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ÍTULO:
COAGULOPATIASMaria João Palaré
Unidade de Hematologia
Coordenadora: Anabela Morais
Serviço de Pediatria Médica
Directora: Celeste Barreto
Departamento de Pediatria
Directora: Maria do Céu Machado DEPARTAMENTO DE PEDIATRIA
CLÍNICA UNIVERSITÁRIA DE PEDIATRIA
HEMOSTASE
Hemostase
Coágulo
Hemostase
FASES DA HEMOSTASE
Iniciação e formação do tampão plaquetário Propagação da cascata da coagulação
Terminação da coagulação – controlo dos mecanismos antitrombóticos
Hemostase primária e secundária
1- Vasoconstrição (fase vascular)
2 - Formação do tampão plaquetário
(Mecanismo de hemostase primário – fase plaquetária)
3 - Formação do trombo de fibrina
(Mecanismo de hemostase secundário – fase plasmática)
Lesão do endotélio
Hemostase Primária
tampão plaquetário
1 - Adesão – deposição das plaquetas na matrix subendotelial
2 - Agregação – ligação plaqueta – plaqueta
3 - Secreção – libertação de grânulos proteicos plaquetários
Hemostase Primária
tampão plaquetário
Lesão do vaso Vasoconstrição Ruptura do endotélio Exposição do colagénio/microfibrilhas/laminina Adesão plaquetária Agregação plaquetária Secreção Rolhão plaquetário Tampão plaquetário F VW / GP Ib Difosfato de adenosina Tromboxano A2 Serotonina
Outros (GP IIb/IIIa, fibrinogénio, FVW)
Trombina
Hemostase Primária
tampão plaquetário
Activação Agregação Adesão Trombo plaquetário Activação - Colagénio /trombina (+++) - ADP/epinefrinaHemostase Primária
tampão plaquetário
S. Bernard – Soulier D. Von Willebrand Trombastenia de Glanzmann Adesão- Alt. morfológicas das plaquetas - GP Ib/IX/V – FVW
- Interacções matrix- plaqueta
Hemostase Primária
tampão plaquetário
Agregação GP IIb/IIIa - fibrinogénio – FVW GP IIb/IIIa – citoesqueleto plaquetárioInteracção plaqueta - plaqueta
Hemostase Primária
tampão plaquetário
Secreção
- ADP e serotonina vasoconstrição e recrutamento de plaquetas
- Fibronectina e tromboespondina proteinas adesivas - Fibrinogénio (grânulos alfa)
- TXA2, PG vasoconstrição
- Factores de crescimento de plaquetas mitogénio do músculo liso - Thiol isomerase Activação do factor tecidular e aumento da fibrina
Hemostase Primária
tampão plaquetário
Hemostase Primária tampão plaquetário Activação Secreção Adesão AgregaçãoHemostase secundária
Activação sequencial de uma serie de proenzimas ou
precursores inactivos proteicos ( zimogénios) enzimas activas resposta amplificada
Via Intrinseca Via Extrinseca Factor Xa Trombina Protombina Fibrinogénio (proteina plasmática solúvel) Fibrina (coágulo insolúvel)
Hemostase secundária
Evento fisiológico primário
da coagulação (exposição do factor tecidular – FVII) Via extrínseca
Via intrínseca (F VII; IX;XI)
Hemostase secundária
IniciaçãoAmplificação
Propagação
O complexo factor tecidular – factor VIIa formados no endotélio lesado activam o factor X e IX produzindo mais trombina
A trombina activa as plaquetas e cofactores (V,VII), outros factores da coagulação e cofactores da superfície plaquetária (VIIIa, Va, IXa) através mecanismos amplificadores
Os complexos formados continuam a activar as reacções na superfície da plaqueta, o complexo da protrombinase converte protrombina em trombina e esta o fibrinogénio em fibrina, até estabilização do coágulo
Hemostase secundária
Hemostase secundária
Via extrínseca Via intrínseca
Hemostase secundária
VIA COMUMFactores da coagulação
Factores da coagulação I II III V VII VIII IX X XI XII XIIICininogénio de elevado peso molecular
Précalicreina
Nomes comuns Fibrinogénio Protrombina
