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AULA IV - Causas de INELEGIBILIDADES

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(3)

Constituição Federal

Lei Complementar 64/90(Lei das

Inelegibilidades)

Lei Complementar 135/2010(lei da

(4)

Inelegibilidade

é

efeito

jurídico,

conseqüência atribuída a algum fato ou

complexo de fato descrito na norma

eleitoral

Há de ser vista como o impedimento a que

o nacional possa concorrer validamente a

um mandato eletivo, independentemente

de advir de um fato jurídico lícito ou ilícito

(5)

Estado jurídico de ausência ou perda da

elegibilidade

Restrição do direito político subjetivo passivo, ao

jus honorum

Nem sempre atua como uma sanção decorrente da

prática de fatos censuráveis, v.g., analfabetismo

(art. 14, § 4°, CF/88); irreelegibilidade (art. 14, § 5°,

CF/88); decorrente de relações de parentesco (art.

14, § 7°, CF/88)

(6)

4.1 Inelegibilidades – Art. 14, §4º ao §8º da CF: 4.1.1 Absolutas: Inalistáveis: Art. 14, §4º da CF Analfabetos: Art. 14, §4º da CF 4.1.2 Relativas: Estrangeiros Conscritos Menores de 16 anos

Menores de 18 anos não alistáveis

Funcional: - por motivo de reeleição (Art. 14, §5º da CF)

- por motivo de desincompatibilizaçao (Art. 14, §6º da CF)

Reflexiva: - Cônjuge (Art. 14, §7º da CF)

- Parentes Consaguíneos ou Afins(Art. 14, §7º da CF)

Militares: - com menos de 10 anos de serviço (Art. 14, §8º, I da CF) - com mais de 10 anos de serviço (Art. 14, §4º , II da CF)

(7)

“[...] Inelegibilidade. Suspensão. Direitos

políticos. Não-configuração. [...] 3. A

inelegibilidade atinge tão-somente o jus

honorum, não se impondo – à míngua de

incidência de qualquer das hipóteses do art.

15 da Constituição Federal – restrição ao

direito de filiar-se a partido político

e/ou exercer o direito de votar. [...]”

(Ac. de 18.10.2004 no REspe no 22.014, rel.

(8)

Inelegibilidades Constitucionais

◦ A Constituição Federal enumera casos de inelegibilidades, aos quais a doutrina estabelece uma distinção em absolutas e relativas.

A inelegibilidade absoluta é o impedimento eleitoral para qualquer cargo eletivo

◦ Ex.: inalistáveis e analfabetos.

A inelegibilidade relativa diz respeito a situações especiais e momentâneas que constituem restrições para a elegibilidade em certos pleitos eleitorais e determinados mandatos

(9)

 

b-    Inelegibilidade

Absoluta:

Os inalistáveis

(estrangeiros e conscritos)

e os analfabetos.

Relativa:

1-Cargo: Maturidade

(idade).

(10)

Trata-se de inelegibilidade absoluta, assim,

enquanto perdurar o status de inalistável, não

poderá, o pleiteante, concorrer a qualquer cargo

Pelo art. 14, § 2°, da CF/88, são inalistáveis os

estrangeiros e, durante o período do serviço militar

obrigatório, os conscritos

Exceção: portugueses, embora estrangeiros, se

houver reciprocidade, são alistáveis e, portanto,

elegíveis

(11)

 São alistáveis, podendo, portanto, votar (art. 14, § 1°, inc. II, CF/88)

 Não possuem capacidade eleitoral passiva (art. 14, § 4°, CF/88)

 Trata-se de inelegibilidade absoluta, pois enquanto perdurar a situação de analfabetismo, será inelegível o cidadão

 É alfabetizado quem sabe ler e escrever, razoavelmente.

