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AULA 07 - UNICAM

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(1)

NOÇÕES DE ZOONOSE

(2)

O que é epidemiologia?

 É o ramo da medicina que estuda os diferentes fatores que intervêm na:

 Difusão e propagação de doenças,  Sua frequência,

 Seu modo de distribuição,

(3)

O que é epidemiologia?

 E tem como finalidade Investigar e identificar as causas e a ecologia das

enfermidades que afetam os rebanhos, visando seu controle, erradicação ou prevenção.

(4)

O que é epidemiologia?

 Avaliar os riscos e o impacto econômico dos efeitos das enfermidades nas

populações animais assim como das estratégias adotadas para controle ou prevenção, auxiliando desta forma, no planejamento dos programas de sanidade animal.

(5)

Bactérias

 As bactérias apresentam uma estrutura celular bastante simples. Diferente

do que ocorre com as células animais e vegetais, elas nem sempre

apresentam as mesmas características, com isso, apresentam variações em sua forma, tamanho, virulência, etc.

(6)

Bactérias

 Esta forma de vida unicelular e procarionte pode ser encontrada isolada

ou em colônias. Muitas bactérias possuem estruturas extracelulares como flagelos ou cílios, organelas de locomoção presentes nas bactérais

(7)

Bactérias

 Muitas delas podem possuir esporos (formações que conferem resistência

às bactérias), devido ao meio ambiente inadequado à sua condição de vida, esta é uma forma delas se manterem vivas até encontrarem sua condição ideal de sobrevivência.

 Há ainda aquelas que não possuem esporos, estas são chamadas de

(8)

Bactérias

 De forma geral, as bactérias apresentam entre suas organelas: cápsula,

membrana plasmática, ribossomos, parede celular, DNA, flageloepílus. Elas podem ser classificadas em dois grupos: positvas ou gram-negativas.

 As gram-positivas possuem uma parede celular mais espessa e

constituição química formada por poliptídeos, açúcares aminados (glucozamina, ácido murâmico) e fosfato de ribitol.

(9)

Bactérias

 As gram-negativas possuem a mesma constituição química das citadas

no parágrafo acima e, além disso, apresentam ainda 10 a 20% de lipóide. Este grupo forma o maior número de bactérias patogênicas.

(10)

Fungos

 Na natureza há diferentes tipos de fungos.

 Podemos dizer que eles são uma forma de vida bastante simples.

 Com relação às diferenças, existem aqueles que são extremamente

prejudicais para a saúde do homem, causando inúmeras enfermidades e até intoxicação.

(11)

Fungos

 Encontramos também os que parasitam vegetais mortos e cadáveres de

animais em decomposição.

 Temos também os que são utilizados para alimento e até aqueles dos

quais se pode extrair substâncias para a elaboração de medicamentos, como, por exemplo, a penicilina.

(12)

Fungos

 Durante muitos anos, os fungos foram considerados como vegetais,

(13)

Fungos

 Por apresentarem características próprias, tais como: não sintetizar

clorofila, não possuir celulose na sua parede celular (exceto alguns fungos aquáticos), e não armazenar amido como substância de reserva, eles foram diferenciados das

(14)

Fungos

 Os fungos são seres vivos eucarióticos, com um só núcleo.

 Estão incluídos neste grupo organismos de dimensões consideráveis,

como os cogumelos, mas também muitas formas microscópicas, como bolores e leveduras.

 Diversos tipos agem em seres humanos causando várias

(15)

Vírus

 A palavra vírus tem sua origem no latim e significa toxina ou veneno.

 O vírus é um organismo biológico com grande capacidade de

replicação, utilizando para isso a estrutura de uma célula sadia (hospedeira).

(16)

Vírus

 O vírus é formado por um capsídeo de proteínas que envolve o ácido

nucléico, que pode ser RNA (ácido ribonucléico) ou DNA (ácido desoxirribonucléico).

 Em alguns tipos de vírus, esta estrutura é envolvida por uma capa lipídica

(17)

Vírus

 Um vírus sempre precisa de uma célula para poder replicar seu material

genético, produzindo cópias da matriz.