Tromboplastina tecidular Proacelerina (factor labil) Proconvertina (factor estavel) Factor Antihemofilico Factor de Cristmas Factor Stuart Antecedente tromboplastina plasmática Factor de Hageman
Factor estabilizador da fibrina Factor Fitzgerald Factor Flecher VIA COMUM PF3 X V Protombina Fibrinogénio FIBRINA
Hemostase secundária
Hemostase
Lesão do vaso Vasoconstrição
Adesão plaquetária agregação plaquetária consolidação (tampão plaquetário) Protrombina Tromboplastina tecidular Trombina Fibrinogénio Fibrina Fase Vascular Fase Plaquetária Fase Plasmática Factores plasmáticos Terminação da coagulação
Controlo dos mecanismos antitrombóticos Fibrinólise
Terminação da coagulação Fibrinólise Antitrombina (heparina) Prot C activada Prot S activada Inibidor do factor tecidular Prostaciclina Tromboxano Activador do plasminogénio tecidular Uroquinase Inibidor do activador do plasminogénio Alfa 2 – antiplasmina Trombina activada - Inibidor da fibrinólise
Sistema Fibrinolitico
Fibrinólise Sistema Fibrinolítico - Plasminogénio - Activadores do Plasminogénio - tecidular - Uroquinase - Inibidor do activador do plasminogénio Inibidores Hemostáticos - Antitrombina III (cofactor de heparina) - Inibidor da α2 – plasmina (antiplasmina) - α2 – macroglobulina - C1 – inibidor - α1 – antitripsina - Proteina C - Proteina S - Inibidor da proteina CSistema Fibrinolitico
Factores solúveis da coagulação
Fibrinólise
FIBRINÓLISE COAGULAÇÃOHemostase
Sistema Fibrinolítico
Doença de von Willebrand
D. hemorrágica hereditária + comum 1% a 3% da população
=
Defeito quantitativo ou qualitativo do F wW
Ausência congénita dos multímeros
Disproteinémias (estrutura e a função alterada)
Doença de von Willebrand
Glicoproteina multimérica plasmática responsável pela - formação do rolhão plaquetário (adesão)
- transportadora do F VIII
Doença de von Willebrand
Fisiopatologia
Cromossoma 12
Pro-F vW: Ag FvW + F vW maturo (dímero plasmático) Sintetizado nas cél. endoteliais e megacariocitos Armazenado corpos Weibel – Palade (cel endotelial) α- grânulos (plaquetas)
Desmopressina induz libertação de FvW a partir das cél endoteliais plasmáticas
Doença de von Willebrand
Fisiopatologia
Lesão vascular F v W liga-se á matriz subendotelial adesão plaquetária por
interacção dos receptores GP Ib e GP IIb/IIIa activação plaquetária secrecção plaquetária recrutamento de plaquetas interacção com fibronogénio/ GP IIb/IIIa
Doença de von Willebrand
Fisiopatologia
Doença de Von Willebrand
Doença de von Willebrand
Fisiopatologia
As plaquetas proporcionam superfície para activação dos factores de coagulação
F vW transportador do F VIII (protege da activação e da depuração deste factor)
Doença de von Willebrand
Classificação
Tipo I – quantitativo (80%)
Tipo II – defeitos funcionais
II A – diminuição de multimeros F vW de elevado peso molecular II B – diminuição de grandes multimeros de F vW com elevada afinidade para as plaquetas
II M – diminuição da afinidade de F vW para glicoproteina 1 b II N – diminuição da ligação ao F VIII por mutação do F vW – raro
Tipo III – quase ausência de F vW + F VIII ( 2% a 5%) – homozigotia ou heterozigotia para 2 mutações
Doença de von Willebrand
Classificação
Normal Tipo 1 Tipo 3 Tipo 2A Tipo 2B Tipo 2N Tipo 2M
Freq. na população
1-2% Mto raro 1/250000
Raro Raro Raro Raro
Multimeros
N ou ↓
Ausente
Doença de von Willebrand
Fisiopatologia
Estrutura proteica e relação com Doença de von Willebrand
Doença de von Willebrand
Diagnóstico é clínico: hemorragia mucocutânea, menorragia ou hemorragia pospartum/pós cirúrgica.