 É analfabeto aquele que não sabe ler ou escrever com um mínimo de sentido, ou com total impossibilidade de externar seus pensamentos

(12)

 Art. 14, § 5°, CF/88: “O Presidente da República, os Governadores de Estado e do Distrito Federal, os Prefeitos e quem os houver sucedido, ou substituído no curso dos mandatos poderão ser reeleitos para um único período subseqüente”

 Para concorrer ao mesmo cargo não é necessário o afastamento antecipado do cargo (desincompatibilização)

 Se quiserem concorrer a outros cargos devem renunciar aos respectivos mandatos até 6 meses antes do pleito

(13)

“[...] Vice que sucede ao chefe do Poder

Executivo. [...] Candidatura a outro cargo

eletivo. Necessidade de renúncia para

afastar a inelegibilidade. [...] 3. Se o vice

que se tornou titular desejar ser eleito

para o cargo de vice, deverá renunciar

ao mandato de titular que ocupa até

seis meses antes do pleito, para

afastar a inelegibilidade”. (Res. no

22.129, de 15.12.2005, rel. Min. Marco

Aurélio,

red.

designado

Min.

Gilmar

Mendes.)

(14)

RECURSO ESPECIAL. ELEIÇÕES 2008. REGISTRO CANDIDATURA. PREFEITO. CANDIDATO À REELEIÇÃO. TRANSFERÊNCIA DE DOMICÍLIO PARA OUTRO MUNICÍPIO. FRAUDE CONFIGURADA. VIOLAÇÃO DO DISPOSTO NO § 5º DO ART. 14 DA CB. IMPROVIMENTO.

1. Fraude consumada mediante o desvirtuamento da faculdade de transferir-se domicílio eleitoral de um para outro Município, de modo a ilidir-se a incidência do preceito legal disposto no § 5º do artigo 14 da CB.

2. Evidente desvio da finalidade do direito à fixação do domicílio eleitoral.

3. Recurso a que se nega provimento.

(Recurso Especial nº 35.207, rel. Min. Eros Grau, de 17.12.2008)

PREFEITO ITINERANTE

(15)

DIFERENÇA DE TRATAMENTO ENTRE CHEFES DO

EXECUTIVO e PARLAMENTARES

CHEFES DO EXECUTIVO

(Presidente, Governadores, Prefeitos, além dos vices)

PARLAMENTARES

(Vereadores, deputados e Senadores)

Pode ser reeleito somente uma vez Podem ser reeleitos quantas vezes quiser.

Se quiser concorrer a outro cargo, tem de renunciar ao mandato até 6 meses antes do pleito. Ex: Roriz. É a chamada desincompatibilização

Não precisa se afastar do cargo para concorrer nas próximas eleições ao mesmo cargo.

Se quiser concorrer ao mesmo cargo, não precisa renunciar. Ex: Lula.

Não precisa se afastar do cargo para concorrer nas próximas eleições ao mesmo cargo.

Cônjuge e os parentes consangüíneos ou afins, até o 2º grau, inclusive por adoção, são inelegíveis, salvo se já titulares de mandato eletivo e candidato à reeleição. É a chamada inelegibilidade reflexa.

Não proibição de parentes concorrerem.

(16)

Art. 14, § 7º, CF/88 - São inelegíveis, no território

de jurisdição do titular, o cônjuge e os parentes

consangüíneos ou afins, até o segundo grau ou por

adoção, do Presidente da República, de Governador

de Estado ou Território, do Distrito Federal, de

Prefeito ou de quem os haja substituído dentro dos

seis meses anteriores ao pleito, salvo se já titular

de mandato eletivo e candidato à reeleição.

Também

chamada

de

inelegibilidade

por

parentesco ou afinidade

(17)

Condições para a configuração:

- o titular paradigma deve ser ocupante de cargo eletivo no

Poder Executivo

- parentes de até segundo grau, consangüíneos ou afins

- desejam concorrer a qualquer cargo eletivo no âmbito

territorial em que o titular exerça o seu mandato

- aplica-se a quem houver substituído o Chefe do Executivo

nos seis meses anteriores ao pleito (período de desincompatibilização)

(18)

 Enunciado n° 6 da Súmula do TSE – a restrição da candidatura do cônjuge abrange também a do companheiro ou companheira, a da concubina

 “Os sujeitos de uma relação homossexual, à semelhança do que ocorre com os de relação estável, de concubinato e de casamento, submetem-se à regra de inelegibilidade prevista no art. 14, § 7°, da Constituição Federal” (REspe 24654, rel. Min. Gilmar Mendes)

 “A união estável atrai a incidência da inelegibilidade por parentesco, com a ressalva de que o mero namoro não se enquadra nessa hipótese” (Respe 24672)

(19)

 O parentesco com o Vice não gera inelegibilidade, a menos que ele tenha substituído ou sucedido o titular dentro dos seis meses anteriores ao pleito

 Não gera a inelegibilidade o parentesco com os auxiliares

do titular

O cônjuge e os parentes, consangüíneos ou afins, até o

segundo grau, são elegíveis no território de jurisdição do titular, desde que este não esteja no exercício de mandato fruto de reeleição. [...]” (Res. N. 21.786, de 1o.6.2004, rel.