 Portanto, ele possui uma grande capacidade de destruir uma célula,

(18)

Vírus

 Podem infectar célula eucarióticas (de animais, fungos, vegetais) e

(19)

Vírus

 A classificação dos vírus ocorre de acordo com o tipo de ácido nucléico

que possuem, a características do sistema que os envolvem e os tipos de células que infectam.

 De acordo com este sistema de classificação, existem aproximadamente,

(20)

São quatro as fases do ciclo de vida

de um vírus:

 1. Entrada do vírus na célula: ocorre a absorção e fixação do vírus na

superfície celular e logo em seguida a penetração através da membrana celular.

(21)

São quatro as fases do ciclo de vida

de um vírus:

 2. Eclipse: um tempo depois da penetração, o vírus fica adormecido e

(22)

São quatro as fases do ciclo de vida

de um vírus:

 3. Multiplicação: ocorre a replicação do ácido nucléico e as sínteses das

proteínas do capsídeo. Os ácidos nucléicos e as proteínas sintetizadas se desenvolvem com rapidez, produzindo novas partículas de vírus.

(23)

São quatro as fases do ciclo de vida

de um vírus:

 4. Liberação: as novas partículas de vírus saem para infectar novas células

(24)

Principais Zoonoses

 Alguns tipos de microrganismos (vírus, bactérias, fungos, protozoários) são

capazes de acometer tanto células animais quanto células do corpo humano, de maneira que uma pessoa pode ser contaminada pelo contato com animais hospedeiros do microrganismo.

 As doenças transmitidas aos seres humanos através de animais são

chamadas de zoonoses (do grego, zoo, animal e noso, doença).

(25)

Principais Zoonoses

 Os animais portadores do microrganismo causador da zoonose recebem

o nome de reservatórios naturais.

 Cães, gatos e morcegos, por exemplo, são reservatórios naturais do vírus

Lyssavirus, causador da zoonose conhecida como raiva.

 Assim, quando um animal infectado ataca uma pessoa, o vírus presente

em sua saliva é transmitido e a doença pode atingir o sistema nervoso central.

(26)

Principais Zoonoses

 Existem muitas doenças que originalmente foram contraídas pelos seres

humanos através de reservatórios animais, porém, hoje, são transmitidas de pessoa para pessoa.

 Há vestígios de que os vírus do sarampo e da rubéola, por exemplo, sejam

originários de bovinos, tendo sido transmitidos à espécie humana quando as populações deixaram de ser nômades e começaram a domesticar

(27)

RAIVA

 Os hospedeiros que mantêm o vírus rábico na natureza são os carnívoros

e os quirópteros. A transmissão se dá através de soluções de continuidade.

(28)

RAIVA

 Nos cães, distinguem-se duas formas, a raiva furiosa e a paralítica ou

muda; segue a sintomatologia nervosa predominante: o período de incubação varia de 10 dias a 2 meses ou mais.

 Na fase prodrômica, os cães manifestam mudança de conduta,

escondem-se em lugares escuros ou demonstram grande agitação

 A excitabilidade reflexa é exaltada e o animal se sobressalta ao menor

(29)

RAIVA

 Apresenta anorexia, irritação na região da mordedura, estimulação das

vias geniturinária e um ligeiro aumento da temperatura corporal.

 Depois de 1 a 3 dias, acentuam-se, de forma notória os sintomas de

excitação e agitação.

 O cão se torna perigosamente agressivo, com tendência a morder

objetos, animais e o homem, inclusive seu próprio dono; muitas vezes morde a si mesmo, infligindo-se graves feridas.

(30)

RAIVA

 A salivação é abundante, uma vez que o animal não deglute a saliva em

consequência da paralisia dos músculos da deglutição.

 Há alterações no latido por causa da paralisia parcial das cordas vocais.

 Na fase terminal da enfermidade, pode-se observar convulsões

generalizadas, incoordenação muscular e paralisia dos músculos do tronco e das extremidades.

(31)

RAIVA

 A forma muda caracteriza-se pelo predomínio de sintomas paralíticos, de

maneira que a fase de excitação é muito curta ou não está presente.

 A paralisia começa pelos músculos da cabeça e do pescoço, o animal

tem dificuldade na deglutição e geralmente há suspeitas de que o cão esteja engasgado com osso.

(32)

RAIVA

 O tratador, ao socorrê-lo, expõe-se à infecção.

