possibilidade de acompanhar todo um percurso de dois meses, de uma situação rara e complexa de linfoma esplénico com fístula gastro-esplénica. A revisão da bibliografia de

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casos semelhantes, o acompanhamento da Anatomia Patológica, Imagiologia e da Gastroenterologia enriqueceram a aprendizagem que culminou com a publicação de um artigo como Caso Clínico (anexo 5.1).

Medicina Geral e Familiar — (22/01/2018 a 16/02/2018)

O estágio decorreu sobre a regência da Professora Doutora Maria Isabel Santos, no Centro de Saúde (CS) de Serpa, sob tutoria da Doutora Maria Conceição Serpa Soares. O estágio de MGF em Serpa constituiu uma oportunidade para contacto com a Medicina num contexto rural e distante, com problemáticas que não se colocam no quotidiano das cidades, com uma cultura diferente, que leva indubitavelmente a novas aprendizagens. Para além dos objetivos gerais da abordagem centrada na pessoa e da identificação/gestão dos problemas de saúde mais frequentes na comunidade, foram definidos como objetivos específicos, a compreensão das dificuldades da distância assim como o conhecimento e realização de atividades de vigilância e promoção de saúde no âmbito dos Programas de Saúde da Direção Geral de Saúde.

Com uma autonomia crescente, desenvolveram-se competências na tomada de decisão, nos ensinos e aconselhamentos e nos pedidos de exames e avaliações integradas nos Programas de Saúde (Materna; Infantil; Hipertensão; Diabetes; Oncológico, ...). Neste âmbito, foi possível evoluir nas técnicas de colheita de dados e exame físico, nomeadamente porque em termos quantitativos, o estágio proporcionou o contacto com muitas mais pessoas/situações do que qualquer outro, sendo por isso, a capacidade de conduzir a entrevista/consulta a competência mais desenvolvida ao longo do estágio. As competências foram desenvolvidas em ambiente de consulta (Saúde de Adultos, Saúde Materna, Saúde Infantil) e Visitas Domiciliárias. Houve também a possibilidade de algumas consultas serem desenvolvidas de forma autónoma com supervisão.

Foi possível a divulgação de conceitos de Gestão de Risco e Segurança do Doente em sessão clínica, assim como a elaboração de Relato de Caso sobre hipotiroidismo/mixedema que constituíram uma etapa importante no processo académico (anexo 5.3).

Pediatria — (19/02/2018 a 16/03/2018)

O estágio sob a regência do Professor Doutor Luís Varandas, decorreu no Hospital de Dona Estefânia integrado na atividade assistencial da Doutora Ana Casimiro (Pneumologia). Acrescido

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da oportunidade de contactar com outras especialidades com estreita relação com a Pediatria, como a Imunoalergologia, Cardiologia Pediátrica, Reumatologia Pediátrica, Neuropediatria, Otorrinolaringologia, Neonatologia, Cirurgia Pediátrica e Neurocirurgia, complementado com o Serviço de Urgência Pediátrica (SUP). O estágio tinha como objetivos gerais, a aquisição de competências na avaliação e gestão das principais patologias da criança e adolescente, e como objetivos específicos: a sistematização na observação do utente pediátrico, a melhoria da comunicação doente/família e a compreensão do papel da Pneumologia Pediátrica.

Embora curto, o estágio foi rico em oportunidades de aprendizagem, com múltiplas interações com outras especialidades, múltiplas situações de doenças complexas, de onde se destaca o acompanhamento de crianças com fibrose quística, em contexto de internamento. Em consulta foi possível contactar com patologias muito variadas, algumas delas raras, onde o apoio da pneumologia permitiu a otimização da qualidade de vida. No que se refere à atividade no SUP, esta foi uma importante componente, onde foi possível observar as situações agudas mais comuns, mas também exacerbações de doenças crónicas, possibilitando desta forma, o treino da avaliação sistemática do utente pediátrico (do lactente ao adolescente), com treino no exame objetivo e na colheita de informações pelos próprios ou pelos pais.

Foi apresentado em seminário a sessão “Tromboembolismo venoso - uma questão na

Pediatria?”, constituindo um tema pouco discutido, mas com uma crescente incidência na Pediatria.

Ginecologia e Obstetrícia — (19/03/2018 a 30/04/2018)

O estágio sob a regência da Professora Doutora Teresa Ventura, decorreu no Hospital de Vila Franca de Xira, integrado na atividade assistencial da Dr.ª Raquel Robalo e Dr.ª Rita Passarinho. Foram delineados como objetivos o ganho de competências na avaliação e gestão de patologias ginecológicas/obstétricas e planeamento familiar. Como objetivos específicos definiram-se: a sistematização da observação da utente com queixas obstétricas/ginecológicas; desenvolvimento da capacidade de seguimento de gravidez; e a compreensão das principais patologias ginecológicas do colo e pavimento pélvico.

Das múltiplas atividades desenvolvidas nesta especialidade, destaca-se, o acompanhamento de grávidas internadas para vigilância de complicações, como: descolamento placentar, ameaça

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de parto pré-termo e também para indução de trabalho de parto, que em muito contribuiu para a aprendizagem no âmbito da vigilância da grávida. Em contexto de Urgência foi possível assistir e/ou participar em múltiplos partos eutócicos e cesarianas. Em Bloco Operatório, foi possível assistir e participar em várias intervenções, integrando a equipa como ajudante. Houve ainda a possibilidade de participar em consultas e exames específicos (como por exemplo: patologia do colo, ecografias obstétricas) compreendendo-se, desta forma a vasta área da especialidade, onde as skills diagnósticas (ecografias) ou cirúrgicas são muito variadas.