(20)

Cargo Diverso

“[...] Havendo a desincompatibilização do

prefeito do município, no prazo previsto em

lei – até seis meses anteriores ao pleito –

poderá seu cônjuge concorrer à vereança no

mesmo município”. (Res. no 21.463, de

(21)

SÃO INELEGÍVEIS A PARTIR

DO PREFEITO

(art. 14 § 7º da Constituição Federal)

TITULAR Prefeito Irmão (2º Grau) Filho adotivo (1º Grau) Filho e Nora (1º Grau) Filha e Genro (1º Grau) Netos (2º Grau) Netos (2º Grau) Pai ou Padrasto (1º Grau) Mãe ou Madrasta (1º Grau) Avô Paterno (2º Grau) Avó Paterna (2º Grau) Avó Materno (2º Grau) Avó Materna (2º Grau) Esposa ou Companheira ( Prefeito Titular ) Cunhados do titular (2º Grau) Pai / Padrasto Da Esposa (1º Grau) Mãe / Madrasta Da Esposa (1º Grau) Avós Paternos da Esposa (2º Grau) Avós Maternos da Esposa (2º Grau) se teve um primeiro marido Enteados do Titular (1º Grau) Enteados Neto do Titular (1º Grau)

(22)
(23)
(24)
(25)
(26)
(27)
(28)
(29)
(30)
(31)
(32)
(33)

33

QUEM É FICHA-SUJA?

a) Tício: preso em flagrante com uma tonelada de

cocaína;

b) Mévio: indiciado em 30 inquéritos policiais por

prática de latrocínio;

c) Lívio: condenado em 1º grau por prática de

estupro qualificado (crime hediondo);

d) Sávio: processado por ato de improbidade

administrativa por desvio de dez bilhões de

reais.

(34)

Condenação em 1º Grau

Cidadão elegível

Confirmação da condenação por órgão colegiado

Cidadão

Inelegível InelegívelCidadão

Suspensão dos Direitos Políticos Trânsito em Julgado Cumprimento da Pena 8 anos após Cidadão Inelegível Elegível

(35)
(36)
(37)
(38)
(39)

Jurisprudência

EMENTA: INELEGIBILIDADE. PRESTAÇÃO DE CONTAS. PREFEITURA MUNICIPAL. ACÓRDÃO. TRIBUNAL DE CONTAS. PARECER PRÉVIO. CÂMARA DE VEREADORES. COMPETÊNCIA. JULGAMENTO. AUSÊNCIA.

O texto constitucional é expresso no art. 31 quanto à competência da Câmara Municipal para o julgamento das contas de prefeito, cabendo ao Tribunal de Contas a emissão de parecer prévio, o que se aplica, inclusive, a eventuais atos de ordenação de despesas.

Nos termos do inciso VI do art. 71 da CF, somente nos casos que envolvem aplicação de recursos repassados pela União a Estado, ao Distrito Federal ou a Município, mediante convênios, acordos, ajustes ou outros instrumentos congêneres, a competência para julgamento das contas do chefe do Poder Executivo Municipal é do Tribunal de Contas da União.

Dessa forma, o acórdão do Tribunal de Contas do Município que aponta irregularidades na prestação de contas do prefeito não é apto a ensejar a inelegibilidade por rejeição de contas, em razão da competência da Câmara Municipal.

Nesse entendimento, o Tribunal, por unanimidade, desproveu o agravo regimental.

(TSE - Agravo Regimental no RESP nº 35.802/CE, Rel. Min. Gilson Dipp, j. em 1º/3/2012, DJe. de 10/04/2012 nº 66 p. 18/19)

(40)

EMENTA: Eleições 2010. Agravo regimental em recurso

ordinário. Inelegibilidade por rejeição de contas (art. 1°, inc.