 Logo, sobrevém paralisia das extremidades, paralisia geral e morte.

(33)

RAIVA

CONTROLE:

• Vacinação dos animais;

• Vacinação preventiva dos funcionários envolvidos em experimentos que utilizem animais susceptíveis;

• Utilização, por parte dos funcionários, de proteção adequada (gorros, máscaras, luvas, macacões, botas etc.).

(34)

RAIVA

(35)

Doença de Chagas

 Também conhecida como tripanossomíase americana, a doença de

Chagas é causada pelo protozoário flagelado Trypanosoma cruzi, transmitido por insetos popularmente conhecidos como

(36)

Doença de Chagas

 O barbeiro é contaminado quando suga o sangue de pessoas portadoras

da doença de Chagas ou de animais infectados pelo protozoário, como cães, gatos, roedores e muitos animais silvestres, que são reservatórios naturais do parasita.

 Ao picar uma pessoa, o inseto defeca e, se estiver contaminado, os

tripanossomos presentes em suas fezes atingem a corrente sanguínea através do ferimento da picada ou se a pessoa coçar o local.

(37)

Doença de Chagas

 Os protozoários se alojam, de preferência, no músculo cardíaco e

provocam lesões que podem interferir no funcionamento do coração, podendo levar até à insuficiência cardíaca crônica.

(38)

Leptospirose

 A leptospirose é causada por uma bactéria do gênero Leptospira, que é

adquirida por seres humanos através de roedores, suínos, bovinos, entre outras espécies animais.

 O contágio ocorre através do contato direto com a urina desses animais

(39)

Leptospirose

 Os principais sintomas da doença são febre alta, dor torácica e muscular,

mal estar, cansaço, diarreia, olhos vermelhos e manchas vermelhas na pele.

 O tratamento é feito com o uso de antibióticos e outros medicamentos

(40)

Leishmaniose

 Calazar ou leishmaniose visceral é uma curiosa doença com uma

peculiar distribuição geográfica.

 Em alguns locais, como a Índia, Nepal e África, é uma doença

exclusivamente antroponótica, isto é, só é transmitida entre humanos.

 Porém, na China, no Oriente Médio, no Mediterrâneo e nas Américas

Central e do Sul, é uma zoonose, pois é transmitida entre animais e humanos.

(41)

Leishmaniose

 A leishmaniose visceral canina (LVC) é uma patologia causada por um

protozoário do gênero Leishmania, que acomete os cães, os quais são considerados, no ciclo urbano de transmissão, os principais reservatórios, através do qual, o homem pode se infectar.

 Porém, animais silvestres, como lobos, coiotes e raposas, também podem

funcionar como reservatórios. No Brasil, a LVC é transmitida através da picada do mosquito pertencente à família dos flebotomídeos, ao

(42)

Leishmaniose

 Este vetor é conhecido popularmente, por mosquito-palha, birigui ou

tatuquiras e, se constitui no principal vetor brasileiro.

 O mosquito-palha é um inseto muito pequeno, que costuma se reproduzir

(43)

Leishmaniose

 Esta doença é potencialmente letal para os humanos se não for tratada.

 Ela tem sido relatada do México à Argentina, com dados recentes

(44)

Leishmaniose

 Programas de controle estão direcionados à eliminação dos reservatórios,

que são os cães e dos vetores, o que tem sido bastante discutido.

 Além do diagnóstico precoce e o tratamento dos casos humanos,

(45)

Leishmaniose

 Os cães, praticamente, todos desenvolvem doença visceral ou sistêmica,

sendo que 90% dos animais também apresentam algum envolvimento cutâneo.

 Os sinais viscerais mais comuns observados são linfadenopatia,

emaciação, sinais possíveis de insuficiência renal (poliúria,polidipsia, vômito), neuralgia, poliartrite, poliomiosite, e outros sinais clínicos; sendo que aproximadamente um terço dos pacientes apresenta febre e

(46)

Leishmaniose

 Dentre os sinais cutâneos podemos citar hiperqueratose, pelagem seca e

quebradiça, perda de pelos, e unhas anormalmente longas ou

quebradiças, o que se constitui em um achado específico em alguns pacientes.

