Constituição Federal
Lei Complementar 64/90(Lei das
Inelegibilidades)
Lei Complementar 135/2010(lei da
Inelegibilidade
é
efeito
jurídico,
conseqüência atribuída a algum fato ou
complexo de fato descrito na norma
eleitoral
Há de ser vista como o impedimento a que
o nacional possa concorrer validamente a
um mandato eletivo, independentemente
de advir de um fato jurídico lícito ou ilícito
Estado jurídico de ausência ou perda da
elegibilidade
Restrição do direito político subjetivo passivo, ao
jus honorum
Nem sempre atua como uma sanção decorrente da
prática de fatos censuráveis, v.g., analfabetismo
(art. 14, § 4°, CF/88); irreelegibilidade (art. 14, § 5°,
CF/88); decorrente de relações de parentesco (art.
14, § 7°, CF/88)
4.1 Inelegibilidades – Art. 14, §4º ao §8º da CF: 4.1.1 Absolutas: Inalistáveis: Art. 14, §4º da CF Analfabetos: Art. 14, §4º da CF 4.1.2 Relativas: Estrangeiros Conscritos Menores de 16 anos
Menores de 18 anos não alistáveis
Funcional: - por motivo de reeleição (Art. 14, §5º da CF)
- por motivo de desincompatibilizaçao (Art. 14, §6º da CF)
Reflexiva: - Cônjuge (Art. 14, §7º da CF)
- Parentes Consaguíneos ou Afins(Art. 14, §7º da CF)
Militares: - com menos de 10 anos de serviço (Art. 14, §8º, I da CF) - com mais de 10 anos de serviço (Art. 14, §4º , II da CF)
“[...] Inelegibilidade. Suspensão. Direitos
políticos. Não-configuração. [...] 3. A
inelegibilidade atinge tão-somente o jus
honorum, não se impondo – à míngua de
incidência de qualquer das hipóteses do art.
15 da Constituição Federal – restrição ao
direito de filiar-se a partido político
e/ou exercer o direito de votar. [...]”
(Ac. de 18.10.2004 no REspe no 22.014, rel.
Inelegibilidades Constitucionais
◦ A Constituição Federal enumera casos de inelegibilidades, aos quais a doutrina estabelece uma distinção em absolutas e relativas.
◦ A inelegibilidade absoluta é o impedimento eleitoral para qualquer cargo eletivo
◦ Ex.: inalistáveis e analfabetos.
◦ A inelegibilidade relativa diz respeito a situações especiais e momentâneas que constituem restrições para a elegibilidade em certos pleitos eleitorais e determinados mandatos
b- Inelegibilidade
Absoluta:
Os inalistáveis
(estrangeiros e conscritos)
e os analfabetos.
Relativa:
1-Cargo: Maturidade
(idade).
Trata-se de inelegibilidade absoluta, assim,
enquanto perdurar o status de inalistável, não
poderá, o pleiteante, concorrer a qualquer cargo
Pelo art. 14, § 2°, da CF/88, são inalistáveis os
estrangeiros e, durante o período do serviço militar
obrigatório, os conscritos
Exceção: portugueses, embora estrangeiros, se
houver reciprocidade, são alistáveis e, portanto,
elegíveis
São alistáveis, podendo, portanto, votar (art. 14, § 1°, inc. II, CF/88)
Não possuem capacidade eleitoral passiva (art. 14, § 4°, CF/88)
Trata-se de inelegibilidade absoluta, pois enquanto perdurar a situação de analfabetismo, será inelegível o cidadão
É alfabetizado quem sabe ler e escrever, razoavelmente.