1, g, da Lei Complementar n. 64190). Não caracterização.

Ex-prefeito municipal.

À exceção de contas relativas a

convênios, a desaprovação das contas de prefeito pelo

Tribunal de Contas não atrai a incidência da inelegibilidade

do art. 1°, inc. 1, g, da Lei Complementar n. 64190,

mesmo após a vigência da Lei Complementar

13512010

. Precedentes. Agravo regimental ao qual se

nega provimento.

(TSE – Ag. Reg. no RO nº 4176-02.2010.6.06.0000, Fortaleza/CE, Rel. Min. Carmen Lúcia, j. em 03/02/11).

(41)
(42)
(43)

Requisitos para a configuração da

inelegibilidade com base nas contas

insanáveis

1 – irregularidades insanáveis

2 – decisão irrecorrível do órgão competente

3 – ausência de provimento liminar

suspendendo os efeitos da decisão do órgão

competente

(44)

“[...] Rejeição de contas. Ação anulatória. Burla.

Inaplicabilidade do Enunciado no 1 da súmula do TSE.

Recurso desprovido. A análise da idoneidade da ação

anulatória é complementar e integrativa à aplicação da

ressalva contida no Enunciado no 1 da súmula do TSE,

pois a Justiça Eleitoral tem o poder-dever de velar pela

aplicação dos preceitos constitucionais de proteção à

probidade administrativa e à moralidade para o

exercício do mandato (art. 14, § 9o, CF/88). [...]” (Ac. de

24.8.2006 no RO no 912, rel. Min. Cesar Asfor Rocha)

Passou-se a exigir a obtenção de provimento liminar

para afastar-se a inelegibilidade

(45)

Lista de Contas Rejeitadas

◦ Art. 11. Os partidos e coligações solicitarão à Justiça Eleitoral o registro de seus candidatos até as dezenove horas do dia 5 de julho do ano em que se realizarem as eleições.

◦ § 5º Até a data a que se refere este artigo, os Tribunais e Conselhos de Contas deverão tornar disponíveis à Justiça Eleitoral relação dos que tiveram suas contas relativas ao exercício de cargos ou funções públicas rejeitadas por irregularidade insanável e por decisão irrecorrível do órgão competente, ressalvados os casos em que a questão estiver sendo submetida à apreciação do Poder Judiciário, ou que haja sentença judicial favorável ao interessado.

(46)
(47)
(48)

VAMOS PENSAR UM POUCO...

CASOS ESPECIAIS

(49)

ADPF n. 144, STF (AMB)

Lei Complementar n. 135/2010

Esta Lei criou e alterou uma série de situações de

inelegibilidades, dentre elas a decorrente da vida

pregressa

Quando será aplicada?

(50)
(51)

Segundo o STF, mesmo sendo louvável a

iniciativa, a lei não poderia contrariar o

Princípio Constitucional da Anualidade (art.

16), assim, o Supremo Tribunal Federal

decidiu, por maioria, no RE nº 633.703

(Relator o Ministro Gilmar Mendes, sessão

Plenária de 23.6.2011) por sua eficácia

apenas para os pleitos que ocorreriam a partir

de 2011.

(52)

APLICABILIDADE

IMEDIATA?

TRE/PB: SIM

TSE: SIM (5 X 2)

(53)

VALIDADE 2012

Dias Toffoli,

Marco Aurélio Mello,

Celso de Mello

Cezar Peluso

Gilmar Mendes

Luiz

Fux(Desempate)

VALIDADE 2010

Cármen Lúcia

Ricardo Lewandowski

Joaquim Barbosa

Ayres Britto

Ellen Gracie.

(54)
(55)

Dispõe a alínea d que são inelegíveis os que

tenham contra a sua pessoa representação

julgada procedente pela Justiça Eleitoral "para

a eleição na qual concorrem ou tenham sido

diplomados, bem como para as que se

(56)

De

fato, mesmo após

as modificações

introduzidas pela LC n° 13512010, a LC n° 64190

continua

a

conter

aquelas

imperfeições

legislativas, quais sejam, mencionar os prazos de

inelegibilidade ora como "anos seguintes", ora

como

"anos

subsequentes",

ora

como,

aparentemente, datas certas, conforme se vê,

respectivamente, das alíneas d, g e h

("seguintes'), b, c e k ("subsequentes') e e, f, j, 1,

m, n, o, p e q (datas certas).