Tipo III “hemorragia hemofilia – like”
Tipo II B associado a trombocitopenia
Provas da coagulação – Normais excepto APTT se défice associado de F VIII
PFA – 100 - anormal
Doença de von Willebrand
Diagnóstico laboratorial
Ag F vW – marcador quantitativo
Actividade do cofactor da ristocetina – marcador funcional
Actividade do F VIII
Análise multimérica do F vW (electroforese)
Idade, inflamação, grupo de sangue,stress, hormonas, exercício, ACO – repetir ~ 3 X
Doença de von Willebrand
Diagnóstico
Normal Tipo 1 Tipo 3 Tipo 2A Tipo 2B Tipo 2N Tipo 2M
FvW ag N ↓ Ausente ↓ ↓ N ou ↓ ↓ ou N FvW: RCo N ↓ Ausente ↓↓↓ ↓↓ N ou ↓ ↓↓ FVIII N ↓ ou N 1 – 6% N ou ↓ N ou ↓ ↓↓ N Ristocetina N N Ausente ↓ N N N ou ↓ Ristocetina Baixa dose
Ausente Ausente Ausente Ausente ↑↑↑ Ausente Ausente
PFA N N ou ↑ ↑↑↑ ↑ ↑ N ↑
Tempo hemorragia
N N ou ↑ ↑↑↑ ↑ ↑ N ↑
Doença de von Willebrand
Terapêutica
Fundamentos da terapêutica
Diagnóstico e classificação adequada
Desmopressina
FvW – FVIII
Antifibrinolítico
Doença de von Willebrand
Terapêutica
Desmopressina
Aumenta nível de F vW + F VIII
Tratamento de eleição nos doentes que respondem
Segura e eficaz mas variabilidade individual
Tratamento e profilaxia
IV (0.3 mcg/kg/diluido em SF t > 30 min) ou intranasal (150 mcg – 300 mcg) Risco de taquifilaxia e hiponatremia
Doença de von Willebrand
Terapêutica
Factor vW
Dose de FvW: RCo =
% desejada de FVW no plasma (U/dL) x Peso (Kg) x 0,75
Corrigir FvW para 100 U/dL – durante cirurgia Manter FvW entre 50 – 60 U/dL – 3 a 7 dias
Inibidores anti FvW (raro) e FVIII
Doença de von Willebrand
Terapêutica
Doença de von Willebrand Tipo I
Défice heterogéneo do FvW estrutural normal
FvW ag e FvW:RCo < 20 U/dL
Resposta á desmopressina – excelente
Dose – 0,3 µg/kg IV (diluido em SF em 20-30min) 150 – 300 µg intranasal (adulto e adolescente) Risco da anafilaxia e hiponatremia!
Determinar FvW e vW:RCo antes da infusão e 30 – 60 min após
Hemorragia major: FvW/FVIII
Dose de FvW: RCo = % desejada de FVW no plasma (U/dL) x Peso (Kg) x 0,75
Corrigir FvW para 100 U/dL – durante cirurgia Manter FvW entre 50 – 60 U/dL – 3 a 7 dias
Doença de von Willebrand
Terapêutica
Resposta terapêutica á Desmopressina
D vW tipo 1
Doença de von Willebrand
Terapêutica
Doença de von Willebrand Tipo IIA
Perda de multímero intermediário de elevado peso molecular por mutação com diminuição da síntese ou rápida proteólise
da ADMTS - 13
Resposta à desmopressina – razoável
Doença de von Willebrand
Terapêutica
Doença de von Willebrand Tipo IIB
Mutação: FvW liga -se espontâneamente ás plaquetas → Maior excreção de multímero intermediário de elevado peso molecular → trombocitopenia
Stress, gravidez e cirurgia podem aumentar o FvW com agravamento da trombocitopenia
Resposta à desmopressina – fraca
FvW/FVIII
Concentrado de plaquetas
Hemorragia major
Doença de von Willebrand
Terapêutica
Doença de von Willebrand Tipo IIN
FvW anormal com menor afinidade para o FVIII → Excreção acelerada de FVIII
Resposta á desmopressina – fraca
FvW/FVIII
Doença de von Willebrand Tipo IIM
Mutação no F VW: interação do FVW com o receptor GPIb diminuida
Resposta á desmopressina – fraca
Doença de von Willebrand
Terapêutica
Doença de von Willebrand Tipo III
D autossómica recessiva ou hereditariedade por dupla heterozigotia (alelo FvW nulo)
FvW ag e FvW:RCo – ausente e F VIII < 6 U/d/L
Hemorragia espontânea por vezes grave
Resposta á desmopressina – nula
FvW/FVIII
Profilaxia pode estar indicada.
