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Academic year: 2021

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TÍTULO: ABRANGÊNCIA DAS FICHAS DE AVALIAÇÃO UTILIZADAS EM UMA CLÍNICA ESCOLA DE FISIOTERAPIA COM RELAÇÃO AOS ASPECTOS PRESENTES NA CIF

TÍTULO:

CATEGORIA: CONCLUÍDO CATEGORIA:

ÁREA: CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E SAÚDE ÁREA:

SUBÁREA: FISIOTERAPIA SUBÁREA:

INSTITUIÇÃO: CENTRO UNIVERSITÁRIO DO PLANALTO DE ARAXÁ INSTITUIÇÃO:

AUTOR(ES): TATIANA SABRINA DE PAULA COELHO NASCIMENTO AUTOR(ES):

ORIENTADOR(ES): ANA PAULA NASSIF TONDATO DA TRINDADE ORIENTADOR(ES):

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CENTRO UNIVERSITÁRIO DO PLANALTO DE ARAXÁ – UNIARAXÁ INSTITUTO: FUNDAÇÃO CULTURAL DE ARAXÁ

CURSO: FISIOTERAPIA

AVALIAÇÃO DA CLASSIFICAÇÃO INTERNACIONAL DE FUNCIONALIDADE, INCAPACIDADE E SAÚDE DE PACIENTES TRATADOS NA CLÍNICA DE

FISIOTERAPIA DO UNIARAXÁ

Resumo

Em 2001 a Organização Mundial de Saúde (OMS) criou a Classificação Internacional de Funcionalidade Incapacidade e Saúde (CIF) e sua aplicação classifica o estado de saúde e funcionalidade do indivíduo baseada a um modelo multidirecional que engloba fatores biopsicossociais possibilitando um mapeamento da saúde funcional do indivíduo. Este estudo objetiva avaliar a classificação da funcionalidade e saúde em indivíduos tratados na clinica de Fisioterapia do UNIARAXA no setor de Ortopedia estudo em patologias dos membros inferiores, superiores e da coluna. Trata-se um uma pesquisa previamente aprovada pelo Comitê de Ética em com o protocolo número 00988/08. Sendo um estudo do tipo descritivo, longitudinal e quali-quantitativo com aplicação de questionários e análise de prontuário através da ficha de avaliação sendo selecionadas as principais características que mais se aproximem das alterações patológicas, psíquicas e sociais. A análise dos questionários avaliativos de qualidade de vida e níveis de dor aplicados baseados no Manual da CIF utilizando os qualificadores e determinantes para avaliar a funcionalidade humana averiguou que pacientes com a mesma patologia ou deficiência, podem apresentar distintos níveis funcionais, incapacidades e restrições sociais. Essas distinções podem estar associadas a fatores ambientais e pessoais. Esse estudo demonstra que nem toda incapacidade está relacionada com a presença de doença instalada e que um novo instrumento de coleta de dados deve ser implantado baseado na CIF.

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Palavras chave: Fisioterapia. Reabilitação. Funcionalidade. CIF.

Data: 28/02/17

NOME DO PROFESOR ORIENTADOR Ana Paula Nassif Tondado da Trindade

NOME DO ALUNO

Tatiana Sabrina de Paula Coelho Nascimento BOLSISTA FAPEMIG

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Introdução

Em 2001 a Organização Mundial de Saúde (OMS) criou a Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF). Sua indicação é para uso por todos os países membros da OMS (OMS, 2003). Sua elaboração foi baseada nas necessidades de se conhecer o estado de saúde, condições de vida do individuo. Permite conhecer os estados de funcionalidade, incapacidade, atividade e participação, além de deve ser feita por uma equipe multidisciplinar (OMS, 2003).