(57)

Por isso, as causas de inelegibilidade previstas

nas alíneas d e h (condenação por abuso de

poder) e na alínea j (condenação por ilícitos

eleitorais) devem incidir a partir da eleição da

qual resultou a respectiva condenação até o

final do período dos 8 (oito) anos civis

seguintes por inteiro, independentemente da

data em se realizar a eleição no oitavo ano

subsequente.

Indaga-se: o pré-candidato cuja inelegibilidade

findar no intervalo entre a data do registro e a

do pleito terá direito a registro de

(58)

No presente caso, embora na data do

registro o pré-candidato estivesse

inelegível, o que não é objeto de

divergência, a restauração da sua

elegibilidade antes da data do pleito era (e

ainda é) evento futuro e certo. E nessa

condição enquadra-se na ressalva do art.

11, § 10, da Lei n. 9.504197, segundo o

qual:

(59)

Art. 11. § 10. As condições de elegibilidade

e as causas de inelegibilidade devem ser

aferidas no momento da formalização do

pedido de

registro da candidatura,

ressalvadas

as

alterações,

fáticas

ou

jurídicas,

supervenientes ao registro que

afastem a inelegibilidade.

(60)
(61)
(62)
(63)
(64)

Primeiro, foi condenado a 3 anos de

inelegibilidade em duas representações

junto a justiça eleitoral, AIJE 215 e AIJE

251( hoje suspensa por liminar em sede de

ação cautelar), por abuso de poder político

e econômico e por prática de conduta

vedada em época de eleição( art 73, IV, V

paragrafo 10 da Lei 9504/97), tanto no

TRE/PB quanto no TSE, ambas referente as

práticas ocorridas nas eleições de 2006

quando ainda não tinha vigência a LC

135/2010.

(65)
(66)
(67)
(68)
(69)
(70)
(71)

Membros do Poder Legislativo

Art. 1°, inc. I, b - os membros do Congresso Nacional,

das Assembléias Legislativas, da Câmara Legislativa e

das Câmaras Municipais, que hajam perdido os

respectivos mandatos por infringência do disposto nos

incisos I e II do art. 55 da Constituição Federal, dos

dispositivos equivalentes sobre perda de mandato das

Constituições Estaduais e Leis Orgânicas dos Municípios

e do Distrito Federal, para as eleições que se realizarem

durante o período remanescente do mandato para o

qual foram eleitos e nos oito anos subseqüentes ao

término da legislatura

(72)

SITUAÇÃO CARACTERIZAÇÃO DURAÇÃO

Rejeição de contas

São duas hipóteses:

a. a rejeição das contas políticas, se rejeitadas pelo Parlamento (Congresso Nacional, Assembléias Legislativas, Câmara Legislativa e Câmara de Vereadores, conforme o caso) geram inelegibilidade.

b. as contas técnicas, ou contas de gestão, quando rejeitadas pelo Tribunal de Contas, já produzem a inelegibilidade. Prefeitos que tenham usurpado a função de técnicos e movimentado pessoalmente verbas públicas ( o que não é a sua função) se tornam inelegíveis independentemente da posição da Câmara.

8 (oito) anos contados da decisão do

Parlamento ou do Tribunal de Contas, conforme o caso.

(73)

Renúncia ao Mandato

 o Presidente da República, o Governador de Estado e do Distrito Federal, o Prefeito, os membros do Congresso Nacional, das Assembleias Legislativas, da Câmara Legislativa, das Câmaras Municipais, que renunciarem a seus mandatos desde o oferecimento de representação ou petição capaz de autorizar a abertura de processo por infringência a dispositivo da Constituição Federal, da Constituição Estadual, da Lei Orgânica do Distrito Federal ou da Lei Orgânica do Município, para as eleições que se realizarem durante o período remanescente do mandato para o qual foram eleitos e nos 8 (oito) anos subsequentes ao término da legislatura

(74)

SITUAÇÃO CARACTERIZAÇÃO DURAÇÃO Quebra do decoro

parlamentar

Parlamentares de todos os níveis que perderam o mandato com base nos incisos I e II do art. 55 da Constituição

Federal ou normas correspondentes das Leis Orgânicas.