É analfabeto aquele que não sabe ler ou escrever com um mínimo de sentido, ou com total impossibilidade de externar seus pensamentos
Art. 14, § 5°, CF/88: “O Presidente da República, os Governadores de Estado e do Distrito Federal, os Prefeitos e quem os houver sucedido, ou substituído no curso dos mandatos poderão ser reeleitos para um único período subseqüente”
Para concorrer ao mesmo cargo não é necessário o afastamento antecipado do cargo (desincompatibilização)
Se quiserem concorrer a outros cargos devem renunciar aos respectivos mandatos até 6 meses antes do pleito
“[...] Vice que sucede ao chefe do Poder
Executivo. [...] Candidatura a outro cargo
eletivo. Necessidade de renúncia para
afastar a inelegibilidade. [...] 3. Se o vice
que se tornou titular desejar ser eleito
para o cargo de vice, deverá renunciar
ao mandato de titular que ocupa até
seis meses antes do pleito, para
afastar a inelegibilidade”. (Res. no
22.129, de 15.12.2005, rel. Min. Marco
Aurélio,
red.
designado
Min.
Gilmar
Mendes.)
RECURSO ESPECIAL. ELEIÇÕES 2008. REGISTRO CANDIDATURA. PREFEITO. CANDIDATO À REELEIÇÃO. TRANSFERÊNCIA DE DOMICÍLIO PARA OUTRO MUNICÍPIO. FRAUDE CONFIGURADA. VIOLAÇÃO DO DISPOSTO NO § 5º DO ART. 14 DA CB. IMPROVIMENTO.
1. Fraude consumada mediante o desvirtuamento da faculdade de transferir-se domicílio eleitoral de um para outro Município, de modo a ilidir-se a incidência do preceito legal disposto no § 5º do artigo 14 da CB.
2. Evidente desvio da finalidade do direito à fixação do domicílio eleitoral.
3. Recurso a que se nega provimento.
(Recurso Especial nº 35.207, rel. Min. Eros Grau, de 17.12.2008)
PREFEITO ITINERANTE
DIFERENÇA DE TRATAMENTO ENTRE CHEFES DO
EXECUTIVO e PARLAMENTARES
CHEFES DO EXECUTIVO
(Presidente, Governadores, Prefeitos, além dos vices)
PARLAMENTARES
(Vereadores, deputados e Senadores)
Pode ser reeleito somente uma vez Podem ser reeleitos quantas vezes quiser.
Se quiser concorrer a outro cargo, tem de renunciar ao mandato até 6 meses antes do pleito. Ex: Roriz. É a chamada desincompatibilização
Não precisa se afastar do cargo para concorrer nas próximas eleições ao mesmo cargo.
Se quiser concorrer ao mesmo cargo, não precisa renunciar. Ex: Lula.
Não precisa se afastar do cargo para concorrer nas próximas eleições ao mesmo cargo.
Cônjuge e os parentes consangüíneos ou afins, até o 2º grau, inclusive por adoção, são inelegíveis, salvo se já titulares de mandato eletivo e candidato à reeleição. É a chamada inelegibilidade reflexa.
Não há proibição de parentes concorrerem.
Art. 14, § 7º, CF/88 - São inelegíveis, no território
de jurisdição do titular, o cônjuge e os parentes
consangüíneos ou afins, até o segundo grau ou por
adoção, do Presidente da República, de Governador
de Estado ou Território, do Distrito Federal, de
Prefeito ou de quem os haja substituído dentro dos
seis meses anteriores ao pleito, salvo se já titular
de mandato eletivo e candidato à reeleição.
Também
chamada
de
inelegibilidade
por
parentesco ou afinidade
Condições para a configuração:
- o titular paradigma deve ser ocupante de cargo eletivo no
Poder Executivo
- parentes de até segundo grau, consangüíneos ou afins
- desejam concorrer a qualquer cargo eletivo no âmbito
territorial em que o titular exerça o seu mandato
- aplica-se a quem houver substituído o Chefe do Executivo
nos seis meses anteriores ao pleito (período de desincompatibilização)
Enunciado n° 6 da Súmula do TSE – a restrição da candidatura do cônjuge abrange também a do companheiro ou companheira, a da concubina
“Os sujeitos de uma relação homossexual, à semelhança do que ocorre com os de relação estável, de concubinato e de casamento, submetem-se à regra de inelegibilidade prevista no art. 14, § 7°, da Constituição Federal” (REspe 24654, rel. Min. Gilmar Mendes)
“A união estável atrai a incidência da inelegibilidade por parentesco, com a ressalva de que o mero namoro não se enquadra nessa hipótese” (Respe 24672)
O parentesco com o Vice não gera inelegibilidade, a menos que ele tenha substituído ou sucedido o titular dentro dos seis meses anteriores ao pleito
Não gera a inelegibilidade o parentesco com os auxiliares
do titular
O cônjuge e os parentes, consangüíneos ou afins, até o
segundo grau, são elegíveis no território de jurisdição do titular, desde que este não esteja no exercício de mandato fruto de reeleição. [...]” (Res. N. 21.786, de 1o.6.2004, rel.