No âmbito do estágio realizou-se a apresentação da sessão científica com o tema “Massa

anexial na grávida: O que sabemos e como agir?”, dando ênfase à epidemiologia, de uma condição

com incidência crescente, apresentando o algoritmo de decisão com as intervenções possíveis.

Saúde Mental — (23/04/2018 a 18/05/2018)

O estágio decorreu sob a regência do Professor Doutor Miguel Talina no Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa, integrando a atividade assistencial do Dr. Rui Durval (Hospital de Dia - HD). Os objetivos gerais englobam a aquisição de competências na identificação de sintomas de perturbação psiquiátrica, assim como o diagnóstico e a intervenção clínica em Saúde Mental. Definiu-se como objetivos específicos: compreender a dinâmica do processo de transferência de cuidados para o HD; compreender a criação do projeto de cuidados no HD; integrar as atividades do psiquiatra na promoção da saúde mental em ambiente de HD e de Consulta Externa.

Foi possível acompanhar a evolução de múltiplos casos internados em HD, com diferentes patologias, acompanhando concomitantemente a dinâmica de funcionamento do HD. Em contexto de consulta externa foi possível acompanhar múltiplos casos com patologia diversificada e em diferentes graus da doença, e eventual necessidade de monitorização ou de seguimento.

A elaboração e discussão de História Clínica em Psiquiatria, constituíram um momento de aprendizagem, como treino de uma ferramenta sistematizada. A abordagem para a colheita de dados é diferente para cada especialidade, mas a entrevista em Saúde Mental tem uma importância fulcral, na medida em que a linguagem não-verbal transmite aspetos de extrema relevância, assim como a própria caracterização do pensamento. Houve ainda oportunidade de participar nas aulas de Internos de Psiquiatria e nas reuniões de Supervisão Clínica dos mesmos internos.

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Outras atividades

Ao longo do ano letivo, foi possível desenvolver atividades extra o curriculum, no âmbito da:

formação autónoma [participando em cursos (anexo 2.1, 2.2, 2.3), congressos ou encontros

(anexo 3.1, 3.2, 3.3) como formador (anexo 4.1)]; investigação [3 artigos em publicação (anexo 5.1, 5.2, 5.3)] e Gestão dos cuidados de saúde [artigo em publicação (anexo 5.4)].

Reflexão crítica

Com a realização do EP dá-se por finalizado um percurso de integração na profissão, que vai para além dos conhecimentos científicos, como demonstrado nas competências nucleares. Os valores e os princípios que norteiam a prática clínica são integrados, principalmente através da socialização e pelas boas referências, bons líderes que fazem a diferença todos os dias. Neste sentido, considera-se que a oportunidade de realizar, as 6 especialidades “core”, de um modo profissionalizante é a melhor forma de transição para o ingresso na profissão. A tutoria próxima, com rácio de 1:1 facilita a integração nos pequenos detalhes, que fazem a diferença, quando se está em processo de aprendizagem. Os objetivos previamente definidos, para cada estágio e os específicos foram cumpridos e largamente superados, tanto na perspetiva de autoavaliação, como pelo bom feedback dos orientadores, levando à consolidação das competências a adquirir no MIM. Em Medicina Interna, destaca-se a autonomia adquirida e o sentido de responsabilidade, que permitiu uma melhor perceção do papel do médico que acarreta grandes responsabilidades sobre a tomada de decisão que é feita diariamente. Ficou evidente a estrutura típica de um hospital, com diferentes áreas imperfeitamente conectadas e cujas interligações dependem muito do pensar “fora do protocolo”. Realça-se ainda o confronto com situações complexas no âmbito sociocultural de famílias disfuncionais ou unipessoais sem suporte,permitindo a consciencialização desta realidade. No estágio de Cirurgia ocorreu ganho de competências na avaliação e seguimento do doente cirúrgico, na compreensão das principais metodologias de intervenção, suas possibilidades e limitações. Tal facto, conduziu a um melhor conhecimento acerca da complexidade das abordagens cirúrgicas, nas diferentes situações, bem como, das skills que são necessárias para as realizar. Evidenciando a importância do treino e do acompanhamento, pelos pares, das diferentes técnicas, tornando as especialidades cirúrgicas, diferentes e desafiantes, na sua curva de aprendizagem.

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Em MGF, foi possível constatar o objetivo, de ajudar a cumprir o projeto-de-vida de cada um, o melhor possível, na sua otimização de saúde ou melhorando a sua doença já estabelecida, sempre mediante uma abordagem centrada na pessoa, nos seus valores e crenças. O facto de ser possível acompanhar uma pessoa, na sua evolução ao longo de todo o ciclo de vida é algo que é único da MGF e que a torna capaz de uma intervenção sem igual na saúde das populações.

No estágio de Pediatria, realça-se a importância do treino da comunicação e da avaliação em Pediatria, que varia do lactente ao adolescente. O estágio permitiu contactar com as especificidades da Pediatria, onde: a inclusão da família é um ganho; nomeadamente nas crianças que têm necessidades especiais, para o seu correto desenvolvimento; a terapêutica é ajustada de forma minuciosa e que as crianças possuem grande plasticidade, capazes de se adaptarem a situações adversas, de forma surpreendente.

