Sistema de Baixa Pressão
Modelagem do sistema de geração
hidrelétrica – regime transitório
Variação das
características do sistema
1. CH a plena carga quando a carga Pel é
desconectada em t=0.
2. A válvula 4 começa a fechar após tm
(tempo morto) devido à inercia do Sistema Girante. Neste tempo a velocidade do GG aumenta.
3. Após tm, a válvula 4 começa a fechar
provocando inicialmente aumento de P devido às oscilações de pressão, enquanto v permanece quase constante no inicio da apertura devido à turbulencia
4. Após P alcançar seu valor máximo Pm,
começa a diminuir devido à diminuição de v e aumento das perdas Pp. P
diminui até igualar Pp quando n alcança
seu valor máximo nm.
5. Fenómenos locais anulam P e v no tempo tva antes do tempo de
fechamento da válvula tv.
6. Pp e n caem após o tempo suplementar
ts dependendo das massas girantes,
Golpe de Aríete (Water
Hammer)
•
Carga em m que define a altura do PCD – Plano de
carga dinâmico
•
: Altura ou carga piezométrica - LP
•
Transiente hidráulico máximo, positivo ou negativo que ocorre sempre que a velocidade média do escoamento varia de seu valor máximo para o mínimo, atuando no dispositivo de controle de vazão.
O máximo golpe de aríete pode ser calculado através de:
Admitindo variação linear de com tem-se:
Tempo hidráulico do conduto (water starting
time)
• O tempo que leva a água para ser desacelerada ou acelerada desde sua
velocidade de regime até zero ou desde zero até a velocidade de regime sob a
ação das forças oriundas da pressão e da inércia
Comprimento máximo do conduto forçado
• Hipóteses:
– Linha piezométrica no plano de carga dinâmico:
– Sem perdas na tubulação: logo
– P variando linearmente com t:
Comprimento máximo do conduto forçado
• Por outro lado:
• Teoria da semelhança aplicada a turbinas hidráulicas:
,
• Tempo de aceleração do grupo gerador
: (kW), e
• Combinando e
• Também é possível mostrar que em função de é:
Fixação do tipo de arranjo
• Assumindo por exemplo: , , e considerando inercias típicas de grupos geradores na faixa , pode-se concluir que: e:
• Seguindo a recomendação da Eletrobrás para PCH: • : Usar regulagem dupla nas turbinas hidráulicas • : Usar sistema de baixa pressão.
• Usualmente a velocidade media de escoamento no conduto forçado está entre • – Usar sistema de baixa presão, logo arranjo CHD;
• – Não usar sistema de baixa presão, logo arranjo CHR;
• – Fatores técnicos e econômicos definirão o tipo de arranjo. • Comprimento máximo do conduto forçado:
Canais
Em CH o canal de baixa pressão é utilizado para conduzir a água desde a tomada de água até o conduto forçado.
Nos canais o escoamento ocorre em uma superfície livre com pressão atmosférica
O canal apresenta um trecho com declividade muito pequena.
O movimento da água é dado pela diferença de cotas ao longo da calha
De acordo com a figura
;
Energia cinética
•
Em geral, o tipo de escoamento do canal é
determinado pelo número de Froude:
– : Regime inferior ou torrencial – : Regime crítico
– : Regime superior ou fluvial
•
Em trechos com pequenas declividades, considerando
Supondo , sendo uma constante
Equação geral dos canais
•
,
Bazin
•
,
Kutter
•
,
Manning
•
O peso na direção do escoamento da água deve ser equilibrado pela força de atrito:
Ou
: Raio hidráulico, U: Perímetro molhado
Estudos indicam que , sendo um coeficiente adimensional que depende da qualidade das paredes que formam a calha. Portanto:
pode ser calculado por fórmulas estatístico experimentais.
Canais para Centrais Hidrelétricas
•
é imposto e limitado ao intervalo [1-2]m.
•
Quando =:
•
Geometricamente:
Exercício
• ;
• Fundo e parede lateral de rocha dura e a outra
encascalhada.
• ;
• ;
Desarenador
Antes da entrada no conduto forçado deve ser prevista uma região onde o escoamento possua baixa velocidade, de modo que os sedimentos em suspensão possam ser depositados e posteriormente retirados.
Velocidade horizontal de escoamento : Velocidade vertical de sedimentação da partícula em agua parada.
: Velocidade da partícula devido à turbulencia do escoamento.
Pela igualdade dos tempos para a partícula percorrer e
Desarenador
• A velocidade vertical de sedimentação depende da viscocidade cinemática da
água - e da massa específica das partículas - e é aproximada pelas seguintes
expressões:
• Estas expressões são validas apenas para
– Partículas de forma esférica
– Não considera o efeito das paredes do desarenador
– Não há interferência de uma partícula sobre outra, sendo as mesmas indeformáveis e não
porosas.
– A erosão nas turbinas limita o diâmetro d das partículas. Este parâmetro pode ser fixado
em função da queda bruta.
– , ,
– Velocidade máxima de escoamento (não escoamento de sedimentos):
– para , para , para
Exercício
• Calcule as dimensões de um desarenador de fundo plano
com os seguintes dados
• ;
•
• ;
• ;
• Valor inicial da profundidade do desarenador (maior que
a profundidade do canal ou da tomada de água.)
Câmara de carga
A câmara de carga é a estrutura que interliga o canal com o conduto forçado. Deve atender as seguintes condições:
• Em partida brusca garantir que não entre ar no conduto.
• Em parada brusca, garantir estabilidade funcional da câmara e do canal adutor.
Hipótesis de dimensionamento: • Fluido isento de atrito
• Tempo nulo para a celeridade
• Canal e câmara de fundo plano de seção transversal retangular
• Nivel de referência da água coincidente com o nível da crista do extravasor localizado junto à câmara de carga
Partida brusca
• Para que seja finito
• Para PCH adota-se
• Substituindo , o comprimento mínimo da
câmara de carga é
•
Hipóteses:• Aceleração da água no conduto forçado igual a seu valor médio. • Vazões variando linearmente com os
respectivos tempos hidráulicos De acordo com a figura:
Então Portanto:
De acordo o principio de quantidade de movimento aplicado a um elemento de água da câmara de carga:
ou
�
�Parada brusca
• Usando um procedimento semelhante ao anterior resulta:
e
• Igualando as os tempos
• Para o extravassor do lado da câmara:
• Valores recomendados:
; ;
• Altura da câmara de carga:
Exercício
• Calcule as dimensões da câmara de carga e o
comprimento do extravassor a partir das
seguintes informações:
• ;
• ;
• ;
Conduto de baixa pressão
• O cálculo do conduto de baixa pressão
considera uma perda de energia não
superior a 1% da perda correspondente à
queda bruta do aproveitamento.
• Espessura mínima para que o tubo de aço
mantenha sua forma quando vazio
•
: Coeficiente de perda de carga para os trechos retos do conduto.
(m): Comprimento equivalente do conduto.
: Coeficiente de perda de carga para as singularidades do conduto.
Espesura mínima
: Pressão interna máxima resultante, ;
: Tensão admisível de tração do material do conduto que para o aço pode ser tomada entre 900 e 1400 kgf/cm2
: Coeficiente de eficiência que considera os defeitos de fabricação
: espessura suplementar devido por exemplo a ferrugem.
Chaminê de Equilibrio
• A chaminê de equilíbrio é a estrutura que
interliga o conduto de baixa pressão com o
conduto forçado. Deve atender as seguintes
condições:
• Em partida brusca garantir que não entre ar no
conduto.
• Em parada brusca, garantir estabilidade funcional
de si própria e do conduto de baixa pressão.
Chaminê de Equilibrio
Área da chaminê mínima (fórmula de Thoma)
•
: área da seção transversal do conduto de baixa
pressão
•
Perda total de carga no sistema de baixa pressão
•
: Queda bruta mínima da usina.
•
altura para sedimentação, fixada em função da qualidade e velocidade da água. altura ocupada pela entrada do conduto forçado
altura de segurança contra entrada de ar no conduto forçado quando o nível de montante é o mínimo de operação.
depleção máxima na chaminê de equilibrio quando a CH entra bruscamente em operação.
Diferença entre a cota de cheia excepcional e o mínimo de operação
Elevação máxima na chaminê de equilibrio quando há rejeição total de carga.
Tubo de aeração
•
A jusante da comporta da tomada d’água, há a necessidade de instalação de um tubo (poço)
de aeração visando, com a entrada de ar, manter o equilíbrio das pressões externa e interna e
evitar o colapso da tubulação. As funções do tubo de aeração são:
– admitir ar na tubulação quando a comporta for fechada e a água, contida no interior da
tubulação, for retirada;
– permitir a saída do ar quando a tubulação estiver sendo cheia pelo by pass por ocasião
do enchimento do tubo, para balanceamento de pressões entre os dois lados da
comporta;
Variações do nível – Período de oscilação
Igualando a variação de energia cinética no conduto de baixa pressão com
a variação de energia potencial na chaminê:
, e
• Então
• Periodo de oscilação é calculado pela expressão:
• Considerando as perdas de carga no sistema de baixa pressão, a
elevação máxima na chaminê é:
sendo
Perdas total de carga no sistema de baixa pressão:
Exercício
• Cálcule os valores para chaminê de equilibrio a partir das seguintes informações • ; • ; • =2 m • =2,8 m • m • ; • ; • Cu=3; US$