A CIF possui múltiplas finalidades para abranger vários setores. Como objetivo podemos citar de forma resumida a possibilidade de fornecer uma base cientifica para a compreensão e o estudo de determinantes da saúde; unificar a linguagem utilizada para determinantes de saúde e condições de saúde; comparação de dados de forma internacional e interdisciplinar e por fim fornecer um esquema de codificação para sistemas de informação em saúde (LEITÃO, 2004).

Algumas áreas têm usado a CIF em forma de listas curtas onde se coloca somente as categorias de interesse. Algumas dessas listas já estão definidas como core sets, que são na verdade resumos das características de determinadas patologias. Outras listas estão sendo montadas de acordo com o interesse em se avaliar determinados aspectos. Essa estratégia permite unificar a linguagem e conhecer os determinantes que podem influenciar na funcionalidade do paciente. Uma das áreas que tem utilizado dessa estratégia é a fisioterapia. Através dessa aplicação tem-se conseguido um melhor controle dos resultados dos serviços oferecidos (RAUCH, CIEZA, STUCKI, 2008).

Portanto esse trabalho vem de encontro com o que a Organização Mundial de Saúde preconiza através da resolução 5421/2001. A CIF é um importante instrumento de avaliação, sendo muito reconhecida na área do ensino e da pesquisa além de permitir uma abordagem adequada do paciente.

Esse trabalho procura propor um instrumento de avaliação da funcionalidade do paciente baseado na CIF. Essa classificação de acordo com a coleta e registro de dados serão utilizados como ferramenta estatística e ferramenta clínica que trará praticidade e organização na prestação de serviços prestados na Clínica de Fisioterapia do UNIARAXÁ, beneficiando principalmente o paciente usuário e também como ferramenta pedagógica e de políticas de saúde pública. Os objetivos desse estudo é estabelecer uma lista mínima de categoria da CIF, aplicável na avaliação dos pacientes e depois reavaliar a funcionalidade dos pacientes através da CIF para verificar a efetividade do tratamento proposto utilizando os qualificadores da CIF.

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Abaixo modelos das definições dos componentes da CIF, determinantes e fatores contextuais conforme manual da Organização Mundial da Saúde.

- Funções Corporais: são as funções fisiológicas ou psicológicas dos sistemas do corpo. - Estruturas Corporais: são as partes anatômicas do corpo tais como órgãos, membros e

outros componentes.

- Deficiências: são problemas na função ou estrutura corporal, tais como um desvio ou perda

significativos.

- Funcionalidade: refere-se a todas as funções do corpo e desempenho de tarefas ou ações

como um termo genérico.

- Incapacidade: serve como um termo genérico para deficiências, limitações de atividades e

restrições à participação, com os qualificadores de capacidade ou desempenho. A CIF também alista fatores ambientais que interagem com todos estes construtos

Figura 1

Fonte: OMS CIF 2003

Figura 1 – Estrutura da CIF Fonte: OMS CIF 200311

Figura 2 – Modelo qualificadores CIF Fonte: FONTES et. al 2010

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Metodologia

Trata-se um uma pesquisa previamente aprovada pelo Comitê de Ética em com o protocolo número 00988/08. Sendo um estudo do tipo descritivo, longitudinal e quali-quantitativo desenvolvido na Clínica de Fisioterapia do UNIARAXÁ. Foram avaliados os pacientes tratados na Clínica de Fisioterapia UNIARAXÁ no setor de Ortopedia para tratamento independente de gênero, idade e patologia. Desta forma só não participaram do estudo aqueles que não concordaram. Todos pacientes foram abordados com uma explicação da pesquisa e assinaram um termo de consentimento livre e esclarecido. Foram coletados os seguintes dados: idade, gênero, profissão, estado civil, número de filhos e endereço. Em seguida realizou-se análise do encaminhamento médico para consulta do diagnóstico e código da CID e por fim os prontuários dos pacientes através da ficha de avaliação e selecionadas as principais características que mais se aproximem das alterações patológicas, psíquicas e sociais.

