UNIVERSIDAPE
FEDEI{AL
DE SANTA CATARINA
FUNDACAO
DE
CIENCIA
E
TECNOLOGLA
UM
MoDELo
DE
DADos PARA
A
SAÚDE
Fernando
Andrade
Bastos
DISSERTAÇÃO
EM
s1sTEMAs
DE
INFORMAÇÃO
UNIVERSIDADE
FEDERAL DE SANTA CATARINA
FUNDACAO
DE_CIENCIA
E
TECNOLOGIA
CURSO
DE POS-GRADUAÇAO
EM
ENGENHARIA
DA
PRODUÇÃO
A COMISSAO EXAMINADORA,
ABAIXO
ASSINADA,
APROVA
A
DISSERTAÇÃO
UM
MODELO
DE
DADOS PARA
A
SAÚDE
ELABORADA POR
FERNANDO
ANDRADE
BASTOS
COMO
REQUISITO
PARCLAL
PARA
A
OBTENÇÃO
DO
GRAU
DE
MESTRE
EM
SISTEMAS
DE
INFORMAÇOES
COMISSÃO EXAMINADORA:
/
f
/ ,Km
J oão
Bosco
.‹. 'Ota ves - OrientadorÊ
'W \ f V I \*~\°9'
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If-MQ»
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z °Í¢›°*°`°' °<> \ O ` _Luis
Femando
JacintoMaia
Q~°‹à'9 “‹›° ¿›°
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AGRADECIMENTOS
Agradecemos
a todosque
nos incentivaram e cooperaram para a realização deste projeto,em
especial ao Professor JoãoBosco da
Mota
Alves,que
orientou-noscom
comentários positivos, construtivos e coerentes.
Destacamos
ainda, a cooperação imensurável da Direçãoda
Universidade para oDesenvolvimento do
Alto Valedo
Itajai(UNIDAVI)
eda
Direçãoda Fundação
deSaúde
do
Alto Valedo
Itajaí(FUSAVI),
sem
as quais este trabalhonão
se concretizaria.SUMÁRIO
RESUMO
... _. iiiABSTRACT__._.¿
... ._ ivAPRESENTAÇÃO
... __LISTA
DE
TABELAS
... ._LISTA
DE
QUADROS
... ._LISTA
DE
FIGURAS
... _.LISTA
DE
GRÁFICOS
... ._LISTA
DE ANEXOS
... _. __V vi ix _X
Xi xiiLISTA
DE
APÊNDICES
... _. xiii01 1.
INTRODUÇÃO
... ._ 2.JUSTIFICATIVA
... ._ 3.OBJETIVOS
... __ 4.DESENVOLVIMENTO
... __ 4.1BANCO
DE
DADOS
... __ 4.2COMPONENTES
BÁSICOS
DE
UM
SGBD
... ._4.3
MODELO
DE
BANCO
DE
DADOS
RELACIONAL
... _.4.4
BANCO
DE
DADOS
DISTRIBUIDOS
... __4.5
LOCAL
PARA
ARMAZENAMENTO
DOS
DADOS
... ._4.6
VANTAGENS
E
DESVANTAGENS
DA
DISTRIBUIÇÃO
4.7
O
MODELO
APRESENTADO
... _.4.8
DESCRIÇÃO
GERAL
DO MODELO
... ._4.8.1
ADMINISTRAÇÃO
DE
PACIENTE
... _.4.8.2
FATURAMENTO/CONTAS MÉDICAS
... _.48.3
ESTOQUE
E
SUPRIMENTOS
... ._4.8.4
LABORATÓRIO
... _.4.8.5
DIAGNÓSTICO
POR
IMAGEM
... _.4.8.6
HEMOTERAPIA
... _.4.8.7
FINANCEIRO
... _.4.9
DIAGRAMAS DE FLUXO DE
DADOS
DO MODELO
... __4.10
DIAGRAMAS ENTIDADE/RELACIONAMENTO
... __4.11
A
DISTRIBUIÇÃO
DOS
DADOS
NO MODELO
... _.4.12
DESCRIÇÃO
DAS
ENTIDADES
... _.4.13
DICIONÁRIO
DE
DADOS
... ._ 5.CONCLUSÃO
... _.REFERENCIAS
BIBLIOGRÁFICAS
... _.ANEXOS
... _.APÊNDICES
... ._ O309
[\)l\)›-››-¡›-«I-\›-››-*I-AI-II- ›--^©\O\O\l'J¡UJl\)©CD© 21 22 22 23 2324
26
28 32 3334
36
38 50iii
RESUMO
UM
MODELO
DE
DADOS PARA
SAÚDE
Autor:
Femando
Andrade
BastosOrientador: Dr. J oão
Bosco da
Mota
AlvesEste estudo pretende desenvolver
uma
modelagem
de dadoscom
a finalidade de ser utilizadaem
Santa Catarina, pelos estabelecimentos de saúde. Outro propósitodo
projeto visa construirum
banco
de dados distnbuído permitindo que os dados dos pacientes (prontuário médico), estejam disponíveis para consultas on-lineem
qualquer municípiodo
estado. Inicialmente, define-se os conceitos básicos
do banco
de dados e aforma
dedistribuição dos
mesmos.
Em
seguida, elabora-se amodelagem
que
é ilustrada através deDiagrama
de Fluxo de Dados,Diagrama
de Entidade e Relacionamento, definição das entidades e atributos. Posteriormente,com
base neste padrão, define-se os nósda
rede dedistribuição, e principalmente a
fonna
de atualização e recuperação dos dados.Conforme
pode-se verificar, o projeto de distribuição é concebido usando estruturas já existentes,
entre as quais cita-se: a
Rede
de Ciência e Tecnologia de Santa CatarinaGKCT)
e asRegionais de Saúde, subdivisão
da
Secretaria de Estadoda
Saúde.Tomou-se
estainiciativa,
em
virtude de sereconomicamente mais
viável,além do
que facilita e dinamizaa implantação
do
projeto. Finalmente,como
demonstraçãoda
modelagem,
apresenta-se oprotótipo
do
software, que por sinal encontra-se implantadoem
alguns hospitais catarinenses.Universidade Federal de Santa Catarina
Curso de
Pós-Graduação
em
Engenharia de ProduçãoDissertação de
Mestrado
em
Sistemas de Informaçõesiv
ABSTRACT
A
MODEL
OF
DATA
FOR HEALTH
Author: F
emando
Andrade
BastosAdvisor: Dr. João
Bosco
daMota
AlvesThe
present study is an attempt to develop amodeling
of data with the purpose of beingused
by
the health establishments in Santa Catarina. This project also seeks to elaborate adistributed database
which
aims at clearly displaying the patients' data (medical chart), for consultations on-line in any municipal district of this state. First, the basic concepts of the databaseand
their distributionmethod
are defined. Second, themodeling
is elaboratedand
illustrated through a: a)
Data
Flow
Diagram, b) Entityand
RelationshipDiagram
, c) Entitydefinitions
and
their attributes. Third, basedon
this pattern, the net knotsand
their distribution and, mainly the updatingform and
data recovery, are also defined.As
it can beseen, the distribution project is conceived taking into account existent structures as follows: a)
Rede
de Ciência e Tecnologia de Santa Catarina(RCT)
and
b) Regionais deSaúde
( a subdivision of Secretaria de Estado da Saúde). Itwas
also taken intoconsideration the
economic
viability as themain
reason, since it can facilitate theimplementation of this project. Finally, the software prototype, as the demonstration of the
modeling, is presented; this prototype is partially
implemented
insome
hospitals in SantaCatarina.