A Ginecologia e Obstetrícia é central no curriculum médico, na medida em que o entendimento da saúde da mulher e dos processos fisiológicos da gravidez, dever ser considerado em qualquer especialidade médica, tendo por este motivo, o estágio proporcionado a consolidação destas noções fundamentais.

A Saúde Mental permitiu a consciencialização do estigma da Doença Mental que condiciona o acesso e o investimento nesta área, ficando percetível, que ainda falta muito para que, a sociedade em geral e mesmo os médicos, percebam a complexidade do comportamento, como uma doença. As atividades extracurriculares permitiram integrar, a procura autónoma de mais competências e contacto com novas realidades, que conduzem a novas questões e consequente evolução — inerente à profissão. Os aspetos menos conseguidos do EP, relacionam-se com o facto de nem sempre ser possível a participação ativa, em consultas ou treino de técnicas, acrescido da sobrecarga assistencial dos tutores que limita a passagem de conhecimentos e modos de atuação.

Síntese: Conclui-se que foram atingidos todos os objetivos intrínsecos ao EP, tal como os

delineados especificamente. Conclui-se igualmente a importância do significado da profissão, da identidade e responsabilidade profissional, e dos valores e atitudes que os médicos partilham onde a centralidade da pessoa (saudável ou doente) é essencial.

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Anexos

Anexo 1 — Competências nucleares a serem adquiridas no termo da educação médica pré-graduada2

“(...)descreve os conhecimentos, aptidões e atitudes profissionais nucleares que todos os licenciados médicos em Portugal devem ser capazes de demonstrar quando iniciam a sua formação pós-graduada. As competências nucleares a nível da licenciatura não pretendem ser uma lista exaustiva de tudo o que o médico deve “saber” ou “ser capaz de fazer” mas antes indicar os fundamentos e orientações gerais no que se refere aos atributos essenciais do licenciado médico em Portugal.”

I - Conhecimentos

1. Ciências Básicas Tradicionais a. O indivíduo sem patologia:

i. Perturbações da estrutura e função

ii. Causas da doença nas diferentes fases do desenvolvimento

iii. O desenvolvimento psicológico normal ao longo do ciclo de vida, os mecanismos de defesa psicológicos e as respostas psicológicas normais e anormais à doença.

iv. O crescimento normal e a maturação a nível do feto, da criança e do adolescente para além da compreensão dos efeitos do crescimento e do desenvolvimento nas manifestações biológicas e clínicas da doença.

v. O processo normal de envelhecimento em termos das manifestações biológicas, psicossociais e clínicas bem como o conhecimento das doenças relativas ao envelhecimento e às várias causas de incapacidade inerentes à idade avançada.

vi. Sexualidade Humana.

2. Ciências Clínicas

a. Manifestações das doenças de maior prevalência a nível clínico, patológico, laboratorial e imagiológico, especificamente em Portugal, bem como das doenças ilustrativas de princípios fundamentais.

b. Estruturas familiares (incluindo os padrões habituais da vida em comunidade que diferem da família nuclear tradicional) e os padrões disfuncionais a nível das relações familiares (por exemplo, violência, abuso).

c. Gravidez normal, trabalho de parto, respectivas complicações e respostas fisiológicas anormais. d. Infertilidade, controlo da fertilidade e abortos terapêuticos.

e. Diferenças entre as definições médicas e leigas de “saúde”, “doença” vs. “pessoa doente”; diferentes variáveis envolvidas no processo de cura (diferença entre curar “a doença” vs. curar a “pessoa doente”).

f. Prevenção e tratamento eficaz das doenças e síndromas comuns incluindo a farmacologia; cirurgia; radioterapia; psicoterapia; imunoterapia; terapêutica genética; terapêutica nutricional; fisioterapia; modificação do estilo de vida (por exemplo “parar de fumar” ou “controlar o peso”).

g. Papel, prevalência e limitações de terapias alternativas e complementares de uso comum.

3. Epidemiologia, Bioestatística e Saúde da População

a. Determinantes importantes da saúde e factores que contribuem para a doença e para a prestação de cuidados médicos nomeadamente de ordem pessoal, existencial, psicológica, espiritual, biológica, ambiental, social, económica e cultural.

b. Epidemiologia das doenças durante os ciclos de vida e abordagens sistemáticas que possam ser usadas para as prevenir ou modificar.

c. Técnicas de investigação incluindo: planos experimentais para a avaliar e analisar relações causais entre variáveis; métodos estatísticos apropriados para avaliar a significância dos resultados encontrados; métodos qualitativos.

d. Sistemas de prestação de cuidados, incluindo as diferentes abordagens à organização, financiamento e serviços de prestação de cuidados de saúde.

4. Humanidades, História da Medicina, Ética e Direito

a. Papel do médico como profissional e agente no processo de cura no sentido mais amplo (healer).

b. Natureza do profissionalismo, suas origens e estatuto actual, relação entre profissão médica e sociedade e obrigações requeridas ao profissional de modo a manter o estatuto da profissão.

c. Principais dilemas éticos e legais com que o médico se defronta; teorias e princípios que orientam a tomada de decisão a nível da ética (...)

d. Diferentes valores e diferentes contextos sociais e culturais incluindo a compreensão do seu impacto na tomada de decisão clínica.