Resultados:

A Clínica de Fisioterapia UNIARAXÁ no setor de Traumato-ortopedia no ano de 2016 cadastrou e atendeu 121 pacientes sendo 65 indivíduos do sexo feminino e 56 do sexo masculino. Receberam terapia 82 pacientes no período da manhã e 39 no período da tarde. Os indivíduos foram admitidos na clínica após encaminhamento médico por lesões musculoesqueléticas, fraturas e reabilitação pós-operatória, distribuídas neste estudo em patologias dos membros inferiores, superiores e da coluna.

Na análise da ficha de avaliação utilizada atualmente pela clínica atualmente observou-se informações imprecisas relacionadas ao estado físico, social e funcional do paciente.

Essas informações são imprescindíveis para a implantação da Classificação Internacional de Funcionalidade e Saúde adotada pela Organização Mundial de Saúde, que busca padronizar com classificações de referências e secundárias o estado de saúde, capacidade e funcionalidade, ou seja, o estado bio psíquico social do indivíduo.

A análise dos questionários avaliativos de qualidade de vida e níveis de dor aplicados baseados no Manual da CIF utilizando os qualificadores e determinantes para avaliar a funcionalidade humana averiguou que pacientes com a mesma patologia ou deficiência, podem apresentar distintos níveis funcionais, incapacidades e restrições sociais. Essas distinções podem estar associadas a fatores ambientais e pessoais. Esse estudo comprova que nem toda incapacidade está relacionada com a presença de doença instalada.

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Considerações finais

Apesar de ser considerado como uma ferramenta universal e multifuncional a CIF apresenta vantagens e desvantagens. Entre as vantagens podemos citar a possibilidade de uma abordagem padronizada no aspecto multidisciplinar. Porém por se tratar de uma ferramenta que aborda aspectos biopsicossociais, ambientais e de participação, seu uso ainda é uma novidade em vários setores. Portanto, deve ser muito estudada buscando analisar o impacto de sua aceitabilidade e os cuidados com a saúde, pois visa principalmente à elaboração de estratégias de tratamento com base em dados funcionais dos pacientes. Buscamos com esse estudo colaborar com o conhecimento dos principais impactos que refletem na capacidade e limitações funcionais dos pacientes encaminhados a tratamento. Com isso será possível à adoção de políticas administrativas voltadas para um planejamento mais eficiente de tratamento e triagem de pacientes. Esse estudo tem importância fundamental para o desenvolvimento do conhecimento em Saúde Funcional não só pela Clínica de Fisioterapia UNIARAXÁ, mas também podendo se expandir para os demais órgãos de saúde pública do município e regiões e também em questões funcionais como desvio de função.

Para que os objetivos específicos deste estudo sejam alcançados sugere-se a formulação de uma nova ficha de avaliação a ser implantada na Clínica de Fisioterapia UNIARAXÁ com base nos cinco capítulos da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde, criando um instrumento de coleta de dados conforme modelo proposto.

A implantação desse modelo de avaliação promoverá uma visão mais complexa e específica do Fisioterapeuta com paciente proporcionando conduta e tratamento mais eficientes.

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Referências bibliográficas:

BUCHALLA C.M; ARAÚJO E.S. A Classificação Internacional de Funcionalidade,

Incapacidade e Saúde. Acta Fisiátrica. V. 10, n.1, p. 29-31. 2003.

FONTES A.P. et al. Funcionalidade e incapacidade: aspectos conceptuais, estruturais e

de aplicação da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF). Rev. Port. Sau. Pub. v.28 n.2 Lisboa dez. 2010

LEITÃO, A. Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde. OMS. 2004

OMS. Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde. EDUSP. São Paulo; 2003

RAUCH A, CIEZA A, STUCKI G. How to apply the International Classification of

Functioning, Disability and Health (ICF) for rehabilitation management in clinical practice. Eur J Phys Rehabil Med. V. 44, n. 3, p. 329-42, 2008.

Referências

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