Universidade Federal de Santa Catarina
Course of Masters degree in Engineering of Production
Dissertation of Master's degree in Systems
of
Information Florianópolis, July30
of 1999V
APRESENTAÇÃO
Com
o objetivo de situar o leitor, descreve-se a seguir, o formato de apresentação deste trabalho.Esta obra divide-se
em
capítulosbem
definidos, sendoque
os três primeiros,contém
respectivamente: introdução, justiñcativa e objetivos
do
projeto.O
quarto capítulo se iniciacom
a parte conceitual debanco
de dados,modelo
relacional ebanco
de dados distribuído.Após, esta pesquisa aborda o
modelo
apresentado, o qual é descrito deforma
dissertativa,por
meio
de diagramas defluxo
de dados e por diagramas de entidade e relacionamento.São
descritos ainda, os atributos e entidades quecompõem
o modelo,com
seu respectivo dicionário de dados.Em
seguida, são feitos esclarecimentos explicando a rede de distribuição dos dadosutilizando a tecnologia de
banco
de dados distribuído.No
quinto capítulo, faz-se as conclusões deste estudo. Neste item, encontram-setambém,
algumas
sugestões para pesquisas e trabalhos futuros.Finalmente,
na
seção de anexosconstam
algumas telasdo
protótipodo
software proposto,baseado
na
modelagem
de dados elaborada durante este projeto.Na
seção de apêndicespodem
ser consultados todos os diagramas defluxo
de dados, entidade e relacionamento,e tabelasque
constituemo
modelo.LISTA
DE TABELAS
Tabela l
-
Médicos
... .. Tabela 2-
CID:
Classificação internacional dedoença
... .. Tabela 3-
Convênios
... ._ Tabela 4-
Produtos e serviços (geral) ... .. Tabela 5-
Centro de custo ... .. Tabela 6-
Produtos por almoxarifado ... .. Tabela 7-
Quotas de produtos por centro de custo ... .. Tabela 8-
Grupo
de produtos e serviços ... ._ Tabela 9-
Subgrupo
de produtos e serviços ... .. Tabela 10-
Padronização demedicamentos
(sal) ... .. Tabela 11-
Almoxarifados ... .. Tabela 12-
Fomecedores
... ._ Tabela 13-
Notas de entrada ... .. Tabela 14-
Produtosda
nota de entrada ... .. Tabela 15-
Parcelas a pagar ... .. Tabela 16-
Notas
de saída ... .. Tabela 17-
Produtosda
nota de saída ... ..Tabela 18
-
Produtos requisitadosmensalmente
por centro de custoTabela 19
-
Requisições de produtos ... .. Tabela20
-
Produtosda
requisição (itens) ... ._ Tabela 21-
Controle de inventários ... .. Tabela22
-
Produtos inventariados ... .. Tabela23
-
Clínicas (tmidades hospitalares) ... .. Tabela24
-
Cores (raças) ... .. Tabela 25-
Especialidades ... .. Tabela26
-
Profissão ... .. Tabela27
~
Religião ... ._ Tabela28
-
Estado civil ... .. Tabela29
~
Tipo de alta ... .. Tabela30
-
Tipo de tabela ... .. Tabela 31-
Quartos ... _. Tabela 32-
Leitos ... .. Tabela 33-
Médico
por especialidade ... ._ Tabela 34-
Grau
de instrução ... .. Tabela 35-
Tipos de dieta ... _. Tabela36
-
Observações para dieta ... .. Tabela37
-
Pacientes ... ..Tabela
38
- Acompanhante
... .. Tabela39
-
Intemação geral ... .. Tabela40
-
InternaçãoSUS
... ..Tabela 41
-
Atendimentos externos (pronto atendimento e ambulatório)Tabela
42
-
Transferências internas e altas (usado para estatística) ... ..Tabela
43
-
Nota
de entrega (medicações por unidade de intemação)Tabela
44
-
Bancos
... .. Tabela45
-
Agências bancárias ... .. Tabela46
-
Conta
corrente dos bancos ... .. Tabela47
-
Cheques
emitidos ... .. Tabela48
-
Tesouraria (movimentação) ... ..Tabela
49
~
Encerramentomensal
e parâmetros curvaABC
... ..Tabela
50
~
Encerramento mensal (estoque dos produtos) ... .. Tabela 51~
Prescriçãomédica
... _. Tabela 52-
Aprazamento
(horários de medicação) ... .. Tabela 53~
Usuários ... .. Tabela54
-
Ciuva
ABC
para estoque ... _. Tabela 55-
Tabela de preço para produtos ... ..Tabela
56
-
Requisições de serviços para diagnóstico porimagem
... ..Tabela
57
-
Itens de serviços de diagnóstico porimagem
... .. Tabela 58-
Laudo
padrão ... .. Tabela 59~
Laudo
anormal ... .. Tabela60
~
Causa/Sorologia para Hemoterapia ... .. Tabela 61-
Tipo
de sangue (Hemoterapia) ... ..Tabela 62
-
Componentes
sangüíneos (Hemoterapia) ... ..Tabela 63
-
Destinodo
sangue coletado (Hemoterapia) ... .. Tabela64
~
Reações
sangüíneas (Hemoterapia) ... _. Tabela65
-
Pacientes (Hemoterapia) ... .. Tabela66
-
Nacionalidade ... .. Tabela67
~
Produtosem
falta ... .. Tabela68
~
Faturamento (fechamento de contas) ... .. Tabela69
-
Faturamento (tratamentos efetuados) ... .. Tabela70
~
Faturamento (honorários profissionais) ... ..Tabela 71
~
Faturamento (produtosconsumidos
e serviços utilizados)....Tabela
72
-
Procedimentosdo
SUS
(SistemaÚnico
de Saúde) ... ..Tabela 73
~
Grupos
de Faturamentodo
SUS
... ._Tabela
74
-
TabelaAMB
(AssociaçãoMédica
Brasileira) ... ..Tabela 75
-
Tabela de preçosAMB
... .. Tabela76
~
Atendimentosestomados
... .. Tabela77
-
Requisições de serviços de laboratório ... .. Tabela78
-
Itens de serviços de laboratório ... .. Tabela 79-
Setoresdo
laboratório ... .. Tabela 80-
Locais para coleta ... ..Tabela 81
-
Materiais ... .. 84Tabela 82
-
Métodos
paraexames
... .. 84Tabela 83
-
Funcionáriosdo
laboratório ... .. 84Tabela 84
-
Exames
laboratoriais ... .. 85Tabela 85
-
Títulos deexames
... .. 85Tabela 86
-
Subtítulos deexames
... .. Tabela 87-
Itens deexames
... ._ 86 Tabela 88-
Valores de referência paraexames