Cargo Diverso
“[...] Havendo a desincompatibilização do
prefeito do município, no prazo previsto em
lei – até seis meses anteriores ao pleito –
poderá seu cônjuge concorrer à vereança no
mesmo município”. (Res. no 21.463, de
SÃO INELEGÍVEIS A PARTIR
DO PREFEITO
(art. 14 § 7º da Constituição Federal)
TITULAR Prefeito Irmão (2º Grau) Filho adotivo (1º Grau) Filho e Nora (1º Grau) Filha e Genro (1º Grau) Netos (2º Grau) Netos (2º Grau) Pai ou Padrasto (1º Grau) Mãe ou Madrasta (1º Grau) Avô Paterno (2º Grau) Avó Paterna (2º Grau) Avó Materno (2º Grau) Avó Materna (2º Grau) Esposa ou Companheira ( Prefeito Titular ) Cunhados do titular (2º Grau) Pai / Padrasto Da Esposa (1º Grau) Mãe / Madrasta Da Esposa (1º Grau) Avós Paternos da Esposa (2º Grau) Avós Maternos da Esposa (2º Grau) se teve um primeiro marido Enteados do Titular (1º Grau) Enteados Neto do Titular (1º Grau)
33
QUEM É FICHA-SUJA?
a) Tício: preso em flagrante com uma tonelada de
cocaína;
b) Mévio: indiciado em 30 inquéritos policiais por
prática de latrocínio;
c) Lívio: condenado em 1º grau por prática de
estupro qualificado (crime hediondo);
d) Sávio: processado por ato de improbidade
administrativa por desvio de dez bilhões de
reais.
Condenação em 1º Grau
Cidadão elegível
Confirmação da condenação por órgão colegiado
Cidadão
Inelegível InelegívelCidadão
Suspensão dos Direitos Políticos Trânsito em Julgado Cumprimento da Pena 8 anos após Cidadão Inelegível Elegível
Jurisprudência
EMENTA: INELEGIBILIDADE. PRESTAÇÃO DE CONTAS. PREFEITURA MUNICIPAL. ACÓRDÃO. TRIBUNAL DE CONTAS. PARECER PRÉVIO. CÂMARA DE VEREADORES. COMPETÊNCIA. JULGAMENTO. AUSÊNCIA.
O texto constitucional é expresso no art. 31 quanto à competência da Câmara Municipal para o julgamento das contas de prefeito, cabendo ao Tribunal de Contas a emissão de parecer prévio, o que se aplica, inclusive, a eventuais atos de ordenação de despesas.
Nos termos do inciso VI do art. 71 da CF, somente nos casos que envolvem aplicação de recursos repassados pela União a Estado, ao Distrito Federal ou a Município, mediante convênios, acordos, ajustes ou outros instrumentos congêneres, a competência para julgamento das contas do chefe do Poder Executivo Municipal é do Tribunal de Contas da União.
Dessa forma, o acórdão do Tribunal de Contas do Município que aponta irregularidades na prestação de contas do prefeito não é apto a ensejar a inelegibilidade por rejeição de contas, em razão da competência da Câmara Municipal.
Nesse entendimento, o Tribunal, por unanimidade, desproveu o agravo regimental.
(TSE - Agravo Regimental no RESP nº 35.802/CE, Rel. Min. Gilson Dipp, j. em 1º/3/2012, DJe. de 10/04/2012 nº 66 p. 18/19)
EMENTA: Eleições 2010. Agravo regimental em recurso
ordinário. Inelegibilidade por rejeição de contas (art. 1°, inc.