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e. História da Medicina e evolução da prática médica, incluindo, na prestação de cuidados, a compreensão da importância dos métodos de investigação e da tradição na abordagem do doente de forma holística (tradition of healing), particularmente as tradições Hipocráticas.

f. Principais determinantes e obstáculos ao processo holístico no tratamento do doente (healing process), incluindo aspectos tais como as questões psicodinâmicas pessoais da relação terapêutica, as referentes ao ambiente, à comunidade e à espiritualidade.

g. O médico “enquanto pessoa” e como as questões pessoais (por exemplo fragilidades, doença, etc...) podem afectar a sua capacidade de prestação de cuidados da máxima qualidade.

II - Atitudes e comportamentos profissionais 1. Atributos Pessoais

a. Respeito por todo o ser humano, incluindo o respeito pelas fronteiras sexuais.

b. Respeito pelos valores da comunidade, incluindo a valorização da diversidade das características humanas e valores culturais.

c. Integridade, honestidade, empatia e compaixão. Os licenciados têm de prestar cuidados de saúde da mais alta qualidade com integridade, honestidade, empatia e compaixão independentemente da doença, prognóstico, idade, género, orientação sexual, etnia, religião, cultura ou classe socioeconómica do doente.

d. Responsabilidade pessoal pelo tratamento do doente individual, fiabilidade e pontualidade. e. Empenhamento no que respeita ao alívio da dor e sofrimento.

f. Empenhamento no que respeita à utilização dos métodos científicos. g. Reconhecer:

i. que a principal responsabilidade profissional do médico tem a ver com os interesses do doente e da comunidade em matéria de saúde;

ii. os riscos da prática médica, a importância da própria saúde e o efeito desta na capacidade para exercer uma prática médica segura e eficiente;

iii. as suas próprias limitações;

iv. que devem empenhar-se em defender os valores profissionais. h. Desenvolvimento pessoal:

i. Os licenciados devem ser capazes de identificar as próprias necessidades de aprendizagem, assumir a responsabilidade pela formação contínua e demonstrar iniciativa para tal, devem ser receptivos ao feedback e críticas bem como demonstrar compreender os seus pontos fortes, vulnerabilidades pessoais e áreas que necessitam ser aperfeiçoadas.

i. Auto-reflexão:

i. Os licenciados têm de demostrar a capacidade de auto-reflexão particularmente no que respeita aos atributos profissionais bem como no controlo das ideias, sentimentos e reacções pessoais perante o sofrimento e a doença.

2. Relações Profissionais

a. Respeitar e reconhecer na relação médico-doente e discente-docente os limites entre obrigações pessoais e profissionais.

b. Com os outros colegas os licenciados têm de estar disponíveis e abertos para: cooperar; aceitar a perícia dos outros; articular a sua participação pessoal com a dos outros nas respectivas acções.

c. Com os outros profissionais de saúde os licenciados devem: demonstrar a sua capacidade para trabalhar eficazmente em equipa;

d. colaborar interdisciplinarmente com base no conhecimento e respeito pelos papéis dos outros profissionais de saúde.

e. Com os doentes os licenciados devem: ter consciência da importância e do potencial terapêutico da relação médico-doente; adoptar uma abordagem empática e holística no que respeita ao doente e problemas por ele apresentados; respeitar a confidencialidade e privacidade no tratamento do doente.

f. Com as famílias dos doentes os licenciados têm de estar conscientes da necessidade de comunicação e do seu envolvimento no planeamento global das acções terapêuticas o que também se aplica a outros prestadores de cuidados de saúde.

3. Relação com a Sociedade e Sistema de Prestação de Cuidados de Saúde

a. Aspectos éticos e legais: os licenciados devem implementar na prática os conhecimentos éticos e legais o que implica: aplicar princípios da confidencialidade, consentimento informado, honestidade e integridade; lidar eficazmente com as queixas relativas à sua própria prática ou à de outros colegas; ter consciência e agir de acordo com as responsabilidades legais e profissionais; respeitar os direitos do doente; compreender e agir de acordo com os requisitos da governança clínica.

b. Aspectos financeiros: Os licenciados devem demonstrar ter consciência da importância de optar pelo melhor tratamento do doente com o menor custo, atendendo à relação custo-eficácia de modo a permitir o máximo benefício a partir dos recursos disponíveis.

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Aptidões clínicas e procedimentos práticos 1. História Clínica

a. Os licenciados devem ser capazes de obter uma história médica precisa, estruturada e completa que demonstre uma colheita de dados sistemática, orientada para uma hipótese específica, incluindo a narrativa do doente, cobrindo os aspectos essenciais da sua história e da família, nomeadamente, os sociais e ocupacionais (por exemplo os relativos à: idade; género; estatuto socioeconómico; espiritualidade; incapacidade; situação económica, raça; cultura; orientação sexual e história de vida.

2. Exame Físico

a. Os licenciados devem ser capazes de desempenhar tanto um exame físico completo (especificamente de um sistema de órgãos ou problema clínico) como uma avaliação do estado mental, de modo sistemático, integrado e sensível, adequado à idade, sexo, cultura e situação clínica.