... .. 86Tabela 89
-
Resultado deexames
para itens calculadosou
infonnados ... .. 86... .. 87 ... ._ 87 ... .. 88 ... ._ 88 ... .. 88 ... .. 89 ... _. 89 ... _. 89 Tabela
98
-
Itens de serviços para requisições deHemoterapia
... ..90
Tabela
99
-
Itens de serviços para requisições deHemoterapia
por reação ... .. 91Tabela 100
~
Plano de Contas ... .. 91Tabela 101
-
Registro de produtos controlados ... .. 91Tabela 102
- Resumo
de produtos controlados ... ..92
Tabela 103
~
Produtos (específicos) ... ..92
Tabela 104
-
Serviços (específicos) ... .. 93Tabela 105
-
Unidade
deSaúde
... .. 93Tabela 106
-
Cirurgia múltipla e intercorrência~
SUS
... ..94
Tabela 107
-
Procedimentos especiais-
SUS
... ..94
Tabela 108
-
Permanência
UTI -
SUS
... _.94
Tabela 109-
Serviço auxiliar de diagnóstico e terapia-
SUS
... .. 95Tabela 110
-
Órtese e prótese-SUS
... .. 95Tabela 111
-
Serviço auxiliar de diagnóstico e terapia-
SUS
... .. 95Tabela 112
~
Naturalidade ... ..96
Tabela 113
-
Código
de endereçamento postal(CEP)
... .. Tabela90
-
Resultado deexames
para itens descritivos ... .. Tabela 91-
Nota
Fiscal ... .. Tabela 92-
Cotação paracompras
... ._ Tabela 93-
Fornecedoresda
cotação ... .. Tabela94
-
Produtosda
cotação ... .. Tabela 95-
Fornecedores e Produtosda
cotação ... .. Tabela96
~
Vencedoresda
Cotação ... .. Tabela97
-
Requisições de serviços paraHemoterapia
... .. ... .. 85LISTA
DE
QUADROS
Quadro
1-
Comparativo
das vantagens entre osmétodos
de distribuição 1Quadro
2-
Comparativo
das desvantagens entre osmétodos
de distribuiçaoX
LISTA
DE
FIGURAS
Figura 1
~
Principaiscomponentes
deum
sistemasbanco
de dados ... .. 10Figura 2
-
Um
nó
juntamentecom
os demaiscomponentes
deum
SGBDD
... .. 14Figura 3
~
DFD
geraldo
modelo
de dados ... ..25Figura 4
-
Modelo E-R
(parte 1/12) ... ..27Figura 5
~
Mapa
de Santa Catarina,com
destaque para aRede
Catarinense de ... .. Ciência e Tecnologia ... ..28Figura 6
-
Mapa
de Santa Catarina,com
destaque para as Regionais deSaúde
... ..30Figura 7
-
DFD
dos Atendimentos ... .. 126Figura 8
-
DFD
de Registro de Serviços e Produtos ... .. 127Figura 9
-
DFD
de Requisição de Serviços Hemoterápicos ... .. 128Figura 10
-
DFD
de Requisição de Serviços Laboratoriais ... .. 129Figura 11
~
DFD
de Requisição de Serviços Radiológicos (Diagnóstico porImagem)
.. 130Figura 12-
DFD
do
Faturamento e Notas Fiscais ... _. 131 Figura 13-
DFD
de Diagnóstico e Altas ... .. 132Figura 14
- Modelo E-R
(parte 2/12) ... .. 135Figura 15
~
Modelo
E-R
(parte 3/12) ... .. 136Figura 16
~
Modelo
E-R
(parte 4/12) ... .. 137Figura 17
-
Modelo
E-R
(parte 5/12) ... _. 138 Figura 18- Modelo
E-R
(parte 6/12) ... .. 139Figura 19
-
Modelo
E-R
(parte 7/12) ... ._ 140 Figura20
-
Modelo E-R
(parte 8/12) ... .. 141Figura 21
-
Modelo
E-R
(parte 91/12) ... .. 142Figura
22
-
Modelo E-R
(parte 10/12) ... ._ 143 Figura 23-
Modelo
E-R
(parte 11/12) ... .. 144LISTA
D1:
(;RÁFIcos
Gráfico
1 -Atividade dos entrevistadosno
Hospital Regional Alto Vale ... ..06
LISTA
DE
ANEXOS
Anexo
I-
Opções
para cadastramento ... ..Anexo
II-
Tela de inclusão de pacientes ... _.Anexo
III-
Tela de inclusãocom
as formasde
atendimentoAnexo IV
-
Telado
atendimento de pronto socorro ... ..Anexo
V
~
Telado
atendimento de internação ... ..Anexo VI -
Tela de inclusão de requisições ... ._Anexo
VII-
Telade
exclusão de produtosem
almoxarifadosAnexo
VIII~
Telado
menu
de cadastramento de tabelas geraisAnexo Di
-
Telado
menu
de
cadastramento de tabelas gerais...Anexo
X
~
Tela de opções para consulta de requisições ... ..LISTA
DE
APÊNDICES
Apêndice
I~
Entidades ... ..Apêndice
II-
Dicionário de dados ... ..Apêndice
III-
Diagramas
defluxo
de dados ... .. 124Apêndice
IV
-
Diagramas
de entidade e relacionamento ... .. 133Apêndice
V
-
Regionais deSaúde
em
Santa Catarina ... ..xi
51
97
1
1.
INTRODUÇÃQ
Atualmente toda e qualquer empresa, pública
ou
privada, independentedo
ramo
deatividade, visa aumentar seus lucros e tornar-se líder
ou
referênciano
seusegmento
de atuação, e para tal, precisa modernizar-se,
buscando
soluções tecnológicasque
acoloque
em
condições de competircom
seus concorrentes.Em
um
mundo
globalizado,onde
toda ação maisdo
quenunca
produzuma
reação,onde
aseconomias
estão intimamente interligadas,onde
aINTERNET
elimina as distâncias colocando as mais diversas infonnações nos laresdo
mundo
inteiro, é totalmente inadmissível, que a saúde brasileira, públicaou
privada,caminhe
a passos largos parauma
“informatização desinformada”.Enquanto
cria-se a todo instante novas tecnologias para a medicina, inventa-senovos
aparelhos e incrementa-se tantos outros, a saúde brasileira é incapaz de criar
um
banco
de dados distribuído,com
os dados de todos os pontosdo
país. Agilidade,segurança e eficiência,
parecem
ser adjetivospouco
relacionados à saúde.Para a exata
compreensão do
assunto que irá constituir o objeto deste trabalho,não
seria necessário levantar senão alguns tópicos que
provocam
esse caos.Desta forma,
não
sepode
ignorar o próprio sistema público de saúde, que insisteem
centralizar as regras de informatização
do SUS.
( SistemaÚnico
de Saúde),sem
sepreocupar
com
os planos de saúde, hospitais, clínicas e outros estabelecimentosprestadores de saúde.