Doença de von Willebrand
Terapêutica
Normal Tipo 1 Tipo 3 Tipo 2A Tipo 2B Tipo 2N Tipo 2M
Tratamento habitual DDAVP FVW FvW FvW (DDAVP) FvW FvW (DDAVP) FvW Resposta DDAVP
Boa Nenhuma Fraca Diminui
plaquetas
Fraca Fraca
Resposta ao FvW
Boa Boa Boa Boa Boa Boa
Variabilidade individual e da situação clínica Fazer sempre teste prévio
Doença de von Willebrand
Terapêutica / casos específicos
Menorragia Anticoncepcionais oraisAntifibrinoliticos DDAVP
FvW/FVIII
(Rotura de quisto do ovário verdadeira emergência! – mais no Tipo III)
Hemorragia na gravidez e parto DDAVP ? (Tipo I)
FvW/FVIII (Tipo 2 e 3)
Angiodisplasia e Hemorragia Gastrointestinal – FvW/FVIII
Doença de von Willebrand
Terapêutica / casos específicos
Desmopressina Hemorragia ligeira F Vw (RCo:1.0 -1.5 U/Kg aumenta 2%) (12h)
Factor VIII (F VII: 1.0 U/Kg aumenta 1%) (18h) Hemorragia grave
Actividade do F vW = F vW: RCo F VIII Actividade do F vW = F vW: Rco F VIII 40 – 50 U/dL (Hemorragia/cirúrgia minor) 80 – 100 U/dL + manutenção (Hemorragia/cirúrgia major)
Corrigir FvW para 100 U/dL – durante cirurgia Manter FvW entre 50 – 60 U/dL – 3 a 7 dias
Doença de von Willebrand
Doença vW: hemorragia mais importante
Teste com DDAVP prévio é fundamental
Concentrados FvW/FVIII derivados do plasma humano são seguros e eficazes
HEMOFILIA
•
Alteração congénita da coagulação
Transmissão ligada ao Cromossoma X
•
Deficiência
factor VIII - Hemofilia A
factor IX - Hemofilia B
(D. de Christmas)HEMOFILIA
• Incidência 1/10000 (RN sexo M)
Hemofilia A 85% Hemofilia B 10 - 15%
HEMOFILIA
CASCATA DA COAGULAÇÃO
HEMOFILIA
Diagnóstico
• Discrasia hemorrágica (espontânea / trauma minor) • 20 - 30% sem história familiar (mutações de novo)
• Idade
• RN - circuncisão (56%), hemorragia intracraniana (3-5%)
• < 1 Ano -“gatinhar” / andar • > 1 Ano
Diagnóstico
• Hemograma com plaquetas: N
• TP: N
• aPTT: muito prolongado (2 a 3x N)
• Doseamentos de factor VIII e IX
• Presença de Acs inibidores para factores VIII e IX, FVW se factor VIII diminuido
A gravidade da hemorragia relaciona-se com o défice de factor
Diagnóstico pré-natal/portador
•
Mutação genética
•
Vilosidade coriónica: 10-12 sem.
•
Amniocentese: >15 sem.