3. Diagnóstico

a. Criticamente avaliarem, interpretarem e integrarem a informação obtida a partir da história, do exame físico e da avaliação do estado mental, levando em consideração as características individuais e sociais do doente bem como o contexto epidemiológico. Devem estabelecer uma lista de problemas curta e precisa identificando os pedidos de ajuda por parte do doente para além de avaliarem a urgência das acções necessárias.

b. Propor um plano estruturado para o diagnóstico diferencial incluindo: hipóteses diagnósticas e sua justificação; plano de investigação e sua justificação (usos e limites, custo-eficácia, etc.); identificação e estabelecimento de prioridades no que respeita aos problemas clínicos; reconhecimento das condições que constituem perigo de vida imediato; aplicação das correspondentes medidas urgentes.

c. Demonstrar uma capacidade adequada de raciocínio médico para estabelecer diagnósticos diferenciais determinando a natureza do problema do doente, decidindo sobre a acção apropriada, e usando a evidência como um dos apoios à tomada de decisão.

d. Avaliar, de modo sistemático, os resultados dos procedimentos diagnósticos habitualmente utilizados e conseguir diferenciar os resultados normais dos anormais (incluindo os resultantes do exame físico).

e. Usar as capacidades diagnóstica e terapêutica relacionadas com situações médicas comuns, psiquiátricas, cirúrgicas ou de patologia múltipla bem como perante problemas pouco definidos, tanto agudos como crónicos, durante o período da doença.

f. Identificar os múltiplos factores que contribuem para o sofrimento na doença e desenvolver estratégias específicas para a sua melhoria.

g. Reconhecer as condições no doente individual (independentemente da idade) que representem um risco para a saúde da população.

4. Plano de Gestão

a. Os licenciados devem ser capazes de estabelecer estratégias de gestão adequadas (tanto a nível diagnóstico como terapêutico) para doentes em situações comuns, tanto agudas como crónicas, incluindo as situações médicas, psiquiátricas e cirúrgicas, bem como condições graves que exijam tratamento em contexto de cuidados intensivos, e aquelas que exigem reabilitação a curto e longo prazo.

5. Tratamento

a. Os licenciados têm de dominar os princípios do tratamento das situações comuns incluindo: o conhecimento dos princípios da farmacologia e farmacoterapia; o conhecimento dos aspectos práticos da prescrição médica (nomeadamente os requisitos legais); a selecção dos medicamentos habitualmente usados (levando em consideração a idade, o sexo e os factores ambientais, comorbilidades, contra-indicações, interacções, efeitos colaterais e perigos de medicalização);(...)

b. Adicionalmente os licenciados devem ser capazes de desempenhar tarefas e procedimentos clínicos básicos relevantes no início da formação pós-graduada, o que implica: reconhecer as situações que impliquem perigo de vida para além de efectuar procedimentos habituais de urgência, tais como o tratamento do doente inconsciente, a reanimação cardiopulmonar e a inserção de cateter (...)

6. Referenciação

a. Os licenciados devem ser capazes de reconhecer as limitações de natureza pessoal ou profissional, tomar decisões adequadas no que respeita a referenciação do doente para outros profissionais médicos e escrever um relatório de referência adequado (questões específicas e informação clara).

Aptidões interpessoais de comunicação

1. Comunicar eficazmente, tanto oralmente como por escrito, com os doentes e suas famílias, médicos, enfermeiros, outros profissionais de saúde e com o público em geral, tanto individualmente como em grupo. 2. Demonstrar compreender a importância da comunicação verbal e não verbal em Medicina para obter ou transmitir informação. Devem também ser capazes de utilizar a linguagem como instrumento que promova a função do médico no processo de cura (healing function).

(14)

3. Interagir com outros profissionais envolvidos no tratamento do doente mediante um trabalho de equipa eficaz e demonstrar capacidade para trabalhar como líder, ou como membro de uma equipa multidisciplinar de cuidados de saúde.

4. Interagir com os diferentes sectores do Serviço Social e do Sistema de Cuidados de Saúde para além de ser capaz de gerir os componentes relevantes para o tratamento do doente.

5. Demonstrar capacidade para: aconselhar os doentes com sensibilidade e de modo eficaz, prestar informação de modo a garantir que os doentes e famílias estejam devidamente elucidados no momento de autorizar qualquer procedimento; adaptar a comunicação para com os doentes de acordo com as características pessoais, sociais, culturais ou étnicas para além das respectivas incapacidades; (...)

6. Demonstrar compreensão quanto à necessidade de: informar os doentes dos dados relevantes da história médica e exame clínico; envolver os doentes (ou seus representantes) na tomada de decisão, levando em consideração as suas crenças e preferências; considerar e, quando se justificar, actuar ao nível do significado que o doente atribuiu à doença e seu tratamento, (...)

Aptidões gerais

1. Produzir e manter registos precisos e pertinentes dos doentes que estão ao seu cuidado. 2. Demonstrar aptidões básicas na área informática e de gestão de saúde.

3. Apresentar a informação de modo claro, qualquer que seja o suporte (escrito, oral ou electrónico), para além de comunicar ideias e argumentos de modo eficaz.

4. Compreender a importância da informação como instrumento terapêutico e demonstrar a capacidade para prestar ao doente informação exacta, verdadeira, adequada, na altura certa, utilizando uma linguagem médica compreensível.

5. Demonstrar competência no que respeita ao raciocínio clínico mediante capacidade para: reconhecer, definir e estabelecer prioridades no que respeita aos problemas; analisar, interpretar, avaliar objectivamente e estabelecer prioridades no que se refere à informação, reconhecendo os seus limites; reconhecer os limites do conhecimento e a importância da hierarquização dos problemas, em Medicina.