Eleições que se realizarem durante o período

remanescente do mandato para o qual foram eleitos e nos oito anos

subseqüentes ao término da legislatura.

Chefes do Executivo cassados

Presidente, governadores, prefeitos e respectivos vices cassados pelo Parlamento por descumprimento à

Constituição (ou Leis Orgânicas)

Eleições que se realizarem durante o período

remanescente e nos 8 (oito) anos subsequentes ao término do mandato para o qual tenham sido eleitos.

Aposentados compulsoriamente

Magistrados e membros do Ministério Público aposentados compulsoriamente ou que tenham pedido exoneração ou aposentadoria voluntária na pendência de processo administrativo disciplinar em razão de processo administrativo disciplinar ficam inelegíveis.

8 (oito) anos contados da decisão

(75)

SITUAÇÃO CARACTERIZAÇÃO DURAÇÃO

Cassados por compra de votos (captação ilícita de sufrágio)ou condutas vedadas a agentes públicos

Aqueles que receberam condenação a perda do registro ou do diploma eleitoral por um Tribunal Regional Eleitoral ou pelo TSE, desde a decisão não tenha sido modificada

posteriormente.

8 (oito) anos a contar da eleição em que ocorreu o fato

Praticantes de abuso de poder político, econômico ou dos meios de comunicação

Aqueles que receberam condenação por um Tribunal Regional Eleitoral ou pelo TSE, desde que a decisão não tenha sido modificada posteriormente.

8 (oito) anos a contar da eleição em que ocorreu o fato

Expulsos por conselhos

profissionais Médicos, advogados, engenheiros, odontólogos e outros exercentes de profissões regulamentadas por lei ficam inelegíveis se forem expulsos de suas atividades pelos Conselhos Profissionais.

8 (oito) anos contados da decisão

Improbidade administrativa Condenados à suspensão dos direitos políticos, em decisão transitada em julgado ou proferida por órgão judicial

colegiado, por ato doloso de improbidade administrativa que importe lesão ao patrimônio público e enriquecimento ilícito

Desde a condenação ou o trânsito em julgado até o transcurso do prazo de 8 (oito) anos após o

(76)

SITUAÇÃO CARACTERIZAÇÃO DURAÇÃO

Servidores demitidos Demitidos do serviço público em decorrência de processo administrativo ou judicial, pelo prazo de 8 (oito) anos, contado da decisão, salvo se o ato houver sido suspenso ou anulado pelo Poder Judiciário

8 (oito) anos contados da decisão

Realizadores de

doações ilegais Pessoas físicas e dirigentes de pessoas jurídicas responsáveis por doações eleitorais tidas por ilegais por decisão transitada em julgado ou proferida por órgão colegiado da Justiça Eleitoral, pelo prazo de 8 (oito) anos após a decisão, observando-se o procedimento previsto no art. 22.

8 (oito) anos após a decisão

(77)

RESUMO DE INELEGIBILIDADES -         CF/88, ART. 14, Parágrafos 5, 6 e 7

-         Lei Complementar n. 64/90, art. 1, I a VI, e parágrafos 1, 2 e 3

Candidato ocupante de cargo eletivo

Cargo eletivo Prazo de

desincompatibilização Prefeito Municipal Reeleição Vice-Prefeito Vereador Não há desincompatibilização (Res. 19.952/97 – TSE)

6 meses antes do pleito

Vice-Prefeito Reeleição

Não há desincompatibilização

(Res. 19.952/97 – TSE) Substituindo o prefeito nos 6 meses anteriores ao pleito, é

elegível.

(Res. 20.587/00 – TSE)*

Presidente do Senado Federal, da Câmara dos

Deputados e da Assembléia Legislativa Prefeito Vice-Prefeito Vereador Não há desincompatibilização, desde que não tenham substituído o titular do Executivo nos 6 meses

anteriores ao pleito. Presidente de Câmara Municipal Prefeito Vice-Prefeito Vereador Não há desincompatibilização Vereador Prefeito Vice-Prefeito Vereador Não há desincompatibilização

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