(47)

Principais doenças em cães

 As hemoparasitoses são doenças causadas por patógenos transmitidos

por vetores hematófagos.

 São diagnosticadas com grande frequência na rotina médico-veterinária,

sendo responsáveis por manifestações clínicas variáveis, desde

imperceptíveis até quadros clínicos mais graves culminando em óbito. Ex.: Erliquiose, babesiose.

(48)

Erliquiose

 A erliquiose canina é uma doença cosmopolita de grande importância

na clínica médica veterinária.

 Ela é causada pela Ehrlichia canis e tem como vetor o carrapato.

 Também conhecida como cão rastreador, pancitopenia canina tropical,

febre hemorrágica canina e tifo canino, esta enfermidade tem grande morbidade e mortalidade por se tratar de uma infecção de rickettsia, no sistema hematológico.

(49)

Erliquiose

 Os sinais clínicos mais comuns são petéquias pelo corpo, hemorragias,

sinais de imunossupressão, hipertermia, dispnéia, alterações

comportamentais, secreção nasal, e alterações hematológicas. O sucesso do tratamento depende da precocidade do diagnostico, do controle do carrapato e de uma terapia eficaz.

(50)

Babesiose

A Babesiose é uma doença protozoariana, provocada pela Babesia canis

e transmitida pelo carrapato castanho Rhipicefalussanguineus, o qual parasita os glóbulos vermelhos e os destrói.

 Portanto, a doença se caracteriza por uma anemia hemolítica do tipo

regenerativa.

 Outra forma de transmissão é através de transfusões sanguíneas de

(51)

Babesiose

 As manifestações clínicas variam de doença subclínica, doença

hiperaguda, aguda e crônica sendo que os cães jovens são mais sensíveis e freqüentemente apresentam formas mais

graves da doença.

 A fase hiperaguda e aguda da infecção resultam em anemia e febre que

(52)

Babesiose

 Icterícia, petéquias e hepatoesplenomegalia estão presentes em alguns

cães, dependendo do estágio de infecção, Na forma crônica ocorre febre intermitente, anorexia, perda de peso, edema, fraqueza,

esplenomegalia e mais raramente hemoglobinúria e icterícia.

 O diagnóstico presuntivo pode ser basear-se nos achados de anamnese

(53)

Cinomose

 A cinomose canina é uma moléstia febril altamente contagiosa de cães e

outros carnívoros, sendo considerada a doença viral mais prevalente nos cães e a causa mais comum de convulsões em cães com menos de 6 meses de idade.

(54)

Cinomose

 As enfermidades inflamatórias e infecciosas do sistema nervoso central

(SNC) representam um importante grupo de doenças nos cães.

 Sinais clínicos graves, muitas vezes incompatíveis com a vida do animal,

(55)

Cinomose

 O vírus da cinomose canina é um importante patógeno que determina

altas taxas de mortalidade, com letalidade inferior apenas à raiva canina.

 O vírus da cinomose canina (CanineDistemper Vírus – CDV)

(56)

Cinomose

 A transmissão ocorre principalmente por aerossóis e gotículas infectantes

provenientes de secreções e excreções oculares, respiratórias, digestivas e urinárias.

 A manifestação clínica da infecção depende do título, da estirpe viral

(57)

Cinomose

 Sinais epiteliais da doença são freqüentes e geralmente precedem ou

ocorrem simultaneamente aos sinais neurológicos.

 Inicia-se com a fase respiratória, tosse, espirros, secreções oculares e

descargas nasais, evoluindo para o trato gastrointestinal, com vomito e diarreia, e por ultimo atinge SNC, com mioclonias e tremores musculares, e em seguida óbito

(58)

Sarna sarcóptica

 Vulgarmente conhecida como sarna canina é uma doença de pele em

cães, causada pelo parasita de Sarcoptes scabiei.

 Este parasita pode também invadir outros hospedeiros, incluindo o

(59)

Sarna sarcóptica

 O ácaro parasita apresenta um comportamento diferente para cada

caso.

 É penetrado dentro da pele de um cão e causa vários problemas de

(60)

Sarna sarcóptica

 Um cão pode ter esta doença, sem entrar em contato físico com o cão

com parasita infectado.

(61)

Sarna sarcóptica

 Além disso, uma vez que o ácaro penetra no interior da pele, ele começa

a multiplicar-se rapidamente.