6. Compreender a influência de factores como a complexidade, incerteza e probabilidade nas decisões da prática médica.

7. Demonstrar uma atitude pró-activa no que respeita à procura de informação relevante do ponto de vista profissional, a partir da literatura ou outras fontes, à avaliação dessa mesma informação e à sua transmissão a terceiros. (...)

8. Demonstrar uma atitude esclarecida quanto à investigação e aos métodos científicos o que implica: compreender e avaliar criticamente a metodologia; formular questões de investigação pertinentes para a Medicina; seleccionar e aplicar adequadamente a metodologia quantitativa e qualitativa; reconhecer a importância do rigor na recolha, análise e interpretação de dados; reconhecer a relação entre evidência, auditoria e variações observadas e na prática clínica; apresentar, interpretar e avaliar criticamente os resultados da investigação.

9. Levar em consideração a ética médica quando da tomada de decisões.

10. Demonstrar uma abordagem crítica, cepticismo construtivo, criatividade e uma atitude orientada para a investigação nas actividades profissionais.

11. Reflectir sobre a prática, ser auto-crítico e levar a cabo uma auditoria relativamente ao próprio trabalho e ao dos outros.

12. Lidar com a incerteza e trabalhar num contexto permanentemente em mudança.

13. Demonstrar uma boa compreensão dos aspectos relacionados com a gestão do tempo e dos recursos. 14. Utilizar adequadamente a tecnologia, como recurso essencial, para o desenvolvimento pessoal, para a

pesquisa da literatura e demonstrar uma boa compreensão do impacto da TIC (Tecnologias de Informação e Comunicação) na investigação e na gestão dos recursos de saúde. Atribuir, com sensatez, recursos limitados no que respeita à prestação de cuidados, levando em consideração a economia da saúde e os assuntos de natureza económica, quando da tomada de decisões.

15. Envolver-se com sucesso na auto-aprendizagem, identificar e demonstrar estratégias para atingir os objectivos da aprendizagem ao longo da vida.

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Anexo 2 - Cursos

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Anexo 2.2 – Cuso de Boas Práticas Clínicas em Ensaios Clínicos

CERTIFICADO

Certifica-se que o Exmo. Senhor

André Caetano Oliveira

Participou no Curso

Ensaios Clínicos – Curso de Boas Práticas Clínicas

,

realizado no dia 10 de abril de 2018,

no Hospital Vila Franca de Xira.

Carnaxide, 10 de abril de 2018

Diretora Academia CUF

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Anexo 3 – Encontros e Jornadas

Anexo 3.1 — Encontros com a Endocrinologia 2017

Maria João Bugalho

Presidente da Comissão Organizadora

A Organização dos Encontros com a Endocrinologia 2017, que se realizaram nos dias 14 e 15 de Dezembro de 2017, no auditório do Olaias Park Hotel, certifica que:

André Oliveira

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Anexo 3.3 – V jornadas de Saúde de Vila Franca de Xira e Estuário do Tejo

03/05/2018 Certificados — UpEvents

https://certificates.up.events/certificates/view/C-l2jhhjdeitwo8 1/2

V Jornadas de Saúde de Vila

Franca de Xira e Estuário do

Tejo

— Certificado de Participação

DOCUMENTO DE IDENTIFICAÇÃO CÓDIGO DE CERTIFICADO

EMITIDO POR:

NOME

Academia CUF

Av. do Forte, nº3 – Edifício Suécia III, Piso 2 2790-073 Carnaxide

André Oliveira

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Anexo 4 — Formador

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Anexo 5 — Artigos

Anexo 5.1 — “CASO CLÍNICO: “Thinking out of the box” Hemorragia gástrica como manifestação inicial rara de linfoma esplénico”3

1

CASO CLÍNICO: “Thinking out of the box”:

Hemorragia gástrica como manifestação inicial

rara de linfoma esplénico

Garrido, R.1; Luz, G.1; Oliveira, A.2; Peres, A.2

1- Departamento de Cirurgia do Hospital Beatriz Ângelo 2- Alunos 6º ano do Mestrado Integrado em Medicina Nova Medical School-FCM

RESUMO

A fistula gastro-esplénica é uma complicação rara de tumores quer seja de forma espontânea ou pós quimioterapia ou radioterapia. É apresentado o caso de um homem de 58 anos, sem antecedentes pessoais relevantes, com hematémeses como motivo de apresentação. Após a realização de Endoscopia Digestiva Alta, suspeitou-se de lesão infiltrativa que se confirmou através de tomografia computodorizada. Submetido a ressecção cirúrgica em bloco da lesão que em exame anatomo-patológio revelou ser um linfoma de grandes células B com a perfuração gástrica e a infiltração extracapsular do baço, estomago e pâncreas e diafragma.

Palavras-chave: Hemorragia Digestiva Alta (HDA); Linfoma difuso de células B; Fístula gastro-esplénica, Invasão esplénica; Invasão gástrica

1 Introdução

A comunicação direta entre duas vísceras abdominais é resultado de processos traumáticos, inflamatórios, neoplasias ou iatrogenia que podem afetar um ou ambos os órgãos. A formação de uma fistula como resultado de um linfoma primário é extremamente raro e poucos relatos de casos estão descritos na literatura.7,10

Apresenta-se o caso de um homem de 58 anos com motivo de apresentação à urgência de hematémeses, que após investigação da causa diagnosticou-se a existência de a fistula gastrosplénica espontânea no contexto de linfoma difuso de grandes células, fenótipo B, linfoplasmocítico, submetido a ressecção em bloco da neoplasia.