Não
obstante, esteproblema
agrava-secom
o fato de que os planos de saúdetambém
fazem
as suas própnas leis,sem
se preocuparcom
asdemais
instituições. Estes fatos, aliados ao baixo investimento, muitas vezes irrisórioem
informática,fazem
com
que os softwares para saúde e instituições hospitalares,tomem-se
produtospouco
parametrizados,sem
padronização,com
redundância dedados, devido à falta de integração, e principalmente
com
raras oporttmidades deinteração.
Um
exemplo
prático desta confusão de leis e regraspode
ser facilmente verificadoem
hospitaisque
atendem
a pacientes de diversos convênios,onde
cada qualimpõe
suas próprias regras para os atendimentos, e
pasmem,
atémesmo
para o faturamento.Outro fato convergente para essa realidade,
sem
dúvida, é o fatodo
Brasil serum
país
com
enonne
extensão territorial, que agrupa opovo
brasileiroem
diferentes níveis sócio-econômicos,com
divergências culturais e educacionais, e portanto,com
doenças sazonais e regionais.
Em
meio
a esta desordem,foram
sendo desenvolvidos softwares, que solucionamparcialmente -
quando
o fazem, as necessidades das empresas de saúde, porém,pouco
sepensou
em
uma
soluçãoque
pudesse atingir a todos os hospitais, clínicas,convênios, etc.,
unificando
estes estabelecimentos eum
grandebanco
de dados2
Pelos motivos expostos, propõe-se neste projeto o desenvolvimento de
um
modelo
dedados para a área de saúde a ser utilizada pelos estabelecimentos ligados a este setor
em
Santa Catarina, e ainda, a elaboração deum
modelo
debanco
de dadosdistribuído,
que
contenha os dados dos pacientes, permitindo assim, a consulta destes3
2.
JUSTIFICATIVA
Ao
contrário de vários paísesda
Europa
e das Américas,no
Brasilo
pacientepode
sedirigir diretamente
a
hospitais públicos para consultas ambulatoriais,que
podem
ou
não
resultarem
intemações.Ao
se matricularem
um
hospital público para tratamento, édado
ao pacienteum
registro de identificação que é específico de cadainstituição.
Assim,
nada
impede
queum
paciente esteja matriculadoem
vários hospitaisno
país,no
estado e, atémesmo
nos municípios, e ainda, que seja submetido aosmesmos
conjuntosde
exames
e procedimentos, resultandoem
desperdício de recursos para as instituições e eventuais prejuízos ao paciente (desnecessária exposição ao raio-X, porexemplo).
Na
verdade, desconhece-se, hoje, onúmero
de pacientes que estãomatriculados
em
mais deum
hospital público para tratamento deuma
mesma
moléstia. Desconhece-se,
também,
onúmero
de pacientesque
se encontramem
filaspara
uma
mesma
cirurgia e/ouexames
complementaresem
mais deum
hospital.Estes fatos evidenciam a necessidade
da
unificação deum
conjuntomínimo
deinformações médicas nos âmbitos municipal, estadual e federal, que pennitarn
melhor
gerenciamento dos recursos de saúde e conseqüente melhoriano
atendimentomédico
da rede pública.No
entanto, é preciso lembrarque
a implementação deum
sistema unificado deregistro de pacientes
que
seja aomesmo
tempo
funcional e passível de utilizaçãoem
alta escala,
não
éuma
questão trivial, pois a informaçãomédica
é muitopouco
estruturada e as necessidades básicas das instituições públicas são extremamente
variadas e complexas. Outro fator importante é
que
omodelo
desenvolvido deveráter excelentes características de expansibilidade, permitindo futuramente sua
utilização
em
todo o território nacional.O
desenvolvimento deste projeto, indubitavelmente, trazenormes
benefícios à saúdee ao cidadão brasileiro, pois torna a prestação desse serviço ágil,
eficaz
e seguro.Fica evidente,
que
os sistemas de informações são cada vezmais
necessários paraque
as instituiçõespossam
identificar omelhor encaminhamento
dos seus dados,bem
como
auferircom
exatidão os custos de cada processo.O
desenvolvimento tecnológico aliado à saúde iniciouquando
as instituiçõescomeçaram
a implantar sistemas infonnatizados e a disponibilizar infonnaçõesem
setores de trabalho diferentes.
No
princípio o que se tinhaeram
grandesequipamentos centralizados e
uma
rede de terrninaisem
fonnato de estrela que hojederam
lugar a sistemas menores,porém
atémesmo
independentes, conduzindo auma
maior
confiabilidade de consultacom
banco
de dados próprios demenor
ou
maior4
Assim, a tendência passaria a ser
o
atendimento de saúde informatizado,aumentando
cada vez mais o contato
do
sistemacom
seus pacientesou
associados.Contudo,
não
se pretendeacompanhar
e levantar a problemática da saúdeem
si,mas
sim
com
o auxilioda
história desses problemas,fixar
soluções de informática paraamenizá-la e, concomitantemente, desenvolver
um
projeto debanco
de dadosrelacional, que possa ser utilizado
como
modelo
para desenvolvimento de softwares pelas instituições de saúde catarinenses e brasileiras, atravésdo
qual, após aimplementação, os softwares das instituições de saúde conversariam
sem
problemasde estrutura de dados,
com
os arquivos idênticos, possibilitando que os dados deum
paciente (evolução, raio x,
exames
laboratoriais, etc),ou
seja, seu prontuário, possaser analisado
remotamente
pelo seu médico.Isto significa que
um
paciente ao se deslocar de sua cidade paraum
centromédico
mais
avançado levaria consigo, eletronicamente, o seu prontuário, ou, seambas
as entidades fossem partes integrantesdo
Banco
de Dados, as infonnaçõesdo
paciente estariam automaticamente disponíveis para consultaem
toda a rede.Os
detalhes dosexames
efetuados, o estado dos pacientes, infonnações clínicas,dietas especiais, diagnóstico e tratamento, entre outros são itens que poderão ser consultados
no
prontuário eletrônico.J á para a área médica, a razão mais importante para se manter os registros detalhados
de cada paciente, baseia-se
na
variedade, riqueza e exatidão que estas informaçõesproporcionam
em
uma
pesquisaou
estatistica. Aliado a isto, a facilidade pararecuperação dos dados
colocam
osmédicos
a par de todo prontuáriodo
paciente.Além
disso,quando
se pensaem
saúde, lembra-sesempre do
caos financeiroque
atinge esta área,
mas
não se imaginao
quantopode
sereconomizado
apenascom
um
sistema
eficaz
de controle de estoque demedicamentos
e materiais médico-hospitalares.
Certamente, por tudo que fora exposto até aqui, o efeito
do computador na
saúde,dar-se-á pela pressão
no
sentido de maior precisão dos resultados e controle decustos.
É
evidente,que
para se chegar aum
modelo
de dados, precisa-se inicialmente realizarum
estudo sobre o nível de informatização dos hospitais catarinenses,bem
como
desenvolver protótiposdo
modelo
edo banco
de dados distribuído, tendo porbase o Estado de Santa Catarina, para posteriormente ampliar o projeto
em
redenacional.