 Um ácaro simples é o suficiente para produzir uma infecção que pode

cobrir toda a superfície do corpo do animal. Assim, o tratamento deve começar o mais cedo possível.

(62)

Sarna sarcóptica

 O ácaro induz a sensação de coceira na pele do cão. Isso leva a risco

excessivo que resulta em pele seca, escamosa e irregular.

 A infecção geralmente ocorre dentro e ao redor das orelhas, cabeça,

(63)

Sarna sarcóptica

 Nós com pequenos pontos vermelhos são visíveis nos cotovelos, orelhas e

tronco do cão.

 Devido ao risco excessivo, pústulas e crostas amarelas vermelhas

desenvolvem-se todo o corpo.

 Isto conduz a várias feridas e inflamação. Isso também causa perda de

(64)

Sarna sarcóptica

 A pele de um cão é a primeira a responder a qualquer tipo de alergia ou

doença.

 Desde alergias muitos cães apresentam os sintomas semelhantes à sarna

sarcóptica, o diagnóstico se torna difícil.

(65)

Sarna sarcóptica

 O ácaro é tão pequeno que não pode ser visível até mesmo sob um

microscópio.

 Assim, amostra de pele nem sempre produze os resultados satisfatórios.

 Um teste negativo da amostra pele não exclui necessariamente a

possibilidade de sarna sarcóptica.

 Assim, o diagnóstico é feito, dependendo da história clínica do

(66)

Gastroenterite Hemorragica

 Enfermidades que causam gastroenterite hemorrágica são constantes na

clínica de pequenos animais.

 Parvovirose, Hepatite Infecciosa, Coronavirose, Cinomose e enfermidades

parasitárias são as principais doenças que podem provocar gastroenterite hemorrágica em cães.

 Para que haja a confirmação do diagnóstico é necessário que sejam

(67)

Gastroenterite Hemorragica

 As gastroenterites hemorrágicas caninas são comuns em todas as regiões

do Brasil.

 A Parvovirose Canina, ou Enterite Canina Viral, uma das enfermidades

infecto-contagiosas virais mais comuns e que acomete principalmente cães jovens, por apresentarem baixa imunidade.

O Parvovirus, agente etiológico da doença, pertence à família

Parvoviridae, subfamília Parvovirinae, sendo um vírus pequeno, de 20 a 25nm.

(68)

Gastroenterite Hemorragica

 Há duas variedades de parvovírus que infectam os cães, o parvovírus do

tipo 1 (CPV-1) e o parvovírus do tipo 2 (CPV-2). O parvovírus do tipo 2,

característico da população canina, contagia os animais através de seus subtipos (CPV-2a, CPV-2b e CPV-2c).

 A transmissão da doença ocorre através da via fecal-oral.

 Os sinais clínicos são: febre, vômitos, diarreia, rápida desidratação e alta

(69)

Gastroenterite Hemorragica

 A diarreia pode se apresentar de diferentes formas, com cor amarela,

traços de sangue ou até hemorragias.

 Conforme as diarreias e os vômitos progridem, observa-se acentuada

desidratação do animal, que apresenta olhos fundos e perda da elasticidade cutânea.

(70)

Gastroenterite Hemorragica

 Verifica-se também hipertermia devido a infecção causada pelo vírus ou

ainda, por processos inflamatórios secundários causados por bactérias.

 Caso a gastroenterite atinja estados mais graves, com diarreia

hemorrágica, o período de recuperação é prolongado, em média de 3 a 5 dias, sendo que em alguns casos, a morte pode ocorrer em menos de 24 horas.

(71)

Principais doenças em gatos

Peritonite Infecciosa Felina (Pif)

 A PIF é uma enfermidade imunomediada, sistêmica, progressiva e fatal

que se tornou importante para veterinários que atendem gatos que vivem em densidades populacionais altas dessa espécie pois nesses ambientes há uma prevalência maior da doença, em parte devido à maior

contaminação viral e aumento do número de cepas do FIPV, expondo os animais a altas doses infectivas nas fezes.

(72)

Principais doenças em gatos

Peritonite Infecciosa Felina (Pif)

 A ocorrência é também maior em gatos jovens.