2 Descrição do Caso

Um homem de 58 anos de idade recorre à urgência por quadro com 3 dias de evolução de hematémeses melenas, anorexia e palidez, tonturas e sudorese. Referia ainda história de enfartamento fácil e redução da ingesta com um mês de evolução, com perda ponderal de 4Kg.

Antecedentes pessoais de HTA (medicado com ibesartran e hidroclorotiazida) e hábitos alcoólicos de 66 unidades de álcool por semana (máximo de 21 segundo a OMS). Antecedentes Familiares irrelevantes.

À admissão apresentava mucosas descoradas, taquicárdico mas normotenso, abdómen livre, sem sinais de reação peritoneal. Analiticamente anemia normocítica, normocrómica, com 7,6g/dl de hemoglobina.

Submetido a EDA que constatou lesão epitelial de 20-25mm com úlcera profunda e coágulo aderente que não se conseguiu destacar (Figura1) e realizou tentativa de hemóstase com clips (Figura 2), mas por manter hemorragia pulsátil de baixo débito realizou eficazmente hemóstase com aplicação de Hemospray® (Figura 3).

Figura 1 - Endoscopia gástrica, visualização de úlcera profunda e coágulo aderente.

Figura 2 - Endoscopia gástrica, aplicação de clips hemostáticos.

Figura 3 - Endoscopia gástrica, após aplicação de Hemospray®.

Por suspeita de lesão infiltrativa da mucosa gástrica realiza Tomografia Computadorizada abdominal que revela aumento focal do volume esplénico com formação grosseiramente nodular com aproximadamente 9,4 x 6,5 cm de diâmetro no plano axial e 5,8 cm de extensão crânio-caudal com apagamento do plano adiposo de clivagem com a base diafragmática e que se estende medialmente até à grande curvatura gástrica que contacta não havendo também aí plano de clivagem. Descrita a existência de

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Anexo 5.2 – “O Desenvolvimento Moral: Contributos para melhorar a compreensão da criança e suas implicações para a prática”4

Título: O Desenvolvimento Moral: Contributos para melhorar a compreensão da criança e suas implicações para a prática

Palavras-chave:

Desenvolvimento moral; Desenvolvimento infantil; Desenvolvimento da personalidade; Estádio moral.

Resumo

Embora, seja comum, debates sobre a crise de valores da sociedade, o estudo do Desenvolvimento Moral é uma perspetiva que não é muito divulgada. O principal objetivo do artigo é a introdução nos conceitos desta temática no âmbito da psicologia do desenvolvimento e desta forma perceber o que é o desenvolvimento moral: 1) como é realizado esse desenvolvimento; 2) se possui estádios ou níveis; 3) como é possível promover o desenvolvimento, e por último 4) as implicações para a prática dos profissionais de saúde, no domínio da moralidade.

Title: The Moral Development: Contributions to improve understanding of the children and

its implications for practice

Keywords:

Moral development; Child development; Personality development; Moral status. Abstract

Although is common, debates on the crisis of values in society, the study of moral development is a perspective that is not well disclosed. This article main goal is to share the basics concepts on this subject within psychology of development scope, and, in this way, understand what the moral development is: (1) how is this development done, (2) do you have stages or levels, (3) is it possible to promote this development; and finally, 5) the implications for the practice of health professionals in the field of morality.

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Anexo 5.3 – “CASO CLÍNICO: Mixedema – Apresentação rara de hipotiroidismo: A importância de ver o todo para além da soma das partes”5

1

CASO CLÍNICO: Mixedema – Apresentação rara de hipotiroidismo:

A importância de ver o todo para além da soma das partes

André Caetano Oliveira1

1- Aluno 6º ano do Mestrado Integrado em Medicina Nova Medical School- FCM Universidade Nova de Lisboa

RESUMO

O hipotitoidismo tem uma prevalência de cerca de 5%, embora nestas prevalências estejam incluídos os casos subclínicos, no entanto a crise de mixedema segundo séries de casos ou relato de casos tem uma incidência de 0,22 por milhão por ano, seguindo o mesmo padrão de distribuição do hipotiroidismo sendo mais comum em mulheres e idosos podendo ter uma evolução com características graves que mimetizam outras patologias frequentes e ludibriam a avaliação. É apresentado o caso de um homem de 56 anos, com uma apresentação atípica de hipotiroidismo e das suas complicações, denominadas de Crise de Mixedema, que iludiram durante 12 anos até ao diagnostico, demonstrando a importância de estarmos atentos e sermos perspicazes a perceber o quadro completo e não apenas uma parte, um sistema ou uma especialidade médica.

Palavras-chave: Mixedema; Hipotiroidismo;; Enfarte Agudo do Miocárdio; Aneurisma da Aorta; Relato de Caso

1 Introdução

O hipotiroidismo tem uma prevalência de cerca de 5%, embora nestas prevalências estejam incluídos os casos subclínicos.

A denominação comum de coma de mixedema parece ser enganadora porque o estado de obnubilado é mais característico do que o estado comatoso. No entanto a crise de mixedema segundo séries de casos ou relato de casos tem uma incidência de 0,222 milhões por ano, seguindo o mesmo padrão de distribuição do hipotiroidismo sendo mais comum em mulheres e idosos.

2 Descrição do Caso

È apresentado o caso de um homem de 56 anos de idade, sem antecedentes pessoais relevantes até aos 34 anos ter sido diagnosticada hipertensão arterial e para a qual controlou com medicação (nifedipina e furosemida) com avaliação por cardiologia e nefrologia que consideraram hipertensão essencial, mas com valores diastólicos elevados e difíceis de controlar.

Aos 36 anos inicia queixas quadro de astenia, adinamia, insónia e durante o dia muito cansado e hipersónia diurna. Avaliação polisonográfica compatível com apneia do sono do tipo obstrutivo de grau muito acentuado com índice de apneia+hiponeia de 55,6/hora (normal até 5), com dessaturações até aos 60%, padrão muito superficial fragmentado, com aumento do numero de despertares e microdespertares, sendo submetido a adenoamigdalectomia com pouca melhoria.

Apresentou valores de hemoglobina e hematócrito em decrescendo dos 13,6 para 9,3gramas em avaliações anuais.

Figura 1 — Timeline: Evolução do Caso

Legenda: Evolução do Caso Clínico com os principais

marcos.

Aos 38 anos mantém hipersónia diurna a que se associa alopécia e edemas da face e perioculares acentuados que

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Anexo 5.4 – “Satisfação com o internamento em Pediatria — modelo explicativo e desenvolvimento do instrumento de medição”6

1

Satisfação com o Internamento em Pediatria:

modelo explicativo e desenvolvimento do instrumento de medição

André Caetano Oliveira1

1 – Aluno do 6º ano do Mestrado Integrado em Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa

RESUMO

A Pediatria tem muitas especificidades, nomeadamente a dificuldade em avaliar a satisfação com os cuidados, por envolver diferentes pessoas com diferentes perspetivas. Desta forma, há necessidade de compreender como se pode avaliar a Satisfação com os cuidados na Pediatria. Neste artigo, explora-se os modelos explicativos e os instrumentos que permitem avaliar esta dimensão. Apreexplora-senta-explora-se o modelo explicativo da satisfação para compreender as discrepâncias entre as diferentes perspetivas. A performance experienciada, tem uma influência direta na satisfação e que as prioridades, e as discrepâncias entre as expectativas e a performance experienciada também influenciam a satisfação.

Realizou-se pesquisa em bases de dados, sobre questionários validados sobre a Satisfação em Pediatria e da sua análise elaborou-se uma proposta de questionário que avalia 12 dimensões.

Palavras-chave: Satisfação com os cuidados, Internamento de Pediatria, Escala de avaliação

1 Introdução

A Pediatria tem muitas especificidades, nomeadamente a dificuldade em avaliar a satisfação com os cuidados, por envolver diferentes pessoas com diferentes perspetivas. Desta forma, há necessidade de compreender como se pode avaliar a Satisfação com os cuidados na Pediatria. Neste artigo, explora-se os modelos explicativos e os instrumentos que permitem avaliar esta dimensão.

Pretende-se no final a criação de um instrumento para medir a Satisfação com o internamento, que permita determinar os pontos fortes das equipas, que têm de ser valorizados e os pontos fracos dos serviços que têm de ser alvo de intervenção.

Pretende-se com o instrumento que os serviços, ganhem recursos na tomada de decisão; medir o impacto dos projetos que vão desenvolvendo na melhoria dos cuidados; assinalar os aspetos suscetíveis de melhoramento; tornar mais eficaz a intervenção e melhorar o poder competitivo e a sensibilidade para as necessidades das famílias que os serviços recebem. De uma forma genérica, criar um instrumento que permita por um lado, dar voz aos pais/cuidadores, por outro lado permite criar estratégias e comprovar os ganhos da implementação de investimentos.

2 A importância de medir

Nos últimos anos tem se assistido a inúmeras reformas dos Sistemas de Saúde, com uma orientação económica precisa para a necessidade crescente de

justificação de custos e a otimização dos recursos. Tem sido prática comum o envolvimento dos utilizadores dos serviços (sejam de saúde, ou outros), na avaliação do desempenho e da qualidade. Os questionários aos utentes têm se tornado um instrumento crítico na medição da qualidade dos cuidados que são prestados nas instituições de saúde.1,2,3

Quando nos referimos aos cuidados de saúde em Pediatria, a maioria da comunicação é entre os profissionais e os pais. Desta forma, os pais são as pessoas mais capazes de avaliar a maioria dos aspetos da qualidade dos cuidados na perspetiva de “consumidores”.3,7,9

No entanto, é consensual que os pais/cuidadores não são capazes de avaliar todos os aspetos do cuidar, a sua perspetiva contribui de forma eficaz para compreender os aspetos da relação interpessoal, comunicação, informação e organização dos cuidados de saúde, mas não é suficiente.3,4,10

Figura 1 — Modelo simplificado da satisfação

Satisfação Performance experienciada Expectativas Cumprimento das expectativas Prioridades Outras experiências e características/ condições do utente

Legenda – Modelo simplificado, demonstrando o impacto das

diferentes variáveis na satisfação. Adaptado de Ammentorp, J. et.al.

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“A principal meta da educação é criar homens que sejam capazes de fazer coisas novas, não simplesmente repetir o que outras gerações já fizeram. Homens que sejam criadores, inventores, descobridores.

A segunda meta da educação é formar mentes que estejam em condições de criticar, verificar e não aceitar tudo que a elas se propõe.”

Imagem

Figura 1 - Endoscopia  gástrica, visualização de úlcera  profunda e coágulo aderente.
Figura 1 — Timeline: Evolução do Caso
Figura 1 — Modelo simplificado da satisfação

Referências

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