•
Doseamento (fetal) de factor VIII/IX (20s)
HEMOFILIA
Diagnóstico
HEMOFILIA Classificação
(percentagem de factor / gravidade clínica)
Tipo Percentagem
FVIII/FIX
Tipo de hemorragia
Grave <1 Espontânea, hemartrose e tecidos
moles profundos, trauma minor
Moderada 1 - 5 Hemorragia após trauma moderado
a ligeiro, algumas hemartroses, algumas hemorragias espontâneas
Ligeira 5 - 25 Hemorragia após trauma ou cirúrgia importante
Portador feminino de elevado risco
Variável Hemorragia ginecológica e obstétrica comum, outros sinais relacionados com défice de factor
HEMOFILIA
Gravidade/Manifestações clínicas
Tipo Grave Moderada Ligeira
Incidência
Hemofilia A 70% 15% 15%
Hemofilia B 50% 30% 20%
Hemorragia
Início < 1 Ano 1 – 2 anos 2 - Adulto Hemorragia neonatal Após circuncisão Intracraniana Comum Ocasional Comum Raro Nenhum Raro
Músculo/articulação Espontâneo Após trauma minor Após trauma major
SNC Risco
elevado
Risco moderado Raro
Manifestações clínicas
(complicações agudas)
• Hemartrose
• Hematoma intramuscular
• Hematúria
• Hemorragia das membranas mucosas
• Boca, dentário, epistáxis e gastrointestinal
• Hemorragia de risco elevado
• SNC ( intracraniano/vertebral) • Retrofaríngeo
• Retroperitoneal
• Síndrome compartamental/compressão do nervo
Femoral (músculo ileopsoas) Ciático (nádega)
Tibial (gémeos)
Perineal (compartimento anterior da perna)
Nervo mediano e ulnar (músculos flexores do antebraço)
HEMOFILIA Manifestações clínicas (complicações agudas) Tipos de Hemorragia - Hemartrose – 70% - 80% - Joelho – 45% - Cotovelo – 30% - Anca – 15% - Ombro - 3% - Pulso -2% - Músculo/Tec moles – 10% - 20% - Outras hemorragias major – 5% - 10% - SNC < 5%
HEMOFILIA
Manifestações clínicas (complicações crónicas)
• Complicações musculoesqueléticas
- Artropatia hemofilica crónica - Sinovite crónica
- Artropatia deformante - Contracturas
- Pseudotumor (tecidos moles e osso)
• Desenvolvimento de inibidores FVIII/FIX
• Infecção relacionada com transfusões: VIH, VHB, VHC, VHA, Parvovirus B19 e outros
• Catéter venoso central
HEMOFILIA
Manifestações clínicas
HEMOFILIA
Inibidores
• Alo Ac anti-factor VIII ou IX • Hemofilia A – 10 – 15% Hemofilia B – 1% - 3% • Após 10 – 20 exposições • Idade precoce de exposição
• Defeitos genéticos associados a fenótipo mais grave • Raça negra
• Irmão hemofilíco com inibidor
HEMOFILIA
Risco infeccioso e CVC
Risco infeccioso (HIV, VHB, VHC – países
subdesenvolvidos)
Acesso venoso (raro > 6 anos): infecção, trombose, fractura
Associação com Hiperactividade (5 – 14A): Maior dificuldade de terapêutica (acesso venoso)
HEMOFILIA
Comprehensive care centre
• Prevenção da hemorragia
• Abordagem a longo prazo da lesão
músculoesquelética e sequelas da hemorragia • Complicações da terapêutica: desenvolvimento
de inibidores e infecção viral
HEMOFILIA
Princípios gerais do tratamento
• Prevenção da hemorragia aguda
• Tratamento imediato da hemorragia (< 2h) • Hemorragia ligeira/moderada Terapêutica no
domicílio
• Hemorragia grave hospitalar
• Disponibilidade imediata de terapêutica de substituição e coadjuvante
• Não utilizar AAS e AINE
• Evitar injecções IM, punções arteriais e venosas • Promoção de estilos de vida saudáveis: evitar o
HEMOFILIA Terapêutica
Terapêutica de substituição (derivado plasmático/recombinante)
• “On Demand” factor na hemorragia aguda (gravidade/local) • Profilaxia (Gold standard)
- Primária – Primeiros anos de vida/prevenção de articulação alvo
- Secundária - Reduz progressão da artropatia na articulação alvo 3/2 administrações ev/semana
Hemofilia grave moderada
Duração: crescimento osteoarticular …
• Inibidores (FVII/APCC)
• Indução de imunotolerância (FVIII)
HEMOFILIA Terapêutica
Terapêutica coadjuvante
DDAVP
Antifibrinolítico (ácido aminocapróico/ ácido tranexâmico)
HEMOFILIA
Terapêutica inibidores
•
Classificação
Low-responding Ac<5U Bethesda Não aumentam após exposição ao factor e
podem ser transitórios
Terapêutica factor em elevadas doses High-responding Ac>5U Bethesda
Aumentam após cada exposição Terapêutica bypass ao factor Factor VIIa recombinante / APCC
HEMOFILIA
Complicações
agudas
Complicações
crónicas
Hemofilia
FamíliaComprehensive care center
Sociedade