 Outros fatores que influenciam o aparecimento da PIF são estresse,

susceptibilidade genética, doenças intercorrentes, via de infecção imunocompetência mediada por células.

(73)

Principais doenças em gatos

Peritonite Infecciosa Felina (Pif)

 A doença é classificada em formas efusiva (úmida) e não-efusiva (seca),

com base na quantidade de derrame cavitário (ascite ou hidrotórax).

 Uma forma incomum da PIF afeta focalmente o íleo, a junção

ileocecocólica ou o cólon e linfonodos adjacentes.

 Histologicamente, a PIF consiste de uma inflamação predominantemente

piogranulomatosa localizada ao redor de vasos, principalmente de vênulas.

(74)

FIV e FELV

 A leucemia felina e a imunodeficiência felina são duas doenças dos

gatos domésticos provocadas por retrovírus – uma família de vírus

especial (na qual se inclui o HIV, causador na SIDA nos seres humanos), que tem a capacidade de introduzir o seu material genético no das células do indivíduo infetado.

 Ambas as doenças têm uma distribuição universal, podendo ser

encontrados animais positivos em cerca de 1 a 3% da população de gatos aparentemente saudáveis

(75)

FIV e FELV

 Embora as duas doenças possam parecer semelhantes sob o ponto de

vista clínico, os vírus e a forma como causam doença são distintos:

 O vírus da leucemia felina (conhecido pela sigla FeLV) pertence ao

subtipo oncornaviridae, assim chamado por a infecção favorecer o desenvolvimento de tumores.

 O vírus da imunodeficiência felina (designado FIV) classifica-se no subtipo

(76)

Leucemia felina

 Os gatos infetados eliminam o vírus em grande quantidade na saliva e

secreções nasais.

 Embora em menor número, também é possível encontrar partículas virais

na urina, fezes e leite dos animais infetados.

 Deste modo, as formas preferenciais de transmissão do FeLV são a

(77)

Leucemia felina

 A partilha de pratos de comida e de caixas de areão também podem

constituir formas de transmissão esporádicas.

 As crias duma gata infetada pelo FeLV podem contrair o vírus, quer

(78)

Leucemia felina

 Os gatos jovens são muito mais sensíveis à infecção pelo FeLV do que os

gatos adultos.

 Embora possa ocorrer infecção em qualquer idade, a leucemia felina é,

geralmente, uma doença de gatos jovens (até 6 anos de idade), não estando descrita nenhuma predileção por raça nem sexo do

(79)

Imunodeficiência felina

 É possível encontrar partículas virais no sangue e na saliva dos gatos

infetados pelo FIV.

 A forma de transmissão mais importante para esta doença é a

(80)

Imunodeficiência felina

 Também é possível a transmissão através da limpeza mútua, bem como

da mãe infetada para as crias, mas são modos de transmissão menos frequente.

 Dada a forma de transmissão preferencial, a imunodeficiência felina

é, tipicamente, uma doença de gatos machos, de meia-idade ou idosos, que têm acesso ao exterior

(81)

Imunodeficiência felina

 Em ambos os casos, os sintomas não são característicos da infecção viral.

 Os gatos infetados, quer pelo FIV, quer pelo FeLV, frequentemente não

apresentam nenhuns sinais de doença durante meses, ou mesmo vários anos.

(82)

Imunodeficiência felina

 No entanto, à medida que o sistema imunitário se deteriora pela ação

do(s) retrovírus, começam a surgir períodos de doença recorrente, intervalados com períodos de aparente saúde.

 Os sinais de infecção podem corresponder a doença localizada em

(83)

Imunodeficiência felina

 Pode observar-se:

 falta de apetite, febre persistente, pelagem em mau estado;  perda de peso, lenta mas progressiva;

 inflamação oral (gengivite, tonsilite, estomatite);

 infecções crônicas ou recorrentes a nível da pele, bexiga e/ou trato

respiratório superior;

(84)

Imunodeficiência felina

 Pode observar-se:

 diversos processos oftalmológicos;

 sintomatologia nervosa, que pode incluir o aparecimento de convulsões

ou alterações no comportamento;

 anemia;

 desenvolvimento de tumores, com destaque para o linfoma (mas não

exclusivamente);

Referências

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