Em
resposta a estes questionamentos, esempre tomando
por base instituições desaúde que realizam atendimentos através
da
rede pública(SUS
-
SistemaÚnico
deSaúde), pois estes, invariavelmente, encontram-se
em
dificuldades financeiras, pesquisou-se atravésda
INTERNET,
da
AHESC
(Associação dos Hospitaisdo
Estado de Santa Catarina),
FEHOESC
(Federação dos Hospitaisdo
Estado de Santa5
pudessem
auxiliarno
levantamentodo
nível de informatização dos hospitaisem
nosso Estado.
Tanto a
AHESC,
como
aFEHOESC,
não possuem
registros referente aotema
abordado, dificultando o processo estatístico. Por outro lado, a Secretaria de Estado
da Saúde
de Santa Catarina, atravésdo
Secretário, Sr. Eni Voltolini, mostrou-sesurpresa
com
a amplitudedo
projeto e muito interessadona
criaçãodo banco
dedados distribuído.
Desta fonna, optou-se pelo levantamento individual
em
alguns nosocômios, deonde
verificou-se que a grande maioria,
tem
contantocom
a informática, utilizando-se desoftwares terceirizados, que solucionam problemas individuais dos setores hospitalares, geralmente, faturamento das contas
do
SUS
e recepção, entretantosem
integrá-los.
Obviamente, o
modelo
aqui proposto, visa atender estas instituições, paraque
quando
adquiriremou
desenvolverem seus softwares, façam-no observando oscritérios e a
modelagem
proposta neste trabalho, e ainda, as sucessivas adaptaçõesque este
venha
a sofrercom
o passardo
tempo.Por
outro lado, a elaboração deum
banco
de dados distribuídona
área de saúde, destacaria Santa Catarina a nível nacional, abrindoum
precedente para que o projeto tivesse continuidadeem
todoo
país.As
grandes vantagensda
criaçãodo banco
de dados, estãono
fatodo
paciente sedeslocar para qualquer local
em
busca de atendimento e omédico
acessar seu prontuário-
conjimto dedocumentos médicos
e correlatos referentes aum
paciente,identificando todas as intemações, diagnósticos, exames, etc. Outro fator importante
a ser analisado é que
com
esta tecnologia, o paciente não precisa carregar cartões eletrônicos, fichas, laudos deexame,
entre outros papéis,além
do
que,em
situaçõesde urgência e emergência, bastaria o acesso ao
banco
de dados, para as informaçõesestarem disponíveis.
Para
tomar
viável obanco
de dados, é inevitável que se padronize os prontuários,ou
seja, os registros clínicos. Desta forma, obtém-se
maior
controle sobre a qualidade efidelidade das infonnações, o
que
propicia condições para o cotejamento de dadosreais.
A
informação padronizada e qualificada éum
dos grandes instrumentos para oplanejamento e
programação
dos serviços de assistência à saúde, tantona
áreado
SUS,
como
dos planos e seguros de saúde.É
óbvio,que
sem
a padronização, fica dificil planejar, pois faltam dados básicos e confiáveis para estabelecer perfisepidemiológicos,
demográficos
e sociais deuma
cidadeou
região.Em
sendo assim,não
resta dúvida de que a padronização interfere diretamentena
administração de hospitais, pois se por
um
lado racionaliza a troca de informaçõesentre prestadores de serviço, por outro, exige urna cuidadosa avaliação para definir
6
Atualmente, o planejamento de ações e serviços de saúde é carente de dados
concretos, o
que
provoca freqüentes erros de avaliação, destino inadequado derecursos, assim
como
gastosmal
direcionadosem
infra-estrutura, equipamentos,modernização e qualificação de pessoal. Assim, os dirigentes hospitalares
ganham
uma
boa
ferramenta para orientar osrumos
de sua entidade.Outro fator relevante a ser destacado, refere-se a reação dos funcionários
que
terãosua rotina de trabalho alterada
com
o processo de informatização.Este item foi avaliado,
quando da
informatizaçãodo
Hospital Regional Alto Vale, localizadoem
Rio do
Sul(SC)(BASTOS,
1998). Optou-sena
época, por entrevistar individualmente funcionários administrativos e deenfermagem,
através deum
questionário
com
perguntas objetivas para facilitar a tabulação, diminuir otempo
daresposta das pessoas envolvidas, e principalmente, lirnitar as respostas ao contexto
dos questionamentos.
Buscando
atingir todos os níveis hierárquicos da empresa, os questionáriosforam
distribuídos para fimcionários
que
possuem
atividades operacionais (56,53%),gerenciais e estratégicas (43,47%),
conforme
ilustra oGráfico
1. Esta amostrarepresenta
aproximadamente
8%
do
total de funcionários e15%
dos usuários.Tipo
de
Atividade
43%
NOperaciona|
57%
I
Gerencial/EstratégicoGráfico 1 - Atividade dos entrevistados no Hospital Regional Alto Vale
Como
o objetivo nesta avaliação é identificar a reação dos funcionários àinformatização, transcreve-se aqui
(BASTOS,
1998), o resultado deuma
das perguntas relacionada ao assunto e analisada à época.A
avaliação refere-se ao usodo
sistema, para obtenção de informação, deonde
7 Utilização
do
Sistema9% 0%
HSim,
diariamenteISim, semanalmente
EiSim,quinzenalmente
EISim,mensalmente
INão
9J_%Gráfico 2 - Utilização dos sistemas pelos funcionários do Hosp. Regional Alto Vale
Analisando o gráfico 2, verifica-se que
91%
dos entrevistadosusam
o sistemainformatizado diariamente e os outros
9%
semanalmente.Não
houve
resposta para utilização quinzenalou
mensal,bem
como
ninguém
respondeu negativamente aoquestionamento.
Baseado
nesses dados, conclui-seque
é primordial que o hospital possuainfonnações descentralizadas, e principalmente, que os usuários reagiram
positivamente à informatização.
Entretanto, se por
um
lado a padronização, a infonnatização e obanco
de dadostrazem benefícios para as organizações, ftmcionários,
médicos
e pacientes, por outro,pode
criar complicações consideráveis se os sistemas gerenciadores não respeitaremo sigilo ao prontuário.
Segundo
parecer emitido pela Assessoria Jurídicada
AHESC
e
FEHOESC
(AHESC
1999, p. 6):é
indispensávelo
respeitoao
sigilodo
prontuário.Nem
os prontuáriosmédicos,
nem
osexames
laboratoriais,poderão
ser cedidosa qualquer
órgão
públicoou
privado, salvo, casosde
solicitaçãoda
vigilância sanitárianos
surtos epidêmicos ou,por ordem
judicial,ou
ainda,entregue
ao
paciente sob motivo devidamentefundamentado,
ou
seja,destino e
nome
do médico
profissionalque
irá manuseá-lo.Desta forma, observa-se
com
clareza,que
no modelo
proposto, os dados de váriosestabelecimentos de saúde, formarão
um
banco
de dadosque
só poderá ser consultado pelos estabelecimentos credenciados, através de profissionaismédicos
previamente cadastrados, impedindo
o
acesso de pessoas estranhas ao processo.Além
disso,conforme
COUTINHO
(1994, p.81), “omédico não pode
negar ao8
de dar explicações necessárias a sua compreensão, salvo
quando
ocasionar riscospara
o
pacienteou
para terceiros.”Não
obstante, o Conselho Federal deMedicina
, atravésda
Portaria No. 14, de 16 desetembro de 1993, “entende
não
haver obstáculona
utilizaçãoda
informática paraelaboração de prontuários médicos, desde
que
seja garantido o respeito ao sigiloprofissional.”
Desta forma, tanto o
Código
de Ética Médica, quanto o Conselho Federal deMedicina,
com
suas respectivas citações supra citadas, ratificam a idéia deste projetoe
derrubam
quaisquer empecilhosque
impossibilitariam sua execução, desde que9
3.
OBJETIVOS
A
mudança
deparadigma
nos sistemas de saúde ena
prestação de serviços de saúdeem
todo omundo,
tem
levado àuma
crescentedemanda
por informações quepermitam
o gerenciamento de recursos públicos e privados,com
o objetivo de sechegar a melhores serviços a
menores
custos.Novos
modelos
de atendimento à saúdetem
sido propostos. Entretanto,nenhum
modelo pode
ser implantado e gerenciadosem
um
suporteadequado
de informação que avalie seudesempenho,
esem
osmecanismos
quepermitam
ajustar osmodelos
de acordocom
as avaliações realizadas.Para
que
este projeto alcanceo
êxito esperado, trabalhar-se-ána
busca de respostaspara os seguintes objetivos:
- Realizar
um
estudo mais aprofundado sobre otema
proposto, criandoum
modelo
lógico de infonnatização para
o
setor de saúde, mais precisamente hospitais eclinicas, de tal forma, que
possuam
um
sistema integrado, ágil, seguro e preciso,tanto
na
área administrativa quanto médica, e que, os dados estejam disponíveisem
um
banco
de dados distribuído para outros prestadores;- Realizar
uma
breve análise sobre oproblema
jurídicoem
que se constitui aliberação
do
prontuário;- Elaborar através deste projeto,
uma
estrutura de rede que possibilite a interaçãototal dos dados entre os prestadores de serviço
na
área de saúde catarinense;- Analisar
o
nivel de informatizaçãoem
que se encontram os hospitais catarinenses;- Analisar a reação dos fimcionáiios dos hospitais
com
relação ao processo de10
4.
DESENVOLVIMENTO
4.1
Banco
de
dados
Um
banco
de dados é, basicamente,um
sistema dearmazenamento
de dadosbaseado
em
computador, cujo objetivo global é registrar e manter infonnações.A
figura
1(DATE
1981), mostrauma
visão bastante simplificada deum
sistema debanco
de dados, ressaltando seus quatrocomponentes
maiores: dados, hardware,software e usuários.
Programa
dea licação _ _
U
' °
P
Sistemade
gerenciamentomano
do Banco
deDados
I_¬_‹ z<
Banco
deDados
*~
\az > i z.f›.--~«. :1 -:~ ^~= -L-: -<f~<‹ .-'››~'‹zàz-,-z~;¬ -;-'›-'»:zz»w~ Jffl'-ê s¬,=z_.,,- ¬' 2 -L ›=' z.','_í-IÍ'à~=. z-4' _'-\=;.-: E. ' í'¡§:¿-.-›:"z~,z?.: I¿z“‹'.5'L1->,\:,`›§f`^.(ë§n2Ê#, Í.'.=:~;. z.:b_% Ê" .;›'-*Y-íFigura 1 - Principais componentes de
um
sistemas banco de dados4.2
Componentes
básicos
de
um SGBD
Os
quatrocomponentes
principais deum
SGBD
são: dados, hardware, software e, .
l1Sl.laI`l0S.
Dados:
os dadosarmazenados no
sistema são repartidosem
um
ou
mais bancos dedados, geralmente integrado e compartilhado.
Por integrado entende-se que o
banco pode
ser imaginadocomo
sendouma
unificação de diversos arquivos que, de outra forma, estariam separados, eliminando
ll
Por compartilhado entende-se
que
as partes individuais dos dadospodem
sercompartilhadas entre diversos usuários diferentes, significando que cada
um
dosusuários
pode
ter acesso àmesma
partedo dado
e usá-locom
finalidade diferente.Hardware:
o
hardware consiste dos volurnes dememória
secundária_
discos rígidos, fitas magnéticas eCD-ROM
entre outros-
nos quais reside obanco
dedados, juntamente
com
os dispositivos associados, unidade de controle, canais, eassim por diante.
Software: entre
o banco
de dados fisico (dados armazenados) e os usuáriosencontra-se
uma
camada
de software, usualmentechamada
de Sistema deGerenciamento
do
Banco
deDados
ou
DBMS.
Todas
as solicitações dos usuáriospara acesso ao
banco
de dados são manipuladas, obrigatoriamente, peloDBMS.
Outra função geral provida pelo
DBMS
é, isolar os usuáriosdo banco
de dados dosníveis de detalhe de hardware.
Usuários: existem basicamente três grandes classes de usuários.
A
primeira delas écomposta
pelos programadores de aplicações, responsáveis por escrever osprogramas de aplicação que utilizam
o banco
de dados. Estes programas deaplicação
operam
os dados de várias formas: recuperando informações, criandonovas informações, retirando
ou
alterando informações existentes.Todas
estasoperações são executadas através
do
DBMS
com
a utilização decomandos
adequados.
A
segunda classe é o usuário final,que
tem
acesso aobanco
de dados a partir deum
terminal
ou
através deum
microcomputador
rodandoum
aplicativo escrito porum
programador
de aplicações (primeira classe de usuários).Ao
interagircom
o programa
cliente,na
realidade, o usuário gera seqüências decomandos
que serão enviadas aobanco
de dados e este responderácom
asinformações que
respondem
à consulta efetuada. Talcomo
o programador, o usuáriopode
se utilizar deuma
linguagem de consulta fornecidacom
obanco
de dados senão
quiser utilizar os programas escritos pelos programadores.Por
fim,
a terceira classe de usuários é o administradordo banco
de dados(DBA).
Ele é a pessoa
ou
grupo responsável pelo controle global dos dadosarmazenados
no
banco
de dados.As
responsabilidadesdo
DBA,
incluem(DATE
1981): 0 Decidir qual o conteúdo de informaçõesno banco
de dados;0 Decidir qual a estrutura de
armazenagem
e estratégia de acesso aos dados;0 Ser
o
elo de ligaçãocom
os usuários;0
Definir
as verificações de autorização e os procedimentos de validação; 0Definir
uma
estratégia debackup
e recuperação, e finalmente;12
4.3
Modelo
de
banco
de dados
relacional
Pode-se categorizar de maneira conveniente os sistemas de
banco
de dados deacordo
com
aabordagem
por eles adotada para as estruturas de dados e operadoresassociados suportados pelo
mesmo.
São
três osmodelos
debanco
de dados: hierárquico, rede e relacional, sendo que omodelo
de dados proposto neste estudo está contidona
última classe.O
modelo
relacional estabeleceu-secomo
omodelo
deBD
principal para aplicativosde processamento de dados comerciais. Neste modelo, os elos são implícitos. Criado
por
Edgar
F.Codd,
nos anos 70,começou
a ser utilizado nas empresas a partir de1987. Esta
abordagem
relacional aos dados está baseadana
observação de que asinformações
em
uma
base de dadospodem
ser consideradoscomo
relaçõesmatemáticas, e consequentemente a teoria elementar de relações
pode
ser usada paralidar
com
vários problemas práticoscom
os dados dessa base. Percebe-se, então, que o objetivomaior do
Modelo
Relacional é gerarum
conjunto de esquemas/relaçõesque
permite armazenar informaçõessem
redundância desnecessária, e ainda recuperar infonnações facilmente.Amplamente
utilizado na atualidade, omodelo
relacional, possuiuma
série devantagens
como:
0 Independência total dos dados;
0 Visão múltipla dos dados;
0
Melhor comunicação
entre a equipe de processamento de dados e ousuário;
0
Redução
na
atividade de desenvolvimento de aplicações e otempo
gastoem
manutenção;0 Melhoria
na
segurança dos dados;0
Mais
agilidadena
questão gerencial da informação ligada ao processo decisórioda
organização.No
modelo
relacional usa-seamplamente
os conceitos deChave
primária (atributode
urna tabelaque
identifica univocamenteuma
tupla),Chave
Sectmdária (identificaum
item de busca, atravésdo
qual deseja-se recuperaruma
informaçãoou
um
conjunto de informações),
Chave
Candidata (alternativa de identificador único),Chave
Estrangeiraou
ForeignKey
(de fundamental importânciano modelo
relacional, pois são os elos de ligação entre as tabelas). Estes conceitos darão base ao
entendimento de urna das características
do
modelo, a Integridade Referencial, quede acordo
com
suas regras, permitirá a garantia deque
as tabelasguardam
13
4.4
Banco
de
dados
distribuídos
Os
Sistemas Distribuídos (fragmentados, replicadosou
reorganizados) estão setomando
cada vezmais
importantes nestanova
fase de desenvolvimento desistemas, devido a questões de amplitudes, localização e redes de
comunicação
dedados cada vez
mais
sofisticadas e rápidas.O
interesse atual nos sistemasdistribuídos deve-se à importância das razões envolvidas, tanto
o
alto custo demanutenção
dos sistemas centralizados,como
as falhas ao explorar novasoportunidades,
com
vistas aum
desempenho
mais eficiente dos equipamentos ena
interação
com
os usuários.Um
sistema debanco
de dados distribuídos(BDD)
existequando
um
banco
dedados integrado logicamente é fisicamente distribuído sobre diferentes nós de
computação
interligados por tuna rede localou fonnada
através de váriosmeios
decomunicação, tais
como
barramentos de alta velocidadeou
linha telefônica.Define-
se
um
nó
decomputação
como
um
computador
localizadonuma
áreada
organização
com
certas facilidades de processamento.A
distribuição ñsica deve ser transparente aos programas de aplicação, assimcomo
deve prezar pela transparência de localização, esta que pennite ao usuário ter acesso
a dados de qualquer
banco
de dados residenteem
um
ou
múltiplos computadores,sem
a necessidade de especificarem
quemáquina
esses dados seencontram
annazenados.
Em
cadaum
dos nós o Softwaredo
SGBDD
consiste nos seguintes itens, mostradosna figura
2:0
Um
Sistema Operacionalem
cada nó.0
O
Gerenciador deComtmicação, que
permite a trocamútua
deinformação entre programas remotos. Este gerenciador inclui três
níveis de controle:
' Controle da transmissão fisica dos dados
I Controle
da
ligação lógica demensagens
entre processos(i.e.,
programas
em
execução)I Controle das classes específicas de diálogo (i.e., transferência
de arquivos)
0
Um
Sistema de Gerenciamento deBanco
deDados
(SGBD)
para14
Diret. da Diret.
Rede Local
REsi>osrA Rssvosm Rzsvosm
TRANSAÇÕES SISTEMA ESTRUTURA DE SGBD DO USUARIO OPERACIONAL CONTROLE LOCAL
OUTROS NOS
ooNsuLrA consuma coNsU1:rA
fe RPOSTA GERENC. DE ‹..› COMUNICAÇÃO CONSULTA REM°f^ r›Ar›osE M1‹:NsAcENs
Figura 2 -
Um
nó juntamente com os demais componentes deum
SGBDD
Do
ponto de vistado
usuário, a arquitetura deum
banco
de dados consiste deuma
coleção de dados lógicos
denominados X,
Y, Z.Cada
dado
lógico éarmazenado
sobre
um
ou
váriosbanco
de dados locais, os quais são administrados pormódulos
de softwares especiais,
chamados
Gerenciadores deDados
(GD).Os
usuáriosinteragem
com
oSGBDD
através de transações.As
transaçõespodem
ser consultasexpressadas
numa
linguagem especialou
programas de aplicação de propósito geral.A
supervisão das interações entre os usuários e oSGBDD
é feita através deum
módulo
de softwarechamado
Gerenciador de Transações (GT).Um
SGBDD
éformado
basicamente por quatrocomponentes
básicos: 0 Transações;0 Gerenciador de Transações (GT);
0 Gerenciador de
Dados
(GD);0 Dados.
As
transações secomunicam
com
osGT,
que secomunicam
com
osGD,
os quaisadministram os dados (Os
GT
não
secomunicam
com
outrosGT,
assimcomo
osGD
não
secomunicam
com
outrosGD).
O
subconjuntodo banco
de dados distribuídosarmazenado
em
um
nó
e'chamado
Banco
deDados
Local. Assim, cadabanco
de dados localtem
um
SGBD
local, eosistema de gerência
do
BDD
(SGBDD)
é a união de todos osSGBD
locais.Se
osSGBD
locais são idênticos, então se dizque
o
sistema éHomogêneo;
senão
forem, então o sistema será Heterogêneo.O
SGBDD
éo
responsável pelofomecimento
de15
dados e tradução de exigências aos processos
num
ambiente distribuído heterogêneo.Um
outro elemento importantenum
ambiente distribuído é o Diretório deDados
ou
Catálogo Global,
que
é omeio
pelo qual oSGBDD
determinaque
nós precisam seracessados
com
a finalidade de atenderuma
consulta particular.Sua
localização física(centralizado e/ou distribuído) é importante
na
performancedo
sistema.4.5
Local
para
armazenamento
dos
dados
Decidir
onde
os dadosdevem
ser localizadosnão
é fácil. Partedo motivo
para issoéque
os dadospodem
ser distribuídos de várias maneiras.Não
é simplesmenteuma
questão de colocá-los
em
algum
lugar.Os
quatro tipos de dados distribuídos quepodem
existir, são(RENAUD,
1994):0 Replicados: múltiplas cópias idênticas 0 Particionados: divididos
em
vários lugares0 Reorganizados: derivados
ou
vindos de outros locais0
Em
cache: replicação parcial.Se
os dados são centralizadosem
um
servidor,há
uma
únicacamada
deprocessamento, que
em
geral écomum em
sistemas cliente/servidorpequenos
ou
em
ambientes
onde
os dadosficam
armazenados
em
mainframes.Em
geral, faz sentido centralizar os dados se grandes quantidades forem,freqüentemente, atualizadas
ou
se todos os usuáriosacessam
todos os dados porigual e precisam, sempre, dos valores
mais
atuais. Outro motivo para a centralizaçãodos dados é se eles forem constantemente manipulados
como
um
todo,como
em
pesquisas, classificações
ou
resumos.Além
disso, setomam
mais fáceis de gerenciar (por exemplo,um
único ponto faz o backup).O
processamento cliente/servidor deúnica
camada
também
é mais fácil de projetar, poisnão há
interação entreservidores.
Por
outro lado, se os dados são distribuídos dealguma
forma, há,como
resultado,uma
arquitetura de processamentoem
duas camadas,na
qual os servidores ofertamserviços semelhantes aos seus respectivos grupos de trabalho
-_
essa é a primeiracamada.
Um
outro servidor, por sua vez, oferece serviços globais a todos os gruposde
trabalho, fazendo, assim, a segunda camada.O
modo
de interação desses servidores vai depender decomo
os dados foram distribuídos.Um
grupo de trabalhoem
particular acessa, provavelmente, alguns dadoscom
uma
freqüência
maior
do que
outros.Os
dados regionais são acessadosnormahnente
com
maior
freqüência pelos clientes daquela regiãodo que
pelos clientes de outras regiões.Se
os dadospuderem
ser distribuídos pelos servidores defonna
que a maiorparte dos acessos agrupados seja feita locahnente,
uma
hierarquia de processamento16
Dados
replicados:Num
esquema
replicado, os servidorescontêm
osmesmos
dados.O
motivo maiscomum
para replicar dados é distribuiro overhead
deprocessamento entre as várias
máquinas
servidoras. Muitas aplicações realizam maisconsultas
que
atualizações. Replicar os dadosem
vários servidores permiteque
essas consultas sejam feitas por vários servidores. Entretanto, qualquer alteraçãoque
sejafeita
em
um
grupo de trabalho deve ser propagada aos outros gruposde
trabalho.A
desvantagem
é a maior complexidadeno
tratamento das atualizações.Se
estas atualizaçõespodem
ser processadas por qualquer servidor, entãoo
bloqueio dedados e
o
sincronismodo
servidornão
são triviais.Devido
à complexidade técnicadesse
método
eo
peso administrativoda manutenção
deuma
visão globalem
cadagrupo de trabalho, projetos de recursos totahnente distribuídos raramente são
implementados.
Dados
particionados:Num
esquema
de dados particionados, os servidorespossuem
dados
em
comum,
e cadaum
mantém
uma
cópia local de seus dados.Se
o servidorsolicitar dados
que
elenão
possua, a solicitação é repassada a outro servidor, que,por sua vez,
não
possui os dados,mas
sabe qual servidor os possui, repassando,finalmente,
o
pedido ao servidor correto.Dados
reorganizados:Num
esquema
reorganizado, os servidores deworkgroup
mantém
dadosnum
nivel detalhadode
granularidade. Outros grupos de trabalhopodem
precisar ver esses dados,mas
somenteem
um
nivelmais
alto_
com
alto tipo de resumo.Os
esquemas
reorganizados são muito valiososna
montagem
de arquiteturasmulticamadas, hierárquicas,
além de
duas camadas.Cada camada
da hierarquiacontém
um
nível de detalhe diferente dos níveisacima
ou
abaixo dela.Dados
em
cache:Num
esquema
de cache, os servidores deworkgroup
"tomam
emprestado" temporariamente os dados
do
servidor central.Normalmente
isto é feitopara reduzir
o
tráfego entre os servidores deworkgroup
e o servidor central,além
deexplorar a localidade de referência.
Todos
os cachesreduzem
a necessidade deconsultas
com
o servidor central. Entretanto, omodo como
o
servidor central é atualizadodepende da
política de cache adotada.Se o
esquema
de caching for read-only, todas as atualizações são enviadas aoservidor central, que as propaga para todos os
Workgroups que
possuem
osmesmos
dados
em
cache, inclusive o localque
originou a atualização. Desta forma,somente
o
servidor centralpode
realizaruma
atualização.Se
oesquema
de caching for write- through, o servidor deworkgroup
atualiza sua cópia e envia a atualização parao
servidor central,
que
a propaga para os demais servidorescom
osmesmos
dadosem
cache, exclusive o que originou a atualização.
Se o esquema
for write-back,o
servidor de
workgroup
atualiza seu cache e notifica o servidor central deque
a suaversão é inválida.
O
servidor central apenas é atualizadoquando
outro servidor deworkgroup
referenciar osmesmos
dados. Logo, a política de write-back é "preguiçosa".Embora
os caches de write-back sejam ligeiramente mais difíceisde
se projetar, elesreduzem
o tráfego de atualização entre o servidor central e os caches17
Os
cachesfuncionam
maravilhosamentebem
se os dadosnão
tiveram grandespossibilidades de estarem
em
dois caches simultaneamente, e provavelmente serão acessadosnovamente
depois de referenciados.As
aplicaçõesem
que
os dadossaem
de
um
depósito e são bloqueados contra acesso de outros clientes são especialmente indicados aos caches write-back.As
aplicações quenunca
atualizam certos tipos dedados estáticos (por exemplo, tabelas de consulta) são adequadas ao
esquema
decache read-only.
Por
último, as aplicaçõesque
possuem
uma
alta razão entre leiturase gravações são
mais
indicadas para oesquema
write-through.4.6
Vantagens
e
desvantagens
da
distribuição
Vantagens da
distribuiçaode
dados:A
distribuição de dados, quer sejam eles replicados, particionados, reorganizadosou
em
cache,tem
algumas vantagensimportantes (veja
Quadro
1):a)
Autonomia
local : os dados disponibilizadospodem
ser organizados deforma que
o
dado
local possa ser acessado localmente,sem
necessidade de consulta aservidores externos ao workgroup;
b)
Acesso
fácil a dados remotos : o acesso a dados remotosfica
facilitadocom
autilização de
SGBDDs;
c) Integração de bancos de dados existentes: a razão
mais
comum
para o usode
bancos de dados distribuídos (ferramenta de integração);
d) Expansibilidade: a escalabilidade
do
sistema é mais fácil, sendo feitacom
aadição de novos servidores e Workgroups;
e)
Melhora na
disponibilidade e eficiência:comparado
com
um
sistema centralizado,um
sistema distribuído irá melhorar a disponibilidadedo
sistemacomo
um
todo;f)
Melhora na
performance:uma
consultapode
tirarvantagem do
fato de odado
ser distribuído;um
pedidopode
ser resolvido localmente; 'g) Confiabilidade e disponibilidade: estando os dados distribuídos, se
um
nó da
redefalhar, os nós remanescente