1, g, da Lei Complementar n. 64190). Não caracterização.
Ex-prefeito municipal.
À exceção de contas relativas a
convênios, a desaprovação das contas de prefeito pelo
Tribunal de Contas não atrai a incidência da inelegibilidade
do art. 1°, inc. 1, g, da Lei Complementar n. 64190,
mesmo após a vigência da Lei Complementar
13512010
. Precedentes. Agravo regimental ao qual se
nega provimento.
(TSE – Ag. Reg. no RO nº 4176-02.2010.6.06.0000, Fortaleza/CE, Rel. Min. Carmen Lúcia, j. em 03/02/11).
Requisitos para a configuração da
inelegibilidade com base nas contas
insanáveis
1 – irregularidades insanáveis
2 – decisão irrecorrível do órgão competente
3 – ausência de provimento liminar
suspendendo os efeitos da decisão do órgão
competente
“[...] Rejeição de contas. Ação anulatória. Burla.
Inaplicabilidade do Enunciado no 1 da súmula do TSE.
Recurso desprovido. A análise da idoneidade da ação
anulatória é complementar e integrativa à aplicação da
ressalva contida no Enunciado no 1 da súmula do TSE,
pois a Justiça Eleitoral tem o poder-dever de velar pela
aplicação dos preceitos constitucionais de proteção à
probidade administrativa e à moralidade para o
exercício do mandato (art. 14, § 9o, CF/88). [...]” (Ac. de
24.8.2006 no RO no 912, rel. Min. Cesar Asfor Rocha)
Passou-se a exigir a obtenção de provimento liminar
para afastar-se a inelegibilidade
Lista de Contas Rejeitadas
◦ Art. 11. Os partidos e coligações solicitarão à Justiça Eleitoral o registro de seus candidatos até as dezenove horas do dia 5 de julho do ano em que se realizarem as eleições.
◦ § 5º Até a data a que se refere este artigo, os Tribunais e Conselhos de Contas deverão tornar disponíveis à Justiça Eleitoral relação dos que tiveram suas contas relativas ao exercício de cargos ou funções públicas rejeitadas por irregularidade insanável e por decisão irrecorrível do órgão competente, ressalvados os casos em que a questão estiver sendo submetida à apreciação do Poder Judiciário, ou que haja sentença judicial favorável ao interessado.
VAMOS PENSAR UM POUCO...
CASOS ESPECIAIS
ADPF n. 144, STF (AMB)
Lei Complementar n. 135/2010
◦
Esta Lei criou e alterou uma série de situações de
inelegibilidades, dentre elas a decorrente da vida
pregressa
◦
Quando será aplicada?
Segundo o STF, mesmo sendo louvável a
iniciativa, a lei não poderia contrariar o
Princípio Constitucional da Anualidade (art.
16), assim, o Supremo Tribunal Federal
decidiu, por maioria, no RE nº 633.703
(Relator o Ministro Gilmar Mendes, sessão
Plenária de 23.6.2011) por sua eficácia
apenas para os pleitos que ocorreriam a partir
de 2011.
APLICABILIDADE
IMEDIATA?
•
TRE/PB: SIM
•
TSE: SIM (5 X 2)
VALIDADE 2012
Dias Toffoli,
Marco Aurélio Mello,
Celso de Mello
Cezar Peluso
Gilmar Mendes
Luiz
Fux(Desempate)
VALIDADE 2010
Cármen Lúcia
Ricardo Lewandowski
Joaquim Barbosa
Ayres Britto
Ellen Gracie.
Dispõe a alínea d que são inelegíveis os que
tenham contra a sua pessoa representação
julgada procedente pela Justiça Eleitoral "para
a eleição na qual concorrem ou tenham sido
diplomados, bem como para as que se
De
fato, mesmo após
as modificações
introduzidas pela LC n° 13512010, a LC n° 64190
continua
a
conter
aquelas
imperfeições
legislativas, quais sejam, mencionar os prazos de
inelegibilidade ora como "anos seguintes", ora
como
"anos
subsequentes",
ora
como,
aparentemente, datas certas, conforme se vê,
respectivamente, das alíneas d, g e h
("seguintes'), b, c e k ("subsequentes') e e, f, j, 1,
m, n, o, p e q (datas certas).
Por isso, as causas de inelegibilidade previstas
nas alíneas d e h (condenação por abuso de
poder) e na alínea j (condenação por ilícitos
eleitorais) devem incidir a partir da eleição da
qual resultou a respectiva condenação até o
final do período dos 8 (oito) anos civis
seguintes por inteiro, independentemente da
data em se realizar a eleição no oitavo ano
subsequente.
Indaga-se: o pré-candidato cuja inelegibilidade
findar no intervalo entre a data do registro e a
do pleito terá direito a registro de
No presente caso, embora na data do
registro o pré-candidato estivesse
inelegível, o que não é objeto de
divergência, a restauração da sua
elegibilidade antes da data do pleito era (e
ainda é) evento futuro e certo. E nessa
condição enquadra-se na ressalva do art.
11, § 10, da Lei n. 9.504197, segundo o
qual:
Art. 11. § 10. As condições de elegibilidade
e as causas de inelegibilidade devem ser
aferidas no momento da formalização do
pedido de
registro da candidatura,
ressalvadas
as
alterações,
fáticas
ou
jurídicas,
supervenientes ao registro que
afastem a inelegibilidade.
Primeiro, foi condenado a 3 anos de
inelegibilidade em duas representações
junto a justiça eleitoral, AIJE 215 e AIJE
251( hoje suspensa por liminar em sede de
ação cautelar), por abuso de poder político
e econômico e por prática de conduta
vedada em época de eleição( art 73, IV, V
paragrafo 10 da Lei 9504/97), tanto no
TRE/PB quanto no TSE, ambas referente as
práticas ocorridas nas eleições de 2006
quando ainda não tinha vigência a LC
135/2010.
Membros do Poder Legislativo
Art. 1°, inc. I, b - os membros do Congresso Nacional,
das Assembléias Legislativas, da Câmara Legislativa e
das Câmaras Municipais, que hajam perdido os
respectivos mandatos por infringência do disposto nos
incisos I e II do art. 55 da Constituição Federal, dos
dispositivos equivalentes sobre perda de mandato das
Constituições Estaduais e Leis Orgânicas dos Municípios
e do Distrito Federal, para as eleições que se realizarem
durante o período remanescente do mandato para o
qual foram eleitos e nos oito anos subseqüentes ao
término da legislatura
SITUAÇÃO CARACTERIZAÇÃO DURAÇÃO
Rejeição de contas
São duas hipóteses:
a. a rejeição das contas políticas, se rejeitadas pelo Parlamento (Congresso Nacional, Assembléias Legislativas, Câmara Legislativa e Câmara de Vereadores, conforme o caso) geram inelegibilidade.
b. as contas técnicas, ou contas de gestão, quando rejeitadas pelo Tribunal de Contas, já produzem a inelegibilidade. Prefeitos que tenham usurpado a função de técnicos e movimentado pessoalmente verbas públicas ( o que não é a sua função) se tornam inelegíveis independentemente da posição da Câmara.
8 (oito) anos contados da decisão do
Parlamento ou do Tribunal de Contas, conforme o caso.
Renúncia ao Mandato
o Presidente da República, o Governador de Estado e do Distrito Federal, o Prefeito, os membros do Congresso Nacional, das Assembleias Legislativas, da Câmara Legislativa, das Câmaras Municipais, que renunciarem a seus mandatos desde o oferecimento de representação ou petição capaz de autorizar a abertura de processo por infringência a dispositivo da Constituição Federal, da Constituição Estadual, da Lei Orgânica do Distrito Federal ou da Lei Orgânica do Município, para as eleições que se realizarem durante o período remanescente do mandato para o qual foram eleitos e nos 8 (oito) anos subsequentes ao término da legislatura
SITUAÇÃO CARACTERIZAÇÃO DURAÇÃO Quebra do decoro
parlamentar
Parlamentares de todos os níveis que perderam o mandato com base nos incisos I e II do art. 55 da Constituição
Federal ou normas correspondentes das Leis Orgânicas.
Eleições que se realizarem durante o período
remanescente do mandato para o qual foram eleitos e nos oito anos
subseqüentes ao término da legislatura.
Chefes do Executivo cassados
Presidente, governadores, prefeitos e respectivos vices cassados pelo Parlamento por descumprimento à
Constituição (ou Leis Orgânicas)
Eleições que se realizarem durante o período
remanescente e nos 8 (oito) anos subsequentes ao término do mandato para o qual tenham sido eleitos.
Aposentados compulsoriamente
Magistrados e membros do Ministério Público aposentados compulsoriamente ou que tenham pedido exoneração ou aposentadoria voluntária na pendência de processo administrativo disciplinar em razão de processo administrativo disciplinar ficam inelegíveis.
8 (oito) anos contados da decisão
SITUAÇÃO CARACTERIZAÇÃO DURAÇÃO
Cassados por compra de votos (captação ilícita de sufrágio)ou condutas vedadas a agentes públicos
Aqueles que receberam condenação a perda do registro ou do diploma eleitoral por um Tribunal Regional Eleitoral ou pelo TSE, desde a decisão não tenha sido modificada
posteriormente.
8 (oito) anos a contar da eleição em que ocorreu o fato
Praticantes de abuso de poder político, econômico ou dos meios de comunicação
Aqueles que receberam condenação por um Tribunal Regional Eleitoral ou pelo TSE, desde que a decisão não tenha sido modificada posteriormente.
8 (oito) anos a contar da eleição em que ocorreu o fato
Expulsos por conselhos
profissionais Médicos, advogados, engenheiros, odontólogos e outros exercentes de profissões regulamentadas por lei ficam inelegíveis se forem expulsos de suas atividades pelos Conselhos Profissionais.
8 (oito) anos contados da decisão
Improbidade administrativa Condenados à suspensão dos direitos políticos, em decisão transitada em julgado ou proferida por órgão judicial
colegiado, por ato doloso de improbidade administrativa que importe lesão ao patrimônio público e enriquecimento ilícito
Desde a condenação ou o trânsito em julgado até o transcurso do prazo de 8 (oito) anos após o
SITUAÇÃO CARACTERIZAÇÃO DURAÇÃO
Servidores demitidos Demitidos do serviço público em decorrência de processo administrativo ou judicial, pelo prazo de 8 (oito) anos, contado da decisão, salvo se o ato houver sido suspenso ou anulado pelo Poder Judiciário
8 (oito) anos contados da decisão
Realizadores de
doações ilegais Pessoas físicas e dirigentes de pessoas jurídicas responsáveis por doações eleitorais tidas por ilegais por decisão transitada em julgado ou proferida por órgão colegiado da Justiça Eleitoral, pelo prazo de 8 (oito) anos após a decisão, observando-se o procedimento previsto no art. 22.
8 (oito) anos após a decisão
RESUMO DE INELEGIBILIDADES - CF/88, ART. 14, Parágrafos 5, 6 e 7
- Lei Complementar n. 64/90, art. 1, I a VI, e parágrafos 1, 2 e 3
Candidato ocupante de cargo eletivo
Cargo eletivo Prazo de
desincompatibilização Prefeito Municipal Reeleição Vice-Prefeito Vereador Não há desincompatibilização (Res. 19.952/97 – TSE)
6 meses antes do pleito
Vice-Prefeito Reeleição
Não há desincompatibilização
(Res. 19.952/97 – TSE) Substituindo o prefeito nos 6 meses anteriores ao pleito, é
elegível.
(Res. 20.587/00 – TSE)*
Presidente do Senado Federal, da Câmara dos
Deputados e da Assembléia Legislativa Prefeito Vice-Prefeito Vereador Não há desincompatibilização, desde que não tenham substituído o titular do Executivo nos 6 meses
anteriores ao pleito. Presidente de Câmara Municipal Prefeito Vice-Prefeito Vereador Não há desincompatibilização Vereador Prefeito Vice-Prefeito Vereador Não há